29 abril 2009

O FX-Naval da Marinha do Brasil Está Pegando Fogo



Roberto Silva

Fontes não-oficiais sugerem que a Northrop Grumman, a DCNS e a Hyundai estão lutando nos bastidores pelo nosso FX-Naval.

A Marinha do Brasil pretende construir ainda em 2011 três unidades de até 6 mil toneladas para substituir as seis fragatas da classe Niterói, construídas, com apoio dos estaleiros britânicos Vosper, entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980.

Os coreanos concorrem com os destróieres da classe KDX-2, embarcações extremamente bem armadas e equipadas, que deslocam 5.200 ton, ao custo unitário de US$ 420 milhões.

A americana Northrop Grumman Ship Systems (NGSS) estaria oferecendo à MB, com total apoio do governo dos EUA, os poderosos destróieres do projeto da Gibbs & Cox, derivados do consagrado projeto DDG-51 da classe Arleigh Burke.

O modelo proposto seria baseado no navio oferecido à Marinha Australiana, conhecido como DDG da Classe Hobart de 6.250 ton.

O custo unitário do destróier em questão seria de US$ 1 bilhão, mas Acontece que ele desloca cerca de 8.100 ton (muito acima dos requisitos estabelecidos para as futuros escoltas da MB – de 6.000 ton).

É dotado do sistema de combate Aegis e phased array radar SPY-1D, towed array, 64 células MK 41 para uma configuração padrão de 40 SM-2 ∕ SM-3 Standard, 32 ESSM e 16 ASROC (VL), 8 mísseis RGM-84 Harpoon ou similares, além de um canhão principal de 127 mm, 2 canhões de 20 mm e 2 lançadores triplos para torpedo Mk 50.

Tal destróier tem 230 tripulantes e conta com hangar e instalações capazes de abrigarem e permitirem a operação de até 2 helicópteros MH-60B Sea-Hawk ou Strike Hawk, semelhantes aos modelos recentemente adquiridos pela Marinha do Brasil, que são aptos à guerra anti-submarino e ataque à superfície.

Já a DCNS francesa estaria preparando uma imensa proposta para a indústria naval brasileira. Para começar, a produção local de fragatasFREMM de 6.500 ton envolveria algo entre 6 e 16 unidades (dependendo da verba), com custo unitário de US$ 600 milhões na configuração anti-aérea.

A nossa Marinha já estaria de olho no FX-2 e já há boatos de que o Rafale poderia vencer justamente pelo pacote monstro que os franceses estão apresentando para as 3 Forças Armadas.

Os rumores são de que haveria uma bagatela de mísseis e torpedos na mesa de negociações, todos podendo ser produzidos aqui.

No mundo dos off-sets do FX-2, o vencedor Rafale iria também para a Marinha. De início, seria possível a entrada do Brasil no programa doMeteor, sendo este míssil produzido no Brasil. Haveria ainda a assessoria no desenvolvimento do míssil de médio alcance de cruzeiro nacional.

Para alegria da Marinha, a MDBA instalaria uma fábrica de mísseis no Rio de Janeiro, onde seriam produzidos os mísseis Exocet MM-40, assim como os novíssimos torpedos Black Shark.

O novo míssil anti-navio da MB seria baseado no Exocet MM-40 Block 3que, entre outras funcionalidades, pode atacar alvos em superfície, sendo conhecido como Tomahawk dos pobres, por ser mais econômico.

O Exército e a Marinha utilizariam os mísseis Aster para defesa anti-aérea e o portátil Mistral (Simbd para a Marinha), todos produzidos no Brasl.

Especula-se sobre o apoio no desenvolvimento de um LPD nacional, ou ainda a transferência de 2 navios LPD da Classe Foudre. Segue ainda a proposta de desenvolvimento e assessoria no projeto do futuro NAe brasileiro de 40.000 ton, juntamente com a DCNS.

A questão é que os outros concorrentes estão jogando o mesmo jogo e outras propostas vem aí. Os sistemas Aegis acabam de chegar na mesa.

Porém, as ambições de médio e longo prazo são bem superiores. Fala-se, por exemplo, de pelo menos 12 submarinos convencionais, 12 fragatas, e outras corvetas (a DCNS apresentará o conceito Gowind), que poderão chegar a 16 unidades.

Parece que o Brasil realmente acordou e o Gigante prepara-se para se levantar. O jogo está sendo feito e a mesa está fervendo. Vamos aguardar.

Marinha Construirá 3,3 mil Lanchas de Ação Rápida Para Estudantes

Barco para transporte escolar terá R$ 100 milhões do FNDE este ano

Wagner Oliveira

São Paulo, 28 de Abril de 2009 - O governo federal acerta a encomenda de 3,3 mil embarcações para uso no transporte escolar, principalmente, na região amazônica e no litoral. A compra faz parte do programa “Caminho da Escola”, administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação.

De acordo com José Carlos Wanderley Dias de Freitas, diretor de administração e tecnologia do FNDE, o governo já conta com recursos de R$ 100 milhões para investir no projeto neste ano. Os primeiros barcos serão entregues até dezembro.

Freitas afirmou que viaja na próxima semana à Base Naval de Val-de-Cães (BNVC), Organização Militar da Marinha sediada em Belém, para aprovar o primeiro modelo de embarcação - uma adaptação das Lanchas de Ação Rápida (LAR), utilizadas pela Marinha para serviços na Amazônia.

Com capacidade para 16 alunos, as lanchas serão destinadas a populações ribeirinhas ou moradores de ilhas no litoral, que precisam de transportes curtos e rápidos. O valor final de cada embarcação ainda não foi definido, mas pode custar por volta de R$ 50 mil.

Além disso, o governo também projeta a construção de 300 barcos catamarãs. Eles teriam capacidade para até 35 alunos e também serviriam de sala de aula, em casos de enchentes. Com um grande convés, os catamarãs poderão ser adaptados como salas de aula, uma vez que serão equipados com quadro negro e cadeiras fixas.

As lanchas serão construídas na Base Naval de Val-de-Cães, em Belém pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), empresa de capital público que presta serviço para o Ministério da Defesa.

De acordo com o diretor do FNDE, em consulta feita a diversos estaleiros em todo o País, não houve interessados no projeto. Segundo Freitas, o tipo de embarcação não atraiu empresas nacionais, mais focadas nas grandes embarcações ou em iates e lanchas de grande porte voltados ao luxo.

Para Freitas, mesmo não atraindo o interesse privado, o programa tem dimensões jamais vistas no País. “Nunca houve a encomenda de cerca de 3 mil unidades de lanchas. A construção das embarcações vai gerar muitos empregos”, disse;

O programa “Caminho da Escola” foi criado em 2007 com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares, garantir segurança e qualidade ao transporte dos estudantes e contribuir para a redução da evasão escolar, ampliando, por meio do transporte diário, o acesso e a permanência na escola dos estudantes matriculados na educação básica da zona rural das redes estaduais e municipais.

Padronização - O programa também busca a padronização dos veículos de transporte escolar, a redução dos preços dos veículos e o aumento da transparência nessas aquisições.

O FNDE, em parceria com o Inmetro oferece a prefeituras e estados veículo com especificações exclusivas, próprias para o transporte de estudantes, e adequado às condições de da zona rural brasileira.

O programa consiste na aquisição, por meio de pregão eletrônico, de veículos padronizados para o transporte escolar. No ano passado, foram comprados 2,2 mil ônibus. Neste ano, o programa prevê a compra de 10 mil ônibus.

Novo carro de combate polonês PT-9P Twardy chega ao Peru


O demonstrador de conceito do novo tanque de batalha PT-9P, desenvolvido pela polonesa ZM Bumar-Labedy, para atender aos requisitos do Exército Peruano, estará presente na 2ª Exibição de Tecnologia de Defesa (SITDEF 2009) que acontecerá em Lima no Peru, entre os dias 21 e 24 de maio.

O veículo está sendo visto como um candidato em potencial para um contrato envolvendo de 100 a 140 exemplares que vão equipar as Forças Terrestres Peruanas. Se selecionado, o PT-9P irá substituir os 50 T-55M1/M2 Léon de procedência russa e 96 carros de combate leves AMX-13PA3 Escorpión produzidos na França.

A aquisição irá estabelecer um melhor ponto de equilíbrio de forças frente aos Leopard 2A4 MBT que estão sendo incorporados pelo Exército do Chile.

O PT-9P é uma variante baseada na versão “Ex” do carro de combate polonês. O veículo foi dotado do novo sistema de controle de tiro PCO Drawa-TG que funciona através da captação de imagens termais do alvo. Além disso, o PT-9P recebeu uma nova suíte de comunicações composta por um rádio Radmor RRC9310, um sistema de comunicações WB ElectronicsFonet-IP e um sistema de gerenciamento de batalha Teldat. O PT-9 Twardy já foi exportado para a Malásia, cuja frota divulgada é de 48 unidades.

O demonstrador de conceito do novo tanque de batalha PT-9P, desenvolvido pela polonesa ZM Bumar-Labedy, para atender aos requisitos do Exército Peruano, estará presente na 2ª Exibição de Tecnologia de Defesa (SITDEF 2009) que acontecerá em Lima no Peru, entre os dias 21 e 24 de maio.

O veículo está sendo visto como um candidato em potencial para um contrato envolvendo de 100 a 140 exemplares que vão equipar as Forças Terrestres Peruanas. Se selecionado, o PT-9P irá substituir os 50 T-55M1/M2 Léon de procedência russa e 96 carros de combate leves AMX-13PA3 Escorpión produzidos na França.

A aquisição irá estabelecer um melhor ponto de equilíbrio de forças frente aos Leopard 2A4 MBT que estão sendo incorporados pelo Exército do Chile.

O PT-9P é uma variante baseada na versão “Ex” do carro de combate polonês. O veículo foi dotado do novo sistema de controle de tiro PCO Drawa-TG que funciona através da captação de imagens termais do alvo. Além disso, o PT-9P recebeu uma nova suíte de comunicações composta por um rádio Radmor RRC9310, um sistema de comunicações WB ElectronicsFonet-IP e um sistema de gerenciamento de batalha Teldat. O PT-9 Twardy já foi exportado para a Malásia, cuja frota divulgada é de 48 unidades.

Sukhoi confirma acidente com terceiro protótipo do Su-35


No último dia 26 o terceiro protótipo do caça russo Sukhoi Su-35 acidentou-se por ocasião de um teste de rolagem rápida no aeródromo de Komsomolsk-on-Amur, localizado no extremo oriente da Rússia.

Não foi divulgado o estado em que ficou a aeronave, mas afiirma-se que o piloto de provas da Sukhoi, Evgeny Frolov, saiu ileso da ocorrência. Uma comissão está sendo formada para a investigação das causas do acidente.

Até o momento, os três exemplares de testes do Su-35 já efetuaram mais de 100 vôos, e segundo o fabricante, o acidente não afetará o cronograma do programa de desenvolvimento.

28 abril 2009

Brasil vai formar força de paz na África



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira no Rio de Janeiro, que o Brasil pretende capacitar militares africanos para atuarem em missões de paz no continente, coordenadas pela União Africana.

Jobim explicou que serão enviados militares brasileiros para Moçambique e São Tomé e Príncipe e que militares africanos também participarão de treinamento no Brasil.

“O Brasil não comparecerá à África para dizer o que os africanos devem fazer. O Brasil vai ajudar naquilo que os africanos precisam e desejam fazer”, explicou o ministro.

Ele revelou ainda que o país poderá enviar tropas de paz para Guiné-Bissau se for chamado pelas Nações Unidas. O ministro esteve naquele país em março, logo após os assassinatos do presidente João Bernardo Nino Vieira e do chefe do Estado-Maior Tagmé Na Waié.

Na sua avaliação, o Brasil possui indústria e expertise para atuar em missões dessa natureza.

“O Brasil não faz operação para impor a paz, mas de manutenção da paz. Fazer a paz era a doutrina Bush, de intervir na política interna de outro país. Isso o Brasil não faz. Se a ONU decidir que há necessidade, o Brasil está disposto a participar”, destacou.

De acordo com Jobim, "com Moçambique, vamos trabalhar em conjunto na criação de uma força de paz para a União Africana. A ideia é enviarmos oficiais brasileiros e sargentos para treinar, desde logo, os soldados lá existentes em operações de paz".

O ministro adiantou que o Brasil pretende trabalhar não apenas com Moçambique e São Tomé e Príncipe, mas no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em maio, ele estará em Luanda, Angola, para a cúpula de ministros da Defesa da CPLP. Na oportunidade, pretende visitar Namíbia, Nigéria e Argélia.

Brasil oferece aviões militares a Moçambique

Em março, o ministro esteve em Moçambique e ofereceu aviões P-27 à Força Aérea moçambicana.

"Vamos providenciar a transferência do P-27, um avião utilizado no Brasil para treinamento militar. Estamos fazendo uma mudança na Força Aérea Brasileira, estamos substituindo os P-27 pelos Super Tucanos. Com isso, queremos ver quais os aviões que podemos mandar para Moçambique”, afirmou.

A doação desses aviões terá de passar ainda pelo Congresso Nacional.

Este mês, um grupo de oficiais brasileiros chegará a Maputo para dar início a implantação de uma unidade de operação de paz no Exército de Moçambique, composta por 700 homens, que deverão integrar o contingente de paz na África.

EADS quer desenvolver projetos com o Brasil



O presidente da EADS no Brasil, Eduardo Marson explicou que a empresa não está interessada apenas em vender às Forças Armadas brasileiras.

“Mais que produto, o que nos interessa é desenvolver projetos com o Brasil, compartilhando tecnologia para a exportação”, afirmou Marson.

Ele informou que a empresa já iniciou as negociações com a Força Aérea Brasileira (FAB), para o fornecimento de mais oito aeronaves C-295 Amazonas. A FAB já recebeu onze das 12 unidades encomendadas.

O C-295 também já voa na Colômbia que conta com quatro aeronaves. O Chile encomendou três e o México duas que devem ser entregues em novembro e setembro, respectivamente.

Sobre a crise financeira mundial, Eduardo Marson destacou que “o mercado militar vê consistência no planejamento das Forças Armadas do Brasil. O ministério da Defesa foi menos afetado pelos cortes no orçamento por conta da crise e os principais programas foram preservados”.

Helicópteros

Em dezembro de 2008, o governo brasileiro assinou o contrato com a EADS, através da Eurocopter, para a construção em Minas Gerais, de 50 unidades do modelo EC-725.

De acordo com Eduardo Marson, as empresas brasileiras do setor Defesa estão sendo visitadas para participarem do projeto. Ele destacou que o aparelho será 50% nacional.

“O governo brasileiro e as Forças Armadas têm uma enorme boa vontade com a empresa também por ela contribuir com o desenvolvimento da indústria nacional”, afirmou.

A EADS pretende oferecer ao Brasil, sistemas de segurança para a área marítima, fronteiras e espaço aéreo.

Até 2020, a empresa quer que 20% dos seus produtos sejam produzidos fora da zona do euro e isso inclui parcerias com China, Rússia e Brasil.

Na avaliação da Força Aérea Brasileira, a EADS reverte a lógica que a indústria de defesa vem utilizando, de apenas vender sem discutir o que o cliente precisa.

27 abril 2009

O Brasil rearma a defesa

Com novas encomendas das Forças Armadas e do Exterior, indústria nacional de material bélico dá sinais de retomada



Uma série de lançamentos movimentou a indústria brasileira de defesa nos últimos dias, indicando que a ambiciosa Estratégia Nacional de Defesa, lançada pelos ministros Nelson Jobim e Mangabeira Unger no final do ano passado, começa a tirar o setor do atoleiro em que se encontrava. Prova disso é o recente e portentoso contrato de US$ 1,3 bilhão que a Embraer fechou com a Força Aérea para o desenvolvimento de uma nova aeronave de transporte militar, o KC-390, além de um pacote de modernização de 12 caças da Marinha, no valor de US$ 140 milhões. O novo cargueiro a ser produzido pela empresa de São José dos Campos é uma antiga reivindicação dos militares, que já viam os antigos Hércules defasados.

Bom para a Força Aérea, melhor para o setor. O contrato abrirá a possibilidade de a Embraer competir em um mercado estimado em US$ 18 bilhões e 700 aeronaves, num prazo de dez anos. E outros pacotes devem vir por aí. “É uma fase de mudanças que mostram que a Estratégia Nacional de Defesa não veio para ficar no papel”, disse Jobim, no encerramento da Feira Latino- Americana da Indústria Aeroespacial e de Defesa (Laad), realizada no Rio de Janeiro, há duas semanas.

Também em São José dos Campos, outra empresa aproveita a boa fase. A Avibras, única fabricante nacional de sistemas de artilharia e que já foi dada como falida, conseguiu ressurgir no setor com contratos internacionais, como um de R$ 500 milhões com a Malásia. Ainda às voltas com o processo judicial que poderá passar ao governo 30% do controle da empresa, a Avibras está investindo também em contratos nacionais. Há poucos dias, a empresa recebeu R$ 18 milhões para desenvolver um veículo aéreo não tripulado. Outros R$ 80 milhões deverão ser aplicados para tirar o projeto da prancheta e desbravar um mercado avaliado em US$ 8 bilhões por ano.

No setor de blindados a previsão também é auspiciosa. O desenvolvimento do novo Urutu – que nos anos 1970, produzido pela extinta Engesa, transformou-se num sucesso internacional de vendas -- pela Iveco, apresentado também na Laad, começa a atrair outros players para o setor. Apesar de não comentar oficialmente os valores da negociação, a Iveco, do Grupo Fiat, deve receber cerca de US$ 1,8 milhão por cada uma das 17 unidades que serão compradas pelo Exército. O primeiro protótipo já está sendo construído na fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais, e deve ficar pronto em 2010, a tempo de participar da parada de 7 de setembro. Até 2011, os outros blindados serão entregues.

Em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, a Agrale tem colocado a sua linha de jipes militares Marruá em grandes contratos. Cerca de 250 unidades foram vendidas à Marinha no ano passado e há negociações com a Argentina e o Equador. “Também estamos em estágio avançado com o Peru e a Colômbia”, afirma Flavio Crossa, diretor de vendas e marketing da Agrale.

Operação França

Os franceses estão em alta no Ministério da Defesa.



Andante Mosso

A Helibrás, que tem como presidente do conselho de administração o ex-governador Jorge Vianna, fechou contrato para fornecer 50 helicópteros, enquanto quatro submarinos Scorpène estão a caminho.

Isso não faz parte das programações do Ano da França no Brasil e, sim, do estreitamento de relações comerciais com os europeus, fugindo da tradicional hegemonia norte-americana no item de equipamentos bélicos.

A FAB está fechando negócio com a também francesa Rafale, para a compra de um avião militar de caça.

Morrem fuzileiros navais participavam de treinamento em carro de combate em Valença



Dois militares morreram e um ficou ferido em acidente, no sábado à noite, durante exercícios noturnos na área do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve do Exercito, em Valença, Sul do estado. O terceirosargento Fuzileiro Naval Leandro Bacellar e o cabo Fuzileiro Naval Luís Paulo Pessanha Gonçalves estavam no veículo que caiu de um barranco em área alagadiça. Um terceiro tripulante, Felipe Carvalho, que não teve sua patente divulgada, teve ferimentos leves e levado para o Hospital Geral de Valença, onde foi atendido e liberado. O laudo com a causa das mortes foi feito pelo IML de Barra do Piraí e será liberado em 30 dias. Leandro foi enterrado no Cemitério de Irajá e Luís Paulo sepultado no Cemitério Nossa Senhora de Belém, em Duque de Caxias. A Marinha abrirá inquérito para apurar as causas do acidente.

A indústria de defesa e o progresso nacional



Ozires Silva

As despesas para reequipar e garantir a operacionalidade das Forças Armadas é uma tarefa dos governos, sobretudo entre os mais democráticos, como rezam as mais importantes constituições federais dos países, sobretudo dos mais avançados. Todavia, apesar da existência tradicional das organizações militares, não é pequena a parcela da população que julga essas despesas como não justificáveis, como também não é menor a sensação de que seus gastos deveriam ser reduzidos.

No caso brasileiro, por surpreendente que pareça, embora as percepções acima, pesquisas públicas divulgadas pelo Ibope Opinião constatam, em rodadas mais recentes de levantamento de julgamento pela população, que a instituição em que os brasileiros mais confiam é a médica, mencionada por 85% dos entrevistados. Em segundo lugar estão os militares e as Forças Armadas (75%) e em terceiro, os jornais (74%).

No entanto, em que pesem esses aspectos, aparentemente contraditórios, é claro que as Forças Armadas estão ligadas ao dever constitucional de proteger o País e suas instituições, garantindo as decisões dos governos legitimamente eleitos, independentemente de qualquer conotação de caráter político. Para o cumprimento dessas missões fundamentais, estabelecidas na nossa lei maior e em toda a infraestrutura legal, as Forças Armadas precisam contar com efetivos humanos em qualidade, competência e número necessários, bem como com material de defesa e equipamentos militares essenciais ao desempenho de suas atribuições.

A maioria das nações, conscientes dos custos orçamentários essenciais para garantir a operacionalidade das Forças Armadas, procura minimizá-los buscando fórmulas de produzir na indústria doméstica o que seja necessário para equipar as unidades militares. Com isso, são estimulados projetos de busca de novos conhecimentos, ampliando os horizontes das pesquisas científicas e tecnológicas. Do mesmo modo, procuram comprar o máximo que seja possível no mercado doméstico, abrindo possibilidades para que métodos e processos sempre necessários à produção de material bélico sejam transferidos para as empresas em geral, gerando empregos e capacidade marginal de exportação.

Adicionalmente, modernamente são comuns alternativas de uso das tecnologias duais, isto é, conhecimentos que podem ser igualmente utilizados, ou para a produção de artigos para a defesa, ou destinados para a fabricação de produtos civis na atualidade profusamente vendidos em todos os mercados mundiais.

Em documento aprovado pelo presidente da República, o Ministério da Defesa do Brasil divulgou, no final de 2008, a Estratégia de defesa Nacional, enfatizando em vários momentos a acentuada importância de uma indústria local, produtora de material e de equipamentos de defesa. Tudo absolutamente real e constatado. Hoje, podemos concordar que a ausência ou a insuficiência das compras no mercado doméstico levou ao que vemos na atualidade, a extinção das iniciativas empresariais que mostravam grandes horizontes de progresso na década de 1970, algumas iniciativas chegando até os anos 1980.

A atual decisão do governo de lançar uma política de defesa se justifica. Ela coloca em evidência prioridades, e uma delas é claramente reconhecida pelos especialistas, por meio da qual é reconhecido que nossas Forças Armadas não estão devidamente equipadas. Isso, além de frustrar alguns alicerces constitucionais, também as impede de alimentar uma indústria de base, capaz de aumentar a oferta de empregos e o uso do poder de compra governamental para o desenvolvimento econômico da nação.

O mundo demonstra, de forma realmente generalizada, que há uma significativa necessidade de os países ganharem posições comerciais e competitivas no mercado externo com marcas nacionais. Este é um fator que determina as empresas se engajarem a criar e trabalhar com tecnologias próprias.

No entanto, isto somente pode ocorrer se houver contratos de pesquisas e desenvolvimento, nos quais os riscos de produzir e vender estejam colocados em níveis possíveis. Muitos desses contratos normalmente têm origem nas compras militares, e já se demonstraram essenciais nos países de maior êxito industrial.

Recentemente, divulgações locais publicam que expressivas aquisições de material militar no exterior foram e serão autorizadas pelo governo brasileiro. Realmente, é amplamente reconhecido que nossas Forças Armadas precisam ser reequipadas. No entanto, se tais compras não oferecerem metas e estímulos para o desenvolvimento da nossa indústria de defesa, pode-se afirmar que, pelo menos nos próximos oito a dez anos, não poderemos pensar em ganhar alguma autonomia produtiva, com isso perdendo oportunidades e empregos, num momento em que uma crise internacional preocupa a todos.

No futuro, os processos de reequipamento das nossas Forças Armadas tendem a se complicar, quer por restrições de ordem política internacional, quer pelas crescentes dificuldades para se pagarem preços cada vez mais elevados para o material militar necessário. As fontes de recursos para isso são necessariamente o orçamento nacional que, necessitando moedas de trânsito mundial, aumenta a pressão sobre os resultados do nosso balanço de comércio exterior, cujas projeções atuais são preocupantes. E mais, perde-se não se comprando no mercado interno, pois os empregos e oportunidades que deveriam beneficiar nossos conterrâneos serão transferidos para o exterior.

Guerra em paz

Colecionadores de material bélico preservam tanques, canhões, jipes, armamentos e equipamentos usados em grandes batalhas. e até medalhas de Adolf Hitler



Renato Alves

Brasilienses guardam armas capazes de derrubar aviões e prédios inteiros. São tanques, canhões, lança-foguetes. Alguns estão apontados para o Lago Paranoá e até o Palácio da Alvorada. Outros, para vias movimentadas e residências. Mas nada representa ameaça à segurança nacional, muito menos aos moradores. O arsenal, em sua grande parte desativado, pertence a colecionadores. Gente pacífica, sem nenhuma atividade militar, mas aficcionada pelas histórias das guerras. Colecionadores que gastam parte dos salários em compra e restauração de material bélico. Compram ainda uniformes, capacetes, medalhas, mapas, tudo que diz respeito a grandes exércitos e batalhas. Parte deles decidiu se organizar para trocar informações em torno do gosto comum. Surgiu assim a Associação de Colecionadores de Veículos Militares e Material Bélico do DF. A entidade é mais conhecida como Velhos Amigos de Guerra (VAG). Fundada em julho de 2003, tem 24 integrantes.

Ao todo, eles conservam 34 veículos militares. Quase todos em condições de rodar. Além disso, alguns colecionam peças específicas. É o caso do presidente da VAG, Ricardo Ferreira, 42 anos. Procurador federal, ele mantém em casa, no Park Way, um jipe, dois caminhões de transporte de tropas e dezenas de rádios militares antigos. “Me especializei em rádios. Tenho ainda uniformes e livros, mas nenhuma arma”, ressalta ele, um pacifista convicto, líder de grupo escoteiro.

Como os demais integrantes da VAG, Ricardo se preocupa com a preservação da memória do Exército brasileiro, em especial a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) nas batalhas da Segunda Guerra Mundial (1940-1945). No momento, por exemplo, eles ajudam a montar um acervo com fotografias antigas de militares brasileiros. “Tudo que encontramos, copiamos e mandamos para um outro grupo de colecionadores do Rio de Janeiro, que organiza e mantém tudo em um museu”, explica.

Herança paterna

Ricardo começou a se interessar pelo militarismo ainda criança. “Meu pai era um funcionário civil da Presidência da República. Eu o acompanhava e via muitos carros militares. Logo comecei a pedir para comprar jipes de brinquedo. Na fase adulta, comprei os meus jipes”, conta o procurador. O filho dele, Juliano, 10 anos, segue o mesmo caminho. Tem uma pequena coleção de jipes e caminhões em miniatura. A filha, Vitória, 7 anos, deu nome a um jipe de verdade do pai.

O advogado e professor universitário Carlos Felipe Alencastro Carvalho, 60, também sofreu influência do pai, um militar do Exército. Carlos estudou em colégio militar e foi cadete da Academia Militar, no Rio de Janeiro. Mas largou a farda para se dedicar ao direito. No entanto, deu enorme orgulho ao pai, que entrou para reserva como general, ao começar a comprar jipes militares. Teve seis. Hoje, exibe um bem conservado e imponente caminhão da brasileira Engesa fabricado em 1976.

A relação de Aloísio Lopes de Souza com o universo militar é ainda mais próxima. O pai lutou como soldado na Segunda Guerra. Do pracinha da FEB, Aloísio ganhou diversas miniaturas de blindados. “Também o meu primeiro jipe, de lata, verde, com a estrela do Exército americano no capô. Foi meu primeiro velotrol”, recorda-se. Há 30 anos, ele começou a montar um jipe norte-americano de verdade, da cor bege, modelo 1942, fabricado para a Segunda Guerra. Em três anos, o veículo estava como um novo.

O jipe de Aloísio, sonho de consumo dele, é uma raridades da VAG. Hoje, aos 57 anos e trabalhando como mecânico, ele cuida também dos xodós de outros colecionadores, como Luciano de Castro, 46. O fiscal ambiental do governo local decidiu comprar jipes e caminhões militares justamente por causa do trabalho. “Como sempre gostei de natureza, tive meu primeiro jipe aos 20 anos. Os meus veículos uso no dia a dia, para trabalhar.” E para viagens por lugares inóspitos, como o Jalapão, no Tocantins.

AUTORIZAÇÃO

Para colecionar veículos militares que carregam armamentos, como os tanques, é preciso ter autorização do Exército. O mesmo vale para itens como granadas e canhões. O acervo do Museu de Armas e História Militar Caramaschi, por exemplo, é autorizado.

A paixão do roqueiro

Os jipes de guerra são uma das paixões de João Barone, o baterista da banda de rock Paralamas do Sucesso. Filho de um ex-combatente da FEB, Barone nunca ouviu do pai as histórias de combate na Segunda Guerra Mundial — após quase ser atingido por bombas lançadas pelos alemães, o pai dele voltou ao Brasil e procurou esquecer o que viu nos campos de batalha.

Barone tem um Willys MB de 1944 e um Ford GP de 1941. É também presidente do Clube dos Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro (CVMARJ), entidade parceira da AVG. Barone já participou de reuniões do grupo brasiliense.

Em 2004, ele e um dos seus jipes estiveram na Normandia, região da França onde as tropas aliadas desembarcaram em 1944 para o combate que daria fim à Segunda Guerra.

Agora, o músico prepara um tour pela Itália. Mês que vem, ele e outros donos de jipes de guerra vão refazer os caminhos dos pracinhas da FEB, no projeto denominado O Caminho dos Heróis!

Um museu militar

A associação Velhos Amigos de Guerra (VAG) tem como presidente de honra o arquiteto Hamilton Caramaschi. Ele morreu em 15 de dezembro de 2007. Foi um dos maiores colecionadores de armas do país e o maior colecionador de material bélico da América Latina. Tanto que deixou de herança o Museu de Armas e História Militar Caramaschi, montado em uma casa de sua propriedade, no Setor de Mansões do Lago Norte. O acervo é composto por raridades que nem o Exército Brasileiro e de outros países protegeu. São jipes, tanques, blindados, baterias antiaérea, caminhões, hospitais móveis.

Nos jardins à margem do Lago Paranoá, há vários tipos de canhões, além de dois carros de combate. Na garagem, estão outros blindados, como um M-2A1 Half Track (de fabricação norteamericana, para reconhecimento e transporte de tropas na Segunda Guerra Mundial), quatro Stuarts (norte-americanos, de 1939), um Sherman M4A4 (norte-americano, lutou com as tropas brasileiras na Itália), além de três veículos militares do leste europeu (um jipe, uma ambulância e um caminhão).

Na garagem há ainda um canhão Krupp alemão, com rodas de madeira, usado na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Parados na frente de casa, do lado de fora, estão um trator M-5 (usado pela FEB) e um CCKW (caminhão norte-americano da Segunda Guerra). De todos os veículos, apenas uma picape M-715 e os veículos do leste europeu estão em condições de rodar. Entre eles um jipe UAZ (Uliannov), de 1983, e um caminhão-ambulância IVA/Robust, com seis leitos para terapia intensiva, filtros contra contaminação atômica, química e bacteriológica. Ambos fabricados pela antiga União Soviética (URSS).

Documentos nazistas

Os dois veículos parados em frente à casa, do lado de fora, são alvo de vândalos. Eles já quebraram os vidros do caminhão. Mas alguns itens mais frágeis e de maior valor histórico estão a salvo, longe dos olhares curiosos, restrito a poucos integrantes do VAG, como um dos filhos de Hamilton. São documentos, fardas, condecorações e muito outros itens dos períodos da coroa portuguesa, das grandes guerras e da queda do muro de Berlim. Tudo protegido por alarmes, vigilantes e cachorros bravos.

Entre as preciosidades estão medalhas dadas por Adolf Hitler a alguns dos seus subordinados. Há também uma coletânea de charges sobre o líder nazista, que pertenceu ao próprio. Hamilton Caramaschi conseguiu resgatar 90kg de documentos da Chancelaria Alemã, onde ficava o bunker em que Hilter passou seus últimos dias. Em 30 de abril de 1945, Hitler e a mulher Eva Braun tomaram comprimidos de cianeto. Eva teve morte imediata. Ele deu um tiro na cabeça após engolir o veneno. Tudo dentro do bunker. Os corpos foram queimados do lado de fora por militares alemães. (RA)

Contra a Dengue, Marinha visita mais de 50 mil imóveis no Rio



Brasília, 27/04/2009 – Com o objetivo de combater a dengue, a Marinha realizou, no período de 19 de janeiro a 24 de abril de 2009, 52.726 visitas a imóveis no município de São Gonçalo (RJ). No período, cerca de 100 militares visitaram os bairros de Barracão, Guarani, Ipiiba, Tiradentes, Largo da Idéia, Laranjal, Várzea das Moças, Arsenal, Antonia, São Miguel, Brasilândia, Porto da Pedra, Camarão e Porto Novo.

O treinamento teórico e prático para a operação foi efetuado no Comando do 1º Distrito Naval, de 13 a 15 de janeiro. Os militares foram divididos em grupos de dez, supervisionados por Agentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo, órgão que forneceu o material utilizado durante a operação.

Nas ações, foram vistoriadas residências, comércios, terrenos baldios e pontos estratégicos, como borracharias, depósitos de ferro velho, igrejas, escolas, delegacias e hospitais. Foram eliminados os criadouros do “Aedes Aegypti” e tratados depósitos de água – ambiente propício à proliferação das larvas do mosquito – com borrifação de veneno. Moradores locais também foram orientados sobre como identificar, tratar e eliminar focos do inseto e as formas de evitar a ocorrência da doença.

25 abril 2009

EUA avaliam compra do Super Tucano

Marinha americana pode encomendar lote de quatro aeronaves da Embraer para apoio aéreo



Virgínia Silveira, de São José dos Campos

A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) estuda a possibilidade de vir a adquirir quatro aeronaves Super Tucano, jato fabricado pela Embraer, para avaliação operacional dentro do Programa "Imminente Fury", conduzido pela sua nova seção de Guerra Irregular (guerra contra insurgência). Um exemplar do turboélice brasileiro, segundo fontes ligadas a Embraer, já vem sendo testado há cerca de um ano, pela Marinha americana, para provar o conceito de aeronave de apoio aéreo próximo para suas forças de operações especiais em conflitos.

O programa americano, de acordo com reportagem publicada na última edição da Air Forces Monthly, da Inglaterra e do site Defense News, dos EUA, está agora à espera de recursos, estimados em US$ 44 milhões, para entrar na chamada fase II, que prevê o leasing de mais quatro jatos Super Tucano e a sua colocação em combate o mais rápido possível.

O primeiro Super Tucano vendido para os EUA, como avião demonstrador de conceito, foi recebido pela US Navy através de operação de leasing, feita pela companhia local EP Aviation, do conhecido grupo americano de segurança privada Blackwater.

A Embraer confirma a venda de um Super Tucano em 2008 para a EP Aviation, mas informou que não comentaria a utilização do avião pelo governo dos EUA nem a informação de que a Marinha americana tem interesse em adquirir um lote de quatro jatos.

Duas fontes do setor, que acompanharam de perto as negociações de venda do Super Tucano para a EP Aviation, afirmam ao Valor que a aeronave também já foi testada pela Força Aérea dos EUA (USAF) em uma missão secreta na Colômbia, em operação real de combate às FARC. A Força Aérea da Colômbia possui e opera uma frota de 25 Super Tucano.

"O governo da Colômbia tem ótimas relações com os EUA e existe muita cooperação entre as Forças Armadas dos dois países, principalmente de apoio operacional aos helicópteros comprados dos EUA e usados no combate ao narcotráfico e a guerrilha", explicou a fonte.

A idéia do programa Imminent Fury, de acordo com a revista Air Forces Monthly, é obter uma aeronave de dois lugares (biplace), com um piloto e um operador de sensores, que possam permanecer na área de operações enquanto durarem as missões. Para isso, seria necessário um avião com capacidade de operar a partir de pistas não preparadas ou rodovias, além de ser reabastecida em poucos minutos para voltar rapidamente à ação.

O jato Super Tucano foi projetado para decolar de pistas em condições precárias, inclusive em missões noturnas, pois é uma aeronave robusta e conta com um avançado sistema de navegação e ataque. "A avaliação inicial do Super Tucano na US Navy foi positiva. Existe a recomendação de aquisição de mais unidades por ele ter sido considerado um avião válido para uso na chamada "Guerra Irregular"" , comentou a fonte.

O turboélice brasileiro tem o conceito de avião que voa mais alto e com mais velocidade que um helicóptero e mais baixo e menos veloz que um caça, ideal para os conflitos irregulares. "Sem contar que tem um custo bem mais baixo que o de um caça e pode ser usado para treinamento de pilotos que estão sendo preparados para voar em jatos", disse a fonte.

Seu concorrente mais próximo, o T-6, fabricado pela americana Beechcraft, embora esteja sofrendo algumas alterações, com vistas a uma nova versão - AT-6B - ainda é considerado inferior ao Super Tucano, sob diversos aspectos. O principal deles é o fato de ainda estar em desenvolvimento, enquanto o Super Tucano já foi produzido, certificado e operado com sucesso e em combate real, não só no Brasil, como também na Colômbia, em regiões de características comprovadamente hostis.

Outro ponto a favor do Super Tucano é a sua capacidade para carregar armamentos. Enquanto o treinador brasileiro pode levar até 1,5 tonelada de equipamentos numa missão, o AT-6B, só consegue carregar 500 quilos de carga paga.

Concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), especialmente na região Amazônica, o Super Tucano já vem sendo considerado uma referência mundial na área de treinamento avançado e ataque leve. O vice-presidente de Defesa da Embraer, Orlando Ferreira Neto, disse em entrevista recente sobre o mercado de defesa que o Super Tucano tem um potencial de comercialização de 700 unidades nos próximos 10 anos.

O custo da versão básica do jato Super Tucano é da ordem de US$ 10 milhões. Em 2008, segundo Neto, o Super Tucano foi responsável por mais da metade das exportações da área de defesa da Embraer, que totalizaram US$ 504 milhões. Este ano, o modelo foi comprado pela República Dominicana (8) e pelo Equador (24). A FAB encomendou 99, já recebeu 67 e está em fase de recebimento de mais cinco ainda este mês.

De olho neste mercado, a Embraer está tentando firmar uma parceria com empresas norteamericanas do setor de defesa para tornar possível a venda dos Super Tucano nos EUA. "Desde o ano passado, a Embraer vem conversando com várias empresas, especialmente a Lockheed Martin e a Northrop", disse a fonte. Estimativas feitas por especialistas em defesa apontam a possibilidade de venda de pelo menos 100 unidades do Super Tucano para o governo americano.

Rússia aceita redução



O chefe do Estado-Maior da Rússia, general Nikolai Markov, afirmou que o presidente Dmitri Medvedev concordaria com uma “redução significativa” do arsenal nuclear, caso os Estados Unidos se associem à iniciativa.

“Podemos reduzir tanto as ogivas quanto os vetores (mísseis). Nosso comandante em chefe manifestou essa posição durante visita a Helsinque (Finlândia) nesta semana”, afirmou Markov.

O general sugeriu que as duas potências poderiam ir além do previsto no Tratado de Redução dos Arsenais Nucleares Estratégicos (Sort, em inglês), que foi assinado em Moscou, em 2002, e prevê um teto de 1.700 a 2 mil ogivas para cada um dos dois países.

Pequim apresenta novo submarino nuclear para plateia de estrangeiros

Parada naval com 25 embarcações visa reafirmar avanço do poder militar chinês



RAUL JUSTE LORES
DE PEQUIM

A China apresentou ontem pela primeira vez em público 2 de seus 10 submarinos nucleares no porto de Qingdao, nordeste do país. A parada naval que marca os 60 anos da Marinha de Libertação do Povo - criada pouco antes da vitória dos comunistas, em 1949 - contou com 25 embarcações, entre fragatas, navios de guerra e destróieres.

"O poder militar chinês será sempre uma força para a preservação da paz mundial e o avanço do desenvolvimento comum", disse o presidente chinês, Hu Jintao, na cerimônia.

A demonstração das Forças Armadas foi assistida por delegações de 29 países. Catorze países, incluído o Brasil, enviaram a Qingdao 21 navios de guerra para participar da celebração que reafirma o novo poder militar chinês. É a primeira vez que os chineses convidam estrangeiros para a revista.

Não foram divulgados dados sobre dimensões nem valor das embarcações.

Para o vice-comandante da Marinha Chinesa, Ding Yiping, as "suspeitas sobre a China ser uma ameaça à segurança mundial se devem à falta de compreensão da China no mundo".

"As suspeitas desaparecerão assim que os congêneres estrangeiros conhecerem a Marinha Chinesa e conhecerem nossa situação real", disse ele à agência estatal Xinhua. "A apresentação busca aumentar esse conhecimento."

O governo chinês tem participado mais ativamente de missões de paz nos últimos anos e mandou navios de guerra à costa da Somália no início deste ano para participarem de patrulhas contra os piratas que atacam na região .

A China possui 18 mil quilômetros de costa e mantém disputas territoriais por ilhas e possíveis campos de petróleo com Japão, Vietnã e Filipinas.

O Departamento de Defesa dos EUA divulgou um estudo no final de março em que diz que o governo chinês busca tecnologia e armamentos para reduzir a vantagem que os americanos têm em arsenal militar. Para o Pentágono, o orçamento militar da China é muito maior que os números oficiais.

Oficialmente, a China investe 1,4% do PIB em suas Forças Armadas - os EUA, 4%, e o Reino Unido, 2%. O orçamento tem aumentado em mais de 10% ao ano nos últimos 20 anos. Para os americanos, a China já investe 4% do PIB no orçamento militar. O número oficial é de US$ 70 bi em 2009.

As Marinhas chinesa e americana tiveram um entrevero em 8 de março, quando cinco fragatas cercaram um navio americano que estaria fazendo espionagem no mar da China. Os americanos alegaram que estavam em águas internacionais - o que a China rechaçou.

Militares terão licença maternidade de seis meses


José Romildo

Brasília, 17/04/2009 - As mulheres militares poderão, a partir de agora, requerer o prazo de 180 dias para a licença à gestante, em vez dos 120 dias estabelecidos até agora por lei. A Portaria 520, assinada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17/04), estendeu para as mulheres militares o benefício da prorrogação por mais 60 dias da licença à gestante e à adotante.

Até agora esse direito só era concedido às funcionárias públicas (ou empregados regidos pela CLT, se houver concordância da empresa), de acordo com o Decreto 6690 (11/12/2008). Segundo a portaria, para ter direito ao benefício, as mulheres militares devem requerer a prorrogação de licença até o final do primeiro mês após o parto.

O mesmo benefício pode ser solicitado também por quem adotar ou obtiver guarda judicial para fins de ação de criança. Para a adoção de criança, no entanto, a portaria estabelece os seguintes prazos: 45 dias, no caso de criança de até um ano de idade; ou 15 dias, no caso de criança com mais de um ano de idade. A portaria considera criança a pessoa de até 12 anos de idade incompletos.

A prorrogação da licença será custeada com recurso do Tesouro Nacional. A militar em gozo de licença-maternidade nesta sexta-feira (17/04) poderá solicitar a prorrogação da licença, desde que requerida até trinta dias contados a partir da data de publicação da portaria.

Para Jobim, LAAD 2009 aproximou indústrias nacional e estrangeira para formação de joint-ventures



Rio de Janeiro, 22/04/2009 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, que a LAAD 2009 – Latin America Aero&Defence, feira de defesa e segurança realizada no Riocentro na semana passada, permitiu a aproximação da base industrial de defesa com indústrias estrangeiras para a formação futura de joint venturas e alianças comerciais.

“A LAAD mostrou realmente que você tem um potencial imenso, as negociações começaram. E o Ministério da Defesa lançará, até o final de junho, a política para a indústria nacional de defesa que assegurará o desenvolvimento do setor”, disse o ministro a jornalistas após participar de cerimônia em comemoração ao Dia da Aviação de Caça, realizada na Base Aérea de Santa Cruz. Segundo a empresa Clarion Events, organizadora da LAAD, a feira teve um público recorde de 18,2 mil visitantes e 336 empresas participantes, sendo 93 brasileiras

Segundo o ministro, o detalhamento de ações de estímulo à indústria de defesa e a discussão da legislação que deverá alterar as estruturas do Ministério da Defesa, ambas previstas na Estratégia Nacional de Defesa, serão os principais pontos da agenda do Ministério da Defesa até o final de 2009.

Jobim fez um balanço dos três principais projetos para compras de equipamentos envolvendo as Forças Armadas e que estão em andamento neste momento: o projeto FX-2, a fabricação de 50 helicópteros para as Forças Armadas e o submarino nuclear. De acordo com ele, o mais adiantado é o processo de compra dos helicópteros. “Temos a decisão das compras dos helicópteros fabricados no Brasil. A Helibrás já encomendou, vamos ter várias empresas envolvidas e tudo produção no Brasil”, destacou Jobim. Ele informou que várias partes dos helicópteros serão fabricadas no Brasil, como as turbinas que serão fabricadas pela nacional Turbomeca.

Em relação ao projeto de construção, no Brasil, de quatro submarinos convencionais do tipo Scorpène, movidos a propulsão diesel-elétrica, e o desenvolvimento do projeto, bem como a construção, de um submarino movido a propulsão nuclear, segundo Jobim, está na fase de análise dos financiamentos. O projeto é resultado de acordo estratégico assinado com a França e terá um custo de 6 bilhões de euros em 25 anos. “Já há decisões tomadas, como, por exemplo, a base dos submarinos, o estaleiro, será construído no Rio de Janeiro, em Itaguaí”, disse Jobim.

Sobre o projeto FX-2, que a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira, o ministro afirmou que a decisão política do governo deverá ser tomada em agosto. “Aí decidiremos finalmente quais serão os aviões porque não é compra, é construção no Brasil com transferência de tecnologia”, explicou. Segundo Jobim, os representantes da Força Aérea já estiveram na Suécia, França e Estados Unidos, países de origem dos aviões que disputam a reta final da concorrência, respectivamente Grippen, Rafale e o F-18, e examinaram os aviões. “A Força Aérea prevê ter uma definição para a análise do governo lá por agosto deste ano”, disse o ministro.

20 abril 2009

A Mectron e os mísseis no Brasil


A brasileira Mectron Engenharia, fabricante de produtos de alta tecnologia para os mercados de defesa e aeroespacial, está finalizando a fase de desenvolvimento do míssil anti-radiação MAR-1, para defesa contra baterias antiaéreas.

O míssil foi desenvolvido para a Força aérea Brasileira (FAB), mas também será adquirido pelo governo do Paquistão, que irá arcar com 50% dos investimentos previstos para a fase de industrialização e logística, segundo informou o subdiretor de Empreendimentos do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), brigadeiro Venâncio Alvarenga Gomes.

Este é o segundo projeto de cooperação internacional do Brasil na área de mísseis. O primeiro foi iniciado em 2007 com a África do Sul e envolve o desenvolvimento conjunto do A-Darter, míssil ar-ar de quinta geração. Neste caso os custos do programa, desde a fase de projeto, produção e entregas, serão compartilhados entre o Brasil e a África do Sul. Além da Mectron, as empresas Avibrás e Atech também participam do desenvolvimento do A-Darter. Do lado africano, a empresa parceira é a Denel.

A Mectron e a FAB não falam sobre valores, mas o ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a comentar no fim de 2008 que seriam exportados da ordem de 100 mísseis para o Paquistão, uma operação avaliada em cerca de 85 milhões. As garantias para o fornecimento dos mísseis ao Paquistão foram aprovadas no fim do ano passado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). No caso do míssil feito com a África do Sul, segundo fontes do setor de defesa, a parte brasileira no projeto corresponderia a US$ 50 milhões.

A Mectron também anunciou esta semana, durante a LAAD (Latin America Aero& Defence), maior feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece até hoje no Rio de Janeiro, que irá fornecer para o Exército brasileiro um lote piloto do míssil anti-carro MSS 1.2. Segundo o presidente da companhia nacional, Azhaury da Cunha Filho, a Marinha brasileira também encomendou um lote do míssil para emprego pelos fuzileiros navais. Os dois contratos estão avaliados em R$ 50 milhões, num prazo de quatro anos.

Por conta dos novos contratos assinados com as Forças Armadas e o governo do Paquistão, a Mectron irá contratar mais 60 funcionários ainda este ano. A empresa possui um efetivo de 240 funcionários, dos quais 80 são engenheiros com formação no polo aeroespacial de São José dos Campos (SP). No fim de 2006, a Mectron recebeu um aporte de R$ 15 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que passou a deter uma participação de 27% na empresa.

“Os recursos foram aplicados em um trabalho de melhoria dos nossos processos e na capacitação da empresa em outras áreas, como a de integração de sistemas aviônicos”, explicou. Graças a atuação da empresa em outros setores, como o espacial, a Mectron conseguiu ganhar outro importante contrato este ano com a Marinha. “Fomos contratados para fazer a revitalização dos mísseis Exocet, fornecendo instrumentação para validar o desempenho do míssil com um novo motor”, explicou o diretor Rogério Salvador.

Este trabalho só foi possível, segundo ele, porque a empresa já desenvolve uma atividade similar para o programa espacial brasileiro, na parte de telemetria embarcada e estação de recepção de telemetria. A companhia também fornece subsistemas de gerenciamento de energia , telemetria e telecomando (comunicação de dados entre o satélite e uma estação terrena) para o programa dos satélites CBERS (feito em parceria com a China) e do satélite Amazônia.

Outro projeto estratégico para a Mectron, em termos de capacitação tecnológica, é o do radar de bordo da aeronave militar AMX. O SCP-01 equipa a frota de 53 caças AMX da FAB e tem a função de sensor principal do sistema de apontamento de armas da aeronave. Com o radar a FAB consegue ampliar a capacidade operacional do AMX em missões de interceptação e ataque anti-navio, com mísseis lançados fora do alcance visual.

A FAB está agora modernizando os caças AMX e por isso a Mectron terá que adequar o radar ao novo sistema aviônico, que será colocado na aeronave. A capacitação tecnológica da Mectron na área de radares de bordo viabilizou uma parceria com a Telephonics Corporation, uma subsidiária da Griffon Corporation, fabricante americana de sistemas eletrônicos de comunicação e informação.

As duas empresas, segundo o presidente da Mectron, vão atuar juntas na prestação de serviços de assistência técnica a radares. O primeiro grande contrato em vista é o dos 50 helicópteros comprados pelas Forças Armadas brasileiras da empresa francesa Eurocopter. A Telephonics foi selecionada para fornecer os radares desses helicópteros.

Com modernização, Bandeirantes ganharão mais 25 anos

Número de aeronaves diminuiu e valor do contrato aumentou


A Aeroeletrônica, de Porto Alegre (RS), foi selecionada pela Força aérea Brasileira (FAB) para participar do programa de modernização de 54 aeronaves Bandeirante, em operação desde os anos 70. A empresa, segundo o chefe da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (Dirmab) da FAB, brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, fornecerá uma nova aviônica para os aviões, termo utilizado para os sistemas elétricos e eletrônicos, tais como navegação, comunicação, dados de voo e sistemas de controle.

O investimento previsto, de acordo com Barros Júnior, é da ordem de US$ 35 milhões. Das 54 aeronaves que serão modernizadas, 10 são de patrulha marítima. A frota atual de Bandeirante da FAB é de 80 aviões, mas a modernização só incluiu os modelos mais novos, de acordo com o diretor da Dirmab.

Fabricado na década de 70, o Bandeirante foi produzido durante quase 20 anos pela Embraer. Atualmente o modelo ainda é muito utilizada pela FAB em instrução básica de pilotos de aeronaves de transporte e em missões de busca de salvamento. A FAB opera a aeronave em sete esquadrões de transporte aéreo. “Consideramos o Bandeirante um avião extremamente seguro e com a modernização ele ganhará uma sobrevida de mais 25 anos”.

O programa de modernização da aeronave, segundo o brigadeiro Barros Júnior, é considerado estratégico para a Aeronáutica e contemplará não só a parte de aviônica, como também o hardware (bomba, sistema de combustíveis, hidráulica e ferragens), documentação técnica e estrutura. Esta última, de acordo com o diretor da Dirmab, será feita através de licitação e demandará um investimento de US$ 10 milhões.

Controlada pelo grupo israelense Elbit, a empresa Aeroeletrônica, já participa de outros programas de modernização da FAB, atualmente em andamento: 45 caças F-5, que será concluído em breve e consumiu um total de R$ 120 milhões e o AMX, que contempla a revitalização da aviônica de 53 aeronaves, um projeto da ordem de R$ 740,7 milhões. Os 99 Supertucano comprados pela FAB da Embraer, com a designação ALX, também possuem aviônica Elbit/Aeroeletrônica. O desenvolvimento e a produção desses aviões teve um custo total de R$ 449,7 milhões.

F-22A atingiu CF-18 na Flórida


Um Lockheed Martin F-22A Raptor da USAF colidiu com um Boeing CF-18 da Força Aérea do Canadá na semana passada. O acidente ocorreu durante o taxiamento do F-22A pela pista da Base Aérea de Tyndall, na Flórida.

Mesmo sendo uma colisão em baixa velocidade, e os danos não são de grande extensão, o reparo no F-22A foi avaliado em um milhão de dólares.

PAK-FA - uma encruzilhada para os russos e para o mercado de caças de 5a geração


O caça de quinta geração da Rússia, conhecido com PAK-FA (Perspektivnyi Aviatsionnyi Kompleks Frontovoi Aviatsyi ) está se tornando um divisor de águas para o futuro da indústria aeroespacial russa.

A Rosoboronexport procura desesperadamente por novos parceiros internacionais no programa de desenvolvimento do avião. Além da Índia, a parceria para o desenvolvimento do projeto foi oferecida para a China também. Porém, o acordo com os chineses foi, extra-oficialmente, desfeito, pois os russos alegam que os chineses infringiram acordos de “copyright” nos caças previamente exportados.

Recentemente a Rússia ofereceu esta parceria para o Brasil. O Ministro da Defesa Nelson Jobim ficou de estudar o caso, embora os concorrentes russos do programa FX-2 já tenham sido excluídos da lista final.

Até o momento a Sukhoi, principal empresa do conglomerado envolvido no desenvolvimento do caça, já investiu perto de 115 milhões de dólares e o primeiro protótipo ainda não voou. O primeiro voo está marcado para agosto deste ano, mas pode adiado para 2010 exatamente pela ausência de recursos adequados.

Envolvida em custos consideráveis na área de pesquisa e desenvolvimento, a Rússia procura mais parceiros para diluir os valores e garantir compradores externos do seu projeto. Desta forma, o valor unitário para a Força Aérea da Rússia seria reduzido e mesma poderia adquirir um número maior de aeronaves.

O projeto da Rússia é implementar um modelo semelhante ao utilizado para o desenvolvimento do F-35, contando com várias indústrias em diferentes países.

Mas alguns fatores trabalham contra o projeto do PAK-FA. Um deles é o desespero das empresas que fabricam caças de quarta geração para vender seus aviões neste restrito mercado onde não faltam holofotes. Outro fator seria a desconfiança de algumas forças em relação à real capacidade do PAK-FA frente aos caças da geração 4+ e 5.

O projeto pode ser tecnicamente superior aos caças de quarta geração e possivelmente equivalente aos de quinta, mas o seu cronograma de desenvolvimento está muito atrasado em relação aos concorrentes do ocidente. As entregas dificilmente ocorrerão antes de 2017.

De qualquer forma, para o bem do mercado futuro de aeronaves de caça, é muito importante que o programa do PAK-FA “decole”. Com o quase certo cancelamento do F-22A, o mercado de caças de quinta geração ficará restrito ao F-35 no curto e no médio prazo.

Caças da Força Aérea Brasileira dão show no céu do Rio



Seis caças da Força Aérea Brasileira deram show na manhã deste sábado (18) em vários pontos do Rio. Em Copacabana, eles atingiram 600km/h. A apresentação comemora a semana da aviação.

Aviões da FAB farão exibição no céu do Rio de Janeiro



Neste sábado, seis aviões da FAB vão simular uma perseguição no céu do Rio de Janeiro. Os voos fazem parte de uma celebração da Semana da Aviação, para abraçar a cidade inteira.

Mectron inicia industrialização e fornecimento do lote piloto do MSS 1.2 AC


A Mectron Engenharia, Indústria e Comércio S.A deu início ao processo de industrialização e fornecimento do lote piloto do Sistema de Armas MSS 1.2 AC (Míssil Superfície-Superfície Anticarro) para o Exército Brasileiro. O programa terá a duração de quatro anos, com entregas regulares de sistemas completos (armamentos e equipamentos de suporte logístico) ao EB.

O MSS 1.2 AC é um sistema de armas para médias distâncias, anticarro, do tipo “beam rider”, guiado a laser que utiliza recursos tecnológicos no estado-da-arte. Foi desenvolvido pela Mectron com foco na performance sistêmica, com especial ênfase na confiabilidade, eficiência e ergonomia.

A parte operacional do sistema compreende uma Unidade de Tiro e a Munição (míssil + tubo lançador). A guarnição do sistema é de dois homens: o operador, que transporta e instala no terreno a Unidade de Tiro, aponta e dispara o míssil sobre o alvo, e um municiador, que transporta a munição, instala-a na Unidade de Tiro e descarta o tubo lançador após o tiro.

A logística do sistema MSS 1.2 AC abrange os seguintes itens: Simulador de Tiro, Equipamento de Teste, Munição/Unidade de Tiro Inertes e Manuais Técnicos.

Amplamente versátil o MSS 1.2 AC (Míssil Superfície-Superfície Anticarro) pode ser lançado através de pára quedas por tropas com função de estabelecer postos avançados de defesa antitanque ou antiembarcações. O transporte via helicóptero aumenta consideravelmente a capacidade de defesa de locais de difícil acesso.

Viatura da INBRA




Tendo avaliado as exigências dos mercados militar e policial o Grupo INBRA produziu uma viatura blindada leve, sobre rodas, invulnerável a impactos de armas leves até o calibre 7,62x63. Pela primeira vez num projeto automotivo militar brasileiro, o veículo foi todo projetado digitalmente, concebido seguindo as modernas tendências da indústria automobilística mundial.

Bomba SMKB da Britanite



Utilizando um kit de guiagem por GPS produzido em parceria com a Mecton e acoplado às Mk-82 e Mk- 83, a Britanite mostra ao publico as primeiras bombas guiadas brasileiras. Lançáveis de altitudes elevadas (10.000m ou mais), com alcance que varia entre 16 e 40km, as bombas tem cep de 6m. Utilizando em redundância quaisquer dos três sistemas de posicionamento global (Glonass, russo, Galileu, europeu e o GPS, americano) tem assegurada sua capacidade de localização do alvo, tanto de dia quanto à noite ou sob condições atmosféricas adversas.

Helibras e Eurocopter elegem Brasil para receber primeiro simulador de voo da América Latina

Previsto para entrar em operação em 2010, no Estado do Rio de Janeiro, equipamento que simula situações reais de voo permitirá a capacitação de pilotos de helicóptero em toda a região.

A Helibras e a Eurocopter anunciam o desenvolvimento de um simulador de voo do helicóptero EC-725, que ficará baseado no Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa é parte de um investimento da ordem de 150 a 200 milhões de euros no projeto EC-725, que prevê o fornecimento de 50 aeronaves às Forças Armadas brasileiras por meio de um consórcio formado entre Helibras e Eurocopter. Entre os principais investimentos estão a ampliação da capacidade de produção da fábrica em Itajubá/MG e o aumento do quadro de profissionais da companhia, dos atuais 300 para 600 colaboradores até 2011.

Com 30 anos de operação no Brasil, a Helibras participa com 53% da frota brasileira de helicópteros a turbina, que somadas ultrapassam 1,3 milhão de horas de voo. No segmento militar, a empresa detém 66% de participação no mercado, operando cerca de 150 dos 228 helicópteros que compõem a frota nacional das Forças Armadas. Concebido para recriar a cabine de pilotagem e as missões das aeronaves EC-725, o simulador entrará em operação no Brasil no final de 2010 e permitirá a formação dos pilotos que irão operar os helicópteros na Marinha, no Exército e na Força Aérea. O simulador reforça a segurança de voo e oferece uma formação completa independente das condições climáticas e da disponibilidade de aeronaves, permitindo recriar as mais complexas missões sem o menor risco.

"A instalação de um simulador completo de voo no Brasil é uma parte essencial do sucesso do programa EC725.

Para as Forças Armadas, que terão sempre ao seu alcance uma ferramenta excelente permitindo o treinamento inicial das tripulações e a manutenção de seu nível de adestramento, em condições econômicas favoráveis e sem que a disponibilidade dos helicópteros para atender missões reais seja prejudicada pela realização de missões de instrução. Para o país também, porque o centro de simulação instalado no Rio de Janeiro irá atrair alunos do exterior, militares e civis, gerando ingresso de divisas direta e indiretamente", explica Jean-Noel Hardy, presidente da Helibras.

"A estratégia da Eurocopter é desenvolver atividades de suporte e serviços e privilegiar uma política ativa de formação de pilotos. Nos últimos meses, inauguramos diversos simuladores: para os modelos EC-225 (na França), EC-135 (na Alemanha e nos Estados Unidos) e NH90 (na Alemanha). O próximo passo é a implantação do simulador do EC-725 no Brasil, que ampliará nossa oferta e atenderá à expectativa de nossos clientes que estão baseados nesta região estratégica em crescimento", afirma Lutz Bertling, presidente da Eurocopter.

Comprometida com sua política de internacionalização, a Eurocopter possui forte presença na América Latina. A Helibras foi criada em 1978 no Brasil, a Eurocopter México em 1982 e a Eurocopter Chile em 2001. Mais de 500 profissionais atuam hoje nessas três subsidiárias do Grupo, totalizando cerca de 1000 helicópteros em operação na região, o que representa 50% dos mercados civil e parapúblico. Atualmente, a Eurocopter é o único fabricante do setor com presença industrial na América Latina, tendo no Brasil a produção da linha Esquilo e, em breve, também do EC-725. Além de sua capacidade produtiva na Helibras, o grupo desenvolve atividades de personalização, manutenção e serviços nos três países.

O crescimento sustentado da Eurocopter na América Latina permitirá que a empresa acentue sua presença na região. Além do contrato firmado entre o governo brasileiro e o consórcio Helibras/Eurocopter para fornecimento de 50 modelos EC-725, o Ministério de Defesa do México encomendou em março deste ano um lote de seis aeronaves EC-725.

Sobre a Helibras

A Helibras é a única fabricante brasileira de helicópteros, associada ao Grupo Eurocopter, maior fornecedor mundial do setor. Com participação superior a 50% na frota brasileira de helicópteros a turbina, a Helibras opera desde 1979. A empresa conta com mais de 300 profissionais e mantém instalações em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Sua planta, que tem capacidade de produção de 30 aeronaves por ano, está localizada na cidade de Itajubá (MG), onde são produzidos diversos modelos que atendem aos segmentos civil e militar. Desde sua fundação, a Helibras já produziu e comercializou no Brasil mais de 500 helicópteros, sendo 70% do modelo Esquilo. Em 2008, seu faturamento foi de US$ 112,1 milhões, 22% maior em relação ao exercício anterior.

Sobre o Grupo Eurocopter

O Grupo Eurocopter foi fundado em 1992 a partir da fusão das divisões de helicópteros da francesa Aerospatiale-Matra e da alemã Daimler Chrysler Aerospace. Hoje a companhia é uma subsidiária 100% controlada pela EADS (European Aeronautic Defence and Space Company), líder mundial nos segmentos aeroespacial, de defesa e serviços relacionados. Com fábricas localizadas na França, na Alemanha e na Espanha, a companhia emprega mais de 15.600 profissionais e em 2008 registrou receita de 4,5 bilhões de euros. A Eurocopter está presente em cinco continentes por meio de 18 subsidiárias e empresas afiliadas. Os produtos do grupo representam 30% da frota mundial de helicópteros. Mais de 10.000 aeronaves da fabricante estão atualmente em operação por cerca de 2.800 clientes em 140 países.

IVECO e EXÉRCITO Detalham a nova Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - VBTP-MR


A Iveco e o Exército Brasileiro apresentam, em première mundial, a maquete em escala real ("Mock-Up") da nova Viatura Blindada Transporte de Pessoal Média de Rodas (VBTP-MR) na Latin America Aero & Defence (LAAD).

O projeto VBTP-MR é fruto do processo de seleção de empresas promovido pelo Exército em 2007, vencido pela Iveco. Um dos fatores decisivos nesta escolha foi a experiência da divisão Iveco Defence Vehicles, que projeta, produz e comercializa diversos veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP-MR brasileiro.

O veículo desenvolvido em conjunto entre a Iveco e o Exército (por meio do projeto Mobilidade Estratégia e pelo DCT - Departamento de Ciência e Tecnologia) será uma viatura de transporte de 18 toneladas, equipada com motor diesel eletrônico, tração 6x6 e capacidade anfíbia, capaz de transportar 11 militares.

As especificações básicas indicam 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo poderá ser equipado com uma torre de canhão automático ou de metralhadora operada por controle remoto para diversas aplicações diferentes, e pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130 e eo futuro KC-390 da EMBRAER..

A missão inicial do projeto VBTP-MR é substituir a frota atual de blindados de transporte de tropas do Exército, basicamente formada por modelos tipo EE-11 Urutu. O novo veículo também será a plataforma base de uma família de blindados médios de rodas que poderá ter até mais dez versões diferentes, incluindo veículos de reconhecimento (ou carro de combate), socorro, combate de fuzileiros, posto de comando, comunicações, morteiro leve, morteiro pesado, central diretora de tiro, oficina e ambulância.

"O projeto também tem como meta criar uma base altamente especializada para o desenvolvimento de veículos militares no Brasil", explica Pietro Borgo, diretor geral da Iveco Defence. "Neste processo, pretendemos estabelecer a presença da Iveco Defence no Brasil e nos tornarmos um parceiro do Exército Brasileiro".

Testes começam em 2010

Os veículos serão produzidos na fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG). A primeira unidade (protótipo) deve estar pronta em 2010, para o início da fase de testes, cerca de dois anos após a assinatura do contrato com o Exército. Outras 16 unidades serão construídas e testadas até 2011. Os testes serão conduzidos no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Guaratiba (RJ), incluem confiabilidade (durabilidade), ensaios balísticos (blindagem estrutural), anti-minas e ergonomia, entre outros.

Após esta fase, o Exército Brasileiro poderá realizar a primeira encomenda de VBTP-MR.

Boa parte dos componentes dos primeiros 16 veículos será importada, mas o projeto tem como diretiva elevar o conteúdo nacional acima dos 60%, com o objetivo de reduzir custos de produção e de manutenção. Segundo a Iveco, essa meta pode ser alcançada porque o parque nacional de fornecedores é de alta qualidade em termos de componentes automotivos e motores.

O modelo será equipado, por exemplo, com o novo motor diesel eletrônico Iveco Cursor 9, que será produzido no Brasil. Esse motor é reconhecido mundialmente por sua elevada economia de combustível, potência e baixo índice de emissão de poluentes.

Transferência de Tecnologia

O VBTP-MR é um veículo inteiramente novo, com características próprias e inéditas, como o fato de usar chassi em longarinas de aço. Modelos deste tipo normalmente possuem carroçaria monobloco. A adoção do chassi visa baixar custos. "A manufatura em monobloco é mais cara e complexa. E com a adoção do chassi, o veículo fica mais alto com relação ao solo, o que oferece algumas vantagens operacionais", explica Alberto Mayer, diretor de assuntos institucionais da Iveco.

O projeto de engenharia está avançado. O trabalho começou em dezembro de 2007, após a assinatura do contrato. O conhecimento básico para o desenvolvimento do VBTP-MR vem da Iveco Defence, divisão militar baseada em Bolzano, Itália, onde a Iveco produz uma variedade de veículos militares blindados de múltipla aplicação e táticos para forças armadas de vários países do mundo.

Além dos especialistas da Iveco Defence, o projeto envolve engenheiros do Exercito Brasileiro e da Iveco no Brasil, além de especialistas da Comau, empresa de engenharia automotiva do Grupo Fiat. São cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas. "Essa integração de equipes acelera o trabalho e resultará em grande transferência de know how tecnológico para o Brasil", diz Mayer. Até o momento, o trabalho já consumiu 25 mil horas de engenharia.

O responsável pelo projeto da nova viatura é o engenheiro Renato Properzi, da Iveco Defence, com larga experiência em desenvolvimento de veículos militares blindados de rodas. Properzi foi responsável pelos projetos dos veículos blindados da Iveco Defence Centauro AIFV 8x8 e Puma VBL (Veículo Blindado Leggero) nas versões 4x4 e 6x6.

Possibilidade de exportação

Comparado ao modelo em uso hoje pelo Exército brasileiro, o novo projeto traz vantagens como: proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, maior vão livre, suspensão independente hidropneumática, elevada capacidade de proteção anti-minas, melhor ergonomia, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de detecção e extinção de incêndio, capacidade de operação noturna de série, sistema de detecção de laser.

Segundo General Waldemir Cristino Rômulo, Gerente Militar do Projeto, existe a possibilidade de exportação do VBTP-MR, pois o Brasil já vendeu blindados semelhantes para países da América Latina e África. "A nova família de blindados que está sendo desenvolvida será certamente muito interessante pra as forças armadas desses mercados".