29 maio 2009

CAN inaugura nova linha


Saiu de Manaus no último dia 25 de maio a equipe de saúde do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN) que atenderá, durante erta semana, pela primeira vez as populações das cidades amazonenses de Nova Olinda do Norte, Tapauá, Canutama e Apuí.

A primeira parada da nova linha do Correio Aéreo Nacional (CAN) foi Nova Olinda do Norte, município de 30 mil habitantes situado às margens do rio Madeira. Somente no primeiro dia de missão, os quatro médicos e um dentista atenderam cerca de 300 pessoas.

Foi a primeira vez que a gestante Cristina Mendes Valente, 27 anos, consultou com uma ginecologista. “Vou ter o bebê na próxima semana, e fiz todo o pré-natal com a enfermeira aqui do posto”, diz. Conforme explica a tenente-médica Fabíola Cristine Marques, dois terços dos casos atendidos por ela na cidade nunca tinham consultado com uma ginecologista. Muitas não tiveram acesso a exames de ultra-sonografia durante a gravidez.

A tenente encontrou casos de câncer de mama, gravidez na adolescência e, o mais grave, de hidropsia fetal, que acontece quando a mãe tem tipo sanguíneo negativo e o filho positivo. “Os anticorpos da mãe destroem as células hemácias do filho, que só tem cinquenta por cento de chances de sobreviver”, explica a médica, que encaminhou a paciente para fazer uma cesariana de urgência em Manaus, para que o bebê pudesse fazer uma transfusão de sangue.

Para o prefeito da cidade, Adenilson Lima Reis, a ação do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) complementa o trabalho dos médicos locais, que, além dos moradores de Nova Olinda, assistem uma população flutuante.. “Chegamos a atender de 10 a 15 mil pessoas provenientes de cidades vizinhas. Há cerca de cinco mil indígenas de Borba que vivem a dez horas da sede do município e a meia hora daqui, onde acabam sendo tratados”, conta o prefeito, esclarecendo que não recebe recurso algum para este fim.

A dona de casa Maria Anita Lima Gomes vive no Lago do Curupi, junto ao rio Paraná do Irariá e viajou uma noite inteira para consultar o filho em Nova Olinda. “Foi uma surpresa chegar aqui e encontrar essa equipe da Aeronáutica. Aproveitei para consultar também! Fui muito bem atendida e ainda saí com o remédio na mão”, elogia a senhora que espera encontrar a equipe da FAB mais vezes na cidade.

Embraer formaliza entrega do Link-BR2

Sistema possibilita intercâmbio tático de dados durante operações



A Embraer concluiu a entrega do protocolo a ser empregado no sistema de enlace de dados em rede denominado Link-BR2 para o Comando da Aeronáutica do Brasil. Desenvolvido pela Embraer, com total interação com a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) do Comando da Aeronáutica, após assinatura de um contrato em 2006, este protocolo permitirá a viabilização de um moderno sistema de intercâmbio de dados durante operações da Força Aérea Brasileira (FAB), podendo também ser adequado para interoperabilidade com a Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro, em operações conjuntas.

“Estamos muito satisfeitos em ter participado desse importante projeto do Comando da Aeronáutica”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa. “Este produto permitirá que o sistema Link-BR2 se torne uma realidade operacional, dotando a FAB de um protocolo de enlace de dados de alta qualidade, equiparável aos mais modernos protocolos de sistemas táticos de conexão em rede utilizados no mundo.”

Nos últimos anos, a Embraer tem investido no desenvolvimento de softwares embarcados para aeronaves de combate, de modo a fornecer não somente as plataformas dos aviões, mas também serviços de integração dos sistemas de sensores e de missão. Dentre os projetos mais recentes, destacam-se o da aeronave Super Tucano, a modernização dos jatos F-5 e A-1 (AMX) da FAB e a família de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance – ISR).

A Empresa também oferece soluções em solo para o segmento de Comunicação, Computação, Comando, Controle e Inteligência (C4I) e atua na área de treinamento, tendo desenvolvido o Sistema de Apoio para Treinamento Operacional (Training Operational Support System – TOSS) para o Super Tucano, uma ferramenta computacional integrada composta por quatro sistemas: o CBT (Computer Based Training), treinamento computadorizado que melhora o aprendizado dos pilotos; o FS (Flight Simulator), simulador de vôo; o MPS (Mission Planning Stations), para planejamento de missões de navegação e ataque; e o MDS (Mission Debriefing Station), para análise dos dados e resultados das missões realizadas.

Ministros da Defesa da CPLP estreitam parceria



César André

Os ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estão reunidos, desde ontem, em Luanda.

Os trabalhos da décima-primeira reunião da comunidade lusófona encerram hoje, com a aprovação e assinatura de importantes documentos já aprovados por vários mecanismos da componente de defesa.

O almirante André Mendes de Carvalho “Miau”, que revelou este facto ao Jornal de Angola, disse que na sessão de ontem os participantes discutiram a situação nas regiões em que a CPLP está inserida e a realidade nacional de cada um dos países em termos de segurança.

Ainda na sessão de ontem, disse, os participantes debruçaram-se sobre a cooperação multilateral que a CPLP representa, nomeadamente, os exercícios que tem sido realizados em conjunto pelas Forças Armadas no sentido de preparar forças de manutenção da paz.

Na reunião de ontem foram, igualmente, abordadas questões relacionados com o Centro de Análise Estratégica, com sede em Maputo, que tem em vista a realização de estudos diversos na área de segurança.

O almirante André Mendes de Carvalho “Miau” informou, ainda, que na sessão de ontem, os ministros discutiram as novas perspectivas de trabalho e novas parcerias e abordaram a crise econômica financeira mundial, a gripe A e temas relacionados com a segurança. Os participantes no encontro decidiram indicar o Brasil para acolher a décima segunda reunião dos ministros da CPLP.

Passagem do testemunho de Timor para Angola

No encontro estão em discussão dez pontos, entre eles a análise das questões internacionais e as implicações político-militares no contexto regional para os países membros da CPLP e a aprovação das propostas constantes da declaração final da 11ª reunião dos Chefes do Estado Maiores Generais das Forças Armadas da instituição.

A aprovação da proposta de memorando de entendimento para a realização do exercício militar da série “Felino” 2009, do modelo de centros de excelência de formação de formadores, bem como da declaração ministerial que aprova a presença de observadores de outros países ou organizações nestes exercícios fazem parte da agenda.

Participam no encontro, além de delegados de Angola, do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Princípe e Timor-Leste, este último presidente cessante dos ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Estiveram na reunião, o presidente da segunda Comissão da Assembleia Nacional para Defesa e Segurança e Ordem Interna, José Domingos Francisco Tuta “Ouro de Angola”, vice-ministros da Defesa, o chefe de Estado-Maior General das FAA, general Francisco Furtado, oficiais generais das Forças Armadas, adidos de defesa acreditados em Angola e convidados. A cerimónia ficou marcada pela passagem de testemunho à presidência por um ano, da reunião de ministros da Defesa da CPLP, a Kundi Paihama, ministro angolano da Defesa.

Prioridade da defesa, comando da Amazônia tem carência


Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - Um contingente considerado insuficiente e "carências de toda a ordem" são alguns dos obstáculos enfrentados pelo principal comandante militar da Amazônia, "prioridade um" na estratégia de defesa do Brasil.

Responsável há pouco menos de dois meses pelo comando de uma área que abrange seis Estados – Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e pelo patrulhamento de cerca de 11.500 quilômetros de fronteira, o general Luis Carlos Gomes Mattos, chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), aposta no preparo das tropas e no conhecimento do terreno para que o país mantenha a soberania sobre a área.

"(Temos) carências de toda ordem", disse o general à Reuters. "Temos 26 mil militares em toda a área do Comando Militar da Amazônia. Esses militares não estão sozinhos, estão com famílias. Nós não temos ainda moradia para todos, o que é uma grande carência", afirmou.

A região, cobiçada pelas riquezas naturais que abriga, é de difícil patrulhamento, dada sua extensão, diferenças de terreno e porosidade das fronteiras.

"Os Estados Unidos, que são o maior país do mundo, têm uma fronteira de dois mil e poucos quilômetros com outro país igualmente importante que é o México, e não conseguem controlar aquela fronteira", comparou o general.

"Imagine o Brasil. Quinze mil quilômetros de fronteira, dos quais 11.500 na Amazônia, com todas as dificuldades que nós encontramos nessas áreas", acrescentou.

Apesar dessas fragilidades, o general ressalta que não existem integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) atuando na Amazônia brasileira.

"As Farc atuam apenas dentro do seu país. Evidentemente que nós nos preocupamos e para isso nós existimos na nossa fronteira, para que não nos utilizem, nem mesmo logisticamente."

A situação poderia ser pior, pois, de acordo com o general Mattos, a Amazônia é a "prioridade um" na estratégia de defesa do Brasil e tem a preferência no recebimento de materiais bélicos. "Tudo vem primeiro para a Amazônia. Nós temos materiais de emprego militar aqui que não existem em outros locais."

Atualmente o CMA tem efetivo de 26.300 homens, espalhados por 124 unidades militares em 56 localidades diferentes. A maioria delas está "muito perto" da fronteira que a região divide com outros sete países sul-americanos.

Esse efetivo, que na década de 1950 era de apenas 1.000 homens, pode ser reforçado pela implementação do plano Amazônia Protegida do Ministério da Defesa. De acordo com o general, ao menos três brigadas devem chegar à região sob o plano. "Eu raciocino cada brigada com efetivo de 4.000 a 4.500 homens", calculou.

Enquanto esse reforço não vem, o chefe do CMA continua apostando no preparo para combate em selva realizado pelo Exército que, segundo ele, é referência mundial.

"Nós costumamos dizer, e o pessoal pode até nos achar um pouco soberbos, que temos o melhor combatente de selva do mundo", afirmou, acrescentando que o CMA está acostumado com visitas de delegações estrangeiras que vêm ao país conhecer de perto esse preparo.

ONGS E ÍNDIOS

A presença de organizações não-governamentais na Amazônia brasileira tem gerado críticas dos que questionam as intenções dessas entidades.

Ao ser questionado sobre o assunto, o general faz ressalvas que, ele sublinha, tem caráter pessoal.

"No meu entendimento, elas deveriam ter recursos não-orçamentários e a gente sabe que isso muitas vezes não é verdade", acrescentou. "Eu acho que elas deveriam poupar os recursos do governo para que fossem utilizados em outros lugares."

Outro ponto polêmico é a demarcação de reservas indígenas em áreas de fronteira, que levou o antecessor de Mattos, o general Augusto Heleno, a classificar a política indígena do governo federal de "lamentável, para não dizer caótica".

"O acesso (das Forças Armadas a reservas indígenas nas áreas de fronteira) ocorre sem problema nenhum, inclusive por decisão do STF. O Exército não tem problema nenhum para ir a qualquer área indígena, qualquer que seja, e existem muitas", disse o general.

"Isso não é uma preocupação do Exército, isso deveria ser uma preocupação de todos os brasileiros", afirmou. "Nossa grande preocupação - nossa dos brasileiros, não Exército - é deixar que gente de fora do Brasil, cobiçando as nossas riquezas e tudo que nós temos nessas áreas, convença a opinião pública mundial que nós não temos capacidade para cuidar das nossas riquezas, da nossa Amazônia, do nosso Brasil."

(Edição de Maria Pia Palermo)

Coreia do Sul eleva alerta militar

Ministério da Defesa intensifica “operações de reconhecimento” sobre a Coreia do Norte e mobiliza os serviços de inteligência.

Diplomatas buscam consenso para punir o regime de Pyongyang com sanções




Rodrigo Craveiro

“Watchcon II começou a fazer efeito às 7h15 (de ontem). Ativos adicionais de inteligência serão mobilizados, enquanto operações de reconhecimento sobre a Coreia do Norte se intensificarão.” A senha do aumento de alerta militar da fase 3 para a 2 — o segundo nível mais alto na escala que vai de 5 a 1 — foi dada por Won Tae-jae, porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, e também vale para as forças norte-americanas estacionadas na Península Coreana. Won não forneceu detalhes sobre o real significado dessa medida, tomada depois que o regime comunista de Pyongyang decidiu abandonar o armistício assinado com a Coreia do Sul em 1953, que suspendeu a Guerra da Coreia. O ditador Kim Jong-il também havia alertado, na quarta-feira, que não poderia garantir a segurança de barcos norteamericanos e sul-coreanos ao longo da fronteira marítima.

O Comando das Nações Unidas na Coreia do Sul, liderado pelos EUA, rejeitou a declaração de Pyongyang de não comprometimento com o cessar-fogo na região. “O armistício permanece em vigor e está amarrado a todos os signatários, incluindo a Coreia do Norte”, informou nota emitida pelo organismo, de acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap. No plano diplomático, fontes ligadas ao Conselho de Segurança da ONU admitiram à agência de notícias espanhola EFE que Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido — os cinco membros permanentes com poder de veto — aceitariam punir o regime de Kim. A própria Casa Branca considerou “muito úteis” os esforços empregados por Pequim em suas críticas à Coreia do Norte. “As posições chinesas foram extremamente úteis nas conversações”, afirmou o porta-voz Robert Gibbs.

“É importante que a Coreia do Sul e os EUA não façam nada no campo militar que possa ser mal-interpretado pela Coreia do Norte ou usado como pretexto para um ataque”, afirmou ao Correio o dinamarquês Hans Kristensen, diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação dos Cientistas dos Estados Unidos, com sede em Washington. Ele considera ser impossível prever as intenções de Kim. “Não acho que a Coreia do Norte atacará, pois haveria um banho de sangue. A proximidade de centenas de milhares de soldados com artilharia e mísseis em ambos os lados da fronteira criaria terríveis perdas civis”, opinou. “Um ataque militar seria o fim da Coreia do Norte.”

Para o historiador chinês Yong Chen, da Universidade da Califórnia-Irvine, o regime nortecoreano vai sucumbir em um futuro próximo. “Os fundamentos políticos e ideológicos estão falindo, e o governo dirige uma economia incapaz de alimentar a população. Nesse sentido, o teste nuclear se transforma na criação de uma ilusão psicológica de grandeza”, admitiu. Chen acha pouco provável que Pyongyang inicie uma guerra. “A China e a Rússia se opõem a qualquer agressão. Sem o apoio de Pequim, Pyongyang não poderia sustentar qualquer atividade militar por mais que poucos dias”, concluiu.

ALTA TENSÃO

Como a crise nuclear norte-coreana ganhou contornos preocupantes

# 5 de abril
A Coreia do Norte ameaça lançar um controverso foguete, que seria um míssil de longo alcance

# 14 de abril
Pyongyang encerra as negociações e reativa o reator nuclear

# 29 de abril
O regime norte-coreano ameaça realizar um teste nuclear caso a ONU não se desculpe por criticar o lançamento do míssil

# 25 de maio
A Coreia do Norte realiza o segundo teste nuclear

# 26 de maio
O presidente dos EUA, Barack Obama, promete apoio militar aos aliados asiáticos

# 27 de maio
Pyongyang abandona a trégua que pôs fim à Guerra da Coreia

Fonte: Balanço Militar do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos 2009


Ditadura “feudal”

Viviane Vaz

O presidente do Comitê para Democratização da Coreia do Norte, Hwang Jang-yop, foi professor universitário de Kim Jong-il e hoje é o maior crítico do regime do ditador. Exilado na Coreia do Sul desde 1997, Hwang acusa Jong-il de “construir o feudalismo, em vez do socialismo”, uma vez que todas as manobras do ditador servem para manter a própria família no poder. “Sanções não servem para nada.

Nós devemos deixá-los para lá e ignorá-los mesmo que conduzam 10 testes”, avaliou ontem em um seminário político realizado na capital sul-coreana, Seul. “Kim Jong-il sabe muito bem que usar armas nucleares seria sua perdição, então ele nunca o fará”, diz.

Para Hwang, o segundo teste realizado tinha como objetivo ameaçar os Estados Unidos para obrigá-los a negociar diretamente com a Coreia do Norte e assim aumentar o prestígio de Kim Jong-il.

Um analista sul-coreano consultado pelo Correio concorda que os últimos atos do ditador servem sobretudo para o público interno que externo. “Kim fracassou no âmbito socioeconômico, resta-lhe agora só o poder militar como demonstração de força.” No último relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o jurista Vitit Muntarbhorn definiu a situação na Coreia do Norte como “terrível e desesperadora”, um cenário de fome, tortura e espionagem generalizada, além de mensagens doutrinárias por altofalantes e nas escolas.

Negociação

Isolado na região, Kim Jong-il gostaria de ver os 28.500 soldados americanos fora da Coreia do Sul e insiste em uma negociação a duas partes, só com os EUA. A diplomacia sul-coreana, por sua vez, apoia a negociação em seis partes, com a participação dos vizinhos diretos – Rússia e China – e os mais distantes, Japão e EUA.

O governo de Seul considera que os testes nucleares do vizinho do norte constituem uma “provocação” e podem levar a uma corrida armamentista. Apesar de descartarem que Kim aperte o botão nuclear, os sul-coreanos se preparam para uma escalada de conflitos no Mar Amarelo. “A melhor e mais correta solução, apesar de ser difícil, seria concentrar-se na mudança de regime na Coreia do Norte”, conclui Hwang.

Denúncia militar traz polêmica à tona

Revelação de ex-general sobre abusos sexuais contra prisioneiros é negada pelo Pentágono



Um novo imbróglio envolvendo fotos de métodos de tortura contra prisioneiros no Iraque e no Afeganistão chocou opiniões de um ex-general americano e de autoridades do Pentágono.

Em entrevista publicada ontem pelo britânico Daily Telegraph, o ex-general americano Antonio Taguba, responsável pela investigação sobre denúncias de torturas e abusos dos soldados dos EUA nas prisões, revelou que há fotografias revelando violência e abuso sexual contra os prisioneiros do centro iraquiano Abu Ghraib.

As imagens contidas em algumas fotos explicaria, segundo o jornal, as tentativas de Obama de impedir a publicação de fotografias de prisões do Iraque e Afeganistão – decisão que frustrou aqueles que confiaram em suas promessas de campanha.

Logo após a publicação do veículo britânico o Pentágono negou a notícia, com o porta-voz Bryan Whitman dizendo que o Daily Telegraph mostrou "incapacidade de obter os fatos de forma correta".

– Essa organização de notícias descaracterizou completamente as imagens – reclamou Whitman a jornalistas. – Nenhuma das fotos em pauta retrata as imagens descritas naquele artigo.

Divulgação

Casos de tortura praticados por militares americanos na prisão iraquiana foram divulgados pela primeira vez em 2003. No ano seguinte, a prisão ganhou destaque internacional com a publicação de fotografias que mostravam presos sendo humilhados e abusados por militares, como homens nus, ligados a fios, amontoados ou ameaçados por cachorros. Em 2006, a rede australiana SBS voltou a mostrar imagens de tortura.

No relatório publicado por Taguba em 2004, após concluir a investigação, havia acusações sobre abuso, mas não se falou em fotografias que documentavam isso.

Taguba, que se aposentou em janeiro de 2007, apoiou a decisão de Obama, ao ressaltar que as imagens mostravam cenas de "torturas, abusos, violações e todo tipo de atos indecentes".

Ao menos uma fotografia, segundo o jornal, mostra um soldado americano estuprando uma prisioneira. Outra imagem exibe um intérprete abusando sexualmente de um prisioneiro. Há ainda imagens de abusos sexuais de prisioneiros com objetos como fios e cassetetes.

As imagens provariam 400 casos de abuso ocorridos entre os anos de 2001 e 20005 em Abu Ghraib e em outros seis centros de detenção iraquianos e afegãos.

Alerta militar em tom maior

Moscou diz "não ter argumentos" para repelir a punição escolhida pelo Conselho de Segurança



A Coreia do Sul e os Estados Unidos elevaram seu nível de alerta militar na península coreana, um dia depois de a Coreia do Norte afirmar que o armistício em vigor desde 1953 está morto, e se mostrar preparada para um ataque. É o maior nível deste alerta desde o teste nuclear anterior de Pyongyang, em outubro de 2006. O regime comunista vem realizando uma série de medidas provocativas raramente vistas nesses mais de 50 anos, o que inclui ameaças de guerra, lançamentos de mísseis e um teste com arma nuclear, o segundo de sua História.

Em resposta, a Força Aérea dos EUA deve enviar nos próximos dias, 12 caças avançados F-22 Raptor para sua base de Okinawa, no Japão. A vigilância vai se concentrar ao longo da Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, a zona de segurança conjunta na cidade de Panmunjom e na região em disputa no Mar Amarelo.

Uma fonte do governo sul-coreano disse que o Norte parece se preparar para novos atos provocativos, como mais disparos de mísseis de curto alcance em sua costa oeste. Para analistas, com essas atitudes o líder comunista Kim Jong-il quer consolidar ainda mais poder e garantir sua sucessão em prol de um de seus três filhos. Ele estaria com a saúde abalada desde um derrame sofrido em agosto.

Os EUA têm pedido à China que pressione a Coreia do Norte a voltar para as negociações sobre seu desarmamento. Muitos analistas, porém, acham que Washington exagera sobre a influência que Pequim tem sobre Pyongyang, bem como a disposição do regime chinês em usar tal influência.

– Sem dúvida a China também quer uma resposta rápida e unida, mas provavelmente não dará tudo que os EUA querem. A China tem suas próprias preocupações – observou Shi Yinhong, especialista em segurança regional na Universidade Renmin, em Pequim.

Um esboço de resolução preparado pelo Japão e os Estados Unidos que circula entre os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condena o teste nuclear, mas não prevê novas represálias. O documento pede aos Estados-membros da ONU que cumpram imediatamente as sanções aprovadas contra Pyongyang em 2006.

Potências mundiais, incluindo a Rússia, já concordaram que a Coreia do Norte deve enfrentar sanções por desafiar uma resolução da ONU. Um dos aliados do regime norte-coreano que costuma vetar sanções mais firmes, Moscou afirmou que "não tem argumentos" para repelir a punição do conselho.

Coreia do Sul e EUA elevam alerta

ONU perto de uma resolução. Norte adverte que qualquer incidente serviria de estopim

SEUL – O Globo

Um dia depois de a Coreia do Norte afirmar que poderia atacar o vizinho, as tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos na região entraram ontem em seu alerta mais alto em três anos, aumentando os voos de reconhecimento, o uso de satélites espiões e de análises de inteligência para enfrentar o que autoridades classificaram como uma grave ameaça. A medida foi a reação mais recente a uma cadeia de ações e provocações desencadeadas pelo teste nuclear norte-coreano de segunda-feira e pelo lançamento de seis mísseis de curto alcance. Reforçando sua retórica belicista, para o governo nortecoreano a guerra “é uma questão de tempo”.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que as tropas aliadas, incluindo os 28.500 soldados americanos que apoiam os 670 mil militares locais, elevaram o seu Watch Condition do nível 3 para o 2 (numa escala de cinco onde um é o mais alto). A última vez em que o nível de alerta esteve tão alto foi em 2006, quando o Norte realizou o seu primeiro teste nuclear.

— O Watchcon 2 entrou em efeito às 7h15m (hora local). A vigilância sobre o Norte será aumentada, com maior mobilização de aeronaves e pessoal — disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Won Tae-jae.

Já a mídia estatal norte-coreana advertiu ontem que “mesmo o menor confronto acidental poderia levar a uma guerra nuclear”. “É uma questão de tempo que um estopim detone uma guerra”, afirmou o jornal oficial “Minju Joseon”.

Uma resolução para sufocar Forças Armadas

Em Nova York, os EUA e o Japão fizeram circular entre os membros do Conselho de Segurança da ONU um esboço de uma resolução que “condena nos mais fortes termos o teste nuclear (da Coreia do Norte) em 25 de maio, numa flagrante violação” da proibição de 2006, segundo trechos que vazaram. O presidente Barack Obama já tachou os testes nortecoreanos de “violações gritantes” da lei internacional. O texto do rascunho começaria ontem a ser discutido pelos cinco membros permanentes, mais Japão e Coreia Sul, que definirão as novas medidas. Só então circulará pelos 15 membros do conselho. O embaixador russo, Vitaly Churkin, disse haver um grande consenso sobre o que a resolução deve incluir, mas admitiu que chegar a um acordo era complicado e que havia muitas sugestões.

— Seriam necessárias dez resoluções para incluir todas — declarou. A grande questão é até que ponto a China, maior aliado dos nortecoreanos, deixará as sanções chegarem. O governo chinês preferiria reforçar as medidas de 2006 a criar novas no texto que deve ser votado no início da semana.

Diplomatas dizem que as propostas em discussão incluem aumentar as empresas na lista negra por ajudar os programas balístico e nuclear da Coreia do Norte, expandir o embargo de armas e restringir as operações financeiras e voos ao país. Segundo funcionários do governo americano, os EUA poderiam pressionar a China a cancelar voos no espaço aéreo norte-coreano para evitar a transferência de material nuclear.

— Queremos secar seus recursos para as Forças Armadas — confidenciou um diplomata ocidental.

Uma comissão liderada pelo subsecretário de Estado dos EUA, James Steinberg, partiu ontem rumo à Ásia, revelou a rede CNN. Segundo a emissora, Steinberg vai a Tóquio, Pequim, Seul e Moscou discutir como o chamado Grupo dos Seis deverá lidar com a Coreia do Norte.

Em Seul, o jornal “Chosun Ilbo” informou que o governo preparou planos de contingência para o caso de um ataque com artilharia e mísseis perto da fronteira marítima em disputa na costa ocidental.

Segundo informações à noite, navios de pesca chineses já deixaram a área. O local foi cenário de choques entre as duas Coreias que resultaram em mortes em 1999 e 2002.

Aumento de exercícios militares na zona costeira

O Ministério da Defesa sul-coreano não quis confirmar a mobilização de navios de guerra. Mas uma fonte militar contou que nos últimos meses a Coreia do Norte aumentou os treinamentos de unidades de artilharia na zona costeira próxima a ilhas sul-coreanas. A Coreia do Norte anunciou o rompimento unilateral do armistício de mais de 50 anos na quarta-feira, após a Coreia do Sul aderir a uma iniciativa contra o tráfico de armas de destruição em massa — visto pelo vizinho como uma declaração de guerra. O governo norte-coreano advertiu que se alguma embarcação sua for detida, reagirá. Além disso, o regime comunista acusa os EUA de se prepararem para atacá-lo. Nos últimos 15 anos, o país renunciou à trégua em cinco ocasiões. Já o comando conjunto das forças americanas e sulcoreanas afirmou que continua comprometido com o armistício de 1953 — que nunca foi trocado por um tratado de paz.

Jobim afirmou que ESG funcionará simultaneamente no Rio e em Brasília

Texto: José Romildo

Ministério da Defesa

 

Brasília, 25/05/2009 – Ao participar nesta segunda-feira, no auditório do Ministério da Defesa, de um módulo do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, organizado pela Escola Superior de Guerra (ESG), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o governo trabalha com a hipótese de que, no futuro, a ESG tenha uma sede também em Brasília, que funcionaria juntamente com a sede já existente no Rio de Janeiro.

Jobim informou que, pelos estudos em andamento, a sede brasiliense seria voltada para a formação de civis na carreira de defesa. O curso teria algumas semelhanças, conforme acrescentou, com o curso de formação da carreira diplomática, a cargo do Instituto Rio Branco. Entre as inovações previstas para a especialização em assuntos de defesa, o ministro disse que o curso aceitará parceria com universidades brasileiras.

O ministro da Defesa afirmou que os cursos da ESG que funcionam no Rio de Janeiro continuarão funcionando normalmente, podendo inclusive ser ampliados. A necessidade dos cursos a serem realizados na capital federal, de acordo com Jobim, se deve à ausência de quadros civis para operar assuntos de defesa. “Os quadros que temos no Ministério da Defesa são emprestados”, disse.

Ao defender a necessidade de manter a ESG em duas cidades, o ministro Jobim afirmou: “Temos de manter as duas entidades, os dois braços, definir as duas estruturas, funções distintas e locação distintas. Hoje temos dificuldade de conseguir servidores públicos civis da União para levar ao Rio de Janeiro. Teremos facilidade para que realizem os cursos aqui em Brasília”.

O Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da ESG é realizado todos os anos no Rio de Janeiro. Este ano o curso é dirigido para 82 estagiários, compostos de oficiais-generais e oficiais superiores da Marinha, Exército e Aeronáutica. Além disso, participam também civis que ocupam postos estratégicos no Executivo, Legislativo e Judiciário.

A presença dos estagiários da ESG nesta segunda-feira em Brasília faz parte de uma das etapas do curso, que prevê viagens para assistirem a palestras na capital federal, acompanharem projetos desenvolvimentistas da Amazônia e visitarem cidades da fronteira. Além do ministro Jobim, também realizaram palestras para os estagiários da ESG o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).

 

EUA e Rússia inauguram complexo de destruição de armas químicas na Sibéria

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

 

Autoridades russas e norte-americanas inauguraram nesta sexta-feira (29) uma usina de destruição de armas químicas em Shchuchye, na Sibéria. A construção da instalação foi financiada, principalmente, pelos Estados Unidos como parte de um programa de desarmamento lançado em 1992, um ano após o fim da União Soviética.

O complexo tem o tamanho de uma cidade pequena e dará fim a parte do arsenal químico russo da era soviética. As armas que serão destruídas no local contêm no total cerca de 5.640 toneladas de agentes nervosos, incluindo gás sarin e VX. Elas serão transportadas até o local por uma ferrovia especial.

Os químicos serão neutralizados e transformados em um betume considerado moderadamente tóxico. Em seguida, a massa será acondicionada em blocos de concreto subterrâneos.

 

*Com informações da AP

27 maio 2009

Coreia do Norte ameaça Coreia do Sul com um ataque militar

Cecilia Heesook Paek

Seul, 27 mai (EFE).- A Coreia do Norte deu hoje mais um passo em sua rede de desafios iniciada esta segunda-feira com seu teste nuclear, ao ameaçar a Coreia do Sul com um ataque militar e dar por liquidado o armistício com que terminou em 1953 a guerra entre ambos os países.

O regime comunista de Pyongyang reagiu assim à decisão tomada ontem pelo Governo de Seul de aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa (PSI, na sigla em inglês), que permite a abordagem de navios suspeitos.

A Coreia do Norte anunciou que responderá com um ataque militar se seus navios forem interceptados e que também não garante a segurança dos navios estrangeiros no Mar Ocidental (Mar Amarelo), onde em anos recentes os dois países mantiveram confrontos armados.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, agradeceu à população a "maturidade" com que está recebendo as ameaças norte-coreanas, enquanto uma fonte militar assinalava à agência "Yonhap" que seu país tem superioridade naval e repelirá qualquer ataque.

A península coreana é uma das áreas mais militarizadas do mundo, com um milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28,5 mil militares americanos assentados em território de seu aliado sul-coreano desde o final da Guerra da Coreia.

A Coreia do Norte efetuou seu segundo teste nuclear e lançou pelo menos cinco mísseis de curto alcance - hoje se informou do último deles, disparado ontem à noite -, fazendo caso omisso às advertências dos EUA, Japão, Coreia do Sul e da própria ONU.

A agência estatal norte-coreana "KCNA" divulgou hoje fotografias de uma grande comemoração, ontem em Pyongyang, para aplaudir o "sucesso" nuclear do país, cujo líder, Kim Jong-il, se mostra mais ameaçador do que nunca, apesar de sua aparente frágil saúde.

Segundo fontes diplomáticas citadas pela agência "Yonhap", a usina nuclear norte-coreana de Yongbyon, inativa desde 2007 por um acordo internacional, teria sido reativada em meados de abril com o objetivo de extrair plutônio.

No dia 25 de abril, a Coreia do Norte já tinha anunciado que tinha começado a extrair plutônio do combustível nuclear que armazena nessa usina, a fim de impulsionar seu poder atômico perante as "forças hostis".

Hoje o léxico empregado por um porta-voz da missão militar norte-coreana na vigiada fronteira entre as duas Coreias foi similar, ao tachar a equipe do presidente Lee de "grupo de traidores" e ameaçar, em último caso, com a guerra.

Segundo esse porta-voz, os militares norte-coreanos já não estão vinculados ao armistício do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), devido à decisão de Seul de participar plenamente na iniciativa PSI liderada pelos EUA.

Essa campanha permite abordar navios e aviões suspeitos de participar da proliferação de armas de destruição em massa, algo que a Coreia do Norte considera uma violação dos termos do armistício que assinou em 1953 com a China e os EUA, este último representando o Exército sob a bandeira das Nações Unidas.

Pyongyang assegurou que se algum de seus navios for inspecionado com base na PSI, isso será um ato hostil e "uma violação intolerável de sua soberania" à qual responderá com um ataque militar.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra pois nunca assinaram um tratado de paz, algo que parecia possível quando em outubro de 2007 realizaram uma cúpula histórica em Pyongyang, que terminou com uma declaração a favor da "paz permanente", mas que agora está cada vez mais longe.

"Se o armistício for dado por concluído, a Península coreana, em termos legais, está no caminho de retornar ao estado de guerra e nossas forças revolucionárias tomarão decisões a favor das ações militares pertinentes", disse o porta-voz norte-coreano.

Coreia do Norte realiza teste nuclear subterrâneo

EUA, Rússia e Coreia do Sul registram abalo de explosão atômica; presidente dos EUA classifica ação como ameaça à paz.

BBC Brasil

- A Coreia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo "bem sucedido", de acordo com a agência de notícias oficial KCNA.

Um comunicado oficial lido na rádio estatal norte-coreana disse que mais um teste foi "conduzido com sucesso (...) como parte de medidas para aperfeiçoar a dissuasão nuclear defensiva da República".

O teste "vai contribuir para salvaguardar a soberania do país, da nação e do socialismo".

Segundo a KCNA, o artefato usado foi mais potente do que o usado para um teste anterior, em outubro de 2006.

A US Geological Survey (instituto de pesquisa geológica dos Estados Unidos) disse que foi detectado um terremoto com 4,7 de magnitude às 00h54 GMT (21h54, hora de Brasília) a uma profundidade de 10 quilômetros.

Tanto institutos geológicos dos Estados Unidos quanto da Coreia do Sul disseram que o tremor indica uma explosão nuclear, e o Ministério da Defesa da Rússia também confirmou a realização do teste.

Poucas horas depois do teste, a agência de notícias sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte aparentemente realizou um outro teste, desta vez com um míssil de curto alcance.

O governo norte-coreano não confirmou a informação da Yonhap.

Conselho de Segurança

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a ação norte-coreana é uma ameaça à paz internacional.

O porta-voz do Ministério do Exterior do Japão, Kazuo Kodama, disse que seu país vai responder "de maneira responsável" nas Nações Unidas, mas não deu maiores detalhes.

Diplomatas preparam uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda nesta segunda-feira.

A União Europeia qualificou o teste como "muito preocupante".

O mercado de ações da Coreia do Sul registrou uma queda de 4%, refletindo temores de um aumento de tensões na região.

Conversações

A Coreia do Norte não deu detalhes da localização do teste nuclear.

Mas representantes da Coreia do Sul disseram que o abalo sísmico foi detectado na região nordeste, perto da cidade de Kilju, onde os norte-coreanos realizaram o primeiro teste nuclear.

No mês passado, Pyongyang retirou-se da conversação multilateral (envolvendo Estados Unidos, China, Japão, Rússia e as duas Coreias) sobre seu programa nuclear, em protesto contra a condenação internacional do lançamento de um foguete no dia 5 de abril.

O governo norte-coreano disse que o foguete transportava um satélite, mas vários países acreditam que se tratou de um acobertamento para o teste de um míssil.

As conversações multilaterais emperraram porque a Coreia do Norte não confirmou o fechamento da usina nuclear de Yongbyon.

A Coreia do Norte concordou em desmantelar a usina como parte de um acordo que previa a concessão de ajuda internacional e, em resposta, os Estados Unidos retiraram a Coreia do Norte de sua lista de terrorismo.

Segundo o correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, a Coreia do Norte acredita agora que não tem obrigação de cumprir acordos bilaterais prévios com os Estados Unidos e acordos previstos nas conversações multilaterais.

Homens são presos tentando invadir 1º Distrito Naval no Rio de Janeiro

Flávia Villela
Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

Três homens foram presos na madrugada de hoje (27) ao tentar invadir a sede do Comando do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, no centro da cidade.

Nota divulgada pelo comando informa que os suspeitos vestiam fardas de Fuzileiros Navais e entraram na unidade de madrugada com um Toyota Corolla roubado.

Um sentinela de serviço desconfiou da atitude do motorista e acionou o Sistema de Segurança de Serviço, cumprindo procedimento de segurança.

Policiais militares acionados vistoriaram a área próxima ao prédio e conseguiram prender os invasores. No carro onde eles estavam foram encontradas duas pistolas.

O trio foi ouvido no 1º Distrito Naval e em seguida encaminhado à Delegacia Policial da Praça Mauá. A Marinha abriu procedimento para apurar os fatos relacionados à ação. A polícia suspeita que os detidos tentavam roubar armas da Marinha.

22 maio 2009

Perspectivas para a Marinha do Brasil



EDUARDO ITALO PESCE
Especialista em Relações Internacionais, professor no Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Cepuerj) e colaborador permanente do Centro de Estudos Político-
Estratégicos da Escola de Guerra Naval (Cepe/EGN).

Até junho deste ano, devem ser elaborados os Planos de Equipamento e Articulação das Forças Armadas para o período 2009-2030. Até setembro, deve ser finalizada a proposta de um Projeto de Lei de Aparelhamento e Articulação da Defesa Nacional, a ser submetida ao presidente da República.

O Plano de Equipamento e Articulação da Marinha do Brasil (Peamb) deve substituir o Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) existente anteriormente. O novo plano já inclui metas e prioridades estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa (END).

No desenvolvimento do Poder Naval, a END propõe priorizar inicialmente a tarefa de negação do uso do mar, em relação às de controle de área marítima e de projeção de poder sobre terra. Em tal contexto, o emprego das forças navais, aeronavais e de fuzileiros navais visará às seguintes hipóteses:

I - defesa pró-ativa das plataformas petrolíferas, das instalações navais e portuárias, dos arquipélagos e das ilhas oceânicas nas águas jurisdicionais brasileiras;

II - prontidão para responder a qualquer ameaça, proveniente de Estados ou de forças nãoconvencionais ou criminosas, às vias marítimas de comércio; e

III - capacidade de participar de operações internacionais de paz, fora do território e das águas jurisdicionais brasileiras, sob a égide das Nações Unidas ou de organismos multilaterais regionais.

Nas águas jurisdicionais brasileiras (conhecidas como "Amazônia Azul"), duas áreas marítimas são identificadas pela END, como críticas para a defesa da soberania e dos interesses nacionais: a que vai de Santos a Vitória e a situada em torno da foz do Rio Amazonas.

A Marinha do Brasil deverá se reconstituir por etapas, como uma força balanceada e polivalente. O planejamento da distribuição espacial de suas forças no território nacional deverá priorizar a necessidade de constituição de uma segunda Esquadra, sediada no litoral Norte/Nordeste do Brasil.

Deve ser construída uma nova base naval nas proximidades da foz do Amazonas. A Baía de São Marcos, em São Luís (MA), é apontada por especialistas como o local mais conveniente. No acordo Brasil-França assinado em dezembro de 2008, está prevista a instalação de um estaleiro e de uma base para submarinos com propulsão nuclear na região de Itaguaí (RJ).

No novo estaleiro, serão construídos quatro submarinos de propulsão convencional (SBR), de projeto baseado na classe "Scorpène" francesa, a ser entregues entre 2014 e 2020. O acordo prevê ainda assistência técnica ao projeto do casco de um protótipo de submarino de propulsão nuclear (SNBR), o qual seria entregue por volta de 2020.

Em 2014 deve entrar em operação, em Aramar (SP), um protótipo do reator de água pressurizada desenvolvido pela Marinha para propulsão de submarinos. O reator e as máquinas para equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro poderão estar disponíveis para instalação em 2019.

Já foi iniciada a construção de dois navios-patrulha (NPa) da classe "Macaé", de 500 toneladas, baseada no projeto da classe "Vigilante" francesa. Estão previstas 12 unidades. Em 2010, terá início a obtenção de cinco NPa de 1.800 toneladas, dotados de helicóptero orgânico, e a construção de quatro NPa de 200 toneladas, capazes de operar em águas costeiras ou nos rios da Amazônia.

Em 2010, começa a obtenção de um navio de apoio logístico (NApLog) capaz de reabastecer outras unidades no mar com combustível, lubrificantes, munição e víveres. Este navio terá completas instalações médico-hospitalares e será dotado de convés de vôo e hangar para helicópteros. Em 2011, deve ter início a construção de três fragatas polivalentes de 6.000 toneladas.

A necessidade de um navio de emprego múltiplo, semelhante ao navio-aeródromo de helicópteros de assalto (NAeHA) descrito em artigo deste autor no Monitor Mercantil de 04/06/2008, foi mencionada pela END. Um navio deste tipo (com ou sem doca para embarcações de desembarque) poderá ser construído para a Marinha do Brasil.

Além da construção de novas unidades, os planos da Marinha incluem a modernização de submarinos e navios de superfície, a fim de estender sua vida útil. Estão sendo adquiridas (em segunda-mão) algumas unidades auxiliares, para tarefas de apoio de menor complexidade. O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também vem recebendo novos equipamentos.

Está prevista a modernização do NAe São Paulo, que voltou à atividade em 2008, após um período de manutenção e reparos no AMRJ. Doze aeronaves de interceptação e ataque AF-1/AF-1A Skyhawk serão modernizadas, assim como seis helicópteros de esclarecimento e ataque AH-11A Super Lynx.

Foram adquiridos quatro (de um total que poderá chegar a 12) helicópteros anti-submarino SH-60 Seahawk. A Marinha receberá 16 dos 50 helicópteros de emprego geral EC-725 Super Cougar encomendados para as três forças singulares.

Espera-se para breve o início do processo de obtenção de um lote de seis aeronaves de asa fixa, para missões de alarme aéreo antecipado, reabastecimento em vôo e apoio logístico. Estas aeronaves serão provavelmente do tipo S-2T Turbo Tracker, modernizadas e dotadas de motores turboélice.

Um projeto mantido em compasso de espera é o do NAe destinado a substituir o São Paulo depois de 2025. Possivelmente, tal navio teria um deslocamento carregado de 40 a 50 mil toneladas e seria capaz de operar com cerca de 40 aeronaves de combate. Estes são os parâmetros mínimos (ainda que não os ideais), para operação com aeronaves modernas de tipo convencional.

Na END também é mencionado o desenvolvimento de uma nova aeronave embarcada de interceptação e ataque. O futuro da aviação de caça na Marinha do Brasil está ligado ao tipo de NAe que vier a ser selecionado para substituir o atual. A evolução da tecnologia também deverá ser levada em consideração.

Para que os planos de médio e longo prazo da Marinha realmente saiam do papel, será necessário assegurar um fluxo contínuo de recursos financeiros. A construção e a consolidação de um Poder Naval crível, capaz de defender a soberania e os interesses nacionais do Brasil no mar, irão requerer investimento contínuo, por mais de uma geração.

Seguro militar



A Salutar Saúde, do Grupo Capemi, fechou parceria com o Comando do Exército. Vai atender mais de cem mil militares ativos, inativos e pensionistas no estado do Rio. Em 2010 o contrato deve se estender a Distrito Federal e regiões Norte e Nordeste. A carteira da empresa, de dez mil vidas, crescerá até 300%.

PARAGUAI – DESTITUIÇÃO DE COMANDANTES

Destituição de cúpula militar gera mal-estar nas Forças Armadas e entre aliados de Lugo



ASSUNÇÃO. Em poucos dias, o presidente Fernando Lugo conseguiu ficar sob o fogo cruzado de aliados, oposição e mesmo das Forças Armadas - tudo ao mesmo tempo. A destituição dos comandantes do Exército, da Marinha e do Corpo de Engenharia está gerando mal-estar entre os militares paraguaios e críticas de partidos da coalizão de governo. Sob a condição do anonimato, militares acusam o presidente de ter deixado cair sobre seus comandados toda a responsabilidade pelo uso de um quartel para um congresso de esquerda, embora - segundo eles - Lugo estivesse a par do encontro.

Lugo destituiu na quarta-feira o general Alfredo Machuca Doldán, o contra-almirante Rubén Carmelo Valdez e o coronel Felipe Santiago Cañete, chefe do Comando de Engenharia do Exército. A decisão veio após a polêmica despertada pela realização do II Acampamento Latino-Americano para Mudanças, que reuniu 1.500 jovens de países da América do Sul, no início do mês, na sede do Comando de Engenharia. A Constituição do país impede as Forças Armadas de se envolverem em atividades políticas, e o evento gerou uma rajada de críticas contra o governo.

Era tudo o que não precisava o presidente, um ex-bispo católico acossado por denúncias de paternidade e por pressão dos paraguaios que querem ver implementadas mais rapidamente as mudanças prometidas em campanha.

A oposição criticou especialmente o uso de bandeiras de partidos políticos e fotos de Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales no encontro, em Tacumbú. E ícones socialistas e comunistas foram colocados na frente do quartel. Para militares ouvidos pelo "ABC", o presidente e comandante em chefe lavou as mãos" e deixou a responsabilidade recair sobre subalternos.

Machuca foi acusado de ter autorizado o evento, embora Valdez, que exercia o comando interino das Forças Armadas, tenha declarado que o congresso fora realizado "por ordem do presidente". Lugo, no entanto, nega que soubesse do evento.

Três militares de alta patente consultados pelo jornal "ABC" acham difícil que o evento ocorresse sem o conhecimento do presidente. Até porque um dos organizadores seria o líder do P-Mas (partido da coalizão de governo) e ministro de Emergências, Camilo Soares, uma figura próxima a Lugo.

O comandante das Forças Militares, Cíbar Benítez, procurou distanciar Lugo do episódio e assegurou que foi a cúpula militar que autorizou o uso do prédio. Benítez, no entanto, admitiu que o presidente sabia do tema do encontro, e um boletim das Forças Armadas do dia 8 afirmava que Lugo havia dado ordens para a realização do evento.

Para a oposição, as destituições tiveram como objetivo preservar a imagem de Lugo. Já o expresidente da Corte Suprema Militar, Carlos Liseras, tentou minimizar a polêmica e lembrou que a ordem para uso do prédio fora assinada por Machuca e Valdez.

- Não se percebe mal-estar (nas Forças Armadas). O que pode haver é um certo desconforto sobre como o tema foi tratado - disse Liseras.

Se o evento gerou queixas da oposição, a destituição dos militares foi criticada por aliados de Lugo, um socialista que acabou com décadas de governo conservador.

Os partidos organizadores - P-Mas, Tekojoja e Partido Comunista Paraguaio - afirmam que não se tratou de um evento político partidário, mas de um encontro para debater a realidade nacional. Rocío Casco, do P-Mas, acusou a direita de tentar "criminalizar e estigmatizar setores críticos da juventude" e pediu que os jovens se mantivessem firmes. As legendas de esquerda se solidarizaram com os militares destituídos.

- Se esta foi a causa (da destituição), é um erro - criticou Sixto Pereira, vice-presidente do Senado e membro do Tekojoja, da coalizão de governo.

Najib Amado, do Partido Comunista, afirmou que o ministro Soares participou do encontro como convidado, assim como a ministra da Juventude, Karina Rodríguez - cujas cabeças estão sendo pedidas pela oposição.

- Parece-nos correto que as Forças Armadas abram suas portas - declarou Amado.

A controvérsia aumentou ainda mais com a notícia de que a Central Hidrelétrica de Yacyretá forneceu US$20 mil para a realização do congresso. Diante da polêmica, seu diretor, Carlos Cardozo, teria devolvido dinheiro do próprio bolso.

Essa foi a terceira mudança na cúpula militar desde que Lugo assumiu a Presidência, há nove meses. O general Juan Oscar Velázquez foi designado o novo comandante do Exército; o contraalmirante Claudelino Recalde Alfonso, da Marinha; e o coronel Roberto Miguel Bareiro, de Engenharia.

19 maio 2009

Rússia transfere tecnologia para o Brasil

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A russa Rosoboronexport, contratada pela Aeronáutica para fornecer 12 helicópteros de combate MI-35M, no valor de US$ 364 milhões, vai transferir tecnologia para o Brasil nas áreas de software do simulador das aeronaves e de manutenção dos itens críticos, como o motor.

A proposta de compensação tecnológica para o contrato dos helicópteros, segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), será apresentada em junho. O contrato, assinado em outubro, já inclui a garantia de dois anos para o fornecimento de peças de consumo rápido e mais cinco anos de fornecimento de peças irreparáveis, além do treinamento completo das tripulações.

A empresa fornecerá, dentro do valor do contrato, o simulador do helicóptero e todo o ferramental e bancada para atendimento das necessidades de manutenção das aeronaves em nível básico. Um dos critérios que definiram a escolha da russa, de acordo com o Cecomsaer, foi a sua capacidade de entrega em curto prazo e emprego imediato dos helicópteros. A compensação está sendo negociada à parte, fora do contrato principal.

A proposta de contrapartida russa, de acordo com o Cecomsaer, contempla quatro áreas principais: a estrutura das aeronaves, motor, caixa de engrenagem do motor e o rotor principal e de cauda. "Esta será a primeira vez que nossos engenheiros irão trabalhar em uma fábrica russa durante o processo de produção de um equipamento de defesa", comentou o diretor do Centro Logístico da Aeronáutica (Celog), brigadeiro Edgard de Oliveira Júnior.

Os técnicos da FAB, segundo o brigadeiro, terão acesso aos processos de certificação e homologação de produtos aeronáuticos russos, uma oportunidade considerada inédita, tendo em vista que a Rússia não tem o costume de abrir informações em áreas estratégicas. "O contrato explorou ao máximo todas as oportunidades de intercâmbio de informações e tecnologias que no futuro permitirão ao Brasil montar, desmontar, consertar e alterar os helicópteros quando necessário", informou o Cecomsaer.

14 maio 2009

Venezuela receberá mísseis anti-aéreos IGLA-S e novo avião presidencial

Tecnologia e Defesa

A Força Aérea Venezuelana (FAV) recebeu recentemente um lote de 200 mísseis anti-aéreos portáteis IGLA-S adquiridos da Rússia, produzidos pela empresa KB Machynostroyeniya.

Essas armas, que correspondem ao primeiro pedido de um programa de aquisição de 600 a 800 unidades, estão sendo distribuídas a grupos especializados na tarefa de defesa de bases aéreas e outras instalações estratégicas da FAV.

Os IGLA-S venezuelanos foram apresentados pela primeira vez durante a parada militar do Dia da Proclamação da Independência da Venezuela, evento que aconteceu no dia 19 de abril em Caracas. Apesar da primeira apresentação pública ter sido feita somente agora, fontes da Rosoboronexport, agência estatal russa responsável pelos negócios de exportação de armas produzidas naquele país, revelaram em Moscou que os IGLA-S estão sendo fornecidos à Venezuela há mais tempo do que se supunha.

O míssil IGLA-S é uma arma do tipo “dispare e esqueça” de orientação infra-vermelha, de elevada precisão e notável resistência a contra-medidas. Cada conjunto pesa 20 kg, permitindo que ele seja transportado e operado por apenas uma pessoa. Tem um alcance máximo efetivo de 6 mil metros e voa a uma velocidade de 2.500 km/h. Essa velocidade permite que ele alcance alvos aéreos voando em baixa altitude a até 1.450 km/h. O IGLA-S está equipado com uma espoleta de proximidade visando uma melhor eficácia contra alvos de pequeno tamanho, como mísseis de cruzeiro e anti-navio.

Fontes russas também confirmaram que o governo venezuelano efetuou um pedido de dois jatos quadrimotores de transporte Ilyushin IL-96-300. Um deles será utilizado como transporte presidencial. Os IL-96-300 são aviões de transporte comercial de fuselagem larga (wide-body) equipados com quatro motores turbofan AVIADVIGATEL PS90, que possuem capacidade para 295 passageiros e autonomia de voo de 7.500 km.

A entrega do primeiro IL-96-300, que será operado conjuntamente pela FAV e a empresa comercial estatal COMVIASA nas missões de transporte presidencial, está prevista para o final deste ano. O segundo exemplar chegará no início de 2010 e será operado comercialmente pela COMVIASA.

US Navy solicita orçamento de US$ 172 bilhões para o ano fiscal de 2010

Blog do Poder Aéreo

A Marinha dos EUA está pedindo ao Congresso americano um orçamento de US$ 172 bilhões em 2010, incluindo US$ 15 bilhões para financiamentos complementares. O orçamento divide-se em US$ 45 bilhões para a aquisição de aeronaves, navios, armas, munições e equipamento de apoio ao USMC; US$ 44 bilhões para pagamento do pessoal; US$ 43 bilhões para operações e manutenção; US$ 19 bilhões para pesquisa e desenvolvimento (P&D); e US$ 5 bilhões para a construção militar e infra-estrutura.

Oito navios compõem o pedido da Marinha, com um outro navio solicitado para o Exército, mas operado pela Marinha. Os novos navios são um submarino nuclear de ataque da classe “Virginia” (SSN 774), um destróier da classe “Arleigh Burke” (DDG 51), três Littoral Combat Ship (LCS), dois navios de carga mista da classe “Lewis e Clark” ( T-AKE 1) e uma Embarcação de Alta Velocidade (JHSV). Outro JHSV está incluído no pedido do Pentágono para o Exército.

Um total de 203 aeronaves está no orçamento da pedido pela Marinha, incluindo 16 caças da variante F-35B de decolagem curta e pouso vertical do Joint Strike Fighter (JSF) e quatro F-35C, variante CTOL. O F-35Cs são os primeiros do tipo a serem encomendados e serão utilizados para ensaios e avaliação.

A Marinha também está solicitando nove F/A-18 Super Hornet - estabelece nove dos 18 projetados no orçamento do ano passado - e 22 EA-18G Growler, de guerra electrônica.

Outras aeronaves incluídas no orçamento: 30 MV-22B Osprey; 28 helicópteros AH-1Z e UH-1Y para o USMC; 18 MH-60S e 24 MH-60R; dois E-2D Advanced Hawkeye (com uma terceira planejada eliminada, para pagar os custos de pesquisa e desenvolvimento), um avião de transporte C-40A, 38 T-6A e B Texan Joint Primary Air Training System; seis aeronaves P-8A Poseidon de patrulha marítima e cinco MQ-8B Fire Scout, UAV de decolagem vertical, para embarque nos LCS.

Brasil é sede do Força Comandos

InfoRel

Entre os dias 17 e 25 de junho, militares de 18 exércitos do Hemisfério, participam em Goiânia (GO), da sexta edição do Força Comandos, um exercício criado em 2004 pelo Comando Sul do Exército dos Estados Unidos.

O evento se divide em duas partes, uma competição entre militares e um seminário estratégico do qual participam autoridades dos respectivos ministérios de Defesa e comandantes de operações especiais.

O Força Comandos tem como objetivo principal, aumentar a cooperação regional e multinacional, a confiança mútua, bem como melhorar o adestramento das forças especiais do continente americano.

De acordo com o Exército brasileiro, a competição militar desenvolve-se em vários eventos baseados em técnicas e táticas de forças especiais mais comumente empregados em cada um dos países participantes.

Paralelamente às competições, os responsáveis militares dos países participantes discutirão temas como terrorismo, narcotráfico, contrabando, crimes transnacionais, e outros.

O Brasil pretende enfatizar a missão de paz da ONU que comanda no Haiti desde 2004. Cada país é livre para propor um tema. A Colômbia, por exemplo, deve pôr à mesa o tema do combate às Farc.

A primeira edição do Força Comandos foi realizada em 2004, em El Salvador, com 13 países.

Em 2005, o evento foi realizado no Chile com 15 países. No ano de 2006, foi a vez do Paraguai, com 16 países; em 2007, Honduras, com 18 países; e no ano passado, os Estados Unidas, com a participação de 17 países.

Polícia encontra penúltimo dos sete fuzis roubados de batalhão do Exército

Do UOL Notícias

Em São Paulo

A Polícia Civil encontrou na tarde desta quarta-feira (13) o penúltimo dos sete fuzis roubados de um batalhão do Exército, em Caçapava (SP), no dia 8 de março deste ano. A arma foi abandonada, com 20 cartuchos, em um terreno baldio em Caraguatatuba, no litoral paulista, na praia de Perequê Mirim. A polícia chegou ao local por volta das 15h, por meio de uma denúncia anônima.

De acordo com Edilzo Correia de Lima, delegado assistente do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 1) que preside o inquérito do caso, os criminosos deixaram a arma para trás devido à maciça divulgação da imprensa e às últimas incursões da polícia para recuperar os objetos.

"Eles 'vomitaram' o fuzil, como se diz na gíria. Ficaram com receio de serem presos e acabaram o deixando para trás", afirmou. Lima acrescentou que a polícia ainda pretende encontrar os suspeitos e o último dos sete fuzis roubados.

Os sete fuzis foram roubados do 6º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, em Caçapava, no dia 8 de março. Os assaltantes entraram no batalhão com pistolas e revólveres, cortando o alambrado dos fundos do quartel, renderam os militares, pegaram sete fuzis e fugiram pelos fundos, entrando em um matagal.

Um dos fuzis foi encontrado por policiais do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) no dia 9 de abril, em uma praça em São José dos Campos. Os outros quatro estavam escondidos em um sítio no município de Jambeiro, a 135 quilômetros de São Paulo, e foram apreendidos após ações coordenadas das polícias Civil, Federal e do Exército. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Mulher brasileira poderá aderir ao serviço militar

Proposta de Romeu Tuma aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça abre possibilidade para mulheres e eclesiásticos prestarem serviço em tempos de paz

Jornal do Senado

Senadores da Comissão de Justiça querem debater papel dos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público As mulheres brasileiras poderão passar a prestar, voluntariamente, serviço militar em tempos de paz. Substitutivo do senador Expedito Júnior (PR-RO) a proposta de emenda à Constituição (PEC 35/08) de Romeu Tuma (PTB-SP) abrindo essa possibilidade foi aprovado ontem pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e vai ao exame do Plenário. Atualmente, a Constituição federal isenta as mulheres e os eclesiásticos do serviço militar obrigatório em tempos de paz.

Pelo substitutivo aprovado, o serviço militar no Brasil passa a ser facultativo para as mulheres e não imposto aos eclesiásticos em tempos de paz. Expedito Júnior considerou a matéria um avanço, já que estabelece isonomia entre homens e mulheres quanto ao direito de prestar serviço militar.

Romeu Tuma agradeceu o parecer do relator e disse ter-se inspirado no abandono vivido por meninas carentes do país para lhes oferecer a oportunidade de, voluntariamente, ingressarem nas Forças Armadas e, assim, obterem uma formação. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) avaliou a proposta como mais uma conquista das mulheres brasileiras.

Guerra Fria, o retorno

Gazeta Mercantil

As autoridades russas divulgaram ontem os objetivos estratégicos para a segurança do país e identificaram os Estados Unidos como a principal ameaça em termos de política externa. A “Estratégia de Segurança Nacional da Rússia até 2020”, aprovada anteontem pelo Kremlin, detalha as ambições de Moscou, que deseja voltar a ser “uma grande potência”, agora que “as consequências da crise política e econômico-social do final do século XX foram superadas”. Não surpreendeu que o documento considere os EUA e a Otan como ameaças para a Rússia e para o mundo.

Obama tenta proibir acesso a fotos de abusos

Presidente diz que divulgação de imagens de militares maltratando prisioneiros poderia desencadear reação hostil às tropas dos EUA

Democrata garante que militares retratados em atos condenáveis já são alvo de investigação;

ONG critica "falta de transparência"

DO "NEW YORK TIMES"

O presidente Barack Obama quer bloquear a divulgação de fotos que mostram militares americanos maltratando prisioneiros no Iraque e Afeganistão, por temer que as imagens possam desencadear uma reação hostil a tropas dos EUA. A decisão representa uma inversão em relação à decisão tomada no mês passado pelo Pentágono, que concordou em processo movido pela União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) em divulgar fotos que mostram incidentes em Abu Ghraib e outras prisões.

Na época, o presidente subscreveu a decisão, dizendo que concordava com a divulgação – que tinha até data prevista para acontecer: 28 deste mês.

Obama informou seus altos comandantes militares sobre sua decisão em reunião na Casa Branca anteontem. Várias autoridades militares haviam se posicionado contra a divulgação imediata das fotos, dizendo que isso poderia prejudicar soldados americanos em campo.

Ontem, em pronunciamento convocado para tratar da crise no Sri Lanka (leia à pág. A15), o presidente repetiu essa tese. Ele disse também que as fotos são menos dramáticas "especialmente quando comparadas às dolorosas imagens de Abu Ghraib", em alusão às fotografias divulgadas em 2004, que registram militares americanos torturando detentos na prisão iraquiana.

O presidente fez questão de enfatizar que os casos retratados nas imagens estavam sob investigação "bem antes de eu assumir o cargo" (em janeiro). E que foram aplicadas punições "quando apropriado". Obama encerrou suas declarações acrescentando que deixou "bem claro a todos na cadeia de comando das Forças Armadas dos EUA que o abuso de detentos mantidos sob custódia americana é proibido e não será tolerado".

No mês passado, o governo Obama divulgou memorandos da gestão George W. Bush autorizando o uso de técnicas de tortura em interrogatórios de suspeitos de terrorismo. Desde então, cresceu a pressão para que funcionários do último governo sejam responsabilizados na Justiça pelas práticas.

Críticas

A Aclu, autora do pedido de acesso às fotos, criticou a medida do presidente. "A decisão de suprimir as fotos é profundamente incoerente com a promessa de transparência que o presidente Obama fez inúmeras vezes", disse um advogado da organização, Jameel Jaffer.

À Justiça a entidade argumentara que revelar as imagens seria "crucial para ajudar o público a compreender a amplitude e escala dos abusos cometidos contra prisioneiros e também para responsabilizar altos funcionários por autorizarem ou permitirem tais abusos", disse Amrit Singh, que advogou pela Aclu no caso. Um alto funcionário do governo revelou que o presidente se reuniu com sua equipe jurídica na semana passada e concluiu que os interesses dos militares e do governo americanos não seriam atendidos com a divulgação das fotos.

Ele relatou que, como Obama seria o último a se desculpar pelas ações retratadas nas fotos, o Departamento da Defesa investigou os casos para apurar se os indivíduos foram punidos com prisão, expulsão das Forças Armadas ou outras penas. Funcionários da Casa Branca disseram que ontem seriam entregues documentos ao tribunal onde tramita o processo, apresentando a abordagem legal anunciada por Obama.

Em juízo, funcionários da Defesa se manifestaram contra a divulgação das imagens, ligadas a investigações feitas entre 2003 e 2006. Alegaram que a divulgação colocaria em perigo militares americanos no exterior e que a privacidade dos prisioneiros seria violada. Mas, ao confirmar a decisão de um tribunal inferior, a instância superior disse que o interesse público envolvido na divulgação das imagens pesava mais que um receio vago e especulativo de perigo para militares americanos ou violação de privacidade de detentos.

Um funcionário do Pentágono envolvido na discussão disse que as fotos mostram detentos em posições humilhantes, mas -a exemplo do que afirmou Obama- ressaltou que não são tão chocantes quanto fotos de abuso em Abu Ghraib.

Tradução de CLARA ALLAIN

Estratégia tem horizonte de 50 anos, diz Jobim no Clube Militar

Brasília, 11/5/09- O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na última quinta-feira (7/5), em palestra no Clube Militar (RJ), para oficiais da reserva, que a Estratégia Nacional de Defesa tem um horizonte de 50 anos e não pode ter seus objetivos e sua eficácia associados a problemas conjunturais brasileiros. A palestra atendeu a convite conjunto dos Clubes Militar (Exército), Naval (Marinha) e da Aeronáutica. Por mais de duas horas, o ministro apresentou as razões históricas que levaram à elaboração da Estratégia e em seguida debateu pontos do documento e da atuação do Ministério da Defesa na conjuntura atual.

O presidente do Clube Militar, Gilberto Figueiredo, considerou importante o debate do documento e apontou uma vantagem já obtida no processo de sua elaboração: “Já produziu frutos, o fato de o tema Defesa ser inserido na agenda nacional”.

Jobim iniciou a contextualização mostrando a relação entre os militares e o poder civil desde o tempo do Império e mostrou que, após o movimento de 1964, o general Humberto Castello Branco iniciou o processo de afastamento dos militares das atividades políticas. Internamente, esse processo deu-se com a limitação do exercício do generalato a um máximo de 12 anos; externamente, com a transferência automática para a reserva dos militares que passassem a ocupar cargos eletivos.

Esse processo aprofundou-se com a Constituição de 1989, que condicionou a atuação das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem à requisição por parte de um dos Poderes Constituídos - Executivo, Legislativo ou Judiciário. Jobim observou, no entanto, que os meios políticos civis procuraram manter distanciamento das questões militares, nesse período de redemocratização.

 

Mesmo após 1999, quando foi criado o Ministério da Defesa para, entre outras atribuições, dirigir as três Forças, essa dicotomia entre civis e militares continuou, com consequências negativas para as Forças Armadas. Como as políticas de Defesa eram vistas como políticas setoriais restritas aos militares, não havia empenho das lideranças políticas em superar os obstáculos para viabilizá-las, avaliou o ministro. “Políticas setoriais não comprometem a sociedade nem o Parlamento; seriam meros programas militares, e não da agenda nacional”, argumentou Jobim.

Por essa razão, a Estratégia Nacional de Defesa foi estruturada como uma diretriz de longo prazo das lideranças civis a ser executada pelos órgãos de governo, incluindo as atividades exclusivamente militares, a serem desempenhadas pelas Forças Armadas. Com isso, segundo Jobim, haverá um comprometimento da sociedade com os objetivos ali estabelecidos.

O ministro procurou mostrar também que a defesa nacional, na ótica da Estratégia, envolve muito mais que questões militares. “A questão da Defesa perpassa questões puramente militares e puramente do Ministério da Defesa”. A regularização fundiária da Amazônia foi citada por Jobim como uma das ações essenciais à defesa nacional, e que não é militar nem de responsabilidade direta do seu Ministério. “Sem isso, não tem investimento na região”, afirmou.

Uma das preocupações dos militares que participaram do debate com o ministro, foi com a exequibilidade dos objetivos da Estratégia, tendo em vista as restrições orçamentárias do governo federal. O ministro ponderou que as restrições são momentâneas, para um ou dois anos, e que a Estratégia tem um horizonte de 50 anos. Segundo ele, um erro recorrente da área de defesa foi o de não elaborar projetos por não se prever disponibilidade de recursos. “Não tem projeto, por que não tem recurso, e aí, não tem recurso por que não tem projeto”.

 

Houve também questionamentos sobre a atuação do Ministério da Defesa em relação às decisões sobre áreas indígenas. Na avaliação de alguns oficias da reserva presentes ao debate, a criação recente de algumas reservas, como a de Raposa Serra do Sol, comprometeria a segurança nacional, e a continuidade desse processo ameaça comprometer mais de 20% do território do Mato Grosso do Sul.

Jobim discordou dessa leitura e disse que a demarcação da área indígena é na verdade uma reafirmação do domínio da União sobre aquela área, com usufruto para brasileiros indígenas. E assegurou que nessas áreas as Forças Armadas podem exercer suas funções constitucionais e legais sem pedir autorização a ninguém. Jobim também explicou que não há o risco alegado ao território de Mato Grosso do Sul, pois o Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a área de Raposa Serra do Sol, estabeleceu normas para todas as demais demarcações. E uma das regras é que área demarcada não pode ser ampliada.

Texto: José Ramos
Fotos:Elio Sales
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

FAB já transportou 315 toneladas de ajuda aos flagelados das enchentes

Brasília, 13/05/2009 - Em atendimento a pedidos de órgão de Defesa Civil de Estados do Norte e Nordeste atingidos pelas chuvas e inundações das últimas semanas, a Força Aérea Brasileira (FAB), o Exército e a Marinha estão intensificando as ações na região. A FAB, que vem atuando por meio das bases de apoio de São Luís (MA), Rio Branco (AC) e Teresina (PI), já transportou, até o momento, 315 toneladas de alimentos, remédios, colchões e roupas. No total, três aeronaves C-130 e um helicóptero H-60 já voaram 193 horas em ações de apoio.

As aeronaves da FAB também transportaram pessoas que necessitaram de atendimento médico e equipes de resgate. Só para a base de apoio de São Luis, a FAB transportou uma equipe de 35 bombeiros de São Paulo.

Além das Três Forças, outras organizações preparam-se para somar apoio às populações afetadas pelas enchentes. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, aprovou nesta quarta-feira (13/05) pedido da Cruz Vermelha do Brasil, que solicita transporte das Forças Armadas para levar às cidades do Norte e Nordeste medicamentos, roupa e alimentos. A solicitação da Cruz Vermelha chegou ao Ministério da Defesa na última sexta-feira.

A Marinha vem prestando assistência às vítimas das enchentes em diversas comunidades ribeirinhas do Pará, na localidade de Esperantina, Piauí, e nas cidades de Trizidela do Vale, Alto Alegre e Pedreiras, Maranhão.

Nesse esforço, a Marinha utiliza equipamentos como lanchas de apoio e de ação rápida, flex boast, agências flutuantes e viaturas terrestres. No Maranhão e no Piauí há dois navios (Auxiliar Pará e Patrulha Parati) realizando missões de apoio às populações.

A Marinha também utiliza o helicóptero UH-12 para o transporte de medicamentos e alimentos, ações de busca e salvamento e para o reconhecimento visual de áreas alagadas. Até mesmo residências destinadas a militares da Marinha estão sendo utilizadas, em algumas cidades, para o abrigo da população atingida pelas cheias. Quartéis são também usados para o depósito e suporte de operações logísticas.

O resgate de pessoas em situações de perigo, especialmente às margens de rios, encontram-se entre as ações mais comuns realizadas pela Marinha.

O apoio do Exército, que começou em 12 de abril, em Altamira, Pará, envolve a mobilização de 19 militares do 51º. Batalhão de Infantaria da Selva. Já nas cidades de São Luis, São José do Ribamar, Pedreiras, Trizidela do Vale, Peritoró, Alto Alegre e Bacabal, no Maranhão, os trabalhos de apoio começaram em 24 de abril com foco no resgate de famílias atingidas pelas enchentes. Nesse tarefa, o Exército mobilizou 527 militares.
O Exército também vem atuando, desde 1º. de maio, em Açu, Pianguaçu e Alto Rodrigues, no Rio Grande do Norte, por meio de 16 militares, em tarefas de distribuição de cestas básicas aos desabrigados.

Em Imperatriz, Maranhão, desde 3 de maio, há 17 militares realizando resgates. Em Marabá, Pará, também há 51 militares realizando a mesma tarefa. Já nas cidades amazonenses de Tapuá, Santo Antonio do Iça, Itacoatiara, nova Olinda do Norte e Autazes, o trabalho de 15 militares do Exército é distribuir mantimentos às populações desabrigadas.

Os militares da área de engenharia do Exército estão instalando uma ponte metálica (modular Compact 200) no km 411 da BR 316, sobre o Rio Tapulo, em Peritoró, no Maranhão. Nessa tarefa, iniciada em 28 de abril, há 157 militares envolvidos. A ponte, desmontável, foi trazida da cidade de Cachoeirinha (RS), em quatro carretas. No total, o Exército mobilizou 802 militares para as atividades de socorro em 18 localidades.

Texto: José Romildo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa