31 agosto 2010

Controladores de voo pedem trancamento de ação militar por acidente com avião da Gol

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta) entrou hoje (30) com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para trancar ação penal contra os quatro sargentos da Aeronáutica envolvidos no acidente com um avião da Gol, em 2006. O trancamento é relativo ao andamento do caso na Justiça Militar.

Segundo a Febracta, os sargentos já respondem sobre o mesmo crime na Justiça Federal, na Vara Única da Subseção Judiciária de Sinop (MT). A entidade alega ser inconstitucional o julgamento de um fato civil por um tribunal de exceção e o julgamento duplo pelo mesmo crime.

A Febracta também argumenta que as falhas identificadas e comunicadas ao Comando da Aeronáutica não são corrigidas, pois a entidade tem a dupla função de prevenir e investigar. “Como esperar que investiguem com isenção a si mesmos?”, pergunta a entidade, referindo-se ao comando da Aeronáutica.

Outro órgão acusado de omissão pela entidade é o Ministério Público Militar, que se mostraria tolerante com o exercício de atividade econômica, como o controle de tráfego aéreo por Força Armada.

“Não há qualquer previsão legal para a especificidade da matéria, no Código Penal Militar”, diz a ação. O relator do habeas corpus é o ministro Joaquim Barbosa.

Serviço militar vai incorporar mais jovens com a reestruturação da Defesa, afirma Jobim

Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (30), no Rio, que o número de incorporações ao serviço militar obrigatório passará da média atual de 69 mil para 91 mil jovens por ano, com as medidas de reestruturação do ministério, sancionadas na última quarta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reestruturação da pasta foi o tema da palestra de Jobim na abertura do 7º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional, que ocorre até a próxima sexta-feira (3) na Escola Naval, na Ilha de Villegagnon, na Baía de Guanabara.

Entre os pontos destacados por Jobim, na palestra aos participantes do congresso, estão as medidas de reestruturação que ampliam o poder de polícia nas fronteiras, como o aumento de 21 para 49 no número de pelotões e a criação de batalhões de operações da Marinha nos estados de Mato Grosso, do Amazonas e do Pará.

Sobre a criação da carreira civil no Ministério da Defesa, Nelson Jobim disse que ela tem a ver com a operacionalidade do próprio ministério, em função da rotatividade dos titulares da pasta. “Se você tem uma carreira de Defesa, as chefias mudam com os governos, mas as estruturas continuam funcionando, sem inventar a roda”, afirmou. Segundo o ministro, a carreira civil vinculada ao Ministério da Defesa abrirá espaços para técnicos especializados em equipamentos, em guerra cibernética e em temas ligados à articulação militar.

Lockheed precisa de 4 meses para corrigir órbita

Tony Capaccio, Bloomberg, de Washington - Valor


O novo satélite militar de comunicações da Lockheed Martin levará pelo menos mais quatro meses além do programado para alcançar sua órbita correta, depois que uma turbina que deveria funcionar por cerca de uma hora parou após funcionar por um minuto, segundo informou ontem a Força Aérea dos Estados Unidos.

O primeiro de seis satélites do Programa Avançado de Frequência Extremamente Alta, de US$ 12,4 bilhões, foi planejado para alcançar sua órbita de 35.785 quilômetros em 12 de novembro, cerca de três meses após o lançamento em agosto de um foguete lançador Atlas V, também construído pela Lockheed.

Um funcionário do Centro Espacial e de Sistemas de Mísseis da Força Aérea disse ontem que quatro equipes foram formadas para implantar métodos alternativos que coloquem o satélite na órbita geossincrônica e determinar por que a turbina parou após operar nove segundos. A turbina deveria queimar por 66 minutos, disse por e-mail Bruce Bender, porta-voz do Centro Espacial.

Atingir a órbita correta, mesmo levando mais tempo que o planejado, não deverá exigir o uso de combustível extra a ponto de encurtar o tempo de vida do satélite, de 14 anos, disse Dave Madden, diretor do programa de satélites do Centro Espacial e de Sistemas de Mísseis em Los Angeles. "O problema pode estar no sistema de propulsão, ou pode ser uma falha na turbina", disse Madden. "Pode haver uma válvula com problema no sistema e o propelente não aqueceu ou esfriou adequadamente, ou tínhamos um motor ruim. Sabemos apenas que ele não está tendo o desempenho que deveria."

Testes feitos antes do lançamento não indicaram problemas no sistema de propulsão. Uma avaliação da Força Aérea deverá ser concluída dentro de três a quatro semanas, disse Madden. Ele não quis comentar se a Lockheed Martin poderá ser multada pelo atraso. "Quando você está no meio de uma crise, a última coisa que faz é especular sobre punições. O que eu quero é a equipe concentrada na recuperação", disse ele.

O programa de satélites, que é conhecido como Advanced-EHF, vai criar uma constelação de satélites capazes de suportar os choques de um eventual ataque nuclear, garantindo as comunicações entre o alto comando do exército e o presidente americano. O programa também permitirá a transmissão de comunicações táticas, como a transmissão de vídeos em tempo real, mapas de campos de batalha e dados sobre alvos.

Quando começar a operar, em 2013, a constelação terá até duas vezes mais links de dados que a atual rede Milstar e poderá transmitir dados com uma velocidade cinco vezes maior, segundo a Lockheed.

Exército ‘toma’ ruas de Cáceres

Diário de Cuiabá
Da Sucursal

O Exército Brasileiro iniciou ontem, em Cáceres, uma operação de adestramento da tropa que passará a exercer o papel de polícia em regiões fronteiriças, como determina a Lei Complementar 97, instituída pelo governo federal e que passou a valer no dia 25 de agosto deste ano.

A lei, que teve origem no Poder Executivo, permite ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica fazerem patrulhamento dos limites territoriais, revista de pessoas e efetuar prisões em flagrante, atividades até agora exercidas apenas pela Polícia Federal.

Com isso, na prática, os militares poderão agir no combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, e ambientais, como desmatamento e tráfico de animais silvestres. A lei prevê ainda que eles podem agir "independente da posse, da propriedade e da finalidade" da área em que fizerem o patrulhamento, em uma referência às terras indígenas.

Desde a manhã de ontem, 150 militares do 2º Batalhão de Fronteira estão nas ruas de Cáceres, juntamente com a Polícia Militar. Inicialmente, eles atuam na fiscalização do trânsito e, depois passarão a atuar também em outras frentes. A operação está acontecendo no perímetro urbano, mas ainda esta semana começará também na zona rural, especialmente nas estradas que dão acesso à Bolívia.

Segundo o oficial de relações públicas do 2º Befron, Elder de Jesus Ferreira, serão montadas barreiras fixas e móveis, com a parceria da Polícia Federal e de policiais do Grupo Especial de Fronteira, o Gefron. Em Mato Grosso, são 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia, 700 deles, secos.

Na área urbana, durante todo o dia de ontem foram realizadas blitze de trânsito em vários pontos da área central e nos acessos aos bairros. A população se surpreendeu, mas a maioria das pessoas entrevistadas pela reportagem gostou da novidade. O funcionário público municipal Edson Flávio Santos, por exemplo, afirmou que a presença de mais polícia nas ruas e na região faz aumentar a sensação de segurança. (CND)

Guerra no Iraque termina sem um saldo conclusivo

EUA depuseram um ditador e instauraram uma democracia rudimentar no país, mas o resultado veio com grande sacrifício humano e econômico e parece frágil e incompleto


*Peter Baker / The New York Times - O Estado de S.Paulo

No momento em que as últimas unidades de combate americanas deixavam o Iraque, câmeras de TV captaram a exultação de um soldado finalmente a caminho de casa. "Vencemos!", ele gritava. "Acabou! América, nós trouxemos a democracia para o Iraque!" O que naturalmente suscita uma pergunta intrigante e provocativa: Vencemos?

Após sete anos, depois de todo sangue derramado, de todas as bombas e conflitos sectários, de todo terror e tormento, será que os Estados Unidos realmente venceram a guerra no Iraque? O soldado estava certo no sentido de que os EUA depuseram um ditador e trouxeram a democracia ao Iraque - uma democracia rudimentar, ainda em processo, e tão disfuncional que ainda precisa formar um governo quase seis meses após uma eleição, mas ainda assim uma democracia. E, com toda certeza, parece mais uma vitória do que parecia apenas três anos atrás, nas profundezas da devastação antes do reforço das tropas americanas e do levante sunita contra a Al-Qaeda no Iraque.

Mas não esperem marinheiros beijando enfermeiras na Times Square ou paradas com papel picado nas ruas de Washington. Seja qual for o progresso alcançado, ele veio com grande sacrifício e parece, no mínimo, frágil e incompleto. Obama descreve seu objetivo como "encerramento responsável desta guerra".

"Nós nem ganhamos nem perdemos", disse Lee H. Hamilton, o ex-congressista democrata de Indiana que foi copresidente do Grupo de Estudo do Iraque que em 2006 recomendou a retirada quase total das tropas de combate americanas até 2008.

"O melhor que pode ser dito é que, a um custo enorme, nós lhes demos a chance de criar um país estável." Fazer uma avaliação final seria prematuro. Mesmo depois de hoje, quando Obama declarar o fim da missão de combate dos EUA, ainda haverá quase 50 mil soldados para dar consultoria e assistência aos iraquianos e realizar operações de contraterrorismo antes de deixar o país no fim de 2011. Uma série de ataques na semana passada demonstrou que os radicais ainda podem causar danos, ainda que não tantos quanto antes.

Mesmo assim, o papel americano na guerra persiste há algum tempo com soldados estacionados principalmente fora das cidades durante o último ano e enfrentando cada vez menos combates diretos enquanto forças iraquiana assumem a frente. Até sexta-feira, 46 membros das forças militares americanas haviam morrido no Iraque em 2010, segundo o site icasualties.org, uma fração dos 904 que morreram no auge da violência em 2007.

A situação estava tão ruim naquela época que até o presidente George W. Bush reconheceu:

"Não estamos vencendo, não estamos perdendo." O senador Harry Reid, de Nevada, líder da maioria democrata, foi além, declarando: "Esta guerra está perdida."

Ao deixar a presidência, o otimismo de Bush havia voltado e ele declarou que as forças iraquianas eram cada vez mais capazes de "vencer a luta". Hoje, Reid não retira sua avaliação, mas dá crédito aos soldados. "O senador Reid acredita que nossas tropas de combate fizeram um grande trabalho", disse seu porta-voz, Jim Manley. "Mas ele e muitos outros acreditavam em 2007, e ainda acreditam, que o desfecho final da guerra não será decidido pelas tropas de combate americanas. O futuro do Iraque será decidido pelo povo iraquiano."

James M. Dubik, um general da reserva do Exército que comandou o treinamento de tropas iraquianas, disse que as questões-chave são agora a construção da governança e da economia. "A diminuição dos combates não significa que a guerra acabou", disse. "A guerra acaba, no meu ponto de vista, não quando os confrontos tenham terminado, mas quando os acordos diplomáticos, econômicos e de segurança acertados são aplicados."


E para os que sofreram perdas profundas, como os parentes dos 4.400 americanos ou os muito mais iraquianos que morreram, a noção de vitória ou derrota pode parecer remota. "Bem, antes de tudo, minha família perdeu muito", disse Cindy Sheehan, que se tornou possivelmente a mais famosa ativista antiguerra do país depois que seu filho morreu no Iraque. "Tivemos um de nossos membros queridos, Casey, assassinado pelo império americano no Iraque." No seu entendimento, "os únicos vencedores foram as empresas Halliburton, KBR, CACI, Xe, Unocal, BP, Standard Oil, Boeing" e outras corporações que lucraram com a guerra.

Muitos americanos continuam inseguros sobre a guerra no Iraque. Numa pesquisa CBS News da semana passada, 57% dos americanos disseram que a guerra ia bem, comparados com 22% que achavam o mesmo em julho de 2007. Entre os que acreditam nisso agora, 26% deram mais crédito ao governo Bush, que ordenou o reforço das tropas em 2007, 20% deram crédito à administração Obama, que ordenou a retirada de mais de 90 mil soldados, e 33 % deram crédito a ambos. Mas 59% disseram que os EUA não fizeram a coisa certa ao entrar em guerra no Iraque e 72% disseram que a guerra não valeu a perda de vidas, a mais alta porcentagem desde a invasão, em março de 2003.

As repercussões geopolíticas maiores da guerra ainda estão em curso. Ela drenou a credibilidade americana, principalmente depois que as informações da inteligência sobre armas de destruição em massa mostraram-se falsas e após o escândalo dos abusos na prisão de Abu Ghraib.

Muitos argumentam que o Irã ficou fortalecido em consequência da guerra, o que lhe permitiu estender sua influência ao Iraque, onde os xiitas e não os sunitas dominam agora a vida política. E embora a violência tenha diminuído, ela não desapareceu. A diferença é que o governo a considera abaixo de um limiar em que pode ser manejada pelos iraquianos sem colocar em risco o Estado iraquiano.

Um dos que desde o início viram claramente o que ocorreria no Iraque foi o coronel Alan Baldwin, comandante de inteligência dos Marines no Iraque durante a invasão. Alguns dias antes do início da guerra, ele se reuniu com alguns repórteres e, extraoficialmente, previu que a invasão americana levaria ao que chamou de uma "guerra civil contínua".

Atualmente reformado, ele disse que insistir na guerra durante os momentos mais duros e evitar a derrota impediu um desfecho ainda pior. "Nós vencemos por não perder e continuamos vencendo ao continuarmos engajados", disse ele. "Nós perdemos de algumas maneiras, também, ao não fazê-lo com perfeição. Mas ainda estamos lá." Sobre sua previsão de sete anos atrás, ele disse: "Abrimos uma caixa de Pandora. Muitas coisas ruins estavam saindo dali. Mas, agora também há coisas boas ali. É um espanto termos tido a paciência de chegar aonde chegamos hoje."

TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK - COLUNISTA E ESCRITOR

Obama formaliza fim de operações militares no Iraque

Gustavo Chacra CORRESPONDENTE / NOVA YORK - O Estado de S.Paulo

Sete anos e meio depois da queda do regime de Saddam Hussein, o presidente americano, Barack Obama, formalizará em discurso hoje o encerramento das operações de combate dos EUA no Iraque, apesar de a conclusão da retirada das tropas americanas já ter ocorrido na metade de agosto.

Segundo assessores do presidente, Obama deve evitar falar em vitória no discurso transmitido do Salão Oval da Casa Branca. Em visita a Bagdá, o vice-presidente Joe Biden reuniu-se ontem com autoridades civis e militares americanas. Ele participará das celebrações do encerramento das operações de combate. Apesar da retirada, os EUA ainda manterão cerca de 50 mil militares no Iraque para dar apoio logístico e treinamento às forças iraquianas.

Também estava previsto um encontro de Biden com líderes políticos iraquianos, que enfrentam dificuldade para formar um governo depois das eleições de março. O comandante das forças americanas, general Ray Odierno, que está de saída, afirmou, em entrevista ao New York Times, que talvez ainda demore mais dois meses até que os iraquianos cheguem a um acordo político - e ele não descarta a possibilidade de novas eleições.

Distanciamento. "Duvido que os EUA terão muita influência no Iraque no longo prazo. Na verdade, o Irã já é mais influente do que os americanos na política iraquiana", disse ao Estado, recentemente, Rashid Khalidi, professor da Universidade Columbia.


Marina Ottaway, do Carnegie Endowment for International Peace, concorda. "Os EUA podem dar conselhos e fazer sugestões, mas não estão em posição para forçar Bagdá a seguir os passos desejados por Washington."

O Iraque, que, cinco meses depois das eleições, ainda não tem um governo definido, sofre com a interferência de países vizinhos, como a Arábia Saudita, Síria e Irã, conforme escreveu o Wall Street Journal em editorial sobre a retirada americana. Como no Líbano dos anos 90, Bagdá tenta se reerguer depois de uma guerra.

Na avaliação de analistas, o conflito não terminará. "Seria um erro chamar o Iraque de qualquer outra coisa além de um sucesso provisório do presente", afirmou Michael O"Hanlon, do Brookings Institution.

30 agosto 2010

Exposição atrai civis para ações militares

Crianças e adultos conheceram veículos, equipamentos e materiais bélicos em evento que encerrou a Semana do Soldado. Atividade serve de preparação para o 7 de Setembro


Correio Braziliense

O encerramento da Semana do Soldado foi marcado pela 10ª Exposição de Material Militar, na Avenida do Exército. Durante a manhã de sábado, o público pôde conferir motocicletas, canhões, lançadores de foguetes e viaturas de combate usados pelo Comando Militar do Planalto em solenidades como o desfile de 7 de Setembro. Este ano, a exposição foi realizada em conjunto com a 8ª Corrida Duque de Caxias, cujo percurso de 10km partiu do Setor Militar Urbano. Nas edições anteriores, o evento ocorria no Parque da Cidade.

Para a exposição, foram reunidos armamentos de artilharia e carros de combate do Pelotão do Exército e da Cavalaria. A mesma exposição também esteve em Valparaíso (Goiás), com o apoio da banda do Batalhão de Polícia do Exército. Os mesmos músicos fizeram apresentações em Uberlândia e Araguari, em Minas Gerais, acompanhados da pirâmide humana de 40 homens apoiados em uma só motocicleta.

Embora embalada pelo clima militar, a exposição é direcionada especialmente aos civis, que podem ver de perto o equipamento usado nos treinamentos e nas solenidades do Exército. “É muito importante essa política de apoio com o público civil, dessa forma eles podem conhecer como funciona o Exército”, avaliou o major Adriano Mattos, da Comunicação Social do Exército. Para o major, a interação também pode ser uma forma de divulgar informações sobre como ingressar na Força – esse tipo de orientação foi disponibilizada ao público no evento. As crianças também receberam destaque, e foram presenteadas com soldadinhos de brinquedo.


O policial civil Ângelo Roncalli, 38 anos, ficou sabendo da comemoração ao Dia do Soldado por meio do trabalho escolar do filho de 3 anos. O colégio do pequeno Arthur pediu que os pais ajudassem as crianças em uma pesquisa sobre a data comemorativa, tarefa que muito interessou o menino. O pai aproveitou a empolgação do filho para visitar a exposição de armamentos do Exército, onde Arthur via pela primeira vez carros e canhões, enquanto treinava continências. “São valores que o Exército passa.

É muito importante que a juventude de hoje tenha uma referência”, orgulhou-se Ângelo. Sobre a inclinação do filho para o serviço militar, o policial preferiu não criar muitas expectativas. “É cedo ainda para decidir, mas quem sabe?”

Raridades

Além dos carros usados para combate e reconhecimento, também estavam expostos canhões de salvas cerimoniais e outros armamentos. Mesmo em período de paz, o material bélico recebe manutenção semanal e está em perfeito estado de conservação. A maioria deles é relativamente moderna, mas esses também dividiam espaços com raridades, como um canhão Shneider 75 mm, modelo 1912. Tatiane Bispo, 30 anos, foi à praça Duque de Caxias para assistir à corrida em que competiram o namorado e o cunhado, mas se impressionou com a presença do armamento pesado. “Eu nunca tinha visto, achei que teria só coisa velha. Mas ver que também há armamento automático de última geração dá uma sensação de segurança”, observou.

Bruno Marcos Polloni, 38 anos, visita todos os anos o evento acompanhado dos filhos. Este ano, o taxista levou consigo também o sobrinho para que as crianças tirassem fotos com o equipamento militar. “É um programa diferente de ir ao shopping ou no parque”, justificou Bruno, que este ano soube pela televisão da mudança de local da exposição. “Eu já vi um canhão atirando, mas queria mesmo é ver o carro aqui andando”, revelou João Gabriel de Andrade, sobrinho do taxista. Mesmo com apenas 8 anos, o menino não se intimida ao examinar a viatura blindada Urutu, de 11 toneladas. “Só dá medo se estiverem apontando para a gente”, explicou a criança ao se referir ao veículo equipado com armamento antiaéreo e anticarro.

Todas as atrações referentes ao Dia do Soldado são como uma espécie de prévia da Semana da Pátria, ocasião em que os armamentos e carros serão exibidos no Parque da Cidade. Em 4 e 5 de setembro, o Exército montará uma exposição mais interativa, na qual, além de conhecer os equipamentos por meio da orientação de especialistas, o público também poderá entrar nos carros assim como um soldado em atividade. O evento, promovido pelas três Forças Armadas em conjunto com a Polícia Militar, ocorrerá no estacionamento do Parque Ana Lídia.

O dia do marechal

O Dia do Soldado é comemorado na data de nascimento do patrono do Exército Brasileiro, marechal de Exército Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Nascido em 25 de agosto de 1803, foi três vezes ministro da Guerra.

No Rio, exposição homenageia 30 anos da mulher militar na Marinha

Nayara Torres - Ministério da Defesa


Brasília, 27/08/2010 - A Marinha do Brasil foi a primeira Força Armada a admitir mulheres em seus quadros. Posteriormente, elas passaram a ingressar também na Aeronáutica e no Exército. Desde então, a presença feminina nas Forças Armadas do Brasil vem aumentando tanto em número quanto em funções. Atualmente, as Forças Armadas contam com cerca de 13 mil mulheres militares em todo o país. E, para homenageá-las, a Marinha vem realizando, desde segunda-feira (20), a exposição “30 anos da mulher militar na Marinha do Brasil”.
A mostra é aberta ao público e permanecerá no Espaço Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro, durante sete meses (13/03/2011). “Hoje elas comandam e lideram trabalhos na Marinha. E, nesses 30 anos, se afirmaram como pessoas competentes, inteligentes e capazes de oferecer bons frutos. A presença delas é solidificada, estão aqui para ficar’’, afirmou o Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Vice-Almirante Armando de Senna Bittencourt.


A Capitão-Tenente Ana Paula Alves de Souza, do Rio de Janeiro, está há 17 anos na carreira militar. Hoje, ela exerce a função de ajudante-de-ordens do Ministro da Defesa, Nelson Jobim. A Capitão destaca que sua função sempre foi desempenhada com muita facilidade e aceitação. “Desde o momento que eu entrei não houve qualquer dificuldade, sempre fui muito bem aceita e vejo que o meu trabalho foi reconhecido’’.
O acesso de mulheres às Forças Armadas é voluntário, diferente da apresentação obrigatória que existe para os homens. No entanto, ambos os sexos podem ingressar da mesma forma nas Forças, mediante concurso para ingresso como permanente ou temporário.
Na Marinha, a iniciativa pioneira do Corpo Auxiliar Feminino foi do então Ministro da instituição, Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca. Na época, elas atuavam apenas nas áreas técnicas e administrativas.
Hoje, por exemplo, na Marinha, as mulheres comandam Organizações Militares, atuam como vice-diretoras, lideram equipes, gerenciam projetos e construções de navios e outras obras; chefiam departamentos, divisões e seções na administração, nos hospitais e nos centros de tecnologia da Força. Em geral, as mulheres exercem funções não combatentes, em áreas como administração, saúde, engenharia ou comunicação. Assumem viagens para locais distantes, em difíceis missões, comprovando, assim, sua coragem, competência, liderança e capacidade feminina.



A exposição contará com seis módulos: O primeiro mostrará a cronologia da presença militar feminina no Brasil; o segundo, a importância da tecnologia e a contribuição das mulheres para uma Marinha moderna. Já o terceiro módulo contará a evolução dos uniformes femininos e a incorporação das mulheres aos diversos corpos e quadros existentes. O quarto reconhecerá os bons resultados obtidos por elas e, o quinto módulo, destaca imagens de mulheres em atividades militares. Por fim, a sexta mostra apresentará perspectivas de futuro.
Mais informações sobre as normas de recrutamento de cada Força podem ser obtidas nos sítios da Forças:
1)Marinha: https://www.mar.mil.br
https://www.mar.mil.br/menu_v/ingresse_na_marinha/imagens/como_ing_2007.pdf
(Há mais informações sobre “Como ingressar na Marinha”)
2)Exército: http://www.exercito.gov.br
 (http://www.exercito.gov.br/01inst/DMF/mulher.htm)
3)Aeronáutica: http://www.fab.mil.br
(http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?page=ingresso)
(É possível colocar o nível de escolaridade, a idade e o sexo e ainda verificar as opções de ingresso)
Exposição: “30 anos da mulher militar na Marinha do Brasil’’
Data: 20 de agosto de 2010 a 13 de março de 2011
Horários: Terça a domingo, das 12h às 17h
Local: Espaço Cultural da Marinha (Rio de Janeiro)
Mais informações: (21) 2104-6992
Realização: Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.
www.dphdm.mar.mil.br

Presidente Lula sanciona lei da Nova Defesa

José Romildo - Ministério da Defesa


Brasília, 25/08/2010 – Em solenidade na Sala de Audiência do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na tarde desta quarta-feira (25/8/2010) a Lei que estrutura a Nova Defesa, com o fortalecimento do Ministério da Defesa, criado em 1999.

A Lei, resultado do PLC 10/2010, é o principal ato resultante da Estratégia Nacional de Defesa, de dezembro de 2008, e abre espaço para a reestruturação da Defesa e a execução de novas tarefas e obrigações, especialmente na coordenação das Forças Armadas e na integração da área de defesa com o projeto de desenvolvimento nacional.

“Eu penso, ministro Jobim, que a história vai registrar o dia de hoje”, disse o presidente em seu discurso, dirigindo-se ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. “Eu confesso que parecia impossível que, em um curto espaço de tempo, a gente conseguisse fazer aprovar a mudança da Lei Complementar que propunha a criação de um novo Ministério da Defesa”, completou o presidente.

Segundo o Presidente, a reestruturação da Defesa brasileira é uma mensagem para o mundo: “Estamos mostrando que nós queremos ser um país mais sério, que nós queremos ser um país com mais auto-estima, um país com mais respeito próprio e um país que tem nas suas Forças Armadas parte do garante dessa sustentabilidade e confiança que nós precisamos nas nossas relações internacionais e nas relações entre estados”.

Jobim, em seu discurso, também enfatizou a importância da mudança para o status do Brasil no cenário internacional. “O Brasil começa, então, a ter condições de ter aquilo que Vossa Excelência disse ao aprovar a Estratégia Nacional de Defesa: O Brasil terá condições de dizer “sim” quando no mundo tiver que dizer “sim” e quiser dizer “sim”, e precisar dizer “sim”. Mas o Brasil também terá condições de dizer “não” quando precisar dizer “não”, seja a quem for, seja ao Estado que for, na afirmação dos interesses brasileiros e nos interesses de sua soberania”.

O ministro agradeceu efusivamente aos três Comandantes de Força - Almirante Julio Soares de Moura Neto, da Marinha; General Enzo Martins Peri, do Exército; e Brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica- pelo apoio na definição da nova estrutura.

O novo marco legal modifica a Lei Complementar nº 97/95, que dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.

“Tudo o que fazemos hoje, faz parte do redesenho da Defesa”, disse Jobim. A alteração da Lei Complementar 97, segundo Jobim, insere o Ministério da Defesa na cadeia de comando das Forças. “Antes o ministro ficava na lateralidade como chefe administrativo”, explicou.

Uma das mudanças mais imediatas será a criação do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, a ser ocupada por um oficial-general do último posto (4 estrelas) da ativa ou da reserva. Se for da ativa, irá automaticamente para a reserva após a nomeação, a exemplo do que já ocorre com os comandantes de Força. Para o cargo, foi nomeado o General-de-Exército José Carlo De Nardi, até então Comandante Militar do Sul.

O Chefe do EMCFA é indicado pelo Ministro da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, da mesma forma que ocorre com os Comandantes. Ele terá o mesmo nível hierárquico dos comandantes das Forças e ascendência sobre todos os demais militares de qualquer Força, exceto sobre os comandantes das mesmas.

Conforme observou o ministro Jobim, a criação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas altera a doutrina das ações combinadas até então em vigor. “Fica muito claro que competirá ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o emprego. E aos comandantes das Forças, o preparo. Daí porque o Chefe do Estado- Maior das Forças Armadas tem a mesma hierarquia e a mesma linha de prioridade dos comandantes de Forças”, afirmou o ministro.

Outra mudança é que o ministro da Defesa, além de passar a indicar os Comandantes de Força, para decisão do Presidente, também escolherá livremente os seus secretários, inclusive os militares. Até então, as próprias Forças indicavam os militares que deveriam ocupar secretarias militares na Defesa.

Sintetizando a mudança, Jobim explicou: “Passa o senhor ministro da Defesa a indicar ao senhor Presidente da República os comandantes de Forças e o chefe de seu Estado-Maior Conjunto. Antes, ele era ouvido.”

A alteração da doutrina e a criação do Estado-Maior Conjunto permitirão uma atuação integrada das Forças Armadas. Hoje, em exercícios militares conjuntos, elas atuam sob um “comando combinado” e, com a criação do EMCFA, passarão a atuar sob um “comando conjunto", que pode ser de outra Força.

O Projeto de Lei também traz para o Ministério da Defesa a formulação da proposta orçamentária das Forças, e a definição de políticas e diretrizes de produtos de defesa, inclusive equipamentos, munições e fardamento. As compras em si, continuarão sendo feitas pelas Forças.

A proposta orçamentária das Forças será elaborada em conjunto com o Ministério da Defesa, que a consolidará, obedecendo-se as prioridades estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, explicitadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Até então, os orçamentos eram feitos separadamente pelas Forças e o Ministério da Defesa meramente os compatibilizaria e os enviaria ao Ministério do Planejamento. O ministro Jobim alterou na prática essa sistemática e agora consolida o novo procedimento na Lei.

A nova Lei também facilita o patrulhamento de fronteiras, ao estender à Marinha e à Força Aérea o mesmo poder que o Exército já dispunha: de fazer patrulhamento, revista e prisão em flagrante, entre outros. Esse poder havia sido outorgado ao Exército em 2004, quando houve uma primeira mudança na Lei Complementar 97.

Outra alteração feita no mesmo ano deu à Força Aérea poder de patrulhamento do espaço aéreo brasileiro total. Mas em solo, no mar e nas águas interiores, Marinha e FAB continuavam impedidas de patrulhar crimes transfronteiriços.

Mas as Forças Armadas só agirão de forma complementar ou articulada com as polícias, sem substituí-las nas fronteiras. O inquérito continuará sendo atribuição da polícia.

De acordo com a nova Lei, os atos praticados por militares no cumprimento de missões em operações subsidiárias serão julgados pela Justiça Militar. Essa mudança dá segurança jurídica às operações subsidiárias e aos militares que nelas atuam. A lei anterior dava margem a interpretações distintas dos juízes.

21 agosto 2010

Divulgado vídeo com imagens do Exército colombiano contra as Farc

Jornal Nacional

Numa ação que teria sido realizada em março, o Exército colombiano teria atirado contra um barco com cinco membros das Farc. Eles pularam na água e, em seguida, morreram no ataque.

Tropas dos EUA finalmente deixam o Iraque

Jornal Nacional

O último batalhão de combate americano deixou o Iraque na quarta-feira (18), em direção ao Kuwait. Mas 50 mil militares ficarão até o fim de 2011 para treinar a polícia e o Exército iraquianos.

20 agosto 2010

TV iraniana mostra imagens de lançamento de míssil

Globo News

O míssil teria um programa para localizar alvos em terra. A divulgação das imagens foi feita na véspera da inauguração de uma usina nuclear no sul do Irã.

16 agosto 2010

Secretário de Defesa dos EUA anuncia retirada em plena incerteza afegã

AFP
Em Washington

O secretário americano de Defesa, o republicano Robert Gates, um dos pilares do governo Obama, confirmou nesta segunda-feira que deixará seu cargo no próximo ano, em pleno período de mais dificuldade para Washington no calendário de retirada das tropas do Afeganistão.

"Acho que durante o ano que vem, estarei em posição (...) de saber se nossa estratégia funciona no Afeganistão", declarou o ministro em uma entrevista concedida à revista americana Foreign Policy. "A estratégia de envio de reforços estará concluída. Faremos uma avaliação em dezembro (2010). E me parece que durante o ano de 2011 chegará logicamente um momento de passar o bastão", acrescentou.

Gates, de 66 anos, foi nomeado para o posto em 2006 pelo ex-presidente George W. Bush, no lugar do polêmico Donald Rumsfeld, e mantido em suas funções por Barack Obama, dando um toque republicano em sua estratégia de combate no Afeganistão.

"O presidente é grato (a Gates) por ter servido" em seu posto, reagiu um porta-voz da Casa Branca, Bill Burton, lembrando que o secretário já tinha manifestado a sua intenção. "Não é uma surpresa vê-lo discutir seu projeto de passar para outra coisa", acrescentou Burton.

Gates conduziu bem a estratégia de envio de reforços ao Iraque em 2007. Ele anunciou na semana passada uma política de cortes de gastos no Pentágono, cujo enorme orçamento duplicou desde 2001.

As declarações de Gates foram feitas no momento em que uma contradição surgiu entre ele e o comandante das forças americanas e internacionais no Afeganistão, David Petraeus. Em uma entrevista concedida ao jornal Los Angeles Times, o secretário repetiu que a data de julho de 2011 para o início da retirada das tropas estava gravada em mármore, enquanto o general Petraeus declarou domingo à televisão que não a considera "obrigatória".

Há menos de dois meses, Obama teve que mudar seu comando no Afeganistão, após uma entrevista do titular do posto, general Stanley McChrystal, que revelou as divisões do governo em torno da estratégia afegã. O general Petraeus foi nomeado para seu lugar.

O presidente anunciou sua nova estratégia afegã no final de 2009, com o envio de mais 30.000 soldados americanos, elevando seu total para 100.000, na esperança de quebrar a resistência dos talibãs. Ele anunciou também a data de julho de 2011 para o início da retirada, que deve ser acompanhada de um fortalecimento do Exército afegão.

Burton apoiou nesta segunda-feira a posição de Gates, explicando que a data de julho de 2011 não era "negociável". Mas ele assegurou também que o presidente e o general Petraeus estavam de acordo e que as declarações do oficial tinham sido retiradas de seu contexto.

Obama é criticado pelos republicanos por ter estipulado uma data de retirada, o que, segundo eles, apenas pode tranquilizar o inimigo. Obama também é criticado pela esquerda Obama por aqueles que pensam que a vitória é impossível no Afeganistão.

De acordo com a Foreign Policy, entre os possíveis candidatos à sucessão de Robert Gates estão a atual secretária adjunta de Defesa Michele Flournoy, o diretor da CIA Leon Panetta, ex-secretário da Marinha Richard Danzig, além de John Hamre, presidente do centro de reflexão (Think Tank) Center for Strategic and International Studies. Alguns mencionam o nome da atual chefe da Diplomacia, Hillary Clinton.

Petraeus discorda sobre a retirada

Comandante das forças da Otan afirma que situação no país determinará a remoção de soldados


Rodrigo Craveiro - Correio Braziliense

No dia em que o número de soldados estrangeiros mortos no Afeganistão alcançou a cifra dos 2 mil, declarações do comandante responsável pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país sugerem que a situação é bem pior do que se pensava. Em entrevista à rede de TV norteamericana NBC, o general David Petraeus reservou-se o direito de não iniciar a retirada das tropas em julho de 2011, como determina o cronograma da Casa Branca. Ao ser questionado se poderia considerar que o começo da desocupação não ocorra na data pretendida pelo presidente Barack Obama, o oficial respondeu:

“Certamente sim”. “O presidente e eu nos sentamos no Salão Oval e ele expressou muito claramente que o que ele deseja de mim é meu melhor conselho profissional como militar”, contou Petraeus. “Certamente, estou ciente do contexto no qual eu ofereço esse conselho. Mas a situação no terreno é que o conduzirá”, acrescentou.

O comandante considerou o prazo até julho como um sinal do “aumento da urgência” com que o governo Obama analisa o panorama no país. “Nos últimos 18 meses, é a primeira vez que tentamos entender os problemas no Afeganistão. Com base nisso, precisamos redefinir conceitos”, afirmou Petraeus. Consultado pelo Correio, o libanês Nadim Shehadi — analista do Instituto Real de Assuntos Internacionais da Chatham House (em Londres) — acredita ser uma “má ideia” estabelecer um calendário específico de retirada militar. “Deveríamos estipular padrões de desempenho no Afeganistão, em vez de datas”, defende. “A impressão é de que os Estados Unidos não têm resistência para terminar o trabalho e que eles ‘cortam e correm’, deixando seus amigos na mão”, explica Shehadi, para quem a situação é pior do que no Iraque. “O Talibã pode tomar o poder novamente”, alerta.

Os frequentes erros da Otan, que tem bombardeado e matado inocentes, ameaçam os esforços de estabilização do país. Por meio de um comunicado à imprensa, o comando da organização admitiu ontem a morte de cinco civis, por engano, durante ataque aéreo contra um reduto talibã no distrito de Lashkar Gah, três dias antes. “Fomos alvos de disparos dos insurgentes. Então, solicitamos apoio aéreo como reforço. Mais tarde, quatro feridos e três afegãos mortos foram deixados perto de um posto de controle, e dois dos ferido morreram”, afirma a nota da Otan. “Há provas de que havia civis na casa atacada pelas forças da coalizão”, reconhece. A Organização das Nações Unidas (ONU) revela que mais de 1,2 mil civis morreram no Afeganistão somente no primeiro semestre, um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2009.

O general David Petraeus chamou ontem de “reprovável” a possível divulgação de mais documentos secretos sobre a guerra por parte do site WikiLeaks e advertiu que a atitude pôs em risco aliados de Washington. “Há nomes de informantes e, em alguns casos, os nomes verdadeiros de indivíduos com os quais nos associamos em missões difíceis, em lugares difíceis”, disse à TV NBC. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, prometeu tornar públicos mais 15 mil documentos.

Bin Laden

Para Petraeus, a captura ou morte do terrorista saudita Osama bin Laden ainda é um objetivo-chave para os Estados Unidos. De acordo com ele, o líder da rede Al-Qaeda está escondido em algum lugar nas montanhas remotas entre Afeganistão e Paquistão. “Não acredito que ninguém saiba onde está Osama bin Laden”, declarou Petraeus à rede de TV NBC. “Bin Laden continua sendo um ícone e acredito que capturá-lo ou matá-lo continua sendo um objetivo importante para todos aqueles que estão envolvidos no combate ao terrorismo no mundo”, concluiu.

EUA ampliam guerra secreta contra o terrorismo em dois continentes

WASHINGTON - O Estado de SP

Inicialmente, o ataque aéreo de 25 de maio contra suspeitos de integrar a Al-Qaeda no deserto da Província de Marib, no Iêmen, soou como uma modesta vitória na campanha contra os terroristas. Mas o ataque também matou o vice-governador da província - um respeitado líder local que estava tentando convencer os membros da Al-Qaeda a cessar sua luta. O presidente Ali Abdullah Saleh admitiu a culpa pela morte.

No entanto, o ataque não foi obra da decrépita força aérea de Saleh. Foi o resultado de uma missão secreta do Exército dos EUA - a quarta contra a Al-Qaeda no deserto do Iêmen desde dezembro -, segundo funcionários americanos.

O ataque ofereceu um vislumbre sobre a guerra secreta do governo Barack Obama contra a Al-Qaeda e seus aliados. Os EUA ampliaram significativamente suas operações militares e de inteligência em uma dúzia de países - dos desertos do Norte da África, às montanhas do Paquistão e ex-repúblicas soviéticas afetadas por tensões étnicas e religiosas -, usando aviões não-tripulados, comandos especiais e pagando a empresas contratadas para espionar e treinar equipes locais para perseguir os inimigos.


A Casa Branca intensificou a campanha de ataque com aviões não-tripulados (drones) no Paquistão, aprovou operações contra integrantes da Al-Qaeda na Somália e lançou ações clandestinas. O governo trabalhou com aliados europeus para desmantelar grupos terroristas no Norte da África, esforço que incluiu um recente ataque da França na Argélia.

Apesar de essa guerra silenciosa ter começado no governo George W. Bush, ela foi expandida sob Obama, que se havia destacado por sua oposição à invasão do Iraque. Virtualmente, nenhuma dessas medidas adotadas pelo governo foi publicamente divulgada. Em contraste com o aumento de tropas no Afeganistão, que ocorreu após meses de debate, por exemplo, a campanha americana no Iêmen nunca foi oficialmente confirmada.

Funcionários do governo destacam os benefícios de manter essa guerra contra a Al-Qaeda e outros militantes nas sombras. Segundo eles, Afeganistão e Iraque têm preocupado os políticos e eleitores americanos por causa dos custos das grandes guerras que depõem governos, requerem anos de ocupação e podem ser um catalisador para mais radicalização no mundo islâmico.

Riscos. No entanto, essas guerras secretas trazem vários riscos: o potencial de operações fracassadas alimentarem a raiva contra os EUA; uma falta de clareza entre os papéis dos soldados e espiões que podem pôr as tropas em risco, tendo negadas as proteções da Convenções de Genebra; o enfraquecimento do sistema de monitoramento do Congresso criado para impedir abusos das operações secretas; e dependência em líderes estrangeiros autoritários.

O bombardeio de maio no Iêmen, por exemplo, provocou um ataque em represália contra um oleoduto por tribos locais e produziu uma propaganda positiva para a Al-Qaeda na Península Arábica. Também deixou o presidente iemenita furioso com a morte do vice-governador provincial.

As exigências do governo Obama aceleraram a transformação da CIA (agência central de inteligência) em uma organização paramilitar, além de uma agência de espionagem, algo que muitos críticos temem que possa reduzir o limite das futuras operações semi-militares. / THE NEW YORK TIMES

PARA ENTENDER


Iêmen é terreno fértil para terroristas

O Iêmen é um dos berços da rede terrorista Al-Qaeda, fundada pelo saudita Osama Bin Laden, responsabilizado pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. Embora o governo iemenita seja um aliado dos americanos, a fragilidade das instituições políticas, as fronteiras porosas e a vizinhança problemática fazem do país território fértil para os terroristas. Estima-se que dezenas de milhares de iemenitas lutaram ou foram treinados em campos no Afeganistão. A Al-Qaeda também tem uma célula no Norte da África. Na Argélia, o antigo Grupo Salafista para Pregação e Combate mudou o nome para Al-Qaeda no Magreb Islâmico em 2006 e estendeu suas ações a vários países da região.

Nuclep, mais uma estatal que é ressuscitada

Apesar de novas encomendas, empresa ainda é deficitária e depende do Tesouro


Alexandre Rodrigues /ITAGUAÍ (RJ) - O Estado de S.Paulo

Depois de hibernar por mais de uma década, a Nuclebrás Equipamentos Pesados S. A. (Nuclep) é mais uma estatal vitaminada pelo governo federal para tirar do papel grandes projetos. Com a assinatura de contratos, como o dos cascos dos novos submarinos da Marinha e de equipamentos para a Usina Nuclear Angra 3, a empresa deverá superar a marca recorde de R$ 500 milhões em encomendas este ano.

A cifra representa um aumento de mais de 230% no valor dos serviços contratados em relação a 2009, quando as encomendas somaram R$ 150 milhões. Para o presidente da Nuclep, Jaime Cardoso, o salto fecha a primeira fase da recuperação da empresa iniciada em 2003.

Naquele ano, a Nuclep faturou magros R$ 7,3 milhões. Em 2009, a receita subiu para R$ 79,1 milhões. Este ano, a expectativa é fechar com R$ 130 milhões.

Apesar da melhora nos números, a estatal ainda é deficitária e depende do Tesouro para fechar as contas. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, a estatal custa aos cofres públicos cerca de R$ 100 milhões por ano.

Trinta anos depois de iniciar as atividades, a empresa tenta deixar para trás a imagem de elefante branco. Tanto que pretende renovar seu parque industrial de 65 mil metros quadrados em Itaguaí, no Grande Rio, para não só dar conta das encomendas mas também diversificar ainda mais sua atuação. Uma das metas é tirar do papel o plano de produzir motores navais, o que pode aumentar o grau de nacionalização de embarcações e plataformas de petróleo.

Independência. Embora não diga quando, Rezende afirma que a estatal logo poderá andar sozinha. "A Nuclep ainda é dependente porque ficou abandonada durante anos", disse o ministro ao Estado. "Estamos fazendo investimentos graduais para recuperar a capacidade para grandes encomendas, e o crescimento das vendas mostra que ela está caminhando rapidamente para a sua independência financeira."

Criada em 1975 para dar suporte ao Plano Nuclear Brasileiro (PNB), a Nuclep fabricou, a partir de 1980, equipamentos para as duas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ) e peças para submarinos da Marinha, que planejava uma embarcação nuclear. Com a paralisação do PNB, a estatal ficou imobilizada por mais de uma década. Quase fechou as portas.

Em 2003, para cumprir promessa de campanha do presidente Lula, o governo reabilitou a Nuclep. A estatal foi escalada para fabricar os blocos estruturais do casco da plataforma P-51, da Petrobrás, e substituição à produção em Cingapura a custo mais baixo.


Apesar das condições precárias da fábrica, os engenheiros desenvolveram um método de fabricação das estruturas em módulos que permitiu a entrega em 2006 e novo contrato para a P-56.

"Muita gente não acreditava e dizia que estávamos brincando de Lego", diz Cardoso. "Entregamos no prazo e recuperamos nossa credibilidade."

A empresa passou a ser vista como peça importante no plano de grandes projetos sob liderança estatal. Para o governo, ela poderá suprir falhas de mercado para aumentar a participação nacional na demanda de programas como a exploração de petróleo no pré-sal, usinas hidrelétricas e nucleares ou o reequipamento da Marinha.

"Desde o início, a missão era capacitar a empresa para encomendas que seriam geradas pela política de desenvolvimento que o governo queria colocar em prática e na qual a Nuclep era um elemento-chave", diz Cardoso, que é ligado ao PSB e assumiu a companhia no fim de 2003.

As instalações da Nuclep influenciaram a escolha da Baía de Sepetiba, em Itaguaí, para a construção da nova base e do estaleiro de submarinos da Marinha. O complexo vai abrigar a fabricação dos cascos de quatro novos submarinos convencionais e do futuro nuclear, o primeiro do País. Um dos motivos do crescimento das vendas da Nuclep vem da assinatura desse contrato, cujo valor não é divulgado. Todo o programa está estimado em 6,7 bilhões.

Submarino nuclear. Até o fim do ano, 60 funcionários da estatal serão treinados na França pela DCNS, que vai montar os submarinos, em parceria com a Odebrecht, no estaleiro de Sepetiba. Ao mesmo tempo, uma área da fábrica de Itaguaí será preparada para a montagem das peças de dimensões gigantescas. Outro setor será reequipado para atender às encomendas da indústria de petróleo no mar.

A estatal também quer conquistar mais pedidos internacionais, como o dos pré-distribuidores das turbinas da hidrelétrica de Tacoma, na Venezuela, que estão em montagem num dos galpões da Finep. São peças de 300 toneladas e 15 metros de diâmetro, encomendas pela argentina Impsa, contratada para o empreendimento. A ideia é capacitar a Nuclep para prestar serviços semelhantes para hidrelétricas em planejamento no Brasil, como a de Belo Monte.

Outro contrato que vai hidratar as receitas da Nuclep nos próximos anos é o de Angra 3. A estatal vai produzir oito acumuladores e três condensadores da nova usina nuclear, cuja entrega está prevista para 2015.

Segundo Marcelo Moraes, diretor de projetos da Nuclep, a expectativa é fornecer até R$ 300 milhões em serviços para Angra 3 nos próximos três anos. A Nuclep já tem US$ 300 milhões em equipamentos prontos para a usina, estocados desde a descontinuidade do primeiro PNB.

PRINCIPAIS PROJETOS

1. Fabricação de acumuladores e condensadores para Angra 3
2. Produção dos cascos de 4 submarinos para a Marinha
3. Fabricação de componentes de turbinas para hidrelétricas na Venezuela
4. Contratos de manutenção de equipamento com a Petrobrás
5. Fornecimento de equipamentos para a Petrobrás

Companhia busca parcerias com empresas privadas

O presidente da Nuclep, Jaime Cardoso, quer fazer parcerias com empresas privadas para reduzir a dependência da estatal do Tesouro. De olho na expansão de estaleiros e nas perspectivas do pré-sal, a estatal está acelerando o plano de montar uma fábrica de motores para propulsão naval em Itaguaí. Hoje, estaleiros têm de importar motores para navios e plataformas, reduzindo o potencial de conteúdo nacional na fabricação de embarcações para o pré-sal.

A Nuclep tem, desde 2005, acordo de licenciamento firmado com a suíça Wärtisilä para fabricar em Itaguaí seus modelos de motores para navios de grande porte. No entanto, ainda não tornou viável os investimentos, inicialmente estimados em R$ 65 milhões. Como a empresa suíça manifestou interesse em participar do investimento, a estatal está prestes a fechar um modelo jurídico para a parceria.

Segundo Cardoso, a intenção é não perder tempo e participar da produção de embarcações já encomendadas pela Petrobrás.

"Podemos começar a produzir com um investimento bem menor, mas ainda estamos estudando como formalizar a parceria com uma empresa privada, que é uma forma de minimizar nossa dependência do Tesouro", disse.

A retomada das encomendas animam o diretor Marcelo Moraes. Há 31 anos na Nuclep, Moraes viveu o auge, a decadência e, agora, a recuperação da empresa.

Haiti: viúvas de militares vão à Justiça

Elas pleiteiam indenização em dobro pela morte de maridos em missão oficial


Chico Otavio - O Globo

Inconformadas com o valor das indenizações pagas pela morte de 18 militares brasileiros no terremoto do Haiti, em 12 de janeiro, as viúvas das vítimas decidiram processar a Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex), entidade ligada ao Exército, e a Bradesco Seguros. Como publicado ontem na coluna de Elio Gaspari, elas alegam que as famílias receberam apenas um seguro correspondente à morte natural, assim mesmo a título de ajuda, quando os maridos, em missão oficial de caráter humanitário, perderam a vida em serviço - circunstância que dobra o valor.

A bancária Cely Zanin, viúva do coronel João Eliseu Souza Zanin, disse que o "apoio financeiro" da Poupex - que elas questionam - e uma indenização de R$50 mil das Nações Unidas foram, até agora, os únicos auxílios recebidos. A indenização de R$500 mil prometida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cada um, além de um auxílio-educação de R$510 mensais para os filhos dos militares, até hoje não saiu. Em nota divulgada na internet, a Poupex argumenta que terremotos não estavam previstos nas coberturas garantidas pela apólice dos militares.

- A Poupex orgulha-se de priorizar as famílias militares. Meu marido pagou o seguro por 30 anos. E agora, depois que a nossa vida virou pelo avesso (dela com o casal de filhos), somos surpreendidos e humilhados com isso - lamenta Cely.

A apólice, de fato, exibe uma cláusula que desobriga o pagamento de indenizações em casos de catástrofes como terremotos e maremotos. Mas Cely garante que outra cláusula do mesmo capítulo, o dos "riscos excluídos", abre exceção para os casos de morte ocorridos em serviço militar e atos humanitários - duas situações que se enquadrariam na tragédia com os militares brasileiros.

As argumentações dos dois lados indicam que uma batalha judicial se avizinha. A Poupex sustenta que o apoio financeiro foi decidido em caráter excepcional, com o objetivo de socorrer as famílias, embora a lei a desobrigasse do pagamento. "Esclarecemos que a indenização em dobro é concedida apenas para a morte acidental causada por eventos específicos constantes na apólice de seguro, independentemente de ter sido ou não em serviço", alega a nota.

Procurado pelo GLOBO, o Comando do Exército reforça que o seguro não cobria eventos como terremotos e que a ajuda financeira foi concedida em caráter excepcional. "As ações judiciais decorrentes da discordância do valor recebido envolverão a entidade contratada e os beneficiários que optarem pela via judicial", diz a nota encaminhada à redação.

- Isso não tem cabimento. Nossos maridos não foram passear no Haiti. Pedi muito para ele não ir, mas meu marido respondeu que era para eu ficar tranquila porque, se acontecesse algo, teríamos um seguro. Mas agora é o juiz que dirá quem está com a razão - afirma Emília Martins, viúva do Tenente-Coronel Francisco Adolfo. Ela ressalva que a briga não é contra o Exército.

15 agosto 2010

Israel aprova compra de aviões de combate dos EUA

Por Dan Williams e Ori Lewis - Reuters

JERUSALÉM (Reuters) - O ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, aprovou preliminarmente neste domingo a compra de vinte aviões de combate fabricados nos Estados Unidos com uma tecnologia que impede que as aeronaves sejam detectadas em radares.

A entrega dos caças F-35 está prevista para entre 2015 e 2017, disse uma autoridade da Defesa israelense.

Líderes de Israel têm falado que o arqui-inimigo Irã está desenvolvendo armamento nuclear desde o início da década, sugerindo que as aeronaves F-35 não serão usadas para qualquer ação preventiva, mas sim para aumentar o poderio do país.

Um comunicado do Ministério da Defesa disse que Barak "aprovou em princípio as recomendações das Forças de Defesa de Israel e do Ministério da Defesa de seguir em frente" com a compra.

Os aviões secretos de combate, fabricados pela Lockheed Martin, "permitirão que Israel continue com sua superioridade aérea e mantenha-se tecnologicamente acima em nossa região", disse Barak, segundo o comunicado.

O Ministério de Defesa disse que Israel planeja comprar inicialmente 20 aeronaves, no valor total estimado de 2,75 bilhões de dólares, a ser coberto por um subsídio da Defesa norte-americana no valor de 3 bilhões de dólares.

Autoridades estimaram que a aprovação final do acordo possa ocorrer até o final de setembro pelo conselho de ministros do governo israelense.

Israel seria o primeiro país a assinar um acordo de compra de F-35 fora dos oito parceiros internacionais que ajudaram a desenvolver a aeronave.

O acordo está sendo discutido desde setembro de 2008, quando o Pentágono aprovou primeiramente a venda de 25 aviões de combate com a possibilidade de aumentar esse número nos anos seguintes.

O F-35 foi construído para impedir a detecção por radar e pode desempenhar um papel importante em qualquer esforço israelense de atacar o que o país considera uma ameaça à sua existência criada pelo programa nuclear iraniano. Teerã nega as alegações do Ocidente e de Israel de que está tentando produzir armas atômicas.

Israel, que acredita-se ser a única nação do Oriente Médio a deter arsenal nuclear, também considerou uma opção mais barata: a compra de uma versão modificada do avião de combate F-15, da Boeing.

14 agosto 2010

EUA anunciam planos para reduzir gastos militares

Globo News

Os Estados Unidos tentam se adaptar à nova realidade financeira. O Secretário de Defesa anunciou um plano para cortar U$$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

13 agosto 2010

Sargento do Exército é preso sob acusação de chefiar grupo de extermínio da Baixada

POR LÚCIO NATALÍCIO - O Dia

Rio - O sargento do Exército José Carlos Ferreira Júnior, o Júnior Gringo, foi preso na manhã desta sexta-feira sob acusação de chefiar o maior grupo de extermínio da Baixada Fluminense. O criminoso foi capturado por policiais do Serviço Reservado (P-2) do 21ºBPM  (Vilar dos Teles). Contra ele já havia um mandado de prisão pendente da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti pelo o homicídio de um policial militar. O criminoso foi levado para a 64ª DP (Vilar dos Teles). 

Marinha inaugura a exposição ’30 Anos da Mulher Militar na Marinha do Brasil’

Poder Naval


A Marinha do Brasil inaugura, em 20 de agosto, às 17h, no Espaço Cultural da Marinha, a exposição que é parte das comemorações dos 30 anos da mulher militar na Instituição. São seis módulos: o primeiro mostra a cronologia da presença militar feminina na Marinha; o segundo, a importância da tecnologia e a contribuição das mulheres para uma Marinha moderna; o terceiro, a evolução dos uniformes femininos e a incorporação das mulheres aos diversos corpos e quadros já existentes; o quarto reconhece os bons resultados obtidos por elas; o quinto destaca imagens de mulheres em atividades militares; e o sexto mostra perspectivas de futuro.


Tudo começou com a criação, em 1980, do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha. Era um Corpo separado, uma experiência pioneira nas Forças Armadas brasileiras. Com o passar dos anos, as mulheres se tornaram cada vez mais experientes para a execução das tarefas a elas confiadas. A Marinha reconheceu os bons resultados e o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva foi extinto em 1997, sendo as militares incorporadas a corpos existentes, onde atualmente competem em igualdade com os homens.

Elas comandam Organizações Militares ou são suas vice-diretoras; lideram equipes e gerenciam projetos e construções de navios de guerra e outras obras; chefiam departamentos, divisões e seções na administração, nos hospitais e centros de tecnologia da Marinha; realizam um excelente trabalho especializado, de nível médio e superior; viajam para locais distantes, em missões difíceis; e, assim, mostram competência, liderança, capacidade administrativa e coragem. É possível que, em breve, uma delas possa ser promovida a Contra-Almirante.

SERVIÇO:
  • Exposição “30 Anos da Mulher Militar na Marinha do Brasil” - 20 de agosto de 2010 a 13 de março de 2011 - Terça a domingo, das 12h às 17h
  • Espaço Cultural da Marinha - Rua Alfred Agache, s/n, Praça XV, Centro – Rio de Janeiro (próximo ao Mergulhão)
  • Outras informações: (21) 2104-6992
  • Realização: Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha: www.dphdm.mar.mil.br

Marinha adquire 8 aeronaves C-1A Trader

DIRETORIA DE AERONÁUTICA DA MARINHA
EXTRATO DE CONTRATO Nº 1

Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI
Processo:NUP 63003.000415/2010-53;
Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América.
Valor: U$ 234.806,00
Vigência: 06/08/2010; Assinatura 06/08/2010.

CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA
Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 1

Carta de Oferta e Aceite BR-P-SDI
Processo:NUP 63003.000415/2010-53;
Objeto: Aquisição de 08 (oito) células de aeronaves C1-A Enquadramento: Decreto nº 3.831, de 1º de Junho de 2001; Partes: Acordo por Troca de Notas celebrado entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América.
Valor: US$ 234.806,00.
Vigência: 16/07/2010 ;Assinatura 16/07/2010.

S CA DILERMANDO RIBEIRO LIMA
Adido Naval nos Estados Unidos da América e no Canadá.

EXTRATOS DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

TCAL Nº 63003000194/2010-13;
Objeto: Transporte de oito células de aeronaves C-1 A TRADER adquiridas junto ao Governo dos Estados Unidos da América por meio do programa FOREIGN MILITARY SALES -FMS CASE; Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:;
Valor: U$ 99.969,00 (Noventa e nove mil, novecentos e sessenta e nove dólares americanos)
DAT 11/03/2010.

CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas.

Ratificação: 11/03/2010 por CA NELSON GARRONE

PALMA VELLOSO – Diretor de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000238/2010-13; Objeto: Aquisição de cinquenta e seis capacetes de voo Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:; Valor: U$ 99.512,00 (Noventa e nove mil, quinhentos e doze dólares americanos)
DAT 24/03/2010.

CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas Ratificação: 24/03/2010 por CA NELSON GARRONE PALMA VELLOSO – Diretor de Aeronáutica da Marinha

TCAL Nº 63003000277/2010-11; Objeto: Visita técnica para inspeção das células da aeronave S-2G Tracker no Uruguai Enquadramento: Caput do Art. 25, I da Lei 8.666/1993; Justificativa:;
Valor: U$7.991,00 (Sete mil, novecentos e noventa e um dólares americanos)
DAT 31/03/2010.

CMG RÔMULO BRANDÃO MAIA – Ordenador de Despesas – Ratificação: 31/03/2010 por CA Nelson Garrone Palma Velloso – Diretor de Aeronáutica da Marinha

Os UAV dominam a Vigilância e a Designação de Alvos

Por David A. Fulghum - Poder Aéreo


A USAF está reintroduzindo o seu UAV furtivo (“stealth”) RQ-170 em operações no Afeganistão, e Israel está usando seus UAV de alcance estratégico para observar, designar e atacar contrabandistas no Mar Vermelho.

A última mudança é que a Ala de RQ-170 Sentinel da USAF voltou ou está retornando ao Afeganistão, dotada da capacidade de vídeo “full-motion” que os comandantes das forças terrestres têm requerido, como incremento de capacidade para as ações continuadas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) no país.

Durante a última entrevista como chefe de inteligência da Força Aérea, em 02 de agosto, o tenente-general Dave Deptula disse, em resposta a uma pergunta sobre a necessidade contínua de sigilo sobre o RQ-170: “Eu não posso te dizer, [mas] o fato é que temos lá uma aeronave furtiva pilotada remotamente.”

Quanto à forma como a Força Aérea consegue suportar uma força considerável de UAV com um programa de aquisição regular, sem incorrer nos custos punitivos que têm acompanhado os projetos “stealth” no passado, Deptula explicou: “Esse tipo de pergunta é exatamente o que estamos abordando agora, quando estamos desenvolvendo um documento de requisito inicial para a próxima geração de aviões pilotados remotamente.”

Operações dos Heron

O segundo item de nota é o uso dos UAV de longo alcance da Força Aérea Israelense – quer seja o Heron 1 ou o Heron 2 – nas operações transfronteiriças contra os contrabandistas, como parte do esforço contínuo para interceptar carregamentos de armas na região do Mar Vermelho.

Já existiu carga destinada ao Hamas e Hezbollah transportada por trem (via Turquia), por aviões (via Tailândia) e navios (através da Síria e Egito), as autoridades israelenses disseram para a Aviation Week. As armas eram provenientes da China, Espanha, Coréia do Norte e do Irã.

“Essa transferência, por mar, terra e ar permitiu ao Hezbollah ter hoje uma capacidade estratégica com foguetes e mísseis”, disse um planejador estratégico sênior das Forças de Defesa de Israel (IDF).

“Agora há o Scud que, em princípio, pode atingir a Jordânia e o Egito. [Grande variedade de] armas foram transferidas para o Hezbollah pela Síria e pelo Irã, através das Qods (Forças Especiais do Irã). Existem vários locais de armazenamento na Síria que pertencem ao Hezbollah.”

Durante uma incursão no Sudão contra dois comboios de caminhões transportando mísseis Fajr 5 provindos das Forças Qods do Irã, foram usados: um Eitan/Heron 2, da Israel Aerospace Industries, como plataforma remota de vigilância e orientação; enquanto os UAV Elbit Hermes 450 serviram como plataforma de disparo de mísseis, de acordo com reportagem do The Times de Londres, de 29 de maio de 2009.

Analistas discordam

Alguns analistas norteamericanos discordam sobre os detalhes da missão. Eles dizem que o artigo do The Times se refere a uma suspeita de ataque israelense no início de 2009.

“A utilização de Heron [2] como uma plataforma de força aérea israelense seria problemática porque estes não tinham entrado formalmente em serviço na IAF até o início deste ano”, disse um dos analistas.
“Além disso, eu não vi nenhuma confirmação de que o Heron [2] tivesse sido armado. Ele é suspeito de ser capaz de ser armado, mas não há confirmação física.

“Os Eitan poderiam ter sido usados para reconhecimento… foram utilizados antes que nós soubéssemos deles, mas o uso do Hermes como UAV de combate simplesmente não faz sentido quando você já tem recursos de asa fixa envolvidos, com todo o seu poder de fogo”, diz ele.

“Tudo o que eu vi reforça que estes ataques foram feitos por caças de asa fixa como o F-15I e F-16I. Pode ter havido reconhecimento realizado pelos UAV, mas acho que o Heron 1 básico teria sido suficiente para cumprir a missão”.

FONTE: Aviation Week / COLABOROU: Justin Case

Boeing oferece tecnologias avançadas do Super Hornet para a Índia

Poder Aéreo

A Boeing informou na última quarta-feira que se a Índia selecionar o Super Hornet, na concorrência para 126 caças multimissão, lhe será permitida a adição de capacidades avançadas para os caças, em requisitos futuros.

Segundo Vivek Lall, chefe da Boeing Defence, Space and Security na Índia, o país poderá participar do “International Super Hornet Roadmap customer”, que dará à Força Aérea Indiana a flexibilidade ao longo dos anos para integrar ou introduzir novas tecnologias.

A Boeing anunciou recentemente o roteiro de desenvolvimento de 40 anos, financiado pela US Navy e desenvolvido pela Boeing, que planeja amadurecer tecnologias e introduzí-las na aeronave.

A Boeing também tem um plano de crescimento para os clientes internacionais, a fim de assegurar que o Super Hornet satisfaça as necessidades das forças aéreas, como a da Índia, que podem diferir das exigências americanas.

Lall disse que algumas das tecnologias oferecidas no roteiro já estão no avião oferecido à IAF. O roteiro vai oferecer recursos para a sobrevivência melhorada e capacidades de detecção adicionais.

FAB testa Hermes 450 sobre Santa Cruz do Sul


Ricardo Düren - Gazeta do Sul


Um avião está sobrevoando áreas de Santa Cruz do Sul sem levar nenhum tripulante a bordo. Durante os voos, o piloto e sua equipe permanecem em terra, controlando o aparelho a quilômetros de distância. O fato, que pode parecer trailer de filme futurista, faz parte de exercícios que a Força Aérea Brasileira (FAB) está realizado no município.


O pessoal da FAB está em Santa Cruz desde domingo, em uma base recheada com 20 toneladas de equipamentos, montada junto ao Aeroporto Luiz Beck da Silva. Ontem a equipe realizou os primeiros voos, em território santa-cruzense, com o Hermes 450, avião não tripulado fabricado pela israelense Elbit Systems. Os exercícios vêm sendo acompanhados por 40 homens, entre militares da Base Aérea de Santa Maria (BASM) e técnicos da Elbit e de sua representante no Brasil, a Aeroeletrônica.


Segundo o tenente-coronel Paulo Ricardo Laux, gerente do grupo de trabalho envolvido no projeto, a FAB vem fazendo testes com o Hermes 450 em sistema de comodato com a Elbit. A ideia é avaliar a possibilidade de empregar o equipamento em missões reais, como patrulhamento de fronteira, buscas a desaparecidos e acompanhamento a catástrofes. Pesando 450 quilos, com dez metros de envergadura e capaz de decolar e aterrissar sozinho, o avião pode voar até 16 horas sem reabastecer.


“Seria inviável manter uma tripulação por tanto tempo no ar. Já em terra, o pessoal pode fazer um revezamento enquanto a aeronave permanece voando”, explica Laux. Outra vantagem do aparelho, conforme o tenente-coronel, é a capacidade de transmissão de imagens em tempo real. O avião dispõe de câmeras equipadas com infravermelho e sensores.


Laux explica que o objetivo dos exercícios em Santa Cruz é avaliar a possibilidade de controlar o avião em outras estruturas, fora da sede. Dois Hermes vieram para o Luiz Beck da Silva, junto com uma parafernália de equipamentos de reabastecimento e comunicação, além de geradores elétricos. A cabine de controle está instalada no interior de um contêiner, trazido por uma carreta da FAB.


Por questões estratégicas o tenente-coronel não permitiu fotos no interior da cabine de controle, mas franqueou à reportagem o acesso. No local há vários monitores que mostram mapas e as imagens captadas pelo Hermes. Também há controles usados pelo piloto e pelos operadores da câmera e dos sensores. As cenas captadas também são transmitidas para outro contêiner, repleto de telas de plasma, onde são analisadas por um grupo de militares. Em tempo real, são recebidas também na sede do Comando da Aeronáutica, em Brasília.

EXERCÍCIO

Após os primeiros testes junto à pista do aeroporto, a FAB realizou um exercício conjunto com o 7º Batalhão de Infantaria Blindado (7ºBIB), de Santa Cruz. De acordo com Paulo Laux, o objetivo foi avaliar a capacidade do Hermes em fazer reconhecimentos. O aparelho sobrevoou áreas ocupadas por homens de infantaria, mandando para a base imagens da estrutura montada em terra e até do tipo de armamento dos soldados.


A FAB permanece em Santa Cruz até o dia 20, mas quem for ao aeroporto neste fim de semana não verá as duas aeronaves em ação. Conforme Laux, os técnicos civis não trabalham sábado por determinação da Elbit – israelense, a empresa respeita os costumes judaicos. Novidade no Brasil, os vôos sem tripulação já são empregados em missões reais pelos Estados Unidos.

11 agosto 2010

Irã cava valas para enterrar soldados dos EUA, diz militar

Folha de SP


O Irã cavou valas comuns para enterrar soldados americanos no caso de um ataque dos EUA ao país, segundo um ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana.

O general Hossein Kan’ani Moghadam disse que as valas foram preparadas na Província do Khuzestão (sudoeste), mesmo local onde o Irã enterrou soldados iraquianos mortos na Guerra Irã-Iraque (1980-1988).

“As valas comuns que usamos para enterrar os soldados de Saddam Hussein, à época o ditador do Iraque agora estão sendo preparadas para os soldados dos EUA”, disse ele.

A declaração foi encarada como uma resposta a especulações de que o Exército americano teria um plano para atacar o Irã, caso o país insista em desenvolver armas nucleares - intenção negada por Teerã - e as sanções ao regime não surtam efeitos.

As imagens, acompanhadas de uma música dramática, revelam fileiras e fileiras de grandes buracos simétricos espalhados por uma região desértica.

Segundo a agência, o Instituto para a Defesa de Valores da Guerra Santa – órgão iraniano que geralmente publica livros e produz filmes sobre a Guerra Irã-Iraque – é o responsável pela gravação e a divulgou para “mostrar simbolicamente que o Irã está pronto para enterrar invasores do seu solo”.

A disputa entre Washington e Teerã se intensificou após a ONU (Organização das Nações Unidas) impor, em junho, um novo conjunto de sanções contra o país persa. Nas semanas seguintes, os EUA adotaram sanções unilaterais ao Irã, assim como a União Europeia.

Em resposta, funcionários da República Islâmica têm ameaçado fechar o estreito de Ormuz - medida que teria enorme impacto no mercado petrolífero global - e atacar Israel e bases americanas no golfo Pérsico caso sejam agredidos militarmente.

BAE Systems inicia testes finais no segundo OPV para Trinidad e Tobago

Testes de mar do navio de patrulha Scarborough começaram em 16 de julho


Poder Naval


O segundo Offshore Patrol Vessel (OPV) da série de três para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago está em sua fase final de testes. Durante o período de duas semanas no mar, o navio construído em Clyde, estaleiro da BAE Systems em Scotstoun, Escócia, embarca em um programa de testes extensivos que inclui a verificação da propulsão, velocidade, dirigibilidade e de armas.

Os navios fazem parte do contrato assinado em 2007 para construção, integração, testes e comissionamento de três navios para o Governo da República de Trinidad e Tobago. Eles têm 90 metros de comprimento e serão usados para a proteção da Zona Econômica Exclusiva (ZEE), em operações que vão desde o combate ao tráfico de drogas até o apoio em missões de socorro. A BAE Systems providenciará manutenção e suporte durante os próximos cinco anos.

Nesse mesmo dia foi inaugurado o navio San Fernando, da mesma classe do Scarborough.

“Os eventos de hoje são prova da habilidade e do trabalho árduo de todos envolvidos no programa e destacam o tremendo progresso feito ao longo deste último ano. O lançamento do San Fernando ocorre apenas oito meses após o lançamento do primeiro e do segundo navios da classe, e isso, junto com o embarque do Scarborough para testes finais, demonstra nosso comprometimento em entregar estes navios ao Governo da República de Trinidad e Tobago”, disse Scott Jamieson, Diretor de Programas internacionais da BAE Systems Surface Ships.

Em um momento em que a BAE Systems pretende expandir as oportunidades de exportação, os versáteis navios de patrulha marítima são capazes de acomodar uma diversidade de papéis, o que os torna atraentes para outras marinhas ao redor do mundo. É o caso da experiência comprovada dos OPV da Classe “River”, em serviço na Royal Navy do Reino Unido.

Compra de Super Hornet pela RN economizaria 10 bilhões de libras

Poder Naval


A Royal Navy (Marinha do Reino Unido) pode trocar o JSF pelo F/A-18E Super Hornet e economizar 10 bilhões de libras esterlinas. Esta informação foi dada pelo jornal inglês “Sunday Times” ontem (1/8).

A encomenda atual é de 138 aeronaves, cujo custo “fly away” foi estimado pelo jornal em cem milhões de libras. A troca do JSF pelo Super Hornet foi abordada durante um encontro ocorrido entre o ministro da defesa, Liam Fox, e os comandantes das três forças. A reunião tinha como propósito a discussão dos cortes no orçamento militar.

Uma outra opção comentada recentemente foi a possibilidade da Royal Navy adquirir caças franceses Rafale.

“O programa JSF é inacreditavelmente caro, não faz sentido no atual momento e se nós insistirmos não conseguiremos comprá-lo”, informou uma fonte ao jornal inglês.

Recentemente o Reino Unido divulgou que estaria interessado na instalação uma catapulta eletromagnética nos futuros navios da classe “Queen Elizabeth”, caso o F-35 não fosse escolhido como a aeronave principal do grupamento aéreo embarcado.

HMS ‘Ocean’ para o Brasil?

Poder Naval

O navio de assalto anfíbio HMS Ocean da Marinha Real Britânica, que está realizando uma comissão de cinco meses no Atlântico e no Caribe, deverá visitar as águas brasileiras em setembro próximo, quando realizará exercícios com unidades de superfície da Marinha do Brasil e com o Corpo de Fuzileiros Navais.

Segundo fontes em Londres, o navio provavelmente será acompanhado de uma fragata britânica e fará escala no Rio de Janeiro.

A escala do navio coincidirá com a visita ao Brasil de uma delegação oficial do Reino Unido, encabeçada pelo Ministro da Defesa e integrada por representantes da indústria de defesa do país europeu, que oferecerá vários equipamentos militares.

Circulam rumores de que o navio poderá ser oferecido ao Brasil, pois estará disponível em alguns anos.
O HMS Ocean desloca 20.000 toneladas carregado, pode levar até 12 helicópteros do porte do Sea King mais 6 Lynx. A tripulação é de 285 pessoas e 700 fuzileiros podem ser trabnsportados.

E-2D ‘Advanced Hawkeye’ entra em operação na US Navy

Poder Naval

O US Navy colocou em operação as primeiras aeronaves E-2D Advanced Hawkeye, de Alerta Aéreo Antecipado.

Os novos Advanced Hawkeye são dotados do radar AN/APY-9 no característico “rotodome” acima da fuselagem, capaz de operar em conjunto com o sistema Aegis de navios de superfície, sendo capaz de detectar, rastrear e derrotar ameaças de mísseis de cruzeiro a longas distâncias.

O novo “rotodome” provê capacidade de busca em 360°, com um sistema de varredura eletrônica que permite ao operador focar o radar em áreas selecionadas.

O primeiro esquadrão a operar o E-2D é o VAW-120.

‘Kirovs’ de volta?

Poder Naval

Um oficial de alta patente da Marinha Russa disse à agência RIA Novosti na semana passada que a Rússia pretende colocar três cruzadores nucleares da classe Kirov de volta ao serviço ativo, até 2020.

A Rússia construiu quatro navios da classe entre 1974-1998 e um deles, o Pyotr Veliky, está em serviço como navio capitânia da Frota do Norte.

“Os cruzadores Admiral Nakhimov, Admiral Lazarev e Admiral Ushakov serão modernizados e colocados em serviço novamente em 10 anos”, acrescentando que seus equipamentos e armas serão totalmente modernizados.

Existem dúvidas sobre o real estado dos navios e se realmente vale a pena trazê-los de volta. Por outro lado, a indústria naval militar russa perdeu muito do seu “expertise” e a volta dos navios seria uma forma mais rápida de superar a dificuldade de construir navios a partir do zero.

Termo de cessão de uso do terreno para construção de Estaleiro e Base Naval em Itaguaí (RJ) é assinado

Poder Naval

No dia 4 de agosto, na Diretoria-Geral do Material da Marinha, foi assinado o Termo de cessão de uso do terreno para construção de um Estaleiro e de uma Base Naval em Itaguaí (RJ).

O documento foi assinado pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Luiz Umberto de Mendonça, e pelo Presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello.

O Termo é fruto de um criterioso trabalho e de ações empreendidas pela Diretoria de Administração da Marinha no processo de aquisição do terreno.

A assinatura do documento é um grande passo para a concretização do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, uma vez que permite o uso imediato do terreno para as instalações da Marinha.

Sob a coordenação da Diretoria-Geral do Material da Marinha, o Programa abrange a construção de um Estaleiro, uma Base Naval, uma Unidade de Fabricação de Estrutura Metálica, quatro submarinos convencionais e um submarino com propulsão nuclear.

No evento, estavam presentes o Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, Almirante-de-Esquadra (Ref) José Alberto Accioly Fragelli; o Diretor de Administração da Marinha, Vice-Almirante (IM) Indalecio Castilho Villa Alvarez; e o Diretor de Obras Civis da Marinha, Vice-Almirante Luiz Guilherme Sá de Gusmão.

Raytheon entrega primeiro radar AESA do programa F-15E (RMP)

Poder Aéreo

A Boeing recebeu no último dia 10 de junho o primeiro radar APG-82(V)1 do tipo Active Electronically Scanned Array (AESA) para o programa de modernização dos caças F-15E da USAF chamado (RMP – Radar Modernization Program. Com a entrega, divulgada ontem no site da Boeing, a companhia poderá dar início aos testes de bancada antes de integrá-lo à aeronave.

O APG-82(V)1 RMP substituirá o APG-70, melhorando a performance, facilitando a manutenção e reduzindo custos de apoio. Combinado com um novo radome, o radar AESA também deverá melhorar a capacidade de detecção e acompanhamento de alvos.

O novo radar da Raytheon maximiza as tecnologias do radar APG-79, utilizado nos F/A-18E/F e EA-18G, e do APG-63(V)3 dos F-15C, permitindo à empresa entregar um equipamento de baixo risco e bom custo-benefício para a modernização do Eagle.

“Um F-15E equipado com radar AESA pode detectar e rastrear diversos alvos simultâneamente e obter a mesma visão do campo de batalha que seria necessária com diversos sistemas com antenas de varredura mecânica”, disse Brad Jones, diretor da Boeing para programas de desenvolvimento para a USAF.

Outras modificações incluídas no RMP são uma nova antena de varredura eletrônica identificadora amigo-inimigo (Identification Friend or Foe – IFF), desenvolvida pela Raytheon a partir do sistema de radar APG-63(v)3 do F-15C, e também novos filtros sintonizáveis de frequência de rádio (Radio Frequency Tunable Filters – RFTF) e um sistema de refrigeração melhorado (Environmental Cooling System – ECS).

O programa atingirá cerca de 225 aeronaves e permitirá que os F-15E permaneçam em atividade atá 2035.

Bombardeiros e mísseis de cruzeiro contra instalações nucleares do Irã

Poder Aéreo

O Pentágono pode ordenar o ataque contra o Irã usando basicamente bombardeiros B-2 e mísseis de cruzeiro, para destruir as instalações nucleares daquele país, segundo informações de analistas publicadas no The Washington Times.

Os mísseis, disparados de navios de superfície, submarinos e bombardeiros B-52, poderiam destruir as defesas antiaéreas e as instalações nucleares.

O B-2 pode lançar toneladas de bombas, incluindo as “Bunker Buster” que penetram o solo, para destruir as instalações fortificadas e subterrâneas, nas quais suspeita-se que o Teerã enriqueça urânio para cabeças de guerra.

Segundo o tenente general aposentado Thomas McInerney, o ataque aéreo serviria também para começar uma revolução, para que o povo iraniano possa tomar de volta seu país.

Outro general aposentado Charles A. Horner, que ocupou o alto comando do ar na Guerra do Golfo de 1991, disse que os B-2 serão as armas chave para destruir as instalações subterrâneas.

Tripulantes sobrevivem a queda de avião militar russo

Dupla de pilotos se salvou de acidente na Sibéria oriental


Poder Aéreo

Um avião Su-25 da Força Aérea Russa (FAR) caiu nesta sexta-feira (6) na região da Sibéria oriental, e seus dois pilotos sobreviveram ao acidente, informou o escritório de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia.

O aparelho, um veículo de instrução de dois lugares, caiu por volta das 7h30 locais (0h30 em Brasília) quando efetuava um voo entre aeródromos das FAR ao leste do lago Baical, declarou à agência Interfax o porta-voz de Defesa para os assuntos da Força Aérea, Vladimir Dirk.

- A tripulação conseguiu acionar os assentos ejetáveis. O estado dos pilotos é satisfatório – acrescentou o porta-voz, que não adiantou versões sobre as possíveis causas do acidente.

Os Su-25 (Frogfoot, segundo denominação da Otan), dos quais há várias versões, começaram a ser produzidos em 1979 e foram amplamente utilizados pela União Soviética durante a guerra do Afeganistão (1979-1989).

África do Sul adquire Paveway II para seus caças Gripen

Trata-se da primeira compra significativa nos últimos 25 anos, por parte da África do Sul, de equipamento de defesa norte-americano


Poder Aéreo

No final do mês passado, durante o evento aeronáutico de Farnborough, a Raytheon informou que recebeu da África do Sul um contrato para fornecimento de bombas guiadas a laser Paveway II. Um informe da United Press International (UPI), complementou que a compra dos kits que transformam bombas “burras” em “inteligentes”, e que serão empregadas pelos caças Gripen da Força Aérea Sul-Africana, são a primeira compra significativa de armamento proveniente dos EUA, por parte da África do Sul, nos últimos 25 anos.


O contrato, que também inclui treinamento de pilotos e equipes de terra, foi concedido pela ARMSCOR (Armaments Corporation of South Africa), a organização oficialmente responsável pela aquisição de equipamentos pelo Ministério da Defesa Sul-Africano. A compra direta foi negociada com a assistência da Atlantis Corporation, da África do Sul, e as entregas deverão começar em 2011. A UPI complementou que foi a Raytheon indicou a Atlantis como a única representante sul-africana para seu sistema Paveway II, em maio de 2009.

Segundo Harry Schulte, vice-presidente da linha de produção de sistemas de combate aéreo da Raytheon, “a família Paveway, provada em combate, está integrada em mais de 22 tipos de aeronaves e serve a 41 nações do mundo.”

Outra informação trazida pela UPI é que a Paveway está oficialmente integrada ao Gripen, diferentemente de outro equipamento que competia pelo contrato, a Umbani LGB, da Denel Dynamics sul-africana (antiga Kentron). A Umbani ainda precisaria de mais desenvolvimento e trabalho técnico para ser empregada pelo Gripen.

EUA vão vender mais F-15 à Arábia Saudita

Poder Aéreo

Segundo o Wall Street Journal, o governo de Barak Obama vai liberar a venda de mais 84 caças F-15 Eagle e modernos sistema de ataque, num negócio que pode chegar a US$ 30 bilhões em 10 anos. A venda deve incluir também dezenas de helicópteros UH-60 Black Hawk.

O negócio vem sendo tratado há algum tempo e tem sofrido pressão de Israel, para que os EUA não forneçam as últimas tecnologias nem armamento “stand-off” para as aeronaves.

Ao mesmo tempo em que fornecerão mais F-15 aos sauditas, os EUA vão vender jatos F-35 à Israel, que também participará da fabricação do novo avião de combate.

Para manter o tênue equilíbrio de forças no Oriente Médio, os EUA têm que agradar a gregos e troianos.

Pilotos iraquianos começam a formação de pré-requisito para o F-16

Poder Aéreo


O Governo do Iraque assinou um acordo com os EUA para que 10 pilotos da Força Aérea Iraquiana comecem o treinamento de pré-requisito para o F-16.

Este acordo segue a requisição submetida pelo Governo do Iraque para a compra de 18 novos jatos F-16 Block 52.

O programa de treinamento incluirá todos os componentes necessários no T-6A Texan II e no T-38 Talon, incluindo um curso chamado “Introduction to Fighter Fundamentals”. O curso intensivo será complementado com um curso de inglês especializado em aviação. O treinamento de cada piloto deverá levar de 12 a 17 meses, dependendo do grau de experiência de cada aluno.

Vice-presidente de cooperação industrial da Saab faz palestra na USP

Poder Aéreo

Ake Albertsson, vice-presidente de cooperação industrial da Saab, participou nesta segunda-feira (9) do Ciclo de Seminários do Observatório da Inovação e Competitividade 2010, na Universidade de São Paulo (USP).

Com o tema “O uso da tecnologia da informação e perspectivas de cooperação industrial com a Saab“, Albertsson abordou em sua palestra a questão da transferência de tecnologia. O executivo falou sobre o avanço tecnológico que o desenvolvimento do Gripen NG em parceria com o Brasil poderia trazer ao país e usou como exemplo o caso da Suécia, que optou por desenvolver uma aeronave ao invés de adquirir um produto pronto.

“Se a Suécia tivesse comprado uma aeronave pronta, a sociedade teria perdido. Se o Brasil comprar uma aeronave pronta, esse desenvolvimento tecnológico não vai existir”, disse Albertsson.