31 março 2013

Combate simulado - Exército Brasileiro

EPTV


30 março 2013

Força Aérea Brasileira e Embraer Defesa & Segurança concluem Revisão Crítica de Projeto do KC-390

Segurança & Defesa

A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer Defesa & Segurança concluíram com sucesso a Revisão Crítica de Projeto (CDR, do inglês Critical Design Review) do jato de transporte militar KC-390. O evento contratual, um dos principais marcos do programa, ocorreu nas instalações da Embraer em Eugênio de Melo, São José dos Campos, entre 11 e 22 de março.

Durante a CDR, foram confirmadas as configurações aerodinâmica e estrutural definitivas, bem como a arquitetura e a instalação dos sistemas, caracterizando a maturidade do projeto para o início do projeto detalhado e fabricação das aeronaves protótipos.

“Foram duas semanas intensas de apresentações e discussões e ficamos muito satisfeitos com as soluções apresentadas pela Embraer”, disse o Coronel Engenheiro Sergio Carneiro, Gerente do Projeto KC-X na FAB. “Saímos destas discussões convictos de que a fabricação dos protótipos pode ser iniciada.”

O encerramento da CDR contou com a participação de integrantes do Alto-Comando da Força Aérea Brasileira, com destaque para o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. A comitiva da FAB verificou de perto as ferramentas e modelos utilizados no desenvolvimento do KC-390, como o simulador de engenharia e o modelo em tamanho real da cabine de pilotagem.

“Concluímos uma etapa importante do Programa KC-390 e, desta forma, prestamos contas à FAB do trabalho realizado. Vamos agora iniciar a fase de produção dos protótipos”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

“Este é um grande marco do programa e estamos orgulhosos com o resultado de todo nosso esforço para demonstrar a maturidade do projeto à FAB”, disse Paulo Gastão Silva, Diretor do Programa KC-390 na Embraer. “Temos certeza de que o KC-390 virá a ser mais um grande sucesso da provada combinação entre requisitos muito bem definidos pela FAB e as soluções desenvolvidas pela Embraer para atendê-los.”

A fabricação das primeiras peças dos protótipos será iniciada em breve e todas as atividades do projeto estão voltadas para a realização do 1º voo da aeronave no segundo semestre de 2014. O KC-390 é o maior avião já concebido e construído pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá um novo padrão para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho e capacidade de carga, além de contar com avançados sistemas de missão e de voo.

EE-18 Sucuri II

Área Militar
 

Durante o periodo de grande desenvolvimento por que passou a industria militar brasileira nos anos 80, vários projectos foram sendo apresentados pelas empresas brasileiras, de entre as quais se destacou claramente a ENGESA de S. José dos Campos (SP).

A empresa produzia na altura os veículos blindados URUTU de transporte de pessoal e o igualmente conhecido veículo blindado de reconhecimento Cascavel, equipado com canhão de 90mm de baixa velocidade.

Com mercados emergentes em mente, mas também com a possibilidade de encomendas por parte do exército brasileiro para um veículo mais poderoso que o Cascavel embora com grande mobilidade, a ENGESA desenhou um caça-tanques.


Ou seja: Um veículo blindado relativamente desprotegido mas poderosamente armado, capaz de engajar veículos mais poderosos de surpresa e utilizar a sua alta velocidade para escapar à possibilidade de ser destruido.

Esse veículo chamou-se Sucuri.

Inicialmente o Sucuri deveria ser equipado com uma torre basculante FL-12 idêntica à utilizada no veículo AMX-13 ou Panhard EBR, com um canhão de 105mm.

Posteriormente, e porque a torra francesa foi considerada complexa, cara, e razão da dificuldade enfrentada pela Engesa em vender o veículo, foi decidido construir uma torre de concepção da própria Engesa, o que implicou também a troca do canhão por outro, de origem italiana e baseado no canhão L-7 britânico de calibre 105. Com este novo canhão, o Sucuri-II passava a ter possibilidade de disparar munição «flecha» perfurante, que era a mais eficiente contra veículos blindados, mesmo veículos blindados pesados.

A nova torre acabou por resultar num completo redesenho do Urutu transformando-o num veículo muito superior ao seu antecessor. Com uma nova silhueta mais baixa e melhor perfil balistico frontal. A nova torre foi também resultado dos estudos da Engesa para o veículo que estudava no momento, o carro de combate médio EE-T1/T2 Osório.

Para um veículo desenhado em meados dos anos 80, o Sucuri estava bastante bem equipado, com periscopios para comandante e atirador e um telemetro laser, canhão giroestabilizado, podendo efectuar busca de alvos com o veículo em movimento.

O novo motor, juntamente com a nova torre, reduziram o peso do Sucuri-II para 18 toneladas, ou seja 500Kg. A menos que o 18.500Kg do modelo inicial do Sucuri.

O Sucuri-II podia ser assistido com muita facilidade e o seu motor era facil de remover.

O Sucuri-II, com o fim da empresa Engesa não chegou a entrar em produção.

Ele constituiu porém um marco na industria militar brasileira, porque enquanto que com os outros veículos o Brasil se limitou a copiar conceitos e ideias de outros países, com o Sucuri-II - um caça-tanques leve numa plataforma 6x6 - houve uma tentativa de inovar que se não era completamente inovadora, era-o pelo menos na ideia de que esse tipo de veículo faria sentido no futuro, pelo menos para as condições da américa latina como substituto do veículo Cascavel, que ainda hoje está em operação em muitos países do mundo.

Marinha da China chega à Malásia

Chineses mostram capacidade de projeção

Área Militar


Uma força naval da marinha do exército popular de libertação, a marinha chinesa, chegou nesta quinta-feira às águas da Malásia numa área conhecida como rochedos «James», a apenas 80km da costa da Malásia e a 1800km da China.

A força pretende não só demonstrar a capacidade da marinha chinesa para enviar destacamentos anfibios para localizações longe da china continental, mas também demonstrar que a China não abre mão de reclamar vastíssimas regiões do mar do sul da China, com base em alegados direitos ancestrais dos pescadores chineses.

Força naval chinesa

 
As forças enviadas pela China têm o comando a bordo do navio logístico Jing-gang-shan da classe Kunlun-shan e junto segue pelo menos um contra-torpedeiro de defesa aérea e uma ou duas fragatas.


A Malásia é o menos afetado dos países limitrofes, mas ainda assim a imprensa do país mostrou-se alarmada com a situação e com o facto de a China continuar a sua afirmação de expansão não se coibindo de enviar forças navais para fazer exercícios à vista do território de outros países.

As pretensões chinesas são contestadas por praticamente todos os países da região, que se veriam praticamente encerrados em águas chinesas.

A China envolveu-se já num confronto diplomático com o Vietname e com as Filipinas. A Malásia é o terceiro dos países da região a ter um conflito com a China mas é o mais afastado de todos.

Os problemas nos mares do sul da China aparentam ser um potêncial foco de conflitos e problemas, com todos os países da região a adquirir armamentos e a modernizar as suas forças armadas.

Os dois maiores países da região, o Vietname e as Filipinas já demonstraram por várias vezes a sua oposição às pretensões chinesas e procuraram aliados de peso.


As Filipinas contam com o apoio indisfarçado dos Estados Unidos enquanto que o Vietname conta com o apoio indireto da Índia, tendo cedido a empresas deste país direitos de exploração no que considera ser a sua Zona Económica Exclusiva.

Os Estados Unidos têm tentado manter uma posição de equidade para não acirrar os ânimos e criar problemas, embora tenham cedido às Filipinas alguns navios da sua Guarda Costeira. Já a India declarou oficialmente que poderá defender as plataformas de prospeção de gás natural que estão nas águas da ZEE do Vietname, as quais são reclamadas pela China.
 

ONU aprova nova missão para conter crise no Congo

Guilherme Poggio - Forças Terrestres

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) autorizou ontem a criação de uma nova tropa de paz para tentar terminar a crise na República Democrática do Congo, que enfrenta confrontos entre tropas do governo e os rebeldes do grupo M23.

A medida, que foi proposta pela França, foi aprovada por unanimidade e também estende a missão das Nações Unidas que está no país há 12 anos até 31 de março de 2014. A nova força especial será integrada por 4.000 soldados de países africanos e terá como sede Goma, no leste do país, um dos redutos rebeldes.

Peru quer Typhoons espanhóis usados, mas também conversa com outros países

Fernando "Nunão" De Martini - Poder Aéreo

Reportagem publicada pela United Press International (UPI) na última terça-feira, 26 de março, noticiou que o Peru está em conversações com a Espanha e outros fornecedores de aviões de combate, como parte de um plano de baixo custo para substituir envelhecidas aeronaves por jatos Eurofighter Typhoon usados ou caças comparáveis.

O custo é a questão central, segundo a reportagem, que contrasta essa competição peruana baseada em preço com o multibilionário programa brasileiro F-X2, que busca novos caças mas está há dois anos aguardando uma decisão final. A mídia peruana noticiou que o governo do país estaria interessado em substituir seus velhos caças com jatos Eurofighter Typhoon de segunda-mão, ou então adquirir um inventário misturado que poderia incluir caças como o francês Rafale, o Super Hornet da norte-americana Boeing, o Gripen NG da sueca Saab e modelos russos como o MiG-35 e os Sukhoi Su-30/35.

Analistas da indústria afirmaram não ser provável que o Peru compre aeronaves novas devido a restrições orçamentárias. Porém, também disseram que as intenções do Ministério da Defesa peruano são sérias a respeito de modernizar as capacidades de sua Força Aérea, em meio a ameaças de segurança devido a contínuas ações de guerrilha no país. A Força Aérea Peruana perdeu aeronaves e helicópteros na guerra de fronteiras de 1995 com seu vizinho Equador, e o inventário atual do Peru inclui caças Mirage 2000 e MiG-29 que se aproximam do estágio em que podem ser considerados obsoletos ou necessitando de grandes reparos e atualizações custosas. Enquanto isso outro vizinho, o Chile, vem modernizando sua Força Aérea.

A proposta espanhola


Fontes do Governo Peruano não disseram se há uma preferência para qualquer um dos jatos citados acima, embora o cenário mais provável seja uma compra de caças Eurofighter Typhoon usados do modelo “Tranche 1″, provenientes da Força Aérea Espanhola. Segundo a Flight International, o Governo Peruano já fez uma proposta formal para comprar 16 Typhoons da Espanha, a um custo unitário de 61 milhões de dólares.

As aeronaves têm um tempo de serviço acumulado relativamente pequeno, de 600 horas de voo. Ainda segundo a publicação, o Governo Espanhol submeteu ao Peru uma proposta de venda de 18 jatos Eurofighter. Caso as negociações da proposta submetida a pedido do Ministério da Defesa peruano se encaminhem, a intenção é receber as aeronaves em até um ano após a assinatura do contrato.


Eurofighter italiano no TLP 2012 - foto Força Aérea Espanhola

A modernização dos atuais Mirage 2000 e MiG-29

Enquanto isso, o Peru dá continuidade a uma cara revitalização de seus caças Mirage, mas não se espera que este modelo ou os MiG-29 permaneçam em serviço além de 2025. A Força Aérea Peruana estima que a atualização dos Mirage 2000 e dos MiG-29 necessitará de um investimento de 266 milhões de dólares, segundo o jornal Diario Correo.

Os trabalhos iniciados há seis anos estão em andamento, com ajuda francesa para treinar os pilotos com novas tecnologias, e a finalização está prevista para 2014. Além disso, foram levantados questionamentos sobre a prontidão para o combate dos jatos de ataque peruanos Su-25, de procedência russa. Dezoito aeronaves do tipo estão no inventário, mas apenas quatro estariam operacionais, segundo a Flight International.

O que está por trás das ameaças da Coreia do Norte?

BBC Brasil

Mais de 40 mil soldados americanos e sul-coreanos estão conduzindo manobras militares na Península Coreana, como parte do exercício Foal Eagle.

Aviões de combate, bombardeiros e submarinos dos EUA se dirigiram à região, em um esforço para "melhorar a segurança e a preparação" da Coreia do Sul.

Esses exercícios são considerados uma maneira visível pela qual Washington reafirma sua aliança com Seul.

A Coreia do Norte supostamente interpreta o propósito desses exercícios de maneira diferente, ao afirmar que poderiam servir para encobrir a preparação de um ataque surpresa.

Em resposta, Pyongyang recorreu à sua ferramenta mais familiar: inflamadas ameaças de escalada do conflito.

Palavras de guerra

A cobertura internacional das tensões com a Coreia do Norte cria a impressão de que suas ameaças recentes em resposta aos exercícios militares surgiram do nada.

Na verdade, há décadas Pyongyang tem se oposto ruidosamente às manobras conjuntas.

A diferença dessas ameaças mais recentes é sua intensidade e especificidade.

Durante o mês passado, Pyongyang prometeu rasgar o armistício de 1953 entre as duas Coreias e fechar a linha direta na região da fronteira.

Logo depois, anunciou que havia aumentado o nível de preparação para o combate de suas forças de artilharia, com as bases americanas em Guam e no Havaí na mira.

Ainda mais audacioso foi o anúncio de Pyongyang de que se reserva o direito de uma guerra nuclear preventiva contra Washington e Seul.

Apesar de Pyongyang ter cumprido a ameaça de cortar a comunicação em Panmunjom, há poucas razões para suspeitar que fará o mesmo em relação a suas outras promessas, pelo menos no curto prazo.

Um razão é que o principal público para as palavras duras de Kim Jong-un é doméstico.

O jovem líder foi promovido rapidamente nas fileiras do Exército Popular da Coreia por seu falecido pai, apesar de ter feito pouco para merecer essas qualificações.

Enfrentar os inimigos da Coreia do Norte ajudará Kim Jong-un a consolidar seu poder militar e político.

Uma segunda causa para a calma temporária são as deficiências tecnológicas da Coreia do Norte nos campos nuclear e de mísseis.

Em sua maioria, os analistas concordam que é pouco provável que Pyongyang tenha dominado com êxito a tecnologia necessária para colocar uma ogiva nuclear em um míssil balístico e lançá-lo contra Washington.

No entanto, seus recentes testes nucleares e lançamento de míssil demonstram que a Coreia do Norte está ansiosa para avançar em sua capacidade nesse campo.

Medo de exercícios militares

Enquanto podemos repudiar as ameaças de Pyongyang como bravatas destinadas principalmente ao público doméstico, é possível que as inseguranças subjacentes da Coreia do Norte sejam sinceras.

O temor de que exercícios militares possam ser usados para encobrir a preparação de um ataque surpresa contra a Coreia do Norte parece incompreensível de um ponto de vista ocidental.

"Jogos de Guerra" são apenas isso, e seu valor em tranquilizar uma nervosa Coreia do Sul é uma importante vantagem política agregada.

Mas a Coreia do Norte, que pensa em termos militares primeiro e dá prioridade à auto-suficiência em seus assuntos, poderia receber com ceticismo a ideia de que os exercícios conjuntos sejam apenas sobre preparação para responder a um ataque ou uma demonstração benigna do compromisso da aliança entre Coreia do Sul e EUA.

O que possivelmente consolida a interpretação divergente da Coreia do Norte é o fato de que em 1950, Pyongyang usou exercícios com o mesmo propósito maligno que agora vê no Foal Eagle.

Em junho de 1950, Pyongyang colocou em marcha um plano que encobria movimentação militar em grande escala em direção ao paralelo 38 sob o disfarce de exercícios de treinamento.

Em meio a esses jogos de guerra, várias divisões participantes se dirigiram para o sul, em direção a Seul, desencadeando a Guerra da Coreia.

Governos americanos anteriores reconheceram tacitamente que a lacuna no entendimento entre Washington e Pyongyang sobre o propósito das manobras militares é ampla.

O risco de um erro de cálculo

O ex-presidente americano Bill Clinton cancelou repetidas vezes os exercícios anuais Team Spirit para aplacar as preocupações de Pyongyang e incentivar negociações sobre seu programa nuclear.

Atualmente, o risco não é de uma guerra em grande escala ou de um ataque nuclear, mas de um erro de cálculo.

A Coreia do Norte continua buscando novas formas de emitir ameaças, em parte em uma tentativa do regime de consolidar seu poder e em parte esperando que os EUA cancelem seus exercícios, como fez Clinton.

Entretanto, o Ocidente mantém os exercícios e voos de B-52 sobre a península coreana.

Esse padrão preocupante ocorre na ausência de um compromisso regular entre os EUA e a Coreia do Norte. Caso persista, o risco de um erro de cálculo de quaquer uma das partes vai aumentar.

A Coreia do Norte poderia interpretar mal uma ação futura dos EUA e determinar que existe uma ameaça iminente e existencial ao regime - e decidir agir preventivamente em relação a isso.

Ou Pyongyang pode sentir que sua retórica não funciona mais e pode decidir que uma ação mais agressiva é necessária para fazer jus a suas palavras.

Um teste sobre a sinceridade dos temores norte-coreanos em relação às manobras militares será medir a retórica do regime quando os exercícios forem concluídos, em abril.

As saídas para a atual situação são limitadas. É pouco provável que conversações entre Washington e Pyongyang convençam a Coreia do Norte a renunciar a seu programa nuclear.

Mas o diálogo sobre a segurança na península coreana, incluindo a questão dos exercícios militares, poderia ajudar a evitar mais mal-entendidos e erros de cálculo. Poderia garantir que a Coreia do Norte ouça não apenas as fortes mensagens de segurança da aliança adaptadas para Seul.

Os EUA deveriam também ser cautelosos com qualquer esforço subsequente para reassegurar o compromisso com seus aliados, a fim de não exacerbar as potenciais inseguranças da Coreia do Norte.

Medidas como manter na região ativos militares com capacidade nuclear poderiam prolongar incessantemente o risco de erro de cálculo quando terminarem os exercícios Foal Eagle.

África do Sul se interessa por caças Su-30 e helicópteros russos

Defesa Aérea e Naval

SU-30MKI

A África do Sul está interessada em comprar caças de combate multifuncionais russos Su-30 e helicópteros para várias finalidades, noticiou hoje o jornal econômico russo “Kommersant”, citando uma fonte da delegação russa que chegou ao país africano para conversas sobre o tema.

O número de caças que a África do Sul tem interesse ainda é desconhecido, mas a Rússia já prepara uma proposta que já incluí o pós-venda.

A fonte disse ao jornal que no último dia 26 de março de 2013, a África do Sul poderia ter assinado um contrato para o fornecimento de 60 helicópteros utilitários, com a possibilidade de aumentar as encomendas para 100 unidades.

Coreia do Norte anuncia 'estado de guerra' com Sul

AFP
Em Seul

A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira (29, quando já era sábado no horário local) o "estado de guerra" com a Coreia do Sul e que negociará qualquer questão entre os dois países sobre esta base.

"A partir de agora, as relações intercoreanas estão em estado de guerra e todas as questões entre as duas Coreias serão tratadas sob o protocolo de guerra", declara um comunicado atribuído a todos os órgãos do governo norte-coreano.

"A situação que prevaleceu por longo tempo na qual a península coreana não estava nem em guerra nem em paz acabou", destaca o comunicado divulgado pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

O comunicado adverte que qualquer provocação militar próxima às fronteiras terrestres ou marítimas entre o Norte e o Sul levará a "um conflito em grande escala e a uma guerra nuclear".

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra desde o conflito de 1950-53, que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

O Norte já havia anunciado o fim do armistício e de outros tratados bilaterais de paz firmados com Seul para protestar contra as manobras militares conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul.

O anúncio do "estado de guerra" ocorre um dia após o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenar o início dos preparativos para atacar com mísseis o território dos Estados Unidos e suas bases no Pacífico e na Coreia do Sul.

A ordem foi emitida durante uma reunião de emergência com o Estado-Maior norte-coreano e é uma resposta direta às manobras conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na península com bombardeiros invisíveis americanos B-2, capazes de transportar armas nucleares.

Em caso de provocação imprudente dos Estados Unidos, as forças norte-coreanas "deverão atacar sem piedade o (território) continental americano (...), as bases militares do Pacífico, incluindo Havaí e Guam, e as que se encontram na Coreia do Sul", declarou Kim, citado pela agência oficial.

Na quinta-feira, em um contexto de escalada de tensões entre as duas Coreias, dois bombardeiros invisíveis B-2 sobrevoaram a Coreia do Sul, uma maneira de os Estados Unidos ressaltarem sua aliança militar com Seul em caso de agressão do Norte.

29 março 2013

Irã, Síria e Coreia do Norte bloqueiam novo tratado de armas na ONU

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Irã, a Síria e a Coreia do Norte bloquearam nesta quinta-feira a criação do Tratado sobre o Comércio de Armas da ONU (Organização das Nações Unidas) por considerar que possui cláusulas com vazios legais que abrem precedente para armar grupos rebeldes.

A organização pretendia votar o acordo na próxima terça (2) na Assembleia-Geral. O texto é discutido há anos e recebeu diversas vezes o embargo de países exportadores, como os Estados Unidos e a Rússia, e dos países receptores. O documento deve ser aprovado por todos os países para entrar em vigor.

O vazio legal para o fornecimento a insurgentes foi o motivo apontado pelos três países, em especial a Síria, que enfrenta há dois anos uma guerra civil contra rebeldes. Devido ao impasse, o presidente da Conferência, Peter Woolcott, suspendeu a sessão.

Após a suspensão, o México propôs a aprovação do acordo sem o consenso de todos os países, o que foi rejeitado pela Rússia. Quando a sessão foi retomada, os três países mantiveram a discordância, o que provocou o cancelamento do encontro.

O representante do Irã na ONU, Mohammad Khazaee, considerou que o texto tinha diversos vazios jurídicos e disse que esperava um texto " robusto, equilibrado e não discriminatório" para "reduzir o sofrimento causado pelo comércio ilícito" de armas.

"O texto ignora a reivindicação legítima de um grande número de países de proibir a transferência de armas aos que cometam agressões. Como reduzir o sofrimento humano quando se fez vista grossa perante agressões que causam dano a milhares de inocentes?", questionou.

Além disso, se perguntou por que o atual texto protege o direito a ter armas dos indivíduos para cumprir a legislação "de um único país" (em referência aos Estados Unidos) "e não o direito inalienável à livre autodeterminação de povos sob ocupação estrangeira".

A falta de equilíbrio e o precedente aberto a armar rebeldes também foram pontos que tiveram a objeção da Coreia do Norte. O embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, disse que seu país é "o melhor exemplo do sofrimento que causa o sangrento comércio de armas que apoia terroristas".

O Tratado de Armas é discutido há mais de dez anos pela ONU. No último embargo, em julho do ano passado, Estados Unidos, Rússia e China impediram sua adoção por determinar restrições aos países exportadores. Os três países participaram do último texto, vetado nesta quinta.

A intenção do documento é evitar a transferência internacional de armas convencionais e cria acordos para garantir que os equipamentos não serão usadas em abusos de direitos humanos, terrorismo e outras quebras das leis humanitárias.

Ditador norte-coreano manda apontar mísseis para bases dos EUA

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou na noite de quinta-feira que as Forças Armadas do país fiquem em alerta a um ataque americano e pediu para que sejam apontados mísseis para os Estados Unidos e as bases militares americanas no Pacífico.

A medida foi tomada horas depois de Washington enviar dois bombardeiros B-2, que têm capacidade de levar ogivas nucleares, para os exercícios militares que faz com os sul-coreanos desde o início do mês. O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, disse que o envio dos aviões não é uma provocação a Pyongyang.

Segundo a agência estatal KCNA, o norte-coreano fez uma reunião com generais e "julgou que é o momento de acertar as contas com os imperialistas". O país comunista informa que preparará os mísseis para atacar a parte continental dos Estados Unidos e as bases militares no Pacífico, incluindo as da Coreia do Sul.

Mais cedo, Chuck Hagel disse que os Estados Unidos estavam preparados para enfrentar qualquer ameaça dos norte-coreanos e que o perigo vindo do país comunista estava em aumento. "Devemos deixar claro que essas provocações da Coreia do Norte são levadas muito a sério por nós e responderemos a isso", disse.

Os dois B-2 Spirit partiram da Base Whiteman da Força Aérea do Estado americano do Missouri e dispararam munições artificiais contra um alvo no território sul-coreano, segundo um comunicado das forças americanas mobilizadas na Coreia do Sul.

Em comunicado, as Forças Armadas americanas disseram que o voo foi realizado no no âmbito de exercícios conjuntos organizados todos os anos entre as forças americanas e sul-coreanas, "demonstra a capacidade dos EUA de realizar ataques a grandes distâncias, rápidos e quando quiser".

As duas ações aumentam a tensão entre os norte-coreanos e os vizinhos do Sul e os Estados Unidos. O país comunista foi submetido a duas sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) por causa do lançamento de um foguete em dezembro e ao teste nuclear de fevereiro.

Além da preparação das tropas para o combate, os norte-coreanos cortaram as linhas telefônicas de contato com a Coreia do Sul e romperam o armistício com Seul, vigente desde o fim dos combates da Guerra da Coreia (1950-1953).

27 março 2013

Aeronave T-27 Tucano faz última apresentação com a Esquadrilha da Fumaça

Os Tucanos passaram 29 anos na Esquadrilha da Fumaça; aeronaves chegam a 448 km/h

Correio Braziliense


A última apresentação da aeronave T-27 Tucano na Esquadrilha da Fumaça irá acontecer neste domingo (29/3), às 16h, sobre o Lago Paranoá. As acrobacias do esquadrão devem ser feitas entre o Pontão e o Pier 21.

A aeronave passou 29 anos se apresentando com a esquadrilha. Ao total, foram 2.363 apresentações, tanto no Brasil quanto no exterior (EUA, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra, Honduras, entre outros países).

A T-27 foi produzida pela Embraer para vigilância, ataque leve e treinamento. A princira apresentação foi em dezembro de 1983.

As aeronaves serão substituídas pelos A-29 Super Tucano, aeronaves de caça usadas pela Força Aérea Brasileira. Os aviões têm o dobro da potência dos antigos Tucanos. Os antigos aviões chegavam a 448km/h, e o Super Tucano vai até 590km/h.
 

Coreia do Norte prepara tropas para atacar o Sul e os EUA

AFP | UOL

O exército norte-coreano começou a se posicionar nesta terça-feira (26) em pontos estratégicos para atacar os Estados Unidos e a Coreia do Sul. A informação foi divulgada em um comunicado da Agência Central de Notícias Coreana.

Coreia do Norte corta comunicação com Sul e vê guerra "a qualquer momento"

Reuters

A Coreia do Norte vai cortar o último canal de comunicação com o Sul porque uma guerra pode estourar "a qualquer momento", afirmou o país nesta quarta-feira, dias depois de advertir os Estados Unidos e a Coreia do Sul sobre um ataque nuclear.

O movimento é o mais recente em uma série de ameaças belicosas da Coreia do Norte em resposta a novas sanções da ONU, impostas após um terceiro teste nuclear realizado em fevereiro, e de exercícios militares "hostis" entre os EUA e a Coreia do Sul.

O Norte já tinha parado de responder às chamadas em uma linha direta com o Exército norte-americano, que supervisiona a fortemente armada Zona Desmilitarizada (DMZ), e a linha da Cruz Vermelha, que era utilizada por governos de ambos os lados.

"Na situação em que uma guerra pode estourar a qualquer momento, não há nenhuma necessidade de manter comunicações militares entre o norte e o sul, que foram estabelecidas entre as Forças Armadas de ambos os lados", afirmou um porta-voz militar, segundo a agência de notícias norte-coreana KCNA.

"Não existe nenhum canal de diálogo e meios de comunicação entre a República Popular da Coreia do Norte e os EUA e entre o norte e o sul."

As Coreias do Norte e Sul ainda estão tecnicamente em guerra, após o conflito civil entre 1950 e 1953 terminar com um armistício, e não um tratado. Recentemente, o Norte afirmou que suspendeu a validade do armistício.

O "canal de diálogo" é usado diariamente para registrar sul-coreanos que trabalham no projeto industrial Kaesong, onde 123 empresas sul-coreanas empregam mais de 50.000 norte-coreanos para produzir bens domésticos.

É o último projeto conjunto que resta em operação entre as Coreias, após o Sul cortar a maior parte da ajuda e do comércio em resposta à morte a tiros de um turista sul-coreano e o naufrágio de uma embarcação naval sul-coreano, que foram considerados de responsabilidade do Norte.

25 março 2013

Israel ataca alvo em território sírio e aumenta ten são na região do Golã

Ataque com míssil teleguiado - segundo episódio recente de violência além da fronteira entre os dois países - retalia tiros que atingiram veículos militares israelenses no fim de semana e eleva o temor de que a guerra civil na Síria se espalhe pela região

O ESTADO DE SP
JERUSALEM

Em meio a avanços de tropas rebeldes no sul da Síria, o Exército israelense retaliou ontem um ataque que veio do país vizinho a dois de seus veículos de patrulha nas Colinas do Golã, território ocupado por Israel desde 1967. Segundo um porta-voz do Ministério de Defesa israelense, um míssil teleguiado atingiu um comando militar sírio, mas não deu detalhes se ele pertencia às forças insurgentes ou às tropas do regime de Bashar Assad. 


Ocorrido dois dias após uma visita oficial do presidente americano, Barack Obama, a Israel, o ataque foi o segundo episódio de violência além da fronteira entre os dois países e aumentou os temores de que a guerra civil síria se espalhe para territórios vizinhos. 


Depois do ataque, o novo ministro de Defesa de Israel, Moshe Yaalon alertou a Síria de que qualquer violação da soberania israelense, assim como disparos vindos da fronteira, serão respondidos com o silenciamento da fonte responsável pelo ataque. 


                                                                                                                     "O regime sírio é responsável por toda violação de soberania", disse. Não permitirmos que o Exército sírio ou qualquer outro grupo viole a soberania de Israel de qualquer maneira." 

Na Síria, os rebeldes ampliaram sua presença militar no sul do país, em uma faixa de 25 km entre a Jordânia e as Colinas do Golã. Apesar do avanço dos dissidentes, no entanto, o Exército israelense não quis confirmar de que lado do conflito sírio vieram os tiros contra seus veículos militares. 


"A faixa de 25 km entre Muzayrib e o Golã estão fora do controle de Assad", disse um porta-voz do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ONG pró-rebelde com base em Londres.


Durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou parte das Colinas do Golã, um território estratégico no norte de Is-rael, cuja anexação não foi reconhecida internacionalmente. A linha de cessar-fogo, estabelecida após a Guerra do Yom Kippur, em 1973, tem estado relativamente calma desde então. 


Em novembro, tanques israelenses dispararam contra unidades de artilharia síria na região depois de um disparo de morteiro ter atingido o território ocupado. Segundo um porta-voz do Exército de Israel, um veículo militar foi atingido pela artilharia síria na noite de sábado, sem deixar feridos.


Na manhã de ontem, houve outro disparo similar e o Exército israelense retaliou. 


O governo israelense diz monitorar de perto a crise a Síria. A principal preocupação do governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu é a segurança do estoque de armas químicas de Assad. Israel teme que esse arsenal possa cair em mãos da milícia radical xiita Hezbollah ou ser roubado por rebeldes jihadistas com vínculos com a Al-Qaeda.


Especula-se que um ataque que deixou 26 mortos em Alepo na semana passada tenha sido feito com armas químicas. Uma reportagem publicada ontem pelo jornal Haaretz, qüe cita fontes de inteligência, diz que há indícios de que os rebeldes, e não tropas de Assad, tenham usado o arsenal. 


Segundo a publicação, o fato de soldados leais a Assad terem sido mortos no ataque, o fato de o regime ter pedido uma investigação à ONU e o uso de cloro, uma gás incomum no arsenal de armas químicas atualmente, apesar de ter sido usado como arma na Primeira Guerra Mundial.


Rebeldes jihadistas, de acordo com fontes militares sírias, teriam misturado cloro a uma solução salina e conseguido carregá-lo em um míssil. Outra hipótese, no entanto, é que o projétil tenha atingido um reservatório do gás no quartel atacado. 


O ataque de ontem coincide também com a retomada de relações diplomáticas com a Turquia, outro país que já sofreu com ataques vindo da Síria em seu território. Segundo Netayahu, a guerra civil no país vizinho foi um dos motivos que levaram à normalização dos laços entre, os dois países.
(
AFP, APENYT)

Sem benefício para a indústria de armas

Dilma deve vetar favorecimento incluído em MP por deputados financiados pelo setor

Evando Éboli - O Globo


BRASÍLIA. - A presidente Dilma Rousseff deve vetar no texto final da Medida Provisória 582, que prevê a redução dos encargos sociais (contribuição previdenciária) sobre a folha de pagamento de empresas de diversos setores, os artigos que concedem esse benefício fiscal à indústria de armas e munições. Os ministérios da Justiça e da Fazenda já recomendaram à presidente Dilma este veto. 


Derivado da MP 582, o chamado projeto de lei de conversão foi aprovado pelo Congresso no final de fevereiro e está nas mãos da presidente Dilma para ser sancionado. O prazo para sanção da nova lei é o dia 2 de abril. 


Os autores das emendas que beneficiam o setor de armas foram os deputados Sandro Mabel (PMDB-GO) e Guilherme Campos (PSD-SP). Ambos tiveram campanhas eleitorais financiadas por empresas ligadas à Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições. 


Durante a tramitação da MP 582 no Congresso, 41 deputados e 15 senadores apresentaram 242 emendas ao texto, visando a estender as benesses fiscais para diversos outros segmentos. A medida original do governo previa os benefícios para 15 setores, com o objetivo de desonerar a folha de pagamento e reduzir custos das empresas, como forma de estimular o parque industrial e ajudar o país a se precaver contra a crise internacional. A proposta do governo, dependendo do setor, é zerar a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento e tributar o faturamento com percentuais de 1% a 2%. 


O Congresso incluiu outros 33 setores, e a presidente Dilma deve vetar o benefício para a maior parte deles, ou vetar todos que foram incluídos. Mas, em muitos casos, o governo fará isso com promessas da equipe econômica de aprovar novas desonerações no ano que vem. O setor de armas não estaria entre os próximos beneficiários, até porque o ministério da área, o da Justiça, é contra o benefício. Diferente, por exemplo, das empresas de comunicação, que contam com posição favorável do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. 


O estímulo à indústria das armas enfrenta oposição, principalmente, do Ministério da Justiça. 


Esse incentivo fiscal, que reduziria custo e facilitaria a comercialização, é tido por esse setor do governo como uma ameaça à política de desarmamento adotada nos últimos anos. Entidades não governamentais que defendem o desarmamento já se manifestaram contra essas benesses à área, e pedem à presidente Dilma Rousseff o veto desse artigo. Luciana Guimarães e Melina Risso, diretoras do Instituto Sou da Paz, em artigo publicado no GLOBO recentemente, afirmam que "privatizaram o trabalho legislativo". 


Na campanha eleitoral de 2010, o deputado Sandro Mabel recebeu R$ 160 mil da entidade de armas e munições. Foi o parlamentar que recebeu do setor o maior aporte financeiro para a campanha eleitoral. Guilherme Campos recebeu R$ 80 mil. O deputado paulista não esconde seu apoio à indústria militar e diz que não é segredo para ninguém. Quando perguntado se havia destinado emendas com benefícios tributários para esse segmento, o parlamentar respondeu: 


- Sim, senhor. Acho que sim. Se não foi, deveria ter sido. Preciso me lembrar. Sou favorável a que as pessoas possam portar armas, desde que respeitados certos critérios. Não há novidade nisso. As pessoas têm o direito de se defender. Tenho essa postura. Com um detalhe: não possuo arma e nunca dei um tiro em minha vida. 


A emenda do deputado paulista estende os benefícios fiscais a uma série de produtos desse tipo de indústria, como fogos de artifício, foguetes de sinalização, bombas, petardos e outros artigos de pirotecnia. A lista inclui ainda cartuchos e produtos militares, como torpedos e minas. 


Sandro Mabel apresentou uma emenda mais enxuta e defende, assim como Campos, que essas mercadorias passem para o regime de contribuição previdenciária sobre a receita bruta em substituição à contribuição sobre a folha de salários. O parlamentar goiano pede a inclusão de armas e munições e suas partes e acessórios. Procurado pelo GLOBO na última sexta-feira, Mabel não retornou até ontem à noite. 


A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) são as duas empresas filiadas à Associação Nacional de Armas e Munições, que fez doações para as campanhas políticas de 2010. A entidade informa, em sua página na internet, que sua missão é defender os interesses do comércio e da indústria brasileira de armas e munições, contribuindo para a formulação de políticas que permitam o crescimento do setor no país e no exterior. E também para a criação e manutenção de uma base empresarial que contribua com a Defesa nacional e com a segurança pública. 


A medida provisória original enviada pelo governo ao Congresso previa a desoneração da folha de pagamento das empresas dos setores de máquinas, aparelhos e equipamentos para estimular o parque industrial. E também para as áreas que produzem defensivo agrícola, sucos de laranja para exportação, produtos hospitalares - especialmente para a área de oncologia e destinados a portadores de deficiência - e produtos alimentícios, entre outros. 


No texto aprovado pelos parlamentares, além das indústrias de armas, foram incluídos setores como transporte rodoviário coletivo; empresas de prestação de serviços hospitalares; de infraestrutura aeroportuária; de táxi aéreo; de transportes ferroviário e metroferroviário de passageiros, entre outros. 


A equipe econômica está disposta a desonerar a folha de pagamento de até outros 40 setores, entre eles, o de transporte de cargas, engenharia e arquitetura e empresas jornalísticas. No entanto, diante do impacto fiscal que a medida teria sobre as receitas deste ano, qualquer benefício só será dado a partir de 2014. O governo já reduziu os encargos sobre a folha de 42 setores, entre eles, têxtil, autopeças e de tecnologia.

Audiência discute situação de militares reformados

Debate na Comissão de Direitos Humanos foi requerido por Paulo Paim. Senador diz que servidores das Forças Armadas são os mais mal remunerados 

Jornal do Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai debater hoje, às 9h, a situação de militares reformados e pensionistas. Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento, afirmou que “o tema é urgente, pois os militares são os servidores mais mal remunerados do país”.


— Os militares sempre tiveram uma remuneração modesta, mas depois de 2001 a situação começou a piorar gradativamente — afirmou. 


O senador leu documento enviado a seu gabinete em que são relatadas as dificuldades dos integrantes das Forças Armadas relacionadas à estrutura e à remuneração dos integrantes. O texto afirma que a organização militar exige a superação de todo o tipo de limite, sendo inconcebível uma má remuneração para a categoria. O texto ressalta que atualmente “a atividade do militar federal resulta em uma retribuição salarial mínima, que, em alguns postos ou graduações, não permite sequer o atendimento às necessidades de alimentação, habitação, saúde e lazer”. 


Participarão o representante da Associação de Praças das Forças Armadas (Aprafa), Antonio Vicente da Silva; o presidente da Federação da Família Militar do DF, Cantidio Rosa Dantas; o presidente da Comissão Nacional QESA Brasil, Eduardo Souza Silva; o presidente da Associação dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas no DF, Genivaldo da Silva; a presidente da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas, Ivone Luzardo; a presidente da Federação da Família Militar — Mulher-DF, Rita Deinstmann, e o presidente da Confederação Nacional da Família Militar, Waldemar da Mouta.

Criação do Comando Militar do Norte

Comando 4 estrelas 

Gilberto Amaral - Jornal de Brasília


O Exército está criando o Comando Militar do Norte, sediado em Belém e comandado por um general de quatro estrelas. A medida faz parte do plano de reestruturação da Força, ampliando a presença militar na Amazônia. O CMN cobrirá uma área de 1,172 milhão de km², abrangendo os estados de Amapá, Pará e Maranhão.

Canadá e Paraguai enviarão militares para o batalhão brasileiro no Haiti

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 20/03/2013 – Militares canadenses e paraguaios integrarão o contingente do Brasil que será enviado ao Haiti, entre 13 de maio e 4 de junho, para participar da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Antes, os 61 militares e quatro oficiais passarão por treinamento em Campo Grande (MS), na área de influência do Comando Miltiar do Oeste (CMO).

A participação dos pelotões estrangeiros foi autorizada pela presidenta Dilma Rousseff e oficializada, nesta quarta-feira, em carta-resposta entregue pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, ao embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokhar. A carta-resposta que autoriza a participação paraguaia já fora remetida à autoridade daquele país.

Na oportunidade, o general De Nardi participou de reunião bilateral que contou com autoridades canadenses no Ministério da Defesa. No encontro, o embaixador Khokhar mostrou interesse de empresas canandenses em participar da disputa para a construção do satélite geoestacionário brasileiro que terá uma banda destinada às comunicações estratégicas militares. De Nardi informou que o assunto encontra-se no âmbito do Ministério das Comunicações.

Força de paz no Haiti

A partir do interesse do governo canadense de enviar um pelotão ao Haiti, iniciaram-se os trâmites legais junto aos meios diplomáticos. Coube à ONU encaminhar a proposta ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) que, por sua vez, remeteu-a ao Ministério da Defesa. Nesse momento, o ministro da Defesa, Celso Amorim, apresentou documento ao crivo da presidenta Dilma, a quem cabe autorizar a presença de militares estrangeiros em treinamento no território nacional.

O Diário Oficial do dia 13 de março publicou a Exposição de Motivos nº 33, de 8 de março, com autorização para que os militares canadenses participem de treinamento e posterior integração ao Batalhão Brasileiro na Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

O treinamento será realizado entre 22 de abril e 3 de maio junto com o efetivo do Brasil e o grupo do Paraguai. Em seguida, os militares serão encaminhados ao Haiti. Na conversa com as autoridades do Canadá, o general De Nardi explicou que a Defesa passará a contar com o aparato militar existente naquele país anterior ao terremoto de 2010. Na prática, o governo brasileiro deixará de contar com um batalhão, especialmente constituído para ajudar na reconstrução daquele país.

“O Haiti traz para nós um ganho enorme. Esse deslocamento e a parte logística trouxeram enorme conhecimento para que pudéssemos empregar aqui no Brasil. A participação nossa na pacificação do Complexo do Alemão, no Rio, é um exemplo”, disse De Nardi.

Além da missão ao país caribenho, a reunião com os canadenses serviu também para que fossem apresentadas as atuações das Forças Armadas do Brasil, sempre em apoio aos movimentos da ONU, no mundo. De Nardi relatou sobre a atuação brasileira na República Dominicana, Angola, Timor Leste, Haiti e Líbano.

O chefe do EMCFA falou também da aproximação do Brasil com os países da América Latina e a criação da UNASUL, que permite ao país ligação mais estreita com os vizinhos sul-americanos. De Nardi tratou também do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN) e dos programas de investimentos incluídos no documento, como Prosub, Sisfron e KC-390.

Grandes Eventos

A vice-ministra do Conselho Privado do Canadá, Janice Charette, e o secretário-geral adjunto de Relações Exteriores, Peter Boehm, indagaram De Nardi sobre como o Brasil está se preparando para os grandes eventos. O chefe do EMCFA explicou que as Forças Armadas, no ano passado, adquiriram enorme experiência com a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e que o aprendizado será utilizado na Copa das Confederações, em junho deste ano, e na visita do Papa Francisco, em junho, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“O mesmo aprendizado servirá para a Copa Fifa 2014 e os Jogos Olímpicos que ocorrerão, em 2016, no Rio de Janeiro”, explicou De Nardi.

Governo federal inicia Exercício de Mobilização Nacional

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 25/03/2013 – Com o objetivo de preparar os pontos estratégicos do país diante de um possível ataque às suas infraestruturas, o governo federal promoveu hoje o 1º Exercício de Mobilização Nacional. Concentrado no Ministério da Defesa, representantes de diversos ministérios, empresas estatais e agências reguladoras tomaram contato com as diretrizes de logística e preparação doutrinária com vistas à elaboração do planejamento das próximas etapas que culminarão, entre os dias 12 e 21 de novembro, na Operação Charrua, que reunirá cerca de 10 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica na região Sul.

“Queremos reforçar a importância desse assunto para o nosso país. Não se trata de uma exclusividade do Ministério da Defesa. Nós somos o órgão central, mas precisamos da participação de todos os outros agentes para que possamos continuar pensando na nossa mobilização”, afirmou o Subchefe de Mobilização do MD, almirante Roberto Koncke Fiuza de Oliveira, ao concluir a reunião.

Mobilização Nacional


O encontro no MD teve por finalidade dar início às atividades de planejamento do Sistema Nacional de Mobilização (Sinamob), criado em 2007. Na reunião, foram programadas para a próxima semana visitas dos integrantes a unidades da Marinha e do Exército, no Rio de Janeiro. A equipe irá à Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, na próxima terça-feira (2/4).

No dia seguinte, os participantes irão ao Comando da Força de Submarino, em Niterói (RJ). A série de visitas termina na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Entre maio e setembro, o grupo tem outras reuniões setoriais antes da operação de adestramento prevista para novembro.

Exercício

Na primeira atividade hoje no MD, o coronel Eustáquio Neto, da Seção de Planejamento e Doutrina da Subchefia de Integração Logística, apresentou as diretrizes da política de mobilização nacional e as linhas gerais da Política Nacional de Defesa que norteiam as operações conjuntas e a interoperabilidade entre os diversos agentes públicos.

“De 2004 até o ano passado realizamos cerca de 40 operações conjuntas, onde pude constatar que as Forças Armadas já falam a mesma língua”, disse o coronel Eustáquio.

Na segunda parte da reunião, o tenente coronel Hermes Oliveira, da Subchefia de Logística Operacional, fez exposição sobre a logística militar conjunta onde destacou a importância de preparar todas as etapas em detalhes para assegurar o sucesso da mobilização. Segundo ele, sem o preparo logístico as chances de a operação ser bem-sucedida são nulas.

19 março 2013

Rússia reforça presença marítima global

Voz da Rússia | Defesanet

A Rússia reforçará a presença marítima global. Um agrupamento de cinco – seis navios de guerra será formado para controlar segurança no Mediterrâneo, declarou o comandante em chefe da Marinha, almirante Viktor Chirkov, não excluindo que, no caso da necessidade, agrupamentos análogos sejam criados no Índico e no Pacífico.

O agrupamento da Marinha no Mediterrâneo será composto principalmente por navios de primeira graduação: fragatas e cruzadores, que irão encontrar-se permanentemente na região. A grande unidade operacional incluirá, na maioria, navios de guerra da Esquadra Norte. As restantes naves serão da Esquadra do Mar Negro. A direção será efetuada pelo comando geral do agrupamento no Mediterrâneo.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Serguei Shoigu, asseverou que a Rússia tem todas as possibilidades para estabelecer uma frota permanente nesta parte do Oceano Mundial.

Em janeiro, a Rússia efetuou as maiores manobras navais da última década no Mediterrâneo, das quais participaram navios das Esquadras do Báltico, do Mar do Norte e do Mar Negro. A decisão de que navios de gurra russos devem continuar na região serviços militares foi tomada com base nos resultados dessas manobras. Para o mar foram enviados quatro grandes navios de desembarque, diz o perito militar Viktor Baranets:

"É evidente que o Mediterrâneo se transforma num centro de influência militar nos países da região por parte da OTAN, dos Estados Unidos e de outros estados. Naturalmente, tal fato não pode escapar à atenção da Rússia, de seus políticos e almirantes. Vemos perfeitamente como se desenvolve a situação em torno da Síria e não podemos deixar sem atenção a solução desta questão praticamente global".

A experiência da formação de um agrupamento no Mediterrâneo poderá ser estendida também para outras regiões, não excluiu o comandante em chefe da Marinha russa, almirante Chirkov. Se for necessário, disse, o comando da Força Naval irá propor ao governo e ao presidente formar grandes unidades operacionais de navios no Pacífico e no Índico. Comentando esta declaração, o assessor do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Rússia e antigo comandante em chefe da Esquadra do Mar Negro, Igor Kassatonov, declarou:

"Tradicionalmente, estivemos presentes nestes oceanos, espacialmente nas regiões mais importantes para os interesses da Rússia. Havia o porto de Kamran no Vietnã, muito bem preparado tecnicamente, havia também outros pontos de entrada de navios russos. Interesses da Rússia continuam a ser evidentes nestas regiões. A Rússia é uma grande potência marítima. Esta região será declarada pelo Comandante Supremo como vitalmente importante para os interesses da Rússia. Nossas forças estarão lá tanto tempo, quanto for necessário".

As zonas do Pacífico e do Índico tornam-se centros da política mundial. Não é casual que nomeadamente naquela região os Estados Unidos e a China intensificam sua presença militar. A Rússia, por seu lado, reagirá adequadamente a esta tendência.

Seminário - O PROSUB e a Defesa do Atlântico Sul

O Centro Acadêmico Sergio Vieira de Mello (CASViM) associação estudantil que representa os alunos de Relações Internacionais da UFF, trará o professor Eli Penha Alves (UERJ) e a doutoranda do PPGCP UFF e pesquisadora do INEST, Fernanda Corrêa para um seminário acerca do Atlântico Sul e do Projeto de Submarino Nuclear. Ambos produziram, ao longo de suas carreiras, artigos e livros que versam sobre esses temas. Esperamos contar a presença de todos, para que possamos discutir temas de grande relevância, que encontram-se no cerne da Política de Defesa do Brasil.

Local: Auditório do Bloco O (2º Andar), Campus do Gragoatá - UFF - Niterói - RJ
Dia 21 de março, às 14h30 às 16:40

Contato - facebook.com/casvim.uff | casvim@gmail.com

Não requer inscrição. A entrada é livre.

PALESTRANTES:

O Prof. Dr. Eli Alves Penha é formado em Geografia pela Universidade de São Paulo (1984), mestre em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(1998). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), membro do corpo editorial da Revista de Geopolítica, colaborador sem vencimentos da Escola Superior de Guerra e Pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Eli Alves tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase na geopolítica do Brasil, em especial na relação com Atlântico-Sul e África. No ano de 2011, o Prof. Eli lançou o livro "Relações Brasil-África e Geopolítica do Atlântico Sul", publicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) - e que encontra-se disponível para compra - " http://bit.ly/YNycxK "

No livro o autor faz uma retomada das Relações entre o Brasil, a África e o Atlântico Sul, abordando desde a 'Pax Lusitana' e o período colonial, explicando as transformações do poder marítimo contemporâneo e suas estratégias e as formulações geopolíticas brasileiras sobre o Atlântico Sul, dentre outros assuntos. Para finalizar, a obra apresenta o cenário contemporâneo da cooperação Sul-Atlântica, o 'despertar' da África, a diplomacia do 'pragmatismo responsável', os conflitos, interações e Relações comerciais no Atlântico Sul, a parceria Brasil-Nigéria, a Zona de Paz e a Organização do Tratado do Atlântico.

Fernanda Corrêa é doutoranda na área de concentração Estudos Estratégicos do PPGCP/UFF, pesquisadora do Programa de Pesquisa sobre a Base Logística de Defesa do INEST/UFF, coordenadora do Grupo de Trabalho Geopolítica do Narcotráfico na América pela RELAGE, comentarista de Assuntos Estratégicos do Portal DefesaNet e professora de História da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em História Comparada com ênfase em Relações Internacionais, Segurança e Defesa Nacional/ Pró-Defesa pela UFRJ. Especialista Lato Sensu em História Militar Brasileira pelo Convênio IGHMB/ UNIRIO. Graduada em História pela UGF. Extensão em Energia Nuclear pela ABEN, em Estratégia Marítima pela FEMAR, em Estratégia de Empresas pela FGV, em Tríade da Inteligência pela Inteligência Operacional e em Segurança e Salvaguarda de Abordagens em Áreas de Risco pela ONU. É autora dos livros "O Projeto do Submarino Nuclear Brasileiro. Uma História de Ciência, Tecnologia e Soberania", publicado em 2010 e em 2011, respectivamente, 1ª e 2ª edições, e "Ernesto Geisel e o Acordo do Século: a energia nuclear e o desenvolvimento brasileiro (1974-1979)", publicado em 2011, pela editora Clube de Autores.

18 março 2013

Força Aérea americana confirma compra de aviões da Embraer

O Globo
 
SÃO PAULO Mesmo depois dos protestos da Beechcraft Corporation, o Pentágono decidiu manter o contrato no valor de US$ 427,5 milhões com a Embraer e sua parceira nos Estados Unidos, a Sierra Nevada, para o fornecimento de 20 aviões A-29 Super Tucano. A companhia brasileira recebeu a confirmação da retomada do negócio na última sexta-feira. 


Wendy Masiello, vice-secretária-assistente para a área de aquisições da aviação militar dos EUA e responsável pela decisão, citou em documento a necessidade de avançar com o projeto, após muitos adiamentos. Ela argumentou que a "circunstância é inusual e de interesse nacional" para que seja possível reforçar o apoio à Força Aérea no Afeganistão. 


Segundo a Embraer, a primeira entrega está prevista para o início de 2015. Os turboélices serão fabricados em Jacksonville, na Flórida. 


A contestação da Beechcraft foi protocolada no dia 8, num órgão americano similar ao Tribunal de Contas brasileiro. A companhia alegou que o preço de aquisição subiu muito em relação à primeira licitação, de 2010, na qual a empresa também foi derrotada. 

Sem função e muito bem remunerados

Marinha tem 13 militares nos EUA para cuidar de contrato suspenso

Vinicius Sassine - O Globo


BRASÍLIA - A Marinha do Brasil mantém 13 militares no Arizona, nos Estados Unidos, para monitorar a execução de um contrato de modernização de aeronaves suspenso desde julho de 2012. Os servidores brasileiros moram nas cidades americanas de Mesa e Gilbert, recebem salários acima da média paga no Brasil e estão sem função desde a paralisação completa dos serviços. 


Um capitão de fragata, três capitães de corveta, um capitão-tenente, dois suboficiais e seis sargentos receberam, juntos, pelo menos US$ 1,27 milhão (R$ 2,5 milhões, pela cotação do dólar de sexta-feira) em salários brutos desde a chegada aos Estados Unidos, em fevereiro de 2012. A partir da suspensão dos serviços, os salários pagos ao grupo somam US$ 728,8 mil (R$ 1,4 milhão). Uma portaria do comando da Marinha prevê que os militares só retornem ao Brasil em 5 de março de 2014. 


Os pagamentos de salários a militares sem função nos Estados Unidos ampliam o risco de prejuízo aos cofres públicos em razão do contrato assinado entre a Marinha e a Marsh Aviation Company, empresa localizada no Arizona. A Diretoria de Aeronáutica dispensou a realização de licitação e contratou a Marsh em outubro de 2011, ao custo de US$ 69,1 milhões - ou R$ 121,7 milhões, pela cotação do dólar no momento da assinatura do contrato. Cabe à empresa norte-americana modernizar e remotorizar quatro aeronaves C-1A Trader, transformando-as em KC-2 Turbo Trader, que pousam em porta-aviões. 


Cinco meses depois da assinatura do contrato, a Marinha fez o primeiro pagamento à Marsh, de US$ 7,2 milhões (R$ 12,3 milhões). A empresa já era investigada pelo FBI e, em julho de 2012, foi impedida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de fornecer serviços de defesa. A Marsh foi acusada de violar a lei norte-americana de controle da exportação de armas, ao fornecer equipamentos de aviões militares à Força Aérea da Venezuela, entre 2005 e 2008. O Departamento de Justiça dos EUA incluiu a investigação na lista dos principais casos de espionagem e negócios secretos descobertos pelo governo. 


Mesmo com as investigações em curso, a Marinha fez novos empenhos - promessas de pagamento - à Marsh de US$ 8,1 milhões (R$ 14 milhões). Diante da notificação à empresa pelo Departamento de Estado, os empenhos foram cancelados em novembro. "Este fato acarretou na perda momentânea das condições jurídicas necessárias para que a empresa continuasse a fornecer os serviços contratados", diz a Marinha, em resposta a O GLOBO. 


A modernização das aeronaves não é a única previsão feita em contrato. Cabe à Marsh treinar 12 aviadores e 71 especialistas em manutenção de aeronaves e motores.

Salários pagos a oficiais chegam a R$ 20 mil 


Grupo cumpre missão transitória e está acompanhado por famílias


BRASÍLIA - Os 13 militares que permanecem no Arizona foram escolhidos pelo gabinete do comando da Marinha. Eles formam o Grupo de Fiscalização e Recebimento das Aeronaves em fase de modernização nos Estados Unidos e cumprem missão transitória no exterior, com mudança de sede e acompanhados da família. Os principais integrantes do grupo são encarregados e oficiais de manutenção, de engenharia, de aviônica e de abastecimento. 


A Marinha não divulga as remunerações dos 13 militares no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), em desrespeito à Lei de Acesso à Informação. Ao jornal, o Centro de Comunicação Social informou apenas os salários brutos pagos aos servidores. A maior remuneração é paga ao encarregado do grupo, o capitão de fragata Mauro Olivé Ferreira. O salário bruto é de US$ 10,5 mil (R$ 20,7 mil). Guilherme Padão, capitão de corveta e oficial de manutenção, tem remuneração bruta de US$ 9,5 mil (R$ 18,9 mil). 


Conforme a Marinha, não há pagamento de salários acima do teto constitucional, equivalente à remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que, após aprovação do orçamento, passou a ser de R$ 28.059,29. 

Quatro militares usam as redes sociais para divulgar as viagens feitas com a família pelos Estados Unidos, durante a permanência no país. O GLOBO deixou recado para os quatro, entre eles Mauro e Guilherme, que não responderam. Em conversa por telefone, outro integrante do grupo disse que a "delicadíssima situação" deveria ser tratada em Brasília. 


A Marinha sustenta que o grupo continua a fiscalizar o contrato com a Marsh, com acompanhamento da situação jurídica, assessoria sobre aplicação de penalidades à empresa, revisão do novo cronograma de entrega das aeronaves e reuniões periódicas com os representantes do empreendimento. "A Marinha entende que o contrato será retomado e, por este motivo, o grupo de fiscalização permanece dando suporte. O contrato está sendo renegociado com a empresa, visando à plena retomada até maio de 2013." 


Segundo a Marinha, a Marsh foi inocentada pelo Departamento de Justiça em outubro de 2012, o que permitiria a volta da prestação dos serviços. Está previsto um termo aditivo, com entrega da primeira aeronave em dezembro de 2014, conforme o Centro de Comunicação Social. "Visando à proteção dos recursos públicos, a Marinha está retendo o pagamento inicial de US$ 7,2 milhões."

Portador de necessidades especiais recebe atendimen to durante a Operação “ACRE XIII”

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 


No dia 28 de fevereiro, o Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Carlos Chagas”, subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas, durante a Operação “ACRE XIII”, realizou atendimento na Escola Estadual Madre Adelgundes Becker, no bairro do Miritizal município de Cruzeiro do Sul (AC).

A equipe de saúde do NAsH “Carlos Chagas”, com apoio da Secretaria de Saúde do Estado do Acre, realizaram, no seu segundo dia de atendimento na escola, cerca de 251 atendimentos médicos e 393 procedimentos odontológicos, perfazendo um total de 313 pessoas atendidas.


Uma atenção especial foi dada ao paciente menor F.M.S. de 8 anos de idade, portador de necessidades especiais, que necessitava de atendimento odontológico. Segundo o relato da mãe, os profissionais da área, no município, não conseguiam fazer o atendimento. A Equipe Odontológica do NAsH “Carlos Chagas”, formada pelo 1ºT (RM2-CD) Eduardo Martins, 1ºT (RM2-CD) Natália Arnoud, 1ºT (RM2-CD) Siqueira, SG-MG Bruno e MN-Wesley, conseguiu ganhar a confiança do paciente e realizou o procedimento cirúrgico.

Com 7º DN realiza exposição em comemoração ao seu a niversário de 53 anos no Boulevard Shopping

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


Considerada o terceiro pólo náutico do Brasil, Brasília (DF) irá sediar a “Exposição da Marinha”, primeira grande mostra realizada por essa Força a quilômetros do mar, em pleno Planalto Central. O evento irá celebrar o 53º Aniversário do Comando do 7º Distrito Naval (Com7ºDN), no Boulevard Shopping, entre os dias 15 e 28 de março, das 10h às 22h, de segunda a sábado, e das 15 às 20h no domingo.


A exposição terá uma embarcação igual às utilizadas para patrulhar o Lago Paranoá, maquetes de barcos e aviões militares, uniformes dos marinheiros e fotográfias do Grupamento de Fuzileiros Navais em ação. Serão realizadas, também, oficinas de Nós e Voltas e fornecidas dicas de segurança da navegação. Um estande será montado para disponibilizar informações sobre como obter licença de Arrais-Amador e como ingressar na Marinha.

Obama quer regular aviões não tripulados

Investimentos de Pequim e Moscou em aeronaves similares preocupa Defesa dos Estados Unidos

O Globo

WASHINGTON - Investimentos em aviões não tripulados feitos por países como China e Rússia chamaram a atenção dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama passou a dar sinais de que pretende influenciar as diretrizes mundiais para a utilização dos chamados drones. 

O interesse da China nas aeronaves foi demonstrado em novembro passado, durante um show aéreo. De acordo com o jornal estatal “Global Times”, o país cogitou fazer seu primeiro ataque em 2011, para matar um suspeito do assassinato de 13 marinheiros chineses. As autoridades decidiram, porém, que queriam o homem vivo. Assim, poderiam levá-lo a julgamento. 


— O que acontecerá quando os chineses e os russos obtiverem esta tecnologia? O presidente está bem ciente dessa preocupação e quer definir normas sobre estas ferramentas para a comunidade internacional — disse Tommy Vietor, porta- voz da Casa Branca até o início deste mês. 


Os ataques de aviões não tripulados dos modelos Predator e Reaper contra suspeitos de terrorismo fora do país começaram na presidência de George W. Bush, após os ataques em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2011. Foram, porém, expandidos por Obama. 


O crescimento das operações começou em 2008, durante o último ano de Bush. Foram 35 no Paquistão. O número teve um aumento considerável durante o governo Obama. Chegou ao ápice em 2010, com 117 ataques, segundo o site The Long War Journal. Segundo Vietor, o ataque antiterrorista cirúrgico tem se tornado “o novo normal”. Principalmente em um momento em que os combates terrestres dos EUA chegam ao fim no Iraque, ou perto do fim no Afeganistão. 


A questão tem suscitado debates dentro do governo. Segundo opositores, não estão claros quais são os parâmetros legais para ataques. A Casa Branca tem mantido segredo sobre detalhes das operações por anos, quando o país exercia um forte monopólio sobre o uso do veículo. No Congresso, legisladores pressionam o presidente para que dê sua opinião sobre a possibilidade de usar os aviões para matar americanos dentro do próprio país.

15 março 2013

Obama avalia que Irã está a 1 ano de ter arma nuclear

EFE

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira à emissora israelense "Channel 2" que considera que o Irã está a pouco mais de um ano de obter uma arma nuclear, mas garantiu que esgotará todas as oportunidades para impedir isso.

Na entrevista, concedida a menos de uma semana de Obama viajar a Israel, o presidente explicou que sempre disse ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que a solução diplomática "é a mais duradoura", mas "eu mantenho todas as opções sobre a mesa".

Além disso, Obama, que iniciará na próxima quarta-feira em Israel uma viagem que o levará também aos territórios palestinos e à Jordânia, indicou que em caso de uma ação militar a decisão será sua.

"Uma das coisas que se aprende quando se é presidente é que você recebe muitos conselhos, mas no final a decisão é sua", explicou o líder.

O presidente americano também assegurou que tanto seu secretário de Defesa, Chuck Hagel, como o de Estado, John Kerry, compartilham a opinião de que um Irã com armamentos nucleares é um assunto que afeta a segurança nacional dos EUA e de Israel.

"Eles também compartilham a minha visão de que nosso compromisso com a segurança de Israel é inquebrantável", afirmou.

14 março 2013

FAB participa das celebrações alusivas aos cem anos da aviação militar Chilena

Adidância Aeronáutica do Brasil no Chile
 

A Força Aérea do Chile (FACH) comemorou o centenário de sua aviação militar no dia sete de março. Há cem anos o piloto Capitán Manuel Ávalos Prado sobrevoou os céus da Chácara Lo Espejo, atual Base Aérea El Bosque, na capital Santiago, a bordo de uma aeronave Bleriot. O marco histórico foi celebrado em solenidade realizada na Escola de Aviação, que herdou o nome do jovem piloto.

Delegações de escolas de formação de Forças Aéreas de diversos países estiveram presentes no evento. A Força Aérea Brasileira (FAB) participou com um grupamento de treze cadetes e um oficial da Academia da Força Aérea.


O Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, prestigiou o evento e foi agraciado com a condecoração “Centenário da Aviação Militar e Escola de Aviação”, criada pela FACH exclusivamente para as celebrações do centenário.

A guerra na internet e a privacidade do cidadão

Funcionários de inteligência dos EUA admitem, pela primeira vez, que país está se preparando para uma contraofensiva cibernética

MAZZETTI &, DAVID SANGER, THE NEW YORK TIMES
, SÃO JORNALISTAS - O Estado de S.Paulo 


Keith Alexander, chefe do recém-criado Cibercomando das Forças Armadas dos EUA, anunciou ao Congresso, na terça-feira, que formou 13 equipes de programadores e de especialistas em computação capazes de realizar uma ofensiva cibernética caso as redes do país sejam atingidas por ataques em larga escala. É a primeira vez que o governo americano admite o desenvolvimento dessas armas. 


Alexander falou ao Congresso no mesmo dia em que o chefe do Serviço de Inteligência Nacional, James Clapper, alertou que ataques cibernéticos podem afetar a infraestrutura, a economia e são a mais perigosa ameaça imediata aos EUA - mais grave do que o terrorismo. Alexander foi um dos principais arquitetos da estratégia americana, mas, em geral, sempre se esquivou de questões sobre a capacidade ofensiva dos EUA, embora ele tenha tido uma participação fundamental num dos maiores ataques cibernéticos dos últimos anos, contra as usinas nucleares do Irã. 


Clapper disse ao Senado que as agências de espionagem americanas só veem uma "chance remota" de um importante ataque cibernético contra os EUA, mas foi a primeira vez que um funcionário da inteligência não colocou o terrorismo internacional em primeiro lugar no catálogo dos perigos que ameaçam o país. 


Clapper afirmou que é improvável que Rússia e China lancem ataques devastadores no futuro próximo, mas acrescentou que serviços de espionagem estrangeiros já invadiram as redes de computadores das agências do governo americano, de empresas e de companhias privadas. Dois dos ataques mencionados por ele, um em agosto de 2012, contra a companhia petrolífera saudita Aramco, e outro a bancos e bolsas dos EUA, no ano passado, seriam de autoria do Irã. 


Alexander falou desses mesmos temas em sua sabatina, afirmando que criou 40 equipes cibernéticas, 13 com uma tarefa ofensiva e 27 encarregadas de treinamento e vigilância. A certa altura, pressionado, ele afirmou que a melhor defesa depende da capacidade de monitorar o tráfego que entra nos EUA por provedores de internet, que podem alertar o governo rapidamente sobre ataques perigosos. 


Essa vigilância provocará mais debates com os defensores da privacidade, que temem que o governo controle dados enviados por e-mail e por outros canais eletrônicos. 


A sabatina sobre esse tipo de ameaças é a única ocasião em que os diretores dos serviços de espionagem expõem ao Congresso as ameaças que atingem os EUA. E Clapper não ocultou o fato de que ele é contra esse ritual anual. Obama prometeu maior transparência ao público, mas Clapper deixou claro que vê poucos benefícios em uma maior abertura de informações.


TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Embraer garante que EUA terão Super Tucano a partir de 2014

Confiante, empresa diz que vai aguardar resultado de recurso 

O Globo

SÃO PAULO - Mesmo com o novo questionamento da Beechcraft sobre o resultado da licitação em que a empresa brasileira saiu vitoriosa, a Embraer informou ontem que o prazo de entrega dos 20 aviões Super Tucano à Força Aérea dos Estados Unidos, previsto para começar no segundo semestre de 2014 e terminar em junho de 2015, está assegurado. A empresa diz estar confiante, mas que vai esperar a manifestação das autoridades americanas sobre a contestação da Beechcraft antes de concluir a linha de montagem das aeronaves. 


A Embraer havia vencido essa licitação no fim de 2011, mas um recurso da mesma Beechcraft anulou o processo. O resultado da nova disputa foi divulgado em janeiro, e a Embraer, em parceria com a fabricante americana de equipamentos Sierra Nevada, voltou a vencer. 


- O fato de o processo ter sido refeito deu mais robustez ao nosso projeto. Mas temos de esperar e tão logo tenhamos a confirmação começamos a produção - afirmou ontem o vice-presidente Financeiro e de RI, José Antonio Fillipo. 


Segundo ele, a empresa já tem estrutura de apoio e logística nas suas instalações em Jacksonville (Flórida), onde funcionará a linha de montagem. A concorrência prevê a produção de 20 Super Tucanos (aeronaves de ataque leve), no valor de US$ 427 milhões. O contrato ainda abre a possibilidade de fornecer outros 20 aviões. 


A Embraer ainda informou ontem que encerrou 2012 com faturamento líquido de R$ 12,2 bilhões (US$ 6,2 bilhões), alta de 6,5% sobre o ano anterior. O lucro líquido atingiu R$ 698 milhões, um salto de 308% frente aos R$ 171,3 bilhões de 2011.

MPF quer fechar posto em batalhão do Exército

O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Federal pediu a interdição imediata do posto de combustível que fica dentro do 2.º Batalhão Logístico Leve do Exército, na Fazenda Chapadão, em Campinas, interior de São Paulo. 


Segundo o MPF, o posto não tem licença ambiental. Em 2009, 8 mil litros de óleo diesel vazaram e contaminaram o solo e o lençol freático. O Exército afirmou que o posto foi reformado para prevenir vazamentos e o solo é monitorado. Em 2012, a Cetesb deu a licença ambiental, segundo o Exército.

Contrato da Embraer nos EUA é paralisado

Medida foi tomada após a fabricante americana Beechcraft questionar a licitação de US$ 428 milhões vencida pela empresa brasileira

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR
, CORRESPONDENTE / NOVA YORK
O Estado de S.Paulo

A Força Aérea dos Estados Unidos emitiu uma ordem de interrupção de trabalhos para Embraer e Sierra Nevada, vencedoras de uma licitação para venda de aeronaves Super Tucano que serão usadas pelos EUA no Afeganistão.


A suspensão ocorre após a concorrente Beechcraft Corporation contestar o resultado da licitação, declarou ontem ao 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', o porta-voz da Força Aérea dos EUA, Ed Gulick.

Em comunicado, Gulick destaca: "A Força Aérea emitiu uma ordem de interrupção dos trabalhos na segunda-feira." Apesar da ordem de interrupção, o porta-voz defendeu a escolha pela Força Aérea americana do consórcio formado por Embraer e Sierra Nevada para o fornecimento dos aviões que serão usados pelos EUA no Afeganistão.


Gulick destacou que a Força Aérea, ao declarar vencedor esse consórcio, tomou a decisão "bem fundamentada" e que avaliou "de forma completa e justa" as outras propostas recebidas. 


A ordem de interrupção dos trabalhos é um procedimento padrão, que se segue quando um concorrente questiona o resultado de uma licitação.

Pelo contrato, a americana Sierra Nevada e a brasileira Embraer devem fornecer 20 aeronaves Super Tucano, no valor inicial de US$ 428 milhões. 


O contrato, porém, pode chegar a US$ 950 milhões, dependendo da demanda futura da Força Aérea por novos aviões.

Empregos


Na última sexta-feira, a Beechcraft, que acaba de sair de uma concordata, anunciou que abriria uma ação formal no Escritório de Contabilidade do Governo dos EUA contra a decisão da Força Aérea. Segundo um comunicado da empresa, cerca 1,4 mil postos de trabalho no Kansas e em outros Estados estão em perigo devido à decisão da Força Aérea, que estaria transferindo a geração de empregos para o Brasil. A Embraer, porém, já informou que os aviões serão produzidos nos EUA, com geração de exatamente 1,4 mil empregos. 

Depois que o processo entrar no Escritório de Contabilidade do governo dos EUA, os auditores têm até 100 dias para rever o caso e tomar uma decisão, destacou o porta-voz da Força Aérea. 


Esta é a segunda vez que a Beechcraft Corporation tenta atrapalhar a venda de aeronaves a Força Aérea americana pela Sierra Nevada e a Embraer. Em 2011, as duas ganharam a licitação para o mesmo contrato, mas a então Hawker Beechcraft entrou na Justiça contra a decisão e o governo decidiu cancelar a licitação e fazer outra, após descobrir "deficiências no processo e documentação que não poderiam confirmar a adequação" da decisão de declarar as duas empresas vencedoras. 

Em 27 de fevereiro, a Sierra Nevada e a Embraer foram novamente declaradas vencedoras do contrato. Gulick destaca que o processo de licitação começou em maio de 2012 e um novo time cuidou da avaliação.

12 março 2013

Coreia do Norte anuncia escolha de primeiro alvo no Sul

AFP | UOL

A pequena ilha sul-coreana de Baengnyeong vai ser o primeiro alvo da Coreia do Norte em caso de uma guerra. O anúncio foi feito pelo líder norte-coreano, Kim Jong-Un. A área, perto da fronteira marítima entre os dois países, tem cinco mil habitantes e serve como base para unidades militares

11 março 2013

Brasil não deve ter novos caças até a Copa

Reuters | Brasil Econômico
 
A presidente Dilma Rousseff adiou novamente a escolha de um fornecedor para 36 caças novos para a Força Aérea Brasileira (FAB), o que significa que o país provavelmente não terá aviões de combate de próxima geração disponíveis para segurança quando hospedar a Copa do Mundo no próximo ano. Os finalistas na concorrência de US$ 4 bilhões são o F/A-18 Super Hornet da Boeing, o Rafale da Dassault Aviation e o Gripen da Saab.

09 março 2013

Esquadrão Adelphi realiza primeira missão de treinamento de interceptação

1°/16° GAVCA
 
O Esquadrão Adelphi (1º/16º Grupo de Aviação), sediado na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), realizou o primeiro voo de treinamento de interceptação na terça-feira (05/03). Especializada em missões de ataque ao solo, a unidade aérea poderá, eventualmente, cumprir missões de policiamento do espaço aéreo.

A nova missão inserida na operacionalidade das unidades aéreas que operam a aeronave A-1 será empregada, quando necessária, para defesa aérea em eventos nacionais de grande vulto, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Ou, a critério do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro - COMDABRA.

Aeronave A - 1 modernizada pousa pela primeira vez na Base Aérea de Santa Cruz

1°/16° GAVCA
 
Um dos protótipos da aeronave A-1 modernizada (A-1M) pousou pela primeira vez na Base Aérea de Santa Cruz (BASC) na última segunda-feira (04/03), onde fará testes no seu sistema de armamento. Os equipamentos de última geração instalados no avião devem proporcionar um ganho operacional na precisão dos sistemas de navegação, ataque e comunicação criptografada.

A entrega do primeiro A-1M para a Força Aérea Brasileira está prevista para abril deste ano. O Esquadrão Adelphi (1º/16º Grupo de Aviação) da BASC será o primeiro a receber a aeronave.


Enquanto isso, seus militares se prepararam em cursos ministrados em São José dos Campos (SP) pela EMBRAER.

Militares do Navio-Patrulha Oceânico “Apa” auxiliam vítimas de acidente na Base Naval de Portsmouth

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 

No dia 25 de janeiro, por volta das 23h30, a tripulação do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa” auxiliou dois militares da Marinha Britânica, que sofreram um grave acidente de carro, na Base Naval de Portsmouth, no Reino Unido. 


O acidente ocorreu próximo ao local de atracação do navio. Imediatamente, militares do NPaOc “Apa” – entre eles o médico e o enfermeiro de bordo – se dirigiram ao local e prestaram o apoio inicial aos acidentados, sob chuva e temperatura de -1°C. A ação dos militares foi fundamental para manter as vítimas estáveis e prevenir a ocorrência de incêndio.


Após a chegada das equipes de resgate da Base Naval, o médico e o enfermeiro permaneceram auxiliando no resgate até a remoção das vítimas do local.


Em reconhecimento ao apoio prestado, o Comandante da Base Naval de Portsmouth enviou uma carta de agradecimento ao NPaOc “Apa”. Seguindo a mesma linha, o Comandante do navio onde servem os militares acidentados foi a bordo do “Apa” para agradecer. Ele ressaltou que a ação rápida e eficaz da Marinha do Brasil foi determinante no resgate dos militares.