28 fevereiro 2012

Embraer lamenta fim de negócio e diz atender pedidos dos EUA

Embraer rebate EUA e diz que entregou documentos para venda de aviões

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO

A Embraer informou nesta terça-feira que lamenta o cancelamento do contrato de fornecimento de 20 aviões Super Tucano à Força Aérea dos Estados Undidos e que cumpriu as exigências feitas pelo país.

Os EUA cancelaram o negócio
, de US$ 355 milhões, citando problemas com a documentação.

"Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida", disse a empresa.

Segundo nota da companhia brasileira, a decisão a favor do Super Tucano, divulgada pela Força Aérea Americana no dia 30 de dezembro, foi "uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente".

"A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos", diz a nota.

O CASO

A Força Aérea americana disse que vai investigar e refazer a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft após sua aeronave AT-6 ser excluída da competição -- o que levou o negócio a ser suspenso no começo de janeiro. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

No ocasião, a Força Aérea havia dito que acreditava que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes. Hoje, porém, mudou o tom.

"Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção", disse nesta terça-feira o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado.

"Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor."

O comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre a situação, afirmou o porta-voz da Força Aérea.

O contrato, em negociação há um ano, gerou resistências, principalmente entre congressistas do Kansas, Estado-sede da Hawker. Pedidos de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer chegou a ser cogitado.

A avaliação é que um contrato dessa magnitude (em momento de crise econômica) e um setor tão sensível não podem chegar às mãos de uma empresa estrangeira.

PACOTE DE SERVIÇOS

O negócio havia sido anunciado no final de 2011 e incluía, além do fornecimento das aeronaves, um pacote de serviços, como treinamento de mecânicos e pilotos responsáveis pela operação do avião.

Pelo contrato, a Embraer teria 60 meses para entregar esse primeiro lote, prazo que começaria a contar já neste mês. O primeiro avião teria de ser entregue em 2013.

A unidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), produziria grande parte do avião. A montagem final seria feita nos EUA.

A companhia mantinha expectativas de vender mais 35 aviões, o que poderia elevar o contrato à cifra de US$ 950 milhões.

DEFESA

O fornecimento das 20 unidades do A-29 Super Tucano era o primeiro contrato da Embraer com a Defesa americana.

Quando anunciou o contrato, a Embraer disse que o negócio seria "uma grande vitrine". "Esse é o primeiro contrato com a Força Aérea dos EUA. Esse é um item sensível no maior mercado de defesa do mundo. Muitos países vão olhar isso", disse na ocasião Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.

Com esse pedido, a Embraer alcançaria 200 encomendas do modelo Super Tucano (desenvolvido pela FAB em 1995 e exportado para vários países do mundo). Apenas 40 precisam ainda ser entregues, mas esse número inclui o pedido que havia sido feito pela Força Aérea americana.

O A-29 Super Tucano, projetado para missões de contra-insurgência, atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras, segundo a Embraer.

De acordo com a licitação, as aeronaves da Embraer seriam utilizadas para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo no Afeganistão.

Com REUTERS

20 fevereiro 2012

Navios iranianos chegam à Síria

Principal aliado do regime de Bashar al-Assad, o Irã enviou dois navios de guerra para "reforçar a marinha" síria

Da Agência Brasil


Principal aliado do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, o Irã enviou dois navios de guerra para "reforçar a marinha" síria, anunciou o canal de informação iraniano Irinn. É a segunda vez que navios de guerra iranianos entraram no Mediterrâneo desde a Revolução Islâmica de 1979. As embarcações chegaram ao Porto de Tartus através do Canal de Suez, controlado pelos egípcios.

No domingo, o Egito chamou de volta seu embaixador na Síria "até nova ordem", uma decisão criticada por manifestantes sírios contrários ao regime de Assad. Eles que consideram que o Egito teria agido melhor ao bloquear os navios iranianos do que em fazer regressar o diplomata.

Nesta segunda-feira, o regime de al-Assad reforçou as forças na cidade rebelde de Homs, alvo de bombardeios incessantes há duas semanas. Na "capital da revolução", bombardeada pelo décimo sexto dia consecutivo, os reforços de tropas oficiais provocam temor de um assalto final contra os bairros rebeldes, especialmente Baba Amr, um bairro onde a situação humanitária é crítica, disseram ativistas dos direitos humanos.

Representantes dos revolucionários sírios pedem a retirada das mulheres e das crianças de Baba Amr. Segundo eles, os habitantes vivem ao frio e, em condições insustentáveis, esperam a morte.

Nesta segunda-feira, cinco civis foram mortos em Baba Amr e um na região de Hama, segundo o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos). Em Damasco, os militares continuam em estado de alerta, com reforço da segurança em frente à Embaixada do Irã, onde há registro de concentrações de manifestantes.

No bairro de Mazzé, onde os militares dispararam no sábado contra uma multidão estimada entre 15 mil e 20 mil manifestantes, está em curso uma campanha de perseguições. Cerca de 50 estudantes protestaram para reivindicar a derrubada do regime, apesar da presença de agentes dos serviços de informações. Para os ativistas, essas manifestações, por ocorrerem em áreas onde se situam vários edifícios governamentais, de segurança e embaixadas, mudam a situação.

Devido ao destacamento de forças de segurança em Damasco, cidade que já é considerada o local mais protegido do país, a mobilização diminuiu ontem, mas, hoje, jovens içaram a bandeira da independência na Ponte de Al-Jawzeh, na entrada sul da capital, segundo um vídeo divulgado no YouTube.

Também nesta segunda, duas figuras ligadas à contestação: Razan Ghazzaoui, autora de um blog, detida desde quinta-feira, e o cineasta Firas Fayyad, preso em novembro A ideia de uma intervenção militar destinada a por fim a 11 meses de repressão na Síria, período em que se contabiliza mais de 6 mil mortos, continua a ser rejeitada por vários integrantes da comunidade internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Rafik Abdessalem, advertiu hoje para o risco de "um cenário iraquiano" e apelou à "preservação da integridade da Síria". Em Roma, Abdessalem disse ainda que o Conselho Nacional Sírio, principal grupo da oposição, estará representado na conferência internacional sobre a crise síria, que se realiza na Tunísia, na próxima sexta-feira.

Argentina fez voos secretos para buscar armas durante guerra das Malvinas

Terra

Os militares argentinos utilizaram aviões comerciais modificados para buscar armas em Israel e na Líbia durante a Guerra das Malvinas, informa neste domingo o diário argentino Clarín. De acordo com o jornal, sete pilotos se arriscaram em voos sigilosos, com rádio e luzes desligadas e tentando fugir dos radares britânicos, que controlavam o Oceano Atlântico.


Segundo o jornal, os pilotos argentinos Gezio Bresciani, Luis Cuniberti, Leopoldo Arias, Ramón Arce, Mario Bernard, Juan Carlos Ardalla e Jorge Prelooker, da companhia Aerolíneas Argentinas, foram os encarregados da operação, que consistiu em dois voos para Tel Aviv, em Israel, quatro para Trípoli, na Líbia, e um para a África do Sul, entre 7 de abril e 9 de junho de 1982. O último voo, no entanto, teria sido cancelado em pleno trajeto por falta de acordo com um traficante de armas.

Como as nações ocidentais, aliadas do Reino Unido, impuseram sanções ao governo argentino, o governo militar precisava realizar uma série de viagens a nações remotas em buscas de armas para o país. Em decorrência disso, os pilotos civis foram convocados para a missão: voar em aviões em que os assentos foram removidos para dar espaço a todos os tipos de armamentos e conviver com a ideia de que poderiam ser abatidos a qualquer momento se fossem identificados. "Quando alguém te diz que o seu país está em guerra e que podes ajudar de alguma forma, não se pensa muito. Nós sentíamos que tínhamos que ajudar", diz Bresciani.

Contudo, as viagens não eram feitas apenas de riscos. Segundo o Clarín, os pilotos foram recebidos com pompa tanto em Israel quando na Líbia. "Ao chegar na Líbia, nos davam um livros de cor verde. Depois que eu vim a saber que era o Livro Verde de Kadafi. Estava em árabe e inglês", conta Leopoldo Arias.

Apesar do caráter secreto das missões, os pilotos consideram que o mundo da aviação sabia do transporte de armas feito pelos aviões das Aerolíneas Argentina, mas os britânicos não podiam derrubar os aviões sem provas. "Se fôssemos derrubados, íamos ao fundo do mar e nunca poderiam confirmar que levávamos armas", diz Prelooker. "Além disso, teriam atacado aviões de linha com civis e desencadeado um escândalos internacional", especula o piloto argentino.

De acordo com o Clarín, Israel forneceu armas para a Argentina porque tinha interesses econômicos com o país sul-americano, mas posteriormente interrompeu esse processo por pressão dos governos dos EUA e Reino Unido, com quem tinha mais laços. Os militares argentinos decidiram aceitar então uma proposta da Líbia, com quem não tinha relações amistosas, mas era um país carregado com armamentos soviéticos. No acordo entre os dois países, o regime do então líder líbio Muammar Kadafi qualificava a ação de Londres como a "odiosa agressão britânica", segundo o jornal argentino.

Irã continuará desenvolver projetos de aviões militares modernos

Tecnologias modernas russas se expõem em Teerã

Voz da Rússia


O Irã não deixará de projetar e construir novos aviões-caça, declarou, esta segunda-feira, o ministro da Defesa, Ahmad Vahidi. Acrescentou que Teerã tinha alcançado sucessos neste domínio, ao iniciar a produção de caças-bombardeiro Saeghe, um análogo do engenho F-5 dos EUA.


De acordo com Vahidi, este fato comprova a competência do ramo militar iraniano e demonstra a inutilidade de introdução das sanções contra República Islâmica.

A exposição Tecnologias Modernas Russas abriu em Teerã. Nela expõem-se 56 companhias de várias regiões da Rússia.


Segundo o embaixador da Rússia em Teerã, Levan Djagaryan, no ano passado o comércio de bens entre a Rússia e o Irã tinha superado o total de 4 bilhões de dólares. “Infelizmente, as tecnologias científicas não fazem grande parte deste comércio. Esta exposição foi organizada para aumentá-la”, acrescentou o diplomata.


Os especialistas iranianos interessam-se mais pelas tecnologias da informação, sistemas de esfriamento e geradores para proteger os oleodutos e os gasodutos, materias compósitos e novos materiais para a construção de autoestradas.

17 fevereiro 2012

Novos blindados "Leopard" chegam ao Brasil

Exército Notícias

39 viaturas blindadas de combate Leopard desembarcam no Porto de Rio Grande (RS).

PATRULHA - FAB recebe terceira aeronave P-3AM

COPAC/ Agência Força Aérea



A equipe do Grupo de Acompanhamento e Controle na Empresa EADS-CASA (GAC-CASA) recebeu, em Sevilha, Espanha, a terceira aeronave P-3AM do contrato de modernização assinado pelo Comando da Aeronáutica por meio da Comissão Coordenadora para o Programa da Aeronave de Combate (COPAC). O FAB 7200 (P-3A - Orion Modernizado) foi trasladado ao Brasil pela tripulação do 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação (1º/7º GAv – Esquadrão Orungan), que irá operá-lo na proteção do litoral brasileiro, da Amazônia Azul e de seus recursos naturais. A aeronave chegou a Salvador (BA), sede do esquadrão, no dia 11 de fevereiro.

O P-3AM Orion devolve à Força Aérea Brasileira a capacidade de detectar, localizar, identificar e, se necessário, afundar submarinos. É o que o jargão militar chama de guerra antissubmarina (ASW, na sigla em inglês). A Aviação de Patrulha não realizava missões ASW desde a desativação do P-16 Tracker, em1996. Os atuais P-95 “Bandeirulha”, aeronaves menores e com diferenças operacionais, não oferecem essa possibilidade.

Além da capacidade ASW, o P-3AM também carrega armamentos como os mísseis Harpoon, capazes de afundar navios de guerra além do alcance visual. Com quatro motores, a aeronave tem grande autonomia, podendo permanecer em voo durante 16 horas - isso equivale a uma viagem de Recife a Madri sem escalas. Os sensores eletrônicos embarcados na aeronave são os mais modernos que existem. Tudo isso confere ao P-3AM a capacidade estratégica de vigilância marítima de longo alcance.

O P-3AM assumirá um papel determinante nas missões de busca e salvamento. Por força da Convenção de Chicago, assinada com a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil é responsável pela busca e salvamento de aeronaves e navios numa área de mais de 6 milhões de km² (praticamente todo o Atlântico Sul). A nova aeronave também ajudará na defesa do meio ambiente, identificando responsáveis por derramamento de óleo, tanto acidentais quanto provocados. Os sensores do P-3AM conseguem identificar os rastros na superfície do mar e, desta forma, rastrear a embarcação, mesmo muitas horas depois da abertura dos tanques. Outra atividade ilegal que a aeronave certamente poderá combater é a pesca na Zona Econômica Exclusiva do Brasil, uma faixa de 370 quilômetros a partir da costa brasileira. As embarcações estrangeiras que praticarem a pesca nessa área também poderão receber multas.

Comissão aprova mudança em estatuto militar

Jornal do Senado

O Estatuto dos Militares (Lei 6.880/80) poderá ser modificado para incluir a esclerose múltipla no rol de doenças consideradas -incapacitantes.

A proposta (PLC 127/11) foi aprovada ontem pela CRE. Encaminhada ao Congresso pela Presidência da República, o projeto ainda será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O relator, Marcelo Crivella (PRB-RJ), ressalta, em seu parecer, argumento do Ministério da Defesa de que a esclerose múltipla já é incluída na Lei 8.112/90 como doença grave passível de aposentadoria para o servidor civil por invalidez permanente.

Equivalência

Na opinião de Crivella, portanto, é injustificável a ausência de tratamento equivalente no Estatuto dos Militares.

"Não há dúvidas de que a esclerose múltipla é uma doença grave, com potencial de levar à incapacidade permanente o servidor civil ou militar. Cuida-se de enfermidade neurológica autoimune crônica do sistema nervoso central, que atinge sobretudo o jovem adulto e pode causar diversas sequelas no cérebro, medula espinhal e nervo óptico", assinala o parlamentar em seu relatório.

O senador argumenta que a legislação federal reconhece a gravidade dessa doença, tanto para aposentadoria e reforma como para isenção fiscal.

— Esse reconhecimento, entretanto, é realizado de modo imperfeito no que diz respeito à reforma de militar, pois o servidor militar não é beneficiado por ele no plano federal — acrescenta.

OrbiSat avalia expansão no exterior

Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos

A OrbiSat, controlada pela Embraer Defesa e Segurança, desenvolveu um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAAe) para o Exército Brasileiro, que encomendou nove unidades. Seis delas já foram entregues e outras três estão em fase de produção. Agora, a empresa vê possibilidade de ganhar o mercado externo.

O projeto, desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), vai integrar o Sistema de Defesa Antiaérea do Exército, abastecendo-o com informações capazes de contribuir para a tomada de decisões em inúmeras situações que envolvam questões de defesa e segurança. O valor do contrato, segundo o presidente da OrbiSat, Maurício Aveiro, gira em torno de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões.

Desenvolvido com tecnologia 100% brasileira e sem similares no mercado nacional, o sistema pode ser utilizado para coordenação da defesa de tropas e instalações militares, em situações de combate e em grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. "Também estamos analisando as possibilidades de exportação e os países da América do Sul são um mercado natural para o nosso produto, não só pela proximidade com o Brasil, mas também pelo nível de relacionamento", disse Aveiro.

O sistema funciona como uma base para o comando e controle das informações enviadas, em tempo real, pelo radar Saber M60, também produzido pela OrbiSat. O COAAe opera embarcado em uma cabine integrada a uma viatura militar Marruá, fabricada pela Agrale.

O radar Saber M60, usado para vigilância aérea e terrestre de aviões a baixa altura, rastreia alvos em um raio de até 60 quilômetros e a uma altitude de até cinco mil metros. O Exército Brasileiro recebeu, no fim do ano passado, as últimas unidades de um lote de nove comprados da OrbiSat.

Os radares, que custaram R$ 26 milhões, também foram desenvolvidos em parceria com o CTEx para atender ao projeto Amazônia Protegida, programa que prevê o reaparelhamento das brigadas antiaéreas e postos de fronteira existentes na região. "Temos ainda uma carta de intenção de compra de outros quatro radares desse tipo para a Aeronáutica. A nossa expectativa è que o contrato de fornecimento seja assinado este ano", comentou.

A Embraer adquiriu o controle da OrbiSat em março do ano passado, com a compra de 64,7% do capital social da divisão de radares da companhia. O negócio foi avaliado em R$ 28,5 milhões. Desde então, segundo o presidente da OrbiSat, a empresa tem tido mais fôlego financeiro para desenvolver seus projetos e cumprir os cronogramas dos contratos.

O faturamento de 2011 ainda não foi fechado, mas segundo Aveiro, a empresa deverá registrar uma receita acima de R$ 50 milhões. A área de radares de defesa responde por 65% da receita e o restante vem da área de serviços de sensoriamento remoto através de aviões e radares. A empresa possui 150 funcionários.

Os principais desafios enfrentados neste primeiro ano dentro da nova estrutura, segundo ele, foi a entrega de nove radares Saber M-60 para o Exército e os serviços de sensoriamento remoto realizados através do radar OrbSar.

O equipamento está sendo utilizado para fazer o mapeamento da Amazônia e até o momento, segundo Aveiro, já foram mapeados cerca de 1.142 milhão de quilômetros quadrados, com informações inéditas da região em relação ao relevo, profundidade de rios e características da cobertura vegetal.

O presidente da OrbiSat conta que a experiência adquirida com este trabalho capacitou a empresa para outros mapeamentos. "Acabamos de iniciar um projeto semelhante no Panamá, como subcontratados de uma empresa italiana. Também já fizemos outros trabalhos similares na Venezuela,

Colômbia e no Peru", disse.

Pequeno gênio da matemática

Estudante de 11 anos, aluno do Colégio Militar da Capital, é primeiro lugar em olimpíada brasileira

Zero Hora

Em abril, a presidente Dilma Rousseff deverá apertar a mão e entregar uma medalha de ouro ao aluno do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) Guilherme Goulart Kowalczuk, 11 anos.

Ele é campeão nacional do nível um da 7ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2011).

A Obmep tem três níveis, conforme a escolaridade. Na 6ª olimpíada, o Colégio Militar também sagrou-se campeão nacional no nível um, com Pedro Henrique da Silva Dias.

– Somos bicampeões – brinca o coronel Leonardo Araujo, chefe da comunicação social da instituição.

Guilherme cursa o 8º ano do Ensino Fundamental. Os resultados foram divulgados no início da semana. Nos três níveis, alunos das escolas gaúchas ganharam 32 medalhas de ouro. O CMPA arrematou 13 delas. Uma foi para Daniel Bossle, terceiro lugar nacional no nível três. As provas ocorreram em junho e setembro de 2011.

O principal incentivador de Guilherme é o pai, Sandro Kowalczuk. O analista de sistemas diz que o menino surpreende pela facilidade com que resolve problemas de matemática.

– Nunca pensei que fosse gostar tanto da matemática. Foi uma boa surpresa – descreve.

Em 2009, Sandro e a mulher, Cintia, analista de pessoal, começaram a pesquisar escolas para matricular o filho. No ano seguinte, o menino entrou para o CMPA. Apesar do corpo franzino, adaptou-se à rotina quase espartana da escola.

A sétima edição da Obmep envolveu, na primeira fase, 18,7 milhões de alunos, de 44,6 mil escolas, abrangendo 98,9% das cidades brasileiras. O Estado conquistou ainda 44 medalhas de prata, 75 de bronze e 1.865 menções honrosas.

ENTREVISTA: GUILHERME GOULART KOWALCZUK, campeão de matemática

“O segredo é muito exercício”

Aluno do Colégio Militar de Porto Alegre, Guilherme Goulart Kowalczuk, 11 anos, é um menino de corpo franzino, olhar atento, que adora matemática – estuda duas horas por dia. Na 7ª Obmep, ficou com a primeira colocação no Brasil. No início da tarde de ontem, em uma das salas do colégio, ele, conversou com Zero Hora:

Zero Hora – Parte dos estudantes acha a matemática chata.

Guilherme Goulart Kowalczuk – Não é chata. É interessante porque, ao contrário de outras, em que uma pergunta pode ter várias respostas, matemática só tem uma que é certa.

ZH – Como foste atraído para a matéria?

Guilherme – Meu pai me dava cálculos para resolver e acabei achando interessante.

ZH – De que matéria não gostas?

Guilherme – História. Tem muita conversa. A matemática só precisa entender como se faz o cálculo.

ZH – O que tu recomendas para quem tem dificuldade em aprender matemática?

Guilherme – O segredo é fazer muito exercício. E se desafiar, resolvendo os problemas mais difíceis.

Cidade síria de Homs tem os bombardeios mais violentos em 14 dias


Em Beirute

 

A cidade rebelde de Homs (centro da Síria) era na manhã desta sexta-feira (17) alvo dos "bombardeios mais violentos em 14 dias" realizados pelas forças do regime, afirmou à "AFP" um militante na região. "São os bombardeios mais violentos em 14 dias. É incrível, é de uma extrema violência, nunca vimos algo semelhante. Disparam uma média de quatro foguetes por minuto", afirmou Hadi Abdullah, membro da Comissão Geral da Revolução Síria.

"Além dos bairros de Baba Amr e de Al Inshaat, os de Jaldiye e Bayyada são atacados nesta sexta-feira, quando os bombardeios contra estes bairros não foram tão intensos nos últimos dias", disse. Este militante informou que a aviação militar e os aviões de reconhecimento sobrevoavam Homs, acrescentando que se tratava de uma mobilização "sem precedentes".

Um vídeo divulgado por militantes na internet mostra um tanque disparando contra as residências, e em outro vídeo são ouvidos intensos bombardeios contra a cidade, chamada de "capital da revolução" pelos militantes
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14 fevereiro 2012

ONU: inação internacional encoraja Assad

Alta comissária de Direitos Humanos diz que regime sírio lançou ofensiva avassaladora contra cidadãos após veto russo

Jason De Crow/ AP – O Globo

NOVA YORK. Encorajado pela inação do Conselho de Segurança da ONU, que foi incapaz de chegar a uma resolução de consenso para tentar controlar a violência na Síria, o regime de Bashar al-Assad decidiu "lançar uma ofensiva aberta num esforço para esmagar a dissidência com uma força avassaladora". A denúncia foi feita na tarde de ontem, em sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas para discutir a crise síria, pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay. Apesar do alerta, declarações de diplomatas de países-membros do Conselho de Segurança durante o dia de ontem indicam que a inação continuará.

A Rússia, que ao lado da China vetou há cerca de dez dias uma resolução condenando o regime de Assad e ordenando o fim imediato da repressão contra dissidentes, rejeitou ontem nova sugestão da Liga Árabe. No domingo, a entidade propusera o envio de uma missão de paz da ONU para pôr fim à violência na Síria.

- É preciso que a paz retorne antes (do envio de uma missão da ONU). Em outras palavras, é preciso que haja um acordo para um cessar-fogo, mas a tragédia é que os grupos armados que estão enfrentando as forças do regime não são subordinados a ninguém e estão fora de controle - disse o chanceler russo, Sergei Lavrov.

A Rússia, principal fornecedora de armas da Síria, vetou a resolução no Conselho de Segurança justamente por considerar que ela deveria dividir igualmente as responsabilidades pela violência no país entre o regime de Assad e seus opositores. Desta vez, porém, a Rússia não foi a única a expor desagrado com a nova proposta da Liga Árabe.

- Não creio que a solução seja a presença de tropas ocidentais em qualquer função, mesmo que para a manutenção da paz - disse o chanceler britânico, William Hague.

O chanceler francês, Alain Juppé, concordou:

- Achamos que qualquer intervenção militar estrangeira só tornaria pior a situação.

Com as tratativas no âmbito do Conselho de Segurança da ONU emperradas, a única iniciativa diplomática em andamento para tentar pôr fim ao conflito sírio é uma reunião agendada para o dia 24, na Tunísia, do grupo de países amigos da Síria, que inclui potências ocidentais e países árabes. Na proposta de Orçamento enviada ontem ao Congresso, o presidente dos EUA, Barack Obama, incluiu US$ 800 milhões em ajuda financeira aos países atingidos pela chamada Primavera Árabe - não está claro quanto do valor poderia ser usado para garantir ajuda humanitária à população síria, um dos objetivos do grupo de amigos.

Diplomata denuncia "ataque indiscriminado a áreas civis"

Para a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, cada dia de inação internacional só piora a situação na Síria.

- Estou particularmente consternada pela matança em andamento em Homs. De acordo com relatos críveis, o Exército sírio bombardeou regiões densamente populadas de Homs no que parece ser um ataque indiscriminado a áreas civis - afirmou a comissária.

Pillay, que renovou o apelo para que o regime de Assad seja denunciado no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a Humanidade, acusou o governo sírio de manter cidadãos presos em suas casas sem comida, eletricidade, comunicações e ajuda médica, e de bombardear postos médicos. Iniciada na véspera da votação no Conselho de Segurança da ONU, a ofensiva das forças sírias contra os dissidentes em Homs já deixou mais de 300 mortos, que se somam às 5.400 vítimas contabilizadas pela ONU no ano passado. Também há enfrentamentos cada vez maiores entre tropas governamentais e grupos opositores armados em outras cidades do país. Ontem, esses grupos repeliram uma investida do Exército contra a cidade de Rastan, cujo controle estaria nas mãos de rebeldes desde o mês passado.

O governo sírio atribui a terroristas as ações dos grupos armados e vem rechaçando os apelos internacionais para um cessar-fogo e a abertura de diálogo para a formação de um governo de transição, com a saída de Assad.

O embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, que antes da fala de Pillay tentara alegar motivos regimentais para impedir o discurso dela, refutou as denúncias da alta comissária.

- O que a Síria tem feito é tentar restabelecer a segurança e a estabilidade num exercício de seu direito exclusivo de proteger seus cidadãos - disse ele, alegando que a resistência contra o governo é fomentada pelo grupo terrorista islâmico al-Qaeda. - Como a ONU pode combater a al- Qaeda se alguns de seus membros financiam e ajudam membros da al-Qaeda a cometer atos terroristas na Síria?

A Assembleia Geral da ONU deveria votar ainda ontem uma resolução condenando a Síria cujo texto é baseado na proposta vetada por Rússia e China no Conselho de Segurança. Diferentemente do Conselho, não há poder de veto na Assembleia - e suas resoluções não são de cumprimento obrigatório.

Deputado pede explicações à Defesa sobre compra de navios

Jorge Félix - iG

O deputado Roberto Santiago (PSD-SP) pediu ao Ministério da Defesa explicações sobre a compra de três navios de patrulha oceânica que foram encomendados à empresa britânica BAE Systems por Trinidad e Tobago, mas como país desistiu da compra devido à crise mundial, foram adquiridos pelo Brasil.

Santiago quer saber detalhes da compra, de súbito, pelo governo ao valor de mais de US$ 100 milhões.

Alunos do IME são primeiros colocados em West Point, academia militar dos EUA

Tenentes Clara Luz e Jackson Machado, do Instituto Militar de Engenharia, superaram cadetes norte-americanos

Raphael Gomide, iG

Rio de Janeiro

Os tenentes do Exército Clara Luz e Jackson Machado, alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio, foram os primeiros colocados na classificação geral em todas as matérias aplicadas à Engenharia que cursaram em West Point, a Academia Militar dos Estados Unidos.

Os dois foram os alunos brasileiros pioneiros no intercâmbio na escola de formação de oficiais dos EUA, onde passaram seis meses, no segundo semestre de 2011. Eles tiveram o melhor desempenho em suas turmas em West Point nas matérias técnicas, de Engenharia.

West Point tem cerca de 4.400 cadetes do Exército dos EUA

A petropolitana Clara, 24 anos, é aluna de Engenharia de Materiais no IME; Jackson, 23, mineiro de Juiz de Fora, cursa Engenharia Química. O destaque no exterior, na academia militar do mais poderoso exército do mundo, não chega a ser novidade para a dupla. Atualmente no quinto e último ano, eles foram selecionados para o programa por merecimento, justamente por serem os primeiros da turma também no IME.

“Cursamos matérias aplicadas à Engenharia. Nesses cursos, tivemos as melhores notas da turma. A base conceitual do IME é muito diferenciada e foi primordial para o nosso desempenho lá. Em West Point, o estudo é mais aplicado; aqui é mais conceitual”, afirmou Jackson. “A participação dos cadetes nas aulas é muito grande e eles mesmos se cobram muito. O sistema de avaliação é diferente do brasileiro”, explicou Clara, segundo quem, por vezes, o estudo lá era mais intenso que no Brasil, por conta do idioma.

Com cerca de 500 alunos de graduação, o tradicional instituto do Exército tem nove especialidades e é um dos 27 estabelecimentos de ensino superior – dentre 2.176 avaliados – com nota máxima no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia a qualidade do Ensino Superior no Brasil. Teve a 14ª melhor média do Brasil. A história do IME remonta a 1792, quando foi criada a “Real Academia de Artilharia e Desenho”, primeira escola de engenharia e a terceira das Américas, de acordo com o Exército Brasileiro.

West Point fica em Nova York e não é apenas uma academia militar. Seus 4.400 cadetes se formam como tenentes e ao mesmo tempo em um dos mais de 40 cursos de nível superior. Foi eleita a melhor faculdade dos EUA em 2009, pela revista Forbes; em 2011, foi avaliada pelo U.S. News & World Report como a melhor faculdade e o melhor programa de Engenharia – em ambos os casos, pelo terceiro ano consecutivo. Lá, as turmas são pequenas, com no máximo 18 alunos. Estudantes de Letras precisam fazer aulas de cálculo, e os de Física também cursam filosofia, por exemplo.

Para Jackson e Clara Luz, dimensões de West Point impressionam

O material didático usado é semelhante ao do IME, mas uma das diferenças na parte metodológica é que na academia norte-americana há maior quantidade de aulas práticas que no IME.

“Aqui temos menos aulas de laboratório, porém são mais aprofundadas”, explicou Jackson. Foram outros aspectos da experiência, no entanto, que mais surpreenderam Clara e Jackson.

“Como é um país sempre em conflito, há cadetes do primeiro ano que já são veteranos de guerra, onde estiveram como soldados”, contou Clara.

Nos EUA, os brasileiros não eram os únicos estrangeiros: havia alunos da Alemanha, França, Itália, Chile, entre outros. “Tínhamos a responsabilidade de representar o IME, o Exército e o Brasil”, disse a futura engenheira, que prestou vestibular como civil – a seleção do IME abre vagas para militares e civis –, mas ao fim do primeiro ano optou por seguir a carreira no Exército. “Eu me adaptei rapidamente”, lembra.

Também chamou a atenção dos dois militares a grandiosidade da estrutura de West Point, a escala da logística e a tecnologia disponíveis. “Nos exercícios militares, mil cadetes faziam deslocamentos de helicópteros, com óculos de visão noturna, atirávamos com os armamentos modernos, havia 30 caminhões enfileirados para transportar o pessoal... As proporções são impressionantes”, disse Jackson.

Jackson e Clara pretendem trabalhar no Centro Tecnológico do Exército

Embora quatro cadetes de West Point já viessem para o IME por ano desde 2007, é a primeira vez que brasileiros foram para a academia americana. Os americanos, porém, não são alunos de Engenharia e vêm ao Brasil com o objetivo de se aperfeiçoar em português e aprender sobre o País.

Cursam aulas como Ciências do Ambiente, Gerenciamento de Projetos, Geografia do Brasil e História Militar, alguns montados especialmente para eles e para alunos visitantes, principalmente de academias de países vizinhos e da África.

Com o sucesso da experiência de Jackson e Clara, no segundo semestre de 2013, mais dois alunos do IME a West Point irão e, em 2014, passarão a ser mandados quatro por ano. Uma das preocupações é fazer com que os enviados não sejam prejudicados ao voltar ao IME. A contrapartida pelo prêmio é que os dois acrescentarão ao currículo de 2012 as cadeiras que não fizeram no IME enquanto estavam nos EUA. “Vale a pena”, disse Clara.

Ao fim do primeiro ano, optou por ser militar e pretende trabalhar no CTEx (Centro de Tecnologia do Exército), após se formar. Ela participa de pesquisa sobre detectores infravermelho. Jackson também tem o CTEx e a Imbel como primeira opção.

Brasil e Peru discutem fortalecimento da segurança e indústria militar

InfoRel

Brasília - Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Peru, Luis Alberto Otárola, se reúnem nesta terça-feira, 14, em Brasília, para discutir o fortalecimento da segurança fronteiriça, da cooperação em defesa e da indústria militar.

Os dois se reuniram em dezembro em Lima quando iniciaram o diálogo em torno do aprofundamento da relação estratégica bilateral no âmbito militar.

De acordo com o ministério da Defesa peruano, o objetivo da viagem de Otárola é afiançar a aliança estratégica entre os dois países, principalmente em relação ao desenvolvimento da indústria militar.

Brasil e Peru têm implementado várias medidas de cooperação fronteiriça, convencidos que as novas ameaças exigem mais cooperação, diálogo e consultas.

Programa FX-2

Reuters

O Brasil "muito provavelmente" escolherá o caça militar francês Rafale para modernizar a Força Aérea, disseram fontes do governo, uma decisão que garantiria um dos contratos de defesa mais cobiçados dos mercados emergentes para um avião cujo futuro estava em dúvida apenas duas semanas atrás. A presidente Dilma Rousseff e os conselheiros dela acreditam que a proposta da Dassault Aviation para vender pelo menos 36 Rafales tem os melhores termos entre as três ofertas finalistas, disseram à Reuters fontes sob condição de anonimato.

Argentina aceita oficialmente mediação da ONU em conflito sobre Malvinas

Em Buenos Aires

 

O governo argentino aceitou oficialmente a oferta de mediação da ONU para "coordenar uma solução pacífica" ao conflito entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, informou nesta terça-feira a Chancelaria do país.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, enviou ao presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nassir Abdulaziz al-Nasser, uma carta na qual aceita sua "boa disposição" para coordenar uma "solução pacífica" entre seu país e o Reino Unido na questão das Ilhas Malvinas, aponta o comunicado.

Segundo a nota, "a Argentina aceita com o maior interesse e atenção as iniciativas e sugestões" que possam ser feitas pelo presidente da Assembleia para contribuir para a solução da polêmica, solicitando a transmissão da disposição argentina ao Reino Unido.

O anúncio do governo argentino coincide com a ameaça da Confederação Argentina de Trabalhadores do Transporte (CATT), que na segunda-feira antecipou que iria boicotar os navios de bandeira britânica que entrassem no país em protesto pelas "as pretensões militaristas dos ingleses".

A oferta de mediação das Nações Unidas veio à tona após ter recebido na última sexta-feira uma denúncia da Argentina contra o Reino Unido pela "militarização" das Malvinas e do Atlântico Sul, depois do envio ao arquipélago do destróier "MS Dauntless", da Marinha britânica, e da chegada do príncipe William à região para uma instrução militar.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chamou ambas as partes a evitar uma "escalada de tensões" às vésperas do 30º aniversário do início da Guerra das Malvinas, disputada entre Argentina e Reino Unido e que deixou cerca de 900 mortos em 1982.

Nas últimas semanas, a Argentina aumentou suas gestões diplomáticas para somar adesões a sua postura sobre as Malvinas, apoiada até agora por seus vizinhos sul-americanos e os países da Alba (Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Dominica, Antígua e Barbuda).

DENÚNCIA: OUTRA VERSÃO - AVIÃO DA FORÇA AÉREA DOS EUA ESPALHA TRILHAS QUÍMICAS SOBRE AMAZÔNIA?

Williston Vector Control - near Trenton - USAF C-130 
 

13 fevereiro 2012

DENÚNCIA: AVIÃO DA FORÇA AÉREA DOS EUA ESPALHA TRILHAS QUÍMICAS SOBRE AMAZÔNIA?

Sim, é só olhar diariamente observando o céu e verificar se existem rastros de nuvens como esses lembrandoa esquadrilha da fumaça e verão que diariamente acontece em todo o território brasileiro ou seja, jogam a vontade produtos tóxicos e ninguém, mas ninguém mesmo toma uma atitude!

 

Recentemente, um avião brasileiro sobrevoava a Floresta Amazônica quando quem o tripulava teve a sua atenção despertada por uma outra aeronave deixando uma longa trilha branca na sua retaguarda, através de uma grande distância....

 

... Com natural curiosidade, a tripulação do avião brasileiro passou a seguir aquela estranha aeronave, começando a filmar a sua trajetória....


 

.... Que continuava sempre a uma altitude muito baixa e, sem qualquer interrupção deixando a sua grossa e longa trilha branca para trás....

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... E não se tratava de uma aeronave convencional, daquelas que frequentemente percorrem os céus da Amazônia Brasileira....


... Ainda mais pelo fato de ser um grande avião, mas não tão moderno assim - movido a hélices - precisamente um quadrimotor e estranhamente deixando uma rastro branco - o que, muito logicamente, não seria normal em uma aeronave movida a hélices.....


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... Logo depois, a surpresa: uma maior aproximação permitiu filmar o que estava escrito na sua fuselagem, logo atrás da cabine de comando: U.S. AIR FORCE - Força Aérea dos EUA!!!....


 

...Sim, e não havia qualquer dúvida. Na cauda também a bandeira dos EUA estampada, além de outros símbolos e inscrições não identificados!....

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... Teoricamente, um avião militar, possivelmente um avião-tanque, que intimida e não seria incomodado por alguém desavisado. Note-se que essa coisa não é um avião de transporte de passageiros, pois não tem janelas e também não ostenta o logotipo, ou a insígnia, da Força Aérea Americana nas asas e na fuselagam, como seria normal.


 

Um outro detalhe interessante: - quem conhece aviação sabe que a altitude de vôo daquele avião, quase rasante, não é permitida para tal tipo de aeronave. Veja a diferença de altitude entre o avião em que o vídeo foi tomado e o avião invasor. Tudo sugere mesmo UM VÔO CLANDESTINO de uma aeronave estrangeira, acintosamente violando o nosso espaço aéreo, em uma área vital para o Brasil e a sua soberania!


 

Em síntese, aquele avião estava lançando seus venenosos Chemtrails sobre a nossa Floresta Amazônica! QUEM permitiu que essa praga trafegasse no nosso espaço aéreo? E se não foi permitido, tratou-se de uma criminosa violação do nosso espaço aéreo, o que aliás, eles costumam fazer em várias parte do mundo e sem a menor cerimônia. Muito possivelmente, essa aberração voava baixo, talvez vinda desde a fronteira de um outro país vizinho, onde eles têm bases, a fim de evitar a detecção pelos sistemas de vigilância aérea do Brasil. 

E por que Chemtrails na Amazônia? Há denúncias de que essas pragas estejam lançando o famigerado Agente Desfolhante Laranja (o mesmo que foi usado na guerra do Vietnã) de modo a promover o desmatamento da Amazônia! O que seria um crime contra o Brasil e a sua população. Portanto, mais uma vez, atenção Autoridades Brasileiras: o assunto merece ser investigado e, em contrapartida, severamente reprimido!

Aviões de guerra turcos atingem supostos alvos curdos no Iraque

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Ancara

Aviões de guerra da Turquia realizaram ataques aéreos a supostos alvos militares curdos no norte do Iraque durante a madrugada, informou o governo turco no domingo.


Um comunicado curto em seu website relatou que aviões de guerra haviam atacado as áreas Zab e Hakurk, alvejand esconderijos pertencentes à “organização separatista de terror”, um termo usado pelo governo para descrever o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

O governo não disse se os ataques haviam provocado mortes. A informação era de que todos os aviões retornaram em segurança às bases após completarem a missão “com sucesso”.

A Turquia aumentou as operações aéreas sobre supostos rebeldes do PKK no norte do Iraque nos últimos seis meses depois de uma elevação nos ataques do grupo sobre forças de segurança turcas dentro da Turquia.

Os ataques reforçaram as tensões entre a Turquia e a região curda semiautônoma no Iraque e provocaram protestos no norte do Iraque e no sudeste turco, região predominantemente curda.

As relações entre Ancara e o governo central iraquiano em Bagdá também ficaram complicadas nas últimas semanas. A Turquia teme que o Iraque esteja caminhando para uma guerra sectária, enquanto Bagdá acusa Ancara de se intrometer em suas questões.

A nova onda de ataques turcos, que começou em agosto, foi a primeira em mais de um ano sobre supostas bases rebeldes do PKK no Iraque e marcam um aumento do conflito que já dura quase três décadas.

Mais de 40 mil pessoas foram mortas desde que o PKK levantou armas, em 1984, em busca de um governo próprio curdo. O PKK é listado como organização terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.

A ofensiva do domingo pareceu ser o primeiro ataque aéreo por militares turcos no norte do Iraque desde que aviões de guerra turcos mataram 35 contrabandistas civis na fronteira iraquiana em 29 de dezembro, após os confundirem com militantes curdos.

O ataque, considerado pelo maior partido turco pró-curdos, o BDP, um “crime contra a humanidade”, provocou confrontos entre centenas de manifestantes que jogavam pedras e policiais em Diyarbakir, a maior cidade no sudeste da Turquia.

O incidente ameaça atrapalhar os esforços para um consenso entre turcos e curdos para uma nova constituição, cuja expectativa é de resolver parcialmente a questão dos direitos da minoria curda.

O governo disse estar conduzindo uma investigação completa sobre o ataque e o Partido Paz e Democracia (BDP) reportou o incidente ao comitê de direitos humanos das Nações Unidas e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, para evitar que seja encoberto pelo governo.

Ciberespaço, o novo território de defesa

Ameaças digitais, como vírus que podem atacar sistemas de abastecimento da população ou até usinas nucleares, mobilizam organizações internacionais para prevenir esse tipo de ataque

Marina Goulart viajou a convite da Kaspersky – Zero Hora 

Forças Armadas do mundo todo estão se preparando para defender um quinto domínio. Aos tradicionais terra, mar, ar e espaço, o ciberespaço se soma como potencial zona de conflito.

Organizações internacionais temem uma corrida armamentista digital e buscam alternativa para freá-la.

Toda a infreaestrutura da qual o mundo atual depende está montada sobre teias virtuais.

Terminais bancários são ligados à internet. Sistemas de energia elétrica, óleo e gás, transportes aéreo e ferroviário, usinas nucleares, telecomunicações e quase toda a atividade industrial e comercial dependem de redes de computadores. Um ataque a essas estruturas poderia deixar parte da população sem água, luz ou comunicação.

O alerta foi acentuado em uma conferência organizada pela empresa de segurança Kaspersky, que reuniu especialistas em Cancún, no México, para discutir os riscos da era das guerras virtuais. Até hoje, um único ataque com danos significativos à infraestrutura foi descoberto. Em 2010, um vírus chamado Stuxnet infectou cerca de 100 mil computadores. Mas o arquivo tinha alvo específico: as centrífugas de enriquecimento de urânio em uma instalação nuclear iraniana. Ao se infiltrar na usina, mudou a velocidade de rotação, levando à quebra dos aparelhos.

– Uma instalação nuclear não está ligada à internet, mas o Stuxnet conseguiu se infiltrar por meio de pendrives infectados. Mesmo sistemas não conectados precisam ser atualizados, e foi nessa oportunidade que um arquivo contaminado entrou – explica Costin Raiu, diretor de pesquisa e análise da Kaspersky.

Armas virtuais se assemelham às biológicas, porque uma vez que a infecção se espalha, é difícil controlar seus efeitos, detalha Raiu. O Stuxnet é um worm, arquivo malicioso que se multiplica e infecta computadores sem estar atrelado a um programa, por isso sua disseminação pode ficar fora de controle. 

Outra característica das armas digitais é a dificuldade de determinar a autoria dos ataques. Até hoje, não se sabe quem estaria por trás do Stuxnet.

– Quando alguém lança um míssil, se sabe de onde saiu. Mas computadores podem ser controlados à distância – adverte John Pescatore, analista de segurança do Gartner. 

ONU tenta frear corrida 

Para frear uma corrida armamentista digital, a Organização das Nações Unidas (ONU) defende a elaboração de tratados internacionais. A proposta é criar um documento nos mesmos moldes dos acordos para a não proliferação de armas nucleares, já que as duas tecnologias têm similaridades: são capazes de causar grandes estragos que extrapolam as fronteiras dos países atacados, mas podem ser usadas para fins pacíficos com inúmeros benefícios.

– Acreditamos que para criar a paz, não precisamos esperar o início da guerra. O assunto deve ser conhecido e discutido dentro dos países – defende Alexander Ntoko, coordenador do ITU, agência da ONU para tecnologias da informação e comunicação.

Nessa área, propõe princípios básicos, como o compromisso de cada país de proteger seus cidadãos no ciberespaço, não abrigar terroristas virtuais, não tomar a iniciativa de um ciberataque e colaborar na promoção da paz no ciberespaço. Além disso, especialistas defendem medidas imediatas mais duras para dificultar o trabalho de criminosos virtuais.

– Tratados internacionais levam muito tempo para serem elaborados. É preciso dividir o problema em partes administráveis e tratar atividades criminosas como tal, independentemente de serem patrocinadas por Estados ou não – ressalta Alexander Seger, chefe da divisão de proteção de dados e cibercrime do Conselho Europeu.

Alexander Ntoko defende ainda que os desenvolvedores de softwares sejam qualificados e certificados para atuar, como ocorre em outras profissões como medicina e engenharia, e critica o anonimato na rede.

– A internet não foi criada para ser um sistema global e sim uma rede fechada, para uso militar, em que todos se conheciam. É um sistema baseado na confiança, o que não funciona hoje. Devemos adotar identidades digitais, para responsabilizar as pessoas por suas ações. Para quem age corretamente, só há benefícios, como maior segurança em transações bancárias – sustenta o coordenador do ITU. 

Identificar origem é maior desafio 

Michael Moran, diretor assistente de cibersegurança e crime da Interpol, avalia que a dificuldade para identificar a origem de ataques e crimes na internet é o principal problema enfrentado pelas autoridades policiais ao investigar crimes. A impunidade acaba reforçada pela falta de agentes no mundo todo para combater a avalanche de delitos cometidos no mundo virtual.

– A solução para a segurança na internet passa por três pilares: educação, aplicação das leis e engenharia (de software). Só uma cooperação entre empresas, governo e sociedade que combine esses elementos trará uma resposta ao que enfrentamos hoje – aposta Moran. 

No Brasil, golpes são maior ameaça 

A estratégia brasileira para defesa do espaço cibernético nacional está sendo coordenada pelo Exército. Um centro de defesa cibernética será construído para abrigar os superequipamentos, responsáveis por monitorar as ameaças eletrônicas. Exercícios de guerra simulada e cursos de capacitação já estão sendo promovidos. Laboratórios forenses devem estar prontos em 2014 para ajudar na identificação de criminosos virtuais e uma escola nacional de defesa cibernética está sendo planejada.

Os planos incluem colaboração da sociedade civil: universidades, empresas e até "hackers do bem" serão chamados a participar, simulando o papel de inimigos nas simulações de invasões virtuais.

– O Brasil tem uma tradição pacífica, mas nem por isso devemos achar que estamos imunes.

Talvez hoje não exista uma ameaça no sentido militar tradicional, mas há uma guerra acontecendo com impactos financeiros. Registramos de 25 mil a 30 mil incidentes de segurança por dia. O roubo de informações e os golpes pela internet causam muitos prejuízos – ressalta o coronel Luiz Gonçalves, chefe do Núcleo de Defesa Cibernética do Exército.

Ao lado de China e Rússia, o Brasil é um dos principais focos de pragas virtuais. A maioria tem como alvo informações bancárias. Os crimes mais comuns que passam pelo grupo de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul estão relacionados a clonagem de cartões e roubo de senhas bancárias por arquivos infectados. O prejuízo com este tipo de crime no Brasil está estimado em R$ 1 bilhão, segundo a organização de Segurança da Informação Safernet. 

A guerra no Irã já começou 

Batizada de Shock and Awe (choque e pavor), a chuva de bombas sobre Bagdá, seguida de uma invasão da cavalaria blindada e da infantaria pelo deserto iraquiano, possivelmente tenha sido a última ação de guerra tradicional a que assistimos. A operação que matou Osama bin Laden, em 2011, no Paquistão e a libertação de reféns na Somália, em 2012, já indicaram o fim do uso pesado de militares em campo.

A guerra do século 21 é de inteligência. Com reduzidos comandos, quando necessário, aviões não tripulados Drone e inserção de vírus por computadores no lado inimigo – como o Stuxnet, chamado de “primeiro míssil cibernético teleguiado” – cumprem o papel.

Em julho de 2009, diversos sites da Coreia do Sul sofreram ataques, provavelmente da Coreia do Norte. Dois anos antes, na Estônia, outro vírus tirou a pequena ex-república soviética do ar, incluindo sites governamentais e privados. Houve acusações contra a Rússia, porém nada foi provado. Os EUA, onde há duas décadas CIA, FBI e NSA (agência de segurança nacional) atuam ativamente na área de segurança cibernética, ainda procuram a estratégia ideal de defesa, mas não têm dúvidas sobre o ataque. Mais silenciosa, “limpa” – sem danos colaterais – e, principalmente, barata, a guerra cibernética está sendo travada há pelo menos dois anos no Oriente Médio. Sem mísseis Tomahawk sobre Teerã nem marines no solo dos aiatolás, a guerra contra o Irã, não duvide, já começou há muito tempo.

Convênios para acelerar o PAC servem para contratar secretária e recepcionista

Em vez de se dedicar exclusivamente a fornecer técnicos para acompanhamento de obras, contratos da Fundação Ricardo Franco com Secretaria de Portos e Dnit são usados para empregar mão de obra terceirizada para serviços administrativos

FÁBIO FABRINI / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo 

Convênios contratados para melhorar a gestão e dar ritmo às obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão servindo de guarda-chuva para contratar funcionários administrativos terceirizados, como secretárias e recepcionistas, além de assessores para cuidar de pleitos de deputados e senadores em órgãos como a Secretaria de Portos da Presidência (SEP) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Pasta com 131 servidores públicos - a maioria comissionada -, a SEP mantém em Brasília uma lista de funcionários da Fundação Ricardo Franco (FRF), entidade sem fins lucrativos ligada ao Instituto Militar do Exército (IME), graças a um convênio de R$ 20 milhões, assinado em outubro.

O objetivo é monitorar ações do PAC e apoiar, na área de engenharia, a execução de programas. Mas, além do pessoal técnico, funcionários trabalham no apoio administrativo em quase todos os setores do órgão, como a coordenação-geral, o protocolo e até o gabinete do secretário executivo, Mário Lima Júnior, signatário da parceria.

Embora se trate de um pacote de serviços técnicos a cargo da fundação, a entidade admite pessoal mediante indicação da Secretaria de Portos para cargos que pouco podem contribuir para a aceleração do PAC. Entre eles, constam parentes de servidores da pasta. O decreto 7.203/2010, da Presidência, proíbe a contratação, para um mesmo órgão, de familiares de funcionários públicos, mesmo quando terceirizados.

Na quarta-feira, o Estado telefonou para o escritório da fundação em Brasília como se fosse alguém procurando emprego e perguntou sobre a possibilidade de uma vaga de recepcionista, secretário ou auxiliar administrativo na SEP. "Na verdade, é a própria secretaria que encaminha, direciona os funcionários. Não é a gente que contrata", disse o funcionário da fundação.

Na área responsável pelas contratações da SEP, é uma empregada da fundação, com função de secretária, quem avisa que fica mais fácil conseguir uma vaga se tiver algum conhecido já empregado.

"Traz o seu currículo. Você é amigo de alguém aqui?" No gabinete do secretário executivo, vários funcionários administrativos têm vínculo com a fundação. Nos Recursos Humanos, Patrícia Ribeiro de Sousa - com cargo comissionado de assessora, segundo o Portal da Transparência - é irmã da secretária Alzenira Ribeiro de Sousa, que está na folha salarial da entidade. As duas estão na lista telefônica da pasta. 

Auditoria. A Ricardo Franco também cedeu 77 funcionários ao Dnit, a título de lidar com projetos básicos e executivos de engenharia. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), concluída em janeiro, constatou que havia pessoal espalhado por inúmeros setores, como a Comissão de Licitação, a Auditoria Interna e até a Corregedoria. "Os alocados na DG (Diretoria-Geral) realizam trabalhos de assessoria, respondendo aos órgãos de controle e filtrando pleitos parlamentares."  

"É uma espécie de barriga de aluguel. Você usa para colocar quem quiser dentro", comparou o ministro José Jorge, do TCU, ao avaliar o caso da SEP. Segundo ele, parcerias como essa, de cooperação técnico-científica, devem ser voltadas para seus objetivos específicos.

Os auditores chamam os funcionários de "quarteirizados", por causa do atípico processo de contratação. Para a execução do projeto, o Dnit repassa recursos ao Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), que o transfere à fundação, a quem cabe fornecer o pessoal. Essa operação é que é chamada de quarteirização.

O procurador do Ministério Público no TCU, Marinus Marsico, diz que vai solicitar os documentos do convênio da SEP para eventual investigação. Ele explica que, para atividades típicas de Estado, o governo é obrigado a abrir concurso. Para funções que não têm a ver com a finalidade do órgão público, como limpeza, segurança e algumas tarefas administrativas simples, admite-se a terceirização, mediante concorrência para contratação da empresa fornecedora dos serviços. "O uso generalizado das fundações tem por objetivo contornar as imposições da Lei de Licitações", observa. 

'Tem de tudo: parentes, namorados de servidores'

Diretor do Dnit admite problemas, mas diz que situação melhorou; Secretaria de Portos nega irregularidades 

A nova cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), que assumiu com a promessa de sanear o órgão após a "faxina" da presidente Dilma Rousseff, admite irregularidades na contratação de pessoal.

O diretor executivo da autarquia, Tarcísio Gomes de Freitas, diz que há apadrinhados de funcionários públicos como terceirizados. "Tem toda essa espécie de coisa aqui: parentes, namorados de servidores (como contratados)", reconhece, ponderando, contudo, que o órgão está tomando providências.

Segundo ele, será solicitado à Controladoria-Geral da União (CGU) um levantamento dessas situações para eliminá-las. Questionado sobre a situação de funcionários da Fundação Ricardo Franco (FRF), o diretor explica que o número de "quarteirizados" já é bem menor que o apurado na época da fiscalização do Tribunal de Contas da União, no ano passado. E que o fim das parcerias com a entidade é uma determinação do diretor-geral, Jorge Ernesto Pinto Fraxe. "Isso está totalmente errado, mas estamos substituindo esse pessoal à medida que os projetos se encerram", argumenta Freitas. 

"Produtos". A Secretaria de Portos da Presidência (SEP) informou, em nota, que o convênio com a Ricardo Franco não é para contratação de mão de obra, mas para entrega de "produtos", incluindo o monitoramento de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E que o pessoal administrativo lotado em suas repartições trabalha no desenvolvimento desses produtos, assim como engenheiros, biólogos e outros profissionais. Contudo, não esclareceu qual relação há entre as atividades em setores como protocolo, recursos humanos e a assessoria do secretário executivo e os objetivos do convênio técnico-científico. 

A pasta não informou a quantidade de pessoas da Ricardo Franco a seu serviço, sob o argumento de que se trata de uma atribuição da entidade. Mas assegurou que o número varia mês a mês, conforme a demanda. "A SEP não tem nenhuma ingerência sobre os empregados", disse o órgão, que nega indicar os contratados.

A SEP também negou que o ministro Leônidas Cristino, além de seu secretário executivo, o chefe de gabinete, demais secretários e diretores da pasta, tenham relação de parentesco com funcionários e contratados. 

Sobre a situação da secretária Alzenira de Sousa, contratada pela fundação para trabalhar na SEP e irmã de uma servidora da pasta, informou que ela já era funcionária terceirizada antes do convênio e que, à época da admissão, foi escolhida em processo seletivo. Mas prometeu apurar a situação e, se constatada irregularidade, tomar providências. Procurada desde quinta-feira e informada sobre o teor da reportagem, a fundação não se manifestou.

Boeing congela preço em briga por caças ao Brasil

BRIAN WINTER - REUTERS 

SÃO PAULO, 10 FEV - A Boeing congelou o preço de sua oferta para um contrato multibilionário de jatos com a Força Aérea Brasileira (FAB), disseram fontes próximas ao assunto à Reuters, enquanto a corrida global se torna mais competitiva para vender equipamentos bélicos a potências emergentes. 

A Boeing está oferecendo vender o caça F-18 ao Brasil pelo mesmo preço por avião que o oferecido durante uma rodada de ofertas em 2009, disseram as fontes, que pediram anonimato.

As fontes não quiseram divulgar a quantia em dólares da oferta, que inclui o custo do avião e também da manutenção futura e da substituição de peças. Mas a oferta significa, essencialmente, que a Boeing assumiria o custo da inflação dos últimos dois anos, enquanto os aviões sairiam 12 por cento mais baratos para o Brasil em termos reais comparado a 2009.

"É uma medida incomum... Isso mostra quanto valor está sendo posto em cima desse contrato", disse uma das fontes.

A Boeing compete com a francesa Dassault e a sueca Saab pelo acordo com o Brasil, que deve valer mais de 4 bilhões de dólares ao longo do tempo. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse à Reuters em janeiro esperar que o governo tome uma decisão no primeiro semestre de 2012.

A oferta da Boeing ilustra a agressividade com que os Estados Unidos e as empresas de defesa europeias estão buscando acordos com países em desenvolvimento, enquanto seus mercados secam em casa devido a cortes orçamentários. Empresas também disputam contratos nos Emirados Árabes, no Catar e na Coreia do Sul.

Na semana passada, a Dassault entrou em negociações exclusivas para vender seu Rafale à Índia, que pode resultar na primeira encomenda externa do jato. O acordo pode fazer do Rafale uma opção mais viável no processo de oferta brasileiro, pois uma linha já estabelecida de produção permitiria que a Dassault oferecesse preços mais estáveis ao longo do tempo e reduzisse o risco de disparada de custos.

O acordo brasileiro será decidido por critérios que vão além dos preços. Embora acredite-se que o F-18 seja mais barato que o Rafale, Amorim disse que o Brasil baseará sua escolha priorizando a generosidade das empresas em partilhar tecnologia. O Brasil espera que o conhecimento ajude o país a construir uma indústria nacional de defesa, liderada pela Embraer, que está voltando às raízes ao investir no segmento de defesa.

A presidente Dilma Rousseff também vê o acordo como uma decisão importante no alinhamento estratégico do Brasil durante as próximas décadas, segundo autoridades do governo. Os aviões serão usados para ajudar a vigiar a costa brasileira, proteger os recémdescobertos campos de petróleo no pré-sal e projetar um poder maior conforme a economia do país escala para a elite mundial.

Um porta-voz do governo não respondeu a um pedido de comentário. A porta-voz da Boeing, Marcia Costley, disse: "Nós estamos em uma competição e não podemos comentar sobre as especificidades da nossa oferta, mas o que eu posso dizer é que a Boeing pode garantir um preço que tende para baixo, porque nós temos uma linha de produção ativa e podemos alavancar economias de escala". 

RESULTADO INCERTO 

Comentários recentes de Amorim sugerem que o acordo está finalmente entrando em estágio final, após mais de uma década de intriga e surpresas de último minuto.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase declarou vitória da Dassault no fim de seu mandato, mas deixou o cargo sem finalizar o acordo. Dilma, então, pareceu favorecer a Boeing em declarações feitas pouco após assumir a Presidência, em janeiro de 2011, mas acontecimentos recentes, inclusive as negociações da Dassault com a Índia, significam que a decisão final ainda é incerta.

O jornal Folha de S.Paulo noticiou nesta semana que o governo está inclinado ao Rafale novamente, embora não tenha dado a fonte da informação.
Dilma deverá liderar pessoalmente o processo de decisão do contrato, disse Amorim em janeiro.

A decisão pode acontecer em um momento em que Dilma estará sob forte pressão para atentar aos custos. Espera-se que o governo congele cerca de 50 bilhões de reais em gastos orçamentários nas próximas semanas, o equivalente a pouco mais de 3 por cento do Orçamento de 2012, em um esforço para ajudar a conter a inflação. O congelamento do Orçamento deve ser impopular no Congresso, já que deputados e senadores que terão suas emendas cortadas.