28 maio 2012

Combate no Iêmen deixa ao menos 22 militantes mortos

Correio do Brasil
Da Redação, com Reuters – de Aden

Ao menos 22 militantes islâmicos foram mortos em conflitos durante a noite e num ataque aéreo no sul do Iêmen, onde tropas do governos estão combatendo rebeldes ligados a Al Qaeda, afirmaram neste domingo uma autoridade local e moradores da região.

Cerca de 15 dos mortos foram assassinados em combates no norte do país, no reduto militante de Jaar, cidade da província de Abyan que é controlada por militantes desde o ano passado.

O grupo ligado a Al Qaeda chamado Ansar al-Sharia (Partidários da Lei Islâmica) explorou os protestos populares do ano passado contra o ex-presidente Ali Abdullah Saleh para capturar faixas de território em Abyan, incluindo a capital provinciana de Zinjibar.

A expansão da áreas de controle dos militantes incomodou os Estados Unidos e a Arábia Saudita, ambos alvos de ataques fracassados da ala do Iêmen da al Qaeda, que nesta semana reivindicou a responsabilidade de um ataque suicida na capital Sanaa, que matou mais de 100 soldados.

Neste mês, o governo começou uma ofensiva contra o Ansar al-Sharia com a ajuda norte-americana.

Uma autoridade militar disse que o exército havia retomado o controle de posições-chaves em Zinjibar, onde pelo menos 63 militantes foram mortos no sábado num duro combate, muitos deles somalis.

Os corpos de sete militantes foram vistos no domingo sendo carregados para longe de uma fábrica localizada no oeste de Jaar, que é usada como base pelo Ansar Al-Sharia, depois de ter sido atacada por um avião de guerra do Iêmen no sábado à noite.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita têm pressionado o presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Hadi Mansour, que assumiu após Saleh ser derrubado em fevereiro, para unir o exército e reduzir os ganhos dos militantes.

21 maio 2012

V COMAR conclui EXOP Épsilon com bons resultados

V COMAR

O Exercício Operacional (EXOP) Épsilon 2012 foi concluído ontem (17/05), em Bagé (RS), com mais de 154 horas voadas, cerca de 100 paraquedistas lançados e 2940 quilos de carga lançada em missões de simulação de ressuprimento aéreo.

 
Segundo o Chefe do Estado-Maior (EM-5) do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), Coronel Jefson Borges, o Épsilon 2012 marca uma mudança em relação aos exercícios operacionais já realizados no âmbito do V COMAR: “a mudança de postura partiu da determinação, feita pelo Comandante, no sentido de que o planejamento e a condução do EXOP fossem executados pelo Estado-Maior, e não mais pela Unidade Aérea (UAE) – nesse caso o Quinto Esquadrão de Transporte Aéreo (5º ETA) – como era de costume até então”.

 
Para cumprir tal determinação, explica o Coronel, foram executadas missões precursoras, nas cidades de Pelotas e Bagé, onde os oficiais do EM-5 levantaram as necessidades e as possibilidades, de apoio operacional e logístico, para a implementação do EXOP. Com base nessas informações, foi elaborada, pelo V COMAR, uma Ordem de Operações, contendo não só os aspectos da guerra simulada, que criaria o ambiente operacional para emprego das unidades, mas também os aspectos reais, relacionados com o apoio ao homem e à máquina.

 
Outro diferencial foi a participação intensiva do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO), garantindo a segurança dos desdobramentos do 5º ETA, inclusive com o uso de vigilância eletrônica e, também, realizando missões táticas em conjunto com a UAE.

 
Os desdobramentos realizados foram pautados nos conceitos de segurança passiva, buscando o espalhamento das estruturas de apoio no terreno, além do uso de “espaldões” de proteção, visando tão somente mostrar a dificuldade inerente em relação à proteção física de estruturas de apoio em situação de conflito.

 
Pela primeira vez, foi montada uma estrutura de tecnologia da informação, com o uso dos sistemas mais modernos existentes na Força, para o Comando e Controle do EXOP. Nessa etapa, ressalta o Chefe do EM-5, “foi fundamental a participação da Divisão de Operações da Subchefia de Operações do COMGAR. Sistemas de planejamento, de envio de ordens e recebimento de relatórios, além daqueles dedicados ao acompanhamento da situação aérea em tempo real, foram empregados de forma síncrona, permitindo um nível de avaliação ainda não experimentado, no nível do COMAR, até então”. Tudo isso, apoiado pelo 1º Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC) e o 2º Esquadrão do 1º GCC, que tem sede em Canoas.

 
O Chefe do EM-5 avalia positivamente os resultados do EXOP e destaca a relevância do exercício para atividades futuras: “Os objetivos propostos, em uma primeira avaliação, foram totalmente atingidos. No entanto, este é apenas um passo. Ainda será feita a análise pós ação, pelos responsáveis pelo planejamento e execução, para que os próximos Épsilon sejam ainda melhores”.

Militares que moram longe de suas famílias há mais de duas décadas

Militar amazonense trabalha no Pelotão Especial de Fronteira há duas décadas e só vem a Manaus em curtos períodos de férias

FLORÊNCIO MESQUITA - A CRÍTICA


A coragem de homens que escolhem deixar para trás a família e a cidade onde nasceram para defender a soberania do Brasil, em regiões isoladas revela histórias de militares que escondem por trás do rosto pintado um filho, um irmão, um ser humano que sente falta da terra natal.


Alguns permaneceram tanto tempo nos municípios, onde estão lotados, que criaram raízes por meio de histórias de amor que atenuaram a distância. Um exemplo desse tipo de militar é o sargento amazonense do Exército Daniel de Souza Bezerra, 41, que há 23 anos deixou Manaus com o desejo de cumprir a missão de ajudar a proteger as fronteiras do País. O sargento amazonense trabalha no 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) de Bonfim, Município do Estado de Roraima na fronteira com a Guiana.


O sargento Bezerra, como é chamado, em mais de duas décadas servindo no 1º PEF de Bonfim constituiu família, teve três filhos sendo que o mais velho, Samuel Santos, tem 21 anos, é também militar e tem a patente de cabo no mesmo pelotão e segue os passos do pai.


O militar amazonense mora com a esposa, Jucilene Pereira dos Santos, 38, e os filhos na própria unidade militar. Todas as famílias da Vila Militar são de sargentos oriundos de outros de Estados, alguns do do Nordeste e Sul, além, é claro, dos nortistas. “No início foi muito difícil. A saudade era muito grande para suportar. Estar longe dos parentes e da cidade que você está acostumado é dureza e tem que estar muito focado no serviço, senão, fica pior”, frisou.
 

Atenuante

Ao contrário de outros pelotões do Exército que vivem isolados, como os PEFs de Tiryós, na fronteira do Pará com o Suriname, e o de Cucuí, em São Gabriel da Cachoeira (AM); o PEF de Bonfim ainda tem ligação com Boa Vista por meio de rodovia BR-401 em um percurso de 125 quilômetros.


No entanto, Bezerra, bem como os outros militares do pelotão, só vão a Boa Vista uma vez por mês para receber o pagamento e fazer o reabastecimento de alimentos.


No período de serviço no pelotão, Bezerra perdeu os pais e viu como a distância pode ser difícil e abalar o aspecto emocional. Em mais de 23 anos, o sargento se limitou a visitar Manaus apenas uma vez por ano no período de férias.


Ele diz que o tempo não é o bastante para matar a saudade, mas é o suficiente para renovar as forças na terra natal. “É só um curto período, mas é muito necessário. Visitar a terra onde nasci é muito bom”, destacou.

Aéreas apostam alto para emplacar caças

CRISTIANE BONFANTI - CORREIO BRAZILIENSE
Enviada especial

 
Washington (EUA) – A pouco mais de um mês do fim do prazo previsto para que a presidente Dilma Rousseff escolha de qual companhia comprará 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), numa negociação estimada em R$ 10 bilhões, as três finalistas — a sueca Saab, a norte-americana Boeing e a francesa Dassault — apostam alto para ganhar o lucrativo contrato. A Boeing, que concorre com o avião Super Hornet, já desembolsou US$ 5 milhões desde 2009 na campanha para emplacar o seu caça.

 
O Super Hornet está na disputa com o Gripen, da Saab, e o Rafale, da Dassault. Nos esforços para estreitar as relações entre os governo norte-americano e brasileiro, a Boeing não só está estruturando um escritório em São Paulo, como também anunciou que, ainda este ano, instalará um centro de pesquisa e tecnologia aeroespacial no país.

 
Em outubro, a companhia norte-americana também anunciou um acordo de cooperação com a Empresa Brasileira Aeronáutica (Embraer) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para desenvolver um programa de biocombustíveis para o setor de aviação. Embora a presidente da Boeing no Brasil, Donna Hrinak, embaixadora americana no país de 2002 a 2004, negue que os investimentos tenham qualquer relação com as negociações do projeto F-X2, para a compra dos caças, a companhia dá sinais claros de que quer ganhar espaço no Brasil, que tem apresentado economia sólida no cenário mundial.

 
Segundo Dana Dacharoeden, gerente da campanha F-X2 da Boeing, as ações organizadas desde 2009 envolveram não apenas os estudos para conhecer os anseios da presidente Dilma, como também o envio de especialistas ao Brasil para conversar sobre detalhes do Super Hornet. "Também recebemos uma série de visitas de militares brasileiros para fazer testes", observou. Ele ressaltou, ainda, que, diante do destaque que o país tem conquistado na economia mundial, a empresa avalia constantemente que outros projetos podem ser implementados. Apesar do esforço, Dachroeden tem consciência de que a decisão é muito mais complicada. "A Dilma vai escolher."

 
Sem acordo
 

As negociações para a compra dos 36 caças se arrastam desde o governo Fernando Henrique Cardoso. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a declarar apoio à francesa Dassault em 2008, mas não fechou negócio. Agora, o ponto mais sensível para a presidente Dilma tem sido a transferência de tecnologia. O Palácio do Planalto quer ter acesso aos métodos e materiais de produção e ao conhecimento integral para executar todos os passos que permitam montar um caça no Brasil.
 
As concorrentes, cada uma do seu jeito, têm tentado minimizar os questionamentos de que a transferência de tecnologia será limitada, e não irrestrita, como estabelece o F-X2. Os Estados Unidos ficaram com a pecha de não cumprirem a sua palavra após terem suspendido, no início do ano, um contrato de US$ 356 milhões com a Embraer para a compra de 20 aviões de defesa Super Tucanos da fabricante brasileira. Entre os argumentos da Casa Branca para a impugnação do contrato estão o de que a preferência por um fornecedor estrangeiro impediria a criação de 1,4 mil empregos em 20 estados norte-americanos, mas a alegação não convenceu Dilma.

 
Em entrevista a jornalistas brasileiros, o governo norte-americano confirmou que não poderá ceder em um ponto considerado estratégico pela presidente. O principal secretário assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Thomas Kelly, afirmou que, embora o Brasil tenha sido incluído no "grupo de elite" dos parceiros comerciais do país, ao lado de economias como Reino Unido e Japão, os Estados Unidos não repassarão o código-fonte — que dá acesso irrestrito às informações da aeronave — do caça F-18 Super Hornet caso a Boeing vença a licitação. "O Brasil está no nível de transferência de tecnologia mais alto que podemos oferecer. Mas não fornecemos os códigos fontes a qualquer país do mundo", disse.

 
R$ 10 bilhões
 

Valor que o Brasil vai investir na compra dos 36 aviões

Cúpula da Otan sela acordo para saída de tropas do Afeganistão

David Brunnstrom e Caren Bohan - Reuters
Em Chicago (EUA)

Os líderes da Otan selaram um acordo histórico na segunda-feira para passar o controle do Afeganistão às próprias forças de segurança até meados do ano que vem, colocando a aliança ocidental em uma trajetória "irreversível" para sair de uma guerra impopular que já dura mais de uma década.

A cúpula da Otan em Chicago endossou formalmente uma estratégia apoiada pelos Estados Unidos que pede a retirada gradual das tropas de combate estrangeiras até o fim de 2014, mas deixou sem respostas questões importantes sobre como evitar que o país mergulhe no caos e a ressurgência do Taliban depois que os aliados partirem.

O encontro de dois dias entre os 28 países da aliança foi um marco na guerra. O conflito foi deflagrado pelos ataques de 11 de Setembro e já dura três governos presidenciais dos EUA, seguindo mesmo depois da morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

O presidente Barack Obama e os parceiros da Otan tentaram mostrar aos eleitores que o fim da guerra do Afeganistão já pode ser vislumbrado e aos afegãos que o país não será abandonado. O conflito tem comprometido os orçamentos dos países do Ocidente, assim como a paciência.

A decisão do novo presidente da França, François Hollande, de retirar as tropas francesas até o fim de dezembro - dois anos antes do cronograma da Otan - suscitou temores de que outros aliados também pensem em apressar a saída.

"Nossas nações e o mundo têm um interesse vital no sucesso dessa missão", disse Obama a uma sessão da cúpula sobre o Afeganistão. "Estou seguro de que podemos avançar nesse objetivo hoje e, de forma responsável, colocar um fim a essa guerra."

Em uma declaração ao final do encontro, os líderes da aliança ratificaram os planos para que a Força Internacional de Assistência à Segurança, liderada pela Otan, entregue o comando de todas as missões de combate às forças afegãs até meados de 2013 e retire a maioria dos 130 mil soldados estrangeiros até o fim de 2014.

A declaração cunhou a medida de transição "irreversível" a uma responsabilidade plena sobre a segurança pelas tropas afegãs, e indicou que a missão da Otan em 2014 deverá passar a um papel de treinamento e assessoria. "Essa não será uma missão de combate", diz o documento.

Permanecem as dúvidas, porém, sobre a capacidade das forças afegãs de se impor contra a insurgência do Taliban - incapazes de serem derrotadas pelas forças ocidentais em quase 11 anos de confronto.

Londres enviará submarino nuclear às Malvinas, diz jornal britânico

Segundo o The Sun, embarcação chegará em 14 de junho, aniversário da vitória britânica na guerra contra a Argentina

OperaMundi


O governo britânico poderá enviar ainda nesta semana um submarino nucelar, munido por um arsenal de grande potência, ao litoral das Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul. A informação foi publicada na edição deste domingo (20/05) do jornal britânico The Sun. A notícia provocou forte reação por parte de autoridades da Argentina, que afirmam que, caso essa ameaça se concretize, os britânicos estariam violando uma série de acordos internacionais.

O submarino HMS Talent, chamado pelos militares britânicos de “caçador assassino”, é equipado por mísseis Tomahawk e torpedos Spearfish, e chegaria à América do Sul no dia 14 de junho, data que marca o aniversário de 30 anos da vitória britânica na Guerra das Malvinas sobre a Argentina. Atualmente, a embarcação se encontra no porto de Simon's Town, próximo à Cidade do Cabo, na África do Sul.

O The Sun, pertencente ao conglomerado de mídia News Corporation, do magnata britânico Rupert Murdoch, publicou uma matéria provocativa, com os dizeres “Inglaterra vs. Argentina... nós levamos o submarino”.

 
A publicação cita fontes anônimas do Ministério de Defesa britânico, que asseguram que o submarino está pronto para zarpar em direção ao arquipélago, onde realizaria atividades de patrulha nos próximos meses.

“Realizamos preparativos finais na Àfrica do Sul antes de zarparmos ao Atlântico Sul. O HMS Talent patrulhará as águas das Falklands (termo como os britânicos se referem às ilhas) e fará (atividades de) vigilância. Foi para isso que ele foi construído, para defender os interesses britânicos”, disse a fonte.

A fonte acrescentou: "Há muita gente falando sobre as Falklands, mas só um lado nessa disputa tem submarinos nucleares".

O HMS Talent tem 84,5 metros de comprimento, pesa cerca de cinco mil toneladas, pode alcançar uma velocidade de 60 km/h e submerge até uma profundidade de 305 metros. Seus mísseis tem um alcance de até 60 quilômetros. Segundo o jornal, o mesmo modelo de submarino foi utilizado por tropas britânicas para ajudar os rebeldes na Líbia durante a guerra civil que derrubou o líder Muamar Kadafi.

Perguntado oficialmente pelo The Sun, o Ministério da Defesa britânico afirmou que "não cometa operações de submarinos".

Outro lado

O presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado argentino, Daniel Filmus, afirmou que, caso esse fato se confirme, o Reino Unido violaria todos os acordos da Zona de Paz do Atlântico Sul, entre elas resoluções da Assembleia Nacional das Nações Unidas. “A atitude da Defesa britânica é uma provocação não apenas para a Argentina, como para todos os países da região e do Atlântico Sul”, afirmou.

Segundo Filmus, “o Reino Unido mostra, mais uma vez, sua falta de vontade para cumprir com as obrigações” sobre a questão das Malvinas”, estabelecidas em 1965 pela Assembleia Geral e o Comitê Especial de Descolonização da ONU.

“Apesar das atitudes do Reino Unido, que desconhecem o direito internacional e o apoio de quase toda a comunidade internacional, que considera legítima a reivindicação da Argentina, seguiremos reclamando a soberania das Malvinas. E vamos procurar uma resolução através do diálogo e de vias pacíficas”, afirmou.

12 maio 2012

Ministério da Defesa da China nega iminência de guerra contra Filipinas

Governo chinês negou intenções de que esteja se preparando para iniciar conflito contra o país após rumores que chineses estariam prontos para colocar fim a impasse político

O Fluminense - Agência Brasil


O Ministério da Defesa da China negou intenções de que o país se prepara para entrar em guerra contra as Filipinas. Ambos os países disputam as Ilhas Huangyan, ao sul da China.


O anúncio foi feito depois que a imprensa estatal chinesa indicou que o país estaria pronto para um combate que colocasse fim ao impasse político com as Filipinas.

"Os artigos que indicam que a região militar de Guangzhou [sul da China], a frota do mar da China Meridional e outras unidades estão mobilizadas para preparar a guerra são falsos", informou o ministério por meio de breve comunicado.

No dia 10 de abril, duas embarcações chinesas enfrentaram um navio militar filipino para impedir a detenção de pescadores chineses acusados de trabalhar ilegalmente nas águas no arquipélago.

Região desperta interessa entre países - O atol está localizado no Mar do Sul da China em uma zona potencialmente rica em recursos naturais, como petróleo e gás natural, e faz parte de uma vasta zona que Pequim disputa com vários países como Vietnã, Japão e Malásia.

Ofensiva do Exército iemenita mata 17 integrantes da Al Qaeda

EFE

Sana, 12 mai (EFE).- O Exército iemenita lançou uma grande ofensiva contra as fortificações da Al Qaeda no sul do país, na qual morreram até o momento 17 supostos terroristas e sete soldados, informou à Agência Efe uma fonte militar.

As tropas abriram três frentes de combate para expulsar os militantes da Al Qaeda e de outros grupos terroristas das cidades de Zinyibar, Yaar e Lauder, na província de Abian.


Os enfrentamentos nestas três localidades, redutos da Al Qaeda, continuam, segundo a fonte, que informou que o Exército também está efetuando ataques aéreos.


Além disso, as tropas tentam evitar que militantes radicais de outras zonas, como a província de Shabua, cheguem a Abian para se unir aos terroristas.


Em Lauder, povoado estratégico sob o controle da Al Qaeda, os aviões militares estão lançando panfletos convencendo a população a apoiar o Exército e não os terroristas.


Horas antes, uma fonte militar confirmou à Efe que o Exército estava preparandouma operação militar e que tropas, armamento e veículos blindados chegaram nos arredores de Yaar.


A cidade é um dos enclaves da Al Qaeda e do grupo radical "Anshar al Sharia", que desde maio de 2011 controlam esta cidade e outras em Abian, como Zinyibar, a capital da província.


A ofensiva ocorre no mesmo dia em que dez supostos integrantes da Al Qaeda morreram em bombardeios efetuados por aviões não tripulados americanos nas províncias de Shabua e Marib.


A atividade da Al Qaeda no Iêmen aumentou desde que no início do ano passado começou a revolta contra o regime de Ali Abdullah Saleh, que deixou o poder em fevereiro deste ano para dar lugar ao seu vice-presidente, Abdo Rabbo Mansour Hadi.

FAB ataca e destrói pista clandestina na Amazônia

Pista clandestina usada por garimpeiros é destruída em Roraima
 FOLHA DE SP - DE SÃO PAULO 
 
Dois caças da FAB (Força Aérea Brasileira) destruíram uma pista clandestina por volta das 12h deste sábado a 218 km de Boa Vista. Segundo a FAB, a pista era usada pelo garimpeiros irregulares da região.

O local foi atingido por bombas aéreas de 230 kg. Com o impacto, crateras se formaram no solo.

A pista tinha 280 metros de comprimento e 15 metros de largura e foi descoberta pela Aeronáutica no dia 11 de abril.

Nas proximidades da pista, existem pontos de desmatamento causados pela exploração de ouro. A prática ainda causa a poluição do rio Catrimani, devido a utilização de mercúrio no processo.

Além da FAB, a ação contou com a participação da Funai, da Polícia Federal e do Exército. 


FAB/Divulgação
Caças da FAB destroem pista clandestina usada por garimpeiros na Amazônia Leia mais

OPERAÇÃO

A Operação Ágata 4 teve início no último dia 2 e já identificou dez pistas clandestinas utilizadas por garimpeiros em reservas indígenas de Roraima.

"São pistas pequenas, que ficam no meio da mata e em regiões próximas à fronteira, o que faz com que sejam difíceis de serem identificadas", afirma o tenente-coronel Mauro Belintani.

Ao todo, 8.500 militares atuam na operação, que ocorre nos 5.200 km da fronteira norte da Amazônia. Os militares monitoram uma área que vai de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, até Oiapoque, no Amapá -- faixa que engloba as fronteiras do Brasil com Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Segundo o Exército, essa é uma das maiores operações do gênero já realizadas na região.

10 maio 2012

Reino Unido é forçado a mudar modelo de caças

DA REUTERS, EM LONDRES

Os custos crescentes e os atrasos forçaram nesta quinta-feira o Reino Unido a reverter uma decisão sobre o tipo de caça que vai comprar em um programa de armas multibilionário, em uma embaraçosa reviravolta para o primeiro-ministro, David Cameron, depois de semanas de manchetes ruins.

O Reino Unido vai agora optar pelo jato modelo F35 JSF (Joint Strike Fighter), construído pela empresa norte-americana Lockheed Martin, a escolha original do governo trabalhista anterior e que o gabinete de Cameron já havia descartado como inadequada.

A nova aeronave decola verticalmente e não necessita que uma catapulta e cabos desaceleradores sejam montados em porta-aviões britânicos. O governo disse que o custo de conversão dobrou para 2 bilhões de libras (US$ 3,2 bilhões) desde as estimativas iniciais de uma revisão militar abrangente em 2010.

O Reino Unido atualmente não tem porta-aviões e está esperando a entrega de dois novos navios.

"A decisão sobre os porta-aviões em 2010 era certa na hora, mas os fatos mudaram e, portanto, também deve mudar a nossa abordagem", disse o secretário de Defesa, Philip Hammond, em comunicado.

"Esse governo não vai perseguir cegamente projetos e ignorar o crescimento dos custos e atrasos", acrescentou.

A Revisão de Segurança e Defesa Estratégica de 2010 pretendia definir o rumo para a defesa até 2015, colocando ordem em um Ministério da Defesa amplamente criticado por agências reguladoras e outros por seus programas de armas caóticos e caros.

No entanto, os críticos chamaram a revisão de apressada e guiada pelos custos, feita por um governo ansioso para cortar gastos públicos para enfrentar um déficit orçamentário recorde.

05 maio 2012

ÁGATA 4 - Força Aérea inicia operações na região Norte do país

CECOMSAER

A partida da Balsa do Hospital de Campanha (HCAMP) na terça-feira (1/05) marcou o início das missões da Força Aérea Brasileira (FAB) na Operação Ágata 4, realizada na região norte do país. Na megaoperação, da qual participam de mil militares da FAB, uma das principais missões será o patrulhamento do céu da região em busca de voos ilícitos e de pistas clandestinas utilizadas pelo narcotráfico.

04 maio 2012

Seguridade regulamenta licenças maternidade e paternidade para militares

Jornal da Câmara

Foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família o Projeto de Lei 5896/09, do Executivo, que regulamenta as licenças maternidade e paternidade para os militares das três Forças Armadas. A proposta incorpora o direito à licença para pais adotantes e a licença-maternidade opcional de 60 dias, aprovada pela Câmara em 2008 e que já está regulamentada para as servidoras do Executivo. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

 
A relatora na comissão, deputada Erika Kokay (PT-DF), defendeu a aprovação da proposta, mas apresentou duas emendas. A primeira delas corrige “a suposta inexatidão” de um artigo que diz respeito à possibilidade do tempo de serviço da militar temporária terminar enquanto estiver em licença-gestante ou à adotante. Se isso ocorrer, a emenda garante que o tempo de serviço adicional cumprido conte para todos os fins de direito, exceto para caracterização de estabilidade.

 
A outra emenda aprovada pela comissão estabelece que ato do Poder Executivo também vai disciplinar a concessão das licenças à gestante – o projeto original já prevê esse ato para a licença de militar adotante, de casos de gravidez de risco e da licença-paternidade.

 
A relatora também retirou do artigo que trata desse assunto a previsão de que o ato do Executivo indicará “as localidades vedadas às militares gestantes”. Erika Kokay quis afastar o risco de que, no futuro, quando eventualmente for conveniente a uma militar gestante ou adotante a remoção para determinada localidade, isso não seja possível “por falta de expressa autorização legal”.

02 maio 2012

Ministério da Defesa deflagra 'Operação Ágata 4' em área de fronteira entre o Amazonas e o Amapá

A área de atuação abrange uma faixa de 150 km desde a localidade de Cucuí, no Amazonas, até a cidade de Oiapoque, no Amapá
 
ANA CAROLINA BARBOSA - A CRÍTICA 


O Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), Exército e Aeronáutica, deflagrou, nesta quarta-feira (2/05), a “Operação Ágata 4”, que seguirá por, pelo menos, três semanas, abrangendo 150 quilômetros de faixa de fronteira do Brasil, indo da localidade Cucuí, no Amazonas, até a cidade de Oiapoque, no Amapá. Além desses estados, outros dois estão neste perímetro e farão parte da área de abrangência: Roraima e Pará, informou a assessoria da FAB.

De acordo com a assessoria, só a FAB mobilizou mais de mil para a operação. Eles terão à disposição 19 aeronaves - entre elas o A-29 (Super Tucano), R-099 (aeronave de alerta e controle aéreo), Amazonas C-105, além de helicópteros – que farão a segurança de 77 mil quilômetros quadrados, uma área, por exemplo, maior que Portugal e Espanha, a qual será esquadrinhada pela FAB em ações de patrulhamento do espaço aéreo e reconhecimento armado.

Ao todo, são mais de 5 mil quilômetros na fronteira do Brasil com quatro países: Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Em linha reta, a faixa de fronteira coberta é equivalente à distância entre São Gabriel da Cachoeira (AM) e Belo Horizonte (MG).

Pistas clandestinas

O trabalho permitirá, por exemplo, que aeronaves suspeitas no território brasileiro sejam interceptadas, e até a destruição por bombardeio de pistas clandestinas que estejam sendo usadas, porventura, para facilitar a entrada de drogas no País. Também estão sendo desenvolvidas operações de apoio às comunidades, como o transporte de médicos para as regiões mais afastadas das capitais de modo a atender a população ribeirinha.

Amanhã (03/04), homens da FAB acompanharão técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a realização de vistorias em aeronaves e aeródromos na região da operação. Na ocasião, serão verificadas as condições dos aviões utilizados, se são homologados e se passaram por inspeções e manutenção recentemente. Os pilotos também passarão por avaliação de modo a levantar os que estão com a documentação e os exames necessários para o exercício da profissão atualizados.

Objetivo

A “Operação Ágata 4” tem por objetivo fortalecer a presença das Forças Armadas e do Estado nas fronteiras e evitar que o território brasileiro seja utilizado por criminosos, seja para contrabando, descaminho, tráfico de drogas, armas e pessoas – algumas situações que terão a atenção especial dos militares.

Também participam da ação a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre outros órgãos de governo, que estão deslocados para a região para fazer o acompanhamento por terra e via fluvial e realizar, ainda, a vigilância agropecuária.

Está à frente da operação o comandante Militar da Amazônia (CMA), general Eduardo Dias Vilas Bôas. A equipe de acrítica.com tentou contato com a assessoria do CMA, mas não obteve sucesso.

Ministério da Defesa inicia Operação Ágata 4 com efetivo de 8,5 mil militares na região Norte

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


Manaus, 02/05/2012 – Com a participação de 8,5 mil militares e uma centena de agentes civis, o Ministério da Defesa deu início na manhã desta quarta-feira à Operação Ágata 4 – a maior ação conjunta das Forças Armadas – na região Norte, na fronteira com Venezuela, Suriname, Guiana Francesa e Guiana. Nas próximas semanas, tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com a participação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública, entre outros, estarão patrulhando uma área de cinco mil quilômetros entre a foz do Rio Oiapoque ao município de Cucuí, no estado do Amazonas.


Desta vez, a Ágata será executada a partir do Comando Militar da Amazônia (CMA) e terá, como nas edições anteriores, ações de cunho social, uma vez que a população ribeirinha enfrenta problemas com as cheias do rio Negro e seus afluentes. Ontem (1º), um hospital de campanha da Força Aérea zarpou do 7º Comando Aéreo Regional (Comar) para prestar atendimento aos moradores do distrito de Moura e do município de Barcelos, na região metropolitana de Manaus. Montado numa balsa, o hospital tem capacidade de atender entre 350 e 400 pacientes por dia.

Sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), a Operação Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho do ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. Em 2012, a presidenta autorizou a realização de três edições da operação.

O vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, devem visitar pontos da Ágata dentro dos próximos dias. No âmbito do PEF, existem duas mobilizações de patrulhamento da fronteira: a Ágata, de caráter pontual, com data marcada para começo e término; e a Operação Sentinela, comandada pelo Ministério da Justiça, que constitui uma ação de caráter permanente nas divisas do Brasil com os países sul-americanos.

Ágata 4


A partir de estudos detalhados, o EMCFA decidiu realizar a quarta edição da Operação Ágata numa área que abrange os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. Militares e civis buscarão alvos como garimpos irregulares, pistas clandestinas, ações de madeireiros, tráficos de drogas e pessoas, bem como demais crimes contra o meio ambiente.

Ontem, as equipes que participam da missão se reuniram na sede do CMA. Coube ao general-de-brigada Franklimberg Ribeiro de Freitas, chefe do Centro de Operações do CMA, dar as diretrizes para o início da operação. Segundo relato do general, essa edição da Ágata vem sendo elaborada nos últimos meses com a participação de entidades militares e civis. No desenrolar da operação, oficiais da França, da Venezuela e dos demais países da região de fronteira atuarão como observadores das missões.

“Estamos efetivamente prontos para o início da operação. Atuaremos de forma integrada com as demais forças e entidades participantes”, anunciou Franklimberg.

Em seguida, foram repassadas instruções operacionais, bem como a divulgação do cronograma da missão. Depois, o chefe do Comando Militar da Amazônia, general-de-exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, deu ênfase à transparência da operação e afirmou que o comando da Ágata 4 vai privilegiar a divulgação das ações e seus resultados na mídia nacional, regional e local.

Outra ação do general Villas Bôas ocorre nesta quarta-feira, na sede do CMA, com a participação de entidades representativas da sociedade da região amazônica. Foram convidados o governador Omar Aziz; o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes; parlamentares; empresários; e dirigentes sindicais para uma reunião que tem por objetivo apresentar a Operação Ágata 4.

Hospital de campanha

Além da presença militar nas fronteiras, a Operação Ágata 4 tem previstas ações sociais. Ontem, o hospital de campanha da Força Aérea Brasileira (FAB) deixou o píer do 7º Comar e se deslocou para o município de Barcelos, a 490 quilômetros de Manaus. Até 9 de maio, uma equipe de 38 profissionais do serviço médico atenderá moradores nas especialidades de clínica médica, ginecologia, geriatria, pediatria, odontologia, ortopedia e dermatologia. O hospital tem condições de realizar exames de raio-X, ultrassonografia e hemogramas. Os resultados são fornecidos de imediato.

“Caso sejam comprovadas doenças mais graves, os pacientes serão encaminhados a centros médicos de Manaus”, afirmou o tenente-coronel médico Roberto Thury, comandante do hospital de campanha. Ele informou que os equipamentos já foram usados em tragédias no Haiti e México, além do Paraná e Rio de Janeiro, nas enchentes mais recentes.

O comandante do 7º Comar, major-brigadeiro-do-ar Nilson Carminati, disse durante a solenidade de lançamento do navio-hospital que a integração do equipamento será de grande utilidade para as populações situadas nas regiões mais vulneráveis, onde predomina a ausência de assistência médica.

Além do hospital montado numa balsa, a Força Aérea Brasileira (FAB) emprega na Ágata 4 os seguintes equipamentos:

• aviões de alerta aéreo antecipado E-99, que utilizam radares para localizar voos clandestinos;

• caças A-29 Super Tucano capazes de perseguirem e interceptarem voos clandestinos e, desse modo, fazem com que as aeronaves pousem em locais determinados pela FAB;
• aviões de sensoriamento remoto R-99 que utilizam os modernos sensores para localizar pistas clandestinas utilizadas pelo narcotráfico;
• helicópteros H-60 Black Hawk podem decolar com equipe de medidas de controle de solo, especialmente treinada para deter tripulantes de voos ilícitos e preservar provas até a chegada da Polícia Federal;
• radares que se posicionam em pontos estratégicos na função de vasculhar os céus da fronteira em busca de aeronaves suspeitas.

Enchente no Amazonas


A Ágata 4 acontece no instante em que as cheias do rio Negro desalojam moradores na região metropolitana de Manaus e mais 24 cidades do Amazonas. Ontem, no bairro Educandos, na capital amazonense, moradores reclamavam da falta de atendimento. Numa das vielas, a doméstica Ângela Maria Magalhães Moreira contou que teve que abandonar um barraco de madeira com o marido e sete filhos porque a água invadiu a moradia.

O rio atingiu a cota de 29,20 metros, quase 54 centímetros para repetir as cheias de 2009, a maior tragédia nessa região. A funcionária autônoma Suelen Patrícia do Rego Silva – que se alojou com o marido e dois filhos na casa de vizinhos – queixa-se do fato de não poder trabalhar, pois tem de manter a vigília para não perder os móveis e eletrodomésticos.

Nascida nessa comunidade há 66 anos, Vitória Estevam da Silva contou que o lugar sempre teve problemas com as cheias. Ela lamenta a falta de empenho das autoridades. No momento, Vitória espera que a mobilização da Ágata 4 possa chamar a atenção para as necessidades da população e resolver por completo o estado de calamidade dos moradores.

Máquina de guerra usada por vilão contra James Bond vai a leilão na internet

Do UOL, em São Paulo

O Sea Shadow inspirou o impressionante navio de guerra do filme "007-O amanhã nunca morre" e será leiloado pela internet
O Sea Shadow inspirou o impressionante navio de guerra do filme "007-O amanhã nunca morre" e será leiloado pela internet

Isso é o que se pode chamar de oportunidade única na internet. Principalmente para fãs de James Bond, que agora podem comprar uma das armas de guerra mais impressionantes enfrentadas pelo agente secreto: o barco stealth (que navega sem ser detectado por radares) comandado por Stamper, capanga do magnata da mídia Elliot Carver, no filme "007-O amanhã nunca morre", de 1997.

A máquina destrutiva que deu tanta dor de cabeça ao agente mais famoso do cinema foi inspirada em um navio real, o ultrasecreto Sea Shadow, construído nos anos 1980 pela Marinha dos Estados Unidos por US$ 190 milhões (cerca de R$ 359 milhões).


A boa notícia é que essa maravilha da engenharia bélica está à venda pela bagatela de cerca de US$ 100 mil (cerca de R$ 190 mil), lance mais alto feito até o momento por internautas no site da GSA Auctions, que reúne raridades militares.


Para participar da "disputa" para ter o Sea Shadow é preciso desembolsar de imediato US$ 10 mil (cerca de R$ 18,9 mil), valor de um depósito inicial. Mas é preciso ser ágil como Bond: a prazo para os lances se encerra nesta sexta-feira (4).


A máquina foi desenhada para duras batalhas, mas nunca chegou a participar de guerras nos mares. A Marinha encomendou o navio, usando-o apenas para testes de novas tecnologias.


Ótimo estado

Em outras palavras, o Sea Shadow não tem arranhões e está em ótimo estado de conservação.

Bom, pelo menos a sua carcaça. Quem levar o "brinquedinho" para casa não poderá se aventurar pelos oceanos em defesa de boas causas e para combater os vilões do mundo. O navio --de 563 toneladas-- está sendo leiloado como sucata, mas quem se importa com este detalhe?


Afinal, trata-se de uma arma de guerra domada por Bond, James Bond.

01 maio 2012

Alunos da Força Aérea Americana (USAF) participam de intercâmbio no Brasil

Alunos da Força Aérea Norte-Americana no IPEV

DCTA

O Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) recebeu (23 a 27/04) a visita dos alunos e instrutores da United States Air Force Test Pilot School (USAF TPS), unidade de formação em ensaios em voo da força aérea americana. O objetivo principal do encontro foi proceder a avaliação sumária da aeronave A-29B “Super Tucano” por parte dos futuros pilotos e engenheiros de prova, como exercício final do curso de formação da escola americana.

 
O intercâmbio conduzido, no IPEV, pela Divisão de Formação em Ensaios em Voo (EFEV), prevê ainda voos de avaliação qualitativa nas aeronaves AT-26 Xavante, C-97 Brasília e Embraer Phenom 300. Dentro da estrutura do IPEV, a EFEV é responsável pela formação dos pilotos e engenheiros de ensaio para as Forças Armadas brasileiras.

 
Anualmente, a EFEV apoia a formação de pilotos e engenheiros de ensaio da Força Aérea Americana, recebendo seus instrutores e alunos para o exercício denominado “Capstone Visit”. Nesta atividade, os alunos da USAF TPS aplicam os conhecimentos adquiridos durante um ano, para avaliarem o desempenho, as qualidades de voo e os sistemas embarcados de uma aeronave ainda não voada no curso.

 
A EFEV é a escola brasileira de ensaios em voo reconhecida internacionalmente pela Society of Experimental Test Pilots (SETP). Atualmente no mundo apenas EUA, França, Inglaterra, Índia e Brasil possuem escolas de ensaio em voo com reconhecimento internacional.

 
Nesta troca de experiências, o IPEV contou, também, com o apoio da EMBRAER que se propôs a disponibilizar o Embraer Phenom 300 para voos com os visitantes.

FAB estuda substituir os 'sucatões'

Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos
 
O Comando da Aeronáutica enviou, há cerca de um mês, um pedido formal de informações às empresas Airbus, Boeing e Israel Aerospace Industries (IAI) com vista à compra de novos aviões para a presidência da República.

 
As informações enviadas pelas empresas, segundo a Aeronáutica, vão subsidiar o processo de aquisição das aeronaves que irão substituir os atuais Boeing 707, nas missões de transporte intercontinental da presidência, transporte logístico e reabastecimento em voo. A Força Aérea Brasileira (FAB) possui quatro modelos Boeing 707, mas o processo em estudo prevê a compra de dois, segundo o Valor apurou.

 
A ideia de substituição dos Boeing 707, conhecidos como sucatões, ganhou força no alto escalão do governo nos últimos dois meses, devido a presidente da República requerer uma aeronave apta a fazer voos internacionais sem escalas, oferecendo maior conforto e segurança em suas viagens de trabalho.


Uma fonte que acompanha o processo explicou que por questão de doutrina e segurança, a viagem de um chefe de Estado é sempre feita com dois aviões. Se acontece algum problema, existe um avião reserva. Além das inúmeras paradas técnicas para reabastecimento, as viagens da presidente Dilma no A319 costumam ser acompanhadas do jato Embraer 190, mas o alcance máximo da aeronave é de 8.300 km.
 
Um avião de alcance maior, da ordem de 15 mil km, na classe do A330 MRTT (Multi Role Tanker Transport), que também pode oferecer uma configuração VIP, ou do Boeing 767 estaria sendo estudado para atender o transporte intercontinental da presidência. Para viagens internas, o governo já usa dois Embraer 190.

 
O avião A319 atualmente em operação para a presidência, apelidado de Aerolula, custou US$ 56,7 milhões. Já a aeronave A330-200, que estaria cogitada, não sairia por menos de US$ 208,6 milhões (preço de tabela).

 
A israelense IAI não é fabricante de aeronaves de grande porte, mas faz uma espécie de customização de aviões usados, sobretudo o Boeing 767, conforme especificações do cliente. É uma opção que a FAB também analisa, pois sairia mais em conta - entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões. 


Essa alternativa foi adotada recentemente pelo governo da Colômbia. O Valor procurou o representante da IAI no Brasil, mas teve retorno.
 
O Valor apurou que a Boeing fez uma oferta alternativa ao governo brasileiro, de dois aviões 767 usados, até que a nova versão "tanker" da fabricante, que está em fase final de desenvolvimento para a Força Aérea Americana seja entregue. A assessoria de imprensa da Boeing no Brasil disse que a companhia não teria nada a comentar sobre o assuntos de novo avião presidencial brasileiro.

 
Da década de 60, os quatro Boeing 707 da FAB operam atualmente de forma precária, fazendo transporte logístico e de reabastecimento em voo. Os sucatões, que antes operavam no Grupo de Transporte Especial (GTE), em Brasília, atendendo a presidência, foram transferidos no ano passado para o Segundo Esquadrão Corsário, do Segundo Grupo de Transporte da FAB, localizado na base do Galeão, no Rio de Janeiro.

 
Os sucatões têm quatro motores e capacidade para transporte intercontinental. "O grande problema é que eles já estão em fase final da vida operacional e vem apresentando diversos problemas técnicos, além de não poderem pousar em alguns países, devido às restrições de ruído e de poluição", disse uma fonte da Aeronáutica.

 
Ainda segundo essa fonte, eles têm custo de manutenção muito alto, porque muitas peças já não são mais fabricadas e quase sempre apresentam problemas em voo. Para se ter uma ideia, um avião da classe do "Aerolula" leva, em média, 10 dias para fazer uma inspeção estrutural profunda, enquanto que uma revisão similar no sucatão demoraria até 18 meses.

 
A Airbus não quis se pronunciar sobre o assunto, porque, segundo sua assessoria, a companhia é obrigada a respeitar o pedido de sigilo do cliente - no caso, a FAB. Qualquer informação sobre a evolução do RFI (pedido de informação feito pela FAB), segundo o diretor de marketing da divisão de jatos corporativos da Airbus, David Velupillai, teria que vir da própria FAB.

 
Ele comentou, no entanto, que o fato de o governo brasileiro já ter um jato corporativo da empresa para a presidência, o ACJ 319, traz a vantagem da comunalidadade (semelhança de sistemas), que ajuda a reduzir custos de manutenção e de treinamento, além de facilitar o processo de transição de uma aeronave para outra.

Além do Brasil, na América do Sul os jatos da Airbus também são usados pela presidência da Venezuela. Outros países que tem jatos da companhia são França, Itália, Alemanha, República Tcheca e Emirados Árabes Unidos, além de clientes que preferem não divulgar a informação.

 
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informou que o andamento da análise feita a partir das informações enviadas pelas empresas determinará as características intrínsecas do novo avião. "Somente após esta fase será possível estimar a viabilidade de a aeronave cumprir as missões de transporte especial, reabastecimento em voo e o seu custo, considerando a prática do mercado internacional".

 
O processo de aquisição das novas aeronaves, segundo o Cecomsaer, está na fase de viabilidade, etapa na qual são compiladas todas as informações necessárias.

Capitão do Exército fura bloqueio da Lei Seca e derruba PM

Com documentos vencidos e outras irregularidades, militar perdeu 24 pontos na carteira
 
Isabel de Araújo - O Globo

 
RIO - O capitão do Exército Edmar Tadeu de Souza Pereira foi detido na madrugada deste domingo depois de furar um bloqueio da Operação Lei Seca e derrubar um policial militar que atuava em uma blitz na Estrada do Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ao ser abordado por agentes da operação, Pereira acelerou o carro e atingiu o policial com o retrovisor do carro. Na nota divulgada pela assessoria de imprensa do Governo do Estado, consta que o policial foi atropelado.

 
O policial não sofreu ferimentos, mas deve fazer exame de corpo e delito nas próximas 72 horas.

 
Já o militar foi detido pelos policiais que compunham a operação. Ele foi encaminhado para a 21ª DP (Bonsucesso) e autuado por desobediência. Seu caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), o que é normal para casos considerados pouco ofensivos.

 
Além de furar o bloqueio, Pereira se negou a realizar o teste do bafômetro. Ele estava com a carteira de habilitação vencida e não portava os documentos do carro. O motorista foi punido pelas quatro infrações, o que acarreta perda de 24 pontos na carteira. Segundo o Detran, o direito de dirigir é suspenso após a perda de 20 pontos. O capitão do Exército também terá que pagar quatro multas, no valor de R$ 1.393,48.

 
As infrações cometidas pelo militar são: se recusar a fazer o teste do etilômetro, o que acarreta em perda de sete pontos na carteira e multa de R$957,70; transpor o bloqueio, o que é uma infração gravíssima e também lhe custou sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54; estar com a carteira de motorista vencida, outra infração gravíssima, com perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54; e não estar com a documentação obrigatória do veículo, o que leva à perda de 3 pontos na carteira e multa de R$53,20.

 
O carro foi levado para o depósito público.

Amorim diz que orçamento da Defesa no Brasil deveria ser equivalente ao dos BRICS

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


Brasília, 26/04/2012 – O orçamento para a Defesa no Brasil deveria ser equivalente aos dos países que compõem o bloco BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A colocação foi feita pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, na manhã desta quinta-feira.


“Se queremos falar como um dos BRICS, nosso orçamento de defesa vai ter que chegar à média dos orçamentos deles”, afirmou Amorim a parlamentares. Segundo o ministro, esta não é só uma questão de governo, mas da sociedade, “que tem que entender que esses investimentos são importantes.”

Segundo dados apresentados por ele, enquanto o Brasil investe cerca de 1,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, os demais países do bloco investem 2,4% do PIB, aproximadamente.

Celso Amorim foi ao Senado para falar sobre a “situação das Forças Armadas no cenário atual e futuro”, a convite do presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTB-AL). Durante sua exposição, tratou de temas como cooperação com parceiros sul-americanos, proteção das fronteiras, modernização dos equipamentos militares e incentivos à indústria de defesa.

Especificamente sobre orçamento, o ministro Amorim afirmou que houve avanço no repasse de recursos, mas que eles ainda são insuficientes para fazer frente às demandas do setor de defesa brasileiro. De acordo com ele, entre 2002 e 2003, o orçamento girava em torno de R$ 45 bilhões e, em 2012, chegou a R$ 65 bilhões.

Durante a audiência, Amorim falou também da importância de se aprofundar os já “altos níveis de confiança” com os países vizinhos na América do Sul. “Devemos criar um cinturão de boa vontade ao redor do Brasil”, disse ele. “Com uma vizinhança pacífica e próspera, seremos capazes de seguir projetando nossa presença em outras regiões do globo.”


Celso Amorim iniciou a exposição frisando que a realidade brasileira hoje difere da do período em que ocupou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) no governo Itamar Franco. Naquela época, conforme explicou, os Estados Unidos entendiam que o papel das Forças Armadas de países sul-americanos era cuidar de assuntos como combate às drogas e criminalidade, mas hoje essa posição mudou.

Em reunião realizada nesta semana com o secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, houve o reconhecimento da legitimidade do Brasil, como nova força global, de promover investimentos militares. Isso, na opinião de Amorim, demonstra a moderna percepção internacional que se tem do país. “Se algum estadista viesse a criar o G-7, não deixaria o Brasil de fora”, reforçou o ministro.

Blocos de perguntas

A audiência na comissão durou cerca de três horas. Após a leitura dos comunicados, o senador Collor fez um relato sobre o tema da reunião e solicitou que Amorim fizesse a exposição. O ministro iniciou o discurso destacando o amadurecimento da democracia brasileira, que hoje trata “com desassombro” questões cruciais como sua estratégia de defesa, o papel e a configuração de suas forças armadas, e o controle popular do emprego de seu poder militar.

Num dos blocos de perguntas, o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) indagou sobre os preparativos para o lançamento do satélite geoestacionário brasileiro, que será usado pelas Forças Armadas e para a ampliação da oferta de internet banda larga no país. Ele foi informado pelo ministro da Defesa que a previsão de lançamento do equipamento é para o ano de 2014. De acordo com Celso Amorim, o Ministério das Comunicações está à frente da iniciativa, mas a Defesa terá participação ativa, inclusive indicando um membro no conselho da empresa a ser criada para coordenar o projeto.


Já o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) quis saber a respeito da utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), especialmente para a segurança nas fronteiras. Amorim disse que já há projetos em andamento – não apenas pela Força Aérea Brasileira – e que o desenvolvimento desses equipamentos é “uma prioridade do governo brasileiro.”

Na audiência, a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) defendeu o fortalecimento da atuação das Forças Armadas na Amazônia. Já o senador Aníbal Diniz (PT-AC) ressaltou a “necessidade premente” de novas bases militares na Amazônia, onde o tráfico de drogas tem se convertido, segundo observou, em uma “ameaça permanente a índios isolados.” O parlamentar reforçou também a necessidade de o país aumentar os investimentos no setor de defesa, merecendo a concordância do ministro.

Outro tema trazido à tona na audiência foi o dos vencimentos dos militares. Coube ao senador Roberto Requião (PMDB-PR) indagar Amorim sobre o assunto, propondo, inclusive, uma audiência exclusiva para tratar da questão. O tema também foi abordado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Segundo Amorim, há uma “sensibilidade real” do governo, que já iniciou estudos para tratar da questão. Para ele, “o elemento humano é absolutamente fundamental” para o bom desempenho das atividades militares – e isso implica a valorização, pela sociedade, da carreira militar, que tem demonstrado altíssimo grau de profissionalização.

No decorrer da audiência, Celso Amorim solicitou a participação do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi; dos comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; e do chefe do Estado-Maior da Armada (EMA), almirante Fernando Eduardo Studart Wiemer.


Nas considerações finais, o senador Collor observou, num discurso similar ao do ministro Amorim, que as necessidades de defesa do Brasil aumentam ao mesmo tempo em que cresce o peso internacional do país. Segundo o parlamentar, “soberania é uma palavra chave.” “E a soberania está diretamente relacionada à capacidade operacional das Forças Armadas. Nossa diplomacia é competente, mas estamos em um estágio em que precisamos ter uma força de dissuasão que seja visível para o resto do mundo”, afirmou Collor.