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No Dia da Amazônia Azul, Marinha troca celebrações por combate ao óleo no litoral

Comemoração, realizada todos os anos no dia 16 de novembro, deu lugar à busca e contenção da substância que chegou a dez estados brasileiros.
Por Pedro Alves e Beatriz Castro | G1 PE e TV Globo

Em 2019, o Dia Nacional da Amazônia Azul é celebrado neste domingo (16). Anualmente, desde 2015, a Marinha do Brasil realiza uma comemoração para lembrar da importância do mar brasileiro. Neste ano, porém, diante do desastre ambiental causado pelas manchas de óleo no litoral, os esforços são concentrados no combate à substância, em uma ação chamada "Operação Amazônia Azul, Mar limpo é Vida!".

A Amazônia Azul é uma zona econômica marítima exclusiva do Brasil. O país tem o direito de explorar cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano, o que equivale a, aproximadamente, metade da massa continental brasileira.

Essa área passou a ser chamada de Amazônia Azul justamente para indicar à sociedade a importância dessa faixa do oceano, já que é dela que saem cerca de 85% do petróleo, 7…

Primeiro quebra-gelo de combate da Rússia: arma contra EUA no Ártico?

Desenvolvido para realizar missões em águas árticas de forma autônoma e integrado em grupos de combate naval, o novo quebra-gelo armado da Rússia pode também desempenhar tarefas de escolta na zona do Ártico.


Sputnik

O quebra-gelo russo Ivan Papanin foi lançado no dia 25 de outubro na cidade russa de São Petersburgo, com entrega prevista para 2021.


Quebra-gelo russo Ivan Papanin
Quebra-gelo russo Ivan Papanin © FOTO/ MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA

Com casco reforçado para navegação no gelo e autonomia de 60 dias, o navio tem um deslocamento de 8.500 toneladas, 100 metros de comprimento e 20 metros de largura. Além disso, a embarcação está armada com um canhão naval e tem uma plataforma de helicóptero.

Presença no Ártico

O colunista do jornal russo Vzglyad Aleksandr Timokhin descreveu o lançamento do Ivan Papanin como um "evento extremamente importante".

Segundo o analista, uma guerra com os EUA é possível mas altamente improvável. E é ainda menos provável que envolva quebra-gelos porque Washington tem uma poderosa frota de submarinos. Porém, incidentes armados e provocações podem acontecer, afirma Timokhin.

"A presença de dois quebra-gelos militares na Rússia garante o fracasso de uma provocação americana envolvendo este tipo de navios na Rota do Mar do Norte", diz ele em seu artigo.

O segundo quebra-gelos do projeto 23550 é o Nikolai Zubov, cuja construção está prevista para 2020.

Para o especialista, a frota russa de quebra-gelos se centra na utilização comercial. Os navios da frota não são militares e desempenham variadas tarefas não militares porque a Rússia tem uma enorme infraestrutura no Ártico: portos, plataformas de produção de petróleo, fábricas de liquefação de gás, cidades – e tudo isto requer manutenção.

O jornalista observa que, ao contrário da Rússia, todos os futuros quebra-gelos americanos farão parte da sua Guarda Costeira e não terão que acompanhar navios mercantes ou manter infraestruturas, porque os EUA simplesmente não as possuem no Ártico.

Rota Marítima do Norte

No início deste ano, a Guarda Costeira americana informou que precisa de seis novos quebra-gelos para competir com a Rússia no Ártico, tendo como objetivo um maior controle sobre a promissora Rota Marítima do Norte.

"Por que é que eles precisam de tantos quebra-gelos? 
 Bem, a resposta é fácil: prejudicar a Rússia na Rota Marítima do Norte [...] Como tentaram fazer nos anos 60, eles vão criar todos os tipos de escândalos e pequenas crises com risco do uso de armas", ressalta Timokhin.

Embora aparentemente insignificantes, essas ações "causariam danos políticos à reputação da Rússia e minariam a fiabilidade da Rota Marítima do Norte".

"Levando em conta que os americanos planejam entrar no Ártico com todas as suas forças, os novos quebra-gelos militares russos são muito oportunos. Estão um pouco à frente do adversário. E isso é muito bom", conclui o autor.


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