28 fevereiro 2011

Mantega diz que país não tem dinheiro para comprar caças

UOL

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não tem dinheiro para comprar caças novos para as Forças Armadas neste ano. "Não temos previsões para a aquisição de caças neste ano. Não há recursos disponíveis, portanto, acho bastante improvável que se faça aquisição de caças neste ano. Não há espaço fiscal", afirmou.

Há uma disputa para a compra dos aviões militares desde o governo Lula. Esperava-se uma definição da presidente Dilma Rousseff.
 
A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Brasília para detalhar os cortes de mais de R$ 50 bilhões no Orçamento do governo.

O governo reajustou a receita líquida e as despesas do Orçamento deste ano. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, houve redução de R$ 18,087 bilhões nas receitas. A maior queda na estimativa de receitas foi a da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que caiu R$ 6,185 bilhões.

"Temos que ser realistas com a projeção de arrecadação", disse Mantega. Já o corte nas despesas ficou em R$ 50,087 bilhões.

Houve redução de R$ 15,762 bilhões de despesas obrigatórias. Além disso, foi acrescentado um crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões.

O corte das despesas discricionárias chegou a R$ 36,2 bilhões, enquanto os vetos a Lei Orçamentária Anual (LOA) somaram R$ 1,623 bilhão. Segundo Mantega, a política econômica segue a mesma linha.

27 fevereiro 2011

F-35: Continuam os problemas…

Quintus

Já é certo que o F-35 é uma das armas mais caras de sempre. O avião que foi concebido para substituir a maior parte da frota da USAF  arrisca-se a tornar um autêntico pesadelo em custos, quer pelo disparo dos custos unitários de cada aparelho, quer pelos elevados custos de manutenção que hoje já se podem antever.

Depois de uma sucessão – aparentemente interminável – de aumentos de custos que levaram a estimativa total do programa F-35 até a uns extraordinários 382 biliões de dólares, por 2443 aparelhos. Tal montante, confrontado com um défice orçamental babilónico e uma economia fragilizada, colocam em risco todo o programa e, sobretudo, o número total de aparelhos e, logo, a manutenção dos mesmos níveis de resposta para o aparelho militar dos EUA.

A aparição do novo caça Stealth chinês e os progressos registados com o T-50, o equivalente russo do Raptor, colocam os EUA sob ainda mais pressão. Para responder a estes desafios e para o desafio ainda mais importante que será colocado quando estes aviões de 5a geração começarem a ser vendidos para outros países que têm conflitos com os EUA (como o Irão…) então estes F-35 parecerão demasiados poucos e caros (cada um custará mais de 92 milhões de dólares) impossibilitando que mais sejam construídos para responder a estes desafios chineses e russos.

Robert Gates, o Secretário de Defesa dos EUA, já avisou a Lockheed Martin que “a cultura de dinheiro infinito tem que ser substituída por uma cultura de contenção”. Gates chegou mesmo ao ponto de ameaçar cancelar completamente a versão de descolagem vertical, colocando em risco os 449 aparelhos desta versão que deveriam ser entregues até 2016. Outra alteração ao programa poderá ser o desenvolvimento de um novo motor, se a Pratt & Whitney não conseguir resolver os problemas atualmente existentes.

No global, contudo, e tendo em conta a extraordinária quantidade de dinheiro já investido e o facto de existirem parceiros e clientes internacionais confirmados é hoje impossível cancelar totalmente o programa, razão pela qual o avião deverá mesmo assumir o papel central na USAF nas próximas décadas. Apesar de todos os custos e do aparente descontrolo dos mesmos… e de começarem a surgir aparelhos que – pelo menos no papel – lhe são superiores, como o russo Sukhoi T-50 e o J-20 chinês.

Nota Oficial – acidente com avião da FAB

CECOMSAER

O Comando da Aeronáutica informa que nesta sexta-feira (25 FEV), por volta das 19h (horário de Brasília), uma aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), modelo A-29 (Super Tucano), apresentou problemas obrigando o piloto a usar o mecanismo de ejeção para abandonar o equipamento. A aeronave caiu próximo à pista de pouso do aeroporto de Porto Velho (RO).

O 1º Tenente-Aviador Marcelino Aparecido Feitosa foi resgatado por um helicóptero H-60 (Black Hawk) da FAB e encaminhado ao Hospital da Guarnição do Exército em Porto Velho, onde permanece em observação. No momento do resgate, o militar estava consciente.

A Aeronáutica iniciou as investigações para apurar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente.

Brasília, 25 de fevereiro de 2011.

Marcelo Kanitz Damasceno – Coronel Aviador
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

UK oferece navio de apoio à MB

Poder Naval


A Agência de Alienação e Serviços (DSA), do Ministério da Defesa do Reino Unido está oferecendo o navio de apoio da frota RFA Fort George à Marinha do Brasil.

O navio, configurado para o transporte e transferência de combustível e material no mar, é um dos navios a serem desmantelados após os cortes patrocinados pelo governo britânico, que resultaram numa marinha menor e com menos necessidade de navios de apoio.

A RFA Fort George, que entrou em serviço em 1994, juntamente com seu irmão gêmeo RFA Fort Victoria, é um dos dois navios britânicos construídos para dar apoio logístico à forças-tarefa em operação à grandes distâncias de suas bases. Operado por uma tripulação de 95 oficiais e especialistas, o navio mede 204 metros de comprimento (comprimento) e desloca 32.550 toneladas a plena carga.

Além das áreas de armazenamento de combustível, existem compartimentos para fontes de líquidos e materiais secos, armas, munições e peças de reposição. O navio também oferece reparação de armas, sistemas eletrônicos e máquinas. É equipado com plataforma de voo e hangar para três helicópteros médios, que podem ser usados em missões ASW / ASuW ou transferência vertical (VERTREP) de carga ou de pessoal.

Sua capacidade é de 10 mil toneladas de óleo diesel, gasolina de aviação, óleo lubrificante e água fresca, e outras 6.000 toneladas de mantimentos.


Estação Móvel Naval do NAe São Paulo

Poder Naval
DIRETORIA DE COMUNICAÇÕES E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA MARINHA

Comunicações por satélite na Marinha do Brasil – Dando continuidade ao Plano de Desenvolvimento e de Implantação do Sistema de Comunicações Militares por Satélite ( PDI – SISCOMIS), foi concluída com sucesso a substituição da Estação Móvel Naval (EMN), na banda X do NAe São Paulo, devolvendo ao navio a capacidade de comunicações por satélite em banda larga, com alto desempenho e disponibilidade.  A nova EMN do Capitânia da Esquadra opera com 2 antenas giroestabilizadas de última geração, que se revesam na transmissão de voz e dados, proporcionando ao navio, mesmo em deslocamento, acesso aos sistemas corporativos da Marinha do Brasil, à Intranet, à Internet, além da realização de chamadas telefônicas para a RETELMA, SISCOMIS e rede pública ( local, celular, DDD e DDI), contribuindo para o êxito de suas atividades operativas.

Também com recursos do MD, foi criada uma rede operacional no navio, segregada da rede administrativa, com instalação  de equipamento de videoconferência e telefonia IP. A antiga EMN, integrante da primeira geração de Estações Táticas do SISCOMIS, foi originalmente instalada no ex-NAel Minas Gerais, onde operou de 1999 até 2001, tendo sido posteriormente transferida para o NAe São Paulo. Ressalto a importância da participação  do  CRepSupEspCFN e do  CMS na execução das diversas etapas da instalação, coordenadas por esta Diretoria Especializada, cuja presteza e desempenho foram essenciais à prontificação do sistema.

Contatos Brasil – Índia na área de Defesa

Roberto Caiafa
Correspondente DefesaNet

Missão oficial do consulado da Índia retornou  a Belo Horizonte esta semana com algumas novidades em especial para os setores de defesa e aviação.
Na AEROINDIA 2011, evento internacional de aviação e defesa realizado em Bangalore- Sul da India que terminou neste ultimo domingo dia 13 de fevereiro, a Câmara de Comércio Índia-Brasil, do consulado Indiano em Belo Horizonte, promoveu vários encontros entre empresários dos setores de defesa, aviação e tecnologia da informação. 

Dentre as mais importantes reuniões realizadas e negociações que estão em andamento, o cônsul da Índia em Belo Horizonte Dr. Élson Barros Gomes Junior destacou os encontros com o empresário indiano e CEO do TATA GROUP ,o Sr. Ratan Tatá, que pretende  investir nos setores de aviação, mineração, siderurgia e automotivo em parceria com empresas Brasileiras, e do diretor  de  defesa e aviação da câmara de comercio India-Brasil  Sr. Renato Werner Victor de Queiroz,  que ficou  responsável por definir junto às forças armadas Brasileiras quais  as tecnologias do DRDO (Departamento de Tecnologia de Defesa do Governo Indiano), podem ser  utilizadas pelo Brasil no monitoramento e controle de fronteiras com a modernização de sistemas e  até uma possível transferência de tecnologia VANT (Veiculo aéreo não tripulado) e Cyberwarfare (guerra cibernética), na qual a Índia possui tecnologia de ponta e  considerada como uma das mais avançadas do mundo. 

As próximas reuniões ocorrerão no Brasil já nos próximos meses com a visita confirmada de representantes do DRDO que se reunirão com membros do governo Brasileiro e do empresário Ratan Tata que deverá vir a Belo Horizonte  ainda no primeiro semestre deste ano.

Esquadrão Pantera recebe novos helicópteros

DefesaNet

Os tripulantes do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV), o  Esquadrão Pantera, decolaram, no dia 13 de fevereiro, da fábrica da Sikorsky localizada em Elmira, Estado de Nova York, Estados Unidos, com os FAB H-60 8907 e 8908. 

As aeronaves vão substituir os H-1H que, por mais de 40 anos, foram o equipamento básico da unidade aérea.  As aeronaves exibem a camuflagem padrão da Força Aérea Brasileira (FAB), diversa dos Black Hawks do Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7°/8° GAV), o Esquadrão Hárpia, que é escura. A chegada das aeronaves ao 5º/8º GAV faz parte do Plano Estratégico da Aeronáutica no que se refere à Aviação de Asas Rotativas na sua vertente de substituição dos H-1H.

Os helicópteros chegarão ao Brasil na quarta-feira (23/02), na Base Aérea de Boa Vista (BABV), em Roraima. No local, farão os trâmites de chegada e contarão com apoio do pessoal de manutenção do 7º/8º GAV. As  aeronaves seguirão para Manaus (AM), a fim de passarem por uma inspeção programada e ajustes próprios de aeronaves recém-saídas da linha de produção.  De Manaus, as aeronaves decolam para Brasília. Da capital, seguem para Santa Maria, onde os panteras aguardam para começar a voar as novas máquinas.

As equipagens foram formadas pelo 7°/8° GAV. Os pilotos fizeram os Cursos Técnicos e de Pilotagem e os mecânicos, além dos Curso Técnicos, participaram de inspeções de todos os níveis para estarem preparados para operarem as novas aeronaves com presteza e segurança.

Surge a KMW do Brasil Sistemas Militares KMW abre Escritório em Santa Maria (RS)

Fábrica alemã de manutenção de blindados pretende iniciar operações em um ano

DENI ZOLIN
Diário de Santa Maria

A fábrica alemã de blindados e de manutenção de equipamentos pesados Krauss-Maffei-Wegmann (KMW) terá sua sede em Santa Maria a partir de hoje, quando a empresa vai assinar o contrato de locação de uma sala comercial no último andar de uma das torres de escritórios do Santa Maria Shopping. Na cidade, funcionará o escritório central no Brasil, que será transferido de São Paulo para cá e representará a empresa na América do Sul. Além disso, daqui a um ano, já deve estar em funcionamento a unidade de manutenção dos blindados Leopard 1A5BR, comprados pelo Exército Brasileiro. Porém, a KMW tem planos bem mais ousados para Santa Maria. Aqui, também serão feitos serviços especializados de manutenção de veículos e equipamentos pesados para empresas privadas. No futuro, a empresa pretende ainda construir uma fábrica de blindados ou outros equipamentos na cidade.

Quem disse isso foi o gerente geral da
KMW do Brasil Sistemas Militares, Christian Böge, um alemão que fala português fluente e que foi apresentado ontem ao prefeito Cezar Schirmer. Christian já está morando na cidade para definir os detalhes da instalação da empresa – sua família virá de São Paulo dentro de seis meses. A KMW ainda não definiu o terreno onde será erguido o prédio e a pista de testes de blindados, pois depende de novos estudos de resistência do solo das duas áreas em vista.

O gerente da KMW anunciou que a empresa pretende trazer equipamentos de última geração, que ainda não existem no Brasil, para colocar à disposição de laboratórios da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e também para treinar pessoas em conjunto com a UFSM. A empresa também já está em busca de empresas de engenharia e arquitetura locais para auxiliar no andamento da construção de seu prédio na cidade. A KMW quer contratar um escritório de contabilidade local, com profissionais que falem inglês. Interessados podem falar com o gabinete do prefeito.


Para Schirmer, a instalação da fábrica em Santa Maria será um grande salto de qualidade do ponto de vista tecnológico, pois os serviços de última geração oferecidos pela KMW na área de metal-mecânica devem fortalecer indústrias locais e atrair novas fábricas do setor para a cidade.


– A partir da instalação da KMW, Santa Maria se tornará uma referência no setor metal-mecânico do país. A KMW é uma referência mundial. Esse não é um projeto do nosso governo, mas, sim, um projeto estratégico para, no mínimo, 10 anos – disse Schirmer.


O gerente da empresa disse que o plano da KMW para Santa Maria é a longo prazo e que prevê investimentos pesados.


– Não é um projeto para seis meses, um ano. É um projeto da KMW para 10, 20 anos ou mais. A fábrica na Alemanha disse: “Nós queremos fazer uma parceria com a cidade” – contou Christian Böge.


Também está em Santa Maria o representante legal da KMW no Brasil, Sönke Böge, que ficará responsável pelas assinaturas de contratos e também conversou com o Diário ontem

‘Vamos treinar as pessoas’

Diário de Santa Maria – Por que a KMW escolheu Santa Maria para instalar sua unidade no Brasil?
 

Christian Böge – Nós escolhemos Santa Maria por ser um polo na parte industrial, pelos blindados estarem aqui, por fornece uma mão de obra muito especializada, muito específica na parte de engenharia.

Diário – A empresa pretende contratar mão de obra da cidade?
 

Christian – A mão de obra, pretendemos que seja de Santa Maria mesmo. Eles vão ser treinados aqui na cidade e, futuramente, serão enviados para a Alemanha para um aprendizado mais aprofundado. Para isso, o idioma alemão é também imprescindível. Não precisa ser fluente. Mas seria um fator positivo se já tivesse alemão. E se não tiver fluente, vamos dar treinamento e contratar empresas que tenham curso de idiomas.

Diário – Já existe um prazo para começar as obras?
 

Christian – Estamos definindo isso. Não posso dizer agora as datas. Nós precisamos ainda fazer alguns estudos referentes ao solo (nos terrenos que estão sendo analisados). As datas exatas, eu poderia dar em, aproximadamente, três semanas.

Diário – Quais seriam os planos futuros da KMW para Santa Maria? Será uma fábrica?

Sönke Böge
– Vamos construir aqui um galpão, e dentro, vai ser uma fábrica. Além de cumprir o contrato com o Exército, queremos ser um centro de excelência de manutenção, para fazer serviços de manutenção e outras coisas sobre qualquer tipo de equipamento pesado. Pode ser uma colheitadeira, pode ser um caminhão pesado. Nós vamos trazer a tecnologia para fazer a manutenção preventiva e também, posterior, para todo o tipo de equipamento pesado. Teremos o nosso escritório e vamos ter tecnologia em soldagem, hidráulica e eletromecânica para oferecer para quem quiser. Aqui vai ter um centro de excelência para fazer aquilo que não se consegue fazer hoje no Brasil. Nós vamos trazer alguns tipos de equipamentos que ainda não existem no Brasil e que estarão à disposição também dos laboratórios das faculdades. E máquinas de soldagem que não existem aqui e que estarão à disposição das indústrias.

25 fevereiro 2011

Forças Aéreas do Brasil e Uruguai planejam exercício

InfoRel

O Comando da Aeronáutica informa que militares das Forças Aéreas do Brasil e do Uruguai estão reunidos em Brasília até o dia 25, no Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), para a “Final Planning Conference”, reunião final do exercício URUBRA I.

Até a próxima sexta-feira, serão definidos, entre outros, assuntos operacionais e jurídicos, a fim de viabilizar a execução do exercício, previsto para o período de 25 a 29 de abril, nas cidades de Santa Maria (RS) e Durazno, Uruguai.

De acordo com a Força Aérea, o URUBRA I é um exercício que simula a entrada de aeronaves irregulares em espaço aéreo controlado (brasileiro e uruguaio) e tem como objetivo treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais, por meio da coordenação operacional entre os Órgãos de Defesa Aérea do Brasil e do Uruguai, voltados para a vigilância e o controle do espaço aéreo.

Durante o exercício URUBRA I, serão utilizadas aeronaves interceptadoras A-29 (Super Tucano) e "alvos" C-98 (Caravan), da Força Aérea Brasileira (FAB), e aeronaves interceptadoras A-37 (Dragonfly), PC-7 (Pilatus) e IA-58 (Pucará) e alvos C-206 (Cessna), C-310 (Cessna) e B-58 (Beechcraft), da Força Aérea Uruguaia (FAU).

Além da missão de Interceptação estão previstos para o exercício, as missões de Transporte Aero-Logístico (TAL) e Busca e Resgate (SAR - Search and Rescue).

Avião militar cai perto de aeroporto em Porto Velho

Piloto conseguiu se ejetar e foi encaminhado com ferimentos a hospital.
Avião voltava de exercício aéreo e havia iniciado procedimento de pouso.

Do G1, em São Paulo

Um avião militar caiu na cabeceira da pista do Aeroporto Internacional de Porto Velho, nesta sexta-feira (25). O acidente aconteceu quando a aeronave retornava de um exercício aéreo e os procedimentos para o pouso já tinham sido iniciados.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto conseguiu se ejetar da aeronave, mas o paraquedas não abriu. Ele caiu em um matagal e foi encaminhado ao hospital da Base Aérea em Porto Velho.

O piloto teria percebido que não conseguiria pousar quando o avião perdeu altitude. Ele não chegou a explodir, segundo os bombeiros.

24 fevereiro 2011

Presidenta decidirá compra de caças no momento que julgar oportuno, diz Jobim

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (22) que a presidenta Dilma Rousseff decidirá sobre o processo de aquisição dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) “no momento que julgar oportuno”. Na avaliação de Jobim, as restrições atuais, decorrentes dos cortes no orçamento da União, não deixam espaço para uma decisão de curto prazo sobre o projeto FX-2.

A afirmação foi feita nesta manhã durante audiência com a ministra de Relações Exteriores e Européias da França, Michèle Alliot-Marie (foto à esquerda), na sede do Ministério, em Brasília. Durante o encontro, o ministro brasileiro explicou que o contingenciamento na área da Defesa foi de R$ 4,024 bilhões, o que representa redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões originalmente previsto para investimento e custeio na pasta este ano.

Jobim lembrou que a Defesa já encaminhou à presidenta Dilma mensagem embasada em pareceres técnicos com a posição do Ministério e dos comandantes da Aeronáutica e Marinha, forças diretamente envolvidas no assunto, sobre a aquisição das aeronaves.

Jobim explicou à ministra francesa que a decisão relativa à compra seguirá rito que começa com o envio da mensagem do Ministério da Defesa à presidenta da República. Em seguida, esta última convoca o Conselho de Defesa Nacional (CDN). Órgão consultivo composto pelos comandantes das três forças armadas, pelos presidentes da Câmara e do Senado e por outros ministros de Estado, caberá ao CDN emitir opinião sobre o tema.

De posse dos subsídios elaborados pela Defesa e pelo CDN, a presidenta decidirá por uma das propostas. Participam da concorrência em curso as propostas das aeronaves Gripen NG (Saab), Rafale (Dassault) e F-18 Super Hornet (Boeing).

Transferência tecnológica

Na audiência, Jobim reiterou à ministra francesa a condição estabelecida pelo Brasil de que a compra das aeronaves contemple a transferência tecnológica e a capacitação nacional. Jobim tem manifestado o entendimento de que a concorrência que envolve os caças não é apenas uma simples compra de equipamento militar, mas a aquisição, pelo Brasil, de um pacote tecnológico que permitirá ao país seu desenvolvimento soberano no setor. “O preço é importante, mas o mais importante é capacitação nacional”, disse.

Segundo Jobim, após a tomada de decisão pela presidenta, seguirão as tratativas entre os representantes da empresa vencedora e do governo brasileiro para formatação das propostas comercial e financeira.  Baseado em experiências anteriores, como a do ProSub (programa em curso que prevê a construção de submarinos no Brasil), estima-se que essas tratativas devem durar cerca de um ano. E os efeitos financeiros sé deverão impactar o orçamento do ano subseqüente ao da decisão sobre a aquisição.

Além do processo de compra dos caças, os ministros do Brasil e da França trataram, durante o encontro, de vários outros assuntos sobre projetos e iniciativas comuns na área de Defesa. A ministra francesa manifestou o interesse de seu país de participar de projetos no setor de Defesa brasileiro com o compromisso de transferência tecnológica. “A Defesa é o coração da parceria estratégica entre Brasil e França”, disse a ministra, manifestando compreensão com o momento de restrição orçamentária por que passa o Brasil.

Cinco mortos em explosão em Madrid

RTP

Cinco pessoas morreram hoje e três ficaram feridas, uma das quais em estado grave, numa explosão no centro de desminagem em Hoyo de Manzares, arredores de Madrid, disseram fontes do Ministério da Defesa espanhol.

A explosão ocorreu no Centro de Excelência contra Artefactos Explosivos Improvisados e Centro Internacional de Desminagem de Hoyo de Manzanares. 

Fontes do Ministério da Defesa explicaram que o acidente ocorreu quando estava a ser realizado um exercício de desativação de explosivos no recinto do centro, onde está instalada a Academia de Engenheiros.

 

Justiça reconhece pensão a companheiro homossexual de militar

RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO - FOLHA DE SP

A Justiça Federal deu ao companheiro homossexual de um capitão do Exército morto em 1999 o direito a parte da pensão do militar.

O bancário aposentado José Américo Grippi, 66, de Juiz de Fora (MG), terá direito ao benefício do militar Darci Teixeira Dutra. Eles viveram em união estável por 35 anos, disse a defesa de Grippi. 

O aposentado fez o pedido em 2008, solicitando o direito a 50% da pensão que antes era dividida entre duas irmãs solteiras do capitão.

Segundo a sentença do juiz Renato Grizzoti Júnior, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, Grippi mudou de ideia e propôs dividir o valor igualmente entre os três, o que foi aceito pelas irmãs do morto. 

A União aceitou o acordo com a condição de que não houvesse aumento de despesas para os cofres públicos. 

A 2ª Vara Federal informou que todas as partes abriram mão do direito de recorrer da decisão. 

De acordo com Julimar Pironi, advogada de Grippi, o aposentado pediu a pensão motivado por uma decisão judicial anterior, que lhe deu direito a metade do patrimônio do militar. A defensora contou que os dois moravam juntos e tinham sítio, apartamento, casa e carros. 

Eles começaram a namorar quando Grippi tinha cerca de 20 anos. Dutra era dez anos mais velho. 

"Tenho certeza de que isso é uma porta aberta para as pessoas que querem pleitear esse direito", disse Pironi. 

No Centro de Comunicação do Exército, o militar designado par comentar o caso não atendeu aos telefonemas da reportagem.

23 fevereiro 2011

Boeing recebe segunda opção do contrato de manutenção de engenharia para os B-52 da USAF

Fernando Valduga - Cavok

A Boeing anunciou nessa terça-feira que a U.S. Air Force exercitou uma opção de US$21,7 milhões para a empresa continuar apoiando os bombardeiros B-52 Stratofortress através de um contrato do Programa de Manutenção de Engenharia (ESP) que a Boeing recebeu em junho de 2009.

Através do termos do contrato de 10 anos de US$ 750 milhões, a Boeing vai continuar a realizar as tarefas de engenharia que mantém a frota de bombardeiros B-52 sempre preparada, confiável e viáveis para a Força Aérea dos EUA.

“Essa é a segunda opção exercida através com acordo ESP, o qual inclui um contrato inicial e nove opções,” disse Mike Houk, gerente de apoio da frota de B-52 para Boeing. “Essa opção permite que nós possamos continuar apoiando noss cliente pela manutenção , modernização e melhoria dos B-52, garantindo que as aeronaves continuem atendendo as missões da USAF.”

A Boeing vai fornecer projetos de engenharia, apoio de engenharia e serviços de apoio técnico para modernização e manutenção dos bombardeiros B-52H e seus componentes, equipamentos de apoio e de testes, e do laboratório de integração de sistemas. O trabalho será feito em Wichita e Oklahoma City, e os testes na Base Aérea de Edwards, California, e na Base Aérea de Barksdale, Louisianna.

Soldado de UPP e coronel do Exército são assassinados no Rio

DIANA BRITO
DO RIO - FOLHA DE SP

Um policial militar lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do morro São João, no Engenho Novo, zona norte do Rio, e um coronel do Exército foram mortos a tiros, na noite desta terça-feira (22), no Méier, zona norte do Rio. 

Ambos foram abordados por grupos armados em seus respectivos veículos e depois assassinados. A polícia ainda não sabe se os dois crimes têm ligação, mas trabalha com a hipótese do envolvimento de uma "quadrilha ramificada". 

De acordo com o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, coronel Rui França, o soldado da UPP, que ainda não teve o nome divulgado, foi morto com pelo menos cinco tiros, na rua 24 de Maio com Lins de Vasconcellos, no Méier, por volta das 19h20 de terça. A moto da vítima não foi roubada. 

O soldado chegou a ser levado para o hospital municipal Salgado Filho, no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo dele está sendo velado na manhã desta quarta-feira numa capela do cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade. 

Já o coronel do Exército foi morto com pelo menos três tiros em seu Astra, na rua 24 de Maio, em horário ainda não informado pela polícia. Ele também não foi roubado e o carro dele foi encontrado próximo ao local do crime. Até as 9h de hoje, o corpo do militar ainda estava no IML (Instituto Médico Legal), em São Cristóvão (zona norte). 

As polícias civil e militar realizam buscas desde a noite de ontem para tentar localizar os criminosos. O caso está sendo investigado pela 25ª DP (Engenho Novo). A Folha tentou contato com o CML (Comando Militar do Leste), mas ainda não obteve retorno.

Avião cai após tripulação abortar missão de bombardear Benghazi

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS 

Um avião das Forças Aéreas da Líbia caiu nesta quarta-feira perto de Benghazi (leste) depois que sua tripulação se recusou a obedecer as ordens de bombardear a cidade e se ejetou da aeronave --uma Sukhoi-22 de fabricação russa--, caindo em segurança em terra firme com a ajuda de paraquedas. 

As informações são do jornal líbio "Quryna", que cita uma fonte militar. De acordo com um coronel de uma base aérea perto de Benghazi, os tripulantes seriam o capitão Attia Abdel Salem al Abdali e seu número dois, Ali Omar Gaddafi.

Ali Omar Gaddafi é da mesma tribo do ditador Muammar Gaddafi, os Gadhadhfa, disse Farag Al Maghrabi, morador que viu os pilotos e os destroços do jato. Al Maghrabi disse que a aeronave caiu em uma área deserta nos arredores do porto de Breqa, sem causar maiores danos.

A recusa dos militares mostra que o ditador Muammar Gaddafi está cada vez mais isolado até mesmo dentro das suas Forçar Armadas. Mais cedo, oficiais do Exército líbio na zona de Al Jabal al Akhdar, no nordeste do país, anunciaram que já fazem parte da "revolução do povo", em um vídeo divulgado pelas emissoras de televisão árabes Al Jazeera e Al Arabiya. 

"Nós, os oficiais e os soldados das forças armadas na zona de Al Jabal al Akhdar, anunciamos nossa união total à revolução popular", disse um porta-voz militar das Forças Armadas líbias na região. O porta-voz anunciou ainda o compromisso desses militares em trabalhar para proteger as instalações públicas e privadas na região. 

Na véspera, o ministro do Interior líbio e general do Exército, Abdul Fatah Yunis, pediu demissão e incentivou as Forças Armadas a se unirem ao povo em sua luta por legítimas reivindicações, informou a Al Jazeera. 

Gaddafi tenta se ater ao poder com uma repressão violenta aos protestos, em confrontos que deixaram ao menos 300 mortos em todo país. Parte desta reação inclui o uso de aeronaves das Forças Armadas para bombardear os redutos da oposição, que já teria o controle da faixa leste do país. 

Fontes citadas pela cadeia Al Jazeera na terça-feira já anunciavam que os opositores do regime tinham tomado o controle de Al Baida, situada entre Benghazi e a fronteira com o Egito. Já o responsável de relações gerais do Ministério do Interior líbio, Naji Abu Hrus, advertiu que em Al Baida foi proclamada a criação de "um emirado islâmico". 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, informou na manhã desta quarta-feira que a província líbia de Cyrenaica (leste) já não está mais sob controle do governo de Gaddafi. Ele afirmou que ouviu a informação da Embaixada da Itália em Trípoli. 

CERCO
 
Intensos tiroteios foram registrados nesta quarta-feira em Trípoli, enquanto forças leais a Gaddafi, apertam o cerco na capital do país. Manifestantes antigoverno também dizem terem assumido o controle de diversas cidades, um dia depois de o mandatário ter afirmado, em discurso, que morrerá em solo líbio como "mártir". 

Enquanto moradores de cidades na região leste do país celebravam, levantando bandeiras da antiga monarquia, o clima em Trípoli era de desânimo. Habitantes estavam com medo de sair de casa, afirmando que forças pró-Gaddafi estavam abrindo fogo aleatoriamente nas ruas. 

A indignação internacional aumentou um dia depois de o ditador ter prometido defender seu regime e pedir para partidários que reprimam os manifestantes de oposição. Mesmo antes da ameaça, a retaliação de Gaddafi já era a mais forte no mundo árabe, desde que começaram a tomar as ruas revoltas antigoverno no Oriente Médio. 

Os confrontos em Trípoli ocorreram no momento em que relatos indicam que a oposição teria assumido o controle de Misrata, com testemunhas afirmando que pessoas buzinavam e levantavam bandeiras da monarquia pré-Gaddafi para celebrar. 

Misrata seria a primeira grande cidade no oeste a ser tomada por forças antigoverno. Faraj al Misrati, um médico local, afirmou que seis moradores foram mortos e 200 ficaram feridos desde 18 de fevereiro, quando manifestantes atacaram escritórios e prédios ligados ao regime. 

Segundo ele, moradores formaram comitês para proteger a cidade, limpar as ruas e tratar dos feridos. "A solidariedade entre as pessoas aqui é incrível, até mesmo os inválidos estão ajudando", afirmou por telefone à agência de notícias Associated Press. 

Novos vídeos postados pela oposição líbia no Facebook também mostram vários manifestantes levantando a bandeira da monarquia em um prédio em Zawiya, nas proximidades de Trípoli. Outras imagens mostraram diversas pessoas alinhando blocos de cimento e ateando fogo a pneus para fortificar posições em uma praça na capital. 

As imagens não puderam ser confirmadas de forma independente. 

SANGUE
 
Em um discurso televisionado na terça-feira, Gaddafi mostrou-se desafiador, prometeu lutar até sua "última gota de sangue" e gritou para que seus partidários contra-ataquem para defender seu regime. O discurso serviu como uma chamada para que líbios pró-Gaddafi controlem a capital e tomem de volta outras cidades. 

Após uma semana de revolta, manifestantes apoiados por unidades do Exército que desertaram reivindicaram o controle de quase toda a parte leste da costa líbia, incluindo diversas áreas produtoras de petróleo. 

"Vocês, homens e mulheres que amam Gaddafi, saiam de suas casas e lotem as ruas", afirmou o ditador. "Saiam de suas casas e os ataquem em suas tocas."

Tiros de celebração foram disparados por partidários do mandatário em Trípoli após o discurso, enquanto em Benghazi --a segunda maior cidade do país e controlada por opositores-- pessoas jogaram sapatos em uma tela que exibia o pronunciamento. 

Uma mulher que vive perto do centro de Trípoli disse que intensos tiroteios ocorreram na manhã de quarta-feira quando partidários de Gaddafi, armados, e mercenários estrangeiros abriram fogo nas ruas. Ela afirmou que seu sobrinho está desaparecido desde terça-feira. 

"Ele foi participar dos protestos e não voltou. A família inteira está surtando", contou, acrescentando que as ruas estão vazias e que os feridos não podem ir a hospitais por medo de serem baleados.

22 fevereiro 2011

Navios de guerra do Irã atravessam Canal de Suez, no Egito

A fragata e o navio de abastecimento navegarão em frente à costa de Israel. O presidente iraniano já pregou diversas vezes a destruição de Israel.

Jornal Nacional

Pela primeira vez, em mais de 30 anos, os navios atravessaram o canal. O governo de Israel considerou a manobra uma provocação, pois o Irã estaria se aproveitando da instabilidade no Egito para ampliar a influência na região.

Brasil anuncia à França que negociação sobre caças "demorará meses"

EFE
Em Brasília 

O ministro da Defesa Nelson Jobim recebeu nesta terça-feira a titular de Exteriores da França, Michèle Alliot-Marie, a quem ratificou que a decisão sobre a compra de caças na qual também concorrem Estados Unidos e Suécia demorará "alguns meses", informaram fontes oficiais.

Na negociação para a compra de 36 caças-bombardeiros para a Força Aérea Brasileira concorrem os aviões Rafale, da empresa francesa Dassault, os Super Hornet F/A-18, da americana Boeing, e os Gripen NG, da sueca Saab.

Conforme disseram a jornalistas fontes do Ministério da Defesa, esse foi um dos assuntos tratados nesta terça-feira por Michèle com Jobim, que explicou que, pelos cortes orçamentários anunciados neste mês pelo Governo de Dilma Rousseff, a operação ficou suspensa "por uns meses".

O orçamento de Defesa para este ano era de R$ 15 bilhões (equivalente a US$ 8,8 bilhões), mas com os cortes decididos pelo Governo ficará em R$ 11 bilhões (US$ 6,4 bilhões), por isso que todas as aquisições de material militar serão revisadas, disseram as fontes.

No caso dos caças, a operação "não foi cancelada", mas ficará suspensa "até que se superem os problemas orçamentários", apontaram os porta-vozes do gabinete de imprensa do Ministério da Defesa.

Segundo as fontes, a ministra francesa reafirmou o interesse de seu país na venda dos aviões Rafale, que eram supostamente os preferidos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que entregou o cargo para Dilma no dia 1º de janeiro.

Durante seu encontro com Jobim, Michèle considerou que a área de defesa é "o coração da sociedade estratégica" entre Brasil e França, que foi selada por Lula e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no dia 7 de setembro de 2009.

No marco de uma reunião sustentada em Brasília, Lula e Sarkozy anunciaram a decisão de transformar o Brasil e a França em "parceiros estratégicos no domínio aeronáutico".

Também, durante essa visita de Sarkozy, o Governo brasileiro informou de sua disposição para "iniciar negociações" para a compra dos aviões franceses, embora depois esclarecesse que essa oferta era válida também para Boeing e Saab e que a licitação continuava aberta, como está até hoje.

A decisão final sobre o assunto, segundo o Governo, será tomada por Dilma e pelos membros do Conselho de Defesa Nacional, que integram representantes de diversos ministérios.

"O plano da Otan é ocupar a Líbia", diz Fidel Castro

OperaMundi

"O plano da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] é ocupar a Líbia", afimou o ex-presidente cubano, Fidel Castro, em seu artigo publicado nesta terça-feira (22/02) pelo site CubaDebate. Para ele, os Estados Unidos ordenarão "em questão de horas ou muito em breve" que a organização invada a Líbia, palco de protestos contra o regime de Muamar Kadafi, que se iniciaram no dia 16 de fevereiro.

"O que para mim é absolutamente evidente é que o governo dos Estados Unidos não se preocupa absolutamente com a paz na Líbia, e não hesitará em dar à Otan a ordem de invadir o país", diz o artigo.


Fidel acrescentou ainda que "uma pessoa honesta estará sempre contra qualquer injustiça que se cometa com qualquer povo do mundo e, a pior delas, neste instante, seria silenciar diante do crime que a Otan prepara para cometer contra o povo líbio".

No texto, o ex-líder cubano também comentou a informação divulgada pela imprensa de que Kadafi teria fugido para a Venezuela, insinuando relações entre o líder e o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Segundo Fidel, os "que inventaram a mentira de que Kadafi se dirigia à Venezuela" tinham "pérfidas intenções".

O ex-líder cubano disse ainda que não imaginava o coronel líbio abandonando o país, o que significaria "evitar as responsabilidades que lhe são atribuídas, sejam ou não falsas, em parte ou em sua totalidade".

Com a maior intensidade dos protestos e da repressão violenta no país, uma série de notícias passou a ser questionada, já que a imprensa internacional não tem acesso à Líbia. Para Fidel, é preciso esperar para se confirmar a veracidade das informações sobre os acontecimentos na Líbia. De acordo com ONGs locais, entre 200 e 400 pessoas morreram nos últimos dias com a dura repressão aos protestos contra Kadafi.

"Pode-se estar ou não de acordo com Kadafi. O mundo foi invadido por todo tipo de notícias, empregando especialmente meios de informação em massa. Mas é preciso esperar o tempo necessário para conhecer com rigor quanto há de verdade ou mentira, ou uma mistura de fatos de todos os tipos que, em meio ao caos, são produzidos na Líbia", disse.

Estas foram as primeiras declarações de Cuba em relação às manifestações na Líbia. Anteriormente, Fidel havia se pronunciado apenas sobre o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, a quem chamou de "corrupto".

21 fevereiro 2011

Sistemas de defesa naval ficarão obsoletos

Defesa de navios com raios laser, poderá estar à vista 
Área Militar 

A marinha norte-americana anunciou que numa das várias experiências realizadas com lasers de alta capacidade, conseguiu-se numa experiência de laboratório produzir um raio com potência efectiva, que pode permitir substituir os sistemas de defesa anti-míssil com vantagem.

A tecnologia FEL, de Free Electron Laser ou «laser de electrões livres», está em estudo para fins militares há vários anos, com o objectivo de desenvolver um sistema de armas suficientemente potente, que consiga penetrar a protecção de qualquer tipo de míssil.

Esta tecnologia, permite produzir um raio, com menos quantidade de energia que os mais tradicionais lasers de semi-condutores, mas não funciona de forma eficaz com potências maiores, por várias razões, entre as quais a dimensão, que transforma a sua mobilidade num problema de dificil solução.

No entanto, os sistemas que estão a ser desenvolvidos permitem a redução do peso total de um sistema de disparo. Por esta razão, além da marinha norte-americana e do exército, a força aérea também está interessada neste tipo de sistemas e o próximo caça norte-americano de sexta geração deverá caracterizar-se por possuir armas de energia dirigida, o que é a mesma coisa que dizer que os norte-americanos preparam-se para no futuro abandonar os mísseis e substitui-los por armas de raios de energia dirigida.

A marinha norte-americana pretende desenvolver sistemas de defesa anti-aérea utilizando raios de energia dirigida, que podem atingir alvos a distâncias de 200km, substituindo no futuro os sistemas de defesa de ponto como os Phalanx ou os mais recentes RAM.


Segundo foi divulgado pela imprensa especializada, teria sido feita uma descoberta quase miraculosa, permitindo produzir um raio como uma potência de 500,000V.

Este valor é absolutamente espantoso, quando inicialmente se conseguiam potências de 11v, que apenas conseguiam alimentar uma pequena lâmpada eléctrica. Sabe-se que em 2006 já se conseguia atingir uma potência de 40,000 a 50,000V.

As notícias agora avançadas, afirmam portanto que nos últimos cinco anos os laboratórios norte-americanos conseguiram produzir um laser dez vezes mais potente.

A ideia de que de um momento para o outro foi feita uma descoberta extraordinária e inexplicável, aparece no entanto como duvidosa, principalmente por ocorrer numa altura em que a China apresentou o primeiro protótipo de um caça com tecnologia Stealth e também um míssil balístico que alegadamente terá capacidade para atacar alvos móveis, como é o caso do míssil balístico anti-navio DF-21D.


Declarações recentes dos militares da marinha norte-americana, foram no sentido de dar relativamente pouca importância ao «novo» míssil chinês, que é apontado por muitos como uma mera campanha publicitária, destinada a produzir um míssil para paradas militares e não para utilização operacional.


Vários responsáveis no pentágono, afirmaram à imprensa, que vêm com muito mais preocupação os esforços chineses para desenvolver formas de desactivar ou desarticular as redes digitais de dados militares norte-americanas.

Segundo essas fontes, o verdadeiro perigo chinês, viria dessa capacidade não-convencional e não de um número de mísseis relativamente convencionais, para os quais existem sistemas conhecidos de defesa.

No campo da propaganda os lasers de alta potência representariam a machadada final nos sistemas de mísseis balísticos da China e da Rússia. 

Alguns sistemas destes países, como é o caso do sistema de mísseis balísticos russo 3N14 «Bulava» (SS-N-30 Mace, na designação NATO), foram desenvolvidos para resistir a raios laser, mas nunca a raios com a potência agora anunciada.

Tal capacidade a existir, tornaria quase ridículo o anuncio chinês de que possui um míssil com capacidade para atingir navios norte-americanos, um sistema que foi pomposamente etiquetado de «carrier killer» ou, assassino de porta-aviões.

Até ao momento, tanto o sistema chinês quanto o norte-americano, são apenas anúncios e nenhum deles provou ter qualquer viabilidade e são tecnicamente apenas armas próximas do que conhecemos como ficção cientifica.

Politização e verba escassa freiam renovação militar

Vulnerável, país busca defesa compatível com suas pretensões internacionais. Cortes e falta de diálogo entre as Forças fazem país pôr na geladeira projetos como compra de caças e de fragatas

Igor Gielow - Poder Aéreo
De um lado, 36 caças modernos e uma conta que não sai por menos de R$ 10 bilhões. Do outro, oito carcaças estocadas no deserto do Arizona de um avião dos anos 1960, arrematadas por R$ 390 mil. Incomparáveis, os dois negócios ajudam a resumir problemas da modernização militar do Brasil.
  Desde que começou a buscar espaço internacional comparável à sua crescente estatura econômica, e principalmente após descobrir um mar de petróleo sob a camada do pré-sal em 2007, o Brasil colocou em sua agenda a necessidade de ter Forças Armadas compatíveis às suas pretensões.

Hoje, o país não enfrenta ameaças, mas é vulnerável - e modernização militar é um processo de vários anos. Aí entra o primeiro negócio, a concorrência para a compra dos novos aviões de combate da FAB, que já se arrastava havia dez anos, afetada por pressões políticas e falta de verba.

Depois de idas e vindas e de ter fechado com franceses e seu caro Rafale, contra a preferência da Aeronáutica pelo sueco Gripen, o governo Lula deixou a questão para Dilma Rousseff. Pesou na decisão a contrariedade com a falta de apoio francês à posição brasileira sobre o programa nuclear do Irã.

Os EUA reforçaram então o lobby de seu F-18. Mas nada será gasto este ano, já que o governo está decidindo o corte de R$ 50 bilhões do Orçamento. Mesmo sendo uma conta a ser paga em vários anos, não há clima para um anúncio desses - estão na geladeira caças, novas fragatas e controle de fronteiras.

“POLITIZAÇÃO”

“É o maior exemplo de politização de um contrato de compra militar no Brasil. Isso causa preocupação para as empresas internacionais de defesa que buscam explorar oportunidades no país. E, claro, isso causa impacto nas capacidades militares brasileiras”, resumiu à Folha Guy Anderson, analista-chefe da Jane”s Defence Industry, unidade da principal consultoria de defesa do mundo. Ele assina um detalhado estudo sobre o Brasil, publicado no dia 27 passado, no qual prevê um aumento de 35% nas encomendas militares do país até 2015.

O relatório aponta questões como corrupção e burocracia, e um ponto central: “A modernização só será bem-sucedida se houver uma mudança nos processos de compra. Hoje elas são feitas pelas três Forças, em vez de um órgão central no Ministério da Defesa”.

Aí entram os aviões estocados desde 1985 no deserto do Arizona. A Marinha decidiu que tinha de colocar um aparelho de apoio em seu porta-aviões, o São Paulo, para adquirir capacidade de operação. O navio acaba de passar cinco anos parado para reparos, e seus caças A-4 servem só para treino.

Assim, a Força comprou em agosto as carcaças do americano C-1A Trader. Quer colocar quatro deles voando até 2014, e canibalizar o resto. Segundo estimativas, a modernização pode custar até R$ 6,5 milhões a unidade. “A Marinha terá o status orgulhoso de possuir o mais antigo porta-aviões e os mais velhos aviões em atividade nele”, ironizou a publicação russa “Periskop”.

Na Marinha, argumenta-se que ou é isso ou é esperar o governo dispor de dezenas de bilhões para um porta-aviões que use os caças que serão comprados pela FAB. O jeitinho parece funcionar para os almirantes, que modernizaram navios antigos com recheio eletrônico novo. “A Marinha é a mais equipada das Forças”, diz Felipe Salles, editor da “Base Militar Web Magazine”.

A Defesa, que não respondeu à Folha sobre o tema, criou em 2010 um órgão centralizado de compras. Mas só este ano ele será implantado.

Nem tudo é má notícia. A compra em 2009 de 50 helicópteros franceses para Aeronáutica, Marinha e Exército é um divisor de águas. Na rigorosa Copac, órgão da FAB que seleciona aeronaves, as três Forças discutem juntas pontos do programa. A compra não impediu a FAB de ter adquirido, a conta-gotas, modelos de transporte Black Hawk americanos, com logística diversa. Mas é um começo.

A falta de dinheiro é outra questão. O orçamento militar brasileiro vem crescendo na década, saindo do patamar regional de 1,5% do PIB para 2,3% para 2011. Só que os números enganam: dos R$ 60,2 bilhões previstos para defesa neste ano, 73% são para pagamento de pessoal, 45% só para pensões. Para comprar equipamento, apenas R$ 2,5 bilhões. Isso se não caírem nos cortes.-

Defesa aérea frágil é principal problema

Poderio do Brasil está obsoleto, mas vizinhos não representam ameaça. Proteção do pré-sal e alinhamento de Chávez com Rússia são usados como justificativa para reequipamento militar O poderio militar brasileiro está obsoleto, mas também não tem ameaças imediatas ou competidores avançados na região. Sofre gravemente em setores como defesa aérea, mas tem algumas ilhas de excelência.

Há dois focos usados para justificar o reequipamento: a defesa do pré-sal e a Venezuela. Nos últimos anos, muito se falou do alinhamento de Hugo Chávez com a Rússia, que passou a lhe fornecer equipamento militar. Os mais vistosos negócios são a aquisição de 24 caças Sukhoi-30, os mais poderosos do continente, e sistemas antiaéreos de ponta.

Nesse quesito, defesa aérea, o Brasil tem sua maior fragilidade. Dispõe de 66 lançadores portáteis de mísseis russos Igla, de curto alcance, e canhões antiaéreos antiquados. O Exército, responsável pelo setor, analisa a compra de sistemas russos similares aos da Venezuela, mas lentamente.

Os mais de 200 tanques de segunda mão que o Brasil comprou da Alemanha serviriam muito pouco no caso de um agressor com poder aéreo razoável atacar. Aliás, como a Argentina levaria décadas para voltar a ser uma preocupação estratégica, a aquisição não combina com as prioridades da Força terrestre, como a Amazônia.

Os Mirage-2000 baseados em Anápolis resolvem problemas pontuais no caso de alguém atacar Brasília, mas não passam muito disso. Há buracos no reabastecimento aéreo e transporte. Melhor se saem os antigos caças F-5 modernizados no Brasil. Tendo derrotado aviões modernos em exercícios simulados, inclusive o Rafale oferecido à FAB, eles deverão “segurar as pontas” quando os Mirage forem aposentados a partir de 2015-16.

É nesse contexto que existe pressa para a escolha dos novos aparelhos, porque sua adoção é gradual e os F-5 não devem voar depois de 2020. Concebida no espaço de atuação do Sivam na Amazônia, a vigilância feita pelos aviões-radar R-99 em conjunto com SuperTucano e F-5, ambos da Embraer, não tem rivais locais.

A Marinha opera submarinos convencionais eficazes e conseguiu manter seus navios atualizados. E já toca a renovação de sua frota submarina, dentro do acordo militar de 8,5 bilhões de euros (R$ 20 bilhões) assinado com a França em 2009.

“A intenção de ter um submarino nuclear (em 2025) colocará o Brasil como a nação mais poderosa em termos navais na região”, disse Russell Jones, analista de América Latina da consultoria Jane”s.

SEM AMEAÇAS

Comunicações são um problema, com Exército e Marinha visando ampliar capacidades com planos bilionários. Há ainda bases aéreas grandes no Sul-Sudeste, refletindo uma ideia antiga de guerra com a Argentina.

Não existe, porém, ameaça direta ou mesmo capacidade de algum de nossos vizinhos de nos causar problemas mesmo em simulações delirantes de conflitos.

Diferentemente da maioria dos analistas, o chefe de Jones afirma que há uma corrida armamentista em curso na América Latina. “Mas acho que ela não diz respeito a perigos no futuro, mas a movimento do Brasil para assumir a posição de primazia diplomática nos assuntos da região”, disse Guy Anderson.

Seja como for, nada disso se compara ao colosso militar ao norte, os EUA. A última superpotência, que pode destruir o mundo com suas 5.000 ogivas nucleares, gasta 25 vezes mais com suas forças do que o Brasil -e sete vezes mais que a segunda colocada, a badalada China.

FONTE: Folha de São Paulo

Pilotos líbios desertam e levam caças para Malta, dizem fontes

DA REUTERS, EM VALLETTA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Dois pilotos da Força Aérea da Líbia desertaram na segunda-feira e levaram seus caças para Malta, onde disseram às autoridades que haviam recebido ordens para bombardear manifestantes, segundo fontes do governo maltês.  

As fontes disseram que os aviadores -- ambos com a patente de coronel -- decolaram de uma base perto de Trípoli. Eles estão sendo interrogados pela polícia local, e um dos dois pediu asilo político. 

Os dois disseram que decidiram voar para Malta após receberem ordens para atacar manifestantes em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, epicentro dos protestos contra o regime de Muammar Gaddafi. 

A polícia maltesa também está interrogando sete passageiros que chegaram da Líbia a bordo de dois helicópteros com matrícula francesa.

Fontes do governo disseram que os helicópteros deixaram a Líbia sem autorização das autoridades locais, e que só um dos sete passageiros -- que afirmam ser cidadãos franceses -- tinha passaporte. 

A chancelaria francesa disse que estava analisando o caso. 

VIOLÊNCIA
 
O episódio ocorreu em meio a intensos protestos na Líbia contra Gaddafi e seus 42 anos de governo autoritário. Intensa repressão já deixou ao menos 233 mortos, segundo informou nesta segunda-feira a ONG sediada em Nova York Human Rights Watch. Já a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) calcula entre 300 e 400 pessoas foram mortas desde o início da rebelião.


A FIDH relatou ainda que manifestantes antirregime assumiram o controle de cidades líbias e que militares estão desertando. 

"Muitas cidades foram tomadas, principalmente no leste. Os militares estão debandando", declarou a presidente da FIDH, Souhayr Belhassen, citando principalmente Benghazi, reduto da oposição, e Syrta, cidade natal do coronel Gaddafi. 

A emissora de TV NTV, citando um trabalhador turco, informou que a cidade de Jalu, localizada cerca de 400 quilômetros ao sul de Benghazi, também foi controlada pelos opositores do regime. 

"O controle está totalmente nas mãos da população. Não há forças de segurança, não há polícia. Estamos sujeitos à vontade e ao controle do povo", relatou Mustafa Karaoglu, que trabalha na cidade -- de cerca de 3.500 habitantes --, onde um grupo de trabalhadores estrangeiros se mantém reclusos em seus locais de trabalho. 

Benghazi, onde os protestos começaram na semana passada após a prisão de um advogado de direitos humanos e onde dezenas de pessoas foram mortas por forças de segurança, está efetivamente sob controle dos manifestantes, de acordo com alguns moradores da localidade. 

BOMBARDEIOS
 
O governo de Gaddafi voltou a reprimir duramente os manifestantes que pedem sua renúncia e atacou, com aviões militares que dispararam munição real, multidões que se reuniram na capital da Líbia, Trípoli, para protestar, informou nesta segunda-feira a emissora de TV árabe Al Jazeera. Segundo especialistas, a ação poderia significar que o regime do ditador está perto do fim. 

A informação foi passada por um cidadão líbio, Soula al Balaazi -- que se diz um ativista da oposição --, que afirmou à TV por telefone que aviões de guerra da força aérea do país bombardeou "alguns locais de Trípoli". 

No entanto, não foi possível confirmar a informação de forma independente. 

Um analista da consultoria Control Risks, com sede em Londres, disse que o uso de aviões militares contra seu próprio povo indica que o fim pode estar próximo para Gaddafi. 

"Isso realmente parecem ser atos derradeiros, desesperados. Se você está bombeando sua própria capital, é realmente difícil ver como você pode sobreviver", afirmou Julien Barnes-Dacey, analista da consultoria para o Oriente Médio. 

"Na Líbia, mais do que em qualquer outro país da região, há um prospecto de violência grave e conflito aberto."

Proposta para construção de prédios no Forte do Leme causa polêmica

Projeto de lei de Paes altera Apa para permitir um condomínio militar
 

Luiz Ernesto Magalhães - O Globo
 
A prefeitura do Rio quer autorizar o Exército a construir até quatro prédios residenciais com altura máxima de 12 metros (três pavimentos mais a garagem) no Forte Duque de Caxias, no Leme. A proposta consta de um projeto de lei encaminhado pelo prefeito Eduardo Paes à Câmara dos Vereadores na quinta-feira e que já está causando polêmica. Para que o projeto saia do papel, será necessário alterar a legislação que criou a Área de Proteção Ambiental (Apa) dos morros do Leme, Urubu e Cotunduba. Essa Apa é considerada mais restritiva do que outras na cidade por não permitir qualquer nova construção na área do forte.

 
O prefeito Eduardo Paes negou ontem que o projeto descaraterize a área. Um dos artigos prevê que os órgãos responsáveis pela proteção ambiental e do ambiente cultural terão que ser consultados previamente sobre o projeto.

 
— O impacto sobre a região será nulo. São apenas quatro prédios com gabarito baixo. E atendem ao desejo do Exército, que precisa de alojamentos para ao seu pessoal — disse. Moradores reclamam perda de áreas de lazer.


Do lado oposto estão associações comunitárias como o SOS Leme. Os prédios serão construídos em terrenos onde hoje há quadras poliesportivas e um campo de futebol. Segundo o SOS Leme, eles eram compartilhados pelos militares e a população até 2010.

 
— A população perderá áreas de lazer em troca de um adensamento maior do Leme. O bairro não comporta mais gente já que toda a sua infraestrutura é antiga. A outra contradição é que esse projeto é apresentado semanas depois de o prefeito sancionar o Plano Diretor, prevendo que novas construções não devem ser estimuladas nos bairros da Zona Sul — criticou Sebastian Rojas Archer, um dos coordenadores do SOS Leme.

 
A vereadora Sônia Rabello de Castro (PV) também é contra o projeto para a construção dos prédios e defende que a proposta seja debatida em audiência pública. Ela também entende que há contradição entre o que prevê o projeto e o novo Plano Diretor.

 
O projeto surpreendeu o representante da Federação das Associações de Moradores (Fam-Rio) no Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consemac), Abílio Tozzini. Ele observou que, embora a entidade não tenha o poder de vetar a apresentação do projeto, ela é o canal para a discussão com a sociedade civil das políticas ambientais do Rio.

 
A assessoria do Comando Militar do Leste (CML) informou que o Exército somente poderia se pronunciar sobre detalhes do projeto a partir de segunda-feira. O forte foi erguido no século XVIII para reforçar as defesas da costa do Rio contra invasões estrangeiras. A última grande reforma ocorreu no início do século passado. Para o superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando de Andrade, em princípio, não haveria restrições para construir os imóveis residenciais, se a legislação assim o permitir.

 
— Outros fortes receberam construções mais novas em seu interior por todo Brasil . Esse não seria o obstáculo, mas o Iphan terá que ser consultado se o projeto provocar alguma interferência na observação do Morro da Babilônia — disse o superintendente.

Submarinos na mira do TCU

Programa da Marinha que prevê a construção de cinco veículos bélicos é analisado pelo Tribunal de Contas, mas problemas não devem atrasar o projeto bilionário
 
Tiago Pariz - Correio Braziliense

 
O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou três falhas no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) — elaborado pela Marinha em parceria com a França —, que giram em torno de problemas contratuais.


Os entraves detectados por técnicos da Corte referem-se a itens sem uso comprovado ou preços sem justificativa.


O Probsub prevê a construção do Estaleiro de Itaguaí (RJ), da Base Naval de Submarinos e da Unidade de Fabricação de Estrutura Metálica (Ufem). Concluídos esses projetos, a Marinha, com a tecnologia francesa, construirá quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. As obras tiveram início no ano passado. A previsão dos militares é que o estaleiro seja finalizado em 2014, enquanto a estimativa para o submarino de propulsão nuclear é 2021.

 
Como o programa tem contrapartida internacional, há um cronograma de liberação de verbas até 2024, o que, pelo acordo Brasil-França, prevê multa para os casos de atraso na obra ou contingenciamento de recursos. O Prosub, que tem R$ 2,1 bilhões previstos no Orçamento deste ano, sofre com a ameaça de corte de pouco mais de R$ 4 bilhões que afetará o Ministério da Defesa.

 
O TCU já abriu quatro processos — chamados de levantamento de auditoria — com o objetivo de conhecer o programa. No ano passado, o tribunal recomendou que o governo evitasse a diminuição dos recursos da iniciativa para evitar a sanção financeira prevista no acordo internacional. Os outros três procedimentos analisam a dinâmica financeiro-orçamentária do Prosub, fazem acompanhamento amplo do projeto e, por último, detalham a estrutura de gestão. Todos são relatados pelo ministro substituto do TCU André Luís Carvalho.

 
O ministro classificou as falhas no projeto de “pontuais” e, por isso, não podem ser consideradas irregularidades. O TCU ainda aguarda que as partes interessadas — Marinha do Brasil e Odebrecht, empreiteira que toca a obra — apresentem suas manifestações sobre os problemas encontrados.

 
Carvalho, entretanto, evitou dar detalhes das “falhas”, argumentando que o processo corre em sigilo. Ele também disse que, mesmo que a irregularidade seja confirmada, não significa que haverá recomendação pela interrupção do projeto. Segundo o ministro, os problemas contratuais são sanáveis. “O projeto é muito grande para se prender a coisas pontuais”, afirmou o ministro.

 
O Correio ouviu de uma fonte da área técnica que existem poucos documentos apresentados pelos órgãos envolvidos no projeto. O ministro André Luís Carvalho, no entanto, enfatizou que a Marinha do Brasil e o Ministério da Defesa têm contribuído com o bom andamento do projeto, jamais sonegando informações quando requisitados. Ele prevê que, em duas semanas, os processos terão o parecer técnico concluído e estarão em sua mesa para uma análise detalhada.

 
Até 2029, o Prosub deverá movimentar 6,6 bilhões de euros (R$ 18,7 bilhões). A construção do primeiro submarino convencional está prevista para ser iniciada neste ano, com estimativa de ser entregue em três anos. No ano que vem, o desembolso previsto é de R$ 2,3 bilhões para, em 2013, começarem os trabalhos do segundo submarino convencional, com entrega em 2017. Os submarinos são espelhados no modelo Scorpène, da França.

 
Reator nuclear
 

O reator nuclear que servirá como propulsor do último submarino construído em parceria com a França não faz parte do acordo e está sendo desenvolvido em paralelo. A Marinha iniciou o programa nuclear em 1979 e só agora está próxima da tecnologia. Apenas cinco países possuem submarinos nucleares: Estados Unidos, China, Rússia, França e Inglaterra. Por acaso, justamente os cinco com cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, posto almejado pelo Brasil.
 
A redução de R$ 4,024 bilhões no orçamento da Defesa neste ano representa 8% do total de R$ 50 bilhões a ser excluído pelo governo. O valor atingirá investimentos e custeio das Forças Armadas, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Infraero.

 
Defesa do petróleo
 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tem dito que os submarinos que serão construídos servirão para patrulhar o litoral brasileiro, especialmente em um momento em que o país se prepara para explorar as megarreservas dos campos de petróleo da camada pré-sal. Fontes militares dizem que, apesar de o Brasil não sofrer ameaça imediata de conflito bélico, essa hipótese existe num plano de 20 a 25 anos, quando as reservas de petróleo no mundo diminuírem.