29 abril 2007

Israel concretiza a compra de 2 Submarinos alemães SSK Dolphin

Depois de muitas discussões entre representantes do estaleiro alemães da HDW e do governo israelita, a aquisição de dois submarinos SSK Dolphin por Israel, anunciada em Agosto de 2006, vai finalmente avançar. Estes submarinos terão equipamento AIP de forma a poderem operar durante mais tempo submersos, numa adaptação do mesmo sistema que opera atualmente outra classe de submarinos da HDW, a U-212.

O custo total do programa deve ascender a 1,27 biliões de dólares, sendo 1/3 da verba proveniente dos cofres do governo alemão, como forma de manter emprego na Alemanha e o estaleiro em atividade.

Estes dois submarinos AIP vão alargar em muito a capacidade operacional da arma submarina israelita, e serão complementados brevemente pela instalação de um sistema de sonares fixos que deverão alertar Israel em caso de aproximação de uma qualquer ameaça submarina estrangeira.

Fonte: DefenceIndustryDaily

A Índia está a desenvolver uma versão para submarinos do seu míssil intercontinental Agni III

A Índia está a desenvolver uma versão para uso em submarinos do seu míssil intercontinental Agni III. Segundo o director da organização estatal de pesquisa DRD: “Os cientistas da DRDO trabalham actualmente na minituarização dos sistemas do Agni III de forma a que o seu terceiro estádio possa ser instalado num míssil de 16 metros de comprimento mantendo o mesmo payload de 1,5 toneladas.”

O objectivo da Índia é equipar uma pequena frota de submarinos com mísseis nucleares e usá-los numa resposta a um ataque nuclear de que o país seja eventualmente alvo, afirmou o líder da DRDO.

No desenvolvimento do Agni III, a instituição estatal DRDO surge apenas como “líder de projecto”, já que o desenvolvimento e construção dos mísseis está a cargo de 258 empresas privadas que colaboram com 20 laboratórios do DRDO no desenvolvimento do principal míssil estratégico da União Indiana.

Se a Índia conseguir tornar o Agni III num míssil capaz de ser lançado a partir de submarinos, o que pode bem conseguir, já que parece ter finalmente conseguido ultrapassar as dificuldades no desenvolvimento deste míssil vai tornar a sua nação efetivamente imune a qualquer aventura islamita vinda do Paquistão e aumentar o grau de defesa da União contra o seu velho e agressivo rival chinês… Infelizmente num mundo, onde o Paquistão nuclear parece efetivamente cada vez mais nas mãos dos radicais islâmicos e onde a China elegeu a expansão do seu poder naval (para

o Índico nomeadamente onde têm sido vistos os seus submarinos), urge para a Índia dotar-se de meios que lhe permitam dissuadir qualquer ameaça nuclear que se possa abater contra aquele que devia ser… o maior aliado do Ocidente na região.

Fonte: India-Defence

28 abril 2007

Da situação de liderança militar do Brasil na América do Sul e das suas ameaças

Depois de quase dez anos em que a política de Defesa do Brasil primou pela dormência, surgem agora vozes que receiam pela perda de influência do maior país da América do Sul na região mercê do enfraquecimento crescente das suas forças armadas e do fortalecimento crescente e evidente das dos países seus vizinhos…

Actualmente, os planos de reequipamento militar de países como a Venezuela, a Colômbia e o Chile tornam estas nações como adversários mais bem equipados que as forças armadas brasileiras, no ar e no mar. Se perder a liderança militar na região, o Brasil arrisca-se a perder capacidade de obter o lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU que ambiciona e que já devia ser seu por direito económico e demográfico, como adverte o professor Expedito Bastos da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O ambicioso programa de modernização da FAV venezuelana é bem conhecido… Assim como os seus novos 24 Sukhoi Su-30 e a modernização dos F-5 pelo Irã, para além da compra de submarinos russos Amur que por aqui já noticiamos… E a Venezuela mantêm o conflito com a Guiana que por aqui abordámos, mesmo ao lado da Amazónia brasileira…

Mais a Sul, e desta feita, sem ter fronteiras comuns com o Brasil (uma raridade neste continente sul-americano…) o Chile tem mantido um discreto mas igualmente ambicioso programa de rearmamento que inclui novos caças americanos F-16C/D, 3 fragatas Tipo 23 britânicas e 118 blindados Leopard II alemães… E agora, até a Colômbia se junta a esta campanha de rearmento injectando mais de 3,7 biliões de dólares em novos helicópteros e aviões de combate num plano de quatro anos para reforçar as forças que combatem os rebeldes, mas tornando-se também numa das mais importantes forças armadas da região…

Perante isto tudo, e sobretudo perante a atitude cada vez mais autista e financiada de Hugo Chavez, o Brasil deveria assumir a sua posição de líder regional e procurar pelo menos acompanhar estes desenvolvimentos com programas de reequipamento que lhe permitam manter a sua posição no seio da nações sul-americanas ou pelo menos manter a paridade. Sem que seja cumprida esta condição, as justas reinvidicações brasileiras por um assento permanente no Conselho de Segurança estarão comprometidas e a nova atitude mais interventiva na cena internacional que o Brasil exprimiu ao liderar a força da ONU no Haiti estará condenada à evaporação…


Fontes: DefesaNet e Alert.Net

Marinha quer royalties para modernizar a frota

InfoRel

O Comandante da Marinha, Almirante Julio de Moura Neto, pretende pressionar o governo para que os cerca de R$ 2,7 bilhões que caberiam à força na divisão dos royalties do petróleo, sejam empregados no programa de reaparelhamento e modernização da Marinha, que está atrasado em pelo menos um ano.

Somente em 2007, o governo deverá reter R$ 850 milhões dos royalties que seriam destinados à Marinha. De acordo com Moura Neto, “com esse dinheiro, poderíamos dar início ao programa de reaparelhamento neste ano. Tudo poderia ser feito com o dinheiro do petróleo, um dinheiro que é nosso por lei".

Ele explicou ainda que os R$ 550 milhões do Orçamento da Marinha para este anos serão suficientes apenas para os gastos de manutenção da força.

O Comandante da Marinha reconheceu que a força atravessa uma de suas piores crises por conta da falta de recursos, resultado de uma década inteira recebendo menos que o necessário. Ele repetiu o antecessor, Almirante Roberto de Guimarães Carvalho, para quem a Marinha pode parar no médio prazo com a aposentaria de navios de guerra sem a devida reposição.

"Houve uma degradação das embarcações, dos aviões da Marinha e de outros equipamentos. Tivemos uma melhora em termos financeiros depois de 2004, mas isso não foi suficiente para reverter o processo de degradação, algo que é uma situação insustentável", desabafou.

Moura Neto lembrou que a Marinha é responsável pela defesa das águas territoriais onde se encontram a maior parte dos poços de petróleo do Brasil. A legislação garante à Marinha, uma parcela dos royalties justamente por conta dessa responsabilidade. Na avaliação do militar, a reivindicação é ainda mais justa, pois o Brasil se tornou auto-suficiente na produção de petróleo em 2006.

Ele afirmou que não apenas a Marinha, mas as Forças Armadas como um todo estão otimistas quanto ao impulso que o atual governo poderá dar aos processos de modernização e reaparelhamento.

Os militares aguardam para breve, uma reunião do Conselho de Defesa Nacional onde poderá ser apresentado uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para as Forças Armadas, com estímulo à indústria de Defesa do país.

No momento, o Almirante Moura Neto aguarda uma definição por parte do governo quanto ao modelo de submarino que deverá ser construído no Brasil por uma empresa estrangeira.

A Marinha avalia modelos da classe Scorpene, da francesa Armaris, e o submarino alemão IKL-214, da HDW-ThyssenKrupp. Segundo Moura Neto, "há uma grande possibilidade de que optemos pelo IKL já que possuímos outros submarinos IKL. Mas há outras possibilidades, entre as quais o Scorpene. A Marinha ficaria satisfeita se obtivesse qualquer um dos dois", explicou.

No entanto, o almirante reconhecer que enquanto se trabalha no desenvolvimento de um submarino nuclear nacional, o Brasil levaria pelo menos oito anos e gastaria cerca de US$ 600 milhões para concluir a construção de um reator atômico. Só depois disso é que o país poderia se dedicar à construção do casco.

Senado presta homenagem ao Dia do Exército

InfoRel

Nesta quarta-feira, o Senado Federal realizou sessão solene em homenagem ao Dia do Exército, comemorado no 19. Na abertura da sessão, o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu o papel da instituição na manutenção da integridade e da soberania nacional.

Segundo Calheiros, “defesa e integração nacional são os dois conceitos que melhor traduzem a história do Exército, sua atuação recente e também as perspectivas do futuro”. Renan lembrou que a ação do Exército vai além dos objetivos militares.

"Muitas vezes, a presença do Exército é o único símbolo tangível do Estado brasileiro em locais mais distantes no país", explicou. De acordo com Calheiros, na Amazônia, são 25 mil homens do Exército que não só garantem a segurança como também prestam auxílio e ajudam no transporte das populações ribeirinhas".

Já o senador Edison Lobão (DEM-MA) afirmou que apesar da sua importância para a defesa dos interesses nacionais, o Exército não tem recebido a atenção devida quanto ao reaparelhamento e modernização da força. Ele defendeu ainda a melhoria dos salários dos militares.

O senador Sibá Machado (PT-AC), foi outro que defendeu uma política de revisão dos salários das Forças Armadas. Ele entende que, "além de fazer os investimentos imprescindíveis no reaparelhamento e na "reformatação" das Forças Armadas e na manutenção de programas de relevância estratégica, é necessário que o Estado não seja conivente com o desvirtuamento das funções de defesa", afirmou.

Ele observou que, há muito tempo, há pressões para que as forças armadas dos países latino-americanos se engajem na luta contra o narcotráfico e o crime organizado. O agravamento da violência urbana aumenta o clamor por essa mudança de orientação institucional, acrescentou.

"A função constitucional das Forças Armadas é a da defesa da Pátria, especialmente de seu território. A defesa da lei e da ordem, embora admitida constitucionalmente, deve ser encarada como situação excepcional e ancilar, em que paire grave ameaça aos poderes constitucionais e à soberania nacional", concluiu.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) ressaltou o papel das escolas das Forças Armadas, como a Academia Militar das Agulhas Negras e a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Ele destacou a excelência da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército, que considera uma instituição do mais alto nível e responsável pela preparação dos futuros chefes militares.

"Cabe destacar que todas essas escolas estão localizadas no nosso estado, o Rio de Janeiro, onde também se situa o Instituto Militar de Engenharia, o conhecido IME", informou.

Francisco Dornelles elogiou o ministro da Defesa, Waldir Pires, por quem declarou ter respeito e admiração. O senador lembrou ter participado, ao lado do ministro, de vários trabalhos e movimentos na criação da Nova República e de ter estado ao seu lado no Ministério do presidente José Sarney.

Amazônia

Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), é um equívoco achar que a cobiça internacional sobre a Amazônia seja apenas "paranóia". Ao discursar na sessão pelo Dia do Exército, Cavalcanti destacou que a presença do Estado na região, se dá por meio das Forças Armadas, principalmente pela atuação do Exército.

De acordo com o senador, “além da defesa das fronteiras, a força realiza atendimento às populações ribeirinhas e do interior que caberiam a outras áreas de governo”.

Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o Exército é fundamental para "barrar" uma possível ação de internacionalização da Amazônia. Em seu discurso, Buarque disse que, sem o Exército, o país não teria seu território atual. Na sua avaliação, a força precisa estar preparada para enfrentar as ameaças futuras.

O Dia do Exército recai em 19 de abril para marcar o desfecho da 1ª Batalha de Guararapes, travada em Pernambuco, em 1648. Nesse dia, tropas nacionais enfrentaram as forças de ocupação holandesa sediadas no Nordeste, evento decisivo para a vitória final contra os invasores.

Entres os comandantes da batalha, reconhecida como o primeiro momento de afirmação da identidade nacional, estavam Henrique Dias, negro, Antônio Felipe Camarão, índio, e outro brasileiro, André Vidal de Negreiros, ao lado dos portugueses Francisco Barreto de Menezes e João Fernandes Vieira.

O evento contou com a presença do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, do ministro da Defesa, Waldir Pires, e dos comandantes da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, e da Aeronáutica, brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

A Venezuela vai adquirir até 2011, 600 novos blindados de transporte de tropas

A Venezuela pretende adquirir 600 blindados de transporte de tropas durante os próximos cinco anos. Em opção estão os BMP3 russos ou os “Iguana” da fábrica belga Sabiex. Com esta aquisição, as unidades blindadas ao serviço no exército venezuelano aumentarão em mais do dobro, a partir dos 350 actuais. Com esta aquisição, completada no mar com os submarinos Amur e no ar com os Sukhoi Su-35, a Venezuela atualiza as suas forças armadas e tornar-se-á numa das forças armadas mais bem equipadas do continente… Mas será que é uma das mais eficientes?…


Fonte: DefesaNet

A empresa israelita Elbit vai equipar os novos EADS C-295 da FAP

A empresa israelita Elbit Elisra Group ganhou o concurso de fornecimento de “Radar Warning Receivers” (RWR) para os 12 EADS C-295 que irão equipa a FAP substituindo os vetustos Aviocar da CASA nos próximos anos. Três do C-295 serão equipados com um kit completo de defesa electrónica enquanto que os restantes nove receberão apenas a infraestrura montada de forma a poderem receber esse sistema numa fase posterior (isto é, quando houver orçamento…)

Fonte: DefenseIndustryDaily

26 abril 2007

Putin aumenta polêmica com EUA sobre escudo antimíssil

Por Mark John e David Brunnstrom
Reuters

OSLO (Reuters) - Uma polêmica entre Estados Unidos e Rússia a respeito dos planos dos EUA para instalar um sistema de proteção contra mísseis no Leste Europeu agravou-se na quinta-feira com a decisão do Kremlin de suspender temporariamente a adesão russa a um importante tratado europeu sobre armas.

O presidente Vladimir Putin fez o anúncio ao Parlamento russo horas antes de funcionários da Otan e da Rússia discutirem um projeto que Washington diz não representar qualquer ameaça a Moscou.

O secretário-geral da ONU, Jaap de Hoop Scheffer, disse que pedirá ao chanceler russo, Sergei Lavrov, explicações sobre a decisão de Putin de retirar a Rússia do Tratado de Forças Convencionais na Europa (CFE, de 1990). De Hoop Scheffer também rejeitou as insinuações de Putin de que a Otan estaria ignorando o tratado.

"Espero que o chanceler Lavrov explique as palavras de seu presidente", disse ele em entrevista coletiva em Oslo, horas antes de uma reunião entre os chanceleres da Otan com Lavrov.

"Os aliados da Otan dedicam grande importância ao tratado CFE e são da opinião de que é importante que o tratado adaptado CFE seja ratificado. Há vários obstáculos no caminho, os compromissos de Istambul", acrescentou.

Ele se referia à antiga insistência da Otan para que a Rússia retire suas tropas remanescentes na Geórgia e na Moldova antes que seus membros ratifiquem a versão revista do CFE.

Esse tratado foi negociado imediatamente após o final da Guerra Fria entre os então 22 países da Otan e do Pacto de Varsóvia, a fim de permitir uma redução verificável dos equipamentos bélicos convencionais. O texto foi adaptado em 1999.

A moratória na adesão russa representa mais um ataque de Putin contra o projeto norte-americano de instalar interceptadores de mísseis na Polônia e radares na República Checa.

Putin acusou os países da Otan de ignorarem cláusulas do CFE, mas disse também que o plano do escudo dos EUA piora as coisas.

"[Os países da Otan] estão construindo bases militares nas nossas fronteiras e, o que é pior, estão também planejando estacionar elementos de sistemas de defesa antimísseis na Polônia e na República Checa", disse Putin.

"Em conexão com isso, resolvo declarar uma moratória na implementação deste tratado por parte da Rússia --seja como for, até que todos os países do mundo tenham ratificado a começado a implementá-lo rigidamente", disse Putin em seu discurso anual à Câmara e ao Senado.

"Proponho discutir este problema no Conselho Otan-Rússia, e, caso não haja progresso nas negociações, examinar a possibilidade de cessar nossos compromissos sob o tratado CFE", disse Putin.

Também na quinta-feira, a secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, rejeitou como "puramente ridícula, e todo mundo sabe disso", a idéia de que a instalação de parte do escudo antimísseis no Leste Europeu seja uma ameaça estratégica à Rússia.

Os EUA dizem que estão cada vez mais próximos de convencer os europeus sobre o escudo, mas o vice-ministro alemão de Relações Exteriores, Gernot Erler, disse ao jornal Berliner Zeitung que seis países --a Alemanha e outros cinco não-identificados-- manifestaram dúvidas sobre o projeto durante uma reunião da Otan na semana passada.

Em entrevista coletiva ao lado de Rice, o chanceler norueguês, Jonas Gahr, disse que seu país também está cético com o projeto. "Ainda estou no modo de ouvir, e ainda preciso ser convencido sobre a ameaça (contra a qual o escudo serviria)", afirmou.

(Reportagem adicional de John Acher e Arshad Mohammed)

Mísseis atingem hospital infantil durante confrontos na Somália

da Folha Online

Mísseis atravessaram o teto de um hospital infantil de Mogadício (capital da Somália) que estava lotado de civis feridos nos confrontos entre insurgentes islâmicos e tropas etíopes nesta quarta-feira, segundo informações oficiais citadas pela agência de notícias Associated Press. A Etiópia enviou forças de seu Exército para apoiar o frágil governo somali no combate aos insurgentes, que até o final de 2006 dominavam grande parte do território do país.

O míssil explodiu em um setor do hospital que abrigava entre 20 e 30 adultos feridos, disse Wilhem Huber, diretor regional da organização SOS Children's Villages. As crianças que normalmente ocupam o hospital haviam sido transferidas mais cedo devido ao risco de mísseis caírem no prédio, informou Huber.

O diretor afirmou que cinco mísseis atingiram o local em um ataque na hora do almoço, mas apenas um deles causou danos. Há registro de feridos mas ele não soube precisar detalhes.

"As pessoas estão desesperadas. Essa situação não pode continuar", disse. Huber afirmou, porém, que não acredita que o hospital tenha sido um alvo deliberado.

De acordo com a agência da ONU para os refugiados, mais de 321 mil pessoas fugiram de Mogadício desde 1º de fevereiro, quando recomeçaram os combates. Apenas na última semana, quase 200 pessoas morreram vítimas dos confrontos.

A ONU acusou as forças governamentais somalis de bloquear os envios de ajuda humanitária e inclusive de ter disparado contra um avião de abastecimento das Nações Unidas. Em Mogadício os corpos são deixados nas ruas, o que representa perigo de epidemias de cólera ou diarréia.

A Somália vive instabilidade política desde 1991, quando os "senhores da guerra" depuseram o ditador Siad Barre. Desde então, 13 tentativas de estabelecer um governo falharam. O atual governo foi instituído em 2004, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas).

2 helicópteros britânicos caem no Iraque

da Folha Online

Os dois helicópteros britânicos caíram após uma colisão ocorrida 19 quilômetros ao norte de Bagdá, matando dois militares do Reino Unido e ferindo quatro.

"Uma investigação será realizada para determinar as causas do acidente; no entanto, informações iniciais dão conta de que se tratou de uma colisão, e não de fogo inimigo", afirmou o Exército dos EUA em um comunicado divulgado neste domingo.

Posteriormente, o ministro da Defesa britânico, Des Browne, afirmou que os helicópteros e as vítimas eram britânicos, e que aparentemente se tratava de um acidente aéreo.

"Infelizmente, dois de nossos militares morreram, e um está ferido com gravidade. Todos eram britânicos. Meus pensamentos estão com as famílias", afirmou Browne.

As forças britânicas, que ficam sediadas em Basra, ao sul do Iraque, raramente realizam missões ao norte de Bagdá, onde os helicópteros colidiram.

O Ministério britânico da Defesa não quis comentar a missão na qual o grupo estava envolvidos, mas informou que há equipes britânicas unidades operando como parte das forças de coalizão em várias regiões do Iraque.

Parlamento

O ataque da quinta-feira ao Parlamento ocorreu na Zona Verde, área de segurança máxima que abriga representações diplomáticas, como a Embaixada dos EUA. A ação, uma das mais ousadas já cometidas contra a área ultraprotegida, foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico no Iraque, ligado à Al Qaeda.

O atentado é a mais recente indicação de que insurgentes conseguem se infiltrar na fortificada Zona Verde para realizar atentados. Recentemente, o Exército dos EUA informou que dois cinturões com explosivos foram encontrados dentro da área protegida.

No mês passado, um morteiro atingiu a área, matando quatro pessoas. Dias antes, outro morteiro acertou o prédio onde o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, realizava uma coletiva de imprensa. Não houve relato de feridos no incidente.

O mais grave atentado ocorrido dentro da Zona Verde ocorreu em 14 de outubro de 2004, quando insurgentes detonaram explosivos em um mercado e em um café, matando seis pessoas. Foi a primeira vez que houve registro de um ataque dentro da área.

Em 25 de novembro de 2004, um morteiro matou quatro funcionários de uma empresa britânica e feriu outras 12 pessoas dentro da Zona Verde.

Em 29 de janeiro de 2005, insurgentes atacaram a Embaixada dos EUA em Bagdá com um foguete, matando dois cidadãos americanos --um civil e um membro da Marinha.

Com agências internacionais

Ataque suicida mata ao menos nove soldados no Iraque

da Folha Online

Ao menos soldados iraquianos morreram e outras 15 pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira após um ataque suicida contra um posto de controle no Iraque.

Na ação, um terrorista suicida atirou um carro-bomba contra um posto de controle em Khalis, a 80 quilômetros de Bagdá, na Província de Diyala, segundo a agência de notícias Reuters.

De acordo com a polícia, todos os mortos eram militares, mas há civis entre os feridos. O atentado é o mais recente de uma série de ataques que atingiu Diyala --região cuja população inclui sunitas e xiitas-- nesta semana.

"Diyala é um dos principais alvos no Iraque neste momento, ao lado de Bagdá e da Província de Anbar, para onde são direcionados muitos dos esforços insurgentes", afirmou o porta-voz militaar Christopher Garver. "Diyala tornou-se um campo de batalha", acrescentou.

O Exército americano afirma que já havia calculado que a operação militar em curso em Bagdá, que visa deter a ação rebelde, espalharia a violência para outras regiões do Iraque.

Na segunda-feira (23), nove soldados morreram em um ataque contra uma base militar ocorrido perto da capital de Diyala, Baquba, em um dos piores ataques terrestres contra as forças americanas desde o início do conflito, em 2003. Dois dias depois, um suicida matou nove pessoas em uma delegacia de polícia em Balad Ruz, também em Diyala.

Nesta quinta-feira, dois caminhões-bomba e um suicida vestindo um cinto de explosivos mataram três pessoas e feriram outras 13 em explosões que tinham como alvo o líder do Partido Democrático do Curdistão, Massoud Barzani, e forças curdas.

Também nesta quinta-feira, uma bomba deixada na beira de uma estrada matou duas pessoas e feriu dez perto do mercado de Shorja, no centro de Bagdá, segundo informações da polícia.

A ofensiva militar americana em Bagdá e em outras Províncias são vistas como a última tentativa de deter a violência sectária e impedir uma guerra civil no Iraque.

Dezenas de milhares de soldados americanos e iraquianos foram destacados para a região de Bagdá desde meados de fevereiro. Cinco novas brigadas dos EUA devem ser enviadas ao país como reforço até o início de junho.

Relatório

Oficiais da ONU (Organização das Nações Unidas) acusaram o governo do Iraque nesta quarta-feira de reter informações sobre mortes de civis para evitar a piora da percepção internacional sobre a gravidade da situação no país, segundo informações da agência de notícias Associated Press.

A ONU informou também que a crise humanitária no Iraque está piorando apesar dos esforços da nova estratégia elaborada pelos Estados Unidos para contar a violência no país.

As acusações estão contidas em um relatório divulgado pela Missão de Assistência da ONU ao Iraque. O relatório foi duramente criticado pelo governo do Iraque, que o classificou de "desequilibrado" e questionou a credibilidade dos funcionários das Nações Unidas no país.

O relatório da ONU descreve os três meses anteriores a 31 de março e evita fazer julgamentos sobre a eficácia militar da operação militar dos EUA, que foi oficialmente lançada em meados de fevereiro. Ainda assim, o texto levanta questões sobre o impacto das operações militares em civis iraquianos, alegando, por exemplo, que famílias inteiras são detidas durante operações de segurança.

"O governo do Iraque continua a enfrentar imensos desafios de segurança frente à crescente violência e oposição armada a sua autoridade, além da piora da crise humanitária", afirma o texto. "O uso de tortura e outros tratamentos desumanos" em centros de detenção do governo "continuam despertando profunda preocupação", completa.

Veto

O presidente americano, George W. Bush, deve receber nesta semana uma legislação elaborada pela Câmara que prevê o início da retirada das tropas no final deste ano.

A expectativa é que Bush vete a proposta, aprovada por 218 votos contra 208, que inclui ainda o envio de US$ 124,2 bilhões como recursos extras para o conflito.

"Os sacrifícios de nossas tropas e de suas famílias exigem mais do que os cheques em branco que o presidente pede, para uma guerra sem fim", afirmou a democrata Nancy Pelosi, atual líder da Câmara.

No entanto, Bush vem resistindo à definição de um cronograma de retirada dos soldados.

Republicanos afirmam que definir um prazo seria o mesmo que estipular uma "data para a rendição". "A rede Al Qaeda vê isto como o dia em que a Câmara dos Representantes jogará a toalha", afirmou o republicano Jerry Lewis, da Califórnia.

Com Reuters e Associated Press

24 abril 2007

Da proposta da Embraer para um “EMB190 militarizado” e da substituição dos C130H da FAP

Quintus


A construtora aeronáutica brasileira Embraer prepara a construção de um avião de transporte militar que tenha características entre o C27J da construtora italiana Alenia e o C130J da americana Lockheed. O Director-geral da empresa brasileira Maurício Botelho afirmou recentemente, em Paris:

“Hoje existe um nicho de mercado entre o C27J e o Hércules C130″, e adiantou logo de seguida que a proposta da Embraer seria a construção de um aparelho mais próximo do C130 do que do C27J italiano.

O novo aparelho da Embraer poderia custar até 50 milhões de dólares, um preço relativamente baixo e justificado pelo factor do novo aparelho ser uma variante militar do bem sucedido EMB 190.

Embora o projecto esteja ainda na fase embrionária, além de ser um derivado do EMB190, e logo, um turbo-hélice de asa alta, o aparelho incluiria uma rampa traseira de acesso, uma capacidade total de carga de até 19 toneladas e poderia ser apenas uma primeira variante militarizada do EMB190, abrindo-se perspectivas para uma série de outras variantes, desde patrulha navais, reconhecimento e AWACs…

Numa época em que parece inevitável a substituição dos nossos velhínhos, mas muito fiáveis C130H Hercules e dos ainda mais idosos CASA Aviocar… Estes últimos serão substituídos por 7 C295 (versão táctica) e 5 C295 (versão vigilância marítima).

Quanto aos C130H, a voar em Portugal desde a década de 70 (ainda havia bandeiras portuguesas a flutuar no continente africano…) o governo anterior tinha abandonado a participação nacional do caríssimo A400M e substituindo este pela actualização do C130, de nome C130J. Aliás, o A400M era tão caro que se esperava substituir os 6 C130H da frota por apenas 3 A400M, o que significaria uma grande perda de capacidade de transporte.

Estes sinais, como a compra do C295 do consórcio europeu EADS e a entrada da construtora no capital da OGMA poderão fazer alterar a decisão pelos C130J… Especialmente agora que a RAF parece ter suspendido a compra de um segundo lote do aparelho americano e os EUA reduziram as encomendas… O aparelho da Lockheed parece sofrer de uma série de erros de concepção que prejudicaram a imagem de excelência do seu antecessor e que vão desde questões aerodinâmicas com o lançamento de paraquedistas até uma série de outros problemas que fizeram aumentar o coro de critícos ao aparelho nos EUA até níveis quase ensurdecedores salvando-se o programa apenas porque… “The Pentagon yesterday abandoned a plan to kill Lockheed Martin Corp.’s C-130J transport plane contract, after determining it would cost almost as much to cancel the program as to complete it.”… Será então este um aparelho à altura das necessidades da FAP? Parece que não… E sendo o A400M um aparelho de transporte reputadamente muito caro (mais de 111 milhões de euros por unidade) então porque não levantar os olhos… Aproveitar a participação da Embraer nas nossas OGMA e procurar criar parcerias com o construtor brasileiro para adquirir e construir (ainda que parcialmente) esta novo modelo do EMB190 em Portugal?

Porque… Falta visão?

23 abril 2007

Militares esperam PAC para tecnologia bélica

Projetos são tocados junto com iniciativa privada

RICARDO BONALUME NETO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO - FOLHA DE SÃO PAULO

Mesmo com falta de recursos para o reaparelhamento, as Forças Armadas brasileiras têm conseguido desenvolver tecnologia junto com a iniciativa privada e tocar alguns projetos importantes, vários deles expostos na feira internacional de material bélico LAAD 2007 (Latin America Aero & Defence), no Rio, na semana passada.

Mas apesar das renovadas promessas do governo federal de um "PAC militar" (em alusão ao Programa de Aceleração do Crescimento), a legislação tributária e a falta de uma política integrada de defesa criam situações conflitantes.

A indústria reclama que sai mais barato aos militares importar equipamento que comprar no Brasil, pois a carga de impostos torna o produto brasileiro mais caro que o equivalente importado. É irônico, pois os militares buscam acima de tudo adquirir produtos nacionais para não ter de depender de estrangeiros em áreas estratégicas e de segurança nacional.

"O sistema de ciência e tecnologia do Exército visa fomentar a indústria nacional de defesa", afirmou o general-de-brigada João Edison Minnicelli, assessor especial para assuntos do Departamento de Ciência e Tecnologia.

Um exemplo é a construção de um radar de vigilância antiaérea feito em colaboração entre o Exército, a empresa privada OrbiSat e a Universidade Estadual de Campinas. Outro é a planejada Família de Blindados Média de Rodas, que deve receber em junho propostas de cinco empresas selecionadas pelo Exército entre 19 concorrentes para produzir os sucessores de blindados como o Urutu (de transporte de tropas) e o Cascavel (de reconhecimento).

Uso local

"É uma carga de 40% de imposto e o estadual é o maior problema", diz Carlos Frederico Queiroz de Aguiar, presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), que congrega 44 das cerca de 300 empresas da área.

Aguiar é vice-presidente da Condor, que exporta munições não-letais para 15 países, incluindo Argélia, Jordânia e Colômbia. Exportar termina sendo uma opção mais racional para a empresa brasileira, embora todo comprador queira saber se o produto é usado pelas forças armadas ou policiais locais, o que dá garantia de qualidade.

Parte do problema é que as indústrias locais não têm o mesmo grau de financiamento das estrangeiras, além de as Forças Armadas terem que comprar por seus próprios meios, diz Sérgio Bittencourt Varella Gomes, assessor da presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Como os orçamentos são "autorizantes" e não "determinantes", as empresas ficam sem garantias. O ideal, diz Varella Gomes, seria que houvesse cláusula de compra obrigatória nos contratos, desde que o produto atendesse os requisitos.

21 abril 2007

Argentina e Brasil vão desenvolver veículo militar em conjunto

InfoRel

Está pronto para ser votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados, o texto do acordo de cooperação científica e tecnológica entre Argentina e Brasil.

O texto ratifica o acordo firmado em 2005 e regulamenta a cooperação nas áreas de desenvolvimento, aquisição e manutenção de materiais, fornecimento de tecnologia militar e elaboração de projetos de sistemas de armas.

O acordo prevê que a cooperação tecnológica será definida por convênios interinstitucionais, redigidos pelos respectivos Grupos de Trabalho, que se reunirão alternadamente no Brasil e na Argentina.

Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores, em sua Exposição de Motivos, informou que o ajuste complementar consiste no desenvolvimento conjunto de “viatura leve de emprego geral aerotransportável”, cujas especificidades foram definidas em comissão bilateral.

Argentina e Brasil querem implementar a cooperação a partir dos respectivos exércitos. Numa primeira etapa, o acordo será implementado com o desenvolvimento conjunto de uma viatura aerotransportável leve de emprego geral.

As especificações técnicas e operacionais do veículo já foram estabelecidas por uma comissão bilateral, que também já encaminhou os desenhos preliminares e o estudo de viabilidade técnico-econômica.

O ajuste complementar estabelece ainda as obrigações de cada um dos países, os coordenadores responsáveis pelo acompanhamento das atividades previstas, a sujeição à legislação brasileira e argentina e os recursos para implementação do termo de compromisso.

OrbiSat tem radar para vigilância de Fronteiras

InfoRel

A OrbiSat da Amazônia S/A apresentará na Latin América Aero & Defense (Laad 2007), que será realizada no Rio de Janeiro entre 17 e 20 de abril, a tecnologia InSAR (Radar Interferométrico de Abertura Sintética). A Laad é a maior feira voltada às Forças Armadas e às indústrias de defesa da América Latina.

De acordo com a OrbiSat, por utilizar duas freqüências de mapeamento simultâneas (Bandas X e P), o radar tem aplicação específica para áreas de densa floresta, permitindo a visão precisa do terreno.

“Essa tecnologia pode ser utilizada em serviços de inteligência na esfera militar, como por exemplo, na busca de bases clandestinas utilizadas para o refino da cocaína no meio das florestas, na concentração de tropas (não identificadas) com equipamentos e carros em regiões de fronteiras, entre outros casos”, informou a empresa em nota.

O Sistema aerotransportado SAR/InSAR desenvolvido pela OrbiSat, denominado OrbiSAR-1, é pioneiro no mundo e o mais avançado radar para uso civil e militar.

A tecnologia InSAR permite que diversos produtos de informação geográfica sejam gerados de forma ágil e precisa, de modo a atender demandas financeiras e tecnológicas sob medida segundo a necessidade de cada cliente.

A OrbiSat explicou que o sistema possui alguns diferenciais, como o mapeamento de regiões normalmente cobertas por nuvens e o imageamento diurno e noturno e mesmo com chuvas.

Isso é possível porque a aquisição dos dados independe das condições atmosféricas e da luz do dia, permitindo um curto prazo de entrega dos resultados, o que é fundamental no caso de serviços urgentes e de emergência.

O radar também fornece tanto a medida da altura da copa de árvores como a do solo sob a vegetação (topografia real do terreno). A solução permite a realização do trabalho em grandes áreas em um intervalo reduzido de tempo e por meio de um número reduzido de pontos de controle em campo o que facilita a operação em regiões de difícil acesso.

Dessa forma, a tecnologia InSAR oferece solução "one-stop-shop" na aquisição dos dados, o que satisfaz as necessidades e exigências de muitas aplicações críticas da comunidade de sensoriamento remoto.

Além disso, o sistema pode mapear 250 mil quilômetros quadrados em apenas dois meses e entregar 500 cartas na escala 1:50.000 em menos de um ano.

Vários produtos de valor agregado são gerados a partir dos dados coletados pelos radares da OrbiSat, como a informação da distribuição da biomassa e do tipo de cobertura de solo; mapeamento sob vegetação florestal, escoamento hidrológico; produção de mapas da rede hidrológica, de rede de transporte e uso de terra e cadastramento urbano e rural, para fins de arrecadação de impostos.

OrbiSat

A Orbisat da Amazônia SA é uma empresa de base tecnológica de capital 100% brasileiro, especializada em sensoriamento remoto, radares de vigilância aérea e terrestre e produtos eletrônicos, fundada em 1984 para fornecer soluções de mapeamento para o setor privado e agências governamentais.

A empresa é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia InSAR (Radar Interferométrico de Abertura Sintética), pioneira no mundo e que proporciona o mapeamento topográfico de maneira rápida e precisa.

Na área de vigilância aérea e terrestre, lançou recentemente o Radar de Vigilância Saber X-M60, que integra o sistema de defesa antiaérea de baixa altitude. A Orbisat da Amazônia possui unidades em São José dos Campos, Campinas e Manaus.

20 abril 2007

Embraer estuda aeronave de transporte militar

Segurança&Defesa

A Embraer confirmou hoje, em entrevista coletiva realizada durante a Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro, que vem realizando estudos para o possível desenvolvimento de uma aeronave de transporte militar. Caso seja efetivamente lançado, o Embraer C-390, como tem sido chamado, será o avião mais pesado já produzido pela Empresa e terá capacidade para transportar até 19 toneladas (41.888 libras) de carga. O novo projeto incorporará várias soluções tecnológicas desenvolvidas para o bem-sucedido jato comercial Embraer 190.

Apresentado como jato de transporte militar de médio porte, o Embraer C-390 possuirá ampla cabine, equipada com rampa traseira para transportar os mais variados tipos de carga, incluindo veículos blindados sobre rodas, e dotada dos mais modernos sistemas de embarque e desembarque.

O novo jato poderá ser reabastecido em vôo e também utilizado para reabastecimento, fornecendo combustível a outras aeronaves, em vôo e em solo. A cabine de carga permitirá configuração para o transporte de feridos ou doentes, em missões de evacuação médica (Medical Evacuation – MedEvac).

Os avanços técnicos do Embraer C-390 incluem a tecnologia fly-by-wire, que diminui a carga de trabalho dos pilotos, aumentando a segurança, e a operação em pistas curtas e não pavimentadas, sem a necessidade de apoio no solo. “Nossas análises indicam que existe um mercado potencial para este tipo de aeronave a nível global, especialmente na substituição de modelos antigos, que atingirão o fim de suas vidas úteis na próxima década”, disse Luiz Carlos Aguiar, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo. “Estamos agora aprofundando os estudos e buscando o melhor uso das soluções tecnológicas implementadas na família Embraer 170/190, que serão cuidadosamente adaptadas às necessidades específicas dos operadores militares. Este é um bom exemplo de derivação tecnológica (spin-off) e de como a visão de longo prazo da Embraer é focada na satisfação dos clientes.”

“Baseados na larga experiência da Embraer em liderar programas de sucesso, temos discutido com outras empresas de primeira linha em suas especialidades, uma participação conjunta no desenvolvimento, que deverá seguir dentro das melhores práticas internacionais para programas de defesa”, acrescentou Aguiar.

19 abril 2007

Escudo antimíssil dos EUA ameaça relações Rússia-NATO

A NATO vai hoje tentar acalmar os receios da Rússia quanto ao projecto de escudo de defesa antimíssil que os EUA planeiam construir na Europa. Na véspera da minicimeira, a realizar em Bruxelas, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, considerou que a cooperação com os aliados ocidentais está seriamente ameaçada se os receios de Moscovo não forem tidos em conta.

O presidente Vladimir Putin resumiu as reservas russas ao considerar que o plano dos EUA de, até 2012, instalar dez interceptores de mísseis na Polónia e um sistema de radares na República Checa é uma intromissão na sua antiga esfera de influência. Grushko frisou que a criação do sistema norte-americano “pode ter consequências contrárias às desejadas, desencadear uma corrida às armas e aumentar a instabilidade regional e global”.

Quanto à colaboração com a NATO, o que está em causa é a construção de outro sistema de defesa de mísseis que deve ser capaz de assegurar a protecção de tropas em áreas de conflito. Ao contrário do sistema dos EUA, salientou Grushko, o europeu “está enquadrado pela lei internacional”. Mas para o empreendimento ir avante é preciso que os países aliados tenham em conta as incompatibilidades entre este sistema e o dos EUA.

F.J.G. com agências

18 abril 2007

O sistema PAD (Prithvi Air Defense): Um sistema de defesa anti-míssil indiano

A Índia prepara um novo teste ao seu sistema anti-míssil no próximo mês de Junho. Em 27 de Novembro, o sistema PAD (Prithvi Air Defense) foi testado com sucesso, quando um PAD abateu um míssil balístico que estava em velocidade de cruzeiro a uma distância superior a 50 Km. O teste provou que o PAD tem capacidades idênticas ao sistema israelita Arrow-2 e indica a maturidade já alcançada pela indústria aeronáutica indiana.

O teste de Junho pretende demonstrar que o PAD é pelo menos tão capaz como sistema americano PAC-3 (”Patriot Advanced Capability-3“). Se fôr bem sucedido, o teste colocará a Índia ao mesmo nível tecnológico dos melhores do mundo, na área de luta anti-mísseis.

O PAD possui dois modos de intercepção, cada um concebido para atingir um alvo em menos de quatro minutos: um exo-atmosférico, acima de 50 Km e um outro endo-atmosférico, para altitudes inferiores a 30 Km. O primeiro modo depende do radar israelita Green Pine importado pela Índia em 2004.

Fonte: SpaceWar

A Rússia vai vender MBTs T-90 à Arábia Saudita e… Tecnologia Nuclear!

A Arábia Saudita está em negociações com a Rússia, preparando a aquisição de um pacote de armamento e de tecnologia nuclear civil.

No pacote de armamento poderão estar 150 MBTs T-90 russos e sabe-se que o reino hachemita testou estes carros no deserto, em 2006, avaliando a possibilidade da sua aquisição.

Do pacote de compras à Rússia, também fariam parte helicópteros de transporte Mi-17.

Completando esta aproximação Rússia-Arábia Saudita, está ainda a proposta feita por Putin, na sua última viagem ao reino hachemita de colaboração no domínio da tecnologia nuclear, que se insere plenamente na declaração conjunta dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, que agrupa para além da própria Arábia Saudita, os Emirados Arábes Unidos, o Kuwait, o Qatar, o Bahrein e Oman, de que estariam interessados em desenvolver tecnologia nuclear para… fins pacíficos…

Esta movimentação dos países que orbitam em torno do poder saudita, sunita e rico, resulta certamente da aproximação crescente do momento em que o Irão se irá armar com a Bomba Nuclear… Se a República Islâmica se armar com a Bomba, as restantes potencias da região não poderão ficar impassíveis e imóveis, e terão que embarcar, elas também, na mesma corrida, com todos os riscos que isso implica para a Paz e para a Estabilidade Regional e Mundial… Se o Irão se tornar Potencia Nuclear, a Arábia Saudita terá que lhe seguir os passos… Para alegria da Rússia, que assim vê aumentar a sua influência no Médio Oriente, através da exportação da tecnologia a toda a gente, que competirá entre si pelo seu controlo e exportando armamento de ponta a todos os que o quiserem comprar… Ganha a industria armamentista russa e perde a estabilidade regional...

Por isto e pelo resto que já por aqui escrevi, acredito cada vez mais que se impõe um movimento radical e decisivo que ponha cobro às ambições nucleares do Irão… Um movimento que retire ao Irão as capacidades para construir bombas atómicas, mas que não provoque perdas civis, nem económicas. Um movimento que não destrua as hipóteses que os moderados regressem ao Poder no Irão, mas que exponha a fraqueza do regime e a tirania de que este se alimenta.

Fonte: Quintus

São descobertos 50 mísseis anti-aéreos num armazém perto de Bagdad

A Polícia iraquiana encontrou perto de 50 mísseis terra-ar num armazem situado nos arredores de Bagdad. Esta descoberta poderá estar relacionada com o recente aumento do número de helicópteros americanos abatidos no Iraque, dos quais sete aeronaves foram abatidos num único mês. Embora os EUA tenham admitido que apenas um fora derrubado por um míssil, a verdade é são demasiados helicópteros a serem abatidos num único mês por metralhadoras ligeiras… Se é que algum o foi…

O míssil que abateu o último helicóptero, um CH-47, parece ter sido um “Strela”, um míssil concebido na Rússia mas produzido em vários países do mundo, desde a Coreia do Norte ao Egipto. O Strela-2, é relativamente abundante no mercado negro iraquiano, mas é mais provável que tenha sido usado um Strela 3, que é mais eficiente e que não é fácil encontrar no Iraque… Já que custa 10 vezes mais e requer um treinamento especial…

A notícia não indica que tipo de mísseis foram encontrados, mas a quantidade descoberta indica que poderão não ser restos do arsenal de Saddam, mas novos armamentos, recebidos do Irão, onde é fabricada uma grande profusão de mísseis pessoais anti-aéreos. A intensificação destas entregas destes armamentos poderia explicar este súbito aumento das perdas de helicópteros americanos no Iraque e enquadrar-se-ía no contexto de um eminente ataque aéreo ao Irão, que este tenta dissuadir intenficando o conflito no Iraque e aumento das já muito altas perdas americanas no terreno.

Fontes:
Jornal do Brasil
KavkazCenter

Ainda sobre o provável ataque dos EUA ao Irão em Abril…

Fontes bem situadas no aparelho de Informações russo têm a certeza de que os EUA estão prestes a terminar a preparação para um ataque ao Irão ainda durante a primeira metade do corrente mês de Abril…

Segundo a fonte - citada pela agência noticiosa russa RIA-Novosti - os EUA já teriam terminado a lista de alvos no solo iraniano e estariam a ensaiar essas operações durante os exercícios que decorrem actualmente nas águas do Golfo Pérsico. A mesma fonte refere que a presença militar dos EUA na região é actualmente tão intensa como era em Março de 2003, aquando da segunda guerra do Iraque e os recentes progressos do programa nuclear iraniano, assim como o recente incidente com os 15 marinheiros britânicos e até a nova Resolução do Conselho de Segurança da ONU defendo uma intensificação das sanções económicas contra o Irão aprovada a semana passada indicam que a probabilidade de um tal ataque é mais intensa do que nunca… Especialmente agora, que a Rússia recuou no seu apoio ao Irão, em resultado das pressões e negociações secretas com os EUA acerca do Escudo Anti-Míssil…

As mesmas fontes aludem a um ataque triplo: aéreo, naval e… terrestre… Da imensa probabilidade de um ataque aéreo dos EUA e do RU ao Irão já falámos aqui abundantemente e até defendemos o mesmo até certo ponto, especialmente se os alvos forem limitados a alvos militares ou ligados ao programa nuclear iraniano. Um ataque pode ser “naval” na medida em que também visa alvos da Marinha Iraniana ou lançamento de mísseis de cruzeiro a partir de vasos de guerra. Mas terrestre? A partir do Iraque ou com desembarques no Sul do Irão? Parece-me extremamente improvável e muito arriscado para o bom sucesso (obrigatório) de um tal ataque…

Fonte: MosNews

Da Capacidade do Irão para resistir a um ataque aéreo dos EUA ou de Israel

Os EUA parecem muito inclinados para realizar um ataque áereo às instalações nucleares do Irão… E se não o fizerem, Israel fá-lo-á… Mas será que a execução bem sucedida deste ataque é tão garantida como o ataque israelita ao reactor iraquiano de Osirak? As recentes notícias de detenções a “agentes” dos serviços de informações iranianos no Iraque… Os rumores sobre o fornecimento de armamento aos Insurrectos iraquianos, e até a recente multiplicação da perda de helicópteros americanos por mísseis supostamente fornecidos pelo Irão, para além da manutenção do programa nuclear deste país e dos rumores de que estaria em contactos com a Coreia do Norte para preparar uma detonação de uma bomba atómica reforçam a minha convicção de que um ataque americano às instalações nucleares iranianas e às bases aéreas e instalações de defesa aérea que as defendem está eminente…

Mas será o Irão um adversário tão indefeso como foi o Iraque de Saddam? Para procurar contribuir para oferecer uma resposta a esta questão eis uma lista da aviação de combate iraniana:

Shafaq: Caça totalmente desenvolvido no Irão, com capacidades furtivas e com versões de caça, caça-bombardeiro e treinamento. Em inventário (1)

F-14: Modernizados no Irão, os excelentes F-14 Tomcat comprados pelo Shah continuam operacionais, mas em número desconhecido e foram recentemente equipados com clones dos mísseis AIM54 e Phoenix. Segundo algumas fontes, o Irão seria actualmente capaz de duplicar 90% do aparelho, mas os motores ainda não seriam possíveis de fabricar no Irão. Em inventário (25)

Saeqeh: Construído no Irão, a partir da estrutura de caças F-5 americanos, o Saeqeh incluiria avionica iraniana e poderia lançar mísseis iranianos. O aparelho terá entrado em produção, mas ignora-se se algum já foi entregue a alguma unidade de primeira linha. Em inventário (?)


F-5 E/F Tiger II: Este caça de origem EUA, foi actualizado com tecnologia iraniana. Em inventário (60)

Azarakash: Em 1999, o Irão começou a fabricação local desta variante do F-5, mas em 2000 apenas quatro aparelhos tinham sido construídos. Os planos do Irão são de construri 10 aparelhos por ano, mas actualmente só 6 constam em inventário. Em inventário (6)

F-4D/E / RF-4E Phantom: Estes aparelhos adquiridos aos EUA continuam em uso e alguns foram modernizados recentemente. Em inventário (65)

MiG-29: Este caça russo é actualmente um dos melhores aparelhos de combate da Força Aérea Iraniana e um oponente capaz de vencer os F-16 e F-15 que constituem o grosso da USAF… Mas será que os pilotos iranianos têm o treino e o apoio de terra e o armamento equivalente? De qualquer modo, o Irão reforçou o seu inventário com MiG-29B que voaram do Iraque, na última guerra do Golfo e que segundo alguns teriam sido actualizados para o padrão M/SMT. Em inventário (25)

Sukhoi Su-24MK: Mais um caça-bombardeiro russo de grande qualidade, ainda que algo obsoleto, mas perfeitamente capaz de realizar missões no contexto militar do Médio Oriente, embora não seja já um adversário à altura dos melhores caças dos EUA e do RU… Concebido como um bombardeiro capaz de penetrar no espaço aéreo inimigo e destruir pontes, postos de comando, refinaruas, etc, o Su-24 não é muito manobrável, mas pode transportar até 8 toneladas de bombas e mísseis e era na época o equivalente ao F-111 americano que tanto sucesso teve nas operações americanas no Golfo de Sirte contra a Líbia. Em inventário (30)

Su-25K: Temível no seu papel de Ataque ao Solo, o Su-25 Frofoot é na sua classe um dos melhores aparelhos actualmente em serviço no mundo. Comparável ao famoso A-10 Thunderbolt americano, o Su-25 consegue transportar 4 toneladas de bombas e atacar os seus alvos com o canhão de 30 mm. (7)

MiG-23 Flogger: Este caça, cujo desempenho foi particularmente infeliz nos conflitos entre os EUA e a Líbia, e posteriormente, entre Israel e a Síria, mas sobretudo devido ao baixo treino dos pilotos (e motivação, no caso dos mercenários que a Líbia empregava…) e sobretudo devido à aviónica inferior e ao armamento de qualidade inferior ao norte-americano. Em inventário (15)

MiG-31: Existem vários relatos e avistamentos de interceptores MiG-31 no espaço aéreo iraniano, mas a República Islâmica nunca admitiu operar este excelente caça-bombadeiro russo. O aparelho é um dos aviões mais rápidos de sempre, com velocidades de cruzeiro de Mach 2,35 e máxima de 2,83. Em inventário (?)

Mirage F-1: Este excelente, mas algo obsoleto caça francês foi recebido do Iraque, atra´ves dos aparelhos que abandonaram este país e procuraram refúgio no Irão. Vendido para 11 países, e conhecendo uma fabricação total de mais de 700 unidades, este caça, o antecessor do Mirage2000 da Força Aérea Francesa é ainda hoje uma das melhores presenças do inventário da Força Aérea Iraniana. Em inventário (25)

Su-27: Embora existem desde há longo tempo rumores sobre a existência de aparelhos Su-27 no Irão, estes não parecem ter fundamento… Sabe-se que a Rússia tentou vender estes aparelhos ao Irão em finais da década de 90, mas as pressões americanas parecem ter conseguido bloquear esta venda. Apesar disso, certas fontes reflectem o uso deste aparelho: Em inventário (26?)

Chengdu F-7/J-7 Airguard: Uma variante chinesa medíocre (para os padrões actuais) do Mig-21 russo. Praticamente irrelevante no contexto do combate aéreo moderno. Em inventário (25)

Escalada no Iraque pode abalar moral das tropas americanas

CAIO BLINDER
da BBC Brasil, em Nova York

As guerras de George W. Bush podem provocar novas baixas: o moral e o grau de preparação das tropas americanas. Os prolongados conflitos no Iraque e no Afeganistão estão resultando no inevitável desgaste das operações militares e forçando o Pentágono a ignorar suas próprias diretrizes de preparação para acatar a estratégia de guerra e o nível dos contingentes.

Na semana passada, o secretário de Defesa, Robert Gates, confirmou a extensão do tempo de permanência de soldados nas frentes de batalha. A extensão de 12 meses para 15 meses vale para unidades do Exército regular atualmente servindo no Iraque e Afeganistão, assim como para novas levas.

Dois dias antes fora o anúncio do envio de 13 mil soldados da Guarda Nacional para o Iraque. O comando do Pentágono está plenamente consciente dos riscos em termos de moral e desgaste das tropas, mas não tem como se safar da armadilha armada pelo governo Bush.

"Mão-de-obra"

Contra várias recomendações e advertências, a Casa Branca decidiu ir adiante com a escalada da guerra no Iraque. Não existe "mão-de-obra" adicional para dar conta da demanda.

O argumento do Pentágono é o de que as medidas extraordinárias são necessárias para que a estratégia de escalada da guerra tenha tempo para ser bem- sucedida. Dezenas de milhares de soldados estão realizando seu terceiro "tour" no Iraque e Afeganistão.

Além da extensão do tempo de permanência do Exército regular, o Pentágono anunciou que duas importantes divisões serão despachadas de volta para o Iraque com menos de um ano de descanso.

Uma delas, a Quarta Divisão de Infantaria, de Fort Hood, Texas, está retornando após apenas sete meses em casa. O objetivo do Exército é dar a uma unidade pelo menos dois anos em casa para descansar e treinar antes de voltar ao combate.

Em razão das guerras no Iraque e Afeganistão, o período já fora reduzido para um ano e mesmo este critério está sendo agora violado. Um porta-voz do Pentágono foi direto ao alvo: "É reflexo das realidades que existem neste momento".

O general da reserva, Jack Keane, um dos arquitetos da escalada no Iraque, disse ao jornal "Los Angeles Times" que a extensão do "tour" de combate sempre foi vista como inevitável. Além dos riscos para o moral e retenção de soldados no Exército, outro resultado é que menos unidades serão mantidas dentro dos EUA para reagir a outras crises em potencial.

Danos permanentes

Um dos principais críticos da escalada iraquiana é o senador republicano e veterano do Vietnã, Chuck Hagel. Ele advertiu que as novas medidas poderão acarretar danos permanentes aos militares.

Apesar dos riscos, o Pentágono garante que os níveis de retenção são sólidos no Exército formado por voluntários, já que o serviço militar obrigátorio foi abolido nos anos 70.

Uma arma de retenção é o bônus mais generoso. Em 2003, foram distribuídos US$ 85 milhões. No ano passado, US$ 735 milhões.

O general da reserva William Nash, hoje no Council on Foreign Relations, em Washington, reconheceu que manter unidades no Iraque por mais tempo pode fazer sentido nas operações de contra-insurgência e tarefas de pacificação, pois as tropas ficam mais familiarizadas com o terreno. Em contrapartida, um soldado americano no seu terceiro "tour" no Iraque terá visto mais combate do que muitos na Segunda Guerra Mundial.

Nash previu que, embora os números de recrutamento e retenção ainda sejam sólidos, muitos soldados podem decidir encerrar a carreira militar antes ou depois do próximo giro no Iraque. O custo entre oficiais é flagrante.

O jornal "Boston Globe" noticiou estatísticas compiladas pela Academia Militar de West Point mostrando que turmas recentes estão deixando o Exército em uma escala que não se via desde o final da Guerra do Vietnã. Em janeiro, 54% oficiais da turma do ano 2000 tinham abandonado o serviço ativo.

Há um abandono igualmente grave. Com os americanos lutando em duas guerras, o número de desertores está aumentando. Estatísticas do Pentágono divulgadas na semana passada mostraram que o número de deserções aumentou nos quatro anos antes dos ataques de 11 de setembro em 2001, caiu nos três anos seguintes, mas nos útimos três, de guerra no Iraque, subiu de forma acentuada.

Os números, porém, ainda não críticos e as deserções afetam menos de 1% da força ativa do Exército de 507 mil soldados. Em 1971, na Guerra do Vietnã, a taxa de deserção chegou a 3,4%.

Em termos táticos, o governo Bush e seus aliados republicanos no Congresso calculam que talvez tenha sido até melhor a fuzilaria imediata de notícias desagradáveis sobre o esforço de guerra, em particular no Iraque.

Anúncios gradativos poderiam ser ainda mais desgastantes em meio a escalada da campanha para as eleições de 2008 e o cenário de crescentes deserções dos eleitores para o Partido Democrata.

17 abril 2007

Aquecimento global ameaça segurança nacional, concluem militares americanos

O Dia Rio - As mudanças climáticas globais representam uma séria ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, por terem um impacto nas operações militares e aumentarem a tensão mundial, de acordo com relatório elaborado por militares americanos reformados, divulgado nesta segunda-feira pela CNA corp, um grupo privado de pesquisa sem fins lucrativos.

O documento, intitulado "A Segurança Nacional e a Ameaça da Mudança Climática", fala das projeções do aquecimento global como um fator amplificador dos riscos nas regiões do mundo que já estão em situação de fragilidade, onde aumentarão as condições que favorecem o aparecimento do extremismo e do terrorismo.

O informe destaca que o aquecimento do planeta poderá provocar uma freqüência maior de tempestades violentas, mais inundações e secas, a aceleração do degelo das geleiras, a elevação do nível dos oceanos e a propagação de doenças. Estas são as projeções apresentadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), que publicou uma série de estudos alarmantes sobre o clima na Terra.

As conseqüências do aquecimento climático são geralmente vistas como desafios ambientais, mas estes militares veteranos observam os fenômenos do ponto de vista da segurança nacional e identificam vários fatores de risco.

Entre os apontamentos do relatório, estão ainda as conclusões de que o aquecimento global vai aumentar a tensão até em regiões estáveis do planeta, e recomendações para que as conseqüências das mudanças no clima sejam integradas às estratégias de defesa nacional.

16 abril 2007

EE-T1 OSÓRIO, e o fim da ENGESA

por Paulo Mendonça
Área Militar


O carro de combate EE-T1 Osório, representou o auge da maior indústria de armamentos da América latina. Depois da Engesa ter fechado as portas, nenhuma outra empresa com aquela dimensão voltou a aparecer.

A ENGESA remonta aos anos de 1963 e foi uma empresa privada que começou por desenvolver para o exército brasileiro, carros de combate sobre rodas, EE-9 Urutú e EE-11 Cascavel.

A indústria militar do Brasil, cresceu durante os anos 70 e durante os anos 80, colocando o Brasil no primeiro lugar entre os países em vias de desenvolvimento exportadores de armas. As principais empresas ligadas ao sector do armamento eram a EMBRAER, fabricante de aeronaves, a AVIBRÁS, fabricante de sistemas de artilharia a foguete e a ENGESA.

O carro de combate brasileiro

Uma outra indústria brasileira, a BERNARDINI, foi contratada no início dos anos 80, para modernizar a frota de carros M-41C do exército brasileiro.

Esta modificação, utilizando equipamentos brasileiros, permitiu estender a vida útil desse velho carro de combate leve (embora fosse o maior tanque ao serviço do Exército brasileiro), tornando-o num equipamento relativamente moderno.

Com esta experiência a BERNARDINI desenhou um novo tanque, que era tecnicamente parecido com o M-41C, e podia ser considerado como uma evolução deste. Uma espécie de super M-41, com canhão de 90mm de fabricação brasileira (ou o L7 de fabrico britânico e standard da NATO) e um peso de aproximadamente 26 Toneladas, o que, de qualquer forma, o qualificava como carro leve/médio. Este carro foi baptizado de Tamoyo, e correspondia ás exigências do exército do Brasil, para um carro com um peso que poderia no limite máximo atingir as 35 toneladas.

A ENGESA entra na corrida

A ENGESA, que nessa altura tinha já consideráveis negócios com países do médio oriente, especialmente com o Iraque, para onde exportou, por exemplo, o carro EE-11 Cascavel, que participou, por exemplo, na invasão do Koweit, decidiu em 1982 desenhar um carro de combate sobre lagartas, aumentando assim a sua gama de produtos.

Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita encontrava-se em fase de planejamento da substituição da sua frota de tanques franceses AMX-30, depois de o governo alemão ter recusado a venda do tanque LEOPARD-II, para países fora da área da NATO.

A empresa decidiu apresentar-se à concorrência internacional do governo Saudita, para a aquisição de cerca de 1000 tanques, com um carro de combate construído de raiz, muito mais sofisticado que o tanque Tamoyo, da BERNARDINI, e que também correspondesse ás exigências do exército brasileiro.

Surge o EE-T1

O novo tanque tinha dimensões superiores ao Tamoyo e iria competir com alguns dos carros de combate mais sofisticados do mundo.

Os concorrentes eram:

M1-A1 Abrahams : norte-americano

GIAT AMX-40 : francês

Challenger-I : britânico.

A concorrência internacional Saudita, com os problemas econômicos por que passava a economia brasileira, passou a ser vista como a forma de “salvar” o EE-T1, e ao mesmo tempo a ENGESA.

O exército brasileiro, não mostrou interesse pelo veículo, embora as suas especificações tivessem influenciado tremendamente o carro de combate. De facto, as especificações do exército brasileiro, que apontavam para a necessidade de um carro de combate, ao nível do TAM (Tanque Argentino Mediano), não previam a necessidade de um grande carro de combate.

Assim, cedo, o AMX-40 foi colocado fora de “combate”. Tratava-se de um AMX-30 com componentes mais modernos. A sua mobilidade não era muito superior. O Chalenger britânico, foi igualmente posto fora da corrida, por causa do seu principal problema, a velocidade e o seu exagerado peso. Pensado para o combate segundo as regras britânicas, que privilegiavam a proteção, o Chalenger era inadequado para as grandes extensões de deserto tão típicas da Arábia.

Restaram o M1-A1 Abrahams e o EE-T1 Osorio. O EE-T1 chegou a ser dado como vencedor, o que na altura provocou furor nos meios internacionais. A primeira vez que um carro de combate de um país fora da Europa, ou dos Estados Unidos, ganhava um grande concurso internacional.

Razões ocultas para uma derrota

No entanto, e independentemente da guerra do golfo, que alteraria toda a situação, há uma questão que poucas vezes é referida. Assim, o carro proposto pelos americanos era o M1-A1, com canhão de 105mm, enquanto que o carro brasileiro apresentava uma torre de 120mm de fabrico francês (depois de a Alemanha ter vetado a venda do 120mm Rheinmetal que equipava o Leopard-2).

Essa era a grande diferença e a principal razão pela qual o EE-T1 Osório ganhou a competição.

Os Estados Unidos, pressionados por Israel, negaram-se a propor à Arábia Saudita a venda do M1-A2, mais sofisticado e com canhão de 120mm. Então, estando interessados no carro com canhão de 120mm os Sauditas declararam o EE-T1 como vencedor, mas nunca chegaram a colocar nenhuma encomenda.

Posteriormente, os Estados Unidos acabaram aceitando fornecer à Arábia Saudita o M1-A2, acabando com as possibilidades do Osório, que acabariam definitivamente com a guerra do golfo, que deu aos Estados Unidos um argumento para autorizar a venda, mesmo com a oposição de Israel. Para a ENGESA era o princípio do fim.

Outras razões para o falhanço

Outros problemas são apontados ao projeto, que na altura parecia “vencedor”.

A imposição de peso do exército brasileiro, acabou reduzindo o tamanho do Osório a 39 tons (embora a versão de 120mm fosse mais pesada), produzindo um carro demasiado compacto.

O fato de a Alemanha não ter autorizado a venda do canhão Rheinmetal de 120mm, forçou a ENGESA a optar pela peça de origem francesa, tecnicamente inferior.

No fim o EE-T1 era um carro de combate tremendamente dependente dos fornecedores dos equipamentos que se pretendesse colocar no veículo, com um tamanho demasiado pequeno para “Carro de Combate Principal / Main Battle Tank”. Não tinha como competir com os veículos europeus e era mais caro que os carros de fabrico soviético, como o T-72 e as suas variantes, apresentando relativamente a estes, poucas vantagens.

A falta de uma visão estratégica por parte da ENGESA e a falta de apoio do governo brasileiro, que poderia ter viabilizado o projeto, a falta de um parceiro estratégico que levou a ENGESA a avançar sozinha para o projecto do EE-T1 acabaram ditando não só o fim do Osório, como o fim da própria ENGESA, que nunca conseguiu se recuperar do investimento de 100 milhões de dólares investidos no desenvolvimento do projeto.

Futuro

Embora a ENGESA tenha falido no início dos anos 90, em 2003, o exército brasileiro tornou a colocar os dois protótipos produzidos, em condições operacionais. Se isto significa algo, no sentido de produzir um eventual EE-T2, só o futuro dirá.

Tanque pesado M-60A3-TTS do Exército brasileiro

Área Militar

Este carro de combate está no exército brasileiro, juntamente com o Leopard-I alemão (embora se trate de unidades que pertenceram ao exército belga) e são os primeiros verdadeitos "tanques pesados" do exército brasileiro.

A opção por estes modelos, aparece depois do fracasso do projecto EE-T1 OSORIO, que podería eventualmente ter permitido a reorganização da arma blindada brasileira, com recurso a meios próprios. O fim daquele negócio, que implicaría a construção de uma unidade do EE-T1 para o exército brasileiro por cada dez vendidas á Arábia Saudita, acabou com a propria Engesa, o fabricante do veículo, e em tempos a maior industria militar da américa latina.

Neste momento, estes veículos aproximam-se dos 10 anos de vida no exército, mas a não existência de ameaças credíveis nas fronteiras, a estes carros, torna a sua substituição ou modernização, menos urgente. Os recentes desenvolvimentos na América do Sul, parecem ter levado o governo do Brasil a apressar a aquisição de carros de combate mais poderonos, no caso os alemães Leopard-1A5, que têm uma blindagem marginalmente superior aos M-60A3.

Entretanto, os carros de combate Leopard-2A4 recentemente comprados pelo Chile, transformaram-se nos mais poderosos carros de combate da região.

Os M60-A3 são os carros de combate pertencentes ao 4º Regimento de Carros de Combate, de Rosario do Sul (RS), a mais premiada unidade militar do exército brasileiro. Ao todo, há 91 tanques M60-A3 em serviço no Exército.

Não há ainda informações concretas sobre qual o destino destes veículos quando os Leopard-1A5 forem incorporados.

O M-60, é um desenvolvimento do carro M-48 (e do M-60 original, que tinha a mesma torre do M-48) e o primeiro protótipo foi apresentado em 1958, tendo os primeiros veículos sido fabricados pela Chrysler. Nas primeiras versões, a principal diferença era o novo casco frontal e a instalação de um canhão de 105mm e a existência de um motor a Diesel que dava ao veículo maior autonomia.

O M-60A3 não apresenta alterações relativamente às características base do M-60A1 com motor e rodas motrizes atrás, condutor à frente à esquerda.

Os M-60A3 diferem no entanto dos M-60A1 pela inclusão de um sistema computadorizado de controlo de tiro, telémetro a laser e sistema NBC. Muitos dos M-60A3 receberam um sistema térmico de visão térmica que permite o combate nocturno chamado Tank Thermal Sight. Os carros com este sistema são conhecidos como M60-A3 TTS.

A maioria dos M-60A3 são M-60A1 mais antigos modificados para o padrão mais recente.

Fabricante: Chrysler Corporation - Estados Unidos da América
Tripulação: 4
Comprimento(casco): 6.95M - Máximo(c/canhão): 9.44M - Largura: 3.631M - Altura: 3.27M
Peso vazio: 48684Kg. - Peso preparado para combate: 52617Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção: Lagartas
Motor: General Dynamics AVDS-1790-2C 12cyl Potência: 750 cv
Velocidade máxima: 48 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 30 Km/h
Tanque de combustível: 1420 L
Autonomia máxima: 480Km

Americanos pretendem comprar mini satélites

Novos sistemas são solução contra chineses

Área Militar

A empresa IAI de Israel, juntamente com a Northrop Grumman deverão apresentar a sua solução de satélites de pequena dimensão, destinados a preparar uma eventual resposta perante a possibilidade de militarização do espaço por parte do governo da China.

Em Janeiro, a China disparou um míssil contra um satélite no que foi considerado como um teste e também uma «ameaça» não só aos sistemas de comunicações americanos, mas especialmente aos sistemas de vigilância, que utilizam satélites em órbitas baixas (característica dos satélites espiões) com o objectivo de analisar movimentações ou concentrações de tropas terrestres, concentração de navios nos portos ou numero de aeronaves disponíveis nas bases aéreas.

Depois do teste chinês, várias empresas parecem querer aproveitar a oportunidade para vender uma das soluções para o problema de uma eventual acção chinesa.

Essa solução consiste em dispor de um elevado número de pequenos satélites que podem ser lançados rapidamente, com possibilidade de substituir qualquer satélite que tenha sido destruído.

Além do baixo custo destes satélites a outra e principal vantagem, reside no seu reduzido peso (entre 300 e 400 Kg).Eles podem ser facilmente lançados sem necessitar de sistemas mais caros de lançamento e podem estar em órbita até 48 horas após a destruição de um satélite.

Eles terão uma configuração muito rápida e não terão necessidade de lentos e demorados afinamentos. Na corrida para o desenvolvimento destes sistemas estão empresas como a Raytheon, com o sistema ARTEMIS e também a Northrop-Grumman, em aliança estratégica com a IAI - Israeli Aerospace Industries, com o sistema TECSAR.

A rapidez da colocação de um satélite em órbita, é do ponto de vista táctico muito vantajosa, porque a detecção de um satélite e a análise da sua rota, de forma a destrui-lo, é tarefa para demorar de alguns dias até mesmo a semanas.

Portugal pode receber aviões de Hugo Chávez

Área Militar

A empresa aeronáutica espanhola CASA propôs antecipar a entrega, a Portugal, dos aviões de transporte táctico C-295 cuja venda à Venezuela foi bloqueada pelos EUA, mas o processo pode ser inviabilizado pelo impacto que tem no défice público, revelaram ao DN fontes militares e civis ligadas ao processo.

O dossier está a ser analisado pelo ministro da Defesa, admitindo algumas fontes que a decisão seja tomada nas próximas semanas. A Força Aérea vê a oferta como um bom negócio: a EADS prometeu-lhe formar de graça 16 pilotos - o dobro dos oito contratualizados - e instalar gratuitamente os equipamentos que carecem do aval prévio dos EUA.

Segundo o contrato de compra dos C-295, assinado a 17 de Fevereiro de 2006, Portugal começa a receber os 12 aviões em Junho de 2008, à razão de um por cada mês e meio (com o último a chegar em Janeiro de 2010). Agora há a possibilidade de o primeiro ser entregue já em Fevereiro do próximo ano - sem haver alteração nos prazos de pagamento definidos (o último em Janeiro de 2010).

O problema é que, ao receber mais três aviões do que o previsto em 2008 e à luz das regras contabilísticas do Eurostat, Portugal tem de inscrever os respectivos montantes nas suas contas públicas - com implicações directas na sua correcção. Saber se esses valores adicionais furam o tecto do défice orçamental acordado com Bruxelas para 2008 (2,6%) é o que permitirá ao Governo aceitar a proposta do fabricante.

Na origem da proposta da CASA, que integra o consórcio europeu EADS, está o fracasso da venda (em 2006) de vários C-295 - oito segundo a empresa, 12 segundo a imprensa especializada - à Venezuela. Os aviões usam tecnologia (muita classificada como secreta) dos EUA, que se opôs à sua transferência para o país de Hugo Chávez (que já anunciou a compra de Antonov russos). O concurso para venda de 145 aviões à Força Aérea e ao Exército americanos, do qual a EADS não quis ser excluída, também ajudou a esse desfecho, admitiram algumas fontes.

Sukhoi espera que caça Su-35 se destaque na Laad 2007, no Rio de Janeiro

Defesa@Net
Moscou, 12 abr (EFE) - A fabricante russa de aviões de combate Sukhoi espera que seu novíssimo caça com várias funções Su-35 se destaque na 6ª Feira Aeroespacial e de Defesa da América Latina (Laad 2007), que será realizada de 17 a 20 de abril no Riocentro, no Rio de Janeiro. "O Su-35, o principal dos últimos projetos da casa Sukhoi, será o coração de nossa exposição na feira" de tecnologias aeroespaciais e de defesa, disse um porta-voz do grupo à agência "Interfax". A Sukhoi também exporá na feira seu avião Su-80, em suas versões de carga e comercial, e a aeronave anfíbia Be-103, entre outros projetos. Segundo o porta-voz, os projetos civis da Sukhoi despertaram interesse de compradores potenciais na Laad 2005 e na 14ª Feira Internacional do Ar e do Espaço (Fidae-2006), realizada entre março e abril do ano passado em Santiago do Chile.
O Su-80 é um aparelho bimotor destinado a transportar até 30 passageiros ou 3,3 toneladas de cargas a distâncias médias e, na opinião de seus projetistas, é um avião que tem mercado nas rotas regionais dos países latino-americanos. O avião anfíbio Be-103 é um bimotor que pode decolar e aterrissar em superfícies terrestres e aquáticas. O aparelho alcança uma velocidade de 250 km/h, pode atingir uma altitude de até 3 mil metros e tem uma autonomia de vôo de 1,1 mil quilômetro.

Já o caça Su-35, versão modernizada do Su-27, é um avião de combate de última geração. Pilotado por uma pessoa, o aparelho pode atingir uma velocidade máxima de 2.440 km/h e voa a até 18 mil metros de altitude.

O avião pode carregar oito toneladas de armamento que incluem até 18 mísseis "ar-ar" de diferentes tipos, seis mísseis "ar-superfície" e bombas. Além disso, possui um canhão automático de 30 milímetros com uma velocidade de tiro de 1.500 disparos por minuto

Embraer planeja entrar no mercado de aviões de transporte militar

José Sergio Osse
Valor Online

A empresa anunciará estudo de viabilidade de um projeto na área na próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro, durante a feira Latin America Aero & Defence (LAAD).

Segundo o vice-presidente de defesa da Embraer, a companhia identificou demanda reprimida nesse mercado.

"Percebemos um forte envelhecimento na frota" mundial, diz ele.

"Os clientes têm investido muito na modernização de aviões antigos e, quando há essa demanda por modernização, há uma indicação de não existem produtos novos no mercado que atendam a necessidade dos clientes", explica.

Segundo Aguiar, hoje é mais vantajoso para os governos modernizarem seus aviões antigos do que comprarem novos por conta dos altos preços ou porque os modelos disponíveis não atendem as exigências operacionais.

O estudo da Embraer mostra que os segmentos mais promissores para um programa são os de transportes pesados e médios, no qual se encaixa, por exemplo, o Lockheed C-130 Hercules, um dos aviões de maior sucesso e mais antigos em serviço em mais de 50 países, inclusive o Brasil.

Seu projeto inicial é do começo da década de 1950.

O modelo em estudo pela Embraer utilizaria como plataforma base a família de jatos comerciais EMB 170/190.

"Isso permitiria reduzir o nível de investimento inicial, assim como o risco do programa como um todo", diz Aguiar.

"Utilizando uma plataforma já existente, não seria necessário criar tudo novo, apenas adaptar o que já existe às necessidades militares", afirma.

Ao contrário do Hercules, o avião da Embraer seria propelido por turbinas.

"Isso não impediria seu uso nas missões atuais, que envolvem pousos em terrenos difíceis", afirma o executivo da Embraer, há pouco mais de um ano no cargo.

Para identificar as necessidades dos clientes, Aguiar afirma que já iniciou conversas com potenciais clientes para entender melhor suas demandas e para que o desenvolvimento de uma nova aeronave desse segmento incorpore todas as características necessárias para ser competitiva.

Na próxima quinta-feira, a companhia vai detalhar o estudo de análise, que aponta o que a Embraer já tem de concreto e pode servir de embrião para o programa, assim como demonstra quais são as necessidades que a empresa identifica em seus clientes.

Para o executivo, tão importante quanto um possível novo programa na área de transporte militar é chamar a atenção do mercado para a companhia, diz Aguiar.

"O mercado de defesa é diferente do de aviação civil, em que há um plano de negócio que é aprovado e o avião é produzido em série", diz o vice-presidente.

"No mercado de defesa os contratos são para atender, muitas vezes, necessidades específicas, com grande envolvimento de terceiros - principalmente a Força Aérea do país.

Mas também não se pode ficar sem falar o que há em estudo", diz ele.

Para Aguiar, é importante que a empresa chame a atenção de seus parceiros, de seus clientes e mesmo de investidores interessados em desenvolver produtos para a área de defesa.

Governo comprimiu gasto com militares e expandiu o de civis

No primeiro mandato, houve queda acentuada do gasto per capita com salários das Forças, o que gerou a insatisfação dos servidores

FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - FOLHA DE SÃO PAULO

Durante quatro anos, Lula ampliou a máquina militar em 51,94%, muito mais do que a estrutura de servidores civis, que cresceu 7,65%.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrentou recentemente o descontentamento dos controles militares de tráfego aéreo, que reclamavam entre outras coisas do baixo salário, comprimiu o gasto per capita com servidores militares, enquanto expandia o dos civis.

Segundo a nota técnica 01/ 2007 do Ministério do Planejamento, enviada à Câmara em 23 de março, o custo unitário médio do servidor militar, que engloba gasto com salários, encargos e benefícios, caiu 19,2% entre 2002 e 2006, em termos reais. No mesmo período, o custo médio com civis subiu 5,29% acima da inflação medida pelo IBGE. Os dados se referem a servidores da ativa.

Em quatro anos, Lula aumentou a máquina militar em 51,94%, muito mais do que a estrutura de servidores civis, que cresceu 7,65%. Mas a incorporação de 145.085 militares não foi acompanhada por injeção de recursos correspondente.

Os dados revelam que o aumento do volume de recursos para os salários de militares no primeiro mandato de Lula foi 11,24% menor do que a inflação acumulada no período.

O resultado foi a queda acentuada do gasto per capita com salários e a cada vez mais visível inquietação em quartéis, hangares, navios e torres de controle de aeroportos.

Segundo um levantamento do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), porta-voz dos militares no Congresso, 25 oficiais das Forças Armadas pediram baixa só nos primeiros três meses deste ano, em busca de carreiras mais promissoras.

Submetido à pressão, o governo atendeu a algumas das demandas, concedendo reajustes escalonados. "As reduções nas médias per capita são explicadas pelo aumento do número do efetivo variável de recrutas, que constituem a base da pirâmide salarial dos militares federais", diz nota do Ministério da Defesa enviada à Folha.

Segundo o ministério, não ocorreu achatamento salarial.

Para Geraldo Cavagnari, membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, o reajuste dado por Lula não cobre a defasagem dos últimos dez anos. "O processo de achatamento dos salários dos militares vem desde o governo FHC."

MOSCOU ANUNCIA NOVOS SUBMARINOS

Folha de São Paulo

Com cinco anos de atraso, a Rússia lançou ontem seu primeiro submarino nuclear de nova geração desde o fim da União Soviética (1991) e anunciou que planeja construir outros oito até 2018

12 abril 2007

HELICÓPTERO AMERICANO É DERRUBADO NO IRAQUE, DIZ POLÍCIA

EFE

BAGDÁ - Um helicóptero americano foi derrubado por fogo inimigo hoje em Bagdá, segundo disseram testemunhas e a Polícia iraquiana.

Segundo estas fontes, o helicóptero sobrevoava a zona de Fadl, no centro de Bagdá, quando foi atingido e derrubado. Após o fato, soldados americanos isolaram a área e começaram as buscas pelos agressores.

Até o momento, o Exército americano comentou o incidente, o último de uma série de ataques similares.

Exército turco estuda atacar norte do Iraque

Comandante quer acabar com posições rebeldes. Militar, porém, admite que é preciso uma decisão política.

Do G1, com agências

O comandante-em-chefe das Forças Armadas da Turquia, Yasar Büyükanit, disse nesta quinta-feira (12) em Ancara que é necessária uma operação contra posições de rebeldes curdos no norte do Iraque, mas reconheceu que, para isso, ainda é necessária uma decisão política.

"Deveria haver uma operação através da fronteira contra o norte do Iraque? Como soldado, eu diria que sim, deveria. Ajudaria na atual situação? Sim, acho que sim. Mas para isso é necessária uma decisão política", afirmou em entrevista coletiva o chefe do Exército turco.

As tensões entre a Turquia e as autoridades autônomas curdas do norte do Iraque aumentaram nos últimos dias, pois Ancara acusa o ilegalizado Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK) de usar a região norte do país vizinho para se armar e realizar atividades sem ser importunado.

11 abril 2007

Uma nova Guerra Fria?

Alexandre Reis Rodrigues - Jornal Defesa e Relações Internacionais

Nunca houve um verdadeiro equilíbrio entre os arsenais nucleares das duas superpotências durante a Guerra Fria; os EUA sempre mantiveram alguma vantagem e não só no campo tecnológico. Havia, no entanto, um esforço das duas partes por manter o “desequilíbrio” dentro de limites que não afectassem a estabilidade do balanço nuclear, tal como prescrito no conceito da “destruição mútua assegurada”, adoptado pelos dois lados.

Tudo isto, porém, é hoje coisa do passado. A Rússia não só perdeu a Guerra Fria como perdeu também a corrida aos armamentos que as duas potências mantiveram até alguns anos antes da “queda do muro de Berlim”. Inevitavelmente, os acordos que procuravam garantir a “paridade”, passaram a ser olhados de forma diferente por cada potência.

Para os EUA, então seguros que a Rússia não poderia continuar a investir como no passado, os acordos passaram a ser um empecilho à estratégia de aumento e consolidação da vantagem que, afinal, sempre tiveram. Para a Rússia, porém, passaram a representar precisamente o contrário: a única hipótese de continuarem a falar de igual para igual com os EUA e de lhes permitirem “negociar” o abandono dos seus armamentos mais antiquados e mais dispendiosos por reduções, pelo menos quantitativamente semelhantes, no arsenal americano.

Tudo se complicou em 2002, com o abandono do Tratado Antimísseis Balísticos pelos EUA, passo indispensável para o desenvolvimento do seu projecto de construção de um Escudo de Protecção Antimísseis Balísticos. Falou-se, então, muito no risco de um retorno à corrida aos armamentos da Guerra Fria presumindo-se que a Rússia poderia sentir-se compelida a melhorar os seus arsenais nucleares, como forma de compensar a capacidade de intercepção que os EUA estavam a desenvolver e que poderia desfazer irreversivelmente o restante do equilíbrio ainda existente.

No entanto, a Rússia pareceu resignar-se, mau grado os protestos que fez e as tentativas de acerto de uma estratégia com a China para contrariar a iniciativa americana. Putin talvez ainda não se encontrasse seguro da possibilidade de repor a Rússia na arena internacional como uma grande potência que é preciso ouvir atentamente e acabou por ser relativamente modesto nas suas reacções. Os receios dos europeus de que a resposta fosse mais dura não se confirmaram; Bush, afinal, parecia estar certo na sua avaliação dos riscos da sua política e o Escudo de Protecção recebeu fundos substanciais para avançar a passos mais largos, como uma das grandes prioridades da estratégia de defesa americana.

Agora é tudo diferente; Putin descobriu o valor da “arma da energia” e passou a usá-la em termos políticos, logo a começar na sua área de influência próxima, deixando de premiar com preços baixos quem não correspondia com a necessária fidelidade. Sabendo que isso poderá não chegar para parar o avanço americano pela sua área de influência tradicional procura outras formas de arranjar mais “peso”. Não é difícil compreender que voltar as costas ao Tratado sobre Mísseis de Alcance Intermédio (Tratado IMF)[1] e retomar a construção deste tipo de mísseis, abandonada há anos, pode ser uma poderosa ferramenta para atingir esse objectivo.

A “manobra” merece cuidada atenção, logo em primeiro lugar por parte dos europeus que, sendo os potenciais alvos dessas armas, muito naturalmente irão interrogar-se até que ponto isso alterará o quadro de segurança em que têm vivido desde o fim da Guerra Fria. As respostas variarão entre o apoio inequívoco e a oposição frontal ao projecto americano o que não vai obviamente ajudar a construir uma visão comum europeia sobre as necessidades de segurança da Europa nem a recuperar o relacionamento transatlântico.

A Rússia, como se calcula, encarará esta situação como um “ganho” e com a seguinte vantagem adicional: tem agora a possibilidade de desviar a corrida aos armamentos de onde os EUA podem tirar partido das suas vantagens tecnológicas e financeiras – por exemplo, os mísseis balísticos intercontinentais – para onde têm mais hipóteses de ganhar um novo peso negocial e daí lançar um desafio aos EUA – os mísseis de alcance intermédio. Em conclusão: em vez da hipótese de uma parceria estratégica entre as duas potências o que temos hoje é uma agudização do seu relacionamento. Más notícias que os EUA tentam agora amenizar com um novo esforço de clarificação das suas intenções.

O que está no centro desta questão é – como vimos atrás – o Escudo de Protecção Antimísseis Balísticos; só que hoje, curiosamente, o seu impacto é exactamente o oposto do que foi quando Reagan lançou o projecto da Guerra das Estrelas. Nessa altura, foi a iniciativa de Reagan que levou a União Soviética – então já economicamente muito debilitada – a aderir às iniciativas de controlo de armamento; hoje, é Bush que com a instalação da componente europeia do Escudo está a levar a Rússia – em rápido crescimento económico – a “ameaçar” abandonar o Tratado IMF. Estamos a voltar à Guerra Fria? Esperemos que não, mas não falta quem diga que já estamos em plena Paz Fria!

[1] Foi assinado a 8 de Dezembro de 1987 em Washington entre Reagan e Gorbatchev, entrando em vigor a 1 de Junho de 1998. Foi a culminação de um processo de 8 anos de conversações, eliminando os mísseis de alcance intermédio (entre 500 e 5500 quilómetros), balísticos ou de cruzeiro e portadores de ogivas nucleares ou convencionais. É o 1º acordo de redução de armamentos assinado entre as duas superpotências. Em 1991, foi estendido a três ex-Repúblicas da USSR (Ucrânia, Cazaquistão e Bielorrússia) e adoptado mais tarde, durante a década de 90, pela Hungria, Alemanha, República Checa e Polónia. A Eslováquia aderiu aos seus princípios em 2000 e a Bulgária em 2002.

A defesa antimíssil na Europa

Alexandre Reis Rodrigues - Jornal Defesa e Relações Internacionais

A ideia de um sistema nacional de defesa antimíssil nos EUA tem mais de 50 anos. Foi proposta, pela 1ª vez, no início da década de 60 pelo Exército americano mas rejeitada por Mc Namara, então Secretário da Defesa, por não se integrar na estratégia de dissuasão de “destruição mútua assegurada”.

O projecto, no entanto, nunca deixou de evoluir à luz dos progressos tecnológicos entretanto alcançados. Um dos seus momentos de maior visibilidade e polémica ocorreu durante a presidência de Reagan, quando este avançou com a ideia, algo megalómana e irrealista, da Strategic Defense Initiative, que ficou conhecida por “Guerra das Estrelas”. Reagan procurava tirar partido da vantagem económica dos EUA, usando o projecto mais como uma arma política do que uma arma real, tendo em vista forçar uma alteração do equilíbrio estratégico em que as duas potências viviam, o que foi conseguido alguns anos mais tarde.

A Europa, mostrando pouco interesse pelo assunto, não tem ido além de condescender, algo relutantemente, de que é necessário prestar mais atenção ao problema da defesa antimíssil (Cimeira de Praga de 2002). Antes, em 1999, por ocasião do 50º aniversário da Aliança e aprovação do Conceito Estratégico, tinha concordado em incluir uma referência nesse documento sobre a importância crescente da ameaça dos mísseis balísticos contra forças destacadas. Aliás, é apenas neste campo que deu alguns passos iniciais, mas só ao nível dos que não implicam grandes decisões, no campo dos estudos de viabilidade.

Agora, porém, a Europa está confrontada com a intenção americana de instalar, em território europeu, um segmento avançado do escudo de protecção antimíssil que está a ser desenvolvido pela Missile Defense Agency. Será uma espécie de linha avançada de defesa do território americano na direcção das ameaças prováveis, neste caso representadas pelo Irão, dentro da lógica de que, quanto mais perto da fonte de ameaça estiverem os sensores e interceptores, mais alerta e mais pronta capacidade de reacção será conseguida.

Este novo passo tem estado a ser gerido pelos EUA numa base puramente bilateral para a procura de um entendimento com os países onde necessitam de obter facilidades para a instalação de componentes do sistema. Não parece, no entanto, que seja possível manter a discussão do assunto apenas ao nível bilateral. Mesmo que a Europa decida colectivamente não participar terá, no mínimo, que encarar o impacto político-militar que a utilização do solo europeu para instalar algumas componentes do escudo terá no relacionamento diplomático da Europa com o exterior, em especial com a Rússia, e na sua própria segurança.

Aliás, o assunto já é matéria de intenso debate interno europeu, com as opiniões muito divididas entre os que apoiam e até pretendem participar na iniciativa – casos da Polónia, República Checa, Reino Unido e Dinamarca – e os que, de algum modo liderados pela Alemanha, atribuem prioridade à manutenção de um clima de não confrontação com a Rússia, que se declara “ameaçada” pelo projecto.

Presumo que Portugal não tem uma posição definida sobre este assunto mas será conveniente que venha a ter; Castro Caldas, quando era Ministro da Defesa, chegou a declarar que Portugal poderia acolher componentes do sistema mas o ministro estava apenas a ser voluntarista, sem sequer conhecer o problema e não tendo qualquer base de apoio político para assumir essa posição. O tema vai ser brevemente discutido na UE na NATO. É essa aliás a estratégia que a Presidência alemã da UE está a seguir e que, provavelmente, passará, no 2º semestre deste ano, para as mãos de Portugal. Solana já mostrou disponibilidade para promover essa discussão Melhor seria, portanto, abrir já um dossier para esta questão.

Há duas questões principais em cima da mesa: a da prioridade que o sistema deve ter, à luz da avaliação europeia das ameaças, e o tipo de participação que a Europa poderá ter no projecto, eventualmente através da NATO. Ambas são bastante complexas em quase todas as vertentes de apreciação: a tecnológica (tudo está ainda num estádio muito experimental), a económica (trata-se de um projecto extremamente dispendioso que porá em causa a já reduzida capacidade europeia de ter umas forças armadas minimamente credíveis), a militar (diferentes leituras na forma de avaliar a ameaça, sérias dúvidas sobre a eficácia do sistema, etc.) e, finalmente, a política que será talvez a mais difícil.

O Secretário-Geral da NATO ao dizer que acolhe com agrado a proposta de Merckel de trazer o assunto para o seio da NATO, anunciando um debate para breve, mostra-se pronto a encaminhar o tratamento do assunto reconhecendo a sua dimensão multinacional; no entanto, por outro lado, já anunciou que a NATO não interferirá com o processo das negociações em curso dos EUA com os 4 países europeus atrás referidos, por entender que o assunto é bilateral! Obviamente, os que estão envolvidos em negociações também pensam desta última maneira, embora talvez com a esperança de que possam arrastar os relutantes. Não me parece que vá ser fácil.

O projecto é americano, respeita à defesa do seu território com base numa avaliação da ameaça que os EUA sabem não ser subscrita pelos europeus; em nenhuma circunstância, o sistema será posto sob controlo da NATO, sujeito a mecanismos de decisão que os EUA não aceitam e que, de facto, não são compatíveis com tempos de reacção de alguns minutos. Esta, quando muito, poderá ter a possibilidade de integrar o seu sistema de defesa antimíssil de teatro – se, de facto, resolver passar dos estudos de viabilidade para a concretização – mas isso, além de também extremamente dispendioso, levantará problemas muito complexos de comando e controlo.

O assunto vai arrastar-se por muito tempo, sem hipóteses de beneficiar de uma saída consensual no curto/médio prazo. Espera-se, pelo menos, que possa ser conduzido sem se constituir numa fonte de envenenamento das relações transatlânticas, uma área que Portugal não pode descurar.