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União Europeia descumpre promessa de acolher 50 mil refugiados

Bloco cumpriu apenas 75% da cota prevista em plano de reassentamento acordado há dois anos, revela levantamento da DW. Milhares de migrantes que vivem em campos na Líbia e no Níger permanecem num limbo.
Tom Wills | Deutsch Welle

Governos europeus, incluindo o alemão, não cumpriram o compromisso de receber 50 mil refugiados até este mês, assumido num programa de reassentamento lançado pela União Europeia (UE) há dois anos. O acordo estipula 31 de outubro de 2019 como prazo final, mas um levantamento feito pela DW revelou que até metade de outubro apenas 37.520 pessoas chegaram à Europa no âmbito do programa.


Um porta-voz da Comissão Europeia admitiu que a meta não será atingida até o final de outubro. Entre os afetados, estão os milhares de migrantes detidos em campos na Líbia. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) disse que o lento progresso dos países europeus no cumprimento de suas promessas foi um dos fatores que impediram a retirada de pessoas que enfrentam…

Estariam militares dos EUA de olho no 2º maior aquífero da América do Sul?

Falta de água no mundo pode estar por trás da política americana na América Latina. Em entrevista à Sputnik Mundo, especialistas falam da possível relação entre militares dos EUA e o Aquífero Guarani.


Sputnik

Os Estados Unidos possuem presença militar na América Latina por mais de um século. Desde intervenções na América Central até a construção de bases na América do Sul, a política de Washington para a região gera mais dúvidas do que certezas.

 Água
© flickr.com/ Javier Morales

No dia 31 de julho, o Brasil foi designado como aliado prioritário fora da OTAN pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A medida dá ao Brasil facilidades na aquisição de equipamentos militares produzidos nos EUA e pode intensificar a cooperação militar entre o Brasil e os países membros da OTAN.

Base militar

Ao mesmo tempo, se tornou pública a construção de uma base militar americana na região da Tríplice Fronteira, onde territórios do Brasil, Argentina e Paraguai se encontram.

"Os militares americanos já estão aqui. A construção da base está a todo vapor", disse em entrevista à Sputnik Mundo o político uruguaio Wilson Ferreira Aldunate.

A princípio, a base ajudaria autoridades dos três países no combate ao narcotráfico, assim como intimidaria supostos terroristas presentes entre a grande comunidade árabe na região, segundo afirmou o diretor do Instituto de Problemas Nacionais da Universidade Nacional de Lanús, Ernesto López.

No entanto, tal razão seria um simples pretexto. Em 2009 a Colômbia e os Estados Unidos celebraram um acordo militar que previa o emprego de tropas americanas no combate ao narcotráfico no país sul-americano. Desde então, a cooperação militar pouco influenciou o narcotráfico no país. Segundo Ernesto López, a Colômbia hoje produz 80% de toda cocaína introduzida nos EUA.

Sendo assim, o aumento da presença militar dos EUA na América Latina se demonstrou ineficiente no combate ao narcotráfico, tornando a suposta construção de sua base no Cone Sul pouco fundamentada.

O X da questão

Para Ernesto López, os EUA teriam um interesse muito maior na região, o Aquífero Guarani.

Estendendo-se por cerca de 1,2 milhão de km², a grande reserva de água potável está presente nos territórios do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, divulgou o instituto Águas Paraná. Cerca de 65% desta área está em território brasileiro.

Estima-se que o aquífero possui um volume de água de 45 mil km³. Além disso, em caso de falta de água potável no mundo, o reservatório poderia atender a população mundial durante 200 anos.

Segundo dados de 2002 da Organização das Nações Unidas, em 2025 cerca de 3 bilhões de pessoas deverão sofrer falta de água própria para consumo, publicou a Agência Nacional de Águas. Tal situação demonstra a importância de aquíferos com água potável.

A presença de militares dos EUA bem na região onde está situado o aquífero representaria um passo à frente de Washington na sua tentativa de obter controle do aquífero. A presença militar dos EUA na região poderia ser um sinal da corrida pela água no mundo.

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