28 setembro 2011

KC-390 - EMBRAER Seleciona HISPANO-SUIZA

Empresa do Grupo Safran fornecerá o Sistema Emergencial de Geração de Energia Elétrica

DefesaNet


São José dos Campos, 28 de setembro de 2011 – A Embraer selecionou a Hispano-Suiza (Grupo Safran), de Colombes, França, para fornecer o Sistema Emergencial de Geração de Energia Elétrica (EEPGS) para o jato de transporte militar e reabastecimento KC-390.

“Confiamos o desenvolvimento deste sistema crítico de missão à Hispano-Suiza devido à experiência da empresa em fornecer soluções para o mercado de aviação”,disse Eduardo Bonini Santos Pinto, Vice-Presidente de Operações & COO, Embraer Defesa e Segurança.“Seja para situações de transporte ou reabastecimento militar ou humanitário, o KC-390 garantirá vôos seguros ou alternativas de pouso em situações de emergência.”

A Hispano-Suiza se junta à Messier-Bugatti-Dowty, outra empresa do Grupo Safran, no programa KC-390 e fornecerá o sistema de geração de energia elétrica a partir de uma turbina eólica (RAT), possibilitando vôos seguros e alternativas de pouso em situações de emergência. O sistema é composto pela RAT, gerador elétrico com unidade de controle e sistema atuador (mecanismo de abertura e fechamento para liberação e recolhimento da turbina eólica).

“Temos a satisfação de iniciar uma nova parceria com a Embraer neste inovador e ambicioso programa e de contribuir para o sucesso desta iniciativa com nossas soluções para atender à demanda dos clientes”, afirmou Olivier Horaist, Presidente do Conselho de Administração e CEO da Hispano-Suiza.

Gérald Farrenc, Vice-Presidente Sênior de Programas Brasil da Safran, acrescentou: “Esta demonstração de confiança da Embraer confirma a capacidade das empresas do Grupo Safran em atender aos requisitos da Embraer e reforça a parceria entre as duas empresas.”

Sobre a Hispano-Suiza


A Hispano-Suiza ( www.hispano-suiza-sa.com) é uma das principais empresas de geração de energia elétrica para aplicações embarcadas. Especializada em transmissão de energia e gerenciamento e conversão de energia elétrica, a empresa do Grupo Safran é líder mundial na transmissão de energia de motores, com cerca de 60% de participação no mercado de jatos com mais de 100 assentos. Como pioneira no projeto, desenvolvimento e produção de controladores eletrônicos de potência para aplicações embarcadas, a Hispano-Suiza participa dos principais programas de aeronaves, em conjunto com outras empresas do grupo, e lidera as iniciativas do grupo para o desenvolvimento de aeronaves “mais elétricas”.

Avião militar iemenita é derrubado por míssil de combatentes

EFE

Um avião militar iemenita caiu nesta quarta-feira em uma região tribal no norte de Sana após ser atingido por um míssil lançado por combatentes tribais da oposição, informou uma fonte do Ministério da Defesa à Agência Efe. A fonte acusou o partido Reforma Islâmica, uma das principais legendas da oposição e braço político da Irmandade Muçulmana no Iêmen, de estar por trás do ataque à aeronave, um Sukhoi-22 de fabricação russa.


Fontes tribais disseram à Efe que o piloto foi capturado pelos milicianos, embora não tenham confirmado se está mesmo gravemente ferido, como havia revelado anteriormente um responsável militar, que pediu anonimato. O avião, que ficou totalmente destruído, tinha decolado da base militar de Dailami, perto do aeroporto da capital, antes de cair dez minutos depois na área de Beit al Daguish, na região de Arhab.

Há dois dias, um general de brigada das Forças Armadas iemenitas morreu e outros 15 soldados ficaram feridos em um ataque de combatentes tribais contra um quartel militar em Arhab. Um dia antes, outras duas pessoas perderam a vida por bombardeios da Guarda Republicana contra dirigentes tribais opositores na região vizinha de Naham.

Desde janeiro o Iêmen vive uma revolta popular para reivindicar reformas e a queda de Ali Abdullah Saleh, em um processo que já deixou centenas de mortos e milhares de feridos.

27 setembro 2011

Iraque assina contrato com os EUA para compra de 18 caças F-16

Em Bagdá (Iraque)

O governo do Iraque assinou contrato com os Estados Unidos para compra de 18 caças F-16, informou nesta terça-feira (27) à Agência Efe uma fonte ligada ao primeiro-ministro do país árabe, Nuri al Maliki.

O Iraque já pagou parte do valor estipulado para os fabricantes americanos, informou a fonte, que não disse o valor total.

O primeiro-ministro árabe disse, no dia 30 de julho, que o governo tinha interesse em adquirir 36 caças F-16 para reforçar sua força aérea.

Al Maliki afirmou na ocasião que as aeronaves serão financiadas com o superavit das exportações do petróleo, matéria-prima que vem aumentando de preço recentemente.

O anúncio das negociações aconteceu três meses antes da retirada total da tropa americana do Iraque, em cumprimento do acordo de segurança assinado entre os dois países em 2008.

Médicos da FAB atendem mais de 2.400 pessoas no RS

Agência Força Aérea

Além de proteger a soberania na fronteira sul e coibir atos ilícitos, a Operação Ágata 2 também ajuda comunidades na região. Mais de 2.400 pessoas já foram beneficiadas nas Ações Cívico-Sociais (ACISO) em que médicos e dentistas da Força Aérea Brasileira (FAB) realizam consultas, procedimentos e palestras sobre cuidados com a saúde.

 
“É muito interessante o trabalho, o pessoal está colaborando e nós realmente ficamos bem agradecidos e satisfeitos com o atendimento que estamos tendo aqui”, elogia a professora Maria Helena Beck, que levou a filha de 10 anos para a pediatra. Ela é moradora da comunidade rural de Rondinha, no município de Jóia (RS), a mais de 400 Km de Porto Alegre, próximo da fronteira com a Argentina.

 
“Aqui temos uma população carente que tem uma dificuldade imensa de ter contato com um médico”, diz o Tenente Felipe Madeira, médico do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO) que participa das missões ACISO em Jóia. Os dois dentistas da equipe também fazem atendimentos e procedimentos, além de palestras educativas nas escolas. “Aqui nós estamos desenvolvendo um trabalho preventivo, de técnicas de escovação", explica o Tenente Carlos Magno.

 
O Prefeito de Jóia, Jânio Andreatta, agradeceu a ajuda da Força Aérea e disse que a grande dificuldade do município é a baixa densidade demográfica, com poucas famílias espalhadas em uma região muito grande. "Nós temos dificuldade para atingir todas as comunidades na questão da saúde e ficamos agradecidos com a ajuda da Força Aérea", afirmou.

 
Durante a Operação Ágata 2, uma equipe de médicos das Bases Aéreas de São Paulo e Campo Grande também realiza missões semelhantes no Mato Grosso do Sul, em municípios da fronteira do Brasil com o Paraguai

Soldado da FAB salva vida e é homenageado pelo Exército em Porto Velho

BAPV

O soldado da Força Aérea Brasileira Bruno Rodrigo de Sousa Furtado, 20 anos, do efetivo da Base Aérea de Porto Velho (RO) recebeu, na sexta-feira (23/09), o título Amigo do Hospital de Guarnição de Porto Velho. A homenagem prestada pelo Exército Brasileiro foi um reconhecimento por ato de coragem e bravura.

 
Na tarde de 21/08, o soldado Rodrigo mergulhou em um igarapé com mais de cinco metros de profundidade para resgatar o motorista de uma caminhonete que estava submersa, depois de um acidente em uma ponte na BR 364, no sentido Porto Velho-Rio Branco. "Quando ouvi as pessoas gritando por ajuda, não pensei duas vezes; pulei e tirei o motorista", conta Rodrigo que ainda fez massagem cardíaca na vítima até a chegada dos bombeiros. Segundo ele, a maior dificuldade foi abrir a porta do carro que estava travada.

 
Depois do resgate, Rodrigo descobriu que o motorista era Jones Cassiano Voitena Gomes, de 23 anos, soldado do Exército. Para o Diretor do Hospital do Exército, Tenente Coronel Médico José Edacyr Simm, o que chamou a atenção no ato do Soldado Rodrigo foi a coragem e o desprendimento. 


"Ele arriscou a própria vida para salvar nosso soldado", afirmou.

Para o soldado Jones, o resgate marca o início de uma nova amizade. “Tenho informações que muita gente estava observando e apenas ele teve a iniciativa, não é qualquer um que arrisca a vida para salvar a de outra pessoa que nem conhece", disse o soldado que passou sete dias na UTI.

Caças da FAB policiam espaço aéreo no Sul

Durante a operação realizada na região da fronteira, 33 aeronaves foram interceptadas.

Agência Força Aérea

 
Enquanto soldados do Exército Brasileiro patrulham por terra e navios da Marinha do Brasil fiscalizam os rios da região durante a Operação Ágata 2, a Força Aérea Brasileira (FAB) mantêm caças prontos para interceptar qualquer aeronave em voo irregular na região de fronteira do Brasil com o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. A missão é cumprida por caças A-29 Super Tucano, que durante a operação decolam das cidades de Maringá (PR), Dourados (MS) e Campo Grande (MS), além dos supersônicos F-5EM de Canoas (RS). Até agora, foram interceptadas 33 aeronaves, sendo 27 em situação regular. Outras seis deixaram o espaço aéreo brasileiro depois de abordagem dos pilotos pela fonia.

 
Assim como nas patrulhas na superfície, que acontecem com o apoio dos órgãos de segurança pública e agências federais como o Ibama e a Receita Federal, o objetivo é primeiro localizar e averiguar cada avião suspeito, tudo de acordo com as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.

 
"As medidas realizadas são para identificar se o piloto tem um plano de voo regular, se está cumprindo as ordens dos órgãos de controle do espaço aéreo", explica o Tenente Coronel André Monteiro, Comandante do Esquadrão Flecha, uma das três unidades de caça da FAB equipadas com caças A-29 Super Tucano.

 
Para localizar os alvos, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) conta com a rede de radares do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), de Curitiba (PR), e com o E-99, avião-radar que consegue detectar até aeronaves voando em baixa altitude. Em contato direto com o piloto de caça, o Comando pode determinar cada uma das ações, que vão desde o acompanhamento à distância do voo até o uso das metralhadoras calibre 12,75 mm, tudo de acordo com a Lei Nº 9.614, regulamentada pelo Decreto Nº 5.144.

 
Bases desdobradas
 

As unidades de caça da FAB estão sempre prontas para missões de defesa do espaço aéreo brasileiro, 24 horas por dia. A diferença na Operação Ágata 2 é que as ações acontecem em paralelo com as fiscalizações por terra e caças também operam fora das Bases Aéreas, a partir de Maringá (PR) e Dourados (MS), cidades próximas da fronteira.
 
"Essa é uma característica importante de Força Aérea. Hoje estamos operando aqui no Mato Grosso do Sul, mas podemos operar no Mato Grosso, na região amazônica, no sul do país, em qualquer região", garante o Tenente Coronel Monteiro. Ele explica que, com uma infraestrutura mínima já é possível operar fora das bases aéreas e lembra ainda que a FAB também possui outras unidades de caça nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do país.

Militares de RR ajudam na reconstrução do Haiti

ANDREZZA TRAJANO - FOLHA DE BOA VISTA
 
Mais de um ano e meio após o terremoto que devastou o país mais pobre das Américas e deixou milhares de mortos, o povo haitiano tenta retomar a dura rotina marcada pela extrema pobreza, conflito político e tragédias naturais. Desde 2004, o Brasil comanda a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah). Junto com ele, tropas do Uruguai, Argentina, Jordânia, Nepal, Japão, Sri Lanka, Chile e Equador desenvolvem ações na região para a construção de um ambiente seguro.

 
Pela segunda vez, a Folha visitou o país. E agora pôde acompanhar de perto não somente a participação dos militares brasileiros como em especial a dos roraimenses, que compõem o 15º contingente, responsável neste semestre pela missão. A partir de hoje, você confere uma série de reportagens sobre os registros feitos pela equipe de reportagem.

 
A Folha viajou na terça-feira passada, 17, a bordo de um Boeing KC 137, prefixo 2401, da Força Aérea Brasileira (FAB), que partiu da Base Aérea de Boa Vista. A aeronave levava 115 soldados, os últimos a integrarem a tropa, encerrando a troca de contingente iniciada em julho. Apenas um deles servia em Roraima, o restante era de São Paulo. No avião, a expectativa dos militares era visível. O único representante do Estado, o soldado Ismael Gomes Rodrigues, que serve no 7º Batalhão de Infantaria de Selva, disse que estava ansioso para contribuir com o seu conhecimento.

 
“Quero poder ajudar, trocar experiência com o povo haitiano e conhecer seus costumes”, disse ao lembrar que deixou em Roraima a família e seu bebê de 1,7 mês de vida em casa, em nome da solidariedade. Quando a aeronave se aproximou do Haiti e as tonalidades em azul e verde do mar do Caribe ficaram mais intensas, era visível a curiosidade dos militares, que tentavam registrar do alto tudo de sua moradia nos próximos seis meses pelas janelas do Boeing, com máquinas fotográficas e filmadoras. A região montanhosa e com pequenos vilarejos no “meio do nada” davam o tom do difícil trabalho que estava por vir.

 
A vibração ficou ainda mais visível quando um integrante da tripulação usou o megafone para passar uma mensagem de apoio, que iniciou chamando-os de “valorosos militares” e destacou a importância do trabalho deles para os haitianos. De repente, alguém soltou um “selva” e a tropa ficou ainda mais animada.

 
Ao sobrevoar a capital, Porto Príncipe, é possível perceber que os estragos provocados pelo terremoto de magnitude 7 na escala Richter ainda estão por todo canto. Vários prédios foram destruídos.

 
Já em solo, após desembarque no aeroporto Toussaint Louverture, é hora de colocar em prática as atividades exercitadas durante a preparação da tropa da Amazônia, realizada em Boa Vista, no começo do ano. É o momento de representar com honra as Forças Armadas do Brasil e fazer valer o status de solidário do brasileiro.

 
Mais de 300 militares roraimenses compõem o 15º contingente 


O efetivo brasileiro é dividido em três batalhões: o Batalhão Brasileiro 1 (Brabatt1), composto pelo Comando Militar da Amazônia, com 1.137 homens (incluindo 31 militares do Paraguai, um do Peru, 291 fuzileiros navais, além de uma tropa da FAB); o Batalhão Brasileiro 2 (Brabatt 2), composto pelo Comando Militar do Sudeste, com 850 soldados; e o Batalhão de Engenharia (Braengcoy), com 250 militares. Do total, 308 militares são de Roraima.
 
Os três batalhões brasileiros ficam localizados no campo Charlie, no bairro Tabarre, em Porto Príncipe. O Brabatt 1 concentra suas atividades ao norte, onde há os maiores registros de violência; o Brabatt 2, ao sul; e na região central os fuzileiros da Marinha desenvolvem suas atividades.

 
A base do Brabatt 1, chamada de General Bacellar, onde ficou hospedada a equipe de reportagem, é responsável pela manutenção da paz nos bairros Cité Soleil, Cité Militaire, Delmas e Tabarre.

O subcomandante do Brabatt 1, coronel Aloisio Lamim, explica que os militares fazem patrulhas a pé, motorizada e desenvolvem ações cívico-sociais. São responsáveis pela segurança da área, mantendo um ambiente seguro e estável.

 
“Nosso trabalho é humanitário, dentro do contrato que temos com a ONU, que é proporcionar condições para que o país chegue ao seu estágio de direito e possa promover desenvolvimento econômico e social”, disse.

 
Para os próximos seis meses, a ideia é mudar o nível de prontidão para uma situação mais tranquila, ou seja, tornar a presença “mais brasileira”, onde os militares possam percorrer ruas e bairros sem precisar utilizar tantos equipamentos de segurança, como, por exemplo, diminuir o uso dos veículos blindados, chamados de Urutu.

 
“Queremos poder andar de forma tranquila em certos lugares ainda conturbados, tranquilizando a população. Temos uma boa relação com os haitianos”, destacou.

 
Folha acompanha trabalho de patrulha


Para entender melhor a atividade desenvolvida pela tropa brasileira da Minustah, a equipe de reportagem da Folha acompanhou à noite uma patrulha feita a pé pelas ruas do bairro Cité Soleil e em Port Warf, pela 2ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz. Nesta unidade, dos 147 militares, 120 são de Roraima.

 
A companhia, subordinada ao Brabatt 1, é comandada pelo major Reginaldo Santos. Antes da atividade, ele fez um resumo sobre a área de atuação, todos os caminhos que seriam visitados e o que fazer em casos de imprevisto.

 
Foram percorridas a avenida principal, chamada de Soleil, e as secundárias Soleil 6, 8 e 10. Todos estavam de capacete e colete à prova de balas. Cada canto do bairro foi vasculhado. Os militares portavam fuzis e se comunicavam por linguagem de sinais.

 
O Cité Soleil já foi muito violento e era ponto de disputa entre gangues rivais. Com a chegada da Minustah, foi pacificado. Hoje, apenas as marcas de projéteis, cravadas nas paredes dos prédios e em uma grande caixa d’água, lembram os tempos de conflitos.

 
A unidade é a única que fica Cité Soleil. “Aqui temos uma área mais sensível. Estamos em contato direito com a população, facilitando uma possível intervenção em caso necessário. Fazemos patrulhamento, serviço interno para manutenção e segurança da base e algumas ações sociais”, esclareceu o major Reginaldo Santos.

 
A Folha também percorreu em um veículo do Brabatt 1 as avenidas 15 de Outubro, Toussaint Louverture e viu de perto o monumento “das Três Mãozinhas” (3 Mains), considerado símbolo do país.

 
Na avenida New Boulevard, registrou o IDP Jean Marie Vincent (campo com tendas de lona, onde vive parte dos desabrigados do terremoto). Na rota Nationale 1, ficam os escombros do prédio azul, onde morreram dez militares brasileiros da Minustah, além de vários outros prédios danificados.

 
A equipe ainda passou em frente à Praça do Olho, pela rua Soleil 9, em Port Warf, no Boulevart la Saline, onde fica a feira popular chamada de “cozinha do inferno”, e o Palácio Nacional, ainda bastante destruído pelo tremor.

 
O que chama mais atenção é a quantidade de pessoas nas ruas pedindo comida e de lixo e escombros. A limpeza das vias é de competência da tropa do Japão, que diariamente retira os entulhos e trabalha na limpeza dos locais. Mas, ao amanhecer o dia, novos resíduos já foram colocados nas ruas pelos haitianos. O mau cheiro é outro indicativo do quanto à vida daquele povo é sofrida. Não é difícil encontrar crianças nuas nas ruas, pessoas fazendo suas necessidades fisiológicas também ali, bem na frente das outras, além de registrar alguns haitianos “tomando banhos” em valas abertas na cidade, por onde também passa o esgoto.

Militares falam com a família pela internet


Saudade tem um significado tão forte, que é até difícil explicar. Só quem realmente sentiu a dor de estar longe de alguém querido é que consegue compreender a intensidade de sentimentos em torno desta palavra. Quem entende bem essa questão são os militares brasileiros que integram a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah). Na prática, são seis meses longe da família, do país, dos costumes locais.

 
Para “matar” a saudade, militares e seus familiares usam a rede mundial de computadores. É pela internet, com o uso de ferramentas como MSN e Skype, que eles tentam diminuir as distâncias. 


Redes sociais como Orkut e Facebook, que disponibilizam vídeos e fotografias, também ajudam a lembrar daqueles que são especiais em suas vidas.
 
Quem tem notebook pode entrar na rede por meio de wirelles (internet sem fio), disponível nas unidades militares. Quem não tem pode acessar a internet por meio de cybers, instalados nos batalhões.

 
No 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (Brabatt 1), onde a equipe de reportagem da Folha ficou hospedada, há dois cybers que oferecem internet gratuita para os militares. Um pertence ao Esquadrão de Cavalaria e o outro à 3ª Cia de Fuzileiros de Força de Paz.

 
Os militares ainda podem usar o telefone. O Exército Brasileiro oferece uma rede chamada fonia social, onde eles podem telefonar para seus familiares no Brasil sem nenhum custo. A única restrição é falar no máximo 10 minutos, para que outros tenham a mesma oportunidade.

 
E quem quer viajar ao Brasil ou para qualquer outro lugar do mundo dispõe de uma folga de uma semana a cada um mês e quinze dias de trabalho, chamada de “leave”. Todos os custos, porém, ficam por conta dos militares. Mas nem todos viajam. Muitos preferem ficar os seis meses da missão no Haiti, para juntar um bom dinheirinho quando voltar para casa.

 
A reportagem conversou com militares da 2ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz, que fica no bairro Cité Soleil, onde há mais militares de Roraima. Nesta unidade, dos 147 militares, 120 são daqui.

 
O cabo Dinailson Mota da Silva, 23, serve no 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS). Há mais de um mês integrando a Minustah, ele não esconde a saudade de seus entes queridos. “A saudade de casa é grande, só que dá para minimizar com o uso da internet e o telefone. Sempre que posso entro em contato”, conta.

 
O sargento Paulo Malveira, 25, que também serve no 7º BIS, deixou a mulher e uma filha de 3 anos no Brasil, em nome da solidariedade. Quando a saudade aperta, igualmente recorre às ferramentas virtuais para tentar amenizar a nostalgia.

 
“Apesar da saudade, nos sentimos importantes em ajudar o povo haitiano na manutenção do ambiente seguro e estável e na recuperação de seu país”, destacou.

 
O tenente Nilton Ferreira Lima Filho, que igualmente serve no 7º BIS, deixou pais, irmãos e amigos em Roraima, para fazer parte da Minustah. “Acima de tudo é um orgulho muito grande representar o nosso país e honrar a confiança que os nossos familiares depositaram na gente. Por outro lado, é uma responsabilidade muito grande que temos em manter e elevar no maior nível possível o nome do nosso país. É uma experiência muito grande”, disse.

 
Dois dias após a entrevista, o tenente teve direito ao “leave” e embarcou para Punta Cana, na República Dominicana, para descansar. Além do país vizinho e do Brasil, os militares que estão em missão no Haiti também costumam viajar para Miami (EUA), em suas folgas.
 

Militares enviam cartas para seus familiares
 
A pedido da Folha, militares roraimenses da 2ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz enviaram cartas para seus familiares. A emoção de escrever para quem se ama foi grande, mas de quem recebeu foi maior ainda. As correspondências foram entregues ontem, no prédio do jornal.

 
A acadêmica Andréia Ferreira, 30, é mulher do soldado João José Santana há um ano. Há um mês longe do marido, diz que a saudade é grande. Para tentar diminuir um pouco a dor causada pela ausência dele, conta que se entregou aos estudos e ao trabalho.

 
“Estou tentando seguir a rotina como ele disse para eu fazer, mas tenho crises de saudade. Sofro muito, não vejo a hora de ele chegar”, disse.

 
Na carta, o cabo declara para ela e para a mãe o seu amor. “Estou com saudades de vocês duas, que são minhas duas inspirações. Quero dizer que estou bem, logo estarei de volta, fiquem tranqüilas que tudo vai dar certo”.

 
Há seis meses, a estudante Pollyana Cruz de Araújo, 19, conheceu o cabo Jorge Sousa, por quem se apaixonou. Ela afirma que o relacionamento é tão intenso, que logo deve chegar ao altar.

 
“Antes de embarcar, ele me deu uma aliança. Está sendo muito difícil sem ele. Vou esperá-lo. Quero que ele volte logo para realizarmos os nossos planos”, relatou, às lágrimas.

 
O cabo Junildo Pereira revelou todo o seu amor à sua mãe, Ana Glória Farias, e à mulher, Cleudimar Santos, grávida da primeira filha do casal, que se chamará Maria Antônia.

 
“Quero dizer que te amo muito minha mãe querida e você minha gloriosa esposa. Quero agradecer a Deus por ter vocês duas na minha vida. O que estou sentindo agora é só felicidade e que tudo dê certo no nascimento da nossa Maria Antônia”, diz trecho da carta.

Em defesa

Flávia Oliveira - O Globo

O general Enzo Peri, comandante do Exército, participa de um encontro de empresas de TI com o Ministério da Defesa, 5ª, na RioInfo. As Forças Armadas apresentarão sua demandas em sistemas de defesa para que as brasileiras entrem nas licitações. O orçamento para 2012 deve superar R$1 bi.

Ágata 2 reduz índice de criminalidade na fronteira com o Paraguai

Maiores apreensões de drogas e produtos contrabandeados ocorreram na região de Foz do Iguaçu

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa


Brasília, 23/09/11 — Em visita aos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, o ministro da Defesa, Celso Amorim, comemorou o baixo índice de criminalidade nas áreas sob controle da Operação Ágata 2. A iniciativa integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), ação do Governo Federal coordenada pelo Ministério da Defesa, por intermédio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

“Os crimes transnacionais em Mato Grosso do Sul caíram a quase zero durante a operação e isso prova a efetividade das medidas tomadas”, afirmou Celso Amorim em Dourados (MS), no quartel-general da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, ao lado do governador de Mato Grosso do Sul, André Pucinelli.

Antes, o ministro da Defesa esteve em Foz do Iguaçu (PR), onde se verificaram, até o momento, as maiores apreensões realizadas durante a Operação Ágata 2. Ao lado do governador do Paraná, Beto Richa, Amorim ouviu uma explanação do comandante da 5ª Divisão de Exército, general-de-divisão Williams José Soares. Em seguida, realizou uma inspeção aérea sobre a região a bordo de um helicóptero.

 
Operação interagências

 
As forças em operação, inclusive do Comando Militar do Oeste, estão sob as ordens do general-de-exército Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do Sul. A área de atuação inclui 3.500 quilômetros de fronteira. O aparato militar emprega 8 mil militares (7 mil do Exército). O dispositivo aéreo inclui cerca de 40 aviões e helicópteros (de caça, transporte, radar e reconhecimento) das três Forças e uma aeronave remotamente pilotada (mais conhecida como Vant) da Força Aérea.

Para defender o espaço aéreo contra voos ilícitos, a FAB mantém aviões de caça F-5EM e A-29 Super Tucano nas cidades de Dourados (MS) e Maringá (PR) — próximas à fronteira com o Paraguai —, além das Bases Aéreas de Canoas (RS) e Campo Grande (MS). Nessa missão também é empregada a rede de radares do 2º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2), de Curitiba (PR).

A Ágata 2 caracteriza-se por ser uma operação interagências e conta com o apoio de 2 mil agentes policiais e da Força Nacional de Segurança. Homens e mulheres da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Receita Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) integram o dispositivo da União. As polícias militares e civis dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também participam do esforço.

Paraná

 
Na região de Foz do Iguaçu (PR), as forças em campo realizaram mais de 5,3 mil inspeções, vistorias e revistas no período de 12 a 20 de setembro. Apreenderam 650 quilos de explosivos; duas toneladas de maconha; oito armas de fogo; 510 quilos de agrotóxicos proibidos pela Anvisa e 2,4 mil sacolas de produtos eletrônicos. Na Ponte da Amizade, capturaram seis pessoas que tentavam entrar no Paraguai com alto volume de dinheiro. Um deles carregava US$ 250 mil. Com os outros cinco, estavam R$ 260 mil.

Foram interceptadas 29 aeronaves, encontrando-se 25 em situação regular. Paralelamente, foram prestados 1672 atendimentos/procedimentos médicos à população de comunidades carentes durante as Ações Cívico-Sociais realizadas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica.

“Comparado ao mês anterior, houve uma enorme redução nas apreensões”, afirmou o general-de-divisão Williams José Soares, comandante da 5ª Divisão do Exército, responsável pelas ações no Paraná e em Santa Catarina. “Os chefes do crime organizado não querem correr riscos. Esperam nossa saída, mas, aí, para minimizar perdas econômicas, tentam enviar maior quantidade de mercadoria por vez e terminam caindo nas mãos da Polícia Federal, que coordena a Operação Sentinela”, ressaltou.

Mato Grosso do Sul

 
Em Mato Grosso do Sul, foram vistoriados mais de 6.600 veículos. Houve 36 apreensões por descaminho de produtos (como roupas, bebidas e eletroeletrônicos e duas por contrabando). Os militares localizaram uma serraria clandestina. Os agentes do Ibama recolheram 213 metros cúbicos de madeira e aplicaram multas superiores a R$ 500 mil a contraventores. Além disso, as Forças Armadas capturaram pequena quantidade de maconha e cocaína e realizaram a prisão de dois foragidos da Justiça.

Segundo o comandante militar do Oeste, general-de-exército João Francisco Ferreira, é natural que haja um refluxo nas atividades do crime organizado quando aumenta a fiscalização. “Nossa experiência em ações similares, como a Cadeado, que executamos em parceria com o Governo do Estado, indicam que as maiores apreensões irão ocorrer depois da nossa operação. A desmobilização não é imediata e as barreiras demoram a ser removidas, o que facilita as prisões.”

Desde segunda-feira (19/09), as forças envolvidas na Operação Ágata realizam uma nova missão: impedir a entrada de rebanhos vindos do Paraguai, país que voltou a ser atingido pela febre aftosa. Em coordenação com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro) e com organismos do Ministério da Agricultura, os militares também realizarão o trabalho de fumigação dos veículos que vierem do país vizinho.

Plano de fronteiras

 
Assim como a Ágata 1, ocorrida em agosto na Amazônia, a nova operação faz parte das ações do Plano Estratégico de Fronteira, instituído por decreto presidencial com a previsão de estabelecer uma coordenação conjunta e consensual para atuar nas áreas limítrofes do País.

Cerca de 11 milhões de brasileiros vivem nos 710 municípios da faixa de fronteira. Dos 16 mil quilômetros da linha limítrofe, 9,5 mil são permeados por rios que nascem nos países vizinhos e descem em direção ao território nacional, servindo como rotas de atuação do crime organizado. Para enfrentar o problema, os ministérios da Defesa e da Justiça definiram 34 pontos de vulnerabilidade, que serão cobertos pelas Forças Armadas em sucessivas edições da Operação Ágata.

O Plano Estratégico de Fronteiras também tornou permanente a Operação Sentinela, coordenada pelo Ministério da Justiça desde 2010. Também serão instalados gabinetes de gestão integrada de fronteira (GGIF) nos dez estados brasileiros que fazem divisa com outros países. Corumbá (MS) e Foz do Iguaçu (PR) já possuem essas unidades que integram e articulam o trabalho dos órgãos de segurança pública federais, estaduais e municipais.

Ministro da Defesa da Ucrânia garante US$ 250 milhões para base de lançamento em Alcântara

Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, Mykhailo Bronislavovych Yezhel propõe ampliação da cooperação tecnológico-militar

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa


Brasília, 26/09/2011 – Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em conjunto com o Brasil”, garantiu.

O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.

Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.

A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.

Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de navios-patrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.

Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico. Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.

Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para desenvolver um projeto de navio-aeródromo.

“Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

Acordos


Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.

Celso Amorim prometeu agilizar a formação dos grupos no Ministério da Defesa brasileiro, mas disse que há total interesse na área de treinamento e intercâmbio de pessoal. “Podemos implementá-la antes mesmo da ratificação dos acordos pelo Congresso”, afirmou.

Batalha pelo controle da cidade natal de Kadhaffi completa três dias

Band

O paradeiro do ditador continua desconhecido.


25 setembro 2011

Militares do Chile, Colômbia, Estados Unidos da América e Suécia visitam a Esquadra

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


Autoridades militares do Chile, Colômbia, Estados Unidos da América e Suécia visitaram a Esquadra Brasileira, na Ilha de Mocanguê, em Niterói (RJ), nos meses de agosto e setembro deste ano. 


Eles conhecerem alguns dos meios navais, aeronavais e de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, participaram de palestras sobre a “Amazônia Azul” e sobre o Programa de Desenvolvimento de Submarinos.
 
O Comandante Supremo das Forças Armadas da Suécia, General Sverker Göranson, visitou o Comando-em-Chefe da Esquadra (ComemCh), no dia 14 de setembro, acompanhado pelo Embaixador da Suécia no Brasil, Magnus Robach, e do Adido de Defesa da Suécia no Brasil, Tenente-Coronel Christer Olsson. O grupo percorreu as instalações do Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão, conheceu o Centro de Operações de Combate e o passadiço da Fragata “Constituição”.

 
A comitiva da Colômbia foi a segunda a visitar o ComemCh, no mês de setembro. No dia 6, o Comandante do Comando Aéreo de Combate nº2 da Colômbia, Brigadeiro-do-Ar Luis Ignacio Baron Casas, e 44 Oficiais alunos da Escola Superior de Guerra da Colômbia conheceram o Centro de Operações de Combate das Corvetas Classe “Inhaúma” e o Centro de Operações de Combate das Fragatas Classe “Niterói” modernizadas.

 
Em agosto, as delegações do Chile e dos Estados Unidos também passaram pela Ilha de Mocanguê. O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, acompanhou as duas autoridades: o Comandante da Armada do Chile, Almirante-de-Esquadra Edmundo González Robles, no dia 31; e o Chefe de Operações Navais da Marinha dos Estados Unidos da América, Almirante-de-Esquadra Gary Roughead, no dia 11.

 
O Almirante do Chile embarcou no Navio-Aeródromo “São Paulo”, e de lá decolou rumo à Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, a bordo de um helicóptero UH-15, “Super Cougar”. Ele conheceu os Esquadrões de Aeronaves VF-1, HI, HU-2 e HA e o Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira.

 
Para o Almirante norte-americano foi preparado um roteiro de visitas que incluiu Organizações Militares como a Base Almirante Castro e Silva, o Centro de Instrução e Adestramento Almirante Átilla Monteiro Aché e o Navio de Socorro Submarino “Felinto Perry”.

CARTA DE TENENTE À PRESIDENTA

Marco Aurélio Reis - O Dia

Leitores ficaram na dúvida sobre o que diz em latim a abertura da carta enviada a presidenta Dilma Rousseff por tenente, que não se identifica publicamente, mas chama a atenção para abismos salariais na folha entre os militares das Forças Armadas e alguns grupos de servidores do Executivo, do Legislativo e até mesmo de governos estaduais. 


Em Latim ele cita a Bíblia, livro de Tiago no Novo Testamento, capitulo 5, versículo 4:
 
"Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos". 


Abaixo a íntegra da carta:
 
"Anápolis-GO, 18 de agosto de 2011.

 
Excelentíssima senhora Presidente da República Federativa do Brasil DILMA VANA ROUSSEFF

 
"Ecce merces operariorum qui messuerunt regiones vestras qui fraudatus est a vobis clamat et clamor ipsorum in aures Domini Sabaoth introjit". (Ia.5:4)

 
FABIANO BISPO DA SILVA (nome fictício), é Oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), e ocupa o posto de Primeiro-Tenente-Aviador. Ele está lotado na Base Aérea de Anápolis, onde exerce a atividade de piloto do caça Mirage.

 
Anápolis sedia a Base Aérea que abriga o 1º Grupo de Defesa Aérea, cuja missão precípua é defender a Capital Federal de possíveis ataques externos.

 
O Mirage 2000C, que equipa a FAB, é um caça supersônico de interceptação, reputado como um dos melhores do mundo em sua área de atuação, e é utilizado para o policiamento diário do vasto território nacional.

 
Para pilotar essa aeronave de altíssima tecnologia, o Tenente Bispo passou por um árduo e primoroso preparo, que teve a duração de 8 (oito) anos, além de um imprescindível treinamento na França, que é o País de origem desse avião. Para ascender aos postos de sua longa carreira, Bispo passará ainda pelo Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Escola de Tática Aérea e Escola Superior de Guerra, dentre outros; etapas difíceis, que exigem do aviador militar inocultável resignação.

 
Esse militar, por ser uma pessoa normal como outra qualquer, um cidadão comum, é casado e tem um filho, ainda em tenra infância; destarte, ele experimenta todos os problemas, vicissitudes e necessidades inerentes a um pai de Família.

 
Quem reside em Anápolis pode conferir as atividades noturnas que os pilotos realizam, muitas vezes sob densas chuvas, isto porque a vigilância do nosso território requer tempo integral, e porque as hecatombes pretendidas pelas nações em conflito ocorrem também em situações adversas, daí as intensas missões nessas intempéries; missões essas que submetem os militares a apertadas escalas de serviços, furtando-os do salutar convívio com seus familiares em preciosos fins de semana e feriados.

 
Remuneração mensal do Tenente Bispo: R$ 5.000,00 (fonte: Internet).

 
FELÍCIO MANSO DA PAZ (nome fictício), é Técnico Legislativo, em exercício no edifício anexo ao Congresso Nacional, na atividade de ascensorista de elevador. Remuneração mensal do Técnico Manso: R$ 14.000,00 (fonte: Internet).

 
Permita-me, senhora Presidente, dizer a Vossa Excelência que eu vejo algumas semelhanças entre o Oficial e o Ascensorista: Ambos são servidores públicos federais; ambos são profissionais competentes nos seus afazeres; ambos são pais de Família e laboram pelo sustento digno de seus entes queridos; e ambos lidam com painéis repletos de botões.

 
O Aviador, dentro da carlinga do ultra-sônico, com seus diversos e complexos comandos, protege a Capital Federal, com seus Três Poderes constituídos, bem como todo o território nacional; o Ascensorista, dentro do elevador, conduz as insignes potestades aos andares correspondentes aos seus gabinetes.

 
E, por falar em apertar botões, lembrei-me agora de um adágio, que diz que todos os trabalhadores têm o humano direito de cometer erros em suas profissões, exceto dois: O médico e o piloto de avião.

Eu mesmo não gostaria de ver o Tenente Bispo cometer o mínimo deslize, ao riscar o seu bólido os céus da minha cidade, porque ele transporta poderosas munições que, se disparadas equivocadamente, podem trazer-me problemas cá em baixo... A pedra, uma vez atirada, não volta atrás... Daí o meu anelo em vê-lo com a mente sempre sarada!

 
Já o Ascensorista, ao dirigir o seu elevador ao décimo terceiro andar, pensando tê-lo dirigido ao décimo quarto, leva, por causa da sua humana desatenção, apenas uma leve reprimenda da autoridade conduzida, e se beneficia logo em seguida da oportunidade de se redimir do seu equívoco.

 
Sim, eu vejo algumas paridades entre esses dois profissionais, que servem com fé e orgulho à nossa Pátria, mas vejo, também, uma disparidade absurda e inaceitável, que os separa com uma distância abismal: A remuneração!

 
"Ah, mas a profissão militar é um verdadeiro sacerdócio!" -, vociferam os mais açodados, no afã de inferiorização da categoria.

 
Se levarmos em consideração a situação um pouco mais amena das Polícias Militares de algumas das nossas Unidades Federativas, com remunerações mais vantajosas, veremos que a situação dos militares das Forças Armadas (FFAA) se mostra ainda mais recrudescida.

 
Ora, aplicando-se a lógica das remunerações, em seus aspectos vários, onde existe um único auxiliar que percebe vencimento maior que o seu titular? Nas Casernas isto é possível, visto que há Polícias e Bombeiros Militares com soldos superiores aos seus postergados similares, nas FFAA. Só que aqueles são auxiliares destes!

 
Outra casta "sacerdotal" assaz privilegiada com o agradável e abundante tilintar das moedas é a Polícia Federal (PF). É que esta, por lhe ser permitido arvorar a bandeira do sagrado direito de greve, galga hoje alturas salariais tão notáveis que, comparativamente a ela, PF, a FAB realiza apenas voos rasantes e reles ataques ao solo.

 
Idêntico gozo dessa graça vivem os "sacerdotes" da Polícia Rodoviária Federal.
 

Eis, senhora Presidente, de forma clara e sucinta, a síntese do assunto que aflige os profissionais engajados nas fileiras das FFAA, em menção os aviadores, que preferem o manche do Caça ao da Aviação Civil, por honra ao Azul-Baratéia.
 
Ao expor aqui essa realidade incontestável, na qual procurei aplicar palavras agradáveis, e escrever com acerto discursos plenos de verdade (quaesivit verba utilia et conscripsit sermones rectissimos ac veritate plenos), anelo fazer um apelo à sensibilidade de Vossa Excelência no sentido de que, se não puder resolver cabalmente esse imbróglio, pelo menos lhe dar um considerável lenitivo, uma vez que o militar frequenta, como qualquer outro mortal, os intricados labirintos do Universo mercantil; e a farda que ele veste não se lhe constitui uma capa de isenção aos meandros do vil metal.

 
Aliás, se atentarmos bem para a verdadeira justiça, a de comparação do "sacerdócio" militar com o lídimo sacerdócio judaico/araônico, que é o sacerdócio propriamente dito, instituído consoante a Vontade Divina, temos que observar o que propalam as Escrituras Sagradas, que dedicam ao sagrado ofício sacerdotal todo o capítulo 18 do Livro de Números, no Pentateuco, mostrando-lhe os direitos e deveres.

 
Transcrevamos apenas os versículos 12 e 13, por nos serem bastante suficientes:

 
"TUDO O QUE do azeite HÁ DE MELHOR, e TUDO O QUE do mosto e do grão HÁ DE MELHOR, as primícias destes que eles derem ao Senhor, a ti as tenho dado. OS PRIMEIROS FRUTOS DE TUDO O QUE HOUVER NA SUA TERRA, que trouxerem ao Senhor, SERÃO TEUS..." (grifo meu, visando dar realce).

 
Seria a classe militar das fileiras das FFAA o sacerdócio por muitos difundido? Caso negativo, mister se faz tirá-la o quanto antes dessa incômoda situação, igualando-a com as outras classes militares e policiais há muito tempo valorizadas; caso positivo, urge fazer com que esses olvidados sacerdotes sejam alcançados pela abençoada mercê outorgada por Deus aos seus colegas da dispensação veterotestamentária, conforme os textos sagrados supracitados.
Respeitosamente,"

Contra aftosa, Exército é mantido na fronteira com Paraguai

Por Tarso Veloso | Valor
De Brasília

 
O governo federal decidiu manter tropas do Exército na região de fronteira seca dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul com o Paraguai para garantir a fiscalização e o controle do trânsito de gado e produtos de origem animal. A razão para a medida é o foco de febre aftosa descoberto no país vizinho. A doença foi detectada em bovinos de uma fazenda na região de Sargento Loma, no Departamento de San Pedro, no centro do Paraguai.

A medida, apurou o Valor, foi decidida durante viagem do presidente da República em exercício Michel Temer e dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e da Defesa, Celso Amorim, ao Rio Grande do Sul. Parte da cúpula do governo esteve na quarta-feira em Porto Alegre (RS) para avaliar os resultados da chamada "Operação Ágata 2", ação de repressão a crimes nas fronteiras comandada pelas Forças Armadas.

 
As manobras do Exército, que mantém sete mil homens nessas regiões de fronteira, seriam encerradas amanhã. Mas o ressurgimento da aftosa no Paraguai levou o governo brasileiro a optar pela manutenção da tropa.

 
O ministro Mendes Ribeiro marcou uma reunião para hoje, na capital gaúcha, com secretários do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), e o secretária de Produção de Mato Grosso do Sul para discutir ações de vigilância de aftosa. Será a primeira reunião de todos os representantes dos Estados e do governo federal para alinhar as diretrizes de ação nesse episódio.

 
Embora mobilizado após o surto no Paraguai, o governo brasileiro sofre críticas em relação à sua atuação. O presidente do sindicato dos fiscais agropecuários (Anffa), Wilson de Sá, apontou ontem a piora nas condições de trabalho após o bloqueio do orçamento do Ministério da Agricultura. "Houve uma paralisação nos serviços e não querem admitir", afirmou. "O deslocamento [dos fiscais] está esbarrando na falta de orçamento. O contingenciamento afetou diretamente nossas atividades. Vários colegas têm dificuldade em viajar para a região fronteiriça", disse Sá.

 
Um problema para a vigilância, segundo os fiscais, é a extensão da fronteira entre Brasil e Paraguai (1.365 km) e a existência de estradas clandestinas na região. A combinação das duas características pode colocar em risco os rebanhos brasileiros, segundo a Anffa, sindicato dos fiscais de produtos de origem animal e vegetal.

 
Responsáveis pelo controle de produtos agropecuários, os fiscais federais afirmam trabalhar com uma estrutura "insuficiente". Atualmente, o Ministério da Agricultura conta com 3.549 profissionais na ativa, segundo a Anffa. Pouco mais de 500 operam no serviço de vigilância agropecuária internacional (Vigiagro).

Ministro garante missão do Exército

Mendes Ribeiro, que se reúne hoje com secretários na Capital, afirma que parceria será mantida

Gisele Loeblein - Zero Hora

 
Para garantir que a aftosa se mantenha longe das fronteiras brasileiras, o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho vai criar uma missão específica com o Exército tão logo a Operação Ágata 2 chegue ao fim. Outras iniciativas serão discutidas hoje no encontro com secretários estaduais de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

 
Em visita pelo Estado, onde se reúne com os secretários, Mendes afirmou que a parceria firmada com o Exército tem sido fundamental e seguirá com foco exclusivo no controle da aftosa. Um passo importante para quem tem como meta tornar todo o Brasil área livre de aftosa com vacinação até o fim de 2012.

 
– Tem sido um grande mutirão – afirmou, em entrevista à Zero Hora, sobre as ações de controle implementadas no país e que envolvem parcerias também com os governos locais.

 
Nesta semana, a secretaria de Agricultura do Estado recebeu do governo federal o repasse de R$ 4,7 milhões – parte dos R$ 26 milhões a serem liberados em cinco anos para a adesão ao Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). O dinheiro – que tem uma contrapartida total de R$ 6,2 milhões do Estado – será empregado no projeto de reestruturação do serviço da defesa animal, que o secretário Luiz Fernando Mainardi entende como parte estrutural do combate à aftosa.

 
Cerca de R$ 1 milhão serão usados para fazer um inventário da brucelose no território gaúcho.

 
Ainda hoje, a secretaria envia para publicação os editais para a contratação de serviços e a compra de equipamentos como viaturas e computadores. Outra boa notícia é a abertura do processo para a realização de concurso público, que deverá ser realizado no início do próximo ano, para ajudar a suprir uma carência de 500 profissionais.

 
– O que aconteceu no Paraguai fica como alerta para que se estruture mais a defesa animal – disse Mainardi, que ontem se encontrou com o subsecretário de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Daniel Garín, para preparar acordo de ações conjuntas.

Ex-ministro de governo militar: 'não sou contra a Comissão da Verdade'

Portal Terra - Claudio Leal
 
Ex-ministro de três governos da ditadura militar (1964-1985), o tenente-coronel reformado Jarbas Passarinho, 91 anos, defende que a Comissão da Verdade não se limite às violências do aparelho repressivo do Estado e apure também os "crimes da esquerda radical", principalmente o PCdoB. Nesta quarta-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o grupo governamental. O texto ainda passará pelo Senado.

 
"Minha posição sempre foi a seguinte: não sou contra (a comissão) porque não sou a favor de tortura. Mas não sou a favor de decisões unilaterais. A guerra foi total, teve também o terrorismo. Isso eu critico e sempre critiquei", diz o ex-ministro, um dos signatários do AI-5 (Ato Institucional Nº5), marco da restrição às liberdades individuais no País, em dezembro de 1968.

 
Um colegiado de sete representantes nomeados pela Presidência da República vai investigar, ao longo de dois anos, os casos de violações dos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. Houve comissões similares em outros 40 países. No Brasil, o foco recairá sobre a ditadura iniciada em abril de 1964, após o golpe contra o presidente João Goulart.

 
Passarinho, historicamente vinculado aos oficiais moderados, deseja que o grupo "apure igualmente os dois abusos": da linha dura das Forças Armadas e da esquerda radical.

 
Com uma carreira híbrida, dividida entre funções civis e militares, ele é um dos líderes remanescentes desse período. Ex-ministro do Trabalho, da Educação e da Previdência na ditadura, Jarbas Passarinho presidiu o Congresso Nacional (1981-1983) e ocupou o ministério da Justiça no governo Fernando Collor, presidente eleito diretamente após a redemocratização.

 
Em suas memórias, "Um híbrido fértil", afirma que foi o primeiro ministro militar a admitir, publicamente, nos anos Médici, a existência de tortura (em entrevista ao repórter Reali Júnior).

 
"Reconhecemos que houve abusos por parte do governo. Mas eles não aceitam isso desde a Lei de Anistia de 1979. Recorreram ao Congresso, perderam, e depois foram ao Supremo, que manteve a vigência da lei. Agora estão recorrendo a tribunais internacionais", critica Passarinho. Ele revela que mantém alguma proximidade com o ex-deputado José Genoino, assessor do ministério da Defesa, desde os tempos em que conviveram no Congresso. "Ele se aproximou muito de mim, me tratou muito fidalgamente", conta.

 
Ao defender a apuração de crimes dos inimigos do regime, Passarinho prefere não generalizar:

 
"Separa. Quero dizer da esquerda radical, do PCdoB. Quando houve a votação (da Lei de Anistia), eles ainda não eram legalizados. Foi no governo Sarney que houve a legalização. Depois de eles terem tido essas decepções, chegaram ao absurdo de querer comparar com o Tribunal Penal Internacional". 


O exministro quer a apuração de abusos de guerrilheiros do PCdoB no Araguaia. E, para reforçar, lembra-se da morte do filho de um fazendeiro da região, colaborador do Exército. "Eles o chacinaram, cortando o rapaz (João Pereira) em fatias e com uma facada no coração, na presença dos pais".