26 dezembro 2011

FAB atua no combate ao tráfico; 'bandidos' podem ser derrubados

Operações de repressão são realizadas na linha da fronteira em tempo integral

ROBERTO GODOY - O Estado de S.Paulo 

Dia quente, um pouco nublado. E, de repente, um baita susto: ao lado do avião monomotor vindo da Bolívia estava um caça leve Super Tucano, o A-29 da Força Aérea, exibindo suas metralhadoras .50 e exigindo informações. O boliviano voava a apenas 500 metros, ignorou a mensagem e iniciou uma manobra de fuga em direção à fronteira. Recebeu ordem para pousar na cidade de Cacoal, Rondônia.

Não atendeu, baixou para escassos 100 metros e continuou tentando escapar. Era um bandido – na definição dos caçadores.

Foi então que o piloto da FAB disparou um tiro à sua frente. Foi o suficiente para tornar cooperativo o invasor, que passou a responder aos contatos por rádio e a cumprir ordens. Todavia, não completamente. Embora sob escolta dos Super Tucanos, o piloto subitamente precipitou a aterrissagem numa estrada de Izidrolândia, um distrito rural. As aeronaves militares permaneceram vigiando a área para evitar uma decolagem até a chegada da polícia. Dois dias depois, os dois bolivianos que estavam a bordo do monomotor foram presos pela Polícia Federal em Pimenta Bueno. 

O bandido não teve chance em nenhum momento - desde a entrada no espaço aéreo brasileiro, estava sendo monitorado por um grande jato radar R-99 do Esquadrão Guardião, de Anápolis. O olho digital, um sistema Erieye, pode acompanhar 300 alvos a qualquer altitude num raio de 350 km e lançar os caças no encalço dos clandestinos, não identificados.

O avião apreendido transportava 176 quilos de pasta base de cocaína, coisa de R$ 400 mil. O destino da droga era o Rio. Depois de refinada, a Europa.

A façanha foi comemorada com festa na Base Aérea de Porto Velho, onde está o Esquadrão Grifo, de onde decolaram os aviões de combate.

Esse tipo de operação virou padrão na FAB há cerca de quatro anos. O protocolo é flexível, mas funciona assim: a inteligência da Policia Federal detecta um foco de origem de rotas de entrega de drogas, armas e componentes eletrônicos e, em seguida, passa a informação para a Aeronáutica; por meio do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), medidas são tomadas para vigiar o espaço indicado com radares fixos e móveis. O Comdraba mobiliza recursos antiaéreos do Exército e da Marinha. No ar, o contrabandista é perseguido até seu destino, quase sempre um terminal de pouco movimento no interior de São Paulo. Sob risco de perder a presa, o procedimento muda e pode chegar até ao limite do abate da aeronave sob suspeita, passando antes por várias etapas. Isso nunca foi necessário. 

Ameaças. Além da vertente de glamour e sofisticação, o episódio carrega um lado sombrio do qual o Comando da Aeronáutica evita tratar: vários pilotos envolvidos nas ações foram ameaçados por traficantes. O Estado conversou com dois deles em diferentes bases da FAB. 

Em ambos os casos, a tentativa de intimidação veio pelo telefone pessoal. Os chamados citavam locais frequentados pelos militares e recomendavam cuidado. Houve outras ocorrências, mas o número, confidencial, é considerado pequeno por um oficial superior da área, "irrelevante se comparado com o registrado contra os agentes federais".

Nada mudou na vida dos militares, a não ser, talvez, por conta de uma providência sutil. Uma norma antiga, a de que pilotos de caça não devem ser identificados ou fotografados, passou a ser observada com certo rigor. Todas as unidades subordinadas ao Comdabra podem ser acionadas para missões de interceptação. Entretanto, os Esquadrões Flecha, de Campo Grande (MS), Grifo, de Porto Velho (RO), e Escorpião, de Boa Vista (RR), equipados com o A-29 Super Tucano, da Embraer, são ativados com maior frequência.

Todos os três mantêm um certo número de A-29 armados, prontos para a decolagem de alerta em, no máximo, 10 minutos - 24 horas por dia. Estima-se que 70% dos voos do tráfico começam em algum ponto dos 1.750 quilômetros de fronteira seca, no limite oeste do País. O comando determina o lançamento dos aviões, quase sempre uma aeronave isolada.O procedimento é o de alerta - o piloto tem 3 minutos para chegar ao avião, mais três para entrar no cockpit e quatro para decolar. A tarefa ele só conhecerá quando estiver no ar, acelerando a 500 km/hora. 

Instrução. A bordo do avião de US$ 9 milhões estará um oficial sob as ordens de um tenentecoronel. 

Com idade média de 41 anos, ele chefia um grupo de 145 militares. Os aviadores são jovens, todos na faixa dos 23 anos, entre os quais mulheres.
Para chegar ao Super Tucano, os pilotos passam pela Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP). e depois pelos centros de formação  especializada em Natal e Fortaleza. Nos esquadrões operacionais, são de três a quatro anos treinando ataque ao solo, combate aéreo, o uso do capacete com sistema de visão noturna e o captador de imagens térmicas.

Da chegada à primeira escola até o assento de um dos supersônicos Mirage 2000C/D, F-5M ou do bombardeiro AMX, cada aviador vai custar até US$ 2,5 milhões.

O contingenciamento orçamentário afeta pouco a instrução. A hora de voo do Super Tucano é barata, não sai por mais que R$ 1,5 mil. 

Criminosos simulam pane para despistar 

"Aeronave interceptada: por ordem da Defesa Aérea deverá pousar imediatamente e passar à frequência de rádio 121.5." A voz no sistema de rádio pode ser, surpreendentemente, de uma mulher - nos esquadrões da FAB há várias delas em formação como pilotos de combate.

O sentido da ordem é reforçado por um cartaz fixado na cobertura transparente da cabine. 

Mantido o silêncio e a desobediência, começa uma escalada que pode chegar ao abate a tiros do avião interceptado. O Super Tucano, da Embraer, voa a 550 km/hora, leva duas metralhadoras .50 e até 1,5 tonelada de bombas, foguetes e mísseis. Em patrulha longa, pode permanecer 7 horas no ar.  

Alertas. Todos os dias, várias vezes, o alerta dispara nas bases do Comdabra. De sete a nove desses acionamentos acabam sendo missões reais. Quase sempre, envolvem pilotos particulares sem orientação, vítimas de pane nos equipamentos de bordo. 

Esse tipo de falha, por vezes, é usado para encobrir o voo clandestino. Foi assim em abril, quando um avião vindo do Paraguai, usando matrícula falsa, alegou defeito no rádio e desorientação na navegação. Além dos pilotos, havia três passageiros a bordo.

O voo terminou em Lucélia, no interior de São Paulo, onde o avião era esperado pela Polícia Federal, orientada pela FAB. A bordo. os agentes encontraram 291 quilos de maconha e outros 180 de cocaína.

1º Grupo de Aviação de Caça comemora 68 anos

Fonte: OCS 1º GAVCA.

A Base Aérea de Santa Cruz (BASC) celebrou, no dia 19 de dezembro, no Campo Nero Moura, o 68º Aniversário do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA). A solenidade militar foi presidida pelo Brigadeiro do Ar Oswaldo Machado Carlos de Souza, Subdiretor Técnico da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB). No evento estiveram presentes os Veteranos do 1° GAVCA que lutaram durante a Segunda Grande Guerra, Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima e Major Brigadeiro do Ar José Rebelo Meira de Vasconcelos. Participaram da cerimônia também, entre outras autoridades, o Comandante da Terceira Força Aérea, Brigadeiro do Ar Paulo Érico Santos de Oliveira e o Comandante da BASC, Coronel Aviador Arnaldo Silva Lima Filho.

Durante a cerimonia foram homenageados o Graduado e Praça Padrão do ano, como também o Oficial e o Graduado que mais se destacaram na área de Segurança de Voo na Unidade. O sobrevôo das aeronaves F-5EM do 1° GAVCA realçou a solenidade. Após o desfile da tropa, todos foram convidados para participarem do lançamento da quarta edição do livro Senta a Púa, de autoria do Major Brigadeiro Rui Moreira Lima.

A nova edição traz declarações inéditas de veteranos de guerra, algumas histórias e novos detalhes. “Senta a Púa” é um dos melhores registros feitos sobre a campanha da Força Aérea Brasileira (FAB) na Itália, no esforço aliado contra o nazismo. O autor reuniu depoimentos de integrantes do Grupo de Caça que ajudam a entender a trajetória dos militares da FAB na Segunda Guerra: da criação da unidade, em 1943, o treinamento realizado no exterior e o combate (1944 a 1945).

O autor participou de 94 missões de combate na Itália, durante a Segunda Guerra, a bordo de lendários aviões P-47 Thunderbolt, e reuniu em capítulos o melhor da história de heroísmo do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA). “O livro foi reformulado. Está mais fácil de ler e, principalmente, teremos uma edição em inglês”, explicou o Major Brigadeiro Rui enquanto autografava exemplares durante as comemorações dos 68 anos do 1º GAVCA.

O 1° Grupo de Aviação de Caça foi criado do Decreto nº 6.123, de 18 de dezembro de 1943, a unidade lutou na Itália na Segunda Guerra. Atualmente, o 1º GAVCA trabalha para a manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro, sendo o responsável pela Defesa Aérea do mais importante pólo econômico do país.

23 dezembro 2011

FAB assina contrato de suporte logístico para frota de EC-725

O acordo, de cinco anos, prevê o fornecimento de materiais e a prestação de serviços e terá um orçamento de R$ 149 milhões

Fonte: COPAC

A Força Aérea Brasileira firmou nesta quarta-feira (21/12), em Brasília, o contrato de suporte logístico para a frota de helicópteros EC- 725 das Forças Armadas. O acordo, no valor de R$ 149 milhões, foi assinado pelos presidentes da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, e da Helibras, Eduardo Marson Ferreira. O contrato, de 5 anos, prevê o fornecimento de materiais e a prestação de serviços para dar suporte à operação das aeronaves EC-725.

O contrato de suporte logístico foi estruturado, tendo por meta garantir a disponibilidade da frota de helicópteros EC-725 em níveis superiores a 80%. Para tanto foi adotado o conceito logístico do “Time and Material”, pelo qual a empresa contratada fica responsável pelo gerenciamento e guarda, em suas instalações , dos itens reparáveis de propriedade e uso exclusivo da contratante, assim como pela prestação de serviços de inspeções, reparos e assistência técnica, em todo o território nacional, de modo a atender a demanda de operação das Forcas Armadas.

Depois do Contrato de Suporte Logístico (Contract Logistic Suport – CLS) para a manutenção dos motores, assinado com a empresa TURBOMECA do Brasil, em setembro passado, a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate ( COPAC), responsável pelo Projeto H-XBR , encerrou as negociações do CLS para a manutenção da célula e respectivos sistemas, junto a empresa HELIBRAS, sediada na cidade de Itajubá , Sul de Minas Gerais.

Projeto

O Projeto H-XBR, pioneiro na contratação conjunta para as Forças Armadas, é, em sua essência, a principal ferramenta governamental em prol de uma indústria nacional capaz de conceber e produzir aeronaves de Asas Rotativas no Brasil.

Esse projeto prevê a aquisição de 50 helicópteros de Médio Porte EC- 725, classe de 11 toneladas, que serão capazes de operar em qualquer ponto do Brasil e da América do Sul, atuando em diversos cenários operacionais, nos Teatros de Operação Marítimo, Amozonico e Pantaneiro, cumprindo missões de Transporte Tático, Resgate em Combate(C-SAR), Evacuacao Aeromédica, Transporte Logistico e Operações Especiais.

PM prende quatro suspeitos de roubar militar em Niterói

O Dia

Dois homens foram presos e dois menores, apreendidos, na noite de terça-feira, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, após serem perseguidos por policiais do 12º BPM (Niterói). Eles são acusados de roubar o carro e ferir a tiro um sargento da Marinha, na Região Oceânica do município.

A vítima está internada no Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio. Segundo a PM, seu estado de saúde é estável.

De acordo com policiais do 12º BPM, o sargento estava no mirante da Serra da Tiririca por volta das 21h quando foi abordado pela quadrilha. Um dos marginais atirou no militar, e o bando fugiu levando o Citroën dele. Policiais foram avisados e deram início a uma perseguição após o carro ter sido avistado na Praia de Piratininga, ainda na Região Oceânica de Niterói. Os criminosos abandonaram o veículo do sargento e entraram num ônibus.

REVÓLVER APREENDIDO

Os PMs então fizeram um cerco no Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Piratininga e o coletivo foi interceptado. Foram recuperados pertences da vítima e o veículo. Um revólver calibre 38 também foi apreendido. O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí), central de flagrantes da região.

Comissão da verdade

Antonio Campos – Jornal do Brasil

A Comissão da Verdade, instituída pela Lei 12.528, no dia 18 de novembro de 2011, contará, também, com grupos estaduais na luta pela busca da verdade com a investigação e elucidação dos crimes da ditadura militar no Estado. Assim, a Comissão da Verdade objetiva esclarecer as graves violações ocorridas durante esse período da história brasileira. São Paulo é uma das cidades do Brasil que terá a sua própria Comissão da Verdade para ajudar e fornecer informações à Comissão Nacional. O grupo paulista contará com cinco deputados estaduais e terá dois anos para apresentar um relatório sobre casos de torturas, desaparecimentos e mortes de militantes que estiveram na oposição ao regime militar no período de 1964 a 1982.

Para isso, a Comissão de São Paulo, criada pela Assembléia Legislativa estadual, deverá convocar depoimentos na tentativa de elucidar os crimes, no entanto, assim como o grupo nacional, não terá o poder de julgar os suspeitos. As conclusões deverão ser encaminhadas ao Ministério Público para que este tome as devidas providências, podendo entrar com ações na Justiça. A previsão é que o grupo paulista inicie suas atividades já em março de 2012. Um dos casos que deverá ser investigado pelos deputados escolhidos é o de ocultação de cadáveres em cemitérios como Perus e Vila Formosa, onde vítimas do regime foram enterradas sem identificação.

O caso Araguaia também fortalece a necessidade de trazer à tona a verdade brasileira. De 1972 a 1974, cerca de 70 pessoas desapareceram na região conhecida como Araguaia. Na época, a chamada Guerrilha do Araguaia, composta por militantes do PCdoB, foi reprimida pelo Exército nacional, governado pela ditadura militar. Hoje, a Lei de Acesso à Informação, que garante o direito à informação para todas as vítimas e famílias, reforça a atuação da Comissão da Verdade quando ordena a liberação de toda a documentação sobre violações de direitos humanos.

Já a Operação Condor, que interligou e fortaleceu os aparelhos repressivos da Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Brasil, também trouxe sofrimento para os brasileiros durante o regime militar e, portanto, precisa ser investigada. A tendência é que outros estados brasileiros criem suas Comissões da Verdade para ajudar a solucionar as atrocidades cometidas pela Ditadura Militar. A Comissão Nacional deverá contar não apenas com sete integrantes, além do auxílio de 14 servidores, mas, também, com toda a nação brasileira na luta em busca da verdade. Pernambuco precisa fazer a sua Comissão da Verdade na Assembléia Legislativa. Quem cala, consente.

Repressão na Síria mata 250 em 48 horas

Oposição ao ditador Bashar Al-Assad denuncia genocídio, pede reunião com o Conselho de Segurança da ONU e reclama de ineficiência da Liga Árabe. Civis enfrentam caos humanitário

Carolina Vicentin – Correio Braziliense

Nove meses depois dos primeiros protestos contra o regime sírio, o ditador Bashar Al-Assad empreendeu a maior onda de repressão sobre os rebeldes. Desde segunda-feira, 250 pessoas — boa parte delas civis — foram mortas pelas forças de segurança. O número foi divulgado ontem pelo Conselho Nacional Sírio, que reúne as principais correntes de oposição. A violência, classificada como genocídio pela entidade, motivou o pedido de uma reunião urgente com a Liga Árabe e com os paísesmembros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os primeiros observadores  internacionais árabes devem chegar à Síria hoje, mas dissidentes e organizações de direitos humanos não acreditam que eles serão capazes de acuar o regime.

Mousab Azzawi, do Observatório Sírio de Direitos Humanos, contou ao Correio que as tropas leais a Assad estão promovendo punições coletivas sem qualquer critério. Em uma das ações desta semana, eles invadiram uma pequena cidade no norte do país e executaram a tiros 56 civis, incluindo 14 crianças. Moradores de Idlib, a 330km da capital Damasco, estavam abrigando cerca de 15 militares desertores. “As forças de segurança pegaram todas as pessoas que estavam nas casas onde os rebeldes foram encontrados, levaram-nas para uma rua central e atiraram indiscriminadamente”, disse Azzawi, um médico sírio radicado em Londres.

Mesmo quem não se envolve diretamente com os desertores acaba sofrendo as conseqüências do clima de guerra. Informações do Observatório Sírio dão conta de que há pessoas sem acesso a comida, água potável e eletricidade há mais de um mês. As comunicações também foram cortadas pelo regime. Azzawi e outros ativistas só conseguem colher relatos por meio de um dos 38 telefones via satélite que mantêm na Síria. Em alguns casos, os rebeldes são alvos de uma verdadeira caçada. “Em muitas cidades, as pessoas não podem sair de casa para comprar alimentos, porque há seqüestradores à espreita. Ficamos sabendo de histórias de gente que se arriscou a pôr o pé para fora da porta e acabou assassinada”, relata Rafif Jouejati, porta-voz dos Comitês Locais de Coordenação (LCC, na sigla em inglês), que reúnem forças de oposição.

Os rebeldes e as organizações de direitos humanos reclamam da ineficiência da Liga Árabe. Há meses, a organização vem dando ultimatos para Al-Assad, sem conseguir demovê-lo da repressão. No início desta semana, a liga fechou um acordo que autoriza a entrada de observadores internacionais no país — 10 a partir de hoje e 120 dentro de duas semanas. “Esse acerto não tem poder algum. Eles demoraram tanto para chegar a esse ponto, que a estratégia já perdeu sua força”, critica Rafif. O governo sírio acusa os opositores de tentar frustrar a ação da Liga Árabe. “Desde que a Síria assinou o protocolo, ela está empenhada em facilitar a missão (dos observadores). Infelizmente, a oposição tenta, sem parar, sabotar o protocolo e procura uma intervenção estrangeira, em vez de aceitar o diálogo”, declarou Jihad Makdissi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, à agência France-Presse. Uma das condições do regime é não permitir o acesso às instalações militares sírias, onde estão os prisioneiros.

Apelo

O banho de sangue fez com que o Conselho Nacional Sírio recorresse à ONU. O grupo pede uma reunião urgente com o Conselho de Segurança e “o estabelecimento de uma zona de segurança para proteger os civis sírios”. “A comunidade internacional precisa, pelo menos, prover os corredores humanitários para o envio de alimentos e remédios”, defende o ativista Mousab Azzawi. “Todos os dias, seis crianças sírias morrem apenas por não terem acesso a medicamentos”, diz. Ontem, os Estados Unidos divulgaram uma nota em que condenam os “atos repulsivos e deploráveis” cometidos por Al-Assad. Segundo a Casa Branca, o ditador “não merece governar a Síria” e, caso não interrompa a violência, “a comunidade internacional tomará medidas adicionais para pressionar o regime.”

Para analistas, é improvável que o apelo provoque sanções do Conselho de Segurança. Dois dos membros com poder de veto, a China e a Rússia, são aliados da Síria. Os ativistas já perderam a esperança. “Se a comunidade internacional não quiser ver um genocídio, precisa ser rápida. Ou teremos uma grande cicatriz na história”, afirma Rafif Jouejati.

Forças de Assad massacram vilarejo antes de chegada de missão

O Estado de SP

Forças leais ao ditador sírio, Bashar Assad, cercaram um vilarejo perto da fronteira do país com a Turquia e mataram mais de 100 pessoas, elevando para mais de 250 o número de mortos em apenas dois dias de confrontos. O ataque, considerado um dos mais sangrentos em nove meses de protestos contra Assad, ocorreu na véspera da chegada de uma missão de observadores da Liga Árabe para monitorar a situação no país.

A ofensiva militar teve como alvo o vilarejo de Kfar Owaid, localizado no norte, a cerca de 50 quilômetros da fronteira do país com a Turquia, na região de Jabal al-Zawiyah, que tem sido cenário de choques entre militares e dissidentes há semanas. De acordo com moradores da região, os ataques das forças de segurança começaram no sábado.

"Foi um massacre organizado", disse Rami Abdul-Rahman, chefe do Observatório Sírio para Direitos Humanos. "Os militares cercaram as pessoas e depois as mataram."

O governo sírio não respondeu às acusações dos ativistas e é impossível confirmar a veracidade dos relatos, já que a atuação da imprensa internacional é limitada no país, onde, segundo estimativas da ONU, mais de 5 mil pessoas foram mortas desde março, quando tiveram início as manifestações pedindo democracia no país.

Na segunda-feira, Assad concordou em autorizar o envio de uma missão de observadores da Liga Árabe para monitorar a situação no país. Críticos do regime, porém, afirmaram que os ataques dos últimos dias têm como objetivo eliminar dissidentes antes da chegada do grupo da Liga.

O governo Assad rejeitou as acusações e disse que a oposição quer sabotar a missão. "Desde que a Síria assinou o protocolo, ela está empenhada em facilitar a missão da Liga Árabe para venha e veja a realidade da crise", afirmou Jihad Makdissi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Síria. "Infelizmente, a oposição tenta, sem parar, sabotar o protocolo e procura uma intervenção estrangeira em vez de aceitar o diálogo."

Pedido. O Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria das correntes de oposição, pediu ontem a realização de reuniões urgentes com o Conselho de Segurança da ONU e com a Liga Árabe por causa das mortes ocorridas no norte do país. "À luz dos terríveis massacres cometidos pelo regime do presidente Bashar Assad contra civis desarmados, o CNS pede uma reunião de emergência com a Liga Árabe e o Conselho de Segurança", informou o grupo em comunicado. Os opositores pediram ao Conselho que as cidades atacadas sejam declaradas "zonas de segurança" para que se beneficiem de uma proteção internacional e para forçar a retirada das forças do regime. Ontem, o governo do presidente americano, Barack Obama, afirmou que Assad "não merece" governar a Síria e advertiu o país sobre a adoção de "novas medidas", caso a repressão contra a oposição persista.

AP, REUTERS e NYT

21 dezembro 2011

Presidenta Dilma Rousseff afirma que governo apoiará a renovação dos equipamentos das Forças Armadas

Em discurso a oficiais-generais, comandante suprema destaca que a construção de uma grande nação passa também pelo desenvolvimento de sua capacidade de defesa

 

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 19/12/2011 – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje que seguirá apoiando a renovação dos equipamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Segundo ela, juntamente com o Ministério da Defesa, as Forças Armadas são instituições que terão papel relevante “na caminhada para tornar o Brasil um país mais justo, mais desenvolvido e mais soberano”.

As declarações da presidenta foram feitas durante discurso no almoço de confraternização de fim de ano com os oficiais-generais das Forças Armadas, no Clube da Aeronáutica, em Brasília. Evento tradicional no calendário da Defesa, este foi o primeiro almoço do qual Dilma participou como presidenta da República.

Ao discursar, a comandante suprema ressaltou a lealdade, a abnegação e o patriotismo dos militares brasileiros. “Reconhecemos a nobreza daqueles que dedicam a vida à defesa da soberania, da democracia e da integridade territorial do Brasil, por isso o Brasil também tem de reconhecer que esses homens e mulheres necessitam de recursos, não só aqueles dos equipamentos, mas também aqueles que garantam uma vida digna à família militar”, afirmou.

A presidenta também sublinhou o compromisso de seu governo em incentivar a participação do Brasil em operações de paz, e defendeu o fortalecimento da indústria nacional de defesa, além do desenvolvimento tecnológico do setor.

Participaram do evento o vice-presidente da República, Michel Temer, o ministro da Defesa, Celso Amorim, os comandantes das três Forças – almirante Julio Soares de Moura Neto (Marinha), general Enzo Peri (Exército) e brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica), o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Carvalho Siqueira.

O almoço foi o segundo encontro do dia entre a presidenta e os oficiais- generais. O primeiro aconteceu no final da manhã, no Palácio do Planalto, quando os militares recém-promovidos das três Forças foram apresentados a ela. Antes da cerimônia, os promovidos haviam sido apresentados, em solenidade interna no Ministério da Defesa, ao ministro Celso Amorim.

 

No Palácio do Planalto, dirigindo-se aos oficiais, a presidenta ressaltou a importância de uma política de defesa “assertiva” para o desenvolvimento econômico e para a execução de uma política externa soberana. “Para construir uma grande nação é fundamental dispor de capacidade na defesa dos interesses pelos mais diversos meios, notadamente os dissuasórios”, sublinhou.

Dilma Rousseff também pontuou a necessidade de o Brasil reforçar as relações com as nações amigas, especialmente as que têm limite com o território brasileiro: “O Brasil é um país pacífico que possui relações baseadas na cooperação e no diálogo com as demais nações, especialmente com os nossos vizinhos, com quem mantemos, há mais de 140 anos, relações amigáveis e pacíficas”, afirmou. “Sem sombra de dúvida, esse é um valor importantíssimo quando se vê um mundo em que várias regiões estão hoje vivendo momentos muito conflituosos”.

No almoço no Clube da Aeronáutica, a presidenta destacou também a necessidade de valorização de uma política de compra das Forças Armadas. “Temos de dar muita importância também a uma política de compras governamentais que tenha o poder de organizar a demanda e, assim, fortalecer a cadeia produtiva de bens industriais e de serviços para a defesa”, afirmou.

Outro aspecto presente no discurso da presidenta foi o compromisso do governo com a valorização da carreira militar. “Estamos comprometidos com a valorização da profissão militar para que continuemos atraindo, para nossas Forças Armadas, os quadros necessários ao pleno cumprimento de suas funções profissionais e constitucionais”, disse.

Brasil no cenário internacional

O ministro Celso Amorim também discursou durante o almoço com os oficiais. Ele chamou atenção para o fato de que o Brasil enfrenta, atualmente, um descompasso de não ter uma defesa que possa respaldar sua crescente influência no mundo. “Mesmo um País como o Brasil, que tem a fortuna de não possuir inimigos declarados ou de vislumbrar ameaças iminentes, não pode ser confundido com País desarmado e indefeso”, disse.

Segundo o ministro, para mudar essa realidade é necessário continuar trabalhando para, entre outros aspectos, garantir o fortalecimento institucional do Ministério da Defesa e do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Amorim reforçou as palavras antes proferidas pela presidenta Dilma, destacando a necessidade de fortalecimento da indústria de defesa e de obtenção da autonomia tecnológica no setor. Segundo ele, há uma necessidade de se criar mecanismo de financiamento capaz de dar previsibilidade e continuidade aos investimentos em defesa.

Para o ministro, as exportações devem ser um complemento e não a base indústria de defesa nacional. Como ocorre em outras nações, afirmou, o esteio dessa indústria deve ser a aquisição, pelo Ministério da Defesa, dos meios necessários ao equipamento das Forças Armadas brasileiras.

Celso Amorim também mencionou a necessidade de valorização da carreira militar. “Temos de solucionar o problema da evasão de recursos humanos das Forças Armadas, valorizar a carreira e torná-la atrativa”, afirmou.

O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, também discursou durante o almoço. Saito ressaltou o empenho da presidenta da República em atender as necessidades das Forças Armadas, tanto do ponto de vista do reaparelhamento como do bem-estar da família militar. “Evidencia-se a solicitude de Vossa Excelência para com as nossas aspirações, bem como a sensibilidade e a compreensão no tocante aos legítimos anseios da caserna”, disse.

20 dezembro 2011

Surfando na onda do relatório

Luiz Eduardo Rocha Paiva

General da reserva – O Estado de SP

As vulnerabilidades da defesa nacional apontadas em relatório do ministério da defesa, recémdivulgadas pelo Estadão, merecem uma análise, ainda que sucinta, do cenário político-militar mundial e seus reflexos para o Brasil.

Os conflitos não têm mais limites geográficos, distinguindo-se apenas em amplitude e intensidade. Do Oriente Médio e da Ásia Central se expandem para o entorno chinês, a África e espaços oceânicos adjacentes e chegarão à América do Sul. O progresso diminuiu as distâncias e facilitou a projeção das potências para acessar e manter a presença em regiões de recursos vitais. Para isso exercem pressões político-econômicas e empregam poder militar de forma indireta (cooperação e dissuasão) ou direta (dissuasão, coação e ato de força), a fim de se imporem a oponentes mais fracos e limitarem a influência de potências rivais.

Existe um eixo de poder, que conduz os destinos do mundo, onde estão China, Rússia, EUA, União Europeia (UE) e Japão. Por estarem em constantes disputas, mantêm poder militar capaz de apoiar o Estado na satisfação de interesses em âmbito global. A queda da URSS permitiu a expansão norte-americana e da UE no Leste Europeu e na Ásia Central, e a dos EUA no Oriente Médio. Porém a ascensão da China, a recuperação da Rússia, decisões estratégicas equivocadas no Oriente Médio e na Ásia Central e a crise econômica limitaram a liberdade de ação mundial dos EUA e da UE.

A Rússia tenta reverter o processo de encolhimento sofrido na Europa Oriental e na Ásia Central.

Na vazia Sibéria, a ameaça vem de 100 milhões de chineses na fronteira e do expansionismo econômico amarelo. A aproximação com os EUA e aliados poderá ser necessária para preservar aquela região, cuja exploração será mais viável e rendosa com o aquecimento global. Trata-se de uma aliança decisiva para os EUA fecharem o cerco estratégico à China com a presença da aliança ocidental na Ásia Central e a dos aliados Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Austrália, Filipinas e Índia, no Pacífico e no Índico. daí o esforço chinês para ampliar e projetar seu poder naval no Oriente Médio e nos Oceanos Índico e Pacífico, incluindo o Mar da China, rotas vitais para suas riquezas e importações, particularmente do petróleo da África e do Oriente Médio.

Na Ásia Central a China leva vantagem por afinidades históricas, pela projeção cooperativa, e não impositiva, como é a dos EUA, e por não estar envolvida em conflito armado. A aliança ocidental está num atoleiro no Afeganistão e no Paquistão, tendo poucas chances de vitória total. Terá de limitar seus objetivos, contentando-se em dividir a presença e a influência com potências rivais e apenas reduzir o poder do Taleban naqueles países.

A Ásia Central e o Oriente Médio são áreas de certa forma interdependentes e onde estão os conflitos de mais difícil solução. No Oriente Médio os EUA, que chegaram a ter a Arábia Saudita, o Iraque e o Irã como aliados, estavam reduzidos nos anos 1990 à Arábia Saudita, então ameaçada por Saddam Hussein e pelo fundamentalismo islâmico. Um sucesso no Iraque em 2003 reverteria a situação, mas ele não veio como almejado. O novo Iraque não é inimigo, mas a retirada militar dos EUA ensejará a possibilidade de ascensão do Irã como potência regional dominante, o que contraria um objetivo fundamental da política externa norte-americana em todos os continentes. Por outro lado, a transferência do esforço de guerra para o Afeganistão não evoluiu como desejado, pois a vitória parece impossível e já foi decidida a retirada militar. Embora a maior ameaça aos interesses dos EUA ainda seja o Irã, o futuro do mundo árabe ficou mais difícil de determinar com os movimentos contra regimes até há pouco tempo estáveis.

Quais os reflexos político-militares para o Brasil se os EUA e aliados perderem espaços nessas áreas para seus rivais regionais e globais?

Entre as prioridades de nossa diplomacia e de nossa defesa estão o Atlântico Sul e a África, onde a influência crescente da China levou os EUA a criarem o Comando da África e a reativarem a 4.ª Frota. A propósito, um documento oficial dos EUA sobre mobilidade estratégica destaca a importância de uma base no saliente nordestino brasileiro. Os conflitos chegaram ao nosso entorno. O insucesso ou êxito limitado dos EUA e aliados em áreas distantes resultarão em pressões para impor condições que assegurem o acesso privilegiado às riquezas da América do Sul e do Atlântico Sul. A região é a maior reserva mundial de recursos naturais, tem um mercado promissor, a China investe forte na área e alguns vizinhos atraem a Rússia, a China e o Irã no campo militar. Os EUA reagirão à penetração de rivais em sua área de influência e tudo isso afeta a liderança do Brasil no processo de integração regional e na defesa de seu patrimônio e de sua soberania. A Unasul não garantirá os nossos interesses, portanto, temos de ser uma potência autônoma.

Não são os vizinhos a razão para reforçar o poder militar do País, e sim sua ascensão como potência econômica global, a participação destacada no comércio mundial e a cobiça por nossos recursos e posição geoestratégica. Tudo isso tirou o Brasil da posição periférica e o colocou em rotas de cooperação e conflito com o eixo do poder em áreas regionais e extrarregionais, na disputa por recursos, interesses e direitos, pois ao eixo não interessam novos sócios. Como na China, no século 21, em vez de entrarem em conflitos desgastantes, as potências rivais poderão unir-se para pressionar e ameaçar o País.

O tempo estratégico não se mede por anos, mas por décadas. Decisões tomadas hoje têm consequências no futuro e, quando erradas, trazem perdas desastrosas, pois a correção só produz resultados em médio ou longo prazo. Os governos brasileiros, desde os anos 90, trocaram a opção de Brasil potência pela de global trader, confundiram nação com mercado, aceitaram limitações ao desenvolvimento científico-tecnológico militar, negociaram a soberania na Amazônia e tornaram o País um indigente militar.

Marinha abre inquérito para investigar vazamento na Baía da Ilha

Secretário do Ambiente acusa Modec de burlar normas do país e internacionais

Cláudio Motta, Liana Melo e Mariana Durão* - O Globo

RIO e ANGRA DOS REIS. A Marinha abriu ontem inquérito administrativo contra a empresa Modec para apurar as causas do vazamento de óleo combustível na Baía da Ilha Grande, na região da Costa Verde do Rio. O acidente ocorreu na última sexta-feira. O prazo para conclusão do inquérito é de 90 dias. A Marinha ainda deverá emitir multa, que poderá variar de mil reais a R$50 milhões, contra a empresa devido à poluição causada pelo óleo que vazou do navio-plataforma. O acidente ocorreu quando a embarcação estava a caminho do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, onde seria transformada em plataforma e, posteriormente, transferida para o campo de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos. O navio-plataforma estava a serviço da Petrobras.

Empresa rebate acusação e diz ter documentos

Além do óleo derramado no mar, a secretaria estadual do Ambiente acusa a Modec de ter violado tratados internacionais de navegação e a norma marítima brasileira. Segundo o secretário Carlos Minc, a troca de água de lastro do navio, que deveria ter sido feita em alto-mar, acabou ocorrendo na Baía da Ilha Grande. A Marinha, em nota oficial, divulgada no último sábado, também citou o "deslastro".

O procedimento é considerado proibido porque, junto com a água, os navios acabam despejando espécies exóticas, que causam prejuízo à biodiversidade local.

- A operação de troca de água de lastro é vedada nesta área, porque causa danos biológicos - acusa Minc, reafirmando, ontem, que a empresa será multada em valor superior aos R$10 milhões anunciado logo após o acidente.

O responsável pela Modec na Bacia de Santos, André Cordeiro, nega que a operação tenha ocorrido na Baía da Ilha Grande e diz ter documentos e registros para provar.

- Esta acusação não procede. Vamos esperar o resultado das investigações – comentou Cordeiro, comentando que, ontem, o Inea autorizou a Modec a desativar a estrutura de resposta de emergência no local.

Os organismos exóticos veem pela água de lastro ou se agarram no casco das embarcações.

Segundo o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil, publicado este mês pela Marinha e pelo IBGE, o Rio de Janeiro é o estado mais afetado por este tipo de problema no Brasil.

Cerca de 36 espécies já foram identificadas em 2009, seguido por São Paulo, com 33.

- As normas determinam que a água de lastro seja trocada em alto-mar para evitar a chegada de organismos - explica o biólogo Joel Creed, professor-adjunto de ecologia da Uerj, segundo o qual não há mecanismos de proteção contra a vinda de organismos por bioincrustação.

Causas do acidente ainda são desconhecidas

As causas do acidente ainda não são conhecidas. Várias investigações estão ocorrendo paralelamente e estão sendo pilotadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Modec, que ontem fez um novo sobrevoo à região. Representantes de Inea, Ibama e Marinha passaram a tarde de ontem reunidos, em Angra dos Reis. Paralela à investigação, o Centro de Pesquisa da Petrobras, o Cenpes, está analisando o óleo que foi recolhido na Praia do Bonfim e que, supostamente, seria resquício do acidente da Modec. O laudo também não está pronto.

Na avaliação do chefe do escritório do Ibama em Angra, José Augusto Morelli, este acidente está evidenciando falhas na fiscalização e falta de fiscais:

- As competências de Ibama e do Inea são concorrentes. Não é possível haver duplicidade de autuação. Um vazamento sempre causa um dano ambiental. E o pior, o Ibama tem apenas cinco analistas ambientais, metade do que considera necessário.

O secretário de Meio Ambiente de Angra, Marco Aurélio Vargas, está convencido de que Petrobras e outras empresas que atuam na região, como a Technip, deveriam contribuir com pessoal qualificado e equipamentos de última geração para prevenir problemas. Apesar de ter competência para multar a empresa em até R$50 milhões, ele disse que vai, primeiro, avaliar o grau de poluição que será causado ao ecossistema local. Está previsto para hoje uma nova inspeção, com inspetores navais e engenheiros da Marinha. Eles vão recolher amostras de óleo dos tanques do navio-plataforma, que serão analisadas pelo Instituto de Pesquisas do Mar Almirante Paulo Moreira, em Arraial do Cabo, da própria Marinha. Após a perícia, o navio-plataforma vai para o estaleiro Brasfels. Até ontem, a embarcação estava ancorada no mesmo local do acidente, a nove quilômetros da Ponta dos Meros.

O volume vazado continua alvo de controvérsia. O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, calcula em 10 mil litros, a Marinha, por sua vez, divulgou ontem um volume de 4,4 mil litros - valor mais próximo ao calculado pela própria Modec.

- A lambança foi que o tubo para retirar a água de lastro é o mesmo usado pelo óleo combustível. Está errado, porque sempre, em alguma medida, essa água viria com alguma contaminação de óleo - afirmou Minc, comentando que o óleo acabou atingindo a Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios. - Isso é um agravante. Temos que saber qual era o treinamento dos funcionários da Modec.

Para tentar coibir novos acidentes, o governo do estado deverá criar áreas de segurança, nas quais a navegação será proibida. Além disso, ele prometeu criar bases fixas de fiscalização em ilhas. Isso vai permitir que, em caso de acidentes, o estado tenha respostas rápidas.

(*) Enviada especial

Dilma ressalta 'maturidade institucional' das Forças Armadas

Chico de Góis – O Globo

BRASÍLIA. Ao discursar na solenidade de promoção de generais ontem no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a maturidade institucional das Forças Armadas. Ela disse que os militares devem guardar coerência com as aspirações do povo traduzidas por seus representantes eleitos.

- O Brasil de hoje conta com Forças Armadas capacitadas profissionalmente, voltadas ao cumprimento de suas contribuições constitucionais, demonstrando maturidade institucional que foi alcançada, ao longo da nossa História, por nosso país - discursou, para complementar: - Nossos soldados reconhecem seu papel como partícipes de uma política de Estado - a política de defesa -, que deve guardar perfeita coerência com as aspirações do povo traduzidas por seus representantes democraticamente eleitos.

Dilma voltou a falar da necessidade de equipar as Forças Armadas, mas não deu detalhes. A presidente destacou, porém, a necessidade de incrementar a indústria de defesa nacional:

- Uma política de defesa assertiva é necessária ao desenvolvimento econômico e também para uma política externa soberana. Para construir uma grande nação é fundamental dispor de capacidade na defesa dos interesses pelos mais diversos meios, notadamente os dissuasórios.

Avião que não voa desaparece de museu na Holanda

Do UOL Notícias*, em São Paulo

Um modelo de caça americano desapareceu misteriosamente de um pequeno museu na Holanda. Os donos do local esperam que tudo não passe de uma "pegadinha" dos ladrões.
O Museu Vliegbasis Deelen, em Arnhem, sentiu a falta de um modelo que não funciona de um Lockheed Starfighter na manhã do último domingo (18).

Edwin van Brakel, diretor do museu, disse na segunda-feira (19) que é um mistério como os ladrões conseguiram retirar uma aeronave com 10 metros de comprimento e com cerca de 500 kg. "Ele não caberia atrás de um carro", disse.
Van Brakel disse que o roubo parece ser um trote porque os ladrões deixaram um bilhete no local com a frase: "voe longe. Vejo vocês no próximo ano".

*Com informações da Associated Press

19 dezembro 2011

Andrade Gutierrez e Thales fecham parceria

Por Francisco Góes | Valor

Do Rio

Dois grandes grupos, um brasileiro e outro francês, estão juntando forças para atuar na área de defesa e segurança, um mercado bilionário que exige experiência em gestão de grandes projetos e capacitação tecnológica. A parceria é formada pela Andrade Gutierrez, construtora que diversificou investimentos e fatura cerca de R$ 20 bilhões por ano, e pela Thales, que mantém negócios nas áreas de defesa, segurança, aeroespacial e de transportes e que, no ano fiscal de 2010, faturou € 13,1 bilhões.

Os dois grupos decidiram criar uma joint venture, ainda sem nome definido, que deverá estar constituída no primeiro trimestre de 2012. Os acionistas serão a Andrade Gutierrez Defesa e Segurança, com 60%, e o grupo Thales, com 40%. A nova empresa, com sede no Rio, terá foco de atuação em áreas como segurança urbana e vigilância e monitoramento de fronteiras. O acordo soma a experiência da Andrade na gestão de grandes projetos e a capacitação tecnológica da Thales nessas áreas a partir do uso ferramentas como radares, câmaras de visão noturna, redes de comunicação e equipamentos de vigilância.

Giovanni Foragi, presidente da Andrade Gutierrez Defesa e Segurança, disse que a escolha da Thales para formar a parceria se relaciona com a disposição do grupo francês de transferir tecnologia para criar uma indústria nacional com competência tecnológica. A Thales, que tem participação de 27% do governo francês e de 25,9% da Dassault Aviation, tem uma série de soluções e produtos voltados para as áreas de segurança e defesa. A Andrade Defesa e Segurança foi criada em 2011 como subsidiária do grupo brasileiro.

Foragi afirmou que a joint venture está alinhada com o conceito da Empresa Estratégica de Defesa (EED), prevista na medida provisória 544, de setembro, que estabelece normas especiais para as compras, contratações de produtos, de sistemas e do desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa. A parceria entre Andrade e Thales precisará passar por qualificação do Ministério da Defesa para constituir-se como EED.

Um dos focos potenciais de negócios da joint venture é o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército, com custo de implantação estimado em R$ 10 bilhões. O primeiro alvo da joint venture é disputar o projeto-piloto do Sisfron, disse Foragi. O executivo afirmou, porém, que todos os projetos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica que demandem soluções e sistemas estarão no escopo da parceria com a Thales. A sociedade também poderá fazer aquisições de empresas que atuem, por exemplo, na área de análise de imagens (visão noturna) ou outros segmentos. "A joint venture poderá adquirir uma tecnologia existente e aprimorá-la", disse Foragi.

Laurent Mourre, diretor-geral da Thales no Brasil, disse que a transferência de tecnologia passa por processo de autorização do governo francês. Mas reconheceu que hoje é mais fácil transferir tecnologia para o Brasil em função da parceria estratégica acertada pelos dois países em dezembro de 2008. Um dos pontos do plano é a cooperação na área de defesa. Laurent disse que os princípios gerais da joint venture foram fixados. A sociedade não informa previsões sobre receita.

Mourre disse que há expectativa de capacitar fornecedores brasileiros e, entre as áreas potenciais de transferência de tecnologia, estão sensores (radares e câmeras), satélites de observação, veículo aéreo não tripulado (Vant) e sistemas de comunicação, entre outros.

O anúncio da parceria entre Andrade e Thales coincidiu com a visita ao Brasil, na semana passada, do primeiro-ministro da França, François Fillon. O presidente da Thales International, Blaise Jaeger, disse que a parceria estratégica entre os dois países é importante para a empresa e permitiu a associação com a Andrade na área de defesa e segurança. Ele afirmou que o acordo com a construtora brasileira representa a primeira joint venture estratégica para a Thales no mercado brasileiro, onde o grupo francês controla a Omnisys, empresa com sede em São Bernardo do Campo (SP).

O custo astronômico da guerra do Iraque

Agência AFP

Milhares de civis iraquianos mortos, assim como milhares de soldados da coalizão, em mais de oito anos de uma guerra que consumiu bilhões de dólares: o custo do conflito no Iraque foi astronômico.

Desde a invasão americana do país, em março de 2003, ao menos 126 mil civis iraquianos morreram devido ao conflito, segundo Neta Crawford, professora da Universidade de Boston. Somam-se a este número 20 mil soldados e policiais iraquianos e mais de 19 mil insurgentes.

Segundo a organização britânica IraqBodyCount, as perdas civis são contabilizadas entre 104.035 e 113.680 desde 2003.

Do lado da coalizão, os Estados Unidos perderam 4.484 soldados, 3.500 em combate. Cerca de 32 mil militares ficaram feridos, de acordo com os números do Pentágono. O Reino Unido perdeu 179 soldados. Também faleceram outros 139 militares de outras nacionalidades. Cerca de 1,75 milhão de iraquianos estão refugiados em países vizinhos ou foram forçados a se deslocar dentro de seu próprio país, segundo a ONU.

Milhares de soldados mobilizados

No início da operação "Iraqi Freedom" ("Liberdade Iraquiana"), estavam mobilizados 150 mil soldados americanos no país e outros 120 mil apoiavam a operação a partir do exterior. Também participaram da invasão mais de 40 mil soldados britânicos. O número de soldados foi caindo regularmente e se situou em 165 mil no fim de 2006, antes de Washington decidir enviar 30 mil homens de reforço para tentar frear a explosão de violência.

Em setembro de 2010, a operação chega ao seu fim, mas 50 mil soldados americanos permaneceram até agora no país para ajudar na formação do exército iraquiano.

O custo financeiro

O Pentágono destinou cerca de 770 bilhões de dólares desde 2003 nas operações no Iraque. Soma-se a isso a parte indeterminada do orçamento do Pentágono que também serviu para financiar a guerra. Além disso, é preciso contabilizar o custo da ajuda americana ao Iraque, de se ocupar dos feridos e dos veteranos.

Sobre os veteranos, os custos líquidos resultantes da operação iraquiana são dificilmente separáveis dos das operações no Afeganistão. No total, somam cerca de 1,25 milhão de veteranos. De fato, as estatísticas publicadas pelo governo americano não fazem distinção entre os dois. No fim de 2010, os Estados Unidos gastaram cerca de 32 bilhões de dólares em assistência médica aos feridos e em aposentadorias por invalidez, que para os veteranos são vitalícias.

Os custos futuros são exponenciais. Linda Bilmes, professora da Universidade de Harvard, acredita que os custos médicos e de aposentadorias entre agora e 2055 para os veteranos serão de 346 a 469 bilhões de dólares.

Marinha do Brasil, destemor e desmanche em desdita

Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Correio Braziliense

Ainda outro dia foi o Dia do Marinheiro! "Somos todos defensores da bandeira, nos mastros da vitória a tremular!" Assim reza a canção da Escola Naval, a altivez não morre em nossos aspirantes. Há quem diga: nossa Marinha de guerra já foi a terceira do mundo. Mas isso foi nos tempos do Império, período histórico em que se viveu em ambiente político de moralidade, probidade e, sobretudo, patriotismo sem par. As chamadas questões externas, envolvendo ameaças à integridade do país, pesavam com valor nos gabinetes conservadores e liberais que se revezavam no poder e nossa Força Naval era prestigiada na sua justa medida. Vitória... palavra mágica, sonharam, sonham e sonharão sempre com ela. Mas estão sendo enganados!

"Para a honra e pela glória dessa terra lutaremos com denodo varonil." Que ninguém duvide, desejam fazê-lo, porém só Deus sabe como. Um submarino atômico que já virou "estória para inglês ver", para daqui a quantos anos se precisamos dele para ontem? E não vai adiantar apenas um. É imperativa só para manutenção do manancial pré-sálico uma flotilha, que dirá para imposição da soberania nacional em 7.500 km de litoral. Nossos marinheiros não vão enfrentar armadas latinoamericanas.

Quem pensa assim ainda acredita em Papai Noel.

"Marinheiros, avante, vencer ou então morrer, o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.". E o Porta-Aviões São Paulo? O carioca da gema sabe, ele vai sempre à praia: quantas vezes esse aeródromo já cruzou a barra para um simples, que seja, aquecimento de suas máquinas? Alguma vez você chegou a ver algum caça decolando daquela belonave? Pois fontes fidedignas estão a clamar que talvez não exista mais nenhum em condições de disponibilidade. Mas os cortes no orçamento pertinente não cessam. Atenção, politicalha descomprometida, quem faz economia em cima da defesa nacional não está cumprindo com o seu dever.

Governantes, parlamentares, enfim, responsáveis maiores pela segurança da nossa Pátria, parece que estou a ver o "São Paulo" servindo para exercício de tiro ao alvo assim como serviu o Cruzador Belgrano dos "hermanos" em 1982. Vencer... morrer, marinheiros, não há como escapar, fragilizados como estão vão morrer!

E agora, por favor, que não se levante mais aquela pusilanimidade eivada pelo cabotinismo de que não temos dinheiro. O painel nacional do "impostômetro" não deixa ninguém mentir, já se ultrapassou a cota de R$ 4 trilhões! Que quinta potência mundial é essa que não tem como se garantir?

Perigo! Os piratas de língua inglesa não vão esperar 20 anos para a contestação da posse do pré-sal brasileiro. Afinal de contas, cinco submarinos da classe suffren (nucleares) já poderiam ter sido adquiridos na França ao preço total de 32,5 bilhões, viabilizando o imediato adestramento de suas tripulações. Uma providência que se faz urgente e emergencial, para ontem, que não implicaria em absoluto em se abrir mão da construção de mais um em parceria com aquele país, apesar da previsão para entrega só daqui a 10 (dez) anos.

Em verdade, agora fomos salvos pelo gongo. Amanhã pode ser que a Petrobras, e não a Chevron, seja responsável pelo desastre ecológico. Que ninguém se engane, é o pretexto que as potências militares estão aguardando para uma "apropriação humanitária da área pré-sálica brasileira em nome da ecologia e para o bem da comunidade internacional".

"Riachuelo, que foi no passado a prova de bravura e coragem viril, paira sempre como símbolo sagrado dentro d"alma do marujo varonil"... o espírito imortal do Imperial Marinheiro Marcílio Dias, leão marinho tombado no cumprimento do dever no convés da intrépida Corveta Parnaíba! É de se perguntar quantos dos responsáveis pela penúria da Marinha de Tamandaré já ouviram falar desse nome, quem sabe alguns poucos, mas se indagasse das circunstâncias de sua morte aí já seria covardia.

Quanta falta de respeito pelos jovens, os filhos e netos nossos, marinheiros que são por profissão e vocação, herdeiros do marujo nascido em Rio Grande (RS), amputado em luta que tombou morto, todavia vencedor. O final deles, temos que evitar este desiderato, não será imortalizado pela glória que perpetuou o gaúcho do mar. A Bandeira em nossos navios os terá mortos aos seus pés, mas, assim mesmo, vai ser arriada.

Sargento do Exército reage a assalto e é morto em Osasco

Ele foi abordado por quatro homens, em duas motos, e acabou baleado; socorrido ao pronto socorro do Hospital Regional de Osasco, ele faleceu

Pedro da Rocha, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Depois de reagir a um assalto, O sargento do Exército Ronaldo Marcelo de Paula, de 40 anos, foi morto na noite deste domingo, 18, na altura do número 947 da Avenida Getúlio Vargas, bairro Jardim Piratininga, em Osasco, na Grande São Paulo.

Segundo a polícia, Ronaldo estava em sua moto, e parou para atender o celular. Quatro criminosos, em duas motos, o abordaram e anunciaram o assalto. O sargento reagiu e acabou baleado.

Socorrido para o pronto socorro do Hospital Regional de Osasco, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Não há presos e o caso foi encaminhado ao 10° Distrito Policial.

15 dezembro 2011

Organizações Militares da Aeronáutica celebram Dia da Infantaria no

Dia da Infantaria no III COMAR

As unidades de Infantaria de Aeronáutica sediadas no Rio de Janeiro se reuniram na segundafeira (12/12) para celebrar o Dia da Infantaria, comemorado em 11 de dezembro. A data faz alusão à criação das primeiras Companhias de Infantaria, no ano de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. A solenidade militar foi realizada no pátio do Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR) e foi presidida pelo Comandante da Unidade, Major Brigadeiro do Ar Luiz Carlos Terciotti.

A tropa foi composta por militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro (BINFAE-RJ), do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial do Galeão (BINFAE-GL), do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial dos Afonsos (BINFAE-AF) e do Batalhão de Infantaria da Base Aérea de Santa Cruz.

O desfile da tropa foi marcado pela participação de viaturas operacionais utilizadas no cumprimento das missões da Infantaria, como o caminhão de transporte de tropa, carros de patrulha, além do Pelotão de Motociclistas.

Fonte: III COMAR

1º Grupo de Aviação de Caça (1ºGAVCA) comemora 68 anos

No próximo dia 19 de dezembro, a Base Aérea de Santa Cruz celebrará no Campo Nero Moura o 68º Aniversário do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA).

Criado do Decreto nº 6.123, de 18 de dezembro de 1943, a unidade lutou na Itália na Segunda Guerra. Nos dias atuais, o 1º GAVCA trabalha para a manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro.

Por oportuno, ocorrerá após a solenidade o lançamento da reedição do livro “Senta a Pua!” do Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, veterano de guerra e partícipe do início da brilhante história da Aviação de Caça no Brasil.

Fonte: 1ºGAVCA

Irã exige que EUA peçam desculpas

Ahmadinejad ignora solicitação de Obama para que seu país entregue aeronave espiã e acusa os Estados Unidos de violação do espaço aéreo

Renata Tranches – Correio Braziliense

O episódio da captura de um avião teleguiado (drone) norte-americano em território do Irã reforçou o clima de guerra fria entre Washington e Teerã e aumentou as tensões já acirradas por diversos atritos recentes. Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exigir a devolução do avião-espião, o governo iraniano rejeitou categoricamente o pedido, alegou que o aparelho passa a ser “propriedade da República Islâmica” e cobrou um pedido de desculpas pela “invasão do espaço aéreo”. O regime garante ter capacidade para decifrar códigos e copiar a tecnologia para equipar suas forças.

As acusações de violação e espionagem norte-americana foram feitas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, ontem, alegando ainda que o fato poderá “pôr em perigo a paz e a segurança mundial”. Na última sexta-feira, o Irã apresentou uma reclamação formal contra a invasão de seu espaço aéreo junto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ontem, em entrevista à emissora estatal da Venezuela, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, assegurou que a aeronave agora pertence a seu país. “Os norte-americanos, na melhor das hipóteses, decidiram nos dar esse avião”, afirmou.

Segundo a imprensa norte-americana, fontes da CIA (agência de inteligência dos EUA) dizem que, devido a falhas, o drone, que estaria trabalhando na fronteira do Afeganistão, precisou ser pousado no Irã. Mas para Alexandre Fuccille, especialista em Defesa da Facamp (Campinas) e colaborador da Universidade Nacional de Defesa (EUA), a alegação não faz sentido e tudo aponta que a ferramenta estaria realmente sendo usada para espionagem. “Estavam espionando sim, sem dúvida, o propósito (do drone) é esse”, afirmou, acrescentando que a aeronave foi projetada com potentes câmeras e lentes capazes de alcançar locais inatingíveis para os satélites. Para Fuccille, as queixas de Teerã são válidas, e o país poderá ainda alegar espionagem em seu território, dependendo das provas que forem encontradas entre os registros da nave.

Programa nuclear

Esse episódio é o mais sério da recente história de tensão entre o Irã e os Estados Unidos e aliados. Washington acusa o regime islâmico de conduzir um programa nuclear com o objetivo de produzir uma bomba. O governo iraniano, por sua vez, alega que suas intenções são pacíficas.

Recentemente, um dos mais proeminentes aliados norte-americanos, Israel, ameaçou atacar as instalações nucleares iranianas. Na sequência, depósitos de munição no Irã sofreram explosões e dezenas de pessoas foram mortas, inclusive um comandante dos programas de armas da Guarda Revolucionária. Chegou-se a especular que os ataques seriam sabotagem da Mossad (serviço secreto israelense), mas nenhum dos dois países assumiu a possibilidade.

Em caso envolvendo diretamente os EUA, o governo norte-americano afirmou, em outubro, ter frustrado um plano do Irã para matar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, o que Teerã negou veemente. Acrescentando mais um degrau na escalada de tensões, ontem a agência oficial iraniana disse que a Justiça do país indiciou 15 espiões “americanos e sionistas” que estariam conduzindo atividades em seu país.

Queda em Seychelles

A Embaixada dos Estados Unidos em Maurício informou ontem que um avião teleguiado norteamericano (drone) MQ-9 caiu no aeroporto internacional de Mahe, a principal ilha do arquipélago das Seychelles. “O MQ-9 não estava armado e não causou nenhuma vítima”, indicou a embaixada americana, que também abrange as ilhas Seychelles. “As causas do incidente ainda não são conhecidas, mas estão sendo investigadas”, acrescentou. Os EUA usam desde o fim de 2009 aviões teleguiados a partir das Seychelles para localizar piratas somális que operam em torno do arquipélago e no Oceano Índico, complicando a navegação na zona.

Sob aplausos e em meio a uma chuva torrencial, o símbolo da Palestina ganhou espaço em frente à sede da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), em Paris, 43 dias depois de conquistar o status de membro pleno.

“A Palestina, a terra onde as civilizações se encontraram (...) volta a renascer”, comemorou o presidente palestino, Mahmud Abbas, ao lado da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. Horas depois, Abbas se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país surpreendeu ao votar a favor da admissão palestina na Unesco.

Sarkozy, segundo o líder palestino, reiterou seu “apoio à criação de um Estado palestino independente”.

Irã rejeita pedido de Obama de devolução de drone aos EUA

Equipamento ficará no país como propriedade do Estado, diz ministro iraniano sobre avião apreendido

O Estado de SP

O Irã rejeitou ontem o pedido do presidente americano, Barack Obama, de devolução de um avião não tripulado (drone) que os militares iranianos dizem ter capturado no dia 4. O ministro da Defesa Ahmad Vahidi afirmou que o equipamento "permanecerá no país como propriedade do Estado".

"O avião espião americano agora faz parte do patrimônio da República Islâmica e a nação decidirá que medidas tomará no futuro a seu respeito", declarou Vahidi, segundo o canal estatal Press TV.

O Obama deveria pedir desculpas por enviar um avião não tripulado ao território iraniano em vez de pedir o equipamento de volta, disse ontem o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast.

"Parece que ele esqueceu que nosso espaço aéreo foi violado, uma operação de espionagem foi conduzida e a lei internacional foi desrespeitada", acrescentou.

A Press TV afirmou que o drone foi derrubado com danos mínimos pela unidade de armamentos eletrônicos do Exército iraniano quando voava sobre a cidade de Kashmar, no nordeste do país, a cerca de 224 quilômetros da fronteira com o Afeganistão.

Autoridades americanas atribuíram a perda do drone a um problema técnico.

Na quinta-feira, as autoridades iranianas exibiram um vídeo pela TV com o suposto drone, um RQ-170 Sentinel. O avião, com as características asas de morcego e tecnologia que impede que seja captado nas telas de radar, tem a possibilidade de permanecer horas a fio a 15 mil metros de altitude controlando o que se passa no solo.

As autoridades americanas disseram que o avião faz parte de um programa de monitoramento de áreas onde estaria sendo produzida a bomba nuclear no Irã.

Tecnologia. Na segunda-feira, militares iranianos disseram que estavam extraindo uma série de informações secretas do drone e o desmontariam a fim de aprender como ele funciona. A agência de notícias Fars noticiou que as Forças Armadas iranianas capturaram algo muito precioso que "poderá acabar com a vantagem dos EUA no campo tecnológico em relação a seus adversários".

O Irã apresentou queixas formais, na semana passada, de uma "incursão por drones" em seu território, tanto no Conselho de Segurança da ONU quanto na Embaixada da Suíça em Teerã, responsável pelos interesses americanos no Irã. O governo iraniano também se queixou ao Afeganistão por permitir que os americanos usem o território afegão como uma base de vigilância. / NYT

Embraer quer investir mais na area da defesa

Empresa registrou crescimento de 5% no faturamento

Gilberto Scofield Jr. – O Globo

SAO PAULO. Com um quarto de seu faturamento vindo dos EUA e outro quarto vindo da Europa, duas regiões que enfrentam dificuldades econômicas monumentais, a Embraer considera um excelente desempenho o crescimento de 5% no faturamento que terá este ano, algo como, US$ 5,7 bilhões, previu ontem seu presidente, Frederico Curado. A Embraer vê com entusiasmo as propostas de compras de países emergentes. Mas Curado sabe que nem todo o crescimento nestes países pode compensar as robustas vendas de mercados como o europeu ou o americano.

E nesse ambiente de indefinições de uma crise européia que devera se arrastar por anos que a Embraer optou em investir pesado e apostar alto num segmento que, este ano, representou US$ 800 milhões em receita, algo como 15% do faturamento (diante de uma fatia tradicional de 10%): a industria de defesa, cujos projetos parecem se multiplicar pelo mundo, sobretudo em países emergentes, a despeito de crises.

Queremos estar no centro das decisões do segmento de defesa e segurança no pais disse Curado. Nova estratégia começou em fins do ano passado A começar pela própria estrutura, que ganhou em dezembro do ano passado a Embraer Defesa e Segurança, braço que aglutina hoje os grandes projetos da companhia no setor.

Em março, esta controlada fechou a compra de 64,7% do capital social da divisão de radares da OrbiSat da Amazônia, um negocio e de R$ 28,5 milhões. A empresa, especializada em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea e terrestre, desenvolve e produz sistemas de monitoramento integrados para o Exercito e negocia produtos semelhantes para a Forca Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha.

Em setembro, a Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, subsidiaria da empresa israelense Elbit Systems, fecharam parceria para a criação de uma joint-venture. A nova empresa se chamou Harpia Sistemas e tem como fim a exploração do mercado de veículos aéreos não tripulados, conhecidos como VANT. A Embraer tem 51% do capital social e a AEL 49%. As empresas vão se juntar a OGMA . Indústria Aeronáutica.

09 dezembro 2011

Caminhões da Otan destruídos em ataque no Paquistão

Agência AFP

Militantes destruíram ao menos 34 caminhões em um ataque com foguetes nesta quinta-feira (8) contra um terminal de carga da Otan no sudoeste do Paquistão responsável pelo abastecimento das tropas no vizinho Afeganistão, informou a polícia.

Alguns caminhões-tanque e de carga estavam estacionados no terminal temporário de Quetta depois que o Paquistão fechou as rotas de abastecimento para as forças da Otan devido a um ataque aéreo na fronteira que matou 24 soldados paquistaneses.

O chefe da polícia de Quetta, Ahsan Mehboob, disse que apenas dois caminhões não foram afetados pelo ataque, que causou um incêndio e danificou parcialmente outros oito veículos. Não houve mortes na ação, acrescentou.

O oficial da polícia Malik Arshad afirmou à AFP, mais cedo, que homens armados dispararam vários tiros e um foguete contra os veículos da Otan e o incêndio que se seguiu se alastrou, atingindo mais de 20 veículos em Quetta, capital da província do Baluchistão, no sudoeste do país.

"Primeiro, o fogo começou em dois caminhões e o combustível começou a vazar, o que espalhou o fogo para os outros veículos", disse Arshad. "O corpo de bombeiros e os serviços de emergência foram chamados imediatamente após o ataque", explicou.

Soldados paramilitares isolaram o local, enquanto os bombeiros lutavam contra o grande incêndio e as chamas ainda estavam altas à noite com uma grossa nuvem de fumaça preta sobre os caminhões que queimavam. O terminal é um dos três que foi construído em Quetta e arredores para os caminhões da Otan.

Nenhum grupo reivindicou o ataque até agora, mas os talibãs já realizaram ações similares para interromper o fornecimento de mercadorias aos mais de 130 mil soldados estrangeiros liderados pelos Estados Unidos no Afeganistão.

Terroristas ligados à Al-Qaeda ou ao grupo talibã lançam frequentemente ataques contra veículos de abastecimento da Otan no noroeste e no sudoeste do Paquistão, que fazem fronteira com o Afeganistão.

Muitos dos suprimentos e equipamentos necessários para as forças estrangeiras no Afeganistão são normalmente enviados através do Paquistão, embora as tropas americanas utilizem com cada vez mais frequência rotas alternativas através da Ásia Central. A Otan lançou uma investigação sobre um ataque efetuado no mês passado por suas forças, no qual 24 soldados paquistaneses foram mortos.

O Paquistão fechou sua fronteira com o Afeganistão para comboios de suprimentos da Otan, boicotou a conferência de Bonn desta semana sobre o futuro do Afeganistão e ordenou aos funcionários americanos que desocupassem uma base aérea utilizada supostamente por drones da CIA.

Todas as opções sobre a mesa

Obama não descarta uma intervenção militar contra Teerã. Regime islâmico exibe imagens de suposto avião-espião dos Estados Unidos

Rodrigo Craveiro – Correio Braziliense

Diante da tevê, o brigadeiro-general Amir Ali Hajizadeh, comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica, começou a detalhar o troféu que estava bem atrás dele e diante de um imenso cartaz com a inscrição “Morte à América, Morte a Israel, morte à Inglaterra”. “O RQ-170 Sentinel é equipado com sistemas de radar, de comunicação eletrônica, de coleta de dados e de vigilância altamente avançados”, afirmou. Segundo o militar, a aeronave secreta dos Estados Unidos teria “caído na armadilha” dos iranianos e sido derrubado.

Coincidência ou não, no mesmo dia em que Teerã exibia as imagens do suposto avião-espião inimigo, praticamente intacto, a Casa Branca adotou uma retórica mais agressiva em relação ao regime de Mahmud Ahmadinejad. “Se eles estão buscando armas nucleares, e eu tenho dito claramente que isso é contrário aos interesses da segurança nacional dos EUA; é contrário aos interesses da segurança nacional de nossos aliados, incluindo Israel; vamos trabalhar com a comunidade internacional para impedir isso”, declarou Barack Obama.

O presidente norte-americano reafirmou que considera todas as alternativas para lidar com o Irã.

“Nenhuma opção está fora da mesa, o que significa que tenho em conta todas as opções”, avisou. Além de uma resposta às críticas dos adversários republicanos, Obama quis enviar um recado a Ahmadinejad, após a divulgação das imagens da aeronave não tripulada. Ele lembrou que Teerã está “isolado do mundo” e sofre “as sanções mais duras que já conheceu”. Autoridades dos EUA admitiram que os controladores perderam contato com um avião sem piloto, baseado no Afeganistão. Ao analisarem as imagens divulgadas por Teerã, disseram tratar-se de um RQ-170 Sentinel — usado pela Agência Central de Inteligência (CIA).

Nova guerra

Em entrevista ao Correio, Patrick Clawson — diretor de pesquisas e da Iniciativa de Segurança do Irã no The Washington Institute for Near East Policy — não acredita que o Irã será alvo de uma campanha de pesados bombardeios, semelhante à ocorrida no Iraque ou no Afeganistão. No entanto, não descarta uma ação militar fiel ao estilo de combate do século 21. “As intervenções provavelmente serão secretas”, comenta. “Já temos visto assassinatos de cientistas nucleares e grandes explosões em instalações atômicas do Irã. O país registra ciberataques, sabotagens e deserções de cientistas”, acrescenta. Em 28 de novembro, uma explosão inexplicável danificou as instalações de conversão de urânio perto de Isfahan, a 335km de Teerã. Dezesseis dias antes, outra explosão em uma base militar matou o arquiteto-chefe do programa de mísseis balísticos.

“Os aviões-espiões fornecem vigilância persistente e indicam o melhor dia e a melhor hora para atacar uma instalação, de forma a maximizar o número de mortos”, observou o americano John Pike, diretor do site GlobalSecurity.org. Segundo ele, a eliminação dos funcionários de uma instalação de enriquecimento de urânio levaria à degradação do programa nuclear. Por sua vez, a iraniana Farideh Farhi — cientista política da Universidade do Havaí — acredita que o regime iraniano pode usar o RQ-170 Sentinel como fator dissuasivo. “A captura do drone pode convencer as autoridades americanas e israelenses de que um ataque é mais duro do que parece”, comenta ao Correio. Oficiais dos EUA admitiram que o RQ-170 Sentinel era parte de uma frota de aeronaves secretas usadas pela CIA em uma campanha de espionagem das instalações nucleares. O iraniano Trita Parsi, especialista em Oriente Médio, adverte que uma guerra arrastaria a região para o combate e levaria a economia mundial à depressão.

Visita simbólica

O presidente Barack Obama fará uma visita a uma base da Carolina do Norte para marcar a retirada de todas as tropas americanas do Iraque na próxima semana, com um discurso aos soldados que retornam, indicou ontem a Casa Branca. “Ao término da guerra dos Estados Unidos no Iraque este mês, o presidente quer se dirigir diretamente aos soldados em Fort Bragg, assim como aos membros das Forças Armadas e a suas famílias em todas as partes”, anunciou a Casa Branca. “O presidente falará sobre os enormes sacrifícios e conquistas dos bravos americanos que serviram na guerra do Iraque e sobre o extraordinário fato de pôr fim à guerra.” Obama pronunciará seu discurso em 14 de dezembro.

Olhos de águia

Saiba mais sobre o RQ-170 Sentinel, uma arma ainda envolta em segredos

Fabricante: Lockheed Martin

Motor: especificações secretas. Provavelmente um General Electric TF34

Altura: 1,84m

Envergadura: 26m

Peso: 3,8t

Teto de voo: 15,2km de altitude

Características: o formato do RQ-170 Sentinel segue vários elementos da chamada “tecnologia furtiva” — que impede a detecção pelo radar. A cor cinza-claro implica um teto de voo de média altitude.

Especialistas creem que ele possa estar configurado para carregar uma “fonte de micro-ondas de alta energia”, capaz de “fritar” computadores no solo.

Histórico: o RQ-170 Sentinel foi visto em Kandahar no fim de 2007. Em dezembro de 2009, teria realizado um voo-teste na Coreia do Sul. Oficiais de inteligência admitiram que a aeronave ofereceu suporte à operação que matou o terrorista saudita Osama bin Laden, em Abbottabad (Paquistão).

Eu acho...

“É muito difícil para o Irã duplicar a tecnologia dos drones (aviões-espiões) norte-americanos. O regime iraniano não possui engenheiros nem sabe como construí-los. Possivelmente, Teerã trocou informações com a Rússia e a China sobre esse aparelho. A grande questão é que os drones têm um comando interno, talvez um software, ao qual o Irã não tem acesso.”

Patrick Clawson, diretor de pesquisas e da Iniciativa de Segurança do Irã no The Washington Institute for Near East Policy