08 março 2007

ISRAEL APRESENTA ROBÔ MATADOR PORTÁTIL PARA SUBSTITUIR SOLDADOS

Autômato vem equipado com pistola automática e granada. Objetivo israelense é reduzir os riscos para os soldados.

Reuters

Uma companhia de equipamentos militares de Israel revelou na quinta-feira (08) um robô portátil capaz de ingressar em zonas de combate perigosas sozinho e atacar inimigos. A máquina é equipada com uma pistola automática e granadas.

O VIPeR, do tamanho de uma televisão pequena, foi inventado como parte dos esforços de Israel para desenvolver armamentos que reduzam riscos a seus soldados em combates corpo a corpo contra militantes palestinos ou do grupo libanês Hezbollah.

A fabricante da máquina, Elbit Systems, disse que o tamanho reduzido do VIPeR e suas esteiras duplas permitem que o robô se locomova por escadas, escombros, corredores escuros, cavernas ou túneis estreitos.

Além de funções de detector e de desarmamento de bombas, o VIPeR pode transportar uma pistola automática ou plantar uma granada. As armas podem ser guiadas por uma câmera de vídeo embutida no robô.

Segundo a Elbit, que tem relacionamento próximo com o Ministério de Defesa, Israel planeja usar o VIPeR em suas unidades de infantaria após testes de campo. O robô também pode interessar forças policiais de outros países ou tropas dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão.


Itália aprova lei para refinanciar missão no Afeganistão

da Efe, em Roma

A Câmara dos Deputados italiana aprovou nesta quinta-feira, por 524 votos a favor, três contra e 19 abstenções, a lei que prevê o refinanciamento da missão do país no Afeganistão, que agora será votada no Senado.

Os partidos opositores Forza Italia, Aliança Nacional e União Democrata-cristã (UDC) votaram a favor da renovação do financiamento das missões militares no exterior, entre elas as do Líbano e do Afeganistão.

Os parlamentares da Liga Norte se abstiveram, depois que a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido do partido para o envio de novos soldados ao Afeganistão.

Dois representantes da Refundação Comunista Paolo Cacciari e Salvatore Cannavò, que já haviam dito que seus votos seriam contrários à missão, votaram "não", assim como o deputado da Liga Norte Matteo Brigand.

Agora, a atenção volta-se para o debate e a aprovação do refinanciamento das missões no exterior na esfera do Senado, onde a proposta deverá ser votada em 27 de março e a coalizão de centro-esquerda União possui uma maioria apertada de dois votos.

A oposição de centro-direita exige que o presidente do governo, Romano Prodi, renuncie caso não obtenha os 158 votos dos senadores.

A aprovação do decreto não corre risco, já que o apoio das forças políticas que formam a oposição está garantido, com exceção da Liga Norte, que ainda não anunciou o voto.

No entanto, estes partidos exigem que o Executivo tenha sua própria maioria, os 158 votos, já que acreditam que, caso isto não ocorra, poderia ser repetida a mesma situação de 21 de fevereiro, quando o Executivo perdeu uma votação sobre política externa e Romano Prodi apresentou sua renúncia.

Votação

Se a coalizão de centro-esquerda não conquistar os 158 votos no Senado, será o primeiro passo para um grande problema político, disse o líder da Aliança Nacional, Gianfranco Fini, que acrescentou que a situação desmentiria, assim, o voto de confiança que Prodi obteve no Senado.

A coalizão do governo rejeita a possibilidade de que, caso os 158 votos não sejam obtidos, comece uma nova crise política. "A centro-direita deveria saber que nos Estados Unidos e no Reino Unido algumas decisões sobre política externa foram aprovadas com o apoio determinante da oposição e ninguém pediu a renúncia do presidente George Bush ou de Tony Blair", afirmou o secretário do Democráticos de Esquerda, Piero Fassino.

Segundo analistas políticos, pelo menos dois membros da coalizão no Senado devem votar contra a missão no Afeganistão.

Eles seriam os dois senadores comunistas Franco Turigliatto e Fernando Rossi, que, com sua abstenção, provocaram a crise no governo. Alguns membros dos Verdes e dos Radicais podem se unir aos dois.

O decreto prevê que, em 2007, 40 milhões de euros sejam destinados à missão no Afeganistão, 30 milhões de euros à operação militar no Líbano e 5,5 milhões de euros às tropas posicionadas no Sudão.

Outros 500 mil euros serão reservados para a organização, pela ONU, de uma Conferência de Paz para o Afeganistão. Além disso, 9,1 milhões de euros serão usados em ajudas à população afegã.

06 março 2007

Otan lança grande ofensiva no sul do Afeganistão

A Otan tem cerca de 33 mil soldados no país, incluindo o pessoal de apoio. A Operação Achilles vai envolver 4.500 soldados da Otan e cerca de mil afegãos.

Da Reuters

CABUL - A Otan lançou nesta terça-feira (6) sua maior ofensiva no Afeganistão desde 2001, tendo militantes do Talibã e traficantes como alvo, enquanto no leste do país centenas de pessoas faziam uma manifestação contra a morte de civis por soldados dos EUA.

A Operação Achilles, que em seu auge vai envolver 4.500 soldados da Otan e cerca de mil afegãos, começou ao alvorecer na província de Helmand, centro do tráfico de ópio no país, maior produtor mundial, segundo nota assinada pelo general holandês Ton van Loon, chefe do Comando Sul da aliança.

O Talibã ocupou há um mês a cidade de Musa Qala, em Helmand, rompendo uma polêmica trégua. Mas uma porta-voz da Otan afirmou que o objetivo específico da operação não é retomar o controle da área.

"Significa o começo de uma ofensiva planejada para trazer segurança ao norte de Helmand e estabelecer as condições para um desenvolvimento significativo que irá fundamentalmente melhorar a qualidade de vida dos afegãos na área", disse Van Loon.

A Otan tem cerca de 33 mil soldados no país, incluindo o pessoal de apoio.

"As operações vão se focar em melhorar a segurança em áreas onde os extremistas do Talibã, os narcotraficantes e outros elementos tentam desestabilizar o governo", disse Van Loon, acrescentando que um dos principais objetivos será reparar e ampliar uma hidrelétrica.

Mais de 4 mil pessoas morreram em combates em 2006, o ano mais violento no Afeganistão desde o início da ocupação norte-americana que derrubou o regime islâmico do Talibã.

Otan e EUA, de um lado, e o Talibã, de outro, alertam para uma ofensiva nos próximos meses, quando a neve afegã derrete. Ambos prometem tomar a iniciativa.

Protesto

Em Jalalabad, perto da fronteira com o Paquistão, centenas de pessoas foram às ruas protestar contra a morte, no domingo (4), de vários civis por soldados dos EUA. Cerca de 2 mil pessoas bloquearam a estrada que liga Cabul à fronteira, gritando "morte aos americanos", segundo testemunhas.

As autoridades dizem que pelo menos dez civis foram mortos por marines que tiveram seu comboio atacado por um homem-bomba. A ONG Human Rights Watch fala em entre 8 e 16 mortos. Os militares dizem apenas que o atentado suicida e o subseqüente tiroteio mataram 16 pessoas -sem informar se eram civis ou militantes.

O governo afegão iniciou uma investigação, mas inquéritos prévios feitos pelas autoridades locais, pela Otan e pelas forças dos EUA não foram além de confirmar os relatos iniciais das testemunhas.

Na segunda-feira (5), as forças dos EUA também mataram nove civis -cinco mulheres, três crianças e um idoso- com uma bomba de quase mil quilos, perto de Cabul, depois do ataque a um posto militar.

Ataques no Iraque matam nove soldados dos EUA em 24 horas

Violência acontece no momento em que operação de segurança é intensificada. Pior dos ataques matou seis soldados no norte de Bagdá.

Do G1, com agências

BAGDÁ - O exército americano informou nesta terça-feira (6) a morte de nove soldados nas províncias de Salahadin e Diyala, no norte do Iraque, em apenas 24 horas.

O pior dos ataques matou seis soldados norte-americanos. Outros três soldados morreram num outro incidente nas cercanias da capital, informou o exército.

Desde que um helicóptero americano foi derrubado em janeiro por "fogo inimigo", com 12 mortes, o exército americano não tinha sofrido tantas baixas num só ataque.

A violência acontece no momento em que tropas norte-americanas e iraquianas intensificam a operação de segurança na capital, que já dura três semanas, para conter os conflitos sectários. Comandantes disseram que insurgentes podem aumentar o número de ataques fora da capital, para onde foram mandados mais de 90 mil soldados do Iraque e dos EUA, como parte da ação.

O comando dos EUA está preocupado com o aumento dos ataques insurgentes com um tipo de bomba que, segundo os militares, é produzida no Irã. Aparatos desse tipo mataram mais de 170 soldados norte-americanos no Iraque desde 2004.

Mais de 3.170 soldados norte-americanos foram mortos no Iraque desde a invasão liderada pelos EUA, em março de 2003.

Série de ataques

No mais recente de uma série de ataques contra peregrinos xiitas que seguem para a cidade sagrada de Kerbala para celebrar um importante evento religioso, cinco pessoas morreram e 10 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba no centro de Bagdá, disse a polícia.

Pelo menos sete peregrinos foram mortos em diversos ataques em Bagdá na segunda-feira (5). Insurgentes árabes sunitas costumam atacar peregrinos e locais xiitas, em campanha que autoridades dos EUA e do Iraque afirmam ter por objetivo provocar uma guerra civil.

Um dia depois que um homem-bomba devastou o distrito histórico de livrarias de Bagdá, matando 30 pessoas, moradores retiraram nove corpos dos destroços na rua Mutanabi, disseram testemunhas.

"Vi nove corpos sendo retirados. Estavam completamente queimados. Os bombeiros não conseguiram retirá-los ontem porque as lojas estavam cheias de livros e papéis que estavam queimando", disse a testemunha, que trabalha para a Reuters.

O ataque é outro desafio para o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que afirmou estar satisfeito com os primeiros resultados da ação em Bagdá.

Na segunda-feira, pelo segundo dia consecutivo tropas dos EUA e do Iraque fizeram buscas de casa em casa em Sadr City, base da milícia xiita Exército Mehdi.

A milícia é comandada pelo clérigo antiamericano Moqtada al-Sadr e as operações em Sadr City podem testar o empenho do Iraque e dos EUA na ação. Washington chamou o Exército Mehdi de maior ameaça de segurança ao Iraque.


Russos reafirmam vantagens do MiG-35 sobre concorrentes

Quando os mercados são apetecíveis e quando os valores em jogo também o são, é inevitável que a concorrência entre as empresas que disputam esse mercado seja tremenda.
No caso das indústrias de armamento, a concorrência entre empresas estende-se mesmo a concorrência entre estados.

Depois de recentemente consórcios europeus terem mostrado ao governo e aos militares da Índia os seus projetos, os russos não se ficaram para trás, e apressaram-se a divulgar as razões pelas quais acham que o avião que propões para venda à Índia, é a melhor opção de todas as várias opções apresentadas.

As afirmações russas, foram proferidas já depois da visita do presidente Vladimir Putin, em que se discutiram as possibilidades de fabrico sob licença dos caças russos MiG-35 (Uma versão modernizada do MiG-29).

Entre as principais vantagens do «novo» avião, está o seu novo motor com vetorização de impulso, que lhe dá uma manobrabilidade excelente em qualquer tipo de combate a distancias curtas e médias contra outras aeronaves. As capacidades permitem em algumas circunstâncias ao MiG-35 na prática voar para trás.

Esta vantagem, segundo os russos, pode permitir ao piloto manobras de evasão para escapar a mísseis ar-ar de curto alcance.

Além do novo motor, o avião russo conta também com o advento de um novo sistema de radar, o Zhuk-AE, que lhe permite efetuar simultaneamente várias funções, desde identificar aeronaves inimigas, guiar mísseis, efetuar comunicações com outros aviões, ou interferir nas comunicações e sensores de aeronaves adversárias.

Outro argumento apresentado, é a possibilidade de a Índia operar uma outra aeronave da família, o MiG-29UKB, que sendo também um avião da família do MiG-29/35, está especialmente adaptado para operar a partir de porta-aviões. O MiG-29UKB, é visto como uma das melhores opções para apetrechar os futuros porta-aviões indianos.

Como aeronave naval, o MiG-29UKB, não tem rivais diretos, uma vez que ele opera em porta-aviões desprovidos de catapultas, o que implica que o único concorrente direto é o americano F-35, um caça que voou pela primeira vez há apenas algumas semanas, tem um custo considerado excessivo e parte das suas características «Stealth» são tão secretas que os Estados Unidos querem vender o F-35 com essas características reduzidas, e isto mesmo para países aliados.

As afirmações dos Russos, não deixam no entanto de despertar curiosidade, nomeadamente quando a imprensa indiana se fez eco de alguns problemas persistentes com a assistência russa aos seus equipamentos militares.

O aumento do mercado indiano, a predisposição da Índia de aumentar o nível tecnológico das suas forças armadas, e o fato de se tratar de um dos principais países do mundo, a não ter a sua indústria aeronáutica própria, transformam a Índia no mais disputado mercado do mundo.

Essa disputa, deverá levar os fabricantes a se esforçarem ao máximo para conseguir pedidos por parte das autoridades indianas.

EUA descartam venda de F-22 para a Austrália

O maior projeto de defesa da Austrália, a compra de F-35 Joint Strike Fighter por $15 bilhões, agora quase certamente seguirá em frente após a recusa formal dos EUA em vender a única alternativa viável ao projeto à Força Aérea Real Australiana(RAAF).

O representante do secretário de defesa americano, Gordon England, escreveu ao ministro da defesa australiano, Brendan Nelson, dizendo que os Estados Unidos não irão exportar o mais letal avião do mundo – o F-22 Raptor – à Austrália.O comunicado norte-americano acaba com um crescente debate entre especialistas em defesa sobre qual aeronave deveria substituir os envelhecidos aviões de ataque F-111 e formar a linha de frente da futura força aérea da Nação.

Isso torna virtualmente certo que Canberra formalizará a aquisição de até 100 F-35 quando uma decisão final ocorrer. Custando mais de $ 15 bilhões, a frota de F-35 será a maior compra individual de qualquer tipo pelo governo da Austrália desde a federação.

O ainda por terminar F-35 foi prejudicado por custos e atrasos, mas manteve o apoio sólido tanto da RAAF quando do Dr. Nelson, que diz que o avião é facilmente a melhor opção, de maior custo/benefício para os requerimentos estratégicos Australianos.Porém, o partido trabalhista e alguns especialistas em defesa pediram que a RAAF compre o F-22, que é o mais mortífero caça, mas também o mais caro – o seu preço individual está em torno de $170 milhões – acima do dobro projetado para o custo do F-35. Um estudo do poder aéreo da Austrália lançado ontem pelo Instituto de Política Estratégica da Austrália(Ausralian Strategic Policy Institute – ASPI) recomendou ao governo investigar seriamente a compra do F-22.

“O caça de quinta geração F-22 Raptor é a melhor aeronave de combate do globo – tem capacidade stealth e sua performance o coloca muito a frente dos demais aviões”, disse o comunicado do ASPI. Embora os Estados Unidos nunca tenham exportado o F-22, o partido trabalhista e especialistas em defesa acreditavam que os EUA poderiam relaxar as restrições com um aliado próximo como a Austrália.O Dr. Nelson discutiu a variedade de opções de caças com oficiais da administração Bush durante as conversas anuais de defesa de Ausmin, em Washington em dezembro. Mas em uma carta ao Dr. Nelson mês passado, o Sr. England esclareceu a política americana de uma vez por todas.

“A respeito do F-22, nossa posição atual é que a aeronave não será colocada a disposição de venda a países estrangeiros”, escreveu o Sr. England.

O comunicado significa que a Austrália tem poucas opções de escolha além de esperar que o F-35 seja entregue no calendário e custos esperados, com todas as suas capacidades prometidas.

O primeiro F-35 deverá ser entregue a RAAF por 2014. Embora os aviões tenham sofrido sérios problemas com peso e integração de software durante seu projeto, o primeiro teste de vôo em dezembro foi um sucesso e a RAAF acredita que o F-35 será um potente avião de guerra, capaz de enfrentar qualquer ameaça na região.

Porém, o preço do F-35 – atualmente estimado em $70 milhões cada um – provavelmente subirá ainda mais após a força aérea dos Estados Unidos(USAF) ter reduzido o número de pedidos para o avião, aumentando os custos para outros consumidores como a Austrália.

A carta americana sobre o F-22 reflete a continuada relutância dos EUA em exportar avançadas tecnologias stealth, mesmo para seus aliados mais próximos.

Ambos a Austrália e o Reino Unido confrontaram os Estados Unidos com pedidos de acesso a tecnologia stealth para o F-35. Os planos do pentágono incluem a compra de aproximadamente 2.500 F-35s – fabricados pela Lockheed Martin – e vender o avião a nove países aliados, incluindo a Austrália.

Em março do último ano, a Austrália ameaçou sair do negócio do F-35 caso a versão australiana do caça não tivesse a mesma sofisticada tecnologia stealth dos F-35 das forças armadas americanas.

Mas em reuniões em junho entre o Dr. Nelson e o então secretário de defesa dos Estados Unidos, Donal Rumsfeld, Dr Nelson disse que ele “estava confiante de que todos os nossos requerimentos serão atendidos sobre o F-35 JSF – a tecnologia e a transferência de informações”.

A Grã-Bretanha também ameaçou sair do projeto do F-35 caso os Estados Unidos não compartilhem sua tecnologia stealth.

O F-22 e o F-35 são as únicas aeronaves do mundo chamadas de quinta-geração, dando a elas altos níveis de capacidade stealth contra radares inimigos e sistemas de detecção por infravermelho. Elas também possuem sistemas de sensores altamente sofisticados, permitindo-as coletarem, processarem e compartilharem dados em tempo real na batalha.O governo disse que quer substituir os seus F-111 dos anos 60 por uma aeronave de quinta-geração ao invés de um caça de quarta-geração, cujas opções existem em serviço ao redor do mundo atualmente.

O governo recentemente assinalou a sua intenção de comprar ou fazer leasing de 24 caças Boeing F/A-18F “Super Hornet”, dos Estados Unidos, para garantir que não haverá um buraco na capacidade de combate aéreo entre a retirada dos F-111 em 2010 e a chegada dos F-35 em 2014.

Fonte: The Australian
Traduzido por: César Ferreira

Boeing oferece T-45 para a Marinha da Índia

A Boeing planeja oferecer o T-45 Goshawk para a Marinha Indiana para ser usado no treinamento dos seus futuros pilotos de caças embarcados.

“Nós já conversamos com o ministério da defesa indiano sobre o T-45 e nós poderíamos contemplar algum tipo de co-produção”, disse Mark Kronenberg, vice-presidente da Boeing IDS para desenvolvimento de negócios internacionais no Pacífico Asiático.

A marinha indiana poderá ter uma futura necessidade de aeronaves de treinamento embarcadas. A Índia comprou 16 MiG-29 em sua versão naval em 2004 como parte de um acordo envolvendo a compra de um porta-aviões russo usado, que deverá entrar em serviço em 2008. A marinha havia afirmado que ela poderá comprar até 40 unidades da versão naval da aeronave indiana LCA em sua versão naval para seus porta-aviões produzidos localmente, que espera colocar em serviço a partir de 2011.

Fonte: Flight International

Mais Su-30MKI para a Índia

A Índia, que realiza a maior renovação de equipamento militar desde sua independência, anunciou hoje que a primeira verba de um Orçamento que pode chegar a US$ 10 bilhões será destinada à compra de 40 aviões caça Sukhoi-30 russos.

O anúncio foi feito pelo chefe da Força Aérea, Shashindra Pal Tyagi, em Bangalore (sul), onde 500 companhias aeroespaciais - mais da metade delas estrangeiras - participam, desde quarta-feira, da feira Aero India 2007.

O evento atraiu as principais empresas do mundo com a esperança de assinarem os contratos que serão oferecidos pela Índia. O maior deles destina uma verba de US$ 6,5 bilhões para a aquisição de 126 aviões de combate, que substituirão os velhos Mig-21 russos da Força Aérea.

Os 40 aviões encomendados à Rússia serão fornecidos em três anos e terão um custo estimado de US$ 1,6 bilhão. Segundo o marechal Tyagi, a compra faz parte da aquisição "em competição global" dos outros 126 aviões de combate.

Segundo o militar, a companhia que ganhar este contrato terá que oferecer uma frota já pronta e se associar a alguma estatal indiana, como a Hindustan Aeronautics Limited (HAL), para a produção do resto sob licença.

A Rússia, principal fornecedor de equipamento militar da Índia, e os Estados Unidos são dois dos principais concorrentes pelo contrato dos 126 aviões.

Na quarta-feira, os representantes das empresas destes países aproveitaram a feira de Bangalore para exibir seus principais aparelhos, o Mig-35 russo e os americanos F-16 e F/A-18.

Além desta aquisição, Tyagi anunciou que, nos próximos anos, a Força Aérea comprará vários helicópteros e também seis aviões de carga Hércules, caso nas negociações que estão em andamento com os EUA a Índia conseguir um "bom preço".

Além disso, o país renovará seus aparelhos Mig-29 e Mirage 2000 e fabricará um avião de combate de quinta geração junto com a Rússia, segundo ficou estabelecido durante a recente visita do presidente russo, Vladimir Putin, a Délhi.

O ministro da Defesa, A. K. Antony, disse ontem na inauguração da Aero India que seu objetivo é conseguir que os três exércitos indianos possuam os armamentos mais modernos "para otimizar sua efetividade operacional".

Nos planos de defesa estão incluídas a aquisição de 200 helicópteros para o Exército e outros 60 para a Marinha.

O Orçamento do Ministério da Defesa do país para o ano fiscal 2006-07, que termina em abril, chegou a US$ 20 bilhões, um aumento de US$ 1,1 bilhão em relação ao anterior.

Antony disse que os gastos com a renovação do armamento oscilam entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, mas deixou claro que a Índia pretende acabar com sua dependência de provisões estrangeiras.

"No futuro, não queremos ser apenas compradores. Queremos estabelecer uma relação nova com projetos conjuntos, co-produção e desenvolvimento conjunto", afirmou o ministro.

Tyagi concordou com essa idéia hoje, ao afirmar que a Força Aérea fará compras de emergência para "preencher os vazios inevitáveis", como é o caso dos SU-30, mas dentro de um plano a longo prazo para prover o que precisa, "seja (de produção) nacional ou não".

Além deste contrato assinado hoje com a Rússia, a Aero India já trouxe boas notícias para a americana Boeing, apesar de suas encomendas de US$ 20 bilhões serem fundamentalmente para o setor civil. Foram adquiridos 131 aviões para linhas aéreas e três modelos 737 para transporte de personalidades das Forças Aéreas.

O primeiro incidente também foi registrado, obrigando a suspensão das exibições aéreas por uma hora, após uma roda de um avião de treino da HAL ter estourado quando o aparelho decolava.


Fonte: EFE

Caças F-22 em missão no Japão

O deslocamento de caças furtivos F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) para a ilha de Okinawa no Japão gerou protestos de residentes. As 12 aeronaves deveriam pousar na ilha, na base aérea Kadena, no sábado, mas a USAF disse que eles voltaram para o Havaí por razões operacionais. Os jatos deverão permanecer estacionados em Okinawa por três meses – a primeira vez que esses caças foram enviados para fora do território norte-americano.

Centenas de protestantes estavam na parte de fora da base no sábado para fazer oposição ao deslocamento. O protesto foi pacifico e nenhuma prisão foi feita. “Eu estou protestando porque o deslocamento dos caças F-22, os mais novos da América, vai contra o princípio de reduzir a presença militar em Okinawa. Então eu fiz um cartaz e vim para cá”, disse o residente local Hiroshi Teruya, 66, para a agência de notícias Reuters.

Os caças, construídos pela Lockheed e denominados Raptor, são as aeronaves mais novas e mais caras no arsenal da USAF. As aeronaves deveriam originalmente chegar sábado, mas a chegada foi adiada devido ao mau tempo. Cerca de 50.000 militares norte-americanos estão baseados nas ilhas. Têm ocorrido protestos recentes por parte de moradores insatisfeitos com a presença militar norte-americana. O deslocamento dos jatos ocorre em um momento em que os Estados Unidos continuam a tomar parte nas conversações entre seis nações na capital chinesa, Pequim, voltadas para trazer um fim ao programa de armas nucleares da Coréia do Norte.

Fonte: BBC News

Corveta iraniana deverá ser declarada operacional

A primeira corveta construída no Irã, a Mowj, deverá se tornar operacional por volta de junho. O navio de 1.200 toneladas foi construído em Bandar Abbas e teve seu batimento de quilha em 2000 e foi lançado em 2003.


Acredita-se que ela tenha sido baseada nas fragatas leves Vosper Mk 5 (classe Alvand) e o trabalho de projeto pode ter sido intensificado por reparos na fragata Sabalan que foi danificada por bomba guiada a laser norte-americana em 1988.

De acordo com o Vice-Almirante Sajjad Kuchaki, comandante da marinha iraniana, o navio foi construído completamente no país exceto pela “seção do casco baixo” que foi construída na França. Ele será armado com o canhão Safr 27 (Oto Melara 76 mm) e com mísseis superfície-superfície C-802 ‘Saccade’ construídos no Irã.

Submarinos

O Irã também afirmou ter comissionado mais dois submarinos costeiros de 120 toneladas em meados de novembro. O Qadir I foi comissionado em novembro de 2004, mas as produções do Qadir II e Qadir III foi aparentemente prolongada e foram possivelmente desenvolvidas com assistência norte-coreana.

Fonte: Noticiário Naval

África do Sul recebe a terceira MEKO A-200SAN

O Ministro da Defesa da África do Sul Mosiuoa Lekota recebeu a SAS Spioenkop, o terceiro de quatro navios de guerra adquiridos pela marinha sul-africana (SAN) como parte do pacote de defesa estratégica, na cidade de Simon.

O Comandante Jaco Theunissen afirmou que a tripulação da fragata iniciaria as tarefas operacionais, que poderiam incluir operações de treinamento, operações de apoio a forças de paz, escolta, missões diplomáticas, exercícios com outras marinhas, e qualquer outra tarefa que fosse designada.

Fonte: Noticiário Naval

05 março 2007

EUA admitem ataque aéreo que matou nove no Afeganistão

da Folha Online

Um ataque aéreo de tropas da coalizão liderada pelos EUA matou nove civis --entre eles, cinco mulheres e três crianças-- em Cabul nesta segunda-feira, informaram fontes afegãs.

Foi o segundo episódio de violência das forças ocidentais com mortes de civis em apenas dois dias. Neste domingo, membros da corporação dos marines atiraram contra veículos e pedestres logo após escaparem de um ataque suicida. Mais de dez civis morreram na ação.

Em um comunicado, o Exército dos EUA admitiu a ofensiva, dizendo que as tropas de coalizão lançaram bombas de 900 quilogramas contra o local depois que foguetes foram lançados contra uma base militar e rebeldes armados foram vistos se abrigando na casa.

A base militar dos EUA fica em Kapisa, a cerca de 80 km ao nordeste de Cabul.

"As forças da coalizão viram dois homens deixando a cena armados com fuzis AK-47 e refugiando-se no local atacado", afirmou o porta-voz David Accetta.

Ontem, insurgentes atiraram contra uma base militar americana na Província de Kapisa, ao norte de Cabul. Quando aviões militares revidaram o fogo, acertaram uma casa de civis afegãos na Província de Nangahar, matando quatro mulheres, quatro crianças e um idoso.

Mohammad Dawood Hashimmi, vice-governador de Kapisa, confirmou as nove mortes.

Akhtyar Gul, que deixou sua casa após o ataque sucida, disse ter visto soldados americanos atirando em várias direções. Um dos disparos acertou o muro de sua casa.

"Não havia ninguém nas ruas, ninguém na estrada para atirar contra os americanos", afirmou Gul. "Os únicos tiros disparados contra nós vieram dos soldados dos EUA".

03 março 2007

A defesa antimíssil dos EUA encontra resistências na Europa

Marcelo Rech

Os Estados Unidos estão metidos num lamaçal chamado Iraque, de onde não sabem como nem quando saem.

Diante de uma sucessão de erros da diplomacia belicista norte-americana, a derrubada do regime de Saddam Hussein beneficia diretamente a política dos aiatolás do Irã, que já não têm mais o Iraque como ameaça.

O Irã atua com desenvoltura no país vizinho, dilacerado por uma guerra civil que também conta com pesados investimentos da família real saudita aos sunitas.

Apesar de não resolver a encrenca em que se tornou o Iraque, o governo dos Estados Unidos já trabalha para conter o avanço iraniano na região. Para tanto, pretende instalar seu sistema antimíssil na Polônia e na República Checa.

Não há, por trás dessa estratégia, nenhuma pretensão norte-americana de oferecer proteção aos aliados europeus. O objetivo atende pelo nome de Mahmoud Ahmadinejad, o novo calcanhar-de-aquiles da administração Bush.

Por outro lado, os próprios europeus começam a reagir. O Reino Unido, aliado fiel dos Estados Unidos, vai na contra-mão das pretensões de Bush e anuncia que vai retirar seus soldados do Iraque. A Dinamarca fez o mesmo e a Espanha abandonou a guerra faz tempo.

O governo norueguês, por sua vez, torna público que não apóia os planos dos Estados Unidos para desdobrar elementos do seu sistema de defesa antimíssil na Polônia e na República Checa.

Em declaração ao jornal norueguês Aftenposten, a ministra de Defesa Anne-Grete Stroem-Ericsen disse que a Noruega é contra os planos de defesa de míssil da OTAN na forma defendida pelos Estados Unidos.

Ela acredita que organização e preparação de tropas para combate de defesa de míssil dos Estados Unidos na Europa provocaria um desequilíbrio na região no momento em que a preocupação é com o desarmamento. O tema será obrigatoriamente levado a deliberação da OTAN em breve.

A ministra deixou claro que nem todos dos países membros da OTAN estão prontos para apoiar planos de defesa antimíssil dos Estados Unidos e explicou que a Noruega protestará categoricamente contra os planos desenhados pelos militares norte-americanos.

É curioso perceber que a Noruega, não exatamente um país-chave no cenário geopolítico internacional, exprime abertamente sua posição num tema que promete esquentar os debates no âmbito da segurança européia.

Esta talvez seja a primeira de muitas reações contrárias dos antigos aliados europeus à política norte-americana de converter o solo europeu num quintal para os seus interesses. Se existe convergência em alguns temas, está claro que o escudo que os Estados Unidos pretendem instalar na Europa incomoda muita gente.

Temos ainda, diferenças muito pontuais quanto ao processo de paz no Oriente Médio. Enquanto os Estados Unidos dão sinais de que podem iniciar uma nova campanha militar na região, a Noruega insiste na interação com a Síria e busca aproximação com integrantes do Hamas e da Autoridade Palestina, ao mesmo tempo em que acompanha os movimentos dos Estados Unidos em relação ao Irã.

Marcelo Rech é Editor do InfoRel.

Brasil e Bolívia firmam acordo em Defesa

InfoRel

Depois da polêmica do gás natural, Brasil e Bolívia decidiram firmar acordo de cooperação em matéria de Defesa. O texto foi firmado pelos ministros Walker San Miguel e Waldir Pires e prevê o intercâmbio de conhecimentos e técnicas do setor, além da realização de exercícios conjuntos e instrução militar.

Na solenidade realizada no Palácio do Planalto, na presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, o ministro San Miguel destacou a confiança que a Bolívia deposita na parceria com o Brasil. Segundo ele, o Brasil é um país “aliado”.

“Compartilhamos a Amazônia e sofremos também com a criminalidade e com problemas socioeconômicos”, afirmou ao ressaltar que este é um “momento propício para a união de esforços no âmbito da defesa nas discussões do Mercosul”.

Para o ministro Waldir Pires, o acordo viabilizará uma maior integração entre as Forças Aéreas dos dois países na proteção das áreas fronteiriças.

O acordo de Defesa é um dentre os doze assinados pelos dois países por ocasião da visita do presidente Morales à Brasília. Além dos acordos nas áreas da Educação e do Meio ambiente, Brasil e Bolívia estabeleceram cooperação em matéria energética.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales reajustaram de US$ 1,19 para US$ 4,20 o milhão de BTU o preço do gás boliviano fornecido para a termelétrica de Cuiabá (MT).

01 março 2007

Defesa: Reaparelhamento e Modernização

InfoRel

Os novos comandantes militares assumem suas funções, e têm pela frente a difícil missão de gerenciar orçamentos apertados e de tocar programas de reaparelhamento e modernização que se arrastam desde o final do governo Fernando Henrique Cardoso.

Do Orçamento da Defesa sairão R$ 4.2 milhões para o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE); R$ 13.5 milhões para o Programa Antártico (Proantar); R$ 2 milhões para Informações Integradas para a Proteção da Amazônia; R$ 614.2 milhões para o Preparo e Emprego da Força Terrestre; R$ 568.1 milhões para o Preparo e Emprego da Força Aérea; R$ 658.3 milhões para Preparo e Emprego da Força Naval.

Levantamento realizado pelo InfoRel junto ao Orçamento da União de 2007, mostra que para o reaparelhamento e adequação da Marinha, foram reservados R$ 289.370.860,00; reaparelhamento e adequação do Exército, R$ 100.225.000,00; reaparelhamento e adequação da Força Aérea, R$ 639.500.000,00.

Parte desses recursos ainda pode ser contingenciada. O governo ainda não fechou as contas, mas cerca de R$ 15 bilhões serão contingenciados do total geral do Orçamento para o ano.

Para tecnologia de uso aeroespacial, foram aprovados R$ 40.672.600,00; para tecnologia de uso naval, R$ 44.712.455,00. O Programa Calha Norte terá R$ 455.021.000,00; R$ 25.313.552,00 serão aplicados nas comunicações, comando, controle e inteligência das Forças Armadas; R$ 6.212.716,00 para a Mobilização para a Defesa Nacional.

PROANTAR

Para efetuar pesquisas conjuntas visando o conhecimento científico dos fenômenos antárticos e manter a presença do Brasil na Antártica, foram alocados R$ 15.229.000,00, sendo R$ 379.000,00 do Ministério da Ciência e Tecnologia (fomento à pesquisa, CNPQ); R$ R$ 1.300.000,00, do Ministério do Meio Ambiente (para o monitoramento das mudanças ambientais locais e globais observadas na Antártica); e R$ 13.550.000,00 do Ministério da Defesa (missão Antártica).

RECURSOS DO MAR

Foram aprovados R$ 4.747.200,00 para o levantamento, compilação e disponibilização de dados e informações sobre o relevo e os recursos do mar na plataforma continental brasileira, a fim de atender aos interesses e às necessidades de defesa nacional, e à exploração comercial desses recursos.

Também foram com recursos do Orçamento, a integração dos sistemas de informações relativas ao Mar (R$ 80.000,00); pesquisa e monitoramento oceanográfico (R$ 3.042.000,00); manutenção da Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (R$ 1.560.000,00), e avaliação dos recursos não-vivos da Zona Econômica Exclusiva (R$ 65.200.000,00).

Na rubrica Informações Integradas para a Proteção da Amazônia, foram aprovados R$ 52.827.000,00, sendo R$ 2.000.000,00 do Comando da Aeronáutica para a manutenção do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), R$ 36.567.000,00 para o Sistema de Informações para a Proteção da Amazônia (SIPAM); e R$ 5.130.000,00 para a integração da base de dados e informações do SIPAM.

EXÉRCITO

Para a promoção do desenvolvimento científico-tecnológico da Força Terrestre, por intermédio da pesquisa, desenvolvimento, avaliação, produção, implantação, manutenção de sistemas e materiais de emprego militar e civil (dual), e capacitação de recursos humanos, de modo a proporcionar a permanente atualização da infra-estrutura militar terrestre para o cumprimento das missões do Exército, bem como, contribuir para o fomento da indústria nacional de defesa, foram assegurados R$ 614.201.021,00, sendo que R$ 200.000,00 serão aplicados na doutrina e estratégia militar, R$ 1.000.000,00 no emprego da força em operações, e R$ 102.511.771,00 no aprestamento da força terrestre.

O Exército terá ainda, R$ 100.225.000 para o reaparelhamento e adequação da estrutura da força terrestre. Desse total, R$ 73.150.000,00 serão aplicados na aquisição de meios terrestres; R$ 1.000.000,00 na modernização operacional dos batalhões de engenharia de construção; R$ 200.000,00 na implantação da 11ª Brigada de Infantaria Leve; R$ 350.000,00 na implantação da Brigada de Operações Especiais; R$ 100.000,00 na implantação da Brigada de Operações de Força de Paz; R$ 200.000,00 na implantação da 2ª Brigada de Infantaria de Selva; R$ 500.000,00 na implantação do sistema de aviação do Exército; R$ 5.000.000,00 para a modernização da força terrestre; e R$ 6.125.000,00 para a modernização operacional das organizações militares do Exército.

Do Ministério da Defesa, saíram outros R$ 45.840.832,00, para a pesquisa, desenvolvimento, avaliação, produção, implantação e manutenção de sistemas e material de emprego militar e civil, bem como capacitar recursos humanos da área de ciência e tecnologia de interesse do Exército.

O Comando do Exército esclareceu que até o presente momento nenhum Projeto do Programa de Reaparelhamento do EB foi suspenso por falta de verbas. No entanto, devido aos recursos liberados estarem aquém das necessidades, o Programa foi readequado tendo sido o seu término prorrogado até o ano de 2012. Na LOA 2007 o Programa de Reaparelhamento foi contemplado com R$ 76 milhões.

Do total de R$ 76 milhões, R$ 3 milhões são destinados a seis projetos do Programa e R$ 73 milhões para a aquisição de 240 carros de combate Leopard 1A5, junto ao Exército Alemão. A aquisição destes carros é uma meta a ser concretizada em seis anos, entre 2005 e 2010.

CALHA NORTE

O Programa Calha Norte, criado ainda no regime militar, terá dotação de R$ 455.021.000,00, para aumentar a presença do poder público na região ao norte do rio Solimões/Amazonas, com ênfase na defesa nacional, assistência social e fixação do homem na região.

Desse total, R$ 216.020.000,00 serão aplicados na implantação da infra-estrutura básica em municípios da região norte e R$ 163.270.710,00, na implantação da infra-estrutura básica nos municípios mais carentes da região da Calha Norte.

Para o apoio aéreo na região da Calha Norte, serão aplicados R$ 2.000.000,00; R$ 1.000.000,00 para a manutenção dos aérodromos da região; R$ 9.795.290,00 para a conservação de rodovias na região da Calha Norte; R$ 500.000,00 para a manutenção de pequenas centrais elétricas na região; R$ 6.000.000,00 para a manutenção da infra-estrutura instalada nos pelotões especiais de fronteira da região da Calha Norte.

FORÇA AÉREA

Foram aprovados R$ 568.149.860,00 para preparar a Força Aérea para o cumprimento de suas missões, sendo R$ 140.000,00 para ações de caráter sigiloso (inteligência). O restante, em manutenção de equipamentos e pessoal.

Para o reaparelhamento e adequação da Força Aérea Brasileira, foram aprovados R$ 639.500.000,00, dos quais, R$ 2.500.000,00 para a aquisição de veículos de superfície; R$ 418.000.000,00 para a aquisição de aeronaves; R$ 176.000.000,00 para a modernização e revitalização de aeronaves.

Segundo informações do Comando da Aeronáutica, Orçamento Anual do Comando da Aeronáutica para 2007 está estimado em R$ 2,64 bilhões e os valores reservados para reaparelhamento e modernização são os seguintes: Aquisição de aeronaves, R$ 388 milhões; Modernização de aeronaves, R$ 176 milhões; AMX, R$ 23,3 milhões. O que dá um total previsto de R$ 587,3 milhões.

A Aeronáutica informou ainda que nenhum programa foi suspenso em 2006, mas ocorreram restrições orçamentárias, sobretudo nos projetos AMX (A-1) e ALX (Super Tucano). Para o ano de 2007, aguarda-se a sanção da Lei Orçamentária e a expedição do Decreto de Execução para a definição do montante de recursos disponíveis.

Para 2007, na ação de aquisição de aeronaves, os seguintes projetos deverão ser contemplados: ALX, CLX, Mirage 2000C, ERJ-145, CH-60, C-98 e EMB-120. O contrato para a montagem de 50 aeronaves C-212, da européia EADS/Casa, não foi assinado.

O governo pretende transferir a montagem dos aviões para Salvador (BA), onde a FAB não dispõe de pessoal qualificado para o projeto. A Embraer também entrou na briga, apesar de não fornecer esse tipo de aeronave e através do forte lobby que mantém junto ao governo paulista e no Congresso, quer garantir uma fatia maior de compras por parte das Forças Armadas para destravar as pressões junto aos espanhóis. O contrato é de cerca de US$ 300 milhões.

Até o momento, outros programas são desenvolvidos, como o P-3 Orion. Foram adquiridos 12 aeronaves em 1998 e o primeiro deve chegar ao Brasil em 2008. Nove desses aviões serão modernizados pela EADS/Casa, num investimento de US$ 423 mihões.

O P-3 será empregado na vigilância dos sete mil km da costa marítima brasileira e patrulhamento dos 6,4 milhões km quadrados da área oceânica sob a responsabilidade do país.

Dos 46 F-5 BR Tiger II, 12 já foram recebidos. O projeto é comandado pela Embraer num pacote de investimentos de US$ 285 milhões. A primeira aeronave entrou em operação na FAB em 2005 e esta aeronave será utilizada na defesa do espaço aéreo brasileiro

Dos 12 Mirage 2000-C adquiridos pela FAB, quatro foram recebidos no ano passado. O cronograma de recebimento prevê a entrega de mais quatro unidades em 2007 e as restantes em 2008. O Mirage também será empregado na defesa do espaço aéreo.

O projeto C-295 EADS/Casa, que prevê a entrega de 12 aeronaves, vai custar US$ 298 milhões. Dois aviões foram recebidos pela FAB em 2006 e há a previsão de entrega de mais seis em 2007 e quatro em 2008. O C-295 vai substituir os antigos C-115 Buffalo na Amazônia, para o transporte de tropas e de carga, com atuação principalmente na região Amazônica.

MARINHA

A Marinha receberá R$ 658.359.457,00, sendo R$ 184.354.532,00 para a manutenção de meios navais; R$ 282.220.376,00 para o aprestamento das forças navais e R$ 68.000,00 para inteligência e ações de caráter sigiloso.

O Comando da Marinha recebeu dotação de R$ 289.370.860,00 para o reaparelhamento e adequação da força. Desse total, R$ 200.000,00 para a modernização de meios aeronavais, R$ 61.081.091,00 para a modernização de meios navais (submarinos); R$ 16.530.093,00 para a modernização de organizações militares terrestres; R$ 5.319.000,00 para a aquisição de meios de fuzileiros navais; R$ 130.304.953,00 para a aquisição de meios navais (submarinos); R$ 72.704.723,00 para a aquisição de sistemas operativos; R$ 150.000,00 para a construção de submarino (CONSUB) e R$ 50.000,00 para a modernização de submarino (MODSUB).

Também foram aprovados R$ 44.712.455 para o desenvolvimento e implantação da infra-estrutura científica da Marinha, sendo R$ 15.828.000,00 para o programa do ciclo do combustível nuclear.

Outros R$ 25.618.000,00 para a pesquisa para o desenvolvimento do ciclo do combustível nuclear (construção do protótipo de reator nuclear); R$ 1.840.000,00 para o desenvolvimento, simulação e avaliação de táticas aplicadas na guerra naval; e R$ 1.426.455,00 para o desenvolvimento e avaliação de meios e sistemas navais.

O Comando da Marinha informou ao InfoRel que o valor consignado na Lei Orçamentária Anual (LOA) - 2007 para a Marinha é de R$ 1,489 bilhão. Desse total, o valor de R$ 439,27 milhões destina-se a investimentos, o que corresponde a 29% do orçamento da Força em 2007.

Em 2006, a Dotação Autorizada (LOA mais créditos adicionais aprovados durante o exercício) foi de R$ 1,364 bilhão, porém o Limite para Empenho, estabelecido pelo Governo Federal, foi de R$ 1,125 bilhão, o que acarretou o contingenciamento final de 17,5% do orçamento destinado à Força em 2006.

A Marinha explicou que em face da degração natural do material, associada a uma alocação de recursos insuficientes para investimentos no reaparelhamento da Marinha, a Força vem sofrendo processo de desativação de meios que, se
persistir, acarretará na retirada do serviço ativo de vários meios navais durante os próximos anos.

Objetivando corrigir tais vulnerabilidades, foi elaborado um Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM), para o período de 2006-2025, que está em análise para posterior encaminhamento ao Presidente da República. Tal Programa, não iniciado em 2006, poderá começar neste exercício, caso aprovado, bastando haver o aporte de recursos adicionais para investimentos.

Em que pese a pequena recuperação orçamentária em relação aos últimos anos, repete-se na LOA-2007 o paradoxo entre a previsão de arrecadação de receitas oriundas dos royalties do petróleo, vinculados à Marinha do Brasil, da ordem de R$ 1.431,40 bilhão, e a parcela efetivamente alocada na rubrica de Outros Custeios e Capital (OCC), no montante de R$ 551,76 milhões, ocasionando o valor de R$ 879,64 milhões consignado na reserva de contingência do Comando da Marinha. A liberação dessa reserva possibilitaria à Marinha iniciar o Programa de Reaparelhamento.

Considerando que o patamar anual necessário e desejável para a Força é de cerca de R$ 1,7 bilhão, o Comando da Marinha vem priorizando, com os seus recursos regulares e por intermédio de um Plano de Aplicação de Recursos, plurianual, as seguintes metas físicas:

- continuidade da construção da Corveta "Barroso", no Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro, com conclusão prevista para o final de 2008;

- complementação da modernização das seis Fragatas da classe " Niterói" (construídas na década de 70), no que diz respeito aos seus sistemas de propulsão (turbinas e motores);

- construção, no País, de um Navio-Patrulha de 500 toneladas;

- construção, no País, de Lanchas-Patrulha;

- aquisição e modernização de diversos sistemas de armas e sensores;

- aquisição de meios de Fuzileiros Navais.

Quanto ao Programa Nuclear da Marinha, que, com enorme sacrifícios, a Força vem executando desde 1979, visa capacitar o país a dominar o ciclo do combustível nuclear - o que já se conseguiu - e desenvolver e construir uma planta nuclear de geração de energia elétrica, inclusive o reator, o que ainda não está pronto, segundo a Marinha.

Desenvolvidos e concluídos esses dois projetos e logrado êxito na operação dessa planta nuclear, estarão criadas as condições para que, no futuro, havendo uma decisão de governo para tal, possa ser dado início à elaboração do projeto e a posterior construção de um submarino nuclear de ataque (SNA), que terá de ser antecedido pelo projeto, construção e avaliação de um submarino convencional nacional, esclareceu o comando.

Esse foi o caminho percorrido por todos os países que possuem submarinos nucleares nas suas marinhas. Por outro lado, a Marinha reitera sua determinação de continuar a construir submarinos convencionais, de modo a evitar a perda de capacitação adquirida, mantendo a meta de qualificar seus engenheiros e, por outro, assegurar a renovação e posse de meios que, na atualidade, ainda se constituem em uma poderosa arma.

Com relação aos recursos destinados à modernização dos existentes e à construção de um sexto submarino, já houve o parecer favorável da Comissão de Financiamentos Externos – COFIEX do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para as operações de crédito com instituições alemãs.

Sobre o Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM), em dezembro de 2005, o Presidente da República instituiu um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), com a finalidade de analisar as prioridades e propor programas e fluxos de recursos necessários aos programas de reaparelhamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Os trabalhos foram concluídos em 2006 e, atualmente, estão em análise para posterior encaminhamento ao Presidente da República, a quem caberá, ao final, acolher as conclusões e recomendações.

ESPAÇO AÉREO

Para o tráfego aéreo foram aprovados R$ 549.843.911,00, sendo R$ R$ 2.000.000,00 para a investigação e prevenção de acidentes aéreos; R$ 408.150.877 para a operação e manutenção de equipamentos e sistemas de controle do Espaço Aéreo, e R$ 138.243.034,00 para a modernização desse sistema.

Foram aprovados ainda R$ 40.672.600,00 para a promoção e capacitação tecnológica da Aeronáutica e da Indústria aeroespacial brasileira, dos quais, R$ R$ 25.000.000,00 ser]ao aplicados no desenvolvimento do AM-X.

PREPARO E EMPREGO COMBINADO DAS FORÇAS ARMADAS

Também no orçamento do Ministério da Defesa, foram aprovados R$ 41.924.358,00 para desenvolver e garantir a capacidade operacional e o emprego combinado das Forças Armadas no desempenho de suas missões e no apoio às comunidades nacional e internacional.

Para a participação do Brasil em missões de paz, foram assegurados R$ 4.075.380,00; para ações de caráter sigiloso (inteligência), R$ 248.528,00; ações de cooperação militar com países amigos, R$ 1.090.368,00; para operações militares combinadas ou conjuntas (entre as forças brasileiras), R$ 29.950.000,00; e para a intensificação da presença das Forças Armadas nas áreas de fronteira, R$ 6.560.082,00.

POLÍTICA DE DEFESA

O planejamento e coordenação das políticas setoriais das forças armadas recebeu R$ 12.858.000,00, sendo que R$ 8.000.000,00 para os cursos de altos estudos e de política e estratégia, e outros R$ 3.000.000,00 para o sistema de informações logísticas de Defesa.

MOBILIZAÇÃO PARA A DEFESA NACIONAL

Serão repassados pelo Ministério da Defesa, R$ 6.212.716,00 para preparar e, quando necessário, executar a mobilização para a defesa nacional, sob a orientação do Estado. Para os exercícios de mobilização para a Defesa Nacional, foram alocados R$ 190.000,00 e para a implantação do Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), R$ 160.000,00.

INTELIGÊNCIA FEDERAL

Foram aprovados R$ 189.580.345,00 para as atividades de inteligência e de segurança da informação no interesse do Estado (orçamento da Presidência da República). Para a capacitação de recursos humanos para a inteligência, R$ 800.000,00 (Abin); desenvolvimento de conhecimentos científicos e tecnológicos estratégicos na área de segurança institucional, R$ 800.000,00 (Abin); ações de inteligência (Abin), R$ 40.025.640,00.

COMUNICAÇÕES, COMANDO, CONTROLE E INTELIGÊNCIA NAS FORÇAS ARMADAS

O Ministério da Defesa disponibilizará R$ 25.313.552,00 para o aperfeiçoamento da capacidade de comando, controle e inteligência do Sistema de Defesa e a segurança da comunicação militar, dos quais R$ 3.533.696,00 para a implantação de centros de operações do comando supremo das forças singulares; R$ 11.194.923,00, para o sistema de comunicações militares via satélite; R$ 2.500.000,00 para o sensoriamento remoto para apoio à inteligência; R$ 7.070.499,00 para a implantação do sistema de comunicações militares via satélite (SISCOMIS); e R$ 1.014.434,00, para a implantação do sistema de comunicações militares seguros.

COMBATE AO CRIME TRANSNACIONAL

Foram destinados R$ 2.773.000,00 para o combate ao crime transnacional com a indisponibilização de recursos existentes no exterior oriundos de atividades criminosas para futura repatriação, relacionados com investigações e processos brasileiros.

O Ministério da Fazenda entra com R$ 1.820.000,00 e o Ministério da Justiça com R$ 953.000,00.

Ainda foram aprovados R$ 256.139,00 para a negociação de acordos de cooperação jurídica internacional; R$ 408.209,00 para o rastreamento, indisponibilidade e recuperação de ativos; R$ 288.652,00 para a capacitação técnica de agentes públicos em combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro; e R$ 1.820.000,00 para a prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

POLÍCIA FEDERAL

Para a modernização da Polícia Federal, foram aprovados R$ 315.173.480,00. Desse total, R$ 40.000.000,00 para a construção e ampliação de bases operacionais e unidades da Polícia Federal; R$ 70.315.300,00 para a implantação de sistema de informática e telecomunicações da Polícia Federal; R$ 45.238.700 para o reaparelhamento das unidades operacionais da PF e do segmento técnico-científico; R$ 99.623.480,00 para a emissão de passaportes e controle do tráfego internacional; R$ 46.000,00 para a integração dos sistemas da PF com o SIPAM/SIVAM; e R$ 36.000.000,00 para a reforma e modernização das bases operacionais do Departamento de Polícia Federal.

COMBATE AO SEQÜESTRO INTERNACIONAL

A Presidência da República disporá de R$ 200.000,00 para garantir o direito à convivência familiar por meio da adoção e promover o combate ao seqüestro internacional de crianças no Brasil.