30 setembro 2010

Seis soldados das forças internacionais mortos no Sul

RTP

Cabul, 01 out (Lusa) - Seis soldados das forças internacionais foram mortos na quinta feira em ataques dos talibãs no Sul do Afeganistão, anunciou o comando das forças internacionais e das autoridades afegãs.

Três militares foram mortos pela explosão de uma bomba artesanal e três outros em ataques separados, o que eleva a 547 o número de soldados estrangeiros mortos no Afeganistão desde o início do ano, segundo um cálculo baseado no site de Internet independente icasualties.org.

A nacionalidade dos militares não foi revelada mas a maior parte dos soldados da Isaf, a força internacional da NATO, destacados no Sul do país, coração da revolta talibã, são norte-americanos, canadianos e britânicos.

Paquistão bloqueia envio de suprimentos da Otan ao Afeganistão

Trata-se de uma represália ao bombardeio realizado pela aliança ocidental na fronteira

Veja

Autoridades paquistanesas bloquearam nesta quinta-feira uma rota vital de suprimento para as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão. Essa foi uma represália ao bombardeio aéreo realizado pela aliança ocidental na região da fronteira, o terceiro do tipo em uma semana, que resultou na morte de três soldados paquistaneses, segundo o governo local.

Caminhões-tanque e de carga que deveriam abastecer as forças estrangeiras no Afeganistão foram retidos no posto fronteiriço de Trokham, perto da cidade paquistanesa de Peshawar, horas depois do bombardeio. "Sim, os suprimentos para a Otan foram retidos. Isso foi feito localmente", disse uma fonte oficial de segurança do Paquistão à agência Reuters, sob condição de anonimato.


Outras duas fontes na área de fronteira de Torjam, no distrito paquistanês de Jyber, e um diplomata americano confirmaram que o comboio da Otan não foi autorizado a cruzar a fronteira. A principal estrada usada pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) da Otan, que combate os talibãs no Afeganistão, passa por Jyber.
 
A Isaf negou que seus helicópteros tenham entrado no espaço aéreo do Paquistão, e informou que o incidente está sendo investigado. O Paquistão é um aliado crucial para os EUA na luta contra os militantes do Taliban no Afeganistão. Analistas dizem o bloqueio da rota por onde passaria o comboio da Otan ilustra as tensões existentes entre Islamabad e Washington.

(Com agências France-Presse e Reuters)

Três soldados mortos por um helicóptero da NATO - militares

RTP

Peshawar, Paquistão, 30 set (Lusa) - Altos responsáveis militares paquistaneses acusaram a força internacional da NATO no Afeganistão de ter morto hoje três dos seus soldados num raid de helicópteros em território paquistanês, o quarto incidente deste tipo em menos de uma semana.

Segunda feira, o Paquistão protestou violentamente contra as duas primeiras "violações" do seu espaço aéreo em dois raids da NATO na sexta feira e no sábado.

A força internacional respondeu, argumentando ter o direito de perseguir os rebeldes, que atacaram no Afeganistão, e assegurou que o exército paquistanês não respondeu aos seus apelos, antes dos ataques.

29 setembro 2010

F-X2 ou ‘Tampão 2′?

A visita de Jobim aos EAU faz ressurgir um velho fantasma 
 
Poder Aéreo
A visita do Ministro da Defesa Nelson Jobim aos Emirados Árabes Unidos (EAU) trouxe uma série de boas notícias para a indústria aeronáutica brasileira. Conforme anunciado pelo próprio ministro os Emirados estariam interessados não só na aquisição de um lote de aviões de ataque leve Super Tucano, mas também na participação do programa da aeronave de transporte KC-390.

Este seria uma ótima oportunidade para que a indústria aeroespacial brasileira voltasse ao rentável mercado de defesa do Golfo Pérsico, um dos mais importantes do globo. Desde o final da década de 1980, os produtos da indústria de defesa do Brasil deixaram de marcar presença na região, e tal empreitada representaria um retorno depois de 20 anos.

Mas a euforia inicial começou a perder impacto e ser substituída por uma enorme apreensão geral. Como sempre, existem contrapartidas neste mercado de defesa e dificilmente os EAU comprariam aeronaves do Brasil sem exercer esta opção. Uma das hipóteses levantadas para esta negociação seria a venda de caças Mirage 2000-9 para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB).

Como é de conhecimento geral, os EAU pretendem substituir seus Mirage-2000-9 por caças mais modernos e um dos concorrentes é o Rafale, também da Dassault. Existe a possibilidade da França receber de volta os Mirage, e repassar estas mesmas aeronaves para um outro país.

F-X2 em perigo

A conclusão do programa F-X2, que visa dotar a FAB de um novo vetor de caça, depende apenas da decisão política, uma vez que todo o processo de avaliação dos concorrentes já foi feito pelo Comando da Aeronáutica (CA). No entanto, esta etapa final do F-X2 vem se arrastando desde o começo do ano, quando o relatório do CA foi entregue ao Ministério da Defesa.

Até o momento nenhuma decisão foi tomada e, com isso, perdeu-se um tempo precioso. É sabido que os atuais vetores de caça da FAB necessitam de um substituto pois nenhum caça, por melhor que seja, pode existir para sempre. O problema é que, com a demora, o fantasma do “caça tampão” volta rondar as bases brasileiras.

Previa-se a entrada do próximo caça (escolhido pelo processo F-X2) em 2014, mesma época em que os Mirage 2000 (F-2000) deixariam o serviço ativo no 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea). Muito dificilmente estas aeronaves continuarão voando de maneira realmente efetiva além do tempo programado. Deve-se lembrar que estes caças vieram para a FAB para “tapar uma lacuna”, deixada com a desativação dos Mirage III (F-103), e nenhum processo de modernização dos mesmos foi pensado.

‘Tampão 2′?

Pelo exposto acima, a possibilidade de existir mais um caça tampão parece bastante razoável e a ideia não é nova. A novidade está exatamente na possibilidade do Brasil adquirir caças Mirage 2000-9 usados provenientes da Força Aérea dos EAU como parte de um possível acordo de defesa entre os dois países.

O Mirage 2000-9 é uma das versões mais modernas da família Mirage, incorporando também soluções adotadas para o Dassault Rafale, da geração de caças posterior. O “traço nove” é superior até mesmo aos Mirage 2000 em uso pela Força Aérea Francesa (Armée de l’air). Ao todo, os EAU possuem perto de 60 caças no padrão “traço nove”, sendo que parte deles pertenciam a um lote anterior e foram modernizados. O lote mais recente começou a ser recebido em 2003.

Em parte, a configuração desses aviões pouco difere da proposta apresentada pelo consórcio Embraer/Dassault para o finado programa F-X. O grande temor está exatamente aí. Pelas quantidades existentes deste caça nos EAU (cerca de sessenta) e pela pouca idade destas aeronaves (metade deles possui menos de dez anos) é possível que o “tampão 2″ torne-se o caça padrão da FAB por muitos anos, extinguindo completamente o programa F-X2.

Se esta hipótese se concretizar, todo o projeto de se possuir uma aeronave moderna e no estado-da-arte, com participação da indústria nacional e de acordo com as necessidades brasileiras irá por água abaixo. O próximo “tampão”, poderá não ser somente um tampão, mas o futuro caça da FAB pelas próximas duas ou três décadas.

Proposta ‘Tampão 2′ aparece também no exterior

Poder Aéreo

O site húngaro HTKA divulgou hoje (27/09) uma nota sobre a visita do Ministro da Defesa Nelson Jobim aos Emirados Árabes Unidos. Conforme levantado também pelo Poder Aéreo, como “exercício de futurologia”, a mesma pode não estar relacionada somente à venda de alguns Super Tucanos e a eventual participação dos emirados no programa KC-390.

O site especula sobre a possibilidade dos caças Mirage 2000-9 da Força Aérea dos EAU “pousarem” no Brasil como parte do acordo aeroespacial entre os dois países, influenciando no resultado do programa F-X2.

‘Cidade dos Caças’ vai receber mais um monumento

Poder Aéreo

Amparada em uma pesquisa de opinião, na qual a maioria dos canoenses entrevistados revelou associar a imagem da cidade ao monumento da Praça do Avião, no Centro, a Prefeitura decidiu adotar a aeronave como símbolo do Município, reforçando também seu vínculo com a Base Aérea de Canoas (Baco). “Queremos marcar nossa identidade com o avião, para que seja nosso cartão-postal”, explica o coordenador municipal de Integração Institucional, Luis Possebon.

Neste sentido, a administração municipal e o 5º Comando Aéreo Regional (5º Comar) tratam agora da construção de uma praça junto à alça de acesso do viaduto da Augusto Severo, ao lado do Parque Eduardo Gomes, onde será colocado um AT-26 Xavante. Segundo Possebon, o projeto inicial ficou de ser refeito em até 10 dias para dar mais visibilidade ao aeromodelo. Conforme o 5º Comar, a aeronave pertencia à Base Aérea de Santa Maria, tendo sido transportada desmontada a Canoas, há pouco mais de um mês.

Com o novo espaço, serão quatro locais com modelos em exposição. Além do F-8 Gloster Meteor existente na Praça doAvião, a Baco abriga outras duas aerenoaves – um F-8 Gloster Meteor, na entrada, e um TF-33A, ao lado do prédio do Comando Geral, enquanto que a Ulbra ostenta, na fachada do antigo Museu de Tecnologia da universidade, um AT-26 Xavante, doado pela Força Aérea Brasileira.

Produção nacional

O avião que adornará a nova praça de Canoas, próxima ao acesso do viaduto da Augusto Severo, é igual ao que está exposto diante do antigo Museu de Tecnologia da Ulbra, um AT-26 Xavante. Usada para treinamento avançado, reconhecimento e ataque no solo, a aeronave foi produzida pela Embraer em 1975 e doada pelo 5º Comando Aéreo Regional (Comar). Os Xavantes entraram em operação em 1971 e continuaram em produção até 1981, sendo o primeiro avião a reação construído em série no Brasil. Depois de ter voado mais de 634 mil horas a serviço da Força Aérea Brasileira, deve ser aposentado em 2011.

Modelos estrangeiros

Os modelos que ocupam espaço na Praça do Avião e na entrada da Base Aérea de Canoas são jatos F-8 Gloster Meteor, fabricados na Inglaterra. A primeira esquadrilha chegou a Canoas em 24 de setembro de 1954. A aeronave foi desativada em 30 de novembro de 1966. Já o avião que está ao lado do prédio do Comando Geral, na Base Aérea de Canoas, é um TF-33A Lockheed Shooting Star. O jato norte-americano monorreactor, de asa baixa, fez seu primeiro voo em 1948 e operou no Esquadrão Pampa, da Base Aérea de Canoas, entre 1966 e 1975, sendo substituído pelo caça F-5 Tiger II, também fabricado nos Estados Unidos.

Alenia assina contrato com a RSAF para a venda de 12 M-346

Poder Aéreo


A Alenia Aeronautica, empresa do Grupo Finmeccanica, assinou um contrato avaliado em 250 milhões de euros para o fornecimento de 12 aeronaves de treinamento avançado M-346 para a Força Aérea da República de Singapura (RSAF) através do consórcio que inclui a ST Aerospace (primeira contratante) e a Boeing.

A primeira aeronave deve ser entregue em 2012. Sucessivamente, em conjunto com a ST Aerospace, a Alenia Aermacchi contribuirá com a ITS (Integrated Training System) nas atividades de apoio à frota.

25 setembro 2010

Cai mais um MiG-27 na Índia

Cavok

Uma aeronave de ataque ao solo MiG-27 Flogger da Força Aérea da Índia caiu hoje no leste do país, o terceiro acidente com esse tipo de aeronave este ano na Índia, informou um porta-voz do Comando do Leste do Exército indiano.

O acidente ocorreu no início da manhã, a cerca de 40 quilômetros ao leste da Base Aérea de Kalaikunda, no estado de West Bengal.

“O piloto executou a ejeção e a aeronave estava desarmada. O acidente não causou nenhuma vítima ou destruição no solo,” disse Mahesh Upasani, adicionando que a investigação sobre o acidente está em andamento.

Um Mig-27 caiu em West Bengal em fevereiro, próximo a base militar de Hashimara, matando o piloto e causando a suspensão dos voos de todos MiG-27 por um curto período de tempo.

Outro MiG-27 caiu numa comunicade na região em julho durante um voo de treinamento rotineiro, matando um residente local e ferindo outros dez.

A Índia possui cerca de 150 aeronaves MiG-27, conhecidos como Bahadhur (Bravo) na Força Aérea da Índia.

De acordo com militares indianos, um atual programa de modernização irá manter os MiG-27 operacionais por mais 10 anos.

Fonte: RIA Novosti – Tradução: Cavok

Acidente com aeronave T-6A Texan II da USAF

Cavok

Uma aeronave de treinamento Beechcraft T-6A Texan II atribuído a 47ª Ala de Treinamento de Voo da U.S. Air Force caiu hoje, dia 24 de setembro, por volta das 11:16 horário local, próximo a Spofford, no Texas.

A aeronave estava numa missão de treinamento com um aluno, e tanto o instrutor como o aluno chegaram ilesos no solo.

Um comitê de membros da USAF efetuará a investigação do acidente, e mais informações serão divulgadas quando essas estiverem disponíveis.

Fonte: U.S. Air Force – Tradução: Cavok

Duas tripulações de helicópteros MH-60R da U.S Navy são suspensas por mergulhar suas aeronaves na água

Cavok


Duas tripulações de helicópteros MH-60R Seahawk da U.S. Navy foram imediatamente suspensas após danificar seus helicópteros ao mergulhar eles no Lago Tahoe na semana passada. Seus atos foram pegos por um vídeo caseiro e postado no site YouTube.


Enquanto o vídeo somente capta o momento que um helicóptero toca na água, um porta-voz da U.S. Navy confirmou que ambas aeronaves foram danificadas, e os danos foram estimados entre US$50.000 e US$500.000.

24 setembro 2010

Saab terá centro de pesquisas no Brasil

Virgínia Silveira - Valor

A companhia sueca Saab, que faturou US$ 3,6 bilhões em 2009, vai criar um centro de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia no Brasil, que irá trabalhar em projetos para o mercado mundial, nos segmentos de segurança civil e militar, radares, sensores, Aeronáutica, desenvolvimento sustentável e tecnologia ambiental.

O centro, de acordo com Hakan Buskhe, que acaba de assumir o cargo de presidente e principal executivo da Saab, será a porta de entrada para a expansão dos negócios no Brasil, um mercado que a companhia sueca considera estratégico e promissor, especialmente nos setores de Aeronáutica e defesa. A localização do centro ainda não foi definida, mas provavelmente ficará no Estado de São Paulo, em função das parcerias que já vem desenvolvendo com várias brasileiras do setor aeroespacial.

O programa de seleção da nova aeronave de combate brasileira, o F-X2, segundo o presidente da Saab, ainda continua sendo a prioridade número um da companhia no Brasil, onde tem planos de investir na fabricação de aeroestruturas em parceria com indústrias nacionais, caso o caça Gripen, que está oferecendo para a Força Aérea Brasileira (FAB) seja o escolhido nesse processo de seleção.

Buskhe esteve ontem em São José dos Campos, a convite da direção da Embraer, para conhecer as instalações da empresa, com quem vislumbra ampliar a parceria na área de desenvolvimento de caças de quinta geração. Hoje o executivo tem um encontro com o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho e à tarde com o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Brasília.

Apesar do já anunciado favoritismo do caça francês Rafale na concorrência F-X2, o presidente da Saab disse que ainda acredita na vitória do Gripen, baseado no respaldo que a oferta sueca tem tido junto à indústria nacional, ao governo e também à FAB. "Esperamos ganhar essa concorrência porque acreditamos que apresentamos a melhor oferta de parceria com a indústria brasileira e de transferência de tecnologia, mas existem outras oportunidades além dos caças que também temos muito interesse em explorar no Brasil", afirmou.

Segundo o executivo, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 representam grandes possibilidades de negócios para a Saab no segmento de radares e sensores para segurança. "A Saab tem muito conhecimento na área de integração de sistemas sofisticados, que utilizam tecnologia de fusão de dados. Esse é um exemplo de transbordamento de tecnologia desenvolvida na área de caças supersônicos, que foi aplicada em produtos para o mercado civil."

Com um total de 13 mil funcionários no mundo, sendo sete mil engenheiros, e vendas para mais de 90 países, o centro de P&D que a Saab pretende instalar no Brasil, de acordo com Buskhe, será o primeiro da companhia na América do Sul. "Além da Suécia, também mantemos centros de excelência desse nível na África do Sul, Austrália, Países Nórdicos e Inglaterra". A Saab investe 20% do seu faturamento em P&D.

No Brasil, a principal parceria é com a Akaer, de São José dos Campos, contratada pela Saab para fazer o projeto e a produção da fuselagem central, fuselagem traseira e asas do caça sueco Gripen NG, independentemente do resultado da concorrência dos caças F-X2. "No próximo mês estaremos apresentando o primeiro desenho da fuselagem do Gripen feito por uma empresa brasileira", disse o diretor-executivo da Akaer, Cesar Augusto da Silva.

A Akaer e a Inbra Aerospace, segundo Silva, negociam a instalação de uma fábrica de aeroestruturas em São Bernardo do Campo, com um investimento estimado em US$ 150 milhões. A Inbra também foi contratada pela Saab no programa de desenvolvimento do Gripen, para a fabricação das asas e da tampa do trem de pouso em material composto.

"A nova fábrica está sendo motivada não só pelo projeto do Gripen NG, mas também por outros programas de desenvolvimento como o KC-390, da Embraer, e o projeto dos helicópteros EC-725, que serão fornecidos para as Forças Armadas Brasileiras pelo grupo Helibrás/Eurocopter, além de outras oportunidades que estão surgindo no mercado internacional de aeroesetruturas", disse Silva.

Brasil e Emirados Árabes vão assinar amplo Acordo de Defesa

Defesa@Net
 
Os Emirados Árabes Unidos e o Brasil devem assinar em breve um amplo acordo estratégico na área de Defesa, incluindo a venda de aeronaves militares brasileiras aos árabes, noticiaram nesta sexta-feira os jornais do país.

De acordo com o Gulf News, o Brasil apresentará um acordo preliminar aos Emirados que servirá de base para uma negociação mais abrangente entre os dois países de cooperação militar, venda de equipamentos, aeronaves de transporte e aviões leves de combate, treinamento de oficiais dos Emirados, troca de observadores em exercícios militares e a possibilidade de investimentos árabes na indústria bélica brasileira.

O jornal destacou a visita do ministro de Defesa, Nelson Jobim, que se reuniu com diversas autoridades militares e políticas do país árabe esta semana.

Antes de deixar o país, o ministro brasileiro concedeu uma entrevista coletiva no saguão do aeroporto de Dubai.

"Quando eu voltar ao Brasil, enviarei em 15 dias a base do acordo entre nossos países que servirá como projeto do amplo acordo de cooperação no campo militar", disse Jobim aos jornalistas.

Segundo noticiou o Gulf News, Jobim declarou que espera que o acordo final seja apresentado em dois meses, antes da posse do novo governo brasileiro, em janeiro do ano que vem.

O ministro brasileiro também disse que o acordo era parte de uma iniciativa do Brasil de se tornar internacionalmente reconhecido na indústria militar, citou o diário.

Outro jornal, o The National, de Abu Dhabi, disse que "o acordo, se assinado, representaria o grande avanço significativo para a indústria bélica do Brasil no Golfo Pérsico, desde a queda nas vendas ao final da Guerra Irã-Iraque (1980-1988), quando o ex-líder iraquiano Saddam Hussein era um grande comprador de armas do Brasil".

Aviões da Embraer

O negócio está centrado na venda de aviões leves Super Tucano e contribuições para o desenvolvimento do avião de transporte de cargas e tropas KC-390, ambos fabricados pela Embraer.

O The National citou o ministro Jobim enfatizando o interesse do governo dos Emirados Árabes em adquirir o KC-390 e o Super Tucano.

"As autoridades dos Emirados mostraram interesse em participar no projeto e programação do KC-390", destacou Jobim, de acordo com o jornal.

O KC-390 pode transportar até 21 toneladas de carga e tropas em regiões distintas como a Antártica e o Amazonas. O avião é projetado para reabastecimento em voo, missões de procura e resgate e evacuação médica.

Os primeiros dois protótipos estarão prontos em 2014 ou 2015 e estariam disponíveis no mercado por volta de 2018.

O ministro Jobim, segundo o The National, falou da esperança do Brasil em preencher o vácuo no mercado que será deixado pelo avião de transporte C-130 Hércules, fabricado pela americana Lockheed Martin e que já está há 50 anos no mercado.

"Pelas nossas estimativas, cerca de 1.500 aeronaves C-130 terão que ser aposentadas entre 2018 e 2020", declarou o brasileiro.

O jornal disse que Jobim não quis comentar o valor do avião da Embraer, mas citou fontes militares que estimavam o custo do KC-390 em cerca de US$ 50 milhões, menos que os entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões do C-130 Hércules.

Parceria 

Jobim, segundo o Gulf News, disse que a principal parte do acordo entre Brasil e os Emirados incluia o convite a empresas árabes de entrar em projetos de parceria com empresas brasileiras como uma forma de "criar uma capacidade nacional na indústria de defesa".

O The National citou, ainda, Mustafa Alani, especialista em segurança do Centro de Pesquisas do Golfo em Dubai, que enfatizou que os Emirados Árabes Unidos poderiam usar a aeronave de transporte brasileira para expandir seu leque de missões humanitárias.

"Os Emirados participam de várias missões de manutenção de paz e estão aumentando sua capacidade móvel, então eles precisam de aviãos de transportes versáteis", explicou Alani ao jornal.

Alani destacou o interesse árabe no Super Tucano brasileiro, um avião de combate leve, que poderia ser ideal para operações de contra-insurgência, segurança de fronteiras e combate ao tráfico de drogas.

Para 'Economist', ambição global do Brasil ajuda a 'modernizar' Exército

Revista relata mudanças nas Forças Armadas do país devido a sua participação em missões internacionais de paz.

BBC Brasil

A revista britânica The Economist traz uma reportagem na sua edição desta sexta-feira sobre como as aspirações do Brasil em crescer no cenário político mundial ajudaram o país a modernizar o seu Exército.

Segundo a revista, as missões de paz se tornaram um componente importante na política externa de Luiz Inácio Lula da Silva, como parte de uma estratégia para alavancar o status do país no cenário mundial.

A decisão, em 2004, de liderar as operações de paz no Haiti, enviando 13 mil homens ao país,
teria sido parte dessa estratégia. A revista cita ainda outra medida mais recente: o anúncio feito no mês passado de que o Brasil assumirá o comando naval da missão da ONU no Líbano.


A The Economist, porém, não entra no mérito do Brasil estar ou não conseguindo galgar posições na política global. Em vez disso, concentra-se em mostrar como esse esforço vem gerando melhorias para o próprio Exército.


Entre elas, estaria uma mudança de atitude entre os militares. Entrevistado pela revista, o cientista político da Universidade Cândido Mendes Clóvis Brigagão, diz que enquanto "a geração antiga (das Forças Armadas) se preocupava mais com guerras e segurança", uma "próxima geração" estará apresentando "novas ideias sobre prevenção de conflitos, governança e Estado de direito".


Como exemplo dessa modernização, a matéria cita o fato de que as operações abriram espaço para a criação do Centro de Instrução de Operações de Paz, uma escola sobre missões de paz localizada próxima ao Rio de Janeiro que permite uma maior integração entre militares e policiais que atuam em favelas.


Segundo a Economist, as Forças Armadas são "balcanizadas", com cada Arma "agindo autonomamente". Mas há sinais de que isso também pode estar mudando, diz a revista, como a recente nomeação do primeiro chefe do Estados Maior Conjunto das Forças Armadas e a colaboração conjunta em mecanismos como o Centro de Instrução de Operações de Paz (CI Op Paz), criado em 2007 para treinar militares em missões de paz no Haiti.


A The Economist acredita ser "improvável" que o próximo presidente seja tão ativo na política externa quanto Lula. "Nas missões de paz, assim como em outras questões, as ambições globais do Brasil tendem a dar dois passos para frente e um para trás." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

O medo de uma epidemia nuclear

Mundo encontra-se em um 'ponto de virada' no sentido da formação de uma multidão armada com mísseis nucleares

WILLIAM POTTER & GAUKHAR MUKHATZHANOVA THE INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE - O Estado de S.Paulo

A julgar pelos comentários feitos pela maioria das figuras políticas, dos estudiosos e comentaristas da mídia, independentemente de sua orientação política, o futuro da proliferação nuclear é sombrio.

Desta vez, sem dúvida, o céu está despencando. O mundo encontra-se, no mínimo, num "ponto de virada", no sentido da formação de uma multidão armada com mísseis nucleares, composta por um número muito maior de países buscando e obtendo armamento atômico.

Em relação a isso, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton; o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu; o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; e o senador americano John McCain parecem concordar.

Esse pessimismo diante da proliferação costuma ser expressado nos termos de dominós nucleares, cadeias, cascatas e ondas. Na maioria dos casos, o cenário pessimista supõe um processo reativo por meio do qual a aquisição de capacidades nucleares por parte do Irã leva outros Estados da região - e quem sabe de outras partes do mundo - a seguir o exemplo da República Islâmica em rápida sucessão.

Tais prognósticos costumam ser citados para defender a adoção de medidas urgentes para deter o programa nuclear iraniano. Ainda assim, como ocorreu no caso da teoria dos dominós que previa a difusão do comunismo, poucas provas são mostradas para sustentar as suposições acerca da proliferação reativa.

Uma análise de estimativas nacionais de espionagem trazidas a público pelo governo americano, bem como prognósticos feitos por especialistas, mostram que o alarmismo tem sido uma característica das avaliações de ameaças aos Estados Unidos durante a maior parte da era nuclear.

Os catalisadores das projeções de rápida proliferação e as características das "condições limítrofes" mudaram com o tempo, mas previsões anteriores apresentaram a tendência de superestimar o ritmo da proliferação.

O mais famoso dos prognósticos sombrios foi feito pelo presidente John F. Kennedy em 1963, quando ele supôs um pesadelo futuro no qual 15, 20 ou 25 países atingiriam o status de potências nucleares. Apesar do pouco movimento no sentido de um cenário como esse, persiste a suposição de que o nascimento de um novo país dotado de armas nucleares provocará outros a seguir o mesmo rumo.

Ondas de proliferação foram esperadas por muitos depois do teste nuclear "pacífico" da Índia em 1974; do colapso da União Soviética em 1991; dos testes atômicos feitos por Índia e Paquistão em 1998; e, mais recentemente, depois que a Coreia do Norte abandonou o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Apesar de tais acontecimentos não terem produzido efeitos óbvios de difusão, os responsáveis pela política externa identificaram o Oriente Médio como local da próxima onda de proliferação.

Será que os fatos sustentam este prognóstico? Nosso estudo prolongado da dinâmica da proliferação nuclear no caso de uma dúzia de "suspeitos prováveis" sugere o contrário. Ele mostra que a difusão das armas nucleares para um número cada vez maior de países não é iminente nem envolve uma "reação em cadeia".

Apesar de surpreendente em termos de sua contestação do senso comum em relação a uma pandemia de proliferação, nossa conclusão condiz com o ritmo historicamente lento da proliferação e com as circunstâncias excepcionais que devem prevalecer para que um Estado decida abandonar a contenção nuclear.

Ela destaca também o importante papel desempenhado pelos líderes individuais e pelas coalizões políticas domésticas, para quem a busca das armas nucleares representa grandes custos políticos, econômicos e defensivos.

O Egito - considerado o dominó cuja probabilidade de cair é mais alta no caso de o Irã reconhecer a existência de objetivos militares para seu programa nuclear - é um exemplo disso. Como demonstra James Walsh, no estudo que desenvolveu para o projeto, as motivações do Egito para a aquisição de armas nucleares foram mais intensas nas últimas décadas do que são agora e do que devem ser no futuro próximo, enquanto os fatores de dissuasão apresentam hoje força igual ou superior em relação ao passado.

Por qual motivo Cairo decidiria emular a posição nuclear do Irã depois de tolerar um programa nuclear muito mais potente desenvolvido pelos israelenses? Por que correr o risco de danificar suas relações com os EUA, para não falar na perda de imensas quantidades de ajuda econômica e militar, em troca dos benefícios muito incertos de um caro programa de desenvolvimento de armas nucleares?

Também devemos manter ceticismo em relação à Turquia, outro possível elo numa reação em cadeia instigada pelo Irã. Por que o país abandonaria suas tentativas de se tornar membro da União Europeia e poria em risco as garantias de segurança feitas pela Otan apenas para emular o Irã? E quanto à Arábia Saudita, outro país importante do Oriente Médio? Qual de seus problemas, seja interno ou externo, o país solucionaria ao adquirir capacidades nucleares?

Sugerir que o céu ainda não está desabando no caso da proliferação não equivale a desmerecer o risco representado pela difusão das armas nucleares. De fato, a aquisição de armas atômicas por parte do Irã ou a adoção de medidas militares contra o país pode muito bem alterar o equilíbrio entre incentivos e estímulos contrários no cálculo da proliferação referente a certos casos.

Mas, se a história servir como guia, estes fatores serão específicos para cada país, e mesmo que uma nação decida voltar atrás no seu compromisso com a não proliferação, há poucos motivos para esperar uma epidemia. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

*POTTER É PROFESSOR DE ESTUDOS DA NÃO PROLIFERAÇÃO E MUKHATZHANOVA É PROFESSORA ADJUNTA DO INSTITUTO MONTEREY DE ESTUDOS INTERNACIONAIS

Bush planejava invadir Iraque desde sua posse

O Estado de SP

Assessores do ex-presidente americano George W. Bush planejavam depor Saddam Hussein desde o momento em que chegaram ao poder, segundo documentos oficiais divulgados quarta-feira nos Estados Unidos. Os memorandos ainda mostram que integrantes do governo americano da época tentaram justificar uma guerra contra o Iraque ao colocar o país como um dos responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Anos depois, os Estados Unidos admitiram que o Iraque não teve envolvimento no caso.

Colômbia mata líder militar das Farc

REUTERS, AP, AFP e EFE - O Estado de S.Paulo

O chefe militar da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Jorge Briceño, conhecido como "Mono Jojoy", foi morto na quarta-feira à noite em um bombardeio contra um acampamento do grupo rebelde na região de Macarena, no Departamento de Meta, informou ontem o ministro da Defesa, Rodrigo Rivera. A ação foi considerada pelo governo o principal golpe contra a guerrilha na história.


A morte de um dos comandantes das Farc, e um dos líderes considerados mais radicais e sanguinários, pode acelerar o desmantelamento do grupo rebelde mais antigo do continente e forçá-lo a buscar um diálogo de paz, disseram analistas ontem.


O corpo de Briceño foi encontrado nas primeiras horas de ontem, após bombardeios e combates em terra. Na ofensiva batizada de "Operação Sodoma", mais de 700 soldados e agentes das forças de segurança, apoiados por 27 helicópteros e 72 aviões, atacaram o acampamento das Farc que, segundo o ministro da Defesa, tinha cerca de 300 metros de extensão, com um bunker de concreto e múltiplos túneis. No local estavam entre 600 e mil guerrilheiros.


Pelo menos 20 rebeldes foram mortos e 5 militares ficaram feridos. Os militares exaltaram o
sucesso da operação, dizendo que a única baixa foi a de um cão usado no ataque. Segundo a imprensa local, entre os mortos estaria Henry Castellanos Garzón, conhecido como "Romaña", também membro da cúpula das Farc. As Forças Armadas haviam intensificado desde o início do ano a busca de Briceño e de Alfonso Cano, o líder máximo das Farc, que, segundo se supõe, estaria na região sul da Colômbia.


Cano assumiu a direção do grupo após a morte do histórico fundador, Manuel Marulanda, ou "Tirofijo".


De acordo com o jornal colombiano El Tiempo, as forças de segurança seguiam o rastro de
Briceño com base em informações passadas por guerrilheiros desertores - que receberão parte dos US$ 2,7 milhões oferecidos por ele. Antes do ataque, os militares estimavam que a possibilidade de prendê-lo ou matá-lo "era de 90%".


Briceño tinha ao menos 62 ordens de captura contra ele pela Justiça colombiana por delitos como homicídio, sequestro e terrorismo. Também havia um pedido de extradição por narcotráfico para os EUA.


O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Charles Luoma Overstreets, afirmou ontem
que a morte de Briceño "representa uma importante vitória para a Colômbia e um duro golpe contra a maior organização terrorista do hemisfério". Desde 2000, os EUA apoiam com cerca de US$ 7 bilhões o Plano Colômbia de combate ao narcotráfico e aos grupos armados.


A morte de Briceño é a mais recente e importante de uma série de baixas de comandantes das Farc desde 2000, quando o ex-presidente Álvaro Uribe declarou guerra aos rebeldes. Milhares de combatentes desertaram desde então, o que reduziu as forças rebeldes de 17 mil para 8 mil homens, segundo as forças de segurança. Apesar de estarem debilitadas, as Farc lançaram uma onda de ataques nas últimas semanas, que deixaram mais de 30 soldados e policiais mortos. O contra-ataque das forças de segurança matou mais de 50 guerrilheiros.


De acordo com o ministro da Defesa, a Operação Sodoma foi planejada sob a liderança do
presidente Juan Manuel Santos, que vinha recebendo detalhes desde segunda-feira. Rivera destacou o trabalho de inteligência prévio ao ataque.


A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que foi refém das Farc por mais de seis anos, até 2008, disse que a morte de "Mono Jojoy" traz esperança à Colômbia, mas que não há certeza de que ela representa o ocaso das Farc. Outros ex-reféns da guerrilha também saudaram a operação. "Hoje estou respirando um ar diferente, um ar de paz", disse a ex-congressista Gloria Polanco, libertada também em 2008 após seis anos de cativeiro.


PARA LEMBRAR
 

Em 2001, o Exército colombiano prendeu o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho
Beira-Mar. Segundo Bogotá, ele vendia armas para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e recebia cocaína em troca. A sociedade entre Fernandinho e a guerrilha foi um casamento de ocasião. Em 1997, quando assumiu o comando da Frente 16 das Farc, Jorge Briceño, o "Mono Jojoy", incumbiu o guerrilheiro Negro Acacio - morto em 2007 - da compra de armas. No mesmo ano, Fernandinho havia fugido da prisão no Brasil e foi para o Paraguai, onde tinha acesso fácil a armamento pesado. Diante da oportunidade de negócio, o brasileiro se mudou para a Colômbia, onde estabeleceu sólida relação com as Farc.

21 setembro 2010

Corveta Combattante BR70

A Corveta Combattante BR70 é um projeto da CMN que conta agora com a participação da Emgepron. 


Baseada no design da Corveta classe Baynunah, construída para a marinha dos Emirados Árabes, o projeto BR70 está sendo desenvolvido de forma conjunta para atender a um possível contrato por parte da marinha do Paquistão. 

Trata-se de um navio com características de baixa visibilidade térmica e radar, com 71,3 m de comprimento, 11 m de boca e 2,8 m de calado, com deslocamento na faixa de 830 ton. Será propulsada por quatro motores a diesel e dois waterjets, com uma velocidade máxima de 30 nós e um alcance de 2.000 milhas náuticas a uma velocidade de cruzeiro de 15 nós.

Seu armamento consiste de um canhão multi-emprego Oto Melara Super Rapid, no calibre 76 mm, dotado de uma cúpula de perfil steath (discreto), colocado na proa do navio. A meia nau estão reparos para oito mísseis anti-navio com modelo a ser definido entre o Exocet MM 40 francês, ou o Harpoon norte-americano e o C-802 chinês, haja vista a marinha paquistanesa utilizar estas três armas. Também à meia nau estão dois reparos de operação remota, cada um deles equipado com um canhão de médio calibre, a ser definido pelo cliente entre aqueles de calibre 20, 25, 27 ou 30 mm, e também com dois suportes para um total de quatro mísseis antiaéreos Igla ou Mistral.

Na popa, sobre o hangar coberto, há um sistema de mísseis de defesa com capacidade antimíssil RIM-116 RAM, com 21 cargas. A embarcação conta ainda com um hangar fechado com todas as instalações necessárias para armazenar e dar suporte operacional a um helicóptero da classe 5 toneladas, como um Dauphin ou um Lynx. É uma embarcação com altíssimo poder de combate, considerando sua baixa tonelagem.

Combate típico
  • Arma de médio calibre
  • Longo alcance SSM (8 mísseis)
  • Duas pistolas de calibres pequenos 
  • Vigilância por radar 3D
  • Radar de controle de fogo
  • Electro Optical Director 
  • Lançador vertical de SAM
  • ESM
  • Laser ESM 
  • COMINT 
  • 2 lançadores de Decoy
  • hangar para helicóptero da classe de 4,5 toneladas
  • sonar evasão
  • Sistema de Gestão  de Combate (10 consoles multifunção) 
Missões
  • Patrulhamento em águas internacionais, nas águas territoriais e na zona económica exclusiva (ZEE)
  • Vigilância aérea e de superfície e a recolha de informações
  • Intercepção das forças inimigas (anti-superfície e guerra anti-aérea)
  • Protecção dos portos
  • Apoiar as ações das forças terrestres
  • Colocação de minas
  • operação de helicóptero da classe de 4,5 toneladas  
Fonte: Defesa@Net e CMN

Classe Skjold

Skjold pode ser traduzido como "escudo", ou “protetor”, em norueguês.



Este barco patrulha fabricado pelo estaleiro Umoe mandal AS norueguês pode ser considerado a mais veloz embarcação de combate em serviço no mundo atualmente.

Além de veloz, ela é pesadamente armada e extremamente furtiva devido a seu desenho projetado para reduzir ao maximo a reflexão de radar.

A propulsão da Skjold é do tipo COGAG (combinação gás e gás) composta por duas turbinas Pratt & Whitney ST-18M, derivadas do motor de aviação PW-100. Cada turbina ST-18M produz 2417 hp de potencia. Junto com estas turbinas, outras duas Pratt & Whitney ST-40M que produz 5070 kg hp cada. Para conseguir a velocidade máxima, que chega a 60 nós (110 km/h), além das 4 turbinas, um colchão de ar infla no casco, tipo catamaram, da Skjold com auxilio de dois motores a diesel MTU-12 12V TE92. Esse colchão, somado a característica de ser um casco tipo catamaram, faz com que o calado do Skjold seja de apenas 1 m o que somado ao sistema de jatos de água, no lugar das hélices convencionais, facilita a agilidade de navegação e dá a Skjold uma melhor resposta contra ondas. A Skjold é capaz de executar curvas extremamente fechadas, mesmo em alta velocidade, outro beneficio dado pelo sistema de jatos de água. Outra facilidade dada pelo uso do colchão de ar é a maior imunidade a minas navais, permitindo com que a Skjold possa operar com segurança em zonas minadas e até mesmo caçar minas.




 

Porém o “calcanhar de Aquiles” da Skjold é sua autonomia, considerada baixa. O alcance da Skjold chega a 1840 km (800 mn). 

A Skjold apresenta um desenho limpo. O esforço para manter a furtividade foi levado tão a sério que até detalhes como as bordas das janelas da Skjold foram tratadas com material radar-absorvente. 

A suíte eletrônica da Skjold tem no radar francês Thales MRR 3D NG seu principal elemento. Este radar é capaz detectar um alvo aéreo a 180 km de distancia dando todos os parâmetros de posicionamento do alvo. Para controle de fogo é usado um sistema multi-sensor Ceros 200 composto por um radar, um telêmetro a laser e sensores optronicos que permitem traquear alvos aéreos como aeronaves ou mísseis antinavio, que normalmente voam rente ao mar (sea skimming), o que dificulta sua detecção e conseqüentemente a resposta de defesa a esse tipo de arma.

O Skjold possui uma suíte de guerra eletrônica baseada num sistema de busca e reconhecimento EDO composto por antenas de interferência, um radar tático CS-3701 e um sistema de alerta radar RWR que avisa quando um radar inimigo estiver rastreando a Skjold. 


Um sistema de iscas MASS (multi ammunition soft kill) fabricado pela Buck Neue Technologien da Alemanha dispara projéteis que emitem sinais que atraem o sensor dos mísseis antinavio inimigos, evitando, assim, um impacto contra a Skajold. O sistema MASS é eficaz contra mísseis guiados a radar, infravermelho IR, laser e sistemas eletrooptico.

O armamento transportado na Skjold é consideravelmente pesado, principalmente por conta dos 8 mísseis antinavio Kongsberg NSM. Esses modernos mísseis são lançados de dois lançadores quádruplos que ficam ocultos até a hora do lançamento na popa do navio e possuem um alcance máximo de 150 km. Sua ogiva é de 125 kg de alto explosivo. Guiado por um sistema GPS para navegação de meio curso e sistema infravermelho IR na fase final do ataque, este moderno míssil antinavio se beneficia, ainda de um desenho furtivo dificultando a tarefa das defesas antimíssil inimigas e impedir sue ataque.

Para defesa antiaérea a Skjold usa os famosos mísseis portáteis MBDA Mistral, guiados por calor e com alcance de 4 km. Estes mísseis são montados em um lançador duplo Simbad e são transportados 8 mísseis, ao todo.


Além dos mísseis, um canhão italiano OTO Melara 76 mm/ 62 super rapid dispara projéteis de 6 kg a um alcance de 16 km à uma taxa de tiro de 120 tiros por minuto.



Fonte: Campo de Batalha Naval

Corveta Visby

As corvetas stealth da classe Visby são as mais modernas corvetas em operação no mundo, atualmente, construída para a Marinha da Suécia pela empresa sueca Kockums (uma subsidiária da ThyssenKrupp Marine Systems, da Alemanha). 


Sua construção se deu no início 1999 e foi lançada ao mar em junho de 2000, e tendo suas prova em mar aberto, sendo iniciadas em fevereiro de 2001. Sua entrada em serviço se deu em 2003 e a marinha sueca espera poder contar com 5 navios desses.

As 4 primeiras corvetas foram prepardas para guerra anti minas e anti submarino e as outras equipadas para a guerra anti superfície e ataque. Um hangar para um helicóptero foi originalmente planejado, mas foi considerado demasiado apertado e posteriormente removido. Mas o navio pode receber e reabastecer uma aeronave do porte do AgustaWestland A109M ou Lynx.


O projeto destes navios enfatiza fortemente a tecnologia de “baixa visibilidade” (ou furtiva), com discrição visual, infravermelha, acústica e de radar e, a capacidade de guerra centrada em redes (Netcentric Warfare).

A construção do casco é feita em “sanduíche”, compreendendo um núcleo de PVC, com um laminado de fibra de carbono e de vinil. O material proporciona alta resistência e rigidez, baixo peso, boa resistência a choques e baixa assinatura radar e magnética.

Uma corveta stealth como a “Visby” reduz sua detecção a distâncias de apenas 13km em mar grosso e 22km em mar calmo, sem o emprego de “jamming” (interferência eletrônica). Em um ambiente “jammeado”, a “Visby” seria detectada somente a uma distância de 8 km em mar agitado e 11 km em mar calmo. 


A Visby, conta com o sistema CETRIS C3 (comando, controle e comunicação), que é formado pelo sistema CELSIUS TECH 9LV MK3E; Um sistema de apoio MAST, e um sistema de comunicações. O sistema 9LV MK3, está baseado num sistema de arquitetura aberta usando o sistema operacional Windows NT. O sistema de comunicações é do tipo digital possui grande capacidade e foi desenvolvido pela companhia dinamarquesa INFOCOM conjuntamente com a companhia Karlskrona, que conecta os sinais de dados e voz. Este sistema permite comunicações internas e externas abertas em conferenciam, além do acesso a redes de dados baseados em terra e no ar. 

Os mísseis usados pela Visby, são os Bofors RBS 23 BAMSE anti aéreo com 15 km de alcance e o Bofors RBS 15MK2, antinavio, com alcance de 250 Km e possui uma ogiva de 480 libras, que o deixa com capacidade similar à do Harpoon americano. 

O canhão, de uso geral, é um Bofors 70 SAK MK 3 de 57 mm. Este canhão está carregado com 120 projéteis e ele pode disparar 220 tiros por minuto a um alcance de até 17 Km. 

Para a guerra antisubmarina, a Visby está equipada com foguetes anti-submarino de 127 mm, cargas de profundidade, torpedos TP 45 de 400 mm. 

Para a guerra antiminas, a Visby está equipada com o sistema subaquático ROVs da Saab Bofors, que são veículos operados remotamente, para a caça a minas e para a eliminação da mina, é usado o ATLAS Elektronik Seafox ROV. Está instalado nesse navio, também, um sistema multi sonar computadorizado CDC, que integra as informações entre o sonar passivo com o ativo de freqüência variável.

O radar principal é um multi missão Ericsson Sea giraffe AMB 3 D que faz busca aérea e de superfície, a um alcance máximo de 168 km, além de rastrear e iluminar alvos para as armas do navio. O controle de tiro é providenciado por um radar de banda I/J Ceros 200. 
A contramedida eletrônica é feita por um sistema de iscas MASS que lança 32 projéteis contra mísseis anti navio que estejam atacando a Visby. Esses projéteis podem ser usados contra sistemas infravermelhos, eletro óptico, laser e ultravioletas.
  
A propulsão deste navio é feita por uma combinação de turbina diesel e gás CODAG. São 4 turbinas Honeywell TF50 a gás e 2 turbinas MTU 16V 2000 N90 a diesel que são conectadas a duas caixas de engrenagens que produzem propulsão à jatos de água. Com essa propulsão a Visby atinge uma velocidade máxima de 65 km/h o que representa mais velocidade da grande maioria de navios de guerra atuais. Seu alcance, no entanto, é baixo, chegando a 4259 km.

Fonte: Campo de Batalha Naval e Poder Naval

Natal é sede de reunião do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA)

Foi realizado na cidade de Natal (RN), de 13 a 17 de setembro, o VIII Comitê A-III do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA) - criado no ano de 1961 para congregar as Forças Aéreas do continente americano.

O fórum internacional, cuja realização foi aprovada pelos comandantes das Forças Aéreas dos países que integram o SICOFAA, teve como objetivo finalizar os trabalhos de preparação, visando à execução de um exercício multilateral com foco em ajuda humanitária, denominado "Cooperación I", o qual ocorrerá no Chile, entre os dias 4 e 15 de outubro deste ano.

Representantes das Forças Aéreas da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, Estados Unidos, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, além da Secretaria Permanente do SICOFAA (SPS), discutiram sobre o tema e trocaram experiências.

Em decorrência dos trabalhos, foi montado um cronograma no intuito de confeccionar um manual, que possa sistematizar o acionamento e a execução de operações aéreas dos países do SICOFAA, em caso de necessidade de ajuda humanitária.

Todo o esforço resultará em benefícios futuros para os países do continente americano, pois além de reforçar os laços de amizade entre as Forças Aéreas, existe a possibilidade de adestramento para a realização de operações combinadas em proveito da população em geral, quando na ocorrência de calamidades relacionadas com desastres naturais.

Fonte: EMAER

Emoção no reencontro dos pioneiros do Centro de Formação de Pilotos Militares

Há 40 anos, jovens recém saídos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr), deixaram Barbacena (MG) e seguiram para Natal (RN) onde teriam uma missão inédita: serem os pioneiros do recém-criado Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM). Hoje, 11 de setembro de 2010, a turma "Mete a Cêpa" voltou à Base Aérea de Natal para comemorar, rir, chorar e lembrar de muitas histórias. Muitas histórias.

Acompanhados de seus familiares, 145 alunos vieram rememorar os desafios e superações. Dos aviões T-23 e T-37, ambos dominados em menos de um ano, a alegria do primeiro vôo solo. A maioria seguiu carreira na Força Aérea Brasileira, mas a grande semelhança entre todos, passadas quatro décadas, é manter o orgulho de terem sido pioneiros.

Um daqueles jovens era o hoje Tenente-Brigadeiro Aprígio de Moura Azevedo. Para ele, o CFPM valeu muito à pena. "São 40 anos de um momento muito especial na vida de todos nós, meninos, verdadeiros garotos, que enfrentamos o desafio de aprender a voar. Aprendemos, certamente", disse, emocionado.

Dois outros alunos da turma do CFPM de 1970 atingiram o posto máximo na Força Aérea Brasileira, os Tenentes-Brigadeiros Antônio Gomes Leite Filho e Marco Aurélio Mendes. O feito é um orgulho para o comandante do grupo, o Brigadeiro da Reserva Clóvis de Athayde. "Jamais podemos esquecer que além de militares e profissionais, eram seres humanos, e por isso tínhamos uma excelente relação entre instrutores e alunos", contou em um dos momentos mais marcantes da cerimônia realizada no Cine Navy da Base Aérea de Natal.

Além dos integrantes da turma "Mete a Cêpa", o encontro reuniu ainda 38 dos antigos instrutores, entre eles o atual Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito. O então primeiro-tenente veio à Natal para ensinar a pilotagem do jato T-37. "De agosto até dezembro eu voei quase 300 horas, de madrugada, de manhã, de tarde e de noite. Eu tive uma preparação na unidade caça e pude transmitir um pouco dessa minha experiência para essa turma", lembrou.

Um momento marcante do encontro foi uma parada diária com os ex-alunos, realizada após o descerramento de placas de homenagem. A programação incluiu ainda o lançamento de um selo comemorativo e uma visita às instalações da Base Aérea de Natal. O Tenente-Brigadeiro William de Oliveira Barros, outro instrutor orgulhoso dos seus ex-alunos, resumiu o sentimento do dia: "É uma pena que aqueles muros, aqueles pátios e aqueles hangares não falem. Porque, se falassem, diriam: olha aquela turma de 70! Como estão jovens"!

Fonte: Agência Força Aérea

Público pode escolher nome do Mascote dos Jogos Militares

O público tem até o dia 30 de setembro para escolher o nome do Mascote dos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM Rio 2011, que têm como tema central a promoção da paz por meio do esporte. A ilustração foi desenhada pelo artista Maurício de Sousa, pai da Turma da Mônica. A votação pode ser realizada no Portal Oficial dos Jogos (www.rio2011.mil.br). Serão três opções e todos podem participar.

Usando o símbolo mágico da pomba branca, o desenhista Mauricio de Sousa usou como inspiração um menino que se transforma em um Super Atleta Militar Futurista. Segundo o autor, a pomba acompanha o menino em todos os seus momentos e dá vida aos seus desenhos de soldadinhos da infância, criando a Tropa da Paz.

"Foi gratificante poder trabalhar com a comissão organizadora dos Jogos Mundiais Militares na busca de um símbolo para esse evento. Deu trabalho pela necessidade de atendermos à importância da competição. Mas considero que o grafismo, os desenhos propostos ficaram ótimos, bonitos e oportunos. Estou feliz com essa parceria", disse o artista.

O menino e sua Tropa da Paz – representando as Formas Armadas e Forças Auxiliares – estarão juntos para encantar a todos e transformar os Jogos RIO 2011 em uma experiência cheia de aventuras e magia.

Fonte: Assessoria Rio 2011

Typhoons da RAF “groundeados” temporariamente

Poder Aéreo

Neste domingo, o The Guardian informou que toda a frota de Typhoons da RAF foi "groundeada" (impedida de voar) por razões de segurança. A mesma informação foi dada no sábado, com algumas variações, pelo Belfast Telegraph.

Segundo o The Guardian, os Typhoons da RAF continuavam no chão, na noite de sábado, enquanto se cuidava das questões de segurança que foram levantadas após a morte de um piloto da Arábia Saudita em um voo de treinamento na Espanha no mês passado, cujo paraquedas se desprendeu depois da ejeção. Todos os 64 aviões operacionais do tipo na RAF foram ordenados para não voar.

O jornal afirma que o acidente mostra-se embaraçoso para autoridades da RAF, que estão trabalhando para a compra de 40 Typhoons por 2,8 bilhões de libras (aproximadamente 4,37 bilhões de dólares ou 7,5 bilhões de reais) apesar das pressões por cortes de despesa. Enquanto o governo pretende comprar mais aeronaves do tipo, autoridades do Exército argumentam que esse enorme gasto, em novas aeronaves no estado-da-arte, é um desperdício de dinheiro.

Apesar dos temores em relação à segurança, pilotos das bases da RAF de Coningsby (Lincolnshire) e  Leuchars (Escócia) foram avisados, no sábado, que em caso de emergência receberiam a ordem de voar. Checagens prioritárias foram feitas nos Typhoons da força de reação rápida e nos que estão desdobrados nas Falklands (Malvinas).

Sobre isso, o Belfast Telegraph informou, a partir de declarações do Ministério da Defesa Britânico, que "o alerta de reação rápida do Typhoon no Reino Unido e nas Ilhas Falklands não estão afetados pois aqueles aviões já foram modificados. Como precaução, voos de Typhoon não operacionais foram temporariamente suspensos, aguardando modificações".

As preocupações com a segurança, acredita-se, estão relacionadas ao sistema de amarramento ao assento ejetável: "Investigações que se seguiram ao acidente envolvendo um Typhoon espanhol destacaram um perigo potencial com o sistema de amarração dos tripulantes."

Voltando à reportagem do The Guardian, este acrescenta que o incidente motivou, na semana passada, a Força Aérea Alemã a manter no solo seus 55 Eurofighters por prazo indefinido.

Isso porque, "em certas circunstâncias, o assento ejetável não opera de forma sem falhas em caso de emergência". As frotas da Espanha, Itália, Áustria e Arábia Saudita também foram "groundeadas" por prazo indefinido.

FONTE: The Guardian / The Observer e Belfast Telegraph

Amorim critica Conselho de Segurança

Isabel Fleck - Correio Braziliense

Às vésperas de seu discurso na 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o chanceler Celso Amorim afirmou que o Conselho de Segurança da ONU não representa mais a realidade internacional e sugeriu que haja um processo de mudança "de fora para dentro" no órgão. Segundo Amorim, o que ocorreu no caso da aprovação das sanções contra o Irã foi "desrespeitoso" com países como a Turquia e o Brasil. Segundo o ministro, o governo brasileiro soube da decisão dos membros permanentes a favor das novas barreiras por meio de uma agência de notícias. Amorim está em Nova York, onde representará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia, e terá 27 reuniões bilaterais com altos representantes de 23 países — em sua maioria, chanceleres de países em desenvolvimento, além do secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, o bilionário Bill Gates (1)e, possivelmente, o secretáriogeral da ONU, Ban Ki-moon.

Entre os colegas com os quais o brasileiro vai se reunir, estão o iraniano, Manouchehr Mottaki, e o turco, Ahmet Davutoglu. No encontro, inevitavelmente será discutido o acordo para a troca de urânio assinado pelos três em maio passado — e que foi ignorado pelos membros do Conselho de Segurança como alternativa às sanções. O ministro, inclusive, usou o exemplo do Acordo de Teerã para mostrar como é necessária uma reforma no órgão, que contemple um maior número de membros com poder de veto. "O episódio com a proposta do Brasil e da Turquia sobre o Irã demonstra como é ilusório pensar em reformar o Conselho aumentando somente os membros não permanentes. Se você não tiver a permanência, a sua influência será muito menor", observou. 

Segundo ele, o grupo dos permanentes, formado por Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e China, discutiu a resolução das sanções à parte e nem sequer informou os outros 10 membros não permanentes. "Tomamos conhecimento por um despacho da (agência) Reuters, antes mesmo de um membro permanente, que proclamava a amizade e queria nossa cooperação. Isso é uma maneira desrespeitosa em relação à comunidade internacional", disparou. Amorim disse não ser possível querer que países como Brasil, Índia e África do Sul "contribuam para os assuntos do mundo, e sua opinião não seja levada em conta".

A questão da reforma certamente entrará no discurso de Amorim na abertura do debate geral da Assembleia, depois de amanhã. No mesmo dia, o chanceler participará de reunião de cúpula no Conselho de Segurança. O tema será "como assegurar um papel efetivo do órgão na manutenção da paz e da segurança internacionais". "Temos a consciência de que não se pode manter o órgão que trata da paz e da segurança internacionais com a estrutura que ele tinha 65 anos atrás. Ele (o Conselho) precisa ser representativo da realidade internacional, e ele certamente não é", disse Amorim, já em Nova York.

Outro tema presente será a paz no Oriente Médio. O ministro terá encontros com os chanceleres do Egito, Aboul Gheit, e da Jordânia, Nasser Judeh, além de participar de reunião ministerial com Índia e África do Sul, Indonésia e Autoridade Palestina.

1 - Convite de Bill Gates

Entre os pedidos de encontro em Nova York, um surpreendeu até mesmo o chanceler: o convite do bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft. "Não sei sobre o que será a reunião, porque foi ele que me convidou", disse. "Mas o Brasil tem uma política muito forte de software livre, talvez ele esteja preocupado com isso", ironizou. O próprio Amorim, no entanto, acredita que os temas de interesse do empresário estejam relacionados com a Fundação Bill & Melinda Gates, que realiza projetos sociais, como de combate à Aids, em vários países.

Lugo substitui novamente cúpula militar do Paraguai

É a terceira vez desde sua posse, em 2008, que presidente troca o comando das Forças Armadas

AE-AP - Agência Estado

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, substituiu hoje os principais comandantes das Forças Armadas do país. Em um anúncio surpreendente, feito pelo palácio de governo, Lugo, também comandante-em-chefe das Forças Armadas, destituiu os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

O general Miguel Crist é o novo comandante da Aeronáutica, enquanto o general Darío Cáceres está à frente do Exército. O contra-almirante Juan Carlos Benítez é o novo chefe da Marinha. Nenhum porta-voz das forças militares nem do governo comentou os motivos das mudanças. Os oficiais substituídos, que passaram para a reserva militar, também não deram explicações.

Em entrevista ao jornal local ABC, o contra-almirante reformado Cíbar Benítez, que foi comandante das Forças Armadas até novembro de 2009, criticou as novas mudanças. Segundo ele, a mudança é "uma desconsideração e uma falta de respeito" aos militares. "É grave, estou certo de que isso produz efeitos muito adversos na instituição", afirmou Benítez.

Segundo o diário, é a terceira vez desde sua posse, em 2008, que Lugo troca o comando das Forças Armadas. O presidente já disse anteriormente que temia um golpe para derrubá-lo. Outro jornal paraguaio, o Última Hora, informa em seu site que a mudança ocorre um mês após a saída do ministro da Defesa, Luis Bareiro. Esse ministro tinha contra si um processo de juízo político, aberto no Congresso, por suposto mau desempenho em suas funções.

Militar também vendia armas a policiais

Relatório do Exército revela outros clientes de sargento que abastecia o tráfico

Vera Araújo - O Globo

O sargento do Exército Volber Roberto da Silva Júnior, apontado pela Polícia Civil como um dos maiores traficantes internacionais de armas e morto em junho deste ano, não era fornecedor apenas das facções criminosas do Rio. Um relatório reservado do serviço de inteligência do Exército, ao qual O GLOBO teve acesso, revela que Volber também vendia armas a policiais civis e militares, além de ser especializado na fabricação de explosivos.

Ele foi investigado pelo serviço de inteligência de sua corporação, suspeito de desvio de armas.

Como no caso dos ex-paraquedistas que ingressam no tráfico ou nas milícias, conforme O GLOBO noticiou no domingo, os desvios de conduta de militares com cursos especializados no Exército sempre foram o calcanhar de aquiles da instituição.

De acordo com o relatório, em conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça, foi constatada a ligação de Volber com policiais. Devido à rapidez com que o sargento atendia às encomendas de armas de diversos calibres, principalmente pistolas Glock, e miras a laser, ele era bastante procurado.

Exército não abriu inquérito contra sargento

Embora o Exército soubesse das atividades ilícitas do sargento, não foi aberto inquérito policialmilitar contra ele, que era apenas monitorado. Volber só estava afastado de sua unidade, o 21º Batalhão Logístico, em Deodoro, quando foi morto, porque pedira licença sem vencimentos, alegando problemas pessoais.

Segundo a Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), o sargento Volber morreu, aos 38 anos, no dia 30 de junho deste ano, ao reagir à abordagem de policiais na garagem de um motel, em Jacarepaguá. Com ele, a polícia encontrou duas pistolas Glock, arma preferida dos policiais, e uma mochila repleta de munição. O militar estava sendo investigado pelo Dcod e pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). Ele também era alvo da Polícia Federal.

O documento reservado do Exército informa ainda que, em fevereiro de 2005, o contrabandista negociou miras a laser com policiais do 14º BPM (Bangu) e um inspetor que trabalhava na 34ª DP (Bangu). De acordo com o relatório, as peças foram adquiridas pelo cunhado do militar em Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, no Paraguai. As miras foram enviadas pelo correio, por R$ 430 cada.

Ainda em 2005, em março, uma outra interceptação telefônica, de uma conversa entre Volber e um inspetor chamado Alexandre, lotado na época na delegacia de Bangu, mostrou que os dois planejaram forjar uma apreensão de armas, com a finalidade de "elevar o conceito" que o delegado tinha do policial.

Nos pedidos dos policiais, eles se referiam às armas como "tênis". Um deles, não identificado, encomendou um "tênis" tamanho 45 — referência a uma pistola Colt calibre 45.
Contrabandista indicava outros vendedores de armas Quando o assunto era armamento, Volber atendia todos que o procuravam ou indicava colaboradores, como fez com um policial que pediu um prolongador para cano de pistola .40. Nesse caso, ele aconselhou o comprador a procurar um outro armeiro.

O envolvimento de policiais com o sargento seria tão grande que, segundo o relatório, foi ele quem facilitou, em 2005, o acesso do Exército às polícias Civil e Militar do Rio, para a
manutenção de armamento das forças de segurança do estado. O contrabandista também estaria envolvido com agiotagem, emprestando dinheiro a policiais e militares.

Especialistas debatem incentivos à indústria de Defesa

José Romildo 

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa 

Brasília, 17/09/2010 – Representantes do Ministério da Defesa, da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do setor privado e da academia reuniram-se nesta sexta-feira (17/09), em Brasília, durante a 1ª. Oficina de Trabalho para discutir incentivos ao desenvolvimento das empresas que compõem a Base da Indústria de Defesa do País. A concessão de isenção tributária, a fim de que as indústrias de Defesa alcancem competitividade, constitui um dos objetivos almejados pelo setor.

A 1ª. Oficina de Trabalho, que faz parte do seminário "Panorama das Cadeias Produtivas Relacionadas à Base Industrial de Defesa, foi realizada no Hotel Grand Bittar, no Setor Comercial Sul, tendo como participantes, entre outros, a Diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, e do Secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnolgoia (Selom) do Ministério da Defesa, Almirante-de-Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld.

Com o objetivo de fornecer os primeiros dados para um diagnóstico dos fornecedores de equipamentos que abastecem as Forças Armadas, o professor Fernando Sarti, da Universidade Estadual de Campinas, fez uma apresentação preliminar dos resultados obtidos com as respostas de questionários enviados pela ABDI a 19 empresas que lideram a indústria de Defesa do País.

Segundo ele, já é possível detectar que a indústria de Defesa brasileira vem aumentando, nos últimos cinco anos, a participação de componentes nacionais na fabricação de seus equipamentos, numa trajetória contrária à dos demais setores da indústria, que aumentaram a internacionalização de seus produtos. Outro ponto identificado no questionário foi que 44% das empresas investiram em inovação de produtos.

O Almirante Max disse que o levantamento inicial "mostra a seriedade do trabalho que se inicia, antecipando questionamentos mais complexos para o futuro".

A diretora da ABDI, Maria Luisa Machado, explica que os estudos são elementos de um panorama a ser organizado nos próximos 18 meses, com o objetivo de servir de base para a solicitação, junto a outras áreas do governo, e também ao Congresso Nacional, de isenção tributária e outros incentivos. "O mapeamento será fundamental, por exemplo, para respaldar discussão com o Ministério da Fazenda sobre isonomia tributária para o setor. Para isso, precisamos apresentar um cálculo de renuncia previsto", disse a diretora.

Para aprofundar a visão sobre questões de regulatórias, tecnológicas, geopolíticas e de inovação, a ABDI e o Ministério da Defesa, juntamente com outros órgãos do governo, da indústria e de universidade, realizarão a 2ª. Oficina de Trabalho, nos próximos dias 14 e 15 de outubro, no Hotel Grand Bittar. A reunião, que abordará o tema "Diagnóstico da Base Industrial de Defesa, será aberta pelos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Indústria, Comércio e Turismo, Miguel Jorge. Jobim falará sobre a Estratégia Nacional de Defesa, enquanto Miguel Jorge analisará a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

O diretor técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Armando Lemos, defendeu , durante a Oficina de Trabalho de hoje, a concessão de incentivos o fortalecimento da indústria de Defesa no Brasil.

Ele disse que só as leis de mercado não são suficientes para fortalecer a cadeia produtiva da indústria de Defesa. Lemos afirmou que os incentivos permitem iniciar pesquisas e, dessa forma, fazer frente à ausência de vontade dos países mais industrializados de fornecer "tecnologias críticas já desenvolvidas por eles".

Armando Lemos citou também os riscos de crises políticas como outro fator que poderia dificultar a transferência de tecnologias pelos países desenvolvidos. Para ele, esse risco pode ser minimizado por meio da escolha de fornecedores em países diferentes. "Além disse, é preciso fomentar a implantação de fornecedores nacionais que possam prestar atendimentos", substituindo dessa forma os fornecedores estrangeiros.

Uma das melhores formas de incentivar a indústria nacional de Defesa, de acordo com Lemos, é trabalhar para que as Forças Armadas adquiram novos produtos, especialmente os lotes cabeça de série, já que tal procedimento constitui estímulo para que clientes no exterior adquiram os mesmos equipamentos.