28 agosto 2012

Força Aérea israelense ataca pontos em Gaza em resposta a disparos

EFE
Em Gaza

Aeronaves da Força Aérea israelense atacaram durante a madrugada desta terça-feira (28) vários pontos no norte e no sul da Faixa de Gaza em resposta ao disparo de foguetes por milícias palestinas contra o território de Israel.

De acordo com fontes de segurança e testemunhas, caças F-16 dispararam pelo menos seis projéteis contra três locais pertencentes a milícias no norte e no sul da faixa, provocando explosões que puderam ser ouvidas a vários quilômetros.

As testemunhas precisaram que os alvos destes ataques eram antigos postos de controle que milicianos do Hamas usavam no norte de Gaza.


Os ataques deixaram duas pessoas levemente feridas, informaram fontes médicas locais.


O Exército israelense confirmou, por sua vez, que atacou "dois pontos terroristas usados para a produção e o armazenamento de armas no norte da Faixa de Gaza" e sustentou que a ação se tratou de "uma resposta aos contínuos ataques com foguetes sobre território israelense".


Além disso, a nota assegura que o Exército israelense "não irá tolerar nenhuma tentativa de atingir cidadãos ou soldados, e continuará agindo contra qualquer pessoa que utilizar o terror contra Israel".

Vídeo mostra helicóptero em queda na Síria

Band

Rebeldes sírios derrubaram um helicóptero do exército durante um conflito. Um vídeo divulgado na internet mostrou a aeronave em chamas caindo.

Brasil e França voltam a discutir em novembro venda de aviões de caça

Renata Giraldi
Da Agência Brasil, em Brasília

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, deve desembarcar com uma comitiva em novembro, em Brasília. A ideia é manter uma série de reuniões com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e várias autoridades. Os franceses mantêm com os brasileiros uma parceria estratégica na área de defesa e querem intensificar os acordos bilaterais. A atenção está voltada principalmente para a venda de 36 aviões de caça.

As aeronaves serão utilizadas pelo Brasil para a renovação da frota da FAB (Força Aérea Brasileira). A compra dos caças tem sido negociada com a empresa francesa Dassault, a sueca Saab e a norte-americana Boeing. A questão sobre qual das empresas será o fornecedor para o Brasil está em aberto desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Também deve ser pauta de discussão, na visita de Le Drian ao Brasil, a construção de quatro submarinos e a venda de 50 helicópteros franceses, com base em projetos de parceria estratégica, além da conclusão da ponte sobre o Rio Oiapoque, que liga o Amapá à Guiana Francesa.

Os ministros das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e do Brasil, Antonio Patriota, conversaram hoje (27), em Paris, sobre temas bilaterais e multilaterais do cenário político e econômico. Mas, segundo Patriota, as questões específicas sobre defesa serão tratadas por Amorim na reunião com Le Drian, em novembro.

Em junho, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, conversaram no Rio de Janeiro, durante intervalo dos debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No cargo há três meses, Hollande enfrenta o desafio de atender às expectativas daqueles que viram nele o candidato da mudança e o presidente que se aproxima da população – temas principais de sua campanha eleitoral.

16 agosto 2012

Israel pode desencadear uma guerra relâmpago contra o Irã

Correio do Brasil
Por Redação, com La Repubblica - de Jerusalém

Um ataque cibernético para derrubar a internet, comunicação de rádio e televisão. Tudo para que o Irã não possa saber o que acontece dentro de suas fronteiras e permitir a Israel desencadear uma guerra relâmpago.

No documento publicado por Richard Silverstain em sua página na internet, uma das mais respeitadas do mundo, também são identificados alguns alvos sensíveis. Incluindo o “reator nuclear de Arak, que se destina a produzir plutônio. Então a instalações de produção de combustível nuclear em Isfahan e a plantação de Fordow” afirma o jornalista israelense.

Além disso, ele revela a preparação de barragem com centenas de mísseis de cruzeiro “contra centros de pesquisa e desenvolvimento e residências do pessoal do desenvolvimento nuclear e de mísseis. A segunda etapa envolve o uso de satélite azul e branco para tornar mais fácil a marcha das tropas terrestres. Nesta fase usaria armas electrónicas, cuja existência não é sequer a conhecer aos nossos aliados norte-americanos.

O ex-ministro da Defesa israelense Matan Vilnai disse que Israel tem preparado o povo para um possível conflito que poderia durar 30 dias em várias frentes simultaneamente.

– Não há razão para histeria. Quando se sai na frente, é importante estar preparado – diz o ministro.

“Posso garantir à mais alta autoridade que agora todo mundo sabe exatamente o que fazer”, acrescentou, referindo-se à divisão de tarefas entre as diversas instituições responsáveis ​​pela proteção civil, no que respeita à concentração da população fora da zona de combate durante a guerra .

Segundo Vilnai, “Israel tem preparado um cenário de guerra de 30 dias em várias frentes que poderia resultar em cerca de 500 mortes”. Ele também afirmou que existem kits contra ataques químicos e bacteriológicos disponíveis para mais de metade da população israelense. O exército, entretanto, está testando um sistema de alerta para mensagens de texto destinado a avisar as pessoas em caso de ataques de mísseis.

15 agosto 2012

Teste com jato hipersônico nos EUA falha e aeronave cai no mar

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O teste militar americano do jato hipersônico Waverider terminou prematuramente nesta quarta. A aeronave não-tripulada caiu no Oceano Pacífico após uma falha em seu leme, dispositivo essencial para o controle da máquina.

O experimento com o Waverider era ansiosamente aguardado, já que ele foi construído para ser capaz de voar na velocidade Mach 6, que corresponde a seis vezes a da velocidade do som (que é de aproximadamente 340 metros por segundo ou 1.224 quilômetros por hora).

Em uma aeronave comercial, o Mach 6 permitiria que o trajeto de Londres a Nova York fosse completado em menos de uma hora.

No entanto, o objetivo dos testes do Departamento de Defesa com o Waverider tinha fins bélicos: o desenvolvimento de uma nova geração de mísseis super-rápidos.

26.mai.10/France Presse
Teste com jato hipersônico nos EUA falha e aeronave cai no mar
Teste com jato hipersônico nos EUA falha e aeronave cai no mar

FALHA

O problema com o leme foi identificado 16 segundos após a aeronave acionar um foguete que aumentaria sua velocidade, disse as Forças Aérea americanas em um comunicado.

A partir disso, a nave perdeu seu controle devido a uma "falha no controle do leme".

O jato caiu no Oceano Pacífico, próximo a Point Mugu, no noroeste de Los Angeles.

12 agosto 2012

Forças sírias e rebeldes entram em combate no centro de Damasco

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Beirute

Forças leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, entraram em confronto neste sábado com rebeldes no centro da capital, Damasco, perto do Banco Central sírio, disseram moradores e a TV estatal.

Os combates começaram depois de uma explosão e pareciam estar se disseminando, segundo uma moradora, que pediu que seu nome não fosse divulgado, por medo de ser presa.

“- A explosão foi enorme. Houve luta na última meia hora ao longo da Rua Paquistão. Estou bem perto da área. Você consegue escutar? – perguntou ela, enquanto se ouvia um forte estrondo.

A TV estatal informou que “terroristas” — termo usado para tratar dos combatentes da oposição — tinham explodido uma bomba em Merjeh, uma área perto do banco central. “Eles estavam “atirando a esmo para semear o pânico entre os cidadãos”, segundo a emissora. “As autoridades estavam perseguindo os grupos “terroristas”, acrescentou.

Desde o início do levante contra Assad, há 17 meses, o centro de Damasco praticamente não vinha sendo afetado pelo conflito.

05 agosto 2012

Forças sírias investem contra linha de frente rebelde

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Aleppo

Um helicóptero do Exército sírio fez disparos de metralhadora e soldados atacaram posições dos rebeldes em Aleppo neste sábado, segundo uma testemunha da agência inglesa de notícias Reuters, numa tentativa de romper a linha de frente dos insurgentes em um campo de batalha de um bairro da cidade, a maior da Síria.

Antes, no início do dia, forças sírias entraram em confronto com os rebeldes no entorno da sede da estação de rádio e TV de Aleppo, disseram ativistas, e um comandante local dos insurgentes afirmou que seus combatentes estavam se preparando para uma ‘forte ofensiva’ das tropas do governo na cidade.

Tropas sírias apoiadas por blindados tomaram o último bastião rebelde na capital, Damasco, na sexta-feira, em uma ação para esmagar uma ofensiva dos insurgentes iniciada com um atentado que matou, dias atrás, quatro das principais autoridades da área de segurança no governo do presidente Bashar al-Assad.

O ataque prosseguia neste sábado, com jatos bombardeando a capital, em uma operação para eliminar a resistência dos rebeldes, disse um morador.

A guerra civil da Síria se intensificou nas últimas semanas, assumindo maior proporção em Damasco e Aleppo pela primeira vez nos 17 meses do levante contra o regime da família Assad.

O controle das duas cidades é crucial para as duas partes, imersas em um combate cada vez mais brutal, o qual inviabilizou todas as tentativas de solução diplomática e corre o riso de se transformar num confronto de ampla proporção.

Na sexta-feira os países membros da ONU aprovaram por esmagadora maioria uma resolução condenando o governo sírio, em uma sessão especial. Para diplomatas ocidentais, a sessão evidenciou o isolamento de Rússia e China, que apoiam Assad.

Irã lança míssil de curto alcance equipado com novo sistema de direção

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Dubai

O Irã lançou com êxito um míssil de curto alcance equipado com novo sistema de direção que planeja instalar em todos os foguetes a serem fabricados no futuro, disse neste sábado o ministro de Defesa, Ahmad Vahidi.

Com o Fateh 110 de quarta geração as forças armadas de nosso país podem atacar e destruir barcos em mar e em terra, quartéis inimigos (…) plataformas de mísseis, armazéns de municões e outros pontos – disse Vahidi, segundo publicou a Agência de Notícias da República Islâmica.

O Fateh 110 possui alcance em torno de 300 quilômetros, conforme reportou a Agência de Notícias da República Islâmica, significando que somente poderia atacar os vizinhos mais próximos do Irã.

O anúncio foi feito em meio a uma crescente tensão nas instalações nucleares do Irã. Os países do Ocidente acreditam que a república islâmica tenta desenvolver armar atômicas. “Temos instalado em nossos mísseis novos sistemas de direção e durante o voo de ensaio (…) foi provado sua capacidade para impactar um alvo sem desvios”, assegurou Vahidi, segundo a Agência de Notícias da República Islâmica.

No passado, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, o setor do Golfo Pérsico por onde passam 40 por cento dos embarques mundiais de petróleo e gás, em represália por sanções internacionais aplicadas contra sua indústria energética.

Uma medida dessa natureza poderia causar uma resposta militar por parte dos Estados Unidos, que tem reforçado a presença de suas forças na região.

Força Tarefa que integra missão da ONU parte de Niterói

Militares que participam de luta contra irregularidades no mar e pelo ar pela Organização das Nações Unidas em regiões de conflito embarcam na Base Naval de Mocanguê

Priscilla Aguiar - O Fluminense


Ancorada na Ilha de Mocanguê, em Niterói, desde o último dia 7, vinda do Líbano, a Fragata União participou de uma das mais importantes ações da história da Marinha brasileira. Integrando missão de paz da ONU em uma área de conflito, a Fragata União detectou em 90 dias de patrulhamento cerca de 300 voos militares sobre território libanês, atendeu a 500 pedidos de averiguações e 200 solicitações de inspeções em navios mercantes. Os militares brasileiros interceptaram armas ilegais, entre elas lançadores de foguetes, fuzis e munição.


O comandante da Fragata União, capitão Ricardo Gomes, que desembarcou com a tripulação no último dia 7, explicou que a grave situação da guerra civil na Síria influencia diretamente o vizinho Líbano.

“Cada vez mais vemos uma preocupação de todos ali presentes com o conflito na Síria. Percebemos a presença de forças dentro do Líbano que são pró-governo sírio e outras que são contra o governo da Síria. A tensão é grande, até no shopping as pessoas são revistadas, o que mostra a preocupação constante de que possa haver algum atentado”, disse.

De acordo com o comandante, além de contribuir para a paz numa região conflituosa, a missão serve, entre outras coisas, para afirmar a capacidade da Marinha brasileira em participar de missões complexas.

“Saímos do discurso de querer ajudar e partimos para a ação. Não foi fácil, foi uma responsabilidade muito grande, corremos riscos, mas fomos preparados, com uma estrutura muito boa e com militares muito qualificados. Aprendemos muito durante a missão e percebemos que fomos muito bem vistos lá fora. Na maioria das vezes era o nosso navio que comandava todos os outros, de outras marinhas, isso serviu para afirmar a capacidade da nossa Força Naval”, disse.

O comandante explicou ainda que um dos fatores mais difíceis de uma missão como esta é controlar o emocional. Segundo ele, problemas sociais dos militares influenciam diretamente em seus rendimentos.

“Por se tratar de uma missão longa, de nove meses, muita coisa aconteceu durante esse período, como falecimentos de parentes dos militares, esposas grávidas, adoecimentos de parentes e dos próprios militares, e tudo que acontecia aqui no Brasil eles ficavam sabendo porque havia um contato com a família através da internet. Isso tudo precisou ser muito bem trabalhado com a ajuda de uma equipe de profissionais, como psicólogos e assistentes sociais que ficam na base, para que a missão não fosse prejudicada. Esse foi um dos fatores mais difíceis, porque esses problemas afetam diretamente no rendimento do militar. Quatro deles precisaram desembarcar por problemas de saúde, mas conseguimos recuperar as perdas”, disse.

O comandante informou ainda que foi criado no dia 23 um grupo de trabalho que irá apresentar relatórios com sugestões e críticas para aperfeiçoamento da missão.

O objetivo é apresentar melhorias para o próximo navio que irá para o Líbano, em novembro, a Fragata Constituição. Os militares terão um prazo de 30 dias, a partir do dia 23, para apresentarem as propostas.

A Fragata União foi a embarcação militar principal de um grupo multinacional operando no Líbano, composto de três navios da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia.

A presença do navio na região contribuiu com a garantia da paz e da segurança no Sul do Líbano, em apoio às Forças Armadas daquele país e auxiliando no reforço da segurança das fronteiras, de modo a evitar o ingresso ilegal de armas e outros equipamentos militares no país, pelo mar, além de auxiliar a Marinha libanesa no treinamento de seu pessoal para que seja capaz de controlar suas águas territoriais no futuro.

A Fragata brasileira contou com um helicóptero AH-11A Super Lynx, um destacamento de mergulhadores de combate, para realização de operações especiais, e um destacamento de fuzileiros navais, para a segurança do navio. O efetivo total embarcado foi de 250 militares.

A Fragata União foi incorporada à Força Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) no dia 14 de novembro de 2011, no Porto de Beirute, sendo rendida pela Fragata “Liberal”, no dia 17 de maio de 2012.

Durante o trânsito de regresso ao Brasil, visitou os portos de Istambul, na Turquia; Civitavecchia, na Itália; Las Palmas, na Espanha; e em Recife. Após nove meses, retornou à Base Naval do Rio de Janeiro, na Ilha de Mocanguê.

Base Naval – A Ilha de Mocanguê abriga a principal base operacional da Marinha brasileira e sede do comando da esquadra, onde ficam os principais navios de guerra brasileiros. Ela foi efetivada como Base Naval em 1986 e sua capacidade operacional vem sendo progressivamente ampliada. Atualmente, conta com um arsenal de guerra, além de dique seco para corvetas, fragatas e outros navios militares.