30 julho 2010

Brasil prepara Sistema Nacional de Mobilização para situações de emergência

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil vai implementar o Sistema Nacional de Mobilização (Sinamob) que teve o seu regimento interno aprovado hoje (29) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. O sistema visa a enfrentar situações catastróficas, de crise internacional e de ameaças à soberania do país, para isso vai desenvolver planos estratégicos e utilizar os recursos humanos do Estado, como as Forças Armadas e defesas civis e até a população, em caso de necessidade.

Além do regimento, a lei de Mobilização Nacional já foi aprovada e regulamentada. Entretanto, para entrar em funcionamento, é necessária a aprovação da Casa Civil, depois disso, o sistema será implementado aos poucos.

De acordo com o secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, almirante Gilberto Hirschfeld, “[essa mobilização] sempre foi feita, mas era de modo desordenado. Agora, vamos tentar impor uma coordenação e aprender juntos”, disse.

A estrutura do Sinamob reúne dez ministérios, a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Segundo Hirschfeld, cada órgão tem uma responsabilidade específica. “Há um que trata de mobilização militar, outros que tratam de mobilização de política interna, política externa, ações sociais, tecnologia”.

Em uma situação de guerra ou catástrofe natural, a mobilização de meios adicionais será acionada quando o uso da logística não atender mais à necessidade do país. “A população será orientada por meio de divulgação. Vamos chamar as diversas instituições, cada um no seu subgrupo, para saber de que forma é que eles podem auxiliar”.

Um exemplo, segundo ele, é o transporte de pessoas em regiões atingidas por enchentes, como foi o caso dos estados de Alagoas e Pernambuco recentemente. “Se nós tivermos uma ferrovia que transporta minérios, vamos parar o transporte de minérios e transportar pessoas para tirá-las do local”.

O conflito assimétrico e o confronto entre nações

Monitor Mercantil

Os atos insanos perpetrados, simultaneamente, por terroristas talibãs, do grupo Al-Qaeda, em 11 de setembro de 2001, nas cidades de Washington e Nova York, fez surgir entre os estrategistas militares, um novo conceito de conflito para o século XXI: o "Conflito Assimétrico". Segundo esta nova concepção, os Estados, por mais poderosos que sejam, são vulneráveis a atos terroristas organizados globalmente por entidades não estatais difíceis de serem identificadas e localizadas.

Nenhum manual militar, no mundo ocidental, é capaz de indicar como combater o "conflito assimétrico global". Atualmente, os planejadores militares norte-americanos estão diante deste enorme problema. Ou seja, como dar uma pronta-resposta adequada a uma força terrorista que não somente está no Afeganistão, mas disseminada por vários países, como é o caso do Al-Qaeda e localizar e punir os líderes e seguidores de facções terroristas.

A assimetria do conflito não conseguiu negociar com o regime talibã para que entregasse Osama Bin Laden e seus auxiliares. A tribo religiosa talibã evadiu-se sem entregar os chefes do Al-Qaeda. Não foi como ocorreu na Sérvia, aonde os bombardeios de Belgrado destruíram a zona industrial e urbana, provocando o colapso da economia, ameaçando a viabilidade do Estado-Nação sérvio criando as condições inteiramente favoráveis à queda e entrega de Slobodan Milosevic.

Os EUA possuem, indubitavelmente, uma força militar que nenhum Estado adversário se atreveria a enfrentar. Porém, na atualidade, o inimigo não é estatal e completamente visível. Nem mesmo o colapso do regime talibã ou a morte de Bin Laden garantem que o conflito assimétrico seja descontinuado já que o nebuloso grupo Al-Qaeda e outras organizações terroristas islâmicas estão, no momento, adormecidos no seio de muitas sociedades democráticas ocidentais e podem, a qualquer momento, ativarem-se para cometer atos insanos de terror utilizando-se de serviços e tecnologias locais.

O coordenador do Departamento Contra o Terrorismo dos Estados Unidos considera que o Al-Qaeda, na atualidade, opera em mais de 50 países.

Enquanto existir falta de democracia, ressentimento nacional, fanatismo religioso, explosão demográfica e extremada pobreza, qualquer potência ocidental será vulnerável porque suas sociedades democráticas e globalizadas podem ser infiltradas por grupos terroristas que, segundo especialistas da ONU, podem chegar a usar armas químicas e bacteriológicas. Frente a esta nova modalidade de conflito não existem as categorias de megapotência ou superpotência, que somente são válidas para o caso de conflitos armados entre Estados.

Uma das consequências mais interessantes deste "conflito assimétrico" é a mudança dos tradicionais enfoques geopolíticos e geoestratégicos. A Rússia tem se aproximado da Otan disposta a ajudar os EUA. Recentemente, o presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou que a batalha contra o terrorismo islâmico é também de seu país, legitimando, assim, sua dura ação na Chechênia e conseguindo, ainda, que os EUA e a Alemanha solicitem que os rebeldes chechenos deponham suas armas. Ademais, começou a insinuar algo antes impensável, ou seja, que a Rússia poderia ser admitida como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Com isto, verifica-se que desde o ataque japonês a Pearl Harbor, os Estados Unidos e a Rússia nunca haviam se aproximado tanto em face de um inimigo comum.

Uma das maiores transformações geopolíticas está ocorrendo na Ásia Central. O Paquistão que claramente apoiava os talibãs, inclinou-se para os EUA, distanciando-se, assim, dos guerrilheiros islâmicos que o ajudavam, na Cachemira, contra a India. Os EUA, apesar do perigo de uma guerra nuclear entre a India e o Paquistão, suspendeu as sanções contra ambos. O Irã, um Estado considerado como terrorista pelos estadunidenses, criticam - veementemente - os ataques terroristas a Nova York e Washington. As ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central: Cazaquistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, que encontravam-se na zona de influência da Rússia, apóiam, agora, os Estados Unidos. E mais, o Tadjiquistão permitiu que os norte-americanos instalassem uma base militar com tropas especiais em seu território. Antes, por temor à Rússia, isto seria impossível.

A China, tão ciosa de sua influência na Ásia Central, devido aos transtornos advindos de separatistas islâmicos em Sinkiang, aceitou, pela primeira vez na história, a presença militar dos Estados Unidos nessa região. A Ásia Central que não era uma zona de preocupação, desde a época de Gengis Khan, foi convertida  em epicentro de uma série de jogos diplomáticos que, fatalmente, terá incríveis consequências estratégicas no futuro.

Outro notável ponto a destacar deste conflito é a nova atitude dos EUA com relação à ONU. A organização voltou a ser importante para o país hegemônico, já que pode servir de instrumento para fomentar uma duradoura coalizão antiterrorista. Consequentemente, a superpotência passou a pagar as suas dívidas com a Organização e tem dado total apoio ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral para que os mesmos se ocupem do terrorismo internacional.

Faz-se mister ressaltar que o conflito assimétrico está mudando a estratégia financeira dos países mais ricos do mundo (G-8). Começou-se a combater os antes intocáveis paraísos fiscais e bancários globais que nada mais eram do que "lavadoras" de dinheiro duvidoso. O sigilo bancário e os principais postos financeiros do mundo começaram a ser questionados. Entabulam-se medidas para estabelecer uma coalizão financeira global para reprimir contas bancárias suspeitas e criar uma eficaz legislação internacional para congelá-las, se for o caso.

Hoje, a mesma idéia de globalização que implica em mover pessoas, bens e serviços, em escala planetária, da maneira mais livre possível, sofre as consequências do "conflito assimétrico". A mobilidade irrestrita dos fundos financeiros globais começa a ser afetada. Também os controles das fronteiras nacionais, portos e aeroportos, afetam a circulação de pessoas, mercadorias e serviços, dado o rigor que os Estados passaram a exercer no exercício dessas atividades.

Para conseguir êxito no conflito assimétrico não basta a exibição do músculo militar. Necessita-se de enfoques políticos e diplomáticos sofisticados porque o inimigo invisível tem como munição inesgotável um ódio irracional alimentado por interpretações teológicas apocalípticas, que são consequência da falta de diálogo, de democracia, de compreensão e da abundante pobreza.

Por tudo isso, o êxito contra o terrorismo global dependerá, fundamentalmente, de três ações simultâneas por parte da megapotência (Estados Unidos), e das superpotências do mundo ocidental: em primeiro lugar, que se castigue os que cometem terrorismo qualquer que sejam seus motivos, crenças e objetivos. Segundo, que esta luta não afete o avanço da democracia no mundo, a defesa dos direitos humanos e a globalização da Justiça. Terceiro, que se realize - com a urgência que o assunto requer -, um esforço concentrado da Organização das Nações Unidas para terminar com mais de meio século do confronto no Oriente Médio, através da criação do Estado Palestino e, desta forma, consiga-se desmantelar o principal indutor da violência, frustração e fanatismo que estão alimentando este novo tipo de conflito, no alvorecer deste século XXI.

Manuel Cambeses Júnior
Coronel-aviador; membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e vicediretor do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Santa Maria terá centro de simulação

Zero Hora

O Comando do Exército brasileiro autorizou a licitação para a instalação de um centro de simulação de artilharia de campanha em Santa Maria, o Regimento Mallet (o 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado).

A proposta é que seja um centro com alta tecnologia. Similar a este será instalado um na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). O centro de simulação, além de proporcionar um treinamento capacitado, reduz as despesas com munição, combustíveis, equipamentos e materiais em geral.

Desembarque na praia vira atração no ES



Bruno Boghossian / ITAPEMIRIM (ES) - O Estado de S.Paulo

Na manhã da sexta-feira da semana passada, quando dirigia seu Gol 96 à beira da Praia de Itaoca, em Itapemirim, no sul do Espírito Santo, o motorista Marco Antônio de Souza decidiu parar por alguns minutos para observar o gigantesco navio de desembarque de carros de combate que se aproximava da areia.

"Parecia que aquele monstro ia invadir a praia e encalhar. Nunca tinha visto uma coisa daquelas", contou.

Pouco depois, ele e outros curiosos viram o navio Mattoso Maia estender sobre a praia uma enorme rampa, por onde desembarcaram toneladas de equipamento e dezenas de fuzileiros navais que participavam dos exercícios conjuntos das Forças Armadas no litoral sul capixaba.


Atração. O vaivém de embarcações, helicópteros e carros militares virou atração para muitos dos 35 mil habitantes locais, que só tinham visto operações de batalha pela TV. Além disso, milhares de pessoas também aproveitaram os serviços do hospital de campanha montado no município - o mesmo que foi emprestado ao Chile depois do terremoto deste ano.

A estrutura atende os militares feridos durante a operação e é utilizada para avaliar a capacidade de mobilização dos militares em situações reais de combate. Durante as operações, os militares estendem o atendimento médico gratuito à população local, com clínicas odontológicas, pediátricas, oftalmológicas e laboratórios.

"Há uma carência por alguns desses serviços no município, então aproveitamos para oferecê-los aos moradores", afirma a encarregada pelo hospital, a capitã de corveta Carla Marcolini.

Exercício militar foca proteção do pré-sal

Operação Atlântico 2 mobilizou 10 mil homens das 3 Forças durante 12 dias


Bruno Boghossian ITAPEMIRIM (ES) - O Estado de S.Paulo

Depois de simulações que incluíram uma operação de resgate em uma plataforma de petróleo, um desembarque-surpresa no litoral capixaba e a ocupação estratégica do arquipélago de Fernando de Noronha, termina hoje o maior exercício conjunto já realizado pelas Forças Armadas - o primeiro com foco na defesa dos poços da camada pré-sal.

Por 12 dias, cerca de 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica enfrentaram situações de ameaça criadas especialmente para a Operação Atlântico 2 em uma área que vai do litoral paulista ao arquipélago de São Pedro e São Paulo (1.010 km a nordeste de Natal). A região, que faz parte da chamada Amazônia Azul, foi escolhida por abrigar portos estratégicos, usinas nucleares e reservas gigantescas de petróleo.


"A defesa da Amazônia Azul deveria se transformar em uma das prioridades da Nação. Se nós confirmarmos a magnitude das reservas de petróleo na camada pré-sal, o Atlântico Sul passa a ser uma área de interesse dos grandes atores globais", avalia o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante de esquadra Álvaro Augusto Dias Monteiro.

Em um dos exercícios, um grupo de mergulhadores de combate da Marinha usou cordas para descer rapidamente de um helicóptero Super Puma sobre a plataforma P-43 da Petrobrás, na Bacia de Campos, com o objetivo de prender terroristas e resgatar reféns com vida. No centro de operações montado no Rio, comandantes monitoravam cada ação a distância e orientavam a reação dos criminosos com equipamentos de videoconferência.

As Forças Armadas também simularam cenários de ameaça aos campos de petróleo do Sudeste - rapidamente protegidos por navios prontos para reagir a ataques de forças hostis - e o desembarque de tropas no arquipélago de Fernando de Noronha, cuja ocupação imediata é considerada essencial para a defesa do território brasileiro.

Fuzileiros. Durante a Operação Atlântico 2, o Corpo de Fuzileiros Navais assumiu a responsabilidade por parte das ações que exigem movimentação ágil e precisa. Nas primeiras horas da manhã do dia 23, seis carros anfíbios desembarcaram rapidamente na Praia de Itaoca, litoral sul do Espírito Santo. Em pouco tempo, um grupo de fuzileiros percorreu quase 7 quilômetros e derrotou sequestradores que haviam tomado uma cooperativa de pesca na região.

"O Corpo de Fuzileiros Navais é uma tropa muito peculiar por sua característica expedicionária, que permite atuar fora de suas bases e em condições austeras", explica o comandante Dias Monteiro.

"Como as tropas são leves, o deslocamento e a ocupação rápidos são típicos dos fuzileiros."

Ao fim do exercício, o Ministério da Defesa pretende avaliar em detalhes a capacidade de integração das três Forças em operações conjuntas.

Balanço

"A operação atendeu plenamente seu propósito, mas mostrou que o Brasil tem vulnerabilidades que demandam decisões políticas", diz o comandante dos Fuzileiros Navais, Dias Monteiro

Gates: vazamento de dados pode ter graves consequências para as tropas

Pentágono analisa documentos para saber se informantes foram identificados


O Globo

WASHINGTON e CABUL. Na sequência da polêmica sobre os 92 mil documentos relacionados à guerra no Afeganistão vazados ao site Wikileaks, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse ontem que a divulgação das informações poderá ter consequências potencialmente graves para as tropas dos Estados Unidos e seus aliados. Ele afirmou ter solicitado ao FBI (a polícia federal) que colaborasse na investigação criminal e apertou o cerco contra o acesso à área de informações sigilosas.

— As consequências no campo de batalha depois do vazamento desses documentos são potencialmente graves e perigosas para as nossas tropas, nossos aliados, os parceiros afegãos, e podem danificar nossas relações e reputação naquela parte importante do mundo.

Mais cedo, o Pentágono informou que revisa as dezenas de milhares de documentos confidenciais para determinar se informantes afegãos foram identificados e se estão correndo risco de vida após a divulgação.

EUA têm objetivo certo com a guerra, diz Biden

Segundo o porta-voz do Pentágono, David Lapan, uma equipe que avalia as informações ainda não chegou à conclusão final, mas “em geral nomes de pessoas poderiam causar problemas — tanto para a segurança física quanto para a motivação ao apoio às forças de coalizão ou ao governo” afegão.

Ontem, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse que seu país estava no Afeganistão para derrotar a al-Qaeda nas áreas fronteiriças com o Paquistão.

— Estamos no Afeganistão por um motivo: a al-Qaeda. Nós não estamos lá para construir uma nação. Não estamos lá decidindo que vamos tornar isso uma democracia Jeffersoniana e construir um país — afirmou Biden, durante o programa “Today”, da emissora NBC.

Em Cabul, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que a divulgação dos nomes dos afegãos é “extremamente irresponsável e chocante”.

— (Não importa) se os indivíduos atuaram legítima ou ilegitimamente na prestação de informações. Suas vidas agora estarão em perigo. Sendo assim, consideramos extremamente irresponsável e um ato que não se pode ignorar.

29 julho 2010

Colômbia recebe o primeiro Airbus Military CN235-300 MPA

DefesaNet

A Marinha da Colômbia recebeu hoje (28Jul10) o primeiro CN235-300 MPA (Maritime Patrol Aircraft). O avião está equipado com  o sistema de missão desenvolvido pela  Airbus Military -  Fully Integrated Tactical System (FITS), que  apresenta os dados captados por uma ampla gama de sensores aos dois operadores táticos e aos dois pilotos em uma forma intuitiva e prática.

A suite de sensores inclui um radar de busca, o qual pode localizar e identificar navios, e um sistema automático de identificação.  Uma câmara de imagens térmicas captura as imagens e o avião é equipado para realizar gravações de vídeos para registros posteriores.

O CN235-300 MPA da Colômbia está qualificado para realizar missões de vigilância militar assim como missões de monitoração nas ZEE – ( economic exclusion zone), controle de pesca e interdição marítima assim como missões públicas incluindo Busca e Salvamento (SAR).

O CN235-300 MPA é o terceiro avião da Airbus Military que a Marinha da Colômbia adquiriu. Há dois  CN235-200 MPA já em operação. As Forças Armadas da Colômbia são familiares com as capacidades dos aviões de transporte leve e médios da  Airbus Military. A Força Aérea da Colômbia opera quatro C295 e três CN235.

Até esta data a  Airbus Military, líder mundial em aeronaves de transporte leve e medias capacidades, vendeu  202 CN235 para  31diferentes operadores. Destes 32 são na versão MPA e muitos outros estão sendo atualizados de uma versão prévia de configuração de transporte.

O CN235

Capaz de transporter até seis toneladas de carga paga e uma velocidade de cruzeiro máxima 240 kt (450 km/h), o  CN235 tem a capacidade de decolar e aterrisar em pistas semi-preparadas graças às característricas Short Take Off and Landing (STOL) e ao resistente trem de aterrisagem com os pneus em tandem de baixa pressão.

Sua excelentes qualidades de manuseio e alta manobrabilidade  e a rápida resposta dos motores (dois General Electric GE CT7-9CE-3, 1750 shp) permitem operar de forma segura em missões críticas a baixa altitude. Excelente confiabilidade e apoio resultam em uma alta disponibilidade e um baixo custo operacional (life cycle cost - LCC) comparado aos aviões de sua classe.

Porta-aviões ‘São Paulo’ volta ao mar

Poder Naval


O navio-aeródromo São Paulo (A12) suspendeu hoje do AMRJ para testes de mar. O Poder Naval fez um plantão no Leme esperando a saída do navio para fotografá-lo até as 15h, mas ele ainda permanecia no interior da Baía.

O navio-aeródromo (NAe) São Paulo (ex-PA Foch) operou na Marinha do Brasil, ininterruptamente, de 2001 até 2005, quando ocorreu o rompimento em uma rede de vapor principal, o que determinou a sua parada para a realização de reparos.

Em função da extensão dos serviços a serem realizados e o tempo necessário à sua consecução, bem como da programação de futuros períodos de manutenção do navio, diversos outros serviços foram oportunamente antecipados, em face da necessidade de sua imobilização. Dessa forma, compatibilizou-se a manutenção corretiva com a preventiva, decorrente do número de horas de funcionamento de determinados equipamentos e sistemas.

Em outubro de 2007, alguns serviços foram concluídos e o navio iniciou suas provas de mar, quando foi constatada uma avaria no eixo propulsor de boreste, cujo reparo culminou na sua substituição. O período de tempo necessário ao serviço do eixo, cerca de um ano, permitiu a execução de outros serviços de manutenção e a modernização de alguns sistemas componentes da planta propulsora e catapultas. De um modo simplificado, podemos resumir as obras, em cinco grupos, assim discriminados:

I – Praças de Máquinas – revisão das turbinas de propulsão do eixo de bombordo; reparos de turbo-geradores, que são as principais fontes de energia elétrica; e reparo da maioria das bombas principais do Navio.

II – Praças de Caldeiras – duas caldeiras foram retubuladas completamente. Para se ter uma idéia, são cerca de 1.500 tubos por caldeira. Uma delas ficou pronta no fim de abril e a outra em julho de 2009.

III – Catapulta lateral – a catapulta lateral está sofrendo uma revisão geral com a troca de inúmeras peças do seu aparelho de força, aquele que impulsiona a aeronave; reforço em sua estrutura; e verificação de todo circuito vapor. A previsão de término do reparo é para 15 de julho de 2010.

IV – Condensadores principais – estão sendo realizados serviços de reparo no engaxetamento (vedação) dos 19.700 tubos, pertencentes aos dois condensadores principais do Navio. A previsão de término é para julho de 2010.

V – Outras obras – foram modernizadas as quatro unidades de resfriamento principais, para melhorar o sistema de condicionamento de ar do navio. Foram, também, substituídos três motores de combustão, responsáveis por parte da geração de energia, bem como foram instalados grupos de osmose reversa, responsáveis pela produção de água doce.

CH-53 israelense cai na Romênia com 7 a bordo

Países realizam exercícios militares conjuntos; 4 corpos já foram encontrados, segundo mídia local


Poder Aéreo


Um helicóptero militar israelense com sete soldados caiu em uma área montanhosa no centro da Romênia durante um exercício militar conjunto, afirmaram nesta segunda-feira, 26, o Ministério de Defesa romeno e o Exército israelense.

A queda ocorreu nas montanhas Carpathian, no condado de Brasov, 150 km ao norte de Bucareste.

O canal romeno Realitatea afirmou que equipes de resgate encontraram quatro corpos no local da queda na região da Transilvânia, mas não especificaram suas nacionalidades. As buscas pelas outros três tripulantes continuam.

O Ministério de Defesa afirmou que o helicóptero CH-53 que transportava seis soldados israelenses e um romano perdeu contato com centro de controle de exercícios no meio-dia da segunda. A causa do acidente ainda é desconhecida.

O Exército israelense declarou que enviou um avião para a Romênia com equipes médicas e de resgate. Os serviços militares dos dois países irão investigar a queda.

A força aérea israelense treina na Romênia e em vários outros países para aprender a lutar em países estrangeiros, segundo um oficial israelense.

“A mobilização na Romênia é útil para as várias ameaças e desafios terrenos que as forças de defesa israelenses irão provavelmente enfrentar em um conflito futuro”, disse a fonte.

OGMA modernizará três P-3C da FAP

Acordo feito com a Lockheed transfere para a companhia portuguesa parte dos trabalhos


Poder Aéreo


A OGMA vai assumir a responsabilidade pela modernização de três dos cinco aviões P-3C Orion da Força Aérea, após acordo com o fabricante Lockheed Martin (EUA), segundo um despacho publicado em Diário da República.

O contrato de modernização destes aviões de patrulhamento marítimo foi assinado em 2007 e previa que os trabalhos se realizassem nos EUA, o que ocorre com duas das aeronaves. O aditamento publicado segunda-feira no jornal oficial transfere para a fábrica da OGMA, em Alverca, a responsabilidade pela modernização dos restantes três P-3C Orion.

Este acordo da OGMA com a Lockheed Martin representa um novo negócio entre as duas empresas em matéria de aviões militares para a Força Aérea, depois do celebrado para a modernização dos caças F16, embora o ramo militar seja responsável – através das oficinas na base aérea de Monte Real – por parte importante desses trabalhos.

A OGMA, que ocupa um lugar central no cluster aeronáutico que Portugal quer desenvolver, é detida em parte pelo construtor brasileiro Embraer – que anunciou no fim-de-semana, no salão aeronáutico de Farnborough (Reino Unido), ter assinado o fornecimento de 28 aviões de transporte militar KC-390 à Força Aérea do Brasil.

Esse novo aparelho é visto pela Embraer como o sucessor dos aviões militares C-130 (de fabrico americano), face aos muitos problemas com o sucessor C-130J e aos atrasos na produção do europeu A400M. Recorde-se que muitos Hércules C-130 vão atingir o limite de vida útil esta década.

Portugal surge como um dos principais candidatos a participar na construção do KC-390, através das duas fábricas que a Embraer começa a construir em Évora a partir de Novembro. Em princípio, o acordo formal da entrada de Portugal nesse processo industrial deverá ser assinado em Lisboa, em Setembro, quando o ministro da Defesa brasileiro visitar Portugal.

Segundo disse o presidente da Embraer Europa, em Farnborough, as obras em Évora ficam concluídas no final de 2011 e a produção começa a partir de 2012. “A produção das fábricas estará em full power em 2013″, precisou Luiz Fuchs, sobre um projecto de 150 milhões de euros e que criará 600 postos de trabalho altamente qualificados. “A Embraer está a cada ano mais envolvida com Portugal”, frisou Fuchs.


O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, congratulou-se com o início da construção das fábricas, pois são investimentos-âncora que podem atrair novos projectos aeronáuticos para o concelho.

Com Lusa
FONTE: DN Portugal

Entregue primeiro Super Hornet com componentes ‘made in India’

Poder Aéreo


A companhia norte-americana Boeing entregou à US Navy o primeiro caça F/A-18 Super Hornet com peças produzidas na Índia. O evento ocorreu no último dia 20 de julho, mas só foi anunciado pela companhia ontem, segunda-feira.

O F/A-18 entregue possui a porta de acesso ao compartimento do canhão Vulcan M61A2 produzida pela Hindustan Aeronautics Limited (HAL), empresa indiana baseada em Bangalore. “A [fabricação da] porta de acesso ao compartimento do canhão é o primeiro contrato militar entre a Boeing e a HAL. É fruto direto do comprometimento industrial da Boeing na Índia, que inclui a criação de empregos em companhias locais”, informou o comunicado da empresa.

Até o momento a HAL já produziu e encaminhou cinco portas de acesso semelahntes e outras 13 serão produzidas em breve. A contratação da fabricaçaõ de um novo lote é esperada para breve pela HAL. Outra companhia que também fabrica este mesmo componente é a AERO Vodochody da República Tcheca, que já entregou mais de 300 destas peças.

As duas companhias já trabalham em parceria para a produção do futuro avião de patrulha marítima P-8I Poseidon, encomendado pela Marinha da Índia, e o jato comercial Boeing 777.

Representantes da companhia norte-americana correram para informar que o contrato em andamento com a HAL não tem nenhuma relação com a concorrência internacional MMRCA para a aquisição de aproximadamente 126 caças para a Força Aéera da Índia, onde o Super Hornet da Boeing é um dos participantes.

FONTE: Boeing

Assinado acordo para a venda de jatos Yak-130 para a Líbia

Poder Aéreo


A Líbia vai adquirir um pequeno número de jatos de treinamento russo Yak-130, informou um executivo da empresa russa Rosoboronexport no final da Feira Aeroespacial de Farnsborough 2010. A notícia já havia sido dada no final do ano passado e a confirmação da assinatura veio somente agora.

“Nós confirmamos a assinatura de contratos para o fornecimento de seis jatos de treinamento Yak-130, além de helicópteros para a Líbia”, informou Sergei Kornyev. “Olhamos para este mercado com muito otimismo e não pretendemos abandonar nossas posições “, completou.

Pelo contrato assinado a Irkut entregará os dois primeiros Yak-130 em 2011 e o restante no ano seguinte. Desta forma, a Líbia passa a ser o terceiro país a optar pelo LIFT russo.

O Yak-130 foi selecionado pela Força Aérea Russa como o seu futuro jato de treinamento/ataque leve e atualmente passa por uma série de ensaios em voo. A Rússia espera contar com cerca de 150 unidades novas num futuro próximo.

O jato de treinamento também foi escolhido pela Força Aérea da Argélia e as primeiras unidades deverão ser entregues em 2011.

Com informações da RIA Novosti

MiG-35 passou em todos os testes na Índia

Informação foi dada por representante da Rosoboronexport


Poder Aéreo



Autoridades da Rússia informaram nesta segunda-feira que o caça MiG-35 passou em todos as avaliações técnicas feitas pela Força Aérea da Índia e preenche todos os requisitos daquela força para a concorrência do MMRCA.

“Os requerimentos são bastante rígidos, mas nós já passamos por três avaliações técnicas e acreditamos que a aeronave ofertada corresponde totalmente às necessidades”, informou o executivo da Rosoboronexport, Seguei Kornyev.

As declarações de Kornyev ocorreram em um momento onde a Índia prepara o documento que listará as aeronaves (‘short list’) para a próxima etapa do processo. Acredita-se que a ‘short list’ do MMRCA seja feita ainda esta semana.


“Acreditamos que a nossa participação nesta concorrência vai até o final e esperamos vencê-la”, disse Kornyev.

FONTE: Hindustan Times

Inverno de descontentamento para as forças militares europeias

Poder Aéreo

Londres vai decidir, em setembro, onde o machado irá atuar na Defesa, área que mais gasta na Europa e que está sob pressão cada vez maior. Graves cortes e atrasos são inevitáveis, caso os governos decidam apertar os cintos.

Liam Fox, o secretário de Estado britânico para a Defesa, utilizou os palanques do show aéreo de Farnborough para reiterar que não há, para o setor de Defesa do Reino Unido, para o Ministério, as Forças Armadas e Indústria outra alternativa senão implementar mudanças.

Fox, em uma palestra, disse à platéia de industriais da área de defesa que “o programa atual de defesa é completamente inviável, especialmente se tentarmos fazer o que precisamos fazer no futuro e, ao mesmo tempo, continuarmos os programas que iniciamos no passado.”

Berlim e Paris estão enfrentando desafios orçamentários semelhantes, estando seus planos de gastos atualmente em revisão. Os programas pan-europeus atingidos pela crise incluem o Airbus Military A400M, cujas negociações contratuais deverão se arrastar até o quarto trimestre.

Londres planeja tornar públicos os resultados da sua revisão da Estratégia de Defesa e Segurança (“Strategic Defense and Security Review – SDSR”) no final de outubro. O resultado das deliberações em todas as três capitais europeias terá ramificações de longo alcance para a defesa do Continente e para a indústria aeroespacial.

Fox está requerendo que o Governo renove também a Estratégia Industrial de Defesa (“Defence Industrial Strategy – DIS”) após concluir sua revisão estratégica. Ele diz que um documento de consulta sobre a estratégia deve ser publicado ainda este ano, com a DIS sendo completamente revista, em sequência, no outono de 2011.

A estratégia industrial foi lançada em dez 2005, com expectativas de que seria atualizada em 2007/2008. Nos últimos 24 meses, como a necessidade de uma revisão da Defesa do Reino Unido tornou-se cada vez mais clara, qualquer modificação da DIS faria sentido apenas após a revisão da estratégia de Defesa. A Indústria, porém, quer ver os dois documentos publicados, se possível, ao mesmo tempo.

Ian King, diretor executivo da BAE Systems e presidente do Conselho da Indústria de Defesa, diz que “uma nova DIS é fundamental.” Complementando o discurso de Fox, King disse que havia “necessidade de uma estratégia clara, coerente.”

Comentando sobre o esforço relativo à SDSR, Fox advertiu que, “sem contenção de custos nos programas atuais, não temos outra opção a não ser realizar cortes nos programas em curso ou reduzir o investimento em programas futuros.”

Embora o Governo não tenha identificado programas específicos como vulneráveis, Fox destacou que “temos de reduzir o número de frotas diferentes que fornecem a mesma capacidade, porque não podemos nos dar ao luxo e suportar múltiplas cadeias de abastecimento, a formação da infraestrutura e os custos associados.”

Fox, na semana passada, usou o exemplo da frota de transporte aéreo da Royal Air Force, que, segundo os planos atuais, irá adicionar o A400M às aeronaves Boeing C-17 e Lockheed Martin C-130J já em serviço. No Parlamento, já foi sugerido que o C-130J poderia ser retirado de serviço com antecedência em relação à data prevista de 2030.

Um aspecto de discussão, no entanto, é saber se o A400M será capaz, devido ao seu tamanho, de cumprir requisitos das forças especiais ora atendidos pela frota de Hércules. Um número cada vez menor C-130K provê atualmente essa capacidade, que está em vias de ser transferida para parte da frota de C-130J.


Uma retirada de serviço antecipada para as frotas de Harrier GR9 e Tornado GR4 também está sendo considerada. O futuro em longo prazo das aeronaves Typhoon Tranche 1 da Força Aérea também pode ser analisado, dado que esta versão vai exigir uma modernização de “meia-vida” no final desta década.

A Alemanha também está estudando efetuar cortes no número de aeronaves e helicópteros, uma vez que luta com o seu orçamento de defesa. Políticos italianos, entretanto, indicaram que a Itália é a mais recente nação que está planejando abandonar a produção do Tranche 3B.

Apesar de que a SDSR possa ser um “bastão” na área financeira, Fox está oferecendo para a indústria uma “cenoura”, com o apoio do Governo na área da exportação. A parte governamental do acordo a ser alcançado, disse Fox, é que “o Governo britânico vai apoiar a Indústria de defesa do Reino Unido como um ativo estratégico; vamos apoiar o esforço de exportação com um programa ativo e inovador na diplomacia da defesa.”

Comentando sobre o A400M, Louis Gallois, CEO da EADS, disse que acredita que a indústria terá que esperar mais alguns meses antes de que um seja estabelecido um novo contrato para o Projeto.

Em março, os governos parceiros e representantes da Indústria chegaram a um acordo sobre o caminho a seguir relativo aos três anos de atraso e ao orçamento ultrapassado do Projeto, mas isso ainda não foi traduzido em ações concretas. A Airbus Military estava esperando que um novo contrato pudesse ser estabelecido em meados deste ano, mas isso não aconteceu.

Gallois não acredita que um contrato possa ser concluído antes do outono. As negociações continuam e, segundo ele, todos estão aderindo aos termos do acordo de março, embora advirta que isso pode mudar.

O ambiente orçamentário cada vez mais sombrio também está forçando as empresas a repensar estratégias. Por exemplo, a EADS deverá intensificar os esforços para globalizar, diz Stefan Zoller, CEO da Divisão de Segurança e Defesa daquela empresa.

Gallois sugere um prazo para a discussão, ressaltando que terão provavelmente 3 a 4 anos difíceis pela frente.
Não se sabe quão profundamente a crise do orçamento europeu vai afetar a EADS e os mercados de defesa em geral.

Os cortes no orçamento da defesa do Reino Unido podem chegar a 20%. A Alemanha está-se preparando para reduzir pelo menos 4 bilhões de Euros (US$ 5,1 bilhões) e a França prevê uma redução de 3 a 5 bilhões de Euros. A Espanha visa uma redução de mais de 6% nos gastos.

Mas Zoller observa que “é evidente que os mercados europeus vão diminuir ou ficar estáveis, na melhor das hipóteses.” Como resultado, “temos que ir onde está o dinheiro, e o dinheiro está em todo o Mundo”; diz ele, referindo-se à Índia, ao Brasil e ao Oriente Médio.


“Eles têm um grande mercado em desenvolvimento”. Para o seu negócio, Zoller diz que isto significa que “temos de ser mais globais e temos que fazer isso mais rápido do que havíamos imaginado”. “Para ser bem sucedida, a indústria deve-se concentrar na construção de acordos com empresas e países, para ajudá-los a fazer crescer as respectivas capacidades industriais”.

Zoller também espera que as empresas dos Estados Unidos passem a perseguir esses mercados de forma mais agressiva, uma vez que as despesas do Pentágono estão estacionando.


Quanto aos mercados europeus, Zoller diz que, em curto e médio prazo, serão turbulentos, na medida em que os orçamentos e as forças são reestruturados. No entanto, ele vê um resultado global positivo. “A reestruturação atual das forças irá, no longo prazo, apoiar o nosso negócio”, pois levará a clientes saudáveis.
No entanto, ele observa que “temos de gerenciar os efeitos imediatos, interinos.”

A Alemanha pode ter cortes significativos em suas forças armadas como, também, enfrenta problemas com orçamento.

Gallois sugere que o foco sobre os serviços poderá contribuir para atenuar as pressões orçamentais de curto prazo.

“Eu acho que podemos propor soluções inovadoras para permitir aos governos economizar dinheiro, mas, ao mesmo tempo, proporcionando a capacidade que precisamos.”

Enquanto isso, o Ministério da Defesa da França enfrentará um corte de curto prazo de 3,5 bilhões de Euros, durante os próximos três anos, para ajudar a reduzir o crescente déficit do país. Embora este corte seja inferior àquele de 5 bilhões de Euros inicialmente previsto, ele será orientado diretamente ao hardware. Além disso, um desempenho econômico inferior ao esperado poderá aumentar este montante mais tarde, alertam executivos do setor.

O consenso é de que pelo menos algumas compras de alto valor serão adiadas, e programas existentes terão prazos dilatados.


O ministro da Defesa francês, Herve Morin, disse a uma Assembléia Nacional de Defesa, em 7 de julho, que o programa para o reabastecedor multitarefa (MRTT); a modernização dos Mirage 2000D; a atualização do sistema de comando e controle aéreo (SCCOA); juntamente com a rede de satélites de inteligência de sinais CERES, estariam entre os programas suscetíveis de adiamento.

Todos esses sistemas são cobertos pelo plano plurianual de gastos de defesa 2008/2013 e pelo livro branco de defesa de 2007 no qual aquele se baseia.

Funcionários da Defesa insistem que o Ministério vai fazer todo o possível para preservar as prioridades do livro branco e informam que a decisão final não é esperada antes de setembro/outubro, quando a proposta de orçamento para o próximo ano deverá ser apresentada.

A Força Aérea Francesa diz que a modernização do Mirage 2000D, que se destina a fornecer à aeronave uma capacidade ar-ar e prolongar a sua vida para 2025, é necessária para manter a capacidade mínima de aeronaves de combate. Apenas 83 caças de nova geração Rafale estarão disponíveis em 2013 e em torno de 130 no final da década.

Um atraso no MRTT pode ser politicamente muito sensível, pois pode afetar a capacidade da França para reabastecer seus aviões de ataque nuclear.

FONTE: Aviation Week / TRADUÇÃO: Justin Case 

Ministério da Defesa elogia tecnologia robótica da Unifor

Visita abre possibilidades para promissores projetos de parceria entre o governo e a Universidade

MARCUS PEIXOTO - Diário do Nordeste

A pesquisa e o desenvolvimento da robótica na Universidade de Fortaleza (Unifor) tem despertado o interesse não apenas de segmentos civis, como também militares. Foi o que mostrou a visita do diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, major-brigadeiro-doar, Álvaro Knupp dos Santos, durante visita feita à Unifor e à empresa Armtec, que vem desenvolvendo projetos no segmento da cibernética em parceria com a instituição de ensino superior.

Inclusive, a cibernética voltada para ações terrestre e aquática também poderá se estender para veículos aéreos não tripulados. Essa possibilidade foi revelada, ontem, pelo representante do Ministério da Defesa. De acordo com Knupp - que esteve acompanhado dos assessores major-aviador Reginaldo Pontirolli e Davi Santiago de Macedo -, a experiência vista na Unifor será objeto de um relatório que desponta para uma sólida parceria entre a Universidade e aquele ministério. 

Protótipos

Durante a prospecção, o diretor de Ciência e Tecnologia e seu staff conheceram os protótipos dos robôs Caipora - com finalidades diversificadas, desde o combate a incêndio à logística de fábricas - e ainda o Samba, que é um submarino para avaliação de meio ambiente e operações de manutenção. 

De acordo com o major-brigadeiro-do-ar, a experiência da Unifor nessas novas tecnologias é surpreendente e deverá ampliar o uso desses equipamentos. "Não podemos pensar apenas na utilidade militar, uma vez que os custos não seriam compensadores. Há, ainda, um ganho da sua utilização no segmento civil". Ele também chegou a conhecer o robô Saci, que já vem sendo utilizado no combate a incêndio.

Na avaliação de Knupp, os projetos verificados são desenvolvidos por outros países, que, estrategicamente, não os negociam. Por isso, conforme salientou, o interesse do Governo Federal é incentivar produtos nacionais. Ele explicou que o Ministério da Defesa tem dado prioridade para cibernética, energia nuclear e tecnologia espacial. Nesse sentido, lembrou que há um interesse especial por parte do ministério no uso de veículos aéreos não tripulados. Inclusive, algumas das atividades desenvolvidas na Unifor poderão se somar a outros estudos que vêm sendo feitos em todo o País, inclusive pela Força Aérea Brasileira.

Os representantes do Ministério da Defesa foram recebidos pelo chanceler Airton Queiroz e a reitora Fátima Veras, que acredita no estreitamento das relações com o ministério para além da robótica. Incluem, ainda, materiais pesquisados pela instituição de ensino.

Objetivo

"A visita teve por objetivo conhecer a tecnologia da empresa hospedada na Unifor e materiais que são de interesse do ministério", afirmou Fátima Veras. Os projetos apresentados pela Armtec são custeados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para o diretor executivo da Armtec, Antônio Roberto Lins, a visita já foi motivo suficiente para animar a empresa. "Temos de levar em consideração que a maior autoridade em Ciência e Tecnologia do ministério conheceu a Unifor e os nossos projetos. Isso demonstra a relevância desse trabalho". Por sua vez, o diretor do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor, Ricardo Colares, compartilhou do entusiasmo dos contatos mantidos.


Parceria de incentivo à pesquisa vem de longa data

A Armtec foi fundada em 21 de julho de 2004, nascida do resultado de um trabalho de conclusão de curso que obteve destaque no setor de robótica - o projeto Sistema de Apoio ao Combate de Incidentes (Saci) - ganhador de diversos prêmios.

A empresa conta com o apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor). Tudo começou com um convite feito pela própria Universidade para que a então Unidade de Projetos e Negócios (UPN) fosse sua primeira empresa incubada.

Após seis anos de existência, completados em julho de 2010, a empresa, agora, conta com o incentivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece) e do Programa de Incubadoras do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae-CE).

Atualmente, a empresa, que hoje é hospedada na Unifor, possui 52 parceiros em Pesquisa e Desenvolvimento.

Habilidades

O empreendimento é apto para fornecer não apenas máquinas e equipamentos, mas, quando solicitado, produz apenas partes desses componentes ou faz a transferência de tecnologia, oferece um modelo de atendimento de demandas tecnológicas por meio da inovação de um investimento em Pesquisa e Desenvolvimento diferenciado, visando à criação e ao aperfeiçoamento dos produtos solicitados.

Saci

O principal produto é o robô Saci, desenvolvido em 2004, controlado a distância, que transporta canhões de combate a incêndio, capaz de gerar névoa, jato sólido ou espuma.

Atualmente, o Saci é considerado o robô com maior capacidade de vazão de jato de água do mundo, chegando a ser até 21 vezes superior aos modelos similares existentes.

Exército: estratégias para eleições

Gazeta de Alagoas

Oficiais do Exército dos nove Estados do Nordeste vieram a Maceió para traçar estratégias e discutir o combate à corrupção eleitoral. O quartel do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMTz) foi escolhido como sede do encontro porque Alagoas tem se destacado como referência para o deslocamento de tropas em época de eleições. O Estágio de Garantia de Votação e Apuração (GVA), promovido pelo Comando Militar do Nordeste, realiza estudos de casos e debates com oficiais superiores e representantes de outros órgãos que atuam no combate à fraude. Ontem aconteceram palestras com integrantes da Secretaria de Defesa Social (SDS), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal (PF), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Advocacia Geral da União (AGU) e Polícia Militar (PM).

28 julho 2010

Ministro reconhece vulnerabilidades nas Forças Armadas

InfoRel

Nessa segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, reconheceu que há grandes vulnerabilidades operacionais enquanto à Defesa, nas Forças Armadas brasileiras.

Ele acompanhou os exercícios militares da Operação Atlântico 2, que reúne Marinha, Exército e Aeronáutica desde o último dia 19 na costa brasileira.

Jobim pediu um relatório sobre as principais deficiências operacionais aos comandantes do exercício.

Segundo ele, “nossas vulnerabilidades são grandes. Nós não podemos ter operações noturnas, por exemplo. Não temos mísseis antisubmarinos que possam ser lançados de aviões”.

A Operação A Atlântico 2 reúne dez mil militares e se encerra no dia 30.

Trata-se de uma das operações conjuntas rotineiras que as Forças Armadas realizam com o objetivo de aprimorar o emprego do Exército, da Marinha e Aeronáutica em situações de ameaças externas.

Entre os exercícios realizados está a defesa de instalações estratégicas, como o Complexo Nuclear de Angra dos Reis.

O ministro afirmou ainda que nesta semana, conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o programa de renovação da frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), o F-X2.

A Força Aérea acredita que somente após as eleições haverá uma definição em relação ao programa que pode inclusive, ser cancelado para que o futuro governo discuta o assunto a partir de janeiro de 2011.

Disputam a concorrência da FAB, o francês Rafale, o sueco Gripen NG e o norte-americano F-18 Super Hornet.

ONU apela para que o mundo elimine armas nucleares nos próximos nove anos e meio

Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu hoje (28) a abolição das armas nucleares até o ano 2020. O apelo de Ki-moon foi transmitido às autoridades, por meio de carta, durante a conferência de desarmamento, em Hiroshima, no Japão. A cidade foi alvo, em 1945, do primeiro ataque nuclear da história, executado pelos Estados Unidos.

Em uma mensagem, Ki-moon destacou que a única forma de garantir a segurança no mundo é eliminação dessas armas.

O debate vem à tona no momento em que o Irã é acusado pela comunidade internacional de desenvolver armas atômicas no programa nuclear. Em decorrência das suspeitas, os iranianos sofrem uma série de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Canadá. O Irã nega as suspeitas.

Moon sugeriu aos líderes dos países que possuem armas nucleares que visitem Hiroshima e Nagasaki, cidade japonesa destruida pelos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial, para que possam ver a destruição causada por armamentos atômicos.

O secretário-geral disse que no começo do mês vai às duas cidades japonesas para participar da cerimônia que marca o aniversário da explosão da bomba atômica que destruiu Horoshima e Nagasaki em 1945.

A estimativa é que cerca de 220 mil pessoas, a maioria civis, incluindo crianças, morreram apenas nos bombardeios norte-americanos às cidades japonesas de Tóquio, Kobe, Hiroshima e Nagasaki.

Chávez negocia compra de aviões militares da Rússia

Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negocia com a Rússia a compra de aviões militares. O chefe da delegação russa na visita à Inglaterra, Sergei Kornev, disse que as conversas estão adiantadas e que a expectativa dele é fechar um acordo em breve. No passado, os venezuelanos compraram dos russos aviões Su-30MK2, helicópteros Mi-17V e helicópteros Mi-35 de transporte Mi-26T. As informações são da Agência Venezuelana de Notícias (AVN).

“Hoje mantemos conversações na Venezuela e espero celebrar contratos para a venda de aviões de transporte militar”, afirmou Kornev., na 47ª Exposição Internacional Aerospacacil de Farnborough de 2010. A exposição ocorre a cada dois anos com a participação de 59 empresas russas, 27 delas atuando no setor militar.

As negociações entre Venezuela e Rússia ocorrem no momento em que venezuelanos e colombianos estão em conflito. No último dia 22, Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com o país vizinho.

O venezuelano rompeu as relações com a Colômbia depois da divulgação de informações, em uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre a suposta existência de 87 acampamentos e 1,5 mil guerrilheiros colombianos em território venezuelano. A iniciativa provocou a indignação do governo da Venezuela.

O assunto será tema de uma reunião amanhã (28) da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, no Equador. A ideia dos negociadores sul-americanos é fazer a mediação do conflito tendo como fórum a Unasul. Isso deixa fora da negociação os Estados Unidos, que também integram a Organização dos Estados Americanos (OEA) e são o principal aliado da Colômbia no continente. Essa estratégia reforça, segundo especialistas, a unidade regional da América do Sul.

Jobim quer satélites brasileiros vigiando as fronteiras do país

Correio do Povo

Conforme o Ministro da Defesa equipamentos também beneficiam a meteorologia e a agricultura O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu o desenvolvimento de satélites nacionais para o monitoramento das fronteiras brasileiras e a faixa marítima do país, nesta terça-feira, durante 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal.

As imagens que chegam hoje ao Brasil vêm de satélites de outros países. De acordo com o ministro, não há previsão para a construção dos equipamentos nacionais - que além de apoiar as atividades militares servirão também para outras áreas.

"As imagens poderão ser usadas pela meteorologia e pela agricultura", afirmou o ministro, durante a reunião da SBPC, que vai até sexta-feira na capital potiguar. Sobre a política externa brasileira, Jobim disse que o país deve manter a posição de autonomia, independente das pressões de outras nações.

Guerra do Afeganistão, um enigma

José Luís Fiori - Valor

"Whenever western leaders ask themselves the question, why are we in Afghanistan, they come up with essentially the same reply: 'to prevent Afghanistan becoming a failed state and haven for terrorists". Yet there is very little evidence that Afghanistan is coming stable. On the contrary, the fighting is intensifying, casualities are mounting and the Taliban are becoming more confident." Gideon Rachman, Financial Times, 26 de junho de 2010

A superioridade numérica e tecnológica das forças americanas e da OTAN, com relação aos guerrilheiros talibãs do Afeganistão, é abismal. No entanto, a situação estratégica dos EUA e dos seus aliados, depois de nove anos de guerra, vem piorando a cada dia que passa.

Em apenas um mês, o presidente Obama foi obrigado a demitir, por insubordinação, o famoso Gal. Stanley McChystal, que ele havia nomeado, e que era o símbolo da "nova" estratégia de guerra do seu governo. E agora enfrenta um dos mais graves casos de vazamento de informação da história militar americana, com detalhes sanguinários das tropas americanas, e acusações de que o Paquistão - seu principal aliado - é quem prepara e sustenta os guerrilheiros talibãs. Depois do envio de mais 30 mil soldados americanos, em 2010, a situação militar dos aliados não melhorou; os ataques talibãs são cada vez mais numerosos e ousados; e o numero de mortos é cada vez maior.

Por outro lado, o apoio da opinião pública americana e mundial é cada vez menor, e alguns dos principais aliados dos EUA, como a Holanda e o Canadá, já anunciaram a retirada de suas tropas, e a própria Grã Bretanha, vem sinalizando na mesma direção. Faz algum tempo, o general americano, Dan McNeil, antigo comandante aliado, declarou à revista alemã Der Spiegel, que seriam necessários 400 mil soldados para ganhar a guerra, e talvez por isso, quase ninguém mais acredite na possibilidade de uma vitória definitiva.

Por outro lado, o governo do presidente Hamid Karzai está cada vez mais fraco e corrompido pelo dinheiro da droga e da ajuda americana; a sociedade afegã está dividida entre seus "senhores da guerra" e o estado afegão só se sustenta com a presença das tropas estrangeiras. E por fim, a luta no Afeganistão, contra as redes terroristas e contra o Al-Qaeda de Bin Laden também vai mal, e está sendo travada no lugar errado.

Hoje está claro que os Talibãs não participaram dos atentados de 11 de setembro, nos EUA, e eles estão cada vez mais distantes da Al-Qaeda e das redes terroristas cuja liderança e sustentação está sobretudo, na Somália, no Yemen, e no Paquistão.

E quase todos os estrategistas consideram que seria mais eficaz a retirada das tropas e o rastreamento e controle a distancia das redes terroristas que ainda existam no território talibã.

Resumindo: a possibilidade de vitória militar é infinitesimal; os talibãs não defendem ataques terroristas contra os EUA e não dispõem de armas de destruição de massa; e não existem interesses econômicos estratégicos no território afegão. Por isso a Guerra do Afeganistão se transformou numa incógnita, para os analistas políticos e militares.

Do nosso ponto de vista, entretanto, a explicação da guerra e qualquer prospecção sobre o seu futuro requerem uma teoria e uma análise geopolítica de longo prazo, sobre a dinâmica das grandes potências que lideram ou comandam o sistema mundial, desde sua origem na Europa, nos séculos XV e XVI. Em síntese, nesse sistema mundial "europeu", nunca houve nem haverá "paz perpétua", porque se trata de um sistema que precisa da preparação para guerra e das próprias guerras para se ordenar e expandir. Nesse sistema, suas "grandes potências" sempre estiveram envolvidas numa espécie de guerra permanente. E no caso da Inglaterra e dos EUA, eles começaram - em média - uma nova guerra a cada três anos, desde o início da sua expansão mundial;

Além disso, esse mesmo sistema sempre teve um "foco bélico", uma espécie de "buraco negro", que se desloca no espaço e tempo e exerce uma força destrutiva e gravitacional sobre todo o sistema, mantendo-o junto e hierarquizado.

Depois da Segunda Guerra Mundial, esse centro gravitacional saiu da própria Europa e se deslocou na direção dos ponteiros do relógio: para o nordeste e sudeste asiático, com as guerras da Coreia e do Vietnã, entre 1951 e 1975; e depois para a Ásia Central, com as guerras entre o Irã e o Iraque e contra a invasão soviética do Afeganistão, durante a década de 80; com a guerra do Golfo, nos anos 90 e com as guerras do Iraque e do Afeganistão nesta primeira década do Século XXI.

Desse ponto de vista, se pode prever que a guerra do Afeganistão deverá continuar, mesmo sem perspectiva de vitória, e que os EUA só se retirarão do território afegão, quando o "epicentro bélico" do sistema mundial puder ser deslocado, provavelmente, na mesma direção dos ponteiros do relógio.

JOSÉ LUÍS FIORI - Professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro "O Poder Global", da Editora Boitempo, 2007. Escreve mensalmente às quartas-feiras.

Ahmadinejad prevê ataque dos EUA dentro de 3 meses

Gustavo Chacra - O Estado de S.Paulo

Os EUA atacarão dois países do Oriente Médio nos próximos três meses, segundo o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em entrevista para uma TV estatal em Teerã. O governo americano não comentou a afirmação. Na entrevista, Ahmadinejad não disse se um destes países seria o Irã.

Atualmente, os EUA têm boas relações com todos os governos da região, menos Irã e Síria. Em outro trecho da entrevista, que foi ao ar ontem, ele diz ter "informações precisas de que os americanos organizam uma guerra psicológica contra o Irã".

Ahmadinejad afirmou ainda que só retornará às negociações nucleares caso os americanos concordem com três condições. Primeiro, a ampliação do número de países envolvidos no diálogo.

Segundo, que as nações envolvidas digam se são amigas ou não do Irã. Por fim, ele exige que todas as partes envolvidas expressem suas posições sobre o arsenal nuclear de Israel.

EUA deixam de declarar gastos

Jornal do Brasil

Uma auditoria do Tesouro americano denunciou que de 9 bilhões de dólares arrecadados para reconstruir o Iraque, boa parte não foi justificada. Um agente de fiscalização federal dos EUA criticou as Forças Armadas americanas por não terem prestado contas devidamente do dinheiro que receberam do próprio Iraque. O inspetor geral especial para a reconstrução do Iraque diz que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos deixou de prestar contas de 96% da quantia, US$ 8,7 bilhões dos quase US$ 9 bilhões arrecadados.

Em uma resposta anexada ao relatório, as Forças Armadas justificaram que os fundos não estavam necessariamente faltando, mas que os registros de gastos foram arquivados, porque isso requer “esforços significativos para a recuperação os arquivos”.

Origem do dinheiro

Os fundos em destaque são separados dos US$ 53 bilhões alocados pelo Congresso americano para reconstruir o Iraque. Boa parte do valor veio da venda de petróleo e gás iraquianos, e também de alguns bens congelados da era Saddam Hussein. O relatório final do inspetor sugere que o dinheiro fazia parte de um fundo especial administrado pelo Departamento de Defesa dos EUA, o Fundo de Desenvolvimento para o Iraque (FDI), e foi destinado para projetos de reconstrução. Conclui, no entanto, que a falta transparência sobre a prestação de contas e uma supervisão apropriadas tornam impossível uma explicação exata do que aconteceu à maior parte da quantia.


De acordo com o relatório, o Pentágono foi capaz de prestar contas só de forma incompleta dos US$ 8,7 bilhões dos fundos que desviou entre 2004 e 2007, e desta quantia não “poderia fornecer documentação para provar como gastou US$ 2,6 bilhões”.

Má administração

A auditoria aponta vários fatores pela incapacidade de prestar contas do dinheiro.

Particularmente, conta que a maioria das organizações do Departamento de Defesa que receberam dinheiro do FDI não prestaram contas ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O relatório acusa também não haver não há uma organização central dentro do Departamento encarregada de administrar a prestação de contas e as despesas dos fundos: “A falta de controle deixou os fundos vulneráveis a usos inapropriados e perdas não detectadas”.

Esta não é a primeira vez que alegações sobre bilhões não declarados vêm à tona em relação à invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Em 2005, o inspetor geral criticou a Autoridade Provisória da Coalizão, governo da ocupação liderada pelos EUA, pelo gerenciamento de um fundo de US$ 8,8 bilhões que pertencia ao governo do Iraque. Uma investigação criminal levou também à convicção de que oito oficiais americanos estariam envolvidos em subornos, fraudes e lavagem de dinheiro.

Na Operação Atlântico II, seu maior exercício militar, Defesa rastreia vulnerabilidades

Roberta Belyse
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa



Brasília, 27/07/2010 - A “Amazônia Azul” (espaço marítimo brasileiro com cerca de 3,5 milhões de km²) foi o cenário escolhido para o maior exercício conjunto já realizado pelas Forças Armadas brasileiras, a “Operação Atlântico II”, que é coordenada pelo Ministério da Defesa e teve início no último dia 19. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou nesta segunda-feira (26) algumas instalações da operação, acompanhado pelos Comandantes das três Forças, e destacou que os militares devem identificar e corrigir os pontos vulneráveis do país.


“O grande objetivo disso tudo é identificar a vulnerabilidade, ou seja, quais são as nossas necessidades. Então, já recomendei aos militares que façam um levantamento de quais são os nossos principais problemas e as nossas necessidades para tentarmos suprir com equipamentos, logística e doutrina”, afirmou o ministro.


Além da Amazônia Azul, o treinamento das Forças Armadas para a defesa dos interesses do Brasil se dá também em terra, nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo e nos Arquipélagos Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo.


Nelson Jobim esteve na Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ) e visitou a Força Terrestre Componente (FTC Leste), onde assistiu a uma exposição sobre a operação. Em seguida foi ao Comando de Operações Navais e ao Comando e Controle do Teatro de Operações Marítimas. O ministro visitou ainda a Direção do Exército (DIREX) e a Força Aérea Componente.


Segundo Jobim, ao final da Operação, levará ao presidente da República uma avaliação que mostrará as vulnerabilidades à proteção de uma hipótese de emprego dessa natureza.


Para a Operação, dois cenários de extrema importância econômica para o Brasil foram elaborados. Um retrata uma ameaça fictícia  aos recursos petrolíferos, nas áreas das Bacias de Campos, Espírito Santo e Santos e da infra-estrutura de petróleo e gás da região sudeste. O segundo cenário é relacionado à pesca, e se desenvolverá junto aos Arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo.


Ao todo, estão envolvidos no exercício 10 mil homes do Exército da Marinha e da Aeronáutica. Além de 22 navios, 18 aeronaves e 17 veículos terrestres de combate.


O exercício termina no próximo dia 30 de julho. Para mais informações sobre a Operação Atlântico, visite o sítio www.mar.mil.br/atlantico2. Ou entre em contato pelos números (21) 2104-6110 / 6112 / 5598.

Força Aérea Brasileira lança canal próprio no YouTube

CECOMSAER

A Força Aérea Brasileira (FAB) deu mais um passo importante para agilizar a transmissão de informações sobre a instituição na rede mundial de computadores. Foi criado hoje (27/07) o canal PORTALFAB no YouTube, no endereço, http://www.youtube.com/user/portalfab. O primeiro vídeo disponibilizado no YouTube apresenta as diversas carreiras existentes na Força Aérea com depoimentos de militares de várias especialidades.

A proposta da criação do Canal PORTALFAB no YouTube é atender a demanda cada vez maior por parte do público em relação às mídias sociais. De acordo com pesquisas, 63% dos usuários considerados como “internautas ativos” têm perfil em alguma rede social, o que representa cerca de 395 milhões de pessoas, número esse que cresce exponencialmente. No PORTALFAB serão postados vídeos de operações militares envolvendo as aeronaves, missões de ajuda humanitária, documentários, institucionais, hinos, etc.

Com sua interface de fácil uso, o YouTube tornou possível a qualquer usuário de computador postar na Internet um vídeo que milhões de pessoas podem ver em poucos minutos. A grande variedade de tópicos cobertos pelo YouTube tornou o compartilhamento de vídeo uma das mais importantes atividades da cultura da Internet. As vantagens do Canal YouTube são várias: facilidade de pesquisa,visualização rápida e de boa qualidade, além de proporcionar o compartilhamento dos vídeos de uma maneira mais eficiente.

RSS

O Portal da FAB também inovou recentemente com a disponibilização do canal de notícias em formato RSS (Really Simple Syndication). Com a nova ferramenta, os internautas têm condições de se manter sempre atualizados sobre as notícias veiculadas no site.

O RSS é um jeito novo e prático de ficar informado. Com ele é possível reunir informações dos sites preferidos em uma única tela, e, como num programa de e-mail, ser avisado das novidades assim que elas são publicadas na Internet. Para ter acesso ao novo serviço é preciso se inscrever no RSS da FAB. No Portal, basta clicar no botão RSS e depois no link “assinar esse feed”. Assine aqui.

No arquivo RSS são incluídas informações como título, página (endereço exato de onde há algo novo), descrição da alteração, data, autor, etc, de todas as últimas atualizações do site ao qual ele está agregado. Sempre que uma nova notícia for ao ar, o RSS será automaticamente atualizado.

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Cerimônia na Itália homenageia Santos Dumont


Fonte: ADITANCIA ITALIA

Com o apoio da Embaixada Brasileira em Roma, a Aditância de Defesa e Aeronáutica do Brasil na Itália promoveu, no dia 20 de julho, uma cerimônia em homenagem ao Marechal do Ar Alberto Santos-Dumont, Patrono da Aeronáutica. Em paralelo às homenagens, foi montada uma pequena exposição realizada na ante-sala da aditância, que apresentava diversos quadros, fotografias, livros e modelos de aviões, todos eles relacionados com a vida e a obra daquele que foi um dos mais notáveis e conhecidos cidadãos brasileiros.

Durante a solenidade, presidida por José Viegas Filho, Embaixador do Brasil na Itália, foi realizada a entrega da Medalha Mérito Santos-Dumont a militares brasileiros e italianos que prestaram relevantes serviços à aeronáutica brasileira. Na ocasião foram condecorados o General Salvatore Gagliano e o Coronel Roberto Fillipi, da Força Aérea Italiana; o Coronel de Artilharia Orlando Roque de Simone, do Exército Brasileiro; e o Tenente-Coronel Aviador Clovis Travassos Evangelista, da Força Aérea Brasileira.

No evento, que contou com a presença de diversas autoridades civis e militares, de diversos países, foi feita a leitura da Ordem do Dia do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica, alusiva à data. No encerramento, o Embaixador Viegas ressaltou as qualidades e a obra de Santos Dumont e a importância do seu legado, não só para o Brasil, mas também para a humanidade. Foi também enaltecida a relação profissional fraterna entre as Forças Aéreas do Brasil e da Itália, que tem permitido resultados altamente palpáveis, como, por exemplo, o Programa AM-X.
 

27 julho 2010

EUA tratam como ''ato criminoso'' vazamento de documentos secretos

Denise Chrispim Marin - O Estado de S.Paulo


Constrangidos e irritados, assessores da Casa Branca tentavam ontem conter os danos políticos e militares causados pelo vazamento, no domingo, de 92 mil documentos militares secretos sobre a guerra no Afeganistão, reunidos pelo site WikiLeaks. O Departamento de Defesa qualificou a divulgação de "ato criminoso" e disse que estava lançando uma "caçada" para encontrar o responsável pelo vazamento.

O Pentágono também informou que está revisando os documentos para conter os danos, tanto para os EUA quanto para os seus aliados."Isto representa uma real e potencial ameaça aos que estão trabalhando todos os dias para nos manter em segurança", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. O presidente Barack Obama não quis responder às perguntas sobre o vazamento ao fazer uma declaração à imprensa sobre outra questão.

Os documentos vazados, uma coleção de dados da inteligência e relatórios sobre ameaças, a partir de janeiro de 2004 até dezembro de 2009, quando Obama ordenou o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão, ilustram a falta de controle do Pentágono sobre as informações diante da deterioração da segurança e do fortalecimento do Taleban.

Segundo Julian Assange, fundador do WikiLeaks, os documentos são evidências de crimes de guerra que teriam sido cometidos pelos americanos. Os documentos descrevem ações militares mortíferas envolvendo militares dos EUA, incluindo um grande número de pessoas mortas, feridas, assim como a localização de cada evento. Os incidentes vão de disparos contra civis inocentes a grandes perdas de vidas em ataques aéreos.

"Irresponsabilidade". A divulgação do material, que comprovou o apoio ao Taleban do serviço de inteligência do Paquistão, principal aliado na luta contra o terror dos EUA (mais informações na página 16), foi qualificada como uma "irresponsabilidade" pelo general James Jones, chefe do Conselho de Segurança Nacional.

"Esses vazamentos irresponsáveis não atrapalharão o andamento do nosso compromisso de tornar mais profunda nossa parceria com o Afeganistão e o Paquistão para derrotar nossos inimigos comuns (Taleban e Al-Qaeda) e apoiar as aspirações dos povos afegão e paquistanês", afirmou. "O apoio dos EUA ao Paquistão continuará a ter como foco a construção da capacidade do país de acabar com a violência dos extremistas."

O porta-voz do Departamento de Estado, Peter Crowley, disse que os documentos são antigos e não refletem as situações e condições, que teriam sido corrigidas. Mas analistas dizem que as revelações podem comprometer o apoio público à guerra.

O caso está sendo comparado à divulgação, em 1971, dos Papéis do Pentágono - 14 mil páginas de documentos secretos sobre a Guerra do Vietnã. O escândalo afetou a credibilidade do governo do então presidente Richard Nixon.


TOP SECRET

Execuções sumárias


Uma unidade militar especial foi criada para "matar ou capturar" líderes taleban, sem julgamento Mortes de civis.

Há o registro de 144 incidentes nos quais morreram 195 civis afegãos e 174 ficaram feridos

Aviões não-tripulados

É cada vez mais frequente o uso dos drones, que permitem aos americanos atacar por controle remoto. Mas nem todas as ações são bem-sucedidas

Paquistão

Há fortes indícios de que o serviço secreto paquistanês tem colaborado com a insurgência afegã, apesar de Islamabad ser oficialmente aliado dos EUA

Venezuela envia outros mil soldados para a fronteira

O Estado de SP

A Venezuela reforçou ontem a vigilância da fronteira com a Colômbia com mil soldados, seguindo as ordens do presidente, Hugo Chávez, de permanecer em "alerta máximo" após o rompimento das relações com Bogotá. O general Franklin Márquez, chefe do Comando Regional 1 da Guarda Nacional Bolivariana, disse que, apesar do reforço militar, não há operações extraordinárias na região. O militar afirmou ainda que o trânsito de veículos e de pessoas por duas pontes internacionais está aberto, apesar do controle intenso da entrada em território venezuelano de pessoas vindas da Colômbia. Outras passagens fronteiriças também estão sob vigilância, assegurou Márquez.

Ex-militar ganha indenização por ter sido torturado

Violência aconteceu há 19 anos em quartel em Deodoro


Antônio Werneck - O Globo

Dezenove anos depois de ter sido torturado dentro do 2º Regimento de Cavalaria de Guardas Andrade Neves, uma unidade do Exército em Deodoro, e de travar uma longa batalha judicial, o ex-soldado Luiz Carlos Viana Santos conseguiu a vitória.

O juiz Adriano Saldanha Gomes de Oliveira, da 14ª Vara Federal do Rio, condenou este mês a União a pagar ao ex-militar R$ 127,5 mil de indenização por danos morais, além de obrigá-la a reformá-lo como cabo (a partir de maio de 1992), pagando-lhe os vencimentos atrasados, com atualização monetária e os juros correspondentes.

Segundo o juiz escreveu na sentença “não há possibilidade de torturar, seja como método de produção de prova, seja como pena aplicada. E não há circunstância que justifique sua ocorrência”. No mesmo texto, o magistrado afirma: “(...) resta provado, nos autos, que o autor sofreu, em pleno regime democrático brasileiro, mais precisamente no dia 22 de novembro de 1991, sessão de tortura durante horas, para fins de uma almejada confissão a ser obtida por seus torturadores, acerca do crime, repita-se, que ele não cometeu”.

Vítima levou socos, chutes e teve braço quebrado

A história de Luiz Carlos Viana foi contada numa série de reportagens do GLOBO em 2000. Acusado de roubar um cheque, o então soldado passou mais de cinco horas sendo torturado. Na época da reportagem, Luiz Carlos contou que foi chutado, levou socos e teve um braço quebrado. Após denunciar seus agressores, ele foi forçado a deixar o Exército.

Os torturadores foram condenados: um sargento, a um ano e três meses de prisão; e um capitão, a um ano e nove meses. O primeiro foi afastado do Exército; o capitão cumpriu pena e foi promovido a major. Luiz Carlos virou cobrador de ônibus. O ladrão do cheque apareceu depois: era outro soldado do quartel.

Equipe das Forças Armadas foi destaque no mundial militar de taekwondo

CECOMSAER


A Equipe Militar de Taekwondo das Forças Armadas participou, de 14 a 21 de julho, em Quebec, no Canadá, do 19º Campeonato Mundial Militar de Taekwondo. A equipe terminou com a quarta colocação geral e na terceira colocação por equipe feminina, tendo conquistado individualmente 3 medalhas de ouro e 3 medalhas de bronze e ainda o prêmio de melhor técnico da competição, com o Prof. Enoir Santos e o de melhor atleta feminino para a Marinheira Helorrayne Paiva.


Conquistaram medalha de ouro as Marinheiras Katia Arakaki e  Aparecida Soares, além do Sargento Marcio Wenceslau Ferreira.  Os Marinheiros Douglas Marcelino e Michael Silva e a Marinheira Hellorayne Paiva ganharam a medalha de bronze.


O Sargento Márcio Ferreira, a Marinheira Kátia Arakaki e Marinheiro Douglas Marcelino também foram medalhistas este ano nos Jogos Sul Americanos de Medellín. Os dois primeiros conquistaram a medalha de prata e Douglas a de ouro.

Especialistas do Exército Brasileiro compõe estrutura da Força Aérea Componente 101

CECOMSAER

Nos recentes conflitos internacionais, a necessidade de se administrar modernos e variados meios de combate faz com que haja a necessidade de uma crescente integração entre as Forças. Com esse objetivo, um novo sistema de comando e controle tem se aplicado nas Forças Armadas Brasileiras, a exemplo que ocorre atualmente na Operação Atlântico II, onde Marinha, Exército e Força Aérea atuam conjuntamente em defesa do extenso e rico litoral do Brasil, também conhecido como “Amazônia Azul”.

Nesse contexto, o Quartel-General da Força Aérea Componente 101 (FAC 101) também abriga, além de militares da Força Aérea Brasileira, homens da Marinha e do Exército Brasileiro, que exercem uma importante função no contexto do combate, atuando como Oficias de Ligação de suas respectivas Forças junto ao Estado-Maior da FAC 101.

“A presença dos Oficiais de Ligação é fundamental para facilitar as comunicações e alcançar a interoperabilidade, ou seja, a integração entre as Forças”, explicou o Tenente-Coronel Marcelo Melo Dolabella, especialista em Aviação do Exército. Dessa forma, é possível potencializar o poder de ataque e evitar iniciativas isoladas, que possivelmente enfraqueceriam o poderio militar em um conflito.


Além da Aviação Militar, a FAC 101 também conta com especialistas do Exército em Artilharia Antiaérea, na cobertura de operações aéreas, e Artilharia de Campanha, responsável por apoiar as ações terrestres. Ambas as especialidades compõe o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro - SISDABRA, coordenado pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), unidade responsável pela defesa do território nacional contra todas as formas de ataque aeroespacial.

Por essa razão é necessária a integração entre o Exército e a FAB para que ocorra a coordenação do espaço aéreo do conflito, pois a aviação e as artilharias antiaéreas e de campanha interferem diretamente no espaço aéreo em que atuam. Como por exemplo, um foguete lançado pelo lançador múltiplo de foguetes, denominado ASTROS II, é capaz de alcançar uma altura de até 30 Km, o que facilmente poderia atingir aeronave, caso não ocorresse a devida coordenação das Forças no momento do ataque.

O General-de-Brigada Luis Antonio Silva Santos, Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaerea destacou a importância da coordenação das atividades realizadas pelo o Exército Brasileiro e a FAC 101 na Operação Atlântico II. “Para a defesa aeroespacial do teatro de operações do exercício é fundamental que as Forças falem a mesma linguagem, por isso é importante nossa presença dentro da Força Aérea Componente, que tem nos apoiado tanto no fornecimento da infraestrutura de trabalho quanto operacionalmente na coordenação das missões”, enfatizou.

A Operação Atlântico II ocorre até o dia 30 de julho, desenvolvendo-se em toda a “Amazônia Azul” e nos demais estados do Brasil, além dos arquipélagos de Fernando de Noronha e de São Pedro e São Paulo. Acompanhe toda a Operação Atlântico II no site www.mar.mil.br/atlantico2

26 julho 2010

Afeganistão minimiza conteúdo de documentos da guerra vazados

DA ASSOCIATED PRESS, EM CABUL (AFEGANISTÃO)
DE SÃO PAULO - Folha 



O governo do Afeganistão disse estar chocado com a divulgação de mais de 91 mil documentos secretos dos militares americanos sobre a guerra em seu país, mas não com o conteúdo revelado por eles.

"Sobre o conteúdo destes documentos vazados, a reação do presidente foi de que a maioria disso não é  novidade e já foi discutido no passado com nossos parceiros internacionais", disse o porta-voz presidencial afegão, Waheed Omar.

Os documentos foram revelados pelo site Wikileaks, uma espécie de Wikipedia de documentos vazados, e trariam inclusive evidências de crimes de guerra.

Omar disse na segunda-feira que funcionários do governo estão estudando os papéis, especialmente aqueles que falam de morte de civis não reportadas e do apoio do serviço secreto do Paquistão a grupos insurgentes no país.

Omar ressaltou que Cabul não vai explorar os não divulgados incidentes de morte de civis pelas tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mesmo que o presidente Hamid Karzai já tenha ido à público inúmeras vezes para condená-los.

Omar elogiou ainda o "bom progresso" dos últimos 18 meses na redução da morte de civis.

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta segunda-feira em entrevista coletiva que os documentos secretos trazem evidências de crimes de guerra.

Ele afirmou ainda que, até agora, tudo o que havia sido divulgado sobre a guerra era apenas um "arranhão na superfície" e comparou a divulgação com a abertura dos arquivos da Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental.

Neste domingo, o site postou milhares de registros militares americanos de seis anos da guerra contra o grupo islâmico Taleban --de janeiro 2004 a dezembro de 2009--, incluindo incidentes não reportados de assassinato de civis e operações secretas contra nomes do alto escalão taleban.

Tanto a Casa Branca quanto o governo britânico e o paquistanês condenaram a divulgação dos dados. Os EUA, contudo, não negaram a autenticidade dos documentos, que revelariam bastidores muito mais cruéis do que eles gostariam de divulgar ao público.

Assange disse ainda que não há motivos para duvidar da veracidade dos documentos, mas "assim como lidar com qualquer fonte, você deve exercer bom senso". "Isto não significa que você deva fechar os olhos", disse.

A ideia do site é divulgar material o mais amplamente possível com completo anonimato das fontes, que fazem uploads anônimos e protegidos.

O fundador do site denunciou ainda que o governo australiano está investigando ele e outros membros da sua equipe, a pedido dos Estados Unidos.

REVELAÇÕES

Entre as informações que vieram a público, os documentos afirmam que centenas de civis foram mortos sem conhecimento público e oficial pelas tropas de coalizão no Afeganistão, planos secretos para exterminar líderes extremistas do Taleban e Al Qaeda e a discussão do suposto envolvimento de Irã e Paquistão no apoio a insurgentes eram temas recorrentes aos líderes militares.

Os documentos informam que pelo menos 195 civis foram mortos e outros 174, feridos. O número, contudo, pode ser subestimado porque, em muitas missões, as tropas omitem esse tipo de acontecimento.

Erros que ocasionaram morte de civis também incluem o dia em que soldados franceses bombardearam um ônibus cheio de crianças em 2008, matando 8. Uma ronda similar feita pelas tropas norte-americanas matou 15 passageiros.

Os documentos também apontam o extermínio de uma vila durante uma festa de casamento, incluindo uma mulher grávida, em um aparente ataque de vingança.

Os EUA também acobertaram que o Taleban adquiriu mísseis aéreos, e que escondeu um massacre perpetrado pelo grupo terrorista devido ao uso de bombas, que dizimaram mais de 2.000 civis até então.

As tropas no Afeganistão mantinham ainda uma unidade de "caçadores" para "matar ou capturar" líderes do Taleban sem julgamento.

Os documentos foram vazados primeiramente aos jornais britânico "Guardian", o alemão "Der Spiegel" e o norte-americano "The New York Times".

O jornal britânico também revelou documentos secretos que comprovam o desenvolvimento dessas ações pelas tropas de coalizão.

Ameaça nuclear

Em mais uma provocação, Pyongyang intimida americanos para evitar que exercícios com país rival ocorram hoje


Correio Braziliense

Na véspera dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, o regime de Pyongyang resolveu intimidar os dois países, alegando que tem força nuclear suficiente para tanto. “O Exército e o povo da Coreia do Norte responderão legitimamente com sua potente dissuasão nuclear aos grandes exercícios de guerra nuclear que serão realizados pelos Estados Unidos e pelas forças-fantoche da Coreia do Sul”, afirmou ontem um comunicado da agência oficial norte-coreana KCNA.

Em resposta ao naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan em março, que deixou 46 marinheiros mortos, os Estados Unidos e a Coreia do Sul anunciaram exercícios militares conjuntos a partir de hoje.

Segundo uma investigação internacional, a embarcação foi torpedeada pelos norte-coreanos — algo que Pyongyang desmente enfaticamente.

Retomando a expressão usada na sexta-feira, a Coreia do Norte voltou a ameaçar com “fortes medidas físicas”: “A Coreia do Norte fortalecerá sua dissuasão nuclear de uma maneira mais diversificada, e tomará fortes medidas físicas (...) agora que os Estados Unidos optaram pelas provocações militares, pelas sanções e por pressões que vão mais além das exigências da comunidade internacional”, indicou a agência KCNA.

Por sua vez, os Estados Unidos exortaram a Coreia do Norte a não utilizar uma “linguagem provocadora”. “Não estamos interessados em uma guerra de palavras com a Coreia do Norte”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley. “O que queremos por parte da Coreia do Norte é menos de linguagem provocadora e mais atos construtivos”, acrescentou.

Duelo de ameaças

Colômbia diz que pode denunciar no TPI a Venezuela, que adverte sobre resposta militar


O Globo

Aumentando o tom contra a vizinha Colômbia e mais uma vez trocando ameaças com Bogotá, a Venezuela garantiu ontem que está pronta para se defender militarmente.

Em declarações à TV estatal, o ministro da Defesa Carlos Mata desmentiu categoricamente as acusações feitas pelo presidente Álvaro Uribe e advertiu que a Força Armada Nacional Bolivariana dará uma resposta contundente a qualquer força estrangeira que tentar violar a soberania do país. Horas antes, o procurador-geral da Colômbia disse que avalia a possibilidade de levar as denúncias sobre geurrilheiros na Venezuela ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Que o povo venezuelano e o governo colombiano contem com uma resposta contundente por parte da Força Armada Nacional Bolivariana se forças estrangeiras tentarem violar de alguma maneira o sagrado território enfatizou.

A reação venezuelana ocorreu após a ameaça da Colômbia de levar as acusações à Corte em Haia, caso seja determinado que houve crimes de guerra e contra a Humanidade. Bogotá afirma que há cerca de 1.500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país vizinho, e que a Venezuela não cumpre as obrigações internacionais, ao deixar de lutar contra guerrilheiros ligados ao narcotráfico.

De tal maneira que se esses comportamentos forem considerados crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, a Procuradoria avaliará a possibilidade de estabelecer uma relação entre esses ataques e o apoio que pessoas ou autoridades atrás da fronteira da Venezuela podem estar dando disse o procurador-geral colombiano, Guillermo Mendoza.

Para Caracas, acusação é baseada em mentiras

As declarações de Mendoza provocaram a procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega. Segundo ela, a acusação sobre a presença de guerrilheiros é baseada em mentiras. Me chama a atenção dizerem que têm prova. Uma prova pré-constituída, que não teve o controle de ninguém. De todas as formas, nós nos defenderemos garantiu ela.

Ontem, o ministro da Defesa deu total respaldo da Forças Armadas à decisão de Chávez de romper as relações com a Colômbia. Uribe, por sua vez, responsabilizou o governo de Caracas pela crise bilateral e por um eventual incidente armado. Embora o líder venezuelano tenha lançado na quinta-feira um alerta para os pontos fronteiriços, seu vice, Elias Jaua, disse ontem que a situação na região não havia mudado.

No entanto, o governador do departamento colombiano de Arauca, Luis Eduardo Ataya, pediu que os cidadãos evitem passar para o país vizinho diante do que considera uma iminente militarização da fronteira. Segundo moradores de três departamentos, autoridades começaram ontem a impor restrições ao transporte de carga.

Na quinta-feira, Chávez disse aos colombianos que vivem em seu país que seus direitos estão garantidos. Mas o rechaço ao rompimento das relações é unânime entre esse imigrantes. Eles temem que autoridades possam tomar medidas, tachando Chávez de imprevisível

Paraguai apoia denúncias da Colômbia

Herdeiro de uma longa crise entre Caracas e Bogotá, o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, reiterou que só irá se pronunciar sobre a crise quando assumir o cargo, no dia 7. Ele disse esperar trabalhar para reatar laços com Chávez a fim de salvar as relações bilaterais. Agora, cabe ao presidente colombiano decidir disse Santos, considerando ainda que a melhor coisa que se pode fazer para tentar resolver o problema é não mencioná-lo.


Em Washington, o embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton, reafirmou a total rejeição às provas apresentadas, mas reconheceu a fragilidade do controle fronteiriço, culpando a incompetência do governo colombiano por isso.

Há 60 anos entram na Venezuela, pela Colômbia, não somente guerrilheiros, mas militares, paramilitares, delinquentes, narcotraficantes, contrabandistas. A Venezuela é vítima dessa situação, que não é controlada pelas autoridades colombianas acusou.

Já o procurador-geral do Paraguai, Rubén Candia, afirmou que membros do grupo armado Exército Popular Paraguaio (EPP) foram treinados pelas Farc na Venezuela, respaldando assim as acusações colombianas. Temos elementos suficientes para acreditar que foram treinados lá disse.