18 janeiro 2009

Israel rompe cessar-fogo e ataca região norte da faixa de Gaza



Helicópteros atacaram nesta manhã com metralhadoras a região norte da faixa de Gaza, em resposta a um ataque de milicianos do Hamas, informou o exército israelense. O incidente ocorreu menos de seis horas após o início do cessar-fogo unilateral anunciado por Israel.

Um porta-voz militar israelense disse que nesta manhã um grupo de milicianos atacou o exército de Israel na região norte da faixa de Gaza e estes responderam ao ataque. "Tanques e helicópteros dispararam contra os agressores nas primeiras horas desta manhã", disse o porta-voz.

As trocas de tiros ocorreram nos arredores do campo de refugiados de Yabalia. Vizinhos de comunidades rurais israelenses ao redor da faixa de Gaza confirmaram à emissora pública A Voz de Israel que por volta das 7h (5h da madrugada no horário de Brasília) escutaram o barulho dos primeiros disparos, bem como dos helicópteros pousando em terra.

Trata-se do primeiro incidente armado desde que entrou em vigor às 2h deste domingo (18) (22h de sábado, no horário de Brasília) o cessar-fogo unilateral após 22 dias de ofensiva israelense.

Quando anunciou a trégua unilateral na noite deste sábado, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert chegou a afirmar que se o Hamas continuasse a lançar foguetes, Israel seria obrigado a dar mais uma resposta justificada. "Eu não sugiro que outras organizações nos testem", declarou.

Trégua

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou em anúncio à imprensa, na noite deste sábado, que o país cumpriu seus objetivos em Gaza -- enfraquecer o Hamas e interromper o lançamento de foguetes contra seu território -- e que, por isso, iniciaria uma trégua unilateral.

Na ocasião, foi anunciado que as forças terrestres israelenses, que entraram em Gaza no dia 03, permaneceriam por algum tempo na região, mas sem o objetivo de reocupar o território.

Olmert afirmou que Israel alcançou todos os objetivos da ofensiva em Gaza, a maior operação militar na região desde que retirou as tropas do território em 2005, depois de 38 anos de ocupação. O objetivo declarado da operação foi impedir o lançamento de foguetes do Hamas contra as cidades do sul de Israel.

Mais de 1.160 palestinos, muitos deles crianças e civis, morreram durante os 22 dias de ataques iniciados no dia 27 de dezembro. Treze israelenses morreram no período, sendo dez soldados em ação e três civis atingidos por foguetes lançados pelo grupo radical Hamas, que domina o território.

Irã exige retirada total das tropas israelenses da faixa de Gaza


em Teerã

O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Motakki, exigiu neste domingo a retirada total das tropas israelenses da faixa de Gaza, por considerar insuficiente o cessar-fogo unilateral declarado -- e já rompido por Israel.

"É essencial que as forças sionistas se retirem completamente das zonas ocupadas. Uma mera interrupção dos ataques por terra, mar e ar não é suficiente para pôr fim aos combates", disse Motakki em declarações veiculadas pela rede de TV iraniana PressTV.

A retirada total das tropas israelenses em Gaza é uma das exigências -- junto à abertura das passagens fronteiriças -- do movimento islâmico radical Hamas para aceitar a trégua de Israel. O grupo "[declarou]" vitória neste domingo pela trégua proposta por Israel, uma medida considerada pelos militantes palestinos como a confirmação da derrota da grande ofensiva militar do país na região, que, em 23 dias consecutivos de ataque, deixou ao menos 1.160 palestinos mortos e cerca de 5.000 feridos.

Israel declarou um cessar-fogo unilateral a partir das 2h deste domingo (22h deste sábado (17), no horário em Brasília), que rompeu seis horas depois ao lançar ataque a um grupo de militantes palestinos em Khan Yunis. Segundo um porta-voz do Exército israelense, helicópteros abriram fogo esta manhã em resposta "a uma provocação" de um grupo de milicianos que teria disparado contra as tropas.

O chefe da diplomacia iraniana também disse que a decisão israelense de deter os ataques é "uma prova a mais do fracasso dos objetivos sionistas" e outra mostra de que "a vitória está no lado do povo palestino".

Na opinião de Motakki, só a abertura das passagens fronteiriças e a retirada definitiva das tropas israelenses "podem asfaltar o caminho e permitir o fim das hostilidades". O Irã é considerado grande inimigo de Israel na região. O presidente iraniano, Mamhoud Ahmadinejad já ameaçou riscar o país do mapa.

Israel analisa trégua unilateral na Faixa de Gaza



O gabinete de governo de Israel se reúne neste sábado para votar uma proposta de cessar-fogo, sem a participação do Hamas, na Faixa de Gaza. A trégua ganhou força com acordo assinado com os EUA.

Israel aprova cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza



Ficou acertado que o Exército israelense pararia com os ataques, mas manteria as tropas em Gaza por alguns dias. Os Estados Unidos ajudariam no controle das fronteiras com o Egito.

Brasil exporta navio de guerra para a Namíbia



Fruto do estreitamento das relações entre os Governos do Brasil e da Namíbia, foi assinado, em junho de 2004, um Acordo para fornecimento de um Navio-Patrulha e duas Lanchas-Patrulha para a Marinha daquele país africano.

O Navio-Patrulha, batizado “Brendan Simbwaye”, armado com canhão e metralhadoras, possui comprimento de 46,5 metros e desenvolve velocidade de 27 nós, e será empregado na vigilância e defesa da costa namibiana.

O projeto foi gerenciado pela EMGEPRON, empresa pública vinculada à Marinha do Brasil, que responsabilizou-se também pela garantia da qualidade da embarcação, pela instalação do armamento e pelo apoio logístico à Marinha da Namíbia.

Para a construção das embarcações, o Governo da Namíbia selecionou, dentre diversos estaleiros no Brasil, a Indústria Naval do Ceará - INACE, localizada em Fortaleza, uma vez que essa empresa já possuía a tecnologia necessária à execução de projetos militares, obtida com a construção de dois Navios-Patrulha Classe “Grajaú” para a Marinha do Brasil.

Essa iniciativa de sucesso, além de gerar empregos, fomentar a cadeia produtiva e desenvolver a tecnologia militar-naval, abre perspectivas para a exportação de outros navios de guerra, o que contribuirá para a expansão da indústria de defesa no País.

O Navio-Patrulha “Brendan Simbwaye” será incorporado à Marinha da Namíbia em 16 de janeiro de 2009, em cerimônia a ser realizada às 16:30h no estaleiro INACE, que contará com as presenças do Governador do Ceará; dos Ministros da Defesa da Namíbia e do Brasil; do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; dos Comandantes das Marinhas da Namíbia e do Brasil; e da Prefeita de Fortaleza, além de outras autoridades.

Características Gerais

Deslocamento: 197 ton (padrão), 217 ton (carregado).

Dimensões: 46.5 m de comprimento, 7.5 m de boca e 2.3 m de calado.

Propulsão: 2 motores diesel MTU 16V 396 TB94 de 2.740 bhp cada, acoplados a 2 eixos com hélices de três pás e passo fixo.

Combustível: 23 tons.

Eletricidade: 3 geradores no total de 300 Kw.

Velocidade: máxima de 26.5 nós e máxima mantida de 22 nós.

Raio de ação: 2.200 milhas náuticas à 12 nós (10 dias de autonomia).

15 janeiro 2009

Tropas israelenses invadem bairros residenciais de Gaza



Já são 20 dias de intensos bombardeios. O Egito faz nova proposta para pôr fim à violência, dez dias de cessar-fogo. A urgência é para evitar mais mortes, que já passam de 1030.

Conflito em Gaza já matou mais de mil pessoas



Já passam de mil o número de mortos no conflito na Faixa de Gaza, sendo que boa parte deles são crianças. A Cruz Vermelha Internacional criticou asperamente o governo isralense sobrte os ataques.

Já passa de mil o número de palestinos mortos na Faixa de Gaza



Hoje, um dos focos de maior atenção para a imprensa internacional, em Jerusalém, foi a entrevista de entidades israelenses de defesa dos direitos humanos, que se opõem à ofensiva na Faixa de Gaza.

14 janeiro 2009

Uma Esquadra para defender a Amazônia



EDUARDO ITALO PESCE
Especialista em Relações Internacionais, professor no Cepuerj e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval.

Os interesses marítimos do Brasil não se limitam à área vital, constituída pela "Amazônia Azul". A área primária de influência do Poder Naval brasileiro abrange todo o Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, bem como parte do Oceano Antártico. A área secundária, por sua vez, inclui o Mar do Caribe e parte do Pacífico Sul, nas proximidades do litoral sul-americano.

Em futuro não muito distante, poderá ser criada uma segunda Esquadra, sediada no litoral Norte/Nordeste do Brasil. Tal Esquadra teria por atribuição defender a Amazônia pelo mar, além de proteger os interesses nacionais na área marítima situada ao norte da cintura Natal-Dacar, onde o saliente nordestino avança como uma cunha em direção à África.

Para viabilizar sua criação, porém, a quantidade de meios flutuantes, aéreos e de fuzileiros navais à disposição da Marinha do Brasil deveria ser consideravelmente ampliada. Atualmente, a Marinha dispõe de pouca infra-estrutura de apoio no litoral Norte/Nordeste, bem como nos rios da Amazônia, pois ali estão sediados apenas elementos de forças distritais.

Para apoiar uma Esquadra, seria necessário construir novas bases ou ampliar e modernizar as bases navais de Belém (PA), Natal (RN) e Aratu (BA). Para isso, as limitações físicas dos portos (com exceção de Aratu, na Baía de Todos os Santos) teriam que ser levadas em consideração. Podemos afirmar que tais projetos seriam metas de médio ou longo prazo.

Com pequena ampliação da infra-estrutura existente, porém, poderia ser estacionada naquela área uma força pronta da Esquadra, inicialmente constituída por um número reduzido de navios. Tal possibilidade já havia sido cogitada pela Marinha na década de 70 do século passado, mas a idéia foi postergada devido à crônica escassez de recursos.

Esta força incluiria um grupo-tarefa (GT) de superfície, integrado por dois ou três navios de escolta, um navio-tanque e um navio de desembarque de carros de combate, assim como um ou dois submarinos, que operariam independentemente. Haveria também destacamentos aéreos embarcados (DAE), constituídos por helicópteros a bordo dos navios.

O local mais apropriado para estacionar tal força talvez fosse Belém, junto à foz do Amazonas, onde já existe a Base Naval de Val de Cães (BNVC). Outra opção seria São Luís, situada a uma distância um pouco maior, mas aí teria que ser construída uma nova base naval. Natal e Aratu (especialmente esta última) estão mais distantes da Amazônia.

Situada ao sul da cintura Natal-Dacar, a Base Naval de Aratu (BNA) é a mais bem equipada do Nordeste brasileiro. Inaugurada nos anos 70, foi construída para ser uma das bases principais da Marinha, capaz de apoiar unidades da Esquadra. As dificuldades orçamentárias das três últimas décadas impediram a plena realização daquele objetivo.

Além de elementos da Esquadra, um grupamento operativo da Força de Fuzileiros da Esquadra também poderia ser estacionado no Norte do Brasil. Inicialmente, este poderia ser um elemento anfíbio (ElmAnf), nucleado numa companhia de operações especiais. Posteriormente, o efetivo e os meios de fuzileiros navais poderiam ser ampliados.

Estas forças teriam que ser apoiadas a partir do Rio de Janeiro, enquanto não houvesse na área uma infra-estrutura adequada. Haveria necessidade de uma base para navios de superfície e outra para submarinos, além de um arsenal para reparos. Nem sempre seria viável o deslocamento dos navios para o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Seriam necessárias instalações de apoio às aeronaves da Marinha (normalmente helicópteros), talvez em uso condominial com a Força Aérea. Para alojar o grupamento operativo da FFE, um dos quartéis dos grupamentos regionais de fuzileiros navais poderia ser ampliado sem dificuldade.

Outro problema estaria relacionado com a necessidade de próprios nacionais residenciais (PNR), em número suficiente para as famílias de todo o pessoal militar das unidades deslocadas para a área. A permanência das famílias no Rio, enquanto esse pessoal estivesse servindo no Norte do país, seria problemática.

Não haveria grandes alterações na estrutura da Marinha. Seriam mantidos, com suas respectivas atribuições, o Comando de Operações Navais (ComOpNav) e seus principais comandos subordinados, o Comando-em-Chefe da Esquadra (COMEMCH) e o Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE), todos sediados na área Rio.

Atualmente, o comandante de Operações Navais (CON) acumula o cargo de diretor-geral de Navegação (DGN) e tem outros 14 almirantes diretamente subordinados, em função de comando ou de direção de serviços. O cancelamento da acumulação CON/DGN vem sendo sugerido, como uma forma de reduzir o volume de encargos deste oficial-general.

Outra poderia ser a criação de um Comando Naval do Norte (possivelmente sediado em Belém), subordinado ao ComOpNav. A área de cobertura deste novo comando incluiria a Amazônia, as águas sob jurisdição nacional (que constituem a área vital) e as áreas marítimas estratégicas situadas acima de Natal-Dacar (parte das áreas primária e secundária).

Ao Comando Naval do Norte, ficariam subordinados os componentes da Esquadra e da FFE que estivessem operando em sua área de cobertura, além dos comandos de três distritos navais (3º DN em Natal, 4º DN em Belém e 9º DN em Manaus), com suas respectivas forças distritais, bases navais e demais organizações militares de apoio.

Durante a realização de exercícios combinados naquela área, o Comandante Naval do Norte (CNN) poderia atuar como comandante de um Teatro de Operações Marítimo (TOM) ou do componente naval de um Comando de Operações Terrestre (TOT). A inclusão de comandos combinados, na estrutura militar de paz, seria demasiadamente onerosa.

Tropas de Israel enfrentam resistência do Hamas



Militares israelenses ampliaram os ataques aéreos na Faixa de Gaza e soldados avançam pelas cidades do território. Mas as tropas terrestres estariam enfrentando militantes do Hamas, que resistem.

Ofensiva em Gaza chega ao 19º dia



Cresceram os temores da abertura de uma nova frente de batalha, depois que o norte de Israel foi atingido por três foguetes disparados do Líbano.

Forças israelenses aproximam-se do centro de Gaza


Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - As forças israelenses chegaram mais perto do coração da cidade de Gaza na terça-feira e o principal general de Israel disse que "ainda há trabalho pela frente" contra o Hamas, na violenta ofensiva que já dura 18 dias.

O total de palestinos mortos subiu para 952, informou o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, contabilizando a morte de 400 mulheres e crianças na campanha israelense. Israel disse que as perdas de seu lado somam 10 soldados e três civis atingidos por foguetes do Hamas.

Explosões e disparos de artilharia pesada ecoaram pela cidade de 500 mil habitantes depois que os tanques israelenses se aproximaram, mas não entraram, na região central da cidade, densamente povoada.

Talat Jad, de 30 anos, morador do subúrbio Tel al-Hawa, de Gaza, onde os tanques entraram durante a noite, disse que ele e outros 15 membros de sua família abrigaram-se em um cômodo da casa deles, sem coragem de olhar pela janela.

"Nós até desligamos nossos celulares porque ficamos com medo de que os soldados dos tanques pudessem ouvi-los", disse Jad. "Alguns de nós recitamos o Alcorão e outros rezaram para que o barulho das explosões acabasse."

Profissionais da área médica disseram que 18 combatentes palestinos -- em sua maioria integrantes do grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza -- e sete civis morreram nos combates mais recentes.

No Cairo, uma delegação do Hamas retomou as conversações com o Egito sobre um plano de cessar-fogo proposto pelo país árabe, que faz fronteira com a Faixa de Gaza e com Israel e que fez as pazes com o Estado judaico.

Um caça israelense atacou 60 alvos, incluindo túneis usados por militantes de Gaza para contrabandear armas a partir da fronteira com o Egito, locais de fabricação de armas e postos de comando do Hamas, disse o Exército de Israel.

Dois foguetes atingiram Beersheba, no sul de Israel, sem deixar feridos.

"Nós já conseguimos fazer muita coisa atingindo o Hamas e sua infraestrutura, seu governo e seu braço armado, mas ainda há trabalho pela frente", disse o tenente-general Gabi Ashkenazi, chefe do estado-maior das forças armadas de Israel, a um comitê parlamentar.

Ashkenazi afirmou que os aviões israelenses lançaram mais de 2,3 mil ataques desde o início da ofensiva, no dia 27 de dezembro.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está a caminho da região para uma semana de negociações com líderes no Egito, Israel, Jordânia e Síria com vistas a pôr fim ao derramamento de sangue.

Grupos de direitos humanos relataram escassez de suprimentos vitais, incluindo água, na Faixa de Gaza. A escassez de combustíveis provoca apagões frequentes.

Israel responde com artilharia a novo ataque de foguetes do Líbano


As Forças de Defesa israelenses responderam com tiros de artilharia ao novo ataque de foguetes Katyusha a partir do território libanês. Ao menos três foguetes disparados do sul do Líbano atingiram o norte de Israel no segundo ataque do tipo em menos de uma semana.

O ataque, cuja autoria ainda é desconhecida, reacende os temores de uma segunda frente de batalha na grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza. A ofensiva, que entra nesta quarta-feira em seu 19º dia consecutivo, deixou mais de 930 palestinos mortos, a maioria civis.

Segundo o Exército israelense, as Forças de Defesa responderam logo após o ataque atirando com sua artilharia contra "a fonte do ataque" no sudeste do Líbano. Segundo fontes de segurança libanesas, oito bombas foram lançadas contra o território libanês.

A polícia israelense afirma que os foguetes caíram em áreas abertas e não há relatos de feridos ou danos materiais -- o que pode indicar que o ataque foi um alerta contra a ofensiva de Israel.

Os ataques de quinta-feira passada (8) foram assumidos por um grupo relativamente desconhecido, Resistência Árabe Islâmica, que afirmou, em comunicado que os foguetes foram uma "mensagem clara" a Israel para que interrompa sua ofensiva em Gaza. "Os próximos foguetes que dispararemos matarão", advertiu o líder do grupo, Mohamad Ali al Hosseini, que diz possuir 3.000 militantes e armas sofisticadas para combater Israel.

A televisão libanesa reporta que quatro foguetes foram lançados de uma área próxima à cidade de Hasbaya, no sul do Líbano.

Desde os ataques da semana passada, o Exército israelense mantém vigilância sobre a fronteira com Líbano. Em comunicado, os militares afirmaram que Israel responsabiliza o governo e o Exército libaneses por evitar este tipo de ataque.

Em Israel, as sirenes de alerta de foguetes tocaram, segundo o jornal israelense "Haaretz", na cidade de Kiryat Shmona, que foi atingida por centenas de foguetes da milícia xiita Hizbollah em 2006, durante confronto entre Israel e o grupo.

As autoridades pediram aos moradores das áreas do norte do país e limítrofes com o Líbano que permaneçam em refúgios e quartos blindados até o fim das investigações sobre a autoria dos disparos.

Ajuda

Embora o primeiro ataque com foguetes tenha sido um episódio pontual, sem consequências maiores para o conflito em Gaza, o novo ataque pode levantar um alerta das tropas israelenses, que já expressaram preocupação de que militantes no Líbano abram uma segunda frente de batalha em solidariedade ao Hamas.

Embora o novo ataque agrave as tensões entre Líbano e Israel, é difícil que Tel Aviv entre em uma nova guerra após 19 dias de uma grande ofensiva militar contra o Hamas, para qual foram convocados milhares de reservistas.

O Hizbollah negou a autoria dos lançamentos de foguetes, mas alertou, no fim de semana passado, que Israel não use o ataque como um pretexto para iniciar um conflito com o Líbano.

Em um manifesto contra Israel, o primeiro-ministro Mohammad Raad afirmou que o grupo está pronto para reagir em caso de um ataque israelense.

"Estamos prontos para todos os cenários, mas não permitiremos que Israel nos provoque e nos leve ao que não queremos ou ao que não decidimos por nós mesmos", disse. "Contudo, se Israel decidir atacar, encarará a maior resistência que imaginou".

Ataque

Logo após o ataque com os foguetes na quinta-feira passada (8), Israel retaliou com uma ofensiva da artilharia no que um porta-voz das Forças de Defesa descreveu como "resposta precisa à fonte do ataque" e pode significar uma reação militar limitada para evitar a escalada dos confrontos e a abertura efetiva de uma nova frente de batalha que exigiria ainda mais investimento das forças israelenses -- e poderia causar ainda mais vítimas civis.

O temor israelense era de que os foguetes tivessem sido lançados pelos militantes xiitas do Hizbollah. O grupo, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino desde o início da ofensiva militar israelense na faixa de Gaza, mas nunca mencionou apoio militar.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados.

Com agências internacionais

13 janeiro 2009

Israelenses avançam em Gaza, mas encontram forte resistência


Os tanques do Exército israelense avançaram nesta terça-feira sobre a Cidade de Gaza, o maior centro urbano do território palestino, em mais uma etapa dos ataques terrestres entre Israel e o Hamas. Segundo testemunhas da periferia de Gaza, guerrilheiros do Hamas demonstraram forte resistência à invasão israelense.

Blindados apoiados pela força aérea de Israel entraram em três bairros da periferia da Cidade de Gaza, onde vivem mais de 400 mil pessoas, informam as agências France Presse e Associated Press. "Os tanques avançavam nos bairros de Tal Al Hawa, Xeque Ajline e Zeitun [na periferia], em meio ao bombardeio da aviação e de blindados", segundo as testemunhas.

O braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedine al Qassam, disse que dois veículos israelenses foram destruídos em Zeitun. Um porta-voz do Exército israelense confirmou que há combates em vários bairros de Gaza, mas não revelou sobre baixas militares.

O ataque ocorre horas depois de um alerta do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de que continuará a atacar com "mão de ferro" caso o Hamas não dialogue sobre os pontos para o cessar-fogo na região. Em uma gravação, o líder do grupo islâmico, Ismail Haniyeh, afirma que o Hamas irá vencer e está determinado a continuar sua luta contra Israel.

Apesar de afirmar que a vitória está "próxima", ele disse que o Hamas não tem o poder para resistir à "máquina de guerra" de Israel.

Israel afirma que o objetivo de sua operação é eliminar a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra cidades israelenses. Reservistas de Israel foram enviados para Gaza neste domingo, para reforçar a ofensiva. De acordo com militares, os soldados foram enviados com o objetivo de vencer a resistência do Hamas por terra.

Com os ataques desta terça, as forças de Israel entram no 18º dia do combate, que já deixou mais de 900 palestinos mortos e cerca de 4.000 feridos. Israel diz que a ofensiva, iniciada em 27 de dezembro, é uma resposta ao lançamento de mísseis pelo Hamas contra seu território.

Negociação da ONU

Nesta segunda-feira (12), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, confirmou que irá ao Oriente Médio para pressionar Israel e Hamas por um cessar-fogo e para permitir o envio de ajuda humanitária ao território palestino.

Expressando frustração e angústia com o rechaço de ambos os lados em aderir a um cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU, Ban afirmou que planeja aumentar os esforços diplomáticos para encerrar a ofensiva de Israel sobre a faixa de Gaza e acabar com o lançamento de foguetes do Hamas contra Israel.

"Aos dois lados, eu digo: simplesmente parem, agora", afirmou o secretário-geral em coletiva de imprensa. "Muitas pessoas morreram. Houve muito sofrimento civil", acrescentou. "Muitas pessoas, israelenses e palestinos, vivem temendo por suas vidas diariamente."

Com France Presse e Associated Press

Desabrigados agravam crise humanitária na faixa de Gaza


O avanço das tropas israelenses rumo a áreas mais densamente povoadas agrava a situação precária da população civil em Gaza. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou ontem que muitos civis estão na encruzilhada entre residências incapazes de servir de abrigo e a falta de alternativas para se refugiar.

"Não há lugar para civis. Eles têm medo de ficar em casa, de ir às ruas e até de tentar comprar comida", disse Antoine Grand, diretor da entidade em Gaza.

Diferentemente do que acontece em outros palcos de conflitos, os civis de Gaza não têm para onde fugir -- o território está bloqueado pelas forças israelenses por terra e mar, e o Egito também mantém sua fronteira fechada. Apesar de as agências humanitárias terem retomado sua atividade anteontem, elas reconhecem que não têm como dar conta da demanda. A população de Gaza é de 1,5 milhão.

Johan Eriksson, porta-voz da agência da ONU para refugiados palestinos, narrou ter ouvido relatos de gente que incinerou os móveis para cozinhar -- há escassez de gás. Entidades de defesa humanitária estimam que 1 milhão de pessoas estejam sem eletricidade, 750 mil sem água e 90 mil (a maioria, crianças) desabrigadas.

Mesmo para os mais favorecidos, que conseguiram um abrigo alternativo, a situação é dramática, conforme relatou ontem o "Haaretz", ao narrar como um palestino levou sua família para um apartamento alugado há uma semana por seu cunhado.

"Agora são 15 pessoas num apartamento de dois quartos -- sem água, evidentemente. O principal fator é que as explosões soam menos barulhentas", registrou o texto, que contemplou também a sensação de medo da família depois de ser alvo de panfletos lançados por helicópteros com a orientação para saírem de casa.

Longe do palco da ofensiva israelense, questionamentos sobre desrespeito aos direitos humanos voltaram a ser levantados ontem.

Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou resolução que condena a invasão, afirma que o bloqueio é uma "punição coletiva" a todos os moradores de Gaza e exorta as tropas de Israel a deixarem a região. O voto brasileiro foi um dos 33 favoráveis. Houve um voto contrário (Canadá) e 13 abstenções.

Um dos países que se abstiveram foi o Reino Unido. Entretanto, o chanceler britânico, David Miliband defendeu ontem a "devida investigação" dos supostos crimes de guerra na investida em Gaza.

Com agências internacionais

Israel diz que ação é boa para palestinos; Abbas vê aniquilamento


Tzipi Livni, chanceler de Israel, disse nesta terça-feira que a ofensiva militar realizada pelo Exército israelense contra o grupo radical islâmico Hamas, na faixa de Gaza, serve tanto a interesses dos palestinos quanto dos israelenses, informa jornal "Haaretz". O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, porém, acusou o Estado hebreu de tentar "aniquilar" o povo palestino.

Nesta terça-feira, a operação israelense completa 18 dias com mais de 900 palestinos mortos e cerca de 4.000 feridos. Entre a noite desta segunda-feira (12) e madrugada desta terça, os militares israelenses atacaram cerca de 60 alvos em Gaza, entre os quais um hotel que seria usado para abrigar membros do Hamas e 15 túneis que servem para o contrabando tanto de armas para os militantes quanto de água e alimentos para a população.

Em reunião com o Comitê Americano Judaico, Livni afirmou que a ofensiva terá saldo positivo para os palestinos pois irá beneficiar as forças moderadas da região -- inclusive que defendem a criação de um Estado palestino. Ela afirmou que Israel quer dialogar com moderados, mas rejeita extremistas.

O ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, fez coro à manutenção da ofensiva ao dizer, também nesta terça-feira, que o governo de Israel respeita os pedidos de cessar-fogo da ONU (Organização das Nações Unidas) e participa dos diálogos por um acordo no Egito, porém que não irá interromper a ofensiva.

Nesta quarta-feira (14), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega à região. No dia seguinte, ele deve conversar com autoridades israelenses. Ban disse a jornalistas em Nova York, onde fica a sede da ONU, que, na viagem, irá insistir nas reuniões diplomáticas entre israelenses e árabes.

Ele defenderá também que a resolução pelo cessar-fogo imediato aprovada pelo Conselho de Segurança seja "respeitada integralmente".

"Israel insiste nesta agressão para aniquilar nosso povo em Gaza", afirmou Abbas, presidente da ANP, durante reunião do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). "É o 18º oitavo dia da agressão israelense contra o nosso povo. Essa agressão fica mais brutal a cada dia, e o número de vítimas aumenta."

Conflito

Nas ruas da cidade de Gaza, israelenses e integrantes do Hamas entram em confronto. O Exército confirmou que um oficial israelense ficou gravemente ferido. O momento de maior violência foi a invasão de bairros do sul da cidade de Gaza por tropas com tanques e aviões. Os militantes responderam à invasão com bombas colocadas nas ruas, obuses de morteiro e foguetes antitanque.

Durante a noite, em resposta aos ataques israelenses, o Hamas e seus aliados dispararam quatro foguetes contra o Estado hebreu, sem deixar feridos. Para o Exército israelense, já caiu o número de ataques com foguetes realizados pelos palestinos.

Fósforo

O grupo internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou Israel de usar armas contendo fósforo branco -- considerado ilegal pelas leis internacionais de guerra -- em Gaza. De acordo com o grupo, múltiplas explosões de artilharia israelense com o fósforo branco ocorreram sobre a cidade de Gaza e Jabalaya na sexta-feira (9) e sábado (10).

Nesta terça-feira, o general Gabi Ashkenazi, chefe das Forças de Defesa israelenses, negou as acusações de uso de fósforo branco. "Nossa ação está de acordo com leis internacionais", disse, de acordo com o israelense "Jerusalem Post".

Não existe lugar seguro para civis em Gaza, diz agência da ONU


O diretor de operações da agência da ONU (Organização das Nações Unidas) na faixa de Gaza, John Ging, afirmou nesta terça-feira que a comunidade internacional precisa proteger os civis palestinos. "A primeira e a última coisa que todas as pessoas me dizem é "por favor, nós precisamos de proteção, nenhum lugar é seguro. E elas têm razão, não é mesmo. Os números de vítimas mostram isso."

Desde o começo da grande ofensiva do Exército israelense contra o grupo radical islâmico Hamas na faixa de Gaza, 18 dias atrás, mais de 900 palestinos morreram e cerca de 4.000 ficaram feridos. Conforme Ging, pela Convenção de Genebra, a população tem o direito de obter proteção da comunidade internacional. "É um teste à nossa humanidade."

Ging defendeu um cessar-fogo imediato e disse que nenhum trabalho humanitário será suficiente enquanto houver combate. "O mais importante é que há uma crise de proteção. Existe uma população civil que não tem para onde ir e o conflito acontece em toda a parte."

"O fluxo de feridos continua crescendo. Quase metade é de mulheres e crianças", afirmou a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Dorothea Krimitsas.

Neste sábado (10), Israel e o Hamas rejeitaram a proposta de cessar-fogo aprovada no dia anterior pelo Conselho de Segurança da ONU e mantiveram os ataques mútuos. Delegação do Hamas discute propostas de cessar-fogo com o governo egípcio, enquanto Israel recebe, nesta quinta-feira (15), a visita do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Confronto

Entre a noite desta segunda-feira e a madrugada desta terça-feira, os israelenses disseram ter atacado cerca de 60 alvos do Hamas em Gaza, incluindo um hotel que seria utilizado para abrigar membros do Hamas e 15 túneis que servem para o contrabando tanto de armas para os militantes quanto de água e alimentos para a população.

Durante esta terça-feira, os israelenses fecharam o cerco à cidade de Gaza, que possui 500 mil habitantes. Um morador do subúrbio da cidade de Gaza afirmou que está trancado dentro de casa, com mais 15 familiares, com medo de olhar pela janela. "Desligamos até os celulares porque temos medo de os soldados nos tanques os escutarem."

Informações preliminares de fontes médicas de Gaza indicam que, apenas nesta terça-feira, 18 supostos integrantes do Hamas e três civis palestinos morreram.

Com Reuters e Associated Press

Grécia impede entrega de armamento dos EUA a Israel


em Washington

Os Estados Unidos foram obrigados a cancelar a entrega de armamentos que deveriam deixar um porto grego em direção a um depósito americano em Israel, devido a objeções de Atenas, informou nesta terça-feira um porta-voz do Pentágono.

"O governo grego está tendo dificuldades para retirar parte desse carregamento de seu país, e estamos estudando outras soluções para poder encaminhá-lo a seu destino em Israel", declarou Geoff Morrell durante entrevista coletiva.

Nenhuma solução foi encontrada até o momento, acrescentou.

O envio havia sido aprovado há seis meses, antes da atual ofensiva de Israel na faixa de Gaza, segundo o porta-voz.

Os Estados Unidos fornecem estoques de munições há 20 anos, e Israel "tem o direito de solicitar acesso" a eles, destacou, afirmando ignorar os motivos das objeções emitidas pela Grécia.

Forças de Israel avançam na Cidade de Gaza; negociações continuam no Egito


Tanques israelenses entraram em um região residencial da Cidade de Gaza nesta terça-feira, enquanto soldados tentam remover os militantes do Hamas de telhados e ruas. Moradores do local se escondem em suas casas, ou tentam fugir dos confrontos.

A operação no bairro de Tel Hawwa foi a incursão mais profunda realizada até o momento por Israel, que cercou a cidade costeira de 400 mil habitantes, enquanto diplomatas tentam conseguir um cessar-fogo na região.

O negociador-chefe de Israel irá ao Egito para conversas "decisivas" sobre o cessar-fogo com o Hamas. A decisão de enviar o funcionário do Ministério da Defesa Amos Gilad ao Egito na quinta-feira pode ser um sinal de progresso. Gilad tem adiado a viagem há dias.

Questionado se os objetivos de Israel haviam sido atingidos, o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse --"A maioria deles, provavelmente não todos". "Conseguimos muito ao atingir o Hamas e sua infraestrutura, seu governo e seu braço armado, mas ainda há muito trabalho pela frente", afirmou nesta terça-feira a uma comissão parlamentar o tenente-geral Gabi Ashkenazi, chefe do Estado-maior das Forças Armadas de Israel.

O militar afirmou que aeronaves israelenses realizaram mais de 2.300 ataques desde o início da operação.

Israel lançou a ofensiva contra o território palestino em 27 de dezembro, com o objetivo declarado de eliminar a capacidade do grupo islâmico de lançar foguetes contra Israel. Fontes médicas palestinas dizem que mais de 940 palestinos, metade civis, morreram desde o começo da operação.

Um total de 13 israelenses, dez deles militares, também morreram. O lançamento de foguetes palestinos caiu desde o início da ofensiva. Cerca de 15 foguetes e projéteis foram lançados contra Israel nesta terça-feira, sem deixar vítimas.

Operação

Bolas de fogo e colunas de fumaça causadas pelos bombardeios israelenses se tornaram uma visão constante no território onde 1,5 milhão de pessoas vivem, e onde estão presas devido ao bloqueio das fronteiras. Os combates mais recentes têm ocorrido na Cidade de Gaza, onde os militares israelenses estão cada vez mais expostos às condições perigosas da guerra urbana.

A operação em Tel Hawwa faz uso de blindados que visam diminuir o número de mortes israelenses. Moradores dizem que as tropas entraram durante a noite, reconheceram a área e então se retiraram para posições mais seguras.

Um militar israelense afirmou que os combatentes do Hamas operam em pequenos grupos de até quatro pessoas e têm evitado confrontos com tropas israelenses a curta distancia.

"Sua estratégia tem sido usar muitas armadilhas e o disparo de armas e mísseis de longe", afirmou o militar em condição de anonimato.

"Os soldados estão tomando uma série de precauções, estão sendo mais cuidadosos que o Exército jamais foi em qualquer outra guerra", afirmou. "Soldados atiram em qualquer coisa suspeita, usam muito poder de fogo e abre buracos em paredes para se movimentar."

Ashkenazi disse que militantes do Hamas se disfarçam de soldados israelenses para tentar se aproximar das tropas e realizar atentados suicidas.

12 janeiro 2009

Israel usou arma química proibída contra Gaza, diz Human Rights Watch


DA REDAÇÃO

A Human Rights Watch acusou ontem o Exército israelense de usar munição de fósforo branco, um composto químico incendiário, em áreas densamente povoadas, incluindo um campo de refugiados lotado. O procedimento fere a convenção de Genebra de 1980, que proíbe o uso do material entre civis.

Pesquisadores da HRW contam ter testemunhado, nas tardes de sexta-feira e da sábado, várias horas de ataques da artilharia vindos de solo israelense nos quais as cápsulas explodiam sobre o campo de refugiados de Jabaliya (norte de Gaza), deixando um rastro de fumaça sugestivo da presença de fósforo branco.

Segundo a HRW, não foi possível investigar se alguém foi ferido em solo pela substância porque seus pesquisadores foram proibidos por Israel de entrar no território.

No hospital de Khan Younis, no sul da Gaza, repórteres da Associated Press viram vários pacientes com queimaduras graves, possivelmente provocadas pelo fósforo branco, segundo o médico responsável, Youssef Abu Rish. Ele ressalvou, porém, não ter condições materiais e técnicas de determinar com certeza que substância provocou os ferimentos.

O médico norueguês Mads Gilbert, que trabalhou em Gaza, disse que os israelenses estão usando um novo tipo de explosivos, de tungstênio, com enorme poder de explosão. Ele acredita que o armamento terá "efeito cancerígeno nos que sobreviverem". "Tudo o que está acontecendo em Gaza é contra a lei internacional", disse.

A porta-voz das Forças Armadas israelenses, major Avital Leibovich, recusou-se a dizer se Israel está ou não usando o fósforo branco, mas insistiu que a munição usada está "em concordância com a lei internacional". Relatórios independentes indicam que o país usou o composto na ofensiva contra o Hizbollah do Líbano, em 2006.

Israel não é signatário da convenção que regula o uso da substância. Pelo direito consuetudinário de guerra, porém, deve tomar todas as precauções viáveis para minimizar seu impacto em civis, disse a HRW.

Com agências internacionais

Exército israelense admite que escola atacada não escondia radicais

Após dizer que prédio era de base de lançamento de foguetes, Israel recua e reconhece erro

Bombardeio que matou 43 pessoas foi o incidente mais letal desta ofensiva; Cruz Vermelha suspenderá parte dos serviços por segurança



DA REDAÇÃO Uma investigação do Exército israelense concluiu que houve erro no ataque à escola mantida pela ONU no campo de refugiados de Jabaliya, em Gaza, na última terça-feira, no qual morreram 43 pessoas - o mais letal incidente isolado da ofensiva de Israel até agora.

Oficiais israelenses confirmaram ontem que a escola foi atingida por um "morteiro errante". Segundo a investigação, forças de Israel atiravam contra militantes do Hamas que operavam perto da escola - não dentro, como afirmaram inicialmente - e que haviam acabado de lançar um foguete.

A ONU sempre negou que a escola fosse base de radicais. Os israelenses teriam respondido com o disparo de três morteiros, mas um deles errou o alvo em quase 30 metros e caiu perto da escola, matando os civis que se abrigavam ali. A conclusão foi revelada à Associated Press por oficiais de defesa de Israel, que não quiseram se identificar até a divulgação oficial do parecer.

O ataque à escola foi a mais grave das divergências entre a ONU e Israel desde o início da ofensiva, que depois de outro incidente culminariam na suspensão, por um dia, da entrega de suprimentos humanitários por sua agência para refugiados palestinos (UNRWA).

Crimes de guerra


A ONU sustenta que há indícios de que Israel tenha cometido crimes de guerra em Gaza, citando o bombardeio de uma casa nos arredores da Cidade de Gaza, no último dia 4, onde morreram 30 palestinos, incluindo crianças. As vítimas teriam sido orientadas pelas tropas israelenses a se esconderem na casa - o que Israel nega. A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pediu investigação independente do episódio.

A ONU chegou a suspender sua ajuda humanitária após o motorista de um de seus caminhões foi morto pelo Exército israelense. As atividades foram retomadas depois que Israel deu novas garantias de segurança. Ontem, os funcionários da ONU disseram ter atendido a 30 mil pessoas em Gaza, mas ressaltaram que era impossível operar com capacidade total.

O atual conflito só agravou a dramática crise humanitária em Gaza, sob bloqueio total de Israel desde a ascensão do Hamas ao poder, há 18 meses. "Estamos fazendo só uma pequena fração do que costumamos fazer na faixa de Gaza", disse Filippo Grandi, da UNRWA. "As coisas podem piorar."

Já a Cruz Vermelha anunciou ontem que ia interromper alguns serviços de escolta de equipes médicas palestinas, depois que uma de suas ambulâncias foi atingida no sábado, durante as três horas de trégua diária pelos dois lados do conflito. A origem dos ataques ainda estava sendo investigada.

Com agências internacionais

Veículo militar israelense é alvo de tiros na fronteira com a Síria



DA REDAÇÃO

Um veículo militar israelense que circulava próximo à Síria foi alvo ontem de tiros de baixo calibre disparados do outro lado da fronteira, disse o Exército de Israel. A autoria dos tiros, que não deixou mortos nem feridos, é desconhecida, mas meios locais a atribuíram a militantes palestinos e descartaram participação militar síria.

O Exército israelense disse que "forças no campo estão examinando o incidente e uma queixa foi feita para a missão da ONU" que monitora a região.

Na fronteira entre os países estão as colinas de Golã, região tomada da Síria por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, e que hoje abriga por volta de 17 mil colonos em assentamentos judaicos.

Em maio de 2008, Síria e Israel anunciaram a volta às negociações de paz sob mediação da Turquia. Mas, após a ofensiva israelense contra o aliado Hamas em Gaza, Damasco anunciou a suspensão das conversas - medida anunciada também pelo governo turco.

Quando do anúncio das negociações, o primeiro-ministro Ehud Olmert disse que Israel estava disposto a fazer "concessões difíceis", em referência às colinas de Golã. A devolução do território é uma exigência de Damasco para o restabelecimento das relações bilaterais.

Israel exige, por sua vez, o fim do apoio sírio ao Hamas e ao Hizbollah, grupo islâmico xiita sediado no sul do Líbano que, em 2006, também travou guerra contra Israel, e o distanciamento de Damasco do Irã.

Egito

Duas crianças - de dois e cinco anos - e dois policiais egípcios ficaram feridos após bombardeio de Israel na fronteira do país com a faixa de Gaza. Segundo testemunhas, aviões israelenses fizeram ontem várias incursões no território egípcio.

Os ataques na região fronteiriça visam destruir os túneis subterrâneos utilizados pelo Hamas para obter armas, além de medicamentos e alimentos para furar o rigoroso bloqueio econômico imposto por Israel há um ano e meio a Gaza.

Com agências internacionais

11 janeiro 2009

Israel já bombardeou mais de 70 alvos em Gaza



Na cidade vivem cerca de 400 mil habitantes. Em represália aos ataques, o Hamas disparou foguetes contra o sul de Israel. Desde o início do conflito mais de 850 pessoas já morreram.

Combates entre militares e militantes do Hamas continuam



O vice-ministro da defesa israelense disse que o fim da ofensiva está próximo. Durante toda a madrugada, Israel intensificou os ataques contra a cidade de Gaza.

Ofensiva de Israel completa 16 dias



Israel intensificou as ações militares na Faixa de Gaza. Este domingo está sendo considerado o mais violento desde o início da ofensiva. A crise humanitária se agrava a cada dia.

Israel redobra ataques em Gaza num dos dias mais sangrentos da ofensiva

Número de mortos subiu para 901, com 3.695 feridos. Confronto entra no 16º dia; Hamas lançou mais foguetes, sem danos.


O Exército de Israel aumentou neste domingo (11) seus bombardeios aéreos e de unidades de artilharia em um dos dias mais sangrentos de sua ofensiva militar na Faixa de Gaza. O número de mortos aumentou para 901 e o de feridos para 3.695.

Um dos ataques áereos, inclusive, acabou causando feridos além da Faixa de Gaza. Três policiais e duas crianças foram atingidos, já dentro do território do Egito, por estilhaços de mísseis disparados pelos israelenses.

Em Gaza, segundo o chefe do serviço de emergências em Gaza, Muawiya Hassanein, 38 pessoas morreram e pelo menos 80 ficaram feridas por causa dos ataques que as forças israelenses realizaram neste dia.

Hassanein afirmou que se trata de um dos dias "mais sangrentos" em 16 dias de ofensiva israelense.

O bairro de Sheikh Aylin, na periferia da cidade de Gaza, foi cenário esta manhã de um encarniçado combate terrestre, quando milicianos do Hamas e de outros grupos armados enfrentaram soldados israelenses que penetraram na área.

Após a retirada de soldados israelenses, que receberam o apoio de uma coluna de veículos blindados, as ambulâncias recolheram das ruas os corpos de 12 combatentes palestinos.

Seis civis morreram no bombardeio de suas casas em Beit Lahia, no norte de Gaza, e mais seis perderam a vida em diferentes ataques em outros pontos de Gaza.

Testemunhas disseram que entre as vítimas do bairro de Tal el-Hawa há duas crianças.

Outros cinco civis morreram após suas casas serem atingidas por tiros de tanques em Jabalia, no norte do território.

A aviação israelense começou suas operações com bombardeios aéreos contra cerca de 60 alvos, entre os quais estava uma mesquita da localidade de Rafah, no sul de Gaza, que segundo o Exército de Israel era usada pelos grupos armados como arsenal.

A região foi novamente bombardeada durante a tarde para destruir túneis que ligam Gaza ao Egito e que são usados por grupos armados para o transporte de armas, munição e foguetes.

Também foi bombardeada a casa de Ahmed Yabri, chefe do braço armado do Hamas - as Brigadas de Ezedin al-Qassam -, que como os outros líderes do movimento islâmico passaram para a clandestinidade quando começou a ofensiva israelense.

Outros alvos foram as sedes dos ministérios da Cultura e de Assuntos para as Mulheres, que acabaram destruídos.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ordenou na manhã deste domingo que prossiga a ofensiva e afirmou que "se aproximam" os "objetivos" que seu país estabeleceu em Gaza.

"Israel está chegando perto de seus objetivos, mas é preciso ter mais paciência e determinação para alcançá-los num nível que realmente mude a realidade da segurança no sul e permita que nossos cidadãos vivam com estabilidade por um longo período", disse Olmert ao dar início a uma reunião de gabinete em Jerusalém.

A respeito da resolução da ONU pedindo um cessar-fogo imediato, ele afirmou que apenas Israel pode decidir sobre a melhor maneira de proteger seus cidadãos.

Médicos palestinos disseram que ao menos quatro palestinos foram mortos e dezenas ficaram feridos na manhã deste domingo. Segundo agências, o Hamas e seus aliados lançaram três foguetes em Israel, sem causar danos ou feridos.

Neste sábado, a Força Aérea israelense anunciou a morte do comandante do Hamas responsável pelo lançamento de foguetes na direção de Israel, Amir Mansi. Segundo Israel, Mansi apontou e atirou dezenas de foguetes na direção de Israel, matando e ferindo civis.

Aviso

A força aérea israelense lançou neste sábado milhares de panfletos na cidade de Gaza avisando que intensificaria suas operações no território palestino. "O Exército intensificará suas operações contra os túneis, os arsenais e os terroristas em toda a Faixa de Gaza", diz o texto, escrito em árabe.

"Para a segurança de vocês e a segurança de suas famílias, pedimos que não se aproximem dos terroristas, dos arsenais e das armas", acrescenta.

A mesma mensagem foi enviada aos telefones celulares dos habitantes de Gaza. O Exército confirmou em um comunicado ter lançado panfletos, sem precisar o conteúdo da mensagem.

Sem prazos

A chanceler israelense, Tzipi Livni, se negou a estabelecer prazos para o fim dos ataques israelenses, afirmando que Israel precisa de qualquer forma alcançar seus objetivos, em entrevista publicada neste sábado (10).

"Não estamos tentando reocupar a Faixa de Gaza. Mas precisamos ver se alcançamos nossos objetivos", disse Livni ao jornal "The Washington Post".

Sobre se os ataques terão terminado quando o novo presidente americano, Barack Obama, assumir o poder, em 20 de janeiro, Livni disse que "quanto menor for o período de combates, melhor para Israel".

"Mas afinal de contas é uma guerra contra o terrorismo", afirmou. "Não pedimos à comunidade internacional que lute conosco. Pedimos que nos dê compreensão e tempo", acrescentou. "Quando terminarem os ataques, Israel terá de estar seguro de que o Hamas não vai se rearmar", disse a chanceler.

"Para ter esta certeza, é preciso enfrentar o tema da chegada de mísseis do Irã para o grupo palestino Hamas e a segurança na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito", afirmou.

Situação humanitária grave

A situação humanitária é grave em Gaza, segundo testemunhas, a agência da ONU que cuida dos refugiados palestinos e organizações não-governamentais que atuam na área.

O serviço médico palestino estima que cerca de um terço dos mortos tenham menos de 16 anos.

A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) anunciou que vai retomar suas atividades de ajuda humanitária na Faixa de Gaza o mais rápido possivel, depois de ter recebido garantias de Israel de que seu pessoal será respeitado pelas tropas.

"A ONU recebeu garantias críveis de que a segurança de seu pessoal, instalações e operações humanitárias seria totalmente respeitada", disse em Nova York Michele Montas, porta-voz da entidade.

As atividades da agência estavam suspensas desde quinta-feira, depois que um ataque a um comboio que levava ajuda humanitária matou dois motoristas palestinos. A ONU atribuiu o ataque ao Exército de Israel.

Cientistas da FAB estudam propulsão a laser



Cientistas e engenheiros do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv deram um grande passo rumo aos estudos do conceito da propulsão a laser: Produziram um feixe de luz laser na região do infravermelho de aproximadamente 1 gigawatt (potência equivalente a dez milhões de lâmpadas incandescentes) e o guiaram de modo seguro para o interior da câmara de ensaios do maior túnel de vento hipersônico da América Latina, conhecido como T3.

A foto mostra o momento em que o feixe de luz laser é enviado para o interior da câmara de ensaios do T3, onde um alvo, material térmico utilizado para evidenciar a presença deste tipo de luz laser invisível ao olho humano, é literalmente queimado.

O próximo passo é sincronizar o feixe de luz laser e o escoamento hipersônico oferecido pelo T3, de maneira que o vôo hipersônico de um veículo lançador leve, propulsionado a laser, possa ser pela primeira vez duplicado em laboratório.

Estes experimentos visam aumentar o entendimento básico e tecnológico desse conceito avançado de propulsão aeroespacial.

Gaza: Hamas já terá utilizado foguetes do sistema BM-27

Alcance de 40 Km coloca sul de Israel ao alcance de foguetes

O conflito na estreita faixa da região de Gaza continuou no seu terceiro dia com as forças de Israel a atacarem o norte do território. Ontem haviam cortado a faixa de Gaza em duas partes, atacando a cidade de Gaza em duas frentes (norte e sul).

Hoje, além de atacarem também a cidade de Gaza, as forças de Israel atacaram também a Sul, a cidade de Khan Younis.

As forças do movimento Hamas, não parecem ter apresentado grande resistência, embora tenham ameaçado resistir até ao último homem.

O Hamas, continuou no entanto a efectuar bombardeamentos utilizando vários tipos de sistemas de foguetes de artilharia, muitos deles de constução local, montados nas instalações subterrâneas da região de Gaza.

O sistema mais comum, é o Kassam-2, que é basicamente um foguete M-13, parecido ou inspirado nos foguetes do sistema Katyusha utilizados durante a II Guerra Mundial.

Aparentemente os foguetes de artilharia de posse do Hamas têm vindo a aumentar o seu nível de sofisticação. Embora construídos artesanalmente, os Kassam têm aumentado o seu alcance. As primeiras versões deste foguete tinham um alcance que rondava os 3km, presentemente os foguetes Kassam-2 conseguem atingir até 10km (existe uma versão chamada Kassam-3 com alcance idêntico mas de maiores dimensões).

Centenas destes engenhos foram já utilizados contra o Sul de Israel em diversas ocasiões e ataque das forças armadas de Israel contra a faixa de Gaza tem como principal justificação a destruição das instalações onde os foguetes de artilharia são fabricados, bem como a estrutura militar do Hamas que os lança.

Mais recentemente, além dos foguetes Kassam, o movimento Hamas, também parece dispor de foguetes de 122mm do tipo Katyusha/Grad [1]. Estes foguetes são mais sofisticados e aparentemente foram transportados para a Faixa de Gaza através das redes de Túneis construídos naqueles territórios.

Os foguetes do sistema BM-21 são muito comuns nos países vizinhos e são fabricados tanto pela China como pelo Irão, como ainda pela Síria.

São foguetes feitos com meios adequados e com uma maior qualidade e com combustível mais eficaz, o que lhes permite um maior alcance e precisão.

Nesta Terça-feira por exemplo, foram divulgadas notícias em que se apontava para um ataque do Hamas contra regiões que distam 40km do nordeste da Faixa de Gaza.

Esta informação, pode implicar que o Hamas recebeu não apenas mísseis do sistemas BM-21/Grad, mas que também dispõe de foguetes que são normalmente utilizados pelos sistemas BM-27/Uragan e conhecidos como 9M27.

Sabe-se que como no caso dos foguetes dos sistemas de lançamento BM-21, também os BM-27 são fabricados no Irão, na China e na Síria.

Enorme disparidade do ponto de vista tecnológico

É importante referir que os foguetes de artilharia do movimento Hamas são acima de tudo uma arma psicológica e de terror.

Os sistemas BM-21 são armas de artilharia de saturação. Eles não são guiados e dependem de sistemas de controlo de tiro, para efectuar correcções aos disparos.

Por razões práticas, os militantes do Hamas não podem efectuar correcções aos disparos, pelo que a capacidade para atingir qualquer alvo e mínima.

Além disso os foguetes Kassam-2, senso armas artesanais, não são produzidos com a qualidade e precisão suficientes para garantir uma trajectória de voo certa.

É esta a principal razão para a grande disparidade entre o numero de vítimas de parte a parte neste conflito.

O movimento Hamas sabe que não tem como atingir Israel e não consegue atingir instalações militares.

Por esta razão, a única forma de garantir alguma vantagem junto da opinião pública internacional, é efectuar o lançamento dos seus foguetes de artilharia a partir das proximidades de escolas, hospitais ou qualquer outra instalação que impeça ou que pelo menos condicione a resposta por parte das forças de Israel.

Ao contrário do Hamas, os sistemas israelitas de artilharia dispões de radares de tiro com grande precisão, que permitem efectuar fogo de contra-bateria com grande rapidez e precisão. Os radares conseguem calcular a origem dos disparos e estão conectados por data-link ou mesmo apenas por telefone com as baterias auto-propulsadas de 155mm (derivadas do M-109A5). Em situação de guerra aberta, podem responder de imediato contra os activistas do Hamas.

O problema deste tipo de actuação, quando se está em combate dentro de uma cidade, são os danos colaterais com a morte de civis.


[1] - Estes sistemas são muitas vezes referidos como Mísseis ou Foguetes Grad. Na realidade a expressão Grad, foi utilizada na antiga União Soviética para designar o sistema BM-21, que dispunha de um lançador com 40 tubos para o lançamento de foguetes.

Como normalmente se chama Katyusha a todos os foguetes de família originária na II Guerra Mundial, a expressão Grad, é normalmente aplicada aos modelos mais recentes como o foguete 9P-132 de fabrico russo / soviético e os seus derivados com maior alcance que podem atingir alvos a distâncias superiores a 20km.

Infelizmente a comunicação social confunde míssil com foguete de artilharia e a expressão míssil é muitas vezes utilizada por razões políticas, para dar maior relevância a uma acção de bombardeamento.

Submarino SBR: um Scorpène diferente?



O primeiro submarino SBR da Marinha do Brasil deverá entrar em operação no ano 2015. O Brasil será o quarto país a operar o submarino de projeto franco-espanhol, depois do Chile (2), Malásia (2) e Índia (6).

Clicando no desenho acima, pode-se ver a configuração atual do Scorpène, mas é possível que o SBR tenha uma configuração diferente de lemes na popa. Por conta da cisão com a Navantia, sua ex-sócia no projeto do submarino, a DCNS teve que disputar com o S80, a versão espanhola do Scorpène, na concorrência da Marinha da Turquia e acabou perdendo para o U214 alemão.

Para resolver esta questão de ter que concorrer contra seu próprio submarino no futuro, a DCNS modificou o projeto original do Scorpène. Entre as mudanças, a configuração dos lemes em X, no lugar dos lemes em cruz. O novo projeto foi chamado de Marlin e com a ele a DCNS participa da concorrência para a Marinha do Paquistão.

No site do fabricante, o nome do submarino ainda continua como Scorpène, mas a configuração que aparece é com os lemes em X, do Marlin, como se verifica nas imagens abaixo.

Entre os motivos do término da parceria entre a DCNS e a Navantia estaria a adoção pelos espanhóis, de um sistema de comando e controle americano, da Lockheed Martin, no lugar do SUBTICS francês. Os espanhóis alegaram que a transferência de tecnologia americana neste quesito era mais abrangente que a francesa e que ela facilitaria a integração com os mísseis de cruzeiro Tomahawk, que vão equipar os submarinos S80.

Curiosamente, a Marinha do Brasil também comprou o sistema de comando e controle da Lockheed Martin para a modernização de seus submarinos da classe “Tupi” (IKL209-1400), mas será obrigada a adquirir o SUBTICS e armamentos franceses para seus submarinos SBR.

US Navy derruba ação que limitava sua utilização de sonar



A Marinha dos EUA liquidou uma ação judicial apresentada por ambientalistas, que impedia a utilização de sonares nos exercícios anti-submarino, em determinadas áreas. A Marinha disse que o acordo alcançado com o Conselho da Defesa dos Recursos Naturais e de outros grupos define que continuarão as investigações para saber como o sonar afeta as baleias e outros mamíferos marinhos. O acordo não obriga os navios a adotarem medidas adicionais para proteger os animais, quando usarem o sonar.

Índia será o primeiro operador internacional do P-8 Poseidon



O Governo da Índia selecionou a Boeing para fornecer oito jatos P-8I de patrulha marítima, reconhecimento marítimo e guerra anti-submarino, para a Marinha Indiana. O P-8I é uma variante do P-8A Poseidon que a Boeing está desenvolvendo para a US Navy.

A Índia será o primeiro cliente internacional para o P-8. A Boeing pretende entregar o primeiro P-8I dentro de 48 meses, a contar da assinatura do contrato, e os sete restantes, até 2015. Cada aeronave vai sair por cerca de US$220 milhões, com o contrato atingindo o valor total de US$2,1 bilhões.

A compra do P-8I será o maior contrato de defesa feito até hoje entre a Índia e os EUA e a primeira venda da Boeing naquele país. Os aviões vão substituir os velhos Tupolev Tu-142.

A Boeing ressaltou, em nota sobre a aquisição, que a capacidade de crescimento da aeronave, com sua arquitetura aberta e com uma base mundial de fornecedores e de suporte, deverá satisfazer os requerimentos indianos atuais e futuros.

FAB e Marinha têm acordo operacional para busca e salvamento desde o dia 1º

O Acordo Operacional mobiliza o trabalho desenvolvido diariamente pelos Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (RCC), pelo Centro de Controle de Missão Brasileiro COSPAS-SARSAT - subordinados ao DECEA - e pelos Centros de Coordenação de Salvamento Marítimo – subordinados as SALVAMAR BRASIL.

Veja a matéria completa em http://www.aeronautabrasil.blogspot.com/

Mais 22 NH90 TTH para o Armée de Terre




A Délégation Générale pour l’Armamento (DGA), serviço de aquisições das forças armadas francesas, encomendou em dezembro um lote de 22 helicópteros NH90 de transporte tático para o Exército da França, no valor de quase 600 milhões de euros (US$ 824 milhões), ao consórcio NH Industries, segundo o Ministério da Defesa e a Eurocopter. O último contrato, soma-se aos 12 NH90s iniciais, trazendo o total a 34 NH90 operados pela Aviação do Exército francês.

Em 2000, a DGA comprou 27 NFH (navalizados) para a Marine Nationale, elevando para 61 o total de NH90s comprados pela França.

As versões terrestres e navais do NH90 tiveram um atraso de vários anos devido a problemas técnicos e dificuldades de construção de se fazer 23 versões de uma mesma aeronave. A primeira entrega dos novos NH90 ao Exército Francês está prevista para 2011.

A NH Industries é um consórcio composto pela Eurocopter (62,5%), AgustaWestland (32%) e Stork Fokker (5,5%).

Os pedidos para o NH90 totalizam 529 unidades, incluindo as últimas encomendas francesas. Até agora, 25 NH90s foram entregues e mais 50 estão em produção.

A célula do helicóptero NH90, feita extensivamente com materiais compostos, apresenta características de modularidade para a integração de subsistemas. A aeronave apresenta alta confiabilidade, facilidade de manutenção, e baixos custos de operação. Graças às suas características avançadas, o NH90 é capaz de operar de dia e de noite, em todas as condições meteorológicas, e em ambientes saturados por contramedidas. A concepção do NH90 foi otimizada para o século 21, pronta para acomodar o crescimento futuro de subsistemas, equipamentos e melhorias.

O projeto também inclui baixa assinatura radar e uma fuselagem “crash-resistente” para proporcionar uma melhor sobrevivência no campo de batalha. Este helicóptero pode ser propulsado por duas diferentes turbinas, a RTM322 ou a T700-T6E.

A principal missão da versão TTH (Tactical Transport Helicopter) é o transporte de 20 soldados ou mais de 2.500kg de carga, e operações aéreas de busca e salvamento.

Missões adicionais incluem evacuação aeromédica (12 macas), operações especiais, guerra eletrônica, posto de comando aéreo, transporte VIP e treinamento.

Pronto primeiro P-3AM da FAB


No último dia 17 de dezembro, nas instalações da Airbus Military em Madrid, ocorreu o “roll-out” do primeiro P-3A modificado de patrulla marítima da FAB. No evento esteve presente o Comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito.

Os F-16 de Israel




Os ataques feitos por Israel contra Gaza, nos últimos dias, foram feitos por caças F-16. A Israel Defense Force/Air Force recebeu um total de 362 caças F-16, desde os primeiros F-16A/Bs em 1980/81, aos últimos F-16i, em 2003/09. Cinqüenta dessas aeronaves foram de excedentes da USAF, dadas a Israel pelos EUA, como pagamento pela sua não-interferência na Guerra do Golfo de 1991, apesar dos ataques de mísseis Scud. Todos os F-16 israelenses são equipados com eletrônica própria, algumas desconhecidas.

Os F-16 israelitas foram amplamente utilizados em combate, e têm a seu favor 47 kills em combate aéreo. Eles também foram utilizados no ataque ao reator nuclear do Iraque, em Osirak.

ALX: 36.000 horas de ensaios de fadiga!

Um total de 48.000 horas de ensaios em laboratório deverá ser cumprido para comprovar 12.000 horas de vôo do A-29B em operação na FAB

IAE

O Laboratório de Ensaios Estruturais da Subdivisão de Ensaios Estruturais do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/ASA-E) atingiu, em novembro de 2008, a importante marca de 36 mil horas de vôo simuladas do A-29B, designação adotada pela FAB para a aeronave AL-X biposto ou Embraer 314. O Laboratório de Estruturas cumpre, com essa marca, mais uma etapa do contrato com a Embraer, correspondendo ao final da terceira vida de ensaio em solo. Para a comprovação de 12 mil horas de vôo em operação a ser utilizada pela FAB, o ensaio irá simular 48 mil horas de vôo no Laboratório, dividida em 4 vidas.

Para a realização dos ensaios, que acontecem desde junho de 2005, a aeronave é montada em uma infraestrutura onde recebe a aplicação de cargas que simulam os esforços aos quais é submetida quando em operação. A cabine do avião também é pressurizada, de maneira que possam ser reproduzidas as diferentes condições de vôo.

Neste tipo de ensaio, a aeronave é submetida a diversas condições de carga, aplicadas em diferentes pontos e sob determinados espectros de frequência, simulando o padrão de cargas aerodinâmicas encontradas em missões típicas estabelecidas para esse avião. No caso do A-29B, são 35 atuadores hidráulicos para aplicação das cargas e um sistema de pressurização para o cockpit, controlados por um sistema de gerenciamento e controle automático, o qual incorpora um sistema de segurança capaz de abortar o ensaio em caso de mau funcionamento dos equipamentos ou deformação do corpo de prova além do seu limite elástico.

O sistema de gerenciamento possui, ainda, capacidade de armazenamento dos níveis de carga aplicada, possibilitando análises pós-falha, caso estas venham a ocorrer. Em caso de eventual ocorrência de falha estrutural devido à fadiga do corpo de prova, poderão ser sugeridas modificações no projeto da aeronave, de maneira que a mesma seja adequada às exigências da missão dentro do seu limite de vida estipulado. O IAE realiza um serviço altamente especializado e cumpre papel para a manutenção do elevado nível de operacionalidade das aeronaves da Força Aérea Brasileira, de modo que as tripulações recebam um produto com maior confiabilidade, o que reverte em benefício direto à segurança de vôo e ao cumprimento da missão.

Os ensaios realizados atualmente pela Subdivisão de Ensaios Estruturais da Divisão de Sistemas Aeronáuticos do IAE (ASA-E) compreendem quatro importantíssimos trabalhos envolvendo as aeronaves EMB-314, T-27, PHENOM 300, além do satélite sino-brasileiro CBERS 3&4. O Ensaio de Fadiga dos Trens de Pouso Auxiliar e Principal da Aeronave T-27, encomenda do Centro Logístico da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (FAB/CELOB), garantiu a liberação de peças de reposição de trens de pouso dessas aeronaves para a FAB. Elas ficavam “groundeadas” (no chão sem poderem voar) devido à falha por fadiga de alguns componentes de trens de pouso.

O Ensaio de Queda Livre dos Trens de Pouso Auxiliar e Principal da Aeronave PHENOM 300 resultou na liberação para voo deste jato executivo da Embraer.Todos os ensaios de queda livre necessários para certificação destes componentes (trens de pouso auxiliar e principal) foram concluídos no dia 18 de dezembro de 2008.

O Ensaio Estrutural Estático do Satélite sino-brasileiro CBERS 3&4 contou com a participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), sendo destaques nas mídias regionais TV Vanguarda e TV Bandeirantes Regional e constar no site do INPE.

F-35: stealth, mas nem tanto



A organização privada Air Power Australia, que se opõe à aquisição do Joint Strike Fighter por seu país, disponibilizou um estudo não classificado sobre as características stealth do F-35.

Segundo a organização, o JSF não é um verdadeiro avião stealth, no mesmo sentido que o F-117A, B-2A e F-22A, pois sua furtividade sofre severa degradação sob certos aspectos e de acordo com certas bandas de operação de radar. Essa degradação ocorre por causa das modificações introduzidas no desenho original da aeronave.

O estudo afirma que a aquisição do F-35 não compensa, porque a aeronave necessita empregar os mesmos equipamentos que as aeronaves não-stealth, para sobreviver aos modernos Sistemas Integrados de Defesa Aérea (IADS), como o russo S-300.

República Dominicana também compra o Super Tucano



São José dos Campos, 9 de janeiro de 2009 – A Embraer confirma a venda de oito aeronaves Super Tucano para o governo da República Dominicana, com efetivação do contrato no final do ano passado. Os aviões serão operados pela Força Aérea do país em missões de segurança interna e patrulhamento de fronteiras, em um cenário de operações de combate ao narcotráfico. Este contrato representa a terceira exportação da bem-sucedida aeronave, após as vendas para as Forças Aéreas da Colômbia (FAC) e do Chile (FACH).

A escolha da Força Aérea da República Dominicana vem confirmar a extrema versatilidade, associada ao bom desempenho, tanto para treinamento como para missões operacionais, e aos baixos custos de aquisição, operação e manutenção, tornando o Super Tucano um dos
melhores aviões multimissão disponíveis no mercado.

Até a presente data, 63 unidades do Super Tucano já foram entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) e 25 à FAC, utilizadas com sucesso na vigilância de fronteiras e em outras missões operacionais. No total, 144 aviões foram vendidos para quatro clientes na América Latina.

A FAC recebeu o 25º Super Tucano em agosto do ano passado, marcando o encerramento das entregas iniciadas em dezembro de 2006 para este cliente. Tal contrato, que incluiu um avançado sistema de treinamento e suporte à operação com estações em solo denominado TOSS (Training and Operation Support System), representou a primeira exportação dessa aeronave. O acordo com a FACH para a venda de 12 aeronaves também foi anunciado pela Embraer em agosto de 2008.

O Super Tucano entrou em operação na FAB em dezembro de 2003 para ser empregado tanto no treinamento de pilotos como para executar missões operacionais. Esta capacidade coloca o Super Tucano como a única aeronave em produção no mundo capaz de cumprir missões de treinamento avançado de pilotos e realizar missões de vigilância e contra-insurgência, inclusive à noite, com o auxílio de óculos de visão noturna e sensores eletro-ópticos e infravermelhos.

Mais líderes do Hamas são atingidos; Israel diverge sobre ofensiva



Dois oficiais da Defesa de Israel afirmaram neste domingo terem atingido fortemente líderes do movimento radical palestino do Hamas. Desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro, mais de 800 palestinos e 13 israelenses morreram.

De acordo com o chefe da inteligência israelense, Amos Yadlin, o Hamas foi atingindo fortemente com a morte de alguns líderes. Yadlin disse que "o grupo não parece estar disposto a levantar nenhuma bandeira branca".

Autoridades israelenses afirmam que "muitos moradores de Gaza estão furiosos com o Hamas, por estarem um provocando um desastre na cidade." Hoje, durante uma ofensiva em uma das áreas mais populosas, ao menos 27 palestinos foram mortos, mesmo com os pedidos da comunidade internacional de cessar-fogo.

Segundo fontes médicas locais, metade dos palestinos mortos nos últimos confrontos são civis. O líder o Hamas, Khaled Meshaal, disse que o movimento islâmico não está considerando um cessar-fogo, enquanto as operações aéreas, marítimas e ao redor de Gaza não terminarem. Hoje, uma delegação do Hamas foi ao Cairo, no Egito, tentar alguma negociação.

De acordo com jornal "Hareetz", o governo de Israel afirma que militares do Hamas têm tentado derrubar aviões de caça israelenses com mísseis, mas não estão tendo sucesso. "Forças de segurança de Israel têm notado um grande esforço do Hamas em melhorar a capacidade militar. Alguns membros esconderam mísseis em mesquitas de Gaza e tentam contrabandear armas", informa o jornal.

Divergências

Hoje, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a ofensiva israelense na faixa de Gaza está se aproximando de seus objetivos, mas continuará. "Israel está muito próximo do seu objetivo. Mas temos que ser pacientes, determinantes e fortes para saber que teremos que mudar a situação de segurança no sul", disse Olmert.

O vice-ministro israelense da Defesa, Matan Vilnaï, no entanto, disse que o fim da ofensiva está próximo. "A decisão do Conselho de Segurança [pedindo um cessar-fogo] não nos dá mais tanta margem de manobra. Portanto, suponho que estamos próximos do fim das ações terrestres e do conjunto das operações de uma maneira geral", afirmou Vilnaï à rádio pública.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que o Exército israelense continua "com eficácia" sua ofensiva ao mesmo tempo que o governo "explora vias diplomáticas para encerrar a operação".

Olmert justificou a recusa de Israel de suspender sua ofensiva contra o Hamas apesar do número elevado de vítimas civis palestinas e um apelo explícito do Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo imediato.

"Nenhuma resolução que seja no passado ou no futuro poderá nos tirar o direito de defender nossos cidadãos", disse em referência aos disparos de foguetes do Hamas contra o sul de Israel. O primeiro-ministro acusou as Nações Unidas de tomar partido contra Israel.

"Nós não alimentamos a ilusão de que o que parece evidente e natural para qualquer outro Estado do planeta, quando se trata de defender seus cidadãos, seria válido para Israel", afirmou Ehud Olmert.

A resolução que foi adotada por 14 dos 15 países membros do Conselho da ONU, pede "um cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, que leve à retirada completa das forças israelenses de Gaza". O documento condena qualquer violência e hostilidade contra civis e qualquer ato de terrorismo, sem designar explicitamente os tiros de foguetes do Hamas, e pede o fornecimento sem obstrução da ajuda humanitária.

Tática

Segundo fontes israelenses entrevistadas pela agência de notícias Efe, o Exército israelense tem atuado com dureza em Gaza, a fim de evitar o aumento no número de baixas entre soldados -- como ocorreu no conflito com o braço armado do Hamas, o grupo militar do Hizbollah, em 2006.

De acordo com os militares, quando existe alguma suspeita que um militar palestino está escondido em uma casa, a ordem recebida para os soldados é lançar um míssil e abrir fogo com os tanques. A medida, segundo as fontes do Exército, seria evitar um confronto direto entre os soldados israelenses e os palestinos.

Com agências internacionais