29 dezembro 2007

Peru modernizará caças

Sistema de Armas

A Força Aérea do Peru pretende modernizar sua frota de Mig-29 e Mirage 2000 para poderem operar por mais 20 anos. A modernização dos 12 caças Mirage 2000 devem custar USS$ 90 milhões mais um pacote de US$ 30 milhões de manutenção e peças de reposição. A modernização de 19 caças Mig-29 deve custar US$ 105 milhões passaria as aeronaves para o padrão Mig-29SMT e inclui um simulador, radares Zhuk-ME e peças de reposição

Arábia Saudita compra armamento russo

Sistema de Armas

Em 2006 A Arábia Saudita tentou comprar 132 helicópteros europeus: 54 NH90 TTH, 10 NH90 NFH, 32 AS550 Fennec, 20 AS 532-A2 csar Cougar, 4 AS 565 Panther CSAR naval e 12 Tiger. Agora anunciaram que pretendem comprar 150 Mi-17 e Mi-35 Hind por US$ 2,2 bilhões. A Eurocopter confirmou a escolha saudita. Os sauditas também estão interessado na compra de carros de combate T-90 e mísseis S-300/S-400 além do carro de combate Leclerc e dos mísseis SAMP/T.

Tailândia compra 12 Gripen

Sistema de Armas

A Tailândia comprou 12 caças JAS-39 Gripen e duas aeronaves de alerta aéreo antecipado Erieye. O custo total é de US$ 1,1 bilhões sendo US$ 600 milhões para o primeiro lote de seis caças e um Erieye entregues entre 2008 a 2012. O custo unitário de cada Gripen ficou em US$ 55 milhões e o Erieye em US$ 170 milhões. Os Gripen concorreram com o Su-30 e o F-16. Os caças Gripen irão substituir os F-5E. O Erieye serão instalados na aeronave Saab 2000.

Novo helicóptero de transporte pesado do US Army

Sistema de Armas

Os novos dados do conceito de helicóptero de transporte pesado do US Army (programa Joint Heavy Lift - (JHL) mostram que deverá ser maior que uma aeronave Lockheed Martin C-130 e equivalente em capacidade ao Airbus A400M. O JHL será um helicóptero de grande porte com capacidade para transportar veículos blindados médios no campo de batalha. Cinco conceitos para o Joint Heavy Lift (JHL) foram estudados e analisados durante dezoito meses até o início deste ano de 2007. Apenas três propostas devem permanecer na disputa: a Bell Boeing trabalha no Quad Tiltrotor; a Boeing, no Advanced Tandem Rotor Helicopter (foto); a Frontier Aircraft, no Optimum Speed Tilt Rotor; e a Sikorsky, no rotor coaxial X2 Crane e no X2 High Speed Lifter. A competição deve ser realizada no ano fiscal de 2009, para selecionar um projeto de aeronave a ser construída e voar entre os anos de 2010 e 2014 para validar o conceito JHL. O requerimento base para avaliação é a capacidade de transportar um veículo Stryker ou Sistema de Combate do Futuro (FCS) a até 460 km de distância. Outras missões em potencial inclui operações especiais de longo alcance e apoio a operações anfíbias.

Prowler continuará em serviço

Sistema de Armas

O USMC planeja usar o EA-6B até 2024. Apesar de 35 anos em serviço, com vida útil embarcada expirada, a aeronave ainda tem vida útil adicional operando a partir de terra. O USMC planeja equipar seus Prowler com o novo casulo de interferência do programa NGAEA (Next-Generation Airborne EA). O USMC também planejava instalar o NGAEA em uma versão especializada do F-35 chamada EF-35, mas com um custo alto o casulo será simplesmente adicionado em um F-35 padrão e não em uma versão especializada. O novo casulo será capaz de voar em velocidades supersônicas e deve ser compatível com aeronaves furtivas e aeronaves não tripuladas. A entrada em operação está prevista para 2015. Poderá estar disponível em uma versão para cobrir 180 graus nas asas ou 360 graus no centerline. O ALQ-99 do EA-6B está limitado a Mach 0,86, tem tecnologia antiga e está com problemas de confiabilidade. Já a US Navy deve operar o EF-28 Growler a partir de 2010. O radar APG-79 do Growler também pode ser usado para receber dados e realizar interferência na banda X. A antena AESA facilita apontar e focar a interferência rapidamente com a aeronave manobrando.

Israel e Índia se unem em projeto de míssil

Sistema de Armas

Índia e Israel realizaram um acordo para desenvolver um míssil SAM de longo alcance com alcance de 70km no programa Medium Range Surface-to-Air Missil (MR-SAM). O novo míssil terá sensor de radar ativo podendo engajar alvos múltiplos com datalink via dupla. O lançamento será vertical. O míssil será baseado no projeto Barak-8 (ou Barak NG) para a marinha de Israel e Índia com alcance de 60km que recebeu um orçamento de US$ 480 milhões e que deve ficar pronto em 2011. O MR-SAM irão adicionar US$ 300 milhões ao programa. Israel afirma que o Barak 8 tem desempenho melhor que o Patriot PAC-3 e Standard/AEGIS. A Índia planeja comprar nove esquadrões de MR-SAM para substituir os SA-3 da Força Aérea Indiana.

Israel investirá em armas

Sistema de Armas

Israel planeja gastar US$ 60 bilhões em armas entre 2008 a 2012 no plano de modernização Tefen 2012. O Exército deve receber novos blindados Merkava 4 e Nemer. O míssil anti-balístico Arrow Mk3 dará proteção contra ameaças vindas do Irã. O míssil Magic Wan, um projeto conjunto com os EUA, irá proteger contra foguetes de curto alcance e o programa do sistema C-RAM Iron Cap da Rafael será acelerado. A força aérea planeja comprar 100 F-35 Lightning II em 2012. A marinha deve receber dois navios classe LCS adaptados para ser usados como navios de comando cada um capaz de comandar uma força tarefa. O armamento deve ser o míssil Barak 8.

Além disso, Israel pretende comprar mais armas americanas no valor de mais de US$ 1,3 bilhões. A compra inclui dois mil mísseis TOW 2A, 1.700 mísseis Hellfire de vários modelos (K3, L3 e M3), 100 mísseis Patriot GEM+ e munição de artilharia.

Noruega retira de serviço barcos patrulha que interessam aos EUA

Sistema de Armas

A Noruega está retirando de serviço seis barcos patrulha da Classe Skjold. A US Navy parece estar interessada nos navios e já os testou em 2005 para apoiar missões dos Seals. O navio de 260 toneladas tem desenho furtivo e está armado com um canhão de 76mm, oitno mísseis anti-navio e mísseis Mistral. A maioria dos armamentos seria removidos para transportar tropas. A velocidade máxima é de 100km/h com alcance de 1.400km e autonomia de 21 dias. A tripulação é de apenas 15 tripulantes.

Mig apresenta Skat, o primeiro UCAV russo


Piotr Butowski

Durante o salão Aeroespacial de Moscou (MAKS 2007), a Mig revelou o mock-up em escala natural de sua mais nova aeronave de combate não-tripulada (UCAV), de difícil detecção por radar (stealth), o Skat.

Apresentado aos repórteres nas instalações da Mig, o UCAV se assemelha ao Boeing X-45A, porém é maior e possui vários refinamentos aerodinâmicos.

O conceito stealth foi empregado na engenharia do Skat, que inclui única tomada de ar, com bifurcação no duto de admissão, além de compartimento de bombas interno sob a fuselagem com porta de bordas serrilhadas.

O Skat é equipado com turbinas RD-5000B, de 5.000 kgf de empuxo, e foi concebido para realizar missões de ataque contra sistemas de defesa antiaérea e posições de radares inimigos, bom como alvos móveis, tanto em terra quanto na água.

Os armamentos empregados, levados em dois compartimentos sob a fuselagem (com dimensões de 65 x 75 x 440 cm), são os mísseis antinavio Kh-31A, o antiradar Kg-31P e a bomba guiada KAB-500Kr, guiada por TV.

A empresa russa disse que seu demonstrador de tecnoloiga será construído e voará em dois modos, o controlado por sistemas em terra ou tripulado. No conceito pilotado, terá a tmoada de ar alterada e será instalado um cockpit.

Apesar de ainda não ter sido aprovado pelas autoridades, a Mig foi nomeada como empresa líder no desenvolvimento de projetos UCAV. Em agosto de 2005, a fabricante russa e o conglomerado europeu EADS firmaram um acordo para desenvolver o Skat, porém, até hoje, não se sabe ao certo o estágio atual dessa parceria.

De qualquer forma, o Mig Skat é um projeto inteiramente desenvolvido pelos russos, sem o apoio de qualquer empresa estrangeira. O programa conta com o apoio de outras empresas aeronáuticas do país, como o Grupo Veja, responsável pelo sistema de missão; a Russkaya Avionika (navegação); Gos NIIAS (integração de sistemas de armamento); e Klimov (motores).

O Skat possui peso máximo de decolagem de 10.000 Kg, transporta até 2.000 kg de armamentos, voa a uma velocidade de 800 Km/h ao nível do mar, com teto de serviço de 12.000m e alcance operacional de 4.000 Km. Tudo isso está disponível em uma plataforma que possui apenas 10,25m de comprimento, 11,5m de envergadura e 2,7m de altura.

Venezuela comprará o Sukhoi Su-35



Santiago Rivas e Juan Carlos Cicalesi

A Rosoboronexport declarou que a Venezuela poderá tornar-se o primeiro cliente da mais nova versão do seu caça multifuncional de 4ª++ geração (com muitas tecnologias de 5ª geração) Sukhoi Su-35-1 Flanker.

Desde que a Força Aérea Venezuelana (FAV) comprou 24 Su-30Mk2, em julho de 2006, começaram s negociações para compra de, ao menos, 10 Su-35-1, para serem entregues quando os primeiros exemplares de produção estiverem disponíveis, provavelmente em meados de 2010.

Atualmente, 14 Su-30Mk2 da FAV estão em operação, sendo que a transição operacional para o modelo está praticamente concluída. Hoje, os pilotos estão realizando, entre outras coisas, os primeiros reabastecimentos em vôo, a partir do Boeing KC-137.

Enquanto isso, a FAV também está negociando a aquisição de dois Ilyushin Il-76, para reabastecimento em vôo.

21 dezembro 2007

Sistema ASTROS II



O ASTROS, (Artillery Saturation Rocket System) é um Sistema Universal de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área que começa a ser produzido em 1983, e é o primeiro sistema de artilharia a foguete, com uma lançador modular, que permite ao mesmo equipamento, disparar foguetes de diferentes calibres, pela simples mudança dos contentores dos foguetes. O ASTROS dispõem de inicio de um sistema de controlo de tiro «Field Guard» de origem Suíça, mas fabricado no Brasil. Esse sistema, analisa a trajectória de um foguete de teste - que explode no ar, longe do alvo, para não alertar o inimigo e calcula automaticamente a posição dos lançadores.

Versões dos veículos do sistema
AV-LMU - Veículo lançador
AV-RMD - Veículo de transporte de munição.
AV-UCF - Unidade electrónica de controlo e monitorização de tiro
AXV-VCC - Veículo de comando e controlo ao nível de batalhão

O sistema ASTROS, é a resposta da AVIBRÁS, à necessidade do exército brasileiro de um sistema de foguetes de saturação mais eficiente que o lançador rebocado para foguetes de 108mm em uso nos finais da década de 70 e que tinha um alcance limitado, de 9Km.

Nos últimos anos, parte dos ASTROS brasileiros estiveram distribuidos ao 6º e 8º Grupos de Artilharia de Costa Motorizados, em São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo a ultima reestruturação do exército, essas unidades ASTROS, foram transferidas para o estado de Goiás, próximo de Brasilia, onde se vão concentrar todos os equipamentos, junto com um centro de formação para artilharia a foguete.

Antes da transferência, cada um dos grupos estava equipado com:

4 lançadores AV-LMU

2 Veículos AV-RMD de transporte de munição

1 Veículo AV-VCC de comando e controlo da unidade

1 Veículo AV-UCF de controlo de tiro

1 AV-VBA - de manutenção

1 AV-CBO - Unidade de pesquisa, adaptada para utilização do ASTROS contra unidades navais.

Além dos 20 veículos lançadores estão ao serviço mais 23 veículos de apoio entre directores de tiro e veículos remuniciadores e de comando.

No Iraque

O maior elogio ao sistema ASTROS, foi feito pelas forças americanas quando da primeira guerra do golfo. Nessa altura, quando se tentava encontrar as posições dos tanques e carros de combate do Iraque, era da maior importância, para os militares norte-americanos, ter a garantia de que o Iraque não poderia utilizar os seus ASTROS, ou que a sua capacidade para os utilizar estava muito debilitada.

Esta actuação, por parte dos americanos, foi um reconhecimento da capacidade e letalidade do sistema, que, podendo ser utilizado, poderia com o seu alcance e enorme capacidade destrutiva bombardear as grandes unidades que se preparavam para a operação tempestade no deserto.

Essa operação só teve o seu inicio quando os comandos americanos receberam confirmação da Força Aérea de que, não teriam que enfrentar os ASTROS.


Fabricante: Avibrás - Brasil
Tripulação: 3
Comprimento: 7 - Largura: 2.9M - Altura: 2.6M
Peso vazio: 10000Kg. - Peso preparado para combate: 20000Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Seis rodas motrizes
Motor: Mercedes OM422 8cyl V Potência: 280 cv
Velocidade máxima: : 90 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 35 Km/h
Tanque de combustível: 250 LitrosAutonomia máxima: 480Km

Foguete de artilharia SS-30



Foguete de artilharia desenvolvido nos anos 80, especialmente para equipar o sistema multiplo de foguetes de artilharia ASTROS-II.

O SS-30, é o menor dos três foguetes de artilharia disponíveis para o sistema ASTROS-II.

O seu alcance máximo é de até 30Km e o alcance mínimo é de 9Km e cada equipamento lançador pode disparar 32 foguetes.

Fabricante: Avibrás
Função principal: Artilharia de médio/longo alcance
Alcance: 30 Km. Velocidade: 2400Km/h
Tipo de ogiva : Alto ExplosivoPeso da ogiva : 25Kg.
Peso total: 68KgComprimento: 3.9 M.
Diâmetro: 127mmSist orientação: Inercial

Esquadra russa volta ao Mediterrâneo

Intenções dos russos desagradam a Israel



Um novo foco de tensão parece poder vir a desenhar-se entre a Rússia e os países do ocidente europeu. Segundo tem sido amplamente divulgado nos últimos dias, existem planos já bastante avançados com vista a voltar a instalar uma esquadra Russa no mar mediterrâneo, conforme divulgou à imprensa o comandante da marinha da Rússia, almirante Vladimir Masorin.

Os planos em principio deverão prever a instalação da frota russa num dos portos da Síria, provavelmente Latakia, onde estão neste momento a decorrer obras de melhoramento e modernização das infra estruturas, de forma a permitir acomodar e apoiar os navios da esquadra Russa.

A medida é vista como uma forma de mais uma vez, como nos tempos da guerra fria, enfrentar ou afrontar os Estados Unidos e a VI esquadra americana que opera no Mediterrâneo.

Mas a instalação da base russa tem outras implicações, pois a Síria é um dos países mais mal amados pela administração dos Estados Unidos e a instalação de uma base rusa no país, colocará a Síria a salvo que qualquer retaliação militar que possa ser efectuada contra aquele país árabe.
Ao contrário de outros países árabes da região, a Síria é um estado não religioso, onde o estado vigia e controla de perto toda e qualquer possibilidade de dissidência mesmo no caso dos líderes religiosos.

Por isto a Síria aparece como a melhor opção para a instalação de uma base naval. Desde sempre a Rússia tem querido impor a sua presença no flanco sul da Europa, nomeadamente porque a sua esquadra do Mar Negro não pode sair por imposição da Turquia que é sempre muito relutante em permitir a passagem de navios armados através do Bósforo.

Perante esta possibilidade, Israel aparece como o país mais preocupado com o desenvolvimento, pois a instalação na Síria de sofisticados equipamentos de pesquisa e monitorização a norte da sua fronteira, poderá constituir-se numa ameaça para Israel.

O estado judaico teme que a Rússia possa passar informações captadas através dos sensores dos navios e aeronaves russas, as quais se caírem nas mãos da Síria, podem colocar em perigo a defesa nacional israelita.

Analistas militares russos no entanto, afirmaram que as preocupações de Israel não têm razão de ser, porque considerando o actual tamanho da esquadra russa, e os custos que o país tem com a manutenção dos seus navios - onde gasta mais dinheiro que com qualquer dos outros ramos militares – apenas um pequeno numero de navios (dois ou três) poderia ser colocado na Síria.

A Rússia já teve nos anos 70 e 80 uma base militar em Tarteso, na Síria, para onde foram transferidos os navios soviéticos depois de terem deixado as suas bases no Egipto durante os anos 70

Marinha russa incorpora nova classe de navios

Corvetas Stereguschchy inauguram renovação da esquadra



A entrega à marinha da Rússia da nova corveta Steregushchiy, um modelo conhecido como «projecto 20382», marca uma importante etapa para a marinha daquele país, por se tratar do primeiro navio combatente de superfície entregue à força desde o fim da antiga União Soviética.

Embora a Rússia continue a manter uma força de submarinos nucleares e convencionais, os seus esforços de modernização no que respeita a meios de superfície têm sido relativamente reduzidos, tendo a marinha russa utilizado os recursos disponíveis para a manutenção de parte as unidades navais mais poderosas e das fragatas que ainda estão em condições aceitáveis para se proceder a uma operação de modernização.

A Rússia tem gasto parte do seu orçamento com a manutenção de navios de prestigio, como o porta-aviões Kuznetsov e o cruzador Pedro o Grande, que são navios estudados e pensados para a guerra-fria.

A nova classe de corvetas, que normalmente poderiam ser consideradas fragatas vem demonstrar o interesse da Rússia em manter uma marinha com meios de superfície eficientes, embora seja bastante claro, até pela denominação de corveta dada ao novo meio, que se trata neste momento de construir navios com capacidade para garantir a segurança das águas costeiras russas.

O navio agora entregue é o primeiro de uma série de cinco navios, aos quais se podem juntar mais 15.

A Rússia também olha para o mercado de exportação e foram já efectuados esforços para vender este tipo de navio, nomeadamente junto da marinha da Indonésia. A negociação entre russos e indonésios foi estabelecida em Julho de 2007, existindo a possibilidade de o casco dos navios para a marinha indonésia serem construídos em estaleiros espanhóis seguindo o desenho e projectos russos, sendo depois enviados para S. Petersburgo para a instalação dos restantes equipamentos.

As corvetas russas têm um comprimento de 93.4 metros e um deslocamento de aproximadamente 2000 toneladas. Atingem uma velocidade máxima de 27 nós utilizando duas turbinas de 10.000cv cada uma e também a potência de dois motores a diesel de 3.650kW cada.

Embora se trate de navios de dimensões relativamente pequenas, as corvetas estão equipadas com oito mísseis antinavio Yakhont, seis torpedos do tipo Medveka, um canhão modelo A190 de 100mm de calibre, além de dois sistemas de tiro rápido Kashtan-M e metralhadoras de 14.5mm para ameaças de baixa intensidade.

Estes sistemas contarão com o apoio de radares de pesquisa aérea e radares de tiro, além de sistemas de contra-medidas electrónicas e sistemas de ajuda à navegação modernos.

O navio conta igualmente com hangar para um helicóptero.

Marinha planeja frota nuclear

Programa não se limita a um único submarino, mas total só será decidido após entrega da primeira unidade


Roberto Godoy

O programa de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro não se esgota em um só navio. O plano prevê, sim, uma frota mínima a longo prazo - mas o número de navios só será decidido pelo Comando da Marinha “depois que a primeira unidade estiver pronta, exaustivamente testada, e estudados todos os aperfeiçoamentos que serão introduzidos”, afirma o almirante Júlio de Moura Neto, comandante da Força.

A previsão é de que o submarino inicial entre em operação em 12 anos, por volta de 2020, ao custo estimado de R$ 2,04 bilhões. A partir de 2008, o projeto nuclear da Marinha vai receber R$ 130 milhões ao ano.

Moura Neto sustenta que “só depois que o projeto estiver suficientemente consolidado será possível tratar da produção e, à luz dos fatores condicionantes, dimensionar a nova classe”.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acha o projeto “essencial à garantia da riqueza nacional que se encontra no Atlântico”. Para ele, não dá para pensar em proteção “exclusivamente com navios de superfície, plataformas de fácil localização por meio de satélites”. Jobim lembra que, antes da embarcação de propulsão atômica, “a esquadra terá de construir submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica”.

A frota nuclear será formada por navios de 96 metros, 4 mil toneladas de deslocamento submerso e 17,8 metros de altura máxima - o equivalente a um prédio de sete andares, no ponto onde fica a vela, a torre que abriga antenas e os sistemas óticos; o periscópio, por exemplo.

Para os engenheiros navais brasileiros, trata-se de aprender todo um novo conceito, a começar do desenho. O quadro de bordo do submarino nuclear será formado por 100 tripulantes, acomodados em um tubo de aço de 9,80 metros de diâmetro. Dentro dele dividirão o limitado espaço com equipamentos e os sistemas - rede elétrica, condutos hidráulicos, computadores, torpedos, mísseis e, claro, um reator nuclear ativo.

O tempo de permanência sob a água é indefinido, calculado em ciclos de 30 dias. “Para reduzir o stress decorrente do confinamento, os especialistas procuram dar ao arranjo interno do navio referências da dimensão humana”, afirma o projetista inglês Nigel Desmond, dos estaleiros Vickers. Isso não significa muito. Na embarcação pretendida pelo Brasil, o efeito será percebido nos beliches, levemente mais amplos que os estreitos modelos adotados nos submarinos convencionais, menores e mais leves, ou no refeitório, também usado como cinema. Outro cuidado: cardápio variado, comida saborosa e de qualidade, servida dia e noite.

Esses gigantes vão operar a partir de uma nova base naval, que tem grande chance de ser instalada no litoral de São Paulo, ao norte de São Sebastião. Alí, no bolsão de águas calmas e profundas, onde a topografia da costa é pouco acidentada, os navios atômicos, protegidos por baterias de mísseis antiaéreos, seriam preparados para cumprir missões permanentes de patrulha. Também estariam próximos do parque industrial paulista e de um estaleiro especial que deve surgir em Sepetiba, no litoral sul do Rio, para construir os submarinos. Nos dois locais, as áreas envolvidas pertencem à União.

O complexo de edifícios da base será todo coberto para escapar do olho dos satélites militares. O prédio da doca funcionará com berços flutuantes e diques de drenagem - as embarcações serão movimentadas para dentro e para fora com auxílio da água do mar. Sempre rapidamente, quase sempre durante a noite, ao amanhecer, ao cair da tarde ou quando houver neblina. Recursos mínimos para reduzir - mas não evitar - a observação eletrônica.

Tudo isso - da divisão do ambiente ao compartimento onde ficará o reator, o centro de combate e até a nova base - está pronto, em escala, no discreto pavilhão M, do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), no campus da USP. Ali há maquetes de engenharia que vêm sendo periodicamente atualizadas desde os anos 80, quando o programa, então considerado secreto, teve início.

O material destina-se aos ensaios de projeto do arranjo interno do submarino, com todos os componentes. Uma bancada isolada mostra o conjunto propulsor. E, ao fundo, uma seção de acrílico em grande proporção, permite estudar a distribuição dos dispositivos que compõem parte da unidade de vapor de alta pressão. Os músculos da máquina.

SEGREDOS

Há também vários segredos. O maior deles, ligado ao projeto, é o da tecnologia do eixo que leva movimento à enorme hélice destinada a movimentar o navio. O maior problema nessa área é limitar ruído e vibração. Empregando um conceito derivado da construção de ultracentrífugas nacionais, empregadas no enriquecimento do urânio usado como combustível de reatores, o eixo de 80 metros será magnético, funcionando sem barulho e, melhor ainda, sem atrito entre as partes móveis.

O Túnel de Cavitação, o laboratório de testes, terá de ser construído no Centro Aramar, em Iperó, região de Sorocaba - um tanque, monitorado eletronicamente, de 400 metros de comprimento com 7,5 metros de profundidade. “Para isso não se encontram parceiros internacionais”, comenta o almirante Carlos Bezerril, o diretor-geral do Centro Tecnológico.

Bezerril estima que a Marinha esteja no nível 40 do conhecimento tecnológico exigido para a construção de submarinos nucleares, tendo o patamar 100 como sendo o momento da entrega do navio, “graças ao avanço obtido no domínio completo do ciclo do combustível e da propulsão, com execução de um protótipo, pronto em Aramar”. Para construir submarinos nucleares o programa prevê que haja, antes, um modelo convencional como forma de dominar os processos de fabricação - do casco em aço especial até a montagem dos equipamentos.

Marinha do Brasil incorpora navio no Reino Unido



Foi incorporado à Marinha do Brasil, no dia 04 de dezembro, em Portsmouth, Reino Unido, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) ”Garcia D'Avila”, nome dado em homenagem ao Capitão-de-Fragata Garcia D'Ávila Pires de Carvalho e Albuquerque, Comandante do Cruzador Bahia, que faleceu heroicamente no naufrágio do navio.

Comprado do Governo do Reino Unido, o ex-"Royal Fleet Auxiliary" (RFA) "SIR GALAHAD", com indicativo atual de G-29, conferirá versatilidade, mobilidade e capacidade de permanência ao Poder Naval brasileiro, por ter como característica a capacidade de transporte de tropa e material à longa distância.

A cerimônia de incorporação foi presidida pelo Representante Permanente Alterno do Brasil junto à Organização Marítima Internacional (IMO), Capitão-de-Mar-e-Guerra José Caetano de Oliveira Filho, com o navio atracado na Base Naval de Portsmouth.

Além do “Garcia D’Avila”, a Marinha do Brasil possui outro navio de Desembarque de Carros de Combate, chamado “Mattoso Maia”.

As características principais do navio são:
comissionado 25 de novembro de 1987
retirado do serviço ativo 31 de agosto de 2006;
deslocamento 8.751 t - plena carga
dimensões (metros) - comprimento x boca x calado - 141 x 19,5 x 4,5
velocidade (nós) - cruzeiro / máxima 14 / 17
raio de ação 13.000 milhas a 14 nós
capacidade de transporte 460 militares, sendo 29 oficiais
capacidade de carga 1.000 t
propulsão dois motores diesel.

ASSINATURA DE CONTRATO ENTRE O EXÉRCITO BRASILEIRO E A FIAT/IVECO



Com a finalidade de renovar sua atual família de blindados de rodas o EXÉRCITO BRASILEIRO (EB) e a IVECO, montadora de caminhões do grupo Fiat, assinaram, nesta data, um contrato para a produção da VIATURA BLINDADA de TRANSPORTE de PESSOAL – MÉDIA de RODAS (VBTP – MR). A nova família de blindados é composta de diversas versões como: viatura de transporte de pessoal; viatura oficina; viatura de reconhecimento e outros.

O evento aconteceu às 10:30H de no Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) no Quartel General Do Exército em Brasília/DF e contou com a presença do Exmo. Sr. General-de-Exército Darke Nunes de Figueiredo, Chefe do DCT e do Exmo. Sr. General-de-Divisão Renato Joaquim Ferrarezi, Vice-Chefe do DCT, representando o EB e por parte da empresa o Senhor Alberto Mayer Representante Outorgado da Fiat Automóveis – Divisão Iveco Fiat Brasil.

O VBTP-MR, em seu modelo básico, é um carro de combate blindado de 25 toneladas, anfíbio, aerotransportável, com tração nas seis rodas e capacidade de conduzir 10 soldados e um motorista.

O projeto do VBTP-MR será desenvolvido em parceria com os engenheiros militares do Exército e a montadora, visando o desenvolvimento e a absorção de tecnologia pela Força. O protótipo será construído na fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG). Ao lado das especificações de ordem militar, o novo veículo deve ser projetado tendo em vista a facilidade de manutenção e disponibilidade de peças de reposição no mercado nacional, com índice de nacionalização superior a 60%.

18 dezembro 2007

Oficial norte-americano da 2ª Guerra visita Natal



"Tive o privilégio de estar aqui com vocês no Rio Grande do Norte", disse o Tenente-Coronel Marshall V. Jamison, primeiro militar americano encarregado do “Campo Parnamirim” (atual Base Aérea de Natal – BANT), que foi recepcionado, com honras, no dia 12 de dezembro, pelo Comandante da BANT, Coronel Carlos Eduardo, e apresentado aos comandantes das unidades sediadas.

Na ocasião, o Tenente-Coronel Marshall, 91 anos, piloto reformado da USAF, falou um pouco da sua vida para os presentes. Ele visitou a Sala do Histórico B-25, aeronave que ele pilotou na 2ª Guerra, e o antigo hangar da Air France (Setor Oeste da BANT), local onde ele trabalhou quando aqui chegou em dezembro de 1941. “É um grande artefato histórico para mim”, e emocionado mostrou como era a disposição das camas no hangar, utilizadas pelas tripulações que partiam para a Guerra. “Inicialmente passavam de seis em seis aviões, com 8 a 9 tripulantes, e ficavam aqui para descansar, entre 4 e 6 horas, antes de seguirem viagem”. Quando o Brasil entrou na Guerra esse número de camas subiu para 50 e até 100, diariamente. Perguntado qual era o seu sentimento de voltar aqui após 66 anos, ele chorou de emoção, e apenas disse “obrigado”.

O então 2º Tenente Marshall, aos 25 anos, esteve pela primeira vez no “Campo Parnamirim”, Parnamirim Field (assim chamada pelos americanos), de dezembro de 1941 a junho de 1942. Sua missão era identificar as necessidades para depois dar apoio logístico a todas as tripulações americanas que passavam por Natal com destino a África e a Europa para combater na 2ª Guerra Mundial. Antes dessa missão, ele trabalhava no serviço de meteorologia na ilha de Porto Rico. Teve que se casar às pressas, pois foi chamado a Washington para receber a missão de ir para a África, com apenas dois dias de casado. “Não esperava voltar vivo. Fiquei muito feliz quando soube que a missão tinha mudado para Natal”.

Em 1943 ele retornou a Parnamirim, desta vez no serviço de meteorologia, onde ficou responsável por Natal, Belém, Trinidad, Caribe e Flórida. Nessa época, já piloto de B-25 (Reconhecimento), entre as muitas recordações, que marcaram sua passagem por Natal, ele lembra do acidente com um B-24, que caiu logo após a decolagem nas dunas de Natal. Ele ficou muito agradecido ao Reitor da UFRN, o médico Onofre Lopes, que o ajudou no resgate dos corpos, mensagens aos familiares e enterro dos nove tripulantes no Cemitério do Alecrim.

Além de piloto e meteorologista, o Ten Cel Marshall é PhD no uso de tecnologias para a educação – para baratear o custo da educação para as pessoas. Em 1961 voltou a Natal pela terceira vez, para atuar como professor da UFRN, na disciplina de Engenharia Química. Ele também trabalhou no INPE por três anos.

Muito emocionado, durante o seu passeio pela BANT, o pioneiro recordou da sua chegada no “Campo Parnamirim”, em 1941, “só existia árvores, grama, pista de barro e o hangar da Air France, as outras construções vieram depois... estou muito feliz... obrigado!”

Quatro bases aéreas deverão receber radares modernizados



A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo assinou, em 13 de dezembro, um contrato para modernização dos radares PAR 2000, que deverão ser instalados nas Bases Aéreas de Santa Cruz, Anápolis, Canoas e Santa Maria.

Os modernos radares substituem os que operam desde 1999, permitindo, desta forma, a continuidade da operação segura, técnica e logisticamente suportada por um novo período de emprego de 10 a 15 anos.

A modernização pretendida dos radares PAR2000 consiste no aperfeiçoamento do sistema de gerenciamento interno, do software de monitoração, visualização e controle, do encaminhamento de cabos de comando e de sinal e em uma maior integração de cartões eletrônicos, o que melhorará a velocidade de processamento dos sinais radar.

Pelicanos comemoram 50 anos



Mais de 300 ex-integrantes do 2°/10° GAv, mais conhecido como Esquadrão Pelicano, responsável pelas missões de busca e resgate em todo o território nacional, estiveram presentes nas comemorações dos 50 anos de serviços da unidade.

O evento, que aconteceu na Base Aérea de Campo Grande, sede dos Pelicanos, contou com a participação de diversas autoridades, civis e militares, que vieram de diversas partes do Brasil.

Para marcar a significativa data, diversos eventos foram realizados. No dia 7 de dezembro, foi feita uma Demonstração Operacional, simulando o resgate de um piloto acidentado.

Foram empregados um helicóptero H-1H, um avião SC-95B Bandeirante, pára-quedistas de resgate entre outros militares. Na simulação, três pára-quedistas saltaram para socorrer a “vítima”.

Depois dos primeiros atendimentos médicos, dois homens de resgate desceram de rapel do H-1H e ajudaram a preparar o “piloto acidentado” para ser içado até o helicóptero.

O evento emocionou os presentes que puderam conhecer melhor o trabalho dos Pelicanos. Para os ex-integrantes do Esquadrão, que estavam presentes, foi uma oportunidade de relembrar as missões das quais participaram nos primórdios do Serviço de Busca e Salvamento no Brasil.

No dia 8, aconteceu a solenidade militar com a participação do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Willian, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Rolla, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Sandim, entre outras autoridades.

Os ex-integrantes do Esquadrão Pelicano, também, participaram do evento, desfilando junto com os militares do Esquadrão. O grupamento foi comandado pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar Rolla.

Os convidados receberam um Livro Histórico e um DVD contando a trajetória dos Pelicanos em seus 50 anos de vida.

17 dezembro 2007

Fragatas venezuelanas classe Sucre



A marinha da Venezuela adquiriu estes navios à Itália no inicio dos anos 80 e elas vieram substituir contratorpedeiros norte americanos do tempo da II guerra mundial que se encontravam ao serviço na Venezuela.

O desenvolvimento na Itália dos navios da classe Lupo, por se tratar de um projecto recente, levou a que este fosse escolhido para a nova classe de fragatas venezuelanas.

Foram feitas algumas modificações relativamente ao projecto original, nomeadamente para o suporte de helicópteros embarcados (As fragatas venezuelanas não estão equipadas com um hangar telescópico mas sim com um hangar permanente) e também na adaptação dos canhões secundários de 40mm mas na essência a classe Sucre, é idêntica à Lupo italiana.

As duas primeiras fragatas da classe, F21 Mariscal Sucre e F22 Almirante Brion, estão equipadas com motores a Diesel MTU 20V 1163 de com uma potência total de 8.000cv.

Informação genérica: Os navios do tipo Lupo, constituem a mais internacional de todas as séries de fragatas de origem italiana e uma das mais difundidas em todo o mundo.

Os primeiros navios deste tipo foram as quatro fragatas Lupo, entregues à marinha italiana ainda nos anos 70 a que se seguiram navios idênticos para as marinhas da Venezuela (6 unidades), Peru (4 unidades) e Iraque (4 unidades que não chegaram a ser entregues).

Os navio da classe Lupo foram no entanto considerados de tamanho insuficiente, pois não tinham espaço adequado para um hangar, dispondo apenas de um hangar extensivel que protegia um helicóptero da intempérie.

O resultado desses problemas resultou nos navios da classe Maestrale, que é basicamente uma Lupo com maiores dimensões e um deslocamento máximo que atinge as 3,040 toneladas.

Navios constituintes da classe
Nr.NomeEstaleiroServFim s.Situação
F21Mariscal SucreFincantieri Riva, Trigoso1980 - - - -Em serviço
F22Almirante BrionFincantieri Riva, Trigoso1981 - - - -Em serviço
F23General UrdanetaFincantieri Riva, Trigoso1981 - - - -Em serviço
F24General SoubletteFincantieri Riva, Trigoso1981 - - - -Em serviço
F25General SalomFincantieri Riva, Trigoso1982 - - - -Em serviço
F26Almirante GarciaFincantieri Riva, Trigoso1982 - - - -Em serviço


Comprimento: 113.2 M -
Largura: 11.3M
Calado: 3.7 M.

Tripulação / Guarnição: 185

Deslocamento standard: 2208 Ton
Deslocamento máx. : 2520 Ton.

Tipo de propulsão: CODOG - Turbina a gás ou motor a Diesel

2 x Motor a Diesel GMT A230.20M [1] (7800cv/hp)
2 x Turbina a Gás G.E. LM 2500 (FIAT) (50000cv/hp)

Autonomia: 9000Km a 15 nós
Nr. Eixos: 2
Velocidade Máxima: 35 nós

Canhões
1 x Oto-Melara 127mm L/54 Mk45 compact
(Calibre: 127mm/Alcance: 23.13Km)

2 x Oto-Melara 40mm OtoMelara 40L70 (2x)
(Calibre: 40mm/Alcance: 12.5Km

Misseis
Sistema de lançamento Otomat (1x)


8 x Oto-Melara Otomat Mark 2 (Anti-navio)
Sistema de lançamento Albatros


8 x ALENIA-Marconi Aspide-2000 (Defesa antiaérea próxima)


Torpedos
- 6 x ALENIA-Marconi A244/S -
sistema de lançamento: lançadores ILAS-3

Radares
- IAI / ELTA Systems EL/M 2238 3D «STAR»
(Combinado Aerea/superficie - Al.med: 122Km)
- SELEX Sistemi RAN 10S/ SPS-774
(Combinado Aerea/superficie - Al.med: 72Km)
- SELEX Sistemi RTN-20X / SPG-74
(Director de tiro - Al.med: 16Km)

Sonares
- EDO Corp. 610-E / Pesquisa activa/ataque

Outros sistemas electrónicos
- Oto-Melara SCLAR (Contramedidas electronicas)
- Elisra NS-9003A (Sistema de vigilância electrónica)

França compra NH-90

68 unidades vão substituir os Puma do exército francês



O exército francês, através da Direcção Geral de Armamento, entidade francesa que controla as aquisições de equipamentos militares anunciou nesta Sexta-feira a intenção da França de adquirir ao consórcio europeu «NH Industries» um total se sessenta e oito unidades do helicóptero médio de transporte NH-90.

O valor do negócio está estimado em 1.800 milhões de Euros (R$ 4.8 bi) e a compra vem somar-se à intenção de compra já anunciada para 27 helicópteros NH-90 para a marinha francesa, elevando assim as encomendas francesas deste helicóptero a 95 unidades, no caso de todas as 68 encomendas serem confirmadas..

A França confirmou para já a compra de 12 helicópteros e deverá encomendar mais 22 em 2008. Espera-se que sejam encomendadas mais 34 unidades em 2010. As aeronaves desempenharão a função de transporte militar táctico e devem começar a ser entregues em 2011.

Os helicópteros serão fabricados em França nas instalações da Eurocopter em Marignane e vão substituir os helicópteros Puma presentemente ao serviço do exército francês a partir de 2010.

Anunciado submarino de fabricação iraniana

Novos submarinos colocam problemas ao controlo do golfo pérsico



A imprensa do Irão anunciou nesta Quarta-feira o lançamento de um submarino fabricado no próprio país. A nova classe de submarinos, é o resultado da cooperação com a Coreia do Norte desde meados dos anos 90.

Pelas dimensões e características conhecidas o novo submarino é um derivado da classe Sango-o que por sua vez é uma adaptação de um modelo jugoslavo adaptado para operação no Adriático.

Ele tem um deslocamento máximo próximo das 300 toneladas e cerca de 35 metros de comprimento. É locomovido por um motor a Diesel que permite ao navio atingir uma velocidade de 9 nós em imersão e de 7 nós à superfície.

Com uma tripulação de 19 homens o submarino pode ser equipado com até quatro torpedos, podendo no entanto ser adaptado para lançar minas.

Os três submarinos de construção russa do Irão são um dos principais alvos de atenção das forças norte-americanas no golfo pérsico. A utilização deste tipo de mini submarinos pelas forças navais iranianas pode ser um problema adicional para os Estados Unidos em caso de crise com o Irão.

Um dos principais argumentos do Irão neste campo, está na sua capacidade para em caso de conflito encerrar o estreito de Ormuz e impedir o fluxo de petróleo do golfo para o oceano Índico. É neste aspecto específico, que assume grande importância a capacidade para minar o estreito, utilizando pequenos submarinos que se podem esconder na costa e efectuar operações de colocação de minas num estreito que tem aproximadamente 50km de largura.

Como submarino de ataque os mini submarinos não são no entanto um perigo. Em mar aberto eles podem ser detectados com alguma facilidade e não têm qualquer possibilidade de escapar aos torpedos lançados por navios ou submarinos e a cargas de profundidade lançadas por helicópteros.

O Irão anunciou há algum tempo atrás que dispunha de torpedos do tipo Shkval, que conseguem atingir altíssimas velocidades quando submersos, mas especialistas militares do ocidente afirmaram já que a vantagem desse tipo de torpedos contra sistemas de detecção que conseguem detectar o submarino a distâncias muito superiores ao alcance dos novos torpedos, torna a sua utilização de muito pouca utilidade.

As recentes afirmações de capacidade técnica do Irão, ocorrem quando decorrem negociações de paz que tentam uma vez mais encontrar uma solução pacífica para o problema do Médio Oriente. O Irão foi completamente isolado nestas negociações, em que até o seu principal aliado na região, a Síria, esteve presente.

O presidente iraniano afirmou que as negociações de paz de Anápolis não vão resultar em nada.
Em várias declarações públicas o presidente iraniano afirmou que o estado de Israel não tem o direito de existir e que deveria ser varrido do mapa.

COTER - Operação Fronteiras

Operações reais e efetivas. As mais importantes operações militares realizadas no Brasil em 2007.


Nelson Düring

O Exército Brasileiro realizou de forma simultânea três grandes exercícios operacionais que cobriram em extensão mais de 90% da fronteira terrestre brasileira, do extremo norte ao extremo sul.

Participaram três grandes comandos: Comando Militar da Amazônia (CMA) , Comando Militar do Oeste (CMO) e Comando Militar do Sul (CMS). Foram usadas as estruturas de comando e controle (C2) de cada grande comando e do Comando de Operações Terrestres (COTER).

O objetivo dos exercícios visavam adestrar o Exército Brasileiro no planejamento e execução de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de combate a ilícitos transnacionais, crimes ambientais e transfronteiriços, por meio da realização de patrulhamentos, reconhecimentos, proteção de instalações sensíveis, Ações Cívico Sociais (ACISO) e atividades logísticas, bem como o estabelecimento de postos de controle e fiscalização em pontos estratégicos de cada região.

Um segundo objetivo é o de integrar o Exército com os Órgãos de Estado das áreas de segurança pública e de fiscalização, voltados para o combate aos ilícitos que ocorrem na área de influência das fronteiras.

Participaram organizações federais e estaduais dentro de cada operação adequadas à região:

Organizações Militares : Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

Organizações Federais: a Receita Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, IBAMA e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Estaduais: Secretarias de Segurança dos Estados do Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através das Polícias Militar, Polícia Rodoviárias Estaduais e Civil.

Fronteiras: Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai

Os Exercícios foram distribuídos da seguinte forma:

Comando
Operação e Período
Fronteiras
CMA
Operação Curare - 16 a 30 Novembro
3.159 km

CMO

Operação Cadeado - 30 Nov a 4 Dez
2.300 km
CMS
Operação Fronteira Sul - 30 Nov a 3 Dez
1.923 km
Total de Fronteiras 7.328 km

O Tempo maior da Operação Curare é devido às características da região, que levou ao emprego alternado das Brigadas de Infantaria de Selva (Bda Inf Sl). Nas outras áreas toda a área de fronteira foi fechada no período da operação.

Aproveitando a estrutura de Comando e Controle (C2) do COTER e de cada Comando de Área, foram agregadas as demais organizações federais e estaduais de cada região.

De modo geral as ações estavam baseadas em pelotões que atuaram em postos de segurança estáticos ou móveis compostos por uma guarnição de militares do Exército, estacionado em um determinado local e continha em seu interior um Posto Fiscalizador, integrado por policiais federais, estaduais, fiscais fazendários, ambientais, federais ou estaduais, sendo delimitado, para fins legais e jurídicos como "área militar".

A diversidade dos Teatros de Operações é marcante, inclui desde a Floresta Amazônica, com seus grandes rios navegáveis, e densa vegetação, para as regiões de campos, o Lago de Itaipu, o Pampa e até a região litorânea no extremo sul, na Barra do Chuí.

Assim como a demanda operacional em cada região. Chama a atenção a função que o CMO exerceu na Operação Cadeado, não uma função de controle de fronteiras somente mas exerceu a presença legal do Estado, inclusive em apoio a ações judiciais.

Descrição e detalhes, assim como fotos das três operações, de forma individual, é dada em matérias específicas.

Objetivos

Embora haja apreensão de: drogas, armas, contrabando pelas forças e ação contra outros ilícitos, pelas forças participantes, o principal objetivo das operações é a coleta de informações de inteligência e análise.

Com a diversidade de terrenos, climas, vegetações, grupos sociais e até as características dos ilícitos de cada região necessitam uma ampla coleta de dados e que estes sejam processados e analisados.

O impacto sobre os ilícitos transcende o período das operações pois as forças estaduais e federais acabam realizando outras operações posteriores.

Exército do Peru Realiza Excepcional Demonstração de Poder de Fogo


Nelson Düring

Com um raro timing e senso de oportunidade o governo e os militares peruanos mandaram vários recados ao país e ao continente Latino-Americano realizando, no dia 29 de Novembro, uma sólida demonstração de poder de fogo.

As Forças Armadas do Peru, em especial o exército, não deixaram nada ao acaso e mandaram um recado específico para cada situação. Primeiro fizeram questão de público e convidaram, não somente a imprensa, mas universidades, centros de estudos, e público interessado em assuntos militares e propiciaram uma boa colocação para a assistência.

Assim a repercussão na opinião pública peruana estava garantida, cerca de 15.000 pessoas presenciaram as demonstrações. Tratava-se agora de construir os recados.

Segundo foi escolhida uma data próxima à comemoração do 183º Aniversário da Batalha de Ayacucho (9 Dezembro 1824), que é considerada como o marco da independência do Peru. Também comemorado como o dia “del Ejército del Perú”.

O local não poderia ser melhor, na desértica região ao sul de Lima, chamada “Cruz de Hueso”. Dá-se um recado ao Chile, em especial com a próxima chegada dos carros de combate Leopard 2A4, para o Exército do Chile, assunto que gerou muita polêmica na imprensa de Lima. E também à Bolívia caso tenha um devaneio Bolivariano de tentar obter uma saída para o mar por meios não convencionais. Porém não tão próximo à fronteira com o Chile (1.500 km ao sul), para não gerar tensões desnecessárias

Discretamente apresentaram um projeto de um foguete terra-terra que parece ser uma cópia de um Scud-D. Fontes consultadas por DEFESA@NET que estiveram próximo ao protótipo mencionam que as empenagens eram de madeira e parecia estar “arranjado” em cima da plataforma de transporte de carros de combate. Durante o período de tensão entre o Peru e o Equador foi mencionado, que o Governo Fujimori teria obtido alguns Scuds-D, via a Coréia do Norte. Portanto foi colocado o recado da dúvida ao bolivariano Correa.

A imprensa chilena colocou manchetes que o Peru teria armas de destruição em massa (químicas ou biológicas), para equipar o foguete. O que foi desmentido pelo Ministério de Defesa do Peru.

E por fim uma poderosa e sonora demonstração de que as Forças Armadas do Peru estão prontas dentro da sua realidade e procuram alternativas.

O Exercício Cruz de Hueso

Foram realizadas, o que podemos chamar, de demonstrações de tiro de vários sistemas de armas que estão nos arsenais das Forças Armadas do Peru, em especial do Exército.

Observar os equipamentos e, pelo que as fotos mostram, nos lembra muito do posicionamento tático, que era empregado pelas forças soviéticas nos anos 70-80. Mas é uma conclusão apressada que ainda sigam fielmente os manuais soviéticos. O Exército do Peru tem incluído nos últimos anos vários conceitos novos, em especial o de tropas especiais e forças mais leves equipadas com o que chamam de tubulares, veículos rápidos de ataques em chassi de Buggies.

Com raras exceções a base do exército peruano ainda são os equipamentos de origem soviética recebidos em especial durante os anos 70/80. Foram usados mais de 40 carros de combate T-55 (100mm), todos dispararam. Várias armas foram usadas, tais como: lança-foguetes BM-21 Grad (122mm), mísseis anti-carro AT-3 Sagger montados em veículos blindados BRDM-2, blindados AMX-13, FIAT/OTO 6616 e Helicópteros Mi-8/17 disparando foguetes. Ao todo foram realizadas 13 demonstrações de poder de fogo ou de tropas, que incluiu inclusive uma apresentação de força hipomóvel.

O futuro

No dia 09 de Novembro, o ministro da Defesa Allan Wagner anunciou um investimento de 311 milhões de Euros para as Forças Armadas no orçamento de 2008.

«É o maior esforço realizado por um governo nas últimas décadas e é a forma de iniciar o processo de recuperação e fortalecimento da capacidade operacional», salientou Wagner durante a celebração do Dia do Exército.

Esta verba, em duas prestações, permitirá implantar um sistema de vigilância e controle territorial completo, além da capacidade de resposta essencial perante qualquer ameaça, destacou Wagner.

O titular da defesa informou ainda que, em Janeiro, chegarão ao Peru quatro dos 14 helicópteros Mi-17 que foram enviados para reparos na Rússia, dois dos quais terão como destino a zona do Valle del Rio Ene-Apurimac (VRAE) - a zona de maior expansão do cultivo de folha de coca do Peru, que ocupa a segunda posição como maior produtor de cocaína do mundo, de acordo com o relatório Mundial das Drogas 2006 da ONU. A modernização implica reorganizar de forma conjunta o Exército, a Marinha e a Força Aérea, assim como normalizar o material bélico e adquirir tecnologia de ponta.

No aspecto geopolítico o Peru e o Chile procuram construir uma aliança. Os presidentes do Peru e do Chile, Alan García e Michelle Bachelet, se entenderam muito bem em torno da idéia de criação de um bloco - já com o nome de Arco Pacífico - reunindo países latino-americanos banhados pelo Pacífico em oposição à ALBA (Alternativa Bolivariana parra a América Latina) de Hugo Chávez e Fidel Castro.

Superam o Chile e o Peru as desconfianças do passado e recentes especialmente após o sólido programa de modernização das forças armadas do Chile.

09 dezembro 2007

ENQUETE: O Brasil deve participar do desenvolvimento do caça de 5ª geração russo-indiano PAK-FA?

Perguntamos se "O Brasil deve participar do desenvolvimento do caça de 5ª geração russo-indiano PAK-FA?".

Obtivemos 20 respostas sendo:

Sim = 18 = 90%
Não = 2 = 10%

Agradecemos a participação.

30 novembro 2007

Caça stealth chinês

Esta foto é do desenvolvimento de um caça stealth chinês, conforme a publicação Jane`s. Foi tirada em fevereiro de 2006.

O Projeto PAK-FA e o estado atual da parceria russo-indiana para o seu desenvolvimento


A família de caças russos Sukhoi Su-27 e Su-30, assim como as suas muitas variantes, tiveram as suas origens na já longínqua década de oitenta, e surgiram como uma adaptação local para os conceitos introduzidos no mundo da aviação pelos aviões americanos que a então União Soviética esperava ter que defrontar - mais cedo ou mais tarde - nos céus da Europa Central, os F-14, F-15, F-16 e F-18.

Contra estes aparelhos, mesmo o mais modesto e antigo Su-27 continua a ser um oponente formidável, sem bem pilotado e bem armado (o que não necessariamente é o caso em todas as circunstâncias), mas o essencial dos aparelhos desta família começa a revelar-se incapaz de manter o passo com os mais recentes aparelhos americanos, desde o F-35, ao F-22 (sobretudo em relação a este último).

Ao contrário do soberbo - mas escasso e sobretudo extremamente dispendioso F-22 Raptor - a família Su-27 e derivados não inclui Stealth completo, um radar AESA avançado que o torna num “mini-AWAC”, um poder computacional impressionante capaz de reunir numa imagem única e integrada todos os dados de todos os diversos sensores do aparelho e a capacidade de “supercruise”, isto é, de voar acima de Mach 1 em períodos longos, embora tenha a chamada “supermanobrabilidade”, de sobra.

O F-35 Lightning II que irá equipar a maioria das forças aéreas ocidentais num futuro muito próximo é uma versão “à escala” do F-22, com o seu radar AESA, algunas características furtivas e fusão de sensores.

A resposta russa aos F-22 e ao F-35 é um desenvolvimento directo a partir dos projectos Mig 1.44 e irá conceber um caça de 5ª geração capaz de ombrear com os dos aviões americanos desenvolvido em parceria com a Índia, um antigo cliente dos caças MiG.

Alternativamente, e embora os russos queiram já dar por encerrado as especificações do PAK-FA, o novo caça poderá ser um desenvolvimento a partir do Sukhoi Su-30 como motores supercruise, fusão de sensores e um radar AESA. A furtividade não parece ser uma prioridade em nenhuma das duas propostas, ao contrário da obsessão americana na mesma…

O projecto PAK-FA esbarra agora com discussões entre os dois parceiros: a Índia quer introduzir novas características e os russos querem avançar já para a fase seguinte com as especificações já conhecidas. Existem também questões quanto à divisão de custos, já que a HAL indiana quer participar apenas com 2 biliões de dólares, enquanto o acordo previa uma participação de 6 biliões… Pelo menos, as dúvidas sobre se o PAK-FA será uma evolução a partir do MiG 1.44 ou do Sukhoi Su-30 parecem esclarecidas, com vantagem para o segundo…

O primeiro PAK-FA deverá voar até 2015, ignorando-se ainda quantos protótipos serão construídos por cada uma das duas empresas associadas no projecto, a Hindustan Aeronautics Ltd indiana e a russa Sukhoi Design Bureau.

A participação indiana num projecto tão avançado poderá estranhar-se ao primeiro instante… Mas a indústria aeronáutica indiana é muito activa e detém um elevado grau de conhecimento técnico, adquirido ao longo dos anos fabricando e desenvolvendo vários modelos indígenas entre os quais o mais recente é o caça LCA Tejas.

Por outro lado, a Índia conhece os planos chineses de expansão do seu poder naval para o Índico, graças às suas bases na Birmânia e com o gigante asiático tem um orçamento militar real que deverá ser 4 a 5 vezes maior que o Indiano, o equilibrio entre estas duas potencias emergentes que na década de 60 chegaram a travar combates fronteiriços nos Himalaias tende cada vez mais o lado chinês… Assim é de compreender que a Índia tente recuperar algum do espaço perdido especialmente antecipado o projecto chinês para um caça de 5ª geração rentabilizando a sua longa associação com a Rússia e o projecto russo PAK-FA.

Será que o Brasil poderia juntar-se a este ambicioso projecto e assim satisfazer o seu programa FX-2?… Ou seja, comprar agora um avião “de transição” como o Rafale ou o Su-35 e simultâneamente embarcar no desenvolvimento de um dos caças mais avançados do mundo que irá entrar em operação daqui a 20 anos quando os Rafale/Su-35 já começarem a entrar em fim de vida?… Haverá em Brasília tanta capacidade de visão?

28 novembro 2007

Brasil vai propor defesa única para litoral do continente


Kayo Iglesias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara a próxima cartada na disputa com Hugo Chávez para assumir papel de líder político da América do Sul. O assessor especial de assuntos internacionais do Planalto, Marco Aurélio Garcia, revelou ontem que Lula pretende propor em janeiro, na 3ª reunião de chefes de Estado da União Sul-Americana de Nações, em Cartagena, Colômbia, a criação de uma junta de defesa do continente. O grupo seria formado pelos ministros da Defesa de todos os países e teria como principal missão proteger a Região Amazônica e as fronteiras marítimas.

Para Garcia, a descoberta de novas riquezas e a consolidação do continente como principal fonte de recursos naturais geradores de energia requerem atenção e preocupação com possíveis interferências externas.

- Esses são fatos que podem atrair tumultuadores - disse, citando o recente achado de petróleo no Campo de Tupi, na Bacia de Santos.

Lula costura a idéia da junta de defesa sul-americana com os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Nelson Jobim, da Defesa. O assessor do Planalto, que realizou palestra para cerca de 20 diplomatas sul-americanos em curso no Rio, ressaltou a importância da Amazônia como um fator agregador entre as nações. Segundo ele, há entidades que simulam papel de protetoras da floresta, mas representam interesses econômicos de outros países.

- Essa não é uma idéia absurda, não é uma paranóia, como alguns dizem - alegou, ao reforçar a idéia de que, com o fim da ditadura, os militares brasileiros passaram a concentrar suas ações na região.

Apesar dos recentes conflitos na Bolívia e da tensão causada pela proximidade do referendo deste domingo na Venezuela - que pode garantir a Chávez reeleição ilimitada - o assessor denominou a América do Sul uma "zona de paz".

- São conflitos próprios do processo democrático. Nos regimes de exceção não há manifestações de rua. - comparou. - Temos que entender que nesses países há uma expansão da cidadania. Não estamos vivendo na Noruega, Suécia ou Finlândia.

O Itamaraty, de acordo com Marco Aurélio Garcia, acompanha a questão boliviana "nem com intolerância, nem com indiferença". Mas o assessor de Lula garante que as relações econômicas entre os dois países não serão afetadas, nem a viagem que o presidente programou para 12 de dezembro, quando vai a La Paz discutir sobre gás com Evo Morales.

- A riqueza, quando é um bem compartilhado, é um fator de paz - contemporizou.