31 janeiro 2012

Homens do Exército e da BM são presos ao fazer segurança irregular

Militares estavam com pistola e arma de brinquedo em um clube de Tramandaí

Correio do Povo 

A Brigada Militar (BM) prendeu um soldado do exército e um policial militar que realizavam a segurança, de forma irregular, em clube na praia de Tramandaí, no Litoral Norte. A prisão ocorreu na noite dessa sexta-feira na avenida Fernandes Bastos. Com eles, a BM apreendeu uma pistola com numeração raspada e uma réplica de plástico.

O responsável pelo policiamento no Litoral Norte, o tenente-coronel Ricardo Silveira, explica que alguns policiais realizam o conhecido “bico” de segurança para ajudar no orçamento. "A gente já se deparou várias vezes com ocorrências em que foi utilizado este tipo armamento, que se confunde perfeitamente com uma arma de verdade", disse.

Família de soldado é indenizada

Correio do Povo 

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação da União ao pagamento de indenização de R$ 100 mil por danos morais e materiais à família de soldado morto em serviço.

O acidente ocorreu em um acampamento do Exército em São Gabriel (RS). O soldado prestava serviço militar obrigatório no 6º Batalhão de Engenharia de Combate. Em agosto de 1999, em uma operação especial, ele faleceu após a antena do rádio que carregava tocar acidentalmente em um fio de alta tensão. Foi constatado que a rede elétrica estava irregular.

O pai, a mãe e o irmão menor do falecido pediram à Justiça Federal uma indenização, aceita em 1ª instância. A União recorreu ao Tribunal, alegando que o militar não havia pago as 24 parcelas de contribuição exigidas para o pensionamento. O relator do recurso, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, entendeu diferente. "Ao prever a obrigatoriedade do serviço militar, surge para o Estado o dever de guardar e assegurar a vida e a incolumidade física e psíquica dos soldados", ressaltou Lenz. A União também pagará pensão à família.

Carga pesada

O Dia 

Rio - Trinta e quatro alunos pediram trancamento de matrícula após a primeira das três semanas de adaptação dos futuros cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende. Não suportaram a pesada carga de exercícios imposta pelo programa, considerada excessiva pelos próprios.
Segundo informações dos estudantes, os exercícios vão além do necessário para garantir a forma física.

Eles afirmam que têm direito a apenas duas horas de sono e, nesse período, ainda são obrigados pelos instrutores a escreverem redações. 

Resposta 

A Aman informa não impor castigos físicos aos alunos, sendo os instrutores orientados a tratá-los com dignidade. A academia diz que todos recebem acompanhamento médico e que, ao contrário do afirmado pelos cadetes, ficam liberados entre as 22h e 6h.

Ministro britânico visitará Malvinas no aniversário da guerra

Por Adrian Croft - Reuters 

LONDRES, 31 Jan (Reuters) - Um ministro britânico viajará às Ilhas Malvinas em junho a fim de participar da comemoração do 30o aniversário da recaptura das ilhas pela Grã-Bretanha, em uma visita que poderá irritar o governo argentino.

A Grã-Bretanha anunciou que enviará um dos seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless, ao Atlântico Sul nos próximos meses para substituir outro navio na patrulha. O país informou, porém, que a medida já estava planejada há muito tempo e é "completamente rotineira".

A tensão entre Grã-Bretanha e Argentina por causa das ilhas sob disputa no Atlântico Sul aumentou de novo, à medida que se aproxima o aniversário da guerra e empresas britânicas procuram por petróleo nas águas próximas às ilhas.

"Vou para coincidir com a conclusão da guerra das Falklands. Irei em junho para o aniversário de 30 anos", disse à Reuters em uma entrevista Jeremy Browne, o ministro do gabinete das Relações Exteriores responsável pelas relações com a América Latina.

Browne disse que espera que sua visita de uma semana não perturbe a Argentina, que já acusou a Grã-Bretanha de agir de forma provocativa ao anunciar que o príncipe William, o segundo na linha de sucessão do trono britânico, será enviado às ilhas este ano para ser piloto de helicóptero da Força Aérea Real (RAF).

"Espero que eles vejam isso pelo que é, ou seja, um reconhecimento do valor e do sacrifício dos soldados britânicos e dos próprios ilhéus das Falklands na libertação das ilhas há 30 anos e também uma comemoração mais ampla pelo sacrifício feito de forma mais geral, incluindo pelos argentinos", disse ele.

Browne é o primeiro ministro do governo de coalizão da Grã-Bretanha, que está há 20 meses no poder, a anunciar uma visita às ilhas e será o primeiro ministro do gabinete das Relações Exteriores a ir até lá desde 2008.

Londres controla as ilhas - situadas a 480 quilômetros da costa sul da Argentina - desde 1833. Em 1982, a Grã-Bretanha enviou uma força naval e milhares de soldados para reclamar as ilhas depois que forças argentinas as ocuparam. Cerca de 650 argentinos e 255 soldados britânicos morreram no conflito que durou 10 semanas.

A Grã-Bretanha recusa-se a negociar com a Argentina sobre a soberania das ilhas. O primeiro-ministro David Cameron disse este mês que a Grã-Bretanha está comprometida com a proteção das ilhas e afirmou que o desejo dos ilhéus é soberano.

Em dezembro, o bloco Mercosul - incluindo o membro associado Chile - concordou que as embarcações viajando com a bandeira das Falklands seriam proibidas de aportar em qualquer um de seus portos em solidariedade à Argentina.

Depois que a presidente argentina, Cristina Kirchner, descreveu a Grã-Bretanha no ano passado como uma "potência colonial grosseira em declínio" por se recusar a conversar sobre as ilhas, Cameron respondeu este mês, acusando a Argentina de "colonialismo".

Browne -- que é membro do partido Liberal Democrata, de centro-esquerda, o parceiro menor da coalizão governista -- disse que não vê a disputa como uma barreira para a iniciativa britânica de estabelecer relações mais fortes com os países da América Latina, "com a exceção da Argentina".

Na semana passada, a Argentina nomeou Alicia Castro como sua nova embaixadora em Londres, um posto que estava vago desde 2008 em protesto à recusa da Grã-Bretanha em negociar sobre as Malvinas.

(Reportagem de Mohammed Abbas)

França pondera retirar soldados do Afeganistão

EuroNews

A França pondera a possibilidade de retirar os seus efectivos militares do Afeganistão, na sequência de um atentado que matou quatro dos seus soldados.

30 janeiro 2012

Monitoramento da fronteira sai em 10 anos

ANDREZZA TRAJANO - FOLHA DE BOA VISTA
 
O chefe do Comando Militar da Amazônia, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, disse à Folha que em até dez anos o Exército Brasileiro implantará o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), na Amazônia. O projeto está orçado em R$ 10 bilhões.

 
“São 11 mil quilômetros de fronteira, com uma característica geográfica muito difícil. Hoje, os problemas mais sérios são questões de segurança urbana nos grandes centros, onde todos esses problemas passam pelas fronteiras, como o narcotráfico, contrabando e a biopirataria”, justificou.

 
A alternativa para mudar esse cenário será feita com tecnologia. O Sisfron está na fase de concepção e logo entrará em processo de definições e detalhamentos. 


“Esse sistema prevê a construção de novos pelotões de fronteira, para que em todos eles sejam instalados sensores, radares, sistema de vigilância, veículos aéreos não tripulados, que nos dará capacidade muito superior de fazer fiscalização na fronteira”, disse.
 
O Sisfron estará interligado por um sistema de comunicação ao centro de comando, onde esse centro acionará as unidades militares para fazerem patrulhamentos, apreensões e todo tipo de fiscalização, esclareceu o general.

 
O centro principal de comando será em Manaus, mas brigadas e batalhões também terão seus centros de comando. “É um projeto grande, que tem instalação prevista para ocorrer em dez anos, de uma tecnologia avançada, que privilegiará a indústria nacional”, ressaltou.

 
O comandante do CMA destacou a posição geográfica do Estado, que faz fronteira com a Venezuela e Guiana.


“Temos uma área extremamente sensível em razão de nossos vizinhos. Tive notícia que será asfaltada uma rodovia na Guiana, de Lethem a Linden, o que trará enormes benefícios, mas também todos os problemas decorrentes do impacto social. Ainda temos a questão das terras indígenas, o apoio aos índios e a preservação do meio ambiente”, observou.
 
Roraima terá mais seis pelotões
 

Conforme a Estratégia de Defesa Nacional, está prevista a instalação de seis novos Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs) em Roraima dentro e fora de terras indígenas. Atualmente já existem seis unidades no Estado, localizadas em pontos estratégicos para a manutenção da soberania brasileira.
 
Na Raposa Serra do Sol, ao norte do Estado, estão previstos dois pelotões, sendo um na comunidade do Contão e um na Serra do Sol, em Uiramutã, além de outro na terra indígena Jacamim, na região da Serra da Lua, em Bonfim. Essas áreas fazem fronteira com a Guiana, a nordeste de Roraima.

 
Na reserva Yanomami serão construídos um em Ericó e outro em Uaicás, regiões que fazem fronteira com a Venezuela, ao norte. Fora das terras indígenas, mas ainda dentro da faixa de fronteira, será construído um PEF na região de Entre Rios, sul do Estado.

Fragata brasileira amplia combate ao contrabando de armas no Líbano

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Brasília, 26/01/2012 — A incorporação da fragata F-45 União, enviada em 6 de outubro de 2011 pela Marinha do Brasil, ampliou a capacidade operacional da Força-Tarefa Marítima (FTM) que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). O total de navios encaminhados para inspeção subiu 94,86% desde a chegada do navio brasileiro ao teatro de operações.

As principais missões da fragata União são evitar o contrabando de armas e oferecer condições de treinamento para a Marinha do Líbano.

Segundo o procedimento adotado pela ONU, cabe à FTM detectar e interrogar os navios que se aproximam da costa libanesa. As embarcações suspeitas são acompanhadas até um porto para serem examinadas pela força naval daquele país.

A chegada do navio brasileiro também permitiu a ampliação do número de cascos em operação diária, que saltou de 2,5 para 3,7. Por seu maior porte, a União, capitânia da força, pode permanecer em operação mesmo em condições adversas de tempo e de mar, normais durante o inverno no Mediterrâneo Oriental, que obrigam os navios menores a buscar abrigo.

Graças aos sensores da fragata brasileira, o número de detecções de violações ao espaço aéreo libanês também aumentou. O navio está equipado com uma aeronave AH-11A Super Linx, um Grupo de Mergulhadores de Combate (GruMeC) e um Destacamento de Fuzileiros Navais.

Participam da MTF nove navios cedidos por seis países – Alemanha, Bangladesh, Brasil, Grécia, Indonésia e Turquia. Desde o início de suas operações, em 15 de outubro de 2006, a MTF abordou cerca de 36 mil navios. Desse total, 900 embarcações suspeitas foram encaminhadas às autoridades libanesas para investigações ou inspeções mais detalhadas.
Cerimônia de incorporação

Em reconhecimento à participação brasileira, a capa da edição de dezembro da revista Litani, publicada pela própria Unifil, traz uma imagem da fragata F-45 União, com sua tripulação formada no convés. O registro foi realizado durante a cerimônia de incorporação da unidade à Força-Tarefa Marítima, realizada no porto de Beirute em 14 de novembro último.

Presidido pelo comandante da FTM, contra-almirante Luiz Henrique Caroli, o evento contou com a presença do embaixador do Brasil em Beirute, Paulo Roberto Campos Tarrisse da Fontoura, acompanhado de diplomatas e funcionários da Embaixada do Brasil.

A Litani é uma publicação mensal de fotos e pequenos artigos que tem como propósito divulgar as atividades e eventos realizados pelos contingentes dos 35 países que compõem os destacamentos terrestre e marítimo da Unifil. O rio Litani, localizado junto à fronteira com Israel, deu nome à revista, editada para o público interno da missão.

Modificações

Antes de partir, a fragata recebeu algumas modificações para se adequar às novas funções. Para comandar a força-tarefa, ela recebeu dois sistemas de comunicação de dados, um operando na Banda X e outro na Banda Ku, e dois sistemas de comunicação por satélite.

Uma lancha inflável de casco rígido substituiu a baleeira de bombordo, para permitir a abordagem de navios suspeitos.

Quatro metralhadoras de calibre 12,7 mm foram distribuídas nos bordos para complementar o armamento da fragata, formado por um canhão de 4,5 polegadas, dois canhões antiaéreos de 40 mm, mísseis antinavio e antiaéreos.

Arma não-letal

Nas asas do passadiço foi instalado, em cada bordo, um tripé fixo para sustentar um sistema LRAD (Long Range Acoustic Device - Aparelho Acustico de Longo Alcance). Esta é uma arma não-letal constituída de autofalante direcional de grande potência.

O sistema pode ser usado de duas maneiras distintas: para mandar mensagens audíveis para pessoas localizadas até 3 mil metros de distância e que, por alguma razão, não respondam aos contatos por rádio; ou para causar desconforto por meio de fortes ondas sonoras dirigidas a tripulantes de embarcações que se aproximem da União sem autorização.

Força de Pacificação do Exército permanecerá nos complexos do Alemão e da Penha até junho

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Brasília, 26/01/2012 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, participou, na tarde desta quinta-feira, da solenidade de troca de comando da Força de Pacificação na base do Exército que atua no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A segurança dos dois complexos será transferida pelo Exército às polícias militar e civil do estado até junho deste ano, seguindo um cronograma que prevê também a implantação gradual de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na comunidade.

O cronograma prevê a implantação de oito UPPs, no total. As duas primeiras serão instaladas já em março. As demais serão implantadas numa proporção de duas unidades por mês até junho.

Na solenidade de hoje, o general-de-brigada Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva assumiu o comando da Força de Pacificação em substituição ao general-de-brigada Otávio Santana Rêgo Barros, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Em rápido discurso, durante a passagem de comando, o ministro da Defesa ressaltou a difícil tarefa de se conduzir uma operação de pacificação como a que ocorre nos complexos do Alemão e da Penha. Segundo ele, a tarefa exige não apenas “as virtudes militares tradicionais, mas também bom senso e capacidade de saber exercitar os direitos humanos em sua plenitude, com a distinção do uso da força, quando ela se faz indispensável, e civilidade no trato com a população”.

O ministro classificou o trabalho do Exército na Força de Pacificação como “sóbrio, consciente e presente, ressaltando que a iniciativa tem o reconhecimento da sociedade carioca. Celso Amorim manifestou solidariedade à população do Rio também em relação ao sofrimento causado pelo desabamento de três prédios no Centro do Rio de Janeiro.

Lembrando que a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha têm caráter transitório, o ministro da Defesa afirmou que a Força de Pacificação do Rio de Janeiro constitui a maior a operação de Garantia da Lei e da Ordem já realizada pelas Forças Armadas, seguindo os estritos princípios constitucionais e atendendo à solicitação de uma unidade da Federação.

O governador do Rio, Sergio Cabral, exaltou o trabalho da Força de Pacificação, reconhecendo a importância do Exército na manutenção da ordem pública e proteção da população dos complexos.

Já o comandante Militar do Leste, general-de-exército Adriano Pereira Júnior, lembrou a importância das atividades culturais e sócio-educativas junto à população dos complexos, acrescentando que tais realizações ajudaram a manter a paz e o bem-estar na comunidade.

Também estiveram presentes ao evento o comandante do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri , o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Benincá Beltrame, e toda a cúpula dos órgãos de segurança do Estado do Rio.

As Forças Armadas passaram a atuar, subsidiariamente, em operações de reforço à segurança pública no Rio de Janeiro após a intensificação de ataques em vários pontos da cidade e arrastões, em novembro de 2010. Em 25 de novembro, uma força-tarefa do Batalhão da Brigada de Infantaria de Paraquedista do Exército, apta na atuação em Garantia da Lei e da Ordem (GLO), se instalou no Complexo do Alemão a pedido do governo do Estado.

26 janeiro 2012

Brasil apoia renovação da defesa surinamesa

Em encontro em Brasília, ministros da Defesa dos dois países concordaram em aprofundar cooperação nas áreas de capacitação profissional, material militar e de proteção de fronteiras

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Brasília, 24/01/2012 — Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Suriname, Lamure Latour, acertaram uma maior cooperação entre os dois países na área militar, no combate ao crime transnacional e na área de capacitação profissional. Durante o encontro, ambos manifestaram o desejo de ampliar os laços existentes, estabelecidos desde 1982.

Ao final do encontro, o ministro Celso Amorim ressaltou sua crença numa ordem multipolar e acrescentou que espera ter no Suriname um de seus amigos mais importantes. O ministro Lamure Latour, por sua vez, destacou a importância brasileira no processo de formação da Força de Defesa do Suriname e no desenvolvimento econômico do país vizinho.

Reequipamento

O Suriname passa por um momento de reestruturação de seu componente militar. O ministro manifestou interesse em aviões de ataque leve e navios-patrulha entre 200 e 500 toneladas. Ontem (23/01) a comitiva visitou as instalações da Embraer em São José dos Campos (SP).

“Ficamos muito impressionados com o Super-Tucano e a capacitação brasileira no setor aeroespacial, reconhecida internacionalmente”, disse o ministro Lamure Latour durante a reunião de trabalho das duas delegações.

Segundo o ministro surinamês, seu país está interessado em produtos da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Além de navios-patrulha, haveria interesse em lanchas leves. Também foi colocada a necessidade de renovação da frota de viaturas leves e de caminhões.

O ministro Celso Amorim solicitou ao secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza, que avalie, junto às autoridades competentes, a possibilidade de abertura de linhas de crédito para suprir as demandas do Suriname.

Modernização

Durante a década de 1980, o Suriname adquiriu uma frota de veículos blindados de reconhecimento, Cascavel, e de transporte, Urutu, fabricados pela Engesa, empresa que teve sua falência decretada pela Justiça na década de 1990. “Esses veículos precisam ser modernizados de maneira a voltarem para a ativa”, afirmou o ministro Latour.

Em resposta, Celso Amorim afirmou que vai estudar a possibilidade de obter recursos financeiros, componentes e mão de obra para viabilizar o trabalho. O Brasil já desenvolve esforço semelhante para manter sua frota de blindados fabricada pela Engesa.

O ministro brasileiro também examinaria, junto à Agência Brasileira de Cooperação, organismo ligado ao Ministério das Relações Exteriores, a possibilidade de apoio para a construção da nova sede do Colégio Nacional de Defesa do Suriname em Paramaribo.

“Estamos dispostos a colaborar no que depende de nós: pessoal para treinamento e instrução”, ressaltou.

Por último, ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Amorim destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e declarou-se satisfeito com a grande presença de militares surinameses nas escolas militares brasileiras.
Proteção da Amazônia

A delegação surinamesa solicitou acesso aos dados do satélite sino-brasileiro CBERS, de sensoriamento remoto. Também mostrou interesse em estabelecer um mecanismo de troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Destacou que, por injunções econômicas, ainda não pode montar uma rede de radar de vigilância aérea, mas que considera o projeto indispensável para combater ilícitos transnacionais.

O ministro Latour colocou a possibilidade de realização de exercícios conjuntos dos dois países na área de fronteira e solicitou apoio brasileiro para a construção de uma pista de pouso no sul do Suriname de maneira a ampliar a presença do Estado na região.

Comitivas

A comitiva surinamesa chegou às 10h40 de hoje. Depois de receber as honras militares, o ministro Latour cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante uma hora no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi; os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito; e dos secretários de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza; de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, tenente-brigadeiro Marco Aurélio Gonçalves Mendes, e de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia, almirante de esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld.

Integraram a delegação surinamesa, além do ministro, o diretor de Defesa, John Ashong; o chefe do Estado Maior da Força de Defesa, Ronni Benschop; o diretor do Departamento de Defesa, Planejamento Estratégico e Educação, tenente-coronel Johnny Antonius, e o chefe de Planejamento e Recursos Humanos, tenente-coronel Mitchel Labadie.

Aspirantes da EN realizam manobras táticas, durante a Operação “ASPIRANTEX 2012”

Navios do GT executam as manobras táticas e formaturas disseminadas pelos Aspirantes

Marinha do Brasil

Durante a Operação “ASPIRANTEX”, na área marítima do litoral do Rio Grande do Sul, os Aspirantes da Escola Naval (EN), embarcados no Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia”, planejaram e conduziram o exercício de manobras táticas com os navios do Grupo-Tarefa (GT) comandado pelo Contra-Almirante Carlos Augusto de Moura Resende, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra. 
 
Os Aspirantes reuniram-se, sob a supervisão dos Oficiais instrutores da Escola Naval, do Estado-Maior do Comando-em-Chefe da Esquadra (ComemCh) e do NDCC “Almirante Sabóia”. Após isso, os alunos planejaram e executaram formaturas e manobras táticas com os navios do GT. 

Participaram do exercício o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Sabóia”, o Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta”, as Fragatas “Greenhalgh” e “Niterói”, a Corveta “Barroso”, e uma Aeronave UH-13 “Esquilo”, que realizou o evento FOTEX.

Durante a realização do evento, os Aspirantes assumiram o controle da manobra, as comunicações – através da linha Principal de Manobras Táticas e Alarmes (PMTA), por onde determina-se aos navios do GT o cumprimento das ordens de formatura – e tiveram a oportunidade de dar ordens de rumo e velocidade ao navio onde estavam. Além disso, viram e sentiram a reação dos navios executando todas as formaturas e dispositivos planejados com os subsídios e conhecimentos adquiridos nas salas de aula da Escola Naval. No Passadiço do navio, durante o evento, os Aspirantes contaram com a orientação dos Oficias Instrutores. Foi a primeira vez que esses Aspirantes tiveram a oportunidade de participar de um exercício como esse.

A Operação “ASPIRANTEX” termina dia 01 de fevereiro e os navios ainda passarão pelos portos de Montevidéu (Uruguai), Mar Del Plata (Argentina) e Itajaí, no Estado de Santa Catarina, fazendo parte do Estágio de Verão do Ciclo Escolar dos Aspirantes da Escola Naval, futuros Oficias da Marinha do Brasil.


Aspirantes da Escola Naval acompanhados pelo CA Médici (CEME), CMG Valter (Comte do Navio) e CC Claudio (Instrutor da EN) disseminam pela fonia os sinais a serem executadas pelos navios do GT

24 janeiro 2012

Rebelde resistência à isonomia

Jarbas Passarinho - Coronel reformado, foi governador, senador e ministro de Estado 

Correio Braziliense 

O princípio democrático, na empresa capitalista, de "trabalho igual, remuneração igual", tem sido um logro no Brasil, mesmo durante regimes autocráticos. O presidente Castello Branco, ao editar o Ato Institucional nº 2 (AI 2), nele inseriu a isonomia, mas nos três anos de seu profícuo governo conseguiu reduzir a inflação galopante que encontrou, mas não venceu a desigualdade salarial do mesmo trabalho no mercado. Hoje o quadro é muito pior.

A lei que limita o maior salário ao teto igual ao vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal é desrespeitada. Adicionam-se, ao teto legal, bônus da representação em conselhos de administração de empresas estatais, por instruções normativas. Aí está parte da razão da paixão por empresas estatais, ora justificadas por segurança nacional, como, em 1952, a criação pelo Congresso, sob o peso nacionalista do slogan popular "O petróleo é nosso", da Petrobras.

Algumas faliram antes de cumprir seus papéis. Outras, como a Petrobras, não pagaram dividendos, por meio século, mas participação nos lucros aos funcionários. Monopolista da pesquisa, produção e refino do petróleo, a partir da política de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso teve o monopólio transferido para o Estado, permitindo às companhias estrangeiras a participação na pesquisa e produção de petróleo; e à Vale, sociedade com o capital estrangeiro. As ações de ambas passaram a ser altamente procuradas na Bolsa de Valores. Foi um ato de audácia do governo FHC, tentado anteriormente pelo governo Collor, que eu, histórico monopolista, temia ao julgar que a chegada de técnicos estrangeiros mais experientes absorvessem a Petrobras. Não se deu isso, provando a força do conhecimento tecnológico da empresa nacional.

A desigualdade da remuneração salarial do funcionalismo público continuou cada vez mais chocante. Há poucos dias, a mídia fez conhecer que o ministro da Fazenda recebe por mês mais que R$ 41 mil, salário que a atual ministra da Casa Civil percebia como técnica da Petrobras, quando foi nomeada ministra. E o Correio Braziliense de 14 do corrente mês publicou que havia mais de mil funcionários do Governo do Distrito Federal recebendo bem mais que o teto legal, sendo que um deles chegava a embolsar salário mensal de R$ 70 mil.

Ao longo das funções que exerci nos 32 anos de vida pública, convivi com diferentes condutas ao se tratar de salário. No Exército, eu ainda cadete, quando os vencimentos dos militares já era defasado, aprendi ser impatriotismo fomentar queixa do salário que recebem, pois são voluntários servidores da pátria. Um oficial escreveu, quando major, na Revista do Clube Militar, um protesto porque o chefe da portaria da Câmara dos Deputados recebia mensalmente mais que um general do Exército.

A revista teve sua direção mudada prontamente, não por ter veiculado a chocante verdade, mas por tê-la publicado. Hoje, policiais militares estaduais fazem greve, passeatas de protesto e até tiroteiam com a guarda de palácios de governo. Já na Petrobras, onde servi cedido pelo Exército por três anos, ouvi um sociólogo, em palestra oficial aos funcionários, dizer que, em matéria de salário, quem dele reclama não o merece.

Há muitos anos, no governo Vargas, os salários dos funcionários de cada um dos Três Poderes eram fixados pelo Executivo. Para atender reivindicação, o Legislativo e o Judiciário passaram a gozar de autonomia para definir os seus salários. Apareceram as vantagens temporárias, os welfare wages, assim chamados pelos americanos. Variaram de valor. No Congresso Nacional, os deputados e senadores passaram a perceber auxílio-moradia; um abuso, dado que lhes era garantido, a cada um, apartamento funcional.

Nos três mandatos para os quais fui eleito, vivi nove anos num deles, confortável, não luxuoso.

No quarto mandato dessa legislatura, foi criado o auxílio-moradia. Figurei entre os pouquíssimos que, proprietários de casa própria que habitavam, nos recusamos a recebê-lo, pois correspondia a receber aluguel por nossas próprias casas. Mas no começo da atual legislatura, em manobra de votação simbólica no plenário, aprovou-se a equiparação dos vencimentos aos de ministro do Supremo Tribunal Federal, velha reivindicação, mantidos o auxílio-moradia e o valor de ressarcimento das despesas pessoais mediante justificação posterior à mesa diretora. Há pouco, um senador prestou contas, aprovadas, de gastos num motel em São Luís do Maranhão, não sendo essa a única aberração aprovada.

Quanto ao princípio de isonomia salarial, talvez a dificuldade tenha sido a lei vigente desde 1952.

O artigo 461da CLT define os critérios. O direito à isonomia requer não apenas condição aritmética de igualdade de trabalho, mas do trabalho de igual valor que for feito com igual produtividade, conceito que requer perfeição técnica. A falta de isonomia quando se trata dos membros de um só dos Três Poderes da União, como no caso que citei acima, chega a ser indecoroso, mas é indiscutível a dificuldade de cumprir todos os critérios da lei para aplicá-los.

ONU APURA DENÚNCIA DE ABUSO SEXUAL

Correio Braziliense 

As Nações Unidas investigam dois casos de exploração sexual de crianças abribuídos a policiais que integram a Minustah (Missão de Estabilização da ONU) no Haiti. Segundo o porta-voz do organismo, Martin Nesirky, as denúncias foram recebidas no último dia 16. A nacionalidade dos policiais envolvidos no novo escândalo não foi divulgada. Em setembro do ano passado, dois capacetes azuis do Uruguai foram acusados de violentar um jovem haitiano. Dois meses depois, surgiram denúncias de maus-tratos envolvendo soldados brasileiros. Para este ano, a ONU prevê a redução dos atuais 7.340 soldados para 3.241.

Justiça Militar absolve sargento homossexual do crime de injúria

Denúncia teve como base declarações feitas por Laci de Araújo contra uma procuradora

estadão.com.br 

SÃO PAULO - A Auditoria Militar de Brasília absolveu nesta segunda-feira, 23, o sargento Laci de Araújo do crime de injúria. Ele foi preso em 2008 depois de assumir uma relação homoafetiva durante uma entrevista para uma emissora de TV.

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Militar (MPM), em fevereiro de 2010, teve como base declarações feitas pelo sargento contra uma procuradora de justiça militar. O militar alegou que a procuradora teria sido denunciada por improbidade administrativa.

O Conselho Permanente de Justiça considerou que o crime de injúria exige que a ofensa seja com a intenção de ferir a dignidade da vítima, o que não teria ocorrido nesse caso.

No momento de sua prisão, Araújo estava extremamente alterado e em estado de estresse intenso. Além disso, profissionais da área de saúde afirmaram em juízo que o militar sofre de "transtorno de ajustamento" e manifesta mudanças repentinas no estado de ânimo como resultado de uma situação de estresse.

Julgamentos. O sargento foi julgado pela Justiça Militar por outros dois crimes relacionados à sua prisão em 2008. No ano seguinte, o Superior Tribunal Militar (STM) confirmou a condenação do militar, em primeira instância, pelo crime de deserção.

Na ocasião, o STM deu provimento parcial ao recurso de Araújo, que pedia a absolvição, e reduziu a pena de seis para quatro meses de prisão. No entanto, o militar não teve que cumprir a pena, pois havia recebido o indulto de natal em 2008.

Em 2010, o sargento foi condenado pela Auditoria de Brasília a 1 ano, 3 meses e 15 dias de reclusão por calúnia e desacato a superior. De acordo com a denúncia, o militar alegou que teria sido torturado após a sua prisão em 2008, o que não foi comprovado pela investigação do MPM.

O companheiro do sargento, o ex-sargento Fernando Alcântara, também foi condenado a 8 meses de detenção por ter divulgado na imprensa informações que se comprovaram inverídicas durante o processo.

Os dois militares receberam o benefício da suspensão condicional da pena pelo período de dois anos e o direito de apelar em liberdade. Eles entraram com recurso no Superior Tribunal Militar.

A segunda Armada da Marinha

Ilimar Franco – O Globo 

Na reunião setorial sobre assuntos de Defesa Nacional, ontem, a presidente Dilma autorizou o ministro Celso Amorim a criar um grupo de trabalho com o objetivo de constituir a Segunda Armada da Marinha. Essa é uma reivindicação do comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, visando a proteger as reservas de petróleo do pré-sal na plataforma continental do Brasil.

23 janeiro 2012

Para evitar ataques terrestres, EUA testam novo helicóptero não tripulado no Afeganistão

Slobodan Lekic
Da Associated Press
Em Cabul (Afeganistão)

Os militares dos EUA estão testando um novo drone (aeronave não tripulado): um helicóptero conduzido sem piloto que deve ser usado para transportar carga para locais distantes onde ataques a bomba ameaçam o acesso de comboios pelas estradas do Afeganistão.

Drones de vigilância usados para monitorar a atividade de inimigos e drones equipados com armamentos para ataques aéreos tornaram-se uma marca dos EUA em seus combates no Afeganistão, Iraque e em regiões do Oriente Médio. Mas esta é a primeira vez que um helicóptero projetado para transporte será usado.

Um equipe de 16 técnicos e oito marines está avaliando dois modelos de helicópteros Kaman K-MAX, em Camp Dwyer, na província de Helmand, Afeganistão, por um período de seis meses.

A aeronave já participou de 20 missões de transporte desde seu voo inaugural, em 17 de dezembro, disse o major Kyle O'Connor. Os militares americanos entregaram cerca de 18 toneladas de carga, principalmente refeições prontas e peças de reposição, por meio do drone.

"O Afeganistão é um país altamente minado e a possibilidade de se deparar com dispositivos explosivos é sempre um problema quando se pretende levar carga por terra por meio de comboio de veículos", disse O'Connor.

"Toda carga que conseguirmos tirar de um comboio terrestre reduz o perigo e o risco enfrentados pelos nossos fuzileiros, soldados e marinheiros", disse ele. "Com um helicóptero não tripulado, até a tripulação não corre riscos".

Um computador de bordo carrega os planos da missão, mas um operador na base de controle monitora o drone e pode substituir o piloto automático para a operação manual.

A versão tripulada do helicóptero K-MAX apareceu pela primeira vez na década de 1990, e o protótipo sem piloto foi lançado em 2008. Ele pode transportar uma carga máxima de 3.100 kg e custa cerca de US$ 1.100 por hora para operar.

Depois de um período de teste de seis meses, os militares vão determinar se a aeronave entrará em operação regular.

17 janeiro 2012

Brasil e Colômbia ampliam cooperação na área de Defesa

Em encontro em Brasília, ministros da Defesa dos dois países concordaram em aprofundar cooperação nas áreas de capacitação, indústria e ciência e tecnologia

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


Brasília, 17/11/2012 - Brasil e Colômbia irão ampliar os laços militares e aprofundar a cooperação industrial e tecnológica no setor de defesa. Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, se reuniram hoje em Brasília para tratar de temas relacionados à cooperação bilateral e, ao final do encontro, divulgaram um
comunicado conjunto com um resumo das medidas, que incluem a ampliação de parcerias no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A primeira dessas iniciativas é iniciar os trabalhos da Comissão Binacional de Fronteira, criada em agosto de 2011. O primeiro encontro do grupo foi marcado já para o próximo mês de março. Também ficou acertada a troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) com a rede de radares colombiana, com o objetivo de combater o crime transnacional.

Uma delegação do país vizinho visitará, em breve, as instalações do Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) para discutir possibilidades de maior intercâmbio. Também ficou acertada a proposta de realização de uma reunião com o Peru, para examinar a situação da tríplice fronteira na região de Tabatinga (AM).

Cooperação industrial-militar

Na área industrial, a delegação colombiana demonstrou interesse em participar do processo de fabricação do avião de transporte Embraer KC-390. Também propôs o desenvolvimento conjunto de um veículo aéreo não-tripulado (Vant), área em que o Brasil já tem projetos em andamento.

“Os modelos existentes (Vants) não atendem as necessidades de vigilância da Amazônia”, destacou o ministro Pinzón. “Poderíamos colaborar com o Brasil oferecendo a experiência que acumulamos no combate à guerrilha e ao narcotráfico para estabelecer os requerimentos de um projeto adequado à região.”

O ministro Celso Amorim sugeriu a criação de uma comissão conjunta de técnicos das Forças Armadas com o objetivo de revisar e precisar as possibilidades de cooperação em Vants, blindados e defesa cibernética. A proposta foi aceita, com o compromisso de que a primeira reunião do grupo aconteça no Centro Tecnológico Aeronáutico do Brasil (CTA), em São José dos Campos (SP).

Vigilância dos rios


Amorim destacou a possibilidade de realização de trabalho conjunto entre os dois países no desenvolvimento de navios e lanchas de combate fluvial. Além de um navio patrulha de projeto comum, o Brasil vai examinar uma lancha rápida blindada fluvial de projeto colombiano para eventual compra ou construção em estaleiro nacional. Uma comitiva brasileira visitará a Colômbia em fevereiro para examinar o projeto, desenvolvido pela Cotecmar, empresa estatal localizada em Cartagena.

Ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Pinzón destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e a experiência brasileira na preparação e participação em forças de paz.

O ministro colombiano manifestou ainda o interesse de seu país no envio de observadores militares para participação das atividades relacionadas à segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Em contrapartida, ofereceu apoio colombiano ao Brasil em matéria de inteligência e informação antes e durante os eventos esportivos.

Comitiva

A comitiva colombiana chegou às 11h40 de hoje. Depois de receber as honras militares, o ministro Pinzón cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante quase duas horas no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro, de alto nível, reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi; os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, além do secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza.

Integraram a delegação colombiana, além do ministro, o diretor-geral da Polícia Nacional, general Oscar Adolfo Naranjo Trujillo; o chefe do Estado-Maior Conjunto, general-do-ar José Javier Perez Mejia; os comandantes do Exército, general Sergio Mantilla Sanmiguel; da Marinha, almirante Roberto García Márquez; e a vice-ministra para o Grupo Social e Empresarial do Setor Defesa, Yaneth Giha Tovar.

15 janeiro 2012

Golpe usa nome da Justiça Militar

POR MARCO AURÉLIO REIS - O DIA

Rio - O alerta parte da Justiça Militar e é direcionado sobretudo para pensionistas das Forças Armadas e militares da reserva: estelionatários estão utilizando o nome do Superior Tribunal Militar (STM) para aplicar golpes.

A Justiça Militar não detalha os tipos de golpe por discrição, mas fonte da Coluna informa que a abordagem envolve oferta de ganhos financeiros relacionados a ações vencidas na Justiça. O bandido fala como se estivesse ligado ao tribunal ou às auditorias militares. Depois disso, o golpe varia desde pedido de valores para liberação da suposta indenização à busca de dados pessoais para contratação irregular de empréstimos consignados.


Os bandidos já são investigados. O tribunal pede, por meio de nota, que quem receber telefonema oferecendo ganhos judiciais denuncie o caso à polícia do Distrito Federal. “ O STM e as Auditorias Militares não fazem contato, seja com pessoas físicas ou jurídicas, para oferecer indenizações ou qualquer outro tipo de ganho financeiro relacionado a causas judiciais”, informa o Tribunal Militar na nota. “Se o senhor (a) receber alguma ligação telefônica sobre esse assunto, como se fosse do Superior Tribunal Militar, desconsidere o telefonema e denuncie à autoridade policial. Telefone do Disque Denúncia (do Distrito Federal: (61) 3323-8855”, completa a nota oficial.

14 janeiro 2012

EUA identificam militares que aparecem urinando sobre afegãos

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Corpo dos Fuzileiros Navais dos EUA anunciou na noite desta quinta-feira ter identificado a unidade à qual os quatro militares americanos que aparecem num vídeo urinando sobre corpos afegãos pertencem. Já a emissora americana CNN e a agência de notícias Associated Press dizem que as Forças Armadas já conhecem a identidade de ao menos dois deles.

"Acreditamos ter identificado a unidade. Não podemos revelar seu nome neste momento porque o incidente ainda está sob investigação", disse Joseph Plenzler, porta-voz dos fuzileiros navais.

Uma fonte disse à Associated Press, no entanto, que os quatro militares pertencem ao 3º Batalhão do 2º Regimento dos fuzileiros navais, conhecidos como "marines", em inglês.

O grupo teria voltado para sua base no Campo Lejeune, na Carolina do Norte, entre setembro e dezembro do ano passado, embora alguns dos integrantes já possam ter migrado para outra divisão, acrescenta a fonte.

Mais cedo, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, classificou nesta quinta-feira como "absolutamente deplorável" o vídeo divulgado ontem em que supostos soldados americanos aparecem urinando em corpos de militantes afegãos.

Panetta disse que os envolvidos no incidente enfrentariam as punições cabíveis às suas ações, e que pediu aos comandantes das forças americanas e da Otan, a aliança militar do Ocidente, no Afeganistão uma investigação sobre o caso.

Na quarta-feira, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA afirmou que investigaria o vídeo postado em diversas páginas na internet que gerou polêmica.

Nele, aparecem quatro homens vestindo uniformes de combate camuflados urinando sobre os corpos de três supostos combatentes do Taleban ensanguentados. Também é possível ouvir um deles dizendo "tenha um bom-dia companheiro" para o corpo sobre o qual urina. 




REAÇÃO AFEGÃ

Um porta-voz do Taleban afegão afirmou nesta quinta-feira que o vídeo de supostos soldados americanos urinando sobre os corpos de combatentes mortos no Afeganistão não vai afetar os esforços para as duas partes manterem conversações de paz.

"Este não é um processo político. Portanto, o vídeo não vai prejudicar nossas conversações e troca de prisioneiros [de Guantánamo] porque elas estão num estágio preliminar", disse o porta-voz Zabihullah Mujahid.

O porta-voz taleban denunciou o vídeo como um "ato de barbárie". Segundo o Conselho para as Relações Americana-Islâmicas, principal associação muçulmana americana, as imagens colocam em risco outros soldados e civis afegãos.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, também condenou nesta quinta-feira o vídeo, considerando o ato "completamente desumano", segundo foi citado pelo jornal americano "USA Today".

Karzai se disse "profundamente chateado com a profanação dos corpos de três afegãos por soldados americanos" e pediu ao governo americano "a punição mais severa para os culpados".

PRECEDENTES

As imagens do que parece ser um ato isolado podem fazer o mundo muçulmano recordar do escândalo de Abu Ghraib em 2004, quando imagens de prisioneiros iraquianos humilhados por militares americanos deram a volta ao mundo.

Nos últimos anos, vários casos similares de suposta profanação por soldados, como boatos de exemplares do Alcorão jogados no vaso sanitário, ou por jornais ocidentais, por exemplo com caricaturas de Maomé, provocaram revolta no Afeganistão e manifestações violentas que causaram mortes.

Em um caso separado, o Exército dos EUA processa cinco soldados acusados pelo assassinato de civis afegãos durante a sua missão na província de Kandahar, em 2010.

Os EUA têm cerca de 20 mil fuzileiros no Afeganistão, beseados principalmente em Kandahar e Helmand. No total, cerca de 90 mil soldados americanos estão no país.

Os EUA e seus parceiros no Afeganistão disseram que pretendem entregar a segurança do país e retirar as tropas de combate até o final de 2014.

Irã diz ter provas de envolvimento dos EUA em morte de cientista

DA REUTERS, EM TEERÃ

A televisão estatal iraniana disse neste sábado (14) que Teerã tinha provas de que Washington estaria por trás do recente assassinato de um cientista nuclear iraniano.

No quinto ataque desse tipo em dois anos, uma bomba magnética foi instalada na porta do carro de Mostafa Ahmadi-Roshan, de 32 anos, durante o horário de pico de quarta-feira (11), na capital, Teerã. O motorista também morreu no incidente.

Os Estados Unidos negaram envolvimento na morte e condenaram o ataque. Israel não quis comentar.

"Temos documentos e provas confiáveis de que o ato terrorista foi planejado, orientado e apoiado pela CIA", disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em uma carta entregue ao embaixador suíço em Teerã, segundo a TV estatal.

"Os documentos indicam claramente que esse ato terrorista foi cometido com o envolvimento direto de agentes ligados à CIA."

A embaixada suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, desde que Teerã e Washington romperam as relações diplomáticas após a Revolução Islâmica, de 1979.

A TV estatal também disse que "uma carta de condenação" foi enviada ao governo britânico, dizendo que o assassinato do cientista nuclear "começou exatamente depois que o oficial britânico John Sawers declarou o começo das operações de inteligência contra o Irã."

Em 2010, o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico disse que um dos papéis da agência era investigar os esforços dos Estados no desenvolvimento de armas nucleares que violam as obrigações legais internacionais e identificar meios para frear o acesso desses países a materiais e tecnologias vitais.

12 janeiro 2012

Discurso feito pelo Vereador WERNER REMPEL - PPL na Câmara de vereadores de Santa Maria (RS)

Quero, inicialmente, agradecer à 3ª Divisão de Exército, na pessoa de seu comandante, O Sr. General de Divisão Sérgio Westphalen Etchegoyen, pela possibilidade de conhecer, de perto, o trabalho que o Exército Brasileiro faz, na defesa dos interesses nacionais, na nossa Amazônia. Foi através de sua intervenção que recebi um convite do Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, para me incorporar à comitiva da “8ª Viagem à Amazônia com membros do Poder Judiciário e funções essenciais à justiça”.

Não fosse por essa iniciativa do nosso Exército, que, periodicamente, leva à Amazônia grupos de parlamentares, membros do judiciário, autoridades dos mais diferentes setores da vida nacional, para conhecer o trabalho das Forças Armadas naquela região, certamente, nunca teria a oportunidade de verificar, pessoalmente, o trabalho dos nossos soldados e conhecer os nossos patrícios dos mais longínquos rincões da nossa Pátria.

Estive na Amazônia do dia primeiro ao dia 3 de novembro de 2011. Cumprimos uma extensa agenda. Foram três dias incomuns e muito gratificantes. Fomos conduzidos de Brasília à Manaus numa aeronave Embraer 145, por membros da Força Aérea Brasileira. Em Manaus, fomos recebidos no Comando Militar da Amazônia pelo seu comandante, o Sr. General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas que, logo após uma calorosa recepção com uma apresentação da Banda do CMA, proferiu uma palestra muito rica a respeito da Amazônia, seu povo, suas riquezas, seu tamanho continental, suas fragilidades, a presença de ONG estrangeiras na região, a biopirataria que lá acontece, o trabalho do Exército na região amazônica e, sobretudo, sobre a necessidade de uma maior presença do Estado nesta riquíssima região do nosso país.

O general Villas Bôas destacou, por exemplo, que o nosso sentido de grandeza, o nosso status de país continental, é conferido pela Amazônia, que corresponde a quase 60% do território nacional e podemos acrescentar que, se ela se constituísse num país a parte, seria o sexto do mundo; que na Amazônia existe a maior biodiversidade, o maior banco genético e o maior volume de água doce de superfície do planeta; que as riquezas, já conhecidas, da região correspondem a 1/5 do PIB mundial e que a metade de todo esse território ainda não está plenamente integrado ao Brasil. Esse último dado demonstra que a vigilância na Amazônia torna-se impossível com a presença física em todos os seus espaços e isso reforça o alcance do SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia e a necessidade de sua contínua atualização e modernização.



Demonstrou, ainda, o general, que as florestas remanescentes, aquelas que ainda fazem parte da cobertura vegetal original, no Brasil, correspondem a 69,4% do total e comparou esse índice com as do mundo, onde 24,1% são de florestas remanescentes e que a Europa mantém apenas irrisórios 0,3%. Defendeu que a preservação da floresta se faz com inclusão e combate à pobreza, pois relegar o povo à miséria acaba se tornando um dos fatores indutores do prejuízo ao meio ambiente. A visão fundamentalista e sem conexão com a realidade, em relação à natureza, é um dos óbices ao desenvolvimento sustentável daquela imensa região do Brasil. Finalmente, alertou sobre a impropriedade da existência de Unidades de Conservação na faixa de fronteira.
 
Após o almoço, nos dirigimos ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), comandado pelo Cel Palaia.

 
O Brasil tem o melhor soldado de selva do mundo e o CIGS é o responsável pela sua formação. Militares de diversas nações do mundo vem se submeter ao curso de guerra na selva no CIGS, nas suas Bases de Instrução. Muitos deles não superam as exigências necessárias para ser um combatente de selva e desistem no meio do caminho. Os alunos brasileiros, das nossas Forças Armadas, são os que têm o melhor desempenho, neste que, de forma unânime, a nível internacional, é considerado o melhor e mais exigente curso para a formação do guerreiro de selva. Essa importante unidade do Exército Brasileiro já deu formação a mais de 3000 dos nossos oficiais e sargentos.

O Centro de Instrução de Guerra na Selva está em atividade há 45 anos. Os alunos que se inscrevem no Curso de Operações na Selva, que dura um período de dez semanas, são obrigados a passar por três etapas numa das sete Bases de Instrução e adotam o ditado de que a “selva não pertence ao mais forte, mas ao sóbrio, habilidoso e resistente”.

O nosso exército, que pesquisa intensamente o meio amazônico, está desenvolvendo o Projeto Búfalo, nascido em 2000 e que consiste da utilização do búfalo na selva. Esse animal rústico tem se demonstrado como uma solução para as necessidades das tropas de selva, pois é resistente, adapta-se ao ambiente e tem capacidade de transportar até 400 Kg de carga.

No segundo dia de viagem nos deslocamos de Manaus à São Gabriel da Cachoeira e voamos num Brasília da FAB. Faço referência, pela segunda vez ao tipo de aeronave utilizada, pois as duas são de fabricação nacional, da nossa EMBRAER, tristemente privatizada em 1994.

Em São Gabriel da Cachoeira, que é o município mais indígena do Brasil e o terceiro maior em extensão territorial, logo após a recepção, fomos conduzidos à 2ª Brigada de Infantaria de Selva, Brigada Ararigbóia, inteiramente transferida de Niterói-RJ, em função da visão estratégica do Exército Brasileiro de ocupação da Amazônia.

Lá, a palestra foi ministrada pelo General de Brigada José Luiz Jaborandy Junior, comandante da Brigada Ararigbóia e ex-comandante do CIGS de Manaus, que teceu um amplo panorama sobre a região da “Cabeça do Cachorro” e sobre as atribuições do Exército na faixa de fronteira.

Destacou que 70% do efetivo de cabos e soldados da região são indígenas; frisou o isolamento daquela região em relação ao restante da Amazônia e do país; demonstrou a ausência do Estado ao longo da fronteira e que o exército é, na prática, o Estado; lembrou-nos que o exército tem poder de polícia na faixa de fronteira e atua na prevenção e no combate aos ilícitos ambientais e ao narcotráfico; deu conhecimento do papel imprescindível que o Hospital da Guarnição tem no atendimento a toda a população de São Gabriel da Cachoeira; protestou contra as dificuldades que se tem para retirar do isolamento populações indígenas, em função das dificuldades, muitas vezes sem fundamento, para obtenção de licenças ambientais; denunciou que a região do Morro dos 6 Lagos, maior reserva de nióbio do mundo, foi transformada em Reserva Biológica, onde sequer pesquisa científica pode ser feita; ressaltou a atuação das ONG, na maioria estrangeiras e muitas vezes financiadas por mineradoras alienígenas; falou-nos do adestramento da tropa, que deve “dominar o rio e ter, sobretudo, a selva como sua aliada”.

 
Deu-nos, também, a dimensão do que são os Pelotões Especiais de Fronteira, os PEF, verdadeiros olhos da Brasil na divisa com os outros países.

 
Os PEF guiam-se pela tríade VIDA, COMBATE e TRABALHO, onde a palavra vida está relacionada à sobrevivência com a criação de animais; formação de hortas comunitárias; plantação de árvores frutíferas, plantio de mandioca, milho, melancia, abóbora, feijão, etc.; tudo para apoio da comunidade local e orientado por um sargento-agrário. A palavra trabalho diz respeito à formação de uma infra-estrutura com atividades de serralheria, carpintaria, oficinas de manutenção, entre outros, que dão profissionalização aos soldados que lá servem. Finalmente, a palavra combate com a missão de exercer vigilância na linha de fronteira; prevenir e dissuadir ameaças externas e garantir a inviolabilidade da fronteira terrestre.

 
O General Jaborandy expressou sua opinião, com a qual concordo integralmente, de que devemos dar ao indígena a possibilidade de se integrar aos benefícios que o nosso atual estágio de desenvolvimento está em condições de oferecer e não de mantê-lo, para sempre, no isolamento. Devemos dar a ele a possibilidade de escolha entre uma forma e outra de vida, e não manter em relação a ele e à natureza uma visão meramente contemplativa.

 
Logo após, assistimos a formatura da Brigada, quando ouvimos uma saudação, feita, por soldados, em quatro línguas diferentes, o que foi uma amostra representativa das mais de vinte etnias da região de São Gabriel da Cachoeira.

Antes de um desfile cheio de vibração, alguns membros da comitiva falaram à tropa postada às margens do soberbo Rio Negro.

Na sequência, enquanto nos dirigíamos ao Hospital da Guarnição de São Gabriel da Cachoeira, tivemos a oportunidade, ao nos determos em obras que estão sendo executadas pela Engenharia do Exército, de testemunhar o papel fundamental das nossas Forças Armadas no desenvolvimento daquele pedaço do Brasil. Através de um convênio com o Governo do Estado do Amazonas, está sendo construída uma rodovia com base de concreto e com perspectiva de durabilidade cinco vezes maior do que a pavimentação asfáltica.

O Hospital da Guarnição tem como diretor o Ten Cel Médico André Luiz dos Santos Machado, a quem tive a grata satisfação de reencontrar, uma vez que fez sua formação médica na nossa UFSM, sendo aluno ao tempo em que eu fazia minha Residência Médica. Aquele hospital tem um papel importantíssimo no atendimento à saúde da população da região. O prédio pertence ao Governo do Estado e o pessoal é do Exército Brasileiro. É um total de 10 médicos – um obstetra, um cirurgião, um pediatra, um anestesista, um radiologista, um ortopedista, um clínico de carreira e três clínicos temporários. Embora a Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira tenha médicos nos seus quadros, estes somente atendem em um turno. Assim, tudo o que acontece, naquele município de 39.000 habitantes, fora daquele turno, é drenado para o hospital militar.

 
No terceiro e último dia da nossa viagem voamos para o 3º Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim, que fica na divisa com a Colômbia. Os PEF, com seus efetivos de em torno de 50 homens, são, talvez, as frações mais emblemáticas do nosso exército no seu trabalho na Amazônia, são a materialização da estratégia da presença na Amazônia, são fundamentais para a preservação da região norte do território brasileiro. Nos confins do Brasil, naquela fronteira superlativa em todos os sentidos, nas entradas, no nosso território, dos rios, que são as estradas da região, existem esses pelotões, que são os olhos vigilantes da nacionalidade e, ao mesmo tempo, o grande fator de integração das populações indígenas com o Brasil.

O pelotão de São Joaquim é comandado pelo 1º Ten Klaus Wippel, santa-mariense de Camobi, que aos 28 anos, no dizer de Dráuzio Varella, “exerce as funções de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de atendimento médico-odontológico, administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades carentes das imediações, esquecidas pelas autoridades municipais, estaduais e federais”.

Com cabos e soldados na maioria das vezes oriundos da própria região, os PEF são a única presença do Estado nessas regiões remotas. Com grande frequência é em torno desses pelotões, pelo seu poder de atração, que se desenvolvem os embriões de futuras cidades. Segunda dados do Comando Militar da Amazônia, em 2006, o total aproximado de civis, que viviam no entorno dos PEF, era de 73.000 e que, de uma ou outra forma, tem a sua sobrevivência e, ainda, a possibilidade de acesso a serviços essenciais como a saúde, vinculada a essas unidades.

Quando descemos na pista de pouso de São Joaquim, os indígenas, que até a poucos anos atrás pensavam que eram colombianos, estavam nos esperando. Ao nos perfilarmos na frente deles, adultos e crianças da etnia kuripaco começaram a cantar o Hino Nacional Brasileiro. Foram poucos os membros da comitiva que conseguiram controlar sua emoção, naquele momento.

O Programa Calha Norte, inicialmente denominado Projeto Calha Norte, surgiu com a preocupação de ocupar, com órgãos e aparelhos de Estado, toda a região que fica ao norte da calha do Solimões/Amazonas, que é, também, a região menos habitada e das mais ricas em riquezas minerais de toda a Amazônia e que tem 5.993 km de linha de fronteira.



Os militares brasileiros foram os únicos que cumpriram com as estratégias do Programa Calha Norte. Os outros Ministérios participantes dessa ação, fundamental aos interesses nacionais, até hoje devem ao Brasil uma explicação de sua incompreensão e/ou pouco caso em relação a essa região vital para todos nós.

Nos anos 90, na década perdida, nos governos Collor e FHC, os cortes orçamentários a essa ação patriótica, iniciada no governo Sarney, foram profundos, a ponto de o Programa se sustentar com recursos provenientes de emendas parlamentares, quando liberadas.


Apesar disso, as nossas Forças Armadas, ao dar execução do que fora previsto no Programa Calha Norte, construíram os Pelotões Especiais de Fronteira e os dotaram, dentre outros equipamentos, de pequenas centrais hidroelétricas. No PEF de São Joaquim foi construída uma usina de 60 KVA. Essa usina encontra-se desativada há vários meses pela falta de peças de reposição, obrigando o pelotão a utilizar, para si, um gerador a diesel, que é acionado em períodos do dia e a aldeia contígua ao pelotão fica às escuras, pois com a pequena usina tinha fornecimento de energia elétrica.


O PEF de São Joaquim está, em linha reta, a 320 km de São Gabriel da Cachoeira. A Força Aérea transporta tudo do que lá necessitam, menos o gás de cozinha. Esse insumo é trazido de barco e como existem sete corredeiras, por sete vezes na ida e na volta, os nossos soldados carregam a carga e o barco, pela orla dos rios para poderem prosseguir com a viagem. É incrível, mas só é necessária a liberação de 30 km, pelos órgãos ambientais, para que aquele PEF e aquela comunidade indígena tenham comunicação rodoviária com São Gabriel da Cachoeira.

Na última etapa da viagem, já de volta a São Gabriel da Cachoeira e antes do nosso retorno a Manaus, visitamos o DTCEA. Este Destacamento de Controle do Espaço Aéreo e que faz parte do Sistema de Vigilância Da Amazônia, com dezenas de destacamentos espalhados naquele imenso território, permite que qualquer aeronave que penetre pelos céus da Amazônia seja percebida e imediatamente identificada com amiga ou não. Assistimos, nas telas dos radares, as aeronaves que voavam nos céus da região da Cabeça do Cachorro, naquele momento. Além disso, aquele destacamento tem importantíssima função de fornecer informações meteorológicas obtidas através de sondas que sobem para a estratosfera várias vezes por dia.

Foram meus companheiros de viagem a Sra. Ministra Maria Elizabeth Guimarães Rocha do Superior Tribunal Militar; a Desembargadora Maria helena Cisne do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região; Desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região; Desembargador Armando Sérgio Prado de Toledo, do Tribunal de Justiça de São Paulo; Juiz-Auditor José Maurício Pinheiro de Oliveira, da 8ª Circunscrição da Justiça Militar do Pará; Procurador João Carlos de Carvalho Rocha, do Ministério Público Federal/RS; Procurador Luís Antônio Alcoba de Freitas, da Procuradoria Regional da União-4ª Região; Procuradora Ana Luísa Figueiredo de Carvalho, da Procuradoria Regional da União- 1ª Região; Dra. Ana Karenina Silva Ramalho Duarte, da Procuradoria Geral da União- 1ª Região; Dr. Tércio Issami Tokano, da Procuradoria Geral da União; Dr. Mozart Arruda Cavalcanti, Secretário do SuperiorTribunal Militar; Capitão de Mar e Guerra Sílvio Aderne Neto, da Marinha do Brasil; Capitão de Mar e Guerra Thaís Márcia Lacerda, da Marinha do Brasil; Cel Av Leopoldo José Lavers Hernández da Força Aérea Brasileira e Benito Juarez, regente da Sinfônica do Exército.


Mas por que é tão importante a ocupação da Amazônia? Qual é o pano de fundo de toda essa questão? Por que precisamos estar tão vigilantes em relação a essa parte do território nacional?


Para responder a essas perguntas citamos, inicialmente, o artigo publicado na Revista Marítima Brasileira do 1º trimestre de 2000, de autoria do Contra-Almirante Roberto Gama e Silva, onde ele detalha a formação do subsolo da Amazônia, que basicamente é composto de uma grande bacia sedimentar que corresponde à calha do Solimões/Amazonas e do Escudo das Guianas, ao norte e do Escudo Brasileiro, ao sul. As rochas desses escudos são as mais antigas da América do Sul. Diz Gama e Silva, que

 
“a idade e a dimensão avantajada dos Escudos Amazônicos credenciam-nos como verdadeiro “Oriente Médio” dos metais. Com efeito, contêm eles as maiores reservas de nióbio e titânio da terra, a quarta maior reserva de estanho, a quinta de ferro, além de quantidades apreciáveis de apatita, barita, chumbo, cobre, cromo, diamantes, fluorita, lítio, manganês, molibdênio, pedras preciosas, prata, tântalo, terras raras, tungstênio, zinco, zircônio e minerais radioativos, tório (maior reserva mundial) e urânio”.

Os países desenvolvidos não possuem, nos seus subsolos, riquezas minerais em quantidades suficientes para manterem seu grau de desenvolvimento industrial. Por isso, precisam, desesperadamente, das matérias primas do subsolo de outras nações e a História já deixou claro que não medem esforços, nem tem escrúpulos para a obtenção dessas matérias primas.



Eloqüentes foram as palavras de Henry Kissinger, quando, ainda, Secretário de Estado dos EUA, ao afirmar que:

“Os países industrializados não poderão viver à maneira como existiram até hoje, se não tiverem à sua disposição os recursos não renováveis do planeta...... Para tanto, terão os países industrializados que montar um sistema mais requintado e eficiente de pressões, de constrangimentos, garantidores de consecução do seu intento.”

Kissinger referia-se, em tese, a todos os países periféricos, garantidores do nível de vida dos países centrais e não foi específico em relação ao Brasil e à nossa Amazônia. Outros, contudo, ao longo do tempo, não fizeram a menor cerimônia. Senão vejamos.
Já em 1902, o chanceler alemão, Barão Oswald Von Richthofen, dirigindo-se ao nosso chanceler, o Barão do Rio Branco, afirmou que


“seria conveniente que o Brasil não privasse o mundo das riquezas naturais da Amazônia”.

Margareth Tatcher, a dama de ferro, no auge da campanha neoliberal afirmou que:

“se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar as suas dívidas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas”.

Al Gore, em 1989, não utilizou meias palavras e não teve nenhum constrangimento em afirmar que



“ao contrário do que os brasileiros pensam a Amazônia não é deles, mas de todos nós”

Ainda, no mesmo ano, François Mitterrand declarou que 

“o Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”.

De uma citação feita em 1992, feita pelo Primeiro-Ministro inglês John Major, recolhemos mais um exemplo do pouco caso com a soberania brasileira sobre a Amazônia, a tão duras penas conquistada e mantida. Disse o mandatário inglês, que:

“AS NAÇÕES DESENVOLVIDAS DEVEM ESTENDER O DOMÍNIO DA LEI AO QUE É COMUM DE TODOS NO MUNDO. AS CAMPANHAS ECOLÓGICAS INTERNACIONAIS SOBRE A REGIÃO AMAZÔNICA ESTÃO DEIXANDO A FASE PROPAGANDISTA PARA DAR INÍCIO A UMA FASE OPERATIVA QUE PODE, DEFINITIVAMENTE, ENSEJAR INTERVENÇÕES MILITARES DIRETAS SOBRE A REGIÃO.”

Nessa mesma época, Mikhail Gorbachev somou-se ao coro dos que não hesitam em confessar seus interesses por nossas riquezas ao afirmar que:

“O BRASIL DEVE DELEGAR PARTE DE SEUS DIREITOS SOBRE A AMAZÔNIA AOS ORGANISMOS INTERNACIONAIS COMPETENTES”

E eles já estão na fase operativa, referida por Major, há muito tempo ou como interpretar as palavras de Madeleine Albright, Secretária de Estado dos EUA, em 1996, quando diz que

“atualmente avançamos em uma ampla gama de políticas, negociações e tratados, em colaboração com programas das Nações Unidas, diplomacia bilateral e regional, distribuição de ajuda comunitária aos países necessitados e crescente participação da CIA em atividades de inteligência ambiental.”


Dois anos depois, o chefe do órgão central de informações das Forças Armadas Americanas, Patrick Hugles, foi enfático:

“Caso o Brasil resolva fazer um uso da Amazônia que ponha em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos que estar prontos para interromper esse processo imediatamente.”


A campanha continuava na década passada. Em 2005, Pascal Lamy, presidente da OMC, no mesmo tom da ladainha, defendia que:

“A Amazônia e as outras florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas bens públicos mundiais e submetidas a gestão coletiva, ou seja gestão da comunidade internacional.”

Temos, portanto, exemplos suficientes da “bondade” dos países centrais em relação a nós.
Não estou entre os que consideram que todas as Organizações Não Governamentais sejam necessariamente formadas por pessoas mal intencionadas em relação ao erário público ou, o que é ainda mais grave, conspiram contra os interesses nacionais. Longe disso, o Brasil está repleto de pessoas sinceras, solidárias e com enorme desejo de lutar pela coletividade.
Contudo, ao mesmo tempo em que as ONG se prestam a ser meio de atuação dos sinceros, são, também, a forma de agir dos pilantras, dos dissimulados, dos inimigos do Brasil.

 
Isso é, sobretudo, verdadeiro, quando se fala na Amazônia. Terezinha de Castro, no Simpósio de Desenvolvimento Sustentado da Amazônia, em 1998, relatou que, “encontram-se instalados e labutando na Amazônia, na Região Norte, 846 ONGs estrangeiras, todas com o propósito de defender o meio ambiente e os direitos das populações indígenas.” Na sequência perguntou: “Por que vocês não se instalam no Nordeste e defendem as minorias nordestinas e o polígono da seca?”

 
No Nordeste não existem ONG estrangeiras. Eis a questão chave. Por que existe este magnetismo exacerbado pela Amazônia em detrimento de outras regiões?
Para compreender esse tropismo das ONG é preciso olhar o mapa das reservas indígenas da região amazônica.

Na seqüência, visualizar onde, no subsolo amazônico existem as riquezas minerais, das quais falamos anteriormente, para em seguida sobrepor os dois mapas e o mistério estará desfeito. Pois bem, as ONG atuam na defesa dos direitos dos indígenas, atuam dentro das suas reservas, atuam sobre algumas das mais ricas reservas minerais do planeta.



Como todos sabem, o Green Peace, que se arvora em ser o mais radical defensor das questões ambientais, é financiado pelo cartel das petroleiras, o que explica a sua docilidade quando são elas que estão envolvidas em desastres ecológicos, como o do Golfo do México e o de agora na Bacia de Campos, com a Chevron. Na Amazônia, um sem número de ONG é financiada por mineradoras estrangeiras. Não seria para suas financiadoras que elas fazem o seu proselitismo, a sua catequese?

Vejamos, agora, o que dizem as diretrizes de 1981, expedidas para missionários que atuam na Amazônia:


“A Amazônia total, cuja maior área fica no Brasil, mas compreende também parte dos territórios da Venezuela, Colômbia e Peru, é considerada, por nós, um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa área pelos países mencionados é meramente circunstancial. 

Na sequência, continua o texto:
 
- “É nosso dever: defender, prevenir, impedir, lutar, insistir, convencer, enfim esgotar todos os recursos que, devida ou indevidamente, possam redundar na defesa, na segurança, na preservação desse imenso território e dos seres que o habitam e que são patrimônio da humanidade e não dos países cujos territórios, pretensamente, dizem lhes pertencer.”

 
- “É nosso dever: impedir em qualquer caso impedir a agressão contra a área amazônica, quando se caracterizar a construção de estradas, campos de pouso, principalmente destinadas a atividades de garimpo, barragens de qualquer tipo ou tamanho; obras de fronteira civis ou militares, tais como quartéis, desmatamentos, estradas, campos de pouso militares e outros que signifiquem a tentativa de mudanças que a civilização chama de progresso.”

 
Para os que pensam que todo esse zelo, pela nossa Amazônia, é um exagero, não custa recordar que os países desenvolvidos não têm amigos, tem interesses e são muito pragmáticos na busca da realização destes seus interesses. Não é demais lembrar as palavras de Warren Cristopher, quando Secretário de Defesa dos EUA em 1995. Dizia ele:

“A liderança dos Estados Unidos exige que apoiemos a diplomacia com a ameaça da força.”

É do conhecimento de todos o fato de que os EUA tem bases militares nos países sul-americanos, junto da fronteira com o Brasil. Até o Jornal Zero Hora, que não é dado a arroubos de nacionalismo, publicou, em primeira página, há alguns anos atrás, a localização destas bases na América do Sul. Desde o Paraguai até a Colômbia e, depois, nas Guianas as pistas e/ou bases militares norte-americanas contornam o mapa do Brasil.



Para proteger o território brasileiro é que elas não estão ali!
 
O general Rodrigo Otávio J. Ramos foi preciso quando afirmou que “árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a dos nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la”

Os portugueses, seguindo as pegadas dos bandeirantes, construíram fortes ao longo dos rios amazônicos, isso nos séculos XVII e XVIII. Com os modernos equipamentos de geo-referenciamento, que possuímos hoje, não teríamos colocado aquelas fortalezas em locais mais propícios e adequados. Temos que render muitas homenagens aos nossos tenazes antepassados e nunca nos esquecermos das sábias palavras de Aloísio Magalhães: 


“A trajetória de um povo se compara ao mecanismo de um bodoque, quanto mais para trás se consegue chegar com o elástico, mais adiante se avança com a pedra.”
 
Por isso mesmo é mandatório reverenciarmos um dos maiores brasileiros de todos os tempos, o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. Rondon, em meio a uma situação de risco de vida, na eminência de serem atacados por indígenas hostis, ordenou aos seus soldados: 


“Morrer se for preciso, matar nunca!” 

Rondon, filho de mãe indígena, é reconhecido, no mundo inteiro, como um dos maiores desbravadores de todos os tempos. Em Washington, na entrada do Smithsonian Institution, talvez o maior complexo de museus para difusão do conhecimento no mundo, são rendidas homenagens a duas personagens, por eles consideradas como ícones: O desbravador do Pólo Sul, o norueguês Roald Amundsen e o brasileiro Marechal Cândido Rondon.

Desta viagem, nasceu-me uma convicção. Quanto mais habitada e desenvolvida for a Amazônia, mais ela será nossa, mais estará assegurada ao povo brasileiro.
A defesa nacional não é e nem pode ser pensada exclusivamente pelas Forças Armadas. A defesa é uma atribuição de toda a Nação Brasileira e requer um esforço conjunto de todo o povo.

 
Contudo, é impensável proteger o território nacional sem um orçamento adequado para a Defesa. Um país como o Brasil, que é o campeão mundial em recursos minerais, que possui o tesouro do pré-sal, que tem a Amazônia – área continental dentro de um país continental, precisa ter Forças Armadas à altura de sua importância estratégica. Dedicação e competência não faltam aos nossos irmãos da caserna, o que lhes faltam são recursos orçamentários para poderem cumprir na plenitude com suas funções constitucionais.

Os cortes orçamentários promovidos pelo Ministério da Fazenda à Pasta da Defesa, para gerar superávit primário, diante de tudo o que foi dito aqui, soa como uma afronta, no mínimo uma afronta.

 
É hora de se acabar com a política de submissão ao capital financeiro internacional e baixar os juros aos níveis da média praticados no mundo. Não é honroso para o Brasil ter a mais alta taxa de juros do mundo. Em decorrência do desembolso para pagar juros e a amortização da dívida federal, só no primeiro semestre de 2011, foram pelo ralo 194 bilhões de reais. Recursos absolutamente necessários ao nosso desenvolvimento do Rio Grande do Sul à Amazônia, imprescindíveis à inclusão de milhões de brasileiros na roda da economia que movimenta o país e, dessa forma ampliar o já poderoso mercado interno que possuímos. E esses juros são estabelecidos pelo Conselho de Política Monetária, que não é nada sensível ao desenvolvimento nacional. Ao contrário, reza pela cartilha da banca internacional.

 
O Brasil, país único, habitado por um povo único, tem um destino grandioso pela frente e a manutenção da nossa Amazônia cada vez mais verde e amarela faz parte desse caminho que haveremos de trilhar.

 
Parabéns Forças Armadas Brasileiras!
Parabéns Exército Brasileiro!
Viva o povo brasileiro!