29 Maio 2009

CAN inaugura nova linha


Saiu de Manaus no último dia 25 de maio a equipe de saúde do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN) que atenderá, durante erta semana, pela primeira vez as populações das cidades amazonenses de Nova Olinda do Norte, Tapauá, Canutama e Apuí.

A primeira parada da nova linha do Correio Aéreo Nacional (CAN) foi Nova Olinda do Norte, município de 30 mil habitantes situado às margens do rio Madeira. Somente no primeiro dia de missão, os quatro médicos e um dentista atenderam cerca de 300 pessoas.

Foi a primeira vez que a gestante Cristina Mendes Valente, 27 anos, consultou com uma ginecologista. “Vou ter o bebê na próxima semana, e fiz todo o pré-natal com a enfermeira aqui do posto”, diz. Conforme explica a tenente-médica Fabíola Cristine Marques, dois terços dos casos atendidos por ela na cidade nunca tinham consultado com uma ginecologista. Muitas não tiveram acesso a exames de ultra-sonografia durante a gravidez.

A tenente encontrou casos de câncer de mama, gravidez na adolescência e, o mais grave, de hidropsia fetal, que acontece quando a mãe tem tipo sanguíneo negativo e o filho positivo. “Os anticorpos da mãe destroem as células hemácias do filho, que só tem cinquenta por cento de chances de sobreviver”, explica a médica, que encaminhou a paciente para fazer uma cesariana de urgência em Manaus, para que o bebê pudesse fazer uma transfusão de sangue.

Para o prefeito da cidade, Adenilson Lima Reis, a ação do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) complementa o trabalho dos médicos locais, que, além dos moradores de Nova Olinda, assistem uma população flutuante.. “Chegamos a atender de 10 a 15 mil pessoas provenientes de cidades vizinhas. Há cerca de cinco mil indígenas de Borba que vivem a dez horas da sede do município e a meia hora daqui, onde acabam sendo tratados”, conta o prefeito, esclarecendo que não recebe recurso algum para este fim.

A dona de casa Maria Anita Lima Gomes vive no Lago do Curupi, junto ao rio Paraná do Irariá e viajou uma noite inteira para consultar o filho em Nova Olinda. “Foi uma surpresa chegar aqui e encontrar essa equipe da Aeronáutica. Aproveitei para consultar também! Fui muito bem atendida e ainda saí com o remédio na mão”, elogia a senhora que espera encontrar a equipe da FAB mais vezes na cidade.

Embraer formaliza entrega do Link-BR2

Sistema possibilita intercâmbio tático de dados durante operações



A Embraer concluiu a entrega do protocolo a ser empregado no sistema de enlace de dados em rede denominado Link-BR2 para o Comando da Aeronáutica do Brasil. Desenvolvido pela Embraer, com total interação com a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) do Comando da Aeronáutica, após assinatura de um contrato em 2006, este protocolo permitirá a viabilização de um moderno sistema de intercâmbio de dados durante operações da Força Aérea Brasileira (FAB), podendo também ser adequado para interoperabilidade com a Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro, em operações conjuntas.

“Estamos muito satisfeitos em ter participado desse importante projeto do Comando da Aeronáutica”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa. “Este produto permitirá que o sistema Link-BR2 se torne uma realidade operacional, dotando a FAB de um protocolo de enlace de dados de alta qualidade, equiparável aos mais modernos protocolos de sistemas táticos de conexão em rede utilizados no mundo.”

Nos últimos anos, a Embraer tem investido no desenvolvimento de softwares embarcados para aeronaves de combate, de modo a fornecer não somente as plataformas dos aviões, mas também serviços de integração dos sistemas de sensores e de missão. Dentre os projetos mais recentes, destacam-se o da aeronave Super Tucano, a modernização dos jatos F-5 e A-1 (AMX) da FAB e a família de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance – ISR).

A Empresa também oferece soluções em solo para o segmento de Comunicação, Computação, Comando, Controle e Inteligência (C4I) e atua na área de treinamento, tendo desenvolvido o Sistema de Apoio para Treinamento Operacional (Training Operational Support System – TOSS) para o Super Tucano, uma ferramenta computacional integrada composta por quatro sistemas: o CBT (Computer Based Training), treinamento computadorizado que melhora o aprendizado dos pilotos; o FS (Flight Simulator), simulador de vôo; o MPS (Mission Planning Stations), para planejamento de missões de navegação e ataque; e o MDS (Mission Debriefing Station), para análise dos dados e resultados das missões realizadas.

Ministros da Defesa da CPLP estreitam parceria



César André

Os ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estão reunidos, desde ontem, em Luanda.

Os trabalhos da décima-primeira reunião da comunidade lusófona encerram hoje, com a aprovação e assinatura de importantes documentos já aprovados por vários mecanismos da componente de defesa.

O almirante André Mendes de Carvalho “Miau”, que revelou este facto ao Jornal de Angola, disse que na sessão de ontem os participantes discutiram a situação nas regiões em que a CPLP está inserida e a realidade nacional de cada um dos países em termos de segurança.

Ainda na sessão de ontem, disse, os participantes debruçaram-se sobre a cooperação multilateral que a CPLP representa, nomeadamente, os exercícios que tem sido realizados em conjunto pelas Forças Armadas no sentido de preparar forças de manutenção da paz.

Na reunião de ontem foram, igualmente, abordadas questões relacionados com o Centro de Análise Estratégica, com sede em Maputo, que tem em vista a realização de estudos diversos na área de segurança.

O almirante André Mendes de Carvalho “Miau” informou, ainda, que na sessão de ontem, os ministros discutiram as novas perspectivas de trabalho e novas parcerias e abordaram a crise econômica financeira mundial, a gripe A e temas relacionados com a segurança. Os participantes no encontro decidiram indicar o Brasil para acolher a décima segunda reunião dos ministros da CPLP.

Passagem do testemunho de Timor para Angola

No encontro estão em discussão dez pontos, entre eles a análise das questões internacionais e as implicações político-militares no contexto regional para os países membros da CPLP e a aprovação das propostas constantes da declaração final da 11ª reunião dos Chefes do Estado Maiores Generais das Forças Armadas da instituição.

A aprovação da proposta de memorando de entendimento para a realização do exercício militar da série “Felino” 2009, do modelo de centros de excelência de formação de formadores, bem como da declaração ministerial que aprova a presença de observadores de outros países ou organizações nestes exercícios fazem parte da agenda.

Participam no encontro, além de delegados de Angola, do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Princípe e Timor-Leste, este último presidente cessante dos ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Estiveram na reunião, o presidente da segunda Comissão da Assembleia Nacional para Defesa e Segurança e Ordem Interna, José Domingos Francisco Tuta “Ouro de Angola”, vice-ministros da Defesa, o chefe de Estado-Maior General das FAA, general Francisco Furtado, oficiais generais das Forças Armadas, adidos de defesa acreditados em Angola e convidados. A cerimónia ficou marcada pela passagem de testemunho à presidência por um ano, da reunião de ministros da Defesa da CPLP, a Kundi Paihama, ministro angolano da Defesa.

Prioridade da defesa, comando da Amazônia tem carência


Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Um contingente considerado insuficiente e "carências de toda a ordem" são alguns dos obstáculos enfrentados pelo principal comandante militar da Amazônia, "prioridade um" na estratégia de defesa do Brasil.

Responsável há pouco menos de dois meses pelo comando de uma área que abrange seis Estados – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e pelo patrulhamento de cerca de 11.500 quilômetros de fronteira, o general Luis Carlos Gomes Mattos, chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), aposta no preparo das tropas e no conhecimento do terreno para que o país mantenha a soberania sobre a área.

"(Temos) carências de toda ordem", disse o general à Reuters. "Temos 26 mil militares em toda a área do Comando Militar da Amazônia. Esses militares não estão sozinhos, estão com famílias. Nós não temos ainda moradia para todos, o que é uma grande carência", afirmou.

A região, cobiçada pelas riquezas naturais que abriga, é de difícil patrulhamento, dada sua extensão, diferenças de terreno e porosidade das fronteiras.

"Os Estados Unidos, que são o maior país do mundo, têm uma fronteira de dois mil e poucos quilômetros com outro país igualmente importante que é o México, e não conseguem controlar aquela fronteira", comparou o general.

"Imagine o Brasil. Quinze mil quilômetros de fronteira, dos quais 11.500 na Amazônia, com todas as dificuldades que nós encontramos nessas áreas", acrescentou.

Apesar dessas fragilidades, o general ressalta que não existem integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) atuando na Amazônia brasileira.

"As Farc atuam apenas dentro do seu país. Evidentemente que nós nos preocupamos e para isso nós existimos na nossa fronteira, para que não nos utilizem, nem mesmo logisticamente."

A situação poderia ser pior, pois, de acordo com o general Mattos, a Amazônia é a "prioridade um" na estratégia de defesa do Brasil e tem a preferência no recebimento de materiais bélicos. "Tudo vem primeiro para a Amazônia. Nós temos materiais de emprego militar aqui que não existem em outros locais."

Atualmente o CMA tem efetivo de 26.300 homens, espalhados por 124 unidades militares em 56 localidades diferentes. A maioria delas está "muito perto" da fronteira que a região divide com outros sete países sul-americanos.

Esse efetivo, que na década de 1950 era de apenas 1.000 homens, pode ser reforçado pela implementação do plano Amazônia Protegida do Ministério da Defesa. De acordo com o general, ao menos três brigadas devem chegar à região sob o plano. "Eu raciocino cada brigada com efetivo de 4.000 a 4.500 homens", calculou.

Enquanto esse reforço não vem, o chefe do CMA continua apostando no preparo para combate em selva realizado pelo Exército que, segundo ele, é referência mundial.

"Nós costumamos dizer, e o pessoal pode até nos achar um pouco soberbos, que temos o melhor combatente de selva do mundo", afirmou, acrescentando que o CMA está acostumado com visitas de delegações estrangeiras que vêm ao país conhecer de perto esse preparo.

ONGS E ÍNDIOS

A presença de organizações não-governamentais na Amazônia brasileira tem gerado críticas dos que questionam as intenções dessas entidades.

Ao ser questionado sobre o assunto, o general faz ressalvas que, ele sublinha, tem caráter pessoal.

"No meu entendimento, elas deveriam ter recursos não-orçamentários e a gente sabe que isso muitas vezes não é verdade", acrescentou. "Eu acho que elas deveriam poupar os recursos do governo para que fossem utilizados em outros lugares."

Outro ponto polêmico é a demarcação de reservas indígenas em áreas de fronteira, que levou o antecessor de Mattos, o general Augusto Heleno, a classificar a política indígena do governo federal de "lamentável, para não dizer caótica".

"O acesso (das Forças Armadas a reservas indígenas nas áreas de fronteira) ocorre sem problema nenhum, inclusive por decisão do STF. O Exército não tem problema nenhum para ir a qualquer área indígena, qualquer que seja, e existem muitas", disse o general.

"Isso não é uma preocupação do Exército, isso deveria ser uma preocupação de todos os brasileiros", afirmou. "Nossa grande preocupação - nossa dos brasileiros, não Exército - é deixar que gente de fora do Brasil, cobiçando as nossas riquezas e tudo que nós temos nessas áreas, convença a opinião pública mundial que nós não temos capacidade para cuidar das nossas riquezas, da nossa Amazônia, do nosso Brasil."

(Edição de Maria Pia Palermo)

Coreia do Sul eleva alerta militar

Ministério da Defesa intensifica “operações de reconhecimento” sobre a Coreia do Norte e mobiliza os serviços de inteligência.

Diplomatas buscam consenso para punir o regime de Pyongyang com sanções




Rodrigo Craveiro

“Watchcon II começou a fazer efeito às 7h15 (de ontem). Ativos adicionais de inteligência serão mobilizados, enquanto operações de reconhecimento sobre a Coreia do Norte se intensificarão.” A senha do aumento de alerta militar da fase 3 para a 2 — o segundo nível mais alto na escala que vai de 5 a 1 — foi dada por Won Tae-jae, porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, e também vale para as forças norte-americanas estacionadas na Península Coreana. Won não forneceu detalhes sobre o real significado dessa medida, tomada depois que o regime comunista de Pyongyang decidiu abandonar o armistício assinado com a Coreia do Sul em 1953, que suspendeu a Guerra da Coreia. O ditador Kim Jong-il também havia alertado, na quarta-feira, que não poderia garantir a segurança de barcos norteamericanos e sul-coreanos ao longo da fronteira marítima.

O Comando das Nações Unidas na Coreia do Sul, liderado pelos EUA, rejeitou a declaração de Pyongyang de não comprometimento com o cessar-fogo na região. “O armistício permanece em vigor e está amarrado a todos os signatários, incluindo a Coreia do Norte”, informou nota emitida pelo organismo, de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap. No plano diplomático, fontes ligadas ao Conselho de Segurança da ONU admitiram à agência de notícias espanhola EFE que Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido — os cinco membros permanentes com poder de veto — aceitariam punir o regime de Kim. A própria Casa Branca considerou “muito úteis” os esforços empregados por Pequim em suas críticas à Coreia do Norte. “As posições chinesas foram extremamente úteis nas conversações”, afirmou o porta-voz Robert Gibbs.

“É importante que a Coreia do Sul e os EUA não façam nada no campo militar que possa ser mal-interpretado pela Coreia do Norte ou usado como pretexto para um ataque”, afirmou ao Correio o dinamarquês Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação dos Cientistas dos Estados Unidos, com sede em Washington. Ele considera ser impossível prever as intenções de Kim. “Não acho que a Coreia do Norte atacará, pois haveria um banho de sangue. A proximidade de centenas de milhares de soldados com artilharia e mísseis em ambos os lados da fronteira criaria terríveis perdas civis”, opinou. “Um ataque militar seria o fim da Coreia do Norte.”

Para o historiador chinês Yong Chen, da Universidade da Califórnia-Irvine, o regime nortecoreano vai sucumbir em um futuro próximo. “Os fundamentos políticos e ideológicos estão falindo, e o governo dirige uma economia incapaz de alimentar a população. Nesse sentido, o teste nuclear se transforma na criação de uma ilusão psicológica de grandeza”, admitiu. Chen acha pouco provável que Pyongyang inicie uma guerra. “A China e a Rússia se opõem a qualquer agressão. Sem o apoio de Pequim, Pyongyang não poderia sustentar qualquer atividade militar por mais que poucos dias”, concluiu.

ALTA TENSÃO

Como a crise nuclear norte-coreana ganhou contornos preocupantes

# 5 de abril
A Coreia do Norte ameaça lançar um controverso foguete, que seria um míssil de longo alcance

# 14 de abril
Pyongyang encerra as negociações e reativa o reator nuclear

# 29 de abril
O regime norte-coreano ameaça realizar um teste nuclear caso a ONU não se desculpe por criticar o lançamento do míssil

# 25 de maio
A Coreia do Norte realiza o segundo teste nuclear

# 26 de maio
O presidente dos EUA, Barack Obama, promete apoio militar aos aliados asiáticos

# 27 de maio
Pyongyang abandona a trégua que pôs fim à Guerra da Coreia

Fonte: Balanço Militar do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos 2009


Ditadura “feudal”

Viviane Vaz

O presidente do Comitê para Democratização da Coreia do Norte, Hwang Jang-yop, foi professor universitário de Kim Jong-il e hoje é o maior crítico do regime do ditador. Exilado na Coreia do Sul desde 1997, Hwang acusa Jong-il de “construir o feudalismo, em vez do socialismo”, uma vez que todas as manobras do ditador servem para manter a própria família no poder. “Sanções não servem para nada.

Nós devemos deixá-los para lá e ignorá-los mesmo que conduzam 10 testes”, avaliou ontem em um seminário político realizado na capital sul-coreana, Seul. “Kim Jong-il sabe muito bem que usar armas nucleares seria sua perdição, então ele nunca o fará”, diz.

Para Hwang, o segundo teste realizado tinha como objetivo ameaçar os Estados Unidos para obrigá-los a negociar diretamente com a Coreia do Norte e assim aumentar o prestígio de Kim Jong-il.

Um analista sul-coreano consultado pelo Correio concorda que os últimos atos do ditador servem sobretudo para o público interno que externo. “Kim fracassou no âmbito socioeconômico, resta-lhe agora só o poder militar como demonstração de força.” No último relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o jurista Vitit Muntarbhorn definiu a situação na Coreia do Norte como “terrível e desesperadora”, um cenário de fome, tortura e espionagem generalizada, além de mensagens doutrinárias por altofalantes e nas escolas.

Negociação

Isolado na região, Kim Jong-il gostaria de ver os 28.500 soldados americanos fora da Coreia do Sul e insiste em uma negociação a duas partes, só com os EUA. A diplomacia sul-coreana, por sua vez, apoia a negociação em seis partes, com a participação dos vizinhos diretos – Rússia e China – e os mais distantes, Japão e EUA.

O governo de Seul considera que os testes nucleares do vizinho do norte constituem uma “provocação” e podem levar a uma corrida armamentista. Apesar de descartarem que Kim aperte o botão nuclear, os sul-coreanos se preparam para uma escalada de conflitos no Mar Amarelo. “A melhor e mais correta solução, apesar de ser difícil, seria concentrar-se na mudança de regime na Coreia do Norte”, conclui Hwang.

Denúncia militar traz polêmica à tona

Revelação de ex-general sobre abusos sexuais contra prisioneiros é negada pelo Pentágono



Um novo imbróglio envolvendo fotos de métodos de tortura contra prisioneiros no Iraque e no Afeganistão chocou opiniões de um ex-general americano e de autoridades do Pentágono.

Em entrevista publicada ontem pelo britânico Daily Telegraph, o ex-general americano Antonio Taguba, responsável pela investigação sobre denúncias de torturas e abusos dos soldados dos EUA nas prisões, revelou que há fotografias revelando violência e abuso sexual contra os prisioneiros do centro iraquiano Abu Ghraib.

As imagens contidas em algumas fotos explicaria, segundo o jornal, as tentativas de Obama de impedir a publicação de fotografias de prisões do Iraque e Afeganistão – decisão que frustrou aqueles que confiaram em suas promessas de campanha.

Logo após a publicação do veículo britânico o Pentágono negou a notícia, com o porta-voz Bryan Whitman dizendo que o Daily Telegraph mostrou "incapacidade de obter os fatos de forma correta".

– Essa organização de notícias descaracterizou completamente as imagens – reclamou Whitman a jornalistas. – Nenhuma das fotos em pauta retrata as imagens descritas naquele artigo.

Divulgação

Casos de tortura praticados por militares americanos na prisão iraquiana foram divulgados pela primeira vez em 2003. No ano seguinte, a prisão ganhou destaque internacional com a publicação de fotografias que mostravam presos sendo humilhados e abusados por militares, como homens nus, ligados a fios, amontoados ou ameaçados por cachorros. Em 2006, a rede australiana SBS voltou a mostrar imagens de tortura.

No relatório publicado por Taguba em 2004, após concluir a investigação, havia acusações sobre abuso, mas não se falou em fotografias que documentavam isso.

Taguba, que se aposentou em janeiro de 2007, apoiou a decisão de Obama, ao ressaltar que as imagens mostravam cenas de "torturas, abusos, violações e todo tipo de atos indecentes".

Ao menos uma fotografia, segundo o jornal, mostra um soldado americano estuprando uma prisioneira. Outra imagem exibe um intérprete abusando sexualmente de um prisioneiro. Há ainda imagens de abusos sexuais de prisioneiros com objetos como fios e cassetetes.

As imagens provariam 400 casos de abuso ocorridos entre os anos de 2001 e 20005 em Abu Ghraib e em outros seis centros de detenção iraquianos e afegãos.

Alerta militar em tom maior

Moscou diz "não ter argumentos" para repelir a punição escolhida pelo Conselho de Segurança



A Coreia do Sul e os Estados Unidos elevaram seu nível de alerta militar na península coreana, um dia depois de a Coreia do Norte afirmar que o armistício em vigor desde 1953 está morto, e se mostrar preparada para um ataque. É o maior nível deste alerta desde o teste nuclear anterior de Pyongyang, em outubro de 2006. O regime comunista vem realizando uma série de medidas provocativas raramente vistas nesses mais de 50 anos, o que inclui ameaças de guerra, lançamentos de mísseis e um teste com arma nuclear, o segundo de sua História.

Em resposta, a Força Aérea dos EUA deve enviar nos próximos dias, 12 caças avançados F-22 Raptor para sua base de Okinawa, no Japão. A vigilância vai se concentrar ao longo da Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, a zona de segurança conjunta na cidade de Panmunjom e na região em disputa no Mar Amarelo.

Uma fonte do governo sul-coreano disse que o Norte parece se preparar para novos atos provocativos, como mais disparos de mísseis de curto alcance em sua costa oeste. Para analistas, com essas atitudes o líder comunista Kim Jong-il quer consolidar ainda mais poder e garantir sua sucessão em prol de um de seus três filhos. Ele estaria com a saúde abalada desde um derrame sofrido em agosto.

Os EUA têm pedido à China que pressione a Coreia do Norte a voltar para as negociações sobre seu desarmamento. Muitos analistas, porém, acham que Washington exagera sobre a influência que Pequim tem sobre Pyongyang, bem como a disposição do regime chinês em usar tal influência.

– Sem dúvida a China também quer uma resposta rápida e unida, mas provavelmente não dará tudo que os EUA querem. A China tem suas próprias preocupações – observou Shi Yinhong, especialista em segurança regional na Universidade Renmin, em Pequim.

Um esboço de resolução preparado pelo Japão e os Estados Unidos que circula entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condena o teste nuclear, mas não prevê novas represálias. O documento pede aos Estados-membros da ONU que cumpram imediatamente as sanções aprovadas contra Pyongyang em 2006.

Potências mundiais, incluindo a Rússia, já concordaram que a Coreia do Norte deve enfrentar sanções por desafiar uma resolução da ONU. Um dos aliados do regime norte-coreano que costuma vetar sanções mais firmes, Moscou afirmou que "não tem argumentos" para repelir a punição do conselho.

Coreia do Sul e EUA elevam alerta

ONU perto de uma resolução. Norte adverte que qualquer incidente serviria de estopim

SEUL – O Globo

Um dia depois de a Coreia do Norte afirmar que poderia atacar o vizinho, as tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos na região entraram ontem em seu alerta mais alto em três anos, aumentando os voos de reconhecimento, o uso de satélites espiões e de análises de inteligência para enfrentar o que autoridades classificaram como uma grave ameaça. A medida foi a reação mais recente a uma cadeia de ações e provocações desencadeadas pelo teste nuclear norte-coreano de segunda-feira e pelo lançamento de seis mísseis de curto alcance. Reforçando sua retórica belicista, para o governo nortecoreano a guerra “é uma questão de tempo”.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que as tropas aliadas, incluindo os 28.500 soldados americanos que apoiam os 670 mil militares locais, elevaram o seu Watch Condition do nível 3 para o 2 (numa escala de cinco onde um é o mais alto). A última vez em que o nível de alerta esteve tão alto foi em 2006, quando o Norte realizou o seu primeiro teste nuclear.

— O Watchcon 2 entrou em efeito às 7h15m (hora local). A vigilância sobre o Norte será aumentada, com maior mobilização de aeronaves e pessoal — disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Won Tae-jae.

Já a mídia estatal norte-coreana advertiu ontem que “mesmo o menor confronto acidental poderia levar a uma guerra nuclear”. “É uma questão de tempo que um estopim detone uma guerra”, afirmou o jornal oficial “Minju Joseon”.

Uma resolução para sufocar Forças Armadas

Em Nova York, os EUA e o Japão fizeram circular entre os membros do Conselho de Segurança da ONU um esboço de uma resolução que “condena nos mais fortes termos o teste nuclear (da Coreia do Norte) em 25 de maio, numa flagrante violação” da proibição de 2006, segundo trechos que vazaram. O presidente Barack Obama já tachou os testes nortecoreanos de “violações gritantes” da lei internacional. O texto do rascunho começaria ontem a ser discutido pelos cinco membros permanentes, mais Japão e Coreia Sul, que definirão as novas medidas. Só então circulará pelos 15 membros do conselho. O embaixador russo, Vitaly Churkin, disse haver um grande consenso sobre o que a resolução deve incluir, mas admitiu que chegar a um acordo era complicado e que havia muitas sugestões.

— Seriam necessárias dez resoluções para incluir todas — declarou. A grande questão é até que ponto a China, maior aliado dos nortecoreanos, deixará as sanções chegarem. O governo chinês preferiria reforçar as medidas de 2006 a criar novas no texto que deve ser votado no início da semana.

Diplomatas dizem que as propostas em discussão incluem aumentar as empresas na lista negra por ajudar os programas balístico e nuclear da Coreia do Norte, expandir o embargo de armas e restringir as operações financeiras e voos ao país. Segundo funcionários do governo americano, os EUA poderiam pressionar a China a cancelar voos no espaço aéreo norte-coreano para evitar a transferência de material nuclear.

— Queremos secar seus recursos para as Forças Armadas — confidenciou um diplomata ocidental.

Uma comissão liderada pelo subsecretário de Estado dos EUA, James Steinberg, partiu ontem rumo à Ásia, revelou a rede CNN. Segundo a emissora, Steinberg vai a Tóquio, Pequim, Seul e Moscou discutir como o chamado Grupo dos Seis deverá lidar com a Coreia do Norte.

Em Seul, o jornal “Chosun Ilbo” informou que o governo preparou planos de contingência para o caso de um ataque com artilharia e mísseis perto da fronteira marítima em disputa na costa ocidental.

Segundo informações à noite, navios de pesca chineses já deixaram a área. O local foi cenário de choques entre as duas Coreias que resultaram em mortes em 1999 e 2002.

Aumento de exercícios militares na zona costeira

O Ministério da Defesa sul-coreano não quis confirmar a mobilização de navios de guerra. Mas uma fonte militar contou que nos últimos meses a Coreia do Norte aumentou os treinamentos de unidades de artilharia na zona costeira próxima a ilhas sul-coreanas. A Coreia do Norte anunciou o rompimento unilateral do armistício de mais de 50 anos na quarta-feira, após a Coreia do Sul aderir a uma iniciativa contra o tráfico de armas de destruição em massa — visto pelo vizinho como uma declaração de guerra. O governo norte-coreano advertiu que se alguma embarcação sua for detida, reagirá. Além disso, o regime comunista acusa os EUA de se prepararem para atacá-lo. Nos últimos 15 anos, o país renunciou à trégua em cinco ocasiões. Já o comando conjunto das forças americanas e sulcoreanas afirmou que continua comprometido com o armistício de 1953 — que nunca foi trocado por um tratado de paz.

Jobim afirmou que ESG funcionará simultaneamente no Rio e em Brasília

Texto: José Romildo

Ministério da Defesa

 

Brasília, 25/05/2009 – Ao participar nesta segunda-feira, no auditório do Ministério da Defesa, de um módulo do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, organizado pela Escola Superior de Guerra (ESG), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o governo trabalha com a hipótese de que, no futuro, a ESG tenha uma sede também em Brasília, que funcionaria juntamente com a sede já existente no Rio de Janeiro.

Jobim informou que, pelos estudos em andamento, a sede brasiliense seria voltada para a formação de civis na carreira de defesa. O curso teria algumas semelhanças, conforme acrescentou, com o curso de formação da carreira diplomática, a cargo do Instituto Rio Branco. Entre as inovações previstas para a especialização em assuntos de defesa, o ministro disse que o curso aceitará parceria com universidades brasileiras.

O ministro da Defesa afirmou que os cursos da ESG que funcionam no Rio de Janeiro continuarão funcionando normalmente, podendo inclusive ser ampliados. A necessidade dos cursos a serem realizados na capital federal, de acordo com Jobim, se deve à ausência de quadros civis para operar assuntos de defesa. “Os quadros que temos no Ministério da Defesa são emprestados”, disse.

Ao defender a necessidade de manter a ESG em duas cidades, o ministro Jobim afirmou: “Temos de manter as duas entidades, os dois braços, definir as duas estruturas, funções distintas e locação distintas. Hoje temos dificuldade de conseguir servidores públicos civis da União para levar ao Rio de Janeiro. Teremos facilidade para que realizem os cursos aqui em Brasília”.

O Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da ESG é realizado todos os anos no Rio de Janeiro. Este ano o curso é dirigido para 82 estagiários, compostos de oficiais-generais e oficiais superiores da Marinha, Exército e Aeronáutica. Além disso, participam também civis que ocupam postos estratégicos no Executivo, Legislativo e Judiciário.

A presença dos estagiários da ESG nesta segunda-feira em Brasília faz parte de uma das etapas do curso, que prevê viagens para assistirem a palestras na capital federal, acompanharem projetos desenvolvimentistas da Amazônia e visitarem cidades da fronteira. Além do ministro Jobim, também realizaram palestras para os estagiários da ESG o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).

 

EUA e Rússia inauguram complexo de destruição de armas químicas na Sibéria

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

 

Autoridades russas e norte-americanas inauguraram nesta sexta-feira (29) uma usina de destruição de armas químicas em Shchuchye, na Sibéria. A construção da instalação foi financiada, principalmente, pelos Estados Unidos como parte de um programa de desarmamento lançado em 1992, um ano após o fim da União Soviética.

O complexo tem o tamanho de uma cidade pequena e dará fim a parte do arsenal químico russo da era soviética. As armas que serão destruídas no local contêm no total cerca de 5.640 toneladas de agentes nervosos, incluindo gás sarin e VX. Elas serão transportadas até o local por uma ferrovia especial.

Os químicos serão neutralizados e transformados em um betume considerado moderadamente tóxico. Em seguida, a massa será acondicionada em blocos de concreto subterrâneos.

 

*Com informações da AP

27 Maio 2009

Coreia do Norte ameaça Coreia do Sul com um ataque militar

Cecilia Heesook Paek

Seul, 27 mai (EFE).- A Coreia do Norte deu hoje mais um passo em sua rede de desafios iniciada esta segunda-feira com seu teste nuclear, ao ameaçar a Coreia do Sul com um ataque militar e dar por liquidado o armistício com que terminou em 1953 a guerra entre ambos os países.

O regime comunista de Pyongyang reagiu assim à decisão tomada ontem pelo Governo de Seul de aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa (PSI, na sigla em inglês), que permite a abordagem de navios suspeitos.

A Coreia do Norte anunciou que responderá com um ataque militar se seus navios forem interceptados e que também não garante a segurança dos navios estrangeiros no Mar Ocidental (Mar Amarelo), onde em anos recentes os dois países mantiveram confrontos armados.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, agradeceu à população a "maturidade" com que está recebendo as ameaças norte-coreanas, enquanto uma fonte militar assinalava à agência "Yonhap" que seu país tem superioridade naval e repelirá qualquer ataque.

A península coreana é uma das áreas mais militarizadas do mundo, com um milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28,5 mil militares americanos assentados em território de seu aliado sul-coreano desde o final da Guerra da Coreia.

A Coreia do Norte efetuou seu segundo teste nuclear e lançou pelo menos cinco mísseis de curto alcance - hoje se informou do último deles, disparado ontem à noite -, fazendo caso omisso às advertências dos EUA, Japão, Coreia do Sul e da própria ONU.

A agência estatal norte-coreana "KCNA" divulgou hoje fotografias de uma grande comemoração, ontem em Pyongyang, para aplaudir o "sucesso" nuclear do país, cujo líder, Kim Jong-il, se mostra mais ameaçador do que nunca, apesar de sua aparente frágil saúde.

Segundo fontes diplomáticas citadas pela agência "Yonhap", a usina nuclear norte-coreana de Yongbyon, inativa desde 2007 por um acordo internacional, teria sido reativada em meados de abril com o objetivo de extrair plutônio.

No dia 25 de abril, a Coreia do Norte já tinha anunciado que tinha começado a extrair plutônio do combustível nuclear que armazena nessa usina, a fim de impulsionar seu poder atômico perante as "forças hostis".

Hoje o léxico empregado por um porta-voz da missão militar norte-coreana na vigiada fronteira entre as duas Coreias foi similar, ao tachar a equipe do presidente Lee de "grupo de traidores" e ameaçar, em último caso, com a guerra.

Segundo esse porta-voz, os militares norte-coreanos já não estão vinculados ao armistício do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), devido à decisão de Seul de participar plenamente na iniciativa PSI liderada pelos EUA.

Essa campanha permite abordar navios e aviões suspeitos de participar da proliferação de armas de destruição em massa, algo que a Coreia do Norte considera uma violação dos termos do armistício que assinou em 1953 com a China e os EUA, este último representando o Exército sob a bandeira das Nações Unidas.

Pyongyang assegurou que se algum de seus navios for inspecionado com base na PSI, isso será um ato hostil e "uma violação intolerável de sua soberania" à qual responderá com um ataque militar.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra pois nunca assinaram um tratado de paz, algo que parecia possível quando em outubro de 2007 realizaram uma cúpula histórica em Pyongyang, que terminou com uma declaração a favor da "paz permanente", mas que agora está cada vez mais longe.

"Se o armistício for dado por concluído, a Península coreana, em termos legais, está no caminho de retornar ao estado de guerra e nossas forças revolucionárias tomarão decisões a favor das ações militares pertinentes", disse o porta-voz norte-coreano.

Coreia do Norte realiza teste nuclear subterrâneo

EUA, Rússia e Coreia do Sul registram abalo de explosão atômica; presidente dos EUA classifica ação como ameaça à paz.

BBC Brasil

- A Coreia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo "bem sucedido", de acordo com a agência de notícias oficial KCNA.

Um comunicado oficial lido na rádio estatal norte-coreana disse que mais um teste foi "conduzido com sucesso (...) como parte de medidas para aperfeiçoar a dissuasão nuclear defensiva da República".

O teste "vai contribuir para salvaguardar a soberania do país, da nação e do socialismo".

Segundo a KCNA, o artefato usado foi mais potente do que o usado para um teste anterior, em outubro de 2006.

A US Geological Survey (instituto de pesquisa geológica dos Estados Unidos) disse que foi detectado um terremoto com 4,7 de magnitude às 00h54 GMT (21h54, hora de Brasília) a uma profundidade de 10 quilômetros.

Tanto institutos geológicos dos Estados Unidos quanto da Coreia do Sul disseram que o tremor indica uma explosão nuclear, e o Ministério da Defesa da Rússia também confirmou a realização do teste.

Poucas horas depois do teste, a agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte aparentemente realizou um outro teste, desta vez com um míssil de curto alcance.

O governo norte-coreano não confirmou a informação da Yonhap.

Conselho de Segurança

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a ação norte-coreana é uma ameaça à paz internacional.

O porta-voz do Ministério do Exterior do Japão, Kazuo Kodama, disse que seu país vai responder "de maneira responsável" nas Nações Unidas, mas não deu maiores detalhes.

Diplomatas preparam uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda nesta segunda-feira.

A União Europeia qualificou o teste como "muito preocupante".

O mercado de ações da Coreia do Sul registrou uma queda de 4%, refletindo temores de um aumento de tensões na região.

Conversações

A Coreia do Norte não deu detalhes da localização do teste nuclear.

Mas representantes da Coreia do Sul disseram que o abalo sísmico foi detectado na região nordeste, perto da cidade de Kilju, onde os norte-coreanos realizaram o primeiro teste nuclear.

No mês passado, Pyongyang retirou-se da conversação multilateral (envolvendo Estados Unidos, China, Japão, Rússia e as duas Coreias) sobre seu programa nuclear, em protesto contra a condenação internacional do lançamento de um foguete no dia 5 de abril.

O governo norte-coreano disse que o foguete transportava um satélite, mas vários países acreditam que se tratou de um acobertamento para o teste de um míssil.

As conversações multilaterais emperraram porque a Coreia do Norte não confirmou o fechamento da usina nuclear de Yongbyon.

A Coreia do Norte concordou em desmantelar a usina como parte de um acordo que previa a concessão de ajuda internacional e, em resposta, os Estados Unidos retiraram a Coreia do Norte de sua lista de terrorismo.

Segundo o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, a Coreia do Norte acredita agora que não tem obrigação de cumprir acordos bilaterais prévios com os Estados Unidos e acordos previstos nas conversações multilaterais.

Homens são presos tentando invadir 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro

Flávia Villela
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Três homens foram presos na madrugada de hoje (27) ao tentar invadir a sede do Comando do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, no centro da cidade.

Nota divulgada pelo comando informa que os suspeitos vestiam fardas de Fuzileiros Navais e entraram na unidade de madrugada com um Toyota Corolla roubado.

Um sentinela de serviço desconfiou da atitude do motorista e acionou o Sistema de Segurança de Serviço, cumprindo procedimento de segurança.

Policiais militares acionados vistoriaram a área próxima ao prédio e conseguiram prender os invasores. No carro onde eles estavam foram encontradas duas pistolas.

O trio foi ouvido no 1º Distrito Naval e em seguida encaminhado à Delegacia Policial da Praça Mauá. A Marinha abriu procedimento para apurar os fatos relacionados à ação. A polícia suspeita que os detidos tentavam roubar armas da Marinha.

22 Maio 2009

Perspectivas para a Marinha do Brasil



EDUARDO ITALO PESCE
Especialista em Relações Internacionais, professor no Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj) e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-
Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

Até junho deste ano, devem ser elaborados os Planos de Equipamento e Articulação das Forças Armadas para o período 2009-2030. Até setembro, deve ser finalizada a proposta de um Projeto de Lei de Aparelhamento e Articulação da Defesa Nacional, a ser submetida ao presidente da República.

O Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (Peamb) deve substituir o Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) existente anteriormente. O novo plano já inclui metas e prioridades estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa (END).

No desenvolvimento do Poder Naval, a END propõe priorizar inicialmente a tarefa de negação do uso do mar, em relação às de controle de área marítima e de projeção de poder sobre terra. Em tal contexto, o emprego das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais visará às seguintes hipóteses:

I - defesa pró-ativa das plataformas petrolíferas, das instalações navais e portuárias, dos arquipélagos e das ilhas oceânicas nas águas jurisdicionais brasileiras;

II - prontidão para responder a qualquer ameaça, proveniente de Estados ou de forças nãoconvencionais ou criminosas, às vias marítimas de comércio; e

III - capacidade de participar de operações internacionais de paz, fora do território e das águas jurisdicionais brasileiras, sob a égide das Nações Unidas ou de organismos multilaterais regionais.

Nas águas jurisdicionais brasileiras (conhecidas como "Amazônia Azul"), duas áreas marítimas são identificadas pela END, como críticas para a defesa da soberania e dos interesses nacionais: a que vai de Santos a Vitória e a situada em torno da foz do Rio Amazonas.

A Marinha do Brasil deverá se reconstituir por etapas, como uma força balanceada e polivalente. O planejamento da distribuição espacial de suas forças no território nacional deverá priorizar a necessidade de constituição de uma segunda Esquadra, sediada no litoral Norte/Nordeste do Brasil.

Deve ser construída uma nova base naval nas proximidades da foz do Amazonas. A Baía de São Marcos, em São Luís (MA), é apontada por especialistas como o local mais conveniente. No acordo Brasil-França assinado em dezembro de 2008, está prevista a instalação de um estaleiro e de uma base para submarinos com propulsão nuclear na região de Itaguaí (RJ).

No novo estaleiro, serão construídos quatro submarinos de propulsão convencional (SBR), de projeto baseado na classe "Scorpène" francesa, a ser entregues entre 2014 e 2020. O acordo prevê ainda assistência técnica ao projeto do casco de um protótipo de submarino de propulsão nuclear (SNBR), o qual seria entregue por volta de 2020.

Em 2014 deve entrar em operação, em Aramar (SP), um protótipo do reator de água pressurizada desenvolvido pela Marinha para propulsão de submarinos. O reator e as máquinas para equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro poderão estar disponíveis para instalação em 2019.

Já foi iniciada a construção de dois navios-patrulha (NPa) da classe "Macaé", de 500 toneladas, baseada no projeto da classe "Vigilante" francesa. Estão previstas 12 unidades. Em 2010, terá início a obtenção de cinco NPa de 1.800 toneladas, dotados de helicóptero orgânico, e a construção de quatro NPa de 200 toneladas, capazes de operar em águas costeiras ou nos rios da Amazônia.

Em 2010, começa a obtenção de um navio de apoio logístico (NApLog) capaz de reabastecer outras unidades no mar com combustível, lubrificantes, munição e víveres. Este navio terá completas instalações médico-hospitalares e será dotado de convés de vôo e hangar para helicópteros. Em 2011, deve ter início a construção de três fragatas polivalentes de 6.000 toneladas.

A necessidade de um navio de emprego múltiplo, semelhante ao navio-aeródromo de helicópteros de assalto (NAeHA) descrito em artigo deste autor no Monitor Mercantil de 04/06/2008, foi mencionada pela END. Um navio deste tipo (com ou sem doca para embarcações de desembarque) poderá ser construído para a Marinha do Brasil.

Além da construção de novas unidades, os planos da Marinha incluem a modernização de submarinos e navios de superfície, a fim de estender sua vida útil. Estão sendo adquiridas (em segunda-mão) algumas unidades auxiliares, para tarefas de apoio de menor complexidade. O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também vem recebendo novos equipamentos.

Está prevista a modernização do NAe São Paulo, que voltou à atividade em 2008, após um período de manutenção e reparos no AMRJ. Doze aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk serão modernizadas, assim como seis helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Super Lynx.

Foram adquiridos quatro (de um total que poderá chegar a 12) helicópteros anti-submarino SH-60 Seahawk. A Marinha receberá 16 dos 50 helicópteros de emprego geral EC-725 Super Cougar encomendados para as três forças singulares.

Espera-se para breve o início do processo de obtenção de um lote de seis aeronaves de asa fixa, para missões de alarme aéreo antecipado, reabastecimento em vôo e apoio logístico. Estas aeronaves serão provavelmente do tipo S-2T Turbo Tracker, modernizadas e dotadas de motores turboélice.

Um projeto mantido em compasso de espera é o do NAe destinado a substituir o São Paulo depois de 2025. Possivelmente, tal navio teria um deslocamento carregado de 40 a 50 mil toneladas e seria capaz de operar com cerca de 40 aeronaves de combate. Estes são os parâmetros mínimos (ainda que não os ideais), para operação com aeronaves modernas de tipo convencional.

Na END também é mencionado o desenvolvimento de uma nova aeronave embarcada de interceptação e ataque. O futuro da aviação de caça na Marinha do Brasil está ligado ao tipo de NAe que vier a ser selecionado para substituir o atual. A evolução da tecnologia também deverá ser levada em consideração.

Para que os planos de médio e longo prazo da Marinha realmente saiam do papel, será necessário assegurar um fluxo contínuo de recursos financeiros. A construção e a consolidação de um Poder Naval crível, capaz de defender a soberania e os interesses nacionais do Brasil no mar, irão requerer investimento contínuo, por mais de uma geração.

Seguro militar



A Salutar Saúde, do Grupo Capemi, fechou parceria com o Comando do Exército. Vai atender mais de cem mil militares ativos, inativos e pensionistas no estado do Rio. Em 2010 o contrato deve se estender a Distrito Federal e regiões Norte e Nordeste. A carteira da empresa, de dez mil vidas, crescerá até 300%.

PARAGUAI – DESTITUIÇÃO DE COMANDANTES

Destituição de cúpula militar gera mal-estar nas Forças Armadas e entre aliados de Lugo



ASSUNÇÃO. Em poucos dias, o presidente Fernando Lugo conseguiu ficar sob o fogo cruzado de aliados, oposição e mesmo das Forças Armadas - tudo ao mesmo tempo. A destituição dos comandantes do Exército, da Marinha e do Corpo de Engenharia está gerando mal-estar entre os militares paraguaios e críticas de partidos da coalizão de governo. Sob a condição do anonimato, militares acusam o presidente de ter deixado cair sobre seus comandados toda a responsabilidade pelo uso de um quartel para um congresso de esquerda, embora - segundo eles - Lugo estivesse a par do encontro.

Lugo destituiu na quarta-feira o general Alfredo Machuca Doldán, o contra-almirante Rubén Carmelo Valdez e o coronel Felipe Santiago Cañete, chefe do Comando de Engenharia do Exército. A decisão veio após a polêmica despertada pela realização do II Acampamento Latino-Americano para Mudanças, que reuniu 1.500 jovens de países da América do Sul, no início do mês, na sede do Comando de Engenharia. A Constituição do país impede as Forças Armadas de se envolverem em atividades políticas, e o evento gerou uma rajada de críticas contra o governo.

Era tudo o que não precisava o presidente, um ex-bispo católico acossado por denúncias de paternidade e por pressão dos paraguaios que querem ver implementadas mais rapidamente as mudanças prometidas em campanha.

A oposição criticou especialmente o uso de bandeiras de partidos políticos e fotos de Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales no encontro, em Tacumbú. E ícones socialistas e comunistas foram colocados na frente do quartel. Para militares ouvidos pelo "ABC", o presidente e comandante em chefe lavou as mãos" e deixou a responsabilidade recair sobre subalternos.

Machuca foi acusado de ter autorizado o evento, embora Valdez, que exercia o comando interino das Forças Armadas, tenha declarado que o congresso fora realizado "por ordem do presidente". Lugo, no entanto, nega que soubesse do evento.

Três militares de alta patente consultados pelo jornal "ABC" acham difícil que o evento ocorresse sem o conhecimento do presidente. Até porque um dos organizadores seria o líder do P-Mas (partido da coalizão de governo) e ministro de Emergências, Camilo Soares, uma figura próxima a Lugo.

O comandante das Forças Militares, Cíbar Benítez, procurou distanciar Lugo do episódio e assegurou que foi a cúpula militar que autorizou o uso do prédio. Benítez, no entanto, admitiu que o presidente sabia do tema do encontro, e um boletim das Forças Armadas do dia 8 afirmava que Lugo havia dado ordens para a realização do evento.

Para a oposição, as destituições tiveram como objetivo preservar a imagem de Lugo. Já o expresidente da Corte Suprema Militar, Carlos Liseras, tentou minimizar a polêmica e lembrou que a ordem para uso do prédio fora assinada por Machuca e Valdez.

- Não se percebe mal-estar (nas Forças Armadas). O que pode haver é um certo desconforto sobre como o tema foi tratado - disse Liseras.

Se o evento gerou queixas da oposição, a destituição dos militares foi criticada por aliados de Lugo, um socialista que acabou com décadas de governo conservador.

Os partidos organizadores - P-Mas, Tekojoja e Partido Comunista Paraguaio - afirmam que não se tratou de um evento político partidário, mas de um encontro para debater a realidade nacional. Rocío Casco, do P-Mas, acusou a direita de tentar "criminalizar e estigmatizar setores críticos da juventude" e pediu que os jovens se mantivessem firmes. As legendas de esquerda se solidarizaram com os militares destituídos.

- Se esta foi a causa (da destituição), é um erro - criticou Sixto Pereira, vice-presidente do Senado e membro do Tekojoja, da coalizão de governo.

Najib Amado, do Partido Comunista, afirmou que o ministro Soares participou do encontro como convidado, assim como a ministra da Juventude, Karina Rodríguez - cujas cabeças estão sendo pedidas pela oposição.

- Parece-nos correto que as Forças Armadas abram suas portas - declarou Amado.

A controvérsia aumentou ainda mais com a notícia de que a Central Hidrelétrica de Yacyretá forneceu US$20 mil para a realização do congresso. Diante da polêmica, seu diretor, Carlos Cardozo, teria devolvido dinheiro do próprio bolso.

Essa foi a terceira mudança na cúpula militar desde que Lugo assumiu a Presidência, há nove meses. O general Juan Oscar Velázquez foi designado o novo comandante do Exército; o contraalmirante Claudelino Recalde Alfonso, da Marinha; e o coronel Roberto Miguel Bareiro, de Engenharia.

19 Maio 2009

Rússia transfere tecnologia para o Brasil

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A russa Rosoboronexport, contratada pela Aeronáutica para fornecer 12 helicópteros de combate MI-35M, no valor de US$ 364 milhões, vai transferir tecnologia para o Brasil nas áreas de software do simulador das aeronaves e de manutenção dos itens críticos, como o motor.

A proposta de compensação tecnológica para o contrato dos helicópteros, segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), será apresentada em junho. O contrato, assinado em outubro, já inclui a garantia de dois anos para o fornecimento de peças de consumo rápido e mais cinco anos de fornecimento de peças irreparáveis, além do treinamento completo das tripulações.

A empresa fornecerá, dentro do valor do contrato, o simulador do helicóptero e todo o ferramental e bancada para atendimento das necessidades de manutenção das aeronaves em nível básico. Um dos critérios que definiram a escolha da russa, de acordo com o Cecomsaer, foi a sua capacidade de entrega em curto prazo e emprego imediato dos helicópteros. A compensação está sendo negociada à parte, fora do contrato principal.

A proposta de contrapartida russa, de acordo com o Cecomsaer, contempla quatro áreas principais: a estrutura das aeronaves, motor, caixa de engrenagem do motor e o rotor principal e de cauda. "Esta será a primeira vez que nossos engenheiros irão trabalhar em uma fábrica russa durante o processo de produção de um equipamento de defesa", comentou o diretor do Centro Logístico da Aeronáutica (Celog), brigadeiro Edgard de Oliveira Júnior.

Os técnicos da FAB, segundo o brigadeiro, terão acesso aos processos de certificação e homologação de produtos aeronáuticos russos, uma oportunidade considerada inédita, tendo em vista que a Rússia não tem o costume de abrir informações em áreas estratégicas. "O contrato explorou ao máximo todas as oportunidades de intercâmbio de informações e tecnologias que no futuro permitirão ao Brasil montar, desmontar, consertar e alterar os helicópteros quando necessário", informou o Cecomsaer.

14 Maio 2009

Venezuela receberá mísseis anti-aéreos IGLA-S e novo avião presidencial

Tecnologia e Defesa

A Força Aérea Venezuelana (FAV) recebeu recentemente um lote de 200 mísseis anti-aéreos portáteis IGLA-S adquiridos da Rússia, produzidos pela empresa KB Machynostroyeniya.

Essas armas, que correspondem ao primeiro pedido de um programa de aquisição de 600 a 800 unidades, estão sendo distribuídas a grupos especializados na tarefa de defesa de bases aéreas e outras instalações estratégicas da FAV.

Os IGLA-S venezuelanos foram apresentados pela primeira vez durante a parada militar do Dia da Proclamação da Independência da Venezuela, evento que aconteceu no dia 19 de abril em Caracas. Apesar da primeira apresentação pública ter sido feita somente agora, fontes da Rosoboronexport, agência estatal russa responsável pelos negócios de exportação de armas produzidas naquele país, revelaram em Moscou que os IGLA-S estão sendo fornecidos à Venezuela há mais tempo do que se supunha.

O míssil IGLA-S é uma arma do tipo “dispare e esqueça” de orientação infra-vermelha, de elevada precisão e notável resistência a contra-medidas. Cada conjunto pesa 20 kg, permitindo que ele seja transportado e operado por apenas uma pessoa. Tem um alcance máximo efetivo de 6 mil metros e voa a uma velocidade de 2.500 km/h. Essa velocidade permite que ele alcance alvos aéreos voando em baixa altitude a até 1.450 km/h. O IGLA-S está equipado com uma espoleta de proximidade visando uma melhor eficácia contra alvos de pequeno tamanho, como mísseis de cruzeiro e anti-navio.

Fontes russas também confirmaram que o governo venezuelano efetuou um pedido de dois jatos quadrimotores de transporte Ilyushin IL-96-300. Um deles será utilizado como transporte presidencial. Os IL-96-300 são aviões de transporte comercial de fuselagem larga (wide-body) equipados com quatro motores turbofan AVIADVIGATEL PS90, que possuem capacidade para 295 passageiros e autonomia de voo de 7.500 km.

A entrega do primeiro IL-96-300, que será operado conjuntamente pela FAV e a empresa comercial estatal COMVIASA nas missões de transporte presidencial, está prevista para o final deste ano. O segundo exemplar chegará no início de 2010 e será operado comercialmente pela COMVIASA.

US Navy solicita orçamento de US$ 172 bilhões para o ano fiscal de 2010

Blog do Poder Aéreo

A Marinha dos EUA está pedindo ao Congresso americano um orçamento de US$ 172 bilhões em 2010, incluindo US$ 15 bilhões para financiamentos complementares. O orçamento divide-se em US$ 45 bilhões para a aquisição de aeronaves, navios, armas, munições e equipamento de apoio ao USMC; US$ 44 bilhões para pagamento do pessoal; US$ 43 bilhões para operações e manutenção; US$ 19 bilhões para pesquisa e desenvolvimento (P&D); e US$ 5 bilhões para a construção militar e infra-estrutura.

Oito navios compõem o pedido da Marinha, com um outro navio solicitado para o Exército, mas operado pela Marinha. Os novos navios são um submarino nuclear de ataque da classe “Virginia” (SSN 774), um destróier da classe “Arleigh Burke” (DDG 51), três Littoral Combat Ship (LCS), dois navios de carga mista da classe “Lewis e Clark” ( T-AKE 1) e uma Embarcação de Alta Velocidade (JHSV). Outro JHSV está incluído no pedido do Pentágono para o Exército.

Um total de 203 aeronaves está no orçamento da pedido pela Marinha, incluindo 16 caças da variante F-35B de decolagem curta e pouso vertical do Joint Strike Fighter (JSF) e quatro F-35C, variante CTOL. O F-35Cs são os primeiros do tipo a serem encomendados e serão utilizados para ensaios e avaliação.

A Marinha também está solicitando nove F/A-18 Super Hornet - estabelece nove dos 18 projetados no orçamento do ano passado - e 22 EA-18G Growler, de guerra electrônica.

Outras aeronaves incluídas no orçamento: 30 MV-22B Osprey; 28 helicópteros AH-1Z e UH-1Y para o USMC; 18 MH-60S e 24 MH-60R; dois E-2D Advanced Hawkeye (com uma terceira planejada eliminada, para pagar os custos de pesquisa e desenvolvimento), um avião de transporte C-40A, 38 T-6A e B Texan Joint Primary Air Training System; seis aeronaves P-8A Poseidon de patrulha marítima e cinco MQ-8B Fire Scout, UAV de decolagem vertical, para embarque nos LCS.

Brasil é sede do Força Comandos

InfoRel

Entre os dias 17 e 25 de junho, militares de 18 exércitos do Hemisfério, participam em Goiânia (GO), da sexta edição do Força Comandos, um exercício criado em 2004 pelo Comando Sul do Exército dos Estados Unidos.

O evento se divide em duas partes, uma competição entre militares e um seminário estratégico do qual participam autoridades dos respectivos ministérios de Defesa e comandantes de operações especiais.

O Força Comandos tem como objetivo principal, aumentar a cooperação regional e multinacional, a confiança mútua, bem como melhorar o adestramento das forças especiais do continente americano.

De acordo com o Exército brasileiro, a competição militar desenvolve-se em vários eventos baseados em técnicas e táticas de forças especiais mais comumente empregados em cada um dos países participantes.

Paralelamente às competições, os responsáveis militares dos países participantes discutirão temas como terrorismo, narcotráfico, contrabando, crimes transnacionais, e outros.

O Brasil pretende enfatizar a missão de paz da ONU que comanda no Haiti desde 2004. Cada país é livre para propor um tema. A Colômbia, por exemplo, deve pôr à mesa o tema do combate às Farc.

A primeira edição do Força Comandos foi realizada em 2004, em El Salvador, com 13 países.

Em 2005, o evento foi realizado no Chile com 15 países. No ano de 2006, foi a vez do Paraguai, com 16 países; em 2007, Honduras, com 18 países; e no ano passado, os Estados Unidas, com a participação de 17 países.

Polícia encontra penúltimo dos sete fuzis roubados de batalhão do Exército

Do UOL Notícias

Em São Paulo

A Polícia Civil encontrou na tarde desta quarta-feira (13) o penúltimo dos sete fuzis roubados de um batalhão do Exército, em Caçapava (SP), no dia 8 de março deste ano. A arma foi abandonada, com 20 cartuchos, em um terreno baldio em Caraguatatuba, no litoral paulista, na praia de Perequê Mirim. A polícia chegou ao local por volta das 15h, por meio de uma denúncia anônima.

De acordo com Edilzo Correia de Lima, delegado assistente do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 1) que preside o inquérito do caso, os criminosos deixaram a arma para trás devido à maciça divulgação da imprensa e às últimas incursões da polícia para recuperar os objetos.

"Eles 'vomitaram' o fuzil, como se diz na gíria. Ficaram com receio de serem presos e acabaram o deixando para trás", afirmou. Lima acrescentou que a polícia ainda pretende encontrar os suspeitos e o último dos sete fuzis roubados.

Os sete fuzis foram roubados do 6º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, em Caçapava, no dia 8 de março. Os assaltantes entraram no batalhão com pistolas e revólveres, cortando o alambrado dos fundos do quartel, renderam os militares, pegaram sete fuzis e fugiram pelos fundos, entrando em um matagal.

Um dos fuzis foi encontrado por policiais do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) no dia 9 de abril, em uma praça em São José dos Campos. Os outros quatro estavam escondidos em um sítio no município de Jambeiro, a 135 quilômetros de São Paulo, e foram apreendidos após ações coordenadas das polícias Civil, Federal e do Exército. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Mulher brasileira poderá aderir ao serviço militar

Proposta de Romeu Tuma aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça abre possibilidade para mulheres e eclesiásticos prestarem serviço em tempos de paz

Jornal do Senado

Senadores da Comissão de Justiça querem debater papel dos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público As mulheres brasileiras poderão passar a prestar, voluntariamente, serviço militar em tempos de paz. Substitutivo do senador Expedito Júnior (PR-RO) a proposta de emenda à Constituição (PEC 35/08) de Romeu Tuma (PTB-SP) abrindo essa possibilidade foi aprovado ontem pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e vai ao exame do Plenário. Atualmente, a Constituição federal isenta as mulheres e os eclesiásticos do serviço militar obrigatório em tempos de paz.

Pelo substitutivo aprovado, o serviço militar no Brasil passa a ser facultativo para as mulheres e não imposto aos eclesiásticos em tempos de paz. Expedito Júnior considerou a matéria um avanço, já que estabelece isonomia entre homens e mulheres quanto ao direito de prestar serviço militar.

Romeu Tuma agradeceu o parecer do relator e disse ter-se inspirado no abandono vivido por meninas carentes do país para lhes oferecer a oportunidade de, voluntariamente, ingressarem nas Forças Armadas e, assim, obterem uma formação. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) avaliou a proposta como mais uma conquista das mulheres brasileiras.

Guerra Fria, o retorno

Gazeta Mercantil

As autoridades russas divulgaram ontem os objetivos estratégicos para a segurança do país e identificaram os Estados Unidos como a principal ameaça em termos de política externa. A “Estratégia de Segurança Nacional da Rússia até 2020”, aprovada anteontem pelo Kremlin, detalha as ambições de Moscou, que deseja voltar a ser “uma grande potência”, agora que “as consequências da crise política e econômico-social do final do século XX foram superadas”. Não surpreendeu que o documento considere os EUA e a Otan como ameaças para a Rússia e para o mundo.

Obama tenta proibir acesso a fotos de abusos

Presidente diz que divulgação de imagens de militares maltratando prisioneiros poderia desencadear reação hostil às tropas dos EUA

Democrata garante que militares retratados em atos condenáveis já são alvo de investigação;

ONG critica "falta de transparência"

DO "NEW YORK TIMES"

O presidente Barack Obama quer bloquear a divulgação de fotos que mostram militares americanos maltratando prisioneiros no Iraque e Afeganistão, por temer que as imagens possam desencadear uma reação hostil a tropas dos EUA. A decisão representa uma inversão em relação à decisão tomada no mês passado pelo Pentágono, que concordou em processo movido pela União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) em divulgar fotos que mostram incidentes em Abu Ghraib e outras prisões.

Na época, o presidente subscreveu a decisão, dizendo que concordava com a divulgação – que tinha até data prevista para acontecer: 28 deste mês.

Obama informou seus altos comandantes militares sobre sua decisão em reunião na Casa Branca anteontem. Várias autoridades militares haviam se posicionado contra a divulgação imediata das fotos, dizendo que isso poderia prejudicar soldados americanos em campo.

Ontem, em pronunciamento convocado para tratar da crise no Sri Lanka (leia à pág. A15), o presidente repetiu essa tese. Ele disse também que as fotos são menos dramáticas "especialmente quando comparadas às dolorosas imagens de Abu Ghraib", em alusão às fotografias divulgadas em 2004, que registram militares americanos torturando detentos na prisão iraquiana.

O presidente fez questão de enfatizar que os casos retratados nas imagens estavam sob investigação "bem antes de eu assumir o cargo" (em janeiro). E que foram aplicadas punições "quando apropriado". Obama encerrou suas declarações acrescentando que deixou "bem claro a todos na cadeia de comando das Forças Armadas dos EUA que o abuso de detentos mantidos sob custódia americana é proibido e não será tolerado".

No mês passado, o governo Obama divulgou memorandos da gestão George W. Bush autorizando o uso de técnicas de tortura em interrogatórios de suspeitos de terrorismo. Desde então, cresceu a pressão para que funcionários do último governo sejam responsabilizados na Justiça pelas práticas.

Críticas

A Aclu, autora do pedido de acesso às fotos, criticou a medida do presidente. "A decisão de suprimir as fotos é profundamente incoerente com a promessa de transparência que o presidente Obama fez inúmeras vezes", disse um advogado da organização, Jameel Jaffer.

À Justiça a entidade argumentara que revelar as imagens seria "crucial para ajudar o público a compreender a amplitude e escala dos abusos cometidos contra prisioneiros e também para responsabilizar altos funcionários por autorizarem ou permitirem tais abusos", disse Amrit Singh, que advogou pela Aclu no caso. Um alto funcionário do governo revelou que o presidente se reuniu com sua equipe jurídica na semana passada e concluiu que os interesses dos militares e do governo americanos não seriam atendidos com a divulgação das fotos.

Ele relatou que, como Obama seria o último a se desculpar pelas ações retratadas nas fotos, o Departamento da Defesa investigou os casos para apurar se os indivíduos foram punidos com prisão, expulsão das Forças Armadas ou outras penas. Funcionários da Casa Branca disseram que ontem seriam entregues documentos ao tribunal onde tramita o processo, apresentando a abordagem legal anunciada por Obama.

Em juízo, funcionários da Defesa se manifestaram contra a divulgação das imagens, ligadas a investigações feitas entre 2003 e 2006. Alegaram que a divulgação colocaria em perigo militares americanos no exterior e que a privacidade dos prisioneiros seria violada. Mas, ao confirmar a decisão de um tribunal inferior, a instância superior disse que o interesse público envolvido na divulgação das imagens pesava mais que um receio vago e especulativo de perigo para militares americanos ou violação de privacidade de detentos.

Um funcionário do Pentágono envolvido na discussão disse que as fotos mostram detentos em posições humilhantes, mas -a exemplo do que afirmou Obama- ressaltou que não são tão chocantes quanto fotos de abuso em Abu Ghraib.

Tradução de CLARA ALLAIN

Estratégia tem horizonte de 50 anos, diz Jobim no Clube Militar

Brasília, 11/5/09- O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na última quinta-feira (7/5), em palestra no Clube Militar (RJ), para oficiais da reserva, que a Estratégia Nacional de Defesa tem um horizonte de 50 anos e não pode ter seus objetivos e sua eficácia associados a problemas conjunturais brasileiros. A palestra atendeu a convite conjunto dos Clubes Militar (Exército), Naval (Marinha) e da Aeronáutica. Por mais de duas horas, o ministro apresentou as razões históricas que levaram à elaboração da Estratégia e em seguida debateu pontos do documento e da atuação do Ministério da Defesa na conjuntura atual.

O presidente do Clube Militar, Gilberto Figueiredo, considerou importante o debate do documento e apontou uma vantagem já obtida no processo de sua elaboração: “Já produziu frutos, o fato de o tema Defesa ser inserido na agenda nacional”.

Jobim iniciou a contextualização mostrando a relação entre os militares e o poder civil desde o tempo do Império e mostrou que, após o movimento de 1964, o general Humberto Castello Branco iniciou o processo de afastamento dos militares das atividades políticas. Internamente, esse processo deu-se com a limitação do exercício do generalato a um máximo de 12 anos; externamente, com a transferência automática para a reserva dos militares que passassem a ocupar cargos eletivos.

Esse processo aprofundou-se com a Constituição de 1989, que condicionou a atuação das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem à requisição por parte de um dos Poderes Constituídos - Executivo, Legislativo ou Judiciário. Jobim observou, no entanto, que os meios políticos civis procuraram manter distanciamento das questões militares, nesse período de redemocratização.

 

Mesmo após 1999, quando foi criado o Ministério da Defesa para, entre outras atribuições, dirigir as três Forças, essa dicotomia entre civis e militares continuou, com consequências negativas para as Forças Armadas. Como as políticas de Defesa eram vistas como políticas setoriais restritas aos militares, não havia empenho das lideranças políticas em superar os obstáculos para viabilizá-las, avaliou o ministro. “Políticas setoriais não comprometem a sociedade nem o Parlamento; seriam meros programas militares, e não da agenda nacional”, argumentou Jobim.

Por essa razão, a Estratégia Nacional de Defesa foi estruturada como uma diretriz de longo prazo das lideranças civis a ser executada pelos órgãos de governo, incluindo as atividades exclusivamente militares, a serem desempenhadas pelas Forças Armadas. Com isso, segundo Jobim, haverá um comprometimento da sociedade com os objetivos ali estabelecidos.

O ministro procurou mostrar também que a defesa nacional, na ótica da Estratégia, envolve muito mais que questões militares. “A questão da Defesa perpassa questões puramente militares e puramente do Ministério da Defesa”. A regularização fundiária da Amazônia foi citada por Jobim como uma das ações essenciais à defesa nacional, e que não é militar nem de responsabilidade direta do seu Ministério. “Sem isso, não tem investimento na região”, afirmou.

Uma das preocupações dos militares que participaram do debate com o ministro, foi com a exequibilidade dos objetivos da Estratégia, tendo em vista as restrições orçamentárias do governo federal. O ministro ponderou que as restrições são momentâneas, para um ou dois anos, e que a Estratégia tem um horizonte de 50 anos. Segundo ele, um erro recorrente da área de defesa foi o de não elaborar projetos por não se prever disponibilidade de recursos. “Não tem projeto, por que não tem recurso, e aí, não tem recurso por que não tem projeto”.

 

Houve também questionamentos sobre a atuação do Ministério da Defesa em relação às decisões sobre áreas indígenas. Na avaliação de alguns oficias da reserva presentes ao debate, a criação recente de algumas reservas, como a de Raposa Serra do Sol, comprometeria a segurança nacional, e a continuidade desse processo ameaça comprometer mais de 20% do território do Mato Grosso do Sul.

Jobim discordou dessa leitura e disse que a demarcação da área indígena é na verdade uma reafirmação do domínio da União sobre aquela área, com usufruto para brasileiros indígenas. E assegurou que nessas áreas as Forças Armadas podem exercer suas funções constitucionais e legais sem pedir autorização a ninguém. Jobim também explicou que não há o risco alegado ao território de Mato Grosso do Sul, pois o Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a área de Raposa Serra do Sol, estabeleceu normas para todas as demais demarcações. E uma das regras é que área demarcada não pode ser ampliada.

Texto: José Ramos
Fotos:Elio Sales
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

FAB já transportou 315 toneladas de ajuda aos flagelados das enchentes

Brasília, 13/05/2009 - Em atendimento a pedidos de órgão de Defesa Civil de Estados do Norte e Nordeste atingidos pelas chuvas e inundações das últimas semanas, a Força Aérea Brasileira (FAB), o Exército e a Marinha estão intensificando as ações na região. A FAB, que vem atuando por meio das bases de apoio de São Luís (MA), Rio Branco (AC) e Teresina (PI), já transportou, até o momento, 315 toneladas de alimentos, remédios, colchões e roupas. No total, três aeronaves C-130 e um helicóptero H-60 já voaram 193 horas em ações de apoio.

As aeronaves da FAB também transportaram pessoas que necessitaram de atendimento médico e equipes de resgate. Só para a base de apoio de São Luis, a FAB transportou uma equipe de 35 bombeiros de São Paulo.

Além das Três Forças, outras organizações preparam-se para somar apoio às populações afetadas pelas enchentes. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, aprovou nesta quarta-feira (13/05) pedido da Cruz Vermelha do Brasil, que solicita transporte das Forças Armadas para levar às cidades do Norte e Nordeste medicamentos, roupa e alimentos. A solicitação da Cruz Vermelha chegou ao Ministério da Defesa na última sexta-feira.

A Marinha vem prestando assistência às vítimas das enchentes em diversas comunidades ribeirinhas do Pará, na localidade de Esperantina, Piauí, e nas cidades de Trizidela do Vale, Alto Alegre e Pedreiras, Maranhão.

Nesse esforço, a Marinha utiliza equipamentos como lanchas de apoio e de ação rápida, flex boast, agências flutuantes e viaturas terrestres. No Maranhão e no Piauí há dois navios (Auxiliar Pará e Patrulha Parati) realizando missões de apoio às populações.

A Marinha também utiliza o helicóptero UH-12 para o transporte de medicamentos e alimentos, ações de busca e salvamento e para o reconhecimento visual de áreas alagadas. Até mesmo residências destinadas a militares da Marinha estão sendo utilizadas, em algumas cidades, para o abrigo da população atingida pelas cheias. Quartéis são também usados para o depósito e suporte de operações logísticas.

O resgate de pessoas em situações de perigo, especialmente às margens de rios, encontram-se entre as ações mais comuns realizadas pela Marinha.

O apoio do Exército, que começou em 12 de abril, em Altamira, Pará, envolve a mobilização de 19 militares do 51º. Batalhão de Infantaria da Selva. Já nas cidades de São Luis, São José do Ribamar, Pedreiras, Trizidela do Vale, Peritoró, Alto Alegre e Bacabal, no Maranhão, os trabalhos de apoio começaram em 24 de abril com foco no resgate de famílias atingidas pelas enchentes. Nesse tarefa, o Exército mobilizou 527 militares.
O Exército também vem atuando, desde 1º. de maio, em Açu, Pianguaçu e Alto Rodrigues, no Rio Grande do Norte, por meio de 16 militares, em tarefas de distribuição de cestas básicas aos desabrigados.

Em Imperatriz, Maranhão, desde 3 de maio, há 17 militares realizando resgates. Em Marabá, Pará, também há 51 militares realizando a mesma tarefa. Já nas cidades amazonenses de Tapuá, Santo Antonio do Iça, Itacoatiara, nova Olinda do Norte e Autazes, o trabalho de 15 militares do Exército é distribuir mantimentos às populações desabrigadas.

Os militares da área de engenharia do Exército estão instalando uma ponte metálica (modular Compact 200) no km 411 da BR 316, sobre o Rio Tapulo, em Peritoró, no Maranhão. Nessa tarefa, iniciada em 28 de abril, há 157 militares envolvidos. A ponte, desmontável, foi trazida da cidade de Cachoeirinha (RS), em quatro carretas. No total, o Exército mobilizou 802 militares para as atividades de socorro em 18 localidades.

Texto: José Romildo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa

13 Maio 2009

Boeing pretende exportar Super Hornet com motores mais potentes


A Boeing está estudando oferecer ao futuros clientes estrangeiros do seu caça multifuncional F/A-18 E/F Super Hornet, a dotação de motores turbofan General Elétric F414 capazes de desenvolver uma potência máxima 20% maior do que o motor utilizado atualmente.

A versão de melhor desempenho do F414, cuja potência planejada saltará de 9.980 kg para 12.060 kg, irá incorporar um núcleo totalmente novo e um fan redimensionado, modificações que irão incrementar a performance de aceleração, notadamente nas decolagens.

A Boeing informou que a adoção de motores mais potentes não implicará na necessidade de modificações estruturais importantes da aeronave, principalmente nas tomadas de ar e nos dutos de aspiração que chegam ao motor.

A Marinha Estadunidense e a Boeing já vêm introduzindo modificações nos F414 com a finalidade de reduzir os riscos de danos provocados por corpos estranhos aspirados pelo F414, bem como reduzir o consumo específico de combustível.

Interesse franco-alemão pelos helicópteros pesados MIL Mi-26T


A França e a Alemanha estão próximas de tomar uma decisão política para adquirir conjuntamente um modelo de helicópter capaz de transportar até 13 toneladas de equipamentos e suprimentos ou 70 soldados a uma distância de 1.000 km, anunciou a Agência Européia de Defesa (AED), organização pertencente à União Européia.

Segundo Alexander Weis, diretor da agência, os dois parceiros irão apresentar formalmente o programa HTH (Heavy Transport Helicopter – Helicóptero de Transporte Pesado) à AED nas próximas semanas.

Paris e Berlim concordaram em abrir a concorrência para outras nações parceiras da União Européia, e até mesmo considerar propostas de participação de países não parceiros. A EDA informou que isso iria tornar o programa mais viável comercialmente, duplicando o potencial de aeronaves a serem adquiridas de 60 para 120 unidades.

O bureau russo de projetos MIL está oferecendo algumas alternativas de helicópteros pesados baseados no Mi-26T. As propostas incluem diversos graus de modernização do próprio Mi-26T, bem como um projeto totalmente novo com base nos principais elementos do design do comprovado modelo.

Um exemplar do MIL Mi-26 esteve em novembro passado sendo avaliado por tripulações do Exército Francês em Istres, base aérea localizada perto de Marselha, na França. Embora as impressões tenham sido consideradas positivas, o projetista-chefe da MIL, Alexei Samusenko, disse que o modelo pode sofrer uma revisão abrangente em sua aviônica para reduzir a sua tripulação, dos atuais cinco para três tripulantes, no máximo, se isso fizer parte da lista de exigências.

Os custos de desenvolvimento do programa HTH poderão ser compartilhados com a Rússia, que terá de atualizar seus Mi-26Ts já em operação. A MIL já propôs a instituição de um centro de upgrade dos Mi-26T com a participação da empresa sul-africana Advanced Technologies & Engineering.

Outros candidatos poderão participar do HTH, incluindo o Chinook CH-47-F da Boeing, CH-53K da Sikorsky ou um novo projeto que eventualmente venha a ser proposto.

Brasil tem que ser "nação rebelde", diz Mangabeira Unger

Escanteado nos pactos após a 2ª Guerra, país precisa assumir protagonismo, afirma ministro de Assuntos Estratégicos

Intelectual identifica maior interesse dos brasileiros em questões diplomáticas, o que aponta como um traço das grandes democracias

Samy Adghirni – Da Reportagem Local

Embora tenha vocação natural para o protagonismo geopolítico, o Brasil só agora começa a buscar uma posição de destaque no sistema internacional.

A avaliação é de Roberto Mangabeira Unger, professor de direito da Universidade Harvard que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu, em 2007, para comandar a então recém-criada Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Em entrevista à Folha, por telefone, o ministro disse que o descompasso entre a aspiração do Brasil e sua inserção real remonta ao fim da Segunda Guerra (1939-1945), quando o país ficou fora dos pactos entre os vencedores, que criaram o sistema global hoje em vigor.

O fortalecimento da projeção brasileira, para o ministro, passa pela aliança estratégica com Rússia, Índia e China - demais integrantes do Bric, grupo de emergentes que faz sua primeira cúpula em 16 de junho, em Ekaterinburgo (Rússia). Mangabeira Unger é o coordenador brasileiro do Bric.

POTÊNCIA ÓRFÃ

A China e, principalmente, a Rússia saíram como vitoriosas da Segunda Guerra Mundial. Nós, apesar da participação no conflito, não fomos classificados como tal. O Brasil é obrigado a ser uma nação rebelde, pois somos órfãos dos acordos acertados [entre as potências] após as duas guerras mundiais.

DIPLOMACIA EM ALTA

Está surgindo no Brasil algo típico das grandes democracias, que é o desmoronamento das barreiras entre política externa e interna. A diplomacia virou um debate nacional.

Nas grandes nações, projetos estratégicos de desenvolvimento importam mais do que temas de política interna. Países poderosos sempre ponderam se a ordem mundial facilita ou inibe suas metas estratégicas e não veem a política externa como um ramo do comércio. As potências seguem agenda geopolítica que transcende objetivos puramente econômicos. Aliás, o comércio segue o poder, e não o contrário.

SIMPATIA UNIVERSAL

Somos uma democracia - apesar de falhas - vibrante e fomentada na unidade nacional. Além disso, não temos adversários. De todos os grandes países da história moderna, somos o menos beligerante e o que teve menos contato com guerras. Assim, desfrutamos de uma simpatia quase universal. Mas isso não nos exime de nos defender. Há uma relação íntima entre defesa e diplomacia. Não vejo risco de nos envolvermos numa guerra. Mas é melhor para o mundo que os fatores da paz possam se defender.

Para ministro, aliança com Rússia, Índia e China redefinirá cenário geopolítico

Roberto Mangabeira Unger defende a implementação de uma nova ordem de comércio global, que leve em conta a diversificação dos centros de poder mundiais. Para ele, os arranjos internacionais gestados pelos países emergentes precisam ser institucionalizados. “Há obstáculos, mas só a discussão já é uma revolução.” (SA)

ANSEIOS

Como membros do Bric, buscamos a institucionalização dos arranjos internacionais acarretados pelas forças emergentes. Nem o G20 nem o G8+5 [grupo dos oito países mais ricos e os cinco maiores emergentes], por exemplo, foram institucionalizados e nem foi definida a sua representação nas organizações já existentes, que devem ser reconstruídas para serem mais hospitaleiras em relação aos emergentes.

Também é preciso implementar uma nova ordem de comércio à luz de um pluralismo que leve em conta a diversificação dos centros de poder.

Esses assuntos são um temário, não uma planilha. Há muitos obstáculos e algumas dissonâncias entre os Bric. Mas o fato de termos essa discussão já é uma revolução. Nosso denominador comum é a visão de um mundo pluralista e aberto à experimentação. Ninguém alcança um alvo que não vê. Pode haver uma tentação dos EUA de encarar a movimentação dos Bric como ação de contrabalanceamento ou contenção. Seria um equívoco pensarem assim.

MULTILATERALISMO

Hoje em dia, quando os EUA e seus aliados se julgam ameaçados e não obtêm o que querem da ONU, eles saem do sistema e criam as suas “coalizões dos dispostos”. Isso é muito perigoso. Apesar de seus defeitos, a ONU é o único [sistema multilateral válido] que temos.

O sistema de segurança internacional acaba sendo como um balão de ar, enchido ou esvaziado em função dos interesses das grandes potências. É normal que uma potência busque se defender, mas ela não pode passar por cima do único sistema que valha.

É preciso construir um novo adensamento do sistema de segurança que resguarde os interesses das grandes potências, mas que também aumente o custo político para quem transgredir as regras.

DESARMAMENTO

O desarmamento nuclear é uma questão crucial. É muito positivo que o novo governo americano tenha se comprometido tão claramente com esse objetivo. Nós, apesar de sermos maiores em PIB e população do que a Rússia e de estarmos na vanguarda tecnológica nuclear, não queremos ter armas atômicas. O Brasil é a única potência emergente que renunciou a esse poder.

HEGEMONIA DO DÓLAR

É preciso rever o papel do dólar americano como moeda de reserva. A China está desconfortável e deixou claro que não permitirá que a economia mundial fique presa às vicissitudes dos altos e baixos de uma grande potência como os EUA.

Parte do problema é inevitável. Os EUA importam boa parte das exportações do mundo, e quando a economia americana vai mal, todos sofrem. Mas não podemos depender da moeda de reserva de um único país. Por outro lado, não se pode querer o oposto, uma burocracia global nos moldes do Banco Central Europeu.

SIMETRIAS BRASIL-EUA

O Brasil é o país mais parecido com os EUA, embora essa semelhança não seja sabida nem lá nem cá. Ambos são democracias grandes e desiguais, nas quais as pessoas comuns julgam que tudo é sempre possível, e ambos estão buscando se reconstruir. As relações bilaterais são cordiais, mas surpreendentemente restritas.

As divergências, principalmente as comerciais, sempre acabam destacadas. Os EUA querem vender equipamento militar, mas nós buscamos desenvolver nossa própria tecnologia. Eles querem que ajudemos a monitorar algumas regiões, mas nós não temos interesse em policiar o mundo.

Conheço pessoalmente muitos membros do novo governo americano e sei do imenso potencial que nós temos de reconstruir uma relação baseada no engajamento crítico e que abra novas frentes de parceria.

Primeiro avião de combate russo pós-soviético decola este ano


Por Oleg Shchedrov

KOMSOMOLSK-ON-AMUR (Reuters) - O primeiro avião de guerra inteiramente novo da Rússia desde a queda da União Soviética fará seu vôo inaugural antes do fim do ano, disse nesta segunda-feira um alto funcionário do governo.

“O primeiro-ministro (Vladimir Putin) visitou hoje uma seção da fábrica do avião, onde viu aviões de guerra de quinta geração na etapa final de montagem”, disse a jornalistas o vice-primeiro-ministro Sergei Ivanov em Komsomolsk, no Extremo Oriente russo, onde fica a fábrica de aviões civis e militares Sukhoi.

“Até o final do ano este avião estará nos céus.”

Ivanov não deu maiores detalhes, e os jornalistas não puderam entrar na parte ultrassecreta da fábrica onde o jato está sendo montado, durante a visita de Putin.

Os programas militares da Rússia são conhecidos por seus atrasos, mas, se o novo avião de combate Sukhoi de fato for lançado este ano, será o primeiro avião estrangeiro a desafiar o muito divulgado jato de combate F-22 “Raptor” de quinta geração dos EUA.

Um comentarista militar da agência estatal de notícias russa RIA disse no mês passado que Índia e Brasil podem ter envolvimento estreito nos planos da Rússia de produzir um jato de quinta geração que seria multifuncional e capaz de voar de dia ou à noite, sob qualquer tipo de condições climáticas.

Outra característica do jato de quinta geração, que a União Soviética concebeu nos anos 1980 mas que foi desenvolvido a partir do zero nos primeiros anos deste século, são sua maior capacidade de manobra, sua invisibilidade a todos os tipos de radar e sua capacidade de decolar e aterrissar em pistas curtas.

A Rússia, que está envolvida numa grande reforma de suas forças armadas, precisa urgentemente atualizar seu arsenal para poder travar guerras modernas.

Além do jato novo, Ivanov prometeu que a produção de caças existentes de design soviético será acelerada.

“Acordou-se que o Ministério da Defesa aumentará seus pedidos de aviões Su-27 e Su-30 em várias dezenas de unidades em três anos”, disse Ivanov a jornalistas.

Nos anos 1980, a chegada do caça Sukhoi Su-27, que ganhou da Otan o codinome de “Flanker-B”, colocou a União Soviética e seus aliados comunistas no mesmo nível dos jatos americanos F-15 e F-16.

O Su-30, conhecido pela Otan como “Flanker-C”, é uma versão mais temível do Su-27. O avião fez seu primeiro vôo na época da União Soviética, mas passou a ser usado rotineiramente desde 1996, na Rússia pós-comunista.

Orçamento de 2010 garantirá a manutenção da superioridade aérea dos EUA


Para sustentar a superioridade aérea dos EUA, o Departamento de Defesa (DoD) está empenhado na fabricação do caça de quinta geração em grande quantidade a custos sustentáveis.

O orçamento fiscal 2010 inclui US$ 6,8 bilhões para comprar 30 F-35, um aumento de US$ 3,1 bilhões e 14 aeronaves em relação ao ano fiscal de 2009. O programa de pesquisa e o desenvolvimento está totalmente financiado em US $ 3,6 bilhões. Os planos do DoD são de adquirir 513 caças F-35, ao longo de cinco anos, com o objetivo final de 2.443 aeronaves.

Além disso, o orçamento fiscal de 2010 inclui $ 2,9 bilhões para adquirir mais 31 aeronaves F/A-18 Super Hornet e E/A-18G Growler para a US Navy. No ano fiscal 2010, a Força Aérea planeja aposentar cerca de 250 dos seus mais antigos caças táticos. A produção do F-22 também irá terminar, com uma força global de 187 aviões. O orçamento suplementar fiscal de 2009 incluiu fundos para quatro caças F-22, que completarão a produção.

EUA compram caças Su-27


A empresa americana Tac Air adquiriu dois caças Sukhoi Su-27 Flanker, para atuar como aggressors no treinamento dos pilotos americanos contra o famoso caça russo de 4a. geração. Os dois aviões foram comprados de uma companhia privada da Ucrânia e serão usados para testar os novos radares e equipamentos de guerra eletrônica americanos.

O Su-27 é similar em desempenho ao F-15 americano, mas custa cerca de 30% menos. Ele tem sido produzido desde 1982 e é usado largamente pela Força Aérea Russa. O Su-27 e sua variante Su-30 (Flanker C) foi exportado para dez países, entre eles a China, Índia, Malásia, Venezuela e Algéria, atingindo mais de 1.000 aeronaves produzidas.

De acordo com fontes americanas, os Su-27 foram adquiridos sem armamento e estão sendo revisados e modificados pela companhia US Pride Air.

Base faz retirada de 5 toneladas de lixo


VANESSA LIMA

A ação de cidadania da Base Aérea de Boa Vista foi concluída com cinco toneladas de lixo recolhidas. O exercício de limpeza iniciou na segunda-feira. Cerca de 150 militares realizaram a limpeza da área que compreende toda a avenida Minas Gerais até o rio Cauamé, no bairro dos Estados, finalizando às 17h.

Lixo doméstico, entulhos e mato foram retirados da área pertencente à União e está sob a responsabilidade da Base, localizada próximo a residências de moradores do bairro. O acúmulo do lixo representava ameaça à saúde da população.

Segundo o comandante da Base Aérea, coronel-aviador Waldir Almeida de Lima, que esteve pessoalmente acompanhando o exercício de cidadania, a própria população do local é responsável pelo lixo lançado no local.

A preocupação gira em torno ainda do perigo para o tráfego aéreo com o aumento do número de urubus, ocasionado com a presença de lixos, na reta de decolagem de aeronaves do Aeroporto Internacional de Boa Vista.

Para realizar a limpeza na área de cerca de dois quilômetros, o acesso à população à área foi interditado para a segurança dos militares que estavam realizando o trabalho de coleta. Todo o lixo foi recolhido com caminhões da própria Base Aérea e levado para o Aterro Sanitário.

“É importante que a população se conscientize, pois além dos riscos com a dengue, os riscos aéreos são muitos com a concentração de urubus próximo ao aeroporto. Aquela é uma área onde a população é responsável pelo lixo acumulado. Iremos realizar mais ações desse porte naquela área durante todo o ano”, disse Waldir de Lima.

EXERCÍCIO MILITAR

Os militares ainda realizaram o Plano de Reunião e o exercício de marcha a pé, acampamento e manobra com a infantaria. As ações militares foram realizadas ontem pela manhã, às 10h, após o pernoite do efetivo, na área onde os exercícios estavam sendo realizados.

No intuito de avaliar a tropa no caso de situações emergenciais, o Plano de Reunião foi desenvolvido com os 800 homens treinados pela corporação. Este é um instrumento que permite, em um curto espaço de tempo, reunir o efetivo a fim de atender a uma necessidade operacional imprevista.

Exército prepara jornalistas para a guerra


Marcelo Rech, especial do Rio de Janeiro

Teve início nesta segunda-feira, na Vila Militar de Deodoro, Rio de Janeiro, o segundo curso de Preparação para Jornalistas em Áreas de Conflito, promovido pelo Centro de Instrução de Operações de Paz “Sérgio Vieira de Mello” e pelo Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio).

O principal objetivo do curso é oferecer aos profissionais de imprensa, as ferramentas necessárias para cobrir, com segurança e eficiência, missões de paz sob a égide da ONU, conflitos armados ou acompanhar operações policiais em áreas de risco.

A estrutura do curso prevê a realização de palestras sobre a política externa brasileira, doutrina militar e o funcionamento da Organização das Nações Unidas.

Os 20 jornalistas selecionados também participaram de conferências sobre o papel da mídia no cenário global, a sua influência nos conflitos e o amparo jurídico para a imprensa.

O curso vai até sexta-feira, 15, e nos dois últimos dias, os alunos viverão junto com uma das companhias do batalhão, dormindo em barracas e aprendendo a identificar riscos e a como proceder diante de situações perigosas, como bombardeios aéreos e terrestres, campo de minas e conduta como refém.

Também aprenderão as regras básicas de orientação, primeiros socorros e identificação de material de guerra.

Análise da Notícia

Um curso desta natureza possibilita entre outras coisas, a oportunidade para o profissional de imprensa conhecer na prática, como o Exército brasileiro se comporta numa missão de paz das Nações Unidas.

Não é novidade que o jornalista, por natureza, é um sujeito ansioso, daí a importância em saber se comportar durante a cobertura de um conflito armado. A necessidade em obter a informação não pode ser maior que a segurança. Além disso, é preciso entender como uma força estrangeira atua quais os seus limites e suas responsabilidades. Um profissional de imprensa que não entende isso atrapalha a missão e coloca a própria vida em risco, algo que não interessa a ninguém.

Por outro lado, iniciativas como esta deveriam partir dos meios de comunicação brasileiros.

Jornalistas estrangeiros em sua grande maioria precisam de permissão dos seus veículos para cobrir um conflito. Análises de risco são produzidas e os meios proporcionam todas as condições logísticas e econômicas para que os seus profissionais possam trabalhar.

No Brasil, o Exército compreendeu isso. Os empresários mais interessados em vender desgraça, pouco se importam.

Brasil: cinco anos de Haiti


Marcelo Rech, especial do Rio de Janeiro

No dia 1° de junho, o Brasil completa cinco anos de comando da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), uma das mais exitosas de que se tem notícia.

O envio de soldados ao Haiti sempre foi muito criticado, mas o comando da missão projetou o Brasil no cenário internacional e revelou o alto nível de profissionalismo e adestramento dos nossos militares.

Nestes cinco anos, a violência e a criminalidade no Haiti caíram a patamares inferiores aos registrados no Rio de Janeiro e São Paulo, mas nenhum militar brasileiro acredita que o problema está solucionado. Pelo contrário, há um longo caminho a ser percorrido. O Haiti ainda não pode ser considerado um Estado de fato, ainda que algumas de suas instituições funcionem e o presidente tenha sido eleito pelo voto direto.

O desenvolvimento sócio-econômico é peça-chave neste processo. Sem isso, o país se manterá como um dos mais pobres do mundo.

De fato, o Exército brasileiro abraçou uma decisão política consciente da sua importância e complexidade.

Foi dessa conscientização que nasceu há dois anos, o Centro de Instrução de Operações de Paz (CI OP PAZ) “Sérgio Vieira de Mello”, que objetiva preparar os militares do país para atuarem em missões de paz. Esses militares passam por um ano de treinamento desde a mobilização até a desmobilização, quando retornam de um período de seis meses no exterior.

O CI OP PAZ pretende transformar-se num centro de excelência para a América do Sul na preparação de recursos humanos, reconhecido pela ONU e pelo ministério da Defesa brasileiro. Hoje, a presença do Brasil em forças de paz é quase uma exigência. É o reconhecimento da excelência conquistada. Impor-se na cena internacional como um protagonista não é coisa simples, muito menos fácil.

O Brasil acumulou capital neste contexto também graças à postura dos seus militares e de suas Forças Armadas.

Pese as dificuldades orçamentárias e a obsolescência dos seus equipamentos, as FFAA brasileiras se destacam pelo brio dos seus homens e pelo sentimento uniforme pela pátria. São valores que nem mesmo as escolas públicas cultivam, mas que fortalecem a nossa imagem no exterior e nos consolidam como um povo, antes de tudo, forte.

Daí que vale lembrar: em 12 de fevereiro, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgou pesquisa sobre o Índice de Confiança da sociedade nas instituições brasileiras.

Pelo menos 1.200 pessoas de 12 entidades diferentes, opinaram. As Forças Armadas ficaram em 1° lugar, na frente das escolas, Polícia Federal, ministério Público, presidente da República, Igreja católica e da Justiça.

Esse resultado não é obtido à toa.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais e Estratégias e Políticas de Defesa.

Talibãs atacam depósito da Otan no Paquistão


PESHAWAR, Paquistão, 13 Mai 2009 (AFP) - Quarenta talibãs atacaram nesta quarta-feira na região noroeste do Paquistão um depósito da Otan e destruíram oito veículos.

Antes do amanhacer, os talibãs atacaram o depósito no subúrbios de Peshawar, capital da província da Fronteira do Noroeste, afirmou o policial Mohamad Ehsanulah à AFP.

"Eles lançaram várias bombas incendiárias e depois fugiram", declarou o oficial Abdul Ghafoor.

Dois caminhões com alimentos para o mercado afegão foram totalmente destruídos, assim como outros seis contêineres em caminhões, mas que estavam vazios.

Os talibãs paquistaneses, vinculados à Al-Qaeda, atacam regularmente os depósitos e os comboios da Otan que transportam mantimentos para a força multinacional da Aliança Atlântica no Afeganistão e que usam a passagem de Khyber, perto de Peshawar.

Hospital do Sri Lanka sofre segundo ataque em dois dias; 15 morrem


O único hospital da zona norte do Sri Lanka foi bombardeado novamente, pelo segundo dia consecutivo, deixando ao menos 15 mortos, segundo autoridades médicas. De acordo com a rede de TV Al Jazira, o número de vítimas pode ser ainda maior, chegando a 35 mortos. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas. Esse é o terceiro ataque ao hospital em onze dias. O governo não confirma o atentado.

No ataque desta terça-feira, 49 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas. As vítimas eram na maioria pacientes do hospital. No primeiro bombardeio, em 2 de março, 64 pessoas morreram.

De acordo com informações do médico V. Shanmugarajah à rede de notícias Associated Press, um morteiro foi lançado contra o escritório administrativo do hospital e outro atingiu os pacientes feridos que estavam internados.

Mais de mil civis, muitos com amputações e diversos ferimentos, aguardam atendimento no hospital e, em um intervalo médio de 10 minutos, morre entre uma e duas pessoas, segundo estimativas dos médicos. Para prestar atendimento, os médicos priorizam os feridos mais graves.

O ataque aconteceu depois de um fim de semana violento, no qual os conflitos entre tropas do governo e os rebeldes do grupo Tigres Tâmeis, encurralados em uma pequena zona de conflito, no norte do país, aumentaram. Os rebeldes estão ao lado de cerca de 50 mil civis, confirme estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). Só neste fim de semana, quase 400 civis morreram e mais de mil ficaram feridos.

Os rebeldes estão, há alguns meses, encurralados em uma região do noroeste do país, com mais cerca de 50 mil civis, segundo estimativas da ONU. O governo cingalês rejeita qualquer trégua ou cessar-fogo, por considerar estar próximo da vitória. O comando dos Tigres Tâmeis rejeita a rendição e exige que todos os rebeldes carreguem uma cápsula de cianeto e a engulam, em caso de captura.

Os rebeldes lutam, desde 1983, para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação com os sucessivos governos da maioria cingalesa. Tanto os Estados Unidos quanto a Europa consideram o grupo terrorista.

12 Maio 2009

Ofensiva mata 700 militantes em quatro dias, diz Paquistão


Os aviões militares paquistaneses bombardearam nesta segunda-feira diversos alvos do grupo islâmico radical Taleban em um reduto próximo à capital Islamabad. A ofensiva militar, segundo o governo paquistanês, deixou 700 militantes talebans mortos nos últimos quatro dias e afugentou o grupo da região.

A grande ofensiva militar foi lançada pelo Exército paquistanês contra os insurgentes talebans no último dia 26 de abril no distrito de Baixo Dir e no vizinho Buner, ambos na região do vale do Swat. Os ataques causaram também a fuga de cerca de 500 mil civis paquistaneses nos últimos dias, 360 mil somente na última semana, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A agência da ONU (Organização das Nações Unidas) alertou nesta segunda-feira para um "deslocamento em massa" de civis, que lotam as estradas rumo a qualquer lugar que os receba. O Acnur afirma ainda que não tem condições de abrigar tantos deslocados.

Embora a situação dos centenas de milhares de deslocados possa representar a reprovação da opinião pública, a ofensiva paquistanesa em Swat já ganhou a aprovação das forças americanas. Segundo o comando militar dos Estados Unidos, os recentes ataques paquistaneses expulsa os insurgentes de seus redutos em cavernas e esconderijos de onde planejam ataques terroristas às forças americanas e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que combatem o grupo no vizinho Afeganistão.

O governo paquistanês lançou a ofensiva após encerrar o acordo de paz alcançado entre as autoridades provinciais e os talebans do vale de Swat, em fevereiro passado. O pacto, que previa a aplicação da sharia (lei islâmica) em vários distritos do norte em troca da pacificação do Vale do Swat, tinha sido aprovado pelo Parlamento nacional e ratificado pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari.

Antes de suspender formalmente a trégua, as forças de segurança já tinham iniciado ofensivas em Swat, onde centenas de talebans morrem diariamente, segundo a versão militar. As tropas também lançaram operações nos distritos vizinhos de Dir e Buner, a cem quilômetros da capital Islamabad.

O ministro de Interior paquistanês, Rehman Malik, afirmou nesta segunda-feira que 700 talebans morreram nos últimos quatro dias na região de Swat.

Em discurso ao Parlamento, o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani afirmou que o Exército limpou a principal cidade da região, Mingora, das minas plantadas pelos insurgentes.

"A operação continuará até o último taleban", disse Malik. "Nós não demos a eles uma chance. Eles estão fugindo. Eles não esperavam, uma ofensiva deste tamanho."

O número de vítimas apresentado pelo governo não pode ser verificado de maneira independente, já que o governo proíbe o acesso a jornalistas, O governo não concedeu nenhum dado sobre vítimas civis, mas o tamanho da fuga de paquistaneses sugere que pode ser alto.

Deslocados

Segundo Arianne Rummery, porta-voz do Acnur, um total de 360.600 indivíduos foram registrados nos campos da agência e fora deles, como parte de um novo fluxo procedente de Swat, Burner e Baixo Dir desde 2 de maio.

Segundo Rummery, o governo da Província da Fronteira Noroeste estabeleceu, com a ajuda do Acnur para os Refugiados, 29 pontos de inscrição para os deslocados, principalmente nas cidades de Mardan e Swabi. "Menos de 20% estão nos campos, enquanto 80% estão fora deles."

Em um acampamento próximo à cidade de Mardan, ao sul da zona de batalha, centenas de desabrigados aguardavam por horas para serem registrados pela agência --medida necessária antes de receberem abrigo e comida.

"Neste acampamento, eu não estou vendo nada que nos dará quando alívio", disse um civil paquistanês, Iftikiar Khan, que disse temer que as estruturas da agência sejam insuficientes. Como a maioria dos refugiados do conflito, Khan espera conseguir abrigo com familiares.

As vítimas do conflito relataram aos voluntários as dificuldades de conseguir um meio de locomoção para chegar a zonas mais seguras e que tiveram que pagar tarifas exorbitantes (de várias centenas de dólares) para alugar algum veículo.

O Acnur instalou ainda 12 centros para registrar os novos refugiados em três distritos (Mardan, Swabi e Charsada), mas considera que não é suficiente e planeja abrir 75 mais, assim como centros humanitários para as pessoas que permaneçam fora dos campos de refugiados. No total, a agência das Nações Unidas abriu e administra 11 acampamentos que abrigam 93 mil pessoas, enquanto outras centenas de milhares são amparadas por familiares, amigos ou alugam um quarto.

Ataque atribuído aos EUA deixa oito mortos no Paquistão


Um ataque de mísseis atribuído a um avião não tripulado dos Estados Unidos deixou oito mortos no Paquistão, próximo à fronteira com o Afeganistão, nesta terça-feira, informaram fontes do Exército paquistanês. O ataque aconteceu na região montanhosa do Waziristão do Sul, conhecida por abrigar militantes da rede terrorista Al Qaeda e do grupo extremista islâmico Taleban.

"Um avião não tripulado atacou um grupo de casas onde combatentes islâmicos se refugiavam e oito deles foram mortos", informou, sob anonimato, um oficial das forças armadas paquistanesas.

Os Estados Unidos começaram a lançar ataques de aviões não tripulados no Paquistão no ano passado. Os ataques não foram interrompidos depois de o novo presidente americano, Barack Obama, tomar posse, apesar de reclamações do governo paquistanês.

Cerca de 40 ataques ocorreram desde o começo do ano passado, a maioria desde setembro, matando mais de 320 pessoas, de acordo com relatos das forças paquistanesas, fontes de governos locais e residentes.

O Paquistão afirma que os ataques americanos violam sua soberania e prejudica os esforços do governo para lidar com os rebeldes islâmicos por provocar a fúria das populações locais e aumentar a simpatia aos extremistas.

Com Associated Press e France Presse

Hospital do Sri Lanka sofre segundo ataque em dez dias; 49 morrem


O único hospital em funcionamento na região onde tropas do governo e rebeldes separatistas se confrontam há meses, no Sri Lanka, sofreu um novo ataque, nesta terça-feira --o segundo, em dez dias. Desta vez, 49 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas, sendo na maioria pacientes internados. No ataque anterior, em 2 de maio passado, 64 morreram.

O ataque aconteceu depois de um fim de semana violento, no qual os conflitos entre tropas do governo e os rebeldes do grupo Tigres Tâmeis, encurralados em uma pequena zona de conflito, no norte do país, aumentaram. Os rebeldes estão ao lado de cerca de 50 mil civis, confirme estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). Só neste fim de semana, quase 400 civis morreram e mais de mil ficaram feridos.

Para a ONU, a escalada na violência do Exército contra a guerrilha foi o "banho de sangue que a comunidade internacional tanto temeu que acontecesse". "A morte de civis em larga escala deste fim de semana, sendo mais de cem crianças, mostra que o banho de sangue virou uma realidade", disse porta-voz da organização Gordon Weiss.

Segundo um alto chefe do departamento de saúde do governo, Thurairaja Varatharajah, o ataque desta terça-feira foi feito com um único morteiro, e a expectativa é que o número de mortos suba. TV locais mostraram imagens do resgate dos feridos e as dezenas de corpos dos mortos enfileirados na calçada em frente ao hospital. Conforme o jornal americano "The New York Times", antes de ser um hospital, o local abrigava uma escola.

Dois funcionários do hospital informaram à agência Associated Press, sob condição de anonimato, que o administrador do hospital está entre os mortos.

EUA

Os Estados Unidos expressaram nesta terça-feira profunda preocupação com o "inaceitável" número de mortes civis no Sri Lanka, e exigiram que a guerrilha Tigres Tâmeis e o governo encerrem os combates. "Estamos profundamente preocupados. Consideramos que há um número inaceitável de civis mortos", afirmou o novo porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly. Os EUA pediram em reiteradas ocasiões aos LTTE que abandonem as armas e permitam aos civis sair da zona segura.

Kelly exigiu que o governo do Sri Lanka cumpra o que informou em 27 de abril passado, quando anunciou o fim "das operações de combate" contra a guerrilha e o uso de armas pesadas.

O chefe da Organização para a Reabilitação dos Tâmeis (TRO) --também ligada à guerrilha--, Lawrence Christy, disse que mais de 3.200 civis morreram desde domingo à tarde (10), e pediu uma intervenção internacional para deter o "genocídio".

ONU denuncia bloqueio de ajuda humanitária no Sri Lanka


Organizações de ajuda humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas) têm sido barradas nas zonas de conflito do Sri Lanka, segundo porta-vozes da organização em Genebra. Desde o último fim de semana, mais de 400 civis foram mortos na região nos confrontos entre guerrilheiros dos Tigres Tâmeis e membros do Exército.

"Não temos acesso à região e nesse contexto não podemos dar seguimento à entrega de ajuda humanitária", disse Emillia Casella, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que nas últimas semanas tem enviado 150 toneladas de alimentos à zona de conflito.

A quantidade de alimentos transportadas para a região seria suficiente para alimentar 60 mil pessoas por cinco dias. Os carregamentos são realizados por barcos da Cruz Vermelha e entregue por terra para agentes do governo para a distribuição.

Nesta terça-feira, o bombardeio de um hospital no norte do país --o segundo em dez dias-- deixou 49 mortos e 50 feridos, sendo a maioria pacientes que estavam internados no hospital.

Os rebeldes estão, há alguns meses, encurralados em uma região do noroeste do país, com mais cerca de 50 mil civis, segundo estimativas da ONU. O governo cingalês rejeita qualquer trégua ou cessar-fogo, por considerar estar próximo da vitória. O comando dos Tigres Tâmeis rejeita a rendição e exige que todos os rebeldes carreguem uma cápsula de cianeto e a engulam, em caso de captura.

Os rebeldes lutam, desde 1983, para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação com os sucessivos governos da maioria cingalesa. Tanto os Estados Unidos quanto a Europa consideram o grupo terrorista.

Segundo a ONU, que denuncia um "banho de sangue" na região, cerca de cem crianças foram assassinadas neste final de semana. Nos últimos seis meses, cerca de 200 mil pessoas fugiram das zonas de conflito, mas 50 mil ainda permanecem na região. Ao todo, 900 pessoas tentaram escapar nos últimos dias da área de Mullaitivu com destino a Omanthai, no distrito de Vavuniya, ao norte.

Apesar da situação grave no Sri Lanka, as agências da ONU preveem que os recursos atuais serão insuficientes para atender todas as vítimas da guerra. Casella alerta ainda que em julho haverá uma interrupção do atendimento, caso não receba mais aporte financeiros --a entidade pediu US$ 40 milhões para ajudar na crise humanitária.

A ONU afirma que o atendimento das vítimas é feito atualmente "graças a generosidade mostrada pelos donatários no início do ano". A entidade afirma ainda não ter conhecimento sobre a situação vivida pela população nas zonas de combate e que cerca de 194 mil pessoas vivem atualmente em campo de refugiados administrados pelas Nações Unidas.

11 Maio 2009

Tiro mortal


Ricardo Boechat

A coluna teve acesso a relatório do Comando da Aeronáutica sobre a compra de novos caças da FAB. O texto abate em solo o supersônico americano F-18 Super Hornet. Ouvido a respeito, um brigadeiro confirmou que o francês Rafale e o sueco Gripen estão algumas asas à frente do jato da Boeing na concorrência, de US$ 2 bilhões.

Forças Armadas lembram, no Rio de Janeiro, fim da Segunda Guerra


Vitor Abdala

Rio de Janeiro - As Forças Armadas comemoraram hoje (8) os 64 anos do Dia da Vitória, que marca a assinatura da rendição oficial das forças nazistas na Segunda Guerra Mundial, ocorrida em 7 de maio de 1945.

A solenidade, que contou com a participação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos comandantes das três forças, foi realizada no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra, no Rio de Janeiro. Além de prestar uma homenagem aos soldados brasileiros que morreram na guerra e àqueles que ainda estão vivos, foram entregues medalhas da vitória a militares e civis que prestaram serviços considerados “relevantes” ao país.

“Nós precisamos sempre preservar a memória do que fizemos, para conseguirmos ter força e inspiração para fazer o que precisamos fazer no futuro. A regra é ter uma visão clara do passado, ter a grande preservação da nossa memória, para ajudar a construir o futuro”, afirmou Jobim.

Cerca de 25 mil soldados brasileiros participaram da Força Expedicionária Brasileira (FEB), ao lado dos americanos, na Segunda Guerra Mundial. A FEB lutou entre 1944 e 1945 nos campos de batalha da Itália, contra as forças nazistas. Mais de 400 brasileiros morreram e outros 1.500 ficaram feridos, segundo informações do Exército.

Sociedade deve começar a discutir em julho patrulhamento das ruas por militares


Vitor Abdala

Rio de Janeiro - O Ministério da Defesa deve preparar, nos próximos dois meses, um esboço da nova legislação sobre a participação das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem. Depois de pronta, a primeira versão do texto começará a ser debatida com a sociedade.

A nova regulamentação definirá, por exemplo, de que forma os militares poderão atuar no patrulhamento das ruas das cidades. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a nova legislação também deverá ser discutida com as comissões de Defesa e Relações Exteriores da Câmara e do Senado.

“Nas operações de garantia da lei e da ordem, que é uma destinação constitucional das forças armadas, precisamos ter um estatuto jurídico próprio, para não reproduzir os problemas jurídicos que surgiram contra os soldados e sargentos, naquela operação que fizeram no Rio de Janeiro em 1994 [Operação Rio]”, afirmou. Durante a Operação Rio, que aconteceu entre os anos de 1994 e 1995, o Exército ocupou várias favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de combater o tráfico de drogas. Durante a operação, surgiram várias denúncias de excessos cometidos por soldados, entre elas a tortura de suspeitos. Recentemente, as forças armadas fizeram operações esporádicas nas favelas do Rio de Janeiro.

Em março de 2006, soldados do Exército ocuparam várias comunidades para tentar recuperar 11 armas que haviam sido roubadas de um quartel carioca.

Nas eleições do ano passado, os soldados ocuparam inúmeras favelas consideradas currais eleitorais, pela Justiça Eleitoral, para garantir a segurança das votações, nestes locais, na Região Metropolitana.

A operação recente mais polêmica, no entanto, aconteceu no primeiro semestre de 2008, quando militares ocuparam o Morro da Providência para garantir a segurança de engenheiros do Exército que faziam obras de reforma em casas da favela. Durante esta ação, militares prenderam três jovens da comunidade e os entregaram a traficantes de uma favela controlada por criminosos de uma facção rival. Os jovens apareceram mortos, dias depois.

Ataque na fronteira mata sete militares



Correio Braziliense Sete militares colombianos morreram e quatro ficaram feridos em uma emboscada atribuída às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no departamento (estado) de Nariño, na fronteira com o Equador.

Os rebeldes atacaram uma patrulha do Exército durante a madrugada, em uma zona rural da localidade de Samaniego, declarou Fabio Trujillo, secretário da administração do departamento. Quase na mesma hora, a explosão de uma bomba instalada perto do posto de polícia de Samaniego feriu levemente dois agentes.

Trujillo atribuiu os ataques à Frente Mariscal Sucre, uma facção das Farc muito ativa na região, onde também há atividade do Exército de Libertação Nacional (ELN) — segunda maior guerrilha da Colômbia, em fase de desmantelamento.

“É um fato grave, lamentável. Imagino a dor das famílias, especialmente hoje, no Dia das Mães”, disse o secretário.

Segundo Trujillo, os feridos foram levados a centros de assistência em Samaniego, onde recebem atendimento médico, e nenhum deles corre risco de morte.

Álvaro Uribe, presidente colombiano, considerou o atentado um ato “terrorista e covarde”. “São terroristas que atacam com explosivos, covardemente”, disse Uribe em Medellín, 400km ao noroeste da capital, Bogotá.

“Esses são os mesmos assassinos das Farc que querem propor ao país uma chantagem para libertar o cabo (do Exército Pablo Emilio) Moncayo. Eles têm é a obrigação de libertar todos aqueles que nunca deveriam ter sequestrado”, acrescentou o presidente, se referindo ao militar em poder da guerrilha há 11 anos.

Em 16 de abril, a organização rebelde anunciou que o soltará, mas desde que ele seja entregue à senadora de oposição Piedad Córdoba — o que Uribe não aceita. A região onde as Farc atacaram a patrulha militar fica perto do povoado em que Moncayo nasceu.

O cabo foi pego pelos rebeldes quando tinha 19 anos, durante um ataque em 12 de dezembro de 1997 a uma base de comunicação militar em Nariño.

“Não podemos permitir que esse grupo continue fazendo da obrigação de superar o delito do sequestro e libertar os sequestrados um ato de hipocrisia política”, afirmou o presidente.

Moncayo integra um grupo de 22 militares que as Farc pretendem trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos.

EUA se preparam para guerra no ciberespaço


Por DAVID E. SANGER, JOHN MARKOFF e THOM SHANKER

Assim como 64 anos atrás a bomba atômica mudou a guerra e as estratégias de dissuasão, uma nova corrida internacional começou a desenvolver armas cibernéticas e sistemas para proteger-se delas.

Quando as tropas dos EUA no Iraque queriam atrair membros da Al Qaeda para uma armadilha, elas entravam em computadores do grupo e modificavam a informação que os dirigia ao alvo de armas americanas. Ou, quando o então presidente, George W. Bush, ordenou novas maneiras de desacelerar o programa nuclear do Irã, em 2008, ele aprovou um programa experimental secreto - de resultados ainda incertos - para entrar nos computadores de Teerã. E o Pentágono encomendou a fornecedores militares o desenvolvimento de uma réplica secreta da internet do futuro. O objetivo é simular o que seria necessário para os adversários fecharem as usinas de energia, as telecomunicações e os sistemas de aviação do país, ou congelar os mercados financeiros - em uma iniciativa para criar melhores defesas contra esses ataques, assim como uma nova geração de armas on-line.

Em entrevistas recentes, oficiais militares e de inteligência, assim como especialistas externos, descreveram um enorme aumento na sofisticação das capacidades de guerra cibernética americana. As inovações mais exóticas em consideração permitiriam que um programador do Pentágono entrasse sub-repticiamente em um servidor de computadores na Rússia ou na China, por exemplo, e destruísse um "botnet" - programa potencialmente destrutivo que coordena as máquinas infectadas em uma vasta rede clandestina - antes que possa ser acionado nos EUA. Até agora, porém, não há ampla permissão para as forças americanas entrarem na ciberguerra. A invasão do computador da Al Qaeda vários anos atrás e a atividade secreta no Irã foram individualmente autorizadas por Bush.

A ciberguerra obviamente não seria tão letal quanto uma guerra atômica. Mas quando Mike McConnell, ex-diretor da Inteligência dos EUA, informou a Bush sobre a ameaça, em maio de 2007, ele afirmou que se um único grande banco americano fosse atacado com sucesso, o impacto teria "magnitude maior sobre a economia global" do que os atentados de 11 de Setembro. Estudos examinaram se torres de telefonia celular, comunicações de serviços de emergência e sistemas hospitalares poderiam ser paralisados, para semear o caos. Mas a teoria às vezes se torna real.

"Vimos operações de redes chinesas dentro de algumas de nossas redes elétricas", disse Joel F. Brenner, que supervisiona as operações de contrainteligência para Dennis Blair, atual diretor da CIA, que falou na Universidade do Texas no mês passado. "Se eu me preocupo com essas redes e com o sistema de controle de tráfego aéreo, de suprimento de água, etc? É claro que sim."

Mas a questão mais ampla - que o governo até agora não quis discutir - é se a melhor defesa contra um ciberataque é o desenvolvimento de uma capacidade robusta de desferir a ciberguerra. Hoje, quando os computadores do Pentágono são submetidos a um bloqueio, a origem é muitas vezes um mistério. Sem ter certeza sobre a fonte é quase impossível montar um contra-ataque.

Altos funcionários do Pentágono e do Exército também manifestam preocupação porque as leis e a compreensão do conflito armado não acompanharam os desafios da guerra cibernética ofensiva. Se uma base militar for atacada, seria uma resposta legítima e proporcional derrubar a rede energética do atacante se isso também fechasse seus sistemas hospitalares, de controle de tráfego aéreo ou bancário? Um alto oficial do Departamento da Defesa disse ainda não ter a resposta para isso, mas sabe que "é [uma situação] um pouquinho perigosa".

Escola assistencial da FAB é a melhor do Pará no ENEM pelo quarto ano consecutivo


Disciplina, organização, investimento e busca incessante pela excelência acadêmica. Na avaliação de coordenadores, professores, alunos e militares da Escola de Ensino Fundamental e Médio Tenente Rêgo Barros (ETRB), esse é o conjunto de preceitos que faz com que a Força Aérea Brasileira ofereça o melhor ensino público do Pará. Pelo quarto ano consecutivo, o colégio conquistou a maior pontuação de todo o estado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - com média de 66,4, numa escala que vai de 0 a 100.

Para a diretora pedagógica do ETRB, Lucineide Nascimento, há alguns diferenciais que garantem o sucesso educacional do estabelecimento. Ela aponta o processo de retroalimentação, no qual professores, alunos e diretoria se avaliam reciprocamente, buscando alternativas para o processo ensino-aprendizagem; a alta capacitação do professores, com média de 98% de pós-graduados, entre especialistas, mestres e doutores; a intensificada carga horária, que transcende em 400 horas por ano o estabelecido pelo MEC, e a visão sistêmica de que o conteúdo integral das disciplinas é um direito inalienável dos alunos.

“O rigor na avaliação de aprendizagem e as constantes pontes que estabelecemos com outras instituições para formação dos professores e atividades extracurriculares para os alunos são diferenciais que utilizamos ao longo dos 65 anos de atividades da escola. Aliado a isso, nossa premissa de valorizar aspectos da cidadania, responsabilidade social e disciplina acadêmica refletem no desempenho dos alunos, que comprovam, por si só, que caminhamos no sentido correto”, avalia Lucineide.

No que concerne ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB, que mede a qualidade do ensino público nacional por intermédio da Prova Brasil e Censo Escolar, ambos realizados pelo MEC, a Escola obteve o 1º lugar no Pará em 2007, com índice de 5,8, acima da média nacional, que foi 4,2, repetindo a colocação da avaliação anterior, em 2005.

Além destas conquistas institucionais, os alunos da ETRB recebem diversas premiações locais, regionais e nacionais em diversos concursos e olimpíadas. Em 2008, foram obtidas 20 medalhas no Concurso de Oceanografia; quatro medalhas de bronze e duas de prata nas Olimpíadas Brasileiras de Astronomia e Astronáutica; seis medalhas de bronze e 35 menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Matemática; uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Informática; duas medalhas de prata e 12 de bronze na Olimpíada Brasileira de Robótica; uma menção honrosa no Desafio Nacional de Geografia, dentre diversas outras premiações.

Cabe destacar que a Escola tem seu foco de ensino voltado para o mercado de trabalho e para o vestibular. Em 2009, dos 117 alunos da 3ª série do Ensino Médio que prestaram o exame, 94 foram aprovados nos vestibulares do estado, uma média de mais de 80% de aprovação.

A Escola Tenente Rêgo Barros é uma instituição de ensino assistencialista da Aeronáutica para educar filhos de militares e de civis da Força Aérea Brasileira. Além do investimento em capacitação e material didático, os cerca de 1.600 estudantes dispõem de uma estrutura física com 59,2 mil m² de área construída, onde estão instalados mais de 50 salas de aula, biblioteca, refeitório, cineteatro, ginásio, quadras poliesportivas, laboratórios, glossoteca, entre outros.

Aviões da FAB decolam com donativos para desabrigados no Norte e Nordeste


Nesta sexta-feira, dia 8, e durante todo o final de semana, aviões e tripulações da Força Aérea Brasileira estão encarregados de missões humanitárias em prol das vítimas das enchentes em várias cidades do Norte e Nordeste do Brasil.

De Brasília, nesta sexta, uma aeronave C-130 Hércules, do 1º GTT da FAB, decolou transportando 270 colchões (cerca de 400 quilos de carga) para a cidade de São Luís (MA), cidade em que foi decretado estado de emergência por 180 dias.

Segundo a Defesa Civil do Estado, milhares de desabrigados estão principalmente nas cidades de Trizidela do Vale, Pedreiras, Bacabal, Codó, São Luís de Gonzaga, as mais atingidas pelas cheias decorrentes das fortes chuvas que castigam a região.

Em outra missão prevista para sábado, dia 9, 40 toneladas de alimentos também embarcarão no C-130. Os donativos foram angariados em campanha de empresas privadas.

Outros voos para São Luis, em aeronaves C-130, estão previstos para este final de semana e também na segunda-feira, dia 11, a partir de São Paulo, com 500 cestas básicas de alimentos, medicamentos e colchões, além de outros donativos.

Os mesmos aviões fazem transporte também para Teresina (PI) com mais 500 cestas e outras doações. São previstos ainda o embarque de 35 bombeiros militares do Estado de São Paulo, além de seus equipamentos de resgate, para atuar em meio à calamidade das chuvas.

A capital piauiense é outra cidade em que foi decretado estado de emergência.

Norte – Outros quatro voos estão programados desde esta sexta e final de semana, com aeronaves C-130 do 1º GTT e 1º/1º GT, decolando de Belém (PA) com destino a Rio Branco. Na região Norte, também há milhares de desabrigados e diversas cidades já decretaram estado de emergência. Para a capital do Acre, devem ser ainda transportados 48,5 toneladas de alimentos.

Médico contabiliza ao menos 378 mortos após conflito no Sri Lanka


em Colombo

Conflitos na zona de guerra do Sri Lanka mataram aos menos 378 civis, feriram mais de 1.100 pessoas e fizeram com que milhares buscassem refúgio em abrigos próximos à praia, informou o médico V. Shanmugarajah neste domingo.

Os confrontos ocorrem no norte da ilha, perto da região de Mullivaaykaal. Uma barreira com artilharia originou o dia mais sangrento em meses de luta entre os rebeldes da etnia tâmil e as Forças Armadas do Sri Lanka. Os dois lados responsabilizam um ao outro pelas perdas civis.

Shanmugarajah afirmou que muitos outros foram mortos na barreira, mas que foram enterrados no local. O médico trabalha em um hospital do governo na área de conflito. Ele descreveu a situação como "sobrecarregada" em relação ao trabalho na instituição de saúde. "Nada está sob o nosso controle", ele afirmou.

A maioria dos médicos e enfermeiros fugiram há muito tempo e até mesmo os voluntários para cavar covas são poucos.

Um site afiliado aos rebeldes, o Tamilnet, acusou o governo de matar ou ferir cerca de 2.000 civis. Os militares do Sri Lanka negam que tenham atirado nos civis e acusaram os rebeldes de lançar morteiros em uma área densamente povoada.

"Os rebeldes estão tentando usar estas pessoas como sua última arma para mostrar ao mundo que o Exército está atirando indiscriminadamente", Udaya Nanayakkara, porta-voz militar, afirmou.

Relatos da batalha são difíceis de verificar porque o governo barra jornalistas e trabalhadores de ajuda humanitária da região de conflito.

A força rebelde, que há 25 anos luta para uma pátria para a minoria tâmil, está concentrada em uma parte pequena do território na costa nordeste da ilha.

O governo se comprometeu há duas semanas a cessar o uso de armas pesadas no combate para evitar a morte de civis. No entanto, médicos na área relataram que bombardeios aéreos e ataques de artilharia continuaram mesmo com a presença de cerca de 50 mil civis tâmil na zona de conflito.

O governo enviou suprimentos médicos para a área de guerra nos últimos dias, mas a falta de pessoal dificulta o tratamento, segundo Shanmugarajah.

"Nós estamos fazendo os primeiros socorros e algumas cirurgias o mais rápido que podemos. Estamos fazendo o que é possível", disse o médico.

Crimes de guerra

A ONG Human Rights Watch acusou neste sábado os militares de repetidamente atingirem hospitais na zona de guerra e de ataques aéreos que mataram muitas pessoas. A ONG também pediu que os comandantes envolvidos em tais ações sejam processados por crimes de guerra.

Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que no último mês cerca de 6.500 civis foram mortos neste ano como consequência da renovação dos esforços do governo na guerra. Nos últimos meses, as forças do governo empurraram os rebeldes para uma pequena porção do território.

O governo ignorou pedidos de cessar-fogo devido às questões humanitárias com o argumento de que qualquer pausa dará aos rebeldes a oportunidade de se reagruparem.

Os rebeldes

Os rebeldes lutam desde 1983 por um Estado separado para a minoria tâmil, que sofre há décadas de uma marginalização com o governo controlado pela maioria cingalesa.

O governo acusa os rebeldes de usar os civis no norte como escudos humanos e Nanayakkara acusou os insurgentes de atirar em famílias que tentavam fugir da zona de guerra ontem, matando ao menos nove pessoas.

Deportação

No entanto, a pressão de relatos críticos às ações do governo vem aumentando. Hoje, o Sri Lanka deportou três jornalistas do canal britânico Channel 4. Os profissionais de imprensa foram presos ontem acusados de manchar a imagem das forças de segurança após uma reportagem sobre as condições dos deslocados de guerra e de abuso sexual nos campos, algo que o governo nega.

Lakshman Hulugalle, líder do Centro de Informação de Segurança do Governo, disse que os jornalistas admitiram ter feito algo errado e que não podem voltar ao Sri Lanka. No entanto, Nick Paton-Walsh, correspondente do canal na Ásia, negou ter feito uma declaração do gênero à polícia.

"Isto é uma completa asneira", disse Paton-Walsh de Cingapura, após sua deportação.

Segundo a Anistia Internacional, ao menos 14 jornalistas foram assassinados no exercício da profissão no Sri Lanka desde o início de 2006. Outros foram presos, torturados ou desapareceram. Ao menos 20 fugiram do país devido a ameaças de morte.

ONU classifica morte de civis no Sri Lanka como "banho de sangue"


em Colombo

A ONU (Organização das Nações Unidas) classificou nesta segunda-feira a morte de centenas de civis no norte do Sri Lanka, na mais recente ofensiva do Exército contra a guerrilha separatista tâmil, como o "banho de sangue que a comunidade internacional tanto temeu que acontecesse".

"A ONU tem consistentemente alertado para a possibilidade de um cenário de banho de sangue conforme assistimos o firme aumento nas mortes de civis nos últimos meses", afirmou o porta-voz da organização Gordon Weiss nesta segunda. "A morte de civis em larga escala deste fim de semana, incluindo mais de cem crianças, mostra que o banho de sangue virou uma realidade".

Neste domingo, ataques de artilharia deixaram ao menos 378 mortos e feriu mais de mil pessoas, de acordo com um médico nas áreas controladas pelos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, na sigla em inglês).

Um site ligado à guerrilha aponta o Exército do Sri Lanka como responsável pelos ataques enquanto as forças cingalesas dizem que os separatistas tâmeis bombardeiam seu próprio território para, com a morte de civis, atrair a simpatia da comunidade internacional e forçar um cessar-fogo.

O ataque deste domingo foi o mais sangrento contra civis da etnia tâmil desde que a guerra se intensificou novamente, há mais de três anos. Fontes médicas na zona do conflito informaram que os hospitais estão superlotados e que o número de mortos deve aumentar.

A ONG Human Rights Watch acusou neste sábado os militares de repetidamente atingirem hospitais na zona de guerra e de realizarem ataques aéreos que mataram milhares de pessoas. A ONG também pediu que os comandantes envolvidos em tais ações sejam processados por crimes de guerra. Dados da ONU indicam que no último mês cerca de 6.500 civis foram mortos como consequência da renovação dos esforços do governo na guerra.

Nos últimos meses, as forças do governo empurraram os rebeldes para uma pequena porção do território. O governo ignorou pedidos de cessar-fogo devido a questões humanitárias com o argumento de que qualquer pausa dará aos rebeldes a oportunidade de se reagruparem.

Os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, na sigla em inglês) lutam pela criação de um Estado para a minoria tâmil desde 1972, mas as origens dos conflitos na ilha remontam a 1948, ano em que o país se tornou independente do Reino Unido.

Os tâmeis e os cingaleses falam línguas diferentes e ambos afirmam que seus ancestrais são os habitantes originais da ilha.

08 Maio 2009

MARINHA MENOR NO RIO


O ministro Nelson Jobim reafirmou que o objetivo do governo é alterar a distribuição do efetivo da Marinha, a fim de diminuir a concentração no Rio. Além de proteger a imensa costa brasileira e as plataformas de petróleo, rios terão bases navais.

CURSO NA ESG


Nelson Jobim pretende criar curso na Escola Superior de Guerra para civis. O objetivo é formar profissionais de carreira para o Ministério da Defesa que não deixem a pasta a cada mudança de governo.

FORÇAS TERÃO SALÁRIOS DE CIVIS


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, incluiu entre as prioridades da Estratégia Nacional de Defesa a concessão de reajustes salariais aos militares de forma a equiparar seus vencimentos aos dos civis que exercem atividades semelhantes. O objetivo é permitir o ingresso de pessoas de todas as classes sociais nas Forças Armadas e evitar a evasão de pessoal.

O projeto do governo foi apresentado ontem no Clube Militar, no Rio. Apesar de ter defendido a melhoria nos rendimentos, Jobim se posicionou contra a aprovação de Projeto de Emenda Constitucional em tramitação no Congresso, que equipara a remuneração das mais altas patentes das três Forças ao subsídio pago a ministros do Superior Tribunal Militar (STM).

“Teremos uma valorização do setor, tentando caminhar para um determinado tipo de competitividade com o setor civil. Para fazer com que também todas as classes sociais possam vir para as Forças Armadas”, afirmou o ministro, sem dar prazo para o aumento.

Acusado de receber fuzis roubados é preso


Erasmo Bal Col Junior, de 27 anos, o Matriz, foi preso ontem em Caraguatatuba, no litoral norte, acusado de ser o receptador dos sete fuzis levados em março de um quartel do Exército localizado em Caçapava, no interior. Até agora, porém, só uma das armas roubadas foi localizada - no dia 10 de abril, escondida em uma casa em São José dos Campos.

Casal de velejadores é resgatado pela Marinha a 2000 km da costa


Rio de Janeiro, 06/05/2009 - A Marinha do Brasil realizou o salvamento de dois tripulantes do veleiro “Dalkiri”, de bandeira da África do Sul, que estava naufragando em meio a uma tempestade no Oceano Atlântico a, aproximadamente, 2.000Km da costa do Estado do Rio de Janeiro. A tripulação era formada por um casal, sendo ela cidadã inglesa com 59 anos de idade, e ele sul africano, com 63 anos. O casal residia no próprio veleiro.

O “Dalkiri” é um veleiro de 32 pés (10 m) e já esteve no Brasil em outras ocasiões, conforme os relatos de suas aventuras ao redor do mundo, contidos na sua página na internet - http://www.dalkiri.co.za. Nesta viagem, o “Dalkiri” partiu do porto de São Francisco do Sul – Santa Catarina, em 30 de maio, e dirigia-se para a África do Sul, quando foi apanhado por uma violenta tempestade, após ficar alguns dias parado no mar em meio a uma calmaria.

As buscas e o resgate

O pedido de socorro do veleiro “Dalkiri”, emitido no dia 1º de maio, foi recebido por outro veleiro chamado “Far Away”, que por sua vez o retransmitiu para uma estação rádio amadora da África do Sul. A estação rádio acionou o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Cape Town e este pediu apoio à Marinha do Brasil, por intermédio do SALVAMAR BRASIL, uma vez que o veleiro se encontrava em águas oceânicas cuja responsabilidade pelas atividades de busca e resgate (SAR – Search And Rescue) são do nosso país.

O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento do Rio de Janeiro (SALVAMAR SUESTE), que funciona no Comando do 1º Distrito Naval, assumiu a coordenação das buscas, realizando contato com diversas estações rádio costeiras e navios mercantes que estavam navegando na área.

No dia primeiro de maio, uma intensa frente fria havia atingido o local e os navios que se encontravam na região informaram haver ondas de 7 a 8 metros de altura, com ventos de até 40 nós (72 Km/h). Três navios mercantes foram acionados para auxiliar nas buscas imediatas, porém nem todos puderam atender ao pedido, uma vez que o estado do mar não permitia que os navios navegassem em direção ao local onde o veleiro se encontrava.

Devido à grande distância do local onde estava o veleiro, aproximadamente 2.000Km da costa do Rio de Janeiro, a Marinha do Brasil acionou o navio de serviço da Esquadra, a Fragata “Bosísio”, que suspendeu às duas horas da manhã do dia 2, com um helicóptero. A Força Aérea também foi acionada para auxiliar nas buscas ao veleiro.

Até o dia 3 não havia sido realizado outro contato com o veleiro. Nesse dia a Força Aérea Brasileira enviou um Hércules (C-130) para auxiliar nas buscas, em coordenação com um navio mercante.

No dia 4, a Marinha do Brasil solicitou o apoio dos navios mercantes “Green Harvest” e “Artic Trader”, que foram ao encontro do “Dalkiri”. No final da tarde, os navios mercantes conseguiram estabelecer comunicações com o veleiro que ainda estava com problemas de alagamento e sem possibilidades de navegar. Na madrugada do dia 5, os navios encontraram-se com o veleiro, reportando que o mar estava bem melhor e que os tripulantes passavam bem.

Nesse mesmo dia, a Fragata “Bosísio” chegou na área e, ao final da manhã, realizou o salvamento dos tripulantes, utilizando o seu helicóptero, em uma manobra conhecida por “pickup”, onde o casal foi resgatado do veleiro para o helicóptero por meio de um guincho. O Navio Mercante “Artic Trader” permaneceu ao lado do veleiro até a remoção do último tripulante. O veleiro “Dalkiri” foi abandonado em processo de afundamento.

Devido à distância do local do resgate e às buscas realizadas, a Marinha do Brasil precisou acionar o Navio Tanque “Gastão Mota”, que partiu do Rio de Janeiro e encontrará a Fragata no seu regresso, para reabastecimento de combustível. A Fragata “Bosísio” chegará no Rio de Janeiro na noite do dia 08 para 09 de maio.

O importante é que, como resultado de todo esforço despendido, duas vidas humanas foram salvas.

Paquistão anula trégua e enfrenta Taleban

Exército intensifica ataques no vale do Swat, onde conflito deixou 200 mortos e 50 mil deslocados desde o último dia 26

Acordo, firmado há três meses, permitia aplicação da lei islâmica e fora criticado por Pentágono, que temia fortalecimento de radicais

DA REDAÇÃO

O governo do Paquistão iniciou ontem uma escalada da ofensiva na região do Swat e encerrou oficialmente o fracassado acordo de paz firmado em fevereiro, que permitia a imposição da sharia (lei islâmica) na região. A operação, iniciada no último dia 26 em reação ao avanço do Taleban, já deixou pelo menos 200 mortos.

O Exército tem ordens para eliminar os insurgentes, anunciou premiê paquistanês, Yusuf Raza Gilani, selando em cadeia nacional de TV o fim do cessar-fogo. Dezenas de insurgentes e dez militares morreram ontem em combate, segundo o Exército paquistanês, que não divulgou dados sobre as baixas civis.

Um dos mortos é filho do clérigo radical Sufi Muhammed, artífice do acordo do Swat. Fundador do movimento pró-sharia TSNM, atualmente comandado por seu genro e alinhado ao Taleban, Muhammed abandonou a mediação após o início da ofensiva.

Com bombardeios e artilharia pesada, as mortes devem aumentar. Em comboios, moradores fogem da zona conflagrada. Os combates podem forçar 500 mil pessoas a deixarem a região, alerta a ONU. A retomada do conflito já deixou 50 mil flagelados desde o início da semana, quando o Exército relaxou o toque de recolher para permitir a saída de civis.

Dezenas de pacientes feridos à bala e por estilhaços de bombas, incluindo crianças, foram atendidos ontem no hospital de Mardan, no distrito de Malakad, que engloba o Swat.

Gilani anunciou pacote de 1 bilhão de rúpias (R$ 43 milhões) para os flagelados do conflito e pediu apoio de "todas as forças políticas e da sociedade civil" aos militares.

Soberania

"Aprovamos o pacto do Swat para conseguir a paz, apesar da pressão doméstica e internacional, mas não o respeitaram", justificou Gilani, enfatizando a soberania da decisão, que atende anseios americanos.

O secretário da Defesa dos EUA, Robert Gates, assegurou ontem a soldados americanos recém chegados ao Afeganistão que eles não serão enviados a combates no país vizinho, tranquilizando Islamabad.

Analistas militares americanos consideram as tropas paquistanesas mal treinadas e pouco equipadas para a missão no Swat. Mesmo a vantagem numérica - 15 mil militares contra estimados 7.000 insurgentes - tem efeito limitado nesse tipo de conflito, que usa táticas de guerrilha.

A escalada da ação militar coincide com a visita do presidente Asif Ali Zardari a Washington, onde se reuniu com o americano Barack Obama e o afegão Hamid Karzai para discutir o avanço dos extremistas.

O discurso nacionalista ganha força entre os paquistaneses, insatisfeitos com a insegurança. O apoio às ações americanas contra radicais islâmicos agravou as tensões internas no país, assolado por ataques terroristas. A violência, que pesou na queda do ditador Pervez Musharraf, persiste após a redemocratização, em 2008.

O recente avanço do Taleban, que assumiu o controle de áreas a apenas 100 km da capital, Islamabad, expôs a fragilidade do acordo no Swat, selado em fevereiro. O Pentágono tinha recebido com ressalvas o cessar-fogo, alertando sobre o risco de fortalecimento dos radicais na região.

O Exército manteve inicialmente a "pausa operacional" para permitir negociações locais, em uma estratégia criticada duramente pela chancelar americana, Hillary Clinton. Líderes tribais chegaram a anunciar um recuo do Taleban, que deixaria a área para preservar o acordo pró-sharia. Com agências internacionais

Soldado dos EUA é condenado por violentar menina e matar sua família


EUA - Um tribunal federal americano condenou nesta quinta-feira um ex-soldado de 23 anos por violentar e matar uma adolescente iraquiana, antes de assassinar a família da jovem, informaram fontes judiciais. Steven D. Green - um soldado desligado do Exército por apresentar "distúrbios de personalidade" antes de se conhecer os crimes - foi considerado culpado de 17 acusações, incluindo estupro, homicídio e obstrução da justiça, revelou um funcionário de um tribunal do Kentucky.

Green foi o líder de uma batida em uma casa no sul de Bagdá, em março de 2006, na qual ele e outros três soldados violentaram a menina iraquiana, de 14 anos. O próprio Green levou a adolescente e sua família para um quatro, onde executou todos, antes de incendiar a casa para encobrir o crime. A sentença contra Green será pronunciada a partir da próxima segunda-feira, e o assassino pode ser condenado à morte.

Os outros três soldados foram condenados à prisão perpétua, e um quarto, que ficou de vigia, pegou 27 meses de prisão. Os Estados Unidos invadiram o Iraque em março de 2003, alegando que o país possuía armas de destruição em massa, e desde então mantém militares no território iraquiano. As supostas armas jamais foram encontradas.

Soldados alemães enfrentam talibãs no Afeganistão


Cabul (Afeganistão) - Um grupo de soldados alemães enfrentou por várias horas rebeldes talibãs nas proximidades da localidade afegã de Kunduz, informou nesta sexta-feira o Ministério da Defesa da Alemanha.

O confronto começou após um ataque talibã com morteiros e granadas, e nenhum soldado alemão ficou ferido na operação.

Segundo as forças afegãs, que foram ao local em apoio aos alemães, quatro talibãs foram mortos, enquanto outros quatro ficaram feridos e mais quatro foram detidos.

O combate começou na tarde de quinta-feira (local) e durou até esta sexta-feira, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa alemão, Thomas Raabe.

O porta-voz do governo, Ullrich Wilhelm, desmentiu informações que davam conta de que os talibãs teriam contemplado um plano para matar a chanceler alemã, Angela Merkel, durante sua visita ao Afeganistão, em 6 de abril.

Investigação confirma que militares americanos mataram civis afegãos

Uma investigação oficial americana concluiu que os militares do país foram responsáveis pelas mortes de civis afegãos em ataques aéreos esta semana, informa a imprensa dos Estados Unidos



Em Washington

O jornal The New York Times e o canal CNN informaram que uma investigação preliminar sobre o incidente demonstrou que os bombardeios aéreos americanos provocaram a morte de civis na região oeste do Afeganistão.

Segundo a polícia afegã, mais de 100 pessoas - incluindo 70 civis - morreram no ataque na madrugada de segunda-feira para terça-feira.

O principal porta-voz das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão, Gregory Julian, não confirmou os resultados da investigação, mas destacou: "Sempre é lamentável quando civis morrem".

De acordo com Julian, a milícia talibã utiliza áreas civis para lançar ataques a partir destes locais contra as tropas americanas e da coalizão.

"As vítimas civis são sempre uma possibilidade quando se executa uma atividade contrainsurgente", declarou.

"Estamos aqui para proteger a população civil e levamos isto muito a sério. A última coisa que queremos que aconteça é que civis inocentes morram ou fiquem feridos", completou.

07 Maio 2009

"Rompendo a barreira do som", Rádio Força Aérea inicia transmissões oficialmente


“No ar”. Expressão simples. Vasto significado. Foi como uma porta que se abrisse. Um relevo, de onda invisível, profunda, de ideal concreto. Ao acender as luzes vermelhas, “no ar” deixou de ser sonho. Transformou-se em comunicação plena, absoluta com frequência em mhz e significados em vários canais de luta, vontade, histórias para contar, um país para se comunicar. Quando o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Neimar Dieguez Barreiro, inaugurou oficialmente a Rádio Força Aérea, nesta quinta-feira, dia 30, foi como se as luzes das pequenas letras formassem ondas. A emissora, primeiro veículo de massa da instituição, está disponível no portal da FAB na internet e em 91,1 Mhz, em FM, na cidade de Brasília.

O evento inaugural, que ocorreu na data do 39º aniversário do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), histórico, contou com a presença de representantes de várias instituições, como do Ministério das Comunicações (que autorizou o início das transmissões da emissora) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que colaborou efetivamente para a implantação da rádio. Houve homenagens a 39 profissionais de organizações que participaram do processo.

Em suas palavras, o Chefe do CECOMSAER, Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez disse que “as asas que protegem o País ganharam voz”. Ele enfatizou a importância do fato que a rádio vai chegar a cidadãos de diferentes localidades e necessidades atendidas por missões que a FAB realiza pelo Brasil.

Na data, também foi celebrado um acordo de parceria institucional entre o CECOMSAER e a Fundação Habitacional do Exército (FHE) para funcionamento da Rádio Força Aérea.

No momento da inauguração, aparelhos de TV transmitiram ao vivo o início das transmissões. A primeira música tocada foi “Meu País”, do cantor e compositor Ivan Lins. A partir de agora, a rádio transmite músicas e diversificada programação noticiosa. Na transmissão ao vivo, os presentes ao evento emocionaram-se com o momento. A letra ajudava e sintetizar os caminhos da emissora. “Nas trilhas, estradas e veias que vão, do céu ao coração”. A onda invisível se fez forte e a Rádio Força Aérea está no ar.

Leia como foi o início das transmissões da Rádio Força Aérea

ZYS 880 Rádio Força Aérea FM 91,1 Mhz, Brasília, Distrito Federal. Tem início neste momento a primeira transmissão oficial da Rádio Força Aérea.

A partir de agora, as asas que protegem o País ganharam voz. A Rádio Força Aérea está transmitindo para Brasília pela FM 91,1 Mhz e para todo o Brasil e o mundo, por meio do portal de internet do Comando da Aeronáutica no endereço www.fab.mil.br.

A emissora passa a partir de hoje a estabelecer um canal direto entre a Força Aérea Brasileira e aqueles a quem ela protege: os cidadãos do nosso País.

A Força Aérea FM ofecerá uma programação diversificada, que inclui o melhor da música de todos os tempos e também muita informação.

Por meio de nossas transmissões, os ouvintes poderão conhecer melhor a FAB, sua missão, bem como seus desafios. Nas ondas do rádio, o cidadão terá informações sobre o que fazemos, todos os dias para proteger o espaço aéreo brasileiro.

Vamos agora a nossa programação musical..."

Comandante da Marinha do Brasil visita a China


O comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, visitou a República Popular da China no período de 18 a 27 de abril, quando participou de atividades protocolares, representando a Marinha do Brasil em diversos eventos.

No dia 20 de abril, Moura Neto encontrou-se com o almirante Wu Shengli, comandante da Marinha do Exército Popular de Libertação da China (MEPL). Durante o encontro, foram destacados os vários pontos de cooperação e as possibilidades de ampliação do intercambio entre as duas Marinhas. Na noite desse mesmo dia, foi realizada a cerimônia de abertura da China Fleet Review 2009, evento comemorativo aos 60 anos de criação da MEPL.

Após a cerimônia, Moura Neto recebeu aproximadamente 120 convidados a bordo do Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Garcia D´Avila (G-29), navio da Marinha do Brasil escolhido para representar o Brasil no Desfile Naval, realizado no dia 23 de abril.

No dia 21, o comandante da MB participou do Fórum entre Marinhas, cujo tema foi “Harmonia no Mar”, no qual foi o terceiro a discursar.

No dia 22, Moura Neto visitou navios da MEPL e juntamente com o adido naval brasileiro na China almoçaram com o comandante da Marinha da Coréia do Sul, almirante Jung Ok-keun, a bordo do destróier sul-coreano KDX-II. Na tarde do mesmo dia, foi realizada uma visita à Academia de Submarinos, em Qingdao.

No dia 23, Moura Neto foi convidado a representar todas as Marinhas participantes e fazer, em nome de todos, um discurso em agradecimento ao presidente da China, Hu Jintao. Na tarde do mesmo dia, foi realizado o Desfile Naval, que contou com a participação de meios navais de 29 países. Além do Desfile Naval, o NDCC Garcia D´Avila participou de competições esportivas com representantes de outras Marinhas durante sua estadia na China.

No dia 27 de abril, foram visitadas a Adidância Naval na China e a Embaixada Brasileira, localizadas em Beijing, onde aconteceu uma visita de cortesia ao embaixador do Brasil, Clodoaldo Hugueney Filho.

Austrália confirma aquisição do F-35


O novo 'Livro Branco" de defesa da Austrália, divulgado neste sábado (02) pelo governo daquele país, confirma a compra de cerca de 100 caças de quinta geração Lockheed Martin F-35 JSF (Joint Strike Fighters) para a Real Força Aérea da Austrália (RAAF), sendo que uma decisão final está agendada para o terceiro trimestre do corrente ano.

Além dos F-35, o programa de fortalecimento das três Forças Armadas da Australia prevê uma série de aquisições de novas armas.

Segundo o ministro da Defesa australiano, Joel Fitzgibbon, na primeira etapa do programa de introdução do F-35 na RAAF serão adquiridas cerca de 72 aeronaves para formar três esquadrões operacionais e uma unidade de formação de equipagens. O calendário de entrega será definido por ocasião do anúncio da decisão final da compra.

A aquisição do quarto esquadrão operacional de F-35 será feita em data ainda a ser definida, em conjugação com uma decisão sobre o calendário de retirada dos 24 Boeing F/A-18F Block II Super Hornet que ainda serão entregues para a RAAF.

A escolha do F-35 não foi realizada através de uma concorrência aberta. Entretanto, o governo australiano assegura que a decisão é a mais adequada. "O público australiano pode estar certo de que os exaustivos estudos de nossas futuras necessidades de combate aéreo comprovaram que o F-35 JSF tem a flexibilidade e o potencial de crescimento para satisfazê-las. Além disso, nosso conhecimento sobre custos, capacidade, cronograma e riscos envolvendo o programa de introdução da aeronave também amadureceu a tal ponto que agora temos total confiança para aquilo que é, sem dúvida, uma das maiores e a mais importante aquisição militar na história de nossa nação", disse Fitzgibbon.

Coréia do Norte ameaça testar mísseis ICBM


A Coréia do Norte disse que poderá testar novos mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) e realizar testes de armas nucleares, a menos que o Comitê de Sanções da ONU peça desculpas em função da tomada de decisões que Pyongyang considera uma violação de sua soberania.

Em 24 de abril, a comissão da ONU proibiu operações com três organizações da Coréia do Norte: Companhia de Desenvolvimento Mineiro da Coréia do Norte, Korea Ryonbong General Corporation e Banco Comercial Tanchon - e exortou os Estados membros da ONU para congelar os ativos das duas últimas empresas. Essas sanções foram propostas após o lançamento de um foguete supostamente do tipo ICBM pela Coréia do Norte em 5 de abril, apesar das alegações do governo daquele país de que seria um veículo lançador de satélites.

Numa declaração oficial liberada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano em 29 de abril, o Comitê de Sanções da ONU foi acusado de ter "violado a soberania da República Popular Democrática da Coréia do Norte”. A declaração denunciou as ações da comissão como "provocações ilegais". “Se a ONU não fizer uma declaração de desculpas imediata, a Coréia do Norte será obrigada a tomar novas medidas de auto-defesa, a fim de defender os seus interesses supremos” informou a declaração. “As medidas incluirão testes nucleares e testes de disparo dos mísseis balísticos intercontinentais" acrescentou a nota.

Informações seguras sobre o nível atual de tecnologia de mísseis intercontinentais norte-coreanos puderam ser obtidas pela tentativa não confirmada do país asiático de lançar um satélite utilizando um foguete Taepodong 2. Embora a Coréia do Norte tenha anunciado que colocou com sucesso um satélite de comunicações Kwangmyongsong 2 em órbita, o Comando Militar do Norte dos Estados Unidos (USNORTHCOM) informou no mesmo dia do lançamento que, apesar do veículo lançador ter sido disparado, não foi registrado nenhum novo satélite em órbita.

F42 Constituição participa dos exercícios de tiro contra o USS Connolly


A Fragata “Constituição” (F42) realizou um exercício de tiro contra o casco do navio americano EX-”USS CONNOLLY” (DD 979), no dia 29 de abril, durante a Operação UNITAS 50 GOLD, obtendo excelente aproveitamento. O navio brasileiro disparou vinte granadas auto-explosivas, com mais de quinze atingindo o alvo, demonstrando a eficácia do Sistema de Combate das Fragatas Classe “Niterói” modernizadas.

Além da Fragata “Constituição” e do Submarino “Tikuna”, representantes do Brasil, diversos navios das Marinhas da Alemanha, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru participaram do exercício nas águas jurisdicionais americanas. O exercício tem por objetivo incrementar os adestramentos conjuntos e a amizade entre as Marinhas.

No dia 30 de abril, a F42 realizou transferência de óleo no mar com o “USNS ARTIC”, Navio de Apoio Logístico a serviço da Marinha dos Estados Unidos, permitindo ao navio aumentar sua autonomia para completar os dias restantes da comissão.

BAST compartilhará instalações com atividades civis

Objetivos principais seriam a exploração ‘off-shore’ e o turismo

A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), anunciou ontem que “dentro de algumas semanas” assinará convênio com a Força Aérea Brasileira (FAB) para utilização compartilhada do espaço da Base Aérea de Santos, em Vicente de Carvalho. A medida permitirá que, além das atividades militares (exclusivas até então), o local passe também a ser explorado com fins comerciais, a partir da implantação de um aeroporto civil de caráter metropolitano.

Para que a iniciativa se concretize, porém, a Prefeitura terá que arcar com uma série de custos financeiros, estimados em R$ 20 milhões. Essa verba, segundo Maria Antonieta de Brito, será destina à construção de novas instalações para a Aeronáutica e serviços de melhorias e readequação dos próprios existentes no local.

“Já estudamos o convênio e, em breve, a gente deve celebrá-lo. Finalizado e pactuado o que cada um tem de responsabilidade, o negócio é começar as obras. Será o início efetivo”, disse a prefeita, que quer atrair para Guarujá voos de negócios turísticos e, principalmente, helicopteros, com o objetivo de atender à Petrobras nas atividades do pré-sal e na rede hoteleira do Municipio. Ela disse que a Cidade está localizada em ponto estratégico, central, entre os campos de Merluza e Mexilhão, o que pode servir de apoio às plataformas da estatal na Bacia de Santos. Amparada nessa tese, defende a criação de uma “Linha Petroleira Aeroportuária” interligando a Base Aérea de Santos aos demais aeroportos que prestam serviços à estatal.

OTIMISMO

“Pactuado o que cada um tem de responsabilidade, o negócio é começar as obras”

“Guarujá está preparada e amadurecida para dar suporte essa atividades na Baixada Santista”, sinalizou a prefeita, que tem mantido contado com dirigentes da empresa e aguarda por uma posição em relação ao assunto.

PETROBRAS

Em coletiva à imprensa no seminário Gás na Economia, promovido por A Tribuna, durante esta semana, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a utilização da Base Aérea de Santos “é uma das possibilidades a ser estudada (para a exploração da Bacia de Santos), principalmente por dar apoio logísitico às bases da empresa”.

Radar de R$ 2 mi vai reforçar combate

Novo equipamento se somará ao aparato tecnológico do Sipam e será usado para detectar vôos em baixa altitude nas faixas de fronteira

Da Reportagem

Um investimento de mais de R$ 2 milhões incrementará a proteção aérea das fronteiras da Amazônia contra voos irregulares, com destaque para o combate ao tráfico nos mais de 700 quilômetros de fronteira matogrossense, uma das grandes portas de entrada de drogas no Brasil. Um novo radar Saber M-60, de tecnologia 100% brasileira, se juntará aos outros 25 do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que atuam na detecção de voos em baixa altitude cruzando as fronteiras.

As informações geram relatórios de inteligência que orientam a Aeronáutica e a Polícia Federal em operações contra atividades ilícitas na região amazônica. Os relatórios elaborados com informações dos radares traçam a regularidade de incursões aéreas não autorizadas na região amazônica a menos de 300 metros de altura. Geralmente, são aeronaves de pequeno porte. Assim, o Sipam pode estudar a freqüência dos voos, identificar suas rotas e o tempo de permanência no espaço aéreo brasileiro.

A expectativa é de que novo equipamento entre em operação até o final de 2009, quando já terá sido concluída a aquisição – um convênio do Exército brasileiro com o Sipam, vinculado à Casa Civil da Presidência da República. O diretor-geral do sistema, Rogério Guedes, garante que, com o novo aparato tecnológico, aumentarão a precisão e a qualidade das informações repassadas aos órgãos de segurança.

Elaborado pelo Centro Tecnológico do Exército, o radar Saber M-60 é considerado um equipamento portátil – embora pese 250 quilos. A adaptação para operar em áreas tropicais e a facilidade de ser montado em tempo reduzido são características que garantem a grande mobilidade do aparelho para a coleta de informações estratégicas.

Na região amazônica, são comuns incursões aéreas relacionadas ao tráfico de drogas, principalmente oriundas da Colômbia e Bolívia, países vizinhos marcados pela grande produção de cocaína e pasta-base, consumidas no submundo das drogas em inúmeros países. Na tentativa de coibir o tráfico de entorpecentes, as principais dificuldades dos órgãos de segurança estão relacionadas justamente à necessidade de informações estratégicas.

Militares brasileiros participam de exercício conjunto com 14 países


Buenos Aires, 4 mai (EFE).- Representantes de 15 países do continente americano iniciaram hoje em Buenos Aires um exercício de simulação de desdobramento de uma força de paz conjunta disposta pelas Nações Unidas, informaram fontes militares.

O Américas 2009 é um exercício de planejamento e simulação sem desdobramento de tropas no terreno e se desenvolverá durante duas semanas, informou em comunicado o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da Argentina.

O exercício, do qual participam 200 pessoas, coloca como situação inicial uma suposta ordem do Conselho de Segurança das Nações Unidas de criar e desdobrar uma força multinacional de militares para a manutenção da paz.

Entre os participantes do Américas 2009 estão Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Canadá, Belize, República Dominicana, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras e Peru.

Além disso, participam da simulação conjunta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e a comissão Cascos Blancos, da Argentina.

Aeronáutica instala hospital de campanha em BH


Flávia Ayer

Militares espalhados por toda a parte. Barracas de campanha montadas e equipadas, com segurança reforçada. Mas o que parece uma situação de guerra é, na verdade, um grande hospital. Para treinar 103 médicos, 18 dentistas e 6 farmacêu-ticos recém-ingressos na aeronáutica, preparando-os para um conflito, a Força Aérea Brasileira (FAB) montou seu Hospital de Campanha (Hcamp) no Parque Guilherme Lage, no Bairro São Paulo, Região Nordeste de Belo Horizonte.

Usada normalmente em calamidades públicas, a estrutura deve receber, até sábado, cerca de 4 mil pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ontem, no primeiro dia de consultas médicas e odontológicas, cerca de 900 pessoas foram atendidas. As marcações foram feitas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e unidades básicas da Regional Nordeste.

Uma das pacientes atendidas foi dona Antônia Madureira Ottoni, de 88 anos, que sofre de trombose. “Gostei muito do atendimento”, afirma. Ainda na fila, Elizabeth da Costa Alves, de 31, que aguardava a filha, Nathália, ser atendida, também não escondeu a satisfação. “Estamos esperando há 4 meses pela consulta. E, se não fosse aqui, iríamos esperar mais. Tomara que eles resolvam o problema dela, fomos várias vezes ao posto e ninguém sabe o que é. Vou tentar também fazer uma ultrassonografia”, diz a mulher, que está grávida. Há um ano, Maria Auxiliadora Martins, de 63, esperava uma consulta para cuidar de um problema de varizes. “Achei excelente, fui atendida rapidamente. No posto, eles marcam mais de 10 pessoas para o mesmo horário”, compara.

A experiência não é nova apenas para os pacientes. O médico paulista Gustavo Tanaka, um dos oficiais em treinamento, não esconde o entusiasmo com o trabalho no hospital de campanha. “A minha vida mudou completamente, a educação e disciplina são outras. Os pacientes chegam esperando algo diferente e acabam recebendo um tratamento especial. As condições físicas são adversas, mas a disponibilidade dos médicos, os exames e a farmácia são bem melhores que nos postos”, afirma.

De acordo com o comandante do HCamp, capitão João Maurício Mendonça Figueira, o hospital funciona como um centro de saúde, onde é possível fazer até pequenas cirurgias. “Os oficiais têm que estar familiarizados com a estrutura e com as condições adversas de uma situação de combate. O objetivo de um hospital como esse é estabilizar o paciente até ele poder ser transportado”, explica.

Nessa empreitada, o hospital está funcionando com o dobro de sua capacidade. Oito barracas climatizadas atendem pacientes nas seguintes especialidades: clínica médica, cirurgia plástica, cardiologia, dermatologia, angiologia, radiologia, oftalmologia, ortopedia, ginecologia, otorrinnolaringologia, urologia e odontologia. Exames radiológicos, laboratoriais e ultrassonografias também são feitos. Cada paciente sai do Hcamp com remédios para dois dias de tratamento.

São 258 homens, 227 alojados no acampamento. A comida é pré-cozida e o estoque é capaz de atender 150 homens por 12 dias. O funcionamento de toda a estrutura é garantido por seis geradores movidos a diesel e, ao todo, a estrutura conta com 60 barracas. O treinamento é coordenado pelo Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (Ciaar), sediado em BH.

Missões

Criado na década de 1970, o HCamp tem em seu histórico passagens por terremotos em El Salvador e no México, combates em Guiné Bissau e até apoio ao SUS no Rio de Janeiro e em Recife. Na visita do papa à Aparecida, em São Paulo, em 2007, o hospital foi montado em praça pública, para atender milhares de romeiros. A última grande missão foi o socorro às vítimas da enchente de Itajaí, em Santa Catarina. Os militares passaram 21 dias acampados. “Foi a missão mais difícil. Os postos de saúde estavam todos alagados. Atendemos pessoas que perderam a família inteira”, afirma o capitão João Maurício.

Serviço

Pacientes interessados em se consultar no HCamp devem procurar um posto de saúde ou a SMS.

Geometra exporta peças do Tucano para Inglaterra

Fabricante faz primeiro contrato e já negocia com a Colômbia

Virgínia Silveira, de São José dos Campos

A empresa Geometra, de São José dos Campos (SP), acaba de fechar seu primeiro contrato de exportação de peças de reposição do trem de pouso da aeronave EMB-312 Tucano, para a Inglaterra. A qualificação da Geometra como fornecedora do trem de pouso do Tucano, tarefa antes desempenhada pela Embraer, fabricante original da aeronave, foi viabilizada a partir de uma parceria entre a Geometra e o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), que investiu R$ 3 milhões no projeto de industrialização do equipamento.

Graças a esta parceria, a Geometra também está prestes a acertar a venda do sistema completo desse mesmo trem de pouso para a Força Aérea Colombiana, que possui 14 aviões Tucano em sua frota. As aeronaves colombianas, segundo o presidente da Geometra, Luiz Paulo Junqueira, iniciarão um programa de modernização coordenado pela Embraer. O projeto também inclui mudanças na estrutura da aeronave e um reforço da asa.

O EMB-312 Tucano, versão anterior ao atual Supertucano, iniciou sua operação na Força Aérea Brasileira (FAB) em 1983 como treinador avançado de pilotos. Na época foram adquiridas 133 unidades do modelo pela FAB e atualmente elas somam 104. No mundo foram vendidas cerca de 650 aeronaves, que estão em serviço em 15 forças aéreas internacionais, mercado que a Geometra vê como potencial comprador dos seus trens de pouso. A Inglaterra, por exemplo, possui em torno de 60 Tucano em sua frota.

O desenvolvimento do trem de pouso pela Geometra foi uma alternativa que a FAB encontrou para garantir o fornecimento do sistema para a sua frota e também para os operadores da aeronave no mundo, que já vinham enfrentando problemas com a falta de peças de reposição.

"Há mais ou menos dois anos, os Tucano da FAB começaram a apresentar certo grau de fadiga (desgaste) nos trens de pouso e como ninguém mais fabricava o equipamento, decidimos investir no desenvolvimento de um novo projeto industrial", explica o diretor do CELOG, brigadeiro Edgard de Oliveira Júnior. O projeto do novo trem de pouso do Tucano, segundo Oliveira Júnior, foi aperfeiçoado e em seguida incubado na Geometra, que se responsabilizou pelo desenvolvimento do processo industrial. Depois de concluído todo esse trabalho, o trem de pouso passou por testes de resistência nos laboratórios do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos, até chegar à fase de certificação.

Para atender a frota de Tucano da FAB, de acordo com o brigadeiro, o CELOG encomendou cerca de 20 sistemas de trem de pouso da Geometra. "Temos planos de comprar mais, mas isso será feito à medida que os nossos aviões forem apresentando necessidade de troca do equipamento", disse. De acordo com o brigadeiro, o fato do trem de pouso da Geometra ter a sua certificação reconhecida por autoridades internacionais de aviação aumenta as chances de exportação do equipamento. "O CELOG também possui um sistema de catalogação, onde procura incluir as informações sobre os produtos das empresas parceiras, disponibilizando-as para o comércio internacional", explicou. O Brasil, segundo o brigadeiro, participa do sistema de catalogação adotado pelos países signatários do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o trem de pouso fabricado pela Geometra também foi catalogado nesse sistema.

"O objetivo da FAB é capacitar a indústria nacional na produção e qualificação local de componentes aeronáuticos, estimulando o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o país e garantindo autonomia para a operação dos nossos aviões", ressaltou o diretor do CELOG. O centro contabiliza o desenvolvimento de mais de 15 mil projetos produzidos no Brasil.

"Absorvemos a tecnologia dos equipamentos que nós temos dificuldade de comprar no exterior e repassamos esse conhecimento para a indústria nacional".

No caso do trem de pouso do Tucano, se não houvesse um fornecedor para esse tipo de equipamento, segundo o diretor do CELOG, a FAB corria o risco de ter que paralisar a sua frota. A FAB, desde a criação da Comissão de Nacionalização de Material Aeronáutico, em 1977, acumula um acervo superior a 20 mil itens nacionalizados. O número de peças produzidas e fornecidas para uso também ultrapassa a cifra de cinco milhões de unidades.

Quase todos os aviões da FAB hoje, segundo Oliveira Júnior, possuem itens nacionalizados pelo CELOG e pelas indústrias parceiras, que formam um contingente de 300 empresas. "Atualmente, 67 empresas estão envolvidas com nossos processos de nacionalização", comentou o brigadeiro. "A nacionalização de peças pelo CELOG permite as indústrias brasileiras o acesso a tecnologias que elas não teriam condições de pagar, o que também reduz os custos de desenvolvimento", disse o presidente da Geometra.

A lista de itens estratégicos nacionalizados pelo CELOG incluem, além do trem de pouso do Tucano, as rodas do C-115 Buffalo, utilizado na Amazônia, o trem de pouso do T-25 Universal (aeronave de treinamento primário), a roda da frente do Bandeirante, motores, instrumentos de vôo, sistemas hidráulicos, asas, comandos de vôo, entre outros componentes de diversas aeronaves.

Soldado quebra delegacia


O soldado do exército Wgmar Silva Wolney, 21 anos, foi preso ontem após discutir e brigar com policiais na 8ª DP (SIA). Por volta das 7h30, ele bateu a moto que conduzia na traseira de um carro e na lateral de outro na EPTG. Ao chegar à 8ª DP para fazer a ocorrência com os motoristas dos carros, os policiais verificaram sinais de embriaguez em Wgmar. Houve discussão e o rapaz acertou o queixo de um policial, quebrou uma vidraça do prédio e tentou fugir. Wgmar acabou detido encaminhado ao IML, onde a embriaguez foi confirmada. De lá, seguiu para a carceragem da Polícia do Exército. O soldado responderá por embriaguez ao volante, lesão corporal leve, dano ao patrimônio público, desobediência e desacato à autoridade. Pode pegar até 11 anos e 6 meses de prisão.

Presos fuzileiro e PM acusados de chefiar grupo

Bando atua em duas favelas no Recreio dos Bandeirantes

Paulo Carvalho

Uma operação desencadeada ontem por agentes da 16ª DP (Barra) desbaratou um grupo que comandava uma milícia nas favelas Beira Rio e Nova Rio, no Recreio dos Bandeirantes.

Os chefes do bando, o soldado da PM Sérgio Vinicius Ferreira Trinta, de 43 anos, lotado no 1º BPM (Estácio), e o fuzileiro naval Adriano Oliveira de Souza, de 23, lotado num quartel em Caxias, foram presos quando chegavam para trabalhar.

Foram seis meses de investigações. Após a conclusão do inquérito, o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto conseguiu mandados de prisão para os dois militares. Além deles, estão sendo procurados Jailson Emanoel dos Santos, Marcelo Queiróz da Silva e um mototaxista conhecido como Ricardinho. O grupo é acusado de homicídio e formação de quadrilha.

O bando começou a ser investigado após uma tentativa de homicídio e um assassinato ocorridos respectivamente em outubro de 2008 e em janeiro deste ano.

— Era o fuzileiro quem comandava os assassinatos e as sessões de tortura contra os moradores. Ele era também o responsável pela cobrança de taxas — explicou o delegado.

Milícia cobrava taxa para construção de laje

De acordo com o policial, a milícia cobrava taxas até de moradores que queriam fazer uma laje em suas casas. O grupo também controlava o correio. Se alguém quisesse retirar sua correspondência na associação comunitária, precisava pagar.

Em fevereiro de 2008, policiais da 16ª DP desbarataram um grupo de milicianos que agia naquelas duas favelas. O soldado Sérgio Vinicius já fazia parte do bando. O militar chegou a se afastar das comunidades, mas, há seis meses, retornou para montar uma nova milícia.

Em janeiro deste ano, ao discutir com um dos milicianos, o vendedor de biscoitos Geonício Rodrigues dos Santos, de 26 anos, foi morto. O crime aconteceu dentro de um bar na Beira Rio. Em outubro do ano passado, o fuzileiro naval e um outro homem foram contratados para matar David Dias Passos. Ele havia contraído uma dívida com uma outra pessoa para comprar um automóvel. Davi foi baleado, mas não morreu.

Israel critica ONU e descarta desculpar-se por ação em Gaza


O presidente Shimon Peres rebateu ontem um relatório da ONU que culpa Israel por ataques contra prédios da organização durante a ofensiva em Gaza, encerrada em janeiro, e disse que o Estado judaico não se desculpará pela operação.

As declarações foram feitas durante visita à sede da ONU, em Nova York, EUA.

"[O relatório] é vergonhoso. Nunca o aceitaremos nem pediremos desculpas, porque temos o direito de defender nossos filhos e mulheres", disse Peres a respeito da operação de 22 dias contra o Hamas em Gaza.

O conflito matou mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses.

O presidente admitiu que o Exército israelense cometeu erros durante a ofensiva e disse que Israel cogita aceitar o pedido de indenização do órgão pela destruição de seus prédios em Gaza. Mas Peres insistiu em que Israel não aceita "nem uma palavra" do relatório, segundo o qual a "negligência e a imprudência" das forças israelenses causaram mortes de civis e prejuízos de mais de US$ 10 milhões à ONU.

Em Washington, onde foi recebido por Barack Obama, Peres disse que Israel não descarta um ataque ao Irã caso as negociações internacionais não resultem no fim do programa nuclear iraniano.

Otan inicia exercício na Geórgia, e Rússia expulsa diplomatas

Medidas minam aproximação ensaiada entre Moscou e aliança militar ocidental, atritados desde a guerra de 2008

Kremlin diz que o exercício militar é "demonstração de força"; para Otan, medida russa é "contraproducente" para retomada do diálogo

DA REDAÇÃO

No mesmo dia em que a Otan iniciou exercícios de um mês na Geórgia, a vizinha Rússia expulsou ontem dois funcionários canadenses da aliança militar ocidental em retaliação a medida similar da organização na última semana.

Os eventos comprometem a reaproximação ensaiada entre Moscou e a Otan após o congelamento das relações em agosto do ano passado. Na ocasião, a aliança reagiu ao que considerou resposta desproporcional da Rússia no conflito com a Geórgia em torno do território separatista da Ossétia do Sul.

A Otan diz que os exercícios, dos quais participarão 14 países - incluindo não membros, como a Geórgia -, estão previstos há um ano. A aliança afirma serem pacíficas as movimentações e alega ter convidado a Rússia para integrá-las.

Mas Moscou diz que as atividades são "demonstração de força" e serão entendidas como manifestação de apoio ao país que iniciou o conflito de seis dias em agosto do ano passado, quando invadiu a Ossétia do Sul para reprimir separatistas.

Anteontem, o chanceler russo, Serguei Lavrov, cancelou participação em encontro da Otan previsto para o dia 19.

Ontem, a Rússia anunciou a expulsão da chefe do escritório de informação da organização em Moscou e de seu vice. A medida retalia a expulsão de dois diplomatas russos da sede da Otan na semana passada, por suspeita de espionagem.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que "a medida russa é contraproducente para os nossos esforços de restabelecer o diálogo e a cooperação". Já o Canadá a qualificou de "injustificável" e convocou o embaixador russo para dar explicações.

Lavrov disse que o país agiu "dentro das regras do jogo". "Nossos sócios da Otan não deviam esperar nada diferente."

Anteontem, Tbilisi disse ter debelado motim em base militar que visava desestabilizar o presidente Mikhail Saakashvili e comprometer os exercícios da Otan, acusando a Rússia - que refutou a imputação.

Ontem policiais e manifestantes se enfrentaram na capital georgiana. O choque deixou feridos, sem gravidade. Opositores protestam contra a atuação de Saakashvili no conflito com a Rússia e criticam seu governo, que acusam de ser antidemocrático.

Com agências internacionais

Ação dos EUA mata dezenas de civis afegãos

Mortos podem passar de uma centena, o que representaria o ataque mais mortífero desde o início da guerra no país, em 2001

Apoio aéreo foi pedido por forças de segurança afegãs, que temiam emboscada por parte de militantes do Taleban, dizem americanos

DA REDAÇÃO

Dezenas de civis foram mortos no mais devastador ataque aéreo no Afeganistão desde a posse do presidente americano Barack Obama. O total de vítimas, ainda incerto, pode passar de cem, segundo autoridades afegãs - o que tornaria o bombardeio de Granai, vilarejo no oeste do país, o mais letal desde a invasão ocidental que derrubou o regime radical do Taleban, em 2001.

O bombardeio, realizado em ação de apoio a tropas afegãs, aumenta a pressão interna sobre o presidente Hamid Karzai, em viagem aos EUA, onde participou ontem de encontro com Obama e o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari.

A morte de civis, seja por mercenários a serviço de empresas terceirizadas, seja por ações do Exército americano, foi a principal causa de divergências entre a Casa Branca e o governo aliado de Cabul.

Karzai chegou a ameaçar, em agosto, rever os termos da presença militar estrangeira, após a morte de 90 civis, incluindo 60 crianças, no ataque a Azizabad, aldeia no oeste afegão.

O ataque aéreo desta vez, porém, foi solicitado pelas próprias tropas afegãs, segundo os EUA. Temendo emboscada, as forças de segurança locais pediram reforços para entrar na região, após decapitações atribuídas ao Taleban, no último final de semana.

"O contato aumentou, a polícia pediu reforços ao Exército afegão, e finalmente a situação chegou a um ponto tal que o governador solicitou apoio americano para esse contato", afirmou o general David McKiernan, principal comandante ocidental no Afeganistão. Segundo McKiernan, há indícios conflitantes sobre a causa das mortes, que será investigada.

Aliança preservada

Obama afirmou, após encontro com Karzai, que os países trabalharão juntos para reduzir as baixas civis no combate ao terrorismo. Os 21 mil soldados americanos adicionais, que chegarão ao país até o fim do semestre, devem permitir a expansão das ações em solo, restringindo a estratégia de bombardeios, mais letais.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, lamentou "a perda de vidas inocentes" imediatamente após a divulgação das mortes. A solidariedade não implica admissão de responsabilidade pelas mortes, segundo a Chancelaria.

Apesar da ressalva, feita mais tarde por um porta-voz, a declaração de Hillary bastou para que Karzai se dissesse satisfeito com "a preocupação e o arrependimento" dos EUA, evitando que um potencial incidente diplomático desviasse o foco do encontro com Obama.

Revolta local

O apoio ocidental é a principal fonte de poder de Karzai, satisfeito com a nova estratégia da Casa Branca para o país, que prevê aumento das tropas, locais e estrangeiras, e de recursos não militares.

As mortes respingam sobre o impopular governo de Karzai. Furiosos, sobreviventes do bombardeio de Granai, no distrito de Bala Baluk, levaram ontem cerca de 25 corpos até a capital da Província em protesto.

Os bombardeios, ocorridos entre segunda-feira e anteontem, deixaram pelo menos cem mortos, segundo o chefe da polícia provincial de Farah, Abdul Ghafar Watandar, que acusou o Taleban de usar civis como escudos humanos.

A contagem de vítimas feita pelos EUA costuma divergir da divulgada por autoridades afegãs. O relatório inicial sobre o bombardeio de Azizabad, que teve 90 vítimas confirmadas pela ONU, admitia apenas cinco baixas civis. Mais tarde, o Exército americano reviu o número e reconheceu 30 mortes.

Representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmaram ter presenciado dezenas de funerais na aldeia de Granai.

"Há mulheres e crianças mortas, parece que eles estavam tentando se abrigar em casas quando foram atingidos", afirmou Jessica Barry, porta-voz do CICV. Uma das vítimas era voluntária do Crescente Vermelho, designação do organismo em países islâmicos.

Com agências internacionais

06 Maio 2009

Raytheon desenvolve capacidade antinavio para o Tomahawk Block IV


A Raytheon noticiou nesta segunda-feira, 4 de maio, que desenvolveu um plano tecnológico para aprimorar as capacidades do Tomahawk Block IV para alcançar alvos móveis, o que permitirá às forças navais engajarem efetivamente alvos marítimos de superfície com a arma.

Segundo a empresa, essa capacidade permitirá que a embarcação lançadora ataque com o míssil um alvo a mais de 900 milhas náuticas de distância, esteja ele em terra ou no mar. O Tomahawk Block IV pode ser lançado de navios e submarinos, e foi desenvolvido para realizar ataques precisos e de longa distância contra alvos de grande valor e bem defendidos. Mais de 1.900 mísseis Tomahawk já foram disparados em conflitos desde 1991, e a produção do Block IV já superou 1.300 unidades.

A Raytheon já havia divulgado, em janeiro, as tecnologias-chave necessárias para o desenvolvimento da capacidade antinavio do Tomahawk Block IV: integração de uma cabeça de busca; integração de sensor para detecção de assinaturas eletrônicas de navios; aumento da velocidade de transmissão e da largura de banda do datalink existente; e desenvolvimento da carga explosiva para permitir a penetração das blindagens dos navios de guerra do século XXI.

Rebelião militar frustrada


O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, afirmou que uma tentativa de revolta armada no quartel de Mujrovani — perto de Gori, centro do país — foi controlada. O Ministério do Interior anunciou que a rebelião militar foi respaldada pela Rússia e que o objetivo da ação era derrubar o regime de Saakashvili e prejudicar os exercícios militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na ex-república soviética. Para as autoridades georgianas, os rebeldes tinham a intenção de matar o presidente. “Peço a nosso vizinho do norte (Rússia) que cesse as provocações”, disse Saakashvili.

ONU denuncia prática de tortura

Interrogatórios de palestinos também teriam ocorrido em centros de detenção proibidos



No momento em que o novo governo israelense tentava reforçar laços diplomáticos com uma visita do presidente Shimon Peres aos Estados Unidos e do ministro de Relações Exteriores Avigdor Lieberman à França, especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) interrogavam ontem autoridades israelenses sobre centenas de acusações contra as forças de segurança do país, que teriam torturado detidos palestinos.

O Comitê da ONU Contra a Tortura denunciou a existência em Israel de um centro de detenção secreto e sua utilização pelos serviços secretos israelenses para realizar interrogatórios. A chamada "instalação 1391", situada em "um local indeterminado de Israel e inacessível para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha", foi uma das acusações apresentadas pelos especialistas do comitê, reunidos em Genebra.

– O comitê recebeu queixas sobre torturas, maus tratos e condições de detenção deficientes nessas instalações – assinalou um porta - voz da organização.

Em resposta por escrito, Israel afirmou que o país não usa esse centro "há anos" e que nenhum interrogatório ocorre no local.

Durante a sessão com autoridades do governo israelense, o presidente do comitê da ONU, Fernando Mariño Menéndez, perguntou também sobre casos de violência cometidos por colonos judeus nos territórios ocupados e a disparidade da maioridade legal segundo a legislação de Israel, que é de 18 anos para os israelenses e de 16 para os palestinos.

Faixa de Gaza

Dando continuação às críticas, um grupo nomeado em fevereiro pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, divulgou ontem relatório no qual responsabiliza Israel por sete ataques contra escolas e instalações da entidade durante a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, entre 27 de dezembro e 17 de janeiro.

"A comissão considerou que o governo de Israel é responsável pelos mortos e feridos dentro das instalações das Nações Unidas, assim como pelos danos físicos causados às instalações e propriedades da ONU neste incidente", indica o documento.

Em entrevista coletiva, Ban Ki-moon assegurou que tem a intenção de pedir indenizações ao governo israelense pelos mais de US$ 10 milhões em danos causados pelos projéteis de seu exército às instalações da entidade.

Israel criticou de forma dura as conclusões do relatório, que foi apresentado ao Conselho de Segurança, e o caracterizou como "tendencioso".

"O Estado de Israel rejeita a crítica [...] e ignora os fatos apresentados perante o comitê", explica um comunicado da chancelaria israelense, acrescentando também que "o relatório ignora completamente os oito anos de ataques contra Israel que precederam a decisão de iniciar a operação, e ignora as difíceis circunstâncias impostas pelo Hamas e seus métodos de operação armada".

Joe Biden

O vice-presidente americano Joe Biden também não poupou Israel ao discursar durante a conferência anual do principal grupo lobista judaico, o Comitê de Negócios Públicos Americano-Israelenses (Aipac), nos Estados Unidos. Biden disse que Israel deve aceitar a futura existência de dois Estados convivendo lado a lado, um israelense e palestino, e interromper a construção de assentamentos judaicos em terras palestinas.

– Vocês não vão gostar de me ouvir dizer isso, mas não construam mais assentamentos, desmontem os existentes e permitam liberdade de movimento aos palestinos – disse ele, que também criticou grupos militantes palestinos e pediu o fim da violência contra Israel.

As declarações de Biden foram feitas horas antes do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e de Israel, Shimon Perez, em Washington.

Bombardeio americano matou 100 pessoas, incluindo civis


HERAT, Afeganistão, 6 Mai 2009 (AFP) - Pelo menos 100 pessoas, incluindo civis, morreram na segunda-feira em um bombardeio americano na região oeste do Afeganistão, anunciou nesta quarta-feira a polícia afegã, corrigindo assim um balanço anterior que mencionava mais de 100 civis mortos.

"No geral, 100 pessoas morreram em dois vilarejos. Agora nós estamos tentando determinar quantos eram combatentes e quantos eram civis", afirmou à AFP o chefe de polícia da província de Farah, Abdul Ghafar Warandar.

Ele telefonou à AFP para corrigir uma informação anterior de que mais de 100 não combatentes haviam sido mortos em ataques aéreos na segunda-feira e terça-feira.

A informação precedente, segundo Warandar, era baseada em relatos de uma delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e de moradores da região.

05 Maio 2009

Os Futuros Navios de Escolta da MB


Luiz Monteiro

O atual Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil (PRM 2006-2025) prevê a construção de pelo menos 6 novos navios de escolta. Atualmente a Marinha do Brasil, assim como as demais Forças, está elaborando seu Plano de Equipamento e Articulação (PEA), que deverá ser entregue ao Ministério da Defesa no próximo mês junho.

O PEA visa informar o Ministério da Defesa sobre as necessidades da Força. Nele deve conter quais meios devem ser adquiridos, qual a quantidade a ser adquirida e qual será a articulação com a indústria nacional de material de defesa para o desenvolvimento e construção dos mesmos.

Em 2008 foram estabelecidos os Requisitos de Estado Maior (REM) dos futuros navios de escolta. Esses meios deverão deslocar cerca de 6.000 toneladas de deslocamento, serão de múltiplo emprego, capazes de realizar todas as tarefas destinadas aos escolta.

Tendo como objetivo a diminuição no tempo de construção, bem como a redução nos custos de obtenção, a MB optou por adquirir um projeto internacional reconhecido, que estivesse em operação, ou mesmo em construção, em suas respectivas marinhas nacionais.

Além disso, o projeto deverá ser capaz de receber sistemas, sensores e armas de livre escolha da MB, Os navios deverão ser construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) utilizando os mais modernos métodos de construção naval e, para isso, o vencedor deverá financiar a reforma do AMRJ, além de capacitar os engenheiros e técnicos da MB. Ainda em 2008, a MB começou a receber propostas de diferentes estaleiros.

A Hyundai ofereceu o projeto de seus contratorpedeiros KDX-II, além da reforma do AMRJ. A DCNS ofereceu o projeto de suas futuras fragatas FREMM, bem como a reforma do AMRJ, o mesmo fez a Navantia, que ofereceu suas modernas fragatas F100.

Após uma análise preliminar das propostas, a MB decidiu por adotar um novo modelo para obtenção de meios, muito semelhante ao realizado pela FAB, abrindo assim a possibilidade para que outros estaleiros participem da concorrência.

O processo será dividido em fases. Na primeira, será elaborado uma matriz de qualificação em que serão incluídos todos os candidatos ao fornecimento do projeto. Na segunda fase, especialistas da própria MB, através de critérios técnicos, atribuem uma pontuação, e assim, selecionam os participantes que passarão para a próxima fase.

Durante o processo, será emitido um short list que possibilitará a abertura de negociações com cada um dos classificados. Vencerá a concorrência, o participante que atender melhor aos requisitos estabelecidos.

Além dos projetos supramencionados, outras empresas resolveram entrar na concorrência. A Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) informou durante a LAAD 2009, que estaria disposta a oferecer dois projetos à MB. O primeiro seria um navio de cerca de 6.000 toneladas e o segundo, um navio muito maior, com cerca de 8.100 toneladas de deslocamento, dotado de sistema AEGIS.

Os alemães já informaram que irão apresentar o projeto de suas fragatas da Classe “Sachsen” (Typ 124) e, caso haja interesse por parte da MB, também apresentariam o projeto das modernas fragatas Typ 125. Além disso, estariam dispostos a oferecerem as corvetas da Classe “Braunschweig” ( K130) para o projeto dos futuros NaPaOc.

A DCNS apresentou à MB em dezembro, toda a sua gama de projetos, desde navios patrulha de 900 toneladas até navios-aeródromo de 65.000 toneladas de deslocamento, passando por corvetas, fragatas, contratorpedeiros, NDD, LHD, entre outros. A DCNS informou estar disposta a construir qualquer um desses meios para a MB em parceria com estaleiros nacionais.

Vale destacar ainda que estaleiros da Rússia, Índia, Holanda, Reino Unido, China e Dinamarca solicitaram informações sobre o programa dos futuros navios de escoltas de 6.000 toneladas de deslocamento.

Os futuros escoltas deverão ser construídos a partir de 2011. Os participantes deverão apresentar seus projetos até meados de 2010 e deverão atender a todos os requisitos estabelecidos pela MB.