27 fevereiro 2009

Modernização do A-1: 43 unidades


Segundo o Diário Oficial da União, edição da última sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009, estão sendo adquiridos equipamentos para modernização de 43 aeronaves A-1.

E as demais? O que o futuro reserva para elas?

COMANDO DA AERONÁUTICA

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO No- 1/2009

Nº do Processo: 017-08/SDDP.

Objeto: Aquisição de equipamentos para a modernização das 43 (quarenta e três) aeronaves A-1.

Contratada: EAI- Embraer Aviation International. Anuente Solidária: EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.

Autoridade Solicitante: Brig Ar Dirceu Tondolo Nôro - Subdiretor da SDDP/Pres. da COPAC.

Autoridade Ratificadora: Ten Brig Ar Juniti Saito - Comandante da Aeronáutica.

Justificativa: elevar a capacidade operacional e de sobrevivência das aeronaves A-1, colocando-as em condições de emprego.

Valor: US$ 147,565,954.11 (cento e quarenta e sete milhões, quinhentos e sessenta e cinco mil, novecentos e cinqüenta e quatro dólares norte-americanos e onze centavos).

Amparo legal: Artigo 24, IX, da Lei 8.666/1993 combinado com o artigo 1º, I, do Decreto nº 2.295, de 05 de agosto de 1997.

Combates aéreos sobre as Canárias

Começa nesta sexta-feira exercício de combate aéreo dissimilar envolvendo a USAFE e o Ejército del Aire



Nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, a Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire) noticiou que vinte aeronaves de combate Eurofighter, F-18 e Mirage F-1 participarão, junto com caças F-15 da USAFE (Força Aérea dos Estados Unidos na Europa), de exercícios no Arquipélago das Canárias, entre os dias 27 de fevereiro e 13 de março. Também participará das operações um E-3 AWACS de la OTAN vindo de Geilenkirchen (Alemanha). Trata-se de uma campanha de adestramento do tipo “Dissimilar Air Combat Training” (DACT), ou combate aéreo dissimilar, que visa exercitar técnicas de luta aérea entre aeronaves de características diferentes. As aeronaves operarão a partir da Base Aérea de Gando, na ilha Gran Canaria, a mais de 70 milhas da costa espanhola.

Os Eurofighter participantes pertencem à Ala 11 de Morón (Sevilla). Os F-18 são das Alas 12 de Torrejón (Madrid), 15 de Zaragoza e 46 de Gando (Gran Canaria) e os Mirage F-1 são da Ala 14 de Albacete. A partir do dia 6 de março, os F-15 provenientes do 493 esquadrão da Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE), baseados em Lakenheath, no Reino Unido, se reunirão ao exercício. Lakenheath é a maior base aérea operada pelos norte-americanos na Inglaterra e a única ala de F-15 da USAFE.

França e Emirados: um roteiro para o F-X2?



Nelson During
com Informações TTU France

Se o aumento das relações entre a França e Emirados Árabes Unidos é incontestável, os participantes franceses à IDEX observaram que permanece ainda um longo caminho a percorrer antes que a relação ganhe corpo (diplomático, militar, econômico, comercial e cultural).

A próxima visita do presidente Nicolas Sarkozy, prevista para Maio próximo, tem por conseguinte uma importância específica. Poderia marcar um momento decisivo entre os dois países, se certos fatores forem tomados em conta.

Primeiro, o Presidente inaugurará as instalações militares francesas nos Emirados, o que sinalizaria compromisso francês em relação ao acordo de defesa comum assinado entre os dois países. Esperando a chegada das primeiras unidades de soldados de infantaria na base francesa local, os três Mirage do Armée de l´Air continuam as suas missões diárias com as Forças Aéreas dos Emirados a partir da base de Al Dhafara, que protege também elementos americanos e italianos.

Os Emirados desejam que os Franceses substituam os Mirages estacionados no país pelo Rafale. Durante a IDEX foi confirmado que os Emirados estão prontos para anunciar as escolhas das empresas que devem realizar diversos programas de grande porte tanto nas áreas civil como militar (central de tipo RPE, aviões de combate de quinta geração…). Empresas francesas estão competindo para ganhar estes contratos. O que necessitam é uma presença permanente e de contactos ampliados com os Emirados. Porém os Emirados Árabes Unidos foram surpreendidos pelas ausências de diversos CEOs francese (Thales, Safran, Dassault, EADS)

É verdadeiro que a crise econômica e a baixa do preço do petróleo ameaçam diversos programas, mas a situação dos Emirados é melhor, tendo em conta suas reservas financeiras (primeira no mundo árabe e quarta no mundo). Além disso, apostar somente nas relações entre Abu Dhabi e Paris não é suficiente para ganhar contratos: os outros países fazem também esforços. A Itália consegue, pela primeira vez, superar a França no comércio com os Emirados em 2008.

Os Emirados pedem também compromissos detalhados quando da assinatura dos contratos (referentes às especificações e padrões). Os Emirados emitiram uma declaração das intenções da aquisição do Rafale. O que foi confirmado na IDEX.

Mas há condições:

Primeiro - O desenvolvimento de um motor mais potente. (Em 2006 a DGA e a SNECMA anunciaram o programa de demonstração M88 ECO, com uma previsão de 10 a 15% no empuxo, passando de 17.500 para 19.800 libras de empuxo. Os objetivos são de aumento de performance (empuxo) e redução do custo operacional (combustível e manutenção). Porém a preferência tem sido dada ao último como a versão M88-2E1 que está em operação nos Rafales, que obteve 2 a 4 % e menos de consumo com redução das atividades de manutenção).

Segundo - Integrar ao Rafale as armas atualmente em uso nos Mirage 2000-9 (O míssil de cruzeiro Black Shahine derivado do Storm Shadow-Apache da MBDA, em uso no Mirage 2000-9, foi proibido de ser integrado ao F-16 E/F pelo Departamento de Estado americano. Durante a IDEX a Raytheon confirmou um acordo entre os governos dos Emirados e Estados Unidos para a venda de 224 mísseis BVR AIM-120C7 AMRAAM, para equipara os F-16E/F)

Terceiro - Adquirir as mais avançadas tecnologias (não as defasadas ou ultrapassadas) e nomeadamente o míssil BVR Ar-Ar Meteor.

Quarto - Reforçar as trocas comerciais. O que passa por um papel mais ativo das PME (Pequenas e Médias Empresas), como fazem os Alemães e Italianos (não se concentram somente nos grandes programas).

Quinto - A devolução dos 60 Mirage 2000-9 de modo que a Força Aérea compre 60 Rafales (30 Mirage 2000-9 adquiridos em 1998 e 33 Mirage 2000 SAD8 modernizados ao padrão 9)

Convirá também evitar as querelas franco-francesas consolidando o gerenciamento dos programas em um único interlocutor (nota Editor – O Programa Rafale tem três grandes partners que são a Dassault Aviation, Thales e SNECMA/SAFRAN).

Por último, os Emirados decidirão as prioridades do projeto, que Paris deverá ter em conta. A criação da nova entidade “Critical National Infrastructures Authorities” é uma prova. Colocada sob a autoridade do Príncipe herdeiro e chefe de Estado-Maior, o Sheik Mohammed, e dirigida pelo general Sheik Akhmed Ben Tahnoun, antigo comandante de regimento de carros de combate Leclerc, agrupa as guardas de fronteira, a guarda-costeira e as unidades de proteção das instalações sensíveis. Isso demonstra que as atividades de Defesa Territorial (Homeland Security) tornam-se prioritárias.

Como Afirmou Guy Teissier, presidente da Comissão Defesa da “Assemblée Nationale” , que chefiou a delegação parlamentar francesa à IDEX, a França tem posições sólidas nos Emirados. Existe uma vontade política dos Emirados Árabes Unidos de reforçar as relações com a França, de ser “o aliado escolhido” (allié choisi), contrariamente aos Americanos, “o aliado obrigado” (allié obligé).

Os Emirados Árabes Unidos possuam talvez o conhecimento único no mundo da introdução de novas tecnologias aéreas além dos EUA, Rússia, França e Inglaterra. Foram os Emirados os lançadores da versão mais avançada do F-16 E/F Desert Falcon (Block 60) que introduziu uma série de novidades, como o radar AESA e a turbina General Electric F110-GE-132 com 32.500 libras de empuxo). Antes tinham sido da melhor versão da família Mirage o Mirage 2000-9. A versão -9 é similar em muitos aspectos ao Mirage 2000BR oferecido no extinto Projeto F-X.

Marinha oferece 1.900 vagas

Força inscreve candidatos à Escola de Aprendizes-Marinheiros, este ano com 200 oportunidades a mais. Durante o curso, o aluno receberá bolsa-auxílio de R$ 631



Rio - Para quem pensa em ingressar nas Forças Armadas, a Marinha está com seleção em aberto para a Escola de Aprendizes-Marinheiros. Este ano são oferecidas 1.900 vagas, 200 a mais do que o determinado nos concursos anteriores. Durante o curso de formação, o aluno recebe bolsa-auxílio de R$ 631, e, após os 11 meses de especialização, os vencimentos sobem para R$ 1.188,17.

A seleção é voltada apenas a jovens do sexo masculino, com Ensino Fundamental completo (ou que estejam cursando o último ano) e 18 anos completos e menos de 22 anos de idade no primeiro dia de janeiro de 2010 (nascidos entre 2 de janeiro de 1988, inclusive, e 1º de janeiro de 1992, inclusive). É preciso ainda ser solteiro, não ter filhos e estar em dia com obrigações eleitorais.

O curso acontece em uma das quatro Escolas de Aprendizes-Marinheiros, nas cidades de Florianópolis, Vitória, Recife e Fortaleza. Concurso terá prova escrita, seleção psicofísica, teste de suficiência física e verificação de dados biográficos. Além da formação militar, alunos têm alimentação, alojamento, farda, assistências médica e odontológica e participam de atividades culturais e recreativas.

Os cursos de formação têm até seis meses de duração. Após a conclusão com aproveitamento, os novos militares poderão ser deslocados para servir em qualquer região do País. Os marinheiros são encaminhados às OMs (organizações militares), em terra ou mar. No entanto, como mais de 70% dos órgãos da Marinha estão sediados no Rio, a maioria acaba seguindo carreira dentro do estado.

Apenas nos casos da Escola de Aprendizes e Corpo Auxiliar de Praças, a patente máxima alcançada é capitão-de-mar-e-guerra. Quanto mais alta a patente, mais vantajosos os benefícios. Nas três Forças, militares têm direito a atendimento ambulatorial e hospitalar subsidiados, financiamento da casa própria e serviços agregados a vantagens financeiras, como seguros diversos e previdência privada.

CANDIDATE-SE

Inscrições até 2 de março em www.ensino.mar.mil.br ou à Rua Visconde de Itaboraí 69, Centro do Rio; Rua Comandante Ituriel s/nº, Fluminense, São Pedro da Aldeia; Avenida Marques de Leão s/nº, Centro, Angra dos Reis; e Avenida Governador Geremias de Mattos Fontes s/nº, Centro, Friburgo. Taxa (R$ 10) poderá ser paga até 5 de março.

A Marinha paga auxílio-alimentação, auxílio-transporte, adicional de férias e adicional natalino. A seleção é voltada apenas a jovens do sexo masculino, com Ensino Fundamental (pelo menos cursando o último ano).

Adidos militares no exterior gastam R$34 milhões por ano

Ministério Público anuncia fiscalização inédita na prestação de contas dos 63 representantes das Forças Armadas



Leila Suwwan

BRASÍLIA. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) começou a investigar, na semana passada, as contas da rede diplomática militar brasileira no exterior. O objetivo é fazer uma pré-auditagem em notas fiscais da prestação de contas de adidos militares. Os escritórios consomem cerca de US$15 milhões (R$34,5 milhões) com pessoal e custeio por ano. O valor nunca havia sido divulgado. Metade da despesa destinada a cobrir os gastos desses postos nunca foi fiscalizada fora do âmbito do próprio Ministério da Defesa.

A manutenção dos 63 adidos militares pelo mundo é o gasto mais modesto das Forças Armadas no exterior. Exército, Marinha e Aeronáutica também mantêm cinco escritórios nos Estados Unidos e Europa. São chamados de "comissões de compras". Só o custo operacional das comissões da FAB chega a US$12 milhões (R$27,6 milhões) anuais. O Exército avisou que não informa sua despesa. A Marinha nem enviou resposta.

Custo total é mantido em sigilo pelos militares

Essas representações, criadas durante a 2ª Guerra Mundial para compra de armamentos, são mantidas até hoje com a justificativa de obter preços mais baixos para equipamentos, peças e materiais.

- Existe necessidade de maior investigação. Na parte de pessoal, aparentemente, não há problemas. Mas vamos analisar o provimento de fundos e solicitar notas fiscais, por amostragem, dos lugares onde o gasto é maior. O tribunal nunca se debruçou sobre o assunto mas, se houver alguma irregularidade na pré-auditagem, vamos solicitar uma investigação mais abrangente pelo TCU - disse o procurador Marinus Marsico.

Há cerca de um mês, O GLOBO tenta obter detalhamento sobre o custo operacional dos escritórios no exterior, que é mantido sob sigilo pelos militares, apesar de ser uma despesa pública de natureza administrativa. O Ministério da Defesa divulgou algumas informações. No caso das aditâncias de Exército, Marinha e Aeronáutica e da própria Defesa, a despesa operacional informada é de US$7,5 milhões (R$17,2 milhões) por ano - esse gasto não é rastreável no sistema de acompanhamento de gastos do governo (Siafi).

Outros US$7,5 milhões anuais são gastos com o salário dos adidos - em média, de US$10 mil por mês. Não foi contabilizada a remuneração dos adjuntos dos adidos, também militares enviados do Brasil.

Posto da FAB em Washington gastou US$9 milhões em 2004

Já no caso das comissões de compras, apenas a FAB forneceu seu custo operacional. A representação em Washington, nos Estados Unidos, gastou US$9,98 milhões (R$23 milhões) em 2004 - não há dado mais recente. O escritório em Londres, na Inglaterra, gastou US$2,2 milhões (R$5 milhões) em 2008.

O Exército tem uma comissão de compras internacionais em Washington, e a Marinha tem representações em Washington e Londres. Não há explicação sobre a necessidade de diversas estruturas militares paralelas e autônomas, para executar uma tarefa que depende cada dia menos da presença física de procuradores. A checagem, a aprovação e o recebimento de produtos complexos, como aviões, é feita por comissões técnicas enviadas do Brasil.

Um episódio em que o escritório de compras do Exército ganhou notoriedade recente foi a compra de equipamentos de rastreamento de grampos para a ABIN. Dados reservados apresentados pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) na CPI do Grampo reproduziam apenas páginas na internet que comercializam os produtos.

O escritório da FAB em Londres tem um histórico peculiar. Em 1973, a força comprou um prédio histórico e tombado, de cinco andares, na Great James Street, na região central da cidade. A corporação se orgulha também de possuir outros seis imóveis em "áreas centrais de grande demanda".

Em 1988, o adido da Aeronáutica solicitou ao governo britânico a desvinculação do escritório, o que implicou na retirada da imunidade fiscal e dos privilégios diplomáticos de alguns oficiais. O fato só foi comunicado à FAB posteriormente. Em 1992, uma equipe de inspeção do TCU desembarcou na comissão para uma fiscalização especial. Entre 2001 e 2007, o escritório foi desativado para "racionalizar meios e custos administrativos".

BABV firma parceria sobre coleta de resíduos recicláveis

A Base Aérea de Boa Vista (BABV) firmou uma parceria com a Prefeitura Municipal daquela cidade para separar o resíduo reciclável do lixo orgânico produzido na organização e estimular o seu efetivo a fazer o mesmo por meio de palestra ministrada pela Secretária de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas, Dilma Pereira da Costa.

Veja a matéria completa em http://www.blogdorodin.blogspot.com/

EUA devem sair do Iraque até agosto de 2010, diz Obama


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a congressistas nesta quinta-feira que ele pretende retirar as tropas americanas do Iraque até agosto de 2010, deixando para trás um contingente de 35 a 50 mil homens para apoiar forças iraquianas e proteger os interesses dos EUA no país.

O prazo, que seria de 19 meses desde a posse de Obama em janeiro de 2009, é três meses superior às suas promessas de campanha, que afirmavam que os soldados estariam fora do Iraque após 16 meses de seu governo.

O anúncio completo do plano de retirada juntamente com seus detalhes, é esperado para o início da tarde desta sexta-feira, quando Obama visitará uma base militar no estado americano da Carolina do Norte.

De acordo com um acordo entre os Estados Unidos e o Iraque assinado pela administração Bush no ano passado, todas as tropas americanas têm que estar fora do país até 31 de dezembro de 2011.

"Plano B"

John McHugh, o mais alto republicano da comissão das forças armadas da Câmara de Representantes, afirmou entretanto que Obama lhe garantiu que tem um 'plano B' para o Iraque caso a violência no país aumente nos próximos meses.

"Ele [Obama] me assegurou que irá rever seu plano se a situação no solo iraquiano piorar e a violência aumentar", afirmou McHugh em um comunicado.

Já para a base democrata, o número de 35 a 50 mil soldados a serem deixados no país após a retirada em agosto de 2010 foi considerado "excessivo".

Iraque e Afeganistão

O presidente americano tem afirmado repetidamente que pretende reforçar as tropas americanas no Afeganistão, onde a violência tem aumentado com ataques feitos pelo grupo radical islâmico Taleban, que governou o país até o final 2001. Naquele ano, os talebans foram derrubados por uma coalizão liderada pelos EUA, na sequência dos ataques de 11 de Setembro que mataram 3.000 americanos. Os talebans davam abrigo à rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden, mentor dos ataques.

Uma fonte do governo informou que Obama espera que os gastos do país com as guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões (R$ 329 bilhões) neste ano.

Há atualmente mais de 140 mil soldados americanos no Iraque. O país foi invadido em 2003, sob a alegação de que o ditador Saddam Hussein conduzia programas para produzir armas de destruição em massa, o que não foi provado. O governo de George W. Bush enfatizou posteriormente que a invasão derrubou um ditador e permitiu os primeiros passos para o estabelecimento de uma democracia que poderia ser vir de modelo aos outros países da região.

Com agências internacionais

26 fevereiro 2009

KMDB da Ucrânia revela o seu mais novo blindado transportador de pessoal BTR-4 APC 8 x 8


A KMDB (Kharkiv Morozov Mine Building Design Bureau), empresa líder na Ucrânia do setor de construção de blindados, está demonstrando na feira internacional IDEX 2009 de Abu Dhabi, o veículo sobre rodas BTR-4 APC 8 x 8 , um blindado de transporte de tropas equipado com uma estação de armas PARUS.

O sistema de armas PARUS, controlado remotamente, inclui um canhão 3TM-1 de 30mm, um lançador de granadas de 40mm, uma metralhadora de 7,62 mm e um sistema de armas anti-tanque Barrier com 5.500m de alcance.

De acordo com as especificações do cliente, o BTR-4 APC 8 x 8 pode ser equipado com uma das três opções de grupo motriz: o 3TD ucraniano de 500 hp, o Deutz alemão de 489 ou 598 hp ou o Iveco italiano.

Devido à concepção modular do BTR-4 APC 8 x 8, ele pode servir de base para o desenvolvimento de uma variada família de veículos de combate. Variantes especializadas em fogo de apoio, comando, ambulância, defesa aérea, reconhecimento e de resgate, são as principais versões opcionais do BTR-4 APC 8 x 8.

O veículo oferece também um elevado nível de resistência balística, bem como proteção anti-minas. A proteção balística pode ser aumentada, sendo que a configuração reforçada, provida de uma blindagem frontal capaz de fornecer imunidade contra projeteis de 30 milímetros, eleva o peso do veículo para 27 toneladas. O BTR-4 é anfíbio e desenvolve uma velocidade em superfície aquática entre 8 e 10 km/h .

O novo APC ucraniano tem um layout convencional, no qual o condutor e o comandante estão posicionados no compartimento frontal do veículo, o motor e a transmissão no compartimento central e os soldados no compartimento traseiro.

A variante de transporte de tropas do BTR-4 leva dez soldados além dos dois operadores. O acesso e desembarque de soldados podem ser realizados por uma porta traseira ou o através de escotilhas situadas no teto do veículo. O condutor e o comandante fazem uso de portas laterais.

O BTR-4 opera em condições de temperatura entre 40 ºC negativos e 55 ºC positivos, bem como sob condições de densa poeira. O veículo roda sobre superfície pavimentada a uma velocidade máxima de 110 km/h. O BTR-4 foi projetado e fabricado por iniciativa da própria KMDB. Os promotores do veículo esperam que ele venha despertar o interesse do Ministério da Defesa da Ucrânia, bem como de clientes estrangeiros.

A-Darter é testado na África do Sul


O míssil ar-ar de curto alcance de quinta geração A-Darter, desenvolvido conjuntamente pela África do Sul e Brasil, realizou com sucesso uma série de testes de voo na última semana, anunciou a Denel Dynamics, empresa integrante do grupo de defesa sul-africano Denel, durante a feira IDEX 2009, que acontece essa semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Os testes foram realizados de um centro da Denel na costa sul da África do Sul, em Overberg, e serviram para demonstrar a manobrabilidade e as características do míssil em altas forças "G", além da capacidade de seu buscador (seeker) em identificar alvos.

O A-Darter deverá equipar os caças Gripen, operados pela Força Aérea da África do Sul, e também os F-5M e o futuro FX-2 da Força Aérea Brasileira. O míssil tem guiagem infravermelha, cerca de 89 kg de massa e 2,9 metros de comprimento, capacidade off-boresight (cerca de 90 graus). Espera-se que o A-Darter entre em operação em 2015.

Pelo lado brasileiro, participam do desenvolvimento do A-Darter, além do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), as empresas Mectron, Avibras e Optoeletrônica.

Raytheon e Alenia fecham contratos e Dassault negocia Rafale com os Emirados Árabes Unidos


Os Emirados Árabes Unidos fecharam um contrato para aquisição de 224 mísseis da variante C-7 do míssil AIM-120 AMRAAM, a mais avançada versão desta arma ar-ar BVR (para alvos além do alcance visual) produzida pela Raytheon dos Estados Unidos.

Os mísseis irão municiar a frota de caças Lockheed Martin F-16 Block 60 da Força Aérea daquele país árabe, informou um alto funcionário da Raytheon neste domingo (22).

A notícia foi fornecida por Paul T. Mikolashek, presidente da Raytheon Oriente Médio & África do Norte, durante uma entrevista na IDEX 2009 (Exposição Internacional de Defesa), mostra que foi inaugurada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, neste domingo (22).

Por outro lado, o oficial do Ministro da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, Major General Obaid Al Ktbi, anunciou ontem (25) durante a IDEX 2009, que a Alenia venceu a concorrência para fornecimento de 48 jatos de treinamento avançado e de ataque leve para a Força Aérea de seu país. O jato M-346 da Alenia derrotou o KAI-50 da Coréia do Sul depois de uma longa e acirrada competição.

A Alenia está concorrendo paralelamente com o seu jato treinador M-311 para fornecimento de aeronaves de treinamento básico para o Emirados Árabes Unidos. O outro competidor dessa mesma concorrência é o Pilatus PC-21 da Suíça.

Ao mesmo tempo, ganharam consistência durante a IDEX 2009, as notícias veiculadas desde junho de 2008 pela agência noticiosa WAM dos Emirados Árabes Unidos de que aquele país poderia vir a comprar caças Dassault Rafale. O negócio seria feito com base na devolução à França dos Mirage 2000-9 atualmente em serviço na Força Aérea dos Emirados Árabes e as entregas estariam sendo planejadas para ter início em 2013.

Israel continua a procurar um substituto para seus jatos Skyhawk de treinamento


Israel continuará a usar jatos McDonnell Douglas TA-4H/J Skyhawk em tarefas de treinamento avançado e conversão operacional até meados da próxima década. Se nesse período não encontrar um substituto que preencha os requisitos especificados pela Força Aérea Israelense, aeronaves F-16 serão utilizadas para a missão, informou uma fonte oficial.

Israel tem em seu inventário cerca de 22 TA-4H / J , segundo dados fornecidos pelo MiliCAS (Military airCraft Analytical System), sendo que os dez primeiros foram recebidos em 1968. Por outro lado, a Força Aérea de Israel está pronta para receber o seu primeiro treinador Beechcraft T-6A do lote de 25 exemplares encomendados.

Essas aeronaves irão substituir a partir do final do próximo ano os CM-170 Zukit (versão local do conhecido Fouga Magister), sediados na base aérea de Hazerim.

Ministro polonês confirma escudo anti-míssil dos Estados Unidos em seu país


Sistemas de defesa anti-míssil Patriot dos Estados Unidos serão instalados na Polônia, confirmou o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski.

Sikorski reuniu-se nesta tarde de quarta-feira (25) com a secretária de Estado Hillary Clinton em Washington para discutir detalhes da instalação de pelo menos 10 sistemas anti-mísseis na Polônia.

"Fiquei particularmente satisfeito quando a Secretária de Estado dos Estados Unidos disse que seu país aplicará o que será conveniente e importante para a Polônia. As declarações políticas de Hillary Clinton praticamente selaram o acordo sobre o escudo anti-míssil ", disse o ministro.

Sikorski acrescentou que o documento definitivo a ser assinado sobre o escudo anti-míssil na Polônia terá um efeito inicialmente temporário, e mais tarde, assumirá um caráter permanente.

Washington assinou acordos iniciais com Varsóvia e Praga no ano passado para implantar um conjunto de 10 mísseis interceptadores Patriot na Polônia e um radar na República Tcheca a partir de 2013.

DCNS comenta seus negócios na América Latina

Empresa comenta seus negócios no continente e a transferência de tecnologia de submarinos para o Brasil


No final do ano passado, o estaleiro Direction des Constructions Navales et Services (DCNS), da França, assinou contrato com a Marinha do Brasil (MB) para a venda e transferência de tecnologia de quatro submarinos convencionais e desenvolvimento do casco do submarino nuclear brasileiro. Com o objetivo de obter mais informações sobre o negócio, considerado um dos maiores já conquistados pela companhia francesa, a reportagem de Tecnologia & Defesa enviou algumas questões à DCNS, respondidas abaixo.

T&D perguntou ao grupo francês sobre outros negócios em discussão no Brasil, mas a DCNS preferiu não comentá-los. Segundo a reportagem pôde apurar, a DCNS já apresentou à MB proposta para a construção de fragatas baseadas na Classe FREMM, desenvolvidas para as Marinhas da França e da Itália. Em paralelo aos negócios no Brasil, o estaleiro francês também está bastante ativo em outros países sul-americanos. No final de janeiro, a empresa, em parceria com uma de suas controladoras, a também francesa Thales, anunciou ter conquistado um negócio avaliado em mais de 100 milhões de euros para a modernização dos sistemas de combate de quatro fragatas da Classe Almirante Padilla operadas pela Marinha da Colômbia.

T&D - Qual é o significado para a DCNS do acordo celebrado entre o Consórcio Sepetiba (DCNS e Odebrecht) e a Marinha do Brasil (MB) para a transferência ao Brasil de tecnologia de submarinos?

DCNS - Este projeto representa uma grande carga de trabalho para nossas equipes de projetos, estaleiros e unidades produtivas. Algumas seções do primeiro submarino serão produzidas pelo estaleiro da DCNS de Cherbourg. Os submarinos serão produzidos por uma joint venture a ser constituída entre a DCNS e sua parceira brasileira, a Odebrecht, que juntas desenvolverão este projeto de transferência de tecnologia. Os submarinos restantes serão produzidos pela joint venture. A DCNS irá, contudo, produzir itens-chave de avançada tecnologia em suas próprias unidades. Durante os primeiros cinco anos, várias centenas de funcionários da DCNS trabalharão nesse projeto. O número preciso dependerá de como o contrato será implementado.

T&D - O estaleiro que será construído em Itaguaí (RJ) para a construção dos novos submarinos da MB poderá comercializar submersíveis e/ou prestar serviços para outras Marinhas latino-americanas?

DCNS - Os submarinos serão produzidos pela joint venture entre a DCNS e a Odebrecht. A joint venture não terá permissão para realizar quaisquer outras atividades além da construção e manutenção dos submarinos da Marinha do Brasil sem a permissão da própria Marinha.

T&D - Poderiam comentar brevemente o escopo da transferência de tecnologia e da participação industrial nacional que o negócio dos submarinos envolve?

DCNS - A transferência de tecnologia para a Marinha do Brasil envolve não apenas a construção de submarinos, mas também o projeto de submarinos com dimensões suficientes para acomodar um reator nuclear brasileiro. O escopo da transferência tecnológica também inclui o projeto de um moderno estaleiro otimizado para a construção e manutenção de submarinos. Atualmente, cerca de 30 companhias brasileiras têm potencial de se beneficiar com a produção de equipamentos para os submarinos dentro do acordo de transferência tecnológica. Esse número, contudo, poderá aumentar significativamente na medida em que o projeto avance.

T&D - Os senhores poderiam dar um breve panorama da presença e perspectivas do grupo DCNS para a América Latina?

DCNS - Os planos da DCNS são responder todas as chamadas de pedidos de propostas para a construção de novos submarinos ou projetos de modernização de sistemas de combate de submarinos em operação. Nesse sentido, o grupo pretende ampliar seu histórico de sucessos até hoje por toda a América Latina.

T&D - A DCNS conquistou dois importantes usuários de seus submarinos na América Latina - Chile e Brasil. Isso coloca a DCNS em posição privilegiada para a futura modernização das forças submarinas da região?

DCNS - Certamente, os sucessos recentes da DCNS em conquistas grandes contratos de duas das maiores Marinhas da América do Sul evidenciam a qualidade dos submarinos do grupo. Essa reputação duramente conquistada deve, contudo, ser sustentada dia após dia por meio da prestação de serviços de apoio de alta qualidade para antigos e novos clientes e atendendo precisamente as necessidades de modernização das forças de submarinos da região.

Chávez confirma compra de radares e aviões militares da China


Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou nesta quarta (18/02) que seu Governo comprará da China radares e aviões de treinamento, dentro de sua política de modernização da Força Armada Nacional Bolivariana.

O governante assinalou que o assunto não foi tratado com o vice-presidente chinês, Xi Jinping, durante a visita oficial de dois dias a Caracas que terminou hoje, mas indicou que seu Governo mantém esses planos.

"Não tivemos tempo de tocar neste assunto, mas confirmo que a Venezuela vai adquirir radares chineses e aviões especiais para o treinamento dos efetivos da Força Aérea, como parte da renovação de nosso sistema de Defesa", disse Chávez, segundo a agência estatal de informação "ABN".

A cooperação militar com Pequim "está em andamento", acrescentou o chefe de Estado.

No dia 11 de fevereiro, o chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO), Jesús González, anunciou a chegada nos próximos meses de 11 radares e 18 aviões de treinamento K-8 de origem chinesa, com o objetivo de "aumentar a efetividade da luta contra o tráfico de drogas".

González disse na ocasião que os radares estarão operando a partir de março deste ano, enquanto os primeiros seis aviões K-8 chegarão em janeiro de 2010 e os 12 restantes estarão disponíveis no final do próximo ano.

Boeing propõe à FAB produzir caça supersônico no Brasil

De caráter sigiloso, a oferta ainda está em negociação e pode abranger uma parceria na construção do cargueiro a jato C-390; FAB vai testar aviões em abril

Claudio Dantas Sequeira

A norte-americana Boeing propôs à FAB construir os caças supersônicos F-18 Super Hornet no Brasil. Segundo a Folha apurou, a linha de montagem do avião de combate seria instalada na fábrica da Embraer no município de Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

A oferta sigilosa está em negociação e poderá abranger parceria na construção da fuselagem do cargueiro a jato C-390 - ousado projeto militar da Embraer, que ontem anunciou a demissão de 4,3 mil funcionários. A companhia não comentou a proposta, mas disse que o F-X2 poderá agregar tecnologia à indústria Aeronáutica.

A Boeing é a primeira finalista a propor a montagem dos aviões. A francesa Dassault (Rafale) e a sueca Saab (Gripen NG) cogitaram, mas não concretizaram a oferta. A fabricação no Brasil está condicionada ao volume da encomenda. Sem entrar na questão, Chris Chadwick, presidente da Boeing Military Aircraft, disse à Folha que o pacote de "off set" é "robusto e poderá beneficiar até 60 empresas brasileiras".

A FAB informou à reportagem que a partir do mês abril fará visitas aos concorrentes para testar os caças.

Paralelamente, o governo de Barack Obama entrou na articulação para aumentar as chances da Boeing. Número um para a América Latina no Departamento de Estado, Thomas Shannon defendeu o negócio como ponto de inflexão na cooperação militar.

"É a oportunidade para uma aliança ampla, que garanta a modernização das Forças Armadas brasileiras", disse à imprensa em reunião organizada pela Boeing. Shannon afirmou que as decisões sobre transferência tecnológica serão tomadas "caso a caso" e não garantiu a abertura dos códigos fontes, exigência da FAB para integrar ao caça mísseis nacionais.

SARSUB no Tikuna



O Comando da Força de Submarinos (ComForS) realizou, no início de fevereiro, em Angra dos Reis (RJ), a Operação “SARSUB-TIKUNA 2009”.

No dia 12, foi registrado um marco histórico para este tipo de exercício: o resgate de quatro tripulantes do Submarino “Tikuna” (S-34), sendo dois deles oficiais observadores da Marinha Americana e da Armada do Chile.

A operação consiste em: localizar o submarino sinistrado; passagem de ar e material para prover suporte à vida dos tripulantes; escape individual pela guarita de salvamento; e acoplamento do sino de resgate à escotilha de salvamento do submarino pousado no fundo do mar, em simulação a um acidente.

Neste exercício, após a abertura da escotilha, um médico passou para o interior do submarino e quatro tripulantes passaram para o sino de resgate. Em seguida, os tripulantes foram trazidos à superfície e desembarcados no Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry” (NSS), onde passaram, simuladamente, aos cuidados da equipe de médicos e enfermeiros hiperbáricos.

Esta foi a primeira vez que o NSS “Felinto Perry” realizou o acoplamento do seu sino de resgate no “Tikuna”, após já ter realizado em todos os submarinos da Classe “Tupi”.

O exercício foi acompanhado pelo Comandante-em-Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Fernando Eduardo Studart Wiemer, e pelo Comandante da Força de Submarinos, Contra-Almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior.

A operação “SARSUB-TIKUNA” foi um sucesso, qualificando e capacitando os meios navais participantes, incluindo a Marinha do Brasil no seleto grupo de países que possuem a capacidade de prestar socorro à tripulação de submarinos sinistrados.

Vigiando a retaguarda: câmeras termais de ré para blindados do U.S. Army

A BAE Systems recebeu contrato para equipar tanques M-1 Abrams e veículos de combate Stryker com sistema Check-6, incorporado às caixas de lanternas traseiras



Nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, a BAE Systems anunciou que recebeu um contrato de 45 milhões de dólares da General Dynamics para produzir sistemas de câmeras termais para dois blindados do Exército dos EUA (U.S. Army), o veículo de combate Stryker e o tanque M-1 Abrams. O sistema, denominado Check-6, é derivado dos visores termais da companhia, e incorpora uma câmera infravermelha instalada na própria caixa que abriga as lanternas traseiras dos blindados, de maneira a permintir visão noturna, diurna e em quaisquer condições de tempo.

Segundo a empresa, trata-se de uma solução de baixo custo para aumentar a segurança das guarnições dos veículos, reduzindo a exposição aos perigos externos e aumentando a consciência situacional do que está à retaguarda. O fato de ser integrado às caixas de lanternas traseiras torna denecessário qualquer soldagem ou corte para a instalação, permitindo que o sistema seja integrado com facilidade aos mais de 300.000 veículos existentes ou planejados para o Exército dos EUA. As entregas deverão ser iniciadas em Abril, num total previsto de 12.000 sistemas em uma década.

Policiais iraquianos matam soldados dos EUA


Ao menos quatro soldados americanos e seu tradutor morreram nesta terça-feira atingidos por disparos de dois policiais iraquianos na cidade de Mossul, 400 quilômetros ao norte de Bagdá.

Fontes da polícia disseram que o incidente aconteceu em pleno centro de Mossul, capital da Província de Ninawa, pouco depois do meio-dia.

Por sua vez, a força militar multinacional posicionada no Iraque ainda não deu informações sobre o ocorrido. Segundo informações, os policiais que atiraram contra os militares fugiram logo após os disparos.

Segundo um balanço da France Presse a partir das informações da ONG independente Icasualties, o número de soldados americanos mortos no Iraque desde a invasão do país em março de 2003 chega a 4.250.

Marinha precisa de R$ 8,5 bi para fazer os 5 submarinos

Militares recorrem a bancos estrangeiros para bancar programa negociado com a França

Negócio, ameaçado por crise econômica, ainda é insuficiente para compensar o atraso tecnológico da indústria bélica nacional



CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Para tirar do papel o programa de desenvolvimento de submarinos (PDS) negociado com a França em dezembro, a Marinha brasileira tenta alavancar cerca de R$ 8,5 bilhões, valor para os quatro convencionais e um de propulsão nuclear. Mas a operação no mercado financeiro internacional, que compreende uma linha de financiamento a juros baixos e prazo de até 25 anos, corre risco por causa da elevação do custo do crédito e da cautela dos bancos.

Segundo a Folha apurou, a Marinha decidiu recorrer a outras instituições financeiras, que não as francesas, para melhorar as chances de financiamento. Candidatos naturais, os franceses BNP e Societè Generale, concorrem agora com bancos como Santander (Espanha) e Citibank (EUA). Nenhum deles escapou à crise atual. A incerteza sobre a capacidade de solvência de um empréstimo bilionário também aflige o Planalto, que terá a palavra final no caso.

A Marinha está otimista e diz que, se for aprovado, o contrato de financiamento será assinado em 7 de setembro, na visita do presidente Nicolas Sarkozy.

Limites

Mesmo que consiga o financiamento, a empreitada militar terá efeito limitado na reestruturação da indústria bélica nacional, como quer o governo.

Detalhes do projeto revelam que o planejamento para a troca de informações estratégicas ajudará, mas não resolverá o atual gargalo tecnológico. Sistemas sensíveis e de altíssima sofisticação como sonares, periscópios, tubos de torpedo e componentes de instalação da turbina a vapor, continuarão sendo desenvolvidos em território francês por absoluta falta de viabilidade econômica no Brasil. Até o aço do casco do submarino, uma liga especial de alta resistência, será fornecido pela França.

"Seria necessária uma produção em escala capaz de compensar os elevados investimentos requeridos para seu desenvolvimento e produção", afirma a Marinha, argumentando que o submarino terá 17% de nacionalização - tomando linearmente os mais de 200 mil itens que o compõe.

Em linhas gerais, a parceria elevará a capacidade de defesa e dissuasão, mas o país seguirá dependente por um bom tempo. Essa condição se estende ao pacote de armamentos. A Marinha acertou a compra de torpedos multifunção "Black Shark", um dos mais avançados do mercado, além do míssil antinavio SMM-39, espécie de versão submarina dos mísseis Exocet. O Brasil tem alguns projetos e técnicos farão estágio com fabricantes franceses.

"São coisas que gostaríamos de fazer aqui, mas são caras e difíceis", diz o almirante reformado Mario Cesar Flores. Ex-ministro da Marinha (1990-1992) e de Assuntos Estratégicos (1992-1994), Flores acredita que "não há solução a médio prazo". Carlos Frederico de Aguiar, presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), defende o negócio. "As baterias do submarino e as válvulas de casco serão produzidas nacionalmente, pela Saturnia e a Cia Dox", afirma.

Para Aguiar, o índice de nacionalização dos submarinos é coerente com a realidade. "Os aviões militares da Embraer têm 15% de nacionalização e os comerciais, 20%", diz. De acordo com a Marinha, 30 empresas nacionais vão produzir componentes para o projeto.

Paralelamente, Odebrecht (50%), DCNS (49%) e Marinha (1%, com golden share) formarão uma Sociedade com Propósito Específico para operação do estaleiro em que serão construídos os submarinos. Pedro Paulo Rezende, analista da revista britânica "Janes Defence Weekly", avalia que a questão de escala seria amenizada se a Marinha fabricasse o dobro de submarinos previstos.

"Ter o equipamento de última geração é importante, mas não resolve. De maneira geral, as limitações que os franceses nos impuseram são as mesmas que alemães e americanos nos imporiam", diz. Para Rezende, a questão mais sensível "é o não repasse da planta de vapor do submarino nuclear".

"Sem isso, é uma caixa preta", diz.

Colaborou SAMY ADGHIRNI , da Reportagem Local

Cifrões na defesa



Flávia Oliveira

A Estratégia Nacional de Defesa, plano anunciado em dezembro pelo governo para reaparelhar as Forças Armadas, já atrai empresas em busca de negócios no país. A Laad 2009, feira bienal de defesa, marcada para abril no Rio, espera 16 mil visitantes, 15% a mais que dois anos atrás. O número de delegações participantes subirá de 43 para 50, com 230 pessoas. "Com a Estratégia, cresceu o interesse pelo Brasil, o maior mercado de defesa latino-americano", conta Sergio Jardim, diretor da Clarion Events, que realiza a Laad. Os três grupos pré-selecionados a fornecer novos aviões-caça à FAB (Boeing, Dassault e Saab), diz ele, terão simuladores de aeronaves candidatas em seus estandes: "A aquisição de 36 caças, pelo projeto FX-2 da FAB, será de US$2,2 bilhões." A feira deve movimentar R$10 milhões só em comercialização e montagem de espaços. Embraer, Condor e Taurus estão entre as 50 empresas brasileiras entre 315 expositores.

25 fevereiro 2009

Su-35 entrará em serviço na Força Aérea Russa em 2011



Os caças multifuncionais Su-35 serão incorporados à Força Aérea Russa a partir de 2011, comunicou a companhia Sukhoi.

Os dois primeiros protótipos Su-35 já realizaram 87 voos com sucesso, desde julho de 2008, demonstrando a técnica superior da aeronave e suas características de combate. Outro protótipo deverá ser construído para aumentar os voos de testes a 150/160, em 2009.

O caça é dotado de dois motores 117S com empuxo vetorado, combinando alta manobrabilidade e capacidade de engajar múltiplos alvos simultâneamente. O radar Irbis-E phased array permite ao piloto rastrear até 30 alvos aéreos, engajando 8 alvos ao mesmo tempo.

O Su-35BM é equipado com um canhão de 30mm com 150 projéteis e pode levar até 8 toneladas de armamento em 12 pontos duros.

O caça é considerado de geração 4++, ou seja, é uma aeronave de quarta geração que utiliza algumas tecnologias de quinta geração. A Sukhoi pretende produzí-lo até 2020.

Esquadrões franceses e belgas treinam na Córsega para missões no Afeganistão


Trata-se do exercício Serpentex 09, que se desenrola desde 16 de fevereiro na Base 126 de Solenzara, na Córsega.

Envolvendo mais de 200 militares franceses, belgas e norte-americanos, o exercício visa preparar as forças aéreas e terrestres para missões no Afeganistão, principalmente as que envolvem cenários de apoio aéreo aproximado, promovendo a integração entre quem está combatendo no chão e quem está apoiando do ar.

Quanto a esses últimos, estão presentes seis Mirage 2000 D do esquadrão de caça 3/3 de Nancy, três Mirage F1 CR do esquadrão de reconhecimento 1/33 de Reims e três Rafale do esquadrão de caça 1/7 de Saint-Dizier.

Completanto o dispositivo, estão um Puma do esquadrão de helicópteros 6/67 de Solenzara e um Transall C160 do esquadrão de transporte 1/64 de Evreux Dans. Numa segunda etapa, também participarão quatro Mirage 2000 N da força aérea estratégica da França e cinco F16 da Força Aérea da Bélgica.

Na parte terrestre, há paraquedistas do CPA (commando parachutiste de l’air) de Dijon (n°20) e de Orléans (n°10), além de membros dos esquadrões de proteção e de defesa antiaérea. O idioma do exercício é o inglês, visando a formação de equipes de controle aéreo avançado, além da aprendizagem de regras de engajamento e de emprego de armamento.

Crise põe em risco projeto do C-390


Não há momento bom para crise, mas este, que determinou as 4.200 demissões de funcionários feitas pela Embraer, não poderia ser pior para a empresa. A Embraer está batalhando parcerias internacionais para o desenvolvimento de um projeto militar ambicioso, o cargueiro e avião tanque C-390. O valor estimado da fase inicial do programa fica entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões.

O presidente da companhia, Frederico Curado, tinha a expectativa de anunciar os acordos ao longo do ano. Na sexta-feira, em São José dos Campos, um executivo ligado à vice-presidência para o mercado de defesa disse ao Estado que “a vida ficaria um pouco mais fácil” se o Comando da Aeronáutica confirmasse suas encomendas desse jato, “já anunciadas, mas não formalizadas”.

Esse pacote é coisa de 22 unidades iniciais, ao custo de US$ 1,3 bilhão. A aviação militar precisa reforçar a frota de transporte rápido para atender ao conceito do Plano Estratégico de Defesa, apresentado em dezembro de 2008, que pretende ter Forças Armadas com grande poder de deslocamento.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou a expectativa de receber os aviões a partir de 2015. O C-390 voa a 850 km/hora e leva 19 toneladas de carga útil. Abriga 64 paraquedistas equipados para combate ou 84 soldados de infantaria convencional, além de um arranjo para a retirada de feridos ou doentes em zonas de alto risco.

Um pedido firme da Aeronáutica ajudaria a ofensiva comercial da companhia no segmento da nova geração de transportadores médios, um mercado que envolve 700 aeronaves em 77 países e não menos de US$ 13 bilhões em novos negócios.

Asas para a aliança

Ministro Celso Amorim visita a colega Hillary Clinton, a menos de um mês do encontro entre Lula e Barack Obama. Aproximação se estende ao terreno militar com oferta de modernos caças F-18 para a FAB



Isabel Fleck

Washington — Se é difícil saber o que esperar do governo de Barack Obama para a América Latina, em relação ao Brasil o cenário começa a se tornar cada vez menos nebuloso. Sinais de que o país desperta interesse especial na nova diplomacia americana têm sido percebidos desde os primeiros dias de Obama no poder. Um deles é o convite que resultou no encontro de hoje entre a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, em Washington.

Amorim é o primeiro representante não-europeu a se reunir com a secretária desde que ela assumiu o cargo. A visita prepara o terreno para o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Obama, em 17 de março — outra demonstração importante para o governo brasileiro, menos de dois meses após a posse do democrata.

Na área de Defesa, o interesse não parece menor, como evidencia a oferta feita à Força Aérea Brasileira (FAB), no âmbito da concorrência FX-2, dos caças F-18 Super Hornet, da Boeing — um dos modelos mais usados pelas Forças americanas no Afeganistão. A relação entre os exércitos dos dois países também parece encaminhada a aprofundar, com visitas de ambos os lados a instalações militares, o estreitamento iniciado no governo de George W. Bush.

E a expectativa do governo brasileiro, com o governo Obama, é exatamente essa: continuar, ou ao menos manter, a aproximação ensaiada entre os dois países nos últimos anos da administração Bush. No encontro de hoje, alguns temas de interesse comum estarão na agenda, como a situação no Haiti e no Oriente Médio, a Cúpula das Américas — que se reúne entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago —, o combate à pobreza e a questão da igualdade racial, que foi mote de um acordo entre os dois países em 2008. A crise econômica e a Cúpula do G-20, a ser realizada em 2 de abril, em Londres, também deverão entrar na pauta.

Caças e mudança

Envolvido diretamente na proposta dos 36 caças oferecidos à FAB pela Boeing, o governo americano mostra um discurso que vai além da concorrência FX-2. Segundo Shannon, faz parte do “foco estratégico” dos EUA “participar do processo de modernização” das Forças Armadas brasileiras. “O Brasil está procurando mais do que essa compra. É claro que a decisão é do Brasil, mas podemos ajudar na mudança. Estamos procurando responder às necessidades do Brasil”, insistiu.

Uma das razões do interesse é apontada pelo general David Fadok, diretor de política e estratégia do Comando Sul das Forças Armadas americanas (Southcom): “O Brasil tem emergido como líder econômico”. Sobre a preocupação de Washington em manter um parceiro estratégico na vizinhança de Venezuela, Bolívia e Equador, os representantes tentam classificar a aproximação ao Brasil não como “reação”. Fadok admitiu, porém, que “há potencial para problemas (na América do Sul)”. “Temos de acompanhar isso de perto”, garantiu.

Enquanto a FAB considera a proposta americana para a venda dos caças — concorrem também a francesa Dassault, com seu caça Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG —, as relações entre os militares brasileiros e americanos vão muito bem. Na primeira semana de fevereiro, o general Enzo Martins Peri, comandante do Exército, esteve nos EUA a convite do colega norte-americano, general George William Cansey Jr., para conhecer os seus centros de treinamento. “A visita teve o propósito de estreitar os laços de cooperação entre os dois exércitos, bem como retribuir sua vinda (de Cansey Jr.) ao Brasil, em 2007”, explica a assessoria de comunicação do Exército Brasileiro.

A jornalista viajou a convite da Boeing

Vizinhos fecham pacto nuclear

Acordo abre mercados italianos à construção de usinas



O premiê italiano, Silvio Berlusconi, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinaram ontem, em Roma, um acordo de cooperação nuclear que abre o mercado italiano à construção de usinas nucleares.

Os ministros de Assuntos Exteriores, Defesa, Economia, Infraestruturas, Educação, Cultura e Políticas Europeias dos dois países participaram de uma cúpula bilateral na capital italiana, no qual as partes trataram do conflito no Afeganistão e da cooperação nuclear, selada com um pacto entre as usinas elétricas EDF, da França e a italiana Enel, que têm participação do governo.

Após a assinatura do acordo, Sarkozy propôs à Itália uma "associação ilimitada" em matéria nuclear, que estabeleça as bases de uma ampla colaboração em aspectos que vão da pesquisa à produção.

Berlusconi assentiu, e disse compartilhar com Sarkozy a opinião de que o futuro da Europa não está nos combustíveis fósseis, mas "nas energias renováveis" e "a energia nuclear".

O presidente francês propôs ainda a Berlusconi que soldados italianos e franceses se juntem na missão internacional no Líbano.

Berlusconi recebeu a proposta com "grande prazer", e lembrou que a Itália já está junto com a França no Líbano, onde "soldados dos dois países trabalham lado a lado".

O premiê da Itália também afirmou que o Ocidente precisa dos EUA, mas também da Rússia, para o fornecimento de matérias-primas e combustível.

Coreia do Norte anuncia lançamento de satélite

EUA temem que o país teste, na realidade, um míssil de longo alcance



Dias depois da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ter advertido Pyongyang contra qualquer tipo de provocações, a Coreia do Norte indicou, ontem, que está preparando o lançamento de um foguete para pôr em órbita um satélite de comunicações, segundo a agência oficial KCNA.

Entretanto, os Estados Unidos e seus aliados temem que o regime comunista teste um míssil de longo alcance, o que aumentaria a tensão na região. No passado, a Coreia do Norte testou mísseis alegando que iria lançar um satélite.

"Estão sendo feitos intensos preparativos para o lançamento de um foguete Unha-2 destinado a colocar em órbita um satélite de comunicações Kwangmyongsong-2, na zona de lançamento de Donghae (...) província de Hamgyong Norte", indicou um comunicado do governo, divulgado ontem.

Pyongyang testou pela primeira vez seu míssil de longo alcance Taepodong-2 em 2006, mesmo ano em que surpreendeu o mundo com um teste nuclear. No entanto, o míssil, que supostamente poderia atingir o Alasca, explodiu após apenas 40 segundos.

Vizinhos

Preocupado, o ministro sul-coreano da Defesa, Lee Sang-Hee, pediu que o vizinho do norte apresente provas de que está preparando o lançamento de um satélite e não de um míssil.

– Independentemente de o norte lançar um satélite ou teste um míssil de longo alcance, será uma ameaça à segurança do sul, porque a tecnologia utilizada aponta para o mesmo – disse Sang-Hee, no Parlamento.

O Japão também mostrou preocupação mas advertiu que está preparado para qualquer eventual ameaça do país vizinho.

Já a China indicou ontem que acompanha o lançamento iminente de um verdadeiro satélite de comunicações por parte de seu aliado, embora tenha evitado um pronunciamento oficial.

Vários analistas disseram que embora acreditem que Pyongyang lançará apenas um satélite, a tecnologia também poderá ser aplicada facilmente para um míssil de longo alcance. No entanto, não estão tão certos de que o regime possui tecnologia necessária para instalar ogivas nucleares em seus mísseis.

– Se for instalada uma ogiva (nuclear) no lugar de um satélite, então será um míssil de longo alcance. O norte quer demonstrar agora apenas sua capacidade de alcance – considerou o analista Baek Seung-Joo, do Instituto Coreano de Análises de Defesa.

Pyongyang não especificou quando será feito o lançamento, mas Baek disse que poderia ocorrer em torno de 8 de março, data das eleições legislativas na Coreia do Norte.

Na segunda-feira, a Coréia do Sul denunciou que Pyongyang concluiu a instalação de mísseis de médio alcance capazes de cobrir 3 mil quilômetros, o suficiente para atingir boa parte da Ásia.

As negociações entre Estados Unidos, Rússia, Japão, China e as duas Coreias para desarmar o regime de Pyongyang estão agora bloqueadas por uma divergência sobre a maneira de comprovar o processo.

Militares brasileiros auxiliam operação de segurança em Porto Príncipe



Porto Príncipe (Haiti) – Militares brasileiros do Grupamento de Operações dos Fuzileiros Navais e da 3ª Companhia de Fuzileiros, realizaram na região de Belair, nesta quarta-feira (18), em parceria com a Polícia Nacional do Haiti (PNH), Formed Police Unit (FPU), da Nigéria, e vários policiais da UNPOL, a Operação Mandacaru.

Durante a ação conjunta, foram detidos 15 suspeitos e apreendidos mais de 10 quilos de maconha. Os marginais e o material apreendido foram levados para a Comissaria da Polícia do Haiti, localizado no Forte Nacional.

Campanha contra a exploração sexual

No último sábado (14/02), nas instalações da Base General Bacellar, a Unidade de Conduta e Disciplina da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), promoveu o lançamento da campanha contra o abuso e a exploração sexual.

Na ocasião, a Unidade projetou um filme sobre o tema e promoveu um debate. A atividade contou com a presença das principais autoridades civis e militares da Missão da ONU no Haiti.

AGRALE MARRUÁ Será Usado pelo Exército do Equador na Defesa das Fronteiras


Caxias do Sul (RS), 19 de fevereiro de 2009 - A Agrale, única fabricante de veículos de capital 100% nacional, vendeu um lote de 18 unidades do Agrale Marruá para o Exército do Equador. Os veículos, do modelo AM10 – Rec Euro II, serão utilizados na fronteira norte do país, na divisa com a Colômbia.

Desenvolvido no Brasil para atender às Forças Armadas nacionais, o Agrale Marruá tem gerado vendas para exércitos de outros países, devido à sua versatilidade, robustez e baixo custo operacional. Recentemente, a Agrale entregou também 18 unidades do Marruá para o Exército da Argentina, para serem utilizados na missão de paz da ONU no Haiti.

Os Agrale Marruá AM 10 – Rec Euro II vendidos para o Equador são veículos de reconhecimento equipados com reparo para metralhadora de calibre 7.62 ou 0.50, com 360º de giro. Com motorização diesel de 132 cv (Euro II), transportam até cinco ocupantes e possuem PBT de 3.500 kg, com capacidade de carga de 750 kg, mais reboque militar de 750 kg, em qualquer terreno. Os modelos apresentam elevada robustez, velocidade máxima de 128 km/h (com velocidade mínima controlada de 4 km/h), fácil manutenção e autonomia de combustível de 700 km.

Produzido pela montadora na cidade de Caxias do Sul (RS), de acordo com as especificações das Forças Armadas, o Agrale Marruá conta com 100% de componentes nacionais. A Agrale também comercializa os Marruá desenvolvidos para uso civil em serviços severos como na mineração, manutenção de redes e reflorestamento, entre outros.

NATO: Portugal emprega novos blindados Pandur II em exercício



Por Pedro Manuel Monteiro

A região de Mirandela, no interior norte de Portugal, foi o palco escolhido para o exercício final de aprontamento de um contingente de tropas da Brigada de Intervenção para a missão de paz no Kosovo. O exercício serviu, também, para testar as capacidades das modernas viaturas blindadas de rodas Pandur II que o Exército português começou a receber nos últimos meses.

Uma moderna viatura de combate

Indo ao encontro do modelo norte-americano das Stryker Brigades, a Brigada de Intervenção (1, 2), força de combate média para conflitos de baixa e média intensidade do Exército português, será equipada com a família de viaturas blindadas de rodas Pandur II 8x8 (3). Na brigada, a unidade pioneira na operação da Pandur II é o regimento de Vila Real, a unidade pelo aprontamento da força que partirá agora para o Kosovo. Até ao momento, foram entregues onze viaturas a Vila Real, todas na versão base de transporte de pessoal (ICV, Infantry Carrier Vehicle). Destas, cinco foram empregues no exercício “Pristina 091”, em Mirandela.

A Segundo Cabo Ana Silva, uma das primeiras condutoras das Pandur, comenta que a nova viatura “transmite mais segurança e tem uma condução mais estável”. Questionada por Defesa Net quanto às diferenças entre a Pandur e a Chaimite que irá guiar nas estradas do Kosovo, Ana Silva não hesita em afirmar que “não existe comparação possível”, apontando as vantagens da nova viatura como “o conforto para a tripulação e tropas” ou “a rapidez do embarque e desembarque na viatura”. Trata-se de uma viatura completa, como a descreve um oficial de Vila Real. A Pandur II possui ar condicionado e protecção contra elementos NBQR, um sistema GPS, visão nocturna para o condutor, sistemas de aviso de aproximação de mísseis e um sistema de supressão de fogos nos compartimentos da tripulação e do motor. Os sistemas de comunicação da tripulante e o rádio táctico instalado a bordo são de concepção e fabrico nacional, a cargo da EID. No capítulo da protecção, a sua blindagem protege os tripulantes contra o impacto de munições de até 12,7mm (NATO STANAG 4569 Level 3) e minas (NATO STANAG 4569 Level 2ª). No armamento, a versão base, está armada como uma metralhadora pesada Browning M-2HB de calibre 12,7mm.

O Exército irá receber mais dez versões da Pandur II e estuda a aquisição versão Mobile Gun System (MGS), armada com uma peça de 105mm (4).

Segundo o Major Morgado Braz, oficial de relações públicas da brigada, não existe previsão quanto à data em que as Pandur poderão ser enviadas para missões no exterior. A prioridade, como se constata nas conversas com os militares portugueses, é a maturação da experiência de operação com a nova viatura, a avaliação das suas potencialidades e limitações, o desenvolvimento de uma doutrina de emprego e a constituição de uma estrutura de apoio que assegure a necessária manutenção destes sofisticados sistemas de armas. Até lá, os militares portugueses continuarão a usar as antigas Chaimite de fabrico nacional.

Uma nova missão no exterior

Em Março, um novo contingente da Brigada de Intervenção parte para o Kosovo, rendendo o Agrupamento Mike cuja preparação Defesa Net acompanhou no ano passado (5). A brigada com comando em Coimbra tem tido uma participação activa nos vários compromissos internacionais que Portugal assumiu. Nos últimos anos, o batalhão de Vila Real participou em diversas missões de paz no exterior, entre a Bósnia, Timor-Leste e Kosovo.

Como actual o anterior, o novo contingente português irá constituir uma reserva táctica (KTM, KFOR Tactical Reserve Manoueuvre Batalion) do comando da força da NATO aí estacionada (COMKFOR). Isto significa, um elevado grau de prontidão de toda a força e a possibilidade de vir a ser empregue em qualquer ponto do país balcânico que comemorou, recentemente, dois anos desde a declaração de independência. Todo o batalhão deve ser capaz de intervir num espaço de 24 horas ou, num período mais reduzido de 12 horas, numa força de escalão de companhia. Ali, as tropas portuguesas irão operar conjuntamente com forças finlandesas, italianas, francesas, americanas e austríacas e partilhar o aquartelamento com uma força britânica em Pristina.

O contingente, sob o comando do Tenente-Coronel Fernando Teixeira, inclui um total de 290 militares, entre 204 praças, 57 sargentos e 29 oficiais. Estes militares estão distribuídos por estruturas de comando e estado-maior, uma companhia de apoio de serviços com base no regimento de infantaria de Vila Real (Alfa Coy), uma companhia de atiradores do 1º Batalhão de Infantaria do mesmo regimento (Bravo Coy) e um esquadrão de reconhecimento com base no regimento de cavalaria de Braga (Charlie Coy). Como explica o comandante da força, Tenente-Coronel Fernando Teixeira, o Alfa Coy inclui diversas valências incluindo comunicações, apoio médico ou manutenção. Uma vez no Kosovo, o Bravo Coy irá operar três pelotões com viaturas Chaimite. Por sua vez, o Charlie Coy terá três pelotões, equipado com viaturas blindadas ligeiras Panhard VBL para reconhecimento e escolta. A força inclui, também, um pelotão de morteiros de 81mm e um pelotão anticarro com mísseis Milan, apesar de não estar previsto o seu emprego operacional na região, explica um oficial português.

Apesar dos militares dos regimentos de Vila Real e Braga constituírem o grosso da força, esta também inclui elementos de outras unidades da Brigada de Intervenção e do Exército. Por exemplo, esta integra um pequeno destacamento de seis elementos das operações especiais de Lamego, provenientes da Brigada de Reacção Rápida, e um dos pelotões de atiradores da força é constituído por 25 militares da Zona Militar da Madeira.

Treino duro, combate fácil

A máxima do Exército português aplica-se na perfeição à preparação das missões de paz. Como explica o oficial responsável pelo estado-maior da brigada, Tenente-Coronel José Morgado, procura-se um treino com realismo, dureza e vivacidade que prepare os militares para todos os cenários. Neste caso, o exercício “Pristina 091” permitiu testar o planeamento, controlo e condução de operações tácticas de apoio à paz.

O aprontamento do batalhão para a KFOR teve início em 22 de Setembro de 2008 e irá terminar em 24 de Março deste ano com a passagem de testemunho em Pristina. No total, foram ministrados 35 cursos e estágios.

O processo dividiu-se em cinco fases:

(1) nivelamento, para instrução individual e colectivo nos escalões mais baixos e homogenizar procedimentos, competências e técnicas;
(2) operações convencionais, capacitando a força para combate caso o teatro de ameaças evolua para um conflito convencional;
(3) instrução orientada para a missão, designadamente em áreas como controlo de tumultos e combate ao contrabando;
(4) avaliação com destaque para o exercício “Pristina 091” de 11 a 19 de Fevereiro, em Mirandela;
(5) preparação da projecção e projecção.


Na região de Vila Real, Serra do Alvão e Serra da Pedrela foram treinadas operações convencionais, numa oportunidade para tiro com todas as armas orgânicas do batalhão, aponta o seu comandante. Posteriormente, em Santa Margarida começou o treino orientado para a missão.

No “Pristina 091” foram treinadas diversas situações por meio de incidentes que iam sendo criados para testar a resposta dos militares – desde operações de cerco e busca, patrulhamento de área, escolta de colunas, a simulação de protecção a uma procissão religiosa, entre outros.

O exercício envolveu um total de 81 viaturas, incluindo 13 viaturas blindadas Chaimite de transporte de pessoal e cinco viaturas Pandur. No seu período de duração foram consumidos 1.040 litros de água, servidas 9.701 refeições confeccionadas, percorridos 33.000 quilómetros e gastos 6.723 litros de combustível.

Segundo o Capitão Sérgio Avelar, o exercício permiti, também, divulgar a imagem do Exército na região, seja pela prestação de consultas médicas à população, seja pela organização de visitas ao aquartelamento da força - num número de visitantes que crescia de dia para dia. A receptividade de uma população pouco habituada a ver forças militares e o seu equipamento ficou, de resto, bem patente pelo elevado número de pessoas que assistiram à demonstração de capacidades no centro da cidade de Mirandela, no dia 19 de Fevereiro.

Como comentava um oficial superior, nestas missões é também preciso ter sorte. Mas, como acrescentou logo outro, há que ajudar a sorte. O treino duro, a preparação cuidadosa da missão e dos militares são, por isso, aspectos fundamentais. Foi isso que ocorreu em
Mirandela.

A Venezuela, nações indígenas em nossa Fronteira, a crise financeira e as ambições estrangeiras


Coronel Ex R1 Gelio Fregapani

A opinião abaixo vai na contramão do que se publica em nosso país e mesmo no hemisfério ocidental; portanto, se o leitor quiser apenas reforçar convicções já estabelecidas, não perca seu tempo. Entretanto, estando disposto a analisar novos dados ou mesmo a ouvir outros pensamentos, certamente encontrará motivo para reflexão.

Deixo claro que meu único interesse é o bem do nosso Brasil. O fato de ter estado num observatório privilegiado me deu acesso a dados desconhecidos pelo nosso povo e jamais publicados. Estes dados muitas vezes contrariam ao que se pensa.

O que se pensa no País:

A Venezuela representa um perigo para nós, pois está se armando fortemente e é chefiada por um desequilibrado que nutre pretensões hegemônicas e poderá invadir o Brasil sem que tenhamos força para nos opor.

A realidade:

A Venezuela está gravemente ameaçada e precisa urgentemente do apoio ou ao menos da neutralidade do Brasil. Como não lhe é possível, nas circunstâncias atuais, defender-se eficazmente da provável guerra contra a Colômbia apoiada pelos EUA e Guiana, cuida de tornar difícil a ocupação de seu território distribuindo armas á população.

A Venezuela não nos ameaça; ao contrário, por precisar de nós nos corteja de todas as formas e é nossa primeira linha de defesa contra as pretensões dos anglo-saxões em tornar independentes as nossas "nações" indígenas para utilizar seus recursos minerais.

Um pouco de geopolítica

Separando as bacias dos rios Amazonas e Orenoco eleva-se um maciço distinto do escudo brasileiro, que em remotas eras encostou-se a este, onde hoje é a localidade de Óbidos. Esse maciço, apelidado de "Guianense" é de extraordinária potencialidade mineral, reconhecida por todos que o estudaram, contendo em assombrosas quantidades ouro e diamantes, nióbio e tântalo, estanho e alumínio, para citar só alguns. Já foi chamado de Eldorado e de Mundo Perdido.

Em ambos os lados do Maciço formaram-se grandes áreas aluvionais com condições de conter petróleo. Este tem sido encontrado em grande quantidade ao norte, entre o maciço e os Andes, e começa a ser achado também no sul, entre o maciço e o Escudo Brasileiro

Apenas o desconhecimento aliado as grandes florestas e inóspitas savanas que o rodeiam mantiveram-no, por algum tempo, a margem das ambições mais perigosas para os países que compartilhavam da posse.

Um pouco de História

Pelo tratado de Tordesilhas toda a região pertenceu originalmente à Espanha, mas foi intensamente disputada pela Inglaterra e a Holanda no final do século XVI e início do XVII. Em dificuldade de conter seus inimigos no Caribe , durante a União Ibérica o rei Felipe II transferiu o vale do Amazonas da Espanha para Portugal (ele era o rei de ambas as nações). Nós (os luso-brasileiros), que já havíamos vencido os franceses no Maranhão, também vencemos militarmente as forças britânicas e holandesas que se haviam instalado ao longo do Amazonas e afluentes e as expulsamos daquilo que seria a nossa terra. Isto significa que conquistamos a Amazônia aos ingleses, holandeses e franceses. Não aos espanhóis; estes, nossos rivais no Prata, na Amazônia foram nossos parceiros.

No Caribe, os espanhóis não conseguiram manter totalmente suas posses, permanecendo a Holanda e a França com vastas áreas. Em certo momento a Inglaterra e Holanda entraram em conflito e a primeira apoderou-se da parte do território sob domínio holandês, formando a Guiana Inglesa, que no início do século XX nos tomaria a região do Pirara, então produtora de diamantes e hoje também de petróleo.

Os acontecimentos mais recentes

Os ingleses foram os primeiros a descobrir a potencialidade mineral do maciço Guianense (do Amazonas ao Orenoco). Durante décadas sua política não foi apoderar-se das jazidas nem conseguir concessões, mas mantê-las incógnitas para evitar que uma eventual exploração por nós ou outros povos prejudicasse seu domínios sobre essas "comodities". Para isto suas ONGs, - na verdade braços de seu serviço de Inteligência, fomentaram parques ecológicos e reserva indígenas para nos manter afastados. Quando nos aproximávamos - por exemplo das jazidas do Pitinga - chegou a recorrer ao assassinato e a provocar o massacre da expedição. Posteriormente na "Nova República", tornou-se mais fácil conseguir que governos corruptos se encarregassem de retirar garimpeiros e impedir a nossa mineração.

O cenário das mudanças

A enormidade das jazidas e a utilização de minérios raros no resto do Globo reacenderam as ambições dos tempos antigos; a exploração das jazidas do Pitinga pela brasileira Paranapanema quebrou o cartel do Estanho e assustou o do Ouro. Ambos injetaram recursos nas ONGs ambientalistas e indigenistas. Era o início da "guerra". Agora valia tudo.

Com o tempo tornou-se evidente que a crise financeira acabaria por estourar; que a quantidade dólar, impresso e criado eletronicamente teria que perder o valor, pois não haveria no mundo bens equivalentes àquele dinheiro.

Tornou-se óbvio; as grandes somas em dólares da China, India, Japão e Arábias teriam que perder o valor. Os Estados Unidos, que haviam exportado suas fábricas teriam que voltar a produzir em seu território, pois não mais adiantaria pintar papel e trocá-lo por produtos de uso comum. (buy american). Os Estados Unidos entenderam que necessitariam de matérias primas. Auto-suficientes em alimentos, não o são em petróleo nem em minérios estratégicos. Caso não mais seja aceito seu dinheiro e necessitem para viver, procurarão tomar. De mãos dadas com a Inglaterra e Holanda e outros de seus aliados que estiverem sofrendo também com a crise. Não os censuremos demasiadamente; qualquer povo em circunstâncias idênticas tenderia a agir como supomos que agirão.

O que podemos esperar do futuro?

Não sabemos, mas sabemos o que não podemos esperar: Paz e segurança.

O Mundo estará conturbado. As nações que necessitarem de matérias primas e não puderem comprar (por causa do calote) tentarão tomar. Por não ter para quem vender, a produção cairá e o número de empregos também. Haverá fome e convulsões sociais. Será grande a disputa por comida e pelas matérias primas que escassearem. Os tigres asiáticos e outros que vivem de exportar produtos industrializados para ao Estados Unidos tendem e implodir em meio de guerras, revoluções e genocídios. Os detentores de petróleo, minerais estratégicos e produtores de víveres sofrerão pressões de toda espécie, incluindo a tomada dos bens a "manu militari"

Claro, é melhor tomar sem luta. Isto explica a guerra de Quarta Geração (a conquista sem guerra), que caminhava bem sucedida até a resistência na Raposa-Serra do Sol, e a declaração do general Heleno, que despertaram o País para o perigo.

Recordando os passos da Guerra de Quarta geração (a conquista sem luta)

1- identificação das jazidas
2- criação de parques ecológicos ou missões religiosas sobre as jazidas
3- atrair índios para as missões e pagar falsos laudos antropológicos
4- demarcar as terras indígenas e conseguir a homologação
5- colocar na constituição que tratados e convenções internacionais assinados pelo Brasil e homologados pelo Congresso serão incorporados a Constituição, sendo superiores às leis comuns
6- conseguir que fosse assinado pelo Itamarati a Convenção dos Direitos dos Povos Indígenas, que na prática lhes concede soberania
(ISTO TUDO JÁ FOI FEITO!)
7- conseguir a homologação da Convenção no Congresso
(AGORA DESPERTAMOS. NÃO FOI NEM SERÁ FEITO)

Após esta fase, teríamos a declaração de independência, a contratação de mercenários (Blackwaters) para a defesa e o apoio militar americano se necessário, mas seria esperado que o Brasil, tendo perdido as condições jurídicas, reagisse muito fracamente

A resistência na Raposa e a declaração do gen. Heleno desmancharam a esperança americana de conquista sem luta; mas se quisermos evitá-la ou vencer, temos que nos preparar.

Cenário hipotético no futuro (pós declaração do gen. Heleno)

Sabemos que a principal carência norte-americana é o petróleo. Assistimos o que acontece no Iraque. Qualquer analista enxerga claramente que as jazidas mais fáceis de tomar são as do golfo de Maracaíbo, ainda da Venezuela, mas de certa forma reclamadas pela Colômbia. É evidente a demonização da Venezuela por parte da imprensa americana e de quem foi na onda, numa preparação, entre nós, idêntica àquela que conduziu o nosso País a entrar na guerra contra a Alemanha.

Pelo evoluir dos acontecimentos, pode acontecer uma guerra entre a Venezuela e a Colômbia, esta última apoiada pelos Estados Unidos desde que garanta o fornecimento do petróleo. Tudo indica que uma coalizão EUA - Colômbia venceria a guerra em 15 dias e naturalmente o Chavez seria derrubado (talvez enforcado, como o Sadam).

Conquistada a região do golfo de Maracaíbo, a Colômbia tangenciaria a área ianomâmi venezuelana, contígua a área ianomâmi no Brasil. Lembremo-nos que a área ianomâmi em nosso território já é independente de fato; com hino, bandeira, presidente, congresso, limites e leis próprias. Na área venezuelana isto não existe, pois lá o Chávez impede.

Derrubado o Chávez, nada mais impedirá a união das duas áreas, que reivindicará a independência, um novo Curdistão sul-americano, só que este com o apoio estadunidense, que assim teria garantido o suprimento de minérios estratégicos.

Certamente, neste cenário, ainda teremos outros problemas; haverá convulsões sociais com o desemprego causado pela diminuição das importações, e isto enfraquecerá nossa resistência ao estrangeiro. A exclusividade das jazidas do pré-sal já está sendo contestada além das 200 milhas, e as próprias plataformas podem ser tomadas.

Neste cenário pessimista, que gostaríamos nunca aconteça, não é inteligente nos opormos ao dirigente venezuelano por sua oposição aos Estados Unidos.

Geopoliticamente, interessa ao Brasil que ele prejudique os planos anglo-americanos de dominação, e que, na pior hipótese, atraia para si as atenções. Ao contrario do veiculado, ele tem apoiado a campanha para evitar a entrega da Raposa às ONGs; até ameaçando cortar a luz que vem da Venezuela (pois a ONG CIR impede a construção de hidrelétricas) , caso a área seja entregue às ONGs estrangeiras.

Pouco nos interessa que ele queira se perpetuar no governo ou se fala em socialismo bolivariano; seus patrícios que decidam. Tentemos decidir certo com os nossos dirigentes, tarefa nada fácil.

Isto tudo não me torna partidário do Chavez nem de ninguém. Pensemos apenas na nossa Pátria! Entre os cenários remotos, mas não impossíveis, existe o de um conflito entre nós e a Venezuela seja criado pela personalidade megalômana do Chavez ou pela cegueira de nossa política exterior, em apoiar a Guiana (leia-se EUA) em seu contencioso territorial.

A diferença de potencial evidencia a falta de lógica deste cenário, e dois fatores afastam a probabilidade de um conflito assim:

1- países mais fracos não provocam guerras, defendem-se caso atacados ou pressionados ao extremo.
2- O nosso País não tem a menor intenção de atacar ou pressionar para obter alguma vantagem nem a Venezuela nem a qualquer outra nação.

Poderia ser dito: a diferença de potencial deles para os EUA não é ainda maior? Eles não cogitam de guerra, mesmo tendo contra si mais a Colômbia e a Guiana? Sim, mas apenas de defender seu território e suas riquezas naturais. Nem Chávez nem ninguém na Venezuela nem em qualquer país do mundo seria louco em pensar atacar os Estados Unidos.

- E o Japão, poderia ser perguntado. Já não o fez uma vez?

Certo. Extremamente pressionado. Estudando história a fundo talvez cheguemos a conclusão que não teve outra alternativa a não ser a rendição sem luta.

Conclusão

A evolução da crise econômico-financeira tende a conduzir a uma abruta queda do valor do dólar, ou mesmo sua substituição por outra moeda visando a perda de valor das reservas em dólares dos países que, por fabricarem mais barato ou por dominarem a produção de petróleo, acumularam mais moeda americana do que bens existentes nos EUA.

Além da perda das reservas acumuladas, esta espécie de "calote" desmancharia a economia dos países que vivem de exportar para os EUA trará reflexos em todo o mundo, que poderão desembocar em guerras, convulsões sociais cuja amplitude e alcance não podem ser inteiramente avaliadas.

Uma das conseqüências previsíveis é a interrupção das importações dos Estados Unidos, que voltaria a fabricar em seu território o que hoje compra dos povos com mão de obra barata. Entretanto, petróleo e minérios estratégicos necessitarão trazer de fora. Não os podendo comprar, procurarão tomar. É uma questão de sobrevivência.

Ressalta aos olhos de quem estudar o assunto, o interesse norte-americano pelo petróleo venezuelano e pelos minerais das serras que separam o Brasil daquele país.

A maneira mais fácil de conseguir o petróleo é através de uma guerra entre a Colômbia e a Venezuela. A maneira mais fácil de conseguir os minerais estratégicos é tornar independentes certas terras indígenas do Brasil e controlar os seus governos. Evidenciam-se as manobras para conseguir ambos os intentos.

A Venezuela reage a seu modo. O nosso Brasil ensaia a reação.

A História parece se repetir; Novamente estamos do mesmo lado dos (descendentes dos) espanhóis contra as ambições dos anglo-saxões agora representados pelos EUA, Reino Unido e seus aliados, principalmente a Holanda. Tal como no século XVII a Inglaterra ajudou a desfazer a União Ibérica, agora tenta afastar o Brasil da Venezuela. Assim ficaria mais fácil a tomada por partes.

Uma vez derrubado o sustentáculo da reação venezuelana, o Chávez, as pressões para a independência das reservas indígenas tenderiam a aumentar de muito. Apesar de suas "loucuras" do Chavez, a Venezuela é a primeira linha de defesa da nossa integridade territorial. Não hostilizá-la é questão de bom senso.