Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Curdos fazem acordo com governo da Síria para combater ofensiva da Turquia

As Forças Democráticas Sírias (FDS) afirmaram neste domingo (13) que chegaram a um acordo com Damasco para empregar tropas da Síria contra a ofensiva da Turquia.
Sputnik

Agora, forças curdas e sírias irão se unir contra as tropas da Turquia que estão no norte da Síria, nas proximidades da fronteira entre os dois países. 


"Para prevenir e repelir esse ataque, foi alcançado um acordo com o governo sírio para proteger a fronteira e a soberania da Síria. O exército sírio entrará [nas áreas controladas pelos curdos] e enviará tropas ao longo de toda a fronteira sírio-turca para para ajudar as [Forças Democráticas Síria] a repelir este ataque e libertar áreas ocupadas pelo exército turco e suas afiliados", diz o comunicado.

Segundo o texto, o acordo visa "libertar também outras cidades da Síria ocupadas pela Turquia, incluindo Afrin".

A operação militar da Turquia começou na quarta-feira com uma ação militar aérea em Ras al-Ain. Logo depois, forças terrestres entraram em ação…

'Projeto antivenezuelano': por que EUA decidiram ativar TIAR esquecido?

Ativando o tratado TIAR, os EUA tencionam insuflar nova vida à política voltada para derrubar o atual governo venezuelano, opinou o especialista russo em ciências políticas Dmitry Burykh.


Sputnik

Na terça-feira (17), os Estados Unidos ativaram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) contra a Venezuela. O especialista russo em ciências políticas Dmitry Burykh explica que, com isso, Washington quer intensificar a pressão sobre Caracas, mas não deverá desencadear uma invasão armada.


Manifestação em Caracas, Venezuela
© AP Photo / Natacha Pisarenko

"Entre as coisas reais que podem acontecer devido à ativação do tratado TIAR, do meu ponto de vista, é que pode ser reiniciado o projeto antivenezuelano. [...] os EUA tentam reanimar esse projeto, justificar sua política na região, insuflar nova vida à retórica antivenezuelana", explica Dmitry Burykh.

O especialista opinou que, ultimamente, "se tornou evidente que o cenário que Washington e os seus aliados tinham planejado na região não resultou, falhou". Ele explicou que o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, apoiado pelos EUA, também se tornou objeto de crítica, o que pôs em dúvidas a política estadunidense na região.

Além disso, Dmitry Burykh diz que Washington e os seus aliados atualmente não estão considerando a opção de invasão armada.

"Eu queria relembrar que os militares brasileiros realizaram a chamada imitação de invasão armada, modelaram a possível invasão e chegaram à conclusão que as perdas que as suas forças armadas sofreriam não são comparáveis com os objetivos que planejam alcançar no conflito", afirma Burykh.

Segundo ele, trata-se de um meio de pressão sobre as autoridades venezuelanas, de uma ameaça de utilização da força.

Negociações entre governo Maduro e oposição

Falando sobre a perspectiva de recomeço das negociações entre o governo e a oposição da Venezuela, o especialista admitiu que isso pode ocorrer, mas no futuro e em outras condições.

"Durante essas negociações se tornou evidente que as autoridades atuais mostram maior flexibilidade do que a oposição. A oposição não tinha espaço para recuar, o que explica a sua posição inflexível. Eles [a oposição] apresentaram uma série de exigências que, mesmo sob o regime mais liberal, dificilmente poderiam ser implementadas", explicou Dmitry Burykh.

Ele afirmou que o plano principal da oposição era "realizar uma eleição presidencial extraordinária, mas por detrás dela estava uma lista de exigências que, evidentemente, nenhum governo soberano pode aceitar". Segundo Burykh, "de fato, eles [a oposição] queriam uma transferência de poder do atual governo sem alternativa".

Especialista adicionou que as negociações irão se reiniciar, mas com novos intermediários, em novas condições, com mudanças necessárias e com mais flexibilidade na atitude da oposição sobre as negociações com o governo.

Na terça-feira (17), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que o país e seus aliados, devido à situação na Venezuela, decidiram invocar o Tratado do Rio – um tratado sobre a ajuda mútua e defesa conjunta. No Departamento de Estado adicionaram que planejam discutir com os aliados "as variantes econômicas e políticas multilaterais" das ações contra o governo de Maduro que, segundo Washington, cria uma ameaça contra "o povo e o país venezuelanos".

Tratado TIAR

O TIAR, também conhecido como Tratado do Rio, foi assinado no Rio de Janeiro pela maioria dos países americanos em 1947. Em essência, trata-se de um tratado de defesa mútua. O seu principal princípio diz que um ataque contra qualquer um dos signatários significará um ataque a todos os países participantes.

A opinião do especialista pode não necessariamente coincidir com a da redação da Sputnik


Comentários

Postagens mais visitadas