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Revogação de embargo de armas contra o Irã criaria instabilidade no Oriente Médio, diz EUA

A abolição do embargo de armas contra o Irã fortaleceria o governo daquele país e ameaçaria a segurança em todo o Oriente Médio, disse a repórteres o representante especial de Washington para o Irã e conselheiro sênior do secretário de Estado dos EUA, Brian Hook.
Sputnik

"O levantamento da proibição ao Irã apenas reforçará o regime e criará mais instabilidade na região", declarou Hook durante uma entrevista coletiva na Arábia Saudita.

O embargo em vigor limitou a capacidade de Teerã de atualizar sistemas de armas, reexportar tecnologias para outros países e melhorar suas capacidades marítimas, declarou o enviado dos EUA.
"O embargo limita a capacidade do Irã de mover armas livremente", acrescentou.

Em 2015, o Irã assinou o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), com China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e União Europeia (UE).

O acordo exigia que Teerã reduzisse seu programa nuclear e cortasse drasticamente suas reservas de urânio em troc…

Netanyahu propõe anexar Vale do Jordão em nova tentativa de formar governo em Israel

Em nova tentativa de formar uma coalizão para governar Israel, Netanyahu propõe a formação de governo de unidade nacional para anexar o Vale do rio Jordão. Se não se conseguir formar governo, a terceira eleição em menos de um ano deve ser convocada em Israel.


Sputnik

Em sua conta no Twitter, o primeiro-ministro israelense fez um novo apelo para formar um governo de coalizão nacional, com o objetivo de anexar o vale do Rio Jordão:


Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu se pronuncia a membros do seu partido enquanto tenta negociar uma coalisão para seguir no comando de Israel, em 17 de novembro de 2019
© REUTERS / Nir Elias

"Convidei o [líder do partido Azul e Branco] Benny Gantz e o [dirigente do partido Yisrael Beitenu] Avignor Lieberman a formar um governo de unidade nacional que proteja Israel e anexe o Vale do Jordão", disse o primeiro-ministro.

Netanyahu vê o momento como propício à anexação, dadas as recentes declarações do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, de que os assentamentos israelenses na Cisjordânia não são contrários ao direito internacional.

As declarações de Pompeo representam uma reviravolta na política norte-americana para o processo de paz no Oriente Médio.

A política de construção de assentamentos israelenses em terras destinadas à criação do Estado da Palestina é considerada ilegal por resolução do Conselho de Segurança da ONU, do qual os EUA são membro permanente com poder de veto.

Correndo contra o tempo

Nesta terça-feira (19), uma nova tentativa de negociar um governo de coalizão em Israel fracassou. O mandato para formar um novo governo expira na noite desta quarta-feira (20) e, caso as negociações não tenham sucesso, serão convocadas novas eleições.

No último pleito, realizado em setembro, o partido Azul e Branco, liderado por Benny Ganz, ganhou uma pequena maioria, ultrapassando o número de cadeiras do partido de Netanyahu. No entanto, nenhum dos líderes foi capaz de formar um governo até a manhã desta quarta-feira (20).

O ponto de discórdia entre Ganz e Netanyahu é a inclusão da bancada de parlamentares árabes na coalizão. Netanyahu não aceita dividir o poder com líderes de ascendência árabe e declarou que "não se deve formar um governo que dependa de apoiadores do terror".

O fiel da balança é o ex-ministro da Defesa de Netanyahu, Avigdor Lieberman, líder do terceiro maior partido do parlamento israelense, Yisrael Beitenu. Caso seja convocado novo processo eleitoral, será o terceiro em menos de um ano em Israel.


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