30 abril 2011

Após MMRCA, Saab aposta em clientes de pedidos menores do caça Gripen

Por Fernando Valduga - Cavok

A Saab AB, fabricante sueca do caça Gripen, está focando seus esforços em vencer as menores encomendas de nove países após ser excluída do programa militar MMRCA indiano, informou ontem o CEO da empresa Hakan Buskhe.

A Saab enxerga potencial venda de seu caça Gripen nos países Brasil, Romênia, Croácia, Dinamarca, Holanda, Suíça, Bulgária, Hungria e República Tcheca, disse Buskhe numa entrevista. A Hungria e a República Tcheca já são existentes clientes e podem expandir seus pedidos.


“Estamos confortáveis em relação ao programa Gripen, que tem muito potencial,” disse Buskhe, adicionando que ele “permanece um negócio lucrativo.”

O Ministério de Defesa da Índia informou a Saab no dia 27 de abril que o Gripen não foi selecionado finalista no plano de compra de 126 jatos de combate.

A Índia está focada no caça Dassault Rafale e Eurofighter Typhoon, após retirar da seleção os caças Lockheed F-16IN, Boeing F/A-18 Super Hornet e Mig-35.

A Saab ainda tem uma “boa chance” de vencer a encomenda no Brasil, a qual prevê inicialmente a compra de 36 caças, disse Buskhe. A empresa baseada em Estocolmo ainda “não recebeu sinais negativos” do Brasil, e espera que a decisão seja tomada “dentro de meses,” disse o CEO.

Fonte: Bloomberg – Tradução: Cavok

Mais tanques sírios invadem Deraa e moradores ouvem tiroteios

Pelo menos seis pessoas morreram neste sábado na cidade.
Forças de segurança tentam esmagar protestos contra Bashar al-Assad.

Da Reuters


O governo da
Síria enviou mais tanques para Deraa neste sábado (30) e muitos tiros foram ouvidos na cidade, onde as forças de segurança tentam esmagar uma revolta contra o presidente Bashar al-Assad, afirmaram moradores.

Pelo menos seis pessoas morreram em um bombardeio do Exército e com os tiros de franco-atiradores em Deraa, centro da revolta contra o regime sírio, onde faltam água, comida e medicamentos desde o início da intervenção das tropas, na segunda-feira.

Deraa, uma cidade do sul com 120 mil habitantes, é o berço de uma revolta que dura seis semanas e que começou com pedidos de mais liberdade e o fim da corrupção. A revolta transformou em um movimento para derrubar Assad, o que gerou uma violenta repressão pelas autoridades.

Moradores afirmaram que poderiam ouvir um intenso tiroteio, principalmente na região antiga de Deraa, que está próxima a uma colina próxima da fronteira com a Jordânia e é uma área predominantemente residencial.

'Desde a madrugada, temos ouvido uma pesada troca de tiros que podem ser ouvidos por toda a cidade e você não sabe o que está acontecendo', disse Abu Tareq, uma morador, por telefone.

'Eu vi mais de 15 tanques que entraram pela estrada de Damasco na direção da Cidade Velha.'

Não ficou claro se os tanques e veículos blindados estavam bombardeando a cidade e os terrenos agrícolas mais próximos da fronteira.

Outro morador, Abu Ahmad, disse que escutou tanques invadindo áreas da cidade velha, onde a mesquita Omari, um importante local de protestos, está localizada.

Soldados em Deraa mataram 19 pessoas na sexta-feira ao atirarem contra manifestantes que tentaram entrar na cidade a partir de aldeias vizinhas, em uma demonstração de solidariedade, afirmaram fontes médicas.

Kadafi: entre o cessar-fogo e a guerra ao Ocidente

Na TV, ditador pede trégua, mas ameaça levar guerra a nações da Otan
 

Veja

Muamar Kadafi advertiu neste sábado os países da Otan, aliança militar ocidental que combate as forças leais ao ditador, que a guerra pode se estender às próprias nações que compõem o grupo. Em discurso televisionado, o ditador afirmou que "os líbios são livres para levar a guerra até o território do inimigo, têm a razão e eu não posso impor um veto se esta for sua decisão".


No discurso, pronunciado por ocasião do centenário de uma batalha travada contra as forças italianas, Kadafi reprovou a decisão da Itália de voltar a lançar uma agressão contra a Líbia e empregar seu poderio militar para "matar líbios", segundo o texto divulgado pela agência oficial de notícias Jana. "Onde estão o tratado de amizade e o acordo de não agressão? Onde está meu amigo Berlusconi? Onde está o Parlamento italiano?", questionou o coronel, referindo ao premiê da Itália, Silvio Berlusconi. Kadafi ressaltou que, se o petróleo for o motivo da agressão ocidental, "assinaremos contratos com suas empresas. Não precisamos de uma guerra para isso".

Mais uma vez, o ditador descartou a hipótese de deixar o poder e abandonar o país. "Não vou abandonar meu país. Ninguém pode me obrigar a deixar meu país, e ninguém pode me dizer para não brigar pelo meu país." Ele acrescentou que está disposto a um cessar-fogo. "A (Líbia) esteve pronta até agora para entrar em um cessar-fogo... mas o cessar-fogo não pode ser de uma só parte", disse.

Kadafi também defendeu negociações com a Otan para pôr fim aos bombardeios aéreos. "Nós não os atacamos, nem cruzamos o mar. Por que nos atacam?" Apesar da retórica, o ditador omitiu o fato de ter iniciado uma repressão violenta contra rebeldes no país, além do ataque armado contra a população civil.

Em 17 de março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou resolução que impõe à Líbia uma zona de exclusão aérea e autoriza o uso de "todas as medidas necessárias" para proteger a população civil das tropas de Kadafi. Dois dias depois, uma coalizão encabeçada por EUA, França e Grã-Bretanha lançou os primeiros ataques da operação Odisseia do Amanhecer: 20 caças e mais de 110 mísseis bombardearam alvos do governo.

O ditador acrescentou que, se o cessar-fogo falhar, soldados da Otan morrerão se invadirem a Líbia por terra. "Ou a liberdade ou a morte. Nenhuma rendição. Nenhum medo. Nenhuma saída", disse. Ele incentivou ainda os rebeldes a abandonar as armas, já que, segundo sua opinião, os líbios não deveriam brigar entre si. "Não podemos lutar entre nós, somos uma família", indicou Kadafi. Por fim, afirmou que as forças leais ao regime estão lutando contra "grupos da Al Qaeda".

(Com informações da agência EFE)

Marinha e PUC-Rio discutem projetos de engenharia e telecomunicações

Nomar

No dia 14 de abril, o Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Vice-Almirante Ilques Barbosa Junior, visitou o Centro Técnico-Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC-Rio). Seu propósito foi estreitar os laços de cooperação entre as instituições e identificar projetos de interesse comum nas áreas de engenharia, telecomunicações e sensores, especialmente em apoio à Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, na ocasião, representada pelo Vice-Almirante (RM1) Ronaldo Fiuza de Castro.

A comitiva da Força Naval foi recepcionada pelo Vice-Decano da PUC-Rio, Padre José Eugênio Leal, e Diretores do CTC, que apresentaram a universidade e os projetos desenvolvidos em parceria com a Petrobras e empresas de tecnologia.

29 abril 2011

Exército sírio cerca a capital Damasco para conter protestos contra o governo

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Caminhões da Guarda Republicana da Síria equipados com metralhadoras e levando soldados em aparato de combate patrulhavam a estrada circular ao redor de Damasco na véspera das orações desta sexta-feira, disse uma testemunha à Reuters.


Duas outras testemunhas disseram que várias unidades de segurança e a polícia secreta ocupavam os pontos de controle no entorno de Damasco, isolando a cidade dos subúrbios e das regiões rurais. Além disso, as telecomunicações e a eletricidade foram cortadas em centros urbanos e cidades menores onde os protestos contra o governo continuam.

Segundo a "Al Jazeera", em Al Qanawat, distrito de Damasco, as forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os protestos realizados pela manhã. As cidades de Qamishli e Amuda, no norte do país, também já registraram manifestações nesta sexta.

Um veterano diplomata ocidental afirmou que, as mobilizações do Exército sírio não devem inibir os protestos que podem ocorrer hoje em todo o país --chamada de “Sexta-feira da ira”-- após das tradicionais orações do dia.

"Se os protestos forem grandes, e suspeito que serão, vai se tratar de outro revés para o regime, que enviou o exército às cidades com o único propósito de reprimir o povo," disse o diplomata. "O regime já está decepcionado com a maneira como a campanha militar está indo. Deraa está resistindo”, completou.

Na madrugada de sexta-feira, um posto militar em Deraa foi atacado por um “grupo terrorista armado”, provocando a morte de pelo menos quatro soldados, segundo informou a agência de notícias estatal “Sana”, citou como fonte um militar não identificado.

Segundo a rede opositora "Sham" e a emissora "Al Jazeera", hoje a polícia já abriu fogo contra os manifestantes em Damasco, Horan, e Latakia, mas nenhum relato sobre vítimas foi divulgado por enquanto.

Ainda nesta sexta-feira, os representantes dos 27 países-membros da União Europeia (UE) se reúnem para avaliar a proposta de ampliação de sanções à Síria em resposta à reação violenta do governo aos protestos de manifestantes contrários à sua gestão.

Os líderes da UE avaliarão a possibilidade de suspender a ajuda financeira à Síria no que se refere às políticas de cooperação, de fundos e de créditos do Banco Europeu de Investimentos. Atualmente o bloco repassa aproximadamente 210 milhões de euros em ajudas e empréstimos à Síria.


Há uma semana, a Síria viveu o dia mais sangrento de protestos contra o regime do presidente Bashar Assad, com saldo de 112 mortos, segundo números de ativistas da oposição. Do outro lado, as autoridades sírias sustentam que grupos terroristas estão por trás dos protestos contra o regime, iniciados em meados de março.

*Com agências internacionais
 

Forças pró-Gaddafi invadem a Tunísia e enfrentam militares

Zoubeir Souissi - Reuters
Dehiba (Tunísia)

Forças fiéis ao líder líbio Muammar Gaddafi adentraram a vizinha Tunísia e travaram um combate armado com tropas tunisianas em uma cidade fronteiriça nesta sexta-feira (29), à medida que o conflito na Líbia se espalha para além de seus limites.


Forças pró-Gaddafi dispararam projéteis contra a cidade de Dehiba, danificando edifícios e ferindo pelo menos um morador, e um grupo deles entrou na cidade em um caminhão, disseram residentes e um fotógrafo da Reuters no local.

As tropas do governo líbio buscavam rebeldes anti-Gaddafi da irrequieta região das Montanhas do Oeste, que fugiram para a Tunísia nos últimos dias depois que as forças de Gaddafi retomaram os postos de controle anteriormente tomados pelos rebeldes.

"Houve muitos confrontos na cidade esta manhã. Muitos disparos. Os militares tunisianos se chocaram com as forças de Gaddafi... alguns apoiadores de Gaddafi foram mortos", disse Zoubeir Souissi, fotógrafo da Reuters em Dehiba.

"Há muita gente de Gaddafi ferida. Estão no hospital de Dehiba", disse ele.

Dois moradores também declararam à Reuters que projéteis caíram sobre a cidade vindos de posições pró-Gaddafi na fronteira da Líbia.

"Cartuchos dos bombardeios estão caindo sobre as casas... uma tunisiana foi morta", disse um dos moradores, chamado Ali, à Reuters por telefone.

Mais tarde ele afirmou que os combates e disparos haviam parado. "O Exército tunisiano está passando um pente fino na cidade. Não temos ideia do que aconteceu com as forças de Gaddafi lá porque o Exército tunisiano fechou os portões de acesso à cidade e ninguém pode entrar."

(Reportagem adicional de Tarek Amara e Matthew Tostevin em Túnis e Hamid Ould Ahmed em Argel)
 

Planalto usa atiradores de elite por causa de protesto de exservidores

Manifestantes, demitidos da Aeronáutica, querem os cargos de volta

O Globo

BRASÍLIA. Três atiradores de elite foram posicionados ontem no teto do Palácio do Planalto por causa de um pequeno mas barulhento grupo de ex-servidores da Aeronáutica que reivindica ser readmitido no trabalho. De manhã, três dos manifestantes subiram na torre da Bandeira Nacional, de cem metros de altura, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Planalto, para pressionar o governo.

 
Ficaram lá o dia todo; no fim da tarde, acabaram retirados pela Polícia Militar e presos para averiguação.

 
A manifestação - feita por 20 representantes da Associação Nacional de Ex-Soldados Especializados da Aeronáutica (Anese) - obrigou a presidente Dilma Rousseff a mudar a rotina de trabalho. Desde a tarde de terça-feira, a presidente, muito gripada, está despachando no Alvorada, para fugir do barulho incessante das vuvuzelas dos manifestantes. Ontem, além dos atiradores de elite no Planalto, barreiras de segurança foram montadas nos arredores do Alvorada.

 
Os manifestantes fizeram concurso para a Aeronáutica entre 1994 e 2001, mas, no edital, não constava que as vagas eram temporárias. Foram demitidos e agora reivindicam voltar aos postos. O governo aceita negociar, mas só depois de concluído o parecer da Advocacia geral da União (AGU), e se a manifestação for suspensa.

 
Anteontem, a própria Dilma mandou um emissário pedir para que parassem o cornetaço durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

 
Ontem, os três atiradores de elite chegaram no meio da tarde, dirigindo uma ambulância pequena, entraram no Planalto carregando maletas especiais para fuzis, com a marca Sauer estampada, e ficaram cerca de 40 minutos lá. No Alvorada, a segurança da Presidência fechou as duas vias de acesso ao Palácio, com homens da PM e da segurança presidencial. Os acessos estavam bloqueados por cones, barreiras metálicas e grades.

 
No fim da tarde, o Planalto informou que estava normal o esquema de segurança da Presidência. Disse que os atiradores estavam portando só lunetas, para observar os manifestantes. No entanto, o coronel Alberto Pinto, da PM do Distrito Federal, que comandava a operação, confirmou que eram mesmo três atiradores de elite. As lunetas estavam acopladas nos fuzis.

28 abril 2011

Exercício URUBRA I - Interceptação

Venezuela incorpora NPaOc

Hangar do Vinna


A Armada de La República Bolivariana de Venezuela incorporou em 14 de abril o Navio de Patrulha Oceânico “Guaiquerí” (PC21), primeiro dos quatro encomendados ao estaleiro espanhol Navantia em novembro de 2005 (ver foto).

A cerimônia foi realizada no estaleiro de Puerto Real, na baía de Cádiz, Espanha. Deslocando 2.419 toneladas a plena carga, os navios têm 98,9m de comprimento, 13,6m de boca e 3,8m de calado.

O armamento consta de um canhão Oto Melara 76/62 e um canhão antiaéreo Oerlikon Milennium GDM-008, de 35mm. Além disso, em cada bordo podem ser montadas duas metralhadoras de 12,7mm. Na popa existe um convés de voo e um hangar para um helicóptero de porte médio. A tripulação é composta por 60 militares.


Fonte: Segurança e Defesa

'Sineva' é testado com sucesso

Hangar do Vinna

Segundo o anúncio feito por um porta-voz do Ministério da Defesa russo, o disparo foi realizado em imersão no Mar de Barents (noroeste), a partir do submarino nuclear Ekaterinburgo. A carga do míssil Sineva chegou ao polígono de Kura, em Kamtchatka, no extremo-oriente russo, no período de tempo previsto, explicou o porta-voz Igor Konachenkov.

O Sineva é um míssil intercontinental capaz de transportar até 10 ogivas nucleares, segundo o sítio da internet GlobalSecurity.org.

Este tipo de mísseis, que a NATO classifica como SS-N-23, foi colocado ao serviço pelas forças russas em 2007 e tem um alcance de mais de 11 mil quilómetros. 

 
Fonte: Correio do Amanhã

Grupo InbraFiltro Apresenta Blindado Multiuso de Alta Performance o 'Gladiador'

Além do Gladiador, empresa lança coletes à prova de balas e escudos de proteção com tecnologias inéditas na maior feira de defesa e segurança da América Latina. 

Hangar do Vinna

O Grupo InbraFiltro participa da LAAD 2011, Latin America Aerospace and Defence, a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece de 12 a 15 de abril, no Riocentro, Rio de Janeiro.

Durante o evento, a empresa destaca o lançamento de capacetes à prova de balas para uso em CDC (Controle de Distúrbio Civil), escudos com blindagem Nível III, coletes Nível II-A para uso em cães de apoio, colete Camel Back e mala-executiva blindada.



Aproveitando sua expertise em segurança, o Grupo apresenta também o “Carro Escudo”, solução conceito de blindagem focada nas forças policiais e com tecnologias de ponta embarcadas. 

Entre os produtos expostos na feira também estão o Gladiador – Blindado Leve Sobre Rodas (BLSR), partes da blindagem utilizada em aviões modelo Super Tucano, estruturas de aeronaves, portas blindadas para cockpit de aeronaves de modelos em utilização comercial e diversas inovações em itens de proteção balística. 

Gladiador – Blindado Multiuso de Alta Performance - O Grupo InbraFiltro apresenta no evento o blindado leve sobre rodas Gladiador, já em versão cabeça de série, em fase de comercialização. Destinado às múltiplas utilizações das forças armadas ou da segurança pública, civil ou militar, de qualquer país, o Multiuso 4x4 Nível IV é uma alternativa eficaz e extremamente segura para missões de variadas complexidades, como transporte e escoamento de tropas com agilidade. 

Muito competitivo, o blindado, de tecnologia 100% brasileira, superou similares desenvolvidos na Alemanha, EUA, França, Rússia, entre outros, alcançando o melhor resultado em comparação com produtos semelhantes nos quesitos peso/performance, capacidade/blindagem e deslocamento/consumo, conseguindo pontuação muito superior à concorrência no índice específico de avaliação “Ação de Choque”. 

Pesando aproximadamente sete toneladas, com capacidade para transportar até oito ocupantes, incluindo o motorista, o modelo possui diversas aplicações em missões de reconhecimento, ataque ou defesa, conforme a necessidade das forças. Entre os equipamentos que podem ser acoplados, destacam-se vários armamentos e diversos lançadores de granada e fumaça. 

Além disso, possui escudo defletor inferior para proteção contra minas terrestres, faróis protegidos, inexistência de parafusos e dobradiças nas faces externas da carroceria, sistema de arrefecimento do motor sob o capô, paralama dianteiro e fechamento do paralama traseiro em material não balístico, visando romper explosões de minas terrestres e evitar o tombamento do blindado.


“Nossa empresa está muito satisfeita com o resultado final desse importante e, sem dúvida, complexo projeto. O Gladiador exigiu de nossa equipe muita persistência e estudo, já que foi submetido, durante cinco anos, a uma série de testes de engenharia para verificar a existência de vulnerabilidade antes de ser homologado pelo Exército Brasileiro”, comenta o presidente do Grupo InbraFiltro, Jairo Candido.

O valor da versão básica é de cerca de US$ 350 mil. Sendo indicado para qualquer tipo de solo, o BLSR alcança até 105Km/h e é equipado com motor MWM de 185 cavalos. Neste projeto, a íntegra da engenharia mecânica e chassi são Agrale.

Materiais de Proteção Individual - Com ampla atuação no mercado de materiais de proteção individual, o Grupo InbraFiltro apresenta no evento lançamentos em capacetes, escudos, coletes à prova de balas e acessórios blindados.

No segmento capacetes, destaque para o capacete antitumulto com proteção balística Nível I. O produto é desenvolvido com a mesma matéria prima dos capacetes e escudos Nível III-A, e resiste a disparos de armas de calibre 22” ao 38”.

Em coletes, a empresa oferece produtos de baixo peso e alta flexibilidade em todos os níveis de proteção, com tecidos em novas configurações, proporcionando maior conforto e absorção de suor. Visando maior segurança, são oferecidos também coletes com sistema de identificação via radiofrequência.

Outra novidade apresentada é o colete com sistema Camel Back. Exclusividade InbraFiltro, o produto, focado em ações militares, possui um dispositivo de ultrafiltragem que permite aos usuários filtrarem instantaneamente líquidos contaminados de qualquer tipo – desde água com dejetos até água salobra, deixando-as próprias para o consumo.

Ainda em materiais de proteção individual, destaque para a ‘mala-executiva blindada’. O material, com blindagem Nível III-A, quando aberto atinge aproximadamente 1,5m x 0,60m, transformando-se em um anteparo balístico portátil.

O Grupo InbraFiltro também apresenta no evento o ‘carro escudo’, solução-conceito que garante blindagem na parte dianteira e nas portas de viaturas, permitindo proteção e posicionamento frontal aos policiais durante ações de confronto. A empresa, além da blindagem específica, também efetua transformação dos veículos, que recebem, se necessário, instalação de sirenes, adesivagem, giroflex e implantação de sistema eletrônico interno e externo de gravação de imagem, com transferência de dados via 3G e tecnologia embarcada para leitura eletrônica de placas.

Blindagem de Aeronaves - Um dos principais destaques do Grupo destinado ao segmento aéreo é a blindagem parcial dos modelos Super Tucano fabricados pela Embraer. No estande os visitantes podem conferir parte do ship set de blindagem desenvolvido pela empresa recentemente, e que já equipa 25 aeronaves da Força Aérea Colombiana e mais de 20 em outros países.

Além de desenvolver partes específicas de aeronaves com blindagens destinadas às metralhadoras 0.50 AP-M2”, a empresa também coloca em exposição alguns exemplos da aplicabilidade desta tecnologia, demonstrando a qualidade dos produtos desenvolvidos, fabricados e ofertados aos mercados nacional e internacional.

Os visitantes também podem conferir partes da proteção aplicada em helicópteros modelo AS-350, popularmente conhecidos como Esquilo. As aeronaves receberam reforço balístico contra disparos de fuzil no piso, encostos dos bancos e nas portas.

A porta blindada para cockpit, tecnologia vencedora de concorrência internacional aberta pela Embraer, também está em evidência durante o evento. O produto, que é referência no segmento aeroespacial, pode ser removido facilmente em situações emergenciais e, mesmo contendo proteção balística, é considerado bastante leve. Atualmente, o Grupo InbraFiltro já contabiliza quase 800 aeronaves brasileiras equipadas com esta porta.

Perfil - O Grupo InbraFiltro, fundado em 1979, iniciou suas atividades como fornecedor de tecidos técnicos industriais e elementos filtrantes, mas logo passou a desenvolver novos produtos no segmento de blindagens automotivas. Hoje, emprega cerca de 550 funcionários e atua em diversas áreas através de suas sete unidades industriais instaladas em Mauá, na Grande São Paulo: InbraFiltro, InbraBlindados, InbraTêxtil, InbraGlass, InbraAerospace, InbraDefesa e InbraLand.

Um dos principais conceitos oferecidos pelo Grupo é proteção através da fabricação de mais de 680 produtos para segurança no mercado. Além disso, presta serviços diferenciados e possui uma gama de produtos que vão desde tecidos técnicos filtrantes até blindagens de veículos civis, militares e aeronaves.

Empresa 100% brasileira, conquistou os mais diversos certificados nacionais e internacionais, incluindo a NBR 15100. A aplicação correta destas normas e o constante treinamento de seus funcionários demonstram a preocupação em estabelecer uma relação harmoniosa entre a empresa e seus colaboradores, visando maior satisfação dos clientes e respeito ao meio ambiente.


Fonte: Revista Fator

26 abril 2011

Embraer Defesa dá prioridade ao investimento em tecnologia de Inteligência Militar

TV Estadão

A nova empresa, presidida por Luiz Carlos Aguiar, assume todos os programas militares da Embraer e ganha fôlego para negociar aquisições no setor.




Relatos detalham ações da cúpula da Al-Qaeda após 11/9

*Peter Finn - O Estado de S.Paulo
 
Em 11 de setembro de 2011, o núcleo da Al-Qaeda estava concentrado em uma só cidade: Karachi, no Paquistão. Em um hospital, o arquiteto do ataque ao navio americano USS Cole, em 2000, repousava após uma cirurgia nas amígdalas. Perto dali, o homem que organizaria os atentados em Bali, em 2002, tentava montar um laboratório de armas biológicas. E, em um esconderijo, o militante que se descreveria como o "mentor" dos ataques de 11 de Setembro e outros integrantes da cúpula da Al-Qaeda assistiam pela TV as cenas de Nova York e Washington. No dia seguinte, a maior parte do núcleo da rede de Osama bin Laden tomaria o caminho de volta ao Afeganistão, preparando-se para uma longa guerra.

 
Novos documentos revelados pelo WikiLeaks dão detalhes sobre onde estavam e para onde rumaram os líderes da Al-Qaeda quando as torres do World Trade Center foram ao chão. As revelações trazem ainda novas informações sobre Bin Laden e seu número 2, o egípcio Ayman al-Zawahiri.

 
Quatro dias após o 11 de Setembro, Bin Laden visitou uma casa na província afegã de Kandahar, onde ordenou que um grupo de combatentes árabes "defendesse o Afeganistão contra os invasores infiéis". Era o início de um périplo de três meses do líder da Al-Qaeda e de Zawahiri pelo território afegão. Viajando de carro, Bin Laden deu ordens a integrantes de sua organização para novos ataques, reuniu-se com líderes do Taleban e passou o comando da Al-Qaeda a uma shura (conselho islâmico) - provavelmente porque temia ser morto ou preso pelos EUA.

 
Em novembro, ele buscou abrigo na hoje célebre região de Tora Bora, de onde teria fugido em dezembro. À época, Bin Laden estaria em más condições financeiras e pediu US$ 7 mil emprestados de um de seus seguranças. Segundo o relato de um integrante da Al-Qaeda levado à prisão de Guantánamo, os militantes "recebiam injeções para promover a impotência", evitando a distração com mulheres para poder "dedicar mais tempo à jihad".

 
*É REPÓRTER DO "WASHINGTON POST"

EUA mantiveram 150 inocentes presos em Guantánamo, revela WikiLeaks

Mais de 700 documentos secretos tornados públicos mostram arbitrariedades cometidas na polêmica prisão americana em território cubano, além de planos da Al-Qaeda para atacar alvos ocidentais e métodos de investigação usados por agentes de Washington

O Estado de SP
WASHINGTON

 
Pelo menos 150 suspeitos levados à prisão americana de Guantánamo desde 2002 eram inocentes, revelam alguns dos mais de 700 documentos confidenciais do governo dos EUA tornados públicos ontem pelo site WikiLeaks. Os registros detalham ainda a utilização de métodos violentos nos interrogatórios na prisão, o sistema de classificação por grau de periculosidade dos presos e a transcrição de alguns interrogatórios.

 
De acordo com os documentos, em muitos casos os suspeitos foram detidos após serem confundidos com pessoas procuradas ou simplesmente porque estavam no lugar errado e na hora errada. O Pentágono qualificou o vazamento dos documentos como "infeliz".

 
Entre as principais revelações que vieram à tona, estão um sofisticado plano para atacar o Aeroporto de Heathrow, em Londres. O complô estava sendo articulado em 2002 por Khalid Sheik Mohamed, mentor dos atentados de 11 de Setembro.

 
Os relatos também detalham técnicas usadas por agentes americanos para identificar militantes treinados pela Al-Qaeda. Se, por exemplo, um homem detido usasse um relógio de pulso da marca Cassio modelo F91W, cresciam as suspeitas de que ele tivesse participado de um curso para fabricar bombas - no qual os alunos recebiam os objetos.

 
Nos relatórios sobre detidos, feitos entre 2002 e 2009, agentes da inteligência militar dos EUA avaliaram as histórias dos presos e narraram as tensões entre captores e cativos.

 
O WikiLeaks teve acesso aos documentos, mas uma outra fonte - não revelada - os forneceu ao New York Times. As informações demonstram que a maioria dos 172 presos que restam em Guantánamo foi classificada como sendo de "alto risco" para os EUA.

 
Mas um número ainda maior de prisioneiros que já partiram de Cuba - cerca de um terço dos 600 já transferidos para outros países - também foi considerado de "alto risco" antes de sua libertação.

 
Os documentos praticamente não falam sobre o uso de táticas de interrogatório polêmicas, como privação de sono e exposição prolongada a baixas temperaturas. Segundo interrogadores, vários prisioneiros teriam inventado relatos falsos sobre abusos.

 
Missão suicida. Os prisioneiros que especialmente preocuparam os EUA incluíam supostos integrantes da Al-Qaeda, militantes de uma missão suicida abortada na última hora e detidos que prometeram a seus interrogadores que se vingariam.

 
Os dossiês também mostram a coleta improvisada de informações secretas em zonas de guerra, que levaram à prisão de inocentes em casos de erros de identificação ou simples infortúnio. Em maio de 2003, por exemplo, forças afegãs capturaram o preso 1051, um afegão chamado Sharbat. Ele negou qualquer envolvimento, dizendo que era um pastor.

 
Interrogadores e analistas concordaram, dizendo que sua história era consistente com seu conhecimento da criação de animais e sua ignorância de "conceitos políticos e militares simples". Mas, mesmo assim, um tribunal militar o declarou um "combatente inimigo" e ele só voltou para casa em 2006.


Autoridades do governo Barack Obama criticaram a publicação dos documentos sigilosos, que foram obtidos pelo WikiLeaks, mas fornecidos ao New York Times por outra fonte. / NYT

Líbia

 
Abu bin Qumu passou mais de 5 anos preso em Guantánamo, acusado de integrar a Al-Qaeda. Hoje, é um dos principais rebeldes na luta contra Muamar Kadafi
 

PRINCIPAIS SEGREDOS
 
Al-Qaeda planejou ataque a Heathrow
 

A Al-Qaeda chegou a iniciar os preparativos para cometer um atentado no aeroporto londrino de Heathrow, com a mesma estratégia do ataque do 11 de Setembro, indicam documentos obtidos pelo WikiLeaks e publicados pela revista alemã Der Spiegel. O "cérebro" dos atentados de 2001, Khalid Sheik Mohamed, formou em 2002 células para preparar o ataque. A ideia era desviar um avião pouco após a decolagem e jogá-lo contra um dos terminais de Heathrow, um dos principais aeroportos europeus.
 
O "relógio de pulso dos terroristas"

 

Militares que avaliam a periculosidade dos presos de Guantánamo são orientados a identificar um modelo de relógio de pulso Casio como sinal de ligação com terrorismo, diz o documento "Matriz de indicadores de ameaça para combatentes inimigos".
 
Ex-detento é nº 2 da Al-Qaeda no Iêmen
 

Said Shihri, que foi capturado no Paquistão em 2001 e enviado a Guantánamo, foi solto seis anos depois, após convencer os americanos que ele iria trabalhar na loja da família na Arábia Saudita. Tornou-se o n.° 2 da Al-Qaeda na Península Arábica.
 
A má sorte dos iemenitas detidos
 

Arquivos referentes às dezenas de prisioneiros do Iêmen em Guantánamo indicam que eles eram soldados que foram para o Afeganistão antes dos atentados de setembro de 2001 para receber treinamento básico militar, não terrorista.
 
Entre os presos, um agente britânico
 

Um dos documentos secretos revelados indicou que entre os presos em Guantánamo estava um detido que tinha sido recrutado por autoridades britânicas e canadenses para trabalhar como agente secreto por suas "conexões com militantes".

25 abril 2011

OTAN atinge complexo residencial de kadhafi e deixa feridos na Líbia

Globo News

Dois prédios do complexo residencial de Muamar Kadhafi foram atingidos nesta madrugada por um ataque aéreo da OTAN. Segundo uma autoridade da área de segurança, pelo menos dois mísseis atingiram o local, deixando um total de quatro pessoas feridas.

Governo da Síria reprime manifestantes com tanques e soldados

Jornal Nacional

O governo enviou tanques e milhares de soldados para uma cidade no Sul do país, onde ocorre o principal foco da oposição ao presidente Bashar al-Assad. Segundo grupos de direitos humanos, mais de 350 pessoas já morreram nos conflitos na Síria.

Bombardeios das forças de Gaddafi em Misrata deixam 42 mortos em dois dias

EFE
Em Argel

As forças de Muammar Gaddafi bombardeiam desde o início desta segunda-feira, com mísseis de artilharia pesada, a cidade de Misrata, a terceira maior da Líbia, assediada há dois meses, informou a emissora "Al Jazeera".


Um morador da cidade disse à rede de televisão por telefone que pelo menos 42 pessoas tinham morrido e outras 150 tinham ficado feridas nos dois últimos dias de intensos ataques.


Segundo a fonte, este número pode aumentar sensivelmente nas próximas horas, já que se tratam de bombardeios "violentos, intensos e anárquicos", especialmente contra áreas residenciais.


As forças de Gaddafi já não se encontram na cidade, pois "foram expulsas pelos rebeldes após os combates dos últimos dias", e se estabeleceram a cerca de 25 quilômetros, de onde lançam seus ataques com mísseis Grad e obuses de carros de combate.


O governo líbio anunciou no fim de semana a retirada de suas tropas regulares de Misrata, mas depois assegurou que se tratava apenas de uma suspensão de suas operações militares para tentarem chegar a uma solução pacífica com os rebeldes.


O porta-voz governamental, Moussa Ibrahim, chegou a dizer que durante sua retirada de Misrata as forças de Gaddafi tinham sido atacadas pelos rebeldes.


No entando, os rebeldes afirmam que a retirada das forças de Gaddafi foi apenas uma manobra para ganhar tempo e reagrupar suas tropas, que, segundo eles, voltaram a mostrar nesta segunda-feira, com um novo bombardeio sobre Misrata, suas verdadeiras intenções.
 

22 abril 2011

Russian Air force Su 35 [HD]

Ucrânia vende T-84 Oplot-M à Tailândia

Carros ucranianos substituem veículos americanos
 

Área Militar 


O exército da Tailandia, assinou um contrato com a fábrica ucraniana Morozov, para o fornecimento de 200 carros de combate T-84M «Oplot».

Os veículos serão equipados com a nova torre, desenhada na Ucrânia e que é idêntica à que equipa o carro de combate «Yatagan», uma versão do T-84 adaptada para a utilização de armamento de calibre NATO. Não é conhecida a configuração das viaturas, mas o custo unitário relativamente reduzido parece indicar que a opção terá sido por uma versão relativamente básica.


Esta aquisição das viaturas, vai permitir substituir parte da frota de viaturas blindadas M48 e M60 «Patton» que a Tailandia recebeu nos anos 90, quando após a primeira guerra do golfo, os Estados Unidos disponibilizaram grandes quantidades de carros de combate em segunda mão para os seus aliados.


Ao mesmo tempo serão retirados de serviço todos os M41, que ainda estavam ao serviço do exército da Tailândia.

Os militares tailandeses analisaram também o carro de combate sul coreano K2 «Black Panther» e o carro de combate alemão Leopard-2. Embora os militares tailandeses tivessem considerado que tanto o modelo da Coreia do Sul quanto o da Alemanha eram superiores, a enorme diferença de preços (que chegou um dos casos a seis para um) ditou a exclusão daqueles dois modelos.


Também o carro de combate russo T-90 foi considerado como opção, mas a inferioridade do T-90 principalmente resultado da manutenção da velha torre que explode para dentro quando atingida, e a sua blindagem deficiente (O T-90 é uma versão do T-72, que por sua vez foi um tanque pensado para ser barato) colocaram de fora da corrida o modelo russo.

Esta é a segunda grande encomenda de exportação da fábrica ucraniana, que sobreviveu após o colapso da União Soviética. Já foram vendidos cerca de 300 carros de combate deste tipo (equipados com a torre mais antiga) para o exército do Paquistão.

Falta de armas ameaça eficácia das forças da NATO

Sem bombas guiadas e mísseis, operações contra a Líbia em causa
 
Área Militar


A gradual retirada dos Estados Unidos das operações contra a Líbia, com a redução do orçamento disponível para apenas 40 milhões de dólares, deixou o controlo das operações na mão de um comando da NATO e o principal esforço militar essencialmente nas mãos de britânicos e franceses. Porém estes dois países não têm condições para manter um esforço de guerra sobre a Líbia capaz de substituir os Estados Unidos. O resultado é uma redução drástica das munições disponíveis, especialmente as mais sofisticadas e também mais caras.


Desde há muitos anos, a Europa mantém uma dependência dos Estados Unidos no que respeita à quantidade de munições disponíveis nos stocks europeus.


Na Europa, não é incomum que os equipamentos sejam adquiridos com um número reduzido de munições, que são na maioria dos casos utilizadas em raras operações de treino com fogos reais. As forças utilizam recursos como simuladores e organizam-se de forma a contar com o apoio logístico americano em caso de necessidade.


As munições reais vão sendo gastas à medida que o seu prazo de validade se vai aproximando do fim, e em algumas forças armadas, por razoes de orçamento, nem sequer se realizam todos os exercícios que seriam possíveis, levando à necessidade de destruir munição que já passou do prazo.


A intervenção norte-americana em vários cenários de conflito durante as últimas décadas, permitiu aos Estados Unidos assumir um papel de absoluta liderança, já que a rotação de stocks norte-americana é muito mais rápida e além disso os americanos mantêm stocks de reserva e um numero de munições para exercícios que permite em caso de necessidade fornecer os europeus.


Consequências da saída dos Estados Unidos


A redução da presença americana nas operações sobre a Líbia começou a notar-se logo na primeira semana, com as forças de Kadafi a avançar, sem que os militares da NATO tivessem capacidade para manter a pressão sobre as forças líbias durante os dois ou três dias em que as forças de Kadafi recuperaram todo o terreno que tinham perdido entre Sirte e Ajdabiya.


Essa saída coincidiu com as primeiras notícias sobre fogo contra posições dos próprios rebeldes e com notícias sobre bombardeamentos sobre alvos errados.

Os bombardeamentos iniciais com mísseis Hellfire e Brimstone, bem assim como com mísseis Tomahawk que foram utilizados contra instalações das forças leais ao ditador Kadafi foram eficazes e precisos mas também tremendamente caros.

Tanques junto a hospitais e mesquitas


Os vários países europeus continuam a ter capacidade militar para atacar forças inimigas, o principal problema resulta do facto de, sem as armas mais modernas e mais sofisticadas que permitem bombardeamentos de precisão, o numero de vítimas entre os civis poder aumentar dramaticamente.


Até ao momento tem sido possível evitar que o numero de vítimas colaterais seja muito elevado.


Os mercenários de Kadafi têm colocado as suas posições junto a hospitais, mesquitas e escolas e geralmente junto a alvos habitados, com o objectivo de atrair o fogo dos aviões, esperando que uma bomba erre o alvo, e mate civis, que podem posteriormente ser transportados em manifestações transmitidas pela televisão, mostrando o horror dos bombardeamentos dos cruzados da NATO.

Este tipo de táctica, desenvolvida pelos soviéticos, que sabiam que as forças ocidentais estavam impossibilitadas de efectuar ataques junto a hospitais, foi implementada por exemplo no Iraque com bons resultados, pois sempre que um erro das aeronaves ocidentais ocorria ele era imediatamente utilizado como arma de propaganda.


Entretanto, sem o problema das regras a que estão obrigados os militares dos países ocidentais, Kadafi continua a bombardear sem piedade a população civil de Misratah, utilizando todo o tipo de armamento banido na maior parte dos países europeus.


Brasil Russia e China


Entretanto as ditaduras da Rússia e da China, que se abstiveram de vetar a resolução do Conselho de Segurança presentemente em vigor, mostram-se indisponíveis para apoiar qualquer outra resolução que permita o envio de forças para o terreno ou o apoio directo ao governo provisório de Benghazi. O Brasil, que é comandado por uma simpatizante do ditador Kadafi, está de braço dado com as ditaduras defendendo o regime tirânico de Muamar Kadafi, que prometeu a Dilma Rousseva contratos para as empresas brasileiras em troca do apoio do Itamarati à ditadura líbia.

Generais russos querem Leopard-2

Tanques russos ultrapassados pelos chineses e europeus
 

Área Militar
 
A notícia não é novidade, embora os sectores mais conservadores dentro e fora da Rússia estejam a digeri-la com uma incredulidade extrema, mas em afirmações públicas, mais uma vez, alguns dos mais altos responsáveis do exército russo vieram por em causa a qualidade e a utilidade da adopção por parte do exército da Rússia de mais uma versão modernizada do tanque T-72, desenvolvido a partir do T-64, um modelo com mais de 40 anos de desenvolvimento e que nunca correspondeu às necessidades do exército.

Criticas abertas desde 2009


A última critica, e provavelmente a mais feroz, veio do general Alexander Postnikov, chefe máximo do exército russo, que por várias vezes foi citado por ter afirmado que o T-90 não passava de uma «ratoeira mortal».


Sabe-se agora que pelo menos desde Dezembro de 2009, os militares russos têm feito criticas demolidoras ao veículo e posto a nú um enorme número de deficiências, defeitos de fabrico e erros de concepção, demonstrando que o T-90, não é afinal nada mais que o vetusto tanque T-72 com sistemas mais modernos, que por azar também funcionam mal, e muitas vezes nem sequer chegam a funcionar.


Curiosamente, e contra o que é comum nas forças armadas russas, e principalmente desde que o presidente Dimitri Medvedev chegou ao poder, as criticas aos sistemas de armas tornaram-se públicas mas acima de tudo, as evidências e provas foram tão devastadoras que nem a industria russa conseguiu nega-las.


Como resposta, durante os últimos meses, a URALVAGONZAVOD viu-se forçada a lançar mais uma versão modernizada do T-90, agora rebaptizado T-90AM e que segundo os responsáveis da empresa, é agora o melhor tanque do mundo.

Mas de pouco serviu, dado a acreditar nas acusações dos militares russos, o «novo» T-90AM, ser afinal mais do mesmo, ou seja, o mesmo carro de combate com nova pintura e com os mesmos sistemas com um nome diferente.

O novo modelo não parece por isso ter convencido os militares, ainda que pela primeira vez os engenheiros tenham tentado resolver um problema tão velho quando os mais de 40 anos do veículo: A separação interna na torre, que leva à sua explosão quando se incendeia. Este problema permitiu destruir carros de combate T-72 apenas com simples cocktails Molotov.


Protecção inutil


As críticas ao T-90 são generalizadas, mas a principal dirige-se à agora reconhecida fraquissima qualidade da blindagem do T-90 (que sempre foi um dos problemas do T-72 base), e também à péssima qualidade da blindagem reactiva[1] de última geração, que mostrou ser absolutamente inútil e ineficaz.


«Só funciona nos testes de aceitação», foi uma das criticas do general russo, que se referia ao facto de a industria do país não ser capaz de produzir produtos com uma qualidade linear (sustentada). É muito comum haver sistemas de qualidade aceitável, e no modelo seguinte, o mesmíssimo sistema nunca chega a funcionar.

Atrás dos tanques da NATO, mas também atrás dos tanques chineses


Talvez para os russos e para os sectores que têm tentado manter o problema dentro de paredes, a mais grave acusação seja a de que não só os carros de combate russos estão completamente obsoletos quando comparados com os carros de combate da NATO, mas acima de tudo, estão a ficar ultrapassados quando comparados com os tanques chineses.


A crítica é dirigida ao cerne da questão, as inúteis e obsoletas estruturas fabris do complexo militar-industrial russo, que continua a ser apenas constituído pelos restos das fabricas militares da antiga União Soviética, com as mesmas máquinas, os mesmos métodos de produção e a mesma irresponsabilidade por parte dos directores, que vai até às linhas de produção, onde não há qualquer preocupação com a qualidade do produto.

 
Este problema resulta em fornecimentos irregulares. Um carro de combate russo saído das fábricas dos Urais numa determinado dia, pode ser bom e cumprir com a especificação, mas no dia seguinte, um tanque do mesmo modelo e do mesmo lote, pode ter uma qualidade tão baixa que o destina imediatamente à sucata.

 
Este problema, está relacionado com a estrutura industrial soviética e foi ultrapassado pelos chineses, que incorporaram sistemas e métodos de produção copiados dos países ocidentais, que instalaram fábricas na China para aproveitar a mão de obra quase grátis dos chineses.

O resultado, é que embora os tanques chineses não sejam necessariamente melhores que os russos, os métodos de produção das fábricas chinesas têm capacidade para produzir um produto muito mais uniforme e que dá muito menos problemas.


Isto reflecte-se na operacionalidade das forças blindadas do país e coloca a industria russa em desvantagem perante a industria chinesa nos mercados de exportação.

 
Os chineses também têm indirectamente acesso a tecnologias ocidentais e copiaram abertamente vários sistemas de armas europeus e americanos, coisa que os russos não conseguem fazer.

Desespero de causa


Perante o acumular das criticas o general Postnikov chegou mesmo a afirmar em declarações à imprensa especializada que o exército russo não deve desperdiçar 4 milhões de dólares num tanque T-90, pois com esse dinheiro ficaria melhor servido se comprasse três tanques Leopard-2 em segunda mão, que devem ficar pelo mesmo preço, dando a entender que o carro de combate alemão usado, dava aos russos mais segurança que um T-90 novo de fábrica.


A afirmação foi naturalmente contestada pelos responsáveis da industria russa e Oleg Siyenko, o director-geral da fábrica URALVAGONZAVOD (literalmente, fábrica de vagões dos Urais) está entre os criticos dos generais.

 
A URALVAGONZAVOD é a fabricante do T-90 e a principal visada nas criticas demolidoras que foram dirigidas ao modelo e à capacidade e qualidade de produção da industria.

 
Sabendo dos rumores que davam como certa a preferência dos militares, ele ordenou a realização de testes que provavam que o T-90 modernizado era (em teoria) superior ao Leopard-2 alemão.

O dirigente da industria russa também afirmou que um tanque Leopard-2 custa 5,8 milhões de dólares e que por isso os valores avançados pelos generais não faziam sentido. No entanto, Siyenko comparou tanques Leopard-2 novos com T-90 novos.


A dificuldade de compatibilizar sistemas ocidentais com sistemas russos também foi apontada como uma das razões que torna inviável e desaconselhável a utilização de material de guerra ocidental, num exército cujas armas seriam na maioria dos casos incompatíveis [2].

Entre os mais irritados com as afirmações dos generais russos encontram-se os velhos deputados comunistas da Duma (parlamento russo), que cresceram e envelheceram acreditando que o material de guerra russo era o melhor do mundo. Os deputados, pediram a criação de uma comissão de inquierito (equivalente russo de uma CPI) para analisar a questão.

Para os responsáveis da velha guarda comunista e para os políticos nacionalistas mais conservadores, a possibilidade de a Russia comprar viaturas tão importantes como carros de combate principais aos seus antigos inimigos do ocidente, não é uma questão técnica ou táctica mas sim uma questão de orgulho patriótico.


Já a nova vaga de militares russos, que receberam ordens para criar um exército moderno, que baseasse o seu poder não no numero mas sim na qualidade, olham para o material russo com a desconfiança natural de quem sabe que o material russo não foi feito a pensar na qualidade, mas sim na sua utilização em massa, esperando grandes perdas e considerando a qualidade como um factor secundário.


O clima de mal estar entre os dois grupos não vai melhorar, porque por um lado as fábricas estão ligadas ao clã de Vladimir Putin, normalmente considerado um dos líderes do crime organizado na Russia e que manda no Serviço Federal de Segurança (que tem o seu exército próprio), os militares parecem estar mais próximos da linha de Dimitroi Medvedev.


Os dois políticos têm-se vindo a afastar cada vez mais durante os últimos meses.


[1] – A blindagem reactiva explosiva foi uma das formas encontradas para responder às criticas iniciais sobre a péssima protecção que os militares tinham dentro do veículo.

[2] – Curiosamente este é o mesmo argumento que é utilizado para desincentivar a aquisição de sistemas russos por exércitos habituados a sistemas ocidentais.
 

21 abril 2011

Azul homenageará 1º GAVCA

Poder Aéreo 


A Azul personalizou uma de suas aeronaves para homenagear os heróis do 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira. O avião será apresentado nesta sexta-feira (22/04), na cerimônia do Dia de Aviação de Caça da FAB na base aérea de Santa Cruz, na zona Oeste do Rio de Janeiro.

A solenidade contará com a presença dos pilotos do 1° Grupo de Aviação de Caça e incluirá uma homenagem aos veteranos, exposição de caças F-5EM e A-1, batismo da aeronave da Azul e uma demonstração operacional, quando os caças farão ataques com armamentos reais em um estande de tiro próximo da pista de pouso.

FONTE: Mercados e eventos

DCNS inicia teste de mar da FREMM

Poder Naval

Com um mês de antecedência, a DCNS começou no dia 18 de abril, os primeiros testes de mar da Aquitaine, o primeiro navio construído no âmbito do programa de fragatas multimissão FREMM. A campanha ocorre fora da península da Bretanha e deve durar várias semanas, até a entrega do navio à Marinha francesa, que está prevista para 2012.

A equipe conjunta, formada pelo pessoal da Marinha francesa e da DCNS, irão testar as qualidades náuticas do navio, bem como o desempenho do seu sistema de propulsão e de navegação.

“Esses estudos representam os esforços combinados de muitas pessoas que trabalham para atingir objetivos comuns, que inclui desde as equipes da DCNS, seus parceiros e fornecedores, até as equipes de ensaios e representantes do cliente”, comentou o gerente do programa FREMM Vincent Martinot-Lagarde.

Os próximos três dias são conhecidos como a fase de familiarização. Durante este período, a tripulação da Marine Nationale e os especialistas da DCNS, vão testar os sistemas de segurança da embarcação, incluindo o de combate a incêndio, controle de avarias e os sistemas de resposta de emergência e procedimentos de evacuação, bem como a sua navegabilidade.

A próxima fase é focada no sistema de propulsão do sistema híbrido de alta performance CODLOG (COmbined Diesel eLectric Or Gas), que combina uma turbina a gás de alta velocidade de propulsão mecânica e motores elétricos alimentados por quatro conjuntos de geradores a diesel, para propulsão de baixa velocidade.

O sistema será testado em todas as configurações de baixa velocidade, no modo silencioso com propulsão totalmente elétrica, à de alta velocidade, incluindo corridas de velocidade máxima.

Os ensaios também testarão de forma extensiva, o sistema de navegação do navio, as plataformas inerciais (para posicionamento) entre outros sistemas básicos.

A estreita cooperação entre a tripulação da Marinha francesa e os especialistas da DCNS e seus parceiros, visam garantir que todos os sistemas básicos sejam exaustivamente testados.

Ao completar esses estudos preliminares, a fragata FREMM Aquitaine retornará ao estaleiro da DCNS, em Lorient, para várias semanas de avaliação.

Em junho, o navio vai voltar ao mar para uma segunda campanha de ensaios, desta vez, focando o sistema de combate.

O projeto FREMM é um importante programa de DCNS, no qual serão construídos 12 navios, sendo 11 para a Marine Nationale e um para a Marinha Real Marroquina.

As fragatas FREMM estão entre os navios mais avançados tecnologicamente e com custos competitivos no mercado mundial.

Estes navios de guerra, fortemente armados, estão sendo construídos pela DCNS (prime contractorship) para transportar sistemas de armas no estado-da-arte, incluindo o radar multifunção Herakles, mísseis de cruzeiro, mísseis anti-aéreos Aster, mísseis anti-navio Exocet MM40 e torpedos MU90.

As fragatas multifunção FREMM são projetados para responder a todos os tipos de ameaças, com uma flexibilidade sem precedentes.

Como demonstrado pelo contrato de exportação com a Marinha Real Marroquina, estes navios também são projetados para atender as necessidades e expectativas de outras marinhas, que são potenciais clientes internacionais.

Dados técnicos da FREMM :

• Comprimento: 142 m
• Boca: 20 m
• Deslocamento (aprox.): 6.000 toneladas
• Velocidade Max.: 27 nós
• tripulação: 108 homens (incluindo o Destacamento Aéreo Embarcado)
• Acomodação: 145 homens
• Alcance: 6.000 nm a 15 nós

FONTE: DCNS

Morteiros atingem Misrata; Ocidente quer intensificar ataques

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

As tropas do governo líbio bombardearam a cidade de Misrata, controlada por rebeldes, sem se intimidar com as ameaças do Ocidente em intensificar a ação militar contra as forças de Muammar Gaddafi.


Os disparos dos morteiros mataram ao menos três rebeldes e feriram 17 nesta quinta-feira, disse um porta-voz rebelde. Confrontos intensos ocorreram mais tarde, com os disparos de armas pesadas ressoando pelas ruas e toda a área encoberta por uma grande coluna de fumaça negra.

Nas ruas entulhadas com destroços, os rebeldes e os homens leais a Gaddafi travam uma batalha feroz. Caminhonetes, partes de carro e até camas e troncos de árvores formam barricadas nas ruas.

"Os combatentes de Gaddafi nos insultam. Se estão em um prédio próximo, eles gritam conosco à noite para nos assustar. Eles nos chamam de ratos", disse um rebelde.

A terceira maior cidade da Líbia -- e único bastião rebelde no oeste do país -- está sob o cerco das forças de Gaddafi há sete semanas. Centenas de pessoas morreram.

A televisão estatal líbia disse que as forças da Otan atingiram a área de Khallat al-Farjan, em Trípoli, matando sete pessoas e ferindo outras 18. A Otan afirmou que o alvo era um bunker do comando militar e não tinha indicações de ocorrência de vítimas civis.

Mais tarde, as forças da Otan atingiram a cidade de Gharyan, ao sul de Trípoli, matando e ferindo várias pessoas, disse a TV líbia. Não houve comentários imediatos por parte da Otan.

O general canadense Charles Bouchard, comandante das operações da Otan na Líbia, disse que os civis devem manter distância das forças de Gaddafi para evitar serem feridos pelos ataques aéreos da Otan. Isso permitiria que a Otan ataque com mais sucesso, afirmou ele.

Outro oficial da Otan disse na quinta-feira: "Queremos manter e aumentar a pressão sobre as unidades do front, mas o maior risco em fazer isso é haver vítimas civis.'

"Cada vez mais, o equipamento militar de Gaddafi está sendo usado mais perto de áreas povoadas e de edifícios, o que torna o alvo obviamente difícil."

Os combatentes rebeldes manifestaram frustração com a operação militar internacional, que consideram muito cautelosa.

"A Otan tem sido ineficaz em Misrata. A Otan fracassou completamente em mudar as coisas no campo de batalha", disse o porta-voz rebelde Abdelsalam.

A França informou que enviará até dez assessores militares à Líbia. O Reino Unido planeja despachar uma dezena de oficiais para ajudar os rebeldes na organização e nas comunicações e a Itália considera o envio de uma pequena equipe de treinamento militar.