29 setembro 2012

Soldado leva tiro enquanto grava vídeo no Afeganistão

UOL Notícias

Um soldado americano usou uma câmera no capacete para gravar um vídeo que mostra uma troca de tiros entre seu grupo e membros do Taleban. A ação ocorreu na província de Kunar, no Afeganistão. Durante o vídeo, o militar se movimenta por uma colina e chega a ser baleado quatro vezes. Nervoso, ele grita e pede ajuda a seus companheiros. No post do vídeo no YouTube, o soldado explicou que as balas atingiram seu colete e a capacete. Por causa de um dos tiros, seus óculos de proteção voaram longe. Por causa da roupa especial, o soldado não sofreu ferimentos graves.


 

27 setembro 2012

Rebeldes bombardeiam comando militar em Damasco

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Beirute

Rebeldes sírios bombardearam nesta quarta-feira um complexo militar em Damasco, atingindo o coração do poder do presidente Bashar al-Assad e iniciando um incêndio que consumiu o quartel-general do Exército.

O Exército Sírio Livre, principal grupo rebelde do país, assumiu a autoria do ataque, dizendo ter matado dezenas de pessoas.

Mas, em nota, as Forças Armadas disseram que os líderes militares escaparam ilesos, e que apenas alguns guardas ficaram feridos no ataque, que chacoalhou toda a cidade por volta de 7h (1h em Brasília).

Foi o maior ataque em Damasco desde 18 de julho, quando uma explosão matou vários funcionários graduados do governo, inclusive um cunhado de Assad e os ministros de Defesa e Interior.

Aquele atentado marcou o início de uma ofensiva rebelde no centro da capital, depois rechaçada pelas forças de Assad.

Imagens colocadas na internet mostraram o fogo dominando os andares superiores do Prédio do Comando do Estado-Maior, na praça Umayad (centro de Damasco). A explosão deixou uma enorme cratera, aparentemente onde um carro-bomba foi detonado.

Moradores disseram que tiros foram ouvidos no bairro durante pelo menos duas horas depois da explosão. As ruas do bairro foram interditados, e ambulâncias passavam em alta velocidade.

O ministro da Informação, Omran Zoabi, disse à TV Síria que “foi um ato terrorista, perto de um local importante, mas como de costume eles fracassaram em alcançar seu objetivo.”

O ativista Sami al Shami disse que as principais explosões foram causadas por dois veículos, um deles ocupado por um suicida. “Aí os combatentes entraram e confrontaram a segurança no interior, enquanto alguns dos homens começaram a incendiar o prédio.”

- Deve haver vários (membros das) forças de segurança mortos, não há como os rebeldes terem chegado tão longe, lutando para abrir caminho, sem matar ninguém das forças de segurança – disse ele à agência inglesa de notícias Reuters.

Isso parece compatível com os relatos feitos por moradores que ouviram tiros e estrondos menores depois das primeiras explosões.

Um repórter da TV Al Manar, que pertence ao grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Assad, disse estar no prédio depois da explosão, e ter visto os corpos de três “homens armados”, sugerindo que houve confrontos entre militares e rebeldes no local.

Um correspondente da emissora iraniana Press TV foi morto por um franco-atirador rebelde, e o chefe da sucursal em Damasco ficou ferido no incidente, durante a cobertura das explosões de quarta-feira, segundo o canal.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que funciona na Grã-Bretanha, disse ter recebido informações de que atiradores pró-Assad mataram mais 16 pessoas em Damasco, inclusive três crianças e seis mulheres no bairro de Barzeh, reduto da oposição. Ativistas dizem que mais de 27 mil pessoas já foram mortas na Síria em 18 meses de rebelião contra Assad.

26 setembro 2012

Irã diz que poderia lançar ataque preventivo contra Israel em retaliação

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Dubai

O Irã poderia lançar um ataque preventivo contra Israel em retaliação a um plano de investida militar, afirmou o brigadeiro-general da Guarda Revolucionária iraniana, Amir Ali Hajizadeh, a uma rede de televisão estatal do país.

- O Irã não irá começar a guerra, mas poderia lançar um ataque preventivo se tivesse certeza de que os inimigos estão dando os toques finais para nos atacar – disse a rede de TV iraniana em língua árabe Al-Alam parafraseando o comandante militar.

Hajizadeh afirmou, segundo reportagem publicada na página de Internet da rede de TV, que qualquer ataque em solo iraniano poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial.

- Não podemos imaginar o regime sionista começar uma guerra sem o apoio dos Estados Unidos. Por isso, no caso de uma guerra, nós entraremos em guerra contra ambos – disse. “Neste caso, ocorreriam coisas imprevisíveis e inimagináveis, e poderia se converter na Terceira Guerra Mundial”, acrescentou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem sinalizado de que poderia haver um ataque contra plantas nucleares do Irã e tem criticado a posição do presidente dos EUA Barack Obama favorável a sanções e diplomacia para evitar que o Irã construa uma bomba atômica.

Teerã nega que busque desenvolver armas atômicas e diz que seu programa nuclear é pacífico para gerar energia elétrica.

25 setembro 2012

Entra em operação primeiro porta-aviões chinês em pleno conflito com Japão

EFE

Pequim, 25 set (EFE).- O Ministério da Defesa chinês anunciou nesta terça-feira que o primeiro porta-aviões das Forças Armadas do país, o "Liaoning", começou a operar, em um momento de tensão pelo conflito marítimo com o Japão pela soberania das ilhas Diaoyu/Senkaku.

Após um ano de testes, o Exército de Libertação Popular (ELP) celebrou hoje a cerimônia de inauguração da embarcação com a presença de altos funcionários do governo comunista, informou a agência oficial "Xinhua".

O "Liaoning" foi construído em 1985 pela União Soviética, mas após a queda do regime comunista neste país o porta-aviões, na época chamado "Varyag", passou a ser propriedade ucraniana e China o adquiriu há 13 anos.

Após anos de remodelações, a primeira viagem de teste do porta-aviões chinês aconteceu em 10 de agosto de 2011, embora até 11 de setembro não se sabia com que nome a embarcação seria batizado. A imprensa especulou nomes como "Mar Amarelo", "Pequim" ou até "Mao Tsé-tung".

No entanto, segundo as normas do exército chinês, os grandes navios devem receber nomes de províncias do país, enquanto as fragatas podem ser batizadas com nomes de cidades grandes ou médias.

O "Liaoning" está equipado para lançar ataques antimísseis contra aviões e outros navios, embora as autoridades militares chinesas afirmem que seu principal uso será para treinamento.

A inauguração do porta-aviões ocorre em um momento de forte tensão diplomática entre China e o Japão, gerada quando Tóquio adquiriu de um empresário japonês três ilhas do arquipélago Diaoyu/Senkaku, controlado de fato pela administração japonesa mas que Pequim reivindica há décadas.

A China adquiriu no passado outros antigos porta-aviões soviéticos, embora eles tenham se tornado museus ou atrações turísticas.

Ter seu próprio porta-aviões era um velho desejo do governo chinês, que já pensava em adquirir esta embarcação, considerado o auge tecnológico de uma marinha moderna, nos anos 40, antes inclusive da instauração do regime comunista.

O gigante asiático era o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não contava com este tipo de navio, e o tema inquietava Pequim, que considerava este fato inadmissível levando em conta o tamanho de seu exército (dois milhões de soldados).

Até agora, os únicos países da Ásia que contavam com este tipo de navio eram a Índia e a Tailândia.

24 setembro 2012

Exército nigeriano mata ao menos 35 em operação contra grupo

FOLHA DE SPDAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Pelo menos 35 pessoas foram mortas entre domingo (23) e esta segunda-feira pelo Exército nigeriano como parte de uma operação para desmantelar o movimento extremista islâmico Boko Haram. Mais de 150 pessoas também foram presas.

Nos últimos dias, cidades dos Estados de Adamawa e de Yobe foram colocadas sob toque de recolher. Conforme o porta-voz militar de Yobe, Lazarus Eli, a medida foi agora relaxada, e as pessoas já podem circular entre as 7h e as 22h.

No domingo, os soldados vasculharam várias casas de três bairros de Damaturu. Durante a madrugada começou o tiroteio no qual os suspeitos foram mortes e dois soldados, feridos.

Damaturu é regularmente atingida por atentados do Boko Haram. Os ataques do grupo já deixaram mais de 1.400 vítimas desde 2010 no norte e centro da Nigéria, de acordo com a organização Human Rights Watch.

A Nigéria, país mais populoso e maior produtor de petróleo da África, é dividida entre um norte muçulmano e o sul predominantemente cristão.

Marines americanos são indiciados por terem urinado em talebans mortos

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINTON

Dois fuzileiros navais americanos foram indiciados pelo suposto envolvimento no escândalo provocado por um vídeo postado na internet em que soldados urinam nos corpos de três afegãos mortos, anunciou nesta segunda-feira o Pentágono.

As acusações contra os sargentos Joseph Chamblin e Edward Deptola são feitas um mês depois de outros três marines terem sofrido sanções administrativas por seu envolvimento no incidente ocorrido na província afegã de Helmand em 27 de julho de 2011.

Um vídeo divulgado na internet em janeiro mostra quatro soldados americanos urinando em três corpos ensanguentados, e um dos homens, aparentemente sabendo que estava sendo filmado, afirma: "Tenha um ótimo dia, amigo," referindo-se a um dos mortos.

O Pentágono informou que as acusações contra os sargentos são feitas com base no "Código Unificado da Justiça Militar, pelo envolvimento no episódio de urinação em combatentes talebans mortos e pelos marines terem posado em fotos não-oficiais com pessoas mortas".

Eles foram acusados também de abandono do dever por uma série de falhas de comando envolvendo marines mais jovens.

O anúncio dos indiciamentos pela Justiça Militar ocorre em um momento de convulsões no mundo muçulmano devido à divulgação de um filme que satiriza o profeta Maomé, produzido nos Estados Unidos.

Há um mês, outros três soldados que estavam no vídeo sofreram punições administrativas.

Sem inimigos, defesa promete exportar

Exército muda estratégia para atrair recursos, orientando programas para criação de indústria nacional

LOURIVAL SANTANNA - O Estado de S.Paulo


Ao longo de quase três décadas, desde o fim dos governos militares, as Forças Armadas têm visto seus orçamentos minguarem e seus projetos serem engavetados. Enquanto a causa da defesa ficou restrita a argumentos de ordem militar, foi relegada, pela falta de ameaças e de inimigos e pelas necessidades mais prementes do País. Isso está mudando. Os militares adotaram outra estratégia: seus projetos passaram a ser orientados para o desenvolvimento da tecnologia e da indústria no Brasil, o que possibilitaria exportar armamentos, gerando empregos e divisas. A defesa deixa de ser um gasto para se tornar investimento.


Essa nova narrativa fez sentido para a presidente Dilma Rousseff, influenciada pelo pensamento nacional-desenvolvimentista. O momento também ajuda: a economia brasileira tem crescido nos últimos anos e o País tenta projetar-se como jogador global. Um dos eixos da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada por decreto em dezembro de 2008, é exatamente o fortalecimento da indústria nacional. A partir daí, as Forças Armadas deram roupagem econômica a seus programas, enfatizando a redução de perdas causadas pelo crime organizado que a proteção das fronteiras pode proporcionar e os ganhos potenciais de uma indústria da defesa.


A escolha da Embraer para a execução da primeira fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), anunciada há três semanas, parece a aposta mais audaciosa já feita pelo Exército nessa direção. Orçado em R$ 12 bilhões, o Sisfron cobrirá uma faixa de 150 km de largura ao longo da fronteira de quase 17 mil km, com radares e satélites que enviarão os dados para Brasília. O Estado obteve a planilha com a pontuação recebida pelas propostas dos sete consórcios classificados para a concorrência. O documento, assim como todo o processo de escolha, é tratado com sigilo pelo Exército, que pela lei não é obrigado a fazer licitações públicas. Os envelopes não foram abertos na presença das empresas.


O consórcio escolhido não foi o que apresentou o menor preço. A proposta da Embraer tem o custo de R$ 844,75 milhões, um pouco mais do que a da Synergy, de R$ 836,66 milhões. Embora tenha apresentado o menor preço, a Synergy ficou em quarto lugar na pontuação geral. Isso por causa da pontuação técnica, na qual a Embraer obteve mais que o dobro do segundo colocado, um consórcio entre a construtora Andrade Gutierrez e a francesa Thales Radares e Sensores: 734 a 294. Outras três construtoras brasileiras, a Odebrecht, a Queiroz Galvão e a OAS, também concorreram, associadas a multinacionais da área de sensoriamento, e suas pontuações técnicas também estiveram abaixo de 300.


A Synergy teve 24 pontos e a OAS, 0.


"As exigências dos Índices de Conteúdo Nacional estão coerentes com os princípios da Estratégia Nacional de Defesa e da Lei 12.598/2012, que priorizam o fomento da indústria nacional de defesa e a geração de emprego e renda no País", afirmou o Exército, em nota ao Estado, ao explicar os critérios da pontuação técnica.


O perfil da Orbisat, fabricante de radares comprada pela Embraer no ano passado, é emblemático da nova política. A empresa foi fundada em 1998 pelo engenheiro João Moreira, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da Força Aérea Brasileira, depois que ele voltou da Alemanha, onde fez doutorado. A Embraer manteve Moreira como diretor técnico e com 10% da empresa, que enfrentava dificuldades financeiras.


A Orbisat, que começou com modestos receptores para TV via satélite, desenvolveu radares para o Exército, capazes de "enxergar" debaixo das copas de árvores da Amazônia. A empresa está fornecendo ao Exército 11 radares antiaéreos e 6 comandos de operação de artilharia antiaérea, um dos 7 projetos estratégicos da força terrestre.


Candidatos ao Sisfron disseram ao Estado terem ouvido que os radares teriam de ser fornecidos pela Orbisat. O Exército nega: "O processo de dispensa de licitação em curso estabeleceu as especificações técnicas dos equipamentos, sem alusões a marcas ou fabricantes." Outra empresa da Embraer, a Atech, fez um estudo que serviu de base para a montagem do projeto. A Embraer garante que isso não a favoreceu, porque o Exército acrescentou todas as especificações e o estudo da Atech ficou disponível para os concorrentes.

Uma fonte do mercado observa que cerca de 80% dos radares usados no Brasil foram fornecidos pela antiga Thomson, rebatizada de Thales - com zero de transferência de tecnologia para o País. "Não vamos apenas produzir no Brasil; vamos desenvolver no Brasil", salienta Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, a divisão do grupo criada em janeiro do ano passado com o objetivo de expandir os negócios da área de aviões militares para as forças terrestre e naval. "Nosso diferencial decisivo é o desenvolvimento de tecnologia nacional, além do preço."


Para Aguiar, as duas coisas estão interligadas. Na visão dele, as concorrentes europeias e americanas, premidas pelos cortes nos gastos de seus governos mergulhados na crise econômica, buscam mercados como o brasileiro com preços muito altos para tentar cobrir os altos investimentos que fizeram. E encaram o Brasil apenas como mercado, não como plataforma de exportação. "Nosso DNA é esse: exportar", compara o executivo da Embraer, que vende aviões para mais de 40 países.


A primeira fase colocará a cobertura dos radares na região de Dourados, Mato Grosso, fronteira com o Paraguai, e o envio dos dados para o comando do Exército em Brasília. O Exército adverte que o contrato ainda está em negociação com a Embraer. Mas a empresa se mostra segura não só de que vai executar a primeira fase, como de que tem chance de ser escolhida para as outras também.