30 Junho 2009

Chile negocia compra de cinco Mil Mi-17 russos



O Governo do Chile negocia a compra de cinco helicópteros russos Mil Mi-17 segundo informaram fontes do Ministério de Defesa. As negociações estão em fase final e o contrato poderá ser firmado em agosto pela Rosoboronexport, organismo encarregado das exportações militares russas.

O primeiro dos cinco helicópteros, que serão destinados a Força Aérea do Chile (FACh), deverá ser entregue nos primeiros meses de 2010.

A compra destas aeronaves foi informada em princípios de junho em secção secreta do parlamento chileno pelo general Ricardo Ortega, comandante em chefe da FACh, informou a agência de notícias DPA.

Os aparatos serão usados em tarefas de resgate de longo alcance ( SAR e C-SAR), apoio à comunidades isoladas e socorro em caso de desastre naturais, como terremotos e inundações.

O valor da versão Mil Mi-17V é muito inferior aos 20 milhões de dólares americanos do concorrente EC225 Super Puma ou EC 725 Cougar, porém até o momento, não foram informados valores da operação.

A decisão de adquirir equipamento russo é inédita no Chile, que até agora era o único país sul americano que não operava nenhum material militar russo, essencialmente por questões políticas, reconheceram fontes militares.

Sobre o Mil Mi-17V5

O helicóptero Mi-17V5 é utilizado como transporte de tropas, busca e resgate, evacuação médica, entre outros fins.

É o único helicóptero de sua categoria que é dotado de uma rampa traseira que facilita o embarque e o desembarque rápidos, além de poder ser artilhado e usado como plataforma de ataque.

Colômbia, Peru, Equador e Venezuela já são operadores, enquanto que a Bolívia estuda adquirí-los.

Apresentado o Global Hawk Block 40, agora com sensor AESA



Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, a Northrop Grumman Corporation e a U.S. Air Force (Força Aérea dos EUA) apresentaram a nova geração do Global Hawk na fábrica da empresa em Palmdale, Califórnia (EUA). Trata-se do RQ-4 Block 40, que tem uma série de 15 aeronaves programadas para produção. O Global Hawk é um UAV (veículo aéreo não tripulado) que voa com grande alcance em altitudes elevadas, ajudando na tomada de decisões sobre o Teatro de Operações.

Segundo a empresa, a grande novidade da nova versão é o sensor avançado e para todo tempo MP-RTIP - multi-platform radar technology insertion program (programa de inserção de tecnologia de radar multi-plataforma), que incorpora tecnologia AESA (Active Electronic Scanned Array - varredura eletrônica ativa), sendo a primeira vez que essa tecnologia é utilizada em um veículo aéreo não tripulado que opera em altitudes elevadas. Com essa tecnologia, a aeronave ganha capacidade de fornecer mapeamento a partir de radar de abertura sintética em quaisquer condições de tempo, dia e noite.

Desde 2001, o sistema Global Hawk já somou mais de 31.000 horas voadas, e a aeronave apresentada na cerimônia foi a 27ª produzida desde o início do programa, em 1995. Os testes de voo desta primeira unidade do Block 40, que recebeu a designação AF-18, devem começar no mês de julho.

A aeronave é capaz de voar a altitudes acima de 60.000 pés, em missões com mais de 32 horas de duração a velocidades que podem atingira 340 nós. A Northrop Grumman é a principal empresa contratada para os programas Global Hawk e radar MP-RTIP, a Raytheon Space and Airborne Systems a principal subcontratada.

Começa a retirada das tropas norte-americanas do Iraque


Em São Paulo

Militares norte-americanos começaram a carregar equipamentos para dar início a retirada das tropas dos EUA das cidades e centros urbanos do país. Ao concluir essa etapa, os EUA entregam formalmente as tarefas de segurança nestes locais às forças iraquianas.

A retirada acontece seis anos e três meses depois de George W. Bush declarar o início do ataque norte-americano ao Iraque. Este é o primeiro passo para a retirada total das forças estrangeiras que ocupam o Iraque desde a operação militar norte-americana de 2003, que atacou o país sem consentimento da ONU e baseada em frágeis argumentos sobre o controle de armas de destruição em massa pelo governo do então presidente Saddam Hussein.

Segundo o acordo assinado no final de 2008 entre Bagdá e Washington (com George W. Bush ainda no poder), a partir desta terça-feira os soldados norte-americanos deixarão suas funções de segurança nas cidades iraquianas, mas ainda continuarão em bases militares dos EUA no país.

Uma vez fora das cidades, as tropas americanas só voltarão a entrar em áreas urbanas se as forças de segurança iraquianas pedirem ajuda. O mesmo documento estipula que a data limite para uma retirada total das tropas americanas do Iraque é 31 de dezembro de 2011.

Responsabilidade iraquiana

Sem os militares dos EUA, forças nacionais iraquianas assumem a tarefa de impedir as atividades da Al Qaeda e controlar a violência sectária no país - um objetivo que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, qualificou na última semana como "um desafio".

"Garantimos que as forças iraquianas estão prontas para a missão, apesar de algumas violações das medidas de segurança estabelecidas, e garantimos que o país está mais estável e seguro", disse Maliki.

A violência diminuiu significativamente desde os confrontos de 2006 e 2007. No último mês de maio, o país registrou o menor número de mortes violentas desde o início da invasão americana, que derrubou o regime de Saddam Hussein. Contudo, ataques a bomba realizados na última semana mataram mais de 150 pessoas no país - uma prova de que o país não está livre da violência dos últimos anos.

Não existem dados oficiais sobre o número de mortos, mas organizações independentes estimam que 4.316 soldados americanos morreram no Iraque desde o início da ofensiva militar em 2003 (segundo icasualties.org), enquanto mais de 100.000 civis iraquianos foram mortos em meio à violência no país no mesmo período (segundo Irak Body Count).

Incertezas

Para a diplomacia dos Estados Unidos, que foram alvo de críticas pelo modo como a invasão foi realizada desde seu começo, seria importante vitória que o Iraque conseguisse uma estabilidade sustentável, também porque se localiza em uma região marcada por outras instabilidades: a questão entre israelenses e palestinos e a problemática nuclear no Irã, principalmente.

Mas esse é um caminho cheio de incertezas. Além das questões de segurança, o Iraque enfrenta problemas graves em outras frentes, desde a reconciliação nacional depois da ditadura sunita de Saddam Hussein ao reestabelecimento dos serviços básicos do país, passando pela corrupção em seu sistema político e pelos entraves na elaboração de uma base legal para a futura exploração do petróleo iraquiano, importante fonte de riqueza para um país que passou os últimos anos invadido.

O jornal "The New York Times" resume a preocupação de americanos e iraquianos: "Como quase todo mundo já percebeu a essa altura, invadir o Iraque é muito mais fácil do que sair de lá".

25 Junho 2009

Estilo de potência

Exército brasileiro vence competição militar com 20 países das Américas, em Goiânia, e se firma como realidade para atuar em conflitos regionais

Isabel Fleck – Correio Braziliense

Por seis dias, os sete militares mais bem preparados das forças especiais de 21 países das Américas deram, em Goiânia, uma pequena demonstração do que cada Exército é capaz. Com diferentes táticas, armas e equipamentos, eles passaram pelas mesmas provas e enfrentaram os mesmos obstáculos. A equipe brasileira foi a que melhor combinou capacidade física com habilidades militares, e conquistou o primeiro lugar. Mais do que a vitória, no entanto, o Brasil comemora a projeção do seu Exército, depois dos bons resultados na competição, realizada pela primeira vez no país.

Para o governo brasileiro, vencer Exércitos como os dos Estados Unidos e da própria Colômbia (1) — campeã invicta nas últimas três competições e que tem sido patrocinada nos últimos nove anos por Washington — representa muito mais do que ter uma equipe bem preparada. Mostra à grande potência militar do continente que o Brasil tem propriedade não só para atuar, mas também para liderar esforços conjuntos em situações de conflito na região.

Do lado norte-americano, o interesse foi confirmado pela grande presença militar do país, representado pelo Comandante de Operações Especiais dos EUA, Eric Olson, e por uma delegação de quase 60 pessoas. “Esse tipo de encontro nos permite dividir ideias de como melhor trabalhar juntos, em um nível estratégico. E nós queremos trabalhar com outros países, queremos dialogar e aprender com cada um”, confirmou o porta-voz do Comando Sul do Exército norte-americano, Armando Hernandez.

Mas se o encontro militar serviu como “vitrine” para as forças especiais brasileiras, também foi útil para ajudar a integrar os exércitos de países da região que fazem parte do Conselho de Defesa Sul-Americano, idealizado pelo Brasil. Das 12 nações que compõem a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), oito participaram da competição — com exceção de Venezuela, Bolívia, Guiana e Suriname.

“Essa troca de experiências que ocorre aqui é muito importante, pois favorece o aumento da confiança entre os exércitos. No caso de uma operação conjugada (no futuro), as equipes já se conhecem, o que facilita muito o trabalho”, observou o porta-voz da Brigada de Operações Especiais, Luís Gustavo Stumpf.

O capitão da equipe chilena, tenente Raul Saez, concorda que o encontro ajuda a criar um clima de confiança na “base”. “O melhor de tudo é a interação com outras equipes, outras culturas. E dessa interação acaba surgindo um grupo de amigos que, ano a ano, se encontra nessa competição”, disse Saez. Já o líder do time da Nicarágua, capitão Rodolfo González, destaca a possibilidade de reavaliar técnicas militares como um dos pontos positivos do encontro. “Do ponto de vista tático, a competição é muito importante, porque se aprendem técnicas de outro Exército que podem ser aplicadas ao nosso”, revelou.

Táticas

Enquanto os 147 militares que formavam as 21 equipes suavam a farda nas provas de resistência e de habilidades técnicas, comandantes das forças especiais de cada país participavam de um seminário sobre táticas antiterror e metodologias usadas em ambientes de conflito, como o Iraque e o Haiti. Para os participantes, a oportunidade é de aprender com os acertos dos outros países, que são revelados a portas fechadas. “Aqui, tiramos muitos ensinamentos que vão nos ajudar a melhorar nossa doutrina e a preparar nosso soldado”, admite o general Ricardo de Matos Cunha, 1º subchefe do Comando de Operações Terrestres.

O militar afirma que a experiência brasileira no Haiti também vem sendo acompanhada com atenção pelos outros países. “Não é de hoje que o Brasil tem se projetado internacionalmente, principalmente na parte militar. As nossas atuações em operações de paz, desde a década de 1950, quando fomos para o Canal de Suez, e depois na América Central, na África e, principalmente, no Haiti, nos garantem uma posição de destaque no concerto dos exércitos internacionais”, destacou.

(1) PLANO COLÔMBIA

Desde 2000, os EUA ajudam o combater o narcotráfico e os grupos armados por meio do Plano Colômbia. Nesse período, Washington já investiu US$ 5 bilhões no Exército do país sul-americano, se tornando o maior destino de ajuda militar dos EUA fora do Oriente Médio. O Plano Colômbia foi decisivo para capacitar as Forças Armadas colombianas: os efetivos aumentaram 50%, o setor de inteligência se refinou e a aquisição de modernos helicópteros e aviões, inclusive Supertucanos brasileiros, deu mobilidade às tropas. Os EUA tiveram papel decisivo nos recentes resgates de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

SEM MOLEZA

Como são algumas das provas realizadas pelas forças especiais Assalto combinado

A equipe é dividida em dois grupos. Logo após o primeiro “varrer o local” com um tiro, o outro simula a entrada em uma casa dominada por sequestradores ou terroristas. São avaliadas a agilidade e a pontaria dos militares, que devem ter atenção com os reféns.

Pista de obstáculos

O tempo é o principal adversário nessa pista onde os militares precisam escalar paredões, rastejar sobre a areia, sair de um fosso de mais de 2m de profundidade e atravessar trechos com cordas.

Natação

De farda, os militares caem na água para nadar 300m com obstáculos.

Marcha orientada

Os participantes levam cerca de três horas para completar a prova. A meta é marchar 20km carregando uma mochila de 15kg e armamento.

Evento aquático

Uma das provas mais difíceis, já que intercala trechos terrestres e aquáticos. Os militares devem carregar o bote no qual vão remar por toda a extensão de um lago, carregar um ferido, nadar com uma mochila de 20kg e atirar em alvos a diferentes distâncias.

Tiro de campo

A equipe de caçadores tem 10 cartuchos para acertar cinco alvos pré-posicionados a distâncias desconhecidas.

País tenta um tiro certeiro no tráfico

Para conter avanço do crime organizado, Exército será convocado a ajudar a PF na patrulha da fronteira com Bolívia e Peru, região que o governo considera preocupante

Edson Luiz – Correio Braziliense

O Exército vai ser a alternativa do governo para tentar diminuir o tráfico na fronteira, principalmente com Bolívia e Peru, onde foi registrado um aumento na produção de cocaína. Os militares vão fazer fiscalizações conjuntas com a Polícia Federal em áreas consideradas estratégicas. O trabalho, que hoje se restringe ao apoio logístico, será mais amplo e incluirá operações de inteligência. Além disso, a PF quer recompor seu serviço de aviação para enviar mais helicópteros para a região. O anúncio das medidas deverá ser feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias, durante o lançamento de um pacote de ações de combate e prevenção às drogas.

Ontem, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório confirmando o aumento do uso de cocaína na América do Sul.

Segundo a Polícia Federal, o avanço do tráfico de drogas já era esperado desde 2007. “O crescimento era previsível”, diz o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Roberto Troncon Filho. Porém, pouca coisa foi feita nos últimos dois anos, como mostrou o Correio na edição de ontem. O deslocamento dos laboratórios de refino de cocaína para regiões próximas à fronteira brasileira ajudou no avanço do tráfico, o que fez elevar as apreensões no Brasil. “Estamos fazendo composições com outras instituições, como a Polícia Rodoviária Federal e as secretarias de segurança pública dos estados, para trabalharmos em conjunto”, destaca Troncon.

O diretor da PF informou que, além das operações conjuntas, a Polícia Federal vai desenvolver ações que estão relacionadas ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) em toda a fronteira brasileira — entre elas, a instalação de novas bases fluviais na Amazônia. “Atualmente, temos apoio da Marinha em patrulhamentos, mas teremos bases próprias”, ressalta Troncon. O Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomsex) não confirmou a parceria com a PF, mas afirmou que a Força presta apoio logístico sempre que solicitada.

Segundo o Escritório da ONU Contra Drogas e Crimes no Brasil (UNODC), o consumo de cocaína diminuiu na maioria dos países em desenvolvimento, mas cresceu na América do Sul, onde houve ainda um avanço nas produções do Peru e da Bolívia. “No mundo, há uma estabilidade no comércio de drogas como a cocaína”, disse o chefe do escritório, Bo Mathaiasen. O secretário Nacional Antidrogas, general Paulo Roberto Uchôa, ressaltou que o governo está tranquilo: “No que se refere a nós, temos tomado todas as providências”, disse Uchôa.

24 Junho 2009

Ataque atribuído aos EUA mata ao menos 60 em funeral no Paquistão

da Folha Online

Ao menos 60 pessoas morreram em um ataque com mísseis de um avião não-tripulado atribuído aos Estados Unidos em um funeral na região tribal paquistanesa do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão, informa nesta quarta-feira a emissora local Geo TV. Os números de mortos chegam até a 80 no relato mais atualizado da agência de notícias Efe.

As vítimas participavam de um funeral de vários militantes paquistaneses, mortos no dia anterior em um ataque similar a um reduto de Baitullah Mehsud, líder do grupo islâmico radical taleban no Paquistão. Segundo testemunhas citadas pela Geo TV, dois mísseis atingiram as pessoas no funeral.

Um membro do Taleban afirmou que Mehsud estava na área, mas não foi ferido. Forças de segurança locais e moradores afirmam que o Taleban isolou a região.

"Os corpos ainda estão lá e o Taleban não deixa ninguém chegar perto enquanto os seus homens entram e saem com seus veículos", disse Ghulam Rasool, morador local.

Segundo um outro morador, os militantes talebans atiraram com metralhadoras contra os aviões não tripulados, forçando-os a retornar.

O ataque atribuído aos EUA acontece enquanto o Exército paquistanês prepara uma grande ofensiva contra Mehsud, aliado da rede terrorista AL Qaeda e responsável por uma campanha de terrorismo no país, incluindo o assassinato da premiê Benazir Bhutto em 2007.

O Paquistão é um aliado crucial dos EUA na guerra contra os terroristas no vizinho Afeganistão. O mais recente plano americano para o confronto inclui a extensão da batalha para o país, além de uma ajuda de US$ 1,5 bilhão.

O ataque de avião não tripulado no funeral dos militantes mortos no dia anterior sugere uma coordenação entre os EUA e o Paquistão, que oficialmente critica este tipo de ataque não autorizado. Analistas apontam que Islamabad mantém a aliança com os EUA neste tipo de ataque em segredo para evitar uma reação negativa da população -- que já não vê com bons olhos a aproximação com o Ocidente.

Terroristas

Ao menos seis supostos insurgentes foram mortos e outros sete ficaram feridos em outro ataque perpetrado no mesmo dia por um avião não tripulado nessa região.

Três projéteis atingiram uma residência na região de Ladha, considerada um reduto de Mehsud, informou a emissora de TV Dawn.

O Waziristão do Sul, considerado refúgio de membros da rede terrorista Al Qaeda, será cenário de uma grande ofensiva do Exército paquistanês que visa acabar com os insurgentes. a iminente operação forçou a fuga de 45 mil pessoas.

23 Junho 2009

Voo 447: os bastidores das operações de busca



Veja imagens exclusivas de um sobrevoo na área onde caiu o Airbus da Air France. Saiba como é a rotina das equipes de resgate da Aeronáutica e da Marinha. O trabalho é estressante.

Aperto financeiro nos quartéis

Aperto financeiro nos quartéis

Marco Aurélio Reis – O Dia

O reajuste dos soldos das Forças Armadas previsto para entrar em vigor daqui a 10 dias está garantido, mas o aperto financeiro decorrente da queda da arrecadação de impostos já começa a ser sentido pelos quartéis. Mais unidades passam a adotar o meio-expediente as sexta-feiras (para economizar com o almoço) e outras estudam estender o corte para outros dias da semana, sendo o preferido a segunda-feira. O exemplo mais duro do aperto financeiro e seus efeitos na rotina e nos bolsos militares vem do Centro de Instrução Almirante Alexandrino, o gigantesco centro de formação da Marinha na Penha. Alunos do curso de cabo estão tendo que pagar pelas apostilas que usam desde que sejam danificadas. “Só cobra se danificar, mas é impossível não danificar. A apostila vive com a gente. É usada em formaturas e até embaixo de chuva”, reclama um aluno. “Não dá para deixar a apostila novinha em folha após o uso. A economia que se está fazendo é bancada pela gente”, completa outro aluno.

De 8% a 11,06%

Conforme O Dia antecipou quarta-feira, o aumento do mês que vem - entre 11,06% para guardamarinha e 8% para general – está garantido por força de recursos previamente alocados para este fim.

Efeitos no 13º

Por isso, os aumentos vão aparecer nas contas bancárias nos primeiros dias de agosto, já repercutindo na primeira parcela do 13º salário que vem com o pagamento referente ao mês de julho.

Datas escritas na Lei

Não há o menor risco de a programação ser alterada porque a Lei 11.784/2008, que programa os reajustes de civis e militares federais, amarra as datas para os aumentos nas Forças Armadas.

Este ano e em 2010

A amarração está no Artigo 164 Anexo LXXXVIII. Nele, está previsto que as datas de reajuste do pessoal das Forças Armadas é a contar, este ano, de 1º de julho e as de 2010, em 1º de janeiro e 1º de julho.

Concessões antecedem diálogo sobre armas nucleares

Washington pode desistir de escudo balístico por acesso ao Oriente Médio

Jornal do Brasil

Algumas semanas antes da viagem do presidente americano, Barack Obama, a Moscou, em julho, a Rússia informou que as conversações com o governo americano sobre a redução de seu vasto arsenal de armas nucleares estão progredindo de maneira construtiva. Ratificar um documento que substitua o Tratado Estratégico de Redução de Armas de 1991 (Start I), antes do vencimento de seu prazo no dia 5 de dezembro, marcaria uma aproximação significativa nas relações entre as duas maiores potências nucleares do mundo.

Os dois lados estão buscando minimizar suas diferenças antes do encontro de Obama com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em Moscou, entre os dias 6 e 8 de julho. Ambos os países já manifestaram o desejo de reatar relações, que deterioraram muito durante o último governo Bush. A próxima rodada de negociações deve ocorrer na terça-feira e quarta-feira em Genebra.

Moscou pretende usar a carta nuclear para convencer os EUA a desistirem de seu escudo antimíssil na Europa. As próximas reuniões também devem focar em melhorar a cooperação entre os países, como por exemplo, combater a proliferação nuclear pelo mundo.

Oriente Médio

De acordo com informações obtidas pelo think-tank americano Stratfor, Washington estaria disposta a desistir do escudo de mísseis balísticos no Leste Europeu se Moscou providenciar garantias em questões relacionadas ao Afeganistão e ao Irã, prioridades do governo Obama.

A administração americana sabe que a Rússia tem ligações fortes e duradouras como o Afeganistão e grupos extremistas. Não há provas de que a Rússia está envolvida naquele país, mas existe essa possibilidade, sugerem analistas da Stratfor. Com o Paquistão mergulhado no caos, os EUA ainda têm interesse em usar rotas logísticas suplementares para abastecer suas tropas no Afeganistão e Paquistão, e a única alternativa real é atravessando uma região considerada de influência russa na Ásia Central ou pela própria Rússia, embora ela já tenha recusado considerar o uso dessas rotas internas.

Há também a questão do Irã. Moscou tem oferecido seu apoio retórico ao país em anos recentes.

Também ajudou a construir uma planta nuclear iraniana em Bushehr e ameaça com frequência ajudar ainda mais Teerã em suas ambições nucleares. Agora que Obama se mostra obstinado em dialogar com o Irã, apesar do provável segundo turno de Mahmoud Ahmadinejad, Washington quer evitar que a Rússia interfira ou piore as tensões.

Sem qualquer sinal de que o influente Vladimir Putin largará as rédeas do poder no futuro próximo, o país deve continuar tentando restituir seu status de superpotência, contanto que seus cidadãos consigam resistir ao impacto da crise financeira e afastar temores de que liberdades recémadquiridas e a prosperidade relativa terão vida curta.

Segundo Matthew Chance, correspondente da CNN em Moscou, antes do declínio econômico, o preço do petróleo e gás – commodities abundantes na Rússia – levou o país a um nível de prosperidade incomum. O Kremlin passou a ser levado mais a sério no palco internacional, inserindo-se nas negociações de paz no Oriente Médio, a questão nuclear iraniana e diversos outros assuntos.

A confiança econômica adquirida também encorajou a Rússia a afirmar sua presença em países vizinhos, da antiga União Soviética. Muitos desses Estados querem se aproximar da Otan e da Europa, mas a Rússia pretende mantê-los dentro da sua esfera de influência.

O exemplo mais evidente, afirma Chance, foi a guerra com a Geórgia no ano passado. Após a ex-república soviética ter anunciado sua intenção de se juntar à Otan, a Rússia lançou uma ofensiva militar debilitante, para a decepção da comunidade internacional.

FAB substituirá frota de Hércules C-130 por novos cargueiros

Agência Brasil

BRASÍLIA - A Força Aérea Brasileira (FAB) substituirá sua frota de aviões Hércules C-130 por um novotipo de cargueiro, a jato, que será fabricado pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Para o desenvolvimento do projeto, o Congresso aprovou nesta quinta-feira R$ 305 milhões de crédito extraordinário ao orçamento de 2009 para o Ministério da Defesa.

Atualmente, a FAB dispõe de 22 Hércules, a grande maioria fabricada nas décadas de 60 e 70.

Na exposição de motivos apresentada, o relator do projeto, deputado João Leão (PP-BA), argumentou que "o acentuado grau de obsolescência (dos Hércules C-130)" resulta em um alto custo de manutenção e em um grande número de aviões inativos. Segundo o parlamentar, não existem mais no mercado mundial peças para esse modelo de aeronave.

Na sessão do Congresso, os deputados e senadores votaram exclusivamente créditos extraordinários ao orçamento. Eles aprovaram, por exemplo, crédito de R$ 492,07 milhões para execução de obras de dragagem e recuperação de portos que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Emenda apresentada pelo deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) determinou que parte desses recursos - R$ 9 milhões - reforce o caixa das obras de recuperação do Porto de Itajaí, parcialmente destruído pelas fortes chuvas ocorridas em Santa Catarina no início deste ano.

Também foi aprovado crédito para apoio financeiro à Palestina Também foi aprovada a destinação de R$ 25 milhões, em créditos extraordinários, para apoio financeiro à Palestina. Os recursos devem ser usados para reconstrução e desenvolvimento de assentamentos na Faixa de Gaza. Para que os recursos sejam efetivamente liberados, deputados e senadores têm que aprovar antes projeto de lei efetivando a doação. A matéria está na Câmara.

Os R$ 25 milhões a serem enviados aos palestinos não representam recursos novos do governo.

Na verdade, segundo o relator Francisco Rodrigues (DEM-RR), trata-se de remanejamento de parte do orçamento do Ministério das Relações Exteriores que seriam usados no projeto de construção de mais um prédio anexo.

Outro projeto repassou R$ 43.549.795 para a Infraero. O crédito extraordinário será usado em obras nos aeroportos de Fortaleza, Boa Vista, Salvador, Rio de Janeiro (Galeão-Antonio Carlos Jobim) e de Guarulhos e Campinas, em São Paulo.

O Congresso aprovou ainda a abertura de novos créditos no valor de R$ 42 milhões para a manutenção e funcionamento do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A., em Porto Alegre. Foram liberados ainda R$ 149,29 milhões para complementar a parte brasileira no capital da Alcântara Cyclone Space (ACS). A ACS é uma parceria estabelecida com a Ucrânia que prevê o uso do veículo de lançamento do foguete Cyclone 4, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Também serão investidos recursos para obras de infraestrutura do Centro Espacial de Alcântara.

Polícia encontra o último fuzil levado de quartel

FÁBIO AMATO - DA AGÊNCIA FOLHA,

EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Policiais civis conseguiram recuperar ontem o último dos sete fuzis levados em março de um quartel do Exército em Caçapava (116 km de São Paulo).

A arma, a única que não fora localizada, foi achada às margens do km 90 da rodovia Carvalho Pinto, entre a capital e o Vale do Paraíba, pouco depois da prisão do oitavo suspeito de envolvimento no crime.

A invasão ao quartel levou à criação da Operação Ypiranga, que visava a recuperar os fuzis e prender os ladrões. A operação chegou a mobilizar 700 homens do Exército e teve duração de um mês.

Um homem ainda é procurado pela investigação.

Os suspeitos de invadir o quartel e roubar os fuzis das sentinelas que faziam a vigilância esperavam obter até R$ 30 mil com a venda de cada arma, segundo a Polícia Federal.

Militares Brasileiros com destino ao Haiti fazem escala técnica em BV

Folha de Boa Vista

Os primeiros militares brasileiros que compõem o 11º contingente da Força de Manutenção da Paz no Haiti (Minustah) desembarcaram ontem na Base Aérea de Boa Vista, em escala técnica, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Até 10 de julho, cinco escalões com um total de 1.270 militares da região Sudeste irão ao Haiti para cumprir a missão humanitária por seis meses.

A primeira aeronave chegou a Boa Vista ontem, por volta das 17h, e a segunda estava prevista para as 20h. A terceira tropa de militares que completa o 1º escalão chegará amanhã (24) e soma um total de 260 homens.

Esse escalão integra a equipe logística, que são responsáveis pelo apoio nas refeições e manutenção de viaturas. A primeira aeronave segue com 130 homens do exército e fuzileiros navais e retorna ao Brasil com a mesma quantidade de militares.

De acordo com o coronel Marcos Pastori, chefe do Estado Maior da 1ª Brigada de Infantaria e Selva, ao mesmo tempo em que o 11º contingente da Missão de Paz inicia suas atividades no Haiti, o 10º contingente de militares da Região Nordeste, que por seis meses efetuou o trabalho humanitário, retorna para o Brasil.

“Os militares treinaram duro por seis meses para liderar a Minustah, que é a missão da ONU para a estabilização do Haiti. As tropas militares fazem a segurança do Haiti, que enfrentou sucessivas guerras civis e vive um caos social, político e econômico. Essa missão tem dado certo, já que o país está em paz há 5 anos. Mesmo assim, há a necessidade de manutenção, pois o país ainda não tem uma força policial capaz de manter a paz social e a tranquilidade da população”, contou o coronel Marcos Pastori.

A escala feita em Boa Vista é para abastecer as aeronaves e oferecer descanso aos militares.

Hoje pela manhã, embarcam da Base Aérea de Boa Vista 130 militares e 15 fuzileiros navais, provenientes de São Paulo e Rio de Janeiro, em uma aeronave KC -137 da FAB em direção ao Haiti. Até lá, são aproximadamente cinco horas de viagem.

Nos próximos dias serão realizados vários embarques até o dia 10 de julho, quando o efetivo estará completo no Haiti.

MISSÃO – Este é o 5º ano de participação do Brasil nessa missão, em que mantém o maior efetivo dentre as nações com tropas presentes no Haiti. São 20 países, dos quais nove possuem tropas de 7.200 homens. O comando das forças de paz de todas as tropas é do general brasileiro Floriano Peixoto. O 10º contingente da Missão de Paz do Brasil retorna do Haiti com 1270 militares do Exército, Marinha e Força Aérea da Região Nordeste. (LD)

Exército é capacitado pela Polícia Militar

Da Reportagem – Diário de Cuiabá

A Polícia Militar está recebendo 32 oficiais do Exército para participar de um estágio sobre “Gerenciamento de Crises e Noções de Negociação na Segurança Pública”. A capacitação acontece até sexta-feira e o comandante geral da PM, Benedito Campos Filho, é o supervisor do curso e ofereceu a aula inaugural. O estágio é realizado pelo Centro de Capacitação, Desenvolvimento e Pesquisa (CCDP).

“Todos somos negociadores. Pai, mãe, os filhos. O gerenciamento de uma crise dá em vários âmbitos, dentro de casa, em uma empresa privada. Aos profissionais da segurança pública ter domínio das técnicas mais aprimoradas é uma necessidade, é fundamental para o desempenho dos trabalhos em prol da sociedade”, explanou o coronel.

Exército tinha campos de execução de guerrilheiros, afirma Curió

Pelo menos oito morreram em clareira utilizada por militares para eliminar prisioneiros após interrogatórios

Leonencio Nossa – O Estado de São Paulo

O regime militar repetiu, ao longo de 1974, nas matas do Araguaia, o método usado décadas antes pelos franquistas na Galícia para eliminar guerrilheiros republicanos presos. Após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), os vencedores utilizaram o verbo "passear" ao se referirem à "libertação" de presos e à transferência deles das celas para campos afastados das cidades, onde eram fuzilados e deixados em valetas às margens de rios e estradas. No Sul do Pará, os militares brasileiros optaram por dar ao verbo "fugir" um novo significado - execução sumária.

Um dos locais de "fuga" de guerrilheiros presos fica no município de Brejo Grande do Araguaia, no Sul do Pará. Pelo menos oito foram mortos numa área conhecida por Clareira do Cabo Rosa. É o que revela o manuscrito Relatório de Prisioneiros, cedido ao Estado pelo agente da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura. O documento, posterior à guerrilha, indica que morreram no local Antonio Ferreira Pinto, o Alfaiate, em 28 de abril de 1974, Luiz Renê Silveira e Silva, o Duda, em março de 1974, e Uirassu de Assis Batista, o Valdir, em 28 de abril de 1974. Todos passaram por interrogatório na base de Marabá.

A escolha do local de execuções teve um caráter simbólico: naquela área o cabo Odílio Cruz Rosa foi morto pelo grupo do guerrilheiro Osvaldo Orlando Costa, o Osvaldão, em 1972. A guerrilha teria feito ameaças a quem resgatasse o corpo. O Exército, então, mandou um grupo especial de 36 boinas pretas, comandado pelo general Thaumaturgo Sotero Vaz, para buscar o cadáver, que só foi recuperado dez dias depois da morte do militar.

A área aberta na selva por mateiros, para o pouso de helicópteros na operação de resgate do corpo, passou a ser utilizada na terceira campanha como campo de execução.

Após os interrogatórios na Casa Azul, base militar em Marabá, prisioneiros foram levados de helicóptero para lá. Alguns, percorriam um trecho de mata até serem mortos. Outros tombavam ao redor da clareira. Os militares costumavam dizer aos presos que o deslocamento tinha por finalidade o reconhecimento de áreas utilizadas pela guerrilha.

As informações sobre os campos de execuções foram confirmadas ao Estado por Curió e por dois mateiros ligados a ele. A Clareira do Cabo Rosa é citada quatro vezes como local de "fuga" – termo usado pelos militares para designar uma execução de guerrilheiro - no Relatório de Prisioneiros. O documento ainda faz referências a outros locais de fuzilamento: um trecho não identificado da antiga estrada PA-70, que liga Marabá a Conceição do Araguaia, e à região do Saranzal - onde está a Clareira do Cabo Rosa. Também consta como local de execução a própria base militar de Marabá, a Casa Azul, onde morreu José de Lima Piauhy Dourado, o Ivo, em 1º de novembro de 1973.

Em entrevistas ao Estado, Curió aponta ainda o sítio de Manezinho das Duas, na localidade de Somi Homi, em Palestina do Pará, como quarto local de execuções. O guerrilheiro Pedro Pereira de Souza, o Pedro Carretel, um dos mais atuantes no movimento armado, foi um dos executados nesse sítio - ele morreu no dia 6 de janeiro de 1974, segundo o Relatório dos Prisioneiros.

Passados 35 anos, tempo suficiente para a formação de uma mata secundária e transformações de terreno, a informação sobre a Clareira do Cabo Rosa não responde a perguntas de parentes dos guerrilheiros sobre a localização de seus restos mortais. Representantes da área de direitos humanos ouvidos pelo Estado disseram que é preciso impedir que os campos de execução, que há 35 anos guardam a memória dos guerrilheiros, virem cenário de espetáculo midiático e show político.

22 Junho 2009

Gripen: concluindo um ano de sucessos com acordos offset

O programa de cooperação industrial da Gripen International, na República Tcheca, gerou perto de 5 bilhões de coroas tchecas em exportações, no ano de 2008

 

Gripen International

O Relatório Anual de desempenho dos acordos de compensação e cooperação, para o ano de 2008, foi aprovado pelo Ministério de Defesa da República Tcheca. O relatório mostra que o programa de cooperação industrial da Gripen gerou exportações no valor de 4,94 bilhões de coroas tchecas para o país, respondendo por 19% do total da obrigação assumida pela empresa.

Desde o início do programa, em 2004, o valor acumulado que o programa gerou totalizou 16,24 bilhões de coroas tchecas, até 31 de dezembro de 2008, cumprindo 63,5% da obrigação total assumida no contrato.

O mais bem-sucedido programa offset de armamentos

"A prioridade do Ministério da Defesa é garantir que todos os principais projetos de armamentos beneficiem a indústria de defesa do país, assim como outros setores", declarou Andrej Čírtek, Diretor do Departamento de Comunicações Estratégicas do Ministério da Defesa. "O arrendamento das aeronaves supersônicas Gripen resultou no programa de armamentos mais bem-sucedido, na história da República Tcheca".

"Estamos muito satisfeitos com o resultado do Programa de Compensação Econômica da Gripen para 2008, o ano de maior sucesso do programa até o momento. Em tempos de recessão econômica mundial, pacotes eficazes que conferem suporte ao crescimento financeiro, como o Programa da Gripen, adquirem grande importância", disse Bengt Littke, Diretor da Gripen International para o Programa da República Tcheca. "Estamos certos de que nosso programa de compensação econômica apoiará a indústria tcheca, reduzindo os efeitos desta crise financeira, para que o país possa realizar seu grande potencial, quando o crescimento econômico retornar".

Apoiando a indústria tcheca

A Gripen International assumiu o compromisso de gerar valor, por meio do acordo de compensação econômica e cooperação industrial, no valor de 130% do contrato de arrendamento dos caças. Este acordo estipula uma compensação direta de, no mínimo, 20% do seu valor, visando suporte e desenvolvimento da indústria de defesa e aeroespacial tcheca.

Além disso, foram um sucesso também os programas de compensação da Gripen International na Hungria e na África do Sul.

Aeronautica Militare compra primeiros M-346 Master

Poder Aéreo

Foi anunciado em 18.06.09, em Le Bourget (França), que a Aeronautica Militare (Força Aérea Itáliana) assinou um contrato para a compra dos seus primeiros Alenia M-346 Master, um jato de treinamento avançado: seis unidades, mais a prestação de serviços integrados de treinamento, além da opção para outras nove aeronaves. O Ministério da Defesa Italiano esteve fortemente implicado em promover a negociação dos M-346, quando da recente venda deste aos UAE (Emirados Árabes Unidos).

A Alenia-Aermacchi, fabricante do M-346, declara que está buscando potenciais ordens de compra em Singapura (recentemente pré-selecionado), Arábia Saudita, Indonésia, Equador, Qatar, Grécia e Chile.

Avança primeira exportação do Rafale aos Emirados Árabes Unidos

Poder Aéreo

As negociações para a venda aos UAE (Emirados Árabes Unidos) de até 60 aeronaves de combate Dassault Rafale, ultrapassou uma meta importante no dia de hoje, quando o governo do Emirado submeteu suas especificações á França. Isto permitirá negociações de um contrato detalhado que iniciará com preços e datas de entrega, possivelmente levando a sua assinatura no final deste ano.

Este acordo ou contrato governo a governo é avaliado entre 6 a 8 bilhões de euros, dependendo do conteúdo exato do armamento, apoio e pacote de trocas incluído nas negociações.

As demoradas negociações deste acordo aguardavam até que Abu Dhabi, cuja Força Aérea poderá operar a aeronave, finalizava os aspectos técnicos das aeronaves, os quais notadamente solicitaram uma nova versão do motor Snecma M-88 (mais potente), um radar novo e de sua escolha, além de uma versão específica de um míssil ar-ar de longo alcance e estas incertezas técnicas representavam impedimentos dos dois governos para a assinatura formal do contrato.

Abaixo, as declarações relacionadas emitidas ontem pela manhã pelo governo dos Emirados e pelo Presidente Nicolas Sarkosy:

UAE entrega Especificações técnicas do Rafale à França

O Governo da França recebeu as especificações técnicas e operacionais requeridas ao caça francês Rafale das Forças Armadas dos UAE, dentro do marco das negociações atuais entre os governos da França e dos UAE.

A data de assinatura do contrato, o qual poderá vir a ser um dos maiores e mais importantes contratos de exportação da aeronave, será fixada após o término das negociações financeiras envolvidas.

Declaração da Presidência da República da França

O Presidente da República, está, atenciosamente, controlando as negociações atuais com os Emirados Árabes Unidos, para a aquisição de 60 aeronaves militares Rafale, prazerosamente informa que as negociações estão progredindo junto ao Governo dos UAE.

Este anúncio, feito no ano do centenário da Paris Air Show, é uma excelente notícia para a França e sua indústria aeroespacial. Confirma as qualidades excelentes do Rafale.

É também um sinal dos laços próximos que unem a França e os UAE.

Voo AF 447: Aeronave R-99 não será mais utilizada nas buscas

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, neste sábado, dia 20 de junho, as condições meteorológicas foram satisfatórias para a busca visual, porém não foram avistados corpos ou destroços.

No vigésimo dia de buscas, informamos que a aeronave R-99 empregada na Operação para realizar missões de imageamento deixará de ser utilizada, haja vista já estar bem delineada a área de concentração de destroços, objeto básico de sua destinação de varredura eletrônica. O R-99 voou mais de 100 horas e cumpriu um papel fundamental para a Operação, sobretudo em sua fase inicial.

O Navio-Tanque Almirante Gastão Motta está em deslocamento para Recife, trazendo um corpo e um saco de despojos, além de pequena quantidade de destroços e bagagens. A estimativa de chegada ao porto do Recife é na segunda-feira, dia 22, às 10h. O corpo e os despojos serão entregues a representantes da Polícia Federal e do Instituto Médico Legal de Pernambuco (IML). O material recolhido ficará à disposição do Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile (BEA).

O Navio Desembarque-Doca Rio de Janeiro já se encontra na área de buscas.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA

Produção do F-22 ganha fôlego

FONTE: AFP

O Comitê das Forças Armadas da Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma emenda que, na prática, dá continuidade à produção do caça F-22A Raptor.

Na última quarta-feira (17 de junho) os congressistas norte-americanos aprovaram por 31 a 30 o desembolso de 369 milhões de dólares para os próximos dois anos para a aquisição de partes e peças para a construção de mais 12 caças. Este valor será acrescido ao orçamento do Pentágono, que no ano fiscal de 2010 será de 550,4 bilhões de dólares.

Recentemente o Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou que a produção do F-22 seria encerrada com 187 aeronaves, desapontando muitos congressistas republicanos. A posição do secretário também desagradou a USAF.

No ano fiscal de 2009 o Pentágono gastou o equivalente a 2,9 bilhões de dólares no programa (cada aeronave é avaliada em 200 milhões de dólares).

Rússia incorporou 20 novos caças em 2009

Aquisição de novos equipamentos militares está em alta

FONTE: RIA Novosti

Desde o início do ano a Força Aérea da Rússia já incorporou 20 aviões de combate sendo oito Su-27 e doze MiG-29. A aquisição de material militar pelo Ministério da Defesa russo não para por aí. Também foram recebidos 21 mísseis anti-radar, três novos ICBM, 20 carros de combate, mais de 100 veículos blindados e 2000 caminhões.

Até o final de 2009 a Rússia espera gastar aproximadamente 41,7 bilhões de dólares com a indústria de defesa do país. No período 2009-2011 este montante chegará a 128 bilhões de dólares (comparar estes valores com o orçamento do Pentágono citado abaixo para o ano de 2010).

Além disso os pedidos provenientes do mercado externo totalizam 35 bilhões de dólares e a indústria de defesa da Rússia já atingiu sua capacidade plena, garantindo o emprego dos seus trabalhadores pelos próximos 4 ou 5 anos. Este ramo industrial absorve algo entre 2,5 a 3 milhões de empregos ou 20% da mão de obra russa na área de manufaturados.

Com todos estes recursos (internos e externos) a Rússia poderá iniciar a produção dos seus mais novos desenvolvimentos tecnológicos na área militar em breve.

Guerra sob o mar

Anna Ramalho – Jornal do Brasil

A decisão do governo brasileiro de construir cinco submarinos em um novo estaleiro em Itaguaí (RJ), através da Odebrecht e da francesa DCNS, está sendo contestada pelos alemães da HDW/Thyssen Krupp. A empresa alemã afirma que, apesar de a negociação envolver 7,1 bilhões de euros – quase R$ 20 bilhões – não houve concorrência.

Além disso...

Um de seus dirigentes acrescenta que, em vez de se construir um novo estaleiro, poder-se-ia usar o velho Arsenal de Marinha, após uma boa reforma. Os alemães estranham que, mesmo sendo líderes mundiais, com 81% do mercado de submarinos, nem sequer foram consultados pelo governo brasileiro.

Haitianos querem fim da presença do Brasil

Anna Ramalho – Jornal do Brasil

Representantes de movimentos sociais haitianos criticaram ontem a presença de tropas brasileiras no Haiti, à frente de uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Em audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, o haitiano Frantz Dupuche, da Plataforma Haitiana em Defesa de um Desenvolvimento Alternativo (Papda) afirmou que o desempenho da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti é um "fracasso" por não cumprir sua meta de estabilizar o país.

País produz armamentos inteligentes

Empresas lançam aviões sem piloto, bombas guiadas e mísseis

Roberto Godoy – O Estado de São Paulo

Aviões sem piloto para missões de vigilância - e de ataque - em voos de 15 horas; bombas guiadas que podem ser lançadas a 20 quilômetros do alvo; mísseis capazes de cobrir 300 quilômetros para despejar uma grossa chuva de fogo sobre o objetivo. O erro máximo é de 6 metros.

O primeiro pacote de armas inteligentes da indústria brasileira de sistemas de Defesa está entrando no catálogo de três diferentes empresas, Avibrás Aeroespacial, Britanite IBQ Ltdª e Mectron Engenharia. Os projetos são independentes.

A proposta mais recente envolve Britanite e Mectron, organizações cheias de segredos. A feira LAAD, realizada no Rio há dois meses, serviu para a apresentação das maquetes do kit de guiagem SMK, criado no Comando Tecnológico da Aeronáutica (CTA), de São José dos Campos, e entregue ao setor privado para desenvolvimento.

O equipamento, adaptável a bombas de 250 e 500 quilos, utiliza um sistema inercial de navegação. Recebe ainda o sinal das redes GPS, americana, e Glonass, da Rússia. O benefício é o aumento do alcance e a preservação da performance sob condições climáticas adversas.

Não há ligação física entre o avião lançador e a bomba no fornecimento de dados de orientação até o impacto final. As principais aeronaves da frota de combate da aviação militar do Brasil - o F-5EM, o AMX, o Super Tucano, e com certeza o futuro caça F-X2 - tem provisão para levar arma. Não há informação oficial sobre o programa. Os testes e provas de qualificação, a princípio, seriam iniciados em 2010. As empresas não comentam. O CTA não confirma.

DE OLHO NO MAR

Na sede do maior grupo de equipamentos militares do País, a Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos, "o núcleo duro de competência da empresa", como é definida pelo presidente Sammi Hassuani a equipe de engenheiros responsável pela manutenção dos novos projetos industriais, comemorava a aprovação da proposta de construção do Veículo Aéreo não Tripulado, o VANT.

O programa custará, até o lote cabeça de série, a quantia de R$ 27 milhões, parte do governo e parte da própria Avibrás. O resultado, esperado em 2011, é um avião sem piloto, autonomia de 15 horas, carga útil de 150 quilos, alcance de 150 quilômetros e teto de 4,5 mil metros. "Será a primeira geração de uma família que já tem até a segunda geração definida, com capacidade de 25 horas contínuas no ar, alcance de 500 quilômetros e meia tonelada de carga", destaca Hassuani.

Os dois modelos poderão ser carregados com mísseis leves "ou com outra novidade da empresa, a versão de guiagem primária do foguete Skyfire-70 dotado de ogiva de seis quilos". A arma é eficiente contra caminhões semiblindados. "Ainda é cara, coisa de US$ 20 mil dólares, e estamos trabalhando para reduzir esse preço até os padrões do mercado", diz.

No arquivo de projetos à espera de investimentos, a Avibrás - que está sob regime de recuperação judicial, do qual Sammi espera sair antes do prazo, no inicio de 2010 - estão os kits de bombas inteligentes. O projeto foi iniciado em 2002. O mercado internacional estimado é de 50 mil unidades a cada três anos e a US$ 21 mil cada. O equipamento da Avibrás permite bombardeio de precisão de 12 metros depois do lançamento por um caça AMX e de um voo planado de 20 quilômetros.

Um processador de informações é montado na ponta da bomba e um conjunto de aletas móveis na seção traseira. "O produto é a consequência da gestão do conhecimento avançado em áreas como os algoritmos de voo, aerodinâmica e química", afirma o Hassuani.

A mesma abordagem está sendo dada a um ambicioso programa destinado, por exemplo, a integrar o elo do Exército na defesa dos interesses na plataforma continental, jazidas do pré-sal e toda a rede de plataformas marítimas da Petrobrás. O míssil de cruzeiro leve TM, revelado em 2001, é a versão local de uma classe de arma guiada criada com a meta no baixo custo. A versão brasileira atua entre 150 e 300 quilômetros. Pode ser disparada do solo por carretas padrão do sistema Astros-II ou embarcada em caça bombardeiro.

A proposta de Hassuani é empregar mísseis em baterias de até seis veículos, dois a dois, totalizando 12 vetores. O TM é de calibrec 450 mm, e cobre alvos de 120 a 300 quilômetros. Distribuídos ao longo dos pontos estratégicos do litoral, podem levar fogo rápido e intenso sobre conjunto de embarcações que pretenda, por exemplo, tomar instalações da rede de exploração de petróleo. O investimento, de longo prazo, chega a R$ 1 bilhão.

CCj da câmara aprova tramitação da proposta de fim da obrigatoriedade de prestação do exercício militar no país. Forças armadas são contra

O Dia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 24 votos a 10, tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torna facultativo o serviço militar para homens e mulheres. A proposta do deputado Silvinho Peccioli (DEM-SP) altera o artigo 143 da Constituição, que obriga homens a cumprirem o serviço militar, hoje, o alistamento é facultativo apenas para as mulheres.

As Forças Armadas são contra a proposta. A decisão da CCJ, porém apenas definiu que a PEC é constitucional e não garante a aprovação do projeto pelo plenário. O texto define que o serviço militar poderá ser exercido por homens e mulheres, entre 17 e 45 anos. O engajamento seria por um período mínimo de 24 meses. Os critérios de ingresso serão definidos por outra lei. Após os 24 meses, para continuar no serviço, o recruta terá de passar por novo processo seletivo.

A PEC agora será submetida à comissão especial, antes de ir ao plenário. “É um tema polêmico, conflitante, que acaba ultrapassando as fronteiras da mera legalidade para também se discutir a cidadania e o mérito da matéria, já que o serviço militar é patrimônio do País”, disse o relator da PEC, Efraim Filho (DEM-PB).

Apesar da obrigatoriedade, atualmente, de acordo com dados das Forças Armadas, nove em cada dez jovens convocados para o serviço se dizem voluntários. Como o alistamento é um dever, o jovem que não se alista fica impossibilitado de obter passaporte e carteira profissional, entre outras sanções.

Operação Prata une brasileiros e hermanos

Ticiana Fontana Rbs Tv/Santa Maria

Português e espanhol se misturam pelos ares da fronteira do Brasil com a Argentina, mas a diferença entre idiomas é deixada de lado na 6ª Operação Prata, treinamento conjunto que envolve 260 militares hermanos e brasileiros.

Uma equipe do Diário de Santa Maria e da RBS TV participou ontem de uma simulação e embarcou em um avião-alvo, aeronave que entraria no espaço aéreo brasileiro sem permissão e seria abordada pela Força Aérea Brasileira (FAB). Minutos após o Caravan decolar do aeroporto de Posadas, no norte da Argentina, dois A-29 partiam da Base Aérea de Santa Maria em busca do avião desconhecido.

Para dificultar a localização, perto da fronteira com o Brasil, o piloto do Caravan desligou o transponder, equipamento que transmite sinais como a altura de voo e a identificação da aeronave.

Cerca de 20 minutos depois de ultrapassar a fronteira, o Caravan foi interceptado pelos A-29 da FAB.

Em português, a tenente Daniele Lins, da primeira turma de mulheres pilotos da Aeronáutica, comandou a abordagem, com o apoio de outro caça brasileiro. O treinamento também ocorre na Argentina. A troca de experiência entre as duas forças áreas segue até amanhã, quando terminará a Operação Prata.

Haitianos afirmam que presença militar no país serve a interesses de empresas estrangeiras

Alex Rodrigues Repórter da Agência Brasil

Representantes de movimentos sociais brasileiros e haitianos querem que o Brasil deixe a coordenação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) e retire seus militares do país caribenho. Hoje (17), durante audiência pública na Comissão de Relação Exteriores do Senado, os críticos à atuação internacional no Haiti foram duros ao avaliar os cinco anos da missão, aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para Frantz Dupuche, da Plataforma Haitiana em Defesa de um Desenvolvimento Alternativo, as tropas estrangeiras têm servido apenas para defender os interesses da classe política e de empresas que, atraídas pela mão de obra barata, se estabeleceram no país nos últimos anos. “Para nós, a Minustah não chegou a cumprir sua verdadeira missão: garantir a estabilidade local. O que vem ocorrendo é justamente o contrário, ou seja, maior desestabilização.

A cada dia, cresce o número de sequestros e de mulheres violentadas”, afirmou.

O sindicalista Didier Dominique também criticou a missão, que classifica de “ocupação militar estrangeira”. Para ele, as tropas têm dado sustentação a um projeto de exploração da mão de obra local. “A Minustah tem reprimido manifestações de estudantes, de trabalhadores e de agricultores, apoiando as forças mais reacionárias e arcaicas do país. E isso é o que desejam as multinacionais e os governos imperialistas: uma paz de cemitério para um projeto de superexploração”, disse.

Nos últimos dias, manifestantes têm tomado as ruas da capital, Porto Príncipe, exigindo a promulgação de uma lei que eleva o salário mínimo de US$ 2 diários para US$ 5 ao dia. A lei já foi aprovada pelo Congresso haitiano, faltando apenas ser sancionada pelo presidente René Préval.

Mesmo assim, as passeatas têm sido reprimidas por agentes da Polícia Nacional e por militares da Minustah.

“Lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra populares de bairros onde há escolas e hospitais”, afirmou Dupuche. “Todo o povo haitiano tem direito a reclamar por uma vida melhor, e a Minustah tem reprimido essas reivindicações, defendendo a burguesia”, concluiu o haitiano.

Brasileiros que visitaram o Haiti na condição de representantes de movimentos sociais também participaram da audiência, insistindo que o país precisa rediscutir o quanto é apropriado manter militares no país mais pobre das Américas. “O Brasil deveria se retirar imediatamente, pois nossa presença não ajuda em nada o povo haitiano”, disse o secretário-geral do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (IDDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aderson Bussinger.

A convite, Bussinger visitou o Haiti em meados de 2007. Além de testemunhar a situação de extrema miséria, ele conversou com várias pessoas que reclamaram da exploração da mão de obra local, do descumprimento de direitos trabalhistas e da repressão militar.

“O que se vê, de fato, é uma ocupação militar que acaba servindo de sustentáculo, de apoio aos interesses de empresários estrangeiros no Haiti. Pelo que testemunhamos, o objetivo não é resolver a pobreza do povo haitiano, mas produzir para o mercado norte-americano com custos mínimos, pagando salários três vezes menores que os já baixíssimos pagos no Brasil”, destacou Bussinger.

Sandra Quintelas, da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), questionou os custos da missão que, segundo ela, é estritamente militar e não está de acordo com a justificativa oficial para sua permanência no país, que é a manutenção da paz. De acordo com Sandra, o Haiti gasta mensalmente US$ 6 milhões a título de pagamento de sua dívida externa, ao passo que só o Brasil investe cerca de R$ 700 milhões anuais para manter seus homens no país. “Não se resolvem problemas políticos, sociais e históricos com militares”, afirmou

Para Antônio Lisboa Leitão de Souza, também da Conlutas, se o Brasil realmente deseja ajudar os haitianos, deveria fazer como Cuba que, em vez de enviar soldados, enviou médicos que atendem à população e ajudam a recompor o sistema de saúde local.

Souza, que esteve no Haiti em abril deste ano, disse que conheceu homens, mulheres, idosos e até mesmo crianças que trabalhavam em condições sub-humanas, ganhando US$ 0,50 por dia. “Além disso, eles ainda não conquistaram o direito à folga remunerada, ganhando apenas pelo dia em que trabalham”. Para Souza, o Brasil deveria dar o exemplo e dizer à ONU que já não é mais tempo de manter tropas militares no Haiti.

Procurado, o Ministério da Defesa disse que somente o ministro Nelson Jobim poderia comentar o assunto, mas ele está fora do país, na Europa. Ontem (16), a chefe da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores, conselheira Gilda Motta Santos Neves, afirmou que o governo brasileiro não tem prazo para deixar o país e tem investido em diversas ações sociais.

Sipam anuncia repasse de R$ 16 mi para Cartografia da Amazônia

O Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), vinculado à Casa Civil da Presidência da República, divulgou ontem, dia16, o repasse de mais R$ 16,4 milhões de reais para o Projeto Cartografia da Amazônia

Redação Jornal do Commércio AM

O Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), vinculado à Casa Civil da Presidência da República, divulgou ontem, dia16, o repasse de mais R$ 16,4 milhões de reais para o Projeto Cartografia da Amazônia. Os recursos, relativos ao segundo trimestre do ano, foram destinados ao Exército (R$ 7,6 milhões), Marinha (R$ 5 milhões) e ao CPRM (Serviço Geológico do Brasil) (R$ 3,8 milhões), que realizam os trabalhos de campo do projeto. Deste total, R$ 10,8 milhões serão para o custeio das operações e R$ 5,6 milhões para investimentos necessários ao início de uma parte do trabalho, como a construção de navios e equipamentos para atualizar a cartografia náutica das principais hidrovias da região. Este ano o Sipam já repassou R$ 22,4 milhões para a execução dos trabalhos da Cartografia da Amazônia. Em 2008 foram destinados R$ 68,5 milhões ao projeto.

Responsável pela execução da cartografia terrestre, o Exército já coletou imagens de 339 mil quilômetros quadrados, uma área semelhante à do Estado de Goiás, na região conhecida como Cabeça do Cachorro, no Noroeste do Amazonas. Desse total, já estão em fase de processamento as imagens de 70 mil quilômetros quadrados. Isso permitirá elaborar a primeira carta-imagem do projeto, com informações sobre a altimetria da região (padrão do relevo, depressões, morros), identificação de rios e dados preliminares do terreno. Até a conclusão do projeto, vários produtos intermediários serão divulgados para subsidiar pesquisadores ou mesmo auxiliar na gestão pública.

Segundo o diretor de Produtos do Sipam, Wougran Soares Galvão, até o final de julho também devem ser divulgadas as primeiras cartas dos levantamentos aerogeofísicos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil. Os resultados do trabalho devem identificar áreas com potencial para futuro aproveitamento de reservas minerais. Em relação à Marinha, Galvão destacou que os recursos destinados à instituição garantirão o cumprimento de todos os prazos na construção dos navios que serão utilizados para produzir as cartas náuticas. Lançado em 2008, o projeto deve concluir em cinco anos as cartografias terrestre, geológica e náutica da Região Amazônica.

Neste período, o governo federal investirá R$ 350 milhões. O principal objetivo é acabar com os vazios cartográficos na região e contribuir para o desenvolvimento e proteção da Amazônia. As cartografias vão auxiliar no planejamento e execução dos projetos de infra-estrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional. As informações ainda ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras. O Sipam coordena o Projeto e os executores são o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM.

Deputados estão em favor da liberação de recursos para as Forças Armadas

Portal Amazônia

BOA VISTA - O deputado federal Édio Lopes (PMDB/RR) se reuniu ontem (16) com deputados da Frente Parlamentar de Apoio às Forças Armadas da Amazônia e da Frente Parlamentar de Defesa Nacional. O objetivo era discutir formas de viabilizar o descontingenciamento de recursos das Forças Armadas através de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A iniciativa foi do deputado Édio Lopes, presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Forças Armadas da Amazônia, este um dos mais importantes grupos políticos do Congresso Nacional.

Diante das necessidades que as Forças Armadas enfrentam, o parlamentar roraimense entendeu que o descontingenciamento dos recursos do Ministério da Defesa é uma forma de viabilizar melhorias para as Forças Armadas.

- Reunir estes deputados já mostra o quanto o nosso Congresso está sensibilizado com as necessidades das nossas Forças Armadas. Nosso objetivo é comum: ajudar a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, ressaltou o deputado. (JM)

17 Junho 2009

Cadetes estudam defesas eletrônicas

Forças Armadas dos EUA fazem competição como parte de treinamento contra eventual ataque cibernético

COREY KILGANNON

NOAM COHEN

DO "NEW YORK TIMES"

As Forças Armadas estavam sob ataque. As linhas de comunicação tinham caído, e a cadeia de comando havia se rompido. Avaliando um abrigo improvisado cuja entrada estava camuflada por uma rede, o jovem vestido com uniforme de combate grita para seus companheiros: "Eles estão inundando o servidor de e-mail. Bloqueie-o. Eu assumo a responsabilidade".

Esses são os jogos de guerra na academia militar de West Point. Em abril, uma equipe de cadetes passou quatro dias batalhando sem parar a fim de estabelecer uma rede computacional e mantê-la em operação enquanto hackers da Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA na sigla em inglês), em Maryland, tentavam se infiltrar nela.

A competição fez parte de uma prova final de um curso optativo do último ano. Os cadetes, que eram graduandos em ciências da computação e tecnologia da informação, competiram contra equipes da Marinha, da Força Aérea, da Guarda Costeira e da Marinha Mercante. Cada equipe foi julgada segundo a forma como conseguiu afastar as ameaças.

Defesas cibernéticas

Os jogos de guerra cibernética em West Point são um exemplo da conscientização cada vez maior a respeito da necessidade de tratar a ameaça de um ataque por computador tão seriamente quanto a de um ataque realizado por meio de bombardeiros ou tropas.

Dificilmente há alguma unidade das Forças Armadas norte-americanas que não tenha recebido ordens para analisar o risco de ataques cibernéticos a suas missões -e para treinar meios de contraataque.

Se acontecer de os hackers alcançarem seus objetivos, eles poderão trocar informações por meio da rede e prejudicar as comunicações via internet.

No deserto localizado próximo à cidade de Las Vegas, em uma área cheia de trailers discretos, um grupo especial de hackers passa dias e noites vasculhando as enormes redes militares de computador atrás de qualquer fragilidade que possa ser explorada.

Esses hackers trabalham para o governo e têm acesso às últimas novidades em softwares de ataque -alguns deles foram desenvolvidos por especialistas em criptologia da NSA. Os hackers têm um nome oficial -o 57º Esquadrão Agressor de Informações (57th IAS, na sigla em inglês)- e uma sede real, a Base da Força Área em Nellis.

No ano passado, as Forças Armadas criaram o seu próprio espaço a fim de receber especialistas em computação, o Network Warfare Battalion (algo como Batalhão de Ações de Guerra na Rede), para o qual muitos dos cadetes que participam dos jogos de guerra cibernética esperam ser indicados. Mas o número de postos de trabalho ainda é pequeno.

Carência de cérebros

Atualmente, o Departamento de Defesa forma apenas 80 estudantes por ano em suas escolas de guerra cibernética. Isso fez Robert Gates, secretário de Defesa norte-americano, reclamar de que o Pentágono está "desesperadamente carente de pessoas que tenham habilidades nessa área em todos os setores, e nós devemos tratar de resolver isso".

Parte dos esforços do Pentágono a fim de aumentar o seu poderio militar são os jogos de guerra cibernética disputados nas academias militares nacionais, entre as quais West Point, onde jovens cadetes com botas de combate e cortes de cabelo bem curtos falam de megabytes em vez de megatons.

Na final dos jogos de abril, um grupo tinha de recuperar informações importantes que haviam sido parcialmente apagadas de um disco rígido.

Outros cadetes trabalhavam em grupo, como se estivessem consertando uma represa com vazamento, a fim de preservar o funcionamento geral do sistema enquanto hackers da NSA atacavam o mecanismo responsável por rodar um banco de dados fundamental e um servidor de e-mail.

Eles gritavam vários endereços de internet para que fossem inspecionados -e normalmente bloqueados- depois de terem recebido a autorização dos árbitros. E houve um momento em que Salvatore Messina, o cadete encarregado de comandar o grupo, teve de agir sem permissão dos árbitros porque o ataque havia sido tão intenso que não permitiu o envio de uma mensagem de e-mail.

Conhecimento vital

Os cadetes dessa sala são alvos de algumas piadas, mas um deles, Derek Taylor, disse que os soldados de hoje sabem que o domínio da tecnologia pode ser tão vital quanto a força bruta no momento de salvar vidas.

West Point leva a competição a sério. Os cadetes que ajudaram a instalar e proteger o sistema operacional precisaram de uma semana até conseguir ajustá-lo.

West Point saiu vitoriosa dos jogos. O que significa que a academia, que ganhou cinco das últimas nove competições, pode manter o troféu Directors Cup, exposto atualmente perto de uma máquina decodificadora Enigma, usada na Segunda Guerra Mundial pelos alemães.

A decifração do código da Enigma ajudou os Aliados a vencerem a guerra, e a máquina é uma lembrança do papel central que a tecnologia desempenha nas ações militares.

Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS

Missão da ONU não sai do Haiti antes de 2011

Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA – O Estado de São Paulo

O Itamaraty afirmou ontem estimar que só a partir de 2011 o governo do Haiti e a ONU poderão "começar a refletir" sobre a redução gradual das tropas estrangeiras no país. Até lá, o Brasil manterá o comando da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti (Minustah), que reúne militares de 20 países, e seu contingente, atualmente de 1.280 homens. A perspectiva brasileira traz uma reação antecipada às pressões de setores haitianos que querem um plebiscito sobre a retirada em curto prazo das tropas estrangeiras.

Essa insatisfação tende a ser canalizada no segundo turno das eleições para o Senado, no domingo. Segundo a conselheira Gilda Motta Santos Neves, chefe da Divisão das Nações Unidas do Itamaraty, o Conselho de Segurança autorizará a saída da Minustah apenas quando for confirmada a evolução da situação de segurança, do desenvolvimento econômico e social e da reconstrução institucional do Haiti. Esses itens são avaliados a cada seis meses pela ONU. Para a diplomata, não se trata de uma meta que possa ser alcançada em curto prazo.

A partir de janeiro, o Brasil deverá voltar ao Conselho de Segurança como membro nãopermanente, por um período de dois anos. Será, portanto, um voto a mais pela preservação das forças da ONU no Haiti.

"A situação de segurança no Haiti ainda é frágil. A presença da Minustah deve ser renovada por mais um ano, em outubro. A retirada das tropas ainda não é discutida", afirmou a conselheira.

A embaixadora Vera Machado, subsecretária de Assuntos Políticos do Itamaraty, enfatizou que a reconstrução do Haiti é uma "prioridade da política externa" brasileira e a cooperação do Brasil com esse país é um compromisso de longo prazo, que tem sido conduzido de forma "exemplar".

16 Junho 2009

Jobim diz que acidente com voo AF 447 não abala confiança do Brasil

BBC BRASIL

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, nesta segunda-feira, em Paris, que o acidente com o voo AF 447 da Air France "não abalou em absolutamente nada" a confiança do Brasil em relação à capacidade técnica dos equipamentos e fabricantes franceses.

Jobim, que se reuniu na tarde desta segunda-feira em Paris com o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, e com outras autoridades do país, disse ter reiterado nesses encontros que o acidente aéreo "não abalou o pacto estratégico entre a França e o Brasil".

Em dezembro de 2008, a França e o Brasil lançaram uma parceria estratégica que prevê transferências de tecnologias para a fabricação no Brasil de 50 helicópteros, que serão utilizados pela Força Aérea brasileira, e cinco submarinos, sendo um deles com propulsão nuclear.

Segundo estimativas da imprensa francesa na época, o negócio seria estimado em 8,6 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões).

"O Brasil tem interesse em aprofundar mais essa parceria estratégica", disse Jobim, durante entrevista na embaixada brasileira em Paris.

Licitação

Além dos contratos de helicópteros e submarinos, a França também disputa, juntamente com os Estados Unidos e a Suécia, a licitação do governo brasileiro para a compra de caças para a Força Aérea.

Segundo Jobim, a Força Aérea brasileira deverá apresentar um parecer técnico no final de julho, indicando sua preferência.

"O assunto será examinado depois pelo presidente (Lula). A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França", disse Jobim.

Confiança

"Acidentes são coisas que lamentavelmente ocorrem", afirmou o ministro brasileiro ao comentar que a tragédia não abala a confiança do Brasil nas empresas francesas, como a Thales, do setor aeroespacial, fabricante dos tubos Pitot, os sensores que medem a velocidade dos aviões.

"Nós conhecemos muito bem a competência da Thales, sucessora da Thomson. Eu conheço a Thales desde a época da licitação para o Sivam em 1995", disse Jobim, referindo-se ao Sistema de Vigilância da Amazônia, cujo contrato foi obtido por uma empresa americana.

Problemas nos sensores de velocidade fabricados pela Thales para os aviões têm sido apontados como a possível causa do acidente com o avião Airbus A330 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico enquanto seguia do Rio de Janeiro para Paris, no último dia 31 de maio.

Jobim visita nesta terça-feira o Salão da Aviação do Bourget, o maior evento mundial do setor da aeronáutica, na periferia de Paris, mas não revelou se o Brasil teria interesse em comprar mais equipamentos.

 

Medida que impede bloqueio de gastos das Forças Armadas pode ser

Gorette Brandão / Agência Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deve examinar, nesta quarta-feira (17), duas propostas de emenda à Constituição que, em tramitação conjunta, têm por finalidade garantir a efetiva aplicação dos recursos orçamentários destinados às Forças Armadas. O relator, senador Pedro Simon (PMDB-RS), recomendou a aprovação da PEC 53/04, apresentada pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), texto que pretende vedar por dez anos a aplicação de limites à execução das dotações destinadas ao reaparelhamento, modernização e à pesquisa e desenvolvimento tecnológico das três forças - Exército, Marinha e Aeronáutica.

Ao justificar a preferência por essa matéria, em comparação com a PEC 85/03, que tem como primeiro subscritor o senador Demosténes Torres (DEM-GO), o relator observou que a proposição do senador Marcelo Crivella apresenta uma importante vantagem: produzirá efeitos por apenas dez anos, evitando que a iniciativa seja criticada ou mesmo inviabilizada pelo fato de "abrir exceção favorecedora" por prazo indeterminado para apenas um segmento de governo.

Outro ponto que favorece a PEC 53/04, na avaliação de Simon, é que a proteção contra possíveis limites à execução financeira alcança apenas a aquisição de bens e serviços com suporte em contratos de financiamento firmados com organismos financeiros internacionais. Pela proposta liderada pelo senador Demosténes Torres, a proteção dos recursos das Forças Armadas seria total, e não apenas no que se refere ao programados para investimentos em reaparelhamento e modernização de equipamentos, além de desenvolvimentos de tecnologia.

O texto apresentado por Crivella determina ainda que, desde a elaboração da proposta orçamentária anual, sejam previstos recursos suficientes para o atendimento integral dos cronogramas de desembolso pactuados nos contratos de financiamento externos, inclusive no que se refere às correspondentes contrapartidas - parcela de recursos do próprio orçamento brasileiro.

Defesa nacional

Na análise, o relator encampa a visão dos autores das PECs de que, por longo período, verificouse processo "contínuo e sistemático" de redução do orçamento das Forças Armadas, com sucateamento dos equipamentos, por falta de reposição e manutenção. Salienta, ainda, que essa situação é preocupante diante de um cenário de crise internacional em que se "verifica paulatino enfraquecimento do multilateralismo e a propagação do direito do uso da força", o que torna recomendável uma atenção especial à defesa nacional.

Mesmo com o reforço mais recente nos orçamentos das três Forças, a análise é de que esse movimento ainda é prejudicado pelas medidas de contingenciamento (bloqueios de gastos). Assim, em relação aos valores inicialmente aprovados nos orçamentos anuais, tem havido uma redução dos valores liquidados (pagos). Quando considerados apenas as despesas de investimentos, em relação ao programado, os valores pagos teriam correspondido a apenas 78,8%, em 2005, e 76,9%, em 2006.

Os decretos de contingenciamento são baixados pelo governo, no início de cada ano, quando ainda não há certeza de que as receitas previstas no Orçamento serão mesmo arrecadadas, nem se sabe o ritmo em que elas vão entrar no caixa. Na prática, o que vem acontecendo é que despesas para diversas áreas ministeriais permanecem congeladas, mesmo quando as receitas crescem, em favor da ampliação do superávit primário - economia que governo faz para sustentar o pagamento dos juros da dívida pública.

 

Submarino nuclear vai defender plataforma continental, avalia

Jornal da Câmara

O Brasil precisa investir na construção de seu submarino nuclear para defender as riquezas da plataforma continental brasileira, defendeu em Plenário o deputado Francisco Rodrigues (DEM-RR).

“Principalmente depois da descoberta de petróleo na camada do pré-sal, o País precisa investir em tecnologia de defesa”, afirmou o deputado, lembrando que atualmente mais de 90% da produção nacional de petróleo, mais de 2 milhões de barris por dia, vêm do mar. Rodrigues acentuou ainda que mais de 95% das exportações brasileiras são transportadas por via marítima anualmente, e que as águas jurisdicionais do País contêm uma infinidade de riquezas naturais. Segundo ele, tais recursos devem ficar confiados à Marinha do Brasil, “pois a falta de proteção pode ser um convite a ações lesivas à soberania nacional”.

No caso de submarinos nucleares, explicou o deputado, a fonte de energia é um reator cujo calor gerado vaporiza a água, que faz girar as turbinas. “Essas turbinas podem acionar geradores ou o próprio eixo propulsor, e gera toda a energia necessária para a vida a bordo”, afirmou.

Como são autossuficientes em energia, os submarinos nucleares dispõem de elevada mobilidade, fator fundamental para defesa em águas oceânicas profundas. “Esse veículo pode desenvolver altas velocidades, por tempo ilimitado, cobrindo áreas geográficas consideráveis. Ele é simplesmente o senhor dos mares”, argumentou.

Para 2013 - Francisco Rodrigues lembrou ainda que a Marinha brasileira começou a desenvolver o projeto de construção autônoma de submarinos nucleares ainda na década de 1960. “Nessa época o Centro Tecnológico da Marinha começou a investir em desenvolvimento de tecnologia nuclear com dois objetivos - dominar o ciclo do combustível, o que logrou em 1992, e desenvolver o reator para o submarino”, esclareceu. Conforme disse, o protótipo do submarino está previsto para 2013.

Ainda segundo o deputado, a Marinha brasileira foi uma das primeiras a possuir submarinos – o primeiro foi adquirido em 1914. Até os anos 1950, lembrou Rodrigues, os submarinos eram construídos na Itália, mas desde 1980, o Brasil os compra dos alemães. Nos últimos anos, informou Rodrigues, o Brasil optou por acordos de transferência de tecnologia para dominar a fabricação de submarinos próprios. Atualmente, o acordo está fechado com a França. O País, informou o deputado, já fabricou quatro desses veículos nas bases navais do Rio de Janeiro.

 

Brasil poderá comprar aviões militares dos Estados Unidos

Karla Alessandra – Jornal da Câmara

Parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional estiveram nos Estados Unidos para conhecer os termos da negociação da compra, pelo Brasil, de aviões militares do modelo F-18 Super Hornet, fabricados pela Boeing. Outros dois grupos estiveram na França e na Suécia para verificar as condições de compra de outras aeronaves naqueles países.

O presidente da comissão, deputado Severiano Alves (PDT-BA), defende que qualquer compra de aeronaves seja acompanhada de transferência de tecnologia. Alves informou que a Embraer é uma das cinco maiores empresas de construção de aviões e, detendo a tecnologia estrangeira, poderá facilmente produzir modelos similares no Brasil.

Troca de tecnologias - Existem modelos mais avançados fabricados pela Boeing, mas os Estados Unidos só concordaram em transferir para o Brasil a tecnologia do F- 18, um modelo mais antigo, que começou a ser produzido em 1997.

A ideia é uma parceria com os EUA para troca de tecnologias diversas. Segundo o deputado, os Estados Unidos têm interesse em aprender com o Brasil sobre a exploração de petróleo em águas profundas e sobre a produção de etanol.

Alves disse ainda que a comissão fiscalizará as ações do governo brasileiro na implementação do projeto FX-2, idealizado para reequipar e renovar a Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB).

Iniciado em 1998, o projeto previa a compra de 12 supersônicos com a transferência de tecnologia do fabricante para a FAB.

 

Modelos pequenos chamam a atenção dos militares

August Cole, The Wall Street Journal, de Paris

Alguns dos aviões de combate que mais têm chamado a atenção no Paris Air Show este ano são alguns dos mais lentos. Empresas aeroespaciais e de defesa estão tentando tirar proveito do atrativo cada vez maior de aviões de baixo custo carregados de armas e equipamentos de patrulha de alta tecnologia. Esses aviões estão de repente em voga, agora que os jatos de combate mais caros estão perdendo prestígio nas Forças Amadas americanas.

No aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris, a Air Tractor Inc., do Texas, está apresentando seu protótipo Air Truck AT-802U, que é essencialmente um avião agrícola de dois assentos preparado para combate com armas e eletrônicos avançados.

A aparência do avião faz com que os generais que passam parem e olhem. Sua carga de 3.600 quilos em mísseis, foguetes, canhões e bombas oferece uma imagem que contrasta com a de jatos maiores e mais modernos que custam dezenas de milhões de dólares e são normalmente os atrativos no evento.

"Uma das coisas que deixa as pessoas mais surpresas é toda a munição que ele carrega", diz Lee Jackson, um engenheiro de design da Air Tractor.

A L-3 Communications Holdings Inc. e a Alliant Techsystems Inc. estão entre as grandes empresas de defesa que exibem turboélices de reconhecimento de área sem armas na feira. Executivos das empresas dizem que a demanda por inteligência em tempo real do campo de batalha está crescendo para as forças armadas americanas, particularmente com o aumento das tropas do país no Afeganistão.

A Embraer também concorre no mercado de turboélices militares. A companhia brasileira tem o Super Tucano para contrainsurgência, embora não o esteja apresentando na feira de Paris.

A L-3 forneceu para a Força Aérea dos Estados Unidos aviões de patrulha baseados no projeto de um Hawker Beechcraft convertido que começou a operar no Iraque na semana passada. O desenvolvimento desses aviões foi uma prioridade do Pentágono sob o comando do secretário de Defesa Robert Gates.

"Há um forte apetite" por reconhecimento e coleta de informações de campo de batalha, diz o presidente da L-3, Michael Strianese. "Esses sistemas de vigilância estão ficando cada vez mais cruciais."

O Air Truck da Air Tractor, que tem uma velocidade máxima de 336 quilômetros por hora, nunca será um substituto do F-22 Raptor da força aérea americana, o tipo de maravilha tecnológica que mantém os inimigos a distância. Esse desempenho o Air Truck poderá apresentar. Mas Gates, que planeja encerrar a produção do F-22, está focando-se em combater insurgentes e comprar sistemas bélicos menos caros, o que torna esses aviões cada vez mais atraentes.

A Força Aérea dos EUA informou que quer fortalecer os braços aéreos de exércitos estrangeiros em lugares como Iraque e Afeganistão para ajudar no combate aos insurgentes. Os EUA poderiam ajudar a facilitar as vendas a esses países.

Stephen Biddle, um especialista em contrainsurgência e membro para Política da Defesa do centro de estudos Conselho de Relações Exteriores, diz que esses aviões de baixa tecnologia requerem menos manutenção e podem operar a partir de campos de pouso menores, diferentemente dos bombardeiros a jato. Isso permite que sejam baseados mais perto das forças de combate que vivem e operam em áreas rurais.

 

Senado debate retirada brasileira

Viviane Vaz – Correio Braziliense

O presidente do Haiti, René Préval, vive dias de instabilidade a apenas uma semana do segundo turno das eleições para o Senado no país. Em 21 de junho, 22 candidatos disputarão duas vagas na instituição. Mais de 100 estudantes da Universidade do Estado do Haiti (UEH) protestaram ontem nas ruas da capital, Porto Príncipe, para exigir a publicação da lei que fixa o salário mínimo em 200 gourdes (cerca de US$ 5) por dia — o salário mínimo atual é de apenas US$ 2. Ontem, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, assumiu como novo enviado especial da ONU para o Haiti.

Enquanto o país mais pobre da América Latina enfrenta a tempestade política, o Senado brasileiro discutirá amanhã o papel das tropas brasileiras na missão da ONU para a manutenção da paz no país, Minustah. “O objetivo desta audiência é debater com o governo e com a opinião pública no Brasil qual é o papel que cumpre esta missão militar. O governo e a ONU vendem a ideia de que é uma força de paz e ajuda humanitária. Os movimentos sociais haitianos e vários movimentos sociais dizem que não é isso”, disse ao Correio Dirceu Travesso, do movimento Conlutas, que participará da reunião.

Segundo ele, empresas estrangeiras, como a brasileira Coteminas, têm se beneficiado economicamente do que considera uma “ocupação” no país.

Por outro lado, o Exército brasileiro defende que as tropas brasileiras atendem ao compromisso assumido pelo Brasil com a ONU (resolução 1542), e não cabe à instituição estipular o término da missão. “As observações recebidas pelos órgãos integrantes da ONU e das autoridades haitianas são de que o contingente brasileiro tem cumprido de maneira adequada e pertinente a missão que lhe foi confiada”, explicou à reportagem o Centro de Comunicação Social do Exército. A audiência no Senado contará com a participação de representantes do Itamaraty, do Exército, da Casa Civil e de movimentos sociais.

 

Novo general assume no Afeganistão

DE NOVA YORK – O Estado de São Paulo

Pregando respeito às tradições afegãs, o general Stanley McChrystal assumiu ontem o comando das tropas americanas e da Otan (aliança militar ocidental) no país.

Ele comandará a maior força internacional já vista no Afeganistão. Até o final deste ano, serão 68 mil soldados americanos.

Atualmente, 56 mil americanos estão no país, além de 32 mil militares de outras 41 nacionalidades.

"O povo afegão está no centro da nossa missão. Temos de protegê-los da violência de qualquer natureza. Temos de respeitar a religião e as tradições deles", declarou o general.

McChrystal disse ainda que a missão internacional precisa resgatar o estado de ânimo que havia no país em 2001, após a queda do regime do Taleban.

Anteontem, o general foi alertado pelo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, de que o mais importante elemento da missão é proteger a vida dos civis afegãos.

A troca do comando representa uma tentativa de mudar o rumo de um conflito que tem se tornado mais violento, marcado pelo salto no número de ataques de insurgentes.

A indicação de McChrystal levantou desconfianças no meio militar sobre a sua adequação para o cargo. Ele já chefiou a Força de Operações Especiais e é visto como um homem "de ação". Desde que seu nome foi anunciado, McChrystal tem dito que pretende dar um novo rumo ao conflito na região, protegendo os civis. (JL)

 

Soldado mata colega em posto da Marinha

Vítima levou um tiro de fuzil quando chegava para assumir serviço de sentinela na guarita

Antônio Werneck – O Globo

Um engano pode ter levado o soldado Bruno Luís da Conceição Dias a matar com um tiro, no domingo, o também soldado Tiago Miranda Rodrigues, de 22 anos, durante a troca de guarda no Posto de Transmissão da Estação Rádio da Marinha, em Sarapuí, Duque de Caxias. A Marinha trabalha com a hipótese de acidente. Vigiado por fuzileiros, o posto foi alvo, em 2002, de traficantes: oito homens armados, com uniformes de camuflagem invadiram a unidade levando seis fuzis e duas pistolas.

Segundo a Marinha, Tiago ia assumir o serviço de sentinela quando levou um tiro de fuzil. A Estação Rádio da Marinha fica na Rodovia Washington Luiz, num ponto considerado vulnerável a ataques. Bruno foi autuado em flagrante e está preso.

Tiago estava na Marinha desde agosto de 2008, quando iniciou o curso no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (CIAB). Prestou concurso para o Corpo de Fuzileiros Navais e se apresentou no Rio, em janeiro deste ano. Bruno também fez concurso público e entrou para a Marinha junto com Tiago, em agosto de 2008, quando iniciou o curso de formação no Rio. Os dois eram amigos.

 

15 Junho 2009

Marinhas da Venezuela e Holanda realizarão manobras conjuntas no Caribe

Kaiser Konrad - DefesaNet

As Marinhas da Venezuela e Holanda realizarão entre os dias 16 e 18 de junho, exercícios militares conjuntos no Mar do Caribe, visando à luta contra o tráfico internacional de drogas, pessoas e o contrabando.

Esta é a terceira edição da "Operacão Venhol Open Eyes", disse o comandante da Zona Naval de Ocidente, o contra-almirante José Avelino Gonçalves.

Nas manobras que vão acontecer em águas caribenhas, serão realizados exercícios com helicópteros, de guerra eletrônica, anti-submarina, antiaérea e mar superfície, disse Gonçalves a Agencia Bolivariana de Noticias (ABN).

O chefe militar ressaltou que a operação tem como principal objetivo “estreitar os laços de cooperação e amizade entre ambas as Armadas e no combate às atividades ilícitas no mar”.

A operação prevê também colocar à prova "a capacidade em ações combinadas de busca e salvamento (SAR) de acordo com os procedimentos estabelecidos pela Organização Marítima Internacional (OMI)".

Neste ano, a novidade será a realização de uma ação cívico-social. Os profissionais de saúde do Hospital Naval Venezuelano vão prestar assistência médica e odontológica aos moradores da ilha de Curaçao, a maior e mais populosa do Arquipélago das Antilhas Holandesas.

 

Submarino chinês colide com sonar rebocado dos EUA

Poder Naval

Um submarino chinês colidiu contra um sonar rebocado de um navio da US Navy na Baía de Subic, ao largo das Filipinas. A informação foi dada pela rede de notícias norte-americana CNN na última sexta-feira (12/6).

O navio envolvido no incidente era o USS John S. McCain (foto acima), um contratorpedeiro da classe “Arleigh Burke” atualmente baseado em Yokosuka, Japão. O nome do navio é uma homenagem aos almirantes John S. McCain, Jr. e John S. McCain, repectivamente pai e avô do senador John McCain.

Informações coletadas pela Agência France-Presse (AFP) junto às autoridades filipinas dão conta de que estas últimas não possuem nenhuma informação sobre o incidente.

Em março deste ano cinco navios chineses realizaram manobras “perigosamente próximas” ao USNS Impeccable no sul da China. Alega-se que o objetivo na época era cortar e fiscar o cabo do sonar rebocado.

 

Aeronáutica recebe ofertas finais das empresas participantes do projeto FX-2

Mantendo a política de transparência do processo de seleção das novas aeronaves de caça multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB), denominado projeto F-X2, o Comando da Aeronáutica (COMAER) encerra hoje, 12 de junho de 2009, a coleta de informações das empresas participantes do Processo de Seleção (listadas aqui em ordem alfabética: BOEING F-18 E/F SUPER HORNET, DASSAULT RAFALE e SAAB GRIPEN NG) para a avaliação final.

A fase que se encerra constituiu a última rodada de esclarecimentos entre o COMAER e as empresas participantes. Cada empresa teve iguais oportunidades de trocar informações com a Gerência do Projeto F-X2 (GPF-X2) e apresentar suas respectivas melhores e últimas ofertas - BAFO (do inglês Best and Final Offer).

De posse de todas as informações obtidas agora e nas fases anteriores, quais sejam, a avaliação das ofertas entregues em 2 de fevereiro, as discussões desenvolvidas durante as reuniões de esclarecimentos (a partir de 2 de março), verificações oriundas das visitas técnicas, logísticas e industriais, vôos de avaliação (a partir de 30 de março) e a avaliação das ofertas revisadas entregues em 4 de maio, os integrantes da GPF-X2 prosseguem com a avaliação final das respostas das empresas até o final do mês de junho.

Por fim, o Comando da Aeronáutica ressalta que mantém, isento de qualquer juízo preferencial, a seleção das aeronaves, tendo por base critérios comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, de compensação comercial (Offset), industrial e tecnológica, e de transferência de tecnologia, de forma a permitir a melhor escolha, colocando a FAB e o Brasil em posição de destaque no cenário aeronáutico mundial, além de possibilitar, em médio e longo prazo, a capacitação dos parques industriais civis e o desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira.

Brig Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

 

Peru investirá US$ 140 Milhões para recuperar seus Mirage 2000

Blog do Poder Aéreo

O Ministro da Defesa do Peru,  Ántero Flores-Aráoz, anunciou hoje (domingo) que esta semana viajará para a França uma delegação de alto nível de sua pasta , encabeçada pelo vice-ministro de políticas para a Defesa, José Antonio Bellina Acevedo e o Tenente general da FAP, Carlos Samamé, a fim de consolidar os contratos de reparação da frota de aviões de combate Mirage 2000, que demandaria mais de Us$ 140 milhões.

O ministro peruano informou que a delegação peruana se reunirá com os representantes do governo françês e com as empresas envolvidas nos processos de manutenção, reparação e recuperação operacional dos caças.

Informou também, que o custo da recuperação e modernização da frota de Mirage 2000 custaria mais de 140 milhões de dólares, dinheiro que está programado dentro do Núcleo Básico de Defesa, programa destinado para a recuperação do nível operativo das FFAAs peruanas.

Por fim, o ministro informou que durante as reuniões com os representantes do ministério da defesa da França, a delegação peruana tem prevista a assinatura das Emendas ao Convênio Bilateral para a cooperação no âmbito dos materiais de defesa, assinado pelo Peru e a França no ano de 2002. Antes do retorno, a delegação peruana visitará a Feira Aeronáutica e do Espaço de Le Bourget, onde também terão reuniões com as principais empresas do mundo do setor.

 

Arábia Saudita recebe seus primeiros Typhoon

Blog do Poder Aéreo

A Real Força Aérea da Arábia Saudita (RFSA) recebeu na semana passada (quinta-feira) seus dois primeiros Eurofigther Typhoon entregues em Warton , na Inglaterra.
Em Warton (UK) também serão fabricados outros 24 exemplares de um total de 72 unidades adquiridas. Os restantes 48 serão montados na Arábia Saudita.

Com um valor total de 32,9 bilhões de dólares americanos, este contrato inclui, além dos Typhoon, a construção de uma planta na Arábia Saudita que montará e produzirá componentes e peças de reposição diversas das aeronaves, além uma ampla gama de armamentos diversos, treinamento das tripulações, proverá pessoal técnico e da manutenção. No valor contratado também está incluso a manutenção dos aviões por até 20 anos e sua modernização progressiva neste mesmo período.

Os Typhoon substituirão progressivamente os Panavia Tornado, inicialmente as 24 unidades ADV (Air Defence Variant) e após as 48 unidades IDS (Interdictor/Strike), além de, possivelmente, substituir pelo menos um esquadrão de F-15 Eagle.

10 Junho 2009

Submarino nuclear francês se incorpora a busca por caixas-pretas


Paris, 10 jun (EFE).- O submarino nuclear francês "Emeraude" se incorpora hoje aos trabalhos de busca das caixas-pretas do avião da Air France que caiu no Atlântico no último dia 31 quando cobria o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris.

O porta-voz do Estado-Maior do Exército francês, Christophe Prazuck, indicou hoje que o "Emeraude" chegou à região dos destroços do avião, e que inicialmente vai a se concentrar em uma área de 20 milhas náuticas quadradas (36 quilômetros quadrados).

Segundo o programa previsto, a cada dia realizará uma investigação em uma área diferente para tentar encontrar as caixas-pretas, que emitem sinais durante um período de um mês que podem ser detectados a uma distância de um quilômetro.

Prazuck explicou que esta tarde também deve chegar à região das buscas o navio francês "Mistral", especializado em missões anfíbias.

O envio do submarino nuclear francês foi decidido por sua capacidade para escutar sinais no fundo do mar.

09 Junho 2009

Airbus de Lula na revisão


SÃO PAULO – O avião utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas viagens internacionais, modelo Airbus 319 – conhecido como Aerolula –, está em manutenção no centro tecnológico da companhia TAM, em São Carlos (SP). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave deve passar por uma adaptação no sistema de controle de velocidade em condições de gelo para a melhoria de eficiência do equipamento.

O procedimento segue orientação do fabricante, o mesmo do A330 que caiu no Oceano Atlântico, e estava programado desde abril.

A Força Aérea Brasileira não soube informar até quando o avião presidencial ficará em manutenção. Segundo a Aeronáutica, não há relação com o acidente ocorrido recentemente com o Airbus A-330 da Air France.

Em março, o Aerolula não chegou a levantar voo em Nova Iorque para trazer o presidente Lula de volta ao País. Com um defeito na porta, o avião não conseguiu decolar dos EUA. Segundo informou à época o Palácio Planalto, o avião não teve condições de voo depois que a escada que serve para o embarque de passageiros bateu e empenou a porta da aeronave.

Ontem, em seu programa semanal no rádio Café com o presidente, Lula afirmou que o governo brasileiro fará o possível – por meio da Marinha e da FAB – para encontrar todos os corpos dos passageiros do voo 447. “Vamos fazer todo o esforço que estiver ao nosso alcance para encontrar tudo o que for possível encontrar”, disse, ao encerrar seu programa. “Encontrar os corpos neste momento de dor não vai resolver o problema, mas já é um conforto imenso para a família”, reforçou o presidente.

A END e o pensamento estratégico

CARLOS ALBERTO PINTO SILVA

General-de-Exército da reserva, ex-comandante de Operações Terrestres (COTer), do Comando Militar do Sul (CMS) e do Comando Militar do Oeste (CMO).

"O pensamento estratégico precisa ser amplo e globalizante, ao invés de buscar uma análise detalhada dos fatos. Deve ter como base as necessidades de um grupo humano e ser realizado em equipe.

O pensamento estratégico é social e, portanto, não deve ser obra de um homem, personalista e iluminado. A subordinação às idéias de um "virtuose" é o caminho mais direto para o desastre". (Marechal Castelo Branco)

O modo de empregar o Poder Nacional, característico da estratégia, tem seu campo de ação limitado por uma orientação política. A política não condiciona apenas a concepção estratégica do conjunto. Em alguns casos, condiciona as próprias ações estratégicas, limitando os riscos que a nação pode aceitar e os sacrifícios a serem exigidos da população.

Os Poderes Constitucionais, a sociedade e as instituições do Estado (inclusive Forças Armadas), "tríade extraordinária" da atualidade, devem ser considerados instrumentos racionais da política nacional.

"Racional", "instrumento" e "nacional" encerram conceitos chaves para o estabelecimento de um novo paradigma. A decisão de se empreender intervenções importantes na vida política nacional deve ser:

I - racional, baseando-se numa avaliação de custos e benefícios para o Estado e para a sociedade;

II - instrumental, empreendida para alcançar um objetivo relevante definido; e

III - nacional, de modo a que seus objetivos satisfaçam os interesses do Estado, justificando o esforço necessário à mobilização da nação.

Somente por meio de uma compreensão da conjuntura e da conjugação de esforços dos integrantes da atual "tríade extraordinária" será possível levar o Estado à plena satisfação dos seus interesses. E ao estabelecimento de uma Estratégia Nacional de Defesa que seja possível, contando com a aceitação da sociedade e conquistando credibilidade em todos os campos do poder.

A inter-relação entre assuntos políticos e militares é inevitável, particularmente no nível estratégico.

As políticas de defesa e de relações exteriores, por exemplo, devem guardar estreita coerência entre si, integrando-se no contexto do desenvolvimento harmônico das expressões do Poder Nacional. Somente assim, poderá o País contar com instrumentos capazes de respaldar suas decisões soberanas no âmbito nacional e internacional.

Ao Poder Militar falta a definição clara dos objetivos que, alcançados, favoreçam a definição do perfil estratégico do Brasil, orientando melhor a formulação das políticas do preparo e do emprego das Forças Armadas.

É necessário que tais objetivos sejam perfeitamente definidos e que as responsabilidades políticas estejam firmemente estabelecidas, considerando a capacidade nacional de aprestamento e de mobilização e respeitando os fatores de custo e a possibilidade de execução das estratégias previstas, no médio e no longo prazo.

A "transformação" das Forças Armadas, quando da implantação da nova Estratégia Nacional de Defesa, não pode ser improvisada, mesmo diante da complexidade do mundo moderno, dos orçamentos dramaticamente curtos e da pequena percepção da sociedade em relação à necessidade de defesa.

Nenhuma estratégia pode se sustentar sem uma sociedade e uma cultura que a hospede e abrigue.

E esta própria sociedade hospedeira e a cultura em si são abaladas quando, instalada a crise ou conflito, o sistema de defesa não responde.

"A afirmativa de que um aperfeiçoamento militar importante, ou seu planejamento, deva ser de opinião puramente militar é inaceitável e pode ser prejudicial. Também não é sensato convocar o militar - como fazem muitos governos quando estão planejando uma guerra - para pedir conselhos puramente militares." (Clausewitz)

São governos e parlamentos, por intermédio de Políticas Nacionais de Defesa, que têm de decidir sobre a preservação da paz, quanto aos passos individuais da escalada em tempo de tensão e acerca do emprego do Poder Militar para dissuadir ou para travar a guerra.

Muitas vezes, observa-se a falta de uma ligação objetiva entre políticos e militares, dificultando a obtenção de respostas a questões em torno das razões para empregar o poder armado e que meios utilizar na conquista dos objetivos marcados pela política, necessários à defesa dos interesses nacionais.

"Na Estratégia Militar, o estudante sério de estratégia começa estudando a baioneta. Não é por acidente que Clausewitz, o melhor estrategista que o mundo conheceu, começou sua carreira no exército prussiano com doze anos de idade, e como alferes recebeu seu batismo de fogo nas Guerras Revolucionárias e Napoleônicas." (AL Ries, Marketing de Guerra)

Atualmente, os militares estão entre os que com menos freqüência contribuem para a literatura básica estratégica e para o planejamento da END. Muitos políticos entendem que as Forças Armadas constituem meramente um sistema gerencial destinado a "organizar, treinar e equipar forças da ativa e da reserva", empregando-as quando determinado.

Provocar o afastamento dos militares do nível estratégico poderá levar uma Força Armada a se preocupar mais com a administração do que com o preparo e o emprego de suas tropas, além de gerar uma tendência de identificar, ou confundir, liderança militar com capacidade administrativa.

O argumento de que, numa democracia, somente os políticos podem tratar de políticas e de planejamento em nível estratégico significa confundir o assunto. Geralmente, os políticos não participam desse processo no campo da defesa - mas decidem sobre políticas ou estratégias que lhes são propostas pelos assessores militares ou civis especialistas no assunto, como em qualquer democracia no mundo.

Os políticos erram ao ver as Forças Armadas como um instrumento de governo e não de Estado. Por isso, buscam alijar os militares (apartidários) das decisões políticas e estratégicas necessárias à defesa da sociedade e do Brasil.

Essa atitude prejudica o planejamento da END e a sua implantação, pois representa uma regressão do pensamento estratégico no País, em face de um injusto pré-julgamento dos militares feito por alguns maus políticos de plantão.

Somente por meio de uma completa compreensão da política nacional e da integração entre civis e militares, poder-se-á estabelecer os melhores parâmetros para o emprego bem sucedido do Poder Militar no contexto de uma Estratégia Nacional de Defesa.

Gasto militar global bate recorde em 2008

A despeito da crise econômica, países investiram US$ 1,46 trilhão em Forças Armadas, ou US$ 217 per capita, diz estudo sueco

EUA e China lideram ranking de despesas militares, no qual o Brasil, que aumentou em 30% seu gasto em dez anos, figura na 12ª posição

DA REDAÇÃO – Folha SP

A despeito da crise econômica global no segundo semestre, gastos militares alcançaram o valor recorde de US$ 1,46 trilhão no mundo em 2008, aponta relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), think tank financiado pelo governo sueco.

A cifra corresponde a 93% do Produto Interno Bruto brasileiro de 2008 (US$ 1,57 trilhão, de acordo com o Fundo Monetário Internacional).

Trata-se de um aumento de 4% em relação ao ano anterior e de 45% em relação a 1999, em grande parte atribuído à política de "guerra ao terror" disseminada pelos EUA até este ano.

O gasto com as Forças Armadas subiu de US$ 202 em 2007 para US$ 217 por habitante do planeta em 2008 -valor equivalente a 29% do gasto per capita com saúde no mundo (US$ 716), segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

O Brasil está entre os países que aumentaram seus gastos, segundo o Sipri.

"Por enquanto, a indústria mundial de armamentos, com as guerras no Iraque e no Afeganistão e com o aumento de gastos em diversos países em desenvolvimento, mostrou poucos sinais de sofrer impacto da crise", diz o relatório.

Os EUA continuam a liderar a lista -seus gastos militares cresceram 9,7% em 2008, para US$ 607 bilhões. Gastando US$ 84,9 bilhões, a China aumentou as despesas em 10% e chegou à segunda colocação pela primeira vez, seguida por França (US$ 65,7 bilhões), Reino Unido (US$ 65,3 bilhões) e Rússia (US$ 58,6 bilhões).

O estudo aponta que os crescentes déficits orçamentários governamentais devem afetar futuras despesas militares. Nos EUA, a expectativa é a de que os gastos com armas tenham seu crescimento reduzido no governo de Barack Obama em comparação à era Bush.

Brasil e América do Sul

Na América do Sul, as despesas cresceram 50% na última década, "arrastadas pelo Brasil, que iniciou um trabalho de longo prazo para se consolidar como potência regional, e pela Colômbia, por seu conflito interno", aponta o relatório.

O Brasil gastou US$ 23,3 bilhões em 2008 -o que inclui aposentadorias e pensões militares.

Trata-se de crescimento de quase 30% em relação a 1999. Com isso, ocupa o 12º lugar na lista do Sipri.

Com agências internacionais

Aerolula recebeu uma notificação de mudança há 45 dias da tragédia

Tânia Monteiro – O Estado de São Paulo

Quarenta e cinco dias antes da tragédia com o avião da Air France, a Airbus enviou ao Brasil um comunicado (Service Bulletin) recomendando que o A319CJ, o avião presidencial brasileiro, "incorporasse pitot probes" (mudanças nos pitots). Em nota oficial, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica disse que a Airbus ainda explicitou o motivo da recomendação: o pitot probes serve para "melhorar a eficiência do equipamento na indicação de velocidade em condições de gelo".

O avião do acidente era um Airbus A330-200. Investigações preliminares mostram que o mau funcionamento dos pitots em situações de baixa temperatura pode ter provocado uma pane no controle dos equipamentos de aceleração do jato, tornando a velocidade inadequada para uma área de grande turbulência.

A Aeronáutica informou que ainda está avaliando se troca ou não o pitot do Aerolula, como é conhecido o Airbus A319CJ. Segundo o Comando da Aeronáutica, o avião presidencial passa, no momento, por uma revisão programada em São Carlos, no Centro de Manutenção da companhia área TAM.

Conforme a nota oficial, esse procedimento é uma recomendação e não uma obrigação de troca da peça. A nota diz ainda que a sugestão de troca do pitot original pelo pitot probes, feita pela Airbus, nada tem a ver com o desastre ocorrido com o Airbus 330-200 da Air France. A Aeronáutica informou ainda que o Aerolula não pode ser comparado com nenhuma aeronave com os modelos comerciais, pois traz uma série de modificações.

 

Submarino com tecnologia nuclear usará sonares em busca

Jornal do Brasil

O submarino francês que deve chegar amanhã à zona onde se presume que tenha caído o Airbus A330 da Air France participará da busca minuciosa das caixas-pretas da aeronave. A embarcação nuclear de ataque é da primeira geração da Marinha da França. Utilizando um sistema sonar, o Emeraude tentará detectar sinais acústicos emitidos pelas caixas-pretas do Airbus A330. O submarino ajudará também na varredura subaquática da área por corpos e vítimas. A profundidade no local é de 2,5 mil metros.

Ontem, os Estados Unidos anunciaram o envio de uma equipe com aparatos de detecção de sinais para ajudar nas buscas pelas caixas-pretas, que registram dados do voo e conversas dos pilotos. Além desse aparto, cinco aeronaves francesas participam das buscas, além de uma fragata.

Na sexta-feira, o major Christophe Prazuck observou que o submarino francês precisará de "muita sorte" na operação, porque não dispõe da posição exata do impacto.

O Emeraude é um submarino de guerra com capacidade para carregar 14 mísseis e torpedos. O esquema de propulsão é baseado em um sistema turboelétrico nuclear. O reator de pressão aquática (PWR, na sigla em inglês) fornece 48 megawatts. A propulsão auxiliar é provida por uma bomba diesel-elétrica. A embarcação tem velocidade de mergulho de cerca de 12,8 metros por segundo. Trata-se do 4º submarino da Classe Rubis, com sistema de combate integrado (Subtics, na sigla em inglês). Construído na cidade portuária de Cherbourg, no norte da França, a embarcação é da década de 80, comissionado em 15 de setembro de 1988.

O submarino francês protagonizou um dos principais acidentes da história com esse tipo de embarcação. Durante exercício antissubmarino realizado pela Marinha francesa em 30 de março de 1994, o compartimento do motor do Emeraude sofreu uma explosão acidental de dois condensadores de vapor, o que levou à morte 10 homens que, no momento do acidente, analisavam o equipamento.

Depois do acidente, o submarino passou por reformas entre maio de 1994 e dezembro de 1995. A embarcação acabou sendo elevada, depois das mudanças, ao mesmo nível tecnológico do Améthyste (S 605), que desempenhou um papel importante na operação de 1999 na extinta Iugoslávia, ao proteger as forças navais da Organização do Atlântico Norte (Otan).

Em caso de êxito, o Emeraude – um dos seis submarinos nucleares de ataque franceses – dará destaque ao tipo da embarcação de exploração.

 

Suprema Corte se nega a decidir sobre militar gay

Política para Forças Armadas volta à alçada do governo dos EUA

Gilberto Scofield Jr.

Correspondente – O Globo

WASHINGTON. Numa decisão que deixa para o governo de Barack Obama — ou para o Congresso — a responsabilidade sobre o que fazer com a política do Pentágono “Não pergunte, não conte”, a Suprema Corte dos EUA se recusou a julgar ontem um processo movido pelo excapitão do Exército James E. Pietrangelo II, dispensado por ser gay. O ex-militar questiona a constitucionalidade da política, que expulsa das Forças Armadas americanas homossexuais que assumem abertamente sua orientação sexual. A Corte rejeitou o caso a pedido do próprio governo Obama, alegando que a política “racionalmente se refere ao interesse legítimo do governo de manter a disciplina e a coesão militar”.

Na prática, isso significa que a Corte não acha conveniente julgar uma política de âmbito militar do Poder Executivo, o que deixou a Casa Branca aliviada, pois, caso a ação fosse aceita, o julgamento obrigaria o governo a mobilizar advogados para defender uma política que o próprio Obama desaprova e estuda uma forma de alterar.

Alguns militantes gays veem lado positivo na decisão

Pietrangelo havia entrado, junto com outros 11 oficiais, com ação de inconstitucionalidade na Corte de Apelações do 1oCircuito dos EUA, que também rejeitou o caso alegando o mesmo que a Suprema Corte. Ele foi o único a recorrer. Apesar de a decisão deixar a situação de gays e lésbicas como está, alguns líderes do movimento gay acharam boa a recusa da Corte. É o caso da Servicemembers Legal Defense Network, rede de advogados que trabalha na defesa de vítimas da “Não pergunte, não conte”.

— O que ocorreu hoje coloca a bola de novo no campo do Congresso e da Casa Branca, que devem repensar a lei — diz Kevin Nix, porta-voz da rede.

 

Aparelho americano pode 'ouvir' caixas-pretas

Sonar vai orientar busca por registros do Airbus

Leila Swwan – O Globo

BRASÍLIA. A busca pela caixa-preta do voo 447 da Air France no fundo do Atlântico acaba de ganhar reforço. A Marinha dos Estados Unidos já enviou dois equipamentos, chamados de TPL (a sigla, em inglês, significa Towed Pinger Locator) de escuta sonar, capazes de "ouvir" os sinais emitidos pelo gravador de dados e voz da aeronave debaixo d"água. Os aparelhos chegaram ontem e serão instalados até amanhã em duas embarcações francesas em Natal, no Rio Grande do Norte. A partir de quinta, começarão a rastrear locais indicados pela FAB para orientar o esforço do submarino de busca.

As caixas-pretas também têm um pinger que emite um pulso acústico de 37.5 kHz por segundo.

O localizador dos EUA faz uma espécie de "ausculta" nas águas, a até 6 mil metros de profundidade. Os sinais captados são enviados por cabo para a base nos barcos e transformados em imagem e áudio.

- Nossa Marinha conta com esse equipamento devido ao tamanho de nossa frota de embarcações e aviões. Mas o esforço de busca é comandado e orientado pela Aeronáutica do Brasil - disse o coronel Willie Berges, comandante das forças de apoio dos EUA, acrescentando que 20 técnicos, militares e terceirizados vão atuar sob coordenação brasileira.

 

Fragata foi enviada pelo governo francês

Jornal do Commercio

Em seu primeiro dia auxiliando as buscas em alto-mar empreendidas pelo Brasil, a fragata Ventôse, da Marinha francesa, já resgatou oito corpos de vítimas do voo 447. Antes da entrevista coletiva concedida ontem à noite por militares brasileiros no Cindacta 3, em Boa Viagem, no Recife, o Estado-Maior da França em Paris já havia confirmado o recolhimento de pelo menos um corpo e a localização de pedaços do Airbus da Air France no Oceano Atlântico.

“O Ventôse encontrou um corpo e inúmeros destroços que podem ser de um avião”, declarou o capitão Christophe Prazuck, do Estado-Maior francês, à tarde.

O navio francês “chegou ao meio-dia em frente ao Brasil e foi colocado sob a autoridade dos brasileiros, que estão coordenando as buscas”. Os corpos foram visualizados pelo helicóptero Panther, a bordo da fragata.

Os cadáveres permanecem na embarcação francesa aguardando a fragata Constituição, que deve chegar à região dos destroços na quarta-feira, após deixar nove corpos em Fernando de Noronha.

ATRIBUIÇÕES

O assessor da Aeronáutica, tenente-coronel Henry Munhoz, deixou claro que a Ventôse não fará o transporte dos corpos até o arquipélago. “Eles estão nos auxiliando nas buscas, mas cada um tem sua função. Os trabalhos de busca e resgate são de responsabilidade do Brasil. À França, cabe a investigação sobre o acidente”, definiu. “Os objetos pessoais localizados são de responsabilidade da empresa aérea, enquanto a identificação dos corpos fica a cargo da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de Pernambuco”, completou o tenente-coronel Henry.

 

08 Junho 2009

Marinha do Irã incorpora mini-submarino

Blog do Poder Naval

O Irã incorporou mais um mini-submarino, chamado Ghadir 948. O Irã diz que é de projeto nacional, mas na verdade este submarino midget é do projeto italiano MG110, do estaleiro Cosmos, de Livorno.  Os MG110 têm cerca de 28m de comprimento, deslocam 105 toneladas e tripulação de 6 homens. São também utilizados pelo Paquistão.

Podem carregar até 8 mergulhadores e dois torpedos pesados externamente. A velocidade na superfície é de 16km/h e pode ficar sob a água por 8h consecutivas, navegando com baterias. A autonomia é de 5 dias.

Uma fonte militar iraniana diz que “o submarino é difícil de ser detectado, pois é equipado com tecnologia que evita a detecção por sonar e pode ainda disparar mísseis e torpedos simultâneamente.”

Na verdade, esse tipo de submarino é voltado para operações de infiltração de forças especiais e de mergulhadores de combate. Podem atacar navios atracados ou fundeados em bases inimigas, lançando homens-rã ou commandos. Podem atuar também de forma limitada em operações de minagem, operações de barreira em águas rasas (especialmente no Estreito de Hormuz), missões de inteligência e de piquete.

Os MG110 podem navegar 1.000 milhas na superfície usando propulsão a diesel ou 40 milhas submersos, usando baterias. Podem mergulhar a 100m no máximo.

 

Rússia conta com apenas oito SSBN em atividade

Frota atual ainda conta com 17 SSN e 20 SSK em condições operacionais segundo especialista russo

Blog do Poder Naval

A Rússia possui atualmente 12 SSBN em serviço, mas apenas oito contam com capacidade efetiva de executar patrulha de deterrência, informou o site Ri Novosti.

“Das doze unidades o Dmitry Donskoi (classe Akula/Typhoon) encontra-se realizando testes com o novo ICBM Bulava, seis Delta IV estão sendo adaptados para o lançamento do ICBM R-29M Sineva (SS-N-23) e cinco Delta III estão em atividade na frota do Pacífico” disse Mikhail Barabanov, editor da revista Moscow Defense Brief.

Atualmente os submarinos da classe Delta III estão em processo de descomissionamento e dois da classe Typhoon (Arkhangelsk e Severstal) encontram-se na reserva em Severodvinsk desarmados e necessitando de reparos.

A classe Typhoon será substituida pela classe Borey. A primeira unidade da classe, o Yury Dolgoruky, foi lançado ao mar em abril de 2007 e atualmente passa por provas de mar. Dois outros SSBN da classe “Borey”, o Alexander Nevsky e o Vladimir Monomakh, estão em construção. Ao todo, a Marinha da Rússia espera contar com oito unidades desta classe até 2015. A classe “Borey” será equipada com mísseis ICBM Bulava-M (SS-NX-30). Até 16 unidades deste míssil serão transportadas por submarino.

Por outro lado, a frota de SSN está equipada com cerca de 30 unidades armadas com mísseis de cruzeiro SS-N-19 e torpedos de uso múltiplo, mas apenas 17 são realmente operacionais.

A frota convencional possui perto de 20 Kilo (Project 636) que serão gradualmente substituídos pelo Projeto 667 Lada. O inventário da Marinha da Rússia ainda conta com outras sete unidades dedicadas a pesquisa e desenvolvimento tecnológico como o Projeto 20120 B-90 Sarov, um submarino convencional dotado de um reator nuclear para fornecimento de potência suplementar. Este submarino foi comissionado em 2007 e, segundo algumas fontes, ele é utilizado como submarino espião no Ártico.

 

Navios da marinha da Índia e Russia fazem manobras no mar Báltico

RIA Novosti

A fragata porta-mísseis Beas da Marinha da Índia e a corveta russa Stereguschiy (foto) efetuaram, no dia 7, manobras no Mar Báltico, informou um porta-voz da Marinha Russa.
“Os navios russo e indú, depois do seu encontro nas águas do Mar Báltico realizaram manobras do exercícios indo-russo PASSEX”, disse um porta-voz da Marinha Russa ao RIA Novosti.
O porta-voz indicou que durante os exercícios, as tripulaçoes dos dois navios efetuaram manobras de navegaçao, comunicaçoes, salvamento e luta contra piratas.
Despois de concluidas as manobras, a fragata indú tomou rumo ao porto alemao de Bremerhafen.
O porta-voz acrecentou que esta é a primera vez que a tripulaçao da Stereguschiy participa em manobras internacionais.
Com uma velocidade de até 30 nós e uma autonomia de navegaçao de 4.000 milhas, a corveta Stereguschiy pode atacar alvos tanto na superfície do mar quanto debaixo da água, apoiar o desembarque de tropas e cumprir tarefas de defesa anti-aérea.

COLABOROU: Paulo Cadavid Delgado (Espanha)

 

‘Offset’ é um bom negócio, mas não garante transferência de tecnologia

Valor

A exigência de acordos de compensações para os contratos de compra de equipamentos de defesa no exterior é uma estratégia que vem ganhando força no governo brasileiro, como instrumento para agregar tecnologia e alavancar exportações. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem reforçado esse posicionamento ao afirmar que "a transferência de tecnologia é condição primordial para a compra de equipamentos fora do país".

Os recentes contratos de importação de produtos de defesa também mostram uma postura mais rigorosa do governo no sentido de garantir obtenção de tecnologia de ponta para a indústria brasileira. O acordo com os franceses para a construção do submarino a propulsão nuclear, por exemplo, segundo Jobim, resultará na implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos, com incorporação de novas tecnologias para o país. O projeto do submarino está avaliado em € 6 bilhões.

Do mesmo modo, a compra de 50 helicópteros militares da França e 12 da Rússia, e o projeto F-X2, que até o mês de agosto definirá a empresa fornecedora dos 36 caças supersônicos de última geração para a Força aérea Brasileira (FAB), possuem cláusulas de compensação em valor igual ou superior aos contratos negociados. Juntos, esses contratos representam valores superiores a US$ 5,3 bilhões.

A compensação na área de defesa no Brasil - conhecida como "offset" - acontece quando as Forças Armadas de um país fazem um contrato de aquisição no exterior, valor igual ou acima de US$ 5 milhões, e requerem que o país seja compensado nas suas despesas, proporcionalmente ao volume de recursos despendidos na importação.

As contrapartidas comerciais já estão relacionadas hoje a aproximadamente 40% do comércio mundial de bens e serviços. Estima-se que 90% das exigências de "offset" se referem à venda de aeronaves militares. No Brasil, a política e estratégia de compensação comercial, industrial e tecnológica foi aprovada em 2002. Entre as Forças Armadas, a Aeronáutica é a que tem mais experiência nessa área e aplica cláusulas de compensação em contratos de compra de equipamentos desde o início dos anos 90.

Existem várias maneiras de o país comprador exigir tais compensações: treinamento de recursos humanos, co-produção, investimento em capacitação industrial e tecnológica, transferência de tecnologia, contrapartida comercial, produção sob licença, subcontratação. No Brasil, a política de "offset", adotada principalmente pela Aeronáutica, tornou-se um meio para a obtenção de tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento do setor aeroespacial.

O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), Walter Bartels, acredita que, em alguns casos, os resultados dos acordos são efetivos, mas na maioria das vezes não existe a transferência da tecnologia que o país comprador almeja. "Uma prova disso é que a própria empresa contratada é quem escolhe as tecnologias que serão oferecidas e não as que o Brasil gostaria de receber." Bartels também critica o fato de o contrato de "offset" não estar atrelado ao contrato principal. "No Brasil, o contrato de compensação é paralelo ao principal, e com isso o país perde um pouco a capacidade de cobrar do fornecedor o cumprimento do acordo", afirma.

O diretor da Aiab também defende que a condução dos contratos de compra de equipamentos de defesa deveria ser feita por uma empresa brasileira. "Nos EUA, as compras no exterior acontecem dessa forma. A Embraer, quando participou, no começo dos anos 90, da concorrência de fornecimento de aviões Tucano, foi obrigada a se associar a uma empresa americana, a Northrop."

Nos últimos quatro anos, o governo brasileiro, por meio da Aeronáutica, conseguiu colocar em prática quatro projetos de compensação considerados estratégicos. Os acordos envolvem a compra de aviões e componentes eletrônicos no exterior avaliados em mais de US$ 1 bilhão. O valor inclui o acordo de compensação em andamento com a empresa israelense Elbit , e as europeias Airbus e Eads-Casa.

Segundo o coronel Sebastião Gilberti Maia Cavali, diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão que assessora o Ministério da Defesa nas negociações de "offset", o acordo de compensação feito para o novo avião presidencial, o Airbus ACJ, avaliado em US$ 56,7 milhões, é o que está em estágio mais avançado, em termos de cumprimento.

"A empresa europeia já realizou 94% das compensações acordadas com a Força aérea em 2004, entre elas a construção de uma unidade fabril para tratamento de superfícies , a Sopeçaero, e a aquisição de uma fábrica de peças mecanizadas, a Pesola, ambas em São José dos Campos", conta Cavali. A companhia europeia também capacitou a indústria nacional na área de manutenção de turbinas.

A empresa israelense Elbit Systems foi selecionada pela FAB para fornecer os sistemas aviônicos da frota de 45 aeronaves F-5. Essa frota está sendo modernizada em conjunto com a Embraer. O programa de modernização, avaliado em US$ 285 milhões, tem hoje 55% das compensações previstas em contrato, realizadas. A principal delas foi a aquisição da empresa gaúcha Aeroeletrônica e a produção no Brasil de todos os sistemas aviônicos do F-5, com o treinamento de mão de obra brasileira nas fábricas da Elbit em Israel.

A Eads-Casa possui dois contratos com a FAB, no valor total de US$ 767 milhões, envolvendo a modernização de nove aviões de patrulha marítima P-3 e fornecimento de 12 aviões de transporte C-295 para missões na Amazônia. O acordo de compensação nesses dois casos, segundo o diretor do IFI, foi iniciado em 2005 e até o momento a empresa realizou 8% do "offset" do P-3 e 3% do CLX.

O percentual do "offset" exigido varia de país para país e pode ir de 30% a 100% do valor do contrato, mas há casos em que os valores ficam acima disso. O acordo de compensação feito pela empresa Eads-Casa com a Aeronáutica, por exemplo, segundo o diretor-geral da Eads no Brasil, Eduardo Marson Ferreira, prevê contrapartida de 120%. "O Brasil se tornou o quarto país no mundo em obrigações de "offset" do grupo Eads", disse.

A brasileira Atech foi uma das principais beneficiadas do acordo de compensação da Eads-Casa. A empresa enviou uma equipe de engenheiros para a Espanha e, durante um período de três anos, absorveu tecnologia no processo de desenvolvimento e integração de sensores dos sistemas de missão da aeronave P-3. A primeira aeronave com o novo sistema deverá ser entregue em meados deste ano.

As 11 empresas que integram o consórcio HTA (High Technology Aeronautics), fornecedoras do setor aeronáutico, também foram contempladas pelo "offset" oferecido pelo consórcio europeu. As empresas, sediadas em São José dos Campos, se tornaram fornecedoras de peças para aeronaves produzidas pela Eads-Casa na Espanha. As empresas da HTA deixaram de ser apenas mais uma fornecedora da Embraer e passaram a ter reconhecimento internacional, disse um dos diretores do consórcio.

Offset será decisivo no FX-2

Valor

As empresas que disputam o projeto F-X2 - Boeing, Gripen e Dassault - estão investindo pesado em suas propostas de transferência de tecnologia, já que esse item tem sido priorizado pelo governo brasileiro. A Boeing contratou uma empresa de São José dos Campos para delinear sua estratégia nessa área. A política de liberação de tecnologia pelo governo dos Estados Unidos, segundo a Boeing, avançou muito e um claro exemplo disso foi a inclusão do radar APG-79 AESA (foto acima) na proposta enviada para o projeto F-X2.

“A Boeing e os fornecedores do programa do caça Super Hornet têm receita anual de aproximadamente R$ 1 trilhão. Isso representa imenso potencial industrial para ser dividido na obrigação de transferência tecnológica e industrial com as empresas parceiras no Brasil”, afirma o diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Michael Coggins

A Gripen afirma que o grande diferencial da sua proposta está na oportunidade de desenvolvimento conjunto de um caça sueco-brasileiro, baseado em uma aeronave consagrada, com mais de 230 unidades em operação no mundo. “O nosso “offset” está direcionado ao estabelecimento de parcerias estratégicas com a indústria nacional e a transferência de tecnologia através de um trabalho conjunto”, ressalta o diretor-geral da Gripen Brasil, Bengt Janér.

O consórcio francês Rafale International do Brasil, integrado pelas empresas Dassault, Snecma e Thales, também aposta no tema das parcerias estratégicas e afirma que sua proposta conta com o aval do governo francês para transferir 100% das tecnologias do Rafale, que é um projeto 100% francês. “No F-X1, nós já oferecíamos importante transferência de tecnologias. Hoje, o enfoque nessa área está ainda mais pronunciado e a capacidade de absorção da indústria brasileira também é maior”, explicou o diretor do consórcio, Jean Marc Merialdo.

No dia 4 de maio, a FAB recebeu as ofertas revisadas das empresas participantes do processo de seleção dos novos caças. A entrega das propostas finais, conhecidas no jargão militar como Bafo (Best and Final Offer), está prevista para julho. É nesse momento que as empresas tentam melhorar as propostas e têm a última chance para baixar os preços.

De olho nas oportunidades de desenvolvimento de tecnologias e produtos que o contrato do F-X2 pode proporcionar, a prefeitura de São José dos Campos, o Ciesp e o Centro Para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) estão organizando ações para promover e orientar as empresas locais com capacidade para participar dos acordos de compensação da Aeronáutica. O município de São José dos Campos concentra mais de 80% das empresas do setor aeroespacial brasileiro.

Para Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e hoje reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), os acordos de compensação não deveriam se tornar a principal alternativa para o país obter novas tecnologias. “Não nego que resultados tenham existido e a própria Embraer se beneficiou de alguns desses programas de contrapartida, mas seus impactos, salvo algumas poucas exceções, são bem menores do que as expectativas ou intenções”, afirmou.

Empresários do setor reclamam a falta de um gerenciamento mais eficaz dos acordos de compensação. “É importante a formação de um grupo dedicado dentro do governo para acompanhar o cumprimento dos prazos previstos nos cronogramas firmados nos contratos, inclusive na aplicação de penalidades no caso de não cumprimento”, comentou um empresário do setor aeroespacial.

Silva defende que a compra de caças estrangeiros deveria ser feita pela Embraer. “O grande benefício desse sistema é que a contratante da empresa estrangeira sempre é a empresa nacional, dando-lhe um poder de reivindicar o que necessita muito mais forte do que o do offset.”. Silva cita como exemplo a compra e a produção sob licença, pela Embraer, de 112 aeronaves Xavante, nos anos 70.

“Nós contratamos a italiana Aermacchi, selecionada pela FAB, e isso nos permitiu introduzir no contrato pesadas cláusulas de assistência técnica, ajudando a empresa brasileira, que estava dando seus primeiros passos, a acelerar e garantir a qualidade, nível tecnológico e as cadências de produção previstas para o Bandeirante e o Ipanema.”

Na opinião do executivo, é natural que existam dúvidas em relação à capacidade da Embraer de participar ativamente do projeto e do desenvolvimento do avião escolhido pela FAB. “Todos os programas da Embraer, desde o Bandeirante, começaram numa atmosfera de dúvida e ela venceu todos os obstáculos. Se não tivesse havido a confiança da FAB, talvez a Embraer nem existisse hoje.”

No caso do AMX, segundo ele, a Embraer era uma das contratadas para o programa, dentro do projeto criado em conjunto pela Força aérea Italiana e a FAB, além das empresas (Embraer e as italianas Alenia e Aermacchi). “O programa AMX foi fundamental para a empresa dar o bem-sucedido salto para os eficientes e competitivos jatos que produz hoje, com aceitação mundial.” Nesse caso, segundo Silva, a Embraer já não foi simplesmente uma recipiente de conhecimentos externos, mas também geradora de tecnologias, hoje de sua propriedade.

Segundo o executivo, os americanos, na edição do “Buy American Act”, em 1933, obrigaram que as compras de defesa sempre fossem feitas diretamente da empresa nacional e, quando a tecnologia ou produtos inovadores fossem comprados no exterior, teriam que ter um percentual mínimo de participação doméstica, que na época foi fixado em 50%.

Essa lei, de acordo com Silva, foi atualizada em julho de 2006, e o percentual de participação da indústria americana nos contratos aumentou para 75%. “As Forças Armadas americanas investem US$ 12 bilhões por ano em novos projetos, que repercutem no desenvolvimento do país.”

 

Brasil vende Super Tucanos para a Guatemala

Pacote militar inclui ainda outros itens

 

EFE

O Brasil venderá à Guatemala seis aviões Super Tucano da Embraer, equipamento de navegação aérea e radares no valor de US$ 99 milhões, informou hoje o presidente guatemalteco, Álvaro Colom.

O chefe do Estado guatemalteco explicou que a compra foi possibilitada através de um empréstimo cujos termos foram acertados na segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião de trabalho no Palácio Nacional da Cultura, dentro da visita oficial de 24 horas que o governante brasileiro fez à Guatemala.

O empréstimo para o financiamento dos aviões e equipamentos de navegação aérea, explicou Colom, terá um prazo de 12 anos e uma taxa de juros “baixa”, a qual não especificou.

Segundo o presidente guatemalteco, o processo de assinatura formal do acordo de compra, o empréstimo e a entrega das naves e equipamentos poderiam levar até 18 meses.

As aeronaves e equipamentos brasileiros permitirão à Guatemala ter um melhor controle do espaço aéreo do país para combater o tráfico de drogas, crime organizado e outras ameaças como catástrofes naturais.

Estes Super Tucanos deverão substituir os poucos A-37B que restaram em atividade naquela força aérea. A Guatemala recebeu 13 jatos A-37 entre 1971 e 1975. Estes jatos são operados pelo Escuadrón de Aviones de Ataque ‘Quetzales’, baseado em La Aurora.

Acredita-se que apenas três deles estejam em condições de voo. Caso a venda se confirme, este será mais um país a substituir os A-37 pelos Super Tucanos, confirmando o prognóstico feito pelo Poder Aéreo de que a aeronave da Embraer é a melhor opção para os usuários de ‘Dragonfly’.

Além disso, esta compra abre espaço para a Guatemala substituir, num futuro não muito distante, seus Pilatus PC-7 (forte concorrente da versão inicial do Tucano) no treinamento dos seus pilotos pelo próprio Super Tucano. Assim, existiria a possibilidade da compra de mais um esquadrão. Os Pilatus foram adquiridos em 1979 e dos doze exemplares iniciais somente oito estão em atividade.

 

Nem P-3C, nem Atlantique 2, nem AWACS. R-99 é a solução

Blog do Poder Aéreo

Dizem que são nos momentos ruins que extraímos grandes lições. O que aconteceu com o voo AFR 447 da Air France na noite de domingo para segunda-feira foi uma tragédia de grandes proporções cuja origem será fruto de uma longa investigação. Mas podemos sair de cabeça erguida no desempenho dos trabalhos de busca e salvamento (SAR).

Quando o Comando da Aeronáutica recebeu a informação do desaparecimento do voo AF 447, foram tomadas as medidas de praxe, como o acionamento das unidades e dos órgãos competentes para o desenvolvimento das atividades de busca e resgate.

Em um sinistro como esse o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAv) é logo acionado e em pouco tempo estará voando na direção indicada pelo comando da coordenação do resgate. O esquadrão está passando por mudanças no momento, sendo que os Bandeirantes especializados em SAR estão sendo substituídos pelos C-105 “Amazonas”. Foi exatamente esta última aeronave empregada no caso do voo AF 447. Após a conclusão dos trabalhos, o pessoal do esquadrão poderá fazer uma melhor avaliação do desempenho do novo equipamento, como ele pode ser melhorado e qual a sua influência na condução dos trabalhos.

O emprego dos Bandeirulhas do 1º/7º GAv (baseado em Salvador-BA) também já era previsto uma vez que esta é a unidade de esclarecimento marítimo da FAB mais próxima do local do desaparecimento.

Outra aeronave da FAB cuja participação era dada como certa na campanha de busca e salvamento era o C-130 Hercules. Este avião já mostrou do que é capaz em missões desse tipo, não só nas mãos de pilotos brasileiros, mas ao redor do mundo também. A FAB possuía uma versão específica para busca e salvamento denominada SC-130E. No entanto, esta versão já estava bastante desatualizada e quando teve início o programa de modernização dos Hercules na FAB, os remanescentes foram elevados para o padrão C-130H e concentrados no Rio de Janeiro (Galeão e Afonsos).

Pelo lado francês foi mobilizado, de imediato, um Breguet Atlantique 2 e um Dassault Falcon 50M. Posteriormente a França solicitou a ajuda dos EUA, que enviaram um Lockheed P-3C Orion, e incorporou um AWACS do ‘Armée de l’air’ à equipe de busca. A Espanha também passou a ajudar nas buscas.

Entra em cena o ‘Guardião’

Com menos destaque e uma certa dose de desconfiança, a FAB decidiu também utilizar uma aeronave R-99B, pertencente ao 2º/6º GAv - Esquadrão Guardião. Era a primeira vez que este tipo de avião seria empregado em uma operação de busca desta magnitude e sob os holofotes do mundo todo. Seria possível empregar uma aeronave desenvolvida para o SIVAM na busca de destroços em alto-mar?

O R-99B de matrícula FAB 6751 passou a operar a partir de Fernando de Noronha. Às 22:35h do dia 1º de junho a aeronave decolou do pequeno aeródromo daquela ilha. As horas passavam e as notícias sobre indícios não apareciam. Nada foi dito oficialmente, mas corria o temor de que a FAB não fosse capaz de localizar a aeronave ou os seus destroços. Surgiu uma certa desconfiança, tanto interna como externa. Mas a equipe de coordenação da missão de busca e resgate não perdeu o foco.

Já era madrugada do dia 2 de junho quando o R-99, em uma de suas varreduras com a utilização do radar de abertura sintética, identificou alguns “retornos”. Estes indicavam a existência de materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano. A escuridão da noite não permitia a identificação visual dos “retornos”, mas suas posições foram marcadas e a busca foi replanejada.

No dia seguinte, um Hercules da FAB decolou e avistou alguns destroços sobre o mar, além de uma mancha de óleo. Era a confirmação dos “retornos” identificados pelo R-99.

O sucesso da primeira missão foi seguido de um outro resultado positivo. Na madrugada de terça para quarta-feira, por volta das 3:40h, mais alguns destroços foram detectados sendo que um deles possuía cerca de 7 m de diâmetro. Também foi identificada uma mancha de óleo de 20 km de extensão. Quando clareou o dia, um Hecules da FAB sobrevoou o local e confirmou novamente o que o R-99 “viu” durante a noite. Não havia mais como negar. O uso do R-99 na operação foi uma das decisões mais acertadas e uma das surpresas mais gratas. Surpresa para muitos, menos para o pessoal do próprio Esquadrão Guardião, que nunca deixou de acreditar na qualidade do material que dispunha.

Dedicação e competência nunca faltaram aos aviadores da FAB. Juntando-se estes ingredientes com equipamento no estado da arte, o resultado não poderia ser diferente. Infelizmente sobreviventes não foram encontrados até o momento. Mas é certo de que o R-99 poderá salvar muitas vidas no futuro. Esta é a lição deste trágico acidente.

Parabéns à FAB pelo trabalho e à Embraer, pelo desenvolvimento desta fantástica máquina.

 

Comissão do Senado aprova R$305 milhões para o MinDef

Desenvolvimento do KC-390, helicópteros franceses e empresa Alcântara Cyclone Space estão no pacote

Agência Senado

A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) aprovou, nesta quarta-feira (3), o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN 14/09) que concede crédito especial no valor de R$ 305 milhões em favor do Ministério da Defesa.

Do total dos recursos, R$ 105 milhões se destinam ao desenvolvimento pela Empresa Brasileira de Aeronáutica S. A. (Embraer) de um cargueiro militar, denominado KC-X 390, com capacidade de até 20 toneladas, para uso da Força Aérea Brasileira (FAB). A outra parte da verba será usada para pagamento de parcela de adiantamento relativa ao contrato firmado entre Brasil e França, com o objetivo de viabilizar a produção e aquisição de 50 helicópteros franceses de médio porte, para emprego geral das Forças Armadas. O valor total da compra dos helicópteros será de R$ 5,9 bilhões.

Aeroportos

A Comissão aprovou crédito especial de R$ 43,5 milhões (PLN 06/09) em favor da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), para a realização de obras nos seguintes aeroportos internacionais de Fortaleza, Boa Vista, de Salvador, do Galeão, Guarulhos e de Campinas.

Foi aprovado ainda o PLN 11/09, que destina crédito complementar de R$ 149,3 milhões para o Ministério da Ciência e Tecnologia. O montante destina-se à conclusão da implantação do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), à complementação dos recursos para integralização da parte brasileira no capital da empresa Alcântara Cyclone Space, com o objetivo de desenvolver o foguete de Cyclone 4, em parceria com a Ucrânia.

Ao final da reunião o presidente da comissão, senador Almeida Lima (PMDB-SE), estendeu o prazo para a apresentação de emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2010, de hoje até o próximo dia 18.

 

Segundo Saab, Gripen NG vence Su-35 em simulações na razão de 6:1

Blog do Poder Aéreo

Segundo o site Flightglobal, a Gripen International, depois da derrota na Noruega contra o F-35 (JSF), realizou 50 simulações envolvendo o Gripen NG e o JSF, contra uma força de interceptação de Sukhoi Su-35, usando todos os dados disponíveis, incluindo equipamentos de contramedidas e performance de mísseis.

As simulações das Saab teriam mostrado que o Gripen NG equipado com mísseis MBDA Meteor (BVR) e mísseis Diehl BGT Defence IRIS-T (WVR) derrotou o Su-35 na razão de 6:1, ou seja, a cada Gripen NG abatido, seriam abatidos 6 caças Su-35.

Irã apresenta o Shahed 285

Blog do Poder Aéreo

A Shahed Aviation Industries Research Centre (SAIRC) entregou um número desconhecido de helicópteros Shahed 285 para a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O Shahed 285 é mais um desenvolvimento da família Shahed, helicópteros reconstruídos a partir da plataforma do Bell 206. Esta variante não era conhecida até o último dia 26 de maio, quando foi revelado.

O Shahed 285 é um helicóptero monopplace de ataque leve e reconhecimento. Existe também uma versão para ataque marítimo.

FAB informa sobre aeronave interceptada por A-29 e forçada a pousar

Ação contou também com helicóptero H-60L

FONTE: CECOMSAER

Aeronaves A-29 e o avião-radar E-99, da Força Aérea Brasileira, atuaram na operação que terminou com o pouso de um avião monomotor (matrícula CP-1424) em uma pista de terra próxima a Izidrolândia, distrito de Alta Floresta D´Oeste, no interior de Rondônia. Após o pouso, a Polícia Militar, em coordenação com a Polícia Federal, apreendeu 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. A operação ocorreu por volta das 17h da última quarta-feira, dia 3.

A aeronave suspeita, de matrícula boliviana, proveniente daquele País, voava a uma altitude de 1500 pés (500 metros) e foi identificada como tráfego irregular pela aeronave-radar. Logo depois, os caças A-29 já realizavam as medidas de averiguação e o reconhecimento do avião suspeito.

Após ser interceptado pela aeronave da FAB, o piloto não prestou informações sobre identificação ou trajetória que pretendia seguir. Além disso, fez manobra em direção à fronteira com a Bolívia. Em seguida, foi dada a ordem ao piloto da aeronave suspeita que pousasse na pista da cidade de Cacoal. A aeronave desobedeceu novamente e baixou a altitude de voo para 300 pés (100 metros).

Com isso, o A-29 realizou o tiro de aviso. Foi a partir dessa medida que o piloto da aeronave suspeita passou a ser “colaborativo”, informaram os militares, ao afirmar que iria obedecer às ordens. Entretanto, o avião suspeito, sem autorização, precipitou o pouso e aterrissou em uma estrada de terra no distrito de Izidrolândia.

As aeronaves da FAB sobrevoaram a área, conforme norma de policiamento do espaço aéreo, para que o suspeito não voltasse a decolar. Com as informações da FAB, viaturas da Polícia Militar, em coordenação com a PF, chegaram ao local e puderam apreender 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. Um helicóptero H-60 L da FAB transportou na noite de quinta-feira a equipe da PF com a droga apreendida da cidade de Pimenta Bueno (RO) para a capital Porto Velho.

Na madrugada desta sexta-feira, dia 5, uma operação da Polícia Federal e da Polícia Civil local conseguiu capturar os dois pilotos bolivianos. Segundo a PF, eles prestarariam depoimento no posto policial em Pimenta Bueno e seriam presos na própria cidade para aguardar julgamento.

 

HILLARY ADVERTE IRÃ SOBRE ATAQUE A ISRAEL

Folha SP

 

A secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que o Irã enfrentará "sérias represálias de várias potências atômicas caso lance um ataque nuclear contra Israel". O Estado judaico, único país do Oriente Médio a possuir a bomba atômica, acusa Teerã de desenvolver secretamente um arsenal nuclear. O Irã diz que suas centrais visam apenas a produção de energia elétrica e insiste em que nunca teve intenção de atacar outros países.

Submarino francês participará das buscas da caixa-preta do Airbus

da France Presse, em Paris

O submarino nuclear de ataque francês "Emeraude" chegará na quarta-feira à região onde o Airbus A-330 da Air France teria caído, para participar na busca da caixa-preta da aeronave, anunciou neste domingo o gabinete do primeiro-ministro francês.

"Cinco aeronaves francesas participam na busca, enquanto a Fragata Ventuse chegou à zona na manhã de hoje levando a bordo um helicóptero", disse o comunicado emitido ao final de uma reunião de ministros dirigida pelo primeiro-ministro, François Fillon.

"Nove aeronaves e cinco navios brasileiros, além de um avião de patrulha americano, trabalham em coordenação com os meios franceses", acrescentou o texto.

O envio do submarino nuclear de ataque, sem precedentes em tais circunstâncias, foi anunciado sexta-feira pelo ministro da Defesa, Hervé Morin.

"Vamos precisar de muita sorte porque não há uma posição exata da queda, mas vale a pena tentar procurá-la", disse na sexta-feira o capitão Christophe Prazuck, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas da França.

O "Emeraude" é um dos seis submarinos nucleares de ataque franceses e não leva mísseis nucleares.

Saiba como funciona o serviço de Busca e Salvamento prestado pelo DECEA

Lembradas geralmente nas horas mais difíceis, as equipes SAR (sigla internacional do inglês Serch and Rescue) do DECEA preparam-se diariamente para atuarem em momentos como este.

 

Daniel Marinho

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM /DECEA)

O DECEA, órgão central do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), é a organização responsável pela sustentação normativa, coordenação e execução  - por meio dos Centros de Controle Regionais - das atividades de busca e salvamento, na área de respon­sabilidade do País.

O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR) atua numa área de 22 milhões de km2 - grande parte sobre o Oceano Atlântico e a Amazônia - e está organizado e estruturado para efetuar missões de busca e salvamento em consonância com os compromissos e normas nacionais e inter­nacionais.

Suas principais atribuições são:

  • Localizar ocupantes de aeronaves ou embarcações em perigo;
  • Resgatar tripulantes e vítimas de acidentes aero­náuticos ou marítimos com segurança;
  • Interceptar e escoltar aeronaves em emergência.

O DECEA, órgão central do SISSAR, é a organização responsável pela sustentação normativa, coordenação e supervisão operacional das atividades de busca e salvamento, na área de respon­sabilidade do País.

Por meio da Divisão de Busca e Salvamento (D-SAR), o DECEA gerencia toda a atividade de busca e salvamento aeronáutico brasileira, que é executada pelos seguintes órgãos:

(RCC) Centro de Coordenação de Salvamento

Os Centros de Coordenação e Salvamento - ou RCC, do inglês Rescue Coordination Center - são os órgãos regionais responsáveis pelas ações de busca e salvamento em suas respectivas áreas de jurisdição. Também chamados de Salvaero, são dotados de uma adequada rede de comunicação e guarnecidos por pessoal altamente especiali­zado, em permanente estado de alerta, sete dias por semana, 365 dias por ano.

No caso de qualquer incidente SAR (sigla inglesa para busca e salvamento), serão eles os órgãos responsáveis pela coordenação das operações e de suas missões. No Brasil, há cinco Centros de Coordenação de Salvamento.

  • RCC-AZ (SALVAERO AMAZÔNICO)
  • RCC-RE (SALVAERO RECIFE)
  • RCC-BS (SALVAERO BRASÍLIA)
  • RCC-CW (SALVAERO CURITIBA)
  • RCC-AO (SALVAERO ATLÂNTICO)

Unidades Aéreas especializadas da FAB

As operações aéreas do Sistema SAR são apoiadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), por intermédio das Unidades Aéreas subordinadas ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR).

São esquadrões especializados que dispõem de aviões, helicópteros e pára-quedistas - baseados em diferentes pontos do território nacional - prontos para atuar a qualquer hora e em qualquer lugar em prol do objetivo maior: salvar vidas.

Centro Brasileiro de Controle de Missão COSPAS-SARSAT (BRMCC)

Integrante do Sistema Internacional de Busca e Salvamento por Rastreamento de Satélites, o COSPAS-SARSAT é um setor de grande importância para a localização geográfica dos incidentes.

O segmento BRMCC, especificamente, garante a cobertura radar completa de toda a área SAR de responsabilidade brasileira. Detecta qualquer sinal emergencial de rádio-baliza emitido por aeronaves (ELT), embarcações (EPIRB) e até mesmo por pessoas (PLB) - desde que estes possuam o equipamento transmissor-localizador de emergência, registrado e em boas condições de fun­cionamento, para a captação pelos satélites.

Ações integradas de Busca e Salvamento

O Sistema SAR Aeronáutico prevê, ainda, a integração com as demais Forças e instituições, somando-se aos recursos e meios da Marinha, do Exér­cito e de organizações públicas, privadas e não-gover­namentais.

O Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico, por sua estrutura e concepção sistêmica, atua conjugando esforços com essas instituições, empregando aeronaves, órgãos de coor­denação e pessoal especializado, para localizar e resgatar sobreviventes de acidentes aéreos ou mesmo marítimos - quando, por exemplo, é necessária uma aeronave para a localização de pessoas, botes ou embarcações em perigo no alto mar.

Caráter Humanitário

O caráter humanitário do Serviço de Busca e Salva­mento, aliado aos compromissos internacionais assumi­dos, motiva importantes investimentos por parte do Comando da Aeronáutica. São investimentos que se fazem notar na implantação e atualização constante dos Centros de Coordenação de Salvamento, do Sistema COSPAS-SARSAT e de seus equipamentos de última geração e no emprego das Unidades Aéreas especializadas.

O SAR, desde a sua origem, participa ativamente no salvamento de vidas humanas. A dedicação pes­soal e irrestrita de seus membros é o maior alicerce para o sucesso da missão que lhe é atribuída. Embora seja máxima internacional “treinar na paz para ter sucesso na guerra”, o Comando da Aeronáutica, por intermédio do SAR, uti­liza sua capacidade e os ensinamentos da guerra para salvar vidas em tempo de paz.

Na condição de órgão central do SISSAR, o DECEA mantém a estrutura organi­zacional do serviço de busca e salvamento sólida e atuante.

 

06 Junho 2009

França Desloca Submarino Nuclear e Porta-Helicópteros para Auxiliar nas Buscas ao AF 447



Paris 05 Junho - Após o início das buscas ao avião Airbus A330 desaparecido em 1º de Junho, as aeronaves francesas já efetuaram cerca de 110 horas de vôo (até 05 Junho), vasculhando uma superfície de 70.000 km2, equivalente a 3 vezes a região da Bretanha. Elas estão empenhadas em localizar os destroços do aparelho que possam estar flutuando na superfície do mar.

Dois aviões de Patrulha Marítima Atlantique 2, um avião de observação Marítima (surveillance maritime) Falcon 50 e um avião de Alerta e Comando AWACS operam na zona situada a 1.000 km das costas brasileiras e 1.900 km das costas do Senegal.

Cada tripulação realiza missões em média de mais de dez horas de duração cada voo, onde um terço é sobre a área de busca. Os vôo são coordenados para que haja sempre uma aeronave operando nas áreas de busca.

Os navios franceses também estarão operando na região: a fragata Ventôse terá a participação a partir de 7 Junho do Bâtiment de projection et de commandement (BPC) L9013 Mistral . Assim terá o apoio de helicópteros com capacidade de detecção e de escuta na missão de busca dos sinais emitidos pela caixa preta do AF447. Eles serão apoiados pelo submarino nuclear de ataque S 604 Emeraude que estará na região na próxima semana.

Os meios militares franceses deslocados para as ações de busca participam das operações em coordenação com as Forças Armadas Estrangeiras, notadamente as brasileiras, americanas e espanholas.

Caça da FAB persegue e atira em monomotor que sobrevoava Rondônia


Um avião monomotor que transportava 176 kg de pasta base de cocaína foi interceptado por caças da FAB (Força Aérea Brasileira) antes de pousar em uma pista de terra em um distrito de Alta Floresta D'Oeste (RO). A operação ocorreu na última quarta-feira (3), mas só foi divulgada nesta sexta-feira pela Aeronáutica.

O avião, com matrícula boliviana, foi identificada como "tráfego irregular" por uma aeronave-radar, quando voava a uma altitude de cerca de 500 metros. Na sequência, caças A-29 da FAB foram enviados para fazer o reconhecimento da aeronave --o órgão não informou quantos caças participaram da ação.

Após ser interceptado, o piloto teria se recusado a se identificar e a informar para onde iria, mudando a trajetória em direção à fronteira da Bolívia. Como o piloto também se recusou a pousar em um uma pista na cidade de Cacoal (RO) -- ordem dada pelas aeronaves da FAB --, um dos caças A-29 deu um tiro de aviso.

Na sequência, o monomotor fez um pouso, sem autorização, e aterrissou em uma estrada de terra na cidade. Agentes das polícias Militar e Federal que haviam sido acionados apreenderam 176 kg de pasta base de cocaína no monomotor boliviano, porém, os ocupantes da aeronave já não estavam mais no local.

03 Junho 2009

Exposição da Marinha



Nos dias 6 e 7 de junho, a Marinha do Brasil realizará uma exposição no Parque da Cidade, em Brasília, das 9h às 17h. A mostra é alusiva à Data Magna da Marinha, o 144º aniversário da vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo, comemorada no dia 11 de junho. Haverá atendimento médico e odontológico, além de oficinas. Entre outras coisas, os presentes poderão aprender a fazer os famosos nós de marinheiros.

R-99B, a maior estrela da operação

Avião da Embraer que localizou destroços do avião é empregado em missões de coleta de informações



Roberto Godoy

Foi uma façanha e tanto a localização dos primeiros destroços do A330 pelo jato R-99B. O avião, definido pela Embraer como multi-inteligência, é empregado em missões de coleta de informações. Na madrugada de ontem, no meio do Oceano Atlântico, atuou como numa operação de localização de alvos: operando os sensores térmicos e o radar sintético, além de recursos considerados secretos, o R-99B escaneou a superfície marítima. Em menos de duas horas, localizou placas que poderiam ser da fuselagem do AF 447, uma poltrona, um flutuador, detritos diversos. Com base nesses dados, um gigante C-130 seguiu, já sob a luz do sol, para o local e fez a confirmação visual.

A aviação militar do Brasil mantém no ar, todo os dias, desde 2002, esse aparato de vigilância. A partir da base aérea de Anápolis, a 140 km de Brasília, os jatos R-99 Bravo do Esquadrão Guardião realizam missões cotidianas - registram imagens de incêndios florestais, das superfícies desmatadas, de áreas de conservação, de atividades irregulares de garimpagem, mineração ou demarcação de terras. As informações são recolhidas e podem ser transferidas em tempo real para centros terrestres.

O Guardião tem oito aviões disponíveis. Cada um custa cerca de US$ 80 milhões. Cinco deles são do tipo R-99 Alfa, de alerta antecipado e comando aerotransportado, que levam uma grande antena Erieye, comprada na Suécia. O equipamento pesa quase 1 tonelada, com alcance entre 360 e 400 km.

Mas o outro time foi o que brilhou na busca dos destroços do Airbus. Guarnecido com três unidades da versão R-99 Bravo, serve à vigilância da Amazônia. A rigor, é um avião espião.

O principal componente embarcado é o radar de abertura sintética, que permite uma varredura de área feita de forma a não revelar sua presença. O alcance é estimado em 400 km². Com ele seguem um produtor de imagens digitais e um sensor ótico infravermelho, para visão noturna. Os jatos operam dia e noite, sob quaisquer condições meteorológicas. O R-99A/B é construído pela Embraer, em São José dos Campos. Com um deles, do tipo B, o Esquadrão Guardião realizou outra aventura militar, em junho de 2003.

O jato decolou de Anápolis com a missão - negociada diretamente pelo presidente Lula com o colega do Peru, Alejandro Toledo - de apoiar uma ação de resgate de 74 reféns tomados pela guerrilha na província de Ayacucho. A maioria das vítimas era de funcionários da empresa Techint, que construía um oleoduto. Bastaram duas horas de voo sobre a mata para monitorar as comunicações entre os sequestradores e definir a localização do cativeiro. Forças Especiais do Exército peruano chegaram ao local em 45 minutos.

FROTA DE RESGATE

Ontem, a Aeronáutica ampliou para sete o número de aeronaves destacadas para as buscas pelos destroços do Airbus. Durante todo o dia, os aviões de maior autonomia - três Hércules C-130 e o Amazonas SC-105 - realizaram sobrevoos para varredura visual . Na madrugada de hoje, o R-99B volta a sobrevoar a área, para reconhecimento por meio de radar. Ainda antes de o sol raiar, segundo a Aeronáutica, os C-130 estarão de volta à área. O avião Falcon 40, da Força Aérea Francesa, já está em Natal (RN) e deve participar das buscas a partir de hoje.

O primeiro navio da Marinha destacado para as buscas, o navio-patrulha Grajaú, também deve chegar hoje, por volta das 11 horas, ao local onde estão os destroços. A fragata Constituição está prevista para chegar às 9 horas de amanhã e a corveta Caboclo, às 12 horas. Três navios mercantes (dois de bandeira holandesa e um da França) também foram acionados - por enquanto, não encontraram destroços.

A frota da Marinha também foi ampliada - de 3 para 5 navios -, com a fragata Bosísio e o naviotanque Gastão Mota, que deixaram a base da Marinha no Rio ontem pela manhã. Devem chegar ao local das buscas no sábado.

A Marinha francesa também mobilizou uma embarcação, o navio de explorações Pourquoi Pas - por que não?, em francês -, do Instituto Francês de Pesquisas para a Exploração do Mar. Seu diferencial é conduzir o robô-submarino Nautile, cujos sonares vasculham o fundo do mar em profundidades de até 4 mil metros.

COLABORARAM ANDREI NETTO e VITOR HUGO BRANDALISE

Navio da Marinha brasileira chega à região dos destroços do Airbus

Do UOL Notícias*
Em São Paulo e em Brasília

O navio Patrulha Grajaú, da Marinha brasileira, chegou antes das 10h na região onde a Força Aérea Brasileira (FAB) localizou os destroços do Airbus, de acordo com informações da FAB. A embarcação está sendo monitorada por aviões da Aeronáutica e até agora não localizou partes da aeronave da Air France, que transportava 228 pessoas quando se acidentou no oceano Atlântico.

Outros quatro navios da Marinha partiram em direção à região. Além deles, três navios mercantes - dois holandeses e um francês - estão auxiliando na busca de destroços, segundo o vice-chefe do Centro de Comunicação Social da FAB, coronel Jorge Amaral.

O material coletado será levado pelas embarcações da Marinha a até 250 km de Fernando de Noronha (PE). De lá, helicópteros levarão o material até a ilha, onde peritos da Polícia Federal (PF) e do Instituto Médico Legal (IML) farão uma primeira análise. De acordo com o coronel, posteriormente, o material será levado a Recife para uma análise mais aprofundada.

É possível, segundo o major da Marinha Marcelo Moura, que cada helicóptero recolha três corpos por vez, desde que estejam em uma área próxima ao arquipélago, em função da limitada autonomia de voo. Um grupo de cinco médicos e legistas é esperado hoje em Fernando de Noronha, enviado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, para ajudar na identificação das vítimas que forem, eventualmente, encontradas.

Amaral afirmou nesta manhã que a aeronave R-99 da FAB identificou, às 3h40 (horário de Brasília), mais quatro pontos de destroços, a 90 km da região em que caiu o Airbus da Air France com 228 pessoas a bordo. Segundo o coronel, foram localizados vários objetos espalhados numa área circular de 5 km de raio, entre eles, um objeto de 7 m de diâmetro e dez objetos metálicos. O avião da Aeronáutica identificou também uma mancha de óleo de 20 km de extensão.

*Com informações da EBC

 

01 Junho 2009

Infraero vai pedir ao Exército que assuma projeto de ampliação do aeroporto de Vitória

Gazeta

Vitória (ES) - A Infraero poderá firmar um convênio com o Exército brasileiro para que as Forças Armadas atuem na elaboração do projeto executivo de pátio e pista do aeroporto de Vitória.

A medida, segundo informou nesta sexta-feira (29) o senador Renato Casagrande, poderia antecipar em alguns meses o cronograma final de entrega das obras de ampliação e modernização do aeroporto.

Este novo cronograma de obras prevê que os trabalhos de conclusão das obras de pátio, pista e terminal de passageiros somente serão concluídos em 2012.

"A Infraero está buscando um convênio com o Exército brasileiro para que eles façam o projeto executivo de pátio e da pista. Isso daria a Infraero um tempo maior, porque eles não teriam que licitar o projeto de pátio e de pista. Ganharão de três a quatro meses de tempo, se eles conseguirem fazer esse convênio. De fato conseguem naturalmente, se não houver nenhum impedimento judicial", disse.

Segundo o senador, a estatal tenta reduzir o tempo de retomada das obras do aeroporto. O primeiro passo foi dado esta semana com a publicação, no Diário Oficial, da rescisão do contrato com o consórcio de empresas que havia vencido a licitação para as obras do aeroporto.

"A rescisão do contrato com o consórcio foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira. Agora, se nenhuma outra decisão judicial houver, a Infraero pode contratar a complementação do projeto do pátio e da pista".

O parlamentar disse ainda que conversou com o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro Cleonilson Nicácio, sobre as obras no terminal Eurico Salles. Segundo Casagrande, o presidente da Infraero afirmou que serão implementadas estruturas provisórias para ampliar, até a conclusão das obras, a capacidade das salas de embarque e de desembarque. As instalações começam no mês que vem.

"O brigadeiro Nicácio disse que serão colocadas mais duas esteiras para entrega de bagagens na sala de desembarque. Pra nós é importante porque, se a obra vai ficar pronta em três anos, essa ampliação provisória nos dá mais conforto. Na sala de desembarque, se você tem que pegar uma mala, é um constrangimento", falou.

O senador acredita que o Exército aceitará o pedido feito pela Infraero para confeccionar o projeto executivo. "Vamos começar tudo de novo, não tem jeito. Uma obra que começou errado, sem os detalhes necessários, não tem como ser levada a frente. Agora que nós vamos começar certo, esperamos que termine certo. Nós temos parte do projeto de pista e pátio sem o detalhamento. Precisa do projeto executivo, que poderá ser feito pelo Exército, porque aí vamos ganhar tempo", disse.

 

Soldado planejou tentativa de assalto na Marinha

Camilo Coelho – Extra

A invasão de três homens ao 1º Distrito Naval, na madrugada de quarta-feira, foi planejada e contou com a participação de um soldado da própria Marinha. Identificado pelos comparsas apenas como Vítor, ele queria roubar quatro fuzis calibre 762 na troca da guarda e vendê-los a R$ 40 mil para traficantes da Vila Cruzeiro. No depoimento prestado dentro do 1º Distrito Naval, os presos Sidclei Silva Oliveira, Luiz Fernando Marins de Freitas e Anderson Ataide de Jesus revelaram que o roubo foi determinado por Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o Biscoito, traficante do Morro da Mangueira, que está escondido na favela da Penha.

A ação da quadrilha foi planejada uma semana antes, quando Sidclei e Vítor entraram no 1º Distrito Naval e deixaram estacionado o Corolla roubado, que foi entregue por Biscoito na Vila Cruzeiro.

Eles fizeram o reconhecimento da área e combinaram como o roubo aconteceria. Na madrugada de quarta-feira, às 1h, o grupo se reuniu na Penha e seguiu para o Centro. No caminho, eles ainda pararam na Rua Visconde de Inhaúma para colocar a calça camuflada, a bota, camisa verde e gandola. Legenda: Lúcio Mauro Carneiro Passos, o Biscoito, traficante do Morro da Mangueira

O grupo foi para o 1º Distrito Naval com Márcio ao volante do Corsa, Vítor no banco do carona e Sidclei e Luiz escondidos no banco de trás. Eles chegaram pela entrada principal e quando encontraram o primeiro sentinela, Márcio abriu a janela até a metade, mostrou a identificação de Vítor, disse que se tratava de uma emergência médica e que depois voltaria para se identificar na guarda.

Mas ao invés de seguir para o hospital, eles estacionaram ao lado do Corolla e mudaram de carro, onde os três bandidos ficaram escondidos durante 10 minutos. Isso porque, depois de estranhar a entrada do Corsa, um dos soldados decidiu segui-los e viu que eles não tomaram a direção do hospital.

Antes da troca da guarda, quando os bandidos anunciariam o assalto, homens da Marinha abordaram o carro. Eles saíram com as mãos para o alto e depois deitaram no chão. Uma pistola foi encontrada com Sidclei, enquanto a outra estava jogada no chão do Corolla.

Depois de serem ouvidos durante toda a quarta-feira dentro  a Marinha, Sidclei, Luiz e Anderson foram para a delegacia. Eles dormiram na 5ª DP (Mém de Sá) e na tarde de quinta-feira foram transferidos para a carceragem da Polinter, em Neves. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para investigar o caso. Citado pelos comparsas durante o depoimento, o nome do soldado Vítor não apareceu nas mensagem divulgadas à imprensa pela Seção de Comunicação Social da Marinha. A Marinha não informou o que foi feito com o soldado Vítor. Procurada na noite de ontem pelo EXTRA, a assessoria não foi localizada.

 

Executivo brasileiro assume comando da Helibrás

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A implementação do Pólo Aeronáutico Brasileiro de Helicópteros de Grande Porte, com o projeto do helicóptero EC-725, que será fornecido para as Forças Armadas brasileiras, é o principal desafio que o executivo Eduardo Marson, de 46 anos, terá a partir de hoje como novo presidente da Helibrás

Desafio que, segundo Marson, será duplo, pois também ocupará o cargo de presidente do conselho de administração da EADS Brasil, braço de marketing e estratégia do grupo europeu EADS. A indicação de Marson para as duas funções foi aprovada na sexta-feira, durante reunião dos acionistas da Helibrás, em São Paulo. O executivo assume o lugar de Jean-Noël Hardy, que ocupou o cargo por quatro anos.

Subsidiária da francesa Eurocopter, a Helibrás é integrante do grupo EADS, do qual Marson era diretor-geral no Brasil desde 2003. Segundo ele, esta é a primeira vez que a EADS delega a um executivo duas funções estratégicas. "Isto mostra a importância que a Helibrás conquistou no grupo, que considera o Brasil um dos cinco países mais importantes para seus negócios, junto com os Estados Unidos, China, Rússia e Índia".

Cientista político formado pela Universidade de São Paulo, Marson traz para a Helibrás sua experiência nas áreas de estratégia e marketing, adquirida inicialmente como diretor de Relações Internacionais e de Desenvolvimento de Negócios da Brazilian Helicopter Services (BHS) e como representante no Brasil da Rocky Moutain Helicopters. Foi sob sua gestão na EADS que o executivo participou de maneira decisiva da venda dos 50 helicópteros EC-725 para as Forças Armadas Brasileiras e do avião presidencial ACJ, da Airbus.

Marson também atuou ativamente nas negociações para o fornecimento de 12 aeronaves de transporte C-295, pela Airbus Military, e a modernização de nove aviões de patrulha marítima P-3, para a Força Aérea Brasileira (FAB), programas avaliados em cerca de US$ 767 milhões.

A participação da EADS como acionista minoritária da Equatorial Sistemas, especializada em sistemas para o setor espacial e a criação da EADS Secure Networks Brasil, responsável pelo fornecimento do sistema de radiocomunicação à Política Federal, estão ainda entre os negócios que ele se dedicou nos últimos anos.

Na Helibrás, segundo Marson, as expectativas também são animadoras. "Um dos meus objetivos é manter os níveis positivos de faturamento e vendas da empresa. O trabalho do meu antecessor foi excelente e extremamente importante, mas a crise - que afeta a Aviação mundial - continua".

O executivo disse que precisará de pelo menos 30 dias para ter uma visão mais precisa da organização e para preparar a construção de uma nova Helibrás, no contexto do programa do helicóptero EC-725. "Poucas empresas têm a oportunidade de trabalhar num projeto dessa envergadura num período de crise. Trata-se de um projeto fundamental para garantir a carga de trabalho, o faturamento e a sobrevivência da Helibrás nos próximos 17 anos", completou.

O investimento previsto no projeto, de € 200 milhões, contempla a ampliação da capacidade de produção e o aumento do número de funcionários, atualmente de 300, para cerca de 600 até 2011.

 

Transferência de tecnologia deve definir seleção de novo caça

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

As empresas que disputam o projeto F-X2 - Boeing, Gripen e Dassault - estão investindo pesado em suas propostas de transferência de tecnologia, já que esse item tem sido priorizado pelo governo brasileiro. A Boeing contratou uma empresa de São José dos Campos para delinear sua estratégia nessa área. A política de liberação de tecnologia pelo governo dos Estados Unidos, segundo a Boeing, avançou muito e um claro exemplo disso foi a inclusão do radar APG-79 AESA na proposta enviada para o projeto F-X2.

"A Boeing e os fornecedores do programa do caça Super Hornet têm receita anual de aproximadamente R$ 1 trilhão. Isso representa imenso potencial industrial para ser dividido na obrigação de transferência tecnológica e industrial com as empresas parceiras no Brasil", afirma o diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing, Michael Coggins

A Gripen afirma que o grande diferencial da sua proposta está na oportunidade de desenvolvimento conjunto de um caça sueco-brasileiro, baseado em uma aeronave consagrada, com mais de 230 unidades em operação no mundo. "O nosso "offset" está direcionado ao estabelecimento de parcerias estratégicas com a indústria nacional e a transferência de tecnologia através de um trabalho conjunto", ressalta o diretor-geral da Gripen Brasil, Bengt Janér.

O consórcio francês Rafale International do Brasil, integrado pelas empresas Dassault, Snecma e Thales, também aposta no tema das parcerias estratégicas e afirma que sua proposta conta com o aval do governo francês para transferir 100% das tecnologias do Rafale, que é um projeto 100% francês. "No F-X1, nós já oferecíamos importante transferência de tecnologias. Hoje, o enfoque nessa área está ainda mais pronunciado e a capacidade de absorção da indústria brasileira também é maior", explicou o diretor do consórcio, Jean Marc Merialdo.

No dia 4 de maio, a FAB recebeu as ofertas revisadas das empresas participantes do processo de seleção dos novos caças. A entrega das propostas finais, conhecidas no jargão militar como Bafo (Best and Final Offer), está prevista para julho. É nesse momento que as empresas tentam melhorar as propostas e têm a última chance para baixar os preços.

De olho nas oportunidades de desenvolvimento de tecnologias e produtos que o contrato do F-X2 pode proporcionar, a prefeitura de São José dos Campos, o Ciesp e o Centro Para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) estão organizando ações para promover e orientar as empresas locais com capacidade para participar dos acordos de compensação da Aeronáutica. O município de São José dos Campos concentra mais de 80% das empresas do setor aeroespacial brasileiro.

Para Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e hoje reitor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), os acordos de compensação não deveriam se tornar a principal alternativa para o país obter novas tecnologias. "Não nego que resultados tenham existido e a própria Embraer se beneficiou de alguns desses programas de contrapartida, mas seus impactos, salvo algumas poucas exceções, são bem menores do que as expectativas ou intenções", afirmou.

Empresários do setor reclamam a falta de um gerenciamento mais eficaz dos acordos de compensação. "É importante a formação de um grupo dedicado dentro do governo para acompanhar o cumprimento dos prazos previstos nos cronogramas firmados nos contratos, inclusive na aplicação de penalidades no caso de não cumprimento", comentou um empresário do setor aeroespacial.

Silva defende que a compra de caças estrangeiros deveria ser feita pela Embraer. "O grande benefício desse sistema é que a contratante da empresa estrangeira sempre é a empresa nacional, dando-lhe um poder de reivindicar o que necessita muito mais forte do que o do offset.". Silva cita como exemplo a compra e a produção sob licença, pela Embraer, de 112 aeronaves Xavante, nos anos 70.

"Nós contratamos a italiana Aermacchi, selecionada pela FAB, e isso nos permitiu introduzir no contrato pesadas cláusulas de assistência técnica, ajudando a empresa brasileira, que estava dando seus primeiros passos, a acelerar e garantir a qualidade, nível tecnológico e as cadências de produção previstas para o Bandeirante e o Ipanema."

Na opinião do executivo, é natural que existam dúvidas em relação à capacidade da Embraer de participar ativamente do projeto e do desenvolvimento do avião escolhido pela FAB. "Todos os programas da Embraer, desde o Bandeirante, começaram numa atmosfera de dúvida e ela venceu todos os obstáculos. Se não tivesse havido a confiança da FAB, talvez a Embraer nem existisse hoje."

No caso do AMX, segundo ele, a Embraer era uma das contratadas para o programa, dentro do projeto criado em conjunto pela Força Aérea Italiana e a FAB, além das empresas (Embraer e as italianas Alenia e Aermacchi). "O programa AMX foi fundamental para a empresa dar o bem-sucedido salto para os eficientes e competitivos jatos que produz hoje, com aceitação mundial." Nesse caso, segundo Silva, a Embraer já não foi simplesmente uma recipiente de conhecimentos externos, mas também geradora de tecnologias, hoje de sua propriedade.

Segundo o executivo, os americanos, na edição do "Buy American Act", em 1933, obrigaram que as compras de defesa sempre fossem feitas diretamente da empresa nacional e, quando a tecnologia ou produtos inovadores fossem comprados no exterior, teriam que ter um percentual mínimo de participação doméstica, que na época foi fixado em 50%.

Essa lei, de acordo com Silva, foi atualizada em julho de 2006, e o percentual de participação da indústria americana nos contratos aumentou para 75%. "As Forças Armadas americanas investem US$ 12 bilhões por ano em novos projetos, que repercutem no desenvolvimento do país."

 

Defesa eleva pedidos de compensação em licitações

Estratégia é focar na transferência de tecnologia

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A exigência de acordos de compensações para os contratos de compra de equipamentos de defesa no exterior é uma estratégia que vem ganhando força no governo brasileiro, como instrumento para agregar tecnologia e alavancar exportações. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem reforçado esse posicionamento ao afirmar que "a transferência de tecnologia é condição primordial para a compra de equipamentos fora do país".

Os recentes contratos de importação de produtos de defesa também mostram uma postura mais rigorosa do governo no sentido de garantir obtenção de tecnologia de ponta para a indústria brasileira. O acordo com os franceses para a construção do submarino a propulsão nuclear, por exemplo, segundo Jobim, resultará na implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos, com incorporação de novas tecnologias para o país. O projeto do submarino está avaliado em € 6 bilhões.

Do mesmo modo, a compra de 50 helicópteros militares da França e 12 da Rússia, e o projeto FX2, que até o mês de agosto definirá a empresa fornecedora dos 36 caças supersônicos de última geração para a Força Aérea Brasileira (FAB), possuem cláusulas de compensação em valor igual ou superior aos contratos negociados. Juntos, esses contratos representam valores superiores a US$ 5,3 bilhões.

A compensação na área de defesa no Brasil - conhecida como "offset" - acontece quando as Forças Armadas de um país fazem um contrato de aquisição no exterior, valor igual ou acima de US$ 5 milhões, e requerem que o país seja compensado nas suas despesas, proporcionalmente ao volume de recursos despendidos na importação.

As contrapartidas comerciais já estão relacionadas hoje a aproximadamente 40% do comércio mundial de bens e serviços. Estima-se que 90% das exigências de "offset" se referem à venda de aeronaves militares. No Brasil, a política e estratégia de compensação comercial, industrial e tecnológica foi aprovada em 2002. Entre as Forças Armadas, a Aeronáutica é a que tem mais experiência nessa área e aplica cláusulas de compensação em contratos de compra de equipamentos desde o início dos anos 90.

Existem várias maneiras de o país comprador exigir tais compensações: treinamento de recursos humanos, co-produção, investimento em capacitação industrial e tecnológica, transferência de tecnologia, contrapartida comercial, produção sob licença, subcontratação. No Brasil, a política de "offset", adotada principalmente pela Aeronáutica, tornou-se um meio para a obtenção de tecnologia, capacitação e aperfeiçoamento do setor aeroespacial.

O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), Walter Bartels, acredita que, em alguns casos, os resultados dos acordos são efetivos, mas na maioria das vezes não existe a transferência da tecnologia que o país comprador almeja. "Uma prova disso é que a própria empresa contratada é quem escolhe as tecnologias que serão oferecidas e não as que o Brasil gostaria de receber." Bartels também critica o fato de o contrato de "offset" não estar atrelado ao contrato principal. "No Brasil, o contrato de compensação é paralelo ao principal, e com isso o país perde um pouco a capacidade de cobrar do fornecedor o cumprimento do acordo", afirma.

O diretor da Aiab também defende que a condução dos contratos de compra de equipamentos de defesa deveria ser feita por uma empresa brasileira. "Nos EUA, as compras no exterior acontecem dessa forma. A Embraer, quando participou, no começo dos anos 90, da concorrência de fornecimento de aviões Tucano, foi obrigada a se associar a uma empresa americana, a Northropp."

Nos últimos quatro anos, o governo brasileiro, por meio da Aeronáutica, conseguiu colocar em prática quatro projetos de compensação considerados estratégicos. Os acordos envolvem a compra de aviões e componentes eletrônicos no exterior avaliados em mais de US$ 1 bilhão. O valor inclui o acordo de compensação em andamento com a empresa israelense Elbit , e as europeias Airbus e Eads-Casa.

Segundo o coronel Sebastião Gilberti Maia Cavali, diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão que assessora o Ministério da Defesa nas negociações de "offset", o acordo de compensação feito para o novo avião presidencial, o Airbus ACJ, avaliado em US$ 56,7 milhões, é o que está em estágio mais avançado, em termos de cumprimento.

"A empresa europeia já realizou 94% das compensações acordadas com a Força Aérea em 2004, entre elas a construção de uma unidade fabril para tratamento de superfícies , a Sopeçaero, e a aquisição de uma fábrica de peças mecanizadas, a Pesola, ambas em São José dos Campos", conta Cavali. A companhia europeia também capacitou a indústria nacional na área de manutenção de turbinas.

A empresa israelense Elbit Systems foi selecionada pela FAB para fornecer os sistemas aviônicos da frota de 45 aeronaves F-5. Essa frota está sendo modernizada em conjunto com a Embraer.

O programa de modernização, avaliado em US$ 285 milhões, tem hoje 55% das compensações previstas em contrato, realizadas. A principal delas foi a aquisição da empresa gaúcha Aeroeletrônica e a produção no Brasil de todos os sistemas aviônicos do F-5, com o treinamento de mão de obra brasileira nas fábricas da Elbit em Israel.

A Eads-Casa possui dois contratos com a FAB, no valor total de US$ 767 milhões, envolvendo a modernização de nove aviões de patrulha marítima P-3 e fornecimento de 12 aviões de transporte C-295 para missões na Amazônia. O acordo de compensação nesses dois casos, segundo o diretor do IFI, foi iniciado em 2005 e até o momento a empresa realizou 8% do "offset" do P-3 e 3% do CLX.

O percentual do "offset" exigido varia de país para país e pode ir de 30% a 100% do valor do contrato, mas há casos em que os valores ficam acima disso. O acordo de compensação feito pela empresa Eads-Casa com a Aeronáutica, por exemplo, segundo o diretor-geral da Eads no Brasil, Eduardo Marson Ferreira, prevê contrapartida de 120%. "O Brasil se tornou o quarto país no mundo em obrigações de "offset" do grupo Eads", disse.

A brasileira Atech foi uma das principais beneficiadas do acordo de compensação da Eads-Casa.

A empresa enviou uma equipe de engenheiros para a Espanha e, durante um período de três anos, absorveu tecnologia no processo de desenvolvimento e integração de sensores dos sistemas de missão da aeronave P-3. A primeira aeronave com o novo sistema deverá ser entregue em meados deste ano.

As 11 empresas que integram o consórcio HTA (High Technology Aeronautics), fornecedoras do setor aeronáutico, também foram contempladas pelo "offset" oferecido pelo consórcio europeu. As empresas, sediadas em São José dos Campos, se tornaram fornecedoras de peças para aeronaves produzidas pela Eads-Casa na Espanha. As empresas da HTA deixaram de ser apenas mais uma fornecedora da Embraer e passaram a ter reconhecimento internacional, disse um dos diretores do consórcio.

 

Exército ajuda vítimas

Jornal de Brasília

Mais uma equipe do Exército chegou ao município de Cocal, a 282 quilômetros de Teresina, no Piauí, para ajudar no transporte de pessoas que estão em áreas isoladas devido à inundação causada pelo rompimento da barragem de Algodões 1 na semana passada e para participar das buscas pelos desaparecidos. Segundo nota divulgada pelo Governo do Estado, a equipe é formada por 17 homens do 25º Batalhão de Caçadores e 14 homens do 2º Batalhão de Engenharia e Construção e as buscas começaram na manhã de ontem.

O número de mortos com a inundação subiu para oito. A penúltima vítima encontrada foi Maria Alexandra Pereira, 16 anos, moradora do povoado de Franco, em Cocal. Outras sete pessoas morreram no desastre. Duas pessoas continuam desaparecidas.

O governador Wellington Dias (PT) esteve em Cocal ontem para participar de uma reunião com o prefeito Fernando Sales (DEM), e com a prefeita de Buriti dos Lopes, Ivana Fortes (PMDB), para a elaboração de um plano de trabalho para tratar dos problemas causados pelo rompimento da barragem.

COMUNIDADES

De acordo com o prefeito de Cocal, 23 comunidades foram atingida, das quais 14 estão isoladas.

Segundo a prefeita de Buriti dos Lopes, um levantamento indica que são 450 famílias atingidas, 150 casas destruídas.

O governo estadual liberou R$ 750 mil para os municípios atingidos pela inundação. Dois helicópteros foram enviados à região para auxiliar na distribuição de donativos. Segundo o governo, equipes de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais prestam atendimento nos 14 povoados atingidos.

O secretário estadual de Fazenda, Antônio Neto, determinou que seja feito um levantamento dos prejuízos causados pelo rompimento da barragem, na última quarta-feira. Para o município de Cocal, ele anunciou a liberação de R$ 500 mil; e para Buriti dos Lopes serão disponibilizados R$ 250 mil.

O alagamento causado pelo rompimento da barragem dificulta o acesso às quatro cidades do litoral do estado, de acordo com o governo.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), a água inundou as cabeceiras da ponte sobre o rio Pirangi, na BR-343, a 5 quilômetros da cidade de Buriti dos Lopes e a 30 quilômetros de Parnaíba, o que deixou isolada toda a região litorânea.

O acesso às cidades de Parnaíba e Luís Correia, no litoral do estado, está sendo feito pela BR-222, que liga Piripiri a Tianguá (CE).

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público Federal no Piauí instaurou um procedimento investigatório para apurar as causas e apontar possíveis responsáveis pelo rompimento da barragem. A Procuradoria também informou que vai "oficiar aos órgãos competentes pela construção e manutenção da barragem para saber quais as causas que concorreram para o rompimento".

 

"Guarda-chuva nuclear" a Seul

Presidente dos EUA deve assinar acordo com colega sul-coreano em que garantirá proteção ao aliado diante da ameaça da Coreia do Norte

Rodrigo Craveiro – Correio Braziliense

Preocupação para a Coreia do Norte, alívio para a Coreia do Sul e dúvidas em relação ao futuro do regime de não proliferação. No próximo dia 16, durante encontro com o colega sul-coreano, Lee Myung-bak, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve assinar um acordo garantindo a permanência do país aliado sob seu “guarda-chuva nuclear”. Em tese, Washington se compromete a proteger a Coreia do Sul de ataques externos por meio da dissuasão nuclear (veja quadro). O pacto verbal ocorria de maneira tácita desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953, mas jamais tinha sido colocado no papel.

Analistas consultados pelo Correio acreditam que o “guarda-chuva nuclear” seria uma das poucas ferramentas da comunidade internacional para conter as ambições atômicas de Pyongyang e fazer frente à tensão crescente na Península Coreana. O governo de Myung-bak alertou ontem que o regime de Kim Jong-il estaria preparando manobras militares, após constatar que barcos pesqueiros chineses foram vistos deixando uma região do Mar do Leste, próximo à fronteira entre as Coreias. Ao mesmo tempo, navios de guerra norte-coreanos já ocupam a área.

Diante dessa ameaça, o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrel, disse à agência Reuters que os Estados Unidos já consideram “outras opções”. “As seis partes preferem o uso da diplomacia”, afirmou, referindo-se às conversas entre as duas Coreias, China, Rússia, Japão e Estados Unidos. “Mas se percebermos que a conversa não obteve o resultado que estávamos prevendo, teremos que procurar outras opções para nos defendermos, se necessário.”

De acordo com o iraniano Shahram Chubin, autor de Ambições nucleares do Irã e especialista do Carnegie Endowment for International Peace, o “guarda-chuva nuclear” dos EUA tenta tranquilizar os aliados asiáticos, especialmente o Japão e a Coreia do Sul, diante do recente teste nuclear da Coreia do Norte. “A questão é que qualquer país poderá se sentir pressionado a desenvolver suas armas nucleares, a fim de contrabalançar o arsenal de Pyongyang”, alerta. “Tóquio é sensível sobre o lançamento de mísseis norte-coreanos em sua direção, sobre o Mar do Leste.”

China

Chubin admite a impotência da Organização das Nações Unidas (ONU) diante da atual crise. Ele explica que o Conselho de Segurança está dividido, em parte devido à resistência de Moscou e de Pequim em seguir a liderança norte-americana. “Os dois governos pretendem perseguir seus próprios interesses nacionais, dando mais tempo à Coreia do Norte. Ambos estão convencidos de que mais pressão não produzirá resultados concretos”, admite. O especialista acrescenta que a China também busca prevenir o colapso da ditadura de Kim, com quem mantém laços comerciais, ou uma migração em larga escala de norte-coreanos. “Todos os países sentem que as ações de Pyongyang refletem pressões internas associadas à sucessão do atual regime”, conclui o iraniano.

O historiador chinês Yong Chen, professor da Universidade da Califórnia-Irvine (Estados Unidos), elogia a intenção da Casa Branca, mas adverte que ela não resolverá o problema. “Além de acalmar a população, o guarda-chuva nuclear será um teste sobre como o governo Obama responderá a uma crise internacional como essa. Também dará a ele a oportunidade de desenvolver e articular uma ‘doutrina Obama’”, comenta.

Segundo Chen, é possível que haja escaramuças no Mar do Leste, mas ele crê que elas não agravarão a tensão até transformá-la em um conflito fora de controle. “A liderança norte-coreana é dominada por uma mentalidade que reflete o isolamento de Pyongyang e sabe que qualquer confronto sério rapidamente levaria o regime à derrocada.”

SALVAGUARDA CONTRA A BOMBA ATÔMICA

Conceito do “guarda-chuva nuclear” remonta ao fim da Segunda Guerra Mundial

O que é

Garantia de proteção a outros países, diante da ameaça de um ataque nuclear

Histórico

No fim da década de 1940, o Japão — sob pressão dos EUA — ratificou leis criando uma dependência militar dos Estados Unidos. Tóquio dependeria da defesa estratégica norte-americana para fazer frente a ameaças, como a então União Soviética e a China

Benefício à Coreia do Sul

Os EUA prometem, desde 1978, que fornecerão capacidades de dissuasão nuclear para Seul contra a ameaça nuclear norte-coreana, sob os auspícios do tratado de defesa mútua entre os dois países

Proposta principal

Prevenir a proliferação nuclear

 

Brasil já investiu R$ 577 mi em cinco anos de missão no Haiti

ONU repôs 44% da verba; missão treina militares e garante paz regional, diz país

LUIS KAWAGUTI

DA REPORTAGEM LOCAL – Folha de SP

A Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que é comandada militarmente pelo Brasil, completa hoje cinco anos a um custo para os cofres do país de pelo menos R$ 577 milhões.

De acordo com o Ministério da Defesa, essa verba corresponde aos gastos entre junho de 2004 e dezembro de 2008. A estimativa de despesas para o ano todo de 2009 é de R$ 128,4 milhões. O ministério não divulgou balanço sobre o primeiro semestre deste ano.

Aproximadamente 40% de tudo o que o Brasil gasta no Caribe é reembolsado pelas Nações Unidas ao Brasil, segundo o Ministério da Defesa. Até o fim do ano passado, a cifra devolvida alcançava R$ 253 milhões (44% da verba gasta).

Quase 58% desse valor corresponde aos salários dos militares. O valor reembolsado por gastos com transportes corresponde a 8% da verba.

O restante do reembolso (34%) é uma espécie de aluguel pago pela ONU pelo uso de equipamentos brasileiros, como veículos blindados de transporte de tropas, jipes e maquinário em geral.

A verba de R$ 577 milhões se restringe ao gasto militar brasileiro no Haiti. Mas a Minustah possui também ampla estrutura civil destinada a reconstruir o Haiti financiada por 192 países-membros da ONU.

O orçamento até outubro deste ano é de US$ 3,05 bilhões, dos quais US$ 96 milhões ainda não estão disponíveis.

Essa verba se destina a manter a segurança -desde 2007 não há confrontos entre rebeldes e militares- e reconstruir as instituições do Haiti, que hoje ocupa a 146ª posição entre 177 países no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

A ONU acredita que em 2011 a conjuntura do Haiti permitirá uma retirada gradual de tropas.

Treinamento

Um dos maiores argumentos do governo para investir na missão é treinar militares e testar equipamentos bélicos em situação instável e real. O Brasil mantém no Haiti um contingente de aproximadamente 1.200 militares (trocados a cada seis meses) do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha. Até hoje já passaram pelo Haiti cerca de 12.100 militares.

O Ministério da Defesa também afirmou que a missão de paz é uma das prioridades da atual Política de Defesa Nacional, que preconiza a maior inserção do país no âmbito das Nações Unidas e nos processos decisórios internacionais.

Além disso, a missão também está inserida no esforço brasileiro de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. O Ministério das Relações Exteriores afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que a missão não se restringe ao pleito pela vaga no conselho, mas sim a um objetivo maior de estabilidade e manutenção da paz regional.

 

Ajuda só vem do céu

Áreas isoladas dependem da FAB

Emilio Sant`Anna, COCAL DA ESTAÇÃO (PI) – O Estado de SP

Um grande círculo se forma em meio ao que já foi um campo de futebol. São os moradores de Frecheiras da Lama, comunidade a cerca de 20 quilômetros de Cocal, no Piauí, protegendo as cestas básicas e os medicamentos enviados pela Defesa Civil Estadual do vento e do barro que o helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) levanta ao decolar. Ontem, as equipes de busca e salvamento continuaram a sobrevoar as áreas atingidas pelo rompimento da Barragem de Algodões 1.

Sessenta famílias continuam isoladas. Até ontem, tinham apenas uma cesta básica para os próximos dias. Quando o Black Hawk da FAB apontou por cima das árvores que restam em pé, não demorou para a fila se formar.

Uma das primeiras da fila é Maria Angelina de Souza, de 43 anos. Recém-operada, ela aguarda as estradas serem reabertas, ou pelo menos a água secar, para voltar ao médico. Com fortes dores e sem remédios, está à procura das enfermeiras que vêm no helicóptero. Ela aponta para uma parede branca e mostra onde ficava sua casa. "Era ali. Ainda tem aquela parede, olha lá", diz.

Ao seu lado, Maria José do Nascimento, de 57 anos, observa calada. A casa dela também foi embora com a água do Pirangi. Não está na casa de ninguém. Ela e o marido, Raimundo Nonato Pereira do Nascimento, de 66 anos, improvisaram o abrigo na única construção que restou em pé em seu terreno. "Estamos morando no chiqueiro (curral) dos bodes", afirma.

O helicóptero da FAB segue para outra comunidade, Angico Branco, a menos de 10 quilômetros dali. A situação é pior e a população partiu para Boíba, comunidade vizinha que se salvou por estar em um local mais alto. Da pequena igreja da comunidade, restam algumas paredes.

Algumas casas caíram antes mesmo de a barragem estourar, por causa da forte chuva.

Francisco Assis dos Santos, de 25 anos, se encosta no alpendre de sua casa e aponta para o terreno vazio. O alpendre foi só o que sobrou. No terreno ficava a construção de quatro cômodos.

"Estava dormindo quando vi a casa vindo abaixo aos poucos", diz ele.

No caminho de volta para a pista improvisada, um sargento da FAB aponta para o leito do Pirangi. "Está vendo ali? Cem metros para cada lado não sobrou nada."

 

Exército simula em SP situações de distúrbio

Damaris Giuliana – O Estado de SP

Começa hoje o Exercício Anhanguera - Operação Massaguaçu. Durante dez dias, 2.500 homens do Exército se espalharão por 11 cidades do Estado de São Paulo para o treinamento de garantia da lei e da ordem (GLO). Eles participarão de 600 simulações, com 300 figurantes militares, prevendo situações de distúrbio.

Viaturas, helicópteros e soldados com fuzis simularão patrulhamento ostensivo, escolta, reintegração de posse, busca e apreensão, blitze e outras atividades. O cenário pode parecer hostil aos moradores de Bertioga, Caraguatatuba, Jambeiro, Natividade da Serra, Paraibuna, Redenção da Serra, Salesópolis, Santa Branca, São Luiz do Paraitinga, São Sebastião e Ubatuba, mas a ideia "não é causar distúrbio na vida da população", afirma o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, comandante da 2ª Divisão de Exército. O objetivo é preparar os militares para que tenham condições de "restabelecer a normalidade".

O emprego das Forças Armadas na GLO depende de ordem do presidente da República, sob a condição de o governador do Estado dizer que seus meios são "indisponíveis, inexistentes ou insuficientes".

Para o cientista político Flávio Rocha Oliveira, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, é difícil que os militares sejam empregados dessa forma, pois o custo político é elevado e a polícia passaria a responder ao Exército. "Ele (governador) está dizendo que perdeu o controle sobre a própria força repressiva."

A regulamentação do uso das Forças Armadas nesse tipo de situação está prevista na Estratégia Nacional de Defesa, mas ainda não há um projeto de lei. "A principal preocupação é deixar claras as exigências legais para o emprego de tropas nessas circunstâncias e dar garantias legais aos militares envolvidos", diz o assessor de comunicação do Ministério da Defesa, José Ramos Filho. De acordo com o professor Oliveira, uma das possibilidades debatidas seria o Exército dar apenas apoio logístico à Polícia Civil, evitando o desgaste.

Para conquistar a opinião pública, durante o treinamento o Exército realiza operações na área social e sanitária, tais como triagem médica e odontológica e trabalho preventivo contra dengue e gripe suína.

Os custos do treinamento não foram revelados. O Exército relata dificuldade em calculá-los porque muitos dos gastos independem da operação. Entretanto, a instituição confirmou o aluguel de celulares e o consumo de 90 mil litros de combustível, sem specificar valores nem fornecer detalhes sobre contratos.

 

EUA podem reforçar 'guarda-chuva nuclear' sobre Seul

Em reunião dia 16, Obama e líder sul-coreano discutirão resposta a Pyongyang por teste nuclear

Jornal do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá assinar um compromisso referente à permanência de seu guarda-chuva nuclear sobre a Coreia do Sul durante a visita de seu colega sul-coreano a Washington, em meados de junho.

Segundo fontes do governo citadas pela agência sul-coreana Yonhap, pela primeira vez Washington poderia comprometer-se a proteger a Coreia do Sul com seu chamado guarda-chuva nuclear, algo que já acontecia de maneira tácita desde o fim da Guerra da Coreia em 1953.

Apesar de afirmarem que a diplomacia é a primeira opção, os EUA e seus aliados asiáticos podem procurar respostas mais severas caso o diálogo não seja capaz de impedir que a Coreia do Norte continue com seu programa nuclear, afirmaram as autoridades dos países durante uma conferência sobre segurança neste fim de semana.

O discurso, apresentado pelo secretário de Defesa Robert Gates durante um evento na Ásia, foi novamente sublinhado pelo secretário de imprensa do Pentágono, Geoff Morrel, em entrevista à agência Reuters.

No sábado, Gates afirmara que os Estados Unidos "não vão aceitar" uma Coreia do Norte com armas nucleares.

No encontro entre o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e Obama na Casa Branca, ambos falarão sobre a crise suscitada após o segundo teste nuclear de Pyongyang, há uma semana. Segundo fontes do escritório presidencial, ambos os líderes poderiam assinar um comunicado conjunto referente à proteção americana de seu aliado asiático mediante a dissuasão nuclear.

A reunião acontecerá no dia 16 de junho e nela os dois líderes discutirão medidas de resposta à Coreia do Norte pelo teste nuclear.

Caças

Receoso de qualquer movimento militar norte-coreano, o governo americano decidiu reforçar sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.

Os aviões militares, que decolaram do estado da Virgínia, chegaram à base aérea de Kadena, localizada na província japonesa de Okinawa.

As medidas dos Estados Unidos foram tomadas depois que uma fonte de Washington disse a um jornal sul-coreano que Pyongyang prepara a transferência de um míssil balístico intercontinental de uma fábrica próxima à capital para uma base de lançamento na costa Leste.

Na semana passada, a Coreia do Norte, que vem elevando o tom de ameaça em seu discurso, alertou sobre a possibilidade de um conflito, dizendo que não se sentia mais comprometida com o armistício que encerrou com a Guerra das Coreias (1950 a 1953). Em tom hostil, o governo ameaçou agir "em legítima defesa" caso receba sanções do Conselho de Segurança da ONU.

A Coreia do Norte, segundo analistas de defesa, ganhou milhões de dólares ao exportar tecnologia de mísse