27 Fevereiro 2009

Modernização do A-1: 43 unidades


Segundo o Diário Oficial da União, edição da última sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009, estão sendo adquiridos equipamentos para modernização de 43 aeronaves A-1.

E as demais? O que o futuro reserva para elas?

COMANDO DA AERONÁUTICA

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No- 1/2009

Nº do Processo: 017-08/SDDP.

Objeto: Aquisição de equipamentos para a modernização das 43 (quarenta e três) aeronaves A-1.

Contratada: EAI- Embraer Aviation International. Anuente Solidária: EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.

Autoridade Solicitante: Brig Ar Dirceu Tondolo Nôro - Subdiretor da SDDP/Pres. da COPAC.

Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito - Comandante da Aeronáutica.

Justificativa: elevar a capacidade operacional e de sobrevivência das aeronaves A-1, colocando-as em condições de emprego.

Valor: US$ 147,565,954.11 (cento e quarenta e sete milhões, quinhentos e sessenta e cinco mil, novecentos e cinqüenta e quatro dólares norte-americanos e onze centavos).

Amparo legal: Artigo 24, IX, da Lei 8.666/1993 combinado com o artigo 1º, I, do Decreto nº 2.295, de 05 de agosto de 1997.

Combates aéreos sobre as Canárias

Começa nesta sexta-feira exercício de combate aéreo dissimilar envolvendo a USAFE e o Ejército del Aire



Nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, a Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire) noticiou que vinte aeronaves de combate Eurofighter, F-18 e Mirage F-1 participarão, junto com caças F-15 da USAFE (Força Aérea dos Estados Unidos na Europa), de exercícios no Arquipélago das Canárias, entre os dias 27 de fevereiro e 13 de março. Também participará das operações um E-3 AWACS de la OTAN vindo de Geilenkirchen (Alemanha). Trata-se de uma campanha de adestramento do tipo “Dissimilar Air Combat Training” (DACT), ou combate aéreo dissimilar, que visa exercitar técnicas de luta aérea entre aeronaves de características diferentes. As aeronaves operarão a partir da Base Aérea de Gando, na ilha Gran Canaria, a mais de 70 milhas da costa espanhola.

Os Eurofighter participantes pertencem à Ala 11 de Morón (Sevilla). Os F-18 são das Alas 12 de Torrejón (Madrid), 15 de Zaragoza e 46 de Gando (Gran Canaria) e os Mirage F-1 são da Ala 14 de Albacete. A partir do dia 6 de março, os F-15 provenientes do 493 esquadrão da Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE), baseados em Lakenheath, no Reino Unido, se reunirão ao exercício. Lakenheath é a maior base aérea operada pelos norte-americanos na Inglaterra e a única ala de F-15 da USAFE.

França e Emirados: um roteiro para o F-X2?



Nelson During
com Informações TTU France

Se o aumento das relações entre a França e Emirados Árabes Unidos é incontestável, os participantes franceses à IDEX observaram que permanece ainda um longo caminho a percorrer antes que a relação ganhe corpo (diplomático, militar, econômico, comercial e cultural).

A próxima visita do presidente Nicolas Sarkozy, prevista para Maio próximo, tem por conseguinte uma importância específica. Poderia marcar um momento decisivo entre os dois países, se certos fatores forem tomados em conta.

Primeiro, o Presidente inaugurará as instalações militares francesas nos Emirados, o que sinalizaria compromisso francês em relação ao acordo de defesa comum assinado entre os dois países. Esperando a chegada das primeiras unidades de soldados de infantaria na base francesa local, os três Mirage do Armée de l´Air continuam as suas missões diárias com as Forças Aéreas dos Emirados a partir da base de Al Dhafara, que protege também elementos americanos e italianos.

Os Emirados desejam que os Franceses substituam os Mirages estacionados no país pelo Rafale. Durante a IDEX foi confirmado que os Emirados estão prontos para anunciar as escolhas das empresas que devem realizar diversos programas de grande porte tanto nas áreas civil como militar (central de tipo RPE, aviões de combate de quinta geração…). Empresas francesas estão competindo para ganhar estes contratos. O que necessitam é uma presença permanente e de contactos ampliados com os Emirados. Porém os Emirados Árabes Unidos foram surpreendidos pelas ausências de diversos CEOs francese (Thales, Safran, Dassault, EADS)

É verdadeiro que a crise econômica e a baixa do preço do petróleo ameaçam diversos programas, mas a situação dos Emirados é melhor, tendo em conta suas reservas financeiras (primeira no mundo árabe e quarta no mundo). Além disso, apostar somente nas relações entre Abu Dhabi e Paris não é suficiente para ganhar contratos: os outros países fazem também esforços. A Itália consegue, pela primeira vez, superar a França no comércio com os Emirados em 2008.

Os Emirados pedem também compromissos detalhados quando da assinatura dos contratos (referentes às especificações e padrões). Os Emirados emitiram uma declaração das intenções da aquisição do Rafale. O que foi confirmado na IDEX.

Mas há condições:

Primeiro - O desenvolvimento de um motor mais potente. (Em 2006 a DGA e a SNECMA anunciaram o programa de demonstração M88 ECO, com uma previsão de 10 a 15% no empuxo, passando de 17.500 para 19.800 libras de empuxo. Os objetivos são de aumento de performance (empuxo) e redução do custo operacional (combustível e manutenção). Porém a preferência tem sido dada ao último como a versão M88-2E1 que está em operação nos Rafales, que obteve 2 a 4 % e menos de consumo com redução das atividades de manutenção).

Segundo - Integrar ao Rafale as armas atualmente em uso nos Mirage 2000-9 (O míssil de cruzeiro Black Shahine derivado do Storm Shadow-Apache da MBDA, em uso no Mirage 2000-9, foi proibido de ser integrado ao F-16 E/F pelo Departamento de Estado americano. Durante a IDEX a Raytheon confirmou um acordo entre os governos dos Emirados e Estados Unidos para a venda de 224 mísseis BVR AIM-120C7 AMRAAM, para equipara os F-16E/F)

Terceiro - Adquirir as mais avançadas tecnologias (não as defasadas ou ultrapassadas) e nomeadamente o míssil BVR Ar-Ar Meteor.

Quarto - Reforçar as trocas comerciais. O que passa por um papel mais ativo das PME (Pequenas e Médias Empresas), como fazem os Alemães e Italianos (não se concentram somente nos grandes programas).

Quinto - A devolução dos 60 Mirage 2000-9 de modo que a Força Aérea compre 60 Rafales (30 Mirage 2000-9 adquiridos em 1998 e 33 Mirage 2000 SAD8 modernizados ao padrão 9)

Convirá também evitar as querelas franco-francesas consolidando o gerenciamento dos programas em um único interlocutor (nota Editor – O Programa Rafale tem três grandes partners que são a Dassault Aviation, Thales e SNECMA/SAFRAN).

Por último, os Emirados decidirão as prioridades do projeto, que Paris deverá ter em conta. A criação da nova entidade “Critical National Infrastructures Authorities” é uma prova. Colocada sob a autoridade do Príncipe herdeiro e chefe de Estado-Maior, o Sheik Mohammed, e dirigida pelo general Sheik Akhmed Ben Tahnoun, antigo comandante de regimento de carros de combate Leclerc, agrupa as guardas de fronteira, a guarda-costeira e as unidades de proteção das instalações sensíveis. Isso demonstra que as atividades de Defesa Territorial (Homeland Security) tornam-se prioritárias.

Como Afirmou Guy Teissier, presidente da Comissão Defesa da “Assemblée Nationale” , que chefiou a delegação parlamentar francesa à IDEX, a França tem posições sólidas nos Emirados. Existe uma vontade política dos Emirados Árabes Unidos de reforçar as relações com a França, de ser “o aliado escolhido” (allié choisi), contrariamente aos Americanos, “o aliado obrigado” (allié obligé).

Os Emirados Árabes Unidos possuam talvez o conhecimento único no mundo da introdução de novas tecnologias aéreas além dos EUA, Rússia, França e Inglaterra. Foram os Emirados os lançadores da versão mais avançada do F-16 E/F Desert Falcon (Block 60) que introduziu uma série de novidades, como o radar AESA e a turbina General Electric F110-GE-132 com 32.500 libras de empuxo). Antes tinham sido da melhor versão da família Mirage o Mirage 2000-9. A versão -9 é similar em muitos aspectos ao Mirage 2000BR oferecido no extinto Projeto F-X.

Marinha oferece 1.900 vagas

Força inscreve candidatos à Escola de Aprendizes-Marinheiros, este ano com 200 oportunidades a mais. Durante o curso, o aluno receberá bolsa-auxílio de R$ 631



Rio - Para quem pensa em ingressar nas Forças Armadas, a Marinha está com seleção em aberto para a Escola de Aprendizes-Marinheiros. Este ano são oferecidas 1.900 vagas, 200 a mais do que o determinado nos concursos anteriores. Durante o curso de formação, o aluno recebe bolsa-auxílio de R$ 631, e, após os 11 meses de especialização, os vencimentos sobem para R$ 1.188,17.

A seleção é voltada apenas a jovens do sexo masculino, com Ensino Fundamental completo (ou que estejam cursando o último ano) e 18 anos completos e menos de 22 anos de idade no primeiro dia de janeiro de 2010 (nascidos entre 2 de janeiro de 1988, inclusive, e 1º de janeiro de 1992, inclusive). É preciso ainda ser solteiro, não ter filhos e estar em dia com obrigações eleitorais.

O curso acontece em uma das quatro Escolas de Aprendizes-Marinheiros, nas cidades de Florianópolis, Vitória, Recife e Fortaleza. Concurso terá prova escrita, seleção psicofísica, teste de suficiência física e verificação de dados biográficos. Além da formação militar, alunos têm alimentação, alojamento, farda, assistências médica e odontológica e participam de atividades culturais e recreativas.

Os cursos de formação têm até seis meses de duração. Após a conclusão com aproveitamento, os novos militares poderão ser deslocados para servir em qualquer região do País. Os marinheiros são encaminhados às OMs (organizações militares), em terra ou mar. No entanto, como mais de 70% dos órgãos da Marinha estão sediados no Rio, a maioria acaba seguindo carreira dentro do estado.

Apenas nos casos da Escola de Aprendizes e Corpo Auxiliar de Praças, a patente máxima alcançada é capitão-de-mar-e-guerra. Quanto mais alta a patente, mais vantajosos os benefícios. Nas três Forças, militares têm direito a atendimento ambulatorial e hospitalar subsidiados, financiamento da casa própria e serviços agregados a vantagens financeiras, como seguros diversos e previdência privada.

CANDIDATE-SE

Inscrições até 2 de março em www.ensino.mar.mil.br ou à Rua Visconde de Itaboraí 69, Centro do Rio; Rua Comandante Ituriel s/nº, Fluminense, São Pedro da Aldeia; Avenida Marques de Leão s/nº, Centro, Angra dos Reis; e Avenida Governador Geremias de Mattos Fontes s/nº, Centro, Friburgo. Taxa (R$ 10) poderá ser paga até 5 de março.

A Marinha paga auxílio-alimentação, auxílio-transporte, adicional de férias e adicional natalino. A seleção é voltada apenas a jovens do sexo masculino, com Ensino Fundamental (pelo menos cursando o último ano).

Adidos militares no exterior gastam R$34 milhões por ano

Ministério Público anuncia fiscalização inédita na prestação de contas dos 63 representantes das Forças Armadas



Leila Suwwan

BRASÍLIA. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) começou a investigar, na semana passada, as contas da rede diplomática militar brasileira no exterior. O objetivo é fazer uma pré-auditagem em notas fiscais da prestação de contas de adidos militares. Os escritórios consomem cerca de US$15 milhões (R$34,5 milhões) com pessoal e custeio por ano. O valor nunca havia sido divulgado. Metade da despesa destinada a cobrir os gastos desses postos nunca foi fiscalizada fora do âmbito do próprio Ministério da Defesa.

A manutenção dos 63 adidos militares pelo mundo é o gasto mais modesto das Forças Armadas no exterior. Exército, Marinha e Aeronáutica também mantêm cinco escritórios nos Estados Unidos e Europa. São chamados de "comissões de compras". Só o custo operacional das comissões da FAB chega a US$12 milhões (R$27,6 milhões) anuais. O Exército avisou que não informa sua despesa. A Marinha nem enviou resposta.

Custo total é mantido em sigilo pelos militares

Essas representações, criadas durante a 2ª Guerra Mundial para compra de armamentos, são mantidas até hoje com a justificativa de obter preços mais baixos para equipamentos, peças e materiais.

- Existe necessidade de maior investigação. Na parte de pessoal, aparentemente, não há problemas. Mas vamos analisar o provimento de fundos e solicitar notas fiscais, por amostragem, dos lugares onde o gasto é maior. O tribunal nunca se debruçou sobre o assunto mas, se houver alguma irregularidade na pré-auditagem, vamos solicitar uma investigação mais abrangente pelo TCU - disse o procurador Marinus Marsico.

Há cerca de um mês, O GLOBO tenta obter detalhamento sobre o custo operacional dos escritórios no exterior, que é mantido sob sigilo pelos militares, apesar de ser uma despesa pública de natureza administrativa. O Ministério da Defesa divulgou algumas informações. No caso das aditâncias de Exército, Marinha e Aeronáutica e da própria Defesa, a despesa operacional informada é de US$7,5 milhões (R$17,2 milhões) por ano - esse gasto não é rastreável no sistema de acompanhamento de gastos do governo (Siafi).

Outros US$7,5 milhões anuais são gastos com o salário dos adidos - em média, de US$10 mil por mês. Não foi contabilizada a remuneração dos adjuntos dos adidos, também militares enviados do Brasil.

Posto da FAB em Washington gastou US$9 milhões em 2004

Já no caso das comissões de compras, apenas a FAB forneceu seu custo operacional. A representação em Washington, nos Estados Unidos, gastou US$9,98 milhões (R$23 milhões) em 2004 - não há dado mais recente. O escritório em Londres, na Inglaterra, gastou US$2,2 milhões (R$5 milhões) em 2008.

O Exército tem uma comissão de compras internacionais em Washington, e a Marinha tem representações em Washington e Londres. Não há explicação sobre a necessidade de diversas estruturas militares paralelas e autônomas, para executar uma tarefa que depende cada dia menos da presença física de procuradores. A checagem, a aprovação e o recebimento de produtos complexos, como aviões, é feita por comissões técnicas enviadas do Brasil.

Um episódio em que o escritório de compras do Exército ganhou notoriedade recente foi a compra de equipamentos de rastreamento de grampos para a ABIN. Dados reservados apresentados pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) na CPI do Grampo reproduziam apenas páginas na internet que comercializam os produtos.

O escritório da FAB em Londres tem um histórico peculiar. Em 1973, a força comprou um prédio histórico e tombado, de cinco andares, na Great James Street, na região central da cidade. A corporação se orgulha também de possuir outros seis imóveis em "áreas centrais de grande demanda".

Em 1988, o adido da Aeronáutica solicitou ao governo britânico a desvinculação do escritório, o que implicou na retirada da imunidade fiscal e dos privilégios diplomáticos de alguns oficiais. O fato só foi comunicado à FAB posteriormente. Em 1992, uma equipe de inspeção do TCU desembarcou na comissão para uma fiscalização especial. Entre 2001 e 2007, o escritório foi desativado para "racionalizar meios e custos administrativos".

BABV firma parceria sobre coleta de resíduos recicláveis

A Base Aérea de Boa Vista (BABV) firmou uma parceria com a Prefeitura Municipal daquela cidade para separar o resíduo reciclável do lixo orgânico produzido na organização e estimular o seu efetivo a fazer o mesmo por meio de palestra ministrada pela Secretária de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas, Dilma Pereira da Costa.

Veja a matéria completa em http://www.blogdorodin.blogspot.com/

EUA devem sair do Iraque até agosto de 2010, diz Obama


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a congressistas nesta quinta-feira que ele pretende retirar as tropas americanas do Iraque até agosto de 2010, deixando para trás um contingente de 35 a 50 mil homens para apoiar forças iraquianas e proteger os interesses dos EUA no país.

O prazo, que seria de 19 meses desde a posse de Obama em janeiro de 2009, é três meses superior às suas promessas de campanha, que afirmavam que os soldados estariam fora do Iraque após 16 meses de seu governo.

O anúncio completo do plano de retirada juntamente com seus detalhes, é esperado para o início da tarde desta sexta-feira, quando Obama visitará uma base militar no estado americano da Carolina do Norte.

De acordo com um acordo entre os Estados Unidos e o Iraque assinado pela administração Bush no ano passado, todas as tropas americanas têm que estar fora do país até 31 de dezembro de 2011.

"Plano B"

John McHugh, o mais alto republicano da comissão das forças armadas da Câmara de Representantes, afirmou entretanto que Obama lhe garantiu que tem um 'plano B' para o Iraque caso a violência no país aumente nos próximos meses.

"Ele [Obama] me assegurou que irá rever seu plano se a situação no solo iraquiano piorar e a violência aumentar", afirmou McHugh em um comunicado.

Já para a base democrata, o número de 35 a 50 mil soldados a serem deixados no país após a retirada em agosto de 2010 foi considerado "excessivo".

Iraque e Afeganistão

O presidente americano tem afirmado repetidamente que pretende reforçar as tropas americanas no Afeganistão, onde a violência tem aumentado com ataques feitos pelo grupo radical islâmico Taleban, que governou o país até o final 2001. Naquele ano, os talebans foram derrubados por uma coalizão liderada pelos EUA, na sequência dos ataques de 11 de Setembro que mataram 3.000 americanos. Os talebans davam abrigo à rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden, mentor dos ataques.

Uma fonte do governo informou que Obama espera que os gastos do país com as guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões (R$ 329 bilhões) neste ano.

Há atualmente mais de 140 mil soldados americanos no Iraque. O país foi invadido em 2003, sob a alegação de que o ditador Saddam Hussein conduzia programas para produzir armas de destruição em massa, o que não foi provado. O governo de George W. Bush enfatizou posteriormente que a invasão derrubou um ditador e permitiu os primeiros passos para o estabelecimento de uma democracia que poderia ser vir de modelo aos outros países da região.

Com agências internacionais

26 Fevereiro 2009

KMDB da Ucrânia revela o seu mais novo blindado transportador de pessoal BTR-4 APC 8 x 8


A KMDB (Kharkiv Morozov Mine Building Design Bureau), empresa líder na Ucrânia do setor de construção de blindados, está demonstrando na feira internacional IDEX 2009 de Abu Dhabi, o veículo sobre rodas BTR-4 APC 8 x 8 , um blindado de transporte de tropas equipado com uma estação de armas PARUS.

O sistema de armas PARUS, controlado remotamente, inclui um canhão 3TM-1 de 30mm, um lançador de granadas de 40mm, uma metralhadora de 7,62 mm e um sistema de armas anti-tanque Barrier com 5.500m de alcance.

De acordo com as especificações do cliente, o BTR-4 APC 8 x 8 pode ser equipado com uma das três opções de grupo motriz: o 3TD ucraniano de 500 hp, o Deutz alemão de 489 ou 598 hp ou o Iveco italiano.

Devido à concepção modular do BTR-4 APC 8 x 8, ele pode servir de base para o desenvolvimento de uma variada família de veículos de combate. Variantes especializadas em fogo de apoio, comando, ambulância, defesa aérea, reconhecimento e de resgate, são as principais versões opcionais do BTR-4 APC 8 x 8.

O veículo oferece também um elevado nível de resistência balística, bem como proteção anti-minas. A proteção balística pode ser aumentada, sendo que a configuração reforçada, provida de uma blindagem frontal capaz de fornecer imunidade contra projeteis de 30 milímetros, eleva o peso do veículo para 27 toneladas. O BTR-4 é anfíbio e desenvolve uma velocidade em superfície aquática entre 8 e 10 km/h .

O novo APC ucraniano tem um layout convencional, no qual o condutor e o comandante estão posicionados no compartimento frontal do veículo, o motor e a transmissão no compartimento central e os soldados no compartimento traseiro.

A variante de transporte de tropas do BTR-4 leva dez soldados além dos dois operadores. O acesso e desembarque de soldados podem ser realizados por uma porta traseira ou o através de escotilhas situadas no teto do veículo. O condutor e o comandante fazem uso de portas laterais.

O BTR-4 opera em condições de temperatura entre 40 ºC negativos e 55 ºC positivos, bem como sob condições de densa poeira. O veículo roda sobre superfície pavimentada a uma velocidade máxima de 110 km/h. O BTR-4 foi projetado e fabricado por iniciativa da própria KMDB. Os promotores do veículo esperam que ele venha despertar o interesse do Ministério da Defesa da Ucrânia, bem como de clientes estrangeiros.

A-Darter é testado na África do Sul


O míssil ar-ar de curto alcance de quinta geração A-Darter, desenvolvido conjuntamente pela África do Sul e Brasil, realizou com sucesso uma série de testes de voo na última semana, anunciou a Denel Dynamics, empresa integrante do grupo de defesa sul-africano Denel, durante a feira IDEX 2009, que acontece essa semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Os testes foram realizados de um centro da Denel na costa sul da África do Sul, em Overberg, e serviram para demonstrar a manobrabilidade e as características do míssil em altas forças "G", além da capacidade de seu buscador (seeker) em identificar alvos.

O A-Darter deverá equipar os caças Gripen, operados pela Força Aérea da África do Sul, e também os F-5M e o futuro FX-2 da Força Aérea Brasileira. O míssil tem guiagem infravermelha, cerca de 89 kg de massa e 2,9 metros de comprimento, capacidade off-boresight (cerca de 90 graus). Espera-se que o A-Darter entre em operação em 2015.

Pelo lado brasileiro, participam do desenvolvimento do A-Darter, além do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), as empresas Mectron, Avibras e Optoeletrônica.

Raytheon e Alenia fecham contratos e Dassault negocia Rafale com os Emirados Árabes Unidos


Os Emirados Árabes Unidos fecharam um contrato para aquisição de 224 mísseis da variante C-7 do míssil AIM-120 AMRAAM, a mais avançada versão desta arma ar-ar BVR (para alvos além do alcance visual) produzida pela Raytheon dos Estados Unidos.

Os mísseis irão municiar a frota de caças Lockheed Martin F-16 Block 60 da Força Aérea daquele país árabe, informou um alto funcionário da Raytheon neste domingo (22).

A notícia foi fornecida por Paul T. Mikolashek, presidente da Raytheon Oriente Médio & África do Norte, durante uma entrevista na IDEX 2009 (Exposição Internacional de Defesa), mostra que foi inaugurada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, neste domingo (22).

Por outro lado, o oficial do Ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, Major General Obaid Al Ktbi, anunciou ontem (25) durante a IDEX 2009, que a Alenia venceu a concorrência para fornecimento de 48 jatos de treinamento avançado e de ataque leve para a Força Aérea de seu país. O jato M-346 da Alenia derrotou o KAI-50 da Coréia do Sul depois de uma longa e acirrada competição.

A Alenia está concorrendo paralelamente com o seu jato treinador M-311 para fornecimento de aeronaves de treinamento básico para o Emirados Árabes Unidos. O outro competidor dessa mesma concorrência é o Pilatus PC-21 da Suíça.

Ao mesmo tempo, ganharam consistência durante a IDEX 2009, as notícias veiculadas desde junho de 2008 pela agência noticiosa WAM dos Emirados Árabes Unidos de que aquele país poderia vir a comprar caças Dassault Rafale. O negócio seria feito com base na devolução à França dos Mirage 2000-9 atualmente em serviço na Força Aérea dos Emirados Árabes e as entregas estariam sendo planejadas para ter início em 2013.

Israel continua a procurar um substituto para seus jatos Skyhawk de treinamento


Israel continuará a usar jatos McDonnell Douglas TA-4H/J Skyhawk em tarefas de treinamento avançado e conversão operacional até meados da próxima década. Se nesse período não encontrar um substituto que preencha os requisitos especificados pela Força Aérea Israelense, aeronaves F-16 serão utilizadas para a missão, informou uma fonte oficial.

Israel tem em seu inventário cerca de 22 TA-4H / J , segundo dados fornecidos pelo MiliCAS (Military airCraft Analytical System), sendo que os dez primeiros foram recebidos em 1968. Por outro lado, a Força Aérea de Israel está pronta para receber o seu primeiro treinador Beechcraft T-6A do lote de 25 exemplares encomendados.

Essas aeronaves irão substituir a partir do final do próximo ano os CM-170 Zukit (versão local do conhecido Fouga Magister), sediados na base aérea de Hazerim.

Ministro polonês confirma escudo anti-míssil dos Estados Unidos em seu país


Sistemas de defesa anti-míssil Patriot dos Estados Unidos serão instalados na Polônia, confirmou o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski.

Sikorski reuniu-se nesta tarde de quarta-feira (25) com a secretária de Estado Hillary Clinton em Washington para discutir detalhes da instalação de pelo menos 10 sistemas anti-mísseis na Polônia.

"Fiquei particularmente satisfeito quando a Secretária de Estado dos Estados Unidos disse que seu país aplicará o que será conveniente e importante para a Polônia. As declarações políticas de Hillary Clinton praticamente selaram o acordo sobre o escudo anti-míssil ", disse o ministro.

Sikorski acrescentou que o documento definitivo a ser assinado sobre o escudo anti-míssil na Polônia terá um efeito inicialmente temporário, e mais tarde, assumirá um caráter permanente.

Washington assinou acordos iniciais com Varsóvia e Praga no ano passado para implantar um conjunto de 10 mísseis interceptadores Patriot na Polônia e um radar na República Tcheca a partir de 2013.

DCNS comenta seus negócios na América Latina

Empresa comenta seus negócios no continente e a transferência de tecnologia de submarinos para o Brasil


No final do ano passado, o estaleiro Direction des Constructions Navales et Services (DCNS), da França, assinou contrato com a Marinha do Brasil (MB) para a venda e transferência de tecnologia de quatro submarinos convencionais e desenvolvimento do casco do submarino nuclear brasileiro. Com o objetivo de obter mais informações sobre o negócio, considerado um dos maiores já conquistados pela companhia francesa, a reportagem de Tecnologia & Defesa enviou algumas questões à DCNS, respondidas abaixo.

T&D perguntou ao grupo francês sobre outros negócios em discussão no Brasil, mas a DCNS preferiu não comentá-los. Segundo a reportagem pôde apurar, a DCNS já apresentou à MB proposta para a construção de fragatas baseadas na Classe FREMM, desenvolvidas para as Marinhas da França e da Itália. Em paralelo aos negócios no Brasil, o estaleiro francês também está bastante ativo em outros países sul-americanos. No final de janeiro, a empresa, em parceria com uma de suas controladoras, a também francesa Thales, anunciou ter conquistado um negócio avaliado em mais de 100 milhões de euros para a modernização dos sistemas de combate de quatro fragatas da Classe Almirante Padilla operadas pela Marinha da Colômbia.

T&D - Qual é o significado para a DCNS do acordo celebrado entre o Consórcio Sepetiba (DCNS e Odebrecht) e a Marinha do Brasil (MB) para a transferência ao Brasil de tecnologia de submarinos?

DCNS - Este projeto representa uma grande carga de trabalho para nossas equipes de projetos, estaleiros e unidades produtivas. Algumas seções do primeiro submarino serão produzidas pelo estaleiro da DCNS de Cherbourg. Os submarinos serão produzidos por uma joint venture a ser constituída entre a DCNS e sua parceira brasileira, a Odebrecht, que juntas desenvolverão este projeto de transferência de tecnologia. Os submarinos restantes serão produzidos pela joint venture. A DCNS irá, contudo, produzir itens-chave de avançada tecnologia em suas próprias unidades. Durante os primeiros cinco anos, várias centenas de funcionários da DCNS trabalharão nesse projeto. O número preciso dependerá de como o contrato será implementado.

T&D - O estaleiro que será construído em Itaguaí (RJ) para a construção dos novos submarinos da MB poderá comercializar submersíveis e/ou prestar serviços para outras Marinhas latino-americanas?

DCNS - Os submarinos serão produzidos pela joint venture entre a DCNS e a Odebrecht. A joint venture não terá permissão para realizar quaisquer outras atividades além da construção e manutenção dos submarinos da Marinha do Brasil sem a permissão da própria Marinha.

T&D - Poderiam comentar brevemente o escopo da transferência de tecnologia e da participação industrial nacional que o negócio dos submarinos envolve?

DCNS - A transferência de tecnologia para a Marinha do Brasil envolve não apenas a construção de submarinos, mas também o projeto de submarinos com dimensões suficientes para acomodar um reator nuclear brasileiro. O escopo da transferência tecnológica também inclui o projeto de um moderno estaleiro otimizado para a construção e manutenção de submarinos. Atualmente, cerca de 30 companhias brasileiras têm potencial de se beneficiar com a produção de equipamentos para os submarinos dentro do acordo de transferência tecnológica. Esse número, contudo, poderá aumentar significativamente na medida em que o projeto avance.

T&D - Os senhores poderiam dar um breve panorama da presença e perspectivas do grupo DCNS para a América Latina?

DCNS - Os planos da DCNS são responder todas as chamadas de pedidos de propostas para a construção de novos submarinos ou projetos de modernização de sistemas de combate de submarinos em operação. Nesse sentido, o grupo pretende ampliar seu histórico de sucessos até hoje por toda a América Latina.

T&D - A DCNS conquistou dois importantes usuários de seus submarinos na América Latina - Chile e Brasil. Isso coloca a DCNS em posição privilegiada para a futura modernização das forças submarinas da região?

DCNS - Certamente, os sucessos recentes da DCNS em conquistas grandes contratos de duas das maiores Marinhas da América do Sul evidenciam a qualidade dos submarinos do grupo. Essa reputação duramente conquistada deve, contudo, ser sustentada dia após dia por meio da prestação de serviços de apoio de alta qualidade para antigos e novos clientes e atendendo precisamente as necessidades de modernização das forças de submarinos da região.

Chávez confirma compra de radares e aviões militares da China


Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou nesta quarta (18/02) que seu Governo comprará da China radares e aviões de treinamento, dentro de sua política de modernização da Força Armada Nacional Bolivariana.

O governante assinalou que o assunto não foi tratado com o vice-presidente chinês, Xi Jinping, durante a visita oficial de dois dias a Caracas que terminou hoje, mas indicou que seu Governo mantém esses planos.

"Não tivemos tempo de tocar neste assunto, mas confirmo que a Venezuela vai adquirir radares chineses e aviões especiais para o treinamento dos efetivos da Força Aérea, como parte da renovação de nosso sistema de Defesa", disse Chávez, segundo a agência estatal de informação "ABN".

A cooperação militar com Pequim "está em andamento", acrescentou o chefe de Estado.

No dia 11 de fevereiro, o chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), Jesús González, anunciou a chegada nos próximos meses de 11 radares e 18 aviões de treinamento K-8 de origem chinesa, com o objetivo de "aumentar a efetividade da luta contra o tráfico de drogas".

González disse na ocasião que os radares estarão operando a partir de março deste ano, enquanto os primeiros seis aviões K-8 chegarão em janeiro de 2010 e os 12 restantes estarão disponíveis no final do próximo ano.

Boeing propõe à FAB produzir caça supersônico no Brasil

De caráter sigiloso, a oferta ainda está em negociação e pode abranger uma parceria na construção do cargueiro a jato C-390; FAB vai testar aviões em abril

Claudio Dantas Sequeira

A norte-americana Boeing propôs à FAB construir os caças supersônicos F-18 Super Hornet no Brasil. Segundo a Folha apurou, a linha de montagem do avião de combate seria instalada na fábrica da Embraer no município de Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

A oferta sigilosa está em negociação e poderá abranger parceria na construção da fuselagem do cargueiro a jato C-390 - ousado projeto militar da Embraer, que ontem anunciou a demissão de 4,3 mil funcionários. A companhia não comentou a proposta, mas disse que o F-X2 poderá agregar tecnologia à indústria Aeronáutica.

A Boeing é a primeira finalista a propor a montagem dos aviões. A francesa Dassault (Rafale) e a sueca Saab (Gripen NG) cogitaram, mas não concretizaram a oferta. A fabricação no Brasil está condicionada ao volume da encomenda. Sem entrar na questão, Chris Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft, disse à Folha que o pacote de "off set" é "robusto e poderá beneficiar até 60 empresas brasileiras".

A FAB informou à reportagem que a partir do mês abril fará visitas aos concorrentes para testar os caças.

Paralelamente, o governo de Barack Obama entrou na articulação para aumentar as chances da Boeing. Número um para a América Latina no Departamento de Estado, Thomas Shannon defendeu o negócio como ponto de inflexão na cooperação militar.

"É a oportunidade para uma aliança ampla, que garanta a modernização das Forças Armadas brasileiras", disse à imprensa em reunião organizada pela Boeing. Shannon afirmou que as decisões sobre transferência tecnológica serão tomadas "caso a caso" e não garantiu a abertura dos códigos fontes, exigência da FAB para integrar ao caça mísseis nacionais.

SARSUB no Tikuna



O Comando da Força de Submarinos (ComForS) realizou, no início de fevereiro, em Angra dos Reis (RJ), a Operação “SARSUB-TIKUNA 2009”.

No dia 12, foi registrado um marco histórico para este tipo de exercício: o resgate de quatro tripulantes do Submarino “Tikuna” (S-34), sendo dois deles oficiais observadores da Marinha Americana e da Armada do Chile.

A operação consiste em: localizar o submarino sinistrado; passagem de ar e material para prover suporte à vida dos tripulantes; escape individual pela guarita de salvamento; e acoplamento do sino de resgate à escotilha de salvamento do submarino pousado no fundo do mar, em simulação a um acidente.

Neste exercício, após a abertura da escotilha, um médico passou para o interior do submarino e quatro tripulantes passaram para o sino de resgate. Em seguida, os tripulantes foram trazidos à superfície e desembarcados no Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry” (NSS), onde passaram, simuladamente, aos cuidados da equipe de médicos e enfermeiros hiperbáricos.

Esta foi a primeira vez que o NSS “Felinto Perry” realizou o acoplamento do seu sino de resgate no “Tikuna”, após já ter realizado em todos os submarinos da Classe “Tupi”.

O exercício foi acompanhado pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Fernando Eduardo Studart Wiemer, e pelo Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior.

A operação “SARSUB-TIKUNA” foi um sucesso, qualificando e capacitando os meios navais participantes, incluindo a Marinha do Brasil no seleto grupo de países que possuem a capacidade de prestar socorro à tripulação de submarinos sinistrados.

Vigiando a retaguarda: câmeras termais de ré para blindados do U.S. Army

A BAE Systems recebeu contrato para equipar tanques M-1 Abrams e veículos de combate Stryker com sistema Check-6, incorporado às caixas de lanternas traseiras



Nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, a BAE Systems anunciou que recebeu um contrato de 45 milhões de dólares da General Dynamics para produzir sistemas de câmeras termais para dois blindados do Exército dos EUA (U.S. Army), o veículo de combate Stryker e o tanque M-1 Abrams. O sistema, denominado Check-6, é derivado dos visores termais da companhia, e incorpora uma câmera infravermelha instalada na própria caixa que abriga as lanternas traseiras dos blindados, de maneira a permintir visão noturna, diurna e em quaisquer condições de tempo.

Segundo a empresa, trata-se de uma solução de baixo custo para aumentar a segurança das guarnições dos veículos, reduzindo a exposição aos perigos externos e aumentando a consciência situacional do que está à retaguarda. O fato de ser integrado às caixas de lanternas traseiras torna denecessário qualquer soldagem ou corte para a instalação, permitindo que o sistema seja integrado com facilidade aos mais de 300.000 veículos existentes ou planejados para o Exército dos EUA. As entregas deverão ser iniciadas em Abril, num total previsto de 12.000 sistemas em uma década.

Policiais iraquianos matam soldados dos EUA


Ao menos quatro soldados americanos e seu tradutor morreram nesta terça-feira atingidos por disparos de dois policiais iraquianos na cidade de Mossul, 400 quilômetros ao norte de Bagdá.

Fontes da polícia disseram que o incidente aconteceu em pleno centro de Mossul, capital da Província de Ninawa, pouco depois do meio-dia.

Por sua vez, a força militar multinacional posicionada no Iraque ainda não deu informações sobre o ocorrido. Segundo informações, os policiais que atiraram contra os militares fugiram logo após os disparos.

Segundo um balanço da France Presse a partir das informações da ONG independente Icasualties, o número de soldados americanos mortos no Iraque desde a invasão do país em março de 2003 chega a 4.250.

Marinha precisa de R$ 8,5 bi para fazer os 5 submarinos

Militares recorrem a bancos estrangeiros para bancar programa negociado com a França

Negócio, ameaçado por crise econômica, ainda é insuficiente para compensar o atraso tecnológico da indústria bélica nacional



CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Para tirar do papel o programa de desenvolvimento de submarinos (PDS) negociado com a França em dezembro, a Marinha brasileira tenta alavancar cerca de R$ 8,5 bilhões, valor para os quatro convencionais e um de propulsão nuclear. Mas a operação no mercado financeiro internacional, que compreende uma linha de financiamento a juros baixos e prazo de até 25 anos, corre risco por causa da elevação do custo do crédito e da cautela dos bancos.

Segundo a Folha apurou, a Marinha decidiu recorrer a outras instituições financeiras, que não as francesas, para melhorar as chances de financiamento. Candidatos naturais, os franceses BNP e Societè Generale, concorrem agora com bancos como Santander (Espanha) e Citibank (EUA). Nenhum deles escapou à crise atual. A incerteza sobre a capacidade de solvência de um empréstimo bilionário também aflige o Planalto, que terá a palavra final no caso.

A Marinha está otimista e diz que, se for aprovado, o contrato de financiamento será assinado em 7 de setembro, na visita do presidente Nicolas Sarkozy.

Limites

Mesmo que consiga o financiamento, a empreitada militar terá efeito limitado na reestruturação da indústria bélica nacional, como quer o governo.

Detalhes do projeto revelam que o planejamento para a troca de informações estratégicas ajudará, mas não resolverá o atual gargalo tecnológico. Sistemas sensíveis e de altíssima sofisticação como sonares, periscópios, tubos de torpedo e componentes de instalação da turbina a vapor, continuarão sendo desenvolvidos em território francês por absoluta falta de viabilidade econômica no Brasil. Até o aço do casco do submarino, uma liga especial de alta resistência, será fornecido pela França.

"Seria necessária uma produção em escala capaz de compensar os elevados investimentos requeridos para seu desenvolvimento e produção", afirma a Marinha, argumentando que o submarino terá 17% de nacionalização - tomando linearmente os mais de 200 mil itens que o compõe.

Em linhas gerais, a parceria elevará a capacidade de defesa e dissuasão, mas o país seguirá dependente por um bom tempo. Essa condição se estende ao pacote de armamentos. A Marinha acertou a compra de torpedos multifunção "Black Shark", um dos mais avançados do mercado, além do míssil antinavio SMM-39, espécie de versão submarina dos mísseis Exocet. O Brasil tem alguns projetos e técnicos farão estágio com fabricantes franceses.

"São coisas que gostaríamos de fazer aqui, mas são caras e difíceis", diz o almirante reformado Mario Cesar Flores. Ex-ministro da Marinha (1990-1992) e de Assuntos Estratégicos (1992-1994), Flores acredita que "não há solução a médio prazo". Carlos Frederico de Aguiar, presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), defende o negócio. "As baterias do submarino e as válvulas de casco serão produzidas nacionalmente, pela Saturnia e a Cia Dox", afirma.

Para Aguiar, o índice de nacionalização dos submarinos é coerente com a realidade. "Os aviões militares da Embraer têm 15% de nacionalização e os comerciais, 20%", diz. De acordo com a Marinha, 30 empresas nacionais vão produzir componentes para o projeto.

Paralelamente, Odebrecht (50%), DCNS (49%) e Marinha (1%, com golden share) formarão uma Sociedade com Propósito Específico para operação do estaleiro em que serão construídos os submarinos. Pedro Paulo Rezende, analista da revista britânica "Janes Defence Weekly", avalia que a questão de escala seria amenizada se a Marinha fabricasse o dobro de submarinos previstos.

"Ter o equipamento de última geração é importante, mas não resolve. De maneira geral, as limitações que os franceses nos impuseram são as mesmas que alemães e americanos nos imporiam", diz. Para Rezende, a questão mais sensível "é o não repasse da planta de vapor do submarino nuclear".

"Sem isso, é uma caixa preta", diz.

Colaborou SAMY ADGHIRNI , da Reportagem Local

Cifrões na defesa



Flávia Oliveira

A Estratégia Nacional de Defesa, plano anunciado em dezembro pelo governo para reaparelhar as Forças Armadas, já atrai empresas em busca de negócios no país. A Laad 2009, feira bienal de defesa, marcada para abril no Rio, espera 16 mil visitantes, 15% a mais que dois anos atrás. O número de delegações participantes subirá de 43 para 50, com 230 pessoas. "Com a Estratégia, cresceu o interesse pelo Brasil, o maior mercado de defesa latino-americano", conta Sergio Jardim, diretor da Clarion Events, que realiza a Laad. Os três grupos pré-selecionados a fornecer novos aviões-caça à FAB (Boeing, Dassault e Saab), diz ele, terão simuladores de aeronaves candidatas em seus estandes: "A aquisição de 36 caças, pelo projeto FX-2 da FAB, será de US$2,2 bilhões." A feira deve movimentar R$10 milhões só em comercialização e montagem de espaços. Embraer, Condor e Taurus estão entre as 50 empresas brasileiras entre 315 expositores.

25 Fevereiro 2009

Su-35 entrará em serviço na Força Aérea Russa em 2011



Os caças multifuncionais Su-35 serão incorporados à Força Aérea Russa a partir de 2011, comunicou a companhia Sukhoi.

Os dois primeiros protótipos Su-35 já realizaram 87 voos com sucesso, desde julho de 2008, demonstrando a técnica superior da aeronave e suas características de combate. Outro protótipo deverá ser construído para aumentar os voos de testes a 150/160, em 2009.

O caça é dotado de dois motores 117S com empuxo vetorado, combinando alta manobrabilidade e capacidade de engajar múltiplos alvos simultâneamente. O radar Irbis-E phased array permite ao piloto rastrear até 30 alvos aéreos, engajando 8 alvos ao mesmo tempo.

O Su-35BM é equipado com um canhão de 30mm com 150 projéteis e pode levar até 8 toneladas de armamento em 12 pontos duros.

O caça é considerado de geração 4++, ou seja, é uma aeronave de quarta geração que utiliza algumas tecnologias de quinta geração. A Sukhoi pretende produzí-lo até 2020.

Esquadrões franceses e belgas treinam na Córsega para missões no Afeganistão


Trata-se do exercício Serpentex 09, que se desenrola desde 16 de fevereiro na Base 126 de Solenzara, na Córsega.

Envolvendo mais de 200 militares franceses, belgas e norte-americanos, o exercício visa preparar as forças aéreas e terrestres para missões no Afeganistão, principalmente as que envolvem cenários de apoio aéreo aproximado, promovendo a integração entre quem está combatendo no chão e quem está apoiando do ar.

Quanto a esses últimos, estão presentes seis Mirage 2000 D do esquadrão de caça 3/3 de Nancy, três Mirage F1 CR do esquadrão de reconhecimento 1/33 de Reims e três Rafale do esquadrão de caça 1/7 de Saint-Dizier.

Completanto o dispositivo, estão um Puma do esquadrão de helicópteros 6/67 de Solenzara e um Transall C160 do esquadrão de transporte 1/64 de Evreux Dans. Numa segunda etapa, também participarão quatro Mirage 2000 N da força aérea estratégica da França e cinco F16 da Força Aérea da Bélgica.

Na parte terrestre, há paraquedistas do CPA (commando parachutiste de l’air) de Dijon (n°20) e de Orléans (n°10), além de membros dos esquadrões de proteção e de defesa antiaérea. O idioma do exercício é o inglês, visando a formação de equipes de controle aéreo avançado, além da aprendizagem de regras de engajamento e de emprego de armamento.

Crise põe em risco projeto do C-390


Não há momento bom para crise, mas este, que determinou as 4.200 demissões de funcionários feitas pela Embraer, não poderia ser pior para a empresa. A Embraer está batalhando parcerias internacionais para o desenvolvimento de um projeto militar ambicioso, o cargueiro e avião tanque C-390. O valor estimado da fase inicial do programa fica entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões.

O presidente da companhia, Frederico Curado, tinha a expectativa de anunciar os acordos ao longo do ano. Na sexta-feira, em São José dos Campos, um executivo ligado à vice-presidência para o mercado de defesa disse ao Estado que “a vida ficaria um pouco mais fácil” se o Comando da Aeronáutica confirmasse suas encomendas desse jato, “já anunciadas, mas não formalizadas”.

Esse pacote é coisa de 22 unidades iniciais, ao custo de US$ 1,3 bilhão. A aviação militar precisa reforçar a frota de transporte rápido para atender ao conceito do Plano Estratégico de Defesa, apresentado em dezembro de 2008, que pretende ter Forças Armadas com grande poder de deslocamento.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou a expectativa de receber os aviões a partir de 2015. O C-390 voa a 850 km/hora e leva 19 toneladas de carga útil. Abriga 64 paraquedistas equipados para combate ou 84 soldados de infantaria convencional, além de um arranjo para a retirada de feridos ou doentes em zonas de alto risco.

Um pedido firme da Aeronáutica ajudaria a ofensiva comercial da companhia no segmento da nova geração de transportadores médios, um mercado que envolve 700 aeronaves em 77 países e não menos de US$ 13 bilhões em novos negócios.

Asas para a aliança

Ministro Celso Amorim visita a colega Hillary Clinton, a menos de um mês do encontro entre Lula e Barack Obama. Aproximação se estende ao terreno militar com oferta de modernos caças F-18 para a FAB



Isabel Fleck

Washington — Se é difícil saber o que esperar do governo de Barack Obama para a América Latina, em relação ao Brasil o cenário começa a se tornar cada vez menos nebuloso. Sinais de que o país desperta interesse especial na nova diplomacia americana têm sido percebidos desde os primeiros dias de Obama no poder. Um deles é o convite que resultou no encontro de hoje entre a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, em Washington.

Amorim é o primeiro representante não-europeu a se reunir com a secretária desde que ela assumiu o cargo. A visita prepara o terreno para o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Obama, em 17 de março — outra demonstração importante para o governo brasileiro, menos de dois meses após a posse do democrata.

Na área de Defesa, o interesse não parece menor, como evidencia a oferta feita à Força Aérea Brasileira (FAB), no âmbito da concorrência FX-2, dos caças F-18 Super Hornet, da Boeing — um dos modelos mais usados pelas Forças americanas no Afeganistão. A relação entre os exércitos dos dois países também parece encaminhada a aprofundar, com visitas de ambos os lados a instalações militares, o estreitamento iniciado no governo de George W. Bush.

E a expectativa do governo brasileiro, com o governo Obama, é exatamente essa: continuar, ou ao menos manter, a aproximação ensaiada entre os dois países nos últimos anos da administração Bush. No encontro de hoje, alguns temas de interesse comum estarão na agenda, como a situação no Haiti e no Oriente Médio, a Cúpula das Américas — que se reúne entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago —, o combate à pobreza e a questão da igualdade racial, que foi mote de um acordo entre os dois países em 2008. A crise econômica e a Cúpula do G-20, a ser realizada em 2 de abril, em Londres, também deverão entrar na pauta.

Caças e mudança

Envolvido diretamente na proposta dos 36 caças oferecidos à FAB pela Boeing, o governo americano mostra um discurso que vai além da concorrência FX-2. Segundo Shannon, faz parte do “foco estratégico” dos EUA “participar do processo de modernização” das Forças Armadas brasileiras. “O Brasil está procurando mais do que essa compra. É claro que a decisão é do Brasil, mas podemos ajudar na mudança. Estamos procurando responder às necessidades do Brasil”, insistiu.

Uma das razões do interesse é apontada pelo general David Fadok, diretor de política e estratégia do Comando Sul das Forças Armadas americanas (Southcom): “O Brasil tem emergido como líder econômico”. Sobre a preocupação de Washington em manter um parceiro estratégico na vizinhança de Venezuela, Bolívia e Equador, os representantes tentam classificar a aproximação ao Brasil não como “reação”. Fadok admitiu, porém, que “há potencial para problemas (na América do Sul)”. “Temos de acompanhar isso de perto”, garantiu.

Enquanto a FAB considera a proposta americana para a venda dos caças — concorrem também a francesa Dassault, com seu caça Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG —, as relações entre os militares brasileiros e americanos vão muito bem. Na primeira semana de fevereiro, o general Enzo Martins Peri, comandante do Exército, esteve nos EUA a convite do colega norte-americano, general George William Cansey Jr., para conhecer os seus centros de treinamento. “A visita teve o propósito de estreitar os laços de cooperação entre os dois exércitos, bem como retribuir sua vinda (de Cansey Jr.) ao Brasil, em 2007”, explica a assessoria de comunicação do Exército Brasileiro.

A jornalista viajou a convite da Boeing

Vizinhos fecham pacto nuclear

Acordo abre mercados italianos à construção de usinas



O premiê italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinaram ontem, em Roma, um acordo de cooperação nuclear que abre o mercado italiano à construção de usinas nucleares.

Os ministros de Assuntos Exteriores, Defesa, Economia, Infraestruturas, Educação, Cultura e Políticas Europeias dos dois países participaram de uma cúpula bilateral na capital italiana, no qual as partes trataram do conflito no Afeganistão e da cooperação nuclear, selada com um pacto entre as usinas elétricas EDF, da França e a italiana Enel, que têm participação do governo.

Após a assinatura do acordo, Sarkozy propôs à Itália uma "associação ilimitada" em matéria nuclear, que estabeleça as bases de uma ampla colaboração em aspectos que vão da pesquisa à produção.

Berlusconi assentiu, e disse compartilhar com Sarkozy a opinião de que o futuro da Europa não está nos combustíveis fósseis, mas "nas energias renováveis" e "a energia nuclear".

O presidente francês propôs ainda a Berlusconi que soldados italianos e franceses se juntem na missão internacional no Líbano.

Berlusconi recebeu a proposta com "grande prazer", e lembrou que a Itália já está junto com a França no Líbano, onde "soldados dos dois países trabalham lado a lado".

O premiê da Itália também afirmou que o Ocidente precisa dos EUA, mas também da Rússia, para o fornecimento de matérias-primas e combustível.

Coreia do Norte anuncia lançamento de satélite

EUA temem que o país teste, na realidade, um míssil de longo alcance



Dias depois da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ter advertido Pyongyang contra qualquer tipo de provocações, a Coreia do Norte indicou, ontem, que está preparando o lançamento de um foguete para pôr em órbita um satélite de comunicações, segundo a agência oficial KCNA.

Entretanto, os Estados Unidos e seus aliados temem que o regime comunista teste um míssil de longo alcance, o que aumentaria a tensão na região. No passado, a Coreia do Norte testou mísseis alegando que iria lançar um satélite.

"Estão sendo feitos intensos preparativos para o lançamento de um foguete Unha-2 destinado a colocar em órbita um satélite de comunicações Kwangmyongsong-2, na zona de lançamento de Donghae (...) província de Hamgyong Norte", indicou um comunicado do governo, divulgado ontem.

Pyongyang testou pela primeira vez seu míssil de longo alcance Taepodong-2 em 2006, mesmo ano em que surpreendeu o mundo com um teste nuclear. No entanto, o míssil, que supostamente poderia atingir o Alasca, explodiu após apenas 40 segundos.

Vizinhos

Preocupado, o ministro sul-coreano da Defesa, Lee Sang-Hee, pediu que o vizinho do norte apresente provas de que está preparando o lançamento de um satélite e não de um míssil.

– Independentemente de o norte lançar um satélite ou teste um míssil de longo alcance, será uma ameaça à segurança do sul, porque a tecnologia utilizada aponta para o mesmo – disse Sang-Hee, no Parlamento.

O Japão também mostrou preocupação mas advertiu que está preparado para qualquer eventual ameaça do país vizinho.

Já a China indicou ontem que acompanha o lançamento iminente de um verdadeiro satélite de comunicações por parte de seu aliado, embora tenha evitado um pronunciamento oficial.

Vários analistas disseram que embora acreditem que Pyongyang lançará apenas um satélite, a tecnologia também poderá ser aplicada facilmente para um míssil de longo alcance. No entanto, não estão tão certos de que o regime possui tecnologia necessária para instalar ogivas nucleares em seus mísseis.

– Se for instalada uma ogiva (nuclear) no lugar de um satélite, então será um míssil de longo alcance. O norte quer demonstrar agora apenas sua capacidade de alcance – considerou o analista Baek Seung-Joo, do Instituto Coreano de Análises de Defesa.

Pyongyang não especificou quando será feito o lançamento, mas Baek disse que poderia ocorrer em torno de 8 de março, data das eleições legislativas na Coreia do Norte.

Na segunda-feira, a Coréia do Sul denunciou que Pyongyang concluiu a instalação de mísseis de médio alcance capazes de cobrir 3 mil quilômetros, o suficiente para atingir boa parte da Ásia.

As negociações entre Estados Unidos, Rússia, Japão, China e as duas Coreias para desarmar o regime de Pyongyang estão agora bloqueadas por uma divergência sobre a maneira de comprovar o processo.

Militares brasileiros auxiliam operação de segurança em Porto Príncipe



Porto Príncipe (Haiti) – Militares brasileiros do Grupamento de Operações dos Fuzileiros Navais e da 3ª Companhia de Fuzileiros, realizaram na região de Belair, nesta quarta-feira (18), em parceria com a Polícia Nacional do Haiti (PNH), Formed Police Unit (FPU), da Nigéria, e vários policiais da UNPOL, a Operação Mandacaru.

Durante a ação conjunta, foram detidos 15 suspeitos e apreendidos mais de 10 quilos de maconha. Os marginais e o material apreendido foram levados para a Comissaria da Polícia do Haiti, localizado no Forte Nacional.

Campanha contra a exploração sexual

No último sábado (14/02), nas instalações da Base General Bacellar, a Unidade de Conduta e Disciplina da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), promoveu o lançamento da campanha contra o abuso e a exploração sexual.

Na ocasião, a Unidade projetou um filme sobre o tema e promoveu um debate. A atividade contou com a presença das principais autoridades civis e militares da Missão da ONU no Haiti.

AGRALE MARRUÁ Será Usado pelo Exército do Equador na Defesa das Fronteiras


Caxias do Sul (RS), 19 de fevereiro de 2009 - A Agrale, única fabricante de veículos de capital 100% nacional, vendeu um lote de 18 unidades do Agrale Marruá para o Exército do Equador. Os veículos, do modelo AM10 – Rec Euro II, serão utilizados na fronteira norte do país, na divisa com a Colômbia.

Desenvolvido no Brasil para atender às Forças Armadas nacionais, o Agrale Marruá tem gerado vendas para exércitos de outros países, devido à sua versatilidade, robustez e baixo custo operacional. Recentemente, a Agrale entregou também 18 unidades do Marruá para o Exército da Argentina, para serem utilizados na missão de paz da ONU no Haiti.

Os Agrale Marruá AM 10 – Rec Euro II vendidos para o Equador são veículos de reconhecimento equipados com reparo para metralhadora de calibre 7.62 ou 0.50, com 360º de giro. Com motorização diesel de 132 cv (Euro II), transportam até cinco ocupantes e possuem PBT de 3.500 kg, com capacidade de carga de 750 kg, mais reboque militar de 750 kg, em qualquer terreno. Os modelos apresentam elevada robustez, velocidade máxima de 128 km/h (com velocidade mínima controlada de 4 km/h), fácil manutenção e autonomia de combustível de 700 km.

Produzido pela montadora na cidade de Caxias do Sul (RS), de acordo com as especificações das Forças Armadas, o Agrale Marruá conta com 100% de componentes nacionais. A Agrale também comercializa os Marruá desenvolvidos para uso civil em serviços severos como na mineração, manutenção de redes e reflorestamento, entre outros.

NATO: Portugal emprega novos blindados Pandur II em exercício



Por Pedro Manuel Monteiro

A região de Mirandela, no interior norte de Portugal, foi o palco escolhido para o exercício final de aprontamento de um contingente de tropas da Brigada de Intervenção para a missão de paz no Kosovo. O exercício serviu, também, para testar as capacidades das modernas viaturas blindadas de rodas Pandur II que o Exército português começou a receber nos últimos meses.

Uma moderna viatura de combate

Indo ao encontro do modelo norte-americano das Stryker Brigades, a Brigada de Intervenção (1, 2), força de combate média para conflitos de baixa e média intensidade do Exército português, será equipada com a família de viaturas blindadas de rodas Pandur II 8x8 (3). Na brigada, a unidade pioneira na operação da Pandur II é o regimento de Vila Real, a unidade pelo aprontamento da força que partirá agora para o Kosovo. Até ao momento, foram entregues onze viaturas a Vila Real, todas na versão base de transporte de pessoal (ICV, Infantry Carrier Vehicle). Destas, cinco foram empregues no exercício “Pristina 091”, em Mirandela.

A Segundo Cabo Ana Silva, uma das primeiras condutoras das Pandur, comenta que a nova viatura “transmite mais segurança e tem uma condução mais estável”. Questionada por Defesa Net quanto às diferenças entre a Pandur e a Chaimite que irá guiar nas estradas do Kosovo, Ana Silva não hesita em afirmar que “não existe comparação possível”, apontando as vantagens da nova viatura como “o conforto para a tripulação e tropas” ou “a rapidez do embarque e desembarque na viatura”. Trata-se de uma viatura completa, como a descreve um oficial de Vila Real. A Pandur II possui ar condicionado e protecção contra elementos NBQR, um sistema GPS, visão nocturna para o condutor, sistemas de aviso de aproximação de mísseis e um sistema de supressão de fogos nos compartimentos da tripulação e do motor. Os sistemas de comunicação da tripulante e o rádio táctico instalado a bordo são de concepção e fabrico nacional, a cargo da EID. No capítulo da protecção, a sua blindagem protege os tripulantes contra o impacto de munições de até 12,7mm (NATO STANAG 4569 Level 3) e minas (NATO STANAG 4569 Level 2ª). No armamento, a versão base, está armada como uma metralhadora pesada Browning M-2HB de calibre 12,7mm.

O Exército irá receber mais dez versões da Pandur II e estuda a aquisição versão Mobile Gun System (MGS), armada com uma peça de 105mm (4).

Segundo o Major Morgado Braz, oficial de relações públicas da brigada, não existe previsão quanto à data em que as Pandur poderão ser enviadas para missões no exterior. A prioridade, como se constata nas conversas com os militares portugueses, é a maturação da experiência de operação com a nova viatura, a avaliação das suas potencialidades e limitações, o desenvolvimento de uma doutrina de emprego e a constituição de uma estrutura de apoio que assegure a necessária manutenção destes sofisticados sistemas de armas. Até lá, os militares portugueses continuarão a usar as antigas Chaimite de fabrico nacional.

Uma nova missão no exterior

Em Março, um novo contingente da Brigada de Intervenção parte para o Kosovo, rendendo o Agrupamento Mike cuja preparação Defesa Net acompanhou no ano passado (5). A brigada com comando em Coimbra tem tido uma participação activa nos vários compromissos internacionais que Portugal assumiu. Nos últimos anos, o batalhão de Vila Real participou em diversas missões de paz no exterior, entre a Bósnia, Timor-Leste e Kosovo.

Como actual o anterior, o novo contingente português irá constituir uma reserva táctica (KTM, KFOR Tactical Reserve Manoueuvre Batalion) do comando da força da NATO aí estacionada (COMKFOR). Isto significa, um elevado grau de prontidão de toda a força e a possibilidade de vir a ser empregue em qualquer ponto do país balcânico que comemorou, recentemente, dois anos desde a declaração de independência. Todo o batalhão deve ser capaz de intervir num espaço de 24 horas ou, num período mais reduzido de 12 horas, numa força de escalão de companhia. Ali, as tropas portuguesas irão operar conjuntamente com forças finlandesas, italianas, francesas, americanas e austríacas e partilhar o aquartelamento com uma força britânica em Pristina.

O contingente, sob o comando do Tenente-Coronel Fernando Teixeira, inclui um total de 290 militares, entre 204 praças, 57 sargentos e 29 oficiais. Estes militares estão distribuídos por estruturas de comando e estado-maior, uma companhia de apoio de serviços com base no regimento de infantaria de Vila Real (Alfa Coy), uma companhia de atiradores do 1º Batalhão de Infantaria do mesmo regimento (Bravo Coy) e um esquadrão de reconhecimento com base no regimento de cavalaria de Braga (Charlie Coy). Como explica o comandante da força, Tenente-Coronel Fernando Teixeira, o Alfa Coy inclui diversas valências incluindo comunicações, apoio médico ou manutenção. Uma vez no Kosovo, o Bravo Coy irá operar três pelotões com viaturas Chaimite. Por sua vez, o Charlie Coy terá três pelotões, equipado com viaturas blindadas ligeiras Panhard VBL para reconhecimento e escolta. A força inclui, também, um pelotão de morteiros de 81mm e um pelotão anticarro com mísseis Milan, apesar de não estar previsto o seu emprego operacional na região, explica um oficial português.

Apesar dos militares dos regimentos de Vila Real e Braga constituírem o grosso da força, esta também inclui elementos de outras unidades da Brigada de Intervenção e do Exército. Por exemplo, esta integra um pequeno destacamento de seis elementos das operações especiais de Lamego, provenientes da Brigada de Reacção Rápida, e um dos pelotões de atiradores da força é constituído por 25 militares da Zona Militar da Madeira.

Treino duro, combate fácil

A máxima do Exército português aplica-se na perfeição à preparação das missões de paz. Como explica o oficial responsável pelo estado-maior da brigada, Tenente-Coronel José Morgado, procura-se um treino com realismo, dureza e vivacidade que prepare os militares para todos os cenários. Neste caso, o exercício “Pristina 091” permitiu testar o planeamento, controlo e condução de operações tácticas de apoio à paz.

O aprontamento do batalhão para a KFOR teve início em 22 de Setembro de 2008 e irá terminar em 24 de Março deste ano com a passagem de testemunho em Pristina. No total, foram ministrados 35 cursos e estágios.

O processo dividiu-se em cinco fases:

(1) nivelamento, para instrução individual e colectivo nos escalões mais baixos e homogenizar procedimentos, competências e técnicas;
(2) operações convencionais, capacitando a força para combate caso o teatro de ameaças evolua para um conflito convencional;
(3) instrução orientada para a missão, designadamente em áreas como controlo de tumultos e combate ao contrabando;
(4) avaliação com destaque para o exercício “Pristina 091” de 11 a 19 de Fevereiro, em Mirandela;
(5) preparação da projecção e projecção.


Na região de Vila Real, Serra do Alvão e Serra da Pedrela foram treinadas operações convencionais, numa oportunidade para tiro com todas as armas orgânicas do batalhão, aponta o seu comandante. Posteriormente, em Santa Margarida começou o treino orientado para a missão.

No “Pristina 091” foram treinadas diversas situações por meio de incidentes que iam sendo criados para testar a resposta dos militares – desde operações de cerco e busca, patrulhamento de área, escolta de colunas, a simulação de protecção a uma procissão religiosa, entre outros.

O exercício envolveu um total de 81 viaturas, incluindo 13 viaturas blindadas Chaimite de transporte de pessoal e cinco viaturas Pandur. No seu período de duração foram consumidos 1.040 litros de água, servidas 9.701 refeições confeccionadas, percorridos 33.000 quilómetros e gastos 6.723 litros de combustível.

Segundo o Capitão Sérgio Avelar, o exercício permiti, também, divulgar a imagem do Exército na região, seja pela prestação de consultas médicas à população, seja pela organização de visitas ao aquartelamento da força - num número de visitantes que crescia de dia para dia. A receptividade de uma população pouco habituada a ver forças militares e o seu equipamento ficou, de resto, bem patente pelo elevado número de pessoas que assistiram à demonstração de capacidades no centro da cidade de Mirandela, no dia 19 de Fevereiro.

Como comentava um oficial superior, nestas missões é também preciso ter sorte. Mas, como acrescentou logo outro, há que ajudar a sorte. O treino duro, a preparação cuidadosa da missão e dos militares são, por isso, aspectos fundamentais. Foi isso que ocorreu em
Mirandela.

A Venezuela, nações indígenas em nossa Fronteira, a crise financeira e as ambições estrangeiras


Coronel Ex R1 Gelio Fregapani

A opinião abaixo vai na contramão do que se publica em nosso país e mesmo no hemisfério ocidental; portanto, se o leitor quiser apenas reforçar convicções já estabelecidas, não perca seu tempo. Entretanto, estando disposto a analisar novos dados ou mesmo a ouvir outros pensamentos, certamente encontrará motivo para reflexão.

Deixo claro que meu único interesse é o bem do nosso Brasil. O fato de ter estado num observatório privilegiado me deu acesso a dados desconhecidos pelo nosso povo e jamais publicados. Estes dados muitas vezes contrariam ao que se pensa.

O que se pensa no País:

A Venezuela representa um perigo para nós, pois está se armando fortemente e é chefiada por um desequilibrado que nutre pretensões hegemônicas e poderá invadir o Brasil sem que tenhamos força para nos opor.

A realidade:

A Venezuela está gravemente ameaçada e precisa urgentemente do apoio ou ao menos da neutralidade do Brasil. Como não lhe é possível, nas circunstâncias atuais, defender-se eficazmente da provável guerra contra a Colômbia apoiada pelos EUA e Guiana, cuida de tornar difícil a ocupação de seu território distribuindo armas á população.

A Venezuela não nos ameaça; ao contrário, por precisar de nós nos corteja de todas as formas e é nossa primeira linha de defesa contra as pretensões dos anglo-saxões em tornar independentes as nossas "nações" indígenas para utilizar seus recursos minerais.

Um pouco de geopolítica

Separando as bacias dos rios Amazonas e Orenoco eleva-se um maciço distinto do escudo brasileiro, que em remotas eras encostou-se a este, onde hoje é a localidade de Óbidos. Esse maciço, apelidado de "Guianense" é de extraordinária potencialidade mineral, reconhecida por todos que o estudaram, contendo em assombrosas quantidades ouro e diamantes, nióbio e tântalo, estanho e alumínio, para citar só alguns. Já foi chamado de Eldorado e de Mundo Perdido.

Em ambos os lados do Maciço formaram-se grandes áreas aluvionais com condições de conter petróleo. Este tem sido encontrado em grande quantidade ao norte, entre o maciço e os Andes, e começa a ser achado também no sul, entre o maciço e o Escudo Brasileiro

Apenas o desconhecimento aliado as grandes florestas e inóspitas savanas que o rodeiam mantiveram-no, por algum tempo, a margem das ambições mais perigosas para os países que compartilhavam da posse.

Um pouco de História

Pelo tratado de Tordesilhas toda a região pertenceu originalmente à Espanha, mas foi intensamente disputada pela Inglaterra e a Holanda no final do século XVI e início do XVII. Em dificuldade de conter seus inimigos no Caribe , durante a União Ibérica o rei Felipe II transferiu o vale do Amazonas da Espanha para Portugal (ele era o rei de ambas as nações). Nós (os luso-brasileiros), que já havíamos vencido os franceses no Maranhão, também vencemos militarmente as forças britânicas e holandesas que se haviam instalado ao longo do Amazonas e afluentes e as expulsamos daquilo que seria a nossa terra. Isto significa que conquistamos a Amazônia aos ingleses, holandeses e franceses. Não aos espanhóis; estes, nossos rivais no Prata, na Amazônia foram nossos parceiros.

No Caribe, os espanhóis não conseguiram manter totalmente suas posses, permanecendo a Holanda e a França com vastas áreas. Em certo momento a Inglaterra e Holanda entraram em conflito e a primeira apoderou-se da parte do território sob domínio holandês, formando a Guiana Inglesa, que no início do século XX nos tomaria a região do Pirara, então produtora de diamantes e hoje também de petróleo.

Os acontecimentos mais recentes

Os ingleses foram os primeiros a descobrir a potencialidade mineral do maciço Guianense (do Amazonas ao Orenoco). Durante décadas sua política não foi apoderar-se das jazidas nem conseguir concessões, mas mantê-las incógnitas para evitar que uma eventual exploração por nós ou outros povos prejudicasse seu domínios sobre essas "comodities". Para isto suas ONGs, - na verdade braços de seu serviço de Inteligência, fomentaram parques ecológicos e reserva indígenas para nos manter afastados. Quando nos aproximávamos - por exemplo das jazidas do Pitinga - chegou a recorrer ao assassinato e a provocar o massacre da expedição. Posteriormente na "Nova República", tornou-se mais fácil conseguir que governos corruptos se encarregassem de retirar garimpeiros e impedir a nossa mineração.

O cenário das mudanças

A enormidade das jazidas e a utilização de minérios raros no resto do Globo reacenderam as ambições dos tempos antigos; a exploração das jazidas do Pitinga pela brasileira Paranapanema quebrou o cartel do Estanho e assustou o do Ouro. Ambos injetaram recursos nas ONGs ambientalistas e indigenistas. Era o início da "guerra". Agora valia tudo.

Com o tempo tornou-se evidente que a crise financeira acabaria por estourar; que a quantidade dólar, impresso e criado eletronicamente teria que perder o valor, pois não haveria no mundo bens equivalentes àquele dinheiro.

Tornou-se óbvio; as grandes somas em dólares da China, India, Japão e Arábias teriam que perder o valor. Os Estados Unidos, que haviam exportado suas fábricas teriam que voltar a produzir em seu território, pois não mais adiantaria pintar papel e trocá-lo por produtos de uso comum. (buy american). Os Estados Unidos entenderam que necessitariam de matérias primas. Auto-suficientes em alimentos, não o são em petróleo nem em minérios estratégicos. Caso não mais seja aceito seu dinheiro e necessitem para viver, procurarão tomar. De mãos dadas com a Inglaterra e Holanda e outros de seus aliados que estiverem sofrendo também com a crise. Não os censuremos demasiadamente; qualquer povo em circunstâncias idênticas tenderia a agir como supomos que agirão.

O que podemos esperar do futuro?

Não sabemos, mas sabemos o que não podemos esperar: Paz e segurança.

O Mundo estará conturbado. As nações que necessitarem de matérias primas e não puderem comprar (por causa do calote) tentarão tomar. Por não ter para quem vender, a produção cairá e o número de empregos também. Haverá fome e convulsões sociais. Será grande a disputa por comida e pelas matérias primas que escassearem. Os tigres asiáticos e outros que vivem de exportar produtos industrializados para ao Estados Unidos tendem e implodir em meio de guerras, revoluções e genocídios. Os detentores de petróleo, minerais estratégicos e produtores de víveres sofrerão pressões de toda espécie, incluindo a tomada dos bens a "manu militari"

Claro, é melhor tomar sem luta. Isto explica a guerra de Quarta Geração (a conquista sem guerra), que caminhava bem sucedida até a resistência na Raposa-Serra do Sol, e a declaração do general Heleno, que despertaram o País para o perigo.

Recordando os passos da Guerra de Quarta geração (a conquista sem luta)

1- identificação das jazidas
2- criação de parques ecológicos ou missões religiosas sobre as jazidas
3- atrair índios para as missões e pagar falsos laudos antropológicos
4- demarcar as terras indígenas e conseguir a homologação
5- colocar na constituição que tratados e convenções internacionais assinados pelo Brasil e homologados pelo Congresso serão incorporados a Constituição, sendo superiores às leis comuns
6- conseguir que fosse assinado pelo Itamarati a Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas, que na prática lhes concede soberania
(ISTO TUDO JÁ FOI FEITO!)
7- conseguir a homologação da Convenção no Congresso
(AGORA DESPERTAMOS. NÃO FOI NEM SERÁ FEITO)

Após esta fase, teríamos a declaração de independência, a contratação de mercenários (Blackwaters) para a defesa e o apoio militar americano se necessário, mas seria esperado que o Brasil, tendo perdido as condições jurídicas, reagisse muito fracamente

A resistência na Raposa e a declaração do gen. Heleno desmancharam a esperança americana de conquista sem luta; mas se quisermos evitá-la ou vencer, temos que nos preparar.

Cenário hipotético no futuro (pós declaração do gen. Heleno)

Sabemos que a principal carência norte-americana é o petróleo. Assistimos o que acontece no Iraque. Qualquer analista enxerga claramente que as jazidas mais fáceis de tomar são as do golfo de Maracaíbo, ainda da Venezuela, mas de certa forma reclamadas pela Colômbia. É evidente a demonização da Venezuela por parte da imprensa americana e de quem foi na onda, numa preparação, entre nós, idêntica àquela que conduziu o nosso País a entrar na guerra contra a Alemanha.

Pelo evoluir dos acontecimentos, pode acontecer uma guerra entre a Venezuela e a Colômbia, esta última apoiada pelos Estados Unidos desde que garanta o fornecimento do petróleo. Tudo indica que uma coalizão EUA - Colômbia venceria a guerra em 15 dias e naturalmente o Chavez seria derrubado (talvez enforcado, como o Sadam).

Conquistada a região do golfo de Maracaíbo, a Colômbia tangenciaria a área ianomâmi venezuelana, contígua a área ianomâmi no Brasil. Lembremo-nos que a área ianomâmi em nosso território já é independente de fato; com hino, bandeira, presidente, congresso, limites e leis próprias. Na área venezuelana isto não existe, pois lá o Chávez impede.

Derrubado o Chávez, nada mais impedirá a união das duas áreas, que reivindicará a independência, um novo Curdistão sul-americano, só que este com o apoio estadunidense, que assim teria garantido o suprimento de minérios estratégicos.

Certamente, neste cenário, ainda teremos outros problemas; haverá convulsões sociais com o desemprego causado pela diminuição das importações, e isto enfraquecerá nossa resistência ao estrangeiro. A exclusividade das jazidas do pré-sal já está sendo contestada além das 200 milhas, e as próprias plataformas podem ser tomadas.

Neste cenário pessimista, que gostaríamos nunca aconteça, não é inteligente nos opormos ao dirigente venezuelano por sua oposição aos Estados Unidos.

Geopoliticamente, interessa ao Brasil que ele prejudique os planos anglo-americanos de dominação, e que, na pior hipótese, atraia para si as atenções. Ao contrario do veiculado, ele tem apoiado a campanha para evitar a entrega da Raposa às ONGs; até ameaçando cortar a luz que vem da Venezuela (pois a ONG CIR impede a construção de hidrelétricas) , caso a área seja entregue às ONGs estrangeiras.

Pouco nos interessa que ele queira se perpetuar no governo ou se fala em socialismo bolivariano; seus patrícios que decidam. Tentemos decidir certo com os nossos dirigentes, tarefa nada fácil.

Isto tudo não me torna partidário do Chavez nem de ninguém. Pensemos apenas na nossa Pátria! Entre os cenários remotos, mas não impossíveis, existe o de um conflito entre nós e a Venezuela seja criado pela personalidade megalômana do Chavez ou pela cegueira de nossa política exterior, em apoiar a Guiana (leia-se EUA) em seu contencioso territorial.

A diferença de potencial evidencia a falta de lógica deste cenário, e dois fatores afastam a probabilidade de um conflito assim:

1- países mais fracos não provocam guerras, defendem-se caso atacados ou pressionados ao extremo.
2- O nosso País não tem a menor intenção de atacar ou pressionar para obter alguma vantagem nem a Venezuela nem a qualquer outra nação.

Poderia ser dito: a diferença de potencial deles para os EUA não é ainda maior? Eles não cogitam de guerra, mesmo tendo contra si mais a Colômbia e a Guiana? Sim, mas apenas de defender seu território e suas riquezas naturais. Nem Chávez nem ninguém na Venezuela nem em qualquer país do mundo seria louco em pensar atacar os Estados Unidos.

- E o Japão, poderia ser perguntado. Já não o fez uma vez?

Certo. Extremamente pressionado. Estudando história a fundo talvez cheguemos a conclusão que não teve outra alternativa a não ser a rendição sem luta.

Conclusão

A evolução da crise econômico-financeira tende a conduzir a uma abruta queda do valor do dólar, ou mesmo sua substituição por outra moeda visando a perda de valor das reservas em dólares dos países que, por fabricarem mais barato ou por dominarem a produção de petróleo, acumularam mais moeda americana do que bens existentes nos EUA.

Além da perda das reservas acumuladas, esta espécie de "calote" desmancharia a economia dos países que vivem de exportar para os EUA trará reflexos em todo o mundo, que poderão desembocar em guerras, convulsões sociais cuja amplitude e alcance não podem ser inteiramente avaliadas.

Uma das conseqüências previsíveis é a interrupção das importações dos Estados Unidos, que voltaria a fabricar em seu território o que hoje compra dos povos com mão de obra barata. Entretanto, petróleo e minérios estratégicos necessitarão trazer de fora. Não os podendo comprar, procurarão tomar. É uma questão de sobrevivência.

Ressalta aos olhos de quem estudar o assunto, o interesse norte-americano pelo petróleo venezuelano e pelos minerais das serras que separam o Brasil daquele país.

A maneira mais fácil de conseguir o petróleo é através de uma guerra entre a Colômbia e a Venezuela. A maneira mais fácil de conseguir os minerais estratégicos é tornar independentes certas terras indígenas do Brasil e controlar os seus governos. Evidenciam-se as manobras para conseguir ambos os intentos.

A Venezuela reage a seu modo. O nosso Brasil ensaia a reação.

A História parece se repetir; Novamente estamos do mesmo lado dos (descendentes dos) espanhóis contra as ambições dos anglo-saxões agora representados pelos EUA, Reino Unido e seus aliados, principalmente a Holanda. Tal como no século XVII a Inglaterra ajudou a desfazer a União Ibérica, agora tenta afastar o Brasil da Venezuela. Assim ficaria mais fácil a tomada por partes.

Uma vez derrubado o sustentáculo da reação venezuelana, o Chávez, as pressões para a independência das reservas indígenas tenderiam a aumentar de muito. Apesar de suas "loucuras" do Chavez, a Venezuela é a primeira linha de defesa da nossa integridade territorial. Não hostilizá-la é questão de bom senso.

24 Fevereiro 2009

O guarda-chuva nuclear da Europa



Marcelo Rech

A proliferação de armas nucleares constitui uma das principais ameaças à segurança e a paz no mundo contemporâneo e a prevenção destas ameaças é um dos desafios mais importante que se impõe à comunidade internacional.

Os Estados Unidos e a União Européia, por exemplo, têm o tema entre suas principais prioridades e os focos de maior tensão estão no Irã e na Coréia do Norte.

Neste sentido, como compreender a presença do guarda-chuva nuclear na Europa, ou seja, o armazenamento e planejamento do uso de armas nucleares norte-americanas no continente?

As armas nucleares dos Estados Unidos armazenadas no Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda e Turquia permanecem sob o seu controle político e militar.

Por outro lado, cerca de 180 dessas armas e 36% do estoque podem ser utilizadas por cinco países membros da OTAN (Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia), que não têm as suas próprias armas nucleares.

Fica difícil compreender onde os Estados Unidos atuam para a não proliferação de armas nucleares.

De acordo com o acordo relativo à assistência militar mútua coletiva dos Estados-Membros, o provimento de armas nucleares está baseada na necessidade de reforçar e manter a segurança internacional e a "solidariedade transatlântica".

Uma declaração do grupo de planejamento nuclear da aliança, de junho de 2007, estabelece uma missão da OTAN/norte-americana quanto a armas nucleares táticas na Europa "para prever as necessidades de dissuasão nuclear no século XXI".

Por essa razão, aeronaves F-16 (na Bélgica, nos Países Baixos e na Turquia) e PA-200 Tornado (na Alemanha e Itália) estão permanentemente atualizadas.

Estas aeronaves podem utilizar muitos aeródromos dos Estados-Membros da OTAN, incluindo a Polônia e os países bálticos. Aviões da OTAN também podem ser equipados para transportar bombas nucleares aéreas.

O potencial de armas nucleares norte-americanas estocadas na Europa está diretamente ligado às armas ofensivas estratégicas dos Estados Unidos e dos novos elementos do sistema ABM a ser implantado na Polônia e República Checa.

Além disso, trata-se de uma grosseira violação do Tratado de Não-Proliferação, que impede os Estados dotados de armas nucleares de transferirem essas armas àqueles que não a possuem.

Os signatários do Tratado se opõem a proliferação de armas nucleares a nível mundial e, neste contexto, colocam em xeque Irã e Coréia do Norte. Por outro lado, permitem o armazenamento de bombas em seu território preparadas para serem utilizadas.

O guarda-chuva nuclear na Europa revela mais uma vez a perigosa política de dois pesos e duas medidas adotada pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN, constituindo-se numa grave ameaça para a Europa.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa.

22 Fevereiro 2009

O pouso da Boeing Brasil

A gigante planeja fazer do País uma base de fornecimento para suas fábricas nos EUA. Mas só se ganhar o projeto FX2


JOSÉ SERGIO OSSE, de St. Louis (EUA)

Nunca se falou tanto em Brasil no edifício envidraçado de St. Louis que serve de QG para a Boeing IDS, o braço de equipamentos militares da segunda maior fabricante de aviões do mundo. A empresa é uma das três finalistas da licitação promovida pela Força Aérea Brasileira para renovar sua frota de caças, o chamado projeto FX2, que consumirá algo em torno de US$ 2,2 bilhões - compete com a sueca Saab, com seu Gripen NG, e a francesa Dassault, fabricante do Rafale. O interesse da Boeing no negócio vai além da venda do lote inicial de 36 aeronaves para os brasileiros.

Caso seu caça multipropósito F/A-18 Superhornet seja escolhido, a companhia pretende transformar empresas brasileiras em fornecedores de equipamentos e materiais para sua própria operação nos EUA. Interessadíssima na vitória, a Boeing já identificou pelo menos 60 empresas brasileiras que poderiam se tornar parceiras no projeto FX, num primeiro momento, e, a seguir, ganhar o status de fornecedoras para suas fábricas nos EUA. A Embraer, é claro, é a principal candidata a desempenhar esse papel, mas não a única. Várias outras empresas nacionais poderiam receber tecnologia da Boeing, especialmente nas áreas de sistemas e materiais, como a Avibras, a SantosLab e a Mectron. Todas elas estão, também, sob o escrutínio de outras fabricantes de defesa dos EUA, como a Raytheon, que participa do consórcio do Superhornet, liderado pela Boeing. "Não se trata de uma relação comercial no estilo consumidor e fornecedor. Seria uma via de duas mãos", explica Bob Gower, vicepresidente do programa F-18. Na sede do Departamento de Estado dos EUA em Washington, Tom Shannon, secretário- assistente responsável pelas relações americanas com países ocidentais, usou argumentos semelhantes ao falar com a DINHEIRO. "É claro que o Brasil não está apenas comprando aviões, mas quer, principalmente, modernizar sua indústria de defesa", diz.

Os laços entre os americanos e as empresas brasileiras podem se estreitar ainda mais. "Poderíamos considerar investimentos de capital em companhias do Brasil, se isso for necessário para que elas atendam alguns requisitos e se tornem fornecedoras para o programa do Superhornet", afirma Bill Profilet, diretor regional da Boeing para programas de participação industrial.

O grande obstáculo nesses planos vem dos próprios EUA. Historicamente, o país resiste a transferir tecnologia para os compradores de equipamentos militares fabricados por empresas americanas, o que a transforma em uma espécie de azarão nesse páreo. Embora a FAB exija transferência total de tecnologia, especialistas consideram pouco provável que os EUA mudem sua política em relação a esse assunto.

Só que o país vive um novo momento. Há uma recessão profunda instalada nos EUA. Além disso, o governo de Barack Obama já dá sinais de que irá reduzir os gastos militares americanos. Assim, as vendas externas podem significar a válvula de escape para o aperto no mercado interno. Embora a venda de 36 aviões para o Brasil represente, em dólares, apenas uma pequena fração do contrato que a empresa tem com a Marinha dos EUA (que até hoje já recebeu mais de 380 Superhornets), há uma oportunidade para reduzir custos, transferindo parte da produção de peças e componentes para o Brasil.

Além de mitigar seu próprio risco, a Boeing teria a chance de melhorar suas margens sobre cada avião ainda a ser entregue - inclusive aqueles que ela ainda entregará para os EUA. "Para nós, as exportações são vitais, pois estendem a vida útil de nossas linhas de produtos, ao mesmo tempo que abrem caminho para que possamos nos beneficiar de melhoras em nossos aviões a um custo baixo", diz Mark Kronenberg, vice-presidente de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing IDS. Os fornecedores criados no Brasil poderiam, ainda, apoiar a área comercial da fabricante. Essa divisão tem sofrido bastante nas mãos de parceiros que não cumprem prazos e especificações. O resultado é um sério atraso no 787, seu novo projeto civil, quase dois anos fora do prazo.

Seis pelotões de fronteira poderão ser instalados em Roraima este ano


VANESSA LIMA

As fronteiras de Roraima poderão ganhar seis novos pelotões ainda este ano. Segundo o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), general Barcellos, o Ministério da Defesa estuda a possibilidade de instalação de novos pelotões especiais de fronteira no Estado. Há a expectativa de implantação de mais seis novos pelotões na região.

Os locais de atuação e quando serão construídos os novos pelotões está em análise, assim como em outros estados da federação.

“O sentido maior é de manter íntegro o território da nossa pátria. Algo que se pode dar destaque também é a integração entre as três forças para garantir nossa soberania.

A presença de mais pelotões poderá vir a acontecer fruto de estudos desenvolvidos pelo Ministério da Defesa”, diz o general Barcellos.

A nova possibilidade é fruto da Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo Governo Federal no final do ano passado, que estabelece diretrizes e ações de médio e longo prazo para reorganizar e reorientar as Forças Armadas levando mais mobilidade e presença nas fronteiras.

Para o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, a Estratégia tem como base a reorganização, modernização e identificação dos pontos estratégicos sensíveis e ter uma locação de forças naquele ambiente.

Em Roraima, os seis pelotões existentes ficam nas regiões de Bonfim, Normandia, Pacaraima, Surucucu, Auaris e Uiramutã (onde compreende as terras indígenas da Raposa Serra do Sol). Um efetivo de 66 militares com médicos, dentista e farmacêutico está presente em cada pelotão.

Formado por uma fração de militares destacados à linha de fronteira, os pelotões especiais de fronteira são responsáveis por identificar qualquer tipo de quebra da integridade territorial do Estado, convivendo conforme o que diz a tríade da soberania: combate, vida e trabalho.

21 Fevereiro 2009

Pesquisadores encontram navio da 1ª Guerra Mundial

Estudiosos franceses encontraram um navio afundado em 1917 com quase 300 marinheiros a bordo.

Vídeo da Reuters.
Narração: Thiago Varella.

19 Fevereiro 2009

EUA: imigrantes reforçarão Forças Armadas

Portadores de vistos temporários que morem nos EUA há pelo menos dois anos poderão ganhar cidadania, caso se alistem


Julia Preston

WASHINGTON. Exauridas pelas guerras no Afeganistão e Iraque, as Forças Armadas americanas vão começar a recrutar imigrantes qualificados que vivem no país com vistos temporários, oferecendo a eles a chance de se tornarem cidadãos americanos em um prazo tão curto como seis meses.

Os imigrantes que são residentes fixos no país, com green cards, já são qualificados para alistamento há tempos. Mas o novo esforço, pela primeira vez desde a Guerra do Vietnã, vai abrir espaço nas Forças Armadas para imigrantes temporários, caso eles morem nos Estados Unidos há pelo menos dois anos.

Recrutadores esperam que os imigrantes temporários tenham mais instrução, habilidades em línguas estrangeiras e experiência profissional que muitos americanos que se alistam. Isso ajudaria as Forças Armadas a preencher vagas em equipes médicas, de intérpretes e em setores de inteligência.

— O Exército americano atua em vários países onde a a consciência cultural é importante — diz o general Benjamin Freakley, o principal recrutador do Exército, que comanda o programa piloto.

O programa começará pequeno — limitado a mil recrutas no país inteiro durante o primeiro ano, a maioria para o Exército e alguns para outros setores. Se o programa piloto for bem-sucedido, como os representantes do Pentágono preveem, ele será expandido para todas as divisões das Forças Armadas.

Para o Exército, ele poderia fornecer até 14 mil voluntários por ano, ou cerca de um a cada seis recrutas. Cerca de 8 mil imigrantes permanentes, com green cards, entram para as Forças Armadas americanas anualmente, segundo o Pentágono, e quase 29 mil estrangeiros atualmente em serviço não são ainda cidadãos americanos.

Embora o Pentágono tenha autoridade para recrutar imigrantes desde logo depois do 11 de Setembro, os militares têm atuado cautelosamente para construir as bases legais do programa de imigrantes temporários e assim evitar polêmicas internas e entre os veteranos diante da perspectiva de uma adesão em massa de imigrantes.

A divulgação do programa, no ano passado, suscitou uma leva de comentários irados de militares na ativa e veteranos no site Military.com. Marty Justis, diretor da American Legion, a organização dos veteranos, disse que enquanto uma parcela do grupo se opõe “a qualquer grande afluxo de imigrantes”, eles não discordam do recrutamento de imigrantes temporários, desde que eles passem por minuciosas avaliações.

Nos últimos anos, milhares de recrutas foram recusados

Imigrantes ilegais, que não podiam se alistar, continuam sem o direito. Segundo os recrutadores, voluntários com vistos temporários já terão passado por um pente-fino e terão mostrado que não têm antecedentes criminais.

Nos últimos anos, quando as Forças Armadas americanas combatiam em duas guerras e havia dificuldades para alcançar as metas de números de recrutas, milhares de imigrantes com vistos temporários tentaram se alistar e foram recusados por não terem green cards. O trabalho de recrutamento ficou mais fácil nos últimos meses, quando o desemprego cresceu e mais americanos procuraram a carreira militar. Mas o Pentágono ainda tem dificuldade em atrair médicos, enfermeiras e especialistas em idiomas.

Estratégia de defesa

Serviço civil nos fins de semana

Os jovens, moças e rapazes, que não forem aproveitados no serviço militar obrigatório, terão participação ativa em atividades sociais, no formato do serviço civil que será desenhado até a metade deste ano. Estudos apontam que, diferentemente dos cerca de 100 mil recrutas que anualmente recebem treinamento militar, esses jovens do serviço civil não ficarão comprometidos por longo período com a obrigação de servir a pátria. Atuarão apenas nos fins de semana de um semestre ou apenas no verão, dependendo da necessidade da cidade onde vão atuar. Inicialmente estão no foco do serviço civil recém formados de medicina, odontologia e enfermagem.

Esses primeiros traços do serviço civil foram apresentados no Rio pelo secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, general José Elito Siqueira, na segunda reunião do Fórum Empresarial de Defesa e Segurança da Firjan.

No encontro, o general lembrou que o Brasil absorve, por ano, apenas 100 mil homens no serviço militar obrigatório, dentro de um universo formado por 1 milhão de jovens. Ou seja, sobrará gente para o serviço civil. E trabalho não faltará se forem levadas em consideração as necessidades das cidades, por exemplo, nos surtos de dengue, como os que vêm se repetindo no Rio, ou em calamidades climáticas, como as enchentes em Santa Catarina.

Como argumento para reações contrárias à convocação de mais jovens para o serviço à Nação, general Elito tem citado o Estado de Israel, onde os homens prestam serviço por três anos e as mulheres, dois anos. "E é uma honra para eles", sublinha o general.

18 Fevereiro 2009

Pilotos militares no comando de aeronaves civis


Aprova a Instrução Suplementar - IS nº 121.545-001, que estabelece a qualificação de pilotos das Forças Armadas operando conforme o descrito no parágrafo 121.545(d).

A DIRETORIA DA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL - ANAC, no uso da competência que lhe confere o art. 11, inciso V, da Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, tendo em vista o disposto nos arts. 8º, incisos X, XXX e XLVI, e 47, inciso I, do mesmo diploma legal, e 4º, incisos IV e XXXI, do Anexo I do Decreto nº 5.731, de 20 de março de 2006, e na Resolução nº 30, de 21 de maio de 2008, e considerando o que consta no processo nº 60800.003173/2009-32, deliberado e aprovado na Reunião de Diretoria realizada em __ de ______ de 2009,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Instrução Suplementar - IS nº 121.545-001, que estabelece a qualificação de pilotos das Forças Armadas operando conforme o descrito no parágrafo 121.545(d).

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

SOLANGE PAIVA VIEIRA

Diretora-Presidente


A DIRETORIA DA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL - ANAC, no uso das competências que lhe foram outorgadas pelos arts. 11, inciso V, da Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, 24, inciso VIII, do Anexo I do Decreto nº 5.731, de 20 de março de 2006, e 9º, inciso VIII, do Regimento Interno aprovado pela Resolução nº 71, de 23 de janeiro de 2009, e considerando o que consta no processo nº 60800.003173/2009-32, deliberado e aprovado na Reunião de Diretoria realizada em __ de ______ de 2009,

RESOLVE:

Art. 1º A Seção 121.545 do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica – RBHA nº 121 – “Requisitos Operacionais: Operações Domésticas, de Bandeira e Suplementares” – passa a vigorar com a seguinte redação:

“121.545 – MANIPULAÇÃO DOS CONTROLES

Nenhum piloto em comando pode permitir que alguém manipule os controles de um avião durante o vôo e nenhuma pessoa pode manipular os controles de um avião em vôo, a menos que essa pessoa seja:

(a) um piloto qualificado do detentor de certificado operando a aeronave;

(b) um INSPAC piloto qualificado, autorizado pelo piloto em comando, executando verificação de operação em vôo;

(c) um piloto de outro detentor de certificado de empresa de transporte aéreo, autorizado pelo detentor do certificado de empresa de transporte aéreo operador da aeronave e pelo piloto em comando, e devidamente qualificado, conforme Programa de Treinamento aprovado do operador da aeronave; ou

(d) um piloto das Forças Armadas, autorizado pelo detentor do certificado de empresa de transporte aéreo operador da aeronave e pelo piloto em comando, e devidamente qualificado, conforme Programa de Treinamento aprovado do operador da aeronave.]”

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

SOLANGE PAIVA VIEIRA

Diretora-Presidente


NOTIFICAÇÃO DE PROPOSTA DE REGRA Nº 002/2009/GPNO

SEÇÃO 121.545 DO RBHA 121 – MANIPULAÇÃO DOS CONTROLES

IS Instrução Suplementar 121.545-001

(a) Em atenção ao previsto no RBHA nº 11, a SSO submete à consulta pública a proposta de alteração da Seção 121.545 do RBHA nº 121 e a proposta de Instrução Suplementar – IS No 121.545-001, como se segue:

1 – Incluir as alterações para regulamentar o acesso aos controles das aeronaves operadas por um detentor de Certificado de Empresa de Transporte Aéreo por Oficiais das Forças Armadas;

2 – Incluir as alterações para regulamentar o acesso aos controles das aeronaves operadas por um detentor de Certificado de Empresa de Transporte Aéreo por pilotos de um terceiro detentor de Certificado de Empresa de Transporte Aéreo;

3 – Aprovar a Instrução Suplementar – IS No 121.545-001, que apresenta o método de comprovação do requisito;

(b) Segue-se o detalhamento das alterações propostas com a justificativa para cada uma delas. Para melhor visualização das alterações propostas, são apresentadas três colunas contendo, respectivamente: o texto vigente, o texto proposto e um resumo dos motivos que justificam a alteração.

Para simplificar, os textos não alterados ou nos quais a única alteração é a modificação das siglas do DAC pelas siglas da ANAC, são omitidos.

IS Nº 121.545-001

Revisão A

Título: Qualificação de Pilotos das Forças Armadas e pilotos de outro detentor de certificado de empresa de transporte aéreo operando conforme o descrito nos parágrafos 121.545 (c) e (d)

Aprovação: Resolução ANAC nº xxx, de yy de zzzzzzzz de 2009 Origem:SSO/GPNO

1. OBJETIVO

Estabelecer a qualificação técnica e demais condições dos pilotos das forças armadas necessárias para a manipulação dos controles de um avião, conforme o previsto na Seção 121.545 do RBHA nº 121.

2. REVOGAÇÃO – N/A

3. FUNDAMENTOS

3.1. O RBAC 61.43 define os requisitos para que os pilotos militares sejam habilitados;

3.2. O RBAC 121.545 define os requisitos para a manipulação dos controles das aeronaves; e

3.3. A Resolução nº 30, de 21 de maio de 2008, em seu art. 14 estabelece que a ANAC pode emitir IS para esclarecer e orientar a aplicação de um requisito previsto em um RBAC.

4. DEFINIÇÕES – N/A

5. DESENVOLVIMENTO DO ASSUNTO

O método de demonstração dos mínimos necessários para os pilotos das Forças Armadas são:

5.1. Possuir a licença de piloto de linha aérea (PLA);

5.2. Possuir o Certificado de Capacidade Física de primeira classe;

5.3. Ter concluído com aproveitamento o treinamento inicial de tripulante da detentora do certificado em que irá manipular os controles no posto que ocupará na cabine de comando;

5.4. Possuir a habilitação de tipo da aeronave no posto em que irá manipular os controles;

5.5. Cumprir o Programa de Treinamento Periódico aprovado para o detentor do certificado de empresa de transporte aéreo; e

5.6. Estar coberto por um contrato, ou outras avenças, celebrado entre o detentor do certificado de empresa de transporte aéreo operador da aeronave e a respectiva Força Armada ou o outro detentor de certificado de empresa de transporte aéreo, conforme o caso, o qual deverá incluir cláusulas de seguro e responsabilidade civil.

6. APÊNDICE – N/A

7. DISPOSIÇÕES FINAIS

7.1. Os casos omissos serão dirimidos pela ANAC.

7.2. Esta IS entra em vigor na data da publicação da Resolução que a aprova.

Explosão em paiol do CTA deixa um ferido, diz Aeronáutica

Uma pessoa teve escoriações leves no incidente desta tarde.

Área do paiol foi isolada e bombeiros, acionados para combater incêndio.

em São Paulo

O comando da Aeronáutica, por meio de nota oficial em seu site e assinada pelo brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez, confirmou que, por volta das 14h15 desta quarta-feira (18), houve “uma sequência de queima de materiais explosivos em um dos paióis do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos", a 97 km de São Paulo.

A Aeronáutica informou ainda que ao menos uma pessoa ficou ferida, com escoriações leves, no incidente. A assessoria de comunicação do CTA havia informado anteriormente que não houve vítimas na explosão.

Por medida de prevenção, o CTA isolou a área do paiol atingido e evacuou os militares e civis que estavam em instalações nas imediações. Além disso, o Corpo de Bombeiros de São José dos Campos foi acionado para apoiar as equipes de combate a incêndio do CTA, segundo informações da nota da Aeronáutica.

Ao finalizar a nota, o comando da Aeronáutica afirma que iniciou os procedimentos necessários para investigar as circunstâncias do incidente.

Apreensão entre militares

Temor de impacto da crise sobre fundo de pensão


José Meirelles Passos

WASHINGTON. Eles, por enquanto, têm emprego. Mas se preocupam cada dia mais com o futuro que para alguns já é quase imediato: são os militares que estão se aproximando da aposentadoria, O problema é que a crise financeira está devorando as suas reservas o fundo de pensão privado que complementa o que receberão do Pentágono.

Para quem está combatendo no Iraque ou no Afeganistão a incerteza sobre como manter a família passou a ser um outro inimigo, e que também pode ser fatal. Afinal, quem deixa a farda após 20 anos de serviço passa a receber 50% do salário atual. Os que ficam 30 anos na ativa recebem pensão equivalente a 75%.

Sem o reforço da pensão privada, a perspectiva é a de ter de buscar um novo emprego, o que anda escasso. A tensão pode ser medida pelos informes que o Departamento de Defesa recebe das zonas de guerra sobre os momentos de lazer dos soldados, nos quais o fechamento das operações em Wall Street passou a ser seguido com tanta atenção quanto o beisebol.

A média das perdas tem sido de 30%. O prejuízo depende de quanto cada um está investindo naquele fundo. E alguns chegam a investir de 30% a 40% do salário, aproveitando-se do aumento que recebem ao irem à guerra: o soldo de um soldado raso, pula de US$ 2 mil para US$ 5 mil mensais.

Plano de transferência da ESG gera protestos


Flávio Tabak

O anúncio de transferência da Escola Superior de Guerra para Brasília provocou protestos entre docentes e ex-alunos do instituto no Rio. Segundo o anúncio feito pelo Ministério da Defesa, o projeto é levar a sede da ESG para Brasília, mantendo a unidade do Rio como uma filial. A ideia prevista inicialmente no documento da Estratégia de Defesa Nacional era uma mudança ainda maior: transferir a escola para Brasília, ainda que sem prejuízo das atividades no Rio.

A partir daí, o almirante-de-esquadra Luiz Umberto de Mendonça, ex-comandante da escola exonerado em 5 de fevereiro, fez as contas do custo da mudança: até R$54,7 milhões. O ofício com o cálculo foi enviado ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, no dia 31 de outubro passado.

O documento foi remetido por Jobim ao deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que pediu esclarecimentos sobre o motivo e os custos para modificar a estrutura da escola. O almirante apresenta três alternativas no ofício para transferir a ESG.

A primeira delas trata da total mudança da instituição. "Esta foi considerada inadequada, (...) por acarretar o afastamento dos principais centros acadêmicos de excelência do país das escolas militares de altos estudos e dos centros de ciência e tecnologia das Forças Armadas (...), além de alocação de recursos financeiros estimados, preliminarmente, em R$54.762.309,75" afirma o ex-comandante.

Em visita ao Rio na semana retrasada, Jobim disse que a sede passará a ser em Brasília, mas a transferência, segundo ele, seria apenas um problema de "linguagem", e as atividades na Urca não seriam prejudicadas.

Representação em Brasília foi opção 'adequada'

Ministério da Defesa afirma que não vai gastar R$54 milhões

O almirante Luiz Humberto de Mendonça analisa outras duas alternativas para a mudança, prevista na Estratégia Nacional de Defesa - assinada por Jobim e pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger - e num decreto presidencial publicado em 18 de dezembro de 2008.

As duas opções analisadas foram consideras adequadas, mas não têm cálculo de gastos: ambas preveem a manutenção da ESG no Rio; uma com representação temporária em Brasília, e a outra com unidade permanente em Brasília. No dia próximo dia 30 de junho, um plano de transferência da ESG para Brasília deverá ser apresentado.

A decisão desagradou à Associação de Diplomados da ESG. O professor e presidente da entidade, Pedro Ernesto Mariano de Azevedo, afirma que a mudança é desnecessária:

- Achamos que a escola deve ser mantida no Rio. O ministro (Jobim) disse que a ideia não foi dele e garantiu que ela não mudará, que seria apenas uma extensão para promover cursos em Brasília. Mas não faz sentido, a escola é mais do que uma universidade. A mudança custaria milhões de reais, não há razão.

O deputado Otávio Leite calcula que o custo da transferência representaria mais de dez vezes o valor do orçamento da instituição:

- Estamos sofrendo o desmantelamento da máquina estatal no Rio. Daqui a pouco vão querer transferir o Corcovado e a praia.

Defesa diz que gasto de R$54 milhões está descartado

O Ministério da Defesa informou que o custo de R$54 milhões se referia à proposta de transferência total da ESG para Brasília, que não está sendo cogitada. Porém, a opção por levar apenas a sede para Brasília, mantendo a unidade do Rio como uma representação, muda a expectativa de gastos. Os custos da transferência, segundo a pasta, ainda não estão disponíveis porque o deslocamento da sede vai respeitar um cronograma que começa em março. "As medidas para a transferência da sede - que, na prática, é uma ampliação e fortalecimento da escola, mediante criação de novas atividades em Brasília - estão em andamento".

Segundo o ministério, encargos não serão criados com as mudanças, "pois as novas atividades teriam que ser prestadas por alguma instituição oficial, com os custos inerentes. No caso, optou-se pela ESG".

Ex-cabo consegue indenização por tortura

União é condenada a pagar quase R$ 100 mil

Justiça Federal determina que União pague indenização de quase R$ 100 mil pela prática de tortura em um quartel do Exército na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte. A decisão foi do juiz federal Antônio José de Carvalho Araújo, da 8ªVara Federal, que ordenou o pagamento de 200 salários mínimos a ser paga a um ex-cabo da Força.

O ex militar ingressou no Exército como aluno-cabo em 2002 e se desligou do Exército quatro anos depois. Na ação, ele narra que logo no primeiro dia de trabalho, após a faxina, foi obrigado a fazer flexões enquanto um sargento agredia os alunos com um cacetete de borracha, na região lombar. O autor da denúncia detalhou que, com a prática, ''chegou a urinar sangue''.

O juiz avaliou que houve grande sofrimento psíquico à vítima, que foi submetida ''à tortura diante de seus companheiros, além de ter sido vítima de perseguições e humilhações. Pouco podia fazer, uma vez que possuía a condição de subordinado e isto possui graus mais acentuados diante da hierarquia militar''.

Quanto ao tratamento imposto pelo Exército, como forma de disciplinar os alunos, o magistrado enfatizou que ''não é com a tortura e nem com os maus tratos que se conseguirá a tal disciplina''. Na sentença, ele observou que a responsabilidade do Estado está comprovada pelo exame de corpo de delito feito pela vítima e pelos depoimentos das testemunhas. ''O dano possui um apelo principal na órbita do sofrimento psíquico do autor, o que configura o chamado dano moral. As testemunhas ouvidas ratificaram as alegações do autor, confirmando que este foi vítima de agressão com cacetete de borracha, enquanto fazia flexões, tendo ficado internado na enfermaria do Batalhão, além de que passou a ser vítima de perseguições''.

A sentença ressalta ainda que o trabalho desempenhado e a responsabilidade são do Exército Brasileiro. ''O Exército Brasileiro faz parte do serviço público e sua estrutura é custeada pelos cofres públicos. Assim, suas ações e atitudes, em um Estado Democrático de Direito, devem se pautar pela prestação de contas aos cidadãos brasileiros. Não se pode aceitar qualquer ação que desvirtue a publicidade que todos esperam e muito menos que se transformem as Forças Armadas em verdadeiras Caixas de Pandora'', escreveu.

A ação foi ingressada em 2006, após o militar se desligar das Forças Armadas. Inclusive, um dos argumentos da União, na defesa apresentada à Justiça, foi a prescrição da ação. No entanto, o Juiz Antônio José rejeitou essa tese: ''quando se trata do crime de tortura, até o instituto da prescrição deve ser ponderado, sob pena de se configurar uma grave omissão do Estado Brasileiro aos Direitos Humanos mais básicos. É que o dano provocado pela prática de tortura não pode ser comparado com os danos de outras naturezas''.

Sarkozy volta ao Brasil no 7 de Setembro


DA REPORTAGEM LOCAL

Nicolas Sarkozy voltará ao Brasil no 7 de Setembro antes de ir a La Paz, disse seu gabinete. A Folha apurou que é uma retribuição a quando Lula, em 2005, foi o convidado de honra de Paris no 14 de Julho.

Na ocasião, Lula selou a compra de 12 Mirage 2000 usados – após o cancelamento do programa F-X da FAB. A presença de Sarkozy coincidirá com a decisão final sobre o F-X2, concorrência de US$ 2 bilhões para a compra de 36 aviões de combate. A Dassault francesa é finalista, com o Rafale. (CDS)

Marinha do Brasil assina termo de cooperação com a Petrobras


Com o propósito de elevar o quantitativo das tripulações disponibilizadas para a Marinha Mercante e manter o nível de qualidade na formação dos homens e mulheres que embarcam em nossos navios mercantes, a Marinha do Brasil, representada pelo Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA) e pelo Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), assinará em 16 de fevereiro de 2009, às 16h00, dois Termos de Cooperação com a PETROBRAS, por intermédio do Centro de Pesquisas da Petróleo Brasileiro S.A. (CENPES/PETROBRAS), com a interveniência da Fundação de Estudos do Mar (FEMAR) e com o aval da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), bem como do “Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural (PROMINP)”.

A parceria da Marinha com essas Instituições decorre da participação da Diretoria de Portos e Costas (DPC), desde 2004, nos trabalhos realizados no âmbito do PROMINP, com a finalidade de encontrar soluções alternativas para aumentar a capacidade de formação de Oficiais da Marinha Mercante do CIAGA e do CIABA, em vista das limitações à utilização dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM), de modo a atender o crescimento da demanda de tripulantes esperada para os anos subsequentes, decorrente da renovação e ampliação de nossa frota mercante e da expansão das atividades ligadas à exploração de petróleo no mar.

Esses Termos de Cooperação preveem o repasse de cerca de 78 milhões de reais, a serem aplicados nos Centros de Instrução para a modernização dos seus recursos instrucionais, aumento da capacidade de alojamento para alunos e ampliação do corpo docente da área do Ensino Profissional Marítimo.

A execução dos projetos específicos, previstos para serem concluídos nos próximos três anos, além de propiciar melhores condições de conforto e habitabilidade aos futuros Oficiais da nossa Marinha Mercante, ampliará, significativamente, a capacidade de formação de nossos Centros de Instrução, assegurando condições para o atendimento tempestivo da demanda de marítimos com as qualificações requeridas pelo desenvolvimento tecnológico, que vem ocorrendo no transporte marítimo e nas atividades de pesquisa e exploração relacionadas com o petróleo.

Os riscos da falta de tecnologia de carbono

Rio de Janeiro - O Brasil conhece muito pouco, quase nada mesmo, da tecnologia de carbono, constituinte, por exemplo, do diamante e da grafite e está presente nos populares lápis de escrever. O País é totalmente dependente da importação de grafites especiais, segundo o presidente da Associação Brasileira de Carbono (ABCarb), engenheiro químico Luiz Depine de Castro.

O material usado na produção de quase tudo, de cadeiras até fuselagem de aviões e carros, tem desenvolvimento limitado no Brasil ao Centro Tecnológico do Exército, em Guaratiba, no Rio de Janeiro, onde estão os projetos apoiados pela Petrobras desde 2003. Os dois precursores das fibras são a poliacrilonitrila - que não se desenvolve em nenhum lugar do País e o mercado é dominado pelo Japão - e o piche. A fibra de carbono de piche, que está sendo desenvolvida na instalação do Exército, utiliza como matérias-primas o alcatrão da hulha, oriundo das siderúrgicas e o chamado "fundo do barril" de petróleo, resíduo que sobra das refinarias.

Veja a matéria completa em http://www.blogdocidadaobrasileiro.blogspot.com/

Morales e Medvedev acertam parcerias militar e energética


DA REDAÇÃO

Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram ontem em Moscou declaração conjunta em que se comprometem a promover a cooperação bilateral em áreas como as de energia e combate ao narcotráfico.

Medvedev disse que a Rússia venderá helicópteros à Bolívia para o combate à produção de cocaína. La Paz busca parceria alternativa para a repressão ao narcotráfico após a deterioração das relações com os EUA.

Na área energética, os mandatários discutiram a possibilidade de a estatal russa de energia Gazprom investir na exploração de hidrocarbonetos no país sul-americano. Hoje, Morales encontrará o presidente Nicolas Sarkozy, em Paris.

EUA: militares suspeitos de fraude no Iraque

Caso de corrupção e uso indevido de US$ 125 bi para reconstrução do país pode ser o maior da História americana

Patrick Cockburn

SULAIMANIYAH, Iraque. No que pode se tornar a maior fraude da História dos Estados Unidos, autoridades americanas começaram a investigar o papel de militares de alta patente no uso indevido de US$ 125 bilhões destinados à reconstrução do Iraque após a queda de Saddam Hussein. É possível que nunca se descubra a soma exata que desapareceu, mas um relatório do Inspetor Geral dos EUA para a Reconstrução do Iraque (Sigir, na sigla em inglês) sugere que ela pode exceder US$ 50 bilhões — tornando-a um roubo ainda maior do que o esquema de pirâmides de Bernard Madoff.

— Acredito que o verdadeiro saque após a invasão foi feito por funcionários americanos e empreiteiros, e não por pessoas das favelas de Bagdá — disse um empresário envolvido com o Iraque desde 2003.

Auditores descobriram que US$ 57,8 milhões foram enviados em notas de cem para o empreiteiro responsável pelo centrosul iraquiano, Robert J. Stein Jr, que foi fotografado com o monte de dinheiro. Ele é um dos poucos americanos que devem ser condenados por fraude e lavagem de dinheiro.

Apesar das altas somas para a reconstrução, não há guindastes visíveis em Bagdá, exceto pelos utilizados na nova embaixada dos EUA. Líderes iraquianos estão convencidos de que o roubo ou desperdício do dinheiro de ambos os lados só poderia acontecer se funcionários americanos estivessem envolvidos.

Em 2004 e 2005, o orçamento de US$ 1,3 bilhão saiu do Ministério da Defesa iraquiano para comprar helicópteros soviéticos de 28 anos, obsoletos demais para voar, e veículos blindados que podiam facilmente ser perfurados por balas de fuzis. Iraquianos foram responsabilizados pelo roubo, mas militares americanos controlavam grande parte do Ministério.

Em janeiro, investigadores requisitaram a ficha bancária do coronel Anthony B. Bell, que era responsável por contratos para a reconstrução em 2003 e 2004.

Segundo o “New York Times”, estão sendo investigadas também as atividades do tenentecoronel Ronald W. Hirtle, da Força Aérea, responsável por contratos em Bagdá em 2004. Os dois alegam inocência.

Dinheiro era entregue em caixas de pizza

O fim do governo Bush deu novo impulso às investigações. No início da ocupação, republicanos bem relacionados foram premiados com empregos no Iraque. Um jovem de 24 anos de uma família republicana foi posto no comando da bolsa de valores de Bagdá, que teve que fechar porque ele teria esquecido de renovar o aluguel do prédio.

Estão sendo reexaminadas informações dadas por Dale C. Stoffel, que foi assassinado em Taiji, ao norte de Bagdá, em 2004. Stoffel, um negociante de armas, havia obtido imunidade após dar informações sobre uma rede de suborno ligando empresas e funcionários americanos na Zona Verde de Bagdá. Ele contou que propinas de milhares de dólares eram entregues em caixas de pizzas enviadas a funcionários americanos.

Até o momento, americanos que foram processados estavam envolvidos com casos menores de corrupção.

Ministros iraquianos admitem a corrupção desenfreada no governo. Mas também há forte suspeita da cumplicidade de americanos ou da escolha de testas-de-ferro iraquianos. Em muitos casos, empreiteiros sequer começaram ou terminaram as obras. O fracasso em fornecer eletricidade, água corrente e sistema de esgoto durante a ocupação americana foram cruciais para afastar os iraquianos do regime pós-Saddam.

Colisão nuclear abaixo do oceano

Dois submarinos, um britânico e um francês, se chocam durante exercícios militares no Atlântico

Dois submarinos com armamento nuclear, um britânico e outro francês, colidiram enquanto participavam de exercícios militares separados no Oceano Atlântico.

Os submarinos nucleares ficaram muito danificados após o choque, que aconteceu no começo deste mês, mas só foi divulgado pela mídia ontem. Ninguém ficou ferido no acidente e as armas não foram prejudicadas, informou o jornal Daily Mirror.

Os ministérios da Defesa da França e da Grã-Bretanha não confirmaram a colisão, mas ambos emitiram comunicados sobre seus submarinos nucleares.

O ministério da Defesa francês afirmou que o Le Triomphant chocou-se contra um objeto submerso, provavelmente um contêiner, enquanto voltava de uma patrulha. Segundo o comunicado, a embarcação sofreu danos na câmara do sonar, que abriga os equipamentos de navegação e detecção, mas foi capaz de retornar à base em Long Island, com seus próprios recursos.

"O incidente não provocou feridos na tribulação e em nenhum momento ameaçou a segurança nuclear. Não houve nenhuma interrupção na capacidade nuclear dissuasória", afirmou o ministério no comunicado.

Já o ministério da Defesa em Londres disse que não comenta as operações submarinas e que não confirma as notícias. No entanto, em breve comunicado, acrescentou: "Podemos confirmar que a capacidade dissuasória do Reino Unido não foi afetada em nenhum momento e que a segurança nuclear não foi comprometida".

O jornal The Sun afirmou que a atual tecnologia antissonar é tão boa que é possível que nenhum dos submarinos tenha detectado o outro a tempo. Após o acidente, o submarino HMS Vanguard da Marinha Real voltou para a base em Faslane, no oeste da Escócia, com danos visíveis no casco.

Susto nuclear no meio do Atlântico

Submarinos atômicos francês e britânico colidem carregados de ogivas

LONDRES. Dois submarinos nucleares carregados com ogivas atômicas, o britânico HMS Vanguard e o francês Le Triomphant, chocaram-se no início deste mês no meio do Oceano Atlântico, informaram ontem autoridades da França e do Reino Unido. Elas ressaltaram que apesar do susto, o acidente não causou vítimas nem danos graves nas embarcações. Segundo especialistas, o acidente poderia ter tido consequências catastróficas se tivesse provocado incêndio ou danos a alguma arma nuclear ou no casco de uma das embarcações. Cerca de 250 marinheiros estavam nos dois submarinos no momento da colisão.

— Foi um choque leve, que ocorreu por causa de uma ressaca no oceano. Felizmente não ocorreram prejuízos graves — disse o almirante Jonathan Band, chefe Marinha Real Britânica.

Deputados pedem investigação independente

Os ministérios da Defesa dos dois países não divulgaram a data do acidente mas, segundo a rede britânica BBC, a colisão ocorreu entre 3 e 4 de fevereiro. As duas embarcações, além de movidas a propulsão nuclear, têm capacidade para lançar mísseis atômicos. Ambos faziam exercícios militares no momento do choque. O HMS Vanguard é um dos 11 submarinos de propulsão nuclear da GrãBretanha e carregava, segundo fontes militares, pelo menos 48 ogivas atômicas.

Deputados britânicos pediram ontem uma investigação independente para identificar as causas do acidente.

17 Fevereiro 2009

F-16IN Super Viper: a proposta da LM para a Índia



Para quem acha que o F-16 já morreu, ele está bem vivo e disputando agressivamente o F-X da Índia. O F-16IN Super Viper é a versão moldada para atender aos requisitos do Programa Medium Multi Role Combat Aircraft (MMRCA). Além de superar as já conhecidas características de alta performance do F-16, a versão IN incorpora algumas tecnologias de 5a. geração, tornando-o um dos mais avançados caças de sua categoria.

Entre as inovações, o Super Viper incorpora o radar AESA Northrop Grumman APG-80, um data-link para Guerra centrada em Redes (Net-Centric Warfare), cockpit full-color com HMD, sistema de auto-defesa de última geração como decoys rebocados e o motor General Electric F110-132A.

Um dos trunfos do F-16 é a sua confiabilidade e facilidade de manutenção, provada em combate, com base em mais de 13 milhões de horas de voo em tempo de paz e em operações de guerra.

O principal concorrente do Super Viper no MMRCA é o MiG-35.

SAAB coloca um pé na Índia

Cooperação com empresa local é parte da estratégia da Saab para vencer o projeto MMRCA


O ADDC (Aeronaoutical Design and Development Centre), uma associação entre o grupo sueco Saab e a indiana Tata Consultancy Services (TCS), recebeu o seu primeiro contrato para participar da concepção e do desenvolvimento estrutural do Gripen NG.

Isto permitirá que o ADDC desempenhe um papel central no desenvolvimento de diferentes componentes da Saab. O anúncio foi feito em uma conferência realizada em 09 de fevereiro durante a Aero Índia 09.

Em setembro de 2008 a Saab e a TCS assinaram um momorando para a criação de um centro de desenvolvimento aeronáutico na Índia, chamado ADDC. O ADDC pretende ser um projeto de longo prazo com o compromisso da Saab de transferir tecnologia do setor aeroespacial para a Índia. Além disso, o ADDC prestará serviços de engenharia aeronáutica para o mercado local e mundial de defesa.

Sem dúvida a criação do ADDC é um marco histórico para a a Saab estabelecer-se na Índia.

Estudo aponta que substituição dos F-16 holandeses é prematura


Bert Kreemers um antigo funcionário do Ministério da Defesa holandês, informou à rádio holandesa NOS que os F-16 do país podem permanecer em atividade até 2020. Sua estimativa baseai-se nas 175 horas de voo (ou menos) de cada aeronave por ano, considerando uma vida útil de 6.000 horas de voo. Em alguns países utiliza-se até 8.000 horas para cada célula.

Por outro lado, em Dezembro passado, o ministro da defesa, Jack de Vries, advertiu o parlamento local de que manter as aeronaves a partir de 2015 representaria um gasto substancial em função do envelhecimento das células.

Por volta de 1990 foi descoberto que certos componentes do F-16 tinham uma vida útil de não mais de 3.000 horas, ao contrário das 8.000 alegadas pela Lockheed Martin (projetista e fabricante da aeronave).

No site do Ministério da Defesa da Holanda foi noticiado que os F-16 daquele país “estão envelhecendo operacionalmente e ficando menos capazes para combater as ameaças”.

O substituto do F-16 será decidido no próximo ano, é uma questão politicamente sensível. O governo holandês planeja para assinar um contrato em maio próximo com o propósito de adquirir dois F-35 para testes.

A Força Aérea da Holanda possui em seu inventário cerca de 138 F-16 e a idéia é substituí-los por 85 F-35. Mas o custo unitário de cada aeronave nova é incerto até o momento e algumas fontes informam que a frota holandesa não passará de 60 F-35.

Em 2002, foi informado que o custo unitário de cada JSF (agora F-35) seria de 37,2 milhões de dólares. No ano passado o custo havia subido para 49,5 milhões. Um documento do DoD dos EUA, que vazou na semana passada, aponta que os custos de produçao por aeronave estão estimados para baixo e o valor real ficará acima deste patamar.

Proposta da AgustaWestland criará linha de montagem na Índia


Uma linha de montagem de helicópteros AgustaWestland AW119 será criada na Índia, segundo divulgado no Aero India 09. A empresa, pertencente ao grupo Finmeccanica, assinou uma carta de intenções com o conglomerado industrial indiano Tata Sons para a criação de uma linha de montagem de helicópteros. No entanto, a AgustaWestland continuará responsável pela venda e negociação da aeronave em todo o mundo.

A nova fábrica deverá iniciar suas atividades em 2011 e terá capacidade para produzir 30 unidades por ano.

A AgustaWestland ainda visa a concorrência indiana para o fornecimento de 197 helicópteros leves de esclarecimento. O RFP foi lançado em Julho de 2008. Desse total, 133 seguirão para o Exército e outros 64 para a Força Aérea.

Estas aeronave substituirão os antigos Hindustan Aeronautics Cheetah e Chetak (respectivamente Aérospatiale Lama e Aerospatiale Alouette III construídos sob licença localmente). Também participam da concorrência a Bell Helicopter, a Eurocopter, a Kamov a Sikorsky.

Aviadora da FAB torna-se a primeira piloto de busca e resgate da história da Força


A 2º Tenente Marcia Regina Laffratta Cardoso tornou-se a primeira aviadora da Força Aérea Brasileira a ser elevada operacionalmente a Piloto Básico de Busca e Salvamento após realizar todas as missões previstas das aeronaves do Esquadrão Pelicano e ter suas fichas analisadas pelo Conselho Operacional Nº 185.

A instrução em 2008 começou na aeronave SC-95B Bandeirante e depois no helicóptero H-1H. “Tenho muito orgulho de voar neste esquadrão”, conta a oficial.

A Tenente Márcia formou-se na Academia da Força Aérea no ano de 2006, concluiu o Curso de Emprego Operacional de Helicópteros, no Esquadrão Gavião em Natal-RN no ano de 2007 e depois foi selecionada para compor o efetivo do 2º/10º GAV, Esquadrão Pelicano. Atualmente é a responsável pela Subseção de Patrimônio do esquadrão e possui cerca de 500 horas de vôo.

Rússia declara: J-11B chinês é cópia ilegal do Su-27SK


Em coletiva à imprensa durante a Aero India, o diretor-geral da Sukhoi, Mikkhail Pogosyan, admitiu que a China tem produzido uma versão “pirata” do Sukhoi Su-27SK, o J-11B, violando acordos de propriedade intelectual. Após muitos anos adiando essa declaração oficial, devido às diversas negociações de armamento em jogo entre os dois países, revelou-se que o assunto foi objeto de discussões de alto nível no final do ano passado. Em dezembro, Pogosyan e o Ministro da Defesa russo Anatoly Serdyukov pressionaram as autoridades chinesas em Pequim, na décima-terceira reunião da comissão sino-russa de cooperação técnica e militar, e teriam conseguido que os chineses concordassem em frear a cópia ilegal de equipamentos militares russos, de modo a assegurar a proteção aos direitos intelectuais. O ponto principal, para Pogosyan, é que essa questão poderá ser tratada de forma mais precisa e transparente nas próximas discussões.

O que teria levado as duas partes a caminharem, aparentemente, na direção de um acordo? Por um lado, o principal temor da Rússia é que a China produza versões baratas de exportação do Su-27. Por outro, a China teme que a Rússia cancele a venda de armas importantes como o Su-33, o que acarretaria problemas nos planos chineses relativos a sua aviação embarcada. Além disso, se o Paquistão comprasse os J-11B de exportação, isso desagradaria a Índia, um parceiro de longa data da Rússia e que produz localmente outra versão da família Sukhoi, o Su-30 MKI. Resta saber como os interesses de cada país em relação a esse assunto serão atendidos nas próximas discussões e negociações a respeito.

Entenda a questão Su-27SK / J-11B:

Em 1995 a China garantiu um acordo para produzir 200 aeronaves Su-27SK sob licença, sob a denominação J-11A. Pelo acordo, os aviões seriam equipados com radares, aviônicos e motores fornecidos exclusivamente pela Rússia. Mas o acordo foi cancelado pelos russos em 2006 após a produção do 95º avião, quando descobriu-se que a China estava desenvolvendo uma versão local denominada J-11B, equipada com aviônica e sistemas chineses. Desde então, a questão da propriedade intelectual relativa ao caça vem sendo um problema entre os dois países. A China teria produzido seis J-11B para testes e a maior dificuldade vem sendo desenvolver localmente um motor para a aeronave. Apesar de um J-11A ter recebido uma turbina chinesa Tai Hang WS10A, os J-11Bs construídos ainda dependem das turbinas russas AL-31F.

Mísseis dos EUA matam 25 no Paquistão, diz Taleban

Insurgentes afirmam que aviões não-tripulados atacaram casa de comandante do grupo e 20 foram feridos


CABUL - Pelo menos 25 pessoas morreram vítimas do impacto de dois mísseis que teriam sido lançados por aviões americanos não tripulados contra o cinturão tribal paquistanês, na fronteira com o Afeganistão, asseguraram neste sábado fontes do movimento Taleban.

O ataque, supostamente dirigido contra a residência de um destacado comandante taleban, aconteceu na região de Ladha, situada na demarcação tribal do Waziristão do Sul, reduto do líder dos insurgentes paquistaneses, Baitullah Mehsud. Segundo as fontes citadas pela TV Dawn, os ataques também deixaram mais de 20 feridos, muito deles em situação crítica.

O canal de TV privado Geo, que não citou suas fontes, situou em 16 o número de mortos e informou que o ataque consistiu do lançamento de dois mísseis. Os ataques de aviões espiões americanos contra alvos fundamentalistas são frequentes nas áreas tribais paquistaneses. Esse é o segundo ataque com essas características desde que Barack Obama assumiu a Presidência dos EUA, embora desde setembro tenham ocorrido mais de 30.

15 Fevereiro 2009

NATO: Unidade de Protecção de Força (UPF) testa capacidades em exercício



Por Pedro Manuel Monteiro

Um avião de transporte tático C-212 Aviocar aterra, em escassas centenas de metros, na pista do aeródromo de Seia. Como pano de fundo, a Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal. A rampa traseira abre-se e uma equipa de militares armados monta um perímetro de segurança em redor da mesma. Protegida, avança uma equipa médica que se aproxima de um helicóptero Alouette III, transportando um piloto abatido em combate e que, entretanto, aterrara na pista. Numa questão de minutos, o piloto é embarcado e o avião descola. Defesa Net assistiu a este teste às capacidades da Unidade de Protecção de Força (UPF) e dá a conhecer esta pouco conhecida, mas já experiente, unidade da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Proteger aeronaves no exterior

A demonstração a que Defesa Net assistiu integra o exercício “Real Thaw”, organizado pelo Comando Operacional da Força Aérea (COFA), e que, durante quatro semanas, envolveu 400 militares portugueses, dinamarqueses e espanhóis em operações de combate no ar, no solo e sobre o mar. Uma oportunidade para a UPF testar as suas capacidades.

A acompanhar os preparativos da demonstração está o Coronel Jorge Gonçalves, responsável pela área de formação desta força. Em declarações a Defesa Net, este oficial superior descreve a missão da força: “quando a Força Aérea destaca aeronaves para o exterior, e é previsível a sua operação em pistas e áreas inseguras onde não beneficiam da protecção de outras forças, a UPF é enviada para garantir a protecção física da aeronave e tripulantes”. Por exemplo, nas operações de apoio logístico, em que um avião de transporte C-130 tenha que aterrar num aeródromo numa zona desprotegida, vulnerável a qualquer ataque, a UPF está lá para dissuadir ameaças e responder a qualquer ameaça. Trata-se de uma força, “idêntica ao que muitas outras forças aéreas possuem”, esclarece o Coronel Jorge Gonçalves, apontando, em seguida, os exemplos de Espanha, França e Bélgica.

Esta unidade, criada há dois anos, resulta da necessidade sentida pela FAP que, cada vez mais, tem destacado aeronaves para missões no exterior. Os destacamentos de C-130H têm sido um dos principais contributos do governo português nestas missões, e levaram já a UPF a participaram em duas missões reais: Chade e Afeganistão. No Afeganistão, o nível de ameaça era elevado, com o C-130H português a operar em cenários extremos, como uma pista que não era mais que a rua principal da povoação afegã e que tornava os tripulantes do avião de transporte táctico num alvo fácil para qualquer atirador furtivo escondido numa das casas a escassos metros daquela pista rudimentar. Uma missão onde tudo correu bem, apesar de situações mais tensas, como “um ataque de morteiros”, conta o oficial da Polícia Aérea.

A UPF conta hoje com um efectivo de 32 militares, comandados por um oficial de patente capitão, e está baseada no Campo de Tiro de Alcochete, no estuário do rio Tejo. Os militares beneficiam da experiência de graduados, entre oficiais e sargentos, provenientes da extinta RESCOM, um pequeno destacamento de militares para missões de resgate em combate (CSAR, Combat Search and Rescue). Os contactos com forças estrangeiras advém da experiência desses graduados mas, também, das recentes missões no estrangeiro.

Normalmente, a unidade opera em equipas de seis homens, comandados por um sargento. O seu armamento é diverso incluindo, por exemplo, várias versões da HK G-36 de calibre 5,56mm, metralhadoras MG3 e MG4, a HK MP5 e a espingarda de precisão MSG90. Em Portugal, a unidade teve já um papel discreto em diversos encontros internacionais, como a Cimeira Europa-África que decorreu durante a Presidência portuguesa da União Europeia. Uma das valências da UPF é a qualificação dos seus atiradores de elite para operarem a partir de helicópteros.

Todos os militares da UPF são recrutados entre elementos da Polícia Aérea, uma força com cerca de 500 a 700 efectivos que garante a protecção das bases aéreas e instalações da FAP, explica o Coronel Jorge Gonçalves. O curso dura cerca de um ano, realizando-se duas a três vezes em cada ano, e inclui áreas como “defesa pessoal, protecção NBQ e armamento ligeiro”, exemplifica. O ano passado, prossegue, o número de candidatos chegou aos 150 militares, embora a exigência da selecção e formação levem a que muitos sejam eliminados ou desistam. Mas “os militares da UPF não são super-homens”, sublinha.

O oficial superior prefere antes descrever a mesma como uma unidade com uma função específica e importante no quadro de missões que Portugal vem levando a cabo. Uma definição que o seu currículo operacional tem confirmado.

Ministro Jobim Reafirma Aderência ao Projeto F-X2



Nelson Düring
editor-chefe Defesa@Net

Avançando em ciclos de 48 a 72 horas e temos novas posições referentes ao Projeto F-X2, em especial, a estratégia pós-entrevista do ministro da Defesa Nelson Jobim, ao Programa Bom Dia Ministro, do dia 06 Fevereiro 2009. (Ouça a declaração do ministro referente ao Projeto F-X2 )

Segundo alta fonte próxima ao ministro Jobim informou à Defesa@Net, que o ministro reafirmou o seguimento do Projeto F-X2, que Defesa@Net classificará agora como 2.0.

Assim a mencionada (re)avaliação do caça russo Sukhoi Su-35 e também do caça do consórcio EUROFIGHTER ficariam no âmbito de uma avaliação técnica na FAB. Não seriam (re)incluídos no Projeto F-X 2.0. Esta parte não está clara e merece ser detalhada e certamente o Ministro Jobim e o Brigadeiro Saito deverão estar em discussões com seus pares para implementá-la.

A viagem à Antártida do Ministro Jobim com o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, onde passaram juntos mais de 72 horas, serviu para traçarem uma estratégia conjunta. Em especial tecer um cenário para tratar com esta pequena crise.

Porém, se o ministro Jobim e o Brigadeiro Saito podem acertar esta estratégia pós-crise, não é a sinalização que Moscou recebeu anterior à reunião com a maior autoridade de defesa do Brasil.

Não só a presença do embaixador da Federação da Rússia, Vladimir Lvovitch Tyurdenev, mas de uma completa delegação da Rosoboronexport, que veio especialmente de Moscou para tratar da reavaliação do Sukhoi Su-35 pela FAB, DENTRO DO PROJETO F-X 2.

É fato que os russos receberam um sinal de que algo poderia ser alterado. Mas quem deu este sinal? Quem fala pelo Ministro da Defesa?

O mutismo em que submergiu a FAB, para um já tradicionalmente letárgico CECOMSAER, o atual caso foi como um choque e simplesmente afirmava que desconhecia TUDO, e que perguntassem ao Ministério da Defesa.

O Ministro da Defesa parece ter feito somente uma declaração pró-forma sem avaliar a extensão das implicações que ocorreriam.

Segundo a mesma fonte de Defesa@Net a atual perspectiva quanto a equipamentos russos de defesa é de avaliar a performance da cadeia logística no contrato dos helicópteros de combate e transporte Mi-35M, cujas entregas iniciam já em 2009, pela Rússia.

O “Fogo Amigo” de aliados e nem tão aliados dentro do governo pode ser hoje uma das grandes ameaças ao agora Projeto F-X2.0.

Jobim reavalia excluídos na disputa de caças

Ministro diz que aviões russo e europeu podem ser reincluídos em concorrência e cria mal-estar com a FAB


IGOR GIELOW
Secretário da Redação da Sucursal de Brasília

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
da Reportagem Local

Uma declaração do ministro Nelson Jobim (Defesa) em um programa oficial de rádio na semana passada, admitindo a reinclusão no jogo de dois concorrentes eliminados da concorrência para o fornecimento de 36 aviões de combate para o Brasil, colocou em polvorosa a FAB e os finalistas do chamado F-X2, como é chamado o negócio de US$ 2 bilhões.

Disse Jobim no "Bom Dia, Ministro": "Ontem (4/2) eu recebi no Ministério da Defesa a visita da Rosoboronexport, que é a empresa russa que elabora o Sukhoi (...) e deseja trazer complementos para ver a possibilidade de ser reexaminado, eu disse que era possível trazer esse material e que a FAB examinaria. O mesmo se passou com os europeus, os italianos em relação ao Eurofighter. Ou seja, nós teremos lá por julho, agosto, nós vamos ter uma decisão final das opções técnicas da FAB, para depois tomarmos a decisão política".

O Comando da Aeronáutica diz que não foi informado de tal revisão. Procurada, a Defesa afirma que a frase de Jobim não implica mudança na disputa, que tem três finalistas: Dassault (França, com o Rafale), Saab (Suécia, com o Gripen) e Boeing (EUA, com o F-18).

Jobim fala em analisar as propostas do russo Sukhoi-35 e do consórcio europeu que faz o Eurofighter (representado pela Itália), "por julho, agosto" -ou seja, quando a FAB pretende apresentar o relatório final.

Como russos e italianos foram eliminados pela FAB, a pergunta que alguns brigadeiros estão se fazendo em voz baixa é: há risco de o processo seletivo ser descartado em favor de uma decisão política, jogando fora meses de análise técnica e econômica?

Não que não haja política interna na FAB. Cada avião finalista tem seu grupo entusiasta, assim como os russos mantêm um forte lobby - que emplacou a compra avulsa de 12 helicópteros de ataque no fim do ano.

Oficiais influentes junto ao comandante Juniti Saito têm mostrado simpatia pelo projeto sueco, enquanto o francês é o preferido dentro da Defesa. Saito já tinha marcado um ponto ao tirar o F-X2 do acordo militar bilionário com a França costurado por Jobim. Assim, a obviedade de que a decisão é política acabou soando como ameaça na voz do ministro.

A Rosoboronexport confirmou que irá enviar os novos dados. A Folha apurou que em Moscou a expectativa não é tanto de uma virada de mesa, mas de embaralhar o processo. Uma eventual análise de sua proposta fora da seleção é vista como senha para o questionamento político do F-X2 - juridicamente, por ser uma compra militar dispensada de licitação, há poucas opções de recurso. Os italianos, cujo representante não foi encontrado, não têm esperanças reais.

Mas se houver a confusão, os preteridos tendem a ganhar: se não fechar o negócio até o fim do ano, a FAB terá dificuldade de fazê-lo no ano eleitoral de 2010. E a novela poderá ser reiniciada, como na primeira versão do F-X, cancelada em 2005.

12 Fevereiro 2009

Até estudo encomendado por Jobim condena a transferência da ESG para Brasília. Além de inadequado, seria caro: R$ 54 milhões!


Hilde

Caso o ministro da Defesa, Nelson Jobim, insista em transferir do Rio de Janeiro para Brasília a sede da Escola Superior de Guerra, ele estará contrariando um Estudo de Viabilidade da Transferência que ele próprio encomendou ao comandante e diretor da Escola Superior de Guerra, almirante-deesquadra Luiz Umberto de Mendonça...

Datado de 31 de outubro de 2008, o estudo considerou a transferência "inadequada". Motivos: "por acarretar o afastamento dos principais centros acadêmicos de excelência do país, das escolas militares de altos estudos e dos centros de ciência e tecnologia das Forças Armadas e do estado e da iniciativa privada". Outro motivo da inadequação, segundo a avaliação feita: a transferência envolve gastos estimados em R$ 54 milhões e quebrados (R$ 54.762.309,75)!...

O estudo, porém, considerou "adequado e exeqüível" manter a ESG no Rio e instituir uma representação da ESG em Brasília, de caráter temporário ou de caráter permanente, o que envolveria "somente remanejamento de recursos humanos e de material no âmbito do Ministério a Defesa". Isto é: sem gastar tantos milhões. Ministro, os cariocas contam com o senhor. . .

Incorporação do Navio Polar Almirante Maximiano


Foi incorporado, no dia 03 de fevereiro de 2009, o Navio Polar Almirante Maximiano, em cerimônia presidida pelo Exmo. Sr. Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante-de-Esquadra Aurélio Ribeiro da Silva Filho, na cidade de Bremerhaven, Alemanha.

Compareceram ao evento o Exmo. Sr. Comodoro Karl-Wilhelm Bollow, Comandante da 2ª Força Operacional da Marinha Alemã e representante daquela Força no evento; o Diretor de Hidrografia e Navegação (DHN), Vice-Almirante Luiz Fernando Palmer Fonseca; o Exmo. Sr. Comandante da Escola de Operações Navais - Bremerhaven, Sr. Capitão-de- Mar-e-Guerra Gerd Kiehnle; e o Adido de Defesa Naval na República Federal da Alemanha e Holanda, Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra Carlos Frederico Carneiro Primo; dentre outras autoridades militares e civis locais.

A cerimônia foi iniciada às 14:30h, com o desembarque da antiga tripulação do ex-navio "Ocean Empress". Sob o comando do Sr. Imediato, CF Horacio Lopes Senior, a primeira tripulação do NPo Almirante Maximiano, composta por 12 Oficiais e 42 Praças, embarcou no Navio.

O V Alte Palmer, filho do Almirante Maximiano, foi convidado a hastear pela primeira vez o Pavilhão Nacional a bordo do Navio, cujo nome homenageia o ilustre Chefe Naval, responsável por tantos feitos na nossa Marinha, tendo sido pioneiro no projeto do submarino nuclear; na inserção das mulheres nas fileiras navais; criação da SOAMAR (Sociedade de Amigos da Marinha); e na aquisição do primeiro Navio de Apoio Oceanográfico, Barão de Teffé (H-42), que realizou a primeira expedição ao Continente Antártico.

Após o hasteamento do Pavilhão Nacional, foi empossado pelo CEMA, o primeiro Comandante do Navio, o Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra Sérgio Ricardo Segovia Barbosa, que foi recebido em seguida, com Honras de Portaló, a bordo de seu Navio. Após o embarque das autoridades presentes, foi assinado o Termo de Armamento e descerrou-se a placa alusiva à incorporação do Navio à Marinha do Brasil.

A Cerimônia foi encerrada e as autoridades foram convidadas a visitar o Navio, em especial seus cinco novos laboratórios; o convôo e hangar, recém-construídos; escritórios; academia de ginástica; Internet café; E passadiço, com destaque ao novo sistema de posicionamento dinâmico.

Na Praça D'Armas, prestou-se uma homenagem póstuma ao Exmo. Sr.Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, com o descerramento de um quadro, gentilmente cedido pela família, sendo um momento de muita emoção para todos os presentes.

Defesa inicia debate com indústrias sobre a Estratégia Nacional de Defesa



Roberta Belyse

Brasília (6/02/2009) -
O secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (SELOM), do Ministério da Defesa, General-de-Exército José Elito Carvalho Siqueira, discutiu nesta segunda-feira (2/02), com alguns representantes do setor de indústria, a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro último.

O decreto que aprovou a Estratégia Nacional de Defesa determina aos órgãos da administração federal que considerem, em seus planejamentos, ações destinadas ao fortalecimento da Defesa Nacional.

A reunião foi no Departamento da Indústria de Defesa da Federação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo. Durante o encontro, presidido pelo diretor do Departamento da Indústria de Defesa, Jairo Cândido, o general Elito falou sobre a importância da integração logística entre as Forças e as metas a serem atingidas com a Estratégia Nacional de Defesa. Entre os assuntos tratados, a criação do Comitê da Aeronáutica, o processo de aquisição das aeronaves (MI-35M) e ainda foi apresentado ao general o resultado da pesquisa sobre a inteligência comercial para a área da defesa.

O diretor de Logística, Brigadeiro Odil Martuchelli Ferreira, acompanhou os debates ao lado do general Elito. Também estavam presentes a reunião, o diretor do Centro de Logística da Aeronáutica, Brigadeiro Edgard de Oliveira Júnior; o diretor adjunto do Departamento da Indústria de Defesa, Fernando Botelho; o representante do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ricardo Martins e o diretor da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o engenheiro Walter Bartels.

Ainda em São Paulo, o general Elito esteve com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Defesa e Segurança (ABIMDE), Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, também para tratar sobre a Estratégia Nacional de Defesa.

A Estratégia Nacional de Defesa estabelece diretrizes e ações de médio e longo prazo, divididas inicialmente em 23 itens, que têm o objetivo de reformular e dinamizar o setor de defesa do país. As propostas deverão ser apresentadas até dezembro de 2009. A Estratégia pretende modernizar a estrutura nacional de defesa atuando em três eixos estruturantes: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e política de composição dos efetivos das Forças Armadas.

10 Fevereiro 2009

Amazônia: governo estuda militarizar aviação

Mangabeira tem projeto para devolver à Aeronáutica controle do espaço aéreo regional; proposta tem oposição da Defesa

Na contramão de medidas adotadas nos últimos anos, o governo estuda militarizar novamente a aviação regional na Amazônia. A ideia de retirar o comando do setor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para devolvê-lo à Aeronáutica está em análise pelo ministro dos Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Veja a matéria completa em http://www.aeronautabrasil.blogspot.com/

Aposentadoria dos militares



Ilimar Franco

O ministério da defesa montou uma comissão para analisar por que os militares estão se aposentando tão cedo. As regras de aposentadoria devem mudar. Uma das opções seria aumentar o tempo de serviço de 30 para 35 anos.

Bancada quer manter ESG na cidade


Carlos Braga

A notícia da transferência do comando da Escola Superior de Guerra (ESG) caiu como uma bomba na bancada do estado do Rio na Câmara dos Deputados. Para tentar conter o avanço da idéia, o deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ) vai aproveitar uma reunião dos deputados federais do Rio com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para manter o comando da ESG na cidade. O encontro, marcado para o dia 18, tem como objetivo original discutir a abertura do Aeroporto Santos Dumont para outros vôos domésticos, além dos da ponte aérea.

– O comando da ESG deve permanecer no Rio. Isso é uma força política também. A unidade da ESG em Brasília pode e deve ser aberta. Mas não se pode fazer nada em detrimento do que já existe. Acho que é grande a chance de atenderem ao nosso pedido. A manutenção da ESG tem tudo a ver com a realidade acadêmica do Rio de Janeiro – aposta Leal.

Segundo o deputado, a idéia de manter o comando da ESG no Rio tem total apoio da bancada estadual. Leal afirma não ter recebido qualquer manifestação contrária à iniciativa. O parlamentar conta que esteve reunido com Jobim no mês passado para discutir a questão do Santos Dumont. Segundo Leal, o ministro teria dito a ele que sua intenção era a de levar o comando da ESG para Brasília e deixar aqui apenas os cursos de pós-graduação. Na capital, haveria cursos para a formação de quadros para trabalhar no Ministério da Defesa.

– O ministro Jobim quer fazer uma escola de formação de defesa nacional em Brasília. Isso efetivamente está no programa de defesa nacional. A idéia era formar uma escola em nível de especialização em Brasília e levar para lá uma parte desses cursos. Mas no Rio seria mantida a estrutura da ESG, com os cursos que que já existem aqui: estratégia, logística etc.

Quanto à abertura do Aeroporto Santos Dumont para outros vôos domésticos, Leal acredita que é questão fechada.

– Vai abrir, pode ter certeza.

09 Fevereiro 2009

ENTREVISTA: Bom Dia Ministro, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim



Programa apresentado em rede de rádios no dia 06 Fevereiro 2009

ASSUNTOS: Estratégia Nacional de Defesa, Aviação Civil, Haiti, Programa F-X2 e Reestruturação do Ministério da Defesa.

KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje, a Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo governo federal no final do ano passado e que estabelece diretrizes e ações de médio e longo prazo, para reorganizar e reorientar a atuação das Forças Armadas. O ministro da Defesa vai explicar as medidas que estão sendo tomadas pelo Ministério desde julho de 2007 para melhorar a infra-estrutura aeroportuária brasileira e o funcionamento da malha aérea para dar ao usuário um serviço mais seguro, regular e pontual. O ministro da Defesa Nelson Jobim vai conversar com a gente também sobre a missão de paz para a estabilização do Haiti, que desde 2004 o Brasil participa com maior contingente militar. O ministro da Defesa Nelson Jobim já está aqui no estúdio com a gente e começa agora a conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país.

SÉRGIO RODRIGUES (Rádio Educativa de Campinas, São Paulo): A partir de maio, a 11ª Brigada de Infantaria leve, do Exército, localizada em Campinas (SP) vai particpar da missão de paz da ONU no Haiti. O treinamento dos soldados está previsto para começar agora no dia 16 Fevereiro, e a minha pergunta é justamente sobre esse treinamento. Como o Batalhão de Campinas foi criado pra atuar justamente em conflitos urbanos, há algum tipo de ação de treinamento aqui em Campinas nas ruas, ou em alguma cidade da região, que vão preparar os soldados pra essa missão de paz no Haiti?

MINISTRO:
Sim nós temos um centro de preparação desses militares a atuarem em áreas urbanas. Essa é a grande “expertise” demonstrada pelo Brasil nas ações do Haiti. As Forças Brasileiras no Haiti têm demonstrado a imensa capacidade de tratar, de separar o civil, ou seja a população do bandido, ou seja, dos grupos armados do Haiti. A nossa posição do Haiti é cômoda, mas agora pretendemos fazer uma alteração de estratégia dentro do Haiti, mantendo a situação de defesa e de permanência da ordem, manutenção da paz no Haiti. Nós queremos também começar trabalho de infra-estrutura. Houve um aumento da participação de soldados do batalhão do Exército, na engenharia do Exército, e este batalhão de engenharia do Exército pretende com recursos, que poderão vir do Banco Mundial, fazer os investimentos, menos obras de infra-estrutura. Eu inclusive tive uma conversa, nós tivemos uma conversa em Washington, com o presidente do Banco Central Walter Zelig, exatamente nesse sentido, ou seja, não pode mais ficar o Haiti aguardando obras que não se realizam. E nós dizemos que nós temos lá um batalhão de engenharia disposto a trabalhar aguardando recursos e projetos.

EMÍLIA CHACOM: (Rádio Mega 94 FM, Campo Grande/MS): Ministro tem alguma ação específica, que vai ser feita em Mato Grosso do Sul, já que fazemos fronteiras com dois países?

MINISTRO:
No Mato Grosso, nós temos a previsão do estabelecimento e do reforçamento das linhas de fronteira. O presidente da República determinou um aumento e um plano novo que está sendo encerrado pelo Exército de todo o reforço, de todas os pelotões existentes na linha de fronteira do Brasil, que venha da Amazônia e entre também no Pantanal.

BETH BEGONHA: (Rádio Nacional da Amazônia): Eu queria que nós falássemos um pouco sobre a questão da defesa em território indígena. Recentemente nós acompanhamos uma polêmica, digamos assim, sobre a questão dos territórios indígenas, como algumas pessoas, até dizendo temer que houvesse ali uma espécie de intromissão estrangeira, na tentativa de transformar esses territórios em territórios neutros. O que não se confirma de modo objetivo. O que, que aconteceu que nós tivemos esse desentendimento? Na verdade os povos indígenas e as Forças Armadas tem tido ao longo do tempo uma relação muito próxima e muitas vezes de amizade, de ajuda até do Exército. O que, que houve, para que nós vivêssemos aquela situação, se teria haver com a questão das minerações em terras indígenas, um fato ocorrido lá nas terras dos Ianomâmis poucos dias antes, quando um coronel,um general das Forças Armadas esteve lá com uma comissão, que trata justamente desse assunto de garimpagem na terra numa época que não era propícia. Os homens da aldeia estavam caçando, estavam ausentes, houve estranhamento entre o cacique velho que lá estava e o general, e logo depois nós começamos a ouvir essa história inesperadamente. Como é que está a visão do Ministério em relação a essa questão da Defesa das Terras Indígenas e nas terras indígenas?

MINISTRO:
Vai me perdoar Beth, vamos iniciar uma substituição de palavras, as palavras às vezes ajudam a complicar as coisas. Não há no Brasil território indígena. O que há no Brasil são terras de propriedade da União afetadas a uso do fruto indígena. E é importante, que o Supremo Tribunal Federal, agora que está decidindo a questão Raposa Serra do Sol, está mantendo a demarcação feita pelo governo, nas linhas feitas pelo governo. Já está definindo o próprio Supremo Tribunal Federal, qual é o estatuto jurídico da terra indígena. E vem demonstrando claramente que o Exército Nacional, a polícia não tem nenhuma necessidade de licenças, quer da Funai, quer das populações indígenas que ocupem aquelas áreas de pedir licença, para entrar, porque aquilo ali é uma propriedade da União. Ou seja, inclusive o presidente da República editou um decreto em que nós vamos colocar postos de fronteira e organizações militares em todas as terras indígenas, exatamente para evitar coisa que não é de índio, que não é de indígena. Indígena nenhum deseja deixar de ser brasileiro. Há isto sim organizações não governamentais estrangeiras que agora passam a ser, digamos fiscalizadas e reguladas, que pretendem dar uma visão não brasileira da questão indígena. Observe bem Beth, é bom lembrar, que no Brasil nós temos brasileiros brancos, brasileiros negros, brasileiros indígenas, brasileiros de origem japonesa, brasileiro de origem italiana, brasileiro de origem alemã, ou seja todos são brasileiros. Nós não temos negros brasileiros, nós temos brasileiros que são negros, nós temos índios, nós não temos índios brasileiros, nós temos brasileiros que são índios. E isto nós não vamos abrir mão em hipótese alguma, ou seja a convivência do Exército principalmente do Exército na Amazônia com as populações indígenas são boas, muito boas. E inclusive tem algumas organizações governamentais, não-governamentais que ajudam o Exército principalmente na prestação de serviço de saúde e atendimento aquelas populações.

NATÁLIA FRUET: (Rádio Bandeirantes - Porto Alegre/RS) A nossa primeira pergunta, diz respeito as ações aqui do Comando Militar do Sul, com referência a área de fronteira. No ano passado a gente teve algumas ações para combate do contrabando, tráfico de drogas nas nossas fronteiras aqui no Rio Grande do Sul e também Paraná e Santa Catarina. Essas ações devem continuar em 2009, e quando elas devem acontecer?

MINISTRO:
Algumas das funções, uma das funções principais, ou melhor, subsidiárias envolvidas pelo Exército é ter o Exército poder de polícia em zona de fronteira para crimes de transacionais, que exatamente e o tráfico de drogas. O general Denardi (Comando Militardo Sul) está programando isso, agora, eu, evidentemente que não posso dizer a você que dia vai ser feito isso, porque se disser o dia não vai acontecer nada. Ou seja, essas ações são ações que são feitas, são programadas e são realizadas de inopino (sic). Exatamente para pegar as pessoas, os contrabandistas, os traficantes não preparados para tanto. Se fixarmos uma data, evidentemente que a fixação da data esvazia a finalidade última da ação.

MARIANA COSTA (Rádio CBN/RJ): A minha pergunta é sobre os aeroportos do Rio de Janeiro. O senhor já defendeu publicamente a abertura do Santos-Dumont a vôos domésticos, e essa é a posição da ANAC. O governo do estado é contra porque acredita que haveria um esvaziamento do aeroporto do Galeão. Eu gostaria de saber se o senhor acredita em um possível consenso com o governo do estado e em que pé estão essas discussões?

MINISTRO:
Bem, nós teremos uma conversa ainda esta semana, com o governador e sua equipe, para demonstrar exatamente isto, de que o Galeão, a relação Galeão x Santos-Dumont, é uma relação compatível. Ou seja, o problema da redução das operações, e tornar ocioso o Santos-Dumont,não beneficia o Galeão. O que nós precisamos, isto sim, é desenvolver o plano de ativação do Galeão mas, sem deixar de utilizar o Santos-Dumont. E aí vem um problema que tem que ser definido com clareza. Que é a premissa da decisão. Qual é a premissa da decisão? A relação Santos-Dumont x Galeão, ou o desejo e a necessidade do usuário. Ou seja, do passageiro. O passageiro que sai de Brasília pretende o quê? Pretende ir para o Santos-Dumont ou pretende ir para o Galeão? Um passageiro que sai de Vitória, ele quer descer, o passageiro executivo, aquele que vai de manhã e tem que voltar de tarde, essa é a opção. E, evidentemente que a opção desses passageiros é o Santos-Dumont. E o Santos-Dumont está ocioso. Realmente está ocioso. Então, nós vamos ter uma conversa transparente, de amigos com o governador, para tentar ver se a gente encontra uma forma de consenso.

KÁTIA SARTÓRIO (Rádio Nacional/RJ): Falando em aeroportos, a Operação Feliz 2009, lançada pelo governo no final do ano, atendeu as expectativas?

MINISTRO:
Não. Pretendia que sim. Nós tivemos uma reunião com as empresas aéreas antes para definir a, digamos, as ações a serem desenvolvidas, e tivemos problemas com uma delas. Uma das empresas, que foi a Gol, teve problema de organização do seu sistema de integração de passagens VARIG-GOL, e teve também uma redução dos seus funcionários. E isso deu um problema logo no início. Mas, depois foi composto. Inclusive eu oficiei a cada uma das empresas mostrando o seu desempenho durante o ano. Na verdade o melhor desempenho que tivemos naquele período foi da TAM.

KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, as companhias de aviação têm resistido as propostas feitas pela Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, de liberação de tarifas. O senhor ... como é que o senhor vê a resistência dessas companhias?

MINISTRO:
O curioso é o seguinte. É que a legislação brasileira determina a liberação de tarifas. Nós temos tarifas liberadas internamente. E você veja hoje nos jornais, essa liberação de taifas está determinando a concorrência. A Tam e a Gol, com a entrada da Azul em operação, baixaram enormemente as tarifas de Campinas, etc e etc. Estão sendo anunciadas hoje. Na América do Sul, as tarifas são liberadas. A liberação de tarifas, a discussão da liberação de tarifas, são as viagens internacionais. E aí surge uma situação curiosíssima: o brasileiro que compra uma passagem ida e volta de São Paulo para Nova Iorque, paga mil e x dólares. O americano que compra uma passagem, pela empresa brasileira em Nova Iorque a São Paulo, ida e volta, paga 50 por cento do preço. Ou seja, nós brasileiros, nós passageiros brasileiros que estamos dentro de uma tarifa mínima fixada pala Anac, nós estamos transferindo a possibilidade de que o passageiro estrangeiro, seja financiado por nós mesmos, na redução da tarifa a ser paga lá na base. Lá na origem de Nova Iorque. Então nós temos que estabelecer, e caminhar para uma uniformização. O Ministério da Defesa examinou este assunto. E eu, pessoalmente, estou convencido de que não haverá nenhuma influência. Por quê? Porque a TAM, principalmente a Tam, opera nas viagens que vêm do exterior, ela pratica as tarifas que são praticadas pelas empresas internacionais. O que nós queremos é que estas tarifas sejam também atingidas aos brasileiros. Não seja somente oferecida aos estrangeiros.

DINIZ OLIVEIRA (Rádio Sociedade – Salvador/BA): Uma das prioridades do Ministério da Defesa é a melhoria da infra-estrutura aeroportuária do país, e também o funcionamento da malha aérea. Como o ministério pretende realizar essas melhorias? Essa atuação ministro, ela tem uma previsão de quanto tempo?

MINISTRO:
Nós já estamos com obras em andamentos (sic). Um desenvolvimento grande. Nós temos três problemas que estamos resolvendo. São três problemas que surgiram com o Tribunal de Contas, que impugnou algumas licitações antigas de três grandes aeroportos: Vitória, Goiânia e parte de Guarulhos. Ontem nós resolvemos. Acertamos o problema (sic) de Vitória e de Goiânia. E preciso acertar agora o problema de Guarulhos. Os investimentos que estamos feito (sic), como se está fazendo, os planos que estamos fazendo do Galeão é (sic) grande. E em julho teremos ainda a formatação que vai ser feita pelo BNDES e pela ANAC, da forma de concessão dos aeroportos. Nós vamos ter a possibilidade de fazer concessões de aeroportos. Os estudos estão vinculados a um modelo de concessão e este modelo aqui, e este modelo de concessão poderia ser utilizado nos aeroportos. No aeroporto do Galeão, no aeroporto de Viracopos e também na construção do novo aeroporto de São Paulo.

MARCELO FREITAS (Rádio Band News/DF): O senhor disse durante a apresentação do Plano Nacional de Defesa que não faltaria dinheiro para as Forças Armadas. Mas, a própria estratégia não previa nenhum recurso. Há alguma previsão para os próximos anos? Principalmente agora que o ministério teve mais de R$ 5 bilhões do orçamento bloqueados. E ainda sobre o mesmo assunto: o governo vai antecipar a compra dos caças da FAB para 2009, para evitar o investimento em ano eleitoral?

MINISTRO:
Não há dúvida nenhuma que a mesma, são duas coisas diferentes. A Estratégia Nacional de Defesa não é uma relação de compras. A Estratégia Nacional de Defesa não tem como objetivo único e exclusivo a compra de materiais para as Forças Armadas, A estratégia de defesa tem como base a reorganização, a modernização das nossas forças, visa a visa o nosso território. Precisamos ter, por exemplo, a identificação dos pontos sensíveis, estratégicos sensíveis do país. E ter uma locação de forças naquela localidade, ou seja, naquele ambiente. Quanto a questão específica do FX, prossegue. As nossas pesquisas, as nossas discussões sobre a decisão a ser tomada. O senhor sabe que na última short-list feito pela FAB, nós tivemos três aviões selecionados: O F/A-18 E/F americano, o Rafale francês e o Gripen NG sueco. Agora ontem eu recebi, no Ministério da Defesa, a visita da Rosoboronexport, que é uma empresa russa que projeta o Sukhoi, o SU-35, que é o novo Sukhoi. E deseja trazer complementos para ver a possibilidade de ser (re)examinado. Eu disse que era possível, trazer esse material, e que a FAB examinaria. O mesmo se passou com os europeus, com os italianos em relação ao Eurofighter. Ou seja, nós teremos lá por julho, julho ou agosto, nós vamos ter uma decisão final da escolha técnica, das opções técnicas da FAB. Para depois tomarmos a decisão política, isso de um lado. de outro lado lembra-se que nós assinamos, agora no final do ano a compra de, em torno de 50 helicópteros, para construção no Brasil do EC-725, que é o Cougar francês novo. Que é o Super Cougar. Que vai ser construído no Brasil. O problema com as empresas estrangeiras nesta área é que o Brasil não é um comprador líquido. O Brasil é um parceiro. Ou seja, deseja investe (sic), investirá. Mas com uma condição, que isto importe no desenvolvimento da nossa indústria de defesa. Daí os entendimentos de o Brasil poder construir os helicópteros aqui no Brasil, na Helibras. E, portanto, importará em investimentos na Helibras, que os americanos ou franceses ou suecos possam ter entendimento com empresas brasileiras para o desenvolvimento de um caça de quinta geração no Brasil e mais, assinamos com os franceses e também com a participação da iniciativa privada brasileira a compra e construção no Brasil de submarinos Scorpène que são convencionais a serem construídos em estaleiros no Brasil, a ser situado em Itaguaí, e mais, a construção ao fim depois dessa experiência do nosso submarino de proporção de nuclear.

JOFRE MELO (Rádio CBN - Recife): Bom dia, ministro, como está sendo feita a reestruturação do Ministério da Defesa?

MINISTRO:
Bem, basicamente lembra-se que o Ministério da Defesa quando foi criado, ele foi criado de uma forma frágil. O Ministério da Defesa não tem por exemplo, secretário executivo, tem o ministro da Defesa e sua chefia de gabinete, então o pensamento por ora que nós vamos estabelecer é o seguinte: primeiro, nós vamos dividir a parte civil e militar. A parte civil deverá ter um secretário executivo e a parte militar será o Estado Maior, mas não será mais o Estado Maior da Defesa, será o Estado Maior conjunto de Defesa, o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas que será sediado dentro do Ministério da Defesa e será integrado, chefiado por um oficial de quatro estrelas mais antigo da força e integrará uma junta que será integrada pelo chefe dos Estados Maiores das três forças. E com isso nós mudamos o critério e a estruturação, porque a visão nova é que o Ministério da Defesa será o centralizador de uma unificação das ações do Exército. Um outro elemento importante é que dentro dessa reestruturação nós vamos apresentar ao presidente com prazo até final de março, desse modelo de reestruturação é a criação da Secretaria Nacional de Compras, ou seja, hoje as compras do Exército, da Marinha e da Aeronáutica são realizadas por seus setores específicos. Mas não há uma política unificada, está política de compras será fixada por essa Secretária Nacional de Compras criada pelo Ministério da Defesa que não deverá ser igual a DGA francesa. Os franceses tem uma estrutura pesada de compras, nós queremos ter isso sim, dentro do Ministério da Defesa, uma estrutura leve, definidora de compras realizadoras inclusive de compras diretas, como já fizemos nesta questão do helicóptero que está sendo comandado pelo Ministério da Defesa e definidor de políticas, ou seja, as forças executarão por delegação as suas compras, mas com autorização e definição de políticas oriundas do ministério.

KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, o ministério faz 10 anos esse ano que foi criado, existe uma previsão de ser criado uma carreira civil para o ministério da Defesa?

MINISTRO: O plano estratégico prevê exatamente isso, nós não temos nenhuma memória dentro do Ministério da Defesa. Todos os setores civil, a parte civil do Ministério da Defesa é originária de servidores, uns são do Banco do Brasil, outros são da Petrobras, outros vem daqui, outros vem de lá, outros vem do Ministério da Fazenda e aí vão se criando um ambiente de conhecimento de defesa. Mas falta uma estrutura interna e uma carreira de defesa, exatamente por isso, em razão disso é que nós resolvemos sem prejuízo dos estabelecimentos do Rio de Janeiro de transferir, de criarmos aqui em Brasília uma sede da Escola Superior de Guerra para que seja a Escola Superior de Guerra o formador de uma elite civil de defesa. Questão de defesa, material militar quem conhecem hoje muito e aqui no Brasil melhor são só os militares e no mundo você tem especialistas que conhecem, nós temos alguns especialistas civis brasileiros muito competentes, mas são poucos, muito poucos e queremos criar essa estrutura e fazer uma carreira de defesa que é que vamos discutir no Ministério do Planejamento.

LEANDRO AMARAL (Rádio ABC 590 AM - Santo André/SP): Bom dia, ministro eu gostaria que o senhor elencasse algumas diretrizes práticas dessa estratégia nacional.

MINISTRO: Muito bem, se você quiser essas diretrizes completas elas são em torno de 17 mas, o que é fundamental em relação as nossas diretrizes que nós estamos estabelecendo, que foi aprovado pelo presidente da República naquele ato importante que foi realizado,ela se compõem , por exemplo, a primeira diretriz fundamental é a de dissuasão e concentração de forças hostis nas fronteiras. Ou seja, pauta-se essa diretriz evitar isso e dissuadir a nossa função fundamental e estratégica é a dissuasão de qualquer concentração de forças seja nas fronteiras terrestres, seja dentro das águas jurisdicionais brasileiras que hoje são praticamente 4.5 milhões de quilômetros quadrados. A organização das Forças Armadas sobre a égide de um trinômino fundamental: monitoramento, controle, mobilidade e presença. Nós não temos condições de ter a presença das Forças Armadas em todos os lugares no Brasil. Nós temos 5.727 mil quilômetros de fronteiras terrestres, temos o litoral com 8 mil e poucos quilometro e temos ainda as águas territoriais com 4.5 mil quilômetros quadrados o que significa? Impossibilidade da presença, logo altera-se o trinômino passa a ser monitoramento, controle, mobilidade e presença e aí então, representa isso uma possibilidade de nós desenvolvermos monitoramento com todo o espaço aéreo do território e das águas adicionais. E aí você nas diretrizes, estratégia e defesa que se encontra no site você vai verificar, por exemplo, que nós vamos fortalecer o setor de importância estratégica que é o espacial, submerso e nuclear. Vamos unificar as operações das três forças muito além dos limites impostos pelo chamados exercícios conjuntos, vamos reposicionar o efetivo das três forças, tendo em vista a capacidade de estar presente ou não ser presente, ou seja, poder estar presente no local necessário, isso importa no reposicionamento. Em relação ao Exército nós teremos um núcleo modular que serão as brigadas e essas brigadas de deslocamento rápido, vamos adensar a presença da unidade do Exército, da Marinha e das Forças Aéreas nas fronteiras, observe bem se você olhar o mapa brasileiro vai verificar que a necessidade de presença e monitoramento está ao oeste nos grande centros de aquaterlamento milites estão a leste, ou seja, próximos ao litoral. Vamos também, expandir a Marinha, hoje a Marinha concentra-se exclusivamente no Rio de Janeiro a Força Naval Brasileira está lá armada,está no Rio de Janeiro, e vamos ter que criar um local de armadas junto a entrada do Rio Amazonas tecnicamente possível, tendo em vista naquela região as águas são mais rasas e com isso nós pretendemos ter uma priorização global do território , mas tendo em vista sempre a Amazônia.

GETÚLIO NURENBERG (Rádio Inconfidência - MG ): Bom dia, ministro. Aqui em Minas existe uma polêmica quanto à reativação de vôos no aeroporto Carlos Drummond de Andrade, conhecido como o da Pampulha, depois da maior concentração de vôos no aeroporto internacional de Confins. O governo de Minas já se posicionou ao contrário, sabe-se que no plano do ministro da Defesa para estimular a concorrência entre as companhias aéreas existe uma possibilidade de ampliar os vôos, retomar os vôos em aeroportos menores como o da Pampulha e o de Santos Dumont. Qual que é o desejo do Ministério da Defesa?

MINISTRO:
Nós temos um desejo e o nosso desejo é cumprir a lei e no cumprimento da lei que criou a ANAC não cabe à ANAC, não cabe à nós fixarmos limitações aos aeroportos. Os aeroportos tem limitações com capacidades físicas, cabe à ANAC dizer: o aeroporto de Pampulha pode operar considerando seu terminal, considerando sua pista e considerando seu pátio com "X" vôos hora. O aeroporto de Confins cabe operar considerando a pista, terminal e etc com "X" vôos hora e as empresas é que concebem as suas malhas. Houve um fechamento que é um fechamento não autorizado pela lei de Pampulha e de Santos Dumont para operarem com exclusividade e nós vamos rever esse assunto, mas vamos rever isso dentro de um entendimento do governo do estado e dentro de um entendimento que o governo do estado com um privilegiamento. Agora a situação de Belo Horizonte-BH é completamente diferente do Rio de Janeiro-RJ, por uma razão simples. Confins, já o terminal de Confins, já está, digamos, aquém do número de passageiros que passam em Confins. Ou seja, Confins já está saturado, vamos ter que rever, inclusive, a dimensionamento do terminal de Confins visa a visa sobre os passageiros. Já Pampulha tem um terminal pequeno e vamos ter que compatibilizar este terminal com a pista. E eu quero lembrar a você que a Força Aérea vai sair de Pampulha. Nós vamos deslocar toda a estrutura da base aérea que hoje se opera em Pampulha, nós vamos deslocar isso para um aeroporto no interior de Minas.

KÁTIA SARTÓRIO: Quando vai ser isso, Ministro?

MINISTRO: A Força Aérea está estudando a matéria e eu creio que ainda este ano nós vamos tomar uma decisão.

TÉO CEVEY: (Rádio Clube Bandeirantes 1350 AM - Itajaí/SC)
Ministro, nós vivemos um momento bem difícil ao final do ano passado, na nossa cidade, com relação à tragédia desenvolvida devido às cheias. Ministro, no que aconteceu isso, demonstrou-se certas dificuldades por parte da Defesa Civil, tanto nacional como a Defesa Civil de cada município. E também, Ministro, você estava falando, antes, sobre a aproximação do Exército e da Marinha em alguns municípios e isso acabou sendo demonstrado apesar do trabalho que foi realizado, mas que demonstrou a falta de proximidade do Exército com relação a algumas cidades. O que poderá ser feito em relação a isso, já que se demonstrou algumas dificuldades de infra-estrutura em relação à Defesa Civil e à falta de proximidade do Exército com relação a algumas cidades.

MINISTRO:
A experiência de Santa Catarina, os problemas que tivemos em Santa Catarina que foram lamentáveis, demonstrou uma falta de estruturação. Primeiro entre a Defesa Civil, a Polícia Militar local, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Os trabalhos que nós desenvolvemos, principalmente, na Aeronáutica e em Santa Catarina foram excelentes, mas nós tivemos problemas de articulação e de comando. Então, eu inclusive propus ao presidente que nós viéssemos examinar junto à lei de mobilização nacional uma forma de termos uma força unificada para o atendimento dessas questões humanitárias. E eu quero dizer a você, o seguinte: o Exército Brasileiro e a Aeronáutica Brasileira tem uma capacidade imensa em ações humanitárias. Exatamente para atender enchentes e etc. A Força Aérea Brasileira, por exemplo, já esteve na Bolívia, atendendo problemas de enchentes, na Bolívia, etc. Nós estamos exatamente com a experiência de Santa Catarina tentar resolver e encontrar uma forma de ação rápida, ou seja, o que precisa e ação rápida, e outra coisa, ação logística. Não sei se você observou, mas quando ocorrem esses desastres metereológicos, principalmente, no Brasil, todo brasileiro se sente com uma disposição imensa de fazer doações. A solidariedade aparece. É só surgir um problema, mas às vezes a solidariedade fica entulhada por não ter uma estrutura logística de distribuição. E aí começam a ocorrer problemas como ocorreram e fica tudo acumulado, exposto, e as pessoas começam a pegar para si, etc, etc, etc. Isso tudo, nós estamos fazendo um estudo com o Ministério da Defesa para fazer uma proposta de que essas doações sejam conduzidas de forma unificada e não uma disputa entre autoridades municipais, autoridades estaduais, e autoridades federais. Inclusive em Santa Catarina, houve um fenômeno. Quando nós estivemos em Santa Catarina, na disputa que havia entre alguns políticos catarinenses, e em Santa Catarina era que o presidente tinha que ir em um local e não ir em outro, e tudo aquilo estava dentro de um conjunto do aproveitamento político do incidente.

LINO RAMOS: (Rádio Paiquerê - Londrina / PR)
Bom dia, ministro Nelson Jobim! A gente percebe, ministro, aqui no Paraná, por exemplo, onde enfrentamos problemas na fronteira, na chamada tríplice fronteira, que algumas questões relacionadas à criminalidade que existe nesse local também tem as suas raízes e as suas conseqüências nos grandes centros urbanos. A exemplo de Londrina, Curitiba, a cidade Foz do Iguaçu que enfrenta problemas seríssimos e em outros locais. Como o senhor avalia essa questão e de que forma o Ministério da Defesa pode ajudar a amenizar esta situação.

MINISTRO: Veja, a questão do tráfico de drogas, que é a preocupação maior na região da tríplice fronteira, é algo da competência da Polícia Federal. E queremos ter ações comuns porque o Exército Nacional tem funções de polícia, tem autoridade de polícia também na faixa de fronteira que pega toda aquela região que você está falando. Nós temos um desejo de montarmos operações, como já fizemos, lembra-se que nós já tivemos duas grandes operações nessa região. Operações que eram regidas pelo Comando Militar do Sul e inclusive, teve algumas reações, de algumas autoridades paraguaias porque nós colocamos um grupo de pelotão junto à fronteira para fiscalizar a circulação, depois houve uma acusação por parte paraguaia que nós havíamos invadido. Houve um equívoco porque quando colocamos esses militares nesses locais, um dos jornais paraguaios atacou dizendo que nós havíamos invadido o território que era um equívoco enorme. Mas na verdade é o seguinte, nós temos que ter muita cautela política porque a influência política desses personagens são grandes também nos países vizinhos. Então, com isso nós precisamos ter muita habilidade de termos um grande entendimento que já temos com as autoridades paraguaias para ações conjuntas de fronteira e não só ações de barreira internas no Brasil mas sim ações que possam ser desenvolvidas no território brasileiro por forças brasileiras e no território paraguaio por forças paraguaias. Aliás, eu vou propor nas discussões que teremos no conselho de defesa sul-americano que já foi formado, que já foi afirmado e criado, em janeiro deste ano, num encontro de presidentes da UNASUL dos presidentes sul-americanos, cujo a reunião do conselho vai se realizar agora em março, no Chile, eu creio que em 09 ou 10 de março. Eu vou propor, exatamente, que os países vizinhos como Brasil e Paraguai, Brasil-Colômbia, Brasil-Bolívia, possam ter operações conjuntas cada um no seu território, exatamente, na coibição dessas ações ilícitas em fronteiras.

ANTONIO CARLOS (Rádio Belém FM de Belém no Pará)
Bom dia, ministro, a rádio Belém FM agradece ao programa Bom dia Ministro. Tivemos a pouco tempo o Fórum Social Mundial, aqui em Belém do Pará. E o comentário aqui, é da discussão de um Procurador da República e de uma juíza sobre a ilegalidade da Força Nacional de Segurança Pública. Devo dizer que das coisas boas criadas no Brasil, a Força Nacional foi uma delas. O que nós precisamos aqui no Pará e no Brasil é de muito trabalho do Poder Judiciário para resolver problemas com os bandidos corruptos, assassinos que amparados pelas filigranas jurídicas permanecem aí soltos. Ministro, eu lhe pergunto, o que você tem a dizer sobre essa polêmica da Força Nacional e queremos saber também se a Força Nacional faz parte do Ministério da Defesa.

MINISTRO:
Bom dia. Bem, a Força Nacional foi criada numa tentativa de estruturação das forças militares estaduais e é do âmbito do Ministério da Justiça. Essas discussões, são discussões criadas meramente acadêmicas, pessoas que não têm nada a ver com a realidade das ações, não tem a ver com resultados, não tem a ver com necessidade. Mas tem a ver com a demonstração de posições. Se essas duas pessoas não tivessem feito essa afirmação, elas passariam desconhecidas e não vista neste fórum mundial. Esta é a forma de você estar presente, aparecer, tentar demonstrar. Tudo que você tenta fazer hoje, é aqueles que pretendem e que não tem nenhuma biografia pretendem fazer a sua biografia, exatamente, chamando a atenção da imprensa. É opor-se àquilo que é necessário ao país.

KÁTIA SARTÓRIO: Falando em Estratégia Nacionais de Defesa, que mudanças ela traz para o serviço militar inicial obrigatório? Vai ser criado também um serviço civil obrigatório, ministro?

MINISTRO: Não. O civil não será obrigatório. Hoje, nós temos, no serviço militar obrigatório, em torno de 1,2 milhão de jovens que se inscrevem, já se qualificam aos 18 anos. Desse 1,2 milhão, a capacidade de absorção por parte das Forças Armadas desses jovens é da ordem de menos de 10%, ou seja, disso, acabam servindo o Exército, a Marinha e a Aeronáutica em torno de 100 mil. Pois bem, o que nós queremos fazer é ampliar a participação de jovens dentro do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é conciliando a necessidade que temos de ter soldados profissionais para termos também os conscritos, e por que isso? Porque há uma decisão política do governo e não só uma decisão política do governo, mas uma decisão política da nação de que nós não devemos ter um Exército, uma Marinha ou uma Aeronáutica, ou seja, termos uma Força Armada que seja uma parte da nação paga pela outra parte da nação para proteger a nação. Ou para defender a nação. O que nós precisamos ter é que a nação seja protegida. Portanto, a necessidade da existência do serviço militar obrigatório é exatamente a forma pelo qual as Forças Armadas se inserem dentro do país e são um produto do país não uma mera profissão paga pelo país. Então digamos essa é a decisão, agora nós não vamos ter serviço civil obrigatório, vamos ter um serviço civil que há possibilidade daqueles jovens que não forem aproveitados pelas Forças Armadas, exatamente pela incapacidade das Forças de absolverem aqueles contingentes, nós podemos utilizar como voluntariado esses jovens para atender algumas necessidades do país como, por exemplo, na área da medicina, você sabe muito bem que o pessoal da Amazônia sabe muito bem a dificuldade que nós temos hoje de termos médicos no Interland Amazônico, todos esses médicos no Interland Amazônico, e inclusive hospitais são administrados pelo Exército e nós precisamos criar isso dentro de um modelo que nós fomos tentar ampliar que é o modelo do Projeto Rondon. O Projeto Rondon hoje está na ordem de 2 mil estudantes que operam no período de 15 dias, nós queremos ampliar progressivamente o Projeto Rondon, podemos chegar isto a 3, 4 ou 5 mil na progressão, e com a experiência do Projeto Rondon nós tentarmos criar esse serviço civil. Logo falando no serviço civil houve uma reação muito forte, e o curioso que a reação muito forte vem da alta classe média. A alta classe média grande parte dela não quer saber de nada de serviços sociais no país, a alta classe média na maioria das vezes, quer serviços sociais para si, no país.