30 dezembro 2006

Embraer desenvolverá LINK-BR2

Segurança & Defesa

Foi anunciado no dia 22 de dezembro que, por meio do Comando da Aeronáutica, a Embraer firmou contrato com a União para o desenvolvimento do Protocolo de Enlace de Dados em Rede LINK-BR2, cuja função é viabilizar a comunicação de dados entre aplicações complexas — tais como comando e controle, inteligência e monitoramento — utilizadas pela Força Aérea Brasileira. O projeto permitirá ainda a futura implementação do sistema em outras plataformas.

Novos Helicópteros para o exército venezuelano

A empresa russa Rostvertol entregou — em sua fábrica em Rostov — à Aviación del Ejército de Venezuela o primeiro de três Mi-26T2 encomendados para aquela força, e que recebeu a matrícula EV-0681. O helicóptero foi transportado por um navio mercante russo, que chegou a Puerto Cabello em novembro. O Ejército já recebeu quatro helicópteros de ataque Mi-35M2 (matrículas EV-0675, -0676, -0677 e -0678) e três de transporte Mi-17V5 (matrículas EV-0679, -0680 e -0681), que chegaram à Venezuela em duas levas, transportados por cargueiros Antonov An-124. O total adquirido na primeira etapa foi de 15 helicópteros russos (seis Mi-35M2, oito Mi-17V5 e um Mi-26T2); posteriormente foi colocado um pedido adicional para 14 Mi-17V5, dois Mi-35M2 e dois Mi-26T2 (Juan Carlos Cicalesi e Santiago Rivas).

Espanha adquire 45 helicópteros NH90

O Conselho de Ministros da Espanha autorizou no dia 22 de dezembro a assinatura de um contrato para o fornecimento às forças armadas do país de 45 helicópteros NH90. O modelo havia sido selecionado em maio de 2005, e as primeiras entregas estão previstas para 2010, na versão de transporte tático (podendo acomodar até 20 militares). As aeronaves serão montadas nas novas instalações da Eurocopter Espana, em Albacete, que serão oficialmente abertas no primeiro trimestre de 2007. Até o momento, o NH90 (em suas duas versões, TTH e NFH, respectivamente de transporte e naval) foi selecionado para aquisição por 14 países: França, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Portugal, Omã, Austrália, Suécia, Holanda, Espanha, Nova Zelândia e Bélgica. (Segurança & Defesa)

A400M começa a tomar forma

Estabilizador horizontal do cargueiro militar da Airbus saiu da linha de montagem

O cargueiro militar avançado da Airbus , A400M, teve sua primeira parte completada em dezembro. Trata-se do estabilizador horizontal, que compõe a cauda em T do aparelho. A CASA, da Espanha, é a responsável por produzir a peça, feita em grande parte em fibra de carbono. O A400M é um turboélice quadrimotor com oito hélices por nacele. O objetivo da EADS, sua fabricante, é substituir os C-130 Hercules e C-160 Transall hoje em operação no mundo. A expectativa do primeiro vôo do novo avião é de 2008. Existem hoje 192 encomendas do A400M, feitas por nove forças aéreas. (Airway)

29 dezembro 2006

Armada de Chile recebe o submarino Carrera

O navio foi recebido em Valparaíso pela ministra da Defesa Vivianne Blanlot, e pelo chefe da Armada, almirante Rodolfo Codina

Depois de 51 dias de mar desde sua partida de Cartagena, chegou o novo submarino da Armada de Chile, o Carrera, sob comando do capitão de fragata Elio Corcuera Mirandao.

O Carrera foi recebido oficialmente pela ministra da defesa Vivianne Blanlot Soza, acompanhada pelo comandante-em-chefe da Armada, almirante Rodolfo Codina Díaz, entre outras autoridades civis e militares, a bordo do navio de apoio a submarinos Almirante Merino, ao qual o Carrera
A ministra Blanlot destacou que a renovação das unidades de superfície e submarinas responde aos objetivos de modernização e manutenção das capacidades dissuasórias do país andino, com plena transparência da comunidade internacional, especialmente os países vizinhos.

O submarino Carrera é o segundo da classe Scorpène, tendo o primeiro deles sido batizado como O’Higgins. Ambos foram construídos pelo consórcio franco-espanhol formado pela DCN e Navantia.

O submarino tem 66,4 metros de comprimento e 6,2 metros de boca, com um calado de 6,2 metros. Desloca na superfície 1.525 toneladas, e 1.668 toneladas em imersão, alcançando uma velocidade máxima de 20 nós submerso, podendo mergulhar em cotas superiores a 300 metros de profundidade.

Com dotação de 38 pessoas, pode permanecer no mar por períodos de até 50
dias. (Poder Naval)

Chile compra mais Harpoon

A marinha chilena decidiu comprar 10 mísseis Harpoon para armas seus quatro patrulheiros P-3 Orion. O Chile já tinha comprado 20 Harpoon em 2005 para armar as fragatas adquiridas da Holanda e Reino Unido e decidiu que metade seria da versão lançada de aeronaves. O custo total é de US$ 45 milhões para a versão block II com capacidade de atacar alvos em terra. (Sistemas de Armas)

O navio conceito Le Swordship


A DCN francesa apresentou na exposição Euronaval seu novo navio conceito Le Swordship. O navio tem características furtivas como a fragata La Fayette sendo um misto de contratorpedeiro DD(X) com o LCS em formato de casco trimarã. O navio tem um comprimento de 145 metros, 33,6 metros de boca e desloca 5.300 toneladas. Tem capacidade de levar um helicóptero médio e três drones de até 1,5 toneladas. O armamento consiste de um lançador vertical capaz de levar 48 mísseis antiaéreos, anti-navio ou de cruzeiro. Além disso é equipado com duas torretas simples de 155mm para apoio de fogo naval. A propulsão é por dois motores elétricos com potencia total de 42MW capaz de acelerar o navio a até 30 nós, com a energia fornecida por 4 motores diesel com 10 MW cada e uma turbina a gás com 45 MW. (Sistemas de Armas)

Novo sistema para o P-3C Orion

A Lockheed Martin iniciou testes em túnel de vento do sistema High Altitude Anti-Submarine Warfare Weapons Concept (HAAWC) para equipar os P-3C Orion com um sistema de torpedo ASW capaz de ser disparado fora do alcance das defesas inimigas. O HAAWC usa um kit de asas LongShot(R) em um torpedo Mk-54 para permitir seu disparo a grande altitude. (Sistemas de Armas)

China estuda o Su-33

A China estuda a compra de 50 caças Su-33, variante naval do Flanker, por US$ 2,5 bilhões. Inicialmente serão adquiridos dois Su-33 por US$100 milhões para testes e avaliação com entrega em 2007-2008. As aeronaves poderão equipar o futuro NAe chinês que provavelmente será o Varyag adquirido em 1999 e pintado em cinza em 2005 o que sugere que está sendo reformado. (Sistemas de Armas)

Venezuela quer comprar cargueiros russos

O governo da Venezuela anunciou a intenção de compra de seis aeronaves de transporte Antonov An-74 no valor de US$ 72 milhões. A entrega deve iniciar em 2007. Também foi anunciada a intenção de compra de 12 cargueiros pesados NA-70 da Ucrânia. (Sistemas de Armas)

Embraer estuda cargueiro militar

A Embraer está estudando o projeto de uma aeronave do transporte militar da classe do C-130 equipado com turbofans como a Pratt & Whitney PW6000 ou Rolls-Royce BR715. O projeto faz parte dos planos de expandir os negócios da empresa. (Sistemas de Armas)

Aceitação provisória para o HMAS Sydney

A maior companhia de defesa da Austrália, a Thales Austrália, está orgulhosa em anunciar a aceitação provisória da Fragata HMAS Sydney pelo Departamento de Defesa, em Garden Island.

O HMAS Sydney foi devolvido para uso da marinha em abril deste ano, e desde então passou um tempo apreciável no mar, participando de um variado número de exercícios e passando por testes em várias condições.

A fragata de 20 anos de idade foi modernizada com a última tecnologia de sistemas navais de combate, que incluiu novos sistemas de armas, sensores e maquinaria. A aceitação provisória representa a entrega do HMAS Sydney da Thales Austrália para o Departamento de Defesa.

O projeto de upgrade FFG é a mais sofisticada tarefa de integração de sistemas navais jamais realizada na Austrália por uma companhia Australiana, envolvendo tanto novas tecnologias quanto equipamento mais antigo.

O diretor da Thales Austrália, Norman Gray, disse que a aceitação provisória de hoje é uma conquista importante no projeto avaliado em até $1 bilhão. “Este é um projeto complexo, que abriu novos horizontes na Austrália, particularmente o Australian Distributed Architecture Combat System(ADACS) e o Underwater Warfare System, grandemente desenvolvidos e integrados localmente.

“É um testemunho da capacidade e expertise que nós temos aqui na Austrália”.

O vice-presidente da Thales Austrália Naval business group, Ali Baghaei, disse “Alcançar esse ponto no projeto de upgrade FFG foi um esforço coletivo e se tornou possível graças a tenacidade e trabalho duro do time do projeto FFG, os seus subcontratantes, parceiros industriais, bem como o DMO e a tripulação do navio.”

“Nós passamos através da fase de design para a fase de aceitação, e podemos olhar para trás e ver os desafios que foram enfrentados e superados por um dedicado grupo de profissionais, que construíram a expertise e a experiência – isso dá uma boa previsão para futuros programas.”

Pelo Departamento de Defesa, o comodoro Drew Mckinnie comentou que “A aceitação provisória e a entrega do HMAS Sydney pela Thales Austrália é um marco para o projeto de upgrade FFG e agora dá à marinha a oportunidade de começar seu teste operacional e a avaliação desta nova capacidade.”

Nós olhamos para frente para modernizar progressivamente os softwares dos sistemas de combate do HMAS Sydney a medida que as novas capacidades forem testadas e nós desejamos que tudo dê certo na próxima fase dos seus ciclos operacionais”, disse o Sr. Baghaei.

A irmã do HMAS Sydney, HMAS Melbourne, está continuando os seus avanços no projeto de modernização após ter saído das docas antes do previsto, em julho deste ano. A aceitação provisória do navio é prevista para fins de 2007.

A Thales é um grupo internacional de ponta em eletrônicos e sistemas, servindo os mercados globais de defesa, aeroespacial e segurança. Os negócios civis e militares do grupo se desenvolvem em paralelo para servir a um único objetivo: A segurança das pessoas, propriedades e nações. Com uma rede global de pesquisadores de alto nível, a Thales oferece capacidades sem rival na Europa para desenvolver e entregar críticos sistemas de informação. A Thales emprega 60.000 pessoas em 50 países, e gerou dividendos de $17 bilhões em 2005, com um pedido de vendas record de mais de $33 bihões.

Fonte: Thales
Traduzido por: César Ferreira

27 dezembro 2006

BAE Hawk 100 da Índia realiza primeiro vôo

O primeiro treinador avançado a jato BAE Systems Hawk para a Força Aérea Indiana (IAF) decolou para a realização de seu primeiro vôo nas instalações do fabricante em Warton na Inglaterra. O Hawk, designado HT001 e especificamente construído para satisfazer as necessidades da IAF, foi pilotado pelo piloto de testes chefe da BAE Systems, Keith Dennison, e pelo instrutor Jon Price.

“O curto vôo ocorreu sem problemas. A aeronave voou muito bem sem falhas de aceleração na pista”, disse Keith após a aterrissagem. “Foi prazeroso o vôo, como sempre foi com o Hawk. Graças aos rápidos desenvolvimentos, ele fornece uma plataforma de treinamento que é bem próxima das demandas da nova geração de aeronaves”, acrescentou.

O primeiro vôo do HT001 foi realizado apenas um mês após a aeronave ter sido entregue para a montagem final. O HT001 é o primeiro dos 66 Hawks que estão sendo construídos para a IAF. As primeiras 24 aeronaves estão sendo construídas pela BAE Systems na Inglaterra e as demais 42 sendo fabricadas sob licença na Índia pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

O governo anterior da Índia assinou o contrato para o Hawk em 2004. Além das 66 aeronaves, o negócio envolve também o fornecimento de sistemas de treinamento baseados em terra, apoio associado e treinamento interino de pilotos na base aérea RAF Valley em Gales.

Uma vez que as entregues sendo iniciadas em setembro de 2007, o Hawk cobrirá uma lacuna latente nos atuais sistemas de treinamento da IAF no qual pilotos novatos graduam na aeronave Kiran para supersônicos como o MiG-21. A falta de um treinador intermediário é tida como responsável por boa quantidade dos acidentes da IAF no passado recente.

Mark Parkinson, diretor de gerenciamento para o Hawk da BAE Systems, afirmou: “O programa indiano está caminhando de maneira excelente. Assim como o primeiro vôo do HT001, nós temos uma variedade de aeronaves em montagem final, e enviamos as fuselagens das aeronaves adicionais que serão montadas pela HAL”. Ele acrescentou que “Isso é em adição a entregue de mais de 1.500 toneladas de material, 3.500 ferramentas e cerca de 15 milhões de componentes para a HAL em Bangalore”.

“Em paralelo com o fornecimento do Hawk, a BAE Systems também está providenciando treinamento interino dos pilotos para a Força Aérea Indiana. Ele está sendo realizado na base aérea RAF Valley em Gales, e até agora cerca de 40 pilotos já passaram com êxito por esse treinamento”, Parkinson declarou.

A IAF é um das 19 forças aéreas em todo o mundo que operam ou fizeram pedidos do Hawk.

Fonte: Indo-Asian News Service
Traduzido por: Ailton José de Oliveira Júnior

Rússia recebe seus primeiros Su-34

A Força Aérea Russa recebeu seus dois primeiros bombardeiros Su-34 novos de fábrica.

Projetos pelo Escritório de Projetos Sukhoi, o Su-34 substituirá o bombardeiro de linha-de-frente Su-24 Fencer. Especialistas afirmam que os novos bombardeiros têm o potencial para se tornar e permanecer como o melhor avião em sua classe durante os vários anos.

Uma entrega comemorativa dos Su-34s ocorreu na Chkalov Aircraft Production Association em Novosibirsk, na Sibéria do Oeste. Estavam presentes o comandante da Força Aérea da Rússia, General de Exército Vladimir Mikhailov, e o Diretor-Geral da Sukhoi, Mikhail Pogosyan.

O caça-bombardeiro Su-34, que custa US$ 36 milhões, é uma aeronave de ataque biposta equipado com dois motores turbojato AL-31MF com pós-combustão. Ele é projetado para lançar ataques de alta precisão em alvos bem defendidos em qualquer condição climática, e seu armamento inclui um canhão de 30 mm GSh-301, e até 12 mísseis ar-ar, ar-superfície ou bombas.

Mikhailov disse que a Força Aérea Russa precisa de cerca de 200 Su-34s, que entrarão em serviço durante os próximos 30-40 anos em conjunto com Su-24s modernizados, que deverão ser gradualmente substituídos durante os próximos 20 anos.

“No total, nós precisamos de cerca de 200 aeronaves [Su-34]”, ele afirmou, “Mas ao mesmo tempo, nós não queremos substituir os Su-24[M] modernizados nos próximos dois ou três anos, conforme as aeronaves possam permanecer em serviço por 10-15 anos. Todos os Su-24s modernizados serão substituídos por Su-34s nos próximos 20 anos”.

O comandante disse que o Su-34 foi modernizado duas vezes desde o final da década de 80 quando ele foi projetado e que ele será modernizado ainda mais após 10 anos em serviço.

O ministro da defesa, Sergei Ivanov, disse antes que a Força Aérea Russa comprará 58 Su-34s até 2015.

Fonte: RIA Novosti

Traduzido por: Ailton José de Oliveira Júnior

Primeiro reabastecimento em vôo dos Mirage 2000 da FAB

O Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), Esquadrão Jaguar, e o 2º/2º Grupo de Transporte, Esquadrão Corsário, realizaram de 18 a 21 de dezembro o primeiro exercício de reabastecimento em vôo realizado no Brasil pelas aeronaves Mirage F-2000, recebidas neste ano.

O reabastecimento em vôo é utilizado para aumentar a autonomia das aeronaves de combate, quando são necessários deslocamentos distantes.

Desde o dia 18 de dezembro o Esquadrão Corsário, com as aeronaves KC-137, fornecem o apoio necessário para que os pilotos do 1º GDA cumpram o plano de instrução e manutenção operacional previsto. Estas missões são realizadas para manutenção da operacionalidade dos esquadrões.

Fonte: FAB

21 dezembro 2006

A Posição da Marinha Referente a Submarinos

Documento divulgado, em 19 Dez 06, na Intranet da MB

COMANDANTE DA MARINHA
Brasília, DF. Em 19 de dezembro de 2006.
Assunto: Submarinos: A visão da Marinha

Tenho observado, nos últimos meses, uma série de artigos em diversos órgãos da mídia, em matérias veiculadas pela internet, e até em pronunciamentos feitos por parlamentares no Congresso Nacional, todos manifestando preocupações sobre o tema “submarinos”, que podem ser resumidas, basicamente, nos seguintes tópicos:

- por que a Marinha do Brasil (MB) interrompeu o projeto de construção de um submarino movido a propulsão nuclear?
- por que a opção da MB pelo projeto alemão IKL-214, em detrimento de projetos de outras origens?
- por que não partir logo para a construção de um nuclear, ao invés de um convencional?
- por que a MB insiste com o projeto IKL-214, que estaria apresentando sérios problemas na marinha grega?

O tema é cativante, e a MB não se recusa a discuti-lo. Mas, devemos ter cuidado, pois, se por um lado essas dúvidas podem ser normais e até esperadas para aqueles que não estão familiarizados com todas as variáveis envolvidas no problema, por outro, elas podem estar sendo motivadas por opiniões ou até por interesses comerciais contrariados.

Vamos por partes.

A MB não interrompeu nenhum projeto de construção de um submarino movido a propulsão nuclear, até porque esMarinha do Brasil se projeto infelizmente ainda não existe, e nem cogita da hipótese de, ao invés da construção de um convencional, partir para a construção de um nuclear, pelo menos, na próxima década.

O Programa Nuclear da Marinha, que, com enorme sacrifícios, a Força vem executando desde 1979, visa capacitar o País a dominar o ciclo do combustível nuclear - o que já se conseguiu - e desenvolver e construir uma planta nuclear de geração de energia elétrica, inclusive o reator, o que ainda não está pronto. Desenvolvidos e concluídos esses dois projetos e logrado êxito na operação dessa planta nuclear, estarão criadas as condições para que, no futuro, havendo uma decisão de governo para tal, possa ser dado início à elaboração do projeto e a posterior construção de um submarino nuclear de ataque (SNA), que terá de ser antecedido pelo projeto, construção e avaliação de um submarino convencional nacional. Esse foi o caminho percorrido por todos os países que possuem submarinos nucleares nas suas marinhas.

Do início, em 1979, até por volta do princípio da década de 1990, o Programa Nuclear da Marinha contou com o aporte de recursos adicionais ao orçamento da Força, provenientes de outras fontes governamentais, que possibilitaram o domínio do ciclo do combustível, alcançado ao final da década de 1980. A partir daí, o programa passou a ser custeado, praticamente, com recursos apenas do orçamento da MB, que, além de declinante, tem de atender a todas as demais demandas da Força. A solução visualizada para a conclusão desse Programa é a sua transformação em um Programa Nacional, e não apenas da Marinha, garantindo o aporte adicional, regular e continuado dos recursos capazes de fazer face às necessidades de um empreendimento dessa natureza.

Na concepção estratégica da MB, a disponibilidade desses meios significaria acrescentar nova dimensão ao nosso Poder Naval, garantindo-lhe invejável capacidade de dissuasão e colocando-o à altura das necessidades resultantes da missão constitucional da Força Naval.

Graças à sua virtualmente inesgotável fonte de energia, o SNA pode permanecer submerso por tempo indefinido, limitado, apenas, pelo fator humano, em total independência da atmosfera, o que lhe garante mobilidade, velocidade e absoluta identidade com as profundezas que o abrigam, dificultando sua detecção e transformando-o numa das mais formidáveis plataformas navais jamais construídas.
Entretanto, para uma unidade de combate, não basta ser uma plataforma capaz de deslocar-se indefinidamente, oculta e em alta velocidade. É necessário que ela disponha de sensores adequados, sistema de navegação inercial e de armamento condizente com suas potencialidades.

É também indispensável, para empregar um SNA, explorando adequadamente todas as suas características, que se disponha de meios de comunicação capazes de permitir o seu controle, no mar, sem obrigá-lo a quebrar a sua notável capacidade de ocultação. Isso implica na existência de pelo menos uma estação transmissora em terra, que opere na faixa de “muito baixa freqüência” (VLF), garantindo que o submarino possa receber mensagens sem se expor. Entretanto, para que ele as possa transmitir, com risco mínimo de ser detectado, é necessário um sistema militar de comunicações por satélite.

Todas as marinhas do mundo que operam submarinos nucleares dispõem desses recursos, todos de elevado custo de obtenção e de manutenção, mas que, infelizmente, ainda não temos.

Em acréscimo, não há, na Marinha ou no País, uma massa crítica de engenheiros plenamente capacitados a projetar um SNA. Para elaborar os respectivos Projeto de Concepção, Projeto Preliminar, Projeto de Contrato e Projeto de Construção (detalhamento para o estaleiro construtor), é necessário um longo aprendizado em projetos de submarinos. A construção de unidades convencionais (propulsão diesel-elétrica), no País, é o caminho que vem sendo trilhado pela MB para qualificar seu quadro de engenheiros navais para, no futuro, alcançar a meta pretendida.

Também, no Brasil, não há um único estaleiro dimensionado para esse empreendimento; teríamos de construir ou adaptar um, para essa finalidade, com custos difíceis de imaginar, mas certamente bem elevados, até porque a escala das “encomendas” será pequena.

A base de submarinos existente, situada na Baía de Guanabara, não possui calado (profundidade local) suficiente para receber um SNA, nem capacidade de expansão para o atendimento de suas necessidades. Será necessário, então, selecionar área litorânea apropriada para se investir na construção de sofisticada base naval, capaz de lhe garantir todo o apoio necessário, ocasião em que, certamente, surgirá a questão ambiental.

Enfim, é preciso compreender que um SNA não pode existir isoladamente, mas como parte de um complexo e dispendioso conjunto; também, para a obtenção de um meio, não se pode considerar apenas seu custo de aquisição, mas, principalmente, o custo de posse, que, no caso de um SNA, com os requisitos de segurança e controle de qualidade requeridos para a manutenção de seus sistemas nucleares, excedem as possibilidades dos orçamentos alocados à Marinha ao longo dos últimos vinte anos. Na verdade, para se ter um SNA – e não poderíamos ficar em apenas um - é preciso não apenas capacitar-se a construí-lo, mas criar, antes, uma fantástica estrutura capaz de abrigá-lo, mantê-lo e apoiá-lo, juntamente com aquela capaz de operá-lo.

Em síntese, o sonho existe, mas devemos ter a perfeita consciência das enormes dificuldades e do longo caminho ainda a percorrer para concretizá-lo. Ademais, isso não pode ser apenas um sonho da Marinha. É necessário uma vontade do Estado Brasileiro, para que o sonho possa, no futuro, transformar-se em realidade.

Deve-se destacar, entretanto, que, ao longo de todo o processo de desenvolvimento do seu Programa Nuclear, cujos projetos integrantes já foram citados, a Marinha jamais deixou de investir na construção e operação de submarinos convencionais, não só por necessitar de meios capazes de cumprir as tarefas do Poder Naval que lhes são inerentes, como por reconhecer seu valor dissuasório. Releva notar que, com o fim da Guerra Fria, a importância estratégica desses meios - diferentemente do apregoado por alguns - só fez crescer, haja vista a evolução sofrida na doutrina naval da maior e mais poderosa marinha do mundo, a dos Estados Unidos da América, que hoje reconhece os submarinos convencionais como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar em águas litorâneas – as denominadas águas marrons - graças ao seu reduzido “nível de ruídos irradiados” e a sua natural manobrabilidade em águas rasas.

Se o submarino convencional fosse tão inútil, como alguns pensam, a Marinha dos Estados Unidos não teria passado a patrocinar, a partir de 2001, um programa denominado “Diesel-Electric Submarines Initiative”, destinado a preparar a esquadra americana para enfrentar submarinos convencionais. Também, não teria, no mesmo programa, arrendado um submarino convencional da Real Marinha da Suécia, o “Gotland”, para ajudá-la naquela preparação.

Razões para tanta preocupação parecem sobrar, de fato, aos americanos, haja vista o incidente naval ocorrido no dia 26 de outubro de 2006, quando um submarino convencional chinês, classe “Song”, emergiu ao lado do porta-aviões USS “Kitty Hawk”, que navegava próximo a Okinawa, acompanhado de escolta, que, além das unidades de superfície, normalmente, inclui um ou dois submarinos nucleares de ataque classe “Los Angeles”. A propósito, com bastante embaraço, o Pentágono reconheceu que o submarino chinês não havia sido detectado pela força naval.

E não precisaríamos ir tão distante para buscar exemplos. Os nossos atuais submarinos da classe “Tupi”, em diversos exercícios realizados, inclusive com marinhas da Organização do Tratado do Atlântico Norte, mostraram-se bastante eficazes.

Em face dos fatos apresentados, a Marinha reitera sua determinação de continuar a construir submarinos convencionais, no País, de modo a, por um lado, evitar a perda de capacitação tão duramente adquirida, mantendo a meta de qualificar os nossos engenheiros e, por outro, assegurar a renovação e posse de meios que, na atualidade, ainda se constituem em uma poderosa arma, a despeito da discordância de alguns.

A opção da Marinha, no momento, é a construção de um submarino convencional de origem alemã, do tipo IKL-214, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), e a modernização dos nossos atuais cinco submarinos, também no nosso Arsenal. Todos os nossos submarinos atuais são de projeto alemão, sendo que o primeiro foi construído na Alemanha, e os demais no AMRJ.

O IKL-214 é um submarino convencional moderno, bastante semelhante aos IKL-212, em uso nas marinhas da Alemanha e da Itália.

Essa opção baseia-se, basicamente, além do fato da Marinha estar satisfeita com o desempenho dos seus atuais submarinos, nas indiscutíveis vantagens decorrentes da manutenção de uma linha logística já existente, tanto na parte relativa ao material (construção e manutenção), como na concernente à formação do nosso pessoal.

A escolha de um outro submarino, além da drástica alteração na linha logística, faria com que a nossa Força de Submarinos passasse a conviver e operar com dois tipos diferentes de meios, experiência pela qual ela já passou, e que não foi boa.

Quanto aos possíveis problemas que estariam ocorrendo com o submarino IKL-214 adquirido pela marinha grega, a MB está acompanhando o assunto com atenção, mas sem se deixar influenciar pelo noticiário da mídia, ou por ações de lobistas. Sabemos que problemas técnicos podem ocorrer quando se constrói qualquer meio. Para isso existem as “provas de mar”. Por exemplo, um submarino da classe “Scorpène” construído na França para uma outra marinha, também apresentou problemas nas suas provas de mar, problemas esses que foram diagnosticados e corrigidos, como é normal. A esse respeito, tranqüiliza-nos, de certa forma, a longa e histórica tradição de qualidade dos estaleiros alemães, no que se refere à construção de submarinos para diversas marinhas do mundo, inclusive a nossa, e informações que recebemos tanto do estaleiro alemão, como da Marinha da Grécia, de que os problemas materiais detectados não foram sérios e estão sendo corrigidos. Mas o assunto continua em avaliação. Persistindo qualquer dúvida sobre a qualidade do projeto IKL-214, poderíamos, por exemplo, substituí-lo por mais um da classe “Tikuna”.

Evidentemente, o sonho de poder um dia contar com alguns SNA no inventário dos meios navais brasileiros permanece. Entretanto, o Comandante da Marinha e o Almirantado, que o assessora, somente podem tomar decisões com base na fria realidade dos fatos. Em meio a um cenário de absoluta escassez orçamentária, devem identificar, entre as opções possíveis, a que melhor atende aos interesses do País e os da sua Força, e apenas esses.

ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO
Almirante-de-Esquadra
Comandante da Marinha

MiG-31 aguarda por modernização na Rússia

A aeronáutica russa planeja iniciar um amplo programa de modernização para toda a sua frota de aeronaves MiG-31 Foxhound. O modelo presta serviços à força aérea do país há 25 anos. A possibilidade de reforma foi levantada pelo comandante da aeronáutica, em entrevista a órgãos de imprensa locais.

O MiG-31 Foxhound é um interceptador supersônico biplace equipado com avançados equipamentos aviônicos. A aeronave, após a modernização, poderia ser equipada com um sistema de mísseis ar-ar capaz de acertar alvos a uma distância superior a 200 quilômetros, inclusive aeronaves stealth e supersônicas. Segundo os militares russos, os novos MiG-31 terão condições de se tornarem excelentes rivais dos caças de nova geração.

Segundo informações divulgadas pela imprensa russa, cerca de 500 aeronaves do modelo foram produzidas desde 1978. Cerca de 370 desses aviões ainda estariam em serviço. O programa de modernização deve ser implementado na fábrica Sokol, em Nizhny Novgorod, localidade da região central do país. (ASAS)



Exército dos EUA recebe primeiro UH-72A

A fábrica de helicópteros do grupo EADS nos EUA entregou esta semana o primeiro helicóptero utilitário leve UH-72A para o Exército dos EUA. A entrega marca o início de seu principal programa de defesa naquele país. O exército norte-americano escolheu o UH-145 (renomeado para UH-72A) em julho, para o fornecimento de um total de 322 helicópteros, no valor potencial de 2 bilhões de dólares. Até o momento, o Exército encomendou um total de 42 UH-72A, associados a um serviço de treinamento para pilotos e manutenção.

O UH-72A é baseado no comercialmente bem sucedido Eurocopter EC 145, que se tornou padrão de helicóptero para serviços de emergência médica e em missões de transporte utilitário de alta demanda. O primeiro UH-72A foi recebido pelo Exército norte-americano, na presença de oficiais graduados e políticos, durante uma cerimônia de entrega e nominação em Columbus, Mississippi, onde a American Eurocopter, subsidiária da Eurocopter nos EUA, mantém uma linha de produção de helicópteros biturbina.

Um segundo UH-72A será entregue antes do final do ano, respondendo às necessidades do Exército para uso em missões de logística e suprimento nos Estados Unidos. Os outros 40 aparelhos estão em fase de produção e serão entregues ao longo de 2007 e 2008. Na cerimônia de entrega de hoje, o Exército dos EUA deu ao UH-72A o nome oficial de Lakota, nome de uma tribo da nação Sioux, dando continuidade à tradição de designar seus helicópteros com os nomes de tribos de nativos norte-americanos. (ASAS)

Sukhoi pretende continuar com modernização dos Su-27

A empresa estatal Sukhoi pretende continuar o programa de modernização das aeronaves Su-27 da força aérea russa. A empresa negocia um novo contrato para reforma de um lote de 24 aeronaves. Os caças serão atualizados para a versão Su-27SM. A Sukhoi divulgou que está em negociação com a Komsomolsk-na-Amure Aviation Production Association (KnAAPO), fábrica que deve ser a responsável pela modernização.

A Sukhoi entregou em 2006 as últimas seis aeronaves de seu primeiro contrato de modernização dos Su-27. O acordo foi assinado em dezembro e previa a entrega de 24 Su-27SM. Segundo estimativas divulgadas pela imprensa local, a força aérea russa teria cerca de 200 caças para serem modernizados. (ASAS)

18 dezembro 2006

TOPOL-M móvel, operacional na Rússia

Míssil SS-27 é considerado o mais avançado míssil intercontinental russo
Área Militar

O TOPOL, é um míssil intercontinental russo, classificado como SS-27 pela NATO e desde 2002 que a Rússia tem desenvolvido esforços para produzir uma versão móvel do míssil que é transportada no conhecido camião de transporte MZKT-79221 de 14 ou 16 rodas. Segundo anúncios feitos pela imprensa russa, está operacional o primeiro regimento, o que implica que estão operacionais dez sistemas, cada um equipado com um veículo MZKT, um míssil Topol-M e os veículos de apoio.

A versão móvel do TOPOL que transporta uma única ogiva, é estrategicamente importante, porque a Rússia sempre considerou extremamente útil ter sistemas de lançamento móveis, juntamente com as versões disparadas desde silos na terra. O míssil na sua versão móvel pode ser lançado de praticamente qualquer lugar, sendo muito mais complicada a sua detecção por parte de qualquer eventual inimigo.

Os planos russos prevêem o fabrico de 69 unidades do míssil Topol, que será o principal míssil estratégico da Rússia, não se sabendo exactamente quantos destes serão instalados em sistemas moveis, pois parte dos sistemas instalados em silos serão convertidos para utilização em sistemas móveis que são mais eficazes mas também são muito mais caros de manter, embora sejam mais baratos que os mísseis instalados em submarinos.

Este míssil pode transportar uma carga de 1200Kg. a mais de 10.000Km de distancia. O Topol-M é um míssil moderno, que começou a ser desenvolvido no final do período soviético, e cuja continuação do desenvolvimento foi já assegurada pela Rússia. Ele tem uma velocidade de mais de 17.000 Km/h[1] o que o transforma no míssil mais rápido do mundo.

Ele tem 22.7 metros de comprimento e pesa 47.1 toneladas, podendo acertar um alvo num raio de cerca de 230 metros.

Além de ser extremamente rápido, o míssil russo tem ainda a capacidade de mudar de direcção no último estagio do seu percurso. Esta característica provoca alegadamente dores de cabeça no Pentágono, porque ele torna parte do sistema de defesa americano inútil, pois grande parte dos sensores americanos baseiam os cálculos dos sistemas de defesa anti-missil no cálculo rigoroso da trajectória do míssil desde que ele é lançado.

Mas com o Topol-M isso não é possível. O míssil pode ser lançado, numa determinada trajectória, mas essa trajectória (que é introduzida nos sistemas de direcção do míssil) pode ter sido indicada para enganar os sistemas de defesa, porque nos últimos minutos o míssil pode-se desviar da trajectória esperada dirigindo-se para um alvo a muitos quilómetros de distância.

Além desta «vantagem» a velocidade do míssil russo é também um problema, porque torna virtualmente impossível atingi-lo com outro míssil (normalmente um míssil que tenta cruzar a trajectória com uma ogiva nuclear que explode próximo) quer porque ele é muito rápido ou porque a sua capacidade de mudar de direcção torna inutil a tentativa de intercepta-lo.

Do ponto de vista ocidental, estas possibilidades deixam poucas hipóteses de defesa, pelo que o que se pode fazer é atacar o míssil antes de ele ser disparado, e é aí que entra a necessidade de mísseis lançados de plataformas móveis. Exceptuando a utilização militar, o principal problema destes sistemas é que eles aumentam consideravelmente a possibilidade de serem tomados por organizações terroristas, que possam utiliza-los para as suas operações.

A Rússia continua também a desenvolver o «Bulava», ou SS-NX-30 que é uma versão disparada a partir de submarinos nucleares, com um alcance menor (8.000Km) e capacidade para transportar 10 ogivas.


[1]Os dados sobre a velocidade que o míssil Topol-M pode atingir nunca foram confirmados. A divulgação de uma velocidade muito elevada, poderia servir como medida para condicionar possíveis respostas por parte de potenciais adversários, um pouco como aconteceu com o programa «Guerra das Estrelas»

CV-22 Osprey entregue à Força Aérea norte-americana

Aeronave é especializada para o transporte e apoio de tropas especiais

Área Militar

A força aérea norte-americana recebeu a sua primeira aeronave CV-22 Osprey, de um total de 50 unidades que deverá receber. A versão do V-22 entregue à US Air Force, é dedicada a operações especiais e dispõe de equipamentos e sistemas electrónicos destinados a apoiar os militares que transporta ou que pode recolher.

O CV-22 é um misto de aeronave de asa fixa com helicóptero, com a vantagem de poder aterrar como um helicóptero, mas ao mesmo tempo tendo a facilidade de se deslocara velocidades muito maiores que este, podendo atingir velocidades próximas das de um avião de transporte convencional como o Hercules C-130.

O programa chegou a estar em risco há alguns anos atrás, mas as necessidades decorrentes da chamada guerra ao terror e a necessidade de prover as forças especiais dos Estados Unidos da América, acabaram dando um impulso à continuação do desenvolvimento e incorporação destas aeronaves.

O CV-22, tem um custo aproximado de € 71 milhões (R$ 180 milhões) a unidade, o que o torna numa aeronave extremamente cara. No entanto, considera-se que a sua assinatura perante sensores de infravermelhos é 90% inferior à de helicópteros convencionais, além de produzir apenas um quarto do ruído de um helicóptero.

Com esta arma a Força Aérea dos Estados Unidos fica com uma aeronave que permite a colocação de unidades especiais a grandes distâncias, ao mesmo tempo que também permite a sua extracção após conclusão das operações.

As operações especiais, com infiltração em território adversário, são vistas como cada vez mais comuns pelos vários ramos das forças armadas americanas (Também a marinha americana opera já a sua versão do V-22). O CV-22 é mais um dos meios que potência a capacidade de levar a cabo essas operações nas forças militares daquele país.


Primeiro vôo do F-35

Lighting-II chega aos céus entre atrasos e dúvidas
Área Militar

A Lockeed MArtin anunciou que o primeiro vôo do caça F-35 Lighting-II teve lugar no passado dia 15 de Dezembro. Tratou-se do vôo inaugural do novo avião que inicia agora uma extensa sucessão de testes para certificação.

Segundo a Lockeed Martin, o F-35 teve um comportamento perfeito e conforme o esperado, tendo o motor Pratt & Whitney F135 – o mais poderoso motor alguma vez instalado num avião de caça, com uma potência de mais de 18.000Kg.

O voo de teste ocorreu com recurso a descolagem convencional e durou 36 minutos. A aeronave efectuou várias manobras para analisar aspectos aerodinâmicos, tendo atingido a altitude de 15.000 pés (um pouco mais de 4500 metros).

O F-35 é provavelmente a maior aposta da industria aeronáutica militar americana para as próximas décadas. Ele é um avião supersónico, que conjuga todos os últimos desenvolvimentos da electrónica, radares, sensores e armamentos modernos com a capacidade de iludir os radares dos aviões adversários, o que lhe dá uma inestimável vantagem táctica sobre praticamente todos os aviões que existem no momento.

A Lockeed Martin divulgou ainda que os resultados do programa F-35 têm superado as expectativas no que respeita às qualidades da aeronave, a qual será extensivamente testada e só começará a ser entregue após testes ele será testado durante 12.000 horas de voo, a juntar aos milhares de horas de testes de laboratório que já foram e ainda vão ser efectuados. O programa de testes será o mais completo e exigente alguma vez efectuado numa aeronave de combate.

O programa de desenvolvimento do F-35, também conhecido como JSF (Joint Strike Fighter) respeita aos Estados Unidos, e também a Itália, a Holanda, a Turquia, o Canadá, a Austrália, a Dinamarca e a Noruega, países que se espera coloquem encomendas para as suas forças aéreas, como já aconteceu com a Turquia.

Se o programa tiver sucesso, ele deverá marcar o caminho a seguir pela maioria dos fabricantes de aeronaves no futuro.

O F-35 é um caça de 5ª geração que terá não só uma versão standard, de descolagem convencional, como ainda uma versão de descolagem vertical destinada a substituir as aeronaves como o Sea Harrier de origem britânica e ainda uma versão adequada para operar a partir de porta-aviões convencionais, como os porta-aviões norte-americanos, onde os aviões descolam com o auxilio de catapultas e têm trem de aterragem reforçado.

Se na versão de descolagem vertical ele pretende ser o substituto do Sea Harrier, tendo como clientes prováveis as marinhas britânica, italiana e espanhola (as quais utilizam o Harrier) já na sua versão standard ele é visto como o sucessor do F-16 em operação em países como os Estados Unidos, Holanda, Dinamarca, Noruega, Portugal, Grécia, Turquia.

Também se espera que a marinha dos Estados Unidos venha a utilizar este avião para substituir os F-18 mais antigos e futuramente toda a frota de F-18 Super Hornet em operação presentemente.

No entanto o avião não deixa de ter os seus críticos, que apontam a demasiada dependência da aeronave da supostamente eficiente tecnologia “Stealth” que torna a aeronave difícil de detectar por radares adversários.

Os desenvolvimentos da técnica – dependendo da evolução - poderão no futuro tornar o F-35 menos invisível, o que o transformará apenas num bom avião, mas sem grandes vantagens sobre os seus actuais potenciais adversários.

Entre esses, encontram-se os caças Typhoon, Rafale e Grippen, bem como algumas derivações do já relativamente obsoleto SU-27 russo, embora neste campo pareçam existir indícios de que a Rússia poderá vir também a competir neste campo futuramente.

No momento, o mais perigoso adversário do F-35 Lighting-II não é nenhuma das outra aeronaves, mas sim o elevado custo do programa, que pode levar um só aparelho a custar de 60 a 90 milhões de Euros. Além dos custos elevados, o F-35 sofre também de atrasos no programa, que têm levado a ameaças por parte de alguns dos participantes de abandonar o projeto.

Para esse possível abandono têm contado o atraso e os altos custos do programa, mas também a possibilidade de os Estados Unidos não autorizarem a divulgação de todos os segredos tecnológicos que podem realmente fazer uma diferença determinante no campo de batalha.

US Navy conduz primeiro exercício de fuga de submarino nuclear

No dia dois de dezembro, Sete pessoas treinaram a saída a partir do submarino de ataque USS Los Angeles (SSN 688) e a subida até a superfície usando trajes especiais que são projetados para permitir uma subida livre a partir de um submarino danificado como parte da ESCAPEX na Instalação de Mensuração Acústica do Sudeste do Alaska (SEAFAC) em Ketchikan, Alaska. Embora diversas marinhas estrangeiras pratiquem a manobra rotineiramente, a US Navy não conduzia tal tipo de exercício há mais de três décadas e nunca o havia feito a partir de um submarino nuclear.

O interesse renovado da marinha norte-americana na fuga de submarinos é resultado do fato que os submarinos norte-americanos estão operando mais freqüentemente agora em águas costeiras rasas, afirmou o Comandante do 5o Esquadrão de Desenvolvimento Submarino (CSDS), Capitão Butch Howard, que supervisionou o exercício. “Hoje, os submarinos ficam durante um maior período de tempo em águas litorâneas ou rasas, o que apóia o conceito geral de escapar de um possível submarino em apuros”, disse Howard. “É imperativo que nossos submarinistas estejam familiares e confortáveis com esse procedimento operacional independente da quão remota é a possibilidade de isso ocorrer”.

Para o exercício, o Los Angeles embarcou seis mergulhadores da US Navy, assim como um mergulhador britânico da Royal Navy. O submarino submergiu para 130 pés, onde cada um dos setes mergulhadores vestiu os trajes SEIE, entraram no compartimento de fuga, e subiram para a superfície. O Megulhador Chefe da Marinha (DSW/SW) Sean Daoust, um instrutor de fuga de submarinos da Escola Naval de Submarinos em Groton, Conn., foi o primeiro a subir. Daoust afirmou que ele se sentiu honrado em ser o primeiro a espaçar de um submarino nuclear norte-americano, e não via a hora de voltar para sua base e falar com seus alunos sobre seu conhecimento de primeira-mão. “Eu ensino esse procedimento em uma rotina diária”, disse Daoust. “Eu tenho bastante confiança no sistema. Agora eu posso mostrá-los informações e estatísticas que os beneficiarão, porque mostrá-los um de seus colegas sair de um submarino, é a melhor maneira para garanti-los que o sistema funciona”.

Após Daoust, houve três fugas em tandem. Membro da tripulação do Los Angeles, o Técnico de Controle de Armas de 2a Classe (SS) Gary Halsey foi um dos marinheiros a quem foi dada a chance de participar em uma fuga em tandem. Embora excitado com a experiência, Halsey também disse que isso dá mais confiança ao sistema de fuga; “Não existem muitas pessoas que podem fazer coisas como essa durante sua carreira inteira na marinha”, disse Halsey. “O SEIE funcionou perfeitamente, o que instigou confiança, sem mencionar que isso traz mais conforto para todos nós que trabalhamos em submarinos”.

O Comandante Erik Burian, oficial comandante do Los Angeles, atribuiu o sucesso do exercício as grandes habilidades e profissionalismo de sua tripulação. Ele disse que ele esteja feliz que o navio que deu nome a uma classe inteira de submarinos tenha sido o navio selecionado para o exercício. “Eu penso que é absolutamente apropriado que o ‘primeiro e melhor’ tenha realizado esse exercício com sucesso”, disse Buran. “É simplesmente perfeito”. Submarinistas podem ter um grau adicional de confiança ao saber que os trajes SEIE presentes nos submarinos norte-americanos podem salvá-los no improvável evento de uma necessidade, disse Howard. “Como um resultado da ESCAPEX, nós confirmamos que os procedimentos e nossos trajes SEIE funcionam”, ele disse. “O navio e o pessoal da SEAFAC realizam um ótimo trabalho”.

Além do pessoal do CSDS 5, USS Los Angeles e SEAFAC, a equipe da ESCAPEX também foi composta por membros de uma grande variedade de comandos, incluindo a Força de Submarinos da Frota do Pacífico, o Comando de Sistemas Navais e a 11a Unidade Móvel de Descartamento de Munições e Explosivos.

Fonte: Daily Collection of Maritime Press Clippings

Traduzido por: Ailton José de Oliveira Júnior

RAFAEL apresenta o Sea Spotter - Sistema IRST de nova geração

A RAFAEL Armament Development Authority Ltd está desenvolvendo um avançado IRST(Infra-red Search and Track – Busca e rastreio por Infravermelho) naval, que possibilitará a um navio automaticamente localizar e apontar ameaças e alvos localizados próximos a ele sem se expor a sistemas inimigos.

Apelidado de Sea Spotter, ele é um sistema de acompanhamento por infravermelho de nova geração(terceira geração), que é capaz de automaticamente localizar alvos aéreos e navais; supersônicos e lentos; alvos muito pequenos acima e ao redor da belonave; do horizonte ao zênite, e transferir os dados para o sistema de combate do navio para interceptação.

Baseado em sensores de infravermelho, o Sea Spotter é um sistema completamente passivo. Ao contrário de sistemas de radares baseado em eletromagnetismo, ele não emite nenhum sinal. Assim, como parte de sua consciência situacional, ele pode “ver” mas não pode ser visto por não emitir nenhum sinal e, portanto, sem informar a posição do navio ao inimigo.

A imagem geral da arena de batalha e do alvo que é produzida pelo Sea Spotter é capaz de localizar ameaças como mísseis superfície-superfície, mísseis sea-skimmer(voa rente ao solo ou mar) supersônicos e subsônicos, aeronaves de combate, bombas planadoras, armas anti-radiação, helicópteros, navios, pequenos alvos como o periscópio de submarinos e/ou ameaças terroristas como jet skis.

A geração anterior de sistemas IRST sofria de uma taxa grande de alarmes falsos, o que os torna ineficientes e inúteis. Sistemas de terceira geração como o Sea Spotter são baseados num sensor de acompanhamento contínuo (que não é um sensor para escaneamento), que aliados a algoritmos de processamento de imagens apropriados, reduz grandemente o número de alarmes falsos para uma taxa de um alarme falso a cada 24h.

O sistema Sea Spotter é projetado para todos os vetores navais e é baseado em duas patentes específicas e em uma habilidade de processamento de imagem que é uma das capacidades mais avançadas da RAFAEL.

Fonte: RAFAEL

Traduzido por: César Ferreira

Brasil negocia compra de helicópteros da Rússia

Denize Bacoccina
De Brasília

BBC Brasil


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou que o governo brasileiro está negociando com a Rússia a compra de um lote de helicópteros militares para as Forças Armadas, para atuação principalmente na região amazônica.

Ele não quis revelar a quantidade, o prazo de entrega ou o valor do contrato. "As negociações estão acontecendo. Tem uma trade da área militar cuidando disso", afirmou o ministro.

Amorim disse que o fornecimento deve ser feito em três etapas: na primeira, os helicópteros viriam prontos da Rússia. Na segunda, seriam montados no Brasil, e na terceira, os helicópteros teriam alguns componentes brasileiros.

A possível compra dos helicópteros está bem avançada, mas nós queremos que ela caminhe para algum tipo de investimento no Brasil e também queremos investir na Rússia, em uma joint-venture na área de aviões¿, afirmou Amorim. A idéia é que a Embraer participe da produção de aviões na Rússia.

O anúncio foi feito durante a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, que junto com Amorim deu uma entrevista coletiva no Itamaraty.

Armamentos

Respondendo a uma pergunta sobre se o país não estaria incentivando uma corrida armamentista na América Latina, já que a Rússia também vendeu helicópteros militares para a Venezuela, Lavrov disse que não.

"Nunca vendemos armamentos a qualquer país em violação às regras internacionais. Nossos parceiros não violam nenhuma convenção quando compram armamento da Rússia", afirmou.

Os dois países assinaram vários acordos na área militar, entre eles um para fornecimento de tecnologia de combustível líquido para o Veículo Lançador de Satélite (VLS) que está sendo desenvolvido pelo governo brasileiro.

Brasil e Rússia também assinaram acordos de cooperação na área de biocombustíveis e finalizaram o processo para a entrada em vigor do acordo de extradição.

13 dezembro 2006

Cartão Telefônico faz homenagem aos 35 anos da BASM

Em homenagem ao 35º Aniversário da Base Aérea de Santa Maria (BASM), um cartão telefônico foi lançado em parceria com a Brasil Telecom. Com uma tiragem de mais de 200 mil exemplares, os cartões estão sendo comercializados em todo o estado do Rio Grande do Sul.

O cartão tem a logomarca lançada pela BASM por ocasião dos 35 anos, uma foto aérea da unidade e as aeronaves A-1 e o helicóptero H-IH. No dorso, há um relato da história da BASM.

Com o lançamento do cartão telefônico, a BASM encerra oficialmente as comemorações do ano de seu aniversário.

Fonte: BASM

11 dezembro 2006

Acordo Alenia-Sukhoi

A Finmeccanica e a Sukhoi Aviation Holding, e suas respectivas subsidiárias Alenia Aeronautica e Sukhoi Civil Aviation Company (SCAC), assinaram em Moscou o acordo final que estabelece a parceria no progama do Superjet 100. Pelo documento, a Alenia Aeronautica adquirirá 25% mais uma ação da SCAC e uma parcela semelhante no desenvolvimento do programa do Superjet, uma família de novos jatos de transporte regional na faixa de 75 a 100 assentos. A partir daí, a Alenia Aeronautica e a Sukhoi formarão uma “joint-venture” na qual a empresa italiana deterá 51%, e a russa 49%, com sede na França ou Itália, e que terá a responsabilidade de comercializar, vender e entregar as aeronaves destinadas ao mercado ocidental, bem com prover suporte pós-venda em todo o mundo. A Alenia contribuirá no desenvolvimento do Superjet, produzirá componentes e contribuirá para sua certificação na Europa. (Segurança & Defesa)

A Marinha e a questão dos submarinos

Comandante da Marinha defende política de aquisição de submarinos convencionais, diante das dificuldades de verba para concluir o submarino nuclear brasileiro

Publicamos hoje texto enviado pelo Comandante da Marinha, Almirante Roberto de Guimarães Carvalho, a respeito da entrevista que nos concedeu o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva (HP, 22/11/2006), sobre a questão do submarino nuclear brasileiro. Na entrevista mencionada, o almirante Othon, que chefiou o programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, defendia a conclusão do submarino nuclear, já em adiantada fase de construção - tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais. Para o Almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um "gesto de independência".

Em seu texto, o Comandante da Marinha ressalta que "a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países". Na ausência desses recursos, o Comandante da Marinha defende a política de aquisição - e possível construção no Brasil - de submarinos convencionais. "Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear", diz o almirante Carvalho, e conclui: "infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos".

Trata-se de um debate decisivo para o nosso país. Trata-se da defesa de nossa soberania, de nossa independência. Por isso mesmo, é altamente importante que os brasileiros, habitantes de um país com uma imensa fronteira marítima, tenham consciência precisa da questão,para que concentremos nossos recursos e nossos esforços na melhor e mais eficaz solução.

Almirante Roberto de Guimarães Carvalho

Em relação à entrevista concedida pelo senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva a esse conceituado veículo de comunicações, publicada na edição no dia 22 de novembro, cujo teor versa, basicamente, sobre a obtenção de submarinos convencionais ou nucleares, na qual, fazendo questão de dizer que falou como cidadão e não como Vice-Almirante da Reserva - daí eu ter me referido a ele como senhor, tece comentários, sem ter conhecimento completo do quadro conjuntural, sobre decisões da Alta Administração Naval, tanto de passado recente, como da atual, cabe a mim, como Comandante da Marinha, esclarecer aos leitores os seguintes aspectos:

a) a possível construção de um submarino convencional no nosso arsenal não é, na opinião da Marinha, um retrocesso. Pelo contrário, é a continuação do progresso, pois possibilitará manter a qualificação dos nossos engenheiros, técnicos e operários, conquistada com muito esforço, e que não podemos perder;

b) a Marinha tem perfeita ciência das diferenças existentes entre as capacidades operativas de submarinos convencionais e nucleares. Como o próprio senhor Othon afirma, só tem submarino convencional quem não pode ter o nuclear e, infelizmente, nós estamos neste caso, pelo menos, ainda por um bom tempo, haja vista a situação orçamentária da Marinha nos últimos anos. A Marinha sonha com o submarino nuclear, mas isso não basta. É preciso que, além do nosso sonho, haja uma vontade nacional, traduzida em recursos, de forma a transformar o sonho em realidade. Enquanto isso não ocorre, resta-nos a opção dos submarinos convencionais, que, apesar de terem sido comparados a "focas" ou "jacarés", são plataformas navais eficazes, tanto o é, que, a principal e mais poderosa marinha do mundo os considera como uma das principais ameaças que poderá ter de enfrentar;

c) o submarino que a Marinha pretende construir não é o da classe daqueles que foram construídos na Argentina na década de 70. É um submarino convencional moderno, da mesma origem dos nossos atuais cinco submarinos, que serão modernizados, mantendo-se, assim, a padronização. Adquirir um submarino de uma outra origem, com tecnologia diferente daquela com a qual estamos habituados a trabalhar, seria passar por uma experiência que a nossa Força de Submarinos já passou, e que não foi boa, qual seja, a de conviver com submarinos de origens diversas. Em acréscimo, não há registro conhecido, de que um país detentor da tecnologia nuclear, para fins de propulsão naval, bem como de projetos de plataformas onde possam ser instalados os equipamentos e sistemas necessários, tenha transferido esses conhecimentos sensíveis a outro. Assim, considero, no mínimo, arriscada a presunção de que isso aconteceria conosco, caso a opção fosse por um submarino de outra origem;

d) no que se refere às considerações feitas citando nominalmente o Almirante-de-Esquadra Ivan da Silveira Serpa, eminente, respeitado e honrado Chefe Naval e ex-Ministro da Marinha, as mesmas distorcem os fatos e não correspondem à realidade. A bem da verdade, é mister mencionar que o Almirantado, então presidido pelo Almirante Serpa, ao decidir pela diminuição dos recursos destinados ao Programa Nuclear da Marinha, o fez motivado pela redução do orçamento da Força, pelo decrescente aporte de recursos da antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), parceira no projeto, e por problemas de gestão na condução do Programa. Aliás, na oportunidade, por determinação do próprio Almirante Serpa, foi criada uma Comissão de Almirantes e Oficiais capacitados, com a tarefa de proceder um criterioso redimensionamento do referido Programa, adequando-o à realidade e às normas orçamentárias da Marinha;

e) quanto à aquisição em 1995, das quatro fragatas na Inglaterra, os navios, apesar de usados, estavam em excelentes condições materiais e operativas, três dos quais ainda integram e constituem importante parcela do poder combatente da nossa Esquadra. Os recursos utilizados, por meio de crédito especial, não integravam o Orçamento da Marinha e, portanto, não concorreram com os aplicados no Programa Nuclear. Em acréscimo, esses navios foram adquiridos para substituírem contratorpedeiros já bem antigos, de origem norte-americana, que foram retirados do serviço ativo. É claro que a Marinha precisa de submarinos, mas, embora alguns possam não concordar, também precisa de navios;

f) é imperativo enfatizar que, durante o meu período de Comando e daqueles que me antecederam, a Marinha tem, permanentemente, pleiteado recursos junto ao Governo Federal, a fim de possibilitar darmos o curso normal ao Programa Nuclear da Marinha. Apesar do insucesso dessas tentativas, pelo menos até agora, é importante realçar que o Programa Nuclear da Marinha permitiu ao Brasil dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio, conhecimento este restrito a apenas oito países; e

g) em relação aos comentários pessoais sobre o atual Chefe do Estado-Maior da Armada, considero-o um oficial empreendedor, reconhecidamente inteligente e capaz, e cujo prestimoso assessoramento nos assuntos relevantes da Marinha tem sido de extrema valia para as decisões de alto nível que meu cargo requer.

Em relação ao todo da matéria jornalística, acredito que o senhor Othon tem todo o direito de expor as suas opiniões pessoais sobre um tema tão importante, mas deveria tê-lo feito considerando todas as variáveis envolvidas nesse complexo problema, e não apenas parte delas. Poderia, ainda, ter sido um pouco mais cortês nas suas colocações, dentro da fidalguia característica dos homens do mar. (Base Militar)

Helicópteros russos para a FAB

Por Pedro Paulo Rezende - Correio Braziliense

A Força Aérea Brasileira (FAB) está negociando a compra de 30 helicópteros com a Rosoboronexport, empresa estatal russa encarregada da exportação de material de uso militar. Segundo fontes da Aeronáutica, as discussões se encontram em estágio avançado e um acordo pode ser assinado até o fim da próxima semana. Os helicópteros, dos modelos Mil Mi-35 e Mil Mi-171, serão usados no combate ao narcotráfico. O contrato, no valor de US$ 400 milhões, faz parte de um pacote de contrapartidas comerciais negociados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em recente viagem a Moscou. Na ocasião, ele fechou expressivos negócios de exportação de frango e alimentos.

Também está prevista a visita de uma comitiva formada por oficiais da Força Aérea e do Exército brasileiros para avaliar a possibilidade de novos negócios. O Exército quer examinar helicópteros artilhados de combate antitanque e antiguerrilha (a Rússia tem três modelos, os Mil Mi-35 e Mi-28 e o Kamov 32) Além de um número ainda não determinado de Mi-35 e Mi-171, a FAB tem interesse em quatro helicópteros Mi-26, os maiores em operação, que serão empregados na expansão dos Cindactas. Eles podem carregar até 20t, o suficiente para instalar, em apenas uma vigem, um radar móvel completo, com sistemas de geração de energia, de transmissão de dados e de monitoramento local. Cada um custa US$ 25 milhões. Recentemente, um deles foi contratado pelo exército dos Estados Unidos para resgatar um CH-47 Chinook, o maior helicóptero fabricado no ocidente, derrubado pelos rebeldes talibãs no Afeganistão.


Narcotráfico

Os Mi-35 são helicópteros de combate de grande velocidade. Conseguem atingir até 335km/h. Levam uma metralhadora pesada, capaz de disparar mais de 3 mil tiros por minuto, ou um canhão de 30mm capaz de perfurar até 80mm de blindagem. Podem ser armados com seis lança-foguetes e mísseis antitanques e para combate aéreo. Além disso, transportam um grupo de combate completo, com 12 soldados. Basicamente, são versões modernizadas do Mi-24, empregados pelos soviéticos no Afeganistão, com eletrônica moderna e motores mais possantes.

"Com a Lei do Abate, os traficantes montaram uma estrutura de apoio em terra", contou um brigadeiro. "Quando um avião é interceptado por um de nossos caças, o piloto procura uma pista clandestina ou estrada com pouco movimento, pousa e aguarda ser resgatado por uma caminhonete ou automóvel. Os helicópteros serão acionados assim que o contato for feito e vão impedir qualquer tentativa de fuga". Apesar de não serem aeronaves especializadas de combate, os Mi-171 podem carregar um arsenal impressionante, com seis lança-foguetes ou mísseis antitanques. Possuem blindagem e podem carregar até 30 soldados.


07 dezembro 2006

EMBRAER ENTREGA CINCO AERONAVES SUPER TUCANO À COLÔMBIA

Evento marca a primeira exportação da aeronave militar multi-missão

São José dos Campos, 7 de dezembro de 2006 – A Embraer anuncia a entrega das primeiras cinco aeronaves Super Tucano à Força Aérea Colombiana (FAC), em cerimônia realizada na Unidade Gavião Peixoto da Embraer, localizada no Estado de São Paulo. O evento contou com a participação do representante oficial da FAC, Major-General Ricardo Rubianogrott; do Embaixador da Colômbia no Brasil, Mario Galofre Cano; do Presidente do Conselho e Diretor-Presidente da Embraer, Maurício Botelho; e do Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo, Luiz Carlos Aguiar, entre outros.

A Força Aérea Colombiana anunciou um pedido de 25 aeronaves de ataque leve Super Tucano em dezembro de 2005, marcando a primeira exportação deste modelo. Eles serão utilizados em missões de segurança interna e para vigilância da fronteira. O negócio inclui ainda um abrangente pacote de logística, treinamento e simulador de vôo completo.

“O Super Tucano já está em operação, realizando com sucesso missões na região da Amazônia”, disse Luiz Carlos Aguiar, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo.

“Acreditamos que a aeronave também será de grande utilidade para a Força Aérea Colombiana, incrementando sua capacidade operacional
nessa região.”

“Após uma exaustiva avaliação, a Força Aérea Colombiana selecionou o Super Tucano como a opção mais eficaz para a importante missão de segurança interna”, disse o Major-General Ricardo Rubianogrott, representante oficial da Força Aérea Colombiana.

Sobre o Super Tucano

O Super Tucano é uma evolução da bem-sucedida aeronave de treinamento básico Tucano que, com 650 unidades entregues, está em operação em 17 forças aéreas de todo o mundo, incluindo Brasil, Colômbia, Egito, França, Grã Bretanha e Kuwait.

O Super Tucano é uma aeronave militar multimissão – treinamento, ataque leve e familiarização com armas – disponível nas versões monoposto e biposto, e é a perfeita combinação de um turboélice de alta performance com sistemas aviônicos e de armamento de quarta geração, caracterizando-o como uma aeronave de última geração com
recursos para aumentar a capacidade operacional e de treinamento de forças aéreas.

Entre as principais inovações, podemos citar a tecnologia embarcada de simulação virtual para fins de treinamento, recurso de última geração que permite aos pilotos em treinamento aumentar sua eficiência na missão, melhorando o gerenciamento de informações e habilidades de alerta situacional diante de novos cenários operacionais.

Uma completa simulação customizada (radar virtual) para treinamento pode ser gerenciada por meio de um sistema de enlace de dados (data-link) no estado-da-arte, que também inclui receptor de alerta radar (Radar Warning Receiver – RWR), instrumentação de manobras para combate aéreo (Air Combat Maneuver Instrumentation – ACMI) e
mísseis virtuais BVR (Beyond Visual Range), entre outras simulações. O Super Tucano está inteiramente capacitado para operar no ambiente de guerra eletrônica.

Projetado para operar nos ambientes mais hostis – altas temperaturas, níveis elevados de umidade e poeira – o Super Tucano executa missões operacionais no âmbito do mais recente e sofisticado sistema de vigilância do mundo, o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). A aeronave é programada para voar em missões de vigilância diurna e noturna, perseguindo e interceptando alvos aéreos engajados em atividades ilegais. Imagens dos sensores com dados do alvo são prontamente recebidas e retransmitidas para estações de comando e controle, tanto no solo quanto aerotransportadas, e para outras aeronaves de combate no teatro de operações.

O Super Tucano é equipado com uma interface homem-máquina (Human-Machine Interface – HMI) de quarta geração, projetada para minimizar a carga de trabalho do piloto por meio da otimização de todas as suas tarefas (rastreamento, interceptação, vigilância, apoio, etc.). Com aviônicos que incluem Head Up Display (HUD) e Up Front Control Panel (UFCP), telas de cristal líquido ativas multifuncionais coloridas (Colored Multi-Function Displays – CMFD), piloto automático com planejamento de missão e sistema FLIR (Forward Looking Infrared), entre outros, o Super Tucano tem capacidade técnica muito superior a de seus competidores. O cockpit compatível com o padrão de visão noturna NVG GEN III, bem como o design ergonômico, asseguram a perfeita integração com o moderno ambiente de cabine dos caças.

Com uma performance excepcional obtida com o motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 SHP, controlado por um sistema de controle digital integrado (Full Authority Digital Engine Control – FADEC), as novidades do Super Tucano incluem um sistema de controle ambiental projetado para assegurar conforto à tripulação e um sistema de geração de oxigênio a bordo (On-Board Oxygen Generating System – OBOGS). Assentos ejetáveis Martin-Baker MK-10LCX zero-zero equipados com um dispositivo de ejeção seqüencial de três modos também foram incorporados. A blindagem da cabine garante segurança à tripulação durante missões operacionais.

A Embraer não poupou esforços para equipar o Super Tucano com um sistema de armamento que incorpora tecnologia no estado-da-arte. O avião tem capacidade para transportar uma grande variedade de armamentos típicos, tanto inteligentes quanto convencionais. Os 1.500 kg (3.307 lb) de armamento externo são distribuídos em cinco pontos duros, sem penalizar o desempenho da aeronave. (Embraer)