30 abril 2012

Avião militar derrapa na pista e deixa 3 feridos em Bangladesh

DA ASSOCIATED PRESS

Um avião da força aérea da Tailândia que transportava 15 pessoas derrapou na pista do aeroporto de Dacca, em Bangladesh, deixando três feridos nesta segunda-feira.

Wahedur Rahman, chefe da segurança do aeroporto internacional Hazrat Shahjalal, disse que não houve incêndio e que a situação está "sob controle".

France Presse
Avião militar da Tailândia derrapa na pista e deixa 3 feridos em Bangladesh
Avião militar da Tailândia derrapa na pista e deixa 3 feridos em Bangladesh

O acidente não afetou o funcionamento do aeroporto.

Segundo o vice-chefe da força aérea tailandesa Montol Suchookorn, a aeronave ATR-72 realizava um voo regular para Dacca.

O avião também voaria para Nova Déli, na Índia. Ele informou ainda que uma equipe será enviada para avaliar os reparos são necessários antes de transportar a aeronave para a Tailândia.

27 abril 2012

Japão e EUA confirmam saída de 9 mil fuzileiros da ilha de Okinawa

Essa revisão do acordo militar vem antes da visita do primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, a Washington.

OperaMundi


Japão e Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (27/04) que nove mil soldados norte-ameircanos que estavam na ilha japonesa de Okinawa serão transferidos a Guam, Havaí e Austrália. O local foi palco de uma das maiores batalhas da Segunda Guerra e cuja tomada ajudou a motivar a rendição japonesa.

A decisão faz parte de um acordo pra a reorganização dos mais de 40 mil soldados norte-americanos no país asiático. Residentes de Okinawa querem a remoção da base de Futenma próxima por achar que ela barulhenta e perigosa. Outro motivo seria o estupro de uma menina de 12 anos por um soldado norte-americano, em 1995, caso que teve grande repercussão no país.

Uma declaração conjunta indicou que ambas as partes mantêm o compromisso com respeito ao translado da base de Futenma de uma área urbana para uma região costeira, ambas em Okinawa. Boa parte da população do território, onde se concentra a presença militar norte-americana, se opõe a esse plano e exige a retirada da referida instalação de solo japonês.

Com este movimento de forças, o Pentágono incrementará sua presença na Austrália, como parte da estratégia para a região da Ásia-Pacífico, onde busca uma maior influência em frente à China. Guam e Havaí são territórios norte-americanos. O anúncio deste passo precede a visita que o premiê Yoshihiko Noda realizará aos EUA a partir da próxima segunda-feira. Estima-se que o tema estará em suas conversas com o presidente Barack Obama.

23 abril 2012

Brasil vai implementar resoluções da ONU contra a proliferação de armas de destruição em massa

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As autoridades brasileiras estão obrigadas a adotar, a partir de hoje (23), no âmbito de suas respectivas atribuições, o disposto em duas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas que tratam do combate à proliferação de armas de destruição em massa.

A determinação consta de decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff, publicado na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União, e alcança as armas nucleares, químicas e biológicas que constituam ameaça à paz e segurança internacionais, além dos vetores de lançamento para o transporte desses armamentos até o alvo, a exemplo de mísseis e foguetes.

As resoluções que tiveram a implementação definida pelo decreto presidencial são a 1.977, adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 20 de abril do ano passado, e a 1.540, aprovada pelo mesmo organismo em 28 de abril de 2004.

Segundo o Itamaraty, com a publicação, o governo brasileiro dá início à implementação das medidas de desarmamento que também serão adotadas por todos os Estados-membros da ONU. A iniciativa é fruto de preocupação mundial com o terrorismo e o tráfico ilícito de armas, entre outras ameaças à paz e à segurança internacionais.

De acordo com a Resolução 1.540, é necessário que os Estados-membros resolvam, por meios pacíficos, quaisquer problemas que representem ameaça ou distúrbio à manutenção da estabilidade regional ou global. Pela resolução, isso inclui os compromissos relativos ao controle de armamento, ao desarmamento e à não-proliferação, em todos os seus aspectos, de qualquer arma de destruição em massa.

O documento cria ainda o Comitê 1.540, visando à adoção efetiva de suas normas e encorajando os Estados-membros a prepararem planos de ação nacionais de implementação nos quais sejam traçados projetos e prioridades. Nesse sentido, o comitê deverá “engajar-se ativamente, com o apoio de conhecimentos especializados necessários e relevantes, no diálogo com os Estados (…) inclusive por meio de visitas a Estados que o convidarem”.

A Resolução 1.977, mais recente entre as adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas tratando do tema, reafirma documentos anteriores, a exemplo das resoluções 1.673 , de 27 de abril de 2006, e 1.810, de 25 de abril de 2008, além da própria Resolução 1.540. A norma também cobra a implementação das medidas anteriormente aprovadas.

20 abril 2012

Boeing demonstra simulador na USP

Iniciativa faz parte do esforço da fabricante para vender caças às Forças Armadas

Luiz Guilherme Gerbelli – O Estado de SP

Uma prévia do que a Boeing quer oferecer ao governo brasileiro está à mostra hoje na Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP). A fabricante de aviões americana vai colocar em uso um simulador do caça F-18 Super Hornet, modelo que deseja vender para o Brasil no processo de renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

O simulador é mais uma iniciativa da Boeing de estreitar os laços com o Brasil. A Boeing disputa com a francesa Dassault e a sueca Saab o direito de comercializar 36 caças para a FAB. A troca dos caças foi anunciada pelo expresidente Lula em 2007, mas se arrasta desde então – a presidente Dilma Rousseff já sinalizou que deve definir a escolha ainda no primeiro semestre.

Recentemente, a empresa também anunciou a criação de um centro de pesquisa em São Paulo.

Segundo a companhia, o Boeing Research& Technology- Brasil vai trabalhar com pesquisadores e cientistas do País no desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais. A pesquisa deve abranger biocombustíveis sustentáveis, gestão do tráfego aéreo, entre outros assuntos do setor.

“A Boeing enxerga o Brasil como um mercado muito promissor e por isso tem firmado essas parcerias”, afirmou Rob Figge, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Boeing. “O objetivo dessa ação é mostrar para os futuros engenheiros toda a nossa tecnologia.”

O aceno para a importância do mercado brasileiro é tanto que a presidente da empresa, Donna Hrinak,estará amanhã na Escola Politécnica para participar do lançamento do simulador de seis toneladas. A escolha de Donna para comandar o escritório da Boeing no País no fim do ano passado não foi despretensiosa. Ela é apontada como uma especialista em Brasil, já que foi embaixadora dos Estados Unidos no País entre 2002 e 2004. O caça F-18 Super Hornet já é usado pelo governo australiano e pela marinha dos Estados Unidos.

O equipamento exibido na Politem aproximadamente 60% de toda a tecnologia que é embarcada em um caça real. O preço para a construção de um simulador do porte da Boeing varia entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões – alguns simuladores chegam a ter o mesmo preço de um avião real.

“Esses simuladores são portadores de uma tecnologia muito grande. Ter essa exclusividade é muito importante, é algo raro de a gente ter”, afirmou o professor Marcelo Zuffo, do Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica. De acordo ele, a indústria de aviação americana é responsável pelo desenvolvimento de muitas tecnologias, como as que são utilizadas nas câmeras digitais. “A experiência é única porque normalmente você tem um acesso muito restrito a esse tipo tecnologia.”

Indústria. Para Zuffo, com o crescimento econômico do País e o estrangulamento do setor aéreo brasileiro, é possível usar todo esse conhecimento para induzir uma indústria de simulação e melhorar a segurança do setor. “Na área de simulação de treinamento, o Brasil esta muito defasado. Sob qualquer ponto de visto o uso do simulador paga qualquer custo que você tem”,diz Zuffo.Segundo ele, o Brasil ainda tem uma quantidade bastante inferior a dos Estados Unidos no número de simuladores.

O professor disse que a indústria de simulação é altamente empregadora e promove o uso da tecnologia de ponta. “Essa tecnologia tem implicação em várias setores da economia desde o entretenimento até a segurança nos nosso sistema aéreo e naval.” Ontem, o simulador do F-18 Super Hornet levou quatro horas para ser montado. Ele ficará em uso só até hoje.

Brasil e Argentina vão reforçar cooperação bilateral e fortalecer Unasul

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 17/04/2012 — Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Argentina, Arturo Puricelli, decidiram ampliar a cooperação entre os dois países nos campos tecnológico, industrial e político. Além disso, reiteraram a escolha do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas (CDS/Unasul) como principal foro de atuação estratégica para a construção de uma zona de paz para a região.

“Tive oportunidade de conversar com o ministro Puricelli em diversas ocasiões e sabemos que comungamos esse ideal”, afirmou Amorim. Para o ministro argentino, esta seria a melhor maneira de colocar os grandes recursos naturais da América do Sul a serviço dos povos da região.

Ao abrir o encontro, o ministro brasileiro destacou a harmonia existente entre os dois países. “Hoje, a expressão ‘aliança estratégica’ transformou-se num lugar comum, mas devo ressaltar que a relação com a Argentina é diferente. Temos a mais estratégica de todas as relações. Graças a isso, pudemos construir mecanismos bilaterais como a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares, que poderiam servir de modelo para outros países.”

O ministro da Defesa brasileiro lembrou a importância dos dois países para forjar a integração do subcontinente: “Quando vemos a Unasul, esquecemos que o ponto de partida foi a decisão argentino-brasileira de desenvolver uma aliança econômica e política por meio do Mercosul”, disse. “Ao vermos o prédio pronto, nem sempre lembramos de como seus alicerces foram construídos. Tive oportunidade de participar dessa obra desde o início e vi subir, camada por camada, até atingir o patamar atual.”

Amorim, em seguida, destacou o papel do ex-presidente Nestor Kirchner na reunião, em Brasília, que criou a Unasul, antes de concluir: “É muito importante dar continuidade aos laços de fraternidade tão fundamentais entre os dois países.”

Ordem multilateral

 

O ministro Puricelli (foto à esquerda) lembrou que conheceu Brasília em 1985, quando participou do primeiro encontro para formação do Mercosul. “Vim na comitiva do presidente Raúl Alfonsín, como governador de minha província.”

Para ele, a velha ordem interamericana necessita ser revista por meio da construção de novos mecanismos multilaterais. Puricelli lembrou que muitos organismos internacionais nasceram na época da Guerra Fria, no espírito das décadas de 1950 e 60, que não mais reflete a realidade atual.

A solução estaria num reforço da Unasul e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). “Acreditamos num Hemisfério Sul livre da ameaça de armas nucleares”, ressaltou, com a concordância de Amorim.

“A prioridade deve ser a Unasul”, disse o ministro brasileiro, “e não a Conferência dos Ministros de Defesa das Américas (CDMA)” — foro que reúne representantes de todos os países da OEA. “É preciso cooperar com a América do Norte e a Europa, mas devemos priorizar a participação e a integração de nossos países.”

Puricelli ofereceu apoio para a continuidade da pesquisa brasileira na Antártica, afetada por um incêndio que destruiu a Estação Comandante Ferraz. “Temos uma base na mesma ilha e podemos disponibilizar algum espaço para seus pesquisadores”, ressaltou.

Celso Amorim agradeceu a oferta e lembrou que um navio argentino foi fundamental no resgate de pesquisadores e marinheiros da instalação destruída.

Cooperação técnica

Na área de cooperação técnica, Arturo Puricelli mostrou interesse no míssil ar-ar A-Darter, um desenvolvimento conjunto entre a África do Sul e o Brasil. Também propôs uma ação conjunta para a modernização de mísseis antinavios Exocet MM-38 e MM-40. “Já desenvolvemos este trabalho, mas sabemos que realizam algo nesse sentido, que gostaríamos de conhecer”, afirmou.

Entre as propostas de cooperação bilateral, o ministro argentino sugeriu o desenvolvimento de um avião de treinamento primário, projeto já em andamento no âmbito do CDS, e de um veículo aéreo não-tripulado, “que poderia ser adotado como padrão por todos os países da América do Sul.”

Outros pontos de cooperação citados foram satélites de comunicação, a viatura de transporte de tropas Guarani, o Gaúcho (um veículo leve de projeto binacional para uso de forças especiais) e a defesa cibernética.

Amanhã, a comitiva argentina visita a Embraer e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos.

 

Comitivas

O ministro Arturo Puricelli chegou ao prédio do Ministério da Defesa às 11h. Foi recebido por uma guarda de honra formada por militares das três Forças Armadas. Depois de passar a tropa em revista e ser apresentado às autoridades brasileiras, subiu para uma breve reunião privada com Celso Amorim, antes do encontro de trabalho.

Ao final dos trabalhos, os ministros argentino e brasileiro firmaram os Termos de Referência do Mecanismo de Diálogo Político Estratégico de nível vice-ministerial (MDPEV), que se reunirá em Buenos Aires entre os dias 23 e 27 de abril.

Participaram do encontro bilateral de hoje, pela parte brasileira, o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante-de-esquadra João Afonso Prado Maia, comandante-interino da Marinha; os comandantes do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e o secretário de Produtos de Defesa, Murilo Marques.

A comitiva argentina foi formada pelo Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas da Argentina, brigadeiro-general Jorge Alberto Chevalier; pelo diretor-geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Força Aérea Argentina, brigadeiro Abel Cuervo; pelo brigadeiro Genaro Mario Sciola, da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Conae), e pelo coordenador de Política Internacional de Defesa da Secretaria de Assuntos Internacionais da Defesa, Leonardo Hekimian.

Ao final do encontro, os dois ministros assinaram um comunicado conjunto.

19 abril 2012

Afeganistão: soldados americanos se envolvem em novo escândalo

Band

Soldados americanos se envolveram em um novo escândalo no Afeganistão. Eles posaram para fotos junto a corpos de rebeldes.


16 abril 2012

Dilma põe Obama em saia justa ao falar sobre aviões da Embraer

Processo de venda à Força Aérea dos EUA foi suspenso há cerca de um mês

O Globo

CARTAGENA - A presidente Dilma Rousseff aproveitou a deixa dada pelo americano Barack Obama, durante debate no fórum empresarial das Américas, e defendeu a venda de aviões da Embraer à Força Aérea dos Estados Unidos. O processo foi suspenso há cerca de um mês e até o momento nada foi resolvido, apesar dos apelos do governo brasileiro.

- O Brasil está mudando. Mais brasileiros vão comprar iPad e aviões - disse Obama, referindo-se aos caças americanos que disputam com os franceses e os suecos a preferência da Força Aérea Brasileira.

- Ou a Embraer - retrucou Dilma rapidamente.

No fim de fevereiro, a Força Aérea dos Estados Unidos cancelou o contrato de US$ 355 milhões para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, da Embraer, citando problemas com a documentação.

Em outro negócio, dessa vez de fornecimento de jatos de combate para a Força Aérea brasileiro, o governo Dilma pode preterir a americana Boeing se escolher os caças Rafale, da francesa Dassault Aviation. Fontes do governo brasileiro disseram recentemente que "muito provavelmente" o país escolherá o caça militar francês.

Dilma: medidas de defesa comercial

Aos empresários Dilma explicou que as medidas tomadas pelo Brasil não são de proteção e sim de defesa da indústria nacional. Ela voltou a criticar o que chamou de "tsunami monetário", queixou-se da valorização das moedas dos países do continente americano e disse que essa expansão deveria se traduzir em mais investimentos.

- É claro que temos que tomar medidas para nos defender e não nos proteger. A defesa é que não podemos deixar que nossos setores manufatureiros sejam canibalizados e achamos que seria muito virtuoso pelos países superavitários que, em vez de políticas de expansão monetária, fizessem políticas de investimentos - disse.

- Isso permitiria que os recursos da expansão monetária fossem destinados à saída da crise e à maior prosperidade internacional - completou.

Sendero Luminoso mata três militares peruanos

O Estado de SP

Confrontos entre as forças de segurança do Peru e terroristas do Sendero Luminoso deixaram três militares mortos, dez feridos e dois desaparecidos. O confronto ocorreu no sábado, durante ofensiva das autoridades peruanas formada por mais de 1.500 soldados. A operação buscava libertar os 36 trabalhadores de duas construtoras, uma sueca e a outra peruana, que eram reféns de seqüestradores desde o dia 9.

Corrida pela paz abre Semana do Exército

Folha de Boa Vista

No dia 19 de abril celebra-se o dia do Exército Brasileiro e as comemorações já começaram. Ontem pela manhã aconteceu a corrida pela Paz Mundial realizada simultaneamente em todas capitais brasileiras. Os 426 militares do Exército se reuniram na praça do Centro Cívico em frente ao Palácio do Governo. A largada foi dada por volta das 8h. Durante a semana haverá atividades como a Corrida dos Guararapes, passagem de comando, formatura do Dia do Exército, aniversário do 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS), baile do Exército.

A corrida com percurso de aproximadamente cinco quilômetros não tinha caráter competitivo, visava à integração e o congraçamento da sociedade em prol de um objetivo maior: a celebração da paz. O evento estava aberto para civis e militares, foi por isso que o policial militar Geraldo Francisco, de 49 anos, aproveitou o momento para fazer um pré-aquecimento para a Corrida de São Silvestre. “Por dia, corro dez quilômetros. Achei que hoje [ontem] o percurso seria maior. Mas são somente cinco quilômetros, a gente dá conta”, disse.

O general José Luiz Jaborandy, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, explicou que o objetivo é promover a paz por meio do esporte. “O evento está se perpetuando em todo o mundo para que seja divulgada a paz mundial, pois o papel das forças armadas não é fazer a guerra, mas garantir a paz”. O dia da Corrida Pela Paz foi reconhecido oficialmente pela Organização das Nações Unidas em 2006 como evento promotor da paz. Na última edição, 592 mil militares de 35 países foram envolvidos.

Neste ano a meta é ultrapassar os 750 mil militares. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking das nações participantes.

O pedreiro José Maria acordou cedo para prestigiar o filho que é militar. Ele disse que ficou na plateia porque não sabia que a sociedade civil podia participar. “Se eu souber que o público podia participar teria me preparado para encarar esse percurso. As pessoas falam tanto de paz, mas na hora de prestigiar uma iniciativa com essa poucas comparecem”, frisou. Durante a semana, os militares levarão alunos de diversas escolas para visitar o zoológico.

Conforme o general José Luiz Jaborandy, no Estado o Exército desenvolve todas as atividade prevista na Constituição Federal. Como Roraima possui áreas de fronteira, a primeira missão e a defesa da Pátria. Além de atividades chamadas de subsidiárias como combate aos ilícitos na linha de fronteiras.

Embraer volta à briga para vender aos EUA

País reabre processo de compra de caças para operar no Afeganistão; companhia ganhou defesa de Dilma Rousseff junto a Obama

Patrícia Nakamura – Brasil Econômico

Amanhã, a Força Aérea dos Estados Unidos vai apresentar à Embraer e à americana Hawker Beechcraft a versão preliminar das novas regras da licitação para a compra de 20 aviões leves de treinamento e ataque, que serão empregados em missões no Afeganistão.

A licitação anterior, vencida pelos caças Super Tucano A-29 da Embraer, foi suspensa em fevereiro pelo governo americano, que alegou irregularidades na documentação. Na semana passada, segundo a agência Reuters, oficiais da Força Aérea re-conheceram que a investigação nos documentos da Embraer e da Sierra Nevada (sua parceira no certame) não encontrou irregularidades.

Apoio presidencial

A produtora de aviões brasileira conta com apoio declarado da presidente Dilma Rousseff. No sábado, a líder brasileira interrompeu um discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, que falava sobre os avanços de países da América Latina, em especial o Brasil, onde agora existe “uma próspera classe média”, que representa oportunidade para as empresas americanas. “De repente eles estão interessados em comprar iPads, interessados em comprar aviões da Boeing”, comentou. Dilma o interrompeu e disse “ou Embraer”. O episódio foi recebido com palmas e risos da plateia e Obama fugiu do assunto.

A Embraer foi procurada mas não falou sobre a nova licitação, porém, na semana passada, o presidente da companhia, Frederico Curado, confirmou a jornalistas em Washington o interesse em participar de um novo processo. “Esperamos que as mesmas razões que nos levaram a vencer pela primeira vez nos levem a vencer pela segunda”, disse Curado.

Caso saia vencedora desta vez, a Embraer vai produzir a maior parte dos componentes da aeronave no Brasil. A montagem será realizada na unidade da empresa em Jacksonville, na Flórida.

Após eventuais correções e observações no esboço da licitação, a Força Aérea dos EUA emitirá a versão final do documento no dia 30. As primeiras aeronaves serão entregues no Afeganistão cerca de 18 meses após a concessão do contrato - em meados de 2014, com mais de um ano de atraso.

Corrida pela Paz mobiliza militares

Capitais brasileiras e grandes cidades se envolveram com a causa

Correio do Povo

A tradicional Corrida pela Paz reuniu, na manhã de domingo, mais de 400 militares do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Em Porto Alegre, ocorreram atos na Usina do Gasômetro, no Parque da Redenção, no Marinha do Brasil, em Ipanema e na Perimetral. A atividade foi realizada simultaneamente em todas as capitais brasileiras. Na Usina, o trajeto total percorrido foi de 5 quilômetros. A ação também se deu nas cidades da região Metropolitana que têm quartéis.

O dia da Corrida pela Paz foi reconhecido oficialmente pela ONU em 2006. Na edição do ano passado, 592 mil militares de 35 países estiveram envolvidos. Neste ano, a meta era ultrapassar os 750 mil militares. O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking das nações participantes, mostrando grande prestígio pela ação, que é coordenada pela Comissão Desportiva Militar do Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa e ao Conselho Internacional de Esporte Militar.

Como a corrida não é competitiva, não há vencedores. Na Usina, eles percorreram desde o prédio até o Anfiteatro Pôr do Sol. De acordo com o coronel Walter Sérgio Carneiro, a iniciativa também é uma homenagem ao aniversário do Conselho Internacional de Esporte Militar. A entidade foi fundada em 1948, após o término da Segunda Guerra Mundial, tendo exatamente a função de promover a paz e a integração das nações. "Todos os países filiados ao Conselho promovem o evento", ressaltou.

A atividade também faz referência ao Dia do Exército Brasileiro, que é celebrado em 19 de abril, na próxima quinta-feira.

Em viagem à Índia, comitiva do Ministério da Defesa busca parcerias estrangeiras

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 13/04/2012 – A busca de novas parcerias levou uma comitiva do Ministério da Defesa (MD) à 7ª Defexpo – Índia, feira internacional de produtos de defesa e de segurança, realizada em Nova Delhi. Na ocasião, os oficiais brasileiros mantiveram contato com fabricantes britânicos, canadenses, franceses, indianos, israelenses, italianos, norte-americanos e sul-africanos.

Chefiada pelo subchefe de Integração Logística, general-de-divisão Araújo Lima, a comitiva alertou as empresas estrangeiras sobre as eventuais vantagens de se estabelecer projetos conjuntos com companhias brasileiras, além de prestar esclarecimentos sobre a Lei n° 12.598, que criou o Regime Tributário Especial para a Indústria de Defesa (Retid), desonerando o setor de impostos e encargos.  A lei foi sancionada pela presidenta Dilma Roussef no final de março.

A missão fez parte de um conjunto de ações desencadeadas pelo MD do Brasil, na busca do fortalecimento das relações com os países que compõem os Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

 

A delegação brasileira também apresentou o Siscat-Br, software nacional de catalogação desenvolvido pelo Ministério da Defesa, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que trabalha sobre o padrão do Sistema da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de Catalogação, atraiu o interesse dos governos da África do Sul, Argentina, Chile e Índia.

Apesar de não ser país membro da Aliança Atlântica, o Brasil integra o grupo de trabalho para a modernização do sistema da Otan, ao lado da Alemanha, do Canadá, da Espanha, dos Estados Unidos, da França, da Polônia, do Reino Unido, da República Checa e da Suécia.

Encontros bilaterais

Além de analisar projetos de interesse do Ministério da Defesa, a comitiva brasileira manteve encontros com as delegações do Reino Unido e da Índia. Durante a reunião com o ministro britânico para Segurança Estratégica Internacional, Gerald Howard, surgiu um convite para que nosso país envie observadores para acompanharem a instalação e o funcionamento dos sistemas antiterrorismo dos Jogos Olímpicos de Londres.

 

Vijay Kumar Saraswat, diretor da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO, na sigla em inglês), encabeçou as conversações pela Índia. Entre as propostas colocadas por ele estão o desenvolvimento de um avião de combate furtivo de médio porte, o MMCA, e mísseis antinavios e balísticos com até 200 quilômetros de alcance.

Outros produtos de interesse foram veículos terrestres não-tripulados (VTNTs) para vigilância de fronteiras de fabricação israelense e robôs para atividades de segurança desenvolvidos pelo DRDO.

A Índia, hoje, é o maior importador do mundo em produtos de defesa. De acordo com a organização da 7ª Defexpo – Índia, cerca de 30 países expuseram seus produtos de defesa para mais de 50 delegações oficiais convidadas a participar das conferências e encontros. O evento ocorreu paralelamente à Reunião de Cúpula dos Brics, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

Confronto no Afeganistão após ataques termina com pelo menos 47 mortos

Do UOL, em São Paulo

Pelo menos 36 talebans que participaram dos ataques coordenados neste domingo (15) contra o Parlamento e o bairro diplomático em Cabul, no Afeganistão, morreram, e o confronto terminou. Os ataques visavam as embaixadas de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

Os dois edifícios onde alguns combatentes se entrincheiraram foram tomados pelas forças de segurança, afirmou nesta segunda-feira (16) o porta-voz do Ministério do Interior afegão, Sediq Sediqqi. De acordo com sua versão, nas últimas horas as forças de segurança mataram os dois últimos insurgentes que resistiam, um que se encontrava no hotel Cabul Star, próximo ao setor de embaixadas, e outro que estava próximo ao Parlamento afegão.

Comandos insurgentes talebans lançaram ataques múltiplos em Cabul e três cidades do leste do Afeganistão contra importantes prédios militares, políticos e diplomáticos no início de sua ofensiva de primavera.
Segundo informou o ministro do Interior, Bismillah Mohamadi, oito membros das forças de segurança afegãs e três civis também morreram. Nos ataques, ao menos 65 pessoas ficaram feridas - 25 civis e 40 policiais, conforme a versão das autoridades. Um militante foi capturado em Jalalabad. A capital afegã concentrou os principais confrontos.

"A maioria dos insurgentes se deslocaram vestindo burcas (traje usado por mulheres muçulmanas). As forças de segurança afegãs protegeram os civis em zonas muito movimentadas", afirmou Mohammadi.

O último ataque desta escala em Cabul aconteceu em setembro de 2011, quando insurgentes fortemente armados tomaram um prédio em construção e abriram fogo contra a embaixada dos Estados Unidos e o quartel-general da ONU, deixando pelo menos 14 afegãos mortos.

(Com agências internacionais)

Ataques do Taleban mostram falhas da Otan, diz presidente afegão

Mirwais Harooni
Cabul (Afeganistão)

O presidente afegão, Hamid Karzai, disse nesta segunda-feira (16) que a enorme ofensiva do Taleban em Cabul e em outras províncias mostrou uma falha nos serviços de inteligência, e especialmente os da Otan.

Em sua primeira declaração sobre o ataque às áreas das embaixadas e do governo, que durou 18 horas, Karzai também disse que as forças de segurança afegãs se mostraram capazes para defender e garantir segurança ao país.

Pelo menos 36 talebans que participaram dos ataques coordenados neste domingo (15) contra o Parlamento e o bairro diplomático em Cabul, no Afeganistão, morreram, e o confronto terminou após 18 horas. Os ataques visavam as embaixadas de Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha.

Os dois edifícios onde alguns combatentes se entrincheiraram foram tomados pelas forças de segurança, afirmou nesta segunda-feira (16) o porta-voz do Ministério do Interior afegão, Sediq Sediqqi. De acordo com sua versão, nas últimas horas as forças de segurança mataram os dois últimos insurgentes que resistiam, um que se encontrava no hotel Cabul Star, próximo ao setor de embaixadas, e outro que estava próximo ao Parlamento afegão.

Comandos insurgentes talebans lançaram ataques múltiplos em Cabul e três cidades do leste do Afeganistão contra importantes prédios militares, políticos e diplomáticos no início de sua ofensiva de primavera.

Segundo informou o ministro do Interior, Bismillah Mohamadi, oito membros das forças de segurança afegãs e três civis também morreram. Nos ataques, ao menos 65 pessoas ficaram feridas - 25 civis e 40 policiais, conforme a versão das autoridades. Um militante foi capturado em Jalalabad. A capital afegã concentrou os principais confrontos.

13 abril 2012

Embraer quer vender US$ 1,5 bi para a Índia

Governo indiano vai comprar nove aeronaves para a patrulha marítima; licitação é a primeira de um pacote que chegará a US$ 20 bi até 2023.

ROBERTO GODOY - O Estado de S.Paulo

A Embraer Defesa e Segurança (EDS) está preparando a participação no processo de seleção internacional de um novo avião de patrulha marítima para a Índia. Serão comprados nove aeronaves a um custo estimado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão. A empresa brasileira já é fornecedora da aviação militar indiana nessa linha de produtos, de inteligência e coleta de informações. Em dezembro de 2011 e depois disso há uma semana, no dia 4, voaram em São José dos Campos o primeiro e o segundo jatos Emb-145 na versão Aew&C - de Alerta Antecipado e Controle - de um lote de três unidades comprados pelo Ministério da Defesa da Índia. A frota completa será entregue à administração indiana até junho de 2013. A maior parte do miolo eletrônico foi contratada com a rede de fornecedores locais, do polo tecnológico de Bangalore.

O avançado radar principal, por exemplo, tem alcance na faixa de 350 a 550 quilômetros, e pode rastrear até 500 alvos simultaneamente, definindo prioridade de ataque pelo grau de ameaça. Mais que isso: cinco jatos Legacy 600 - modelos corporativos da Embraer - são utilizados pela Força Aérea em missões de transporte executivo. Um deles é usado na vigilância eletrônica de fronteiras. O governo da Índia limitou-se a anunciar o programa de aquisição dos aviões patrulheiros. Ainda não foram divulgados os termos do negócio e nem as especificações técnicas finais. O ministro da Defesa. A.K. Antony, antecipou apenas que a aeronave terá de ter alcance na faixa dos 650 quilômetros além de atuar integrada com os 12 novos Poseidon,montados sobre o Boeing-737.

Esses grandes birreatores podem cobrir até 2.2 mil quilômetros e serão recebidos entre 2013 e 2017. O valor da encomenda é avaliado em US$ 3,1 bilhão. De acordo com Antony, os negócios são etapas iniciais de um amplo projeto de proteção marítima que deve consumir US$ 20 bilhões até 2023.

Além das aeronaves serão compradas estações de sensoriamento para monitorar o espaço aéreo, a superfície e parte da lâmina de água submarina na plataforma oceânica. O país tem 7.515 quilômetros de litoral.

Produto pronto. A EDS tem um produto pronto para entrar na concorrência, o Emb-145 MP ou P-99. a denominação na FAB. A aviação naval do México usa duas aeronaves desse tipo e mais uma, de alerta antecipado. Com alcance de 3 mil quilômetros, pode ser configurado na versão exata das pretensões indianas - patrulhamento marítimo com capacidade para ações antissubmarino e antinavio.

O ministro A.K. Antony considera um fator de ameaça a presença de piratas "e a uso de oportunidade do mar territorial por grupos terroristas. A empresa está tratando de dois outros negócios novos, nas Filipinas e no Peru, ambos envolvendo o turboélice de ataque leve Super Tucano. "Vamos gastar pouco mais de US$ 150 milhões para garantir as nossas fronteiras mais sensíveis, as da Amazônia", declarou o ministro peruano da Defesa, Alberto Peñaranda. O contrato envolverá 10 aviões.

Do outro lado do mundo, o governo filipino anunciou "avançados estudos" visando a modernização da frota antiguerrilha. Estão sendo considerados o Super Tucano e o americano Hawker Beechfraft AT-6.

Equipamentos

Além das aeronaves serão compradas estações para monitorar o espaço aéreo, a superfície e parte da lâmina de água submarina na plataforma oceânica. O país tem 7.515 quilômetros de litoral.

FAEX XII - Forças Especiais da FAB treinam com auxílio da

Agência Força Aérea

O PARA-SAR utiliza, pela primeira vez, o dispositivo de Simulação e Engajamento Tático Eletrônico, o DSETE, durante a FAEX XII, realizada em Florianópolis (SC) até dia 20 de abril, equipamento cedido pelo Exército e pela Marinha que permite um ganho operacional importante nos treinamentos. É como se fosse uma guerra de paintball.

O DSETE é um equipamento acoplado ao armamento que transforma o disparo em um pulso laser, o qual é captado por um colete com sensores receptores que informa ao combatente se ele foi atingido e onde. Tudo é analisado por um observador militar, que controla e avalia o resultado do exercício e emprego operacional.

“O equipamento permite avaliar o desempenho tático dos integrantes dos Destacamentos de Operações Especiais, o que facilita a correção das condutas”, afirma o Tenente-Coronel Infantaria Ivandilson Diniz Soares, comandante do PARA-SAR, que chama a atenção também para a possibilidade de mensurar a precisão do disparo e seus efeitos sobre o homem.

Frágil cessar-fogo

Ativistas acusam o ditador sírio, Bashar Al-Assad, de violar o plano de paz de Kofi Annan e de matar ao menos 10 civis. Conselho de Segurança da ONU deve decidir hoje sobre o envio de monitores ao país

RODRIGO CRAVEIRO – CORREIO BRAZILIENSE

O primeiro dia do cessar-fogo determinado pelo plano de paz de Kofi Annan — enviado da Liga Árabe e das Nações Unidas a Damasco — foi marcado pela desconfiança e por uma frágil e aparente tranquilidade. "A implementação da Convenção Annan não mudou em nada a situação em Homs. Apesar de bombardeios menos frequentes, os franco-atiradores mataram 10 civis, incluindo duas crianças e uma mulher. E o Exército está onipresente, com blindados em áreas residenciais", relatou ao Correio, pela internet, o estudante Yazan Homsy, 33 anos, morador do bairro de Talkalakh, na cidade situada a 141km de Damasco e considerada o berço do levante contra o ditador Bashar Al-Assad. Segundo o Conselho Revolucionário de Homs, um dos órgãos da oposição, a trégua foi interrompida pelos franco-atiradores, pelo disparo de morteiros e pela atividade das forças do regime.

Em relatório enviado ao Conselho de Segurança da ONU, Annan esboçou otimismo. "A Síria aparentemente está experimentando um raro momento de calma. Isso está trazendo o alívio e a esperança para o povo sírio, que tem sofrido tanto, e por tanto tempo, nesse conflito brutal. A trégua agora deve ser mantida", afirmou. Horas depois, ele confidenciou a diplomatas que Damasco não cumpre com todos os termos do plano. Annan pediu à ONU que ordene a retirada das tropas e das armas pesadas das cidades sírias.

Outro morador de Homs, o ativista Waleed Fares, 25 anos, acusou Al-Assad de violar o cessarfogo.

"Tivemos hoje ao menos sete mortos, vítimas de franco-atiradores. Os militares ainda realizam operações de menor escala na cidade", comentou. Hillary Clinton, secretária de Estado americana, trata o silenciar das armas como um detalhe. "Se for respeitado, o cessar-fogo é um passo importante, mas é só um elemento do plano (de Annan)", declarou, às margens da cúpula do G-8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados e pela Rússia).

Integrante do Conselho Nacional Sírio (CNS), Ausama Monajed (leia Três perguntas para) disse ao Correio ter a mesma preocupação de Hillary. "Há seis pontos no plano de Annan, que incluem a libertação de todos os presos políticos, a permissão para o povo se manifestar pacífica e livremente e a autorização para jornalistas estrangeiros entrarem no país", lembrou, por e-mail. "Nada disso ocorreu."

O regime de Damasco culpou "terroristas" pela morte de um oficial do Exército, em Aleppo, a segunda maior cidade do país. "Um grupo terrorista armado usou um explosivo para atingir um ônibus transportando oficiais, em Aleppo. Ele matou um tenente-coronel e feriu 24 pessoas, às 8h (2h em Brasília)", informou a agência de notícias estatal Sana. O Exército Livre Sírio negou envolvimento e atribuiu o ataque às próprias forças de segurança e à milícia alauíta Shabiha, obediente a Al-Assad.

Batalha diplomática

Ante a situação volátil na Síria, o governo dos EUA aposta as fichas na tentativa de pressionar a Rússia a adotar uma postura mais incisiva com Al-Assad, um de seus principais parceiros comerciais.

Hillary Clinton manteve reuniões ontem com os chanceleres Alain Juppé (França) e Sergei Lavrov (Rússia). O próprio Juppé chegou a propor ao Conselho de Segurança o envio à Síria de "uma força robusta de observadores", cuja objetivo será o de verificar o cumprimento do cessar-fogo.

Havia a expectativa de que o esboço de uma resolução nesse sentido fosse apresentado ontem no Conselho. Tanto a Rússia quanto a China mostraram simpatia pelo texto. "Apoiamos integralmente o plano de seis pontos de Annan e cremos que o cessar-fogo é muito importante, assim como a retirada de tropas das cidades sírias", declarou Li Baodong, embaixador da China na ONU, citado pela agência Reuters. "É crucial que os monitores estejam no terreno", afirmou Vitaly Churkin, o representante da Rússia no Conselho de Segurança. A votação sobre o envio de observadores deve ocorrer ainda hoje.

Governo é questionado por paralisar trabalhos de investigação sobre a Guerrilha do Araguaia

Ativistas de direitos humanos observam que o governo continua indiferente ao esforço para esclarecer o episódio e mantém trancados os arquivos dos centros de inteligência das Forças Armadas

Leonêncio Nossa, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Há exatos 40 anos, no dia 12 de abril de 1972, o Exército deflagrava na margem esquerda do rio Araguaia, no Sul do Pará, o combate à guerrilha organizada pelo PCdoB, que resultaria quase três anos depois na morte de 69 militantes comunistas, 20 moradores e seis militares. No aniversário da operação que arrasou choupanas de guerrilheiros nas localidades de Chega com Jeito e São Geraldo, ativistas de direitos humanos observam que o governo continua indiferente ao esforço para esclarecer o episódio e mantém trancados os arquivos dos centros de inteligência das Forças Armadas.

O ativista Paulo Fonteles Filho observa que o governo, ao mesmo tempo em que promete instalar a Comissão da Verdade, paralisou em outubro os trabalhos de investigação e busca de restos mortais de guerrilheiros no Pará e no norte de Tocantins, sem dar explicações. "É uma decisão incompreensível", afirma. "O governo, em especial a Secretaria de Direitos Humanos, não pode tratar de forma burocrática a questão do Araguaia", ressalta. "É inaceitável, diante do debate político que ocorre na sociedade, a interrupção de um trabalho técnico de campo."

O governo não dá sinais de uma abertura dos arquivos do Cenimar e do CIEx, órgãos de inteligência da Marinha e Exército, popularmente chamados de arquivos secretos da ditadura. O arquivo do CIEx, está no Setor Militar Urbano, em Brasília. Já o acervo do Cenimar está no prédio anexo do Comando da Marinha, na Esplanada dos Ministérios, também na capital. A Aeronáutica, em 2010, enviou documentos produzidos pelo Cisa, o seu centro de inteligência, para o Arquivo Nacional. Em rápida conversa na semana passada com o Estado, o comandante do Exército, Enzo Peri, não deu indicações de que abrirá as portas do CIEx, o antigo Centro de Informações do Exército, criado em 1967, que coordenou a neutralização e repressão das guerrilhas rural e urbana.

Peri se limitou a dizer que cumpre todas as orientações e pedidos do governo e que não há papéis relativos à guerrilha no acervo do antigo CIE. Uma das representantes das famílias de mortos pela ditadura, Maria Eliana de Castro Pinheiro avalia que a postura do governo em manter os arquivos trancados é uma "incoerência total", a partir do momento em que aprovou no Legislativo a Comissão da Verdade, que teria apenas o caráter de esclarecer os assassinatos de adversários da ditadura. Maria Eliana foi uma das 12 pessoas beneficiadas no ano passado por uma portaria do Ministério da Justiça que garantiu teoricamente o acesso irrestrito ao acervo do Arquivo Nacional, composto por papéis do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI), da Polícia Federal e do Conselho de Segurança Nacional.

A portaria, porém, não dá acesso aos acervos dos centros de inteligência que, a princípio, são os mais importantes do período da repressão e que podem esclarecer mortes como a de Antônio Teodoro de Castro, o Raul, um dos mortos no Araguaia, irmão de Maria Eliana. MENTIRA - O ativista Jair Krischke, do Movimento Justiça e Direitos Humanos, avalia que o início da Comissão da Verdade passa pelos arquivos oficiais. "Temos de começar pelos arquivos", afirma. "É mentira que os arquivos não existem. O Estadão, em 25 de agosto de 1995, publicou entrevista do general Zenildo de Lucena, ministro do Exército, que dizia que era de seu entendimento que o Exército deveria devolver aos Estados os arquivos do Dops", lembra. "Uma das primeiras missões da Comissão da Verdade é bater a porta dos quartéis e pendurar o bilhete no pescoço do tigre", completa. "Esses arquivos existem nas organizações militares pelo seu funcionamento e sua dinâmica."

Desde a entrega do poder aos civis, não faltaram sinalizações de que há, sim, documentos da ditadura nas dependências das Forças Armadas. Em 1993, o ministro da Justiça, Maurício Corrêa, divulgou três listas produzidas pela Aeronáutica, pelo Exército e pela Marinha com datas de mortes de guerrilheiros no Araguaia. O que chamou a atenção nos textos foi uma série de anotações que remetiam às fontes dos dados: arquivos militares. Em 2005, o programa Fantástico, da TV Globo, informou que documentos da ditadura tinham sido queimados na Base Aérea de Salvador. A assessoria de Imprensa da Aeronáutica reagiu e afirmou que todos os documentos da época produzidos pela força tinham sido destruídos num incêndio no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, em 1998.

Em 2010, uma parte considerável dos documentos "destruídos" foram mandados intactos para o Arquivo Nacional. "Mas não tinham sido queimados?", questiona o ativista Jair Krischke. Em 2008, o militar da reserva José Vargas Jimenez, que atuou no Araguaia, solicitou ao Exército um relatório com suas ações no combate à guerrilha. Ele recebeu um alentado relatório sobre sua atuação, incluindo um combate com a guerrilheira Dinalva Teixeira, a Dina. O relatório serviu para Jimenez ganhar uma medalha.

História. Embora a primeira operação de combate à guerrilha tenha ocorrido em 12 de abril de 1972, agentes secretos já vasculhavam o Araguaia desde os primeiros dias daquele ano. Duas semanas antes da primeira ação, o sistema repressivo prendeu em Fortaleza os estudantes Pedro Albuquerque e Tereza Cristina, que tinham se desligado da guerrilha. Nos dias seguintes foram presos os guerrilheiros Danilo Carneiro (14 de abril), Rioco Kaiano (15) e José Genoino (18). A 8 de maio, o guerrilheiro Bérgson Gurjão Farias era o primeiro a ser morto na área. O combate à guerrilha terminou oficialmente no dia 5 de janeiro de 1975, quando o presidente Ernesto Geisel enviou mensagem ao Congresso para informar o fim do movimento armado.

Nova fragata zarpa para substituir capitânia de força de paz no Líbano

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 10/04/2012 – A fragata F-43 Liberal partiu na tarde de hoje da Base Naval do Rio de Janeiro rumo a Beirute. O navio substituirá a fragata F-45 União como capitânia do componente marítimo da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

O navio conta com 251 oficiais e marinheiros e um helicóptero AH-11A Super Lynx. Os efetivos fazem parte da Armada, do Destacamento Aéreo Embarcado (DAE), dos Fuzileiros Navais, do Grupo de Reação contra Ameaças Assimétricas (GRAA) e do Destacamento de Mergulhadores de Combate (DSTMEC).

A Liberal fará escalas nas cidades de Las Palmas, na Espanha, entre os dias 23 e 26 de abril, e em Taranto, na Itália, entre 4 e 7 de maio. A chegada à capital do Líbano está prevista para o dia 11 de maio.

Participação na Unifil

O Brasil foi convidado a assumir o comando da Força Tarefa Marítima da Unifil (FTM-Unifil) em 2010. A iniciativa foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro daquele ano. Em fevereiro de 2011, o contra-almirante Luiz Henrique Caroli assumiu a chefia do componente naval da missão das Nações Unidas. Ele permaneceu à frente da operação até fevereiro deste ano, quando passou o cargo ao contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith.

A Unifil foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1978, para certificar a retirada das tropas israelenses do território. Hoje, a missão conta com destacamentos de 36 países e possui mais de 13.500 integrantes, entre militares e civis.

 

Em 2006, a Força Tarefa-Marítima (FTM-Unifil) foi estabelecida. A FTM é a primeira força-tarefa naval criada para tomar parte de uma missão de paz da ONU.

Nessa mesma época, as Nações Unidas determinaram que a Unifil monitorasse a cessação de hostilidades; acompanhasse as forças armadas libanesas, inclusive ao longo da fronteira em disputa; e apoiasse o acesso de assistência à população civil e o retorno de habitantes deslocados.

Um dos maiores objetivos da operação é impedir a entrada de armamento no país, por meio da interdição marítima.

A fragata brasileira é o principal meio de um grupo multinacional de nove navios, sendo três deles da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia.

Institutos Tecnológicos da Aeronáutica e de Massachusetts firmam carta de intenção para aprimorar pesquisas

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 11/04/2012 – O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP), e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), situado em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos, assinaram carta de intenções para desenvolver uma possível cooperação entre as entidades.

A colaboração, firmada ontem (10), prevê intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores; projetos de pesquisa conjuntos; e o desenvolvimento de novos programas educacionais. Pelo documento, ficou acordado que, nos próximos seis meses, as entidades vão analisar como ampliar a parceria.

 

O ITA é uma instituição de ensino superior ligada, via Comando da Aeronáutica, ao Ministério da Defesa. Para seu vice-reitor, Fernando Toshinori Sakane, as expectativas em relação à cooperação “são muito boas” e vão auxiliar no projeto de dobrar a capacidade da escola. “Uma parceria com uma instituição como o MIT nos dá a oportunidade de acelerar os processos de modernização da educação e do ensino em engenharia e possibilita o desenvolvimento de pesquisas inovadoras.”

Uma das atividades previstas no acordo preliminar entre os dois institutos é a criação de um Centro de Inovação do ITA, dentro da própria instituição. “Várias empresas já manifestaram interesse em parceria com a escola. Dentre elas, já mantivemos contatos com Embraer, Petrobrás, Vale, Braskem e Odebrecht Defesa”, acrescentou Sakane.

A carta de intenções foi firmada entre o reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, e o chefe da Escola de Engenharia do MIT, Ian Waitz, durante visita da presidenta Dilma Rousseff aos EUA.

ITA


Criado pelo Decreto nº 27.695, de janeiro de 1950, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é especializado no setor aeroespacial. A instituição foi fundada com a ajuda do MIT e é hoje uma das melhores escolas de engenharia do Brasil.

O ITA mantém atividades de graduação, pós-graduação e extensão. Entre os cursos de graduação disponíveis estão os de Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, de Computação e Aeroespacial.

 

MIT

O Massachusetts Institute of Technology foi fundado pelo estado de Massachusetts em abril de 1861, mas só admitiu a entrada de estudantes quatro anos após sua criação.

A missão da escola é promover a educação em ciência, tecnologia e outras áreas úteis para a população do século 21, como o estudo do câncer, energia, economia e literatura. Atualmente, o MIT é uma instituição da classe mundial da educação, de caráter interdisciplinar.

10 abril 2012

Encontro da ESG reúne parlamentares para discutir a defesa nacional

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

 

Brasília, 10/04/2012 – Com o objetivo de trocar informações e aproximar-se ainda mais dos congressistas que integram a Frente Parlamentar de Defesa Nacional, a Escola Superior de Guerra (ESG) promoverá, nesta quarta-feira (11), em Brasília, o 1º Café com Debates.

Trata-se de um encontro com senadores e deputados para debater temas como a revitalização da indústria de defesa brasileira, a implementação de projetos estratégicos das Forças Armadas e a implantação de um campus da ESG na capital federal.

Na ocasião, o professor César Manoel de Medeiros, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentará palestra sobre a Estratégia Nacional de Defesa e a Companhia de Desenvolvimento Brasileiro (Codebrás).

O evento ocorrerá no Restaurante Escola Senac, no 10º andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados, das 8h20 às 10h30. Esse será o primeiro dos três encontros programados para 2012. Outros dois estão previstos para acontecer nos meses de julho (para o público acadêmico) e novembro (ainda sem definição).

ESG-Brasília

A expansão da ESG está prevista na Estratégia Nacional de Defesa (END), aprovada em dezembro de 2008. Recentemente, o Ministério da Defesa (MD) instituiu comissão para desenvolver o projeto preliminar do campus Brasília. A finalidade será escolher a localização das instalações, o projeto arquitetônico e prover recursos para a construção e meios materiais e humanos para seu funcionamento.

A escola terá dois campi. Em Brasília, servirá como instrumento de formação de civis em assuntos relacionados à defesa. Na ESG-Rio ficarão concentrados os cursos de natureza militar e, por orientação do ministro da Defesa, Celso Amorim, a militares e civis estrangeiros.


Hoje, a ESG-Brasília funciona temporariamente no anexo do Comando do Exército. Seu diretor é o brigadeiro-do-ar Delano Teixeira Menezes.

08 abril 2012

Avalanche soterra mais de 100 soldados paquistaneses

Correio do Brasil
Da Redação, com Reuters - de Islamabad

Uma avalanche soterrou no sábado um acampamento militar paquistanês perto da geleira de Siachen, na fronteira com a Índia, prendendo mais de 100 soldados, informou o Exército.

Vários canais de televisão paquistaneses informaram que cerca de 150 soldados inicialmente ficaram soterrados.

— Às 6 da manhã a avalanche atingiu uma sede (militar). Cerca de 100 soldados e militares estão presos, disse à agência inglesa de notícias Reuters o porta-voz militar major-general Athar Abbas.

Uma equipe de resgate de helicóptero está a procura dos soldados com a ajuda de cães farejadores. Horas depois de ocorrida a avalanche de neve, ainda não está clara a situação das pessoas presas no local.

Siachen está localizado no norte da Caxemira, de maioria muçulmana. O território está no centro de uma amarga disputa entre a Índia e o Paquistão e foi objeto de duas de suas três guerras desde a independência da Grã-Bretanha, em 1947.

Forças indianas e paquistanesas, que juntas respondem por cerca de 10 mil a 20 mil soldados, se enfrentam nas montanhas acima da geleira Siachen na Cordilheira Karakoram desde 1984.

Ambos os países estão levando a cabo um processo de paz provisório e é esperado que o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, se reúna no domingo com o primeiro-ministro Manmohan Singh, na primeira visita à Índia de um chefe de Estado paquistanês desde 2005.

Siachen, em território isolado, está localizado 6 mil metros acima do nível do mar. Especialistas militares dizem que o clima inóspito e terreno propenso a avalanches têm provocado mais mortes do que as armas.

Motim de militares no Iêmen paralisa aeroporto da capital

Correio do Brasil
Da Redação, com Reuters - de Saana

Integrantes da Força Aérea do Iêmen fecharam neste sábado o aeroporto da capital, Sanaa, impedindo todos os voos, em protesto pela remoção de seu comandante, um meio-irmão do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, segundo informo uma autoridade do setor da aviação.

Veículos militares lotados de soldados dispensavam os passageiros do aeroporto e impediam os aviões de decolar ou aterrissar, disseram testemunhas. A atitude foi um desafio ao presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, que substituiu Saleh no começo do ano.

Na sexta-feira Hadi destituiu o comandante da Força Aérea, como parte de uma reformulação com o objetivo expurgar aliados de Saleh de postos-chave e reestruturar as Forças Armadas, as quais se dividiram durante o levante contra o regime de Saleh, tendo algumas unidades tomado o partido dos manifestantes.

No começo do ano os manifestantes que exigiam a renúncia do comandante da Força Aérea, general Saleh al-Ahmar, provocaram o fechamento de vários aeroportos. Na sexta-feira Hadi transferiu-o para o cargo de assistente do ministro da Defesa.

O fechamento de aeroportos é uma evidência dos desafios que Hadi enfrenta para reestruturar o Exército do Iêmen, mexendo com os interesses dos aliados de Saleh que estão enraizados na corporação, bem como os do poderoso general Ali Mohsen al-Ahmar, que também teve alguns de seus amigos removidos de cargos na sexta-feira.

O general Ali Mohsen se voltou contra Saleh no começo do ano, assim como uma ala das Forças Armadas, o que resultou em combates abertos esporádicos nas ruas de Sanaa contra tropas legalistas e milícias tribais, fato que deixou o país à beira da guerra civil.

Um comitê encarregado de desmilitarizar a capital estava neste sábado desmantelando alguns postos de controle criados pelas facções que haviam entrado em confronto na parte oeste da cidade. A medida visa à retirada dos grupos tribais armadas e de soldados das ruas da capital até o fim da semana.

Mas as tentativas anteriores de desmilitarização fracassaram.

Hadi enfrenta uma rebelião sectária no norte do Iêmen e um braço da rede al Qaeda concentrado no sul do país, onde também há um movimento separatista que pretende restabelecer um Estado socialista que em 1990 Saleh unificou com o norte.

A agência estatal iemenita de notícias foi alvo de hackers neste sábado, aparentemente simpatizantes dos separatistas do sul. Em vez do noticiário usual havia fotos de líderes sulistas e a antiga bandeira do Estado socialista.

Muitos no sul acusam os nortistas de discriminá-los e usurparem seus recursos.

06 abril 2012

Militar britânica se enforca após bullying por ter acusado colegas de estupro

BBC Brasil

A mãe de uma militar britânica que se suicidou em outubro passado disse à BBC que sua filha se matou depois de ter sofrido bullying por acusar dois colegas de estupro.


A filha de Alexandra Barritt's, a soldado de Infantaria Anne-Marie Ellement, 30 anos, foi encontrada enforcada em Bulford Camp, em Wiltshire, Inglaterra.


Alexandra afirma que ela foi estuprada por dois homens, mas procuradores militares não acataram a denúncia.


O Ministério da Defesa afirma que vai investigar as acusações. Um porta-voz disse: "À luz das alegações que emergiram... a Policia Real Militar está examinando se as ações tomadas estavam de acordo com os padrões e valores das Forças Armadas. Antes da morte, a oficial Ellement recebeu apoio do Exército, o que continuou ocorrendo até sua morte. O Exército tem tolerância zero com bullying e assédio moral junto a seu pessoal".


Alexandra, porém, disse que a filha foi abandonada. "O caso do estupro foi o que começou tudo e deveria ser reaberto. Ela me escreveu dizendo estar vivendo um inferno. Quero ver justiça para Anne-Marie porque não houve justiça antes. Ela me disse que estava deprimida, cansada do Exército e que queria sair", disse.


'Quase ninguém fala comigo'

O sonho de Anne-Marie era se tornar soldado e seguir a carreira de seus pai e avô no Exército, afirmou a mãe da militar.

Ela ingressou na polícia militar, mas depois de ter feito as acusações de estupro, sua vida começou a se complicar.


Depois de uma investigação da Procuradoria Militar Independente, foi decidido que as acusações não seriam aceitas. Mas, de acordo com Alexandra, Anne-Marie sofreu bullying, algumas vezes em campanhas na internet, por colegas de Bulford Camp.


Em um email a um amigo a soldado disse: "Quase ninguém fala comigo. É como se eu tivesse inventado tudo, tivesse feito algo errado, capaz de destruir minha carreira e fazer com que eu perdesse todos os meus amigos".


A militar foi encontrada enforcada no dia 9 de outubro do ano passado. Em março, um veredito dado na corte de Salisbury confirmou o suicídio.


Um porta-voz da Justiça afirmou "que o uso inapropriado de mídias sociais não foi considerado um fator determinante para o suicídio" durante a investigação da morte.


Mas Alexandra afirma que a morte da filha não deveria ser em vão.


"Acho é necessário mais apoio a mulheres que acusam colegas soldados de abuso sexual. Ela era iluminada, vibrante, tinha um coração generoso, amava crianças e animais e tinha muitos planos para o futuro. Todos os membros da nossa família estão devastados porque Anne-Marie era uma filha, irmã e tia muito amada".

Avião da Marinha sofre acidente em área residencial dos EUA



EFE
Em Washington

Um F-18 da Marinha americana se chocou nesta sexta-feira (6) em uma área residencial de Virginia Beach, no estado da Virgínia (EUA), segundo o Pentágono.

O Pentágono informou que os dois pilotos tiveram tempo para saltar do avião, mas seu estado ainda não foi divulgado, nem se foram registradas vítimas civis no acidente.

O avião pertencia à base aérea da Marinha em Oceana, Virginia Beach, onde são treinados pilotos da Marinha e do corpo de Marines das Forças Armadas americanas.

A Marinha informou em comunicado que segundo os primeiros reportes o acidente aconteceu às 12h05 no horário local pouco depois que o F-18 decolou da base. A Marinha disse estar trabalhando com as autoridades locais e não deu mais detalhes por enquanto.

Em fotografias enviadas pelas testemunhas à emissora "CNN" é possível ver fogo e fumaça entre vários edifícios, em uma área residencial de veraneio.


Segundo o canal de televisão, um dos edifícios afetados é uma residência de idosos e pelo menos duas pessoas foram levadas a um hospital próximo.

01 abril 2012

Governo dos EUA reabrirá disputa por avião militar

Regras para licitação nos EUA saem em abril

Temor de empresa brasilera é que as novas exigências tornem o contrato sob medida para a Hawker Beechcraft

Investigação sobre motivos que levaram ao cancelamento do contrato com Embraer ainda não foi concluída 


VERENA FORNETTI
DE NOVA YORK
MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO - FOLHA DE SP

Depois de cancelar contrato de US$ 355 milhões (cerca de R$ 650 milhões) com a Embraer, a Força Aérea dos Estados Unidos prepara nova seleção para a compra de 20 aviões turboélices destinados à missão no Afeganistão.

Só as americanas Sierra Nevada, parceira da fabricante brasileira no projeto do Super Tucano, e a concorrente Hawker Beechcraft poderão disputar a compra.

"Depois de estudar as circunstâncias do cancelamento, a Força Aérea decidiu fazer uma emenda ao contrato", disse o órgão à Folha.

Segundo porta-voz da força americana, as novas exigências deverão ser anunciadas em abril. As duas companhias terão então de refazer suas propostas.

A Embraer informou que aguarda a divulgação dos requisitos para se posicionar sobre a sua participação.

O contrato original foi vencido em dezembro pela Embraer e cancelado em fevereiro em resposta à ação impetrada pela Hawker Beechcraft na corte federal dos EUA.

Desclassificada da disputa em novembro, a Hawker argumenta, na ação, que a Força Aérea não apresentou os motivos de sua eliminação.

Além da ação judicial, a Hawker apelou para o nacionalismo e para a necessidade de preservação de empregos em um momento de crise para pressionar por uma nova concorrência.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A decisão ocorre em um momento delicado para a fabricante americana, que tenta renegociar suas dívidas, que passam de US$ 2 bilhões.

A empresa estaria se preparando para entrar com pedido de recuperação judicial, segundo reportagem da agência Reuters publicada na quarta-feira e que cita fontes não identificadas.

Mesmo que consiga garantir esse fornecimento para a Força Aérea dos EUA, por seu porte, ele dificilmente resolveria o problema de endividamento da companhia, que ainda enfrenta as consequências da queda da demanda por jatos executivos desde o início da crise de 2008.

Na quinta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota da empresa, de CCC para CC. Na eventualidade de um novo rebaixamento, a empresa entra no grau de risco de "calote seletivo".

Em São José dos Campos, sede da Embraer, o temor é que os novos requisitos tornem a disputa favorável ao fabricante americano.

Não será a primeira vez que a Força Aérea americana terá cancelada uma disputa vencida por um estrangeiro, entregando o contrato a um fabricante americano. No começo do ano passado, a europeia Airbus venceu a disputa para fornecer aviões-tanque para a Força Aérea, mas quem levou foi a Boeing.

INVESTIGAÇÃO

O porta-voz da Força Aérea disse que a investigação interna sobre os problemas que levaram ao cancelamento do contrato com a Embraer ainda está em curso. "Vamos fornecer mais informação assim que ela estiver disponível."

Militares da reserva promovem nova homenagem ao Golpe Militar de 1964

Apesar de veto, veteranos saltam de paraquedas com bandeiras do Brasil.
Na quinta (29), protesto contra comemorações terminou em tumulto.


Do G1 RJ

Mesmo após a confusão durante protesto contra um evento de comemoração pelo Golpe Militar de 1964, na quinta-feira (29), militares da reserva promoveram na manhã deste sábado (31) uma nova homenagem aos 48 anos da data. Quatro veteranos da Brigada Paraquedistas saltaram de aviões com bandeiras do Brasil e aterrisaram na Praia da Reserva, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

As comemorações oficiais foram proibidas por representantes das Forças Armadas e pela presidente Dilma Roussef, mas os paraquedistas disseram que por serem da reserva poderiam fazer a homenagem.

"Nós não estamos mais subordinados ao momento político. Respeitamos o nossa presidente, mas vamos fazer a homenagem porque na época éramos jovens e participamos", disse à GloboNews Luiz Antônio de Oliveira, presidente da Federação de Paraquedismo do Rio, um dos 50 veteranos que participaram do encontro.

Um dos organizadores do protesto na quinta-feira, o cineasta Silvio Tendler lamentou a nova comemoração: "Patético. Foi uma homenagem além de tudo covarde, porque as pessoas não tiveram coragem de mostrar a cara. Foram pouquíssimos os paraquedistas que toparam pular".