27 fevereiro 2013

Sauditas ajudam rebeldes da Síria com armas croatas

Segundo autoridades ocidentais, armamento tem sido distribuído a grupos considerados nacionalistas e seculares

WASHINGTON - O Estado de S.Paulo

A Arábia Saudita financiou uma grande compra de armas de infantaria da Croácia e discretamente enviou o armamento para os rebeldes que combatem o regime do ditador sírio, Bashar Assad, num esforço para romper o impasse sangrento que tem permitido que o líder se agarre ao poder.


A informação é de autoridades americanas e ocidentais. Segundo as fontes, as armas começaram a chegar aos insurgentes em dezembro, via Jordânia, e têm colaborado com os pequenos ganhos táticos dos rebeldes, este ano, contra o Exército oficial e as milícias leais a Assad. 


As transferências de armas aparentaram sinalizar uma mudança de vários governos no sentido de tomar uma atitude mais ativa para ajudar a oposição armada da Síria e, em parte, um esforço para contrabalançar as remessas de armas do Irã para as forças de Assad. O armamento enviado aos insurgentes tem sido distribuído principalmente a grupos considerados nacionalistas e seculares. 


Segundo as fontes, parece que houve a intenção de evitar que as armas caíssem nas mãos de grupos jihadistas anti-Assad, cuja participação na guerra civil síria tem alarmado potências ocidentais e regionais. 


Durante meses, governos vizinhos e do Ocidente abstiveram-se de armar os rebeldes, em parte por temer que o armamento caísse em mãos terroristas. Mas as fontes disseram que a decisão de enviar mais armas tem em vista um outro temor do Ocidente sobre o papel de grupos jihadistas na oposição.


Esses movimentos têm sido vistos como mais bem equipados do que muitos combatentes nacionalistas, e potencialmente mais influentes. A ação indica também o reconhecimento entre os simpatizantes árabes e ocidentais dos rebeldes de que o sucesso da oposição em expulsar as forças de Assad de boa parte da zona rural do norte da Síria, em meados do ano passado, deu lugar a uma campanha lenta, de desgaste, em que a oposição continua mal armada e o custo humano continua a crescer. O papel dos EUA nas remessas, se ele existe, não está claro. 


Autoridades europeias e americanas, da CIA, citaram a sensibilidade das remessas e não quiseram comentar o fato publicamente. Mas um dirigente americano de alto escalão descreveu as remessas como um "amadurecimento do canal logístico da oposição". O funcionário observou que a insurgência continua fragmentada e operacionalmente incoerente, acrescentando que a recente compra saudita "não foi em si um momento de virada". 


A fonte acrescentou que as remessas do Irã ao governo sírio são muito comuns e ainda excedem as que Estados árabes fizeram aos rebeldes. As transferências iranianas de armas alimentaram temores nos vizinhos sunitas da Síria de estarem perdendo terreno para Teerã no que se tornou uma disputa regional entre árabes sunitas e o governo Assad e o Hezbollah. As armas enviadas aos rebeldes viriam da Croácia, mas o chanceler e a agência de exportação de armas do país negaram a ocorrência das remessas. NYT

26 fevereiro 2013

Defesa não subestima nenhuma possibilidade de ataque

Roberto Godoy - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Em certos escritórios de Brasília, sem identificação e nos quais os telefones não constam dos catálogos conhecidos, um atentado terrorista durante os grandes eventos previstos para o largo período entre meados desse ano e o segundo semestre de 2016 não é uma possibilidade - é uma certeza. 


"Precisamos trabalhar como se essa hipótese fosse certa e verdadeira", disse há dois dias um delegado da Polícia Federal que não pode ser identificado. Ele já compõe a reservada força-tarefa criada para "atuar de forma a impedir essa agressão e impedir que a situação se transforme em realidade ". 

O governo investiu cerca de R$ 134 milhões na estrutura da Defesa para garantir a conferência Rio+20, em junho de 2012. Foi uma espécie de teste. A série de eventos especiais segue este ano com a Copa das Confederações, o teste para a Copa do Mundo de 2014, passa pela visita do próximo papa - cinco dias em julho - durante o Encontro da Juventude, e só termina no dia 21 de agosto de 2016, data do encerramento dos Jogos Olímpicos. 


Só as providências da preparação da Defesa para as competições de futebol vão exigir recursos estimados em R$ 699 milhões. O custo final já foi avaliado em R$ 5,2 bilhões, em 2010. O então presidente Luis Inácio Lula da Silva não gostou do número e mandou parar o processo.


Pelos cálculos atuais, mais realistas, a faixa limite deve ficar em R$ 1,5 bilhão. O Ministro da Defesa, Celso Amorim, tem dito que não vai faltar dinheiro para o programa. 


O projeto prevê a recuperação e compra de equipamentos, criação de centros integrados de comando, comunicações, controle e inteligência e qualificação de pessoal, entre os quais times preparados para ações antiterror. 


Essa semana a presidente Dilma Rousseff fechou, com o primeiro-Ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, a compra de cinco baterias de artilharia antiaérea - o preço cheio pode chegar a US$ 1 bilhão. Feitos os acertos, deve sair por bem menos, talvez por US$ 600 milhões. Mas o equipamento só chega a tempo para a Olimpíada. 


Sonho tecnológico de alto custo, uma plataforma Istar (Inteligência, Designação de Alvos, Vigilância e Reconhecimento) pode vir a ser montada no jato R-99 do Esquadrão Guardião, de Anápolis (GO), que emprega a versão militar do birreator ERJ-145, da Embraer. Até agora, só a modernização das cinco aeronaves de alerta avançado e três de sensoriamento remoto foi decidida. 


Segundo um oficial do Exército, o planejamento é equivalente ao de uma campanha militar de combate, focada nas 12 cidades-sede dos jogos. A Força Aérea Brasileira (FAB) vai cuidar da Defesa do espaço. Terá de recorrer ao seu melhor material, o supersônico F-5M, modernizado na Embraer Defesa e Segurança. 


Os quatro Centros Integrados de Defesa e Controle (Cindacta) do País receberão o sistema Sagitário, um software nacional criado pela empresa Atech, capaz de processar dados de diversas fontes de captação - radares, satélites, sensores de relevo - e consolidá-los em uma só apresentação visual, na tela digital. A Aeronáutica está formando 300 controladores de voo a cada ano. 


Navios da Força Naval e os mergulhadores de combate Grumec (time de elite inspirado pelos Seal dos Estados Unidos, os mesmos que conduziram o ataque ao esconderijo de Bin Laden no Paquistão) vão atuar no litoral. 


O Exército vai deslocar blindados, tropas e equipes da Brigada de Forças Especiais de Goiânia - os melhores guerreiros, cujo trabalho é mantido sob rigoroso sigilo. A coordenação do contingente será feita por meio de cinco diferentes centros de comando.

A nova 'guerra fria' é virtual

A suspeita de que a China esteja por trás de ciberataques a alvos nos EUA revigora a retórica usada contra a URSS

DAVID E. SANGER
, THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo

Desde que, na semana passada, o governo Barack Obama enviou aos provedores de internet dos EUA uma longa lista confidencial de endereços de computadores ligados a um grupo de hackers que roubou dados de empresas americanas, ficou nítido um fato crucial: quase todos os endereços digitais levavam a um bairro em Xangai onde fica a sede do comando cibernético do Exército chinês. 


Essa deliberada omissão sublinha as fortes preocupações dentro do governo Obama sobre o quão diretamente confrontar a nova liderança da China no tocante a esse problema, já que o governo intensifica as demandas para a China conter os ataques patrocinados pelo Estado que Pequim insiste não estar envolvido. 


O assunto ilustra bem como esta escalada de uma guerra fria cibernética entre as duas maiores economias do mundo difere dos conflitos entre duas superpotências em décadas passadas - sob alguns aspectos ela é menos perigosa em outros, mais complexa e perniciosa. 


Autoridades do governo dizem estar agora mais dispostas do que antes a desafiar os chineses diretamente - como fez o secretário da Justiça Eric Holder na semana passada, anunciando uma nova estratégia para combater o roubo de propriedade intelectual. Mas o presidente Barack Obama evitou mencionar a China pelo nome - ou Rússia, Irã ou outros países com os quais ele mais se preocupa - ao afirmar no seu discurso sobre o Estado da União que "sabemos que empresas e países estrangeiros roubam nossos segredos corporativos", acrescentando que "agora nossos inimigos também estão buscando a possibilidade de sabotar nossa rede elétrica, nossas instituições financeiras e outros sistemas de controle do tráfego aéreo". 


Definir "inimigos" neste caso nem sempre é fácil. A China não é um inimigo direto dos Estados Unidos, da maneira como a União Soviética era; a China é uma concorrente econômica e uma crucial fornecedora e cliente. O intercâmbio comercial dos dois países no ano passado foi de US$ 425 bilhões e os chineses, apesar das muitas tensões diplomáticas, são financiadores importantes da dívida americana. Como disse Hillary Clinton ao primeiro-ministro da Austrália, em 2009, quando estava a caminho de sua primeira visita à China como secretária de Estado, "até que ponto você pode ser rígido com seu banqueiro?". 


Se há evidências de que o Exército de Libertação Popular é provavelmente a força por trás do "Comment View", o maior dos 20 grupos de piratas de internet que as agências de inteligência americanas rastrearam, o fato é que os Estados Unidos estão muito circunspectos.

Estratégias. Autoridades do governo mostraram-se muito satisfeitas com a Mandiant, empresa de segurança privada, por ter emitido relatório rastreando os ciberataques e chegando à porta do comando cibernético da China. As autoridades americanas disseram em particular não terem visto nenhum problema nas conclusões, mas não quiseram afirmar isso publicamente. Isso explica porque a China não foi mencionada como local dos servidores suspeitos no alerta. 


Mas, nos próximos meses, muitas advertências serão feitas em particular por Washington aos líderes chineses, incluindo Xi Jinping, que logo mais assumirá a presidência da China. Tom Donilon, assessor de Segurança Nacional, e John Kerry, que ocupou a vaga de Hillary Clinton no Departamento de Estado, viajarão para a China em breve. Nos encontros privados que deverão manter, ambos argumentarão que o porte e a sofisticação descomunais desses ataques nos últimos anos podem prejudicar o apoio que a China desfruta junto a seus maiores aliados em Washington, a comunidade empresarial dos Estados Unidos. É muito cedo para dizer se esse apelo aos interesses pessoais da China surtirá efeito. 


Argumentos similares foram oferecidos antes, mas quando um dos mais importantes líderes militares da China visitou o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em maio de 2011, ele disse não ter muito conhecimento de armas cibernéticas e o Exército chinês não as usava. Nesse aspecto, sua atitude foi um pouco semelhante à do governo Obama, que jamais falou sobre o arsenal cibernético dos EUA. 


Mas as soluções variam enormemente, desde uma negociação tranquila até sanções econômicas e rumores de contra-ataques liderados pelo Comando Cibernético do Exército dos Estados Unidos, unidade envolvida nos ataques cibernéticos dos EUA e de Israel contra usinas de enriquecimento de urânio do Irã. 


Autoridades como Robert Hormats, subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos e Comerciais, dizem que a chave para o sucesso no combate aos ataques é enfatizar aos chineses que suas esperanças de crescimento econômico ficarão prejudicadas. 


"Temos de deixar claro que os chineses não vão obter o que desejam", disse Hormats. Ou seja, "os investimentos da nata das nossas empresas de tecnologia, a menos que controlem rapidamente o problema". 


O próximo debate é sobre se o governo deve retaliar. Em Washington, em uma infinidade de conferências já foram abordadas questões como "escalada da dominação", "dissuasão ampliada", terminologias tiradas da Guerra Fria.


Alguns dos debates são acalorados, estimulados pelo crescente setor de segurança cibernética e o desenvolvimento de armas cibernéticas ofensivas, mesmo que o governo americano jamais tenha admitido o seu uso, mesmo nos ataques do vírus Stuxnet contra o Irã. Mas existe uma discussão séria nos bastidores sobre que tipo de ataque contra a infraestrutura dos EUA poderia levar o presidente a ordenar um contra-ataque.


TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO, É JORNALISTA

Buenos Aires acusa Londres de pôr arma nuclear nas Malvinas

Arquipélago é disputado pela Argentina e pelo Reino Unido, que guerrearam em 1982

FOLHA DE SP

DE BUENOS AIRES

A pouco menos de um mês do referendo que decidirá se as ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos) continuarão sendo parte do Reino Unido, o governo britânico enviou um navio de guerra para a defesa do arquipélago. O HMS Argyll partiu no último dia 18 em direção às ilhas e estará no local nos dias 10 e 11 de março, quando os "kelpers" (habitantes das Falklands) irão às urnas. 


O governo argentino reagiu, afirmando que os britânicos estariam transportando armamento nuclear e, com isso, violando tratados internacionais. O secretário de Relações Exteriores, Eduardo Zuain, disse que as Malvinas estão entre os territórios mais militarizados do mundo, em razão dos quase 2.000 soldados britânicos que atuam ali (a população do arquipélago, além desse contingente, é de apenas 3.000 habitantes). 


"A mobilização britânica inclui aviões de combate de última geração, centro de comando, base de inteligência eletrônica que permite monitorar todo o tráfego aéreo e naval da região. Isso viola acordos internacionais." Já o governo britânico afirmou que o navio destina-se a "dar apoio ao Reino Unido e a seus sócios em todo o mundo". A nave substitui o destróier HMS Edinburgh tipo 42, que estava nas ilhas até setembro do ano passado. A Argentina reivindica a soberania das ilhas e pressiona o Reino Unido para que aceite uma determinação da ONU de que ambos os países se sentem para um diálogo. Os argentinos defendem que foram expulsos do local em 1833 e que a ocupação inglesa é ilegítima. 


Em 1982, na ditadura militar, a Argentina invadiu o arquipélago, dando início a um conflito que matou cerca de 900 mortos e terminou com a vitória do Reino Unido.

Cai em Israel o primeiro foguete lançado de Gaza em quase 3 meses

EFE

Jerusalém, 26 fev (EFE).- Um foguete disparado desde a Faixa de Gaza caiu em Israel pela primeira vez desde a operação Pilar Defensivo, em novembro passado, informaram nesta terça-feira fontes militares.

Por volta das 6h locais (1h de Brasília), o foguete atingiu uma zona desabitada nos arredores da cidade de Ashkelon, localizada nove quilômetros ao norte da faixa, sem deixar vítimas e causando poucos danos a uma estrada.

Testemunhas na região disseram à imprensa local que os alarmes antiaéreos não soaram e que o escudo antimísseis Iron Dome não tentou derrubar o foguete palestino.

O impacto foi localizado pela Polícia em uma estrada ao sul da cidade.

Trata-se do primeiro ataque palestino deste tipo desde que as milícias de Gaza e Israel alcançaram um acordo de cessar-fogo com a mediação do Egito após os enfrentamentos armados da operação Pilar Defensivo.

Seis israelenses e 175 palestinos morreram nos oito dias de conflito, nos quais os palestinos dispararam contra Israel cerca de 1.500 foguetes, um número similar ao das réplicas da Força Aérea israelense.

25 fevereiro 2013

Rebeldes derrubam helicóptero do governo sírio; veja

Associated Press - UOL

Vídeo amador disponibilizado por ativistas sírios nesta segunda-feira (25) mostra o que seria o ataque de rebeldes contra um helicóptero do governo sírio, em Aleppo. O ataque, que resultou na queda da aeronave, teria acontecido nas redondezas da base aérea de Mennegh, próximo à fronteira com a Turquia. Áudio original.


23 fevereiro 2013

Coreia do Norte envia ameaça direta a tropas americanas

A tensão na Península da Coreia aumentou com os testes nucleares do início de fevereiro

EFE - DefesaNet


O regime norte-coreano enviou neste sábado uma mensagem direta às tropas americanas desdobradas na Coreia do Sul, que são acusadas de "incitar uma guerra" e ameaçadas com uma "desgraçada destruição", informou a agência estatal KCNA.

Pak Rim-su, o delegado militar da Coreia do Norte na aldeia de Panmunjom, enviou a advertência por telefone ao general James Thurman, a cargo da missão americana na península da Coreia. "Melhor que leve em conta que aqueles que incitam a guerra enfrentam uma destruição desgraçada", rezava a mensagem do regime norte-coreano, segundo a agência KCNA.

Os EUA mantêm desdobrados em território sul-coreano mais de 28 mil soldados como força dissuasória contra o país comunista desde o fim da guerra entre as duas Coreias (1950-53). O Exército americano realiza todos os anos, em cooperação com a Coreia do Sul, vários exercícios militares, entre eles o "Key Resolve" e o "Foal Eagle", que em março mobilizará mais de 200 mil soldados dos dois países.

O regime comunista qualificou hoje os exercícios conjuntos de EUA e Coreia do Sul como uma "guerra de agressão" encoberta "em um momento muito perigoso", e advertiu que depois do seu começo "vosso destino estará por um fio".

Em 12 de fevereiro, a Coreia do Norte fez o seu terceiro teste nuclear, ação que foi condenada internacionalmente e qualificada como uma grave "provocação" tanto pela Coreia do Sul como pelos EUA.

O presidente americano, Barack Obama, defendeu que a capacidade dos mísseis na região seja reforçada para fazer frente aos avanços militares do regime comunista.

22 fevereiro 2013

Aeronave da Marinha do Brasil auxilia Corpo de Bomb eiros a combater incêndio no Sul do País

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 


No dia 8 fevereiro, o Serviço de Busca e Salvamento do Comando do 5º Distrito Naval foi contactado pela Prefeitura Municipal de São José do Norte (RS), para prestar apoio ao Corpo de Bombeiros no combate a um incêndio a 80 km do centro da cidade. O difícil acesso, o elevado número de focos e o grande efetivo empregado evidenciaram a necessidade de um helicóptero no local.


Em virtude disso, uma aeronave da Marinha do Brasil, do 5º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, foi autorizada a prestar suporte à equipe do Corpo de Bombeiros. 


Segundo os Bombeiros que atuaram diretamente no combate às chamas, o helicóptero teve um papel preponderante, pois sem a ajuda da aeronave seria difícil chegar a tempo de conter o fogo antes que ele se propagasse para áreas habitadas.

Apenas 2 médicos assumem vagas no Hospital das Forças Armadas em Brasília

Jornal da Câmara
 
Dos 32 médicos convocados no concurso do Hospital das Forças Armadas, com sede em Brasília, apenas dois assumiram a vaga. Izalci (PR-DF) afirmou que mais de 30 pediatras já pediram demissão em razão do baixo salário, “que é de R$ 2,6 mil líquidos”. O deputado apelou aos integrantes da Frente Parlamentar da Saúde para que participem de audiência na Casa Civil e exponham o problema.

Ele afirmou que o Hospital das Forças Armadas, referência no Distrito Federal, só continua funcionando por causa dos servidores militares, “já que a maioria dos civis está pedindo demissão”.

Comando da Base Aérea abre inquérito sobre invasão

Dois homens disfarçados com uniforme do Exército renderam o sentinela que guardava arma e fugiram

A Crítica


A Base Aérea de Manaus, localizado no bairro do Crespo, Zona Sul, foi invadida por dois homens que chegaram até o paiol (lugar onde são guardadas as armas), renderam o sentinela e levaram um fuzil modelo AK 33, calibre 556 e ainda 40 munições. Durante o dia desta quarta-feira (20), um grupo de aproximadamente 100 militares vasculharam a mata da ilha do Parapatá, que cerca a unidade militar, a procura dos ladrões, porém, sem obter sucesso. Para a Polícia Militar, que ajudou nas buscas, os criminosos podem ter fugido pelo rio.

A invasão aconteceu por volta das 22h, por dois homens que estavam vestidos com uniformes do Exército e estavam encapuzados. Eles entraram e foram direto ao Paiol 1, onde renderam o sentinela, o soldado Djerlison Carlos da Silva Nogueira, 19. O mesmo recebeu uma coronhada na cabeça e ainda foi amarrado. Os criminosos pegaram a arma e munições e fugiram, embrenhando-se na mata que cerca o quartel.


Moradores da Vila Cifec, localizada na ilha do Marapatá, Distrito Industrial, disseram que por volta das 22h viram um grupo de pelo menos seis homens entrando na mata que dá acesso ao quartel da Base Aérea de Manaus. Eles vestiam roupas escuras e estavam encapuzados. Eles disseram ter ficado com medo e ligaram para a viatura do programa Ronda no Bairro que não demorou a chegar.


“A gente achou que eram ladrões que queriam assaltar a gente”, disse uma moradora do local, que pediu para não ter o nome revelado.

O Comando da Base Aérea de Manaus abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. Por meio do telefone, a assessoria se recusou a dar maiores detalhes.

Brasil ajudará Angola a estruturar sua indústria de Defesa

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 22/02/2013 – O Brasil auxiliará a Angola a estruturar sua indústria de defesa para reduzir a dependência externa das Forças Armadas do país africano em relação à aquisição de equipamentos militares. A medida é um dos principais resultados da visita oficial realizada esta semana à África pela comitiva brasileira chefiada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. A viagem ainda incluiu a Namíbia, país também situado no sul do continente africano com o qual, assim como Angola, o Brasil possui boas relações internacionais na área de defesa.

Uma década após sair de uma complexa guerra civil, Angola vive um momento de estabilidade política e passa, atualmente, por um processo de reestruturação de suas Forças Armadas (FAA). A pedido do governo do país, além dos representantes do Ministério da Defesa, a delegação brasileira contou com 14 empresários de diferentes segmentos da indústria nacional de material militar: aviões, armas não letais, munições, projetos navais, entre outros.

Os empresários brasileiros participaram de diversas reuniões com militares e representantes civis do governo angolano nas quais puderam expor projetos e mostrar alguns dos equipamentos e produtos de uso militar produzidos no Brasil. Eles também mantiveram encontros com representantes da indústria de Angola, que demonstraram interesse em partilhar conhecimento.

Além das conversações na área comercial, oficiais militares do Ministério da Defesa do Brasil participaram de grupos temáticos. A pedido do Ministério angolano, eles fizeram exposições sobre assuntos como previdência e saúde militar, e também trataram da cooperação bilateral nas áreas naval e de formação militar.

Comitê conjunto

Para garantir os próximos passos da cooperação bilateral, os ministros da defesa do Brasil e de Angola, general Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, decidiram instituir um Comitê Interino Conjunto de Defesa (CICD). Caberá a esse organismo a supervisão e implementação de um programa que fará o detalhamento da cooperação. Os integrantes do Comitê serão definidos pelos dois países, e deverão se reunir anualmente, de forma alternada, no Brasil e em Angola.

Também para assegurar a continuidade dos trabalhos, as delegações acordaram o envio de uma missão multissetorial de angolanos ao Brasil, com o objetivo de conhecer in loco o trabalho, os produtos e os serviços das empresas ligadas à base industrial de defesa. O primeiro encontro dos africanos com os empresários brasileiros deverá ocorrer já em abril próximo, no Rio de Janeiro, durante a realização da LAAD, feira internacional de equipamentos militares.

Tanto a criação do comitê quanto os principais pontos da reunião de trabalho entre as delegações dos dois países foram mencionados no comunicado conjunto divulgado ao final do encontro. Considerada proveitosa pelos participantes, a reunião ganhou destaque nos principais veículos informativos da Angola, que ressaltaram os ganhos a serem obtidos com o incremento da cooperação.

Carta presidencial


Celso Amorim e a comitiva brasileira foram recebidos com honras militares na sede do Ministério da Defesa, em Luanda. Durante o encontro, ele e seu contraparte ressaltaram os laços históricos que ligam as duas nações. Amorim parabenizou o povo de Angola pelos avanços políticos e socioeconômicos obtidos pelo país nos últimos anos.

Van-Dúnem agradeceu a solidariedade do governo e do povo do Brasil, lembrando que o país foi o primeiro a reconhecer a independência de Angola, em 1975. Ele e Amorim também trataram da coordenação de esforços para a revitalização da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

Após o encontro no Ministério da Defesa, Celso Amorim foi recebido no palácio do governo pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Amorim entregou a Santos carta da presidente Dilma Roussef na qual a mandatária brasileira reitera a firme disposição do Brasil em aprofundar a cooperação com a nação amiga.

Na visita de dois dias, Amorim também manteve encontros com outras autoridades angolanas, entre as quais o ministro das relações exteriores do país. Ele também visitou a Base Naval de Luanda, onde assistiu a uma exposição sobre a Marinha angolana e a cooperação entre as forças navais do país africano e do Brasil.

Além de definir as ações relativas ao desdobramento da cooperação, Brasil e Angola concordaram em firmar um memorando na área de saúde militar. Também realizaram a atualização das informações sobre o estágio dos trabalhos relativos à demarcação da plataforma continental de Angola. A empreitada conta com o auxílio brasileiro por meio de contrato firmado entre a comissão do governo angolano responsável pelo assunto e a Emgepron, empresa ligada à Marinha do Brasil.

Além de empresários e representantes civis e militares do Ministério da Defesa, a comitiva brasileira foi integrada pelo comandante do Exército, Enzo Peri. Durante a visita, a comitiva contou com apoio da embaixadora do Brasil em Angola, Ana Lucy Gentil Cabral Petersen.

Licitação disputada pela Embraer nos EUA terá resultado em março

Valor

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - A Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) deve anunciar em março o resultado da concorrência para a compra de 20 aviões de treinamento avançado e ataque leve, que serão usados em missões no Afeganistão, segundo previsão feita para as empresas que participam da disputa. Conhecido pela sigla LAS (Light Air Support), o programa de aquisição dessas aeronaves pode alcançar a cifra de US$ 1 bilhão com a encomenda de 50 aviões.

A Embraer, que havia sido declarada vencedora da licitação no começo do ano passado, participa novamente do processo com a aeronave turboélice Super Tucano. Sua rival, a americana Hawker Beechcraft (HB), também está no páreo com a aeronave AT-6, ainda em fase de desenvolvimento. No dia 19 deste mês, a HB anunciou a sua saída do "Chapter Eleven" (pedido de proteção contra falência), feito em maio do ano passado.

Segundo comunicado enviado para a imprensa nesta semana, a HB informa que saiu do processo de recuperação judicial bem posicionada para competir de forma vigorosa nos mercados de aviação executiva, missões especiais, treinamento e ataque leve. O plano de reorganização da empresa foi aprovado pelo Tribunal de Falências dos Estados Unidos no dia 1° de fevereiro e entrou em vigor no dia 15.

A retração da demanda por aeronaves executivas e uma dívida de US$ 2,5 bilhões levaram a HB a entrar com o pedido de proteção contra falência no ano passado. A empresa também fez uma tentativa fracassada de venda da sua área de aviação executiva para o grupo aeroespacial chinês Superior Aviation Beijing.

Em entrevista anterior, o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse que o Super Tucano é o avião que oferece menor risco para o programa LAS e que o modelo atende perfeitamente a missão requerida pela Usaf para a concorrência.

"A nossa expectativa é realmente positiva. Desde que a concorrência seja justa e baseada em critérios competitivos, a Embraer tem muita esperança de ganhar novamente", afirmou.

Pelas regras da segunda concorrência, aberta pela Usaf depois que a HB entrou na Justiça americana para impedir que o contrato fosse fechado com a Embraer, a empresa brasileira poderá ser favorecida, entre outras coisas, pelo maior peso que está sendo dado para a experiência comprovada do avião em operações de contrainsurgência.

O avião da concorrente americana só pôde demonstrar sua experiência como treinador, já que a nova versão de ataque leve At-6 ainda não está operacional. O Super Tucano, por sua vez, tem mais de 180 mil horas de voo, das quais 28 mil horas em voo de combate.

Em operação em nove forças aéreas da América Latina, África e Ásia, possui um total de 160 unidades entregues. Mesmo sendo um produto projetado e produzido no Brasil, o Super Tucano é um programa com impacto econômico forte para as empresas americanas.

Segundo a Embraer, cerca de 86% do valor em dólar do Super Tucano vem de componentes fornecidos por companhias ou países qualificados sob a lei "Buy American Act", que exige um conteúdo americano superior a 50% para os produtos comprados fora dos EUA.

O parque industrial envolvido com o projeto reúne mais de 100 fornecedores de serviços e de componentes em 21 Estados americanos, o que corresponde a uma cadeia de fornecedores de 1.400 funcionários nos EUA.

"Na verdade, a Embraer adquire mais de US$ 2 bilhões em componentes fabricados por fornecedores americanos, suportando cerca de sete mil empregos nos EUA", comenta a Embraer em seu site "BuiltForTheMission", com informações dedicadas ao Super Tucano e à concorrência LAS.

Caso seja a vencedora da concorrência, a Embraer pretende ainda construir uma fábrica na cidade americana de Jacksonville, na Flórida. No site sobre o Super Tucano, a empresa informa também que não serão criados novos empregos no Brasil como resultado de um eventual contrato com a Usaf para o programa LAS.

21 fevereiro 2013

Brasil acerta compra de sistemas de defesa da Rússia, em acordo de US$ 1 bi

Roberto Godoy - O Estado de SP

O governo brasileiro decidiu pela compra de cinco baterias antiaéreas da Rússia - três do modelo Pantsir S1, de médio alcance, e duas Igla-S, com raio de ação curto. Embora ontem, na reunião da presidente Dilma Rousseff e Dimitri Medvedev, premiê russo, em Brasília, tenha sido assinada uma carta de intenções, o negócio era definido como certo, e o documento, "só uma etapa da liturgia brasileira", segundo disse um especialista que acompanhou todo o encontro. 


O valor do pacote é estimado, na Europa, em US$ 1 bilhão. Cada bateria do sistema Pantsir, é composta por 6 carretas lançadoras, mais veículos de apoio: carro de comando e controle, radar secundário, remuniciadores e unidade meteorológica.

O radar de detecção localiza o alvo - a rigor, 10 deles por minuto - em uma área de 36,5 quilômetros. O tempo de reação é estimado em 20 segundos. 


O Ministério da Defesa está negociando três baterias e os suprimentos. Cada disparador é carregado com 12 mísseis 57E6 e leva, ainda, dois canhões de 30 mm de tiro rápido - mais acessórios digitais que permitem localizar e abater alvos no limite entre 15 km e 20 km, a 15 mil metros de altitude. 


Segundo o principal funcionário brasileiro no processo, o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, "agora começa a discussão que resultará na redução do preço de aquisição". A análise do contrato deve demorar cerca de três meses a quatro meses. As primeiras entregas, 18 meses após a assinatura definitiva. "Esperamos contar com os sistemas para os Jogos Olímpicos de 2016", acredita o general De Nardi. 


O procedimento é linear. Certos componentes do Pantsir, podem ser substituídos por equivalentes feitos no Brasil. As carretas blindadas, por exemplo, seriam trocadas pelo eficiente 6x6 da Avibrás, de São José dos Campos, que utiliza o tipo no conjunto Astros-2, de foguetes livres. O radar de campo também pode vir a ser trocado pelo Saber M200, de 200 km de raio de ação. Produzido pela OrbiSat, subsidiária da Embraer Defesa e Segurança, rastreia até 40 objetivos simultaneamente, priorizando a reação pelo grau de ameaça. 


O acerto da segunda parte dessa transação é mais simples. Envolve duas baterias do míssil Igla, versão S/9K38, a mais recente da arma antiaérea leve disparada do ombro de um soldado. As Forças nacionais utilizam modelos de gerações anteriores. 


O tipo tem alcance de 6 km, é mais pesado que as séries anteriores, usa sensor de localização de alvos de eficiência expandida e é mais resistente à interferência eletrônica de despistamento. 


Os acordos preveem a formação de uma joint venture para fabricar o Igla-S no País. A tarefa seria entregue a uma espécie de consórcio formado pelas principais empresas do setor, como a Odebrecht Defesa e Tecnologia, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás, Mectron e Logitech.

Distribuição

 
Cada uma das Forças receberá uma bateria Pantsir. A do Exército ficará sob controle do 11° Grupo de Artilharia Antiaérea. A da Marinha vai para os Fuzileiros Navais, e a Aeronáutica, agrega o seu ao Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa. 


Toda a operação estará coberta por cláusulas rígidas de transferência de tecnologia. O preço final depende dos componentes que serão escolhidos. A cotação sairá entre maio e junho. Todavia, alguns avanços já foram feitos na reunião expandida da tarde de ontem. No Ministério da Fazenda, com a participação direta do ministro Guido Mantega, foi estabelecido que o pagamento inicial, da ordem de 40% sobre o total apurado, vai sofrer redução. O reservado e influente diretor do serviço russo de cooperação técnico-militar, Alexander Fomin, integrou a comitiva do premiê Medvedev.

Vantagem 

 
"A melhor parte de todo o processo é que os russos aceitaram a demanda brasileira de que haja  transferência de tecnologia."
José Carlos de Nardi
Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas

Defesa recebe sinal verde para a compra de sistemas antiaéreos da Rússia

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

 

Brasília, 20/02/2013 – A presidenta da República, Dilma Rousseff, autorizou o Ministério da Defesa a iniciar conversas para efetivar a compra de cinco sistemas de defesa antiaéreos da Rússia. A decisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (20), durante reunião com o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev, ocorrida no Palácio do Planalto.

No início da tarde, no Palácio do Itamaraty, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, e o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-militar, Alexander Fomin, assinaram a Declaração de Intenção de Defesa Antiaérea, o primeiro passo antes da formalização do contrato que deve ser assinado dentro de três a quatro meses.

Negociações iniciais indicam que os sistemas serão utilizados pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica. Três deles são de alta tecnologia e têm capacidade de médio alcance (Pantsir-S1). O Brasil pretende comprar também duas baterias antiaéreas do modelo Igla, de curto alcance.

Após o aval do governo, o general De Nardi e o russo Fomin estiveram reunidos com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e auxiliares da equipe econômica. De Nardi explicou que o valor do contrato ainda não foi definido.

“Tudo vai depender dos componentes dos sistemas que serão adquiridos. É possível, por exemplo, que os caminhões sejam fornecidos por empresas no Brasil. Isso reduziria o preço. Os detalhes começarão a ser definidos a partir de agora”, afirmou.

A aquisição dos sistemas antiaéreos começou a ser discutida em dezembro do ano passado, quando a presidenta Dilma e o ministro da Defesa, Celso Amorim, estiveram em visita oficial a Moscou. Na ocasião, ficou acertada a visita de uma delegação brasileira à Rússia. No final de janeiro, o general De Nardi liderou a comitiva composta por representantes do governo brasileiro e empresários nacionais.

Durante a viagem, o chefe do EMCFA conheceu diversos equipamentos de tecnologia avançada produzida pela indústria russa. Ao mesmo tempo, recebeu garantias do fabricante de que haverá transferência de tecnologia sem restrições, uma das condições estabelecidas para fechar o acordo.

Brasil-Rússia

A negociação dos sistemas de defesa antiaéreos foi um dos principais pontos da visita oficial do primeiro-ministro Medvedev ao Brasil. O assunto constou da reunião com a presidenta Dilma, no Palácio do Planalto. Com a decisão de avançar nas negociações, De Nardi e Fomin passaram ao diálogo com a equipe do ministro Mantega.

Os equipamentos devem começar a ser entregues 18 meses após a assinatura do contrato. O prazo para formalizar o acordo deve ser de três a quatro meses. “Esperamos contar com os sistemas já nos Jogos Olímpicos Rio 2016”, previu De Nardi, que à tarde participou de outra reunião com a equipe do ministro Mantega.

Reunião ampliada

No final da manhã, no Itamaraty, a comitiva russa liderada por Medvedev participou de reunião ampliada que contou com o vice-presidente Michel Temer, os ministros Fernando Pimentel (Indústria e Comércio), Edison Lobão (Minas e energia), Mendes Ribeiro Filho (Agricultura e Pecuária) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia).

Durante o encontro bilateral, as partes trataram de temas como a participação de universidades russas do programa “Ciência Sem Fronteira” e o comércio de carnes bovina, suína, aves, trigo e soja, bem como a licitação de blocos para exploração de petróleo na área do pré-sal e a construção de usinas nucleares.

Na conversa, os dois países trataram também de temas como tecnologia do sistema bancário e uso de moedas comuns no comércio entre os países que integram o bloco econômico denominado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Após a reunião, Temer e Medvedev participaram de cerimônia de assinatura de acordos e encerraram o programa com declarações à imprensa.

Rússia confirma entendimentos com Brasil em defesa antiaérea

Dmitri Medvedev, Chefe de governo russo, aposta na complementaridade das duas economias.
 

William Waack - Jornal da Globo
Brasília, DF

O chefe de governo da Rússia, Dmitri Medvedev, confirmou entendimentos com o governo brasileiro para a venda de armamentos de defesa antiaérea.

A marca pessoal de Dmitri Medvedev é a cordialidade, em um país cada vez mais autoritário. A cara de Medvedev, ironiza a imprensa internacional, é o retrato das prometidas reformas políticas e econômicas da Rússia, mas a foto dele tem aparecido pouco com o chefão Vladimir Putin, o presidente, mandando em tudo.

"Não acho que o número de fotografias diz algo sobre a competência ou eficiência de políticos", rebateu Medvedev, polidamente, como sempre. "Gostaria até de aparecer menos", disse. Reconhece que a Rússia precisa se modernizar, que depende demais da exportação do gás e petróleo, que a burocracia é grande e pesada, que o país perdeu a liderança em muitos setores.

Medvedev repete o mesmo mantra que vale para o Brasil: o país tem que ganhar mais competitividade. As economias dos dois gigantes, Brasil e Rússia, são complementares, diz ele, e a Rússia está disposta a ajudar o Brasil no que ainda tem de muito competitivo: armas convencionais.

“Eu já discuti isso com a presidente e com o vice-presidente, nós vamos pensar em formas de ajudar. A Rússia tem um peso importante no mercado de armamentos. Temos ótimos produtos, modernos e com bons preços, então estamos prontos para desenvolver cooperação nessa área, e acho que as coisas estão progredindo”, diz.

Transferência de tecnologia? Claro, se o Brasil pagar bem. “Não tem sentido entregar tecnologia e perder dinheiro, mas, se for feito de forma a dar lucro tanto para a Rússia quanto para o Brasil, e, se, como resultado, recebermos algum dinheiro, é até normal que isso seja feito”, afirma.

Medvedev gosta da definição do Brasil como uma Rússia tropical, complexa, continental, mas se esquivou de uma resposta clara ao ser convidado a explicar aos habitantes brasileiros como justificar a prisão de mulheres de um conjunto punk que tocaram em uma igreja ortodoxa falando mal de Putin.

"Acho que os brasileiros devem ir à Rússia e formar sua própria opinião", respondeu. Da mesma maneira, disse que é politização desnecessária a campanha em países ocidentais contra funcionários do governo russo acusados de envolvimento no assassinato de um advogado que denunciou um esquema milionário de corrupção, o caso Magnitsky.

Medvedev não acha que existe uma nova Guerra Fria, embora a Rússia, admite, precise de se reafirmar no sistema internacional. Cordial como sempre, riu muito quando perguntado do sonho de Ostap Bender, o personagem literário russo que equivale a Macunaíma para os brasileiros. “Se eu tivesse tempo, sim, iria passear de calças brancas em Copacabana”, encerrou.

19 fevereiro 2013

FAB recebe mais dois VANTs

Agência Força Aérea

A Força Aérea Brasileira recebeu no dia 30 de janeiro mais dois Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT). Os dois RQ-450, fabricados em Israel, estão em fase de montagem na Base Aérea de Santa Maria (RS) e os primeiros voos estão programados para março. As novas aeronaves já devem ser utilizadas nas próximas Operações Ágata, nas regiões de fronteira, e também durante a Copa das Confederações. O investimento foi de R$ 48 milhões.


Agora, são quatro unidades que fazem parte do Esquadrão Hórus. Dois RQ-450 já estavam em operação desde 2011. Apesar de serem do mesmo modelo, as aeronaves recebidas agora têm algumas melhorias, como câmeras diurnas e de infravermelho de melhor resolução e sistemas de comunicações aperfeiçoados. Também foi recebido um radar que permite fazer imagens mesmo através das nuvens.


Emprego Real

 

As primeiras experiências da FAB com aeronaves não-tripuladas ocorreram em 2010. No ano seguinte, com a criação do Esquadrão Hórus, houve a estreia operacional durante as Operações Ágata.

Um RQ-450 também participou das ações de segurança durante a Rio + 20. Nestas missões, estas aeronaves fazem imagens tanto de dia quanto de noite e transmitem ao vivo para os Centros de Controle.

Além das operações reais, o Esquadrão Hórus também realiza missões de "desenvolvimento de doutrina", quando são elaboradas táticas para uso militar de VANT em situações conflito. Na FAB, essas aeronaves são comandadas do solo por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões militares e regras de controle do espaço aéreo.

Aeronave da Marinha socorre mulher de 60 anos que sofreu acidente em fazenda no Mato Grosso do Sul

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


Uma aeronave do 4º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral realizou, no dia 30 de janeiro, a evacuação aeromédica de uma senhora, de aproximadamente 60 anos, com suspeita de fratura na costela e no braço, após queda de um cavalo. Ela estava nas proximidades da Fazenda Boa Esperança, Região do Cedro, a aproximadamente 46 quilômetros de Ladário (MS).


Após socorro, a aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Corumbá, local em que a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) a aguardava. A ação demonstrou a importância do emprego das aeronaves UH-12 para o apoio a sociedade pantaneira.

ONU alerta para ação de estrangeiros na Síria

Equipe chefiada por brasileiro prepara novo relatório
 

Gustavo Uribe - O Globo

SÃO PAULO - A guerra na Síria, que já vitimou mais de 70 mil pessoas, tem se radicalizado nos últimos meses com a presença cada vez maior de combatentes estrangeiros e contrabando de armas. A conclusão é de um relatório divulgado ontem pela Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU). 


Além do aumento da potência das armas usadas no conflito - e das violações dos direitos humanos -, o documento identificou, entre os grupos rebeldes que combatem as forças do presidente Bashar al-Assad, cidadãos de pelo menos 12 países - boa parte deles da África, Ásia e Europa.

O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, chefe da comissão, ressaltou que a maioria dos mortos no conflito é de civis. Segundo ele, os investigadores entregarão à ONU, em março, uma lista sigilosa de nomes e entidades, tanto governistas como rebeldes, suspeitos de terem cometidos crimes contra os direitos humanos.


Na avaliação de Pinheiro, trata-se de uma "ilusão" acreditar que há uma solução militar para a guerra civil.


- O que tem contribuído com a radicalização é o crescente número de combatentes estrangeiros.


Os números não são enormes, mas eles têm muito treino e estão vindo inclusive da Europa. O conflito também tem se tornado mais militarizado por conta da proliferação de armas, que são compradas por meio de contrabando e os fundos são assegurados por interesses muitas vezes localizados de alguns países - afirmou.

Em defesa de processo no TPI

 

Em entrevista na capital paulista, o diplomata destacou outro agravante: o conflito armado tornou-se um campo de disputa entre forças políticas regionais, com o financiamento de armas por países interessados em certas correntes em atuação na Síria. Ele considerou a internacionalização da guerra civil um dos complicadores das negociação em busca de uma solução local e reafirmou que, ao contrário da Líbia, não haverá uma intervenção estrangeira na Síria.

Pinheiro voltou a defender que as violações sejam levadas ao Tribunal Penal Internacional (TPI), uma decisão que cabe ao Conselho de Segurança da ONU - uma vez que a Síria não é signatária do Estatuto de Roma. Rússia e China já vetaram três resoluções que tentaram impor sanções contra o país do Oriente Médio.


- Esses números (de mortes) refletem a enorme gravidade desta crise e, quanto mais tempo o Conselho de Segurança levar para chegar a um acordo, mais mortes vão ocorrer - alertou Pinheiro.
 

FAB monta aviões não tripulados em Santa Maria

Zero Hora

A Base Aérea de Santa Maria (Basm) está montando dois Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant) fabricados em Israel e adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os Vants modelo RQ-450 custam cerca de R$ 48 milhões e serão montados até 15 de março. Eles chegaram ao Brasil, segundo a FAB, em 30 de janeiro.

De acordo com o comandante da Base Aérea de Santa Maria, David Almeida Acolforado, os Vants serão utilizados para fazer segurança de autoridades e nos estádios na Copa das Confederações, neste ano, na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas, em 2016. Durante a Rio +20, no Rio de Janeiro, um Vant da Basm auxiliou na segurança.


– Essas aeronaves permitem monitoramento à distância dos locais sem serem percebidas pelo público. Além de não ficarem no campo de visão, produzem menos ruído que modelos anteriores – explica Alcoforado.


As duas novas aeronaves já devem ser utilizadas nas próximas Operações Ágata, nas regiões de fronteira. Agora, são quatro unidades que fazem parte do Esquadrão Hórus. Dois RQ-450 já estavam em operação desde 2011. Uma das estrelas da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010, o avião não tripulado que seria a principal arma para combater o tráfico de drogas nas fronteiras ficou meses no chão por falta de contrato de manutenção. Uma cláusula da compra do sistema impedia a aeronave de voar sem o contrato.
 

Primeira experiência com os Vants ocorreu em 2010

Apesar de serem do mesmo modelo, as aeronaves recebidas agora têm algumas melhorias, como câmeras diurnas e de infravermelho de melhor resolução e sistemas de comunicações aperfeiçoados. Também foi recebido um radar que permite fazer imagens mesmo através das nuvens. As primeiras experiências da FAB com aviões não tripulados ocorreram em 2010.


Durante as missões, os Vants fazem imagens tanto de dia quanto de noite e transmitem ao vivo para os Centros de Controle. Na FAB, essas aeronaves são comandadas do solo por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões Militares e regras de controle do espaço aéreo.

Embraer sobe em ranking das empresas de material militar

O Estado de SP
Genebra

Encomendas do governo brasileiro inflam as vendas militares da Embraer e a empresa ganha espaço entre as maiores companhias do mundo.


Enquanto a crise global e os cortes nos orçamentos dos ministérios de Defesa de todo o mundo geram uma queda na venda do setor, a empresa nacional segue a tendência contrária à média.


Segundo o Instituto Internacional de Pesquisas de Paz, em Estocolmo, o segmento militar sofreu uma contração em suas vendas de cerca de 5% em 2011 por conta da decisão de algumas das maiores potências militares em reduzir seus gastos diante da crise. Já as vendas da Embraer aumentaram cerca de 30%.


Os dados revelam que as cem maiores empresas militares do mundo realizaram vendas de US$ 410 bilhões em 2011, apenas em armas e equipamentos militares. A lista continua a ser dominada por empresas americanas e europeias. Entre as cem maiores estão 44 companhias dos Estados Unidos, que representam 60% das vendas de armas no mundo. Há também 30 empresas europeias, que respondem por 29% do mercado internacional.


Mas, em 2011, a entidade constatou uma queda na venda de armas, em parte por conta dos cortes de gastos por países, além do adiamento de programas de renovação de arsenais por conta da crise. Na Europa, diversos governos abandonaram programas militares lançados antes da crise da dívida e  encomendas de aeronaves e outros equipamentos foram suspensos.


Segundo os especialistas, a redução dos conflitos no Afeganistão e no Iraque, além da sanção na Líbia, também contribuíram para a queda de vendas. Ainda assim, em dez anos, essas empresas aumentaram suas exportações em 51%.


Mas, tomando um caminho oposto ao setor, a brasileira Embraer estaria ganhando espaço entre as maiores empresas militares do mundo. No ranking de 2011, ela já aparece na 81º posição entre as maiores fornecedoras de equipamentos militares, 14 posições acima do ranking do ano anterior.


Em 2011, a Embraer vendeu o equivalente a US$ 860 milhões em equipamentos militares, ante um volume de US$ 670 milhões em 2010. Segundo o instituto sueco, 15% das vendas da empresa brasileira - que chegam a US$ 5,8 bilhões - já são para o setor militar.


De acordo com Stephanie Blenckner, uma das especialistas da entidade, o que está garantindo um aumento de vendas da Embraer é justamente as compras realizadas pelo governo brasileiro. "A empresa entregou Super Tucanos e armas modernas aos militares brasileiros em 2011", indicou.


Crise. Empresas como a Lockheed Martin e a Boeing continuam sendo as maiores fornecedoras de armas do mundo, ambas com mais de US$ 30 bilhões em vendas apenas em 2011. Cerca de 45% das atividades da Boeing, por exemplo, estão dedicadas às armas. Mas, diante da decisão de governos de cortar seus gastos, algumas das gigantes do setor passaram a adotar estratégias para driblar os cortes. "Produtores de armas estão tentando se proteger das medidas de austeridade", indica Susan Jackson, especialista da entidade em Estocolmo.


Uma das alternativas tem sido a especialização, enquanto outras passaram a optar por incrementar suas vendas em regiões como a América Latina, Oriente Médio e Ásia, onde governos continuariam a gastar com armas.


Outra estratégia das empresas é focar suas atividades em cibersegurança, que começa a surgir como um mercado dinâmico. Gigantes como a Raytheon, BAE System e EADS Cassidian vêm diversificando suas ações nesse campo, justamente para compensar a queda de vendas em armas tradicionais. (J.C.)

16 fevereiro 2013

MAN - 6x6 Supera Expectativas

Defesanet

O primeiro caminhão protótipo 6×6, baseado no modelo VW Constellation 31.320 com capacidade para até dez toneladas de carga útil em qualquer terreno (QT), foi apresentado ao Exército Brasileiro durante testes da MAN realizados em campo especial da AMAN.

Transportando equipamento de artilharia (obuseiro) de seis toneladas, o novo veículo foi submetido a condições severas e reais de operação e apresentou resultados acima das expectativas das autoridades presentes.

O novo chassis foi desenvolvido pela engenharia da fábrica de Resende em conjunto com o BMB e possui configuração especial para atender às necessidades do Exército Brasileiro. Tem capacidade de transpor cursos d’água de até um metro de profundidade, vencer rampas com 60% de inclinação e obstáculos com 30% de inclinação lateral. O veículo também foi aprovado no teste do Exército Brasileiro e subiu com tranquilidade um degrau com mais de 30 centímetros de altura.

A partir do mês de maio, o Exército Brasileiro poderá testar uma unidade própria em suas instalações. Além do transporte de obuseiros em estradas de difícil acesso, o caminhão 6×6 poderá ser utilizado para o transporte de tropas e de material para construção de pontes ou como porta-container.

O caminhão VW Constellation 31.320 6×6 (dez toneladas QT) complementará a linha de produtos militares da MAN Latin America, ao lado dos modelos 15.210 4×4 (cinco toneladas QT) e 13.180 4×4 (2,5 toneladas QT), que será entregue ao Exército Brasileiro no próximo mês de março, produzidos sob medida para atender às necessidades de cada operação.

Nota DefesaNet - A BMB, Centro de Customizações exclusivo MAN Latin America, que atua desenvolvendo e realizando adaptações em caminhões e ônibus Volkswagen, iniciou suas operações em setembro de 2001 para suprir a crescente demanda por produtos especiais cuja produção em uma linha de montagem se torna inviável por conta dos baixos volumes e da alta complexidade..

Suas operações são desenvolvidas numa moderna planta industrial onde já foram modificados mais de 90.000 veículos. Dentre os destaques estão os ônibus de piso baixo com acessibilidade universal, os veículos com 8×2 e 8×4 com dois eixos direcionais entre outros produtos e soluções sobmedida.

YAK -130 - Mectron negocia venda de radar

Brasileira Mectron negocia venda de radares para equipar caças russos

Roberto Godoy - O Estado de SP


O avião russo de ataque e treinamento avançado Yak-130 A pode receber o radar brasileiro Scipio-01, produzido pela Mectron, subsidiária da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT). O dispositivo já equipa o principal caça supersônico da Força Aérea Brasileira, o F-5M – a versão de tecnologias revitalizadas produzida pela Embraer e pela israelense ELBIT, e o caça-bombardeiro de precisão A-1 AMX.

A negociação está no contexto do acordo entre Moscou e Brasília firmado em dezembro, na Rússia, pela presidente Dilma Rousseff. O termo principal envolve o fornecimento, pela Rússia, de três baterias do sistema de defesa Antiaérea Pantsir S1, mais duas do míssil de porte individual Igla 4/9K38 e a criação de uma jointventure que produzirá essa arma no Brasil, envolvendo uma associação entre AVIBRAS, EMBRAER e Odebrecht.

A decisão final deve ser anunciada na próxima semana, durante a visita do presidente Dimitri Medvedev ao Brasil. Na mesma ofensiva, a agência russa de exportação de material militar oferece o pequeno Yak-130 para a FAB como avião de transição entre o turboélice Super Tucano e os caças principais da Força.

A presidente Dilma, que procura driblar a agenda das formalidades diplomáticas, receberá o visitante. Todavia, parte do programa será cumprida pelo vice, Michel Temer, cada vez mais envolvido nas questões da Defesa.

O radar Scipio-01, interessa à Irkut, fabricante do Yak-130A, porque combina duas características próprias: é compacto e opera de modo variado - busca, rastreamento, localização de avião tanque, procura sobre o mar, mapeamento, telemetria e, ao menos, de quatro diferentes maneiras de atividade de combate. Na prática, significa que pode identificar um mínimo de 4 objetivos (e, talvez, no máximo 8) simultaneamente. Alvos aéreos de 5 m2 podem ser encontrados a 32 km de distância, e terrestres de 100 m2, a até 80 km.

Os russos usariam o equipamento em uma de suas mais novas máquinas de guerra, o jato de ataque leve e treinamento avançado, o Yak-130, Mitten (um tipo de luva) na classificação da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Aversão A, mais desenvolvida, fez o primeiro voo em 2004 e foi logo em seguida contratado pela aviação militar russa, que encomendou 72 unidades. Em 2011, a Irkut recebeu um pedido adicional de mais 65 jatos. Cada aeronave custa cerca de US$ 15,3 milhões - 40 foram entregues.

Até dezembro, além da Rússia, quatro países operavam 37 aeronaves - Argélia, Bangladesh, Bielo-Russia, e Mongólia. A Síria esperava 36 dos Yak-130, compra embargada por Medvedev em conseqüência do conflito entre o regime de Bashar Assad e os rebeldes dentro do país. O Uruguai e a Sérvia estudam a aquisições de um esquadrão cada.

De certa forma, o jato assemelha-se ao AMX da Embraer. A configuração padrão é de dois pilotos, a velocidade máxima subsônica fica em 1.050 km/hora e o alcance bate em 2,5 mil quilômetros - a carga de armamento variado (mísseis, bombas guiadas, foguetes) é de 3 toneladas.

Mísseis. Ontem, uma comissão de técnicos russos acertava detalhes da negociação com o míssil Pantsir S1, em São José dos Campos. O valor do negócio ainda está sendo definido. O projeto foi montado pelo general José Carlos De Nardi, Chefe do Estado Maior Conjunto da Defesa, e prevê a aquisição de três baterias do Pantsir S1 - cada bateria usa seis carretas lançadoras, além de veículos de apoio - combinação de mísseis terra-ar com alcance de 20 km, na altitude de 15 km, mais dois canhões duplos, de 30 mm. Cada carreta transporta 12 mísseis 57E6.

O radar de detecção atua em um raio de 36,5 km e pode localizar dez alvos por minuto. O sistema eletrônico é redundante, segundo a empresa russa KBP, responsável pelo programa do Pantsir S1. "A melhor parte de todo o processo é que os russos aceitaram a demanda brasileira de que haja transferência de tecnologia", diz o general De Nardi. Todo o conhecimento original do projeto do equipamento será aberto.

15 fevereiro 2013

Aspirando à autossuficiência, Rússia suspende lote de blindados

Ministério da Defesa suspende compra de lote italiano e quer se tornar autossuficiente.

Víktor Litóvkin
, especial para Gazeta Russa

 
Aspirando à autossuficiência, Rússia suspende lote de blindados
Foto: Divulgação
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou a suspensão de um lote de veículos blindados italianos Iveco LMV, renomeados no país como “Ris” (em russo, “lince”).

O país já adquiriu 1.755 veículos em conformidade com contrato assinado com a fabricante italiana em dezembro de 2011. Esses já foram pagos e serão montados em plantas russas, de acordo com o coronel-general Vladímir Tchírkin, comandante da infantaria russa.

“Mas a compra do segundo lote, de 1.200 veículos, será cancelada”, afirmaTchírkin.
 

A produção da Iveco chamou a atenção do setor militar russo durante uma das exposições internacionais de defesa em Paris. Então, o país buscava um substituto para o veículo blindado pesado de infantaria BMP-2 e para o de transporte de tropas BTR-80, equipamento fundamental das Forças Armadas.

Após as últimas operações militares no Cáucaso do Norte - na Tchetchênia, no Daguestão e contra a Geórgia em agosto de 2008 -, tornou-se claro que o BMP-2 e o BTR-80 não estavam aptos a combater naquelas regiões montanhosas.

Porém, com a falta de recursos dos anos 2000, a Rússia se viu incapaz de promover uma renovação da frota naquele momento.

Os ventos de inovação vieram com o contrato com a Iveco em dezembro de 2011. A resistência do “Ris” foi um dos principais fatores da compra, já esse tem proteção balística garantida até nível 6 e resiste ao impacto de projéteis de calibre 7,62 mm.

No entanto, descobriu-se posteriormente que o russo “Tigr” além de equiparar-se em muitos aspectos ao italiano, supera-o em diversos outros.

Produzido pela AMZ, o "Tigr" pode transportar armamento ainda mais pesado que o "Ris", além de dez soldados - contra a capacidade máxima de quatro do veículo italiano.

Compra fomentou concorrência interna


A aquisição do Lince impulsionou a modernização dos veículos militares russos. Como resultado da compra, apareceram no mercado bélico os novos veículos ligeiros "Volk" (em russo, “Lobo”) e "Skorpion" (“Escorpião”), também com proteção balística de nível seis.

Assim, os 1.775 Lince já adquiridos permanecerão com o exército russo e serão usados pela polícia militar. No entanto, os soldados russos utilizarão veículos de fabricação nacional para combates.

Contratorpedeiros são espinha dorsal de uma marinha moderna

Ilya Kramnik - Voz da Rússia

navio, frota militar, Rússia, Tecnologia, desenvolvimento

RIA Novosti

A Rússia continua o desenvolvimento de um contratorpedeiro de nova geração. Hoje, os navios dessa classe se tornaram na base do poderio militar de muitas marinhas que, pelas suas capacidades, deveriam se chamar de cruzadores. A construção em série desses navios é uma condição indispensável para a criação de uma marinha oceânica capaz de desempenhar missões de alto mar.

Quem será o herdeiro dos Sovremenny?


Os últimos contratorpedeiros criados pela URSS foram os navios do projeto 956, conhecidos como contratorpedeiros Sovremenny (Contemporâneo) pelo nome do primeiro navio da série (na Rússia, os contratorpedeiros são batizados tradicionalmente com adjetivos). O primeiro navio, o Sovremenny, teve o assentamento da quilha em março de 1976 e entrou ao serviço em 1980. O 16º e último contratorpedeiro dessa classe, construído para a Marinha de Guerra Russa, o Besstrashny (Sem medo), que hoje tem o nome de Admiral Ushakov, entrou ao serviço em 1993. Outros quatro navios do projeto 956 foram terminados nos anos 1999-2006 por encomenda da Marinha de Guerra Chinesa.

Os navios dessa classe são apreciados pelas suas boas características de manobra e capacidade de ataque, porém, alguns aspetos negativos do projeto resultaram num abate bastante rápido da maior parte dos contratorpedeiros dessa série nos tempos pós-soviéticos. O "calcanhar de Aquiles" era a unidade propulsora de turbinas a vapor, moralmente obsoleta já na altura da construção desses navios, menos econômica e fiável que a unidade propulsora de turbinas a gás dos grandes navios antissubmarino do projeto 1155 Udaloy (Audaz) e que estavam a ser construídos na mesma altura. Além disso, também as capacidades de defesa antissubmarino e antiaérea do contratorpedeiro não eram consideradas as melhores. Assim, neste momento há apenas três Sovremenny no ativo dos 16 que foram construídos. Outros dois se encontram em reparação e quatro estão desativados e à espera de um destino. Em comparação, dos doze navios do projeto 1155 oito continuam no serviço ativo.

Os defeitos dos contratorpedeiros do projeto 956 já eram evidentes na URSS, o que levou ao desenvolvimento e início da construção do navio do projeto 1155.1 (denominação OTAN - Udaloy II), que deveria combinar uma unidade propulsora fiável e as capacidades de luta antissubmarino dos contratorpedeiros do projeto Udaloy com as capacidades de ataque dos Sovremenny. Infelizmente, só foi construído um desses navios, o Admiral Chabanenko, considerado um dos melhores navios da Marinha de Guerra Russa. Com o assentamento da quilha em fevereiro de 1989 e lançado à água em dezembro de 1992, ele entrou ao serviço apenas em 1999. As circunstâncias da realidade pós-soviética não favoreceram uma rápida finalização e os testes dos navios de guerra.

De resto, o Admiral Chabanenko também não era perfeito: até à sua entrada no ativo, os EUA já tinham incorporado quase três dezenas de contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, que determinaram de fato a tipificação dos navios desse tipo para os dias de hoje. O principal trunfo dos Arleigh Burke (e dos cruzadores de maior porte Ticonderoga) é o sistema de comando e controle (SCC) de armas multifuncionais Aegis (ACS), que em combinação com o sistema de lançamento vertical Mk 41 tornou esses navios em combatentes universais. O sistema Mk 41 pode utilizar praticamente toda a panóplia de mísseis anti-superfície ou antiaéreos, assim como os foguetes-torpedo antissubmarino usados pela Marinha de Guerra dos EUA. O Admiral Chabanenko, tal como os seus antecessores do projeto 1155, também tinha um sistema de lançamento vertical (VLS), mas ele só podia ser usado para o lançamento de mísseis antiaéreos de médio alcance 9М330 do sistema Kinjal. Além disso, a marinha russa não dispunha de um sistema de comando e controle com as capacidades do Aegis.

Exigências básicas

Dessa forma, foram determinadas as exigências de base para o "contratorpedeiro do futuro": a existência de um SCC que garanta o seguimento, a aquisição e abate de alvos de superfície, submarinos, aéreos e terrestres, assim como o comando tanto de um navio isolado como de uma esquadrilha inteira, incluindo aeronaves de diferentes tipos, e sistemas de lançamento verticais com um vasto de leque de munições disponíveis. As exigências específicas da Marinha de Guerra Russa determinaram a necessidade de criação de dois tipos de VLS: um sistema de tiro naval universal (USSC) e um VLS de peso e dimensões mais pequenas para o sistema de mísseis antiaéreos Redut. Ambos os sistemas podem usar diversos tipos de mísseis. O USSC lança mísseis anti-superfície Onix, assim como toda a gama de mísseis do complexo Kalibr, desde mísseis de cruzeiro estratégicos até aos foguetes-torpedos antissubmarino. Um módulo do USSC leva 8 mísseis. Um módulo do sistema de lançamento Redutpode ser carregado com quatro mísseis antiaéreos de médio alcance (até 150 km) 9М96Еe com 16 de curto alcance (até 150 km) 9М100. Os mísseis de curto alcance são colocados 4 em cada célula. Assim, por exemplo, a corveta russa Soobrazitelny (Inventivo), que possui três módulos Redut de 4 células cada, pode transportar 12 mísseis de médio alcance ou 48 mísseis de curto alcance, ou as diferentes combinações de ambos.

Em simultâneo com o armamento, estava a ser desenvolvido o novo sistema de comando (hoje, a marinha russa está a adotar progressivamente o Sigma), um SCC universal, único para todos os navios de combate de superfície de nova geração e que apenas diferem ligeiramente conforme o tipo e o armamento de cada navio específico.

O Sigma foi testado, na sua primeira versão, na fragata Neustrashimy (Intrépido), construída nos anos 90. A sua versão modernizada equipou as corvetas da classe Stereguschy (O que guarda), tanto as que já estão no ativo, como as que se encontram hoje em construção para a Marinha de Guerra Russa. As fragatas de nova geração também estão a receber o seu Sigma que será também, na sua versão modernizada, o "cérebro eletrônico" dos novos contratorpedeiros.

As limitações financeiras das capacidades de combate

A questão que hoje tem de ser resolvida é a qual será a relação entre as capacidades do contratorpedeiro e o seu custo. Ainda não existem informações detalhadas sobre o projeto. Segundo o que tudo indica, se trata de três versões possíveis. A primeira é um navio deslocando 9000 toneladas com uma unidade propulsora de turbina a gás, artilharia de 130 mm, presumivelmente equipado com quatro módulos USSC (até 32 mísseis no total). A defesa antiaérea do navio será assegurada por 16 módulos antiaéreos Redut (até 4 mísseis de médio alcance ou 16 mísseis de curto alcance em cada módulo, i.e. de 64 a 144 mísseis antiaéreos no total em diversas combinações).

Mais potente, mas também mais cara, será a versão de um contratorpedeiro de 12000 toneladas que, presumivelmente, poderá ser equipado com artilharia de 152 mm e com um “arsenal de mísseis” substancialmente superior. A terceira versão do contratorpedeiro, com dimensões e capacidades de combate semelhantes ao da segunda versão, teria uma propulsão nuclear. Não é de excluir que, com esse deslocamento, ela seja mais econômica que as turbinas a gás pelo seu tempo de vida útil.

É difícil prever qual será a versão adotada. O custo, mais uma vez estimado, de um navio desses de série será de cerca de 40-60 bilhões de rublos e a Marinha de Guerra Russa necessita, pelo menos, de 12-16 unidades semelhantes, capazes, apoiadas por fragatas e corvetas, de constituírem a base do poderio naval da Rússia no Norte e no Extremo Oriente. Ao receber e integrar uma quantidade suficiente de navios porta-mísseis, das corvetas aos contratorpedeiros, a marinha, além do mais, estará apta a formar esquadras permanentes, cujo “núcleo” poderão ser cruzadores porta-mísseis nucleares modernizados, navios de desembarque universais e, em perspetiva, porta-aviões.

O projeto de um contratorpedeiro prospetivo para a Marinha de Guerra Russa deverá ser aprovado em 2014 e, considerando o tempo necessário para aperfeiçoar os elementos principais do equipamento e do armamento, os trabalhos de construção do casco do primeiro navio podem começar já em 2015-2016. Já falta pouco tempo de espera.

Estados Unidos esquecem seus veteranos

Serguei Duz - Voz da Rússia

De acordo com a mídia norte-americana, o SEAL (fuzileiro da Marinha dos EUA) que durante uma operação especial matou o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, não recebe pensão nem goza de assistência médica. Este é só um dos numerosos casos quando o governo dos EUA trai, na realidade, seus homens que, ao defenderem os interesses estadunidenses, fizeram um trabalho bem sujo. 


A captura de Osama bin Laden foi uma questão de reputação para os EUA. Contra este pano de fundo, a recusa de Washington de pagar uma recompensa de 25 milhões de dólares prometida pela morte do terrorista aparenta especialmente desafiante. Esse dinheiro, o mais provável, ninguém receberá – nem o próprio liquidador, nem outros membros de sua equipe, nem especialistas em matéria de inteligência que rastrearam o esconderijo do terrorista.

Não é necessário esclarecer que o marine é divorciado, pois em semelhantes circunstâncias da vida o fato de ter família é perigoso em todos os sentidos. Portanto, o quadro aparece mais que funesto: não ter dinheiro, não ter família, não ter saúde. Se generalizarmos, não há futuro como tal.

O redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko, apresenta à Voz da Rússia seu ponto de vista sobre o assunto:

“Qualquer burocracia tem postura de negligência para com as pessoas que garantem os interesses da segurança nacional de seu país. No tocante à situação que se está produzindo nos Estados Unidos, não quero dizer que é típica para outros países, mas sim se repete em muitas suas feições onde quer que seja. As atitudes desumanas que os burocratas de administrações de Estado demonstram em relação àqueles que arriscaram sua vida e saúde cumprindo missões especiais e participando em operações de combate, é um fenômeno bastante divulgado. E as pessoas fardadas apercebem tais posturas e atitudes, naturalmente, de maneira muito dolorosa.”

Segundo estatísticas, são muito mais frequentes os casos de suicidio entre veteranos norte-americanos do que outros incidentes. Assim, em 2012 o Exército dos EUA perdeu mais vidas por causa dos suicídios do que por participação em hostilidades reais. Existem dados de acordo com os quais neste entorno se registra um ato suicida a cada 90 minutos. A Voz da Rússia entrevistou sobre esse particular Richard Sword, um dos co-autores do livro dedicado ao transtorno do estresse pós-traumático, uma espécie de doença profissional dos soldados que passaram por combates armados sangrentos:

“Entre os veteranos, o problema dos suicídios torna-se cada vez mais grave. Em parte, isso está relacionado com novas operações no exterior. A instabilidade financeira dentro dos próprios EUA também joga um papel negativo. Há cem anos que os psicólogos vêm explicando este fenômeno por causas encerradas no passado: as pessoas, segundo eles, lembram-se de algumas coisas acontecimentos no passado, que provocam neles o desejo de ajustarem contas com a vida. Porém, eu acho que o problema enraiza no futuro. As pessoas começam a pensar que não têm futuro ou que sua vida está andando de mal a pior.”

Naturalmente, os veteranos norte-americanos, como os de qualquer outro país desenvolvido do mundo, não ficam totalmente privados de assistência. No entanto, como vemos, essa assistência nem sempre é suficiente para que as pessoas, retornando do inferno ao “paraíso terrenal” norte-americano, sejam capazes de passar pelo purgatório.

Nos EUA, o exército é profissional, e a reforma é sempre um ponto de viragem no destino de todo militar. A profissão deles é a guerra, e é extremamente difícil vencer a si próprio, começando uma vida nova, inclusive quando o Estado apoia. Portanto, o resultado é que muitos veteranos não conseguem enquadrar-se à vida pacífica.

Provavelmente, a razão da situação tão trágica dos veteranos consiste no pragmatismo tradicional norte-americano. O país das oportunidades iguais esquece aqueles que já perderam essas oportunidades.

Rússia conquista novos setores no mercado mundial de armamentos

Konstantin Garibov - Voz da Rússia

Em 2012, os mais importantes fornecimentos de armas russas corresponderam a países do Sudeste Asiático e da Região Asiática do Pacífico, declarou o diretor-geral da Rosoboronexport, Anatoli Isaikin. Este mercado recebeu 43% do volume total da exportação de armamentos, equipamentos e serviços.

O Oriente Médio e Próximo e a África do Norte são o segundo maior mercado, seguido por países da América Latina e da CEI. Ao mesmo tempo, no ano passado, equipararam-se os fornecimentos militares correspondentes a países da CEI e à China. O redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko, explicou assim a manutenção de uma alta demanda de armamentos russos na Ásia:

“A região tem um alto potencial de conflitos por causa de problemas territoriais pendentes em torno de ilhas e setores da plataforma continental, em que é possível a extração industrial de hidrocarbonetos. Neste contesto, naturalmente, assiste-se a uma tendência de crescimento de orçamentos militares de muitos países. Levando em consideração este fenômeno, é notável o interesse crescente em assinar contratos integrais de fornecimento de armamentos. Em primeiro lugar, devemos destacar o segmento de aviões de caça. É alta também a demanda de submarinos diesel. Basta mencionar um contrato assinado com o Vietnã para a construção de seis submarinos deste tipo. Continuam a ser fornecidas fragatas, corvetas e lanchas porta-mísseis. É grande o interesse em relação a sistemas e complexos de defesa antiaérea e veículos blindados russos.”

Em 2012, um alto interesse entre clientes estrangeiros foi despertado pelo submarino convencional Amur 1650 de última geração, comunicou o diretor-geral da Rosoboronexport, Anatoli Isaikin. Três dos dez países, que têm planos de modernizar ou de formar frotas submarinas e aos quais foram propostas projetos russos, já fizeram opção a favor do Amur 1650. Viktor Baranets, perito militar, considera este fato como alta avaliação de tecnologias russas:

“É agradável, naturalmente, que clientes estrangeiros escolheram o Amur. Este submarino merece de fato os elogios. Em comparação com outros submarinos análogos no mundo, o Amur 1650 desenvolve uma boa velocidade, tem bons armamentos e uma hélice bastante silenciosa. O submarino tem uma grande vantagem por ser equipado com um sistema independente de propulsão da atmosfera (AIP), que elimina o ponto fraco de todos os submarinos diesel, que trabalham em acumuladores e devem emergir para carrega-los. Tal significa que o submarino pode ser descoberto, sendo capaz de efetuar navegação autônoma só por um tempo limitado. Tal sistema ajuda a resolver este problema.”

A Síria ocupou no ano passado 13º e 14º lugares na exportação de armamentos russos. O diretor-geral da Rosoboronexport comunicou que a companhia fornece à Síria sistemas de DAM e equipamentos de reparação para diferentes armamentos. A Rússia não exporta aviões a este país. Anatoli Isaikin assinalou que o contrato de fornecimento de aviões de treino e de combate Yak 130 não é anulado, mas os fornecimentos estão por enquanto suspensos. A companhia tem ainda alguns contratos não cumpridos com a Síria, mas o chefe da Rosoboronexport não quis revelá-los, alegando o caráter confidencial dos acordos.

Anatoli Isaikin comunicou ainda que a Rosoboronexport discute com as autoridades do Mali a possibilidade de fornecer lotes adicionais de armas portáteis. O último lote foi fornecido há duas semanas. Além disso, a República do Mali tem interesse em comprar à Rússia helicópteros e veículos blindados.

Israel bombardeia suas próprias instalações secretas no Líbano

Voz da Rússia

O jornal libanês Al Mustaqbal informou na segunda-feira que uma explosão misteriosa, ocorrida a leste da cidade de Tir, destruiu uma estação de escutas secretas que Israel tinha instalado em território do Líbano.

Na opinião das fontes do jornal, a estação foi destruída por um míssil lançado por um avião de combate israelense. O jornal considera que o grupo islamita Hezbollah teve conhecimento da existência dessa estação e que andava ativamente à sua procura. Israel decidiu simplesmente destruí-la para que o equipamento secreto não caísse nas mãos do inimigo.