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No Dia da Amazônia Azul, Marinha troca celebrações por combate ao óleo no litoral

Comemoração, realizada todos os anos no dia 16 de novembro, deu lugar à busca e contenção da substância que chegou a dez estados brasileiros.
Por Pedro Alves e Beatriz Castro | G1 PE e TV Globo

Em 2019, o Dia Nacional da Amazônia Azul é celebrado neste domingo (16). Anualmente, desde 2015, a Marinha do Brasil realiza uma comemoração para lembrar da importância do mar brasileiro. Neste ano, porém, diante do desastre ambiental causado pelas manchas de óleo no litoral, os esforços são concentrados no combate à substância, em uma ação chamada "Operação Amazônia Azul, Mar limpo é Vida!".

A Amazônia Azul é uma zona econômica marítima exclusiva do Brasil. O país tem o direito de explorar cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados de oceano, o que equivale a, aproximadamente, metade da massa continental brasileira.

Essa área passou a ser chamada de Amazônia Azul justamente para indicar à sociedade a importância dessa faixa do oceano, já que é dela que saem cerca de 85% do petróleo, 7…

Que quantidade de petróleo tem Síria e quem o controla?

Os EUA retomaram a vigilância dos campos petrolíferos no noroeste do país, e a Rússia também está presente, mas de uma forma diferente.


Sputnik

Militares americanos construirão duas bases militares na província síria de Deir ez-Zor, rica em petróleo, no nordeste da Síria, para controlar os campos de petróleo, informou nesta terça-feira (5) a Agência Anadolu. Segundo a fonte, o Exército dos EUA está se preparando para posicionar duas bases na região de al-Sur.

Um comboio de veículos militares dos EUA, vindo do norte do Iraque, passa por uma bomba de petróleo na zona rural da cidade de Qamishli, no nordeste da Síria, em 26 de outubro de 2019
© AFP 2019 / Delil Souleiman

Daesh e petróleo sírio

Quando o país mergulhou na guerra, os terroristas começaram a tomar o controle de vastos territórios, incluindo o centro e o nordeste do país, ricos em hidrocarbonetos, fechando e perturbando a produção e o transporte de óleo cru.

Em 2013, a produção total de petróleo do país caiu para 50.000 barris por dia. O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e outros países) começou a estabelecer seu califado no oeste do Iraque e no norte da Síria, capturando três quartos das reservas de petróleo da República Árabe na província de Deir ez-Zor, rica em petróleo.

Em setembro de 2015, a Rússia juntou-se a Damasco na luta contra o Daesh. Devido aos ataques russos, os terroristas perderam mais de metade das receitas petrolíferas que extraíam ilegalmente em território sírio.

O lado norte-americano

Enquanto o Exército sírio se concentrou na libertação da parte ocidental do país, as Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos e seus aliados dos EUA tomaram o controle da maior parte do nordeste do país, incluindo os territórios ricos em petróleo a leste do rio Eufrates.

Em 26 de outubro de 2019, os serviços secretos russos revelaram que os EUA se beneficiam do contrabando de petróleo cru sírio. Os lucros mensais deste negócio das agências federais dos EUA excedem US$ 30 milhões (R$ 120,2 milhões), disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

De acordo com dados da inteligência, a produção de petróleo na área controlada pelos EUA "se está realizando com equipamentos fornecidos à Síria por grandes corporações ocidentais que se esquivam" às sanções de Washington.

Os interesses petrolíferos da Rússia na Síria

A Rússia também está envolvida em operações petrolíferas da Síria, mas com uma diferença importante: as empresas russas têm contratos apenas com o governo sírio reconhecido pela ONU.

Em outubro deste ano, por exemplo, a empresa russa Uraltekhnostroy, especializada na construção de refinarias e estações de bombagem, equipamentos para campos de gás e instalações de tratamento de petróleo, água e gás, informou que tenciona retomar a construção de uma instalação petrolífera no nordeste da Síria, que foi descontinuada em 2011. Além disso, a empresa ofereceu os seus serviços para restaurar as instalações petrolíferas afetadas durante a guerra na Síria.

Em 2018, o Ministério da Energia russo assinou com a Síria um roteiro para a cooperação no domínio da energia a partir de 2018. O documento prevê a restauração, modernização e construção de novas instalações de energia na Síria.

Soberania energética síria

O petróleo e o gás serão um instrumento vital para a recuperação da Síria de uma guerra devastadora. Em 2018, o presidente sírio, Bashar Assad, estimou que a reconstrução poderia custar à Síria cerca de 400 bilhões de dólares e levaria de 10 a 15 anos para ser concluída.

Sem os campos de petróleo ocupados pelos Estados Unidos, à Síria vê reduzida sua capacidade de recuperar de um conflito brutal de oito anos.

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