30 setembro 2007

Sob tensão crescente, Taiwan testa mísseis que visam China

DO NEW YORK TIMES

Ante a expansão militar de Pequim -que a considera uma Província rebelde - e em meio a declarações independentistas cada vez mais incisivas, Taiwan está levando adiante um plano para desenvolver mísseis que possam atingir a China continental, segundo especialistas em defesa e segurança.

De acordo com esses analistas, Taipé já testou, com sucesso, seu primeiro míssil de cruzeiro com alcance de 1000 km - o suficiente para atingir Xangai. Membros do partido governista confirmam a existência dos planos, que vêem como "essenciais" diante do aumento dos gastos militares chineses.

Pequim tem hoje 800 mísseis apontados para Taiwan, os quais ameaça disparar caso a ilha leve adiante uma tentativa de independência.

A tensão no estreito de Taiwan tem se elevado nos últimos meses com a defesa, pelo governo taiwanês, de um referendo para que a Província entre na ONU sob o nome de Taiwan. A entidade internacional, desde 1971, reconhece a política de "China única" e dá assento somente a Pequim.

28 setembro 2007

Primeira operação do Rafale num NAe americano


No dia 23 de julho, dois Rafale F2 da Marinha francesa efetuaram uma primeira série de pousos e catapultagens (dois pousos e duas decolagens) a bordo do navio-aeródromo americano USS “Enterprise”, ao largo de Cannes, no Mediterrâneo. Os dois caças foram acompanhadas de um E-2C Hawkeye francês, que fez um pouso e uma decolagem. Estavam presentes na ocasião o embaixador americano na França, Serge Dassault e o chefe do Estado-Maior da marinha francesa. (Foto: SIRPA)

Entregue à Itália o primeiro Eurofighter Block 5



Entrou em serviço com a Força Aérea Italiana o primeiro de cinco Eurofighter Block 5 (foto), última versão das aeronaves do Tranche 1. A configuração desses aviões representa um progresso em termos de funcionalidade e capacidade operacional, e a entrega dos quatro restantes, a ser completada durante 2007, completará o total de 29 aeronaves Tranche 1 destinadas àquela Força. Os aviões do Block 5 são os primeiros equipados com o sistema Pirate (Passive Infra-Red Airborne Tracking Equipment) que, combinando as funções dos sistemas FLIR (Forward-Looking Infra-Red) e IRST (Infra-Red Search and Track) busca, detecta e rastreia alvos potenciais, em modo passivo. O Block 5 também inclui a instalação de um sistema de pouso por instrumentos e um sistema integrado de treinamento no cockpit (Enhanced Weapons Training Facilities) que permite a simulação da presença de cargas externas para missões ar-ar e ar-solo. Os aviões do Block 5 poderão usar 100% da capacidade de manobra da aeronave, e seu envelope de vôo é estendido para acelerações de até 9g em vôo subsônico e 7g em vôo supersônico. Outras características importantes do Block 5 são uma maior integração com o míssil ar-ar ASRAAM, a capacidade do radar de operar também na função ar-solo e a possibilidade (embora isso não se refira às aeronaves italianas) de usar bombas GBU-10, GBU-16 e Paveway II. A partir de 2008 serão iniciadas as entregas dos Eurofighters do Tranche 2, novo padrão de produção. (Foto: Alenia)

Câmeras termais francesas para exército russo


A empresa russa Rosoboronexport assinou contrato com a Thales para o fornecimento de cerca de uma centena de câmeras infravermelho Catherine FC para integração em carros de combate T-90 do Exército russo. A Thales vê o acordo como um elemento de reforço de sua posição de parceira da indústria russa no campo de equipamentos optrônicos para exportação para forças terrestres.

Quatro SH-3 para a aviação naval argentina



O Comando de Aviación Naval Argentina fechou um acordo com a U. S. Navy para a venda de quatro helicópteros SH-3, a um valor unitário de US$4,5 milhões. Dois serão usados como fonte de peças de reposição, e os outros dois compensarão a perda de duas aeronaves semelhantes no incêndio do quebra-gelos “Almirante Irizar”. Na ocasião, os dois SH-3 perdidos estavam dentro do hangar do navio.

Embraer entrega 50º A-29 Super Tucano


A Embraer entregou ontem a 50ª aeronave A-29, designação do Super Tucano na Força Aérea Brasileira (FAB), em cerimônia realizada na Unidade Gavião Peixoto da Empresa, interior do Estado de São Paulo. O evento contou com a presença de importantes autoridades civis, militares e executivos da Embraer.

“Com a entrega do 50º A-29, estamos dando continuidade a mais uma etapa de longa parceria histórica de sucesso entre a FAB e a Embraer”, disse Luiz Carlos Aguiar, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo. “Ao desenvolver um conceito básico de comunalidade de sistemas, equipamentos, simbologias e interfaces de última geração entre o A-29 e os jatos F-5M e A-1 (designação do AMX na FAB) em processo de modernização, a FAB assume posição de destaque no cenário mundial. A Embraer, sendo parte deste esforço, projetando e desenvolvendo os meios para concretizar tal conceito, sente-se desafiada a, cada vez mais, investir no desenvolvimento técnico e industrial da Empresa, de maneira a contribuir para a evolução da nossa Força Aérea.”

O Super Tucano compõe, juntamente com as aeronaves de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance – ISR) EMB 145 AEW&C de alerta aéreo antecipado e controle e EMB 145 RS/AGS de sensoriamento remoto e vigilância ar-terra, designadas R-99A e R-99B pela FAB, respectivamente, o segmento aéreo do Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (SIVAM), além de integrar-se às operações de treinamento básico e avançado dos pilotos da FAB.

“A incorporação do A-29 à FAB propiciou um salto tecnológico que nos levou à quarta geração da aviação militar”, disse o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. “A entrega da 50ª aeronave representa a consolidação de mais uma parceria profícua entre a Força Aérea Brasileira e a Embraer.”

Além das 50 aeronaves Super Tucano entregues para a FAB, os aviões também operam atualmente na Força Aérea Colombiana. A experiência operacional obtida pelo Super Tucano capacita-o como a única aeronave turboélice em fabricação no mundo que cumpre missões de vigilância e combate contra-insurgência, além de ser utilizada para treinamento.

Novidades no “São Paulo”



Repercutiu bem nos meios ligados ao setor de defesa a presença do “São Paulo” na parada naval realizada no Rio de Janeiro no dia 8 de setembro. Fundeado próximo à Escola Naval, o NAe foi o primeiro navio a ser passado em revista pelas autoridades embarcadas no “Cisne Branco”. Duas novidades saltavam à vista, sendo que a primeira delas só podia ser vista por quem sobrevoasse o navio: o convés de vôo foi repintado, desaparecendo o padrão anterior, ainda remanescente da época em que o navio pertencia à França. A segunda novidade é que o navio ostentava dois SIMBAD, lançadores duplos de mísseis Mistral anteriormente instalados a bordo do “Minas Gerais”. Os SIMBAD encontram-se respectivamente instalados nos “sponsons” de vante e de ré, a bombordo. O fato de que ambos os sistemas estão localizados a bombordo leva a crer que futuramente o navio disporá de algum outro sistema para sua defesa a boreste.

27 setembro 2007

1° GDA assume serviço de alerta de defesa aérea com F-2000

CECOMSAER


O 1° Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) reassumiu o serviço de Alerta de Defesa Aérea, nesta segunda (dia 24). Desde o dia 1º de janeiro de 2006, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) contava com a colaboração do 1° Grupo de Aviação de Caça e do 1° Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação para o serviço de alerta. Devido à necessidade de uma aeronave de alta performance, durante a transição do F-103 para o F-2000, estes Esquadrões mantiveram pilotos e aviões F-5E na BAAN.

Os pilotos de alerta passaram por uma readaptação devido à grande diferença operacional entre a antiga aeronave e a atual. Vale ressaltar que o alcance e a efetividade do F-2000 superaram as expectativas. Dessa forma, o COMDABRA e o 1° GDA estão mais preparados e com um vetor mais adequado para o cumprimento da missão.

A data foi comemorada com grande entusiasmo pelos pilotos, pois a missão de defender o espaço aéreo do Planalto Central passou a ser, mais uma vez, uma responsabilidade do Jaguar.

FAV Já possui 14 Su-30MK2, 18 até o fim de 2007 e 24 em 2008



MARÍA DANIELA ESPINOZA

O comandante da Aviação, General-de-Divisão Luis José Berroterán Acosta, anunciou que chegarão neste mês (Setembro), ao país, mais dois aviões Sukhoi-30, dos 24 comprados à Russia, para completar 14 aeronaves na força venezuelana.

Adiantou que antes do final do ano (2007), é previsto que o serão recebidas mais quatro unidades, para completar o total de 24 aviões em 2008. "O plano de aquisição está contratado e em dia ", concluiu.

O comandante do FAV assegurou que os instrutores de vôo venezuelanos estão capacitados e novos pilotos dos Sukhoi-30 estão na fase final de treinamento.

Os aviões estão vinculados ao Grupo Aéreo de Caza Libertador Simón Bolívar, cuja base operacional está localizada na Base Teniente (Av) Luis del Valle García, em Barcelona (Anzoátegui).

Segundo Berroterán Acosta, "já estão a caminho " os helicópteros MI que o Governo Venezuelano comprou à Rússia e que foram destinados à aviação, pois os primeiros a chegar foram destinados ao Exército.

"Até ser concreizada a entrega das novas unidade, seguimos trabalhando, manutenindo e operando os helicópteros que já possuimos", afirmou o Comandante Geral da Aviação.

26 setembro 2007

Afeganistão, Baixas e… Droga. Muita Droga.

“O The Observer apresentou ontem estatísticas segundo as quais quase metade dos britânicos na frente afegã já requereram um significativo tratamento médico: mais de 700, desde Abril, só na província de Helmand. Um enviado do semanário passou três semanas no terreno e concluiu que muitos soldados tencionam deixar o serviço, porque não aguentam combates tão intensos como os que ali se travam. “Dois milhões de munições já foram disparados” pelas forças de Sua Majestade.

“O The Independent relatou que noutra frente de combate em que os britânicos estão envolvidos - os comandantes militares comunicaram ao primeiro-ministro Gordon brown, “nada mais se pode fazer” no Sueste do Iraque, pelo que os 5500 soldados lá destacados deveriam ser retirados de imediato.”

Jorge Heitor
Público, 20 de Agosto de 2007

Os sete mil soldados britânicos que combatem os Talibãs no Sul do Afeganistão enfrentam aquela que é hoje a tarefa mais difícil na luta global contra o Islamismo militante: o Afeganistão. Esta é que sempre foi a primeira e última frente com a instauração de uma “república islâmica”, não o Irão - onde a desilusão contra os governantes confessionais sempre foi elevada, especialmente nos meios urbanos - mas o Afeganistão onde atravês da influência das escolas corânicas da fronteira com o Paquistão sempre entraram os mais aguerridos militantes islâmicos. As forças locais - mais ou menos leais ao Governo de Kabul - já demonstraram cabalmente a sua incapacidade para se defenderem, quanto mais para imporem Segurança em todo o território nacional… O cenário de guerra local é actualmente muito mais intenso do que o de qualquer outro conflito no mundo, ainda mais do que Iraque onde os confrontos directos entre forças da Coligação e Resistentes são raros e sinal disto mesmo é o facto do actual conflito no Afeganistão ser já o segundo mais importante de sempre em termos de baixas sofridas pelo exército britânico, com uma taxa de baixas por militares combatentes superior mesmo à dos americanos no conflito do Vietname, o que dá uma boa medida daquilo que se passa hoje no Afeganistão… Aliás, estima-se que 1 em cada 39 militares britânicos tenham já sofrido um qualquer tipo de ferimento, tendo recebido consequentemente o supracitado “tratamento médico”. Estas baixas elevadas são consequência de um tipo de guerra que propicia ao confronto homem-a-homem e à emboscados, quer por mina ou IED, quer “clássica” e são também resultado da falta de colaboração das forças locais, que supostamente deviam estar a liderar este combate, e da ausência de meios suficientes no local… As forças aliadas no Afeganistão (que incluem forças portuguesas) são também em número insuficiente, especialmente as dos EUA (empenhadas no Iraque) e esta fraqueza está a deixar demasiado espaço para as movimentações dos Talibãs…

Sobretudo, o grande problema do Afeganistão não é directamente o reacender da actividade dos fundamentalistas islâmicos, mas a explosão da produção de Droga, que está a financiar a guerrilha Talibã e que é tolerada ou até incentivada pelo Governo de Kabul. Helman, a provincia mais patrulhada do Afeganistão é responsável, sózinha, por 34% da produção nacional de ópio e esta subiu 48% em apenas um ano!… Aliás, no geral, o Afeganistão é hoje o maior produtor mundial de Drogas, uma consequência do aumento de insegurança no Sul do País, mas também do aumento da influência dos talibãs nesta região, já que estes a usam como forma de financiamento, vendendo directamente o seu produto, ou cobrando “protecção” aos agricultores locais…

Assim, é preciso reconhecer a prioridade do Afeganistão nesta luta contra o Fundamentalismo Islâmico, empenhar aqui as forças suficientes para assegurar a vitória, ou pelo menos para impedir que o frágil, corrupto e inepto governo de Kabul torne a cair nas mãos dos fundamentalistas e travar em primeiro lugar a batalha contra as suas grandes fontes de financiamento: a Droga. Vencida esta guerra, enfrentando a resistência dos Senhores da Guerra e do próprio governo local, retirar-se-á a base deste renascimento talibã e o rumo desta guerra longínqua mais decisiva poderá finalmente inverter-se.

18 setembro 2007

Força Aérea privada compra aeronaves da Embraer

Empresa brasileira deverá vender Super Tucano à Blackwater

Conforme já tem vindo a ser referido pela imprensa especializada, a empresa Blackwater, a maior organização não governamental de segurança do mundo, que é responsável por parte das operações de segurança e vigilância no Iraque, está em vias de adquirir (ou adquiriu já), uma unidade da aeronave de treino avançado e/ou bombardeamento ligeiro do tipo «Super Tucano».

A empresa Blackwater, considerada como o segundo braço da presença norte-americana no Iraque, é uma empresa que estabelece contratos com as autoridades militares dos Estados Unidos, para garantir a segurança a áreas, a edifícios ou instalações onde seja possível a manutenção de segurança utilizando meios civis.

A empresa recruta um grande numero de antigos veteranos do exército e dos fuzileiros navais dos Estados Unidos e volta a incorpora-los pagando um salário bastante superior ao que os antigos militares ganhavam quando ao serviço das F.A. americanas. Agora, parece que a Blackwater também vai ter que recrutar pilotos da Força Aérea.

O Tucano no entanto não será as primeiras aeronaves em posse da empresa Blackwater, pois esta já adquiriu helicópteros armados.

Também a função que a aeronave vai desempenhar não é exactamente conhecida. Sabe-se que existe a intenção de utilizar o avião brasileiro – modelo reconhecido pela sua agilidade e adequação para operações de contra-insurgência – como avião de treino.

A aeronave deverá ter as suas armas, metralhadoras e casulos para lançamento de foguetes de ataque ao solo removidos para efeitos de voos de treino, sabendo-se que a Blackwater não está autorizada a voar o Super Tucano armado em território norte-americano. Mas não se sabe quais são as intenções da Blackwater quanto à possibilidade de utilização do modelo em operações de vigilância e contra-guerrilha, nomeadamente no Iraque.

A empresa está envolvida no estudo e organização da força aérea do Iraque, nomeadamente no que respeita à sua capacidade para a luta anti-subversiva e a possibilidade de a aquisição do Super Tucano ter a ver com treino e análise da aeronave para futuras compras não é de descartar.

Equipado com dispositivos que permitem disparar as suas armas de noite, com visores de infravermelhos e metralhadoras, o Super Tucano pode não só servir como aeronave de treino como pode ser utilizado como bombardeiro leve, podendo mesmo atacar aeronaves de pequeno porte e helicópteros.

Ele é uma derivação da aeronave de treino Tucano, aumentado, reforçado, equipado com um motor mais potente e com capacidade para carregar armamentos. Está em operação no Brasil e na Colômbia e em análise noutros países.

Rússia vende sistema antiaéreo Pantsyr-S1 para o Irão

Jornalista que divulgou a notícia, morre em circunstâncias suspeitas

Vários órgãos de comunicação social ocidentais, fizeram referências ao que alegadamente poderá ser uma negociação paralela entre a Síria e o Irão, para a aquisição de 10 unidades do sistema de defesa aérea de curto alcance, conhecido como Pantsyr (concha) que começou recentemente a ser produzido na Rússia.

Além de já ter vendido várias unidades do Pantsyr para os Emirados Árabes, a Rússia está em negociações com a Síria para a aquisição por aquele país de até 50 unidades deste equipamento.

As informações afirmam que o Irão poderá ter negociado com a Síria a compra de parte desse lote, evitando assim o embargo internacional a que o país está submetido internacionalmente pelas Nações Unidas. Alegadamente, e com o objectivo de evitar o constrangimento resultante da possibilidade de os russos serem criticados por violarem o embargo ao fornecimento de armamentos ao Irão, o governo da Síria não terá divulgado oficialmente a intenção de repassar 10 unidades do sistema para o Irão.

Entretanto, no dia 21, o jornalista russo Ivan Safronov, que trabalhava para o jornal Kommersant e que investigava as vendas de materiais russos para vários países do médio oriente morreu em circunstâncias estranhas, ao cair da varanda de sua casa.

Segundo o jornal russo, o jornalista tinha sido avisado para não revelar qualquer informação relativa à venda de sistemas porque se o fizesse poderia incorrer em crimes contra o estado, podendo mesmo ser preso por violar segredos militares.

Fontes próximas da vítima, e igualmente relacionadas com a análise da industria de armamentos russa afirmaram que a venda de sistemas Pantsyr ao Irão era de tal forma secreta que poderia produzir uma resposta deste tipo por parte dos serviços secretos do estado russo.

Segundo as mesmas fontes, estarão a ser preparadas mais vendas de materiais para a Síria que poderão ter como destino final o Irão. Entre os sistemas de armamentos referidos, encontram-se os sistemas de defesa aérea de longo alcance S-300 e caças Mig-29 de versões recentes, sendo estes últimos vendidos primeiro à Bielorússia, que depois os passaria para a Síria.

Cada sistema Pantsyr. Deverá ter um preço aproximado de 10 a 11 milhões de Euros por unidade e pode funcionar de forma independente, ou conjuntamente com outros sistemas idênticos, dando protecção a alvos de grande valor. O Pantsyr é considerado o mais sofisticado sistema de defesa aérea de curto alcance presentemente produzido na Rússia.

Pensado na Rússia para proteger alvos sensíveis e disponível tanto em versão móvel como em versão auto transportada, o Pantsyr terá alegadamente mesmo capacidade para atingir bombas guiadas por laser ou GPS.

Novo sistema iraniano de defesa aérea

Defesa de curto alcance tenta suprir deficiências na defesa do país

Um novo sistema móvel de defesa aérea, foi anunciado pela imprensa iraniana, afirmando que foi desenvolvido no Irão, e terá capacidade para lançar simultaneamente dois mísseis antiaéreos de curto alcance.

O Irão tem vindo a tentar garantir a sua capacidade para defender alvos de importância estratégica, nomeadamente as suas instalações nucleares, no caso de estas virem a ser atacadas na sequência de alguma acção militar por parte dos Estados Unidos ou de Israel.

O sistema deverá ter capacidade para guiar os dois mísseis e dirigi-los para alvos distintos, embora haja dúvidas sobre o sistema utilizado para guiar os mísseis, embora seja quase certo que utilizam sensores de luz infravermelha.

O Irão declarou recentemente que estavam operacionais as baterias de mísseis Tor-M1 de fabrico russo, também eles mísseis de curto alcance, dispostos em bases móveis.

O Irão não tem um sistema baseado em radares de vigilância fixos, porque o país não tem os necessários meios para defender grandes instalações de radar.

Têm sido feita tentativas para ultrapassar o problema através do aumento do numero de sistemas de defesa de curta distância, embora estes não tenham capacidade de comunicar entre si, de forma a poder agir de forma coordenada.

O Irão conta também com o sistema de pesquisa de baixa frequência conhecido como Kolchuga de origem ucraniana, que é visto como eficiente e extremamente preciso, mas que tem a desvantagem de ser extremamente sensível a sistemas de guerra electrónica e contramedidas, que podem ser facilmente implementadas por parte das forças americanas.

O míssil mais eficiente que o Irão terá para a defesa antiaérea, deverá se o SA-6, com alcance de aproximadamente 24Km, ou seja, mais ou menos o alcance das bombas JDAM guiadas por GPS e lançadas de grande altitude.

Uma bomba JDAM, é muito mais barata que qualquer míssil antiaéreo, e esta vantagem táctica poderá permitir aos americanos atacar a seu bel-prazer os alvos que escolherem no Irão.

A única defesa e factor que pode influenciar o grau de incerteza por parte de uma força atacante, é o continuo movimentar dos sistemas de defesa antiaérea iranianos.

Turquia procura explicações de Israel.

Aviões F-15 israelitas, largaram depósitos de combustível na Turquia


Depois de terem encontrado tanques de combustível pertencentes a aeronaves de Israel no sul da Turquia, alegadamente largados por aviões israelitas que sobrevoaram território sírio na semana passada, os turcos estão agora a exigir explicações por parte de Israel quanto à utilização indevida do espaço aéreo turco, para uma operação hostil contra a Síria.

A Turquia, é um tradicional aliado de Israel, mas o país é especialmente sensível a questões que ponham em causa a sua soberania.

O sobrevoo do seu território por aeronaves que partindo de Israel sobrevoaram todo o território sírio, tendo chegado à Turquia é algo que os turcos não parecem estar na disposição de deixar passar em claro, ainda mais porque a questão passou para o conhecimento da opinião pública. Por isso o ministro dos negócios estrangeiros turco terá já pedido explicações ao governo de Israel sobre o sobrevoo por parte de aeronaves de Israel no norte da Turquia

As autoridades de Israel, terão informado os turcos de que haverá um inquérito sobre a situação e que a Turquia será devida e rapidamente esclarecida sobre o incidente.

Entretanto, uma fonte não revelada terá confirmado à estação de televisão CNN nesta Segunda-feira que teve lugar uma operação militar da Força Aérea de Israel contra alvos no interior da Síria na semana passada.

O ataque, destinou-se a servir como demonstração de força e terá sido organizado contra uma coluna militar que se dirigia para o Líbano, alegadamente identificada por Israel como destinada a abastecer com armas o movimento islâmico Hezbollah.

O ataque despoletou na altura uma resposta dos sistemas antiaéreos colocados no noroeste da Síria às primeiras horas da manhã da passada Quinta-feira. Tudo indica que as aeronaves se dirigiram de Israel para norte, chegaram à fronteira entre a Síria e a Turquia, largaram os seus depósitos adicionais de combustível e voltaram para a sua base, eventualmente sobrevoando o mar. Terão sido esses os depósitos de combustível que foram encontrados em território turco, próximo à fronteira com a Síria. Os turcos identificaram os tanques de combustível como sendo pertencentes a aeronaves F-15, um tipo de aeronave utilizada por Israel.

Nas últimas semanas a retórica belicista entre a Síria e Israel tem vindo a aumentar de parte a parte, com a divulgação de planos de ataques preventivos por parte de Israel ou de planos sírios para recuperar os montes Golã.

Coluna norte-coreana terá sido o alvo da aviação de Israel

Ataque de 6 de Setembro continua envolto em dúvidas



O jornal norte-americano Washington Post, vem acrescentar mais dados sobre a operação levada a cabo por parte da aviação de Israel no norte da Síria no dia 6 de Setembro. Segundo aquele jornal, a operação foi altamente secreta e os pilotos dos aviões de escolta e apoio não foram informados sobre o objectivo da operação, enquanto que os pilotos dos aviões que efectuaram o ataque só conheceram o objectivo quando já estavam no ar.

As razões que explicam a pouca informação sobre a operação estarão ligadas ao manto de secretismo que cobre as operações de vigilância que os serviços secretos de Israel, em colaboração com os Estados Unidos, têm vindo a manter sobre a Coreia do Norte, a Síria e o Irão, entre outros países, no que respeita à troca de informações, dados técnicos e materiais e equipamentos destinados a permitir a produção de armas.

O ataque teve lugar sobre uma instalação referenciada pela Síria como «Centro de Pequisa Agricola», onde os serviços secretos de Israel consideram que podem estar em desenvolvimento ou estudo, armamentos nucleares, no entanto o objectivo parece ter sido uma coluna em que seguiam elementos norte-coreanos, que haviam chegado a território da Síria no dia 3 de Setembro.

Os serviços secretos tanto nos Estados Unidos como em Israel estarão convencidos de que há técnicos da Coreia do Norte presentemente na síria, como também os há no Irão e mesmo no Iraque.

Fontes citadas pelo Washington Post referem a possibilidade de além de uma ligação à Coreia do Norte, parecer existir também algum tipo de ligação a uma rede ilegal montada pelo cientista paquistanês Abdul Qadeer Khan, que é conhecido por ter cedido informações sobre manuseamento de materiais nucleares tanto ao Irão como à Coreia do Norte e mesmo à Líbia.

Noticias recentes, afirmam também que a Síria não tem intenções de responder ao ataque de Israel, e até ao momento não foram divulgadas quaisquer informações, fotografias ou gravações de vídeo, das instalações agrícolas que alegadamente Israel terá bombardeado.

Pedro e o Lobo

A informação sobre eventuais instalações nucleares na Síria deve ser considerada com cuidado, enquanto não houver possibilidade de confirmar se essas instalações existem ou não.

A facilidade com que os Estados Unidos afirmaram que existiam armas de destruição maciça no Iraque, e que levou ao ataque àquele país em 2003, é um factor a considerar em todo este processo. Já Israel não tem por hábito fazer acusações não fundamentadas.

Segundo o Washington Post as fontes de informação são neste momento absolutamente secretas e ninguém em Washington ou Telavive produziu qualquer declaração oficial.

No entanto, são conhecidas as apetências de muitos dos ditadores do mundo árabe pela construção de instalações nucleares (nomeadamente para a produção de energia) ou pela simples aquisição de armamento nuclear.

Ataque ao Irã será geral e não parcial

Capacidade militar do Irão, será destruída em 72 horas


Três dias de um ataque avassalador, é tempo que segundo o jornal britânico «Sunday Times» o Pentágono considera necessário para destruir grande parte da capacidade militar iraniana.

Segundo a mesma fonte, em apenas 72 horas, os norte americanos poderão destruir até 1200 alvos, o que permitirá atingir o objectivo de tornar inoperacional a capacidade iraniana de retaliar contra qualquer ataque.

Em uma conferência, um alto responsável do «The Nixon Center» terá ainda afirmado que os Estados Unidos não pretendem efectuar apenas alguns ataques cirúrgicos contra as instalações militares do Irão. O objectivo será o de atacar a capacidade militar daquele país destruindo o maior número possível de instalações, sistemas de comunicações e equipamentos.

As declarações são interessantes de analisar no contexto das pressões internacionais que vários países têm vindo a fazer sobre a república islâmica do Irão, em que se incluem declarações da Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e do presidente da França Nicolas Sarkozy.

As afirmações têm lugar numa altura em que o presidente do Irão fez declarações afirmando que a presença americana no Iraque estava próximo do fim, afirmando que o Irão estava pronto para substituir o vazio de poder deixado pelos Estados Unidos.

Em declarações relacionadas, já na Sexta Feira, o presidente do Irão veio deitar mais achas na fogueira, avisando que o Irão já tem em funcionamento 3.000 equipamentos de centrifugação que permitem enriquecer urânio com qualidade muito superior à necessária para utilização numa central nuclear produtora de energia eléctrica.

O teor das afirmações norte-americanas tem vindo a subir, à medida que o tempo passa e que as pressões vão servindo apenas para alimentar as páginas dos jornais. Os países europeus, acusados de não fazer nada têm-se juntado às pressões, dando a entender ao Irão e especialmente à sua própria opinião pública que o seu país está isolado internacionalmente.

Estudos estratégicos publicados nos Estados Unidos têm apontado o problema iraniano como um dos mais complexos – e que terá forçosamente que ser resolvido - juntamente com os problemas iraquiano e afegão.

As afirmações proferidas mostram de forma clara que muitos sectores conservadores nos Estados Unidos não têm absolutamente nenhuma fé na capacidade que as pressões internacionais possam ter para alterar a política do Irão.

Independentemente da possibilidade de um ataque norte-americano, Israel afirmou já que poderá agir unilateralmente contra o Irão, se os Estados Unidos se abstiverem de destruir a capacidade nuclear iraniana.

Ministro francês: Preparem-se para a guerra!

Ameaças a Teerão aumentam tensão na região

As declarações do ministro francês das relações exteriores Bernard Kouchner neste fim de semana, foram extensivamente comentadas e discutidas pelos meios de comunicação social no médio oriente e levaram a uma onda de comentários sobre o «aviso» francês ao Irão.

Desde o silêncio comprometido de estados árabes do golfo como a Arábia Saudita – tradicional rival do Irão – até ao apoio de Israel - que saudou a posição de força assumida pelos franceses - as declarações parecem ter provocado algum espanto, ao mesmo tempo que embatiam na tradicional retórica nacionalista iraniana, que rejeitou liminarmente as alegações e comentou de forma mais ou menos despreocupada as ameaças.

O ministro francês, avisou no Domingo num programa de televisão, que o mundo se deve preparar para a possibilidade de uma guerra com o Irão, se o país insistir na sua intenção de prosseguir com um programa de enriquecimento de urânio, capaz de produzir material nuclear com um nível de pureza muito superior ao necessário para a utilização em instalações nucleares civis.

O ministro, que afirmou literalmente que «…temos que estar preparados para o pior e o pior é a guerra…» disse ainda que se deve negociar com o Irão até ao último momento, para impedir que o Irão desenvolva capacidades nucleares.

Perguntado sobre o que queria dizer com «devemos estar preparados» o ministro disse que era uma questão para os Estados Maiores, que deveriam ter planos preparados.

«Se Teerão conseguir ter armas nucleares, será uma ameaça para todo o mundo» rematou Kouchner, que disse mesmo que se nas Nações Unidas não for possível impor sanções contra o Irão, a União Europeia deverá agir unilateralmente, afirmando que empresas francesas ligadas ao remo petrolífero foram desencorajadas de estabelecer negócios no Irão.

As declarações do ministro francês vêm na sequência de afirmações do próprio presidente da França Nicolas Sarkozy, em que disse que o mundo poderia ter que escolher entre um Irão com a bomba, ou o bombardeamento do Irão, avisando que o problema iraniano e a possibilidade de aquele país desenvolver armamento atómico, constitui a maior ameaça à paz em todo o mundo.

A forma agressiva com que a diplomacia francesa tem vindo a encarar o problema iraniano parece segundo alguns ultrapassar mesmo a retórica da administração dos Estados Unidos, que tem frisado que apenas prevê no momento uma solução através da negociação.

Em Teerão, a imprensa oficial da República Islâmica acusou os franceses de terem vestido a pele dos Estados Unidos e de estarem apenas a produzir declarações inflamatória, continuando a afirmar que o Irão não se deixará intimidar.

As pressões europeias sobre o Irão, que também já foram efectuadas pelo governo de Berlim, destinam-se a tentar mostrar ao Irão que não enfrenta apenas os Estados Unidos nas criticas de Washington ao seu programa nuclear. Em muitas chancelarias europeias, considera-se que se o Irão entender que não tem o apoio da maioria da comunidade internacional, acabará por desistir do seu programa nuclear.

O urânio de grande pureza, tem utilização em armamento nuclear e um engenho atómico pode ser instalado a bordo de um dos vários mísseis que o Irão está a desenvolver e que já tem operacionais.

Os iranianos poderão desenvolver mísseis que dentro de alguns anos terão capacidade para atingir países do centro da Europa.

13 setembro 2007

Operação Albacora reune nove mil militares em defesa da Bacia de Campos

Assessoria de Comunicação Social – Ministério da Defesa

Cerca de nove mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica vão participar da Operação Albacora, um dos maiores exercícios combinados coordenados pelo Ministério da Defesa. De 12 a 21 de setembro, as Forças Armadas vão atuar em conjunto em áreas específicas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo para defender a Bacia de Campos, uma importante região econômica e estratégica do Brasil.

Na operação, a Marinha vai realizar exercícios anfíbios, controle de áreas marítimas, defesa de plataformas de petróleo e retomada de portos. O Exército vai atuar no lançamento de pára-quedistas, nas operações aeromóveis e nos treinamentos de guerra convencional. Já a Aeronáutica vai cumprir bombardeios estratégicos, resgate, transporte logístico, ataques a alvos terrestres e marítimos.

A execução da Operação Albacora é o resultado de um planejamento realizado por um Estado-Maior Combinado, composto por oficiais e praças das Forças Armadas. Esse exercício será conduzido pelo Comandante de Operações Navais da Marinha e também faz parte de um ciclo de operações anuais coordenadas pelo Ministério da Defesa.

Além das atividades essencialmente militares, as Forças vão realizar ações cívico-sociais (ACISO) em diversos municípios das regiões abrangidas. Essas atividades promovem atendimentos médicos e odontológicos, bem como aulas de primeiros socorros e higiene.

Mais informações: www.albacora.mil.br

A Dimensão estratégica do Brasil


Mario Cesar Flores
Almirante-de-esquadra (reformado)

O poder militar brasileiro só é lembrado hoje na síndrome da (in)segurança pública, não há preocupação com a defesa. A questão existencial das Forças Armadas emerge naturalmente dessa situação: o que lhes cabe agora? Este artigo esboça uma idéia de resposta e tem por alvos o mundo político e a sociedade, desinteressados pelo tema; na política, porque não são percebidas ameaças, mas também porque a defesa nacional não gera votos.

A realidade brasileira sugere que nossa visão da defesa nacional observe esta premissa sóbria: embora atento às questões humanitárias e ambientais e com interesses econômicos globais, na segurança deve o Brasil priorizar seu território e entorno, continental e marítimo. Fora desse cenário, a defesa de seus interesses e perspectivas se insere na ordem em que lhe cabe contribuição coadjutora ou simbólica.

A ênfase regional merece um comentário sobre a segurança coletiva, da natureza do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), inspirado na ameaça comum da guerra fria. A retórica “bolivariana” que vê nos EUA razão para um esquema regional daquela natureza não é corroborada pela América do Sul em geral. Na verdade, alguns de nossos vizinhos vêem no Brasil um vago motivo de cuidado, decorrente da História e da assimetria; nessas circunstâncias, tal esquema seria mais fonte de atritos que solução de problema inexistente. É esse também o caso da união militar “... para defender a grande pátria que somos...”, sugerida por Hugo Chávez, sem esclarecer a ameaça e a solução das divergências na “grande pátria”, questão não resolvida nem na União Européia! Em suma: a defesa não é propensa a concessões e compromissos, salvo sob grave ameaça comum.

Não existem pendências territoriais entre o Brasil e seus vizinhos, e eventuais tensões decorrentes do uso de recursos naturais e de problemas ambientais admitem soluções negociadas, como admitiu o caso Itaipu x Corpus e deve admitir o das hidrelétricas do Madeira. Mais ainda se a democracia vingar na região - o que está em risco - e se o Brasil contar com poder militar que persuada a conveniência da negociação. Quanto à por vezes aventada possibilidade, hoje mais passional que racional, de coerção em força por grande(s) potência(s), no quadro ambiental da Amazônia, ela é por ora implausível, e é de supor que cuidados brasileiros a manterão assim; novamente, mais ainda se nosso poder militar sugerir custo alto à coerção.

Mas, embora pequena a probabilidade de conflitos interestatais envolvendo o Brasil, não estamos imunes a problemas de segurança. Realçam hoje os delitos da criminalidade transnacional e organizada, que superam a capacidade policial e exigem atuação militar; neste aspecto em particular, ainda que eventualmente não apenas, nas permeáveis fronteiras terrestre e marítima e no espaço aéreo. Delitos que podem justificar segurança compartida distinta da concepção do Tiar, porque limitada pelo interesse comum específico, quanto à participação, área abrangida, prática operacional e vigência.

Ademais, em razão de seus interesses e peso regional, o Brasil não pode ser indiferente à desordem em seu entorno, aos conflitos internos - que nem sempre respeitam fronteiras - e interestatais por contenciosos territoriais e divergências sobre recursos naturais, mais prováveis se houver retrocesso no clima democrático. Deve estar atento na proporção da natureza e gravidade, de preferência em consenso regional em que lhe cabe responsabilidade, sob pena de abdicação da sua posição relativa - o que supõe poder militar crível no apoio à estabilidade e ordem, ao ideal jurisdicista da nossa tradição.

Um breve parêntese sobre a ordem interna: o poder militar deve poder, de acordo com a lei, garantir a ordem legal, episodicamente, onde e se a ação policial é inviável, ou insatisfatória porque as características “daquele problema” transcendem a capacidade policial. Mas o poder militar na rotina da segurança pública, além de duvidoso resultado, é inconveniente porque prejudica sua missão precípua e o compromete em questões internas além do razoável numa democracia.

Ordem interna à parte, porque fora do escopo deste artigo, as circunstâncias cogitadas sugerem capacidade militar comedida, mas convincente, que, além da missão clássica - respaldar a negociação política, dissuadir, abortar ou ao menos cobrar custo alto para qualquer ameaça de Estado, improvável, mas não impossível no mundo de Estados com interesses distintos -, seja capaz de controlar conflitos irregulares e ilícitos em geral, nas regiões fronteiriças terrestres, no mar costeiro e no espaço aéreo, e de contribuir, como exigido pela situação e pelo peso relativo do Brasil, para a ordem e segurança na América do Sul e no Atlântico Sul, sobretudo em suas águas ocidentais. Em nível global, ser capaz de cooperação coadjutora, crescente com a evolução do Brasil no mundo.

A premissa inicial, a avaliação de problemas preocupantes - um armamentismo regional instigante, por exemplo - e uma orientação do tipo da esboçada acima são da esfera política, com assessoramento estratégico. Cabe ao Ministério da Defesa e às Forças por ele coordenadas desenvolver, sem ufanismo inócuo, as concepções estratégicas, a organização, a doutrina e o preparo que respondam à moldura política. No tocante ao preparo, convém-nos aproveitar o não estar o Brasil sujeito à necessidade de armamentismo apressado para buscar a tecnologia coerente com o poder militar pretendido, implantando-a na sua indústria - condição da credibilidade militar moderna.

Crescerá assim a dimensão estratégica brasileira, a caminho da coerência com a dimensão econômica e em apoio à posição internacional do Brasil. Inclusive à pretensão à condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, difícil por mera volição política sem capacidade para honrá-la, que não teremos enquanto não resgatarmos a defesa nacional do ostracismo.

Indonésia adquirirá 22 helicópteros, 20 tanques e dois submarinos russos


Às vésperas da visita do presidente Vladimir Putin à Indonésia nesta quinta-feira, apareceu uma informação que o país comprará na Rússia helicópteros, tanques e submarinos no valor de US$ 1 bilhão por meio de acordos que serão formalizados durante a visita , informa Efe.

O Governo russo aprovou uma linha de crédito de US$ 1 bilhão para que a Indonésia possa conseguir equipamentos de defesa e armamento, informou hoje a agência estatal "Antara".

Com o financiamento, a Indonésia adquirirá 22 helicópteros, 20 tanques e dois submarinos de classe "Kilo", disse o porta-voz do Ministério da Defesa indonésio, general Edy Butar Butar, acrescentando que a dívida será paga durante os próximos 15 anos.

Os submarinos do tipo «Kilo» são navios convencionais, com propulsão a Diesel que foram desenhados ainda no periodo da antiga União Soviética. Os modelos em serviço na Rússia, têm capacidade para o lançamento de torpedos filoguiados. Entre as vantagens dos submarinos da classe Kilo está a elevada capacidade para resistir a perfurações no casco, pois o submarino pode continuar a flutuar e não se afundar, mesmo que um compartimento tenha sido completamente afundado. A última modernização da classe Klio é o projeto “Amur”, um submarino que no Ocidente recebeu o nome “Buraco Negro”.

"A Força Aérea também receberá armamento e equipamentos para o esquadrão de Shukoi, porque, além da compra de US$ 1 bilhão, também comprará seis aviões Shukoi no valor de US$ 335 milhões", disse Butar Butar ao jornal "The Jakarta Post".

A previsão é de que as companhias estatais russas de petróleo, Lukoil, e de mineração, RusAi, assinem contratos com as indonésias Pertamina e P. T. Aneka Tambang, respectivamente.

Os presidentes indonésio e russo também vão assinar acordos de reflorestamento e proteção do meio ambiente.

12 setembro 2007

A Rússia experimenta no Mar Báltico o seu novo submarino “Amur”.


A Nato segue atentamente este processo, e quanto mais informações sobre o submarino mais assustado ficam os membros dele.

O submarino classe “Lada” o Amur , é a versão de exportação, é um submarino de ataque que tem como principais objectivos: vigilância, colocação de minas, operações especiais, ataque a vasos de guerra, sendo acima de tudo feito “por encomenda” baseado nas especificações do cliente. O Amur é caracterizado pelo seu extremo silencio sendo ainda mais eficaz neste campo que os também muito eficazes submarinos Kilo.

Ficha Técnica:
Comprimento: 66.8m
Largura: 7.1m
Velocidade Max submerso: 21nós
Tripulação: 35
Deslocamento: até 1750 toneladas
Autonomia: 11.200km
Profundidade Max: 300m
Operadores: Russia, 1 unidade em serviço 1 unidade encomendada

Os inspectores da NATO em particular, receiam que este submarino pode ser adquirido pelo país como Venezuela que, é contra a política dos Estados Unidos na América Latina. Os EUA têm a sensação duma responsabilidade global com a separação da União Soviética, e aos poucos expandindo o seu domínio e fronteiras, ordenando invadir outros países que não desejam seguir a política deles. Agora a Rússia começa a por fim a esta forma unilateral.

Rússia desenvolve novo radar móvel que efetua reconhecimento nas montanhas



Por Lyuba Lulko

As Tropas Radiotécnicas (TRT) da Força Aérea russa incorporão em 2008 o novo radar capaz de efetuar o reconhecimento nas zonas montanhosas, anunciou ontem (26) o Comandante das TRT o general major, Anatoli Boyárintsev.

“ O novo radar está sendo desenvolvido pelas empresas do complexo industrial-militar da Rússia, particularmente o Instituto de Radiotécnica de Nijni Nóvgorod e Fábrica Electromecânica de Lianózovo( Moscovo)”, informou o general major na conferência de imprensa, informa Ria-Novisti.

“ A Força Aérea terá um radar moderno com elevada resistência às interferências e alta manobralidade”, disse o militar.

“ Os radares móveis podem ser desmontados em poucos minutos, e não horas como antes, sendo aumentando assim as capacidades de combate e sobrevivência das Tropas Radiotécnicas.”

Rússia começa a produzir "em série" mísseis Bulava-M



A Rússia começa a produzir "em série" mísseis intercontinentais de ogivas múltiplas Bulava-M, destinados a equipar os futuros submarinos estratégicos do país, informou Interxax, citado o comandante-em-chefe da Marinha russa, almirante Vladimir Marossin.

"O último teste do Bulava-M realizado no final de junho foi muito importante", disse Masorin.

Tendo em conta o resultado positivo do teste Marossin anunciou "a produção em série de peças para esse novo sistema de armamento.

O míssil Bulava-M, de mais de 8.000 km de alcance, pode transportar até dez ogivas nucleares de trajetória independente. A Marinha russa anunciou, em 28 de junho, que havia realizado com sucesso um teste desse tipo de míssil. Quatro dos seis últimos testes feitos desde 2005 fracassaram, segundo a mídia russa.

"Depois de cada teste que não dá certo é realizada uma quantidade enorme de trabalho para encontrar a causa", disse Masorin no porto ucraniano de Sebastopol, base da frota russa no Mar Negro.

Ele afirmou que a Rússia fará mais dois testes de longa distância com o Bulava neste ano, mas que os detalhes são secretos.

A Marinha russa pretende finalizar os testes do novo sistema em 2008. "Esperamos que ao longo dos nossos testes seja adotada a decisão de pô-lo (o míssil) a serviço ativo da Marinha em 2008", completou Marossine. A Rússia tem a segunda maior frota de submarinos do mundo, depois dos Estados Unidos. A frota é a principal fonte de sua política de dissuasão nuclear.

Segundo o presidente Vladimir Putin, o projeto Bulava pode passar por qualquer escudo antimísseis.

O Bulava foi projetado para uso na nova geração russa de submarinos nucleares, da classe Borei (Vento Ártico). O primeiro submarino da classe --chamado Yuri Dolgoruky-- foi inaugurado em abril depois de muitos atrasos, mas os mísseis ainda não estão prontos para equipá-lo.

S-400 Triumph já em operações à defesa de Moscou



Por Lyuba Lulko

Foi colocada ontem (06/08) em operações à defesa aérea de Moscou o novo sistema de defesa antimíssil S-400 Triumph, que substitui o velho S-300.

O sistema S-400, projetado pela empresa Almaz, podem abater a alturas de entre 10 metros e 50 quilômetros aviões de tecnologia "stealth", mísseis de cruzeiro, táticos e até balísticos com velocidades de vôo de 4,8 quilômetros por segundo, informou o general Aleksandr Zelin, chefe da Força Aérea russa.

O sistema usa três tipos de mísseis com um alcance de até 150, 300 e 400 quilômetros, que podem abater simultaneamente doze alvos. Cada bateria consta de rampas de lançamento vertical, uma unidade de radar e equipamentos autônomos de detecção e identificação de alvos.

O general informou que o novo sistema antimíssil poderia ser exportado e usado para construir um sistema de defesa europeu, uma afirmação que se refere ao projeto norte-americano com o mesmo fim, questionado por Moscou.

Zelin, disse que esta última hipótese deveria ser considerada detalhadamente. O S-400, foi inaugurado durante a polêmica sobre o escudo antimíssil que os Estados Unidos querem ativar em países da União Européia como Polônia e República Tcheca.

Por sua vez Igor Ashurbeili, diretor-geral da Almaz, destacou que este é o primeiro sistema de mísseis que o Exército russo recebe para a defesa aérea em 14 anos.

A defesa aérea do país precisa de entre 200 e 250 destas baterias de mísseis, segundo versão russa da Pravda.

De acordo com fontes militares, o segundo sistema S-400 entrará em serviço no ano que vem. Até 2015 a Rússia pretende contar com pelo menos 23 baterias desses mísseis.

Americanos não acreditam que os "Bears" ainda voem



Por Lyuba Lulko

A Força Aérea russa renovou os vôos longos de bombardeiros estratégicos sobre as águas do Pacífico e Atlântico. As missões têm vários objetivos e são realizados de dia e de noite. Na quarta-feira dois aviões Tu-95MS sobrevoaram a ilha Guam , onde está localizada a base militar dos EUA.

“Renovamos nossa tradição quando nossos jovens pilotos sobrevoaram Guam em dois aviões , disse o comandante da Força aérea rusa o general Pavel Androsov, descreveu a interceptação dos caças americanos , dizendo que aeronaves estiveram táo próximas que houve contato visual entre os pilotos. “ Trocamos sorrisos com nossos colegas, que decolaram de um porta-aviões dos EUA. Então voltamos para casa”.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, conseguiu comentar o evento só assim: “ O que é isso, é o “Bear” ?( o nome do Tu-95 segundo a classificação da Nato) E que, ainda voam neles? “, segundo a versão russa da Pravda.

Segundo o Androsov, os caças da Nato já tiveram bastante trabalho com interceptações de bombardeiros russos em diversos pontos do planeta.

“ Dentro dos exercícios de verão foram efetuadas cerca de 40 missões de vôo, que foram realizadas por aviões Tupolev (Tu)-160, Tu-95, Tu-22 e Ilihushin (Il)-76t, disse o porta-voz da Força Aérea russa, Alexander Drobyshevski.

“ Nas missões de vôo sobre as águas do Pacífico e do Atlântico, as aeronaves de nossa aviação estratégica estiveram acompanhados por caças da Nato.

Segundo Drobyshevski nas missões foram treinadas a interação com aviões de interceptação, a reposição de combustível durante o vôo e a simulação de superação de sistemas antiaéreos inimigos. Além disso , foram disparados simultaneamente vários mísseis de cruzeiro contra alvos no Árctico, ao norte da Rússia.

Rússia testou a bomba de vácuo mais potente do mundo


A Rússia testou a bomba de vácuo mais potente do mundo, anunciou ontem o chefe adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas russas, coronel-general Aleksandr Rukshin. A bomba tem o poder comparável a uma arma nuclear.

"Os resultados dos testes desta bomba confirmam que ela possui eficácia e capacidade destrutiva comparável a uma carga atômica", disse o general ao "Canal 1" da televisão russa.

Rukshin disse que as bombas a vácuo, ao contrário das armas nucleares, não representam perigo para o meio ambiente, pois não provocam contaminação por radiação.

O "Canal 1" exibiu algumas imagens do teste da nova bomba a vácuo, nas quais foi possível ver seu lançamento, a partir de um bombardeiro Tupolev modelo Tu-160, e sua descida, atrelada a um pára-quedas.

As bombas a vácuo pulverizam sobre ou na zona do impacto um combustível que se mistura com o oxigênio da atmosfera que, ao ser detonado, destrói tudo o que for vivo.

De acordo com a emissora, "tudo o que é vivo literalmente evapora. Após esta explosão, o solo lembra muito mais a superfície lunar, mas sem poluição química ou radioativa".

Além disso, disse que "o Ministério da Defesa ressalta que a fabricação desta bomba não está relacionada a nenhum acordo militar internacional assinado pelo país, nem representa o lançamento de uma nova corrida armamentista".

Ainda segundo o "Canal 1", a bomba russa contém menos explosivos que sua similar americana (7,1 toneladas contra 8,2), mas tem poder destrutivo quatro vezes maior e pode atingir uma área 20 vezes maior, além de criar uma temperatura duas vezes mais alta no epicentro da explosão.

Yuri Baliko, chefe de um centro de pesquisa do Ministério da Defesa russo, declarou que o explosivo da bomba é consideravelmente mais potente que o conhecido TNT por causa do uso de nanotecnologia em sua fabricação.

Por causa disso, a nova bomba exige menos precisão para atingir o alvo, o que por sua vez barateia consideravelmente sua produção, declarou Baliko.

"Esta bomba nos permite garantir a segurança do Estado e, ao mesmo tempo, combater o terrorismo internacional em qualquer situação e em qualquer região do mundo", garantiu Rukshin.

As bombas a vácuo são especialmente eficazes em espaços fechados como bunkers, edifícios e cavernas, onde conseguem criar uma grande pressão e altíssimas temperatura.

A antiga URSS como a Rússia usaram bombas a vácuo para destruir refúgios subterrâneos inimigos em cavernas de montanha, a primeira durante a invasão ao Afeganistão e a segunda na guerra da Chechênia.

10 setembro 2007

Comandante da Marinha anuncia o tenebroso velório da Marinha brasileira

Brasil tem o quinto maior espaço aéreo do mundo

O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares, foi à Comissão de Defesa Nacional do Senado e, entre outras coisas, anunciou o tenebroso velório da Marinha brasileira, assegurando que o estado de abandono da frota fará com que o Brasil deixe de ter Marinha em 2025. Os navios têm idade média de 50 anos e essa situação, para um país que dispõe de milhares de quilômetros de costas, é mais grave do que se pensa. Essa é a situação da Marinha. Não se sabe se a do Exército é semelhante, mas o Brasil não desconhece a gravidade do que ocorre em seu espaço aéreo, certamente caótico e lamentável.

Ao mesmo tempo, com mais de 14 mil quilômetros de fronteiras desguarnecidas, fica fácil a entrada de armas pesadas para a bandidagem, inexistem dificuldades para o ingresso de drogas e de traficantes internacionais que aqui estabelecem suas bases. Toda essa situação de descalabro facilita o aumento da tensão nas metrópoles, faz prosperar o tráfico, intensifica a guerra urbana e provoca a matança de centenas de pessoas todos os meses, ao som de discursos vazios e de promessas estéreis.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não parece preocupado com nada disso, já que sua atenção está voltada para a distância entre as poltronas dos aviões comerciais. Um ministro da Defesa deve pensar a segurança nacional, deixando a solução do caos aéreo para o presidente da Infraero. O governo não se lembra que mais de 90% do comércio chegam e saem do Brasil pelo mar, que 80% do petróleo vêm por vias marítimas, que a perda do controle das fronteiras ameaça severamente a harmonia nacional. A falta de navios de guerra coloca tudo em risco e acena para a criação de uma tragédia nacional.

O Brasil tem o quinto maior espaço aéreo do mundo e a terceira maior costa do planeta e tem a Amazônia cobiçada internacionalmente, cuja defesa será feita pela Marinha, ou não será feita. O governo parece não saber que a construção de um navio demora cinco anos e a elaboração de estratégias consome uma década. Assim, enquanto nada se faz, permanecem inseguros e intranqüilos os 14 mil quilômetros de fronteiras a serem preservados e protegidos não apenas de governos estrangeiros.

Devem ser protegidas porque, em algum momento, a migração internacional pode ameaçar a estabilidade brasileira, com a mesma intensidade com que entram armas e drogas. A cobiça internacional por recursos naturais também entra por elas e tudo funciona como se as portas ficassem apenas encostadas.

O governo abandona as Forças Armadas como se fôssemos uma nação pequena, a exemplo do que fez a Costa Rica. O presidente Luís Inácio Lula da Silva fala em potência com base no Produto Interno Bruto (PIB). É claro que o PIB é bom indicador, mas mais importante do que isso é a capacidade de produzir mais amanhã, e isso não temos. Em curto espaço de tempo, o PIB será criado pela ciência e pela tecnologia e, como sempre, precisará ser defendido por Forças Armadas preparadas e competentes. A verdade de tudo isso: dos 21 navios existentes, 11 estão imobilizados e o restante opera com restrições. É o que temos.

200 vagas para missão no Sudão

A missão já foi aprovada pela ONU, cabendo ao Brasil montar um hospital de campanha

Marco Aurélio Reis

A tropa de saúde das Forças Armadas será convocada antes do fim do ano para compor missão de paz a ser enviada pelo Brasil ao Sudão, país africano maior que a Argentina e que enfrenta sangrenta guerra civil desde sua independência, em 1956. A missão já foi aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), cabendo ao Brasil montar um hospital de campanha.

A previsão é enviar entre 120 e 150 homens e mulheres, a maioria médicos e enfermeiros. Além deles, 50 fuzileiros e alguns homens de infantaria acompanharão a missão para garantir a segurança da unidade hospitalar. O Itamaraty já sinalizou que pretende usar equipamentos do hospital de campanha do Exército que hoje estão guardados nas instalações do extinto 19º Batalhão de Logística, no Barreto, Niterói. Quando chegar ao Sudão, esse hospital poderá ser montado em barracas ou contêineres ou ainda ser instalado em um prédio desocupado na área de conflito. Como é de praxe, a intenção do governo brasileiro é recrutar militares das três Forças, com cada uma ocupando o comando em algum período da missão.

Os militares do Exército responsáveis pela guarda do hospital de campanha no extinto 19º Blog vão, porém, formar a base dessa nova tropa de paz. Os novos capacetes azuis, como são chamados os militares que integram missões de paz da ONU, receberão diárias além dos soldos. Um vencimento de R$ 3,6 mil de capitão deve ir, pelo menos, para R$ 6 mil.

07 setembro 2007

Índia Emite RFP para 126 Caças e Opção para mais 64

Defesa@Net

A Índia abriu hoje (28 Ago) um concurso internacional para renovar a sua frota de aviões de combate, dando origem a uma competição entre os gigantes mundiais da aeronáutica de defesa já que estão em disputa mais de 10 Bilhões de dólares.

Este contrato, esperado há anos, refere-se à aquisição, pela força aérea indiana, de 126 aviões de combate para substituir os seus MiG-21 russos e caças Jaguar mais antigos, que estão muito velhos.

Responsáveis oficiais revelaram que os primeiros 18 aparelhos serão comprados diretamente e entregues à força aérea em 2012, o mais tardar, enquanto os restantes 108 aviões serão fabricados sob licença na Índia.

Na corrida para ganhar o concurso estão, os russos MiG, com o seu MiG-35, as americanas Boeing (com o seu F/A-18E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (com o F-16), o avião Rafale, da empresa francesa Dassault Aviation, o Typhoon do consórcio de empresas inglesas, francesas, alemãs, espanholas e italianas, e o modelo Gripen, da empresa sueca Saab.

O governo indiano também adiantou que poderá ter um segundo contrato de mais 64 caças, o que elevaria o total para 190 aviões.

As empresas terão seis meses para apresentar a documentação e após serão realizadas demonstrações das aeronaves na Índia. Um contrato que definirá os rumos de muitas indústrias aeronáuticas do mundo.

Os russos apostam no desempenho do MiG-35, os franceses investem no Rafale, após esperarem por vários anos com a linha de produção do Mirage 2000-5 MarkII em atividade, e no ano de 2006 anunciaram oficialmente ao governo indiano que estavam encerrando a linha de produção do avião, que também competiu no Brasil dentro do consórcio Mirage 2000BR.

Os acordos estratégicos recentes entre os Estados Unidos e Índia, incluindo o acordo Nuclear, abriram caminho para os caças F/A-18 E/F Super Hornet da Boeing e o F-16 E/F da Lockheed Martin. Mais recentemente autoridades americanas apresentaram o F-35 Lightning II aos Indianos, porém não foi solicitado o RFP do F-35.

Acredita-se que os candidatos preferenciais da Índia sejam os caças Rafale e o MiG35. Com o aumento dos números da compra pode haver uma divisão da encomenda entre os dois aviões. Um dos motivos é de que os indianos não querem ficar somente com os russos como fornecedores de aviões militares, pois já fornecem o Sukhoi Su-30 MKI. E a confiança na empresa Dassault com a performance dos Mirage 2000H.

Não é claro se algum acordo ainda remanescente da tentativa de criar uma linha de produção Brasil-Índia prosperará. O timing dos indianos prevê que uma decisão não será tomada em menos de 18 meses.

EMBRAER Inicia Modernização dos 53 Jatos AMX da FAB

Aeronaves terão sistemas de última geração


São José dos Campos, 31 de agosto de 2007 – A Embraer recebeu o primeiro dos jatos AMX da Força Aérea Brasileira (FAB) para modernização de sistemas e atualização tecnológica. O projeto de modernização dos jatos AMX, designados A-1 pela FAB, tem por objetivo manter ativa por mais 20 anos a frota de 53 unidades de um dos mais eficientes aviões de combate em atuação no país, fabricados pela Embraer entre 1989 e 2000.

A atualização do AMX incorporará o que há de mais atual em tecnologia para sistemas aviônicos, de armamento e sensores, sendo boa parte dos componentes utilizados fabricados no Brasil. Assim, a aeronave atingirá o patamar operacional dos mais avançados aviões de combate disponíveis no mercado.

“Sentimo-nos muito honrados em atender as necessidades da FAB no cumprimento da sua missão constitucional de defesa nacional”, disse Luiz Carlos Aguiar, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa e Governo.

“Mais uma vez, temos a oportunidade de sermos a integradora de novas tecnologias que envolverão outras empresas da indústria de defesa no Brasil”, acrescentou Aguiar, lembrando que a modernização é de suma importância não apenas para a FAB, mas também para a indústria aeronáutica e a própria Embraer.

“O AMX é o diferencial pró-Brasil na América do Sul, graças à capacidade operacional obtida em cumprimento aos requisitos estabelecidos nas décadas de 70 e 80. A atualização tecnológica do avião visa a introduzir novas capacidades, que o levarão ao cumprimento pleno da sua missão nos próximos 20 anos”, explicou o Brigadeiro Nôro, Subdiretor de Desenvolvimento e Programas (SDDP) e Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Sobre o AMX

O AMX, designado A-1 pela FAB, é um jato de ataque ar-superfície, empregado também em missões de reconhecimento aéreo. Em 1977, a Força Aérea Italiana efetuou uma licitação para desenvolvimento de um caça-bombardeiro. As empresas Aeritalia, atualmente denominada Alenia Aeronáutica, e Aermacchi, ambas italianas, fizeram uma proposta conjunta, iniciando os trabalhos em abril de 1978.

Em março de 1981, os governos italiano e brasileiro concluíram um acordo de requerimentos conjuntos para as aeronaves e a Embraer foi convidada a se juntar ao programa. Assim nasceu o AMX, projetado, desenvolvido e produzido por um consórcio formado pelas três empresas.

O primeiro protótipo voou em 15 de maio de 1984 e a produção em série começou dois anos depois, com os primeiros exemplares entregues à FAB e à Força Aérea Italiana em 1989. Nos 11 anos seguintes, até 2000, quase 200 aviões deste tipo foram produzidos. Os esquadrões italianos de AMX voaram 252 missões de combate na guerra do Kosovo, na Sérvia, em 1999, como parte da Operação Allied Force, sem nenhuma aeronave perdida.

No Brasil, o A-1 é operado pelo primeiro e terceiro esquadrões do décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv – Esquadrão Poker e 3º/10º GAv – Esquadrão Centauro, respectivamente), ambos sediados na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e pelo 1º/16º GAv – Esquadrão Adelphi, sediado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Dentre os principais benefícios da modernização dos jatos AMX da FAB, pode-se citar:

• Geração de tecnologia na área de integração de sistemas aviônicos de última geração e desenvolvimento de software embarcado no Brasil, beneficiando-se do conhecimento adquirido nos projetos AL-X (Embraer A-29 Super Tucano) e
F-5BR (Northrop F-5 Tiger II);

• Autonomia, no Brasil, para a integração de novos sistemas e sensores, bem como suporte logístico local;

• Consolidação do parque de empresas aeronáuticas voltadas para eletrônica de defesa;

• Manutenção e ampliação da capacidade tecnológica da Embraer para desenvolver novos produtos para o Ministério da Defesa do Brasil, gerando possibilidades de exportação;

• Aumento da confiabilidade e disponibilidade atual da frota e incremento da capacidade operacional;

• Redução da obsolescência de equipamentos, sistemas e tecnologias;

• Independência na manutenção da frota, em relação aos fornecedores externos, uma vez que o País passará a deter controle total sobre o software operacional;

• Extensão da operação efetiva das aeronaves AMX por mais 20 anos.

Para general, vazio de poder ameaça Amazônia

Comandante Militar da Amazônia diz que a ausência do Estado na região norte "ainda vai dar problema".

FÁBIO BRANDT (*)

Um vazio de poder ameaça a Amazônia brasileira, abrindo espaço para o crescimento do narcotráfico e dos desmatamentos. A avaliação do general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho, comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), é endossada pelo alto escalão do Exército e fundamenta as ações das Forças Armadas na região: defesa do território e apoio logístico ao governo e à população.

O vazio a que Cerqueira se refere é a não-presença do Estado brasileiro na região norte – a maior em área (45% do Brasil) e a menos povoada (3,35 habitantes por quilômetro quadrado), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Isso vai dar problema”, afirma o General, argumentando que a região tem valor estratégico por abrigar 15% da água potável e a maior biodiversidade do planeta. “Tem muita gente de olho. Precisamos protegê-la e conservá-la”.

Com quatro estrelas no uniforme, Cerqueira ocupa o posto máximo do exército em tempos de não-guerra. Sob suas ordens, há 19 organizações militares e cerca de 25mil homens (entre oficiais e recrutas do serviço obrigatório).

Exército apóia população

Efetivo insuficiente, ele afirma, para quem precisa defender 42% do território nacional, incluindo 1.200 quilômetros de costa e 11 mil quilômetros de fronteira. “O exército faz o papel de outras instâncias do Estado aqui e, muitas vezes, é o único apoio à população”, acrescenta o General.

A presença de narcotraficantes e das Farc nas fronteiras amazônicas do Brasil fez com que o exército adquirisse competências de polícia, podendo revistar e prender pessoas em flagrante (conforme a Lei Complementar 117, de 2004).

Muitos outros “vazios” fazem as atividades do exército na região se desdobrarem, para áreas como transporte e saúde. Exemplo disto é o Hospital Militar do município de São Gabriel da Cachoeira (852 quilômetros de Manaus). “Quem colocou para funcionar foi o exército”, diz o diretor do hospital, Major Couto.

Ele conta que o governo federal inaugurou a obra em 1990, mas o atendimento à população começou apenas em 1995, após o exército enviar médicos-militares para trabalhar nele. “Também fizemos parceria com o Governo do Amazonas e a prefeitura da cidade para as despesas”, diz.

O entorno do hospital denuncia a carência de São Gabriel por serviços básicos: casas precárias, muitas sobre córregos, quase sem tratamento de água. Uma realidade presente na maior parte da região norte, conforme mostram dados do IBGE: dos 896mil m³ diários de água distribuídos no Amazonas, 607mil m³ são tratados (90% vai para Manaus).

Mesmo assim, São Gabriel apresenta-se como centro urbano da região conhecida como “Cabeça do Cachorro” (extremo noroeste do Brasil, na fronteira com Colômbia e Venezuela). O Hospital Militar recebe pessoas de diversos outros municípios, transportados até ele por aviões da FAB, por embarcações do exército ou, mais comumente, barcos particulares (em viagens que duram dias e até semanas). “Precisamos de mais recursos para atender melhor e poder buscar mais pessoas”, afirma Major Couto.

Mobilidade precária

A dificuldade de deslocamento é presente em toda a Amazônia. Mesmo a concentração populacional e industrial de Manaus não escondem essa realidade. Não longe da capital, a bacia do Amazonas já inviabiliza o transporte terrestre.

Perante o alto custo do transporte aéreo, o fluvial desponta como solução. “Isso implica que há lugares em que só as Forças Armadas conseguem chegar para levar mantimentos e médicos”, disse o General Cerqueira.

Na área do CMA (42% do Brasil) a realização de transporte (de carga e de pessoas) é feito na seguinte proporção: 86% pelo Centro de Embarcações do CMA (Cecma); 12% pela Força Aérea Brasileira (FAB) e 2% por diversos meios civis.

O comandante do Cecma, Coronel Fernando Paranhos, explica que as funções do Centro de Embarcações são, principalmente, apoiar o treinamento das tropas na selva e patrulhar as águas do CMA. “O que envolve até troca de tiros com traficantes e contrabandistas”, diz. Mas, os 86% de transporte realizados pelo Cecma incluem fugas a essa rotina.

Paranhos conta que o Cecma transporta suprimentos alimentares e médicos para comunidades afastadas, em lugares de difícil acesso. Num último exemplo de atividade realizada pelo exército para cobrir a falta de estrutura da região norte, ele cita: “também trabalhamos nas eleições, transportando urnas até os eleitores e vice-versa”.

(*) Da Agência Repórter Social

Venezuela faz sobrevôo ilegal na Amazônia

Aviões militares do país vizinho pousaram em aldeia indígena ianomamis, em Roraima.

MEMÉLIA MOREIRA

FLÓRIDA, EUA - Helicópteros e outras aeronaves do Exército da Venezuela fizeram sobrevôo ilegal dentro do espaço aéreo brasileiro e chegaram inclusive a pousar numa aldeia indígena, em Roraima, no dia 8 de agosto passado. A denúncia foi feita por lideranças do povo Ianomami, em carta endereçada às autoridades brasileiras. Os líderes manifestam sua preocupação porque acreditam que os militares do país vizinho estão apoiando garimpo dentro da area indígena.

A violação do espaço aéreo, seguido do pouso do helicóptero das Forças Armadas da Venezuelaa aconteceu na aldeia de Xitei e foi presenciada por representantes do Ministério Público Federal e da Diocese de Roraima que estavam em visita aos índios.

Embora o chefe do Comando Militar da Amazônia, general Raimundo Nonato de Cerqueira Filho tenha alertado para o "vazio de poder’ na região, afirmando que a ausência do Estado brasileiro na faixa de fronteira norte facilite a expansão do narcotráfico, os líderes Ianomami informam que os militares brasileiros dos destacamentos da serra das Surucucus e da região do rio Auaris, mesmo avisados da invasão do espaço aéreo não tomaram nenhuma providência e "isso não é bom", afirmam os líderes.

05 setembro 2007

Brasil pode aumentar efetivo militar no Haiti



A força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti pode aumentar o efetivo de militares brasileiros que trabalham com atividades de engenharia. A decisão complementaria o potencial do trabalho de obras de infra-estrutura que a Companhia Brasileira de Engenharia pode desenvolver, como atividades de drenagem, distribuição de água potável, limpeza de canais e asfaltamento de ruas. Atualmente, o grupo de engenharia no país conta com 150 homens.

A proposta de aumentar o efetivo em uma centena de homens foi apresentada pelo exército ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que está em uma visita ao Haiti. O tema ainda depende de discussão dentro da ONU e do governo brasileiro. Além disso, é necessário uma ratificação do Congresso Nacional, que pode aprovar ou não o aumento do efetivo.

Segundo os comandantes das tropas brasileiras, a realocação de soldados que fazem operações militares para obras de engenharia não seria possível neste momento. O temor é com a possibilidade de colocar em risco o processo de estabilização em regiões-chave do país. "Acontece que, premido pelas situações locais, pela situação do Haiti, o Brasil começa a dar resultados em obras de engenharia. Coisa que não ocorre com outros batalhões que possuem somente expertise (especialização) de apoio a militares", afirmou Jobim.

O Brasil está há três anos e dois meses na liderança das tropas militares que compõem a missão.