24 fevereiro 2007

Autoridades britânicas temem ataque dos EUA ao Irã, diz jornal

da Folha Online

Importantes autoridades do governo britânico temem que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ordene um ataque ao Irã antes do fim de seu mandato, em dois anos, segundo informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal "The Times". As fontes falaram em condição de anonimato ao jornal.

"Bush não quer deixar a questão para o sucessor", disse uma das fontes.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou na quinta-feira que nenhuma intervenção militar contra o Irã estava em preparação por parte dos EUA.

O premiê disse ter entrado em conflito com "falcões" da administração dos EUA por causa do assunto, dizendo publicamente pela primeira vez que seria errado levar a cabo uma ação militar contra o Irã.

"Não é possível prever todas as circunstâncias que podem acontecer, mas ao conversar com vocês aqui eu posso afirmar que o Irã não é o Iraque", disse Blair, acrescentando que a via diplomática é a única "sensata" para obter uma solução à crise atual sobre o programa nuclear iraniano.

Em um relatório que pode expor Teerã a sanções internacionais mais rígidas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou nesta quinta-feira que o Irã não acatou o pedido do Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) de suspender as atividades de enriquecimento de urânio.

"O Irã não suspendeu suas atividades relacionadas com o enriquecimento de urânio", disse a AIEA. A conclusão é importante porque pode servir de base para a imposição de novas sanções a Teerã, devido à sua intransigência nas negociações a respeito de seu programa nuclear.

A acusação aponta outra violação a exigências do CS da ONU, que em 23 de dezembro pediu que o Irã garantisse "todo o acesso e a cooperação necessários para que a agência verifique" os procedimentos nas instalações nucleares dentro de 60 dias.

O documento, enviado ao CS e a 35 países-membros da ONU-- pode acirrar as tensões entre o Irã e a comunidade internacional.

Com "Times" e France Presse

Israel e EUA planejam ataque aéreo ao Irã via Iraque, diz jornal

da Efe, em Londres
da Folha Online

Israel está negociando com os Estados Unidos uma permissão para poder sobrevoar o Iraque como parte de um possível plano para atacar instalações nucleares do Irã, segundo a edição deste sábado do jornal britânico "The Daily Telegraph".

O vice-ministro da Defesa de Israel, Ephraim Sneh, negou neste sábado que seu país tenha pedido permissão aos EUA para sobrevoar o Iraque na intenção de atacar o Irã, e disse que as informações a este respeito são propagadas pelos que não querem lidar diplomaticamente com Teerã.

De acordo com o jornal, que cita como fonte um alto funcionário da Defesa israelense, Israel necessita da autorização do Pentágono para que seus aviões de guerra possam atravessar o espaço aéreo iraquiano. Por isso, Israel negocia com os EUA a abertura de um "corredor aéreo" caso decida lançar uma ofensiva militar contra o Irã.

Segundo a fonte, a questão do espaço aéreo tem de ser resolvida para evitar que uma situação-surpresa ponha em risco aviões americanos e israelenses, que poderiam, por erro de estratégia, atacar-se entre si.

Imprensa

Ontem, importantes jornais britânicos já haviam sinalizado as intenções dos EUA de atacar o Irã e de, inclusive, usar a mesma tática da Guerra do Iraque para convencer a comunidade internacional. O "Times" informou que autoridades do governo britânico temem que o presidente dos EUA, George W. Bush, ordene um ataque ao Irã antes do fim de seu mandato, em dois anos. "Bush não quer deixar a questão para o sucessor", disse uma das fontes, que pediram anonimato.

Em outra reportagem, "Guardian" informou que muitos dos dados sobre o programa nuclear iraniano recolhidos pelos serviços de inteligência dos EUA são "infundados", segundo fontes diplomáticas que atuam na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

As afirmações --que lembram o ocorrido antes da Guerra do Iraque, em 2003, quando Washington apresentou informações falsas sobre a existência de armas químicas-- coincidem com o aumento da tensão internacional depois de a AIEA, com sede em Viena, anunciar que o Irã desafiou o ultimato do Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas), estendendo, em vez de barrar, suas atividades nucleares.

Em 23 de dezembro, a ONU deu um mandato à AIEA para elaborar em 60 dias um relatório que estabelecesse se o Irã cumpriu a resolução 1737, que exige a suspensão de todas as atividades relacionadas com o enriquecimento de urânio --processo que pode tanto produzir combustível para usinas de energia quanto material bélico.

Reunião

Nesta segunda-feira, representantes dos cinco membros permanentes do CS da ONU (China, França, EUA, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha vão abordar a crise do Irã em Londres.

Após a divulgação do relatório da AIEA, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse ser "impossível" frear as atividades nucleares de seu país, e acrescentou que "não renunciará nem um pouco a seu direito às tecnologias atômicas".

O CS da ONU exige a suspensão imediata e incondicional do enriquecimento de urânio, que abriria espaço para negociações a respeito de um pacote de vantagens econômicas para o Irã. O governo iraniano, no entanto, recusa-se a abandonar as atividades nucleares como uma pré-condição para as negociações.

11 fevereiro 2007

Submarinos da Classe “Amur"

Os submarinos de propulsão convencional estão entre os sistemas de armas navais mais eficientes. Com alto potencial de combate, eles são capazes de desempenhar praticamente todos os tipos de missão exigidos de uma marinha.

É bastante significativo o fato de que a capacidade dos modernos submarinos não nucleares motivou a U. S. Navy a arrendar à Suécia um submarino da classe “Gotland” para treinar seus meios e seu pessoal nos métodos de busca e acompanhamento desse tipo de navio.

Com um histórico de mais de cem anos, a escola russa de construção de submarinos está inseparavelmente ligada ao Bureau Central de Projetos de Engenharia Naval “Rubin” e aos Estaleiros do Almirantado. O Bureau Rubin é o maior da Rússia, e dispõe de vasta experiência na concepção, gerenciamento de projeto e manutenção de submarinos de vários tipos — desde midgets até submarinos lançadores de mísseis. Cerca de mil submarinos já foram construídos segundo os projetos desenvolvidos pelo Rubin, incluindo mais de cem submarinos convencionais para 14 países. Em anos recentes os carros-chefe foram as classes “Projeto 877EKM” e “Projeto 636” (classe “Kilo”, uma das mais bem sucedidas no campo dos submarinos convencionais).
Com base na experiência obtida ao longo de muitos anos de operação de submarinos diesel-elétricos pela marinha russa e pelas marinhas de outros países em diferentes oceanos, o Rubin desenvolveu os modelos “Amur” (“Amur 1650” e “Amur 950”), sua nova geração de submarinos não nucleares, cuja capacidade ultrapassa por margem considerável a dos navios da geração anterior.

O Submarino da classe Amur, é uma versão do submarino russo da classe Lada. As diferenças estão relacionadas à possibilidade de se modificar os sistemas do submarino ao gosto e requisitos de cada cliente, sendo assim uma versão de exportação do submarino de 4º geração Classe Lada. A classe Lada, foi desenvolvida para substituir os submarinos da classe Kilo, um dos mais silenciosos do mundo, atualmente, esses novos submarinos, o Lada e o Amur, serão ainda mais silenciosos. Para esses submarinos, foi projetado um casco mais largo para facilitar futuras adaptações e modernizações. O submarino Amur possui varias configurações de tamanho que vão de 550 até 1850 toneladas, de deslocamento.

O Amur foi projetado para ser compatível com o sistema AIP (células de combustível) Kristall-27E para gerar a energia para os motores, de forma independente da atmosfera. Quando a energia das baterias dos submarinos convencionais se acaba, é preciso subir com o submarino, para perto da superfície para que através do mastro snorkel, ele capte ar da atmosfera para que seu motor a diesel trabalhe para gerar a eletricidade para carregar as baterias do submarino, e assim poder voltar a mergulhar e a navegar em profundidade segura de operação. Esse procedimento, torna o submarino convencional vulnerável demais, e poderia denunciar sua presença para os seus inimigos.

O sistema AIP, soluciona essa deficiência, pois se consegue, através dele, produzir essa eletricidade, sem que os motores a diesel precisem ficar ligados, e por tanto, recebendo ar da atmosfera. Esse sistema permite que o submarino permaneça submerso por até 5 vezes o tempo que um submarino sem esse sistema AIP ficaria. Futuramente, esse tempo deve aumentar com a chegada dos sistemas AIP de 4º geração.

Por motivo de custos, o sistema AIP não foi incorporado na construção do primeiro submarino. Esses submarinos iniciais da classe Amur, podem ficar até 15 dias submersos, usando seus sistemas convencionais de propulsão. Com a futura incorporação do AIP Kristall-27E AIP, esse tempo aumentará para 45 dias submerso, o que lhe garantirá uma furtividade espetacular.

O sistema de propulsão do Amur, pode leva-lo a uma velocidade de 44 km/h quando submerso. Esse desempenho varia de acordo com o tamanho de versão do Amur. Os submarinos deste tipo com menor deslocamento, são, também, menos velozes, e atingem uma velocidade de 34 km/h quando submersos. O alcance do Amur está em 12000 km na versão de maior tamanho, a Amur 1850. A profundidade máxima durante uso do sistema AIP, no Amur, será de 300 metros com uma tripulação de 34 homens.

O armamento do submarino Amur, é extremamente letal. Certamente, é um dos mais bem armados submarinos do mundo no combate a outras embarcações. A principal arma é, sem a menor dúvida, o torpedo supercavitante SHKVAL, de 533mm, capaz de atingir, incríveis 200 nós ou quase 400 km/h.

Esse torpedo usa um motor a jato para impulsionar e ganhar a energia necessária para que o efeito de supercavitação ocorra, diminuindo em muito, o contato do torpedo com a água, e por isso substituindo a resistência hidrodinâmica, pela resistência aerodinâmica, que é cerca de 1000 vezes menos que a da hidrodinâmica.

Sua ogiva é de 210 kg de TNT e sua detonação se dá por contato ou por aproximação. Seu alcance efetivo é de 7000 mts.

Nas versões menores do Amur, existem 4 tubos de torpedos, e nas maiores existem 6 tubos e 16 recargas.

Além desse torpedo de alta velocidade, os submarinos da classe Amur serão equipados com o míssil de cruzeiro de lançamento vertical KLUB S, que podem ser usados contra navios de guerra ou ainda lançarem um torpedo na água para destruir outro submarino.

O alcance deste míssil é variável conforme sua versão e carga, sendo que a versão anti-submarina alcance 50 km, enquanto que a versão antinavio tem um alcance de 300 km. Existe uma versão com capacidade de atacar alvos terrestres também desta arma e seu alcance é igual à versão antinavio.

A velocidade de ambas as versões deste míssil são diferentes, sendo que a versão anti-submarina alcança 2600 km/h e a versão anti-navio, de maior alcance, tem uma velocidade de 900 km/h.

Um outro míssil pode ser usado nos submarinos da classe Amur, é o SS-N-16 Stallion, que alcança de 50 a 120 km dependendo da versão. Sua ogiva pode ser desde um torpedo Type 40, até uma carga nuclear de 10 a 20 Kilotons. Certamente uma arma temível.

Uma característica importante sobre o poder de fogo dos submarinos da classe Amur, é a capacidade de lançar 10 mísseis em um espaço de 2 minutos. Com uma capacidade dessas, o Amur, praticamente, faz chover mísseis num inimigo! Os sonares instalados, são do tipo passivo e ativo com altíssima sensibilidade.

Amur 1650

O “Amur 1650” é a versão de exportação do submarino Sankt Peterburg (“Projeto 677”), construído para a marinha russa pelos Estaleiros do Almirantado. Durante seu projeto, as modernas tendências mundiais da construção de submarinos convencionais foram consideradas e aplicadas ao máximo. As comunidades científica e industrial da Rússia desenvolveram mais de 130 grandes trabalhos de pesquisa e desenvolvimento, que tornaram possível desenvolver protótipos dos seus modernos equipamentos. As características técnicas e táticas do submarino o capacitam a atingir alvos submersos e de superfície, inclusive através do uso de mísseis.

O “Amur 1650” é dotado de uma nova geração de armamento, sofisticada propulsão elétrica (baterias de maior capacidade e maior vida útil), e dispõe de cobertura refratária ao sonar no casco. A bordo encontra-se um sistema automático de controle do navio e de seus sistemas de combate e equipamentos. A “suite” de sonar inclui uma sensível antena passiva localizada na proa, com área muito maior do que a de submarinos de gerações anteriores. O sistema de navegação possibilita o deslocamento seguro e o uso de mísseis mesmo durante prolongados períodos de imersão. Nenhum dos mastros, à exceção do periscópio de ataque, penetra no casco. O “Amur 1650” possui seis tubos de torpedos de 533mm na proa, e pode transportar 18 armas (torpedos, mísseis de cruzeiro e minas, em qualquer combinação).

Amur 950

O Rubin também desenvolveu um projeto de submarino convencional denominado “Amur 950”, que combina muitas das vantagens encontradas a bordo do “Amur 1650”, com um menor deslocamento (1.150t). O armamento consta de: dez lançadores verticais para mísseis 3M-54E1, antinavio, ou 3M-14E, de ataque a alvos terrestres; e quatro tubos de torpedo na proa (o total de torpedos que pode ser transportado é de seis).

Em menos de dois minutos, pode ser lançada uma salva de até dez mísseis. Os torpedos, filoguiados, são destinados a ataques a alvos de superfície ou submersos, em alcances menores. Para autodefesa o navio dispõe de engodos (decoys) de sonar armazenados em lançadores localizados na superestrutura. O “Amur 950” possui um sistema de combate integrado de última geração, e as condições de habitabilidade para os 18 tripulantes são excelentes. A compacidade, combinada ao armamento pesado, confere ao “Amur 950” uma relação custo/benefício vantajosa quando comparada com a de outros tipos de submarinos. Além disso, a simplicidade do projeto pode ser um atrativo para construção sob licença.

Dupla de sucesso

Os Estaleiros do Almirantado são, por excelência, construtores de submarinos de propulsão convencional, e possuem vasta experiência nesse campo. Desde sua fundação, já construíram mais de 300 submarinos, dos quais 41 com propulsão nuclear. A experiência acumulada pelos especialistas dos Estaleiros e suas empresas sub-contratadas nas áreas de construção, modernização e reparos de submarinos, inclusive para clientes estrangeiros, está sendo aplicada de forma bem sucedida na construção dos submarinos de quarta geração, do “Projeto 677”. O sistema de gerenciamento do estaleiro segue os padrões ISO 9001-2001, o que garante a alta qualidade de seus produtos.

Juntos, o Rubin e os Estaleiros do Almirantado estão habilitados a implementar as providências para o fornecimento de equipamento, treinamento e suporte a países estrangeiros, incluindo manutenção e reparos de submarinos já entregues. O bem organizado sistema de treinamento do pessoal do cliente e os serviços pós-venda fornecidos aos submarinos comercializados buscam assegurar que eles estarão aptos a cumprir as missões especificadas sempre que necessário. Sempre que possível, o Bureau Rubin e os Estaleiros do Almirantado enfatizam que estão abertos a programas de cooperação no campo dos submarinos.

Segurança&Defesa
Naval Power

10 fevereiro 2007

Brasileiros tomam área de gangue em favela no Haiti

Militares da ONU comandados pelo Brasil assumiram nesta sexta-feira o controle de uma parte da favela de Porto Príncipe antes controlada pelo líder de uma das gangues mais violentas da capital haitiana.

Dois soldados, um boliviano e um jordaniano, ficaram feridos na operação em Cité Soleil, número considerado relativamente baixo pelo porta-voz do contingente brasileiro, coronel Afonso Henrique Pedrosa.

"A operação foi quase perfeita, com poucas baixas do nosso lado e sem efeitos colaterais", afirmou Pedrosa, usando o jargão militar para vítimas entre a população civil.

O coronel disse não poder confirmar relatos que indicam que pelo menos uma mulher foi atingida pelo fogo cruzado entre soldados e membros da gangue, mas reconheceu que informações sobre eventuais feridos e mortos costumam chegar depois do fim da operação.

A região de Cité Soleil tomada pelos militares da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti) estava sob domínio de uma gangue cujo líder é conhecido apenas como "Evans" e a quem se atribui crimes como seqüestros e "assassinatos de famílias inteiras", segundo Pedrosa.

Para controlar a área com uma extensão de cerca de quatro quilômetros quadrados, o comandante das forças da Minustah, o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz - que participou pessoalmente da operação -, mobilizou 34 veículos blindados e 700 militares, dentre os quais 450 eram brasileiros.

O restante era composto de soldados de Bolívia, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru e Jordânia.

Acredita-se que Cité Soleil, um emaranhado de casas e barracos onde vivem 250 mil pessoas, concentre líderes e membros das gangues mais atuantes de Porto Príncipe.

Renovação do mandato

A operação foi lançada a partir do ponto fortificado de Coxim (batizado em homenagem à cidade de onde vêm os soldados que o ocuparam), instalado em Cité Soleil no dia 24 de janeiro.

Pedrosa disse não ter sido decidido ainda se a Minustah ampliará a sua presença permanente na favela, mas disse que ao menos inicialmente três pontos da região de Boston, nome da área ocupada nesta sexta-feira, contarão com patrulhamento permanente. Apenas no posto de Coxim, há cerca de 20 militares brasileiros.

Com 1,2 mil homens, o Brasil é o país com o maior número de militares e vem liderando a missão desde o seu primeiro mandato, em 2004.

O Conselho de Segurança da ONU deverá decidir no dia 15 se estende o mandato da Minustah.

09 fevereiro 2007

MOWAG Confirma Venda do Piranha IIIC 8x8 aos Fuzileiros brasileiros

BRASILIA, Brazil – Em 06 Setembro 2006, a Marinha do Brasil e a MOWAG GmbH (uma empresa da General Dynamics Company - EUA) assinaram contrato para o fornecimento de 5 unidades do veículo blindado de transporte de pessoal Piranha IIIC 8x8. Os veículos serão fornecidos na versão anfíbia e serão usados na missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), no próximo ano (2007?).


Para a MOWAG, esta é a primeira venda do veículo blindado Piranha III na América do Sul e a primeira encomenda do Brasil.


Em 2000, o Ministério de Defesa do Brasil testou o Piranha III (em competição com outros veículos disponíveis no mercado internacional) e creditou ao veículo da MOWAG as necessárias qualificações.


Com o primeiro passo a Marinha do Brasil adquiriu 5 veículos na versão anfíbia (Ver Nota Defesa@Net), para o Corpo de Fuzileiros Navais, incluindo apoio logístico. Dos 5 veículos encomendados, 4 serão entregues na versão APC - Armoured Personnel Carrier (Veículo Blindado Transporte Pessoal) e um na versão manutenção. Devido a previsão de os veículos serem usados na Missão de Mautenção de Paz das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), um prazo de entrega mais curto foi acordado.


A produção dos 5 Piranhas será feita nas instalações da MOWAG, em Kreuzlingen (Suíça), e os veículos serão entregues em 2007. A MOWAG acredita que seus produtos atrairam muitos outros clientes na América do Sul devido ao requisto destes países de equipamentos que sejam operacionais dentro dos requisitos da NATO, ou das forças das Nações Unidas, dentro do escopo de missões conjuntas de manutenção de paz.


As situações de ameaças nessas missões requerem um alto nível de proteção para as tripulações dos veículos contra: minas, armas balísticas e os artefatos explosivos externos (EOD). Com o o Piranha IIIC 8x8,operando em todo o mundo a MOWAG oferece um produto provado , que atende aos elevados níveis requiredos de: proteção, comforto e mobilidade.


MOWAG GmbH, Kreuzlingen, Suíça, desenvolve, projeta e produz veículos blindados avançados para uso militar. Mais de 13.000 veículos blindados de rodas das séries: MOWAG Piranha, MOWAG Eagle e MOWAG Duro estão operando em todo o mundo. Desde outubro de 2003, a MOWAG AG é parte do grupo General Dynamics European Land Combat Systems e emprega um grupo qualificado de mais de 600 pessoas nas instalações de Kreuzlingen. A General Dynamics European Land Combat Systems é parte do grupo General Dynamics Corporation (GD).


A General Dynamics, tem a sua sede em Falls Church, Virgínia., emprega aproximadamente 81,000 pessoas mundialmente e teve receitas de U$24,1 bilhões, em 2006. A companhia é um líder de mercado em tecnologia para informações críticas para missões especiais; equipamentos terrestres e sistemas expedicionários, armamentos e munições; construção e sistemas navais e aviação executiva.


Fonte: Defesa@Net

Venezuela expande seu poderio militar

Com compra de 11 submarinos, país terá a maior frota da América Latina

Roberto Godoy - O Estado de São Paulo

Até 2012 a Marinha da Venezuela terá a maior e mais poderosa frota de submarinos convencionais da América Latina. Serão 11 navios, 9 dos quais modelos de alta tecnologia, e mais outros 2, modernizados. O investimento no programa é estimado em US$ 3 bilhões. Segundo o almirante Armando Laguna, Comandante da Armada, “todos deverão ter a capacidade de operar em regime furtivo por pelo menos dois meses e sem receber suprimentos externos nesse período”.

Laguna disse, em nota oficial da Marinha, que ,“na aspiração de ter submarinos de quarta geração, o comando recebeu propostas da Alemanha, da França e da Rússia”. O governo da Venezuela está desenvolvendo um vasto projeto de reequipamento das Forças Armadas. Nos últimos dez dias foram anunciados três empreendimentos importantes envolvendo o míssil antiaéreo russo Tor-M1, por US$ 290 milhões, a modernização de 12 a 16 caças americanos F-5 pelo Irã, que receberá US$ 70 milhões pela tarefa, e a compra de 9 submarinos. Em uma só tacada, gastos militares de US$ 3,37 bilhões negociados a longo prazo.

O principal parceiro da administração Hugo Chávez no empreendimento é o governo russo. Até agora foram gastos cerca de US$ 3,4 bilhões na aquisição de 24 caças Sukhoi-30, cerca de 35 helicópteros e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-47. Uma linha especial de crédito para financiar equipamentos militares, foi liberada há dois anos pelo presidente Vladimir Putin.

Os submarinos que interessam à Venezuela devem ter deslocamento na faixa de 1.750 toneladas e incorporar tecnologias de redução de ruído. A Armada está considerando três possibilidades: o alemão IKL-214 - mesmo modelo escolhido pelo Brasil para expandir a frota para seis unidades -, o francês Scórpene, semelhante aos dois navios da classe incorporados pelo Chile, e o russo Amur, favorito nas negociações. A versão de exportação dispara quatro mísseis leves de cruzeiro com alcance de 300 km, e até dez mísseis táticos ou antiaéreos. Leva ainda 18 torpedos pesados de 533 milímetros e 35 tripulantes. O casco é coberto por uma manta sintética para confundir os sinais de sonar de detecção subaquática.

O almirante Laguna, em nota oficial, destaca que “o objetivo é dispor de submarinos diesel-elétricos que garantam a defesa da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), maior que o território continental do país”. A Venezuela projeta seus limites a partir do território das ilhas oceânicas. Com isso, a linha da ZEE defendida por Caracas se sobrepõe aos extremos marítimos da Guiana, França, Holanda, EUA e das Antilhas. A Armada emprega dois IKL-209 alemães com mais de 30 anos. Ambos estão sendo atualizados nos estaleiros locais Dianca D&A.

A aviação militar da Venezuela selecionou a arma principal dos impressionantes caças Su-30. Os 2 primeiros, do lote de 24, foram entregues em julho do ano passado. Os supersônicos vão voar carregados com a versão mais moderna do R-77 Adder, russo, com 100 km de alcance e 80 km de raio de ação ideal. O míssil pesa 175 kg.

Na mesma palestra em que anunciou a escolha do R-77, o ministro da Defesa, Raúl Baduel, revelou que o arranjo a ser adotado na revitalização de 12 caças CF-5A, americanos, pelo Irã, ainda não foi definida. A indústria aeronáutica iraniana desenvolveu um projeto que virtualmente resulta em um novo supersônico, baseado na estrutura do F-5 e caracterizado pela empenagem traseira dupla.

Até o nome é novo, Sae’gheh, o Relâmpago. Os CF-5A venezuelanos foram feitos no Canadá, sob licença, nos anos 70. Sabe-se pouco sobre o Sae’gheh. Além dos dois lemes traseiros, que permitem considerável expansão da capacidade de manobra e da agilidade, um novo nariz foi criado para receber o radar N019-ME melhorado, com 80 quilômetros de cobertura no modo de vigilância e de 40 km para detecção de 10 alvos. Leva 5,5 toneladas de cargas externas - mísseis, bombas inteligentes, tanques extras.

NÚMEROS

3 bilhões de dólares - é o investimento da Marinha da Venezuela para ter a maior frota submarina da região

70 milhões de dólares - serão gastos para modernizar de 12 a 16 caças americanos F-5, que ficará a cargo da indústria do Irã

3,4 bilhões de dólares - já foram gastos com a aquisição de 24 caças Sukhoi-30, cerca de 35 helicópteros e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-47

290 milhões de dólares - é o valor gasto pelo governo venezuelano para comprar mísseis antiáeresos Tor-M1, de fabricação russa

5,5 toneladas - é a capacidade de cargas externas - mísseis, bombas inteligentes e tanques extras - do novo supersônico Relâmpago

Progressos no sistema MEADS

Futuro sistema de defesa aérea terá radares com tecnologia da EADS

A empresa EADS Defence Electronics vai desenvolver alguns dos mais importantes sistemas dos sensores do novo sistema de defesa aérea MEADS, um projecto da americana Lockeed Martin, onde também estão presentes os italianos da Alenia e os alemães da Daimler-Chrysler Aerospace.

O sistema MEADS de Medium Extended Air Defence System, é um novo sistema de radares de pesquisa e controlo de tiro móveis, que se destina a susbtituir os actuais sistemas em uso com os sistemas de defesa aérea Hawk e Patriot.

Ele será baseado no novo conceito em termos de radares, conhecido como AESA de “Active Electronically Scanning Array”. Este tipo de radar, que não tem partes moveis, dispõe de um grande numero de pequenos elementos simultaneamente emissores e receptores que são na realidade pequenos radares, que podem ser electronicamente dirigidos. Estes pequenos dispositivos, vão ser fabricados pela EADS Defence Electronics.

Os sensores do MEADS, utilizam milhares destes pequenos emissores-receptores para criar uma imagem muito precisa da área circundante, a distâncias muito maiores que as que são permitidas com os actuais sistemas. A grande precisão do sistema, permite a sua utilização contra mísseis balísticos, além de todo o tipo de aeronaves.

Ele será um sistema com grande mobilidade, e com capacidade de transporte em aviões do tipo C-130. Uma bataria MEADS além do sistema de lançamento, com nove lançadores transportando cada um deles oito mísseis, contará ainda com um radar de pesquisa aérea e um radar director de tiro (operando na banda X), que dirigirá os mísseis contra as potenciais ameaças.

Os primeiros protótipos do sistema deverão estar prontos até 2014.

Paquistão recebe helicópteros Bell AH-1 Cobra

Americanos pagam a fatura do apoio paquistanês no Afeganistão


Juntamente com aviões de patrulha marítima P-3 Orion, o Paquistão vai receber um total de quarenta helicópteros de ataque Cobra, modelo AH-1F (um dos modelos mais recentes).

Oito desses helicópteros foram já entregues e vão-se juntar à frota de 20 AH-1F que o país já opera, fazendo o numero total de helicópteros ligeiros de ataque do Paquistão atingir o numero de oitenta, contando com uma frota de mais 20 AH-1S mais antigos, embora estes estejam provavelmente inoperacionais.

O apoio à modernização da frota de helicópteros do Paquistão, o fornecimento de aviões de patrulha P3 Orion, e a aceitação da venda de modernos caças F-16 block 50/52 ao Paquistão, parecem fazer parte das negociações tidas entre o Paquistão e o governo de Washington, no sentido de apoiar os paquistaneses na sua constante corrida de armamentos contra o seu tradicional rival, a Índia.

Os helicópteros vão ser fornecidos ao Paquistão sem qualquer custo.

Equipado com um motor de 1500 cavalos de potência que lhe permite atingir uma velocidade máxima de cruzeiro de 273Km/h ele é armado com um canhão rotativo de três canos M197 que dispara 730 tiros por minuto e com mísseis anti-tanque TOW disparados de pilones laterais.

Quinto helicóptero americano abatido em 3 semanas

CH-46 abatido no Iraque a noroeste de Bagdad



Com a queda nesta Quarta-feira de um helicóptero de transporte CH-46 Sea-Knight eleva-se a cinco o numero de helicópteros abatidos em apenas duas semanas de operações americanas no Iraque.


Este helicóptero de transporte foi abatido a cerca de 32 quilómetros a noroeste de Bagdad, na região normalmente conhecida como triângulo Sunita, associada com os apoiantes do antigo ditador iraquiano Saddam Hussein.



Relativamente às anteriores unidades perdidas, as autoridades militares americanas não admitiram desde o inicio que se tratava de aeronaves abatidas por fogo inimigo. Só no último fim de semana, foi admitido que de facto os quatro helicópteros perdidos, não tinham sido vitimas de falha mecânica, mas si, que tinham caído por acção directa de disparos terrestres.



Embora ainda não existam confirmações oficiais, as testemunhas no local segundo as estações de televisão como a Sky News e a Al Jazeera, afirmam que a aeronave foi atingida por um míssil disparado do solo, que atingiu o helicóptero pouco depois de este ter passado por cima das testemunhas. Depois de atingido, ele transformou-se numa bola de fogo, adiantaram.



Nas últimas três semanas vários acidentes deste tipo ocorreram, tendo causado a morte a um total de 14 militares e cinco civis de nacionalidade americana, estes últimos ligados a empresas privadas de segurança.



Os ataques são vistos como represália pelo aumento da pressão americana sobre os movimentos islâmicos do Iraque. A administração americana, decidiu recentemente reforçar o seu contingente naquele país do golfo, para levar a cabo operações de limpeza junto das áreas normalmente tidas como sob controlo de grupos islâmicos radicais sunitas, que as autoridades iraquianas, maioritariamente xiitas não conseguem controlar.



O CH-46, é uma aeronave de transporte com capacidade para transportar até 4000 Kg. É utilizada pela marinha dos Estados Unidos e pelos Fuzileiros Navais. É muitas vezes confundido com o muito maior CH-47 Chinook.

08 fevereiro 2007

Esquadrão Poti recebe prêmio internacional de segurança de vôo

O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAV), Esquadrão Poti, foi condecorado, no dia 26 de janeiro, com o prêmio Internacional de Segurança de Vôo do Sistema de Cooperação das Forças Aéreas Americanas (SICOFAA). O prêmio foi entregue pelo Comandante-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), Tenente-Brigadeiro-do-Ar William de Oliveira Barros.

O prêmio é entregue todo ano ao Esquadrão da FAB que obtém os melhor es índices de Segurança de Vôo, de acordo com critérios definidos pela instituição. Esta é a segunda vez que o Esquadrão Poti é eleito pelo SICOFAA.

Fonte: 2º/8º GAV

Militares aviadoras da FAB começam Curso de Especialização Operacional

A primeira turma de militares aviadoras da Força Aérea Brasileira começa o Curso de Especialização Operacional (CEO), no dia 5 de fevereiro. Das 11 jovens que concluíram o Curso de Formação de Oficiais Aviadores na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga-SP, cinco serão treinadas em Natal, sendo três na aviação de caça e duas na de asas rotativas (helicóptero), e seis vão para Fortaleza, para as aviações de Patrulha, Transporte e Reconhecimento.

Essas 11 mulheres fazem parte da turma de 98 Aspirantes-a-Oficial Aviador da FAB que se formou na AFA em 2006. 51 deles irão para Natal e os demais para Fortaleza.

O Curso de Especialização Operacional (CEO) têm a duração de onze meses. O Segundo Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (2º/5º GAV), Esquadrão Joker, é o responsável pela formação dos pilotos de caça. O Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1º/11º GAV), Esquadrão Gavião, pela formação dos pilotos de helicópteros. As duas unidades estão sediadas na Base Aérea de Natal (BANT). Já o curso em aviões de Patrulha, Transporte ou Reconhecimento é realizado no Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (1º/5º GAV), Esquadrão Rumba, sediado na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ).

Mulheres militares

As mulheres já não eram mais novidades na Academia da Força Aérea (AFA) desde 1996, quando foi permitido o ingresso de garotas para o Curso de Formação de Oficiais Intendentes, responsáveis por desempenhar as atividades administrativas da Força Aérea Brasileira.

Para o curso de Formação de Oficiais Aviadores, as mulheres só puderam entrar na AFA em 2003. Ao todo, 20 garotas se interessaram por esta carreira, mas nove desistiram ou não puderam terminar o curso.

Contudo, vale ressaltar que a FAB conta desde 1982 com a presença feminina de militares em seu efetivo. Em 2007, inclusive, será celebrado o marco de 25 anos da mulher na Força Aérea. Atualmente, são mais de quatro mil mulheres nas fileiras da Aeronáutica, afora as milhares de civis que devotam seu talento e seus dias à FAB.

Fonte: BANT

06 fevereiro 2007

Hawker se despede do Grupo de Transporte Especial

Depois de 38 anos de operação e 150 mil horas voadas, o veterano HS-125 (Hawker-Siddley) deixou de voar no Grupo de Transporte Especial (GTE), sediado em Brasília-DF. A cerimônia de despedida aconteceu, no dia 18 de janeiro, na Base Aérea de Brasília (BABR), e reuniu o Comandante-Geral de Operações Aéreas, Tenente-Brigadeiro-do-Ar William de Oliveira Barros, Oficiais-Generais, pilotos e mecânicos de várias gerações da Aeronáutica.

O Coronel Aviador R1 José Garotti Filho também esteve presente no evento. Foi ele que trouxe o primeiro jato HS, em 1969, da Inglaterra para Brasília.

A aeronave vai ser utilizada agora pelo Comando-Geral de Tecnologia Aerospacial (CTA), em São José dos Campos – SP.

O HS foi substituído por aviões da Embraer EMB-145, com o designativo de C-99. As novas aeronaves serão operadas pelo Grupo de Transporte Especial (GTE), em Brasília, para o transporte de autoridades brasileiras e estrangeiras, quando em visita oficial ao Brasil, com a possibilidade de emprego em outras missões, como o transporte de tropa e de pacientes (UTI móvel).

Em relação aos antigos HS, o C-99 possui maior autonomia, velocidade superior e seu custo operacional é significativamente menor. Além disso, a ampliação da frota de C-99 representará menores custos de manutenção.
Fonte: GTE

Avaliação Operacional do C-105 Amazonas começa no Rio de Janeiro

Os primeiros vôos de Avaliação Operacional (OPEVAL) da aeronave C- 105 A Amazonas, versão brasileira da aeronave CASA 295, começaram no dia 23 de janeiro, na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), no Rio de Janeiro. O objetivo é verificar o desempenho do avião em condições climáticas brasileiras de tempo quente e úmido, além da obtenção, de forma preliminar, dos parâmetros de confiabilidade operacional e logística, manutenibilidade e disponibilidade.

Durante a Avaliação Operacional são previstas 60 horas de vôo, sendo 20 na Região Sudeste e 40 horas na Região Norte do Brasil. Serão realizadas missões de lançamento de pessoal e material, transporte de tropa, carregamento e descarregamento de material, navegação em rota altante e à baixa altura, pouso em campo preparado e não preparado e avaliação por tropas especiais brasileiras.

A OPEVAL é coordenada pela Gerência do Projeto CL-X, na SDDP/COPAC, e conta com o apoio operacional e logístico da Quinta Força Aérea (V FAe), dos Parques de Material Aeronáutico dos Afonsos e de São Paulo, das Bases Aéreas dos Afonsos e Manaus, do Grupo de Ensaios em Vôo do CTA, do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARASAR), da Brigada de Infantaria Pára-quedista do Exército Brasileiro, da Companhia de Reconhecimento Anfíbio, do Corpo de Fuzileiros Navais e do Grupamento de Mergulhadores de Combate da Armada, da Marinha do Brasil, além de técnicos da empresa EADS-CASA.

Fonte: COPAC

02 fevereiro 2007

Renovação na Força Aérea da Síria

A Síria avançou significativamente nas negociações com a Rússia para a manutenção da eficiência de sua Força Aérea e forças de Defesa Aérea. Esta é a opinião do Defense News ao analisar os valores em discussão pelo Presidente da Síria, Bashir Al Assad, em visita a Moscou, em 19 e 20 de dezembro de 2006. Segundo fontes oficiais no Governo Sírio, Damasco pretende substituir toda a frota de obsoletos MiG-25 com novas aeronaves MiG-31 ou MiG-29, além de modernizar vários esquadrões de MiG-21, MiG-23 e MiG-29. Segundo a fonte do Defense News, alguém que participou diretamente das negociações sírio-russas, as partes discutiram a possibilidade da venda de novos mísseis anti-tanque Kornet, MiG-29s, sistemas antiaéreos S-300 e Pantsir S-1. A Força Aérea Síria opera cerca de 548 aeronaves de combate, incluindo 35 MiG-25, 42 MiG-29 e 20 bombardeiros táticos Su-24, além de vários esquadrões de MiG-21, MiG-23, MiG-27 e Su-22. Em 2005, circulou na imprensa uma noticia, não confirmada, da entrega de oito Su-27 à Síria. Para que possa continuar a fazer frente à Força Aérea Israelense é indispensável que Damasco execute uma profunda renovação nos calças em serviço na Força Aérea.

Fonte: ARMS - TASS

A FAB receberá mais quatro Mirage 2000 em 2007

A Força Aérea Francesa informou que estará disponibilizando mais quatro aeronaves para entrega durante o ano de 2007.

Também serão fornecidos equipamentos de reposição e armamentos, que já estão em fase de preparação e deverão ser liberados nos primeiros meses do ano corrente.

Além disto, está previsto a formação teórica de mais quatro pilotos, o que aumentará consideravelmente a capacidade da Unidade.

Fonte: FAB

Escudo anti-míssil dos EUA na Europa gera impasse com a Rússia

VARSÓVIA - A implantação de um sistema anti-mísseis em solo tcheco e polonês fortaleceria a defesa da Europa contra um perigoso ataque nuclear, segundo citações de uma autoridade graduada dos EUA na segunda-feira.

O secretário-adjunto de Estado, Daniel Fried, disse ao diário polonês Rzeczpospolita que a Rússia, crítica ao projeto no passado, não tinha nada a temer.

"Acreditamos que a infra-estrutura de construção do escudo anti-míssil na Polônia e na República Tcheca irá significativamente levantar as defesas de uma Europa unida", disse Fried. "Eu quero salientar que o sistema anti-míssel não é mirado na Rússia".

Contudo, um graduado general russo criticou, na segunda-feira, a decisão norte-americana de instalação do programa, segundo agências de notícias. "Nossa análise mostra que a implantação de estação de rádio na República Tcheca e de equipamentos anti-mísseis na Polônia é uma real ameaça para nós", disse o general Vladimir Popovkin, comandante das forças espaciais da Rússia.

"É muito duvidável que elementos do sistema nacional de defesa anti-míssil dos EUA na Europa Oriental seja destinado a mísseis iranianos, como foi declarado", disse Popvkin.

Ano passado, o ministro da Defesa russo, Sergei Ivanov, classificou o programa como tentativa de mudar o equilíbrio entre a Rússia e o Ocidente.

INVESTIMENTO

Os Estados Unidos estão investindo 10 bilhões de dólares ao ano no desenvolvimento do sistema de "escudo antí-míssil", o qual deveria combinar um radar de longo alcance com foguetes balísticos para detectar e neutralizar mísseis hostis no espaço.

Fried confirmou relatos de que Washington havia feito uma específica oferta a Varsóvia e Praga semana passada para começar negociações detalhadas, as quais ele disse que podem durar meses. Questionado se Washington estava acelerando as negociações por causa da crescente tensão com o Irã e devido ao teste nuclear da Coréia do Norte, Fried disse não achar que "precisamos agir sob qualquer pressão de tempo. Preocupações polonesas, as condições para construir a base e o alicerce de nossa cooperação devem ser cuidadosamente discutidos".

A Polônia, uma aliada dos EUA desde a queda do comunismo em 1989, há tempos é considerada uma localidade em potencial para o estabelecimento de baterias de foguetes. O radar seria colocado na República Tcheca.

O ministro da Defesa, Radoslaw Sikorski, disse a uma televisão polonesa no domingo que a segurança da Polônia seria o fator mais
importante na decisão do governo de permitir os foguetes em seu território.

"Acho que queremos garantir ao público polonês que abordaremos esta questão muito seriamente", disse ele.

"O governo deve se certificar de que, feito um balanço, a segurança da Polônia vai aumentar".

Fonte: Reuters

MiG-29KUB feito para a Índia faz seu primeiro vôo

NOVA DELHI: A Rússia conduziu o “vôo inaugural” do caça MiG-29 baseado em porta-aviões, produzido para a Índia, antes da visita do presidente Vladimir Putin a Índia.

Através do barulho causado pelo negócio dos MiG-29, a Rússia pretende enviar a forte mensagem de que está disposta a manter a sua vantagem sobre outras nações no fornecimento de hardware e software à Índia, apesar de incursões profundas realizadas por Israel, França e o aumento de participação dos EUA.

A Índia, afinal de contas, pretende gastar $30 bilhões em importação de armas durante o plano do 11o período (2007 – 2012). Ao aumentar os contratos de defesa em $20 bilhões entre 1998 e 2005, a Índia já emergiu como o maior importador de armas dentre os países em desenvolvimento.

Como parte de um negócio assinado com a Rússia em janeiro de 2004, avaliado em $1.6 bilhões, a marinha indiana receberá 16 caças MiG-29, juntamente com o porta-aviões de 44.570 toneladas Almirante Gorshkov, agora renomeado de INS Vikramaditya. Enquanto 12 desses jatos serão variantes ‘K’, monoplaces, os outros quatro serão as versões de treinamento ‘KUB’, biplace.

O primeiro vôo de teste do MiG-29KUB ocorreu no dia 22 de janeiro, que será seguido pela versão MiG-29K. Armado com 8 tipos de mísseis ar-ar, os MiG-29K a bordo do INS Vikramaditya irão tornar a marinha capaz de atacar profundamente em território inimigo a partir de alto mar.

“Os MiG-29K também serão capazes de reabastecimento em vôo(REVO) a partir de aviões-tanque IL-78, bem como a partir de outros MiG-29K. Enquanto o INS Vikramaditya irá se unir a nós ao fim de 2008, após um refit completo, as entregas do MiG-29 começarão neste ano”, completou.

Enquanto Putin será o convidado principal no desfile do dia da República, o representante do primeiro-ministro e ministro da defesa, Sergei Borisovich Ivanov, irá aterrisar na Índia alguns dias antes, para o sexto encontro da comissão inter-governamental em cooperação técnica militar com o seu equivalente indiano, A. K Antony.

Como dito antes pela Times of India, Índia e Rússia provavelmente chegarão a um acordo sobre joint-ventures para a aeronave multi-função de transporte, bem como o caça stealth de quinta geração, durante as visitas.

Fonte: Times of India
Traduzido por: César Ferreira

Marinha do Brasil realiza com sucesso o load out do Submarino Timbira

No dia 27 de janeiro ocorreu com total sucesso a faina de load out do submarino S-32 Timbira no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), operação até então inédita na América do Sul.

A faina contou com a presença do Vice-Almirante Pinto Corrêa, Diretor do AMRJ, Contra-Almirante Terenilton, Comandante da Força de Submarinos e Capitão-de-Mar-e-Guerra Mário, Comandante das Gerências G4 (Reparos de Submarinos) e G7 (Construção de Submarinos), entre outros oficiais.

A retirada do Timbira do prédio onde foi realizado o seu PMG (Período de Manutenção Geral) teve início às 6h da manhã, com o apoio técnico da empresa SUPERPESA, e se estendeu até a parte da tarde, com a chegada do submarino ao dique Almirante Régis, onde serão finalizados os últimos detalhes antes da efetiva volta ao serviço ativo.

Todos os detalhes das operações de entrada (load in) e saída (load out) do S-32 na oficina do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro você acompanhará aqui na Base Militar Web Magazine na edição de fevereiro!

Fonte: ALIDE

Militares brasileiros apontam ameaças

Tales Faria

BRASÍLIA. "Foi confirmado o conhecimento de que a questão indígena atinge uma gravidade capaz de pôr em risco a segurança nacional. Considerando a atual reivindicação de autonomia e a possibilidade de futura reivindicação de independência de nações indígenas, o quadro geral está cada vez mais preocupante, especialmente na fronteira norte. As organizações não governamentais (ONGs), algumas controladas por governos estrangeiros, adquiriram enorme influência, na maioria das vezes usada em benefício da política de suas nações de origem, em detrimento do Estado brasileiro. Na prática, substituem, nas áreas indígenas, o governo nacional."

O trecho acima faz parte do "Relatório de Situação" elaborado pelo Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM) no primeiro semestre de 2006. Foi distribuído entre integrantes e colaboradores do chamado Sistema Brasileiro de Inteligência, cujo órgão central é a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Na nova versão do relatório, os militares não só reafirmam as suspeitas de que ONGs e entidades religiosas estrangeiras estão tomando a Amazônia, como apontam novos fatos. Alguns assustadores:

"Quanto à presença militar estadunidense na Amazônia, um componente relativamente novo na questão da segurança da região amazônica brasileira é a crescente presença de assessores militares estadunidenses e a venda de equipamentos sofisticados às Forças Armadas colombianas, pretensamente para apoiar os programas de erradicação das drogas, mas que podem ser utilizados no combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao ELN (Exército de Libertação Nacional). A presença militar estadunidense, que já se estende à Guiana, ao Equador, ao Peru, à Bolívia e, recentemente, ao Paraguai - aproveitando-se do vazio de nossa política externa em relação àquele país - por meio da utilização de bases militares, poderá se expandir a outros países sul-americanos para transformar a luta contra a droga (e contra as Farc e o ELN) em uma empreitada militar sul-americana, e não apenas colombiano-estadunidense. O plano provavelmente faz parte da estratégia dos EUA para assegurar presença militar direta na região andino-amazônica e no cone sul, em torno do Brasil."

A "presença e atuação de estrangeiros" na Amazônia é um dos pontos tratados com destaque pelo GTAM, que levanta suspeitas de espionagem até mesmo na base aérea de Alcântara, no Maranhão. Para quem não lembra: 21 trabalhadores do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) de São José dos Campos (SP) morreram na explosão do terceiro protótipo do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite) na plataforma do Centro de Lançamento de Alcântara, em agosto de 2003. Na visita que fizeram a Alcântara em 2006, os membros do GTAM desconfiaram do excesso de estrangeiros naquela cidadezinha:

"Especial preocupação é o número de estrangeiros nas proximidades da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Segundo fontes da polícia do Estado, havia 116 estrangeiros em 15 de maio em Alcântara (MA), dia da visita do GTAM. Não foi possível saber quais as atividades que desenvolviam, tendo em vista que não haveria atividade no Centro de Lançamentos. Os altos índices de exclusão social presentes na cidade de Alcântara deixam a comunidade que ali reside exposta e fragilizada a tentativas de aliciamento e recrutamento por parte de ONGs e agentes a serviço de países que muito teriam a perder com os sucessos dos lançamentos da Base de Alcântara."

Fonte: Jornal do Brasil

Venezuela fará avião militar com Irã

Governo de Chávez firma acordo com Teerã para desenvolver aeronave não tripulada e recuperar caças F-5

O governo da Venezuela anunciou ontem ter firmado um acordo de cooperação técnica com o Irã para a construção de aviões militares não tripulados e a recuperação de caças F-5 - para os quais os EUA se negam a oferecer manutenção. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa venezuelano, general Raúl Isaías Baduel. Os aviões não tripulados, conhecidos como “drones”, são utilizados com sucesso pelos EUA no Iraque e no Afeganistão em missões de espionagem e apoio a ofensivas por terra. “No acordo com o Irã, manejamos a idéia desse tipo de equipamento”, declarou Baduel. “Temos um avanço nos trabalhos de nossa aviação militar em relação ao projeto de um avião não tripulado.”

O ministro acrescentou que a recusa dos EUA em fornecer peças de manutenção para os F-5 da Força Aérea venezuelana obriga o governo a “buscar em países amigos uma plataforma de suporte para que as aeronaves se mantenham em nível de eficiência operativa”.

Há um ano, os EUA negaram à Espanha licença para a venda de aviões militares que utilizam componentes americanos. No fim de 2006, a Venezuela comprou 24 caças Sukhoi-30 da Rússia, além de 53 helicópteros artilhados MI-24 e 100 mil fuzis Kalashnikov.

Baduel também afirmou que a Lei Habilitante - pela qual a Assembléia Nacional dará a Chávez poderes plenos para governar por decreto - regulamentará a “participação ativa dos militares na missão de ajudar no desenvolvimento nacional”. Vários planos de governo de Chávez são organizados em missões de características militares, como as de alfabetização e acesso a serviços de saúde de parte da população.

Também ontem, o presidente mexicano, Felipe Calderón, respondeu às acusações feitas por Chávez - que o qualificou de “seguidor de seu antecessor, o cãozinho do império Vicente Fox”. “É indispensável que os líderes latino-americanos possam expressar-se de forma madura e sem desqualificações pessoais”, disse Calderón.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Chávez quer baterias antiaéras TOR-M1

O governo de Hugo Chávez negocia com a Rússia de Vladmir Putin a compra de um sistema móvel de mísseis terra-ar. A informação foi divulgada ontem pela agência de notícias russa Interfax, um dia depois de Caracas ter anunciado um ambicioso projeto conjunto com o Irã para o desenvolvimento de aeronaves militares não tripuladas e a reforma de caças F-5, de fabricação norte-americana. Um porta-voz da Rosoboronexport, estatal russa que detém o monopólio do comércio de armas, se recusou a comentar o assunto. Segundo outra agência de notícias russa, a Itar-Tass, o Ministério de Defesa da Venezuela desmentiu a informação.

O equipamento negociado seria o TOR-M1, que consiste em uma bateria oito mísseis montados sobre um veículo lançador. O sistema de operação tem capacidade para identificar até 48 alvos e disparar contra dois alvos, simultaneamente, até a altura de 6 mil metros. Apesar dos esforços dos EUA para impedir que outros países vendam armas para a Venezuela, a Rússia assinou recentemente acordos militares da ordem de US$ 3 bilhões com o governo de Chávez, tornando-se o principal fornecedor de armas para a Venezuela. Os contratos incluem 100 mil fuzis Kalashnikov, 24 caças Su-30 e 53 helicópteros.

A Rússia também acabou de entregar 29 sistemas TOR-M1 para o Irã, igualmente sob protestos de Washington. Aviões não tripulados, como os que Teerã e Caracas concordaram em desenvolver, são usados com sucesso pelas Forças norte-americanas no Iraque e no Afeganistão, em missões de espionagem e no apoio a ofensivas por terra. “No acordo com o Irã, trabalhamos com a idéia desse tipo de armamento”, confirmou o ministro da Defesa venezuelano, general Raúl Isaías Baduel. O governo Lula engavetou projeto semelhante impulsionado pelo ex-ministro José Viegas Filho (2003-2004).

Fonte: Correio Braziliense