30 maio 2011

Reajuste para Forças Armadas será escalonado entre 2012 e 2014

POR MARCO AURÉLIO REIS - O Dia

Rio - O governo Dilma Rousseff discute internamente reajuste para praças e oficiais das Forças Armadas. Os estudos relativos ao aumento estão sendo preparados para o anúncio vir logo depois do descontigenciamento do Orçamento, agora apertado pelo galope da inflação deste início de ano. “Dilma ouviu do Lula o conselho que o melhor é apresentar um reajuste escalonado para período entre 2012 e 2014. E ela já sinalizou que vai segui-lo”, revela um oficial.

Com a estratégia do aumento em parcelas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou da agenda política os protestos de mulheres de militares que, com panelaços e apitaços, conseguiram chamar a atenção da sociedade para os valores dos soldos dos quartéis, bem abaixo dos salários pagos, por exemplo, aos policiais federais.

“Na fronteira, militares das Forças Armadas e policiais federais atuam em parceria. Correm os mesmos riscos e cumprem funções semelhantes”, completa o oficial, destacando esse ser um dos argumentos mais aceitos contra o abismo salarial entre as duas categorias.

Esse mesmo oficial lembra que para este ano está na fila o pagamento da dívida de 28,86%, devida a praças e oficiais até major. “Depende apenas do fim do aperto orçamentário”, conta.

DIREITO RECONHECIDO

A diferença da vantagem de até 28,86% se arrasta desde o governo Itamar Franco. Ela está garantida por decisão do Supremo Tribunal Federal e pela Súmula 47 da Advocacia Geral da União. O indicativo é incorporar percentuais devidos aos soldos, mas o aperto no orçamento atrapalhou os planos.

LIÇÃO DE LULA

A ideia do reajuste escalonado surgiu em 2007 no governo Lula. Iniciado em janeiro 2008, o pagamento foi concluído no ano passado. O maior vencimento ( almirante-de-esquadra) foi a R$ 8.330.

136% MENOR

Os R$ 8.330 de soldo pagos aos almirantes-de-esquadra e seus pares no Exército e Aeronáutica são 136% inferiores aos R$ 19.699,82 que recebem merecidamente delegados e peritos no topo da carreira na Polícia Federal.

VOZ ÀS MULHERES

A diferença salarial faz Ivone Luzardo, líder do movimento das mulheres de militares, dizer que o reajuste em estudo não pode ser minguado. “Não aceitaremos novo cala-boca. Hoje os soldos de nossos maridos são inferiores, inclusive, aos dos PMs de Brasília”, protesta.

CORDA NO PESCOÇO

Ivone antecipou à Coluna que o movimento das mulheres já se organiza para voltar a pedir nas ruas um aumento adequado: “Espero só que não demore. Estamos todos com a corda no pescoço”.

Unasul planeja elaborar estratégia comum de defesa

MARINA GUIMARÃES - Agência Estado
 
Os países da América do Sul planejam formular uma estratégia comum de defesa regional e deram o primeiro passo para atingir esse objetivo. Ministros de Defesa da União de Nações Sul Americanas (Unasul) inauguraram, hoje, em Buenos Aires, o Centro de Estudos Estratégicos de Defesa, que terá representantes permanentes dos países. 


"Como somos vários países assimétricos, o centro vai fazer um levantamento de todas nossas debilidades e vamos tentar formular uma política de estratégia que possa ter o poder de dissuasão extra-regional", explicou o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, em entrevista à imprensa.
 
Segundo ele, a estratégia entre os países vizinhos tem de ser de cooperação, mas há uma necessidade de identificar as partes que estão vulneráveis para estabelecer um programa entre os Estados para cobrir essa regiões. Para o ministro, a ameaça vem de fora, atraída pelos abundantes recursos naturais, pela produção de alimentos e pela energia disponível nos países da região. 


"Temos riquezas que, daqui a 40 anos, se vierem atrás delas, temos que estar preparados para defendê-las", disse Jobim.
 
O ministro lembrou que sempre há o discurso norte-americano de que a Amazônia, por exemplo, tem de ser internacional. "O que temos que deixar claro é que estas riquezas são geradas para a região sul-americana e para o mundo, mas quem vai cuidar destas riquezas somos nós. Temos que criar um pensamento comum para ter uma doutrina sul-americana de Defesa", completou. Jobim afirmou que o conceito integrado de estratégia de Defesa também dará força aos países nos foros internacionais.

29 maio 2011

Britânicos usarão bombas de uma tonelada para atacar Gaddafi

DA REUTERS, EM TRIPOLI

O Reino Unido vai acrescentar as chamadas bombas "bunker-busting" ao arsenal que os seus aviões estão usando sobre a Líbia. A arma, conforme foi dito neste domingo, enviaria uma mensagem clara a Muammar Gaddafi de que é hora de desistir.


As "bunker-bustings" (destruidora de edificações, numa tradução literal) pesam uma tonelada cada uma e podem penetrar no interior de prédios. Elas já teriam chegado na base italiana de onde os aviões britânicos partem para a Líbia.

Os britânicos e outros países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) intensificam a ação militar contra a Líbia para tentar terminar com o impasse atual, pelo qual Gaddafi se mantém no poder apesar de semanas de ataques aéreos e ações de rebeldes.

"Não estamos tentando atingir fisicamente pessoas do círculo de Gaddafi, mas estamos enviando mensagens cada vez mais claras", disse em comunicado o ministro da Defesa britânico, Liam Fox.

"Gaddafi pode não ser capaz de ouvir, mas os que estão em volta dele podem ser sábios o suficiente para isso", afirmou.

A aliança militar diz que atua sob mandato das Nações Unidas para proteger civis de ataques das forças de segurança de Gaddafi. No entanto, as táticas mais agressivas podem causar divisões na coalizão e também acabar empurrando a Otan para algo próximo a uma intervenção terrestre, algo que ela busca evitar.

FORÇAS ESTRANGEIRAS?


A rede de TV Al Jazeera transmitiu imagens do que, segundo ela, eram forças estrangeiras, possivelmente britânicas, perto da cidade de Misrata, reduto rebelde na Líbia. Os homens estavam armados, com óculos escuros e cobriam a cabeça ao estilo árabe.

Para intensificar os ataques, britânicos e franceses disseram que usarão helicópteros, que, no entanto, são mais vulneráveis a artilharia terrestre do que os aviões.

Gaddafi nega que ataca civis e diz que a intervenção da Otan é uma agressão colonial para capturar o petróleo líbio.

Jacob Zuma, líder sul-africano, é esperado em Tripoli nesta segunda-feira, sua segunda visita desde que o conflito começou, para tentar um acordo de cessar-fogo. Ele negocia em nome da União Africana.

26 maio 2011

Congresso mantém anistia a militares

Depois de passar pelo Senado, votação de deputados empata e Lei de Caducidade, que anistia militares, continua em vigor

Estado de Minas

Montevidéu – A Lei de Caducidade, que anistiou os militares do período da ditadura no Uruguai (1973-1985), continua firme. Depois de 14 horas de debate, terminou empatada na madrugada de ontem, às 5h33, a votação na Câmara dos Deputados do projeto que anularia a lei que está em vigor no país desde 1986. Com 49 votos, os partidos Nacional e Colorado, da oposição, votaram contra o texto, enquanto a coligação de esquerda Frente Ampla, do governo de José Mujica, votou a favor. Embora conte com 50 assentos na Câmara, a Frente Ampla só conseguiu reunir 49 votos. O voto que faltou foi do deputado Víctor Semproni, que optou pela abstenção e será julgado por seu partido por desobediência.

 
O projeto já havia sido aprovado pelo Senado. Agora, para voltar a ser colocado em votação, o texto teria de passar por uma sessão conjunta do Congresso e obter dois terços do votos para ser aprovado. Mas essa hipótese é praticamente descartada, já que a Frente Ampla tem apenas a maioria simples.


Semproni explicou que sua posição é contra "a solução encontrada para  resolver o problema" e não contra o objetivo de acabar com a lei para que o país possa passar a limpo a história da ditadura.
 
Em seu discurso, durante os debates, o deputado disse que a maneira como está sendo proposta a anulação da anistia é pouco efetiva e pode gerar maiores problemas ao país. Ele alegou que a norma não pode ser revogada, uma vez que foi ratificada duas vezes em consultas populares.

 
Semproni argumentou ainda que o texto de anulação tem alguns erros em sua composição e poderia ser considerado inconstitucional. "Não vamos transitar pelo caminho da disciplina partidária porque trata-se de um tema de consciência. Mas podem ter a certeza, em especial nossos companheiros da Frente Ampla, que vamos continuar brigando com toda nossa força até conseguir objetivos de verdade: justiça, julgamento e castigo", esclareceu

 
Unidade
 

O presidente Mujica, ex-guerrilheiro Tupamaro, vítima da ditadura, que o manteve preso durante 10 anos, também já se manifestou contra a anulação da Lei de Caducidade por semelhantes motivos.
 
Ontem, Mujica disse que a Câmara deveria decidir sobre "uma péssima lei, que nunca deveria ter existido". Mas, em nome da unidade partidária, chegou a fazer um apelo para que Semproni acompanhasse a decisão da Frente Ampla de aprovar a anulação da lei que deu anistia aos militares que violaram os direitos humanos durante a ditadura de 1973 a 1985 e foi ratificada pela população uruguaia em 1989 e 2009. A confusão gerada pela Frente Ampla de levar adiante o projeto cheio de polêmica provocou um forte desgaste de Mujica, que já vinha sofrendo queda de popularidade devido a greves problemas na economia, como a elevada inflação. Dos 75% de aprovação popular que tinha em março de 2010, quando assumiu o governo, Mujica caiu para 41%.

 
A anulação da lei recebeu a sanção do Senado em 12 de abril e provocou as primeiras fissuras no oficialismo: o senador Jorge Saravia votou contra a anulação da lei e ficou com um pé praticamente fora da Frente Ampla, enquanto o senador e ex-guerrilheiro tupamaro Eleutério Fernández Huidobro renunciou após votar a favor da anulação da lei.

 
Apesar da vigência da anistia, decisões da Suprema Corte uruguaia permitiram que uma dezena de militares estejam presos desde 2006, acusados de violar os direitos humanos fora do Uruguai, atuando em coordenação com o serviço secreto da ditadura na Argentina, a partir de 1976. Durante a ditadura no Uruguai desapareceram 29 pessoas no país, mas outros 150 uruguaios desapareceram na Argentina.

 
Guerrilha

 

As convulsões no Uruguai começaram em 1963, quando os tupamaros, uma guerrilha de esquerda, desfecharam uma campanha de assassinatos, sequestros, roubos e incêndios para chegar ao poder. Em 1972, os tupamaros foram esmagados pelas Forças Armadas e naquele ano foi instaurado no Congresso o "Estado de guerra interna". Em junho de 1973 ocorreu o golpe de Estado, chefiado pelo então presidente Juan María Bordaberry, eleito em 1971. Bordaberry governou como ditador até 1976, quando sofreu por sua vez um golpe da junta militar. A ditadura se estendeu até 1985. A Frente Ampla afirma que a repressão da ditadura se converteu em terrorismo de Estado, uma vez que os tupamaros já haviam sido esmagados em 1972, antes do golpe. Os líderes tupamaros, entre eles Mujica, estavam presos.

Peru propõe menos militares na fronteira com Equador

AE - Agência Estado
 
O presidente do Peru, Alan García, em visita oficial ao Equador, propôs hoje "reduzir progressivamente a militarização" da fronteira como demonstração da confiança alcançada entre os dois países, que no século passado se enfrentaram em três conflitos por disputas territoriais.

 
García fez a proposta em um discurso após ser condecorado pelo presidente da Câmara, Fernando Cordero, que afirmou que o reconhecimento dos limites marítimos entre Equador e Peru "torna desnecessária" a presença equatoriana no Tribunal de Haia, onde há uma disputa marítima entre Peru e Chile. O presidente peruano recebeu a condecoração Eloy Alfaro, a mais alta outorgada pela legislatura equatoriana. 


As informações são da Associated Press.

O Posicionamento Estratégico da América do Sul no Século 21

InfoRel

Os ministros da Defesa da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reúnem nos dias 26 e 27, em Buenos Aires, para inaugurar formalmente o Centro de Estudos Estratégicos para a Defesa “Manuel Belgrano”, criado no âmbito do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS).

 
Na oportunidade, será realizada a Conferência Internacional “O Posicionamento Estratégico da América do Sul no Século 21”, em que ministros da Defesa e especialistas, irão discutir o presente e o futuro das Forças Armadas sul-americanas.

 
O Conselho de Defesa Sul-Americano foi instituído em 2009 com o propósito de fortalecer a América do Sul como uma zona de paz, já o Centro de Estudos Estratégicos constitui a primeira instância de caráter permanente nascida de um órgão da UNASUL, com sede fixa e com delegados e representantes de todos os ministérios da Defesa dos 12 países membros do bloco.

 
A finalidade do Centro de Estudos Estratégicos é construir uma identidade própria sobre Defesa na região e o seu propósito é elaborar estudos, análises e apreciações que contribuam com a geração de conhecimento e difusão do pensamento estratégico sul-americano em matéria de Defesa e Segurança Regional e Internacional.

 
O evento a será aberto pelo ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli e pelo diretor do Centro de Estudos Estratégicos, Alfredo Forti.

 
No início da tarde, haverá uma aula magma proferida pelo vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, seguida de uma apresentação especial da Secretária-Geral da UNASUL, María Emma Mejía.

 
No primeiro painel, falarão o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto Representante do Mercosul, Rául Rivera Andueza, presidente da Fundação Foro de Inovação, do Chile, e o analista internacional da Universidade Torquato Di Tella, Juan Gabriel Tokatlián.

 
Na sexta-feira, 27, será realizado o segundo painel com a presença dos ministros da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, do Equador, Javier Ponce, e do Peru, Jaime Thorne León, e do diretor do Centro de Estudos Nacionais e Internacionais do Paraguai, Luis Nicanor Bareiro Spaini.

 
À tarde, haverá uma mesa redonda com os ministros da Defesa que apresentarão as conclusões do evento.

Militares cobram medidas para fortalecer presença nas fronteiras

InfoRel

Nesta quarta-feira, 25, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, reuniu militares e autoridades civis do governo federal para discutir a situação nas fronteiras do país. O Brasil possui 16.886 quilômetros de fronteiras com dez países espalhadas por onze estados e 588 municípios.


Em grande parte delas, não há estrutura policial e de inteligência para coibir os crimes transnacionais. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) chega a terceirizar pessoal em alguns municípios e na maioria, não tem presença alguma. Apesar das dificuldades, o governo federal lançou a Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron), que pretende coibir a criminalidade por meio de ações conjuntas das Forças Armadas e da Polícia Federal. De acordo com o coordenador-geral da Enafron, José Altair Benites, a Estratégia Nacional de Fronteiras vai ampliar a vigilância na Amazônia por meio de patrulhamento aéreo, terrestre e nos 9.523 quilômetros de rios e canais que separam o país dos vizinhos.

 
Segundo ele, o projeto conta com postos de bloqueio nas calhas dos rios e nas principais rodovias para realização de abordagens de pessoas e embarcações. Dos quase 17 mil quilômetros de fronteira, 7 mil são secas o que facilita a entrada de contrabando, armas pequenas, drogas e até pessoas traficadas. Entre os militares da zona de fronteira, a Marinha conta com 7 mil homens, o Exército com 31 mil e a Aeronáutica com pouco mais de 2.500.

 
O subchefe de operações da Chefia de Preparo e Emprego do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, major-brigadeiro Gerson de Oliveira, explica que a parceria com a Polícia Federal é fundamental, pois as Forças Armadas são voltadas para a inteligência militar, para o combate ao inimigo externo, e não para enfrentar a criminalidade.

Militares fazem pesquisa na BR 392

Correio do Povo

O 6 Grupo de Artilharia de Campanha (6 GAC), com sede em Rio Grande, realiza uma pesquisa de tráfego no trecho entre o município e Pelotas da BR 392, desde o último sábado, solicitada pela Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário. Militares do Exército estão concentrados na área do posto da Polícia Rodoviária Federal, fazendo dois tipos de atividades. Uma delas é o controle volumétrico, realizado durante as 24 horas do dia, checando a quantidade e o tipo de veículos que passam por este trecho da rodovia, nos dois sentidos. A segunda é a verificação da origem e destino dos caminhões, carros e motos.

 
Para este segundo levantamento, são feitas abordagens nos dois lados da pista. Militares conversam com os motoristas, questionando de onde eles vêm, para onde vão, a frequência de viagem, o tipo de mercadoria que transportam e o que entendem ser mais necessário na BR, entre outros aspectos. Ao todo, são feitas 16 perguntas aos condutores. A intenção é colher informações sobre o fluxo de veículos, mercadorias e pessoas. Os dados serão utilizados para compor o Plano Nacional de Logística e Transporte, cujos resultados possibilitarão a busca de um planejamento estratégico nessa área.

 
A pesquisa tem abrangência nacional e foi concebida mediante convênio do Ministério dos Transportes com o Comando do Exército. No momento, o trabalho é realizado em 22 postos em todo o território nacional, sendo um deles no município de Rio Grande. Conforme o tenente Wagner Soares Meregalli, do 6 GAC, chefe do posto de pesquisa na BR 392, esse levantamento objetiva dar condições ao governo federal de melhor definir quais as rodovias que mais necessitam da aplicação dos recursos destinados anualmente às estradas. Ele diz que os resultados serão utilizados para montagem de um gráfico do fluxo de veículos no país.

 
O levantamento também é aproveitado para verificar quais os problemas enfrentados pelos condutores. A pesquisa terá continuidade até a meia-noite do próximo sábado. Estão mobilizados nesse trabalho 45 militares.

Marinha reedita projetos

Correio do Povo

Nova edição dos projetos Ametista e Renascer, da Marinha do Brasil, tem início no próximo dia 30 em Rio Grande. A iniciativa oferece estágios de integração social para adolescentes de 14 a 17 anos. O Ametista, direcionado a meninas, entra na 11 edição, enquanto o Renascer, para meninos, realiza a 13. Juntos, os dois programas atendem neste ano 44 adolescentes das cidades de Rio Grande e São José do Norte.
 
Na última quinta-feira, ocorreu a assinatura de Termo Aditivo dos Convênios para desenvolvimento das iniciativas. O documento foi firmado pelo comandante do 5 Distrito Naval, vice-almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos, pelo prefeito em exercício de Rio Grande, Adinelson Troca, e pelo chefe do Executivo de São José do Norte, Zeny dos Santos Oliveira. Os projetos são realizados a partir de parceria entre a Marinha do Brasil e o poder público municipal, com seus Conselhos Tutelares e dos Direitos da Criança e do Adolescente.

 
Coordenado pelo Serviço de Assistência Integrada ao Pessoal da Marinha, o Ametista tem suas ações promovidas na Casa do Marinheiro de Rio Grande. Já o Renascer, executado pelo Grupamento dos Fuzileiros Navais de Rio Grande, ocorre no quartel dos Fuzileiros. Os estágios serão desenvolvidos ao longo de 18 semanas, até o final de setembro, de segunda a sexta-feira, das 12h30min às 16h30min. Os adolescentes recebem almoço e lanche.

 
No curso, os jovens participam de várias atividades. São oferecidas noções sobre saúde, higiene, primeiros socorros, boas maneiras, dependência química, ordem unida, liderança, doenças sexualmente transmissíveis e educação moral e cívica. Práticas esportivas, culturais e de convivência também estão entre as ações. Os projetos proporcionam ainda conhecimentos sobre a Marinha, buscando desenvolver o interesse pela vida naval por meio da participação em cerimônias, formaturas e outras iniciativas.

França pretende usar helicópteros para derrubar Gadafi

David Gauthier-Villars | The Wall Street Journal, de Paris
 
A França quer apressar a queda de Muamar Gadafi, na Líbia, com uma combinação de ataques cirúrgicos contra bases militares e apoio aos dissidentes em Trípoli, enquanto lamenta que os Estados Unidos não tiveram um papel maior na intervenção militar.

 
A França quer usar helicópteros para atacar bases militares centrais de Gadafi em Trípoli e outras áreas urbanas, disse ontem o ministro das Relações Exteriores do país, Alain Juppé, numa entrevista ao "Wall Street Journal". Mas ele disse que a França não pode contar com uma contribuição como essa dos EUA. "Claro que lamentamos isso. Seríamos muito mais eficientes se eles se integrassem."

 
Ansioso para evitar o comando de outra intervenção militar no Oriente Médio, os EUA passaram o controle da guerra na Líbia para a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Em visita ontem ao Reino Unido, o presidente americano, Barack Obama, mudou sua posição de que a intervenção na Líbia deveria ser limitada, e passou a afirmar que a ação militar lá será "um processo lento e contínuo". Juppé disse que os EUA continuam fornecendo à coalizão capacidade de reabastecimento aéreo, de inteligência e outras formas de apoio.

 
Juppé disse que a França espera se unir ao Reino Unido para traçar um plano que use helicópteros em ataques contra as bases das forças armadas de Gadafi nos centros urbanos e minimize as baixas entre os civis. "É isso que estamos tentando fazer com os britânicos", disse ele. "Espero que consigamos, embora eles ainda não tenham confirmado sua participação."

 
As autoridades britânicas já declararam nos bastidores que estão estudando seriamente a proposta.

 
Desde a decisão do Conselho de Segurança da ONU de autorizar o uso da força contra Gadafi, em março, a campanha militar liderada por França e o Reino Unido na Líbia fortaleceu os grupos oposicionistas, principalmente em cidades do leste, como Bengasi.

 
Mas Gadafi aparenta ainda ter o controle total da capital, Trípoli, e da maior parte do oeste da Líbia, o que suscita o temor de que a coalizão franco-britânica seja arrastada para um conflito prolongado.

 
Juppé disse que o objetivo da França é convencer Gadafi a deixar o poder e conseguir concluir a intervenção militar na Líbia nos próximos três meses. Mas o ministro disse que não há qualquer plano para assassinar o líder líbio. "Não queremos matar ele", disse ele. "Porque não somos assassinos."

 
Enquanto se concentra nas operações militares, a França tenta também se preparar para o momento em que Gadafi deixar o poder. O país está fortalecendo os laços com os rebeldes líbios e com os líderes tribais tradicionais, e também está tentando atrair alguns dos aliados de Gadafi que estão prontos para debandar do regime.

 
A França foi o primeiro país a reconhecer formalmente o Conselho Nacional de Transição, a principal facção rebelde, como "representante legítimo do povo líbio".

 
Juppé disse que o conselho continua sendo "um interlocutor muito legítimo", para o qual a França está dando apoio logístico e financeiro. Alertou que é preciso não exagerar a importância das tribos da Líbia, notando que "85% dos líbios moram em centros urbanos, não em tendas no deserto".

 
A meta da França é aproveitar o momento ideal para reunir todos os combatentes contrários a Gadafi, como o conselho, as tribos e outros dissidentes, para realizar uma reconciliação. "Ainda não atingimos essa meta até agora, mas será o próximo passo de nosso trabalho na Líbia", disse Juppé.

 
Juppé disse que a decisão de realizar uma intervenção militar na Líbia e de ajudar a derrubar o ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, no mês passado, marcou uma mudança na estratégia da França para a África e o Oriente Médio. Durante muitos anos, disse ele, o principal objetivo da França na região foi preservar a estabilidade, geralmente apoiando líderes autoritários que eram vistos como proteção contra extremistas e fundamentalistas. "Foi um erro", disse ele.

 
Juppé disse que a França precisa agora levar em conta o movimento pela liberdade e democracia dos levantes no Egito e na Tunísia. "Há alguns riscos, mas é principalmente uma chance", disse.


Colaborou Alistair MacDonald

Primeiro-ministro líbio propõe cessar-fogo imediato e anistia

Da EFE
Em Londres

O Governo líbio propôs um cessar-fogo imediato no país, negociações incondicionais com a oposição, anistia para todas as partes e a elaboração de uma nova Constituição, segundo informa nesta quinta-feira o diário britânico "The Independent".


O periódico assinala que a proposta de cessar-fogo, que seria controlado pela ONU e a União Africana, e as outras ofertas estão contidas em carta enviada pelo primeiro-ministro líbio, Baghdadi Al-Mahmudi, a vários governos estrangeiros.


Entre os pontos que surpreenderam os observadores está o fato de a carta não mencionar o papel que poderia desempenhar o líder líbio, Muammar Gaddafi, no futuro do país, ao contrário de propostas feitas anteriormente pelo regime do coronel.


"O futuro da Líbia será radicalmente diferente do que existia há três meses. Este sempre foi nosso plano, só que agora teremos que acelerar o processo. Só que para isso temos que deixar os combates e começar a dialogar", diz o chefe de Governo em sua carta.


E acrescenta: "temos que criar um sistema de Governo que reflita a realidade de nossa sociedade e se adeque às reivindicações da governança contemporânea".


"Temos de levar imediatamente ajuda humanitária a todos os líbios, estejam eles na Líbia ou fora do país. O ciclo de violência deve ser substituído por um ciclo de reconciliação. Ambas as partes necessitam de incentivos para sair de seu cantinho e comprometer-se em um processo de diálogo que leve a um consenso", acrescenta Baghdadi Al-Mahmudi.
 

Operação KAPOFF XVI: integração no SISSAR

DECEA

Desde o dia 10 de maio, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) participou da Operação KAPOFF XVI, com uma equipe de profissionais de Busca e Salvamento (SAR) trabalhando em conjunto com o efetivo do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), o Esquadrão Pelicano.


O Teatro de Operações esteve situado na região de Três Lagoas, no estado do Mato Grosso do Sul, para onde o 2º/10º GAv deslocou-se no último dia 4 de maio com uma aeronave SC-105 Amazonas e quatro helicópteros H-1H.

O objetivo da Operação foi treinar o efetivo do Esquadrão Pelicano nos procedimentos de busca e salvamento a vítimas de incidentes aeronáuticos e marítimos, nos procedimentos com equipamentos de visão noturna e realizar a formação operacional de novos tripulantes.


Inserido neste contexto, foi ativado o Subcentro de Salvamento Três Lagoas (RSC-TL) para treinamento da Coordenação SAR em estreita integração com o elo de execução.

No dia 15, a cidade foi brindada com o evento “Portões Abertos”, realizado no aeródromo, onde a população pôde interagir com os militares do DECEA e do 2º/10º GAv. Os participantes viram a exposição estática de aeronaves, de equipamentos SAR utilizados no salvamento, demonstrações operacionais do H-1H nas manobras de infiltração e exfiltração utilizando a tática do rapel e o lançamento de paraquedistas do C-105.

O RSC-TL aproveitou o evento para informar os presentes sobre o trabalho do DECEA no Serviço de Busca e Salvamento, assim como para divulgar a necessidade de cadastro de balizas de emergência (ELT e EPIRB) no Centro de Controle de Missão Brasileiro (BRMCC).

Segundo estimativas da Polícia Militar, cerca de 5 mil pessoas participaram do evento.

Parafraseando o Tenente-Coronel-Aviador Potiguara, Comandante do Esquadrão Pelicano: “homens com motivação e uma missão a cumprir nunca serão impedidos por quaisquer barreiras”.

É dessa maneira, motivados e integrados, que os homens do SISSAR trabalham para a melhoria contínua da prestação do Serviço de Busca e Salvamento pelo Brasil.

25 maio 2011

Jobim convoca empresariado a investir na indústria nacional de defesa

Luiz Gustavo Rabelo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa


São Paulo, 25/05/2011 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um chamamento ao empresariado brasileiro para que invista na revitalização e no desenvolvimento da indústria nacional de defesa. Segundo o ministro, ao contrário de décadas anteriores, o país se encontra atualmente num momento propício para dar “um salto qualitativo” nesse setor, sobretudo em razão das mudanças ocorridas nos últimos anos no panorama político-econômico nacional.


Para Jobim, os esforços empreendidos pelo governo na área de defesa têm elevado a sensibilidade das elites políticas brasileiras para a necessidade de o país se preparar para resguardar suas riquezas, tais como seus aqüíferos e sua capacidade de geração de energia renovável e não-renovável (com o petróleo do pré-sal).

Esse fator, aliado a outros aspectos como a estabilidade monetária, o aumento da presença internacional do Brasil, o incremento dos investimentos estatais na área militar e a existência de grupos empresariais capitalizados que começam a investir no setor, formam, na avaliação do ministro, a base necessária para sustentar a revitalização da indústria de defesa nacional.

O convite ao empresariado ocorreu durante palestra proferida por ele ontem aos integrantes do Conselho de Administração da Odebrecht, em São Paulo. Conhecida por sua atuação no segmento de infraestrutura, a empresa promoveu uma reorientação de parte de seus investimentos para o setor de defesa. Recentemente, o grupo adquiriu uma empresa especializada na fabricação de mísseis e criou um braço organizacional para a área de defesa e tecnologia.

Durante sua exposição, Jobim lembrou as iniciativas que o governo vem tomando para aperfeiçoar, institucionalmente, a defesa nacional. De acordo com ele, parte dessas iniciativas cabe essencialmente ao Estado, mas a parcela referente aos investimentos requer o envolvimento do setor privado.

Do ponto de vista do setor público, afirmou Jobim, há vários avanços em curso, como a implementação de um plano de articulação e equipamento de defesa e de modificações na legislação tributária e orçamentária com objetivo de dar previsibilidade ao setor. No entanto, pontuou o ministro, o esforço necessário para modificar o atual estado da defesa não pode depender apenas do governo. “Todos os agentes envolvidos nesse processo precisam contribuir para a construção da realidade almejada”, completou.

Oportunidades internacionais

 
O ministro cobrou mais agressividade das empresas nacionais na exportação de produtos e serviços de defesa. Citando dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), ele ressaltou o fato de que, no Brasil, apenas 132 empresas são filiadas à entidade, das quais somente 35 exportam o equivalente a R$ 1 bilhão, quantia mínima em relação ao que movimenta esse mercado no mundo: R$ 1 trilhão.

Jobim lembrou que, das 100 empresas melhor ranqueadas na área de defesa no mundo, apenas uma é brasileira, a Embraer, que figura na 95ª posição. Das dez primeiras, sete são americanas e três são associações de grupos europeus. “Esse fato sugere que os atores nacionais devam ter estatura e musculatura compatíveis com o grau de agressividade requerido nessa faixa de mercado”, opinou.

Ao longo de sua explanação, o ministro chamou a atenção dos empresários para as oportunidades no campo internacional para as empresas brasileiras que atuam com defesa. Uma delas, ressaltou, está no atendimento de demandas da Organização das Nações Unidas (ONU) que vem adotando uma política de terceirização de suas necessidades por meio de main contrators. De acordo com Jobim, embora esse mercado movimente cerca de US$ 6 bilhões, apenas 14 empresas brasileiras atuam nele, com uma participação de menos de US$ 1 milhão.

A outra oportunidade mencionada pelo ministro decorre das tratativas no âmbito da União Sul-Americana de Nações (Unasul). Segundo Jobim, nesse fórum os países buscam complementaridade e intercâmbio, prevalecendo, também no campo das relações comerciais setoriais, o relacionamento do tipo “ganha-ganha”.

O ministro concluiu sua palestra manifestando sua convicção de que a modernização da defesa nacional, sobretudo de sua indústria, passa, inequivocamente, pela necessidade de um trabalho conjunto entre governo e o setor privado nacional.

Exército investiga suposto abuso sexual no Rio Grande do Sul

Agência Estado

A 3ª Divisão do Exército abriu inquérito para apurar suspeita de abuso sexual a um soldado de 19 anos em Santa Maria (RS).

Segundo a denúncia, quatro militares estariam envolvidos no crime.

O jovem disse que o abuso ocorreu no último dia 17. Segundo a 3ª Divisão do Exército, o inquérito para investigar o caso foi aberto no dia seguinte.

A Justiça Militar e o Ministério Público Militar foram informados da denúncia.

24 maio 2011

França e Grã-Bretanha vão usar helicópteros na Líbia

Poder Aéreo

PARIS/MISRATA - A França e a Grã-Bretanha vão usar helicópteros nas operações na Líbia, disseram autoridades francesas na segunda-feira. A decisão busca realizar ataques aéreos com mais precisão contra as forças do líder Muammar Gaddafi.

O bombardeiro contínuo contra o porto controlado pelos rebeldes na cidade de Misrata, no oeste do país, mostra o tamanho do problema enfrentado pelas forças rebeldes e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os rebeldes disseram que as forças de Gaddafi estão tentando avançar na cidade sitiada sob cobertura de mísseis e morteiros.

Autoridades do hospital local disseram que duas pessoas foram mortas e várias ficaram feridas na batalha de segunda-feira em Misrata. Mais tarde, fortes explosões foram ouvidas durante uma hora do lado de fora da cidade.

Um porta-voz dos rebeldes afirmou que as forças leais a Gaddafi bombardearam a cidade de Zintan, também controlada pelos rebeldes, e posicionaram tropas próximas de outra cidade na região montanhosa na fronteira com a Tunísia, intensificando operações no fronte ocidental da guerra.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em entrevista à CBS News, disse que a pressão sobre Gaddafi estava aumentando.

“Acho que estamos vendo um progresso lento, porém estável. A pressão sobre o regime de Gaddafi aumentou a ponto de a esposa e filha de Gaddafi cruzarem a fronteira para a Tunísia nos últimos dois dias”, ela disse. “O ministro do Petróleo desertou.”

Ao confirmar a utilização de helicópteros de guerra, o ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, disse a repórteres em Bruxelas que a decisão estava de acordo com a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) de proteger os civis líbios e as operações militares da Otan.

“O que queremos fazer é melhorar nossos ataques para garantir que alvos no solo sejam atingidos com mais precisão”, disse. “Este é o objetivo ao usar os helicópteros.”

Os bombardeios da Otan prejudicaram Gaddafi, mas não foram suficientes para resolver o impasse entre as forças do governo e os rebeldes. Ainda que os helicópteros facilitem o ataque contra alvos urbanos ou camuflados, eles são mais vulneráveis à armas antiaéreas das tropas de Gaddafi.

Os britânicos também estavam enviando helicópteros, disse o ministro francês da Defesa, Gerard Longuet, mas nenhum outro país planejar fazer o mesmo.

A Grã-Bretanha foi lacônica. “Nós não temos o hábito de falar sobre quaisquer novas missões que empreendemos até que estejam em funcionamento”, disse um porta-voz do governo britânico.

O jornal francês Le Figaro publicou reportagem dizendo que 12 helicópteros, que podem realizar ataques mais precisos contra as forças pró-Gaddafi se comparados com aeronaves de asas fixas, foram enviados para a Líbia a partir do navio de guerra francês Tonnerre em 17 de maio.

Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU permite que a Otan realize ataques aéreos contra as forças de Gaddafi para defender os civis, mas explicitamente exclui qualquer ocupação militar.

Um porta-voz da Otan disse que não sabia se os helicópteros ficariam sob o comando da organização.

“A Otan está ciente que o governo francês decidiu mandar outro navio para se juntar às operações no Mediterrâneo sob comando nacional. A coordenação das atividades deste navio com as operações da Otan podem acontecer no futuro, se e quando for necessário”, disse.

Críticos como a Rússia acusaram a Otan de ter excedido o seu mandado ao buscar uma ação sistemática para forçar o fim do governo de 41 anos de Gaddafi.

FONTE: Reuters

Gripens suecos fizeram reconhecimento para ataque da OTAN a navio líbio

Objetivo do ataque foi eliminar acapacidade antiaérea de fragata líbia atracada, que ameaçava voos de caças e de aviões de ajuda humanitária

Poder Aéreo


No último domingo, 22 de maio, as Forças Armadas Suecas informaram mais um detalhe sobre o ataque da OTAN a navios de guerra líbios realizado na noite de sexta-feira passada.

Segundo o informe, os caças suecos Gripen, que realizam missões de reconhecimento para a coalizão liderada pela OTAN, fizeram fotos dos navios atacados, nas ocasiões em que os sistemas de defesa aérea dos navios representavam ameaça à manutenção da zona de exclusão aérea.

Além de monitorar a execução da zona de exclusão aérea sobre a Líbia, os Gripens suecos realizam missões de reconhecimento contra ameaças a essa zona. Isso inclui tanto os sistemas de defesa aérea no solo quanto os instalados em navios do regime líbio.

Na imagem abaixo, liberada para divulgação com qualidade deliberadamente degradada, pode-se ver uma fragata classe Koni equipada com sistemas antiaéreos, atracada em Trípoli. Essa classe de navios, construída na então União Soviética, tem comprimento de 95 metros, deslocamento de 1.700 toneladas e é armada com mísseis antinavio SS-N-2C Styx, mísseis antiaéreos SA-N-4, sistemas antissubmarino RBU-6000, canhões de 76,2mm e de 30 mm, além de ter a capacidade de levar 20 minas navais.




Segundo Stephen Wilson, que dirige o destacamento sueco (FL 2001), “as pessoas comuns sempre se esquecem que sistemas antiaéreos também são colocados em navios de guerra. O objetivo principal é a própria proteção do navio, mas quando o navio está atracado, os sistemas podem servir indiretamente para proteger Trípoli.”

Com as fotos de sistemas de defesa aérea excluídos, é possível confirmar se uma ameaça foi eliminada e não representa mais ameaça à missão de manter a zona de exclusão aérea. As fotos das missões de reconhecimento podem ser usadas para controlar as atividades que estão sendo ou já foram implementadas. Nesse caso, a principal tarefa é investigar continuamente as ameaças à zona de exclusão aérea.

Ainda segundo o informe, o destacamento sueco já realizou 136 surtidas, que produziram mais de 72.000 imagens. 

 
FONTE / IMAGENS: Forças Armadas Suecas

Aviação de Patrulha reúne esquadrões de todo o Brasil

Agência Força Aérea

Há 69 anos, no dia 22 de maio de 1942, uma aeronave "B-25 Mitchel" partia do aeródromo do Recife para realizar a cobertura de navios mercantes brasileiros. Na missão, os então capitães aviadores Afonso Celso Parreiras Horta e Oswaldo Pamplona detectaram, localizaram e atacaram o submarino inimigo "Barbarigo". A data tornou-se o ícone da virada na batalha no Atlântico Sul na Segunda Guerra Mundial e passaria a ser comemorada como o Dia da Aviação de Patrulha. Para homenagear essa trajetória de quase sete décadas defendendo o litoral brasileiro, a Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, promove, entre os dias 19 e 22 de maio, a XXVIII Reunião da Aviação de Patrulha.


Estão programadas várias atividades, entre elas palestras com os quatro esquadrões de patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB). No domingo (22), uma solenidade militar com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, encerra o encontro dos ”sentinelas do mar”.

Histórico


A primeira Unidade Aérea de Patrulha que se tem registro no Brasil foi a Primeira Flotilha de Bombardeio e Patrulha, criada na Aviação Naval em 1931. O Sétimo Grupo de Aviação tem suas origens nos Grupos de Patrulha (GP), implantados em fevereiro de 1942, quase um ano após a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, esta pela absorção da Aviação Naval e da Aviação do Exército. Durante a Segunda Guerra Mundial, devido aos ataques de submarinos alemães e italianos contra navios mercantes brasileiros, a FAB começou a empreender missões de patrulha empregando todos os meios aéreos disponíveis na época.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, a FAB possuía uma Aviação de Patrulha de mesmo nível operacional e com aviões idênticos aos empregados pela Aviação Naval da Marinha Americana.

Seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. O 7º Gav operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

Atualmente a Força Aérea Brasileira tem quatro esquadrões de Patrulha, que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II Fae). O objetivo é realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro.

 
O Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv - Esquadrão Orungan), sediado em Salvador, na Bahia, foi criado em 8 de novembro de 1947. O Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7ºGAv -Esquadrão Phoenix), com base em Florianópolis, em Santa Catarina, foi criado em 11 de setembro de 1981 e ativado em 15 de fevereiro de 1982. Já o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAv- Esquadrão Netuno), sediado em Belém (Pará) foi criado em 27 de setembro de 1990. Em 31 de julho de 1998, criou-se o Quarto Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (4º/7º GAv – Esquadrão Cardeal), baseado em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Modernização e novos desafios

Os Esquadrões de Patrulha operam a aeronave Bandeirante. O primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na

Força Aérea Brasileira, chegou à Base Aérea de Salvador no dia 10 de abril de 1978 sendo utilizado até hoje pelos quatro esquadrões. Para melhor cumprir a missão, as aeronaves P-95 estão sendo modernizadas proporcionando um "upgrade" operacional, com a inserção de modernos instrumentos embarcados, substituição do radar de busca de superfície e painel de controle dos pilotos totalmente digitalizado.

A recente descoberta da camada do pré-sal e de novas fontes de recursos submersos ao longo de nosso litoral vem transformando a aviação de patrulha em importante elo de defesa dessas riquezas naturais na costa brasileira. Atenta a esses novos desafios que surgem a FAB já está em fase de incorporar à patrulha aeronaves P-3 AM Orion, dotadas de aviônicos de primeira geração.

“Da introdução da Guerra Eletrônica na FAB e de suas missões periféricas aos avanços nas áreas de altos estudos, com a criação das pós-graduações e do investimento em conhecimento de equipamentos, táticas e técnicas, a Patrulha ascendeu à posição de destaque, mormente sua importância estratégica enquanto se fala em novas descobertas relacionadas ao Pré-Sal, fonte de recursos naturais imprescindíveis para o futuro do país, localizada na imensidão do Oceano Atlântico”, ressalta o Tenente Brigadeiro do Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, Comandante-Geral de Operações Aéreas.

Ordem do Dia - 42° aniversário do COMGAR

COMGAR

42° ANIVERSÁRIO DO COMGAR

PALAVRAS DO COMANDANTE DO COMGAR


BRASÍLIA, 20 DE MAIO DE 2011.



Voar, Combater, Vencer!


O lema do Comando-Geral de Operações Aéreas, com aparente simplicidade linguística, reúne em seu significado o cerne da existência da Força Aérea Brasileira.

São palavras breves e ao mesmo tempo fortes, as quais resumem as ações diuturnas realizadas pelos homens e mulheres de todas as organizações que integram esse Comando Operacional, em cujas mãos repousa a responsabilidade de prover a pronta resposta do poder combatente da Força Aérea.

O transcurso de mais um ano de existência marca, nas vidas das pessoas e das instituições a renovação das esperanças, o fortalecimento das expectativas de verem cristalizadas suas legítimas aspirações.


As profundas transformações experimentadas há 42 anos pela Força Aérea Brasileira em sua estrutura organizacional, com o objetivo de facilitar o cumprimento de sua Missão Constitucional, são frutos do então Ministério da Aeronáutica, que criou os Comandos-Gerais e os Departamentos.

A criação do Comando-Geral de Operações Aéreas constitui um importante marco histórico, pois representa uma notável evolução na concepção de emprego da Força Aérea Brasileira, ajustando-a aos postulados que preconizam a subordinação de todos os meios aéreos de combate a um comando operacional único.

Ao longo de sua existência o Comando-Geral de Operações Aéreas passou por diversas mudanças, principalmente no aspecto organizacional. Alteraram-se subordinações operacionais e administrativas buscando-se, incessantemente, encontrar a estrutura ideal para enquadrar os meios disponíveis, com vistas a aperfeiçoar o preparo e emprego da Força Aérea.

Já se vão mais de quatro décadas, nas quais o COMGAR sempre buscou evoluir nas táticas e técnicas de emprego de aeronaves, emprego da infantaria, armamentos e equipamentos eletrônicos, em razão da efetiva profissionalização do pessoal, nosso mais valioso patrimônio.

De sonhos, lutas e vitórias vivemos estes 42 anos. Os sonhos, com uma Força Aérea que idealizamos, dotada de vetores modernos, operados por homens qualificados. De lutas, para explorar em sua plenitude as características dos meios aéreos de que dispomos, empregando-os com proficiência. De vitórias, representadas pelo efetivo cumprimento da missão atribuída a este Comando-Geral e pela manutenção de elevados índices de Segurança de Voo.

Nesta data histórica homenageamos nossos antecessores, reverenciando a memória de todos aqueles que contribuíram para o engrandecimento do Comando-Geral de Operações Aéreas.

Aos companheiros do passado e do presente, àqueles que souberam e sabem superar os desafios de suas épocas, nosso eterno agradecimento e nosso orgulho em tê-los como irmãos de ideal.

Estamos certos de que juntos todos nós continuaremos trabalhando para viabilizar a concretização de nossas metas e havemos de vencer porque nossa sorte maior é saber que podemos contar com todos.

Parabéns Comando-Geral de Operações Aéreas pelo seu quadragésimo segundo aniversário.

VOAR, COMBATER E VENCER!!!

TEN BRIG AR GILBERTO ANTONIO SABOYA BURNIER
COMANDANTE-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS

Pará envia 130 militares do Exército em missão de paz ao Haiti

Tropas partem em agosto para ajudar o povo do Haiti a se reorganizar
 
VICTOR FURTADO - O Liberal

Da Redação

 
O Haiti receberá apoio de 130 militares mobilizados pelo Exército brasileiro no Pará (85 de Belém e 45 de Tucuruí). Pelo menos 80% são nascidos no Estado. Esse é o 15° contingente paraense voluntário enviado ao país da América Central desde 2004. A missão de paz terá um total de 800 militares de todo o Brasil. Os objetivos são garantir a segurança da população e ajudar na prestação de vários serviços essenciais durante seis meses. A primeira etapa do treinamento das companhias locais começou em março deste ano e terminou ontem. A segunda etapa será em Boa Vista, em Roraima, onde todas as companhias vão se encontrar a partir de 20 de junho. As tropas partem em 2 de agosto.

 
O contingente de Belém se prepara no campo de instrução do 2º Batalhão de Infantaria da Selva (BIS), em Nova Timboteua. Lá, recebem de segunda a sexta, preparação física, instruções de tiro com simulação de campos de combate no Haiti, controle de distúrbios, controle de vias, patrulhas motorizadas, segurança de instalações e até aulas de Inglês, Francês e Creoli (dialeto derivado do Francês falado no Haiti). A turma de Tucuruí treina no próprio município. O treinamento total dura cinco meses, simulando todas as situações possíveis de se vivenciar durante a missão.

 
O major Ricardo Taranto informa que a missão é coordenada pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), vinculado ao Ministério da Defesa. A missão é de paz, com caráter humanitário, já que o Haiti se recupera do terremoto que, em janeiro de 2010, matou 200 mil pessoas, feriu 300 mil, deixou 4 mil amputados e devastou várias cidades.

Destino adequado a óleo descartado

Correio do Povo

O óleo de cozinha descartado pelo 19º Regimento de Cavalaria Mecanizado, unidade do Exército em Santa Rosa, tem agora destino diferente. Desde o início do mês, o setor responsável pelo refeitório do quartel guarda o produto em tonéis, para reaproveitamento. O material é doado à prefeitura que, em parceria com a Cooperativa Agropecuária e de Economia Solidária, o transforma em sabão e combustível.


Além do óleo utilizado no preparo da alimentação de 640 militares da unidade, a campanha se estende às suas residências. O tenente Jessé Kraus, oficial de Comunicação Social do 19º RCMec, explica que eles recolhem o produto em casa e o levam ao quartel. A primeira coleta feita pela prefeitura foi de 80 litros, Kraus ressalta que, com a ação, o Exército auxilia na preservação do meio ambiente, evitando a contaminação do solo e da água em caso de descarte indevido.

7º BIS realiza Semana da Infantaria

Folha de Boa Vista

O 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS), comemorar o Dia da Infantaria com atividades esportivas esta semana.


Uma formatura militar será realizada amanhã (24), às 20h, no pátio do batalhão, em alusão a data.


O Dia da Infantaria remete aos 200 anos do nascimento do herói da Guerra da Tríplice Aliança, brigadeiro Antônio de Sampaio.


A Infantaria é tida como a "Rainha das Armas" e a mais antiga do Exército, geralmente dotada dos maiores efetivos. É formada por soldados que podem combater em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte para serem levados à frente de combate.

Postos no Exército

Correio Braziliense

O Exército está com inscrições abertas para 162 vagas de sargento. São 62 para a área de
música e 100 para a de enfermagem. Aprovados nos processos seletivos farão curso de formação com duração de 18 meses. A previsão é que o treinamento comece em maio de 2012. Quem concluir as capacitações com aproveitamento será nomeado a terceiro-sargento, cuja remuneração inicial é de R$ 2.268 por mês.

O profissional poderá trabalhar em organizações militares espalhadas por todo o Brasil e será realocado de acordo com as necessidades do Exército. Para concorrer ao cargo de músico, é preciso ser do sexo masculino, ter ensino médio completo, idade de até 26 anos, no mínimo 1,60 metro de altura (com exceção dos candidatos com até 16 anos, que podem ter 1,57m) e tocar um dos instrumentos exigidos pelo edital. Entre as opções estão clarineta, fagote e saxofone.

 
No concurso para a área da saúde, o concorrente deve ter curso de graduação ou de técnico em enfermagem. Mulheres também podem participar. As inscrições custam R$ 70 e podem ser feitas até 15 de junho por meio do site www.esa.ensino.eb.br.

 
FIQUE ATENTO
 

EXÉRCITO
 

Vagas: 162 (níveis médio, técnico e superior)
Salário: R$ 2.268
Inscrição: até 15 de junho
Taxa: de R$ 70
Data da prova: 30 de outubro
Endereço: www.esa.ensino.eb.br

O patrono da Marinha do Brasil

Aristóteles Drummond - Jornalista - Jornal do Brasil
 
Releio o testamento do Almirante Tamandaré, Marquês do Império, e chego à conclusão que o melhor que posso fazer esta semana é transcrever o belo texto. O documento mostra o que é um patriota, com coragem, coerência, dignidade, humildade e verdadeiro sentimento de solidariedade cristã.

 
“Não havendo a Nação Brasileira prestado honras fúnebres de espécie alguma por ocasião do falecimento do imperador, o senhor D. Pedro II, o mais distinto filho desta terra, tanto por sua moralidade, alta posição, virtudes, ilustração, como dedicação no constante empenho ao serviço da pátria durante quase 50 anos que presidiu a direção do Estado, creio que a nenhum homem de seu tempo se poderá prestar honras de tal natureza, sem que se repute ser isso um sarcasmo cuspido sobre os restos mortais de tal indivíduo pelo pouco valor dele em relação ao elevadíssimo merecimento do grande imperador.

 
Não quero, pois que por minha morte se me prestem honras militares, tanto em casa como em acompanhamento para sepultura.

 
Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroulas e coberto com um lençol, metido em caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo, um coração imitando o de Jesus, para que, assim ornado, signifique que a âncora cruz, o emblema da fé, esperança e caridade que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos. Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como o primeiro dos voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios, que a aviltavam com a sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S.M.I. tributei, desejo que essa Comenda Relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe a sepultura, devendo ficar depois pertencente à minha filha D.M.E.L. (Dona Maria Eufrásia Marques Lisboa), como memória d'Ele e lembrança minha.

 
”Exijo que se não faça anúncios nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela lei de 13 de maio.“

 
Isto prescrevo como prova de consideração a esta classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão, e reverente homenagem à Grande Isabel Redentora, benemérita da Pátria e da Humanidade, que se imortalizou libertando-os.

 
Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da Família Marques Lisboa.


“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar algum serviço à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: ‘Aqui já o Velho Marinheiro’.”

 
Civismo, patriotismo, aula de moral e história seria que nossas escolas divulgassem esse documento para que as novas gerações saibam quem foram os grandes de nossa pátria. O Marques de Tamandaré é o Patrono da Marinha do Brasil, o que explica em parte o prestígio que a instituição tem entre o povo. Daqui a algumas semanas vamos ter o dia da Batalha do Riachuelo, vencida por ele. Mas o singular mesmo foi a demonstração de humildade e lealdade, no caso ao nosso imperador Pedro II e à Princesa Isabel, a Redentora. História se escreve com documentos e não com ressentimentos.