31 janeiro 2007

Tratado do Espaço não proíbe armas anti-satélite

Tratado do Espaço não proíbe armas anti-satélite, mas armas anti-satélite podem destruir o Tratado do Espaço

José Monserrat Filho - Jornal da Ciência

Admitir a legalidade da guerra no espaço exterior, na qual um país possa eliminar satélites de outros países, é eliminar a ordem jurídica criada pelo Tratado do Espaço de 1967, que tem impedido a conversão do espaço em campo de batalha.

O Tratado do Espaço de 1967 foi elaborado e aprovado em plena guerra fria e entrou em vigor dez anos após o início da Era Espacial com o lançamento do Sputnik I, realizado em 4 de outubro de 1957.

Seu Artigo 4º veta a instalação em órbita da Terra de armas de destruição em massa – nucleares, químicas e biológicas. E não se refere a qualquer outro tipo de arma. Hoje, 40 anos depois, estamos sentindo falta de uma proibição mais ampla.

O teste efetuado pela China em 11 de janeiro último nos demonstrou mais uma vez que a legislação espacial está incompleta, pois deixa um vácuo a respeito do uso de armas no espaço que não sejam de destruição em massa.

Não é a primeira vez que se levanta esse problema. Nos anos 80, a ex-União Soviética e os EUA também promoveram experiências com armas anti-satélite.

Em 1984, o Governo Reagan, nos EUA, lançou o programa que se popularizou sob o nome de “Guerra nas Estrelas”, prevendo a colocação no espaço de armas não classificadas como de destruição em massa.

A concretização do programa “Guerra nas Estrelas”, embora ajustado a fórmulas mais econômicas, continua até hoje entre os objetivos do Governo dos EUA. Parte de seu sistema já foi instalada no Alasca, território norte-americano.

As lideranças militares dos EUA nunca desistiram da idéia de que a guerra no espaço é inevitável e que o espaço não pode ser considerado eternamente um “santuário de paz”.

Na visão deles, os EUA devem estar sempre alertas e preparados para tal alternativa. É isso que, a seu juízo, garantiria a superioridade do país nas atividades espaciais e a integridade dos seus satélites, que se tornaram partes fundamentais da economia norte-americana.

Aí está a doutrina da segurança unilateral, que não leva em consideração a necessidade de segurança dos demais países. A segurança nacional seria, a partir deste prisma, uma questão que cada país deveria, no essencial, enfrentar individualmente.

Essa doutrina renuncia o conceito de segurança coletiva introduzido pela Carta das Nações Unidas, de 1945, adotada depois da 2ª Guerra Mundial, que ceifou 60 milhões de vidas e arrasou dezenas de países.

Para a Carta das Nações Unidas, a segurança é sempre e necessariamente um assunto multilateral. Nenhum país poderá se considerar seguro se os demais não se sentirem também.

Na era das armas de destruição em massa (ainda existem no mundo 26 mil delas) e de outras menos destrutivas mas igualmente perigosas e desestabilizadoras; e na era espacial, quando se pode vigiar e atingir qualquer país a partir do espaço, o imperativo da segurança coletiva já deveria ter sido consagrado como norma básica da convivência internacional.

Não é o que se vê em nossos dias, nem num futuro previsível.

O Governo dos EUA lançou este ano a nova versão, atualizada, de suas diretrizes de política espacial. Lá está escrito com todas as letras que os EUA não apoiarão qualquer proposta de acordo internacional capaz de reduzir sua liberdade de ação no espaço, em defesa de seus interesses nacionais.

Não é por outro motivo que, desde 1998, a Conferência de Desarmamento, que se reúne anualmente em Genebra, Suíça, não consegue desbloquear os projetos encaminhados pela Rússia e China, fechando o espaço para a instalação de armas e para ações agressivas diretas.

É neste contexto que se deve analisar o teste recentemente realizado pela China. Cada vez mais rica e poderosa, a China certamente não se conforma com a idéia de se manter numa posição de inferioridade ao potencial militar dos EUA.

Isso justificaria a decisão chinesa de também construir armas anti-satélite? Não creio. Pretender responder ao poderio americano com armas similares não vai fortalecer os projetos destinados a garantir o uso exclusivamente pacífico do espaço.

Pelo contrário, vai estimular o complexo industrial-militar dos EUA a levar ainda mais longe seus planos de criar armas espaciais as mais requintadas.

Talvez já se possa dizer que estamos no início de nova corrida militar no espaço.

O mundo já gasta cerca de um trilhão de dólares em atividades militares. Quase metade disso corre por conta das Forças Armadas dos EUA, que hoje se arrogam o direito de atuar em qualquer parte do mundo e também do espaço exterior...

O Tratado do Espaço de 1967 só proíbe armas de destruição em massa no espaço, mas seu espírito – seu sentido, sua filosofia, sua razão de ser – está todo voltado para as atividades pacíficas, as únicas capazes de garantir a segurança internacional, ou seja, de todos os países.

Pelo espírito do Tratado, a corrida militar no espaço é claramente ilícita.

E quanto mais nos aproximarmos da hipótese de um “apagão” no espaço, com a destruição intencional ou não de satélites de utilidade pública em conseqüência de batalhas espaciais, mais esse instrumento de valor extraordinário na luta da humanidade pela paz e pelo desenvolvimento construtivo estará sendo destruído.



29 janeiro 2007

Israel fabricará "helicóptero médico" não-pilotado

da Efe

As Indústrias Aeronáuticas de Israel cooperarão na montagem de "um helicóptero médico" não-pilotado para retirar feridos da frente de batalha sem colocar a vida dos tripulantes em risco, decisão que se deve a uma das lições extraídas do conflito no Líbano, segundo o jornal israelense "Yedioth Ahronoth".

O helicóptero, que terá oito metros de comprimento, três de largura e um metro e meio de altura, voará a uma velocidade de até 150 km/h e poderá transportar quatro feridos ao mesmo tempo.´

O diretor do Centro Nacional de Pesquisas Aeronáuticas e Medicina Espacial, Eran Shenkar, disse que a decisão de produzir o novo helicóptero responde a uma das lições extraídas do conflito do ano passado contra a milícia do Hizbollah no Líbano.

Em vários casos, os helicópteros da Força Aérea destinados à retirada das vítimas não conseguiram aterrissar a tempo devido ao risco de serem abatidos. A chamada "hora de ouro", a primeira após o soldado ser ferido, é crítica para seu tratamento médico posterior, disse Shenkar.

Reservistas que combateram contra o Hizbollah protestaram ao retornar do Líbano porque houve casos em que feridos graves tiveram que esperar até dez horas para serem resgatados.

A Indústria Aeronáutica de Israel, pioneira na fabricação de aviões de espionagem não-pilotados, projeta o "helicóptero médico" com aparelhos de uso comum. A tecnologia permitirá substituir os tripulantes em suas funções.

Os aparelhos, provavelmente os primeiros ao mundo, voarão a uma altura de três quilômetros e também poderiam servir às forças militares dos Estados Unidos no Iraque.

26 janeiro 2007

Índia e Rússia Assinam Acordo de Transferência de Tecnologia: Produção de Turbinas para Caças

Defesa@Net

Na reunião de 24 Janeiro 2007 na sessão da "Russian-Indian Intergovernmental Commission on Military-Technical Cooperation", em Nova Deli, foi assinado um acordo para a produção sob licença da turbinea aeronáutica RD-33 series 3, para o caça MiG-29. O chefe da delegação russa é o Vice-Chefe do Governo, Ministro da Defesa Sergey Ivanov. Pela parte russa o acordo foi assinado pelo Diretor Geral da Organização Estatal Rosoboronexport, Sergey Chemezov.

A produção das turbines sera organizada pela HA Lcom a assistência técnica da organização Moscow Chernyshev Machine Building (MMP Chernyshev). A produção das turbinas seré feita na Índia sera feita de forma gradual e inclui a primeira remessa de motores prontos, montagem dos grande conjuntos e posteriormente a produção local de componentes e partes pelas empresas indianas.

O desenvolvimento da produção de turbinas por empresas indianas com a tecnologia russa demonstra a gradual transformação da Cooperação Rússia-Índia no campo Técnico-Militar de uma relação "fornecedor-cliente" (supplier-customer) para a de pesquisa e produção conjunta. Também melhorará as capacidades de combate da IAF (Indian Air Force).

A transferência da tecnologia de produção de tal equipamento no estado-da-arte (state-of-the-art) como as turbinas RD-33 series 3 para a Índia também vê o aumento das chances do caça multi-função(multirole) MiG-35 na competição da Indian Air Force para a compra de 126 caças, qua acontecerá em 2007

Colisão de helicópteros mata a Ministra da Defesa do Equador

Acidente de helicóptero ocorreu próximo à base norte-americana de Manta; presidente minimiza hipótese de atentado

Titular da Defesa tomara posse havia 11 dias; morte suspende manifestações por aprovação da consulta popular para Constituinte

FOLHA DE SÃO PAULO

A recém-empossada ministra da Defesa do Equador, Guadalupe Larriva, 50, morreu na noite de anteontem em uma colisão entre dois helicópteros, que matou também sua filha Claudia, 17, e cinco militares. O incidente provocou incertezas no já conturbado cenário político equatoriano.

Apesar de o ministro do Interior ter considerado as circunstâncias do acidente "anormais", o presidente do Equador, Rafael Correa, minimizou a hipótese de atentado.

"Parece que foi um infeliz acidente, mas, para que não haja dúvida, o governo formou um comissão neutra especial para supervisionar a investigação", afirmou Rafael, que tomou posse há apenas 11 dias.

A pedido de Quito, especialistas franceses e chilenos irão supervisionar as investigações. Os helicópteros, de marca Gacela, eram franceses.

Aparentemente, as hélices dos dois helicópteros se chocaram durante um exercício militar noturno, próximo à base militar de Manta, no litoral do país. A base, que foi cedida aos EUA em 1999, voltará ao controle do Equador em 2009, segundo anunciou Correa ao ser eleito, no final do ano passado.

Segundo fontes militares, o helicóptero onde estava Larriva e sua filha se incendiou. Membros de partidos da esquerda pediram que nenhuma hipótese sobre as causas do acidente seja descartada.

"O que devemos antecipar é que o Equador tem uma má história de investigação de casos como esse", afirmou Gustavo Ayala, presidente do Partido Socialista -cargo que antes pertencia a Larriva. O presidente Jaime Roldós (1979-81), ministros e militares já foram vítimas de acidentes aéreos.

A morte provocou uma trégua nas manifestações que vêm ocorrendo no país desde a última terça-feira, quando o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) deveria ter decidido se o referendo convocado por Correa sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte é legal. Ao invés de tomar uma decisão, o TSE transferiu a responsabilidade para o Congresso.

A Constituinte foi a base da plataforma de Correa, cujo partido, Aliança País, não lançou candidatos ao Legislativo.

Os manifestantes pedem a aprovação do referendo, visto por Correa como passo fundamental rumo a uma "revolução socialista", prometida ao assumir a Presidência.

Durante o funeral das sete pessoas mortas no acidente, Correa afirmou que, com a "inspiração" de Larriva, continuará com sua missão de "recuperar a pátria". "Renovamos nosso juramento de que não vamos dar um só passo para trás."

Com agências internacionais

20 janeiro 2007

Japão pede à China que explique seu teste de míssil anti-satélite

Tóquio, 19 jan (EFE).- O Governo do Japão pediu hoje uma explicação à China pelo teste realizado na semana passada com um míssil balístico capaz de destruir satélites, que causou "preocupação", disse o ministro porta-voz, Yasuhisa Shiozaki.

Shiozaki disse que o Japão expressou sua "preocupação" ao Ministério de Relações Exteriores da China, por meio da embaixada chinesa em Tóquio, após ser informado pelos Estados Unidos do teste realizado dia 11 de janeiro.

"O Governo japonês está muito preocupado com a segurança nacional e o uso pacífico do espaço", afirmou o porta-voz do Governo japonês.

Shiozaki afirmou além disso que a China deve dar "uma explicação clara para o incidente".

No dia 11, um míssil balístico de alcance médio, com base em terra, foi lançado do Centro Espacial Xichang e destruiu um velho satélite meteorológico, a mais de 850 quilômetros de altitude.

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, "os EUA acreditam que o desenvolvimento deste tipo de arma por parte da China não condiz com o espírito de cooperação desejado pelos dois países na área espacial civil".

EUA criticam a China por teste com míssil anti-satélite

EUA interpretaram o teste como ameaça indireta aos sistemas de defesa do país

AP

WASHINGTON - Os Estados Unidos criticaram na quinta-feira a China por ter realizado um teste com um míssil balístico capaz de destruir satélites em 11 de janeiro. O míssil destruiu um satélite de tempo chinês.

A administração Bush manteve em segredo o teste até avaliar o seu significado. Como os satélites de tempo da China viajariam na mesma altura dos satélites espiões americanos, os EUA interpretaram o teste como uma ameaça indireta aos sistemas de defesa americanos.

"Os Estados Unidos acreditam que o desenvolvimento e o teste pela China de tais armas é inconsistente com o espírito de cooperação que ambos os países aspiram na área espacial civil", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca Gordon Johndroe. "Nós e outros países expressamos nossa preocupação aos chineses".

Em seu discurso anual no Congresso, o chefe da Agência de Inteligência da Defesa, General Michael Maples, disse na semana passada que os programas militares espaciais da China e da Rússia preocupam os EUA.

O teste, relatado primeiro pela Aviation Week, destruiu um satélite ao bater nele com um veículo cinético lançado em um míssil balístico.

Em outubro de 2006, o presidente Bush assinou uma ordem dando o direito aos Estados Unidos de negar aos adversários o acesso ao espaço para finalidades hostis.

17 janeiro 2007

Sistema Tor-M1 entregue ao Irã

Os sistemas Tor-M1 estão neste momento a ser entregues ao Irão e deverão equipar as forças anti-aéreas da República Islâmica oferecendo-lhe aquele que é considerado como um dos mais eficientes sistema de defesa aérea da actualidade até alcances da ordem dos 50 Km.

O Tor M1 foi concebido como um sistema anti-aéreo para altitudes médias, baixas e muito baixas e capaz de destruir UAVs, aviões, mísseis e armas de precisão. Desenhado para resistir às mais densas contramedidas electrónicas, o Tor M1 é agrupado em batalhões de 5 veículos cada.

O tempo de preparação antes de cada lançamento é de apenas 3 minutos e o tempo típico entre a detecção de um alvo e o disparo ronda os 5 a 8 segundos. Cada unidade lançadora pode disparar sobre dois alvos distintos, simultâneamente.

O sistema é particularmente letal contra aeronaves onde a probabilidade de impacto é de 0,92-0,95 a uma altitude entre os 10 mil e os 6 mil metros. Contra armas de precisão e mísseis de cruzeiro, a taxa de impacto é menor, mas ainda muito significativa, oscilando entre os 0,6 e os 0,9.

Naturalmente, o primeiro país a operar o Tor M1 foi a Federação Russa, que utiliza actualmente 100 unidades. A China adquiriu 50 sistema Tor M1 e talvez um segundo pacote de mais 25, entre 1997 e 2002. Idêntico exemplo foi o seguido pela Grécia, que demonstrou que os países da NATO podiam comprar equipamento russo, sem problemas…

Este contrato com o Irão foi assinado em Dezembro de 2005 e prevê a entrega de 29 sistemas Tor M1 em troca do pagamento de cerca de um bilião de dólares… Vindos directamente das receitas petrolíferas, é caso para dizer…

Naturalmente, a entrega destes eficazes sistemas anti-aéreos causa nervosismo entre os EUA e aliados, que provavelmente terão que eliminar estes lançadores antes de poderem lançar qualquer ofensiva aérea de larga escala contra alvos no Irão…

Fonte: MosNews

EUA CRITICAM RÚSSIA POR ENVIAR SISTEMA DE DEFESA DE MÍSSEIS AO IRÃ

WASHINGTON, 16 jan (AFP) - Os Estados Unidos criticaram a Rússia nesta terça-feira por enviar ao Irã sistemas de defesa de mísseis antiaéreos russos TOR-M1, já que, segundo Washington, este tipo de ação envia uma mensagem equivocada a Teerã, submetido a sanções globais por seu programa nuclear.

Moscou anunciou nesta terça-feira que tinha finalizado o envio de sistemas de defesa de mísseis que iniciou em novembro passado.

Os Estados Unidos pediram à Rússia que cancele a venda, acertada em 2005 e que inclui a entrega de 29 mísseis antiaéreos russos TOR-M1, cujo valor se estima em 700 milhões de dólares.

Desenvolvido pela fábrica Kupol russa, do grupo Almaz-Antey, esse sistema de mísseis pode derrubar qualquer avião, helicóptero, míssil de cruzeiro ou aparelho aéreo não-tripulado, em particular os mísseis de alta precisão, a uma altitude de até 10 km.

"Não achamos que seja um bom sinal para enviar neste momento ao governo de Teerã, sobretudo quando está sob sanções da ONU por sua tentativa de desenvolver armas nucleares, e quando continua desafiando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", disse o porta-voz-adjunto do Departamento de Estado, Tom Casey, aos jornalistas.

"Achamos ainda, certamente, que não queremos ver este tipo de ajuda letal ou assistência a qualquer Estado que patrocine o terror", disse.

Washington acusa o Irã de promover o terrorismo, o que Teerã rejeita.

Ao ser interrogado se Washington protestou oficialmente com Moscou pelo envio de mísseis, Casey disse: "discutimos isso em várias ocasiões, tanto aqui, em Washington, como em Moscou, com o governo russo".

O Conselho de Segurança da ONU adotou em dezembro de 2006 uma resolução que impõe sanções sobre os programas nuclear e balístico iranianos diante da negativa de Teerã de suspender suas atividades de enriquecimento de urânio.

A República Islâmica continua afirmando que essas atividades têm objetivo exclusivamente civil, enquanto que o Ocidente suspeita de seus fins militares.

12 janeiro 2007

Argentina doa material bélico à Bolívia

Em cerimônia realizada na localidade fronteiriça de Suipacha, por ocasião do 196º aniversário da batalha do mesmo nome em que Argentina e Bolívia derrotaram forças espanholas na Guerra da Independência, o exército argentino doou ao boliviano um pacote de material bélico.

O material constou de 20 veículos meia-lagarta M5 e M9A1 (15 dos quais em condições de serem utilizados em serviço ativo, e cinco destinadas ao uso como fonte de peças de reposição) e dois modernos sistemas de produção de água potável fabricados pelo próprio Ejército Argentino (e que utilizam o sistema de osmose reversa). Um dos M5 doados em condições de uso é o que foi modificado na Argentina como viatura de comando. (Juan Carlos Cicalesi e Santiago Rivas)

Índia com dois NAes a partir de 2008

Admiral Gorshkov

A Marinha da Índia passará a contar com dois NAes a partir do ano que vem. O INS Vikramaditya (ex-Admiral Gorshkov) se juntará à frota indiana. A Índia espera operar o Viraat (ex-HMS Hermes) por mais sete anos. Segundo planos atuais, o Viraat será substituído por um outro NAe de construção local. A intenção da Índia é possuir três NAes, mas não há recursos alocados no momento. A Índia permanece como único país da Ásia a possuir NAes.HMS Hermes

Petroleiro japonês “sugou” submarino, diz US Navy

A colisão ocorrida no dia 8 de janeiro entre o super petroleiro japonês Mogamigawa e o submarino nuclear americano USS Newport News teria sido causada pelo deslocamento de água do imenso navio, segundo fontes da US Navy.

O Mogamigawa, cujo comprimento é de 330m e desloca 300 mil toneladas, estava em alta velocidade quando passou sobre o USS Newport News , de 6.900 toneladas, que navegava submerso no estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico. O chamado “efeito venturi”, provocado pelo deslocamento de água, teria “sugado” o Newport News para cima, provocando a colisão e pequenas avarias nos dois navios. Ninguém ficou ferido.

Esta foi a quinta colisão envolvendo submarinos americanos nos últimos 6 anos.

Uma arma dos filmes de ficção se torna realidade contra mísseis balísticos

Resultado de um programa desenvolvido em conjunto pela Força Aérea americana (USAF) e pela Agência de Defesa de Mísseis (MDA, em inglês), a arma laser aerotransportada ou Airborne Laser (ABL), em breve estará pronta para destruir mísseis balísticos intercontinentais em pleno vôo, usando um potente feixe de laser.

Montada em uma torre giratória acoplada ao nariz de um Boeing 747-400F, a tecnologia baseia-se no laser químico óxido-iodo (chemical oxygen iodine laser - COIL), inventado em 1977, tendo como combustível peróxido de hidrogênio e hidróxido de potássio, elementos químicos comuns em nosso dia-a-dia, operando em comprimento de onda infravermelho.

O 747-400F, uma aeronave de uso comercial modificada, recebeu o reforço de lâminas de titânio em sua fuselagem para protegê-la do calor gerado pelo laser, possuindo ainda uma pequena redoma logo acima da cabine com os lasers designadores de pequena intensidade e na frente teve instalada a torre que pesa cerca 6.000 kg, equipada com um telescópio de 1,5 m de diâmetro, que tem a função de direcionar o feixe laser principal sobre o objetivo.

Durante as missões, reabastecidos no ar, os 747-400F poderão operar por longos períodos sobre áreas problemáticas do globo, permanecendo em patrulha o tempo que for necessário. Para que o sistema ABL/COIL funcione adequadamente, ele está sendo preparado para detectar, monitor e destruir um míssil na sua fase inicial de vôo, logo após o disparo, quando este gasta boa parte de seu combustível para vencer a força da gravidade terrestre.

Quando em operação, um par de aeronaves 747-400F equipadas com a ABL orbitarão sobre território aliado enquanto seus sensores buscam o calor emanado da exaustão de mísseis recém lançados. Assim que o alvo é identificado um feixe laser de baixa potência, conhecido como Track Illuminator, o "ilumina", monitorando sua trajetória enquanto um computador calcula um ponto de interceptação ideal. Outro feixe mede os distúrbios da atmosfera utilizando-se de um sistema ótico para corrigí-los, para que então o sistema de controle de tiro direcione o feixe laser principal para a área mais vulnerável do míssil balístico hostil, até que a poderosa energia concentrada naquele ponto o destrua.

Porém os desafios tecnológicos para o sistema ABL/COIL são muitos: a aeronave deve ser estável o suficiente para permanecer voando por longos turnos; os sensores devem ser capazes de detectar os mísseis rapidamente e acompanhá-los continuamente; os computadores têm que controlar dezenas de ameaças e definir qual deve ser destruída primeiro; espera-se que o sistema ótico possa compensar os efeitos atmosféricos entre o laser e seu alvo e, finalmente, o laser COIL deverá ser potente e preciso o bastante para atingir mísseis balísticos que se movem a velocidades mach 6 ou acima, a uma distância de centenas de quilomêtros.

Iniciado em 1993, com investimentos que já somam US$ 6 bilhões, o programa ABL será parte de um sistema integrado de defesa anti-mísseis, que contará também com mísseis interceptadores de energia cinética (com ogivas sólidas, não explosivas), lançados de terra ou mar, formando um "escudo" de cobertura mundial. O primeiro teste real deverá ser realizado em 2008 e espera-se que todo o sistema esteja operacional até o final da próxima década, trazendo para o campo de batalha moderno uma arma que só imaginávamos existir na ficção científica.
(Military Power Review)

O Maior Exército do Mundo

Alexandre Reis Rodrigues - Jornal Defesa e Relações Internacionais

Continua a chamar-se Exército Popular de Libertação (PLA) mas já não é apenas um exército, como era no início da sua criação em 1922 (então conhecido por Red Army). É o conjunto das Forças Armadas chineses, incluindo a Marinha, a Força Aérea e a componente de mísseis estratégicos, conhecida por 2º Corpo de Artilharia.

No final da década de 40, tinha 5 milhões de efectivos! Hoje continua a ser a maior força armada do mundo mas “apenas” com 2,3 milhões (1600000 no Exército, 225000 na Marinha, 400000 na Força Aérea e 100000 no 2º Corpo de Artilharia.

Estabelecido inicialmente como o braço armado do Partido Comunista Chinês tem passado progressivamente para o controlo do Estado, numa espécie de dupla dependência que, no entanto, é mais teórica do que prática dada a interpenetração que continua a existir entre o Estado e o Partido. Esta situação está personalizada em Hu Jintao que acumula os três mais importantes cargos no país: líder do Partido, Presidente do país e Chefe da influente Comissão Central das Forças Armadas (o topo da hierarquia militar).

Embora limitadas por uma ainda grande atraso tecnológico em relação aos EUA (estimado por alguns observadores em cerca de 20 anos) as Forças Armadas chinesas têm vindo a empreender reformas importantes que, a prazo, reduzirão a diferença de capacidades presentemente existente. Resta saber se estas mudanças visam igualmente uma alteração de estratégia, passando da tradicional postura defensiva para uma estratégia de afirmação regional.

O assunto tem sido matéria de debate, com as opiniões muito divididas entre dois campos extremos: de um lado, o dos que pensam que a China move-se sobretudo por um objectivo de desenvolvimento económico (para o que precisa dos EUA) e de afirmação como grande potência mundial (Brzezinski e Thomas Barnett, por exemplo) enquanto o outro lado assume os desenvolvimentos em curso como de procura de uma posição de hegemonia regional, tentando afastar os EUA (posição do Pentágono e Mearsheimeir, entre outros).

Embora sem intenções beligerantes e sem qualquer intenção de disputar a actual hegemonia americana – pensam outros observadores - a China pode estar a apostar em garantir apenas um papel, ao lado de outras grandes potências, num mundo multipolar para o qual o actual, mais tarde ou mais cedo, não deixará de evoluir.

Dentro da preocupação geral de modernização incluindo a troca de quantidade por qualidade, como é aliás a tendência mundial, um dos aspectos mais salientes das mudanças passa pela substituição da anterior prioridade num dispositivo terrestre maciço para conter uma eventual invasão pela antiga União Soviética por uma componente mais ágil e móvel capaz de ser empregue em intervenções no exterior.

Esta vertente, que é precisamente o aspecto que mais tem preocupado o Pentágono, poderá incluir uma nova capacidade de presença naval nas rotas oceânicas por onde passa o principal fluxo de abastecimento de petróleo e a configuração da esquadra em função duma hipótese de declaração de independência por parte da Formosa, receio central na actual estratégia de defesa chinesa, como aliás bem transpareceu do Livro Branco de Defesa publicado em 2004.

Desta orientação espera-se o aparecimento de uma nova Marinha com capacidade oceânica, incluindo uma força de submarinos nucleares (85 submarinos em 2010, o que numericamente ultrapassará o conjunto de todos os outros a operar na área, incluindo os americanos) e uma importante componente anfíbia (actualmente ao nível de uma divisão, 12000 efectivos) que se presume expressamente pensada para a Formosa (bloqueio e invasão) e o reforço da componente aérea, já com uma dimensão bem maior do que a da Marinha. É neste campo que entra a polémica sobre a possível intenção de aquisição de um porta-aviões; o último desenvolvimento respeita a recentes suspeitas de que estejam a modernizar o antigo porta-aviões russo Almirante Kuznetsov (que a Rússia não chegou a conseguir pôr operacional) e que foi adquirido, em 2002, alegadamente para ser utilizado como um casino flutuante em Macau (!) O previsto fornecimento de 50 aviões Sukhoi SU-33 pela Rússia, incluirá – segundo fontes russas – dois preparados para testes a partir de uma plataforma naval; o ex-Kuznetsov poderá operar até 18 destes aviões.

A modernização das estruturas da Defesa tem além desta vertente operacional também uma vertente política; inclui, como referido acima, o retirar ao Partido a exclusividade do controlo militar passando essa responsabilidade a pertencer também às estruturas do Estado, através da Comissão Central Militar criada pela Constituição de 1982, e o afastamento das Forças Armadas de qualquer tipo de actividade comercial, como foi prática normal até 1998. Esta decisão, da responsabilidade do anterior Presidente Jiang Zemin, ainda não totalmente concretizada, está a retirar aos militares o controlo que então detinham sobre cerca de 15000 empresas comerciais e cujos lucros financiaram, por algum tempo, a satisfação de algumas necessidades básicas das Forças Armadas. Só que, paralelamente, geraram-se graves problemas de corrupção que depois se alargaram a outras áreas e que ainda hoje não se encontram totalmente resolvidos; o último escândalo envolveu o Vice Chefe da Marinha afastado do cargo em resultado de uma acusação de aceitação de um suborno de 15 milhões de dólares.

11 janeiro 2007

Apresentado Caça J-10

A imprensa official chinesa fez a apresentação oficial do caça de nova geração Jian-10 (J-10), em 29 Dezembro 2006, mencionando que o caça já está em serviço operacional com a Força Aérea do Exército de Libertação Popular (People's Liberation Army Air Force - PLAAF). A matéria menciona que é a primeira apresentação desse projeto "top-secret", que iniciou no fim dos anos 80. A liberação de dados referentes ao caça J-10, pode indicar que ele logo estará disponível para o mercado de exportação.

A agência de notícias oficial Xinhua, em 29 Dezembro, informou que a Força Aérea Chinesa está agora equipada com o caça de nova geração J-10. A reportagem, que cita fontes da PLAAF, menciona que a capacidade de combate da PLAAF foi aumentada em muito após o início das operações do novo caça e intensos treinamentos e exercícios..

Xinhua também informou que o caça J-10 é capaz de efetuar ataques com armas de precisão e realizar operações ofensivas à longa distância. Na matéria, a unidade da PLAAF mostrada, equipada com o caça J-10 já conseguiu a Capacidade Inicial de Combate (initial operational capability -IOC).

A China Central Television (CCTV) também transmitiu imagens de TV do caça J-10, em 29 Dezembro, incluindo o lançamento de armas ar-ar e ar-solo pelo caça, e uma operação de reabastecimento aéreo (REVO) com um avião H-6.

O projeto do caça J-10 permaneceu na categoria top-secret desde o seu começo no fim da década de 80. Por aproximadamente uma década, fotos deste projeto apareceram regularmente na internet em todo o mundo. Entretanto, o projeto não tinha permissão de ser divulgado oficialmente, devido às restrições de segurança. Era esperado que o caça J-10 fosse apresentado no Zhuhai Air Show 2006, Novembro, mas a apresentação foi cancelada no último minuto sem uma razão conhecida.

A Chengdu Aircraft Industry Corporation (CAC) é a responsável pelo marketing e vendas no mercado internacional do caça J-10, que é apresentado como um caça de última geração a um custo acessível. Países do Terceiro Mundo: no Oriente Médio, Ásia e África poderão ter no J-10 uma opção de baixo custo aos caros e avançados caças dos Estados Unidos, Europa e Rússia. O Paquistão é o potencial cliente Segundo informações está negociando a compra de um lote de 50 caças J-10. (Sino Defence)

Royal Navy Será Reduzida à Metade

Thomas Harding,
Correspondente Defesa - Daily Telegraph

Os comandantes da Royal Navy estavam agitados ontem, após a revelação de que a metade da frota de 44 belonaves está para ser retirada do serviço, como parte de ação de redução de custos do Ministério de Defesa (Ministry of Defence - MoD). Oficiais superiores afirmaram que os planos tornarão o que antes era a orgulhosa Royal Navy, em nada menos que um Serviço de Guarda Costas.

O governo admitiu que 13 navios, não identificados, estão em uma prontidão reduzida, o que os coloca cerca de 18 meses fora do serviço ativo. Hoje podemos nomear outros seis destroyers e fragatas que estão para serem cortadas. A necessidade de cortes no orçamento de defesa, de £250 milhões esse ano, forçou os ministros a tomarem medidas drásticas. Fontes do MoD informam que a Royal Navy descontinuará algumas de suas ações ao redor do mundo, ao mesmo tempo que Sir Jonathon Band, o Primeiro Lord do Almirantado, tem afirmado que mais navios são necessários para proteger as linhas marítimas contra o terrorismo e a pirataria.

Notícias de cortes no que já foi a mais formidável marinha do mundo seguem uma série de críticas que cada vez mais estão tornando conhecidas.

Mais detalhes estão surgindo como o dos quase imundos alojamentos, que os soldados são obrigados a tolerar, quando retornam, após um período de seis meses, de perigosas operações no exterior.
Perguntas também sobre o baixo soldo e as falhas de equipamentos que continuam afetando as operações no Iraque e Afeganistão.

Os seis navios a serem postos na reserva são as fragatas Type 22 Batch 3: Cumberland, Chatham, Cornwall e Campbeltown, e dois destroyers Type 42 Batch 3: Southampton e Exeter.

É possível que sejam vendidos ou sucateados. Também há o receio por parte do Almirantando, de que os dois novos porta-aviões prometidos, em 1998, nunca sejam construídos.

Entretanto, a Marine Nationale da França, que será muito superior à Royal Navy, após os cortes, anunciará antes das eleições presidenciais de que um novo porta-aviões será construído.

Dois dos oito destroyers Type 45, de defesa aérea, encomendados pela Royal Navy não serão adquiridos, afirmam fontes do MoD. A compra está seis meses atrasada e o projeto £157 milhões acima do orçamento.

Fonte militar, atualmente servindo com a esquadra, em Portsmouth, afirmou: "Isso significa que nós não seremos melhores que uma força de defesa costeira. Os holandeses têm hoje uma marinha melhor que a nossa."

Fontes militares afirmam, que seria impossível à Royal Navy montar uma esquadra do tipo que retomou as Ilhas Falkland, em 1982.

Steve Bush, editor da revista mensal "Warship World", afirmou que o MoD estava insolvente após os anos de Guerra no Iraque e Afeganistão.
"Após 10 anos de Governo Trabalhista (Labour),a Royal Navy está de joelhos e sem recursos. Eu não vejo como seja possível ela recuperar-se -especialmente se Mr Brown for o próximo Primeiro Ministro, ele afirmou.

Há sempre informes que os navios partem em missões ignorando faltas ou sistemas de armas inoperantes, para economizar recursos, o que não seria o caso se fosse saúde ou segurança.

É esperado que a Royal Navy perca um dos seus três porta-aviões, o HMS Invincible, que tem base em Portsmouth. Uma das três bases navais também pode ser fechada. Acredita-se que o porto de Portsmouth, histórico centro de comando da marinha, é o maior candidato.

Adam Ingram, Ministro da Defesa, admitiu em uma sessão parlamentar no mês passado, que 13 navios estavam em missão no mar e 18 nos portos com possibilidade de zarpar em 48 horas. A decisão de anexar outras seis fragatas significará uma esquadra de somente 25 navios. Isso significaria abandonar ações contra o tráfico de drogas e apoio às áreas atingidas por furações no Caribe.

Para proteger o Reino Unido de um ataque hoje, a Royal Navy teria disponível as fragatas Monmouth e Montrose, junto com o porta-aviões Ark Royal, que deverá voltar ao serviço após uma longa modernização.
O MoD afirmou ontem(quinta-feira) que não tinha planos de reduzir a força de destroyer e de fragatas, mas "revisava constantemente" as capacidades de defesa "para assegurar os recursos sejam direcionados às ações onde as Forças de Defesa mais necessitem".

Um porta-voz afirmou: "Nós estamos distantes de uma decisão e somente porque uma proposta seja mencionanda não significa que ela seja implementada"

A decisão final deverá ser tomada em Fevereiro.

Japão restabelece ministério da Defesa pela primeira vez desde 1945

(AFP) - O Japão, oficialmente pacifista, restabelecerá nesta terça-feira o ministério da Defesa pela primeira vez desde sua derrota na Segunda Guerra Mundial.

A decisão foi confirmada em dezembro pela Dieta (Parlamento), com o apoio do principal partido da oposição, que aderiu ao projeto de lei da maioria conservadora.

A decisão tem caráter simbólico, já que a Agência de Defesa, que atuava no lugar do ministério, já dispunha de recursos consideráveis.

Além do nome, a mudança representa a vontade do Japão de normalizar sua política de defesa e acrescentar seu papel militar a nível internacional após mais de 60 anos de doutrina pacifista.

O restabelecimento do ministério da Defesa é acompanhado por outro texto que transforma as operações no exterior em uma das missões "prioritárias" das Forças de Autodefesa (FAD: nome oficial do Exército japonês).

A Agência de Defesa, criada em 1954, depois da Guerra da Coréia, foi considerada durante muito tempo um simples anexo do ministério das Relações Exteriores.

"Porém, sua promoção ao grau de ministério está motivada por uma mudança do entorno de segurança de nosso país. Devemos conseguir que nossas forças de autodefesa sejam mais poderosas", declarou no fim de semana Fumio Kyuma, diretor da agência.

Kyuma, 65 anos, que tinha status apenas de secretário de Estado, se transformará na terça-feira no primeiro ministro da Defesa do Japão do pós-guerra.

A nova lei aumenta o controle civil dos militares.

Esta reforma, prometida pela direita que governa o país, integra uma profunda reestruturação da política de defesa japonesa, diante do crescimento do poderio militar da China, assim como dos mísseis e da ameaça nuclear da Coréia do Norte.

Para os analistas de segurança, a recente crise nuclear norte-coreana deu argumentos aos belicistas conservadores - como o premier Shizo Abe - que criticam a Constituição pacifista de 1947, que limita as ambições internacionais do Japão.

O artigo nove da Constituição, imposta pela ocupação americana, impede, a princípio, as FAD de participar em operações de defesa colectivas, assim como das missões internacionais de manutenção da paz.

Por meio de piruetas semânticas, o Japão conseguiu enviar, de maneira legal, 600 soldados ao Iraque até julho passado, no primeiro deslocamento militar nipônico em um cenário de guerra desde 1945.

Abe, um nacionalista pragmático, se comprometeu a revisar a Constituição antes do fim de seu mandato, ou seja, dentro de cinco ou seis anos, para dotar o Japão de verdadeiras "forças militares", capazes de intervir no exterior.

Empresa que fornece aeronaves a Exército é multada pelo Cade

Helibrás, fabricante de helicópteros, terá de pagar R$ 500 mil por supostamente limitar opções de concorrência desde 2003

IURI DANTAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - FOLHA DE SÃO PAULO

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aplicou uma multa de quase R$ 500 mil à Helibrás por limitar as opções de concorrência do Exército Brasileiro desde 2003.

Somente no ano passado, a empresa recebeu R$ 36,3 milhões da União.

O Cade aplicou o valor máximo previsto em lei -R$ 478,8 mil- por julgar que a Helibrás descumpriu um TCC (Termo de Compromisso de Cessação) assinado pela própria empresa em dezembro de 2003.

Concomitantemente, a Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, retomou investigação contra a companhia, que pode resultar em multa de até 30% do seu faturamento.


No TCC, a empresa se comprometeu a compartilhar informações com companhias concorrentes, permitindo maior possibilidade de escolha na manutenção de aparelhos comprado pelo Exército, que utiliza aeronaves da Helibrás.

Na avaliação do Cade e da SDE, a Helibrás era a única a dispor de manuais e ferramentas para realizar manutenção das aeronaves. Para corrigir o que seria uma distorção da concorrência, a empresa deveria entregar ao Cade estes e outros dados a cada seis meses, mas não cumpriu o compromisso. Desde então, vêm aumentando os valores pagos à empresa pelo governo federal. Em 2004 foram R$ 9,8 milhões, no ano seguinte, R$ 19,4 milhões, chegando a R$ 36,3 milhões em 2006. Os valores foram apurados pela ONG Contas Abertas.

O Centro de Comunicação Social do Exército não soube informar os valores dos contratos mantidos com a empresa. Segundo sua página na internet, a Helibrás vendeu mais de 500 aparelhos desde sua fundação, em 1978, sendo responsável por 63% da frota das três Forças Armadas.

A dependência a apenas uma empresa no setor foi um dos fatores que levou a Aeronáutica a negociar a compra de 30 aparelhos da Rússia. O negócio poderá chegar a US$ 400 milhões.

A Helibrás tem 45% de capital europeu, sendo a representante brasileira da fabricante Eurocopter, do gigante aerospacial EADS (dono da Airbus). O Esquilo, outro produto vendido ao Brasil, é montado sob licença em Itajubá (MG). O governo de Minas e a Bueninvest são os outros acionistas.

A investigação sobre a Helibrás começou em 2002, por reclamação da Líder Signature, concorrente que se sentia prejudicada pelo monopólio de informações. A Helibrás aceitou então a assinatura do TCC para suspender a investigação pela SDE. Em 2004, o Cade autorizou a fusão entre a Líder e a Helibrás, que hoje formam a mesma empresa.

05 janeiro 2007

Datalinks da MB e FAB

A FAB está desenvolvendo o datalink tático Sistema de Comunicações por Enlaces Digitais da Aeronáutica (SISCENDA) que será compatível, futuramente, com sistemas semelhantes e interoperáveis da Marinha e Exército.

O uso de datalink na FAB iniciou com um projeto para instalar um sistema no ALX (A-29A/B) para se comunicar com o R-99 em 1998. O hardware de origem alemã tem software desenvolvido no país, como o sistema C2 do R-99. É a parte em operação, mas de forma global o SISCENDA ainda está na fase de concepção. O SISCENDA será implementado completamente em cerca de uma década.

O SISCENDA utilizará dois tipos básicos de enlaces: o ponto-a-ponto, para as comunicações entre dois participantes (basicamente ar-solo); e o enlace em rede TDMA (Time Division Multiple Access), para as comunicações entre vários participantes, principalmente em vôo. Ambos, empregando uma técnica de salto de freqüência, controlada por um algoritmo de criptografia, que garante que as comunicações ocorram, praticamente, imunes a interferências e a interceptações.

O conjunto transceptor VHF/UHF (30-400MHz), processador ECCM (contra contramedidas), processador de dados capaz de realizar função de datalink ou comunicação digital de voz entre as aeronaves R-99 e estações de solo do SIVAM faz parte da família 400U da Rohde & Schwarz. Nas aeronaves A-29A/B serão usados os transceptores M3AR da série 6000. O F-5BR, AMX-M e F-X BR também serão equipados com o datalink alemão e serão compatíveis entre si.

O SECOS (Secure ECCM Comunications System) é o padrão de enlaces de dados do SIVAM, que faz repasse da síntese radar para os interceptadores, dando uma visão comum da área de operações. O SECOS foi escolhido em 1997. Faz uso de técnica TDMA, salto de frequência e criptografia.

O rádio modular controlado por software M3AR pesa menos de 4kg e pode aceitar os modos de contra-contramedidas HaveQuick (americano/OTAN), SATURN (britânico), SECOS (escolhido pela FAB) e UHF DAMA para comunicação de satélites, além de VHF de datalink de trafego aéreo (25/8.3kHz) e VHF AM e FM apenas com instalação de software.

O rádio muda de frequência a 200hops/segundo (SECOS 1) ou 500hops/s (SECOS 2) e 8.5hop/s na banda HF(se disponível). A transferencia de dados é de 64kbits/s ou maior para retransmissão de dados e vídeo na faixa V/UHF e 5,4kbps (9,6kbps por pouco tempo) na banda HF (não usado). As freqüências selecionadas e os modos de operação são controles por software e apresentados nas telas multifunção e UFPC.

Os rádios fazem parte da família de rádios multibanda e multifrequência programáveis da família M3XR e inclui versões navais M3SR/Serie 4400 e terrestre M3TR (adquirido pelo Exército) desenvolvidos desde 1997. A versão aérea também equipa os caças JAS-39 Gripen lote II e III. Com modem externo podem ter interface com o Link 4 (STANAG 5504), Link 11 (STANAG 5511), Link 16 e Link 22 (STANAG 5522).

Datalinks da Marinha

A Emgerprom desenvolveu e produz o Módulo de Enlace Automático de Dados (EAD) para trocar dados táticos e comandos entre navios, submarinos e aeronaves equipados com o Sistema de Controle Tático (SICONTA) . Usa rádios HF e UHF operando com protocolos Link YB, Link 14 e Link 11. O EAD tem conceito modular e usa componentes comerciais (COTS).

Com o Link Y o EAD é capaz de transmissão e recepção de até 61 alvos; velocidade de transmissão de 300, 600 ou 1200 bps; modo de operação tipo transmissão única, Time Slot; número de slots máximo de 24 Slots; com modo de estação: controladora, dependente ou retransmissora. Com Link 14 tem velocidade transmissão de 75 bps (padrão), ou até 1200 bps (programável);

O IPqM desenvolveu tecnologias de datalinks usando os próprios rádios das aeronaves e navios. Estes datalinks tinham capacidade de contramedidas eletrônicas desenvolvidas pela CASNAV com algoritmos criptográficos e salto de frequêcia.

O IPqM usou a experiência com o TTI e do SICONTA funcionando em rede com o link das Fragatas e Corvetas para lançar um sistema nacional para as outras Forcas chamado ETB-1 (Enlace Tático Brasileiro).

A FAB escolheu o sistema da Rhode-Schwartz para equipar os R-99 do SIVAM com um link ponto-a-ponto (não funciona em rede) e complemente diferente do que a MB já vinha usando a anos.

Em uma reunião entre as três forcas a FAB apresentou a nova geração dois do Security Communication System (SECOS) para o ALX, FX e PX e outras aeronaves como sendo o que tinha de melhor.

O novo SECOS tem capacidade de mais de 200 saltos de frequência por segundo(CCME), acesso múltiplo compartilhado no tempo (TDMA), capacidade de até 32 participantes na rede, algoritmo criptográfico forte e interoperabilidade. Porém não é nacional, é considerado caro, e o alemães tem o código criptográfico.

Por questões contratuais da FAB com a Rhode-Schwartz e devido ao SIVAM ser a única fonte de renda para as três forcas, o SECOs passou a ser uma opção viavel das forças conseguirem se entrelaçarem digitalmente as informações.

A MB considera seus sistemas já desenvolvidos melhores e acha que está dando um passo para trás com o SECOS. Um dos motivos é não funcionar em HF pois a FAB usa uma rede de retransmissão em terra para os sinais de VHF e UHF. No mar está rede não existe.

O PX também terá o sistema Link YB da MB para manter os dois sistemas de datalink em paralelo para suprir as carências do SECOS em comunicação a longa distância.
(Sistemas de Armas)

Primeiros torpedos Mk.48 mod7 CBASS são entregues

Por Team Submarine Public Affairs, 14 de Dezembro de 2006

WASHINGTON – Os primeiros torpedos pesados Warshot MK 48 Mod 7 Advanced Capability(ADCAP) Common Broadband Advanced Sonar System(CBASS) foram entregues à frota e alocados a bordo do USS Pasadena(SSN 752) em Pearl Harbor, no dia 7 de Dezembro.

O torpedo Mk 48 Mod 7 CBASS é o produto de um projeto de engenharia, desenvolvimento, fabricação e suporte conjuntos entre os Estados Unidos e a Austrália, e será a arma principal abordo dos submarinos da marinha.

“O forte relacionamento entre a Marinha dos Estados Unidos e a Real Marinha da Austrália(RAN) levou ao design, desenvolvimento e agora a introdução à frota da mais eficaz arma anti-navio litorânea do mundo”, disse o oficial executivo do programa para submarinos, Almirante William Hilarides. “A interoperabilidade que o CBASS dá é um multiplicador de forças para ambas as nossas nações e um fator crítico na iniciativa de parceria marítima global.”

“Através de nossa parceria com a RAN, nós incorporamos a experiência operacional deles com a nossa, fazendo o MK 48 CBASS uma arma substancialmente melhor que os seus competidores mais próximos”, acrescentou Hilarides.

Otimizado para operações em águas rasas, o MK 48 Mod 7 CBASS é o melhor torpedo lançado de submarinos. Acoplado ao sistema de Controle de combate AN/BYG-1, também desenvolvido cooperativamente entre a marinha americana e a RAN, o CBASS é uma arma anti-superfície e anti-submarina com excesso de potência. Os melhoramentos do sonar tornam o torpedo eficaz em águas rasas e permitem que o mesmo derrote todos os tipos de contramedidas em todos os ambientes.

O MK 48 Mod 7, usando tecnologias saídas da prateleira comercial em um ambiente computacional de arquitetura aberta, é capaz de permanecer no topo da capacidade tecnológica através de upgrades regulares de hardware e software.

“A Austrália está orgulhosa de fazer parte dos programas MK 48 CBASS e AN/BYG-1” disse o diretor geral de submarinos da RAN, Comodoro Boyd Robinson. “Com o desenvolvimento espiral deles, nossas armas e sistemas de controle de combate serão virtualmente a prova de obsolência.”

A Raytheon Integrated Defense Systems(Raytheon IDS – Sistemas Integrados de Defesa Raytheon) é a principal fornecedora de torpedos leves e pesados, incluindo o MK 49 Mod 7 CBASS. A Raytheon IDS também é a principal fabricante e integradora do sistema de monitoramento de combate AN/BYG-1 tanto para a marinha Americana quanto a RAN, dando sinergia e interoperabilidade na entrega desta capacidade avançada à frota.

“Juntamente com as marinhas dos Estados Unidos e Austrália, a Raytheon está orgulhosa de celebrar este marco de nossa parceria global industrial e governamental” disse Dan Smith, presidente da Raytheon IDS. “O sucesso desta parceria total é evidente no desenvolvimento e entrega dos sistemas de armas mais avançados, confiáveis e efetivos, para atender às necessidades dos Estados Unidos e forças navais aliadas ao redor do mundo.”

Fonte: Noticiário Naval
Traduzido por: César Ferreira

03 janeiro 2007

Míssil hipersônico russo Moskit

A Rússia desenvolveu um míssil naval antinavio hipersônico, que chega a atingir uma velocidade de mergulho de Mach 4.5. O MOSKIT (mosquito) ou SS-N-22 SUNBURN (codinome designado da OTAN) pode voar a 3 vezes a velocidade do som (1 km/s) a poucos metros acima da superfície da água do mar.

Ele pode ser armado com uma ogiva nuclear equivalente a 200.000 ton (200 kiloton) de TNT, o que o faria ser 6 vezes mais poderoso que a bomba atômica de Hiroshima. Isso é largamente suficiente para devastar qualquer esquadra, por mais que poderosa. Sua carga explosiva convencional pesa 750 libras.

O MOSKIT (mosquito) é um streaker, uma arma hipersônica que atravessa a zona defensiva de um navio ou de toda uma frota inimiga tão rapidamente que a interceptação é praticamente impossível. Pode fazer manobras bastante violentas em forma de S para escapar das defesas inimigas e completar sua missão. É o míssil antinavio mais letal da atualidade.

Ele não tem informação adequada para guiar-se. Precisa então contar com links para transmissão de imagens táticas.

Assim, a tarefa de localizar alvos além do horizonte (OTH - Over the Horizon) pode ser realizada por helicópteros embarcados, os quais também podem levar tais mísseis, tornando-se elementos letais na guerra antinavio. Isso demonstra a importância que helicópteros e heliplanos terão no futuro.

O MOSKIT tem alcance de 250 km, a ogiva pesa 320 kg e tem variante que pode ser disparado do ar por um Bombardeiro TU-22 M Backfire, um FLANKER (como o Su-33) ou MiG-29, e de navios como o Destróier Classe Sovremennyy (Rússia e China). Esse variante é denominado de ASM-MMS e também de Kh-4.

Os 2 destróieres Sovremennyy chineses da Classe Haizhou carregam 8 MOSKIT cada. A Marinha da Índia (IN) começa a utilizar o KORAL, outro variante do MOSKIT, em seus destróieres da Classe Delhi. (DefesaBR)

Míssil supersônico russo Yakhont

O míssil supersônico naval antinavio (e de ataque terrestre) de nova geração YAKHONT, SS-N-26 (OTAN) atinge uma velocidade de Mach 2.6. Pode carregar 460 libras de explosivo convencional ou nuclear.

Ele voa à altura das árvores para evitar a detecção de radares. Em uma missão de grande alcance, de até 300 km, ele voa a 46.000 pés, e a 35 km do alvo mergulha abaixo de 50 pés. Sua velocidade final de ataque é de 0,6 km/segundo.

O YAKHONT pesa 3.000 kg, pode ser disparado de um lançador móvel conhecido com BASTION, do ar por um bombardeiro TU-22 M Backfire), usando-se um sistema ALFA com o FLANKER (também como o Naval Su-33 e o Su-32 FN), de navios com seu container e até do tubo de torpedos de um submarino.

É a contraparte dos americanos Tomahawk e Harpoon. (DefesaBR)

Míssil Derby utilizado no F-5M da FAB

A FAB decidiu equipar o F-5M com o míssil ar-ar Derby de alcance além do visual BVRAAM e radar ativo de médio alcance. Ele também opera em modos LOBL (Lock-on Before Launch - Travamento Antes do Lançamento - modo de lançamento de míssil quando o alvo encontra-se a distâncias mais curtas) e LOAL (Lock-On After Launch - Travamento Após o Lançamento - modo de lançamento de míssil quando o alvo encontra-se além do alcance visual).

O Derby foi desenvolvido pela empresa israelense Rafael, que já fornece o Python à FAB. Essa comunalidade é fundamental no momento da arrumação dos distintos mísseis na aeronave, no emprego e na cadeia logística.

Os primeiros mísseis de treinamento foram entregues em agosto a fim de permitir que a Força Aérea empregasse suas novas armas no exercício multinacional CRUZEX 2006, o que foi feito com enorme sucesso e repercussão.

Com a chegada do Derby, o Brasil torna-se 3ª força aérea sul-americana a ter capacidade BVRAAM para seus caças de defesa aérea e o segundo cliente do Derby na região (além do Chile). A Venezuela emprega o míssil russo R-77 (RVV-AE) da Vympel em seus caças MiG-29.

O Derby e o R-Darter compartilham de uma raiz comum do desenvolvimento e, durante os anos 90, Denel e Rafael tiveram um acordo de marketing para vender a arma em países separados. Sob este arranjo, a Rafael forneceu mísseis Derby ao Chile (que arma seu avião modernizado F-5E Tigre III), enquanto o Brasil foi designado como um mercado do sul- africano.

Entretanto, os dois fabricantes seguiram caminhos diferentes e a oferta da Rafael chocou-se com a da Denel ao oferecer uma arma superior e levar o contrato do F-5M.

Ocorre que o míssil Derby incorpora agora o tão ambicionado Enlace de Dados (devido aos R 99) para a orientação de meio-curso: uma capacidade ausente no sul-africano R-Darter, como já dito antes.

O Brasil é agora a 3ª Nação que arma F-5s modernizados com o Rafael Derby, depois de Singapura e do Chile. (DefesaBR)

FAB espera assinar acordo em breve

InfoRel

O Comando da Aeronáutica espera poder assinar em breve o contrato que permitirá a montagem de 50 aeronaves C-212 Aviocar, da empresa espanhol EADS/Casa, num dos parques de material aeronáutico da FAB em São Paulo ou Lagoa Santa (MG).

O contrato deveria ter sido assinado em setembro. Devido a um termo de confidencialidade assinado pelas quatro partes envolvidas (FAB, EADS/CASA, LET e PZL), os valores poderão ser divulgados apenas após a assinatura do contrato. O InfoRel foi informado por fontes da própria FAB que o valor do contrato é de US$ 300 milhões.

No Orçamento de 2007, o Comando da Aeronáutica terá cerca de R$ 429,5 milhões para os programas de reaparelhamento e modernização da força. No entanto, os recursos para o Programa CT-X deverão sair de um empréstimo internacional a ser aprovado pelo Senado Federal.

De acordo com o Comando da Aeronáutica, o modelo C-212-400 venceu o processo de seleção de uma Aeronave Regional de Transporte Tático Militar, que vai substituir as aeronaves C-95 Bandeirante.

Segundo a FAB, quatro empresas retiraram a carta-convite, sendo que três prosseguiram no processo: EADS/CASA, LET TEAM e PZL Mielec. O C-212, ainda de acordo com a FAB, foi o modelo que melhor se adequou aos requisitos operacionais e técnicos previstos no processo.

Para substituir o Bandeirante, a FAB exigiu uma aeronave “turboélice robusta, com asa alta e trem de pouso fixo, fuselagem com porta de carga e rampa traseira, de fácil manutenção, ampla capacidade de integração de diversos sistemas, possibilidade de operação em pistas curtas e não-pavimentadas, e em diversas configurações”.

A FAB também assegurou que as aeronaves serão montadas com a utilização de mão-de-obra brasileira. Há também a expectativa de que parte das peças e componentes sejam produzidas por indústrias brasileiras.

Para tanto, a FAB destacou que o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no dia 12 de julho. Na oportunidade, ele apresentou o projeto de montagem das aeronaves a empresários do setor aeronáutico.

Bueno acredita que o programa poderá constituir-se num “importante fator de geração de empregos, além de proporcionar a elevação da capacitação no país, com a aquisição de novos conhecimentos, tanto na área de material quanto na de recursos humanos. Gradativamente, seria alcançado um nível maior de nacionalização, ou seja, as peças, cada vez mais, seriam fabricadas no Brasil”, explicou.

O projeto também poderá funcionar em sistema de parceria com outros países sul-americanos, por meio de suas empresas fabricantes de peças aeronáuticas, o que permitirá uma maior integração no âmbito militar.

O modelo CASA C-212-400 é utilizado em países como Chile, Equador, México, Portugal, Paraguai, República Dominicana, Suriname, Espanha e Venezuela. A Força Aérea revelou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha todo o processo desde o início.