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No Dia da Amazônia Azul, Marinha troca celebrações por combate ao óleo no litoral

Comemoração, realizada todos os anos no dia 16 de novembro, deu lugar à busca e contenção da substância que chegou a dez estados brasileiros.
Por Pedro Alves e Beatriz Castro | G1 PE e TV Globo

Em 2019, o Dia Nacional da Amazônia Azul é celebrado neste domingo (16). Anualmente, desde 2015, a Marinha do Brasil realiza uma comemoração para lembrar da importância do mar brasileiro. Neste ano, porém, diante do desastre ambiental causado pelas manchas de óleo no litoral, os esforços são concentrados no combate à substância, em uma ação chamada "Operação Amazônia Azul, Mar limpo é Vida!".

A Amazônia Azul é uma zona econômica marítima exclusiva do Brasil. O país tem o direito de explorar cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano, o que equivale a, aproximadamente, metade da massa continental brasileira.

Essa área passou a ser chamada de Amazônia Azul justamente para indicar à sociedade a importância dessa faixa do oceano, já que é dela que saem cerca de 85% do petróleo, 7…

Político pró-Pequim é esfaqueado durante campanha em Hong Kong

Junius Ho recebeu tratamento médico e foi liberado. Ele foi atingido por um manifestante contra a China, que também acabou ferido e foi preso, informou a polícia. Hong Kong tem protestos contra o governo chinês desde junho.


Por G1

Um político pró-Pequim foi esfaqueado em Hong Kong enquanto fazia campanha nesta quarta-feira (6), informou a polícia da cidade.

Junius Ho, político de Hong Kong que é pró-Pequim, em foto de agosto de 2019. — Foto: Kin Cheung/AP
Junius Ho, político de Hong Kong que é pró-Pequim, em foto de agosto de 2019. — Foto: Kin Cheung/AP

Junius Ho, que é membro do conselho legislativo local, teve um ferimento de 2 centímetros de profundidade, segundo ele mesmo relatou a repórteres. O político, que recebeu tratamento médico e já foi liberado, disse que a faca acabou sendo aparada por sua costela.

Um vídeo circulando nas mídias sociais mostra um homem dando flores a Ho e pedindo permissão para tirar uma foto com ele, segundo a Associated Press. Em vez de tirar a foto, entretanto, ele saca uma faca da bolsa e esfaqueia Ho no peito. Ele foi rapidamente dominado pelo próprio conselheiro e por outras pessoas.

O homem continuou lançando comentários abusivos contra Ho, chamando-o de "escória humana". Além do conselheiro, dois de seus assistentes e o próprio responsável pelo ataque ficaram feridos. O autor foi preso, de acordo com a polícia.

Ho estava na mira de manifestantes contra Pequim desde 21 de julho, diz a AP. Naquela data, homens mascarados e armados, vestindo camisetas brancas, atacaram manifestantes pró-democracia e passageiros em uma estação de metrô de Hong Kong, ferindo 45 pessoas. Ho foi visto apertando a mão de alguns dos atacantes naquela noite.

O ataque marcou uma virada sombria nos protestos, que começaram no início de junho na cidade. Os manifestantes acusaram a polícia de demorar a responder ou até de conspirar com os agressores. A polícia disse, depois, que membros de gangues do crime organizado estavam envolvidos.

Ho, cujo círculo eleitoral inclui Yuen Long - onde fica a estação de metrô -, negou conluio com gangues. Ele disse que esbarrou nos homens depois do jantar e agradeceu por "defenderem suas casas", mas que não soube da violência até mais tarde.

Os manifestantes já haviam vandalizado o escritório de Ho várias vezes e profanado os túmulos de seus pais.

No ataque desta quarta (6), o conselheiro estava em campanha para as eleições distritais, de 24 de novembro, quando devem ser escolhidos 452 conselheiros. Atualmente, os assentos são dominados pelo bloco pró-establishment.

O ataque a ele despertou preocupações de que as pesquisas sejam adiadas. O maior partido pró-establishment da cidade manifestou, novamente, preocupações com a segurança, dizendo que houve 150 casos de seus candidatos sendo assediados e seus escritórios sendo vandalizados no último mês, informou a mídia local.

Ataques contra manifestantes

Além de Ho, também houve ataques a figuras pró-democracia. No domingo (3) à noite, um homem com uma faca cortou parte da orelha do vereador Andrew Chiu e feriu duas pessoas. Jimmy Sham, líder de um dos maiores grupos pró-democracia da cidade, foi atacado no mês passado por agressores que usavam martelos.

Nesta quarta (6), centenas de estudantes de duas universidades se uniram em apoio a um homem de 22 anos que está no hospital depois de cair do andar superior de um prédio de estacionamento quando a polícia disparou gás lacrimogêneo em confrontos na segunda (4).

Investigações policiais estão em andamento para determinar o que aconteceu no caso.

Desafio à liberdade, diz líder

Em entrevista coletiva nesta quarta em Pequim, para encerrar sua visita à China continental, a líder de Hong Kong, Carrie Lam, condenou o ataque a Ho e disse estar preocupada com o aumento da violência nos protestos.

"Como os manifestantes que praticam atos violentos alegam estar buscando liberdade e democracia? Cada ato deles desafia a liberdade e viola os direitos da maioria do povo de Hong Kong", disse Lam.

Lam, que já havia conversado com o vice-primeiro-ministro, Han Zheng, disse estar agradecida pelo apoio da liderança chinesa durante sua viagem e prometeu fazer cumprir rigorosamente a lei para restaurar a ordem. Ela também se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, em Xangai na segunda (4) - o que foi visto como um endosso ao tratamento da crise por seu governo.

"As atividades violentas realizadas por forças separatistas radicais foram muito além do limite da lei e da ética", disse Han Zheng. "O trabalho mais importante para a sociedade de Hong Kong agora é parar a violência e restaurar a ordem".

O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou, recentemente, um relatório que dizia que Pequim planejava substituir Lam no próximo ano. Mas o Partido Comunista disse em comunicado na terça (5) que "aperfeiçoaria" o sistema para nomear e demitir o líder e as principais autoridades de Hong Kong, em uma indicação de maior firmeza no território. Nenhum detalhe foi dado.

Muitos viram um projeto de extradição para a China, agora arquivado e que desencadeou os protestos, como um sinal de Pequim violando as liberdades judiciais de Hong Kong e outros direitos garantidos quando a ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997.

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