29 junho 2013

Marinha realiza fiscalização no Festival Folclórico de Parintins 2013

Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil realizará, até o dia 02 de julho, fiscalização nas embarcações com destino ao Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. A ação faz parte da Operação “Parintins 2013”, com o propósito de garantir a segurança do tráfego aquaviário durante o evento, que concentra um grande número de embarcações no Rio Amazonas.


A Marinha montou base em Manaus, próximo ao Encontro das Águas; em Itacoatiara e Parintins. Serão empregados 500 militares; dois navios-patrulha fluviais, um navio de assistência hospitalar; três helicópteros; e 23 embarcações de inspeção naval da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental e das Agências Fluviais de Parintins e Itacoatiara.

Até esta quarta-feira (26), foram abordadas 55 embarcações, sendo cinco delas apreendidas, e nove notificadas. Os principais motivos das apreensões foram excesso de passageiros e falta de documentação da embarcação. 


25 junho 2013

MULHERES DE MILITARES SE JUNTAM A PROTESTOS CONTRA A CORRUPÇÃO

O Dia
 
Rio - Impulsionados pelas manifestações que começaram há duas semanas por várias capitais do país, entidades representativas dos militares dão o recado que começa a ganhar força. 


“Estamos junto com o povo e continuaremos na luta até que nosso recado seja atendido”, afirmou à coluna a presidente da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo. 

Presente nas manifestações de Brasília desde o primiro ato contra o aumento das tarifas do transporte público, a presidente da Unemfa destaca que as manifestações ganharam outro patamar e não representam apenas desejos individuais. 

“Este é um momento único e vamos nos juntar aos manifestantes na luta por um país que trilhe os caminhos da ética e da justiça. Não podemos defender um governo corrupto”, destaca.

FAMÍLIA MILITAR NA RUA

 
“A população está clamando pelo fim dos desmandos com o dinheiro público que geram problemas na educação, saúde e segurança pública”, diz Ivone Luzardo. 


POPULAÇÃO INDIGNADA 

 
A proposta da Unemfa é atrair cada vez mais os militares para a rua, em resposta à possibilidade de o governo enviar as Forças Armadas para combater os militantes.

MILITARES NA INTERNET

 
Nas redes sociais, crescem os comentários de militares em apoio às manifestações. Os assuntos mais comuns são a PEC-37 e a reforma política para o fim da corrupção no país.

CLUBES MILITARES 

 
A Comissão de Interclubes Militares, em nota oficial postada na internet, declarou apoio às manifestações, além de ressaltar que a população está indignada com o descaso. 


Moradores apelam a general para não deixarem casas

Liberação de terreno do Exército evitaria desapropriações de cem imóveis para BRT Transolímpico

O Globo


Apesar de as obras do BRT Transolímpico (Barra-Deodoro) terem começado em abril do ano passado, até hoje a prefeitura não definiu qual será exatamente seu traçado. Do lado de Jacarepaguá, estuda-se a mudança do trajeto para passar pela Colônia Juliano Moreira, de modo a reduzir os custos de desapropriações. Do lado de Magalhães Bastos, a prefeitura negocia há meses a cessão de um terreno do Exército para evitar que cerca de 100 famílias tenham seus imóveis desapropriados. 


Hoje, uma comissão de moradores vai a Brasília tentar sensibilizar o comandante do Exército, Enzo Peri, a liberar a área ao município. O encontro foi intermediado pelo presidente da Comissão Externa do Legado da Copa do Mundo e das Olimpíadas para o Rio, deputado Alessandro Molon (PT). 


- A demanda dos moradores é exatamente a mesma que as manifestações públicas têm pedido: que os governos ouçam a população. Existe uma alternativa ao projeto de menor impacto para que essas pessoas não tenham que deixar suas casas devido a megaeventos - argumentou Molon. 


As obras do Transolímpico são executadas em parceria com a iniciativa privada, que vai explorar o pedágio. Ao todo, serão investidos R$ 1,6 bilhão, excluídos custos com as desapropriações e a duplicação da Avenida Salvador Allend, fora do trecho de concessão. Num relatório de 28 de maio, o Tribunal de Contas do Município (TCM) demonstrou preocupação de que a demora nas desapropriações comprometa o prazo.

Secretaria diz que obra não atrasará 


Além disso, segundo o TCM, a licença ambiental só foi concedida em março, atrasando obras de nove frentes. Muitos serviços deveriam ter começado entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, por exemplo. Na lista, estão a abertura de um túnel, além da construção de cinco viadutos e três pontes. 

"Fisicamente, estima-se que tenha sido executado percentual inferior ao correspondente à primeira etapa das obras (prevista para maio de 2012)"", informa um trecho do relatório. 

Em nota, a Secretaria de Obras alega que o cronograma segue o planejado e diz desconhecer o relatório do TCM. A prefeitura promete entregar as obras em dezembro de 2015. Ou seja, quatro meses antes do prazo previsto (abril de 2016). Segundo a prefeitura, as obras dos viadutos já começaram, enquanto as demais frentes serão iniciadas nas próximas semanas. A Secretaria informou ainda que as negociações com o Exército para evitar desapropriações continuam. 


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23 junho 2013

Presidente do Afeganistão se irrita com negociação bilateral entre EUA e Talibã e suspende participação do país no processo de paz

RODRIGO CRAVEIRO - CORREIO BRAZILIENSE

O clima de festa da véspera, com a transferência da responsabilidade sobre a segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para as forças de Cabul, foi ofuscado, ontem, pela primeira grande crise entre os Estados Unidos e o Afeganistão. O presidente afegão, Hamid Karzai, não escondeu o mal-estar com um anúncio feito na véspera de que a Casa Branca se engajaria em negociações diretas com o Talibã. O diálogo ocorreria em um escritório inaugurado na véspera pelo movimento fundamentalista islâmico em Doha, capital do Catar. 


"Como o processo de paz não é liderado pelos afegãos, o Alto Conselho da Paz não participará dos diálogos no Catar", avisou Karzai, referindo-se ao organismo criado em 2010 pelo governo afegão.

De acordo com o presidente, o processo de reconciliação "apenas beneficiaria as estratégias e metas dos estrangeiros". A frustração de Cabul foi maior pelo fato de a representação do Talibã em Doha ter se denominado Escritório Político do Emirado Islâmico. "Tal alcunha equivale a atravessar uma linha vermelha, pois nega o governo Karzai e a Constituição do país", afirmou ao Correio, por e-mail, o afegão Barmak Pazhwak, especialista do United States Institute of Peace (USIP), baseado em Washington. 


Aimal Faizi, porta-voz da Presidência do Afeganistão, confirmou que Karzai "suspendeu os diálogos sobre o acordo bilateral de segurança com os EUA". "Há uma contradição entre o que o governo americano diz e o que ele faz em relação às negociações de paz", disse. Ele admitiu o descontentamento do presidente com o nome do escritório talibã. "Somos contrários a esta denominação de "Emirado Islâmico do Afeganistão" pela simples razão de que essa entidade não existe", declarou. 


O Departamento de Estado norte-americano pôs panos quentes e desmentiu a rodada de negociações com o Talibã. "As informações sobre uma reunião programada são inexatas", afirmou a porta-voz Jennifer Psaki. Ela garantiu que tal encontro "jamais foi confirmado" e assegurou a coordenação das próximas etapas do processo, em cooperação com o Afeganistão e o Alto Conselho para a Paz. Na tentativa de contornar a crise, o secretário de Estado, John Kerry, conversou por telefone com Karzai e pediu ao mandatário que tentasse "abrandar as tensões". Em visita a Berlim, o presidente Barack Obama declarou esperar que o processo de reconciliação no Afeganistão prossiga, "apesar dos desafios".

Desprestígio 

 
"Karzai teme ser marginalizado, principalmente se já houver um entendimento entre o Talibã e os paquistaneses apoiados pelos americanos", explicou Pazhwak. Segundo o analista, o presidente do Afeganistão sente que perderá o controle da negociação caso os fundamentalistas se engajem no diálogo com os EUA. 


Para Najibullah Lafraie, chanceler do Afeganistão entre 1992 e 1996, a estratégia de Karzai é a de "fazer barulho" para obter concessões. "Mais cedo ou mais tarde, ele aliviará a sua posição", admitiu. 

"As autoridades afegãs estão incomodadas com o nome do escritório em Doha e com declarações de representantes do Talibã", comentou o também professor de ciência política da Universidade de Otago, em Dunedin (Nova Zelândia). Em entrevista à emissora britânica BBC, um delegado do Talibã disse que a maioria dos afegãos não aceita a Constituição e, por isso, a Carta Magna será rejeitada pela facção.


Lafraie aponta vários obstáculos para a estabilidade em seu país natal. "O Talibã insiste em não reconhecer Cabul. Karzai rejeitava a abertura de um escritório político talibã e impunha que o diálogo ocorresse exclusivamente com o seu governo", acrescentou.

"Como o processo de paz não é liderado pelos afegãos, o Alto Conselho da Paz não participará dos diálogos no Catar" 

(Hamid Karzai, presidente do Afeganistão, ao citar o órgão criado por ele para buscar um acordo com o Talibã)

"Existe um entendimento com os paquistaneses de que o Talibã está disposto a negociar e, por isso, teve a permissão de abrir um escritório no Catar. Além da presença de paquistaneses e de talibãs nesse gabinete, Karzai gostaria de ver os EUA apoiarem sua posição na negociação e não se engajarem em conversas diretas com o Talibã."
Barmak Pazhwak, especialista afegão do United States Institute of Peace (Usip, em Washington) 

22 junho 2013

Grupos contra e a favor do ditador Assad, da Síria, enfrentaram-se em Beirute

Guerra civil síria tornou pior impasse político que levou a adiamento de eleição; na fronteira, conflito sectário cresce

FOLHA DE SP

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O Parlamento do Líbano foi isolado ontem pelo Exército após uma noite de violentos confrontos na capital, Beirute, contra o adiamento da eleição geral de junho. Nos protestos, houve confronto entre manifestantes favoráveis e contrários ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad. 


Os cerca de cem manifestantes entraram em conflito com a polícia na porta do prédio do Legislativo. Outros 20 montaram acampamento do lado de fora do edifício. Em alguns pontos da capital, ruas foram bloqueadas com barricadas de pneus em chamas.


Os combates na Síria já levaram mais de 500 mil sírios a se refugiarem no Líbano, piorando o impasse político que levou ao adiamento das eleições libanesas para 2014 e atrapalhou os esforços para formar o novo governo. 


O ex-premiê Fouad Siniora, sunita, alertou nesta semana para o potencial de um "colapso do Estado". O presidente Michel Suleiman fez um apelo ao Hizbullah, milícia xiita libanesa, para que retire combatentes da Síria, sob o risco de causar maior instabilidade no Líbano.

VIOLÊNCIA SECTÁRIA 

 
No vale do Bekaa, região do leste libanês na fronteira com a Síria, diversas cidades tiveram protestos em solidariedade aos moradores da cidade sunita de Arsal, que estariam sendo mantidos confinados por forças de segurança que investigam um atentado contra quatro xiitas. 


A guerra civil síria intensificou a violência sectária no vale do Bekaa -- no país vizinho, o Hizbullah e pistoleiros sunitas do Líbano se envolveram em lados opostos no conflito, que já dura 27 meses. 

Foguetes vindos de supostas posições rebeldes na Síria têm atingido localidades xiitas do Líbano desde que o Hizbullah interveio para ajudar o Exército sírio a reconquistar o controle de Qusair, no começo deste mês. 

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Exército monitora crise por meio das redes sociais

ELIANE CANTANHÊDE - COLUNISTA DA FOLHA

O Alto Comando do Exército, que reúne os generais mais graduados da ativa, encontrou-se ontem para um balanço das manifestações com a área de inteligência da força e concluiu que não existe segurança de que haverá um arrefecimento daqui em diante. A reunião foi presidida pelo comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, com a participação dos comandantes das oito regiões militares do país. 


Eles fizeram um balanço das suas regiões e deram subsídios para que o ministro da Defesa, Celso Amorim, repasse à presidente Dilma. 


Como as manifestações não têm líderes assumidos nem organicidade, o trabalho de infiltração fica prejudicado e todo o trabalho de inteligência do Exército está focado nas redes sociais, 24 horas por dia. É com base nesse monitoramento que o Comando do Exército avalia que não há como tranquilizar o ministro e a presidente de que o pior já passou. Ou seja, não descarta novo recrudescimento. 


Apesar de insistir em negar o termo "prontidão", que significa aquartelamento excepcional de oficiais e soldados, o Exército diz que há "acompanhamento ininterrupto".

EVENTOS 


Os militares estão preocupados também com a Copa das Confederações e já se dizem preparados para dois novos eventos. 


O primeiro é o Dia Nacional de Greve, que está sendo convocado pelas redes sociais para 1º de julho. 


O outro é a Jornada Mundial da Juventude, que terá a presença do papa Francisco, no final daquele mês. 


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Rebeldes sírios revelam chegada de novas armas

Especialistas criticam falta de provas em acusação dos EUA de que Assad usou arsenal químico

O Globo

NOVA YORK - Especialistas lançam cada vez mais dúvidas sobre as evidências apresentadas pelos Estados Unidos e seus aliados sobre o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad. E entre denúncias de provas pouco concretas, falta de transparência e críticas à decisão americana de armar os rebeldes, a oposição síria esquentou o debate internacional ao alegar ter recebido uma nova carga de armamentos. Segundo fontes da oposição, o carregamento veio num navio enviado "por aliados". O remetente, porém, não foi revelado. 

- Recebemos quantidades de novos tipos de armas, incluindo as que havíamos pedido e que acreditamos que podem mudar o curso da batalha - declarou o porta-voz do Exército Livre da Síria (ELS), Louay Meqdad. 


Ele garante que o material já começou a ser distribuído entre os combatentes da oposição - sem especificar de que tipo de armas se trata ou mesmo quem as teria enviado. 


- As armas serão usadas para um único objetivo, que é lutar contra o regime de Bashar al-Assad, e serão recolhidas após a queda do regime. Nós nos comprometemos com nossos amigos e países irmãos a fazer isso - revelou o porta-voz.

INVESTIGADOR BRASILEIRO CONDENA 


Há alguns dias, havia rumores de que a Arábia Saudita estaria prestes a enviar um carregamento de armas de pequeno porte e mísseis antitanque aos rebeldes, sobretudo, na cidade de Aleppo, palco de violentos combates com as forças de Assad. Mas enquanto diplomatas tentam confirmar as informações, o chefe da comissão da ONU que investiga abusos de direitos humanos na Síria, Paulo Sérgio Pinheiro, voltou a criticar o envio de armas à região. 


- Países que fornecem armas têm responsabilidade em termos de um eventual uso dessas armas para cometer violações grotescas de direitos humanos - disse o diplomata brasileiro. 


Pinheiro reiterou não ter recebido evidências concretas para indicar quem está usando armas químicas na Síria. E ele não está só. Especialistas ouvidos pelo diário americano "Washington Post" são unânimes em apontar a falta de transparência das acusações. 


Para as Nações Unidas, os dados apresentados por EUA, França e Reino Unido têm valor limitado, uma vez que as regras da ONU determinam que somente provas coletadas por inspetores da instituição podem ser usados para cravar uma definição final - e nenhum inspetor teve acesso à Síria. 


- Você pode tentar da melhor maneira possível controlar as análises, mas análises à distância são sempre incertas. Você seria um idiota se você não abordasse esse negócio com um pouco de cautela - disse David Kay, um ex-inspetor da ONU que conduziu a busca por armas de destruição em massa no Iraque de Saddam Hussein, após a invasão americana, em 2003. 


Outros analistas advertiram para o perigo da linguagem usada pela Casa Branca - a tal linha vermelha cruzada com o uso de armas químicas.


- Se você é da oposição e ouve que os EUA traçaram uma linha vermelha sobre o uso de gases, então, você tem interesse em explorar isso e dar a impressão de que algumas armas químicas foram usadas - alertou o cientista suíço Rolf Ekeus, outro ex-inspetor da ONU que comandou buscas por armas no Iraque nos anos 1990.

16 junho 2013

A participação da Defesa na Copa das Confederações

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 14/06/2013 - Entre os dias 15 e 30 de junho, o Brasil sediará a Copa das Confederações da FIFA, torneio de futebol que precede a Copa do Mundo de 2014. O Ministério da Defesa participa diretamente do evento, por meio do planejamento e da execução das ações de segurança, num trabalho integrado com o Ministério da Justiça e órgãos de segurança pública nos níveis federal, estadual e municipal.

Para garantir o fornecimento regular de serviços à população e fiscalizar movimentações suspeitas em fronteiras, nos espaços aéreos ou marítimos, as Forças Armadas montaram um esquema de atuação em dez setores estratégicos de defesa do Estado: o de Defesa Aeroespacial e Controle do Espaço Aéreo; Defesa de Áreas Marítimas e Fluviais; Defesa de Estruturas Estratégicas; Ações de Inteligência Estratégica e Operacional; Prevenção ao Terrorismo; Preparo e Emprego de Força de Contingência; Fiscalização de Explosivos; Segurança e Defesa Cibernética; Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear; além da cooperação na segurança de chefes de Estado, na Defesa Civil e na proteção das fronteiras.

As atividades principais desses eixos visam ao aproveitamento da capacidade operacional das Forças Armadas no cumprimento de missões constitucionais e, quando for o caso, de Garantia da Lei e da Ordem.

Efetivo

De acordo com o assessor para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid Júnior, as Forças Armadas irão utilizar 19,400 mil militares na Copa das Confederações, e devem dispor de uma reserva estratégica de 2,4 mil profissionais. “As Forças Armadas serão usadas em ações preventivas ou em uma pronta resposta a graves contingências, se houver necessidade”, explicou.

Outra frente das Forças Armadas é a defesa cibernética, que garante o fornecimento de água, energia elétrica, da radiofusão e dos sistemas de transporte. Como a distribuição desses serviços têm tecnologia digital, há grandes preocupações com ataques a softwares que garantem esses processos. Oitenta profissionais especializados fiscalizarão o funcionamento dessas redes durante o evento.

Mais 600 militares especializados farão o controle contra terrorismo nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. Cerca de R$ 60 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos e laboratórios que possam identificar agentes bacteriológicos e químicos como a ricina – toxina que em doses maiores que 500 mg pode levar a morte.

Força Aérea

O plano da Força Aérea é disponibilizar 10 aviões no período de uma hora antes e até quatro horas depois dos jogos. As aeronaves irão sobrevoar os estádios ou estarão prontas para a decolagem. Cerca de 1.200 militares ficarão a postos em quartéis de cada uma das seis cidades, e 5 navios farão a escolta nas cidades de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza. 


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Ameaça de guerra pela água

Rio Nilo pode levar Egito e Etiópia a conflito

Área Militar


No meio de várias convulsões no médio oriente, guerra civil na Síria, instabilidade na Líbia e mal-estar em algumas das monarquias absolutas do golfo, problemas com a ditadura islâmica iraniana e com o partido no governo na Turquia, surge um novo problema, agora entre países que não têm sequer fronteira entre si, mas que partilham o mesmo rio, o Nilo.

Desde Março de 2012 que o governo da Etiópia anunciou que prevê para breve o inicio das obras com vista a construir uma barragem para utilizar a água do rio Nilo, na região do Alto Nilo, para permitir a produção de energia elétrica.
A central deverá criar um lago na região de Abatimbo, a 40km da fronteira entre a Etiópia e o Sudão. A potência instalada será de 6000 MW [1] o que a transformará na maior barragem do continente africano.

Tanto o Egito quanto o Sudão já têm por diversas vezes levantado sérias reservas ao projeto etíope, nomeadamente por o considerarem ilegal à luz de acordos celebrados durante a década de 1950. Mais recentemente, o presidente sudanês Omar Al Bashir, anunciou que o Sudão tinha mudado de posição relativamente à rejeição da barragem, mas o Egito continuou a mostrar-se muito cético e a exigir vistorias que permitissem sanar todas as dúvidas.

Ameaça egípcia

 
No meio de uma situação relativamente tensa, na passada quarta-feira dia 12 de Junho, o presidente do Egito, Mohamed Mursi da Irmandade Muçulmana, voltou a avisar que «todas as opções estavam em aberto».

As declarações do presidente egípcio, são encaradas por alguma imprensa como uma afirmação clara de que o Egito poderá até desencadear operações militares contra a Etiópia, destruindo a barragem, caso as obras vão em frente sem a anuência do governo do Cairo.

As afirmações de Mursi têm no entanto sido desvalorizadas, dado terem sido proferidas numa reunião política junto a aliados políticos da Irmandade Muçulmana, o partido do presidente.


As declarações seriam por isso uma forma de agitar as águas a mexer com o espirito nacionalista egípcio.

Independentemente destas considerações, a possibilidade de conflito entre os dois países existe, já que o Egito tem capacidade para atacar posições em território etíope.


O Egito mantém ao serviço algumas dezenas de caça-bombardeiros F-4 Phantom e Mirage-2000. Além disso a força aérea egípcia, conta ainda com fortes contingentes de caças de fabrico norte-americano F-16A e F-16C mais recentes com capacidade para reabastecimento em voo e bombardeamento de precisão.

Já a Etiópia ainda que com uma população de 94 milhões de habitantes face a 85 milhões de egipcios, é um país muito mais pobre e proporcionalmente quase desarmado, com um PIB real de 42,000 milhões de dólares contra um PIB real de 255,000 milhões do Egito. A sua força aérea conta com um esquadrão equipado com menos de uma dúzia de caças Su-27 e outro pouco mais de uma duzia de caças MiG-21MF.

Qualquer conflito na região, terá quase que imediatamente repercussões no Sudão e no Sudão do Sul, bem assim como na Somália, país que foi alvo de uma intervenção do exército da Etiópia em 2005, com o intuito de remover grupos fundamentalistas do poder na capital do país.

[1] - A título de comparação a barragem de Cabora Bassa em Moçambique tem 2000 MW e a barragem de Iguaçu na fronteira entre Paraguai e Brasil tem 14,000 MW de potência instalada)


Síria: Zona de exclusão aérea em estudo

Utilização de armas químicas pelo regime acelera processo

Área Militar

O facto de após vários estudos e análise de alegadas utilizações de armas químicas sobre populações civis por parte das forças leais ao Partido Socialista Bahas de Bashar Al Assad, poderá vir a resultar numa alteração da posição norte-americana sobre a Síria.

De entre as possibilidades que se abre perante este novo cenário, destaca-se a declaração de uma zona limitada de exclusão aérea nas áreas do sul, próximo à fronteira com a Jordânia, onde se concentram muitos dos campos de refugiados sírios.

Altos funcionários da administração americana terão mesmo confirmado à imprensa que os Estados Unidos apressariam e aumentariam a sua assistência militar às forças do exército da Síria livre, que continuam a combater as tropas da facção leal a Bashar Al Assad, que é apoiada pelo movimento xiita Hezbollah.

A exclusão aérea, com uma profundidade de 40km seria imposta nas províncias sírias de Daraa e Suwayda, podendo atingir mesmo áreas nas proximidades da capital Síria, Damasco.

A imposição desta zona, implica que os Estados Unidos terão que agir rapidamente, efectuando um ataque preventivo contra as instalações aéreas e anti-aéreas das forças de Bashar Al Assad, de forma a impedir a sua utilização contra as aeronaves que, partindo de território Jordano ou de porta-aviões no mediterrâneo ou no mar vermelho, participassem na operação.

Participação de países do golfo

É de esperar que caso esta solução comece a ser posta em prática, participem nas missões aeronaves de países árabes que também já demonstraram predisposição para participar destas operações na Líbia. Países como o Qatar, os Emirados e o Koweit poderão participar, embora seja menos provavel a participação saudita.

S-300 PMU russos


Em cima da mesa também se encontra o estudo sobre o impacto dos sistemas de defesa anti-aérea S-300 PMU-1 de fabrico russo, que já foram encomendados pelo regime de Bashar, mas que ainda não foram entregues. Este tipo de sistema poderá por em causa o estabelecimento de uma Zona de Exclusão Aérea, embora neste caso Israel já tenha avisado a Rússia de que se os sistemas começarem a ser instalados, o estado judaico saberá o que fazer para se proteger.

Há no entanto analistas que afirmam que não seria necessário destruir os sistemas S-300, dada a pequena dimensão da zona de exclusão aérea e a complexidade de que se reveste transportar os volumosos sistemas anti-aéreos, com radares e sistemas de orientação em áreas que as forças leais a Bashar Al Assad não controlam completamente.
 


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14 junho 2013

Foguetes atingem aeroporto de Damasco

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Beirute

Foguetes atingiram o Aeroporto Internacional de Damasco nesta quinta-feira, disseram ativistas e a mídia local, em um dos primeiros ataques dos rebeldes ao local, próximo à capital Síria, nos últimos meses. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, pró-oposição, disse que vários foguetes caseiros atingiram o aeroporto, que já havia sido cercado e interditado por uma ofensiva rebelde no ano passado.

A televisão estatal síria disse que um morteiro atingiu o limite do aeroporto perto de uma das pistas, causando o adiamento de vários voos como medida de precaução. A emissora disse que uma pessoa ficou ferida quando um armazém foi atingido.

Forças do presidente Bashar al-Assad reabriram a estrada que leva ao aeroporto há vários meses e desalojaram rebeldes de posições próximas.

As Forças Armadas têm tentado expulsar os rebeldes de suas fortalezas em subúrbios ao redor de Damasco, a sede do poder de Assad. O centro da cidade tem escapado da intensa luta que tomou conta de grande parte da Síria nos últimos dois anos.

A ONU afirmou nesta quinta-feira que pelo menos 93 mil pessoas foram mortas no conflito.

A estação de televisão baseada em Beirute Al-Mayadeen disse que três morteiros atingiram o aeroporto, citando fontes no local.

A emissora estatal Russia Today também noticiou ataques com foguetes e disse que estes tinham atingido um avião iraquiano, ferindo quatro passageiros e quatro funcionários do aeroporto.

A agência inglesa de notícias Reuters não conseguiu verificar os relatos devido a restrições do governo sobre o acesso da mídia internacional.



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EUA anunciam apoio militar a rebeldes na Síria

Valor
Por Agências internacionais

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem ter reunido provas suficientes de que o regime do ditador sírio Bashar al-Assad usou armas químicas contra rebeldes. No ano passado, o presidente Barack Obama advertiu que essa ação equivaleria a Assad ultrapassar a "linha vermelha" que faria os EUA se engajar no conflito de maneira mais ativa.


De acordo com Ben Rhodes, vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, as forças do regime sírio utilizaram gás sarin em "pequena escala" várias vezes contra os opositores, causando de 100 a 150 mortes. 


Rhodes disse que os EUA irão aumentar a ajuda à oposição síria, incluindo auxílio com "propósitos militares diretos". Ele se recusou a dizer se isso incluiria a cessão de armamentos. "Não temos condição de expor uma lista do que exatamente se encaixa na esfera dessa ajuda", afirmou Rhodes. Segundo o assessor de Obama, o governo ainda "não tomou uma decisão quanto a buscar" estabelecer uma zona de exclusão aérea na Síria. 


Os Estados Unidos têm resistido a enviar armas aos rebeldes em parte por receio de que elas possam cair em mãos de grupos islâmicos radicais infiltrados na fragmentada oposição síria. Além disso, há denúncias de excessos e violações dos direitos humanos cometidos pelos rebeldes contra tropas e apoiadores de Assad. Até agora, os americanos estavam mandando equipamentos não letais, como coletes à prova de balas e óculos de visão noturna.

O anúncio de ontem da Casa Branca aconteceu com atraso de semanas em relação a França e Reino Unido, que já haviam declarado terem constatado o uso de armas químicas, e após intensas deliberações entre Obama e sua equipe de assessores de segurança nacional. A pressão, nacional e internacional, para que os EUA aumentassem o seu envolvimento na guerra civil síria é cada vez maior e incluiu até uma crítica do ex-presidente Bill Clinton. "Algumas pessoas dizem "OK, estão vendo o tamanho dessa confusão? Vamos ficar de fora!" Eu acho que isso é um erro enorme", afirmou o ex-presidente. 


Ao ser indagado sobre quais serão os próximos passos dos Estados Unidos, Rhodes afirmou que a Casa Branca irá compartilhar suas informações com o Congresso e países aliados e tomará "decisões dentro do seu próprio cronograma". As advertências anteriores de Obama a Assad foram amplamente interpretadas como um sinal de que os EUA examinariam as alternativas de ação militar, embora o presidente americano tenha deixado claro que não enviará soldados do país à Síria. 


Na semana passada, as tropas leais a Assad recapturaram a cidade de Al-Qusair, considerada estratégica por permitir o controle da estrada que vai da capital Damasco ao Líbano. Com a ajuda de combatentes do Hizbollah, milícia xiita libanesa apoiada pelo Irã, Assad vem retomando o controle de várias áreas que estavam nas mãos dos rebeldes. 


A situação na Síria deve ser um dos principais tópicos da cúpula dos países do G-8 (grupo que reúne sete economias ricas mais a Rússia), marcada para a semana que vem, na Irlanda do Norte. 

De acordo com cálculos das Nações Unidas divulgados ontem, os mais de dois anos de conflito já causaram a morte de pelo menos 93 mil pessoas. 

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EUA dizem ter prova de uso de arsenal químico na Síria e armarão rebeldes

Denise Chrispim Marín - O Estado de SP
CORRESPONDENTE / WASHINGTON

Os Estados Unidos anunciaram ontem ter provas do uso de agentes químicos pelo governo de Bashar Assad contra a oposição síria várias vezes ao longo de 2012 e determinaram o envio de armas para grupos rebeldes moderados. A adoção de uma zona de exclusão aérea sobre a Síria pedida pelos rebeldes sírios, está entre as opções, mas nenhuma decisão sobre o tema foi adotada. 


A Casa Branca informou que os ataques com armas químicas, incluindo o gás sarin, provocaram a morte de 100 a 150 pessoas no país. 


O anúncio ocorre no momento em que Obama se vê pressionado pela denúncia de que seu governo vem espionando sistematicamente chamadas telefônicas, contas de e-mail e registros em redes sociais. Nesta semana, a Casa Branca tentou desviar a atenção pública com sua polêmica permissão para que mulheres comprem a pílula do dia seguinte, independentemente de sua idade. Mas denúncias sobre a invasão de hackers do governo americano a computadores da China provocaram nova frente de desgate. 


"O presidente (Barack Obama) tinha deixado claro que o uso de armas químicas ou a transferência de armas químicas para grupos terroristas - era uma linha vermelha para os Estados Unidos (agirem de forma mais enérgica). Nossa comunidade de inteligência agora tem uma avaliação confiável de que as armas químicas têm sido usadas em escalapequena pelo regime de Assad" na Síria", informou o texto de declaração oficial do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. "Nós estamos preparados para todas as contingências e vamos tomar as decisões de acordo com os nossos próprios cronogramas." 


Segundo Ben Rhodes, membro do Conselho, os Estados Unidos vão prover "apoio direto, incluindo o militar", para o Conselho Militar Sírio, como é conhecido o comando da oposição. 


A provisão de armas e munições dos rebeldes tornou-se escassa. O arsenal começou a ser suprido por armas primitivas feitas por membros da oposição com o material disponível, como em uma guerrilha. 

A zona de exclusão aérea seria montada do território da Jordânia, como meio de proteger os rebeldes treinados nesse país e os refugiados sírios ali abrigados. Ela teria escala limitada e estaria a 40 km da fronteira. Os Estados Unidos já transportaram para a Jordânia baterias de defesa aérea Patriot e caças F16. A zona de exclusão aérea, segundo autoridades do governo Obama, poderia ser adotada à revelia da posição do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque não há intenção dos Estados Unidos de invadir o espaço aéreo sírio. 


Os mísseis ar-ar americanos seriam suficientes para destruir aeronaves sírias que vierem a decolar. Navios de guerra americanos no Mediterrâneo dariam o apoio complementar. 


Em abril, enquanto a Grã-Bretanha, França e Turquia diziam ter provas de uso de armas químicas pelo governo de Assad contra os sírios Obama anunciou haver apenas "indícios, com diferentes graus de confiança". 


A declaração de ontem tem como base "a alta confiança da comunidade de inteligência americana" de que os ataque aconteceram, segundo a declaração. Tanto quanto o cenário na Síria e no Oriente Médio, novas pressões no interior dos EUA podem ter estimulado a Casa Branca tomar as decisões de ontem. 


No dia 11, em Nova York, o ex-presidente americano Bill Clinton apoiou uma forte intervenção americana na Síria e alinhou-se, dessa forma, ao senador republicano John McCain, candidato derrotado por Obama em 2008. 

"Algumas vezes, é melhor ser pego tentando, desde que você não se comprometa demais. Algumas pessoas dizem: "você não vê que enorme bagunça é isso? Fique fora!". Eu acho que isso é um grande erro. Eu concordo com você sobre isso", disse Clinton, apontando para McCain, na platéia. 


No Oriente Médio, a Arábia Saudita e a Jordânia declinaram recentemente a contribuição americana em cursos de treinamento de rebeldes sírios, em sinal de insatisfação com a recusa dos EUA de enviar armas. 

Os Emirados Árabes também anunciaram que não vão participar da conferência dos países aliados sobre a Síria, prevista para daqui a algumas semanas, como resposta à ausência de Obama nesse encontro, Até mesmo na Síria, as forças governamentais têm lutado com o reforço de militantes do Hezbollah, e ambos estão próximos de fechar um cerco em torno de Alepo, um dos redutos da oposição.


Mais de 23 mil militares vão para as ruas

Operação vai atuar nas seis cidades-sede e plano mobilizará frota de 60 aviões e até 500 veículos e navios

Roberto Godoy - O Estado de SP

 
A operação militar montada para garantir a Copa das Confederações é formidável: cerca de 23 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica vão atuar nas seis cidades-sede e no centro de Comando, Controle, Comunicações e Inteligência, o C3I. 


O plano mobilizará uma frota estimada em mais de 60 aviões, de 300 a 500 veículos diversos e navios, para a defesa da rede fluvial e da linha litorânea. As forças terão apoio de helicópteros, vários deles armados - como os Sabre, russos, blindados e portadores de canhões. 


O esquema vai exigir o investimento de R$ 710 milhões e beneficia os grandes eventos, da Copa das Confederações até os Jogos Olímpicos, em 2016, passando pela Jornada Mundial da Juventude, daqui a um mês, e pelo Mundial 

de 2014. 

O governo federal já liberou a maior parte dos recursos - aproximadamente R$ 640 milhões. O orçamento é menor que o projetado em 2010, quando a estimativa batia em R$ 1,5 bilhão. A presidente Dilma manteve o veto do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva a esse total, considerando o valor "inaceitável, fora da realidade".


A operação começou em agosto de 2012 - três anos depois do início do planejamento primário. "A base do raciocínio é a tese da certeza do atentado, considerando que haverá, sim, ao menos uma tentativa", explica um agente da Polícia Federal que integra o grupo de coordenação. "Essa doutrina implica uma atitude ativa diante da ameaça; ou seja, não apenas reagiremos se houver a agressão, vamos impedir que isso aconteça", diz o profissional.

Fogo de estreia


Um novo sistema de defesa antiaérea vai estrear no Rio, essa semana. O Gepard, um blindado de 45 toneladas, montado sobre plataforma do tanque Leopard, alemão, será empregado na proteção aproximada, contra invasores voando a até 5 km de distância e a 3,5 km de altura. A arma principal é um canhão duplo de 35 milímetros. O conjunto eletrônico de bordo é formado pelos radares de aquisição dos alvos e direção de tiro, mais um designador laser. A cadência de fogo é de 550 disparos por minuto. O Exército recebeu um pacote inicial de nove a 12 unidades que faz parte de um grupo de 37, usados, comprados e modernizados na Alemanha por pouco mais de R$ 70 milhões, algo como R$ 2,2 milhões cada. 

Oito Gepard 1A2 estarão integrados ao programa do torneio das Confederações. O procedimento atende apenas parcialmente à necessidade operacional da Defesa. Há grande preocupação com o segmento de raio de ação médio, contra objetivos localizados a 20 quilômetros e altitudes de 15 mil metros - deslocando-se em velocidade variável.


O general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto da Defesa, está negociando com a Rússia baterias do modelo Pantsir S1, que combina canhões e mísseis. O militar acredita que o equipamento só chegará a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016. 

Em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e no Rio não menos de 600 combatentes de forças especiais estarão prontos para atuar na ação antiterrorismo. Outros 900 cuidarão da fiscalização de explosivos dentro e fora dos estádios. 


FAB e Exército treinam defesa antiaérea no Sul

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


Após 4 dias de diversos ataques aéreos simulados, encerrou-se a Operação Antiaérea I, realizada na Base Aérea de Canoas, no período de 04 a 07 de Junho de 2013. O Núcleo de Brigada de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (NuBAAAD), responsável pela coordenação do Exercício, pode treinar com os militares do 1º GAAAD, aprimorando técnicas de defesa antiaérea, bem como, todo o complexo de sistemas que o constitui. O Exercício que contou com a participação das aeronaves F-5M, H-60L, A-29 pertencentes às Unidades aéreas 1º/14º GAV (Canoas-RS); 5º/8º GAV (Santa Maria-RS) e 3º/3º (Campo Grande-MS), realizaram mais de 47 horas de voo, contribuindo para o aperfeiçoamento das táticas empregadas pelas unidades aéreas, no adestramento de defesa Aeroespacial para a Copa das Confederações 2013.

Para o Ten Aviador Yuri, piloto do helicóptero H60L, do 5°/8° GAV, sediado em Santa Maria-RS, o exercício pôde apresentar as dificuldades que os pilotos de asas rotativas podem enfrentar quando executam ataques à baixa altura, principalmente, quando em posições devidamente protegidas: "aqui, percebemos a necessidade de cada vez mais aperfeiçoarmos nosso emprego para o combate, visto a ameaça presente no terreno - a defesa antiaérea". 


Militares da FAB são convocados para Campeonato Mundial de Futebol

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 

 
A Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB) apresentou a lista de convocados para o Campeonato Mundial de Futebol das Forças Armadas, a ser realizado no Azerbaijão, de 04 a 16 de julho de 2013, tendo embarque marcado para 28 de junho.


Cinco militares da Força Aérea Brasileira farão parte da Seleção Brasileira das Forças Armadas. É a primeira vez que um número expressivo de militares da FAB compõem o elenco de uma Equipe de Futebol da CDMB. São eles: Suboficial GLÁUCIO GONÇALVES CARVALHO (CDA); Sargento FRANCISCO LUCIANO PORTELA BATISTA (CDA); Sargento ROBERTO ALMEIDA DE SÁ JUNIOR (BINFAE-GL); Sargento MARCELO OLIVEIRA SOARES (1º ETA/BABE); e Sargento MATHEUS NICÁCIO BARROS (BINFE-AF).

A pré-temporada contou com o apoio da Escola de Especialistas de Aeronáutica, que recebeu os atletas por 10 dias em suas instalações. Foram realizados treinamentos e quatro amistosos na sede da EEAA em Guaratinguetá, SP. 


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CCDA Recife e a Copa das Confederações

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social 

 
Recife – No dia 4 de junho, o Comandante da 7ª Região Militar e 7ª Divisão de Exército e Coordenador de Defesa de Área de Recife (CDA/RECIFE), General de Divisão João Carlos de Jesus Corrêa, realizou o último treinamento conjunto da Tropa que será empregada na segurança da Copa das Confederações.

A tropa foi adestrada para atuar, particularmente, na defesa das áreas portuárias, marítimas e fluviais; no controle do tráfego aéreo e defesa aeroespacial; na defesa cibernética; na defesa contraterrorismo; na fiscalização de produtos controlados; nas operações de inteligência; na defesa química biológica, radiológica e nuclear; na segurança e escolta de autoridades; e na defesa de estruturas estratégicas e ações de garantia da lei e da ordem.

Durante a Copa das Confederações, serão empregados 3.200 militares das três Forças Armadas na segurança de atletas, de turistas e da população, utilizando cerca de 150 viaturas, incluindo blindados, dois navios (uma fragata e um navio patrulha), quatro lanchas, oito helicópteros (das três Forças Armadas) e seis aviões (quatro caças e duas aeronaves para alerta em voo).

Na ocasião, o Comandante Militar do Nordeste, General de Exército Odilson Sampaio Benzi, inspecionou o Apronto Operacional da Tropa. A atividade contou, também, com a participação do Comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, General de Brigada de Antonio Carlos de Souza, do Chefe do Estado-Maior do II Comando Aéreo Regional (II COMAR), Coronel Gustavo Alberto Krüger, e do Capitão dos Portos de Pernambuco, Comandante Cláudio Grilli. 


SALVAMAR Norte presta apoio de saúde a navio em alto-mar

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social


O Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN), localizado em Belém (PA), por meio do Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (SALVAMAR) Norte, recebeu, no dia 31 de maio, uma solicitação do Navio de Pesquisa “OCEAN STALWART” para evacuação aérea de dois tripulantes que apresentavam problemas de saúde.

Marcelo Maia Figueira, 46 anos, diabético, apresentava quadro de hiperglicemia e necrose em um dos dedos do pé. A ausência de insulina a bordo agravou seu estado de saúde. A outra tripulante, Gabriela Oliveira, 26 anos, apresentava quadro de hipotensão, desidratação, desmaio e anemia.

Em virtude da localização do navio, distante cerca de 1.700 km de São Luís (MA), o Com4ºDN disponibilizou um médico da Marinha que, em contato telefônico tomou conhecimento do estado de saúde dos tripulantes e deu orientações à profissional técnica em enfermagem que se encontrava a bordo do meio naval. Na manhã do dia 3 de junho, uma aeronave patrulha do I Comando Aéreo Regional (I COMAR), partiu de São Luis ao encontro do navio, que se encontrava cerca de 500 km daquela cidade, realizando o lançamento dos medicamentos com sucesso. A bordo, Marcelo e Gabriela, após serem medicados, apresentaram melhora e tiveram seus quadros de saúde estabilizados.

Em terra, a Capitania dos Portos do Maranhão e a Agência Oceanus, agente marítimo do “OCEAN STALWART”, viabilizaram a atracação do navio no Porto de Itaqui (MA), bem como de todo o aporte médico de emergência para a chegada do navio.

A Marinha do Brasil, por intermédio da SALVAMAR, recebe rotineiramente várias solicitações de resgate (SAR – Search and Rescue) e sempre empenha meios, homens e recursos para o cumprimento de suas atribuições e competências constitucionais, no que tange à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana nas vias navegáveis. 


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Blindados do Exército produzidos em Minas

Marta Vieira
Enviada especial - Correio Braziliense

Sete Lagoas (MG) — A Iveco, braço da Fiat, inaugura hoje, 13/06, na cidade mineira de Sete Lagoas fábrica de veículos de defesa. A unidade industrial, primeira do gênero instalada fora da Europa, já nasce com área destinada à expansão, para abrigar linhas de produção do blindado Guarani, encomendada pelo Exército em substituição ao Urutu, e outras famílias de equipamentos europeus que entraram no planejamento da montadora para produção local. 


O presidente da Fiat industrial para a América Latina, Marco Mazzu, confirmou que além do Brasil, a Argentina, o Chile e a Colômbia oficializaram o interesse na importação do anfíbio Guarani, com 7 metros de comprimento, capacidade de carga de 20,5 toneladas e seis rodas com tração para transporte de 11 passageiros. A fábrica mineira foi preparada para funcionar como uma plataforma de exportação da Iveco no subcontinente, fortalecendo a posição da empresa num mercado que fatura cerca de US$ 80 bilhões por ano no mundo, de acordo com estimativas dos fabricantes. 

"Estamos numa fase de manifestação de interesse e consequentemente de avaliação de produto. A princípio, olhamos para a América Latina pela proximidade", afirma Marco Mazzu. Para iniciar as exportações, a Iveco ainda depende da homologação do Guarani pelo Exército brasileiro, esperada para, no mais tardar, até o terceiro trimestre. Nas instalações de Sete Lagoas, que incorporaram ares das plantas italianas de Bolzano e Vittorio Veneto, onde foram treinados soldadores de elite contratados em Minas Gerais, os primeiros 12 Guaranis já foram entregues, como parte de um contrato de R$ 246 milhões para fornecimento de 86 blindados até meados do ano que vem. 


A rigor, o contrato com o Exército permitiu que a Iveco se preparasse para transformar o Guarani na base de uma família de blindados médios de rodas. A unidade tem competência para produzir mais 10 versões, incluindo veículos de reconhecimento, socorro, postos de comando, comunicações, oficina e ambulância. 


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11 junho 2013

Militar norte-americano que matou 16 civis afegãos fala ao juiz antes da sentença

Correio do Brasil
Por Redação, com agências internacionais - de Washington

Em um depoimento frio e quase automático, o sargento Robert Bales reconheceu uma das piores atrocidades da guerra no Afeganistão, onde matou 16 civis afegãos e queimando muitos dos seus corpos. Ele teve pouco a oferecer como explicação para as mortes.

Quando perguntado por um juiz militar por que ele tinha realizado o ato de fúria, no ano passado, aos 39 anos de idade, Bales foi quase singelo em sua resposta:

– Eu tenho feito essa pergunta um milhão de vezes, e não é uma boa razão no mundo para as coisas horríveis que eu fiz.

A afirmação ocorreu pouco antes de o juiz, o coronel Jeffery Nance, aceitar a confissão de culpa de Bales, acusado de assassinato, tentativa de assassinato e assalto agravado de mortes, bem como o uso ilegal de esteróides e álcool em um acampamento militar dos EUA na província de Kandahar. Em troca, ele evitou a pena de morte, mas cumprirá prisão perpétua.

Bales, nativo de Ohio e pai de dois filhos, tinha servido em combate por quatro vezes antes dos assassinatos. Seus advogados disseram que ele havia sofrido uma lesão cerebral, e foram incisivos ao afirmar que tratava-se de uma vítimas de tensões pós-traumáticas relacionadas com períodos prolongados em zonas de combate. Bales se alistou no serviço militar em novembro de 2001, após os ataques de 11 de setembro, e ele realistou depois de seis anos.

Atarracado e careca, Bales usava seu uniforme de serviço do exército na audiência, e disse ao tribunal que, antes das mortes, havia consumido esteróides (estanozolol) durante vários meses para chegar “mais eficientes e mais magro” e levou quatro garrafas para o acampamento, o que lhe permitiu usar a droga três vezes por semana. Ele disse que também consumiu álcool várias vezes no acampamento militar com os operadores das Forças Especiais.

A promotoria observou que Bales disse em seu depoimento assinado que ele tomou a droga para “ficar enorme e levitar”. Em 11 de março de 2012, Bales deixou o acampamento de Belambay antes do amanhecer e foi até a aldeia vizinha de Alkozai. Uma vez lá, armado com uma pistola 9 milímetros e um rifle M4, ele brigaram brevemente com “uma mulher idosa antes de matá-la”, disse. Em seguida, ele matou dois homens e uma outra mulher.

Bales então voltou para o Belambay Camp. No tribunal, ele descreveu o que havia acontecido, mas no acampamento, é relatado que ele acordou um outro soldado e disse a ele o que fez. O soldado não acreditou e voltou a dormir. Bales, em seguida, foi para uma segunda aldeia, Najiban.

– Eu esperava alguém para estar lá – disse ele quando perguntado o que ele estava procurando. “Eu pretendia matá-los.”

Em Najiban, Bales matou a tiros mais 12 pessoas, alguns dos quais dormiam em cobertores e tapetes. Ele pegou uma lâmpada de querosene que encontrou e derramou em mais 10 de suas vítimas. Ele disse ao tribunal que ele não se lembrava de riscar o fósforo, mas a partir de reportagens investigativas ficou constatado que ele efetivamente incendiou suas vítimas. Ele contou que se lembrava do fogo.

Os advogados de Bales concluiram, após a seu cliente ser examinado por psiquiatras, que ele não seria capaz de montar uma defesa de insanidade, ainda que sublinhassem que o seu estado de espírito foi fundamental para o que aconteceu. Tais fatores serão considerados em uma audiência de sentença, quando um painel militar, o equivalente a um júri, irá determinar se a sentença irá incluir, ou não, a possibilidade de liberdade condicional.



Bashar al Assad pode vencer guerra civil, diz ministro israelense

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Jerusalém

O presidente da Síria, Bashar al Assad que tem o apoio do Irã e da milícia libanesa Hezbollah tem condições de vencer a guerra civil travada há mais de dois anos no seu país, disse o ministro israelense da Inteligência nesta segunda-feira.

Embora essa avaliação tenha sido rapidamente rejeitada como uma posição oficial por outros membros do governo, ela reflete as dificuldades que Israel e países ocidentais enfrentam ao preverem o destino da Síria e decidirem se intervêm ou não no conflito.

Yuval Steinitz, ministro de Assuntos Internacionais, Estratégia e Inteligência, foi questionado por jornalistas estrangeiros sobre as possibilidades de vitória de Assad na guerra civil depois dos recentes êxitos das suas forças contra os rebeldes.

- Sempre achei que poderia ser o caso de que no fim das contas Assad, com um fortíssimo apoio iraniano e do Hezbollah, poderá se sair melhor – afirmou Steinitz. “E acho que isso é possível, e acho isso já faz um bom tempo.”

Steinitz não participa do gabinete de segurança israelense, mas tem acesso a relatórios de inteligência e aos ouvidos do premiê Benjamin Netanyahu.

Ele afirmou que o governo de Assad “pode não só sobreviver como também reconquistar territórios”, mas não quis fazer comentários adicionais sobre uma possível vitória do presidente sírio, citando a política israelense de não interferir publicamente no país vizinho.

Os ministérios israelenses de Defesa e Relações Exteriores receberam com frieza as declarações do ministro.

- Essa é a posição pessoal informada ou melhor, desinformada de Steinitz – disse um diplomata israelense, pedindo anonimato.

Mark Regev, porta-voz de Netanyahu, disse que Steinitz estava falando em caráter pessoal, e que o governo de Israel não tem uma posição formal acerca das perspectivas de Assad.

Apesar de Assad ter o apoio de Irã e do Hezbollah – inimigos jurados de Israel –, o Estado judeu vê com cautela a rebelião contra o presidente sírio, protagonizada principalmente pela maioria sunita da população, inclusive com a participação de militantes islâmicos ligados à Al Qaeda.

O governo israelense leva em conta também que Assad e o antecessor e pai dele, Hafez al Assad, mantiveram durante quatro décadas uma relativa estabilidade na fronteira comum aos dois países.

Fontes do governo também dizem reservadamente que pediram a governos ocidentais para que reflitam cuidadosamente antes de ajudarem os rebeldes, para evitarem a entrega de armas que acabem sendo usadas contra Israel.


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10 junho 2013

Ataque contra comboio da Otan no Paquistão deixa seis mortos

Ataque aconteceu no distrito de Khyber, na fronteira com o Afeganistão.
Vinte militantes atacaram três veículos com equipamentos militares.

France Presse


Soldado faz segurança de região onde caminhão da Otan explodiu (Foto: Reuters)Caminhão da Otan é atacado no Paquistão (Foto: Reuters)

Pelo menos seis pessoas morreram em um ataque contra um comboio de caminhões de abastecimento da Otan, que pegaram fogo na região noroeste do Paquistão.

O ataque aconteceu no distrito de Khyber, uma das sete zonas tribais na fronteira com o Afeganistão que são um refúgio para os insurgentes talibãs e os aliados da Al-Qaeda.

Vinte militantes armados atacaram pelo menos três veículos que seguiam para o Afeganistão com equipamentos militares, afirmou Jehangir Azam, funcionário do governo local.

"Pelo menos três veículos da Otan pegaram fogo, quatro pessoas morreram na hora e duas não resistiram aos ferimentos no hospital", declarou Azam.

Outra fonte do governo local, Asmatullah Wazir, disse que quatro veículos da Otan foram atingidos e três pegaram fogo na região de Shagai, 20 km ao sudeste de Landi Kotal, a principal cidade do distrito.

Os mortos eram os motoristas paquistaneses e seus auxiliares.


Comboi da Otan é atacado no Paquistão (Foto: Reuters)Comboio da Otan é atacado no Paquistão (Foto: Reuters)
 
 
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09 junho 2013

Ágata 7 - Operação realiza apreensão recorde de drogas

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 07/06/2013 – Após 19 dias, a Operação Ágata 7 chegou ao fim tendo apreendido 25,342 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe. Os números são considerados um recorde histórico pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão do Ministério da Defesa que coordena a iniciativa.

Além disso, as forças militares e a Polícia Federal (PF) conseguiram neutralizar a safra de coca no Peru, numa área de aproximadamente 30 mil hectares, com a fiscalização do comércio de combustível utilizado para o refino da planta, no município de Tabatinga (AM). Sem a possibilidade de transformar em pasta base, as quadrilhas deixaram de produzir 30 toneladas de cocaína que seguiriam diretamente para o mercado nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e para os Estados Unidos e a Europa.

Nas últimas horas, o Exército Brasileiro – encarregado da fiscalização de produtos controlados – apreendeu 4,9 toneladas de explosivo numa empresa na região de Maringá (PR). Também na região Sul, a polícia apreendeu quatro fuzis 762. Em São Gabriel da Cachoeira (AM), a 850 quilômetros de Manaus, policiais federais prenderam dez pessoas acusadas de pedofilia. Ente os presos, políticos e empresários influentes daquela cidade, por supostamente prostituir indígenas. Todos estão na carceragem da PF na capital do Amazonas.

O balanço da Ágata 7 foi apresentado no fim da tarde de ontem (6), em reunião com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, na sede do Ministério da Defesa, em Brasília. A reunião contou com a participação de oficiais generais e representantes dos ministérios e agências governamentais. As informações das regiões foram transmitidas por videoconferência por meio dos comandantes de área.

Durante o período de realização da operação, tropas militares e civis federais, estaduais e municipais apreenderam também cerca de 4,5 mil metros cúbicos de madeira. As Forças Armadas empregaram cerca de 33 mil militares na ação militar, que contou com o apoio de 1,1 mil servidores de agências governamentais.

Entorpecentes

Ainda ontem, na rodovia MS 289 – que liga Coronel Sapucaia a Amambaí – o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MS) desarticulou uma quadrilha de traficantes e apreendeu 3,41 toneladas de maconha, na fronteira com o Paraguai. Com o feito, a região Oeste do país – sob o Comando Militar do Oeste (CMO) – contabilizou 8,7 toneladas de maconha apreendidas, além de 271,73 quilos de cocaína.

O maior volume de apreensão de entorpecentes foi encontrado na fronteira Sul do país. Ao longo das quase três semanas da Ágata, as tropas militares e a PF apreenderam 16,551 toneladas de maconha e 382,09 quilos de cocaína. No último dia de operação, policiais federais estouraram um depósito numa casa de farinha com cinco toneladas de maconha na região de Céu Azul, Oeste do Paraná. A droga teria seguido em caminhões de Foz do Iguaçu (PR) para aquela localidade.

Nas proximidades de Foz do Iguaçu, a Polícia Federal encontrou também duas toneladas de maconha num posto de bloqueio. A droga foi localizada por cães especialmente treinados. A expectativa é que dentro dos próximos dias a PF consiga mais apreensões de entorpecentes, já que as quadrilhas tiveram o tráfico represado em função da Ágata 7.

Plantação de coca

Ao longo dos 11 mil quilômetros da fronteira Norte – do Oiapoque (AP) a Cabixi (RO) –, as Forças Armadas e a PF contaram com a mobilização de tropas militares do Peru e da Colômbia. Isso levou ao controle do comércio de gasolina na tríplice fronteira, principal ingrediente para o refino da coca. O comandante Militar da Amazônia (CMA), general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, e o superintendente da PF no Amazonas, delegado Sérgio Lúcio dos Santos Fontes, explicaram que na região do Peru o plantio de coca representa uma área de 30 mil hectares e os produtores colhem três safras a cada ano.




“Com a operação que fizemos entre 28 de maio e 5 de junho, eles perderam uma safra. Assim, deixaram de refinar um terço das 100 toneladas de cocaína que produzem a cada ano”, estimou o delegado Fontes.

A mecânica da operação se deu no controle de compra e venda de combustível. Como o litro da gasolina custa R$ 1,90 no Peru, as forças militares e civis trataram de fazer um cerco nessa região com o apoio dos militares peruanos e colombianos. “Seria uma grande quantidade de pasta base de coca para abastecer o mercado interno”, previu o delegado.

Outros resultados


A Ágata 7 intensificou também as inspeções de aeródromos, embarcações e veículos nos 16.886 quilômetros da fronteira. Com o apoio de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Ibama, Funai, ICMBio e Capitanias de Portos, foram inspecionadas 17.587 embarcações, vistoriados 267.590 veículos e 17.165 pedestres.

Durante a Ágata, as Forças Armadas realizaram ainda ações cívico-sociais (Acisos) em cidades carentes na faixa de fronteira. Com o apoio de navios e barracas de campanha, as populações contaram com atendimento médico, odontológico e hospitalar, além de receberem medicamentos e apoio para tirar documentos de identidade e realizar cursos profissionalizantes. Foram 28.216 atendimentos médicos e 35.966 odontológicos. No período, 55.160 medicamentos foram distribuídos. A Ágata 7 contou também com a realização de atividades de prevenção de saúde, com o atendimento de 68.726 pessoas.

Os militares, além disso, ajudaram a recuperar escolas e estradas destruídas pelas fortes chuvas na região. Em Porto Murtinho (MS), por exemplo, as Forças Armadas recuperaram 15,7 quilômetros de rodovia.

Ao concluir a reunião de avaliação da operação, o chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, destacou a importância da interoperabilidade das Forças Armadas para os resultados obtidos. “Em nome do ministro da Defesa, Celso Amorim, quero agradecer pela participação, pelo empenho e pela operacionalidade. Tivemos um sucesso imenso na operação de fronteira que constituiu um dos eixos dos grandes eventos”, disse o general. 


Brasil apoia proposta de criação da Escola de Defesa Sul-Americana, diz Amorim

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Quito, Equador, 7/06/2013 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o Brasil apoia a criação da Escola de Defesa Sul-Americana. A proposta de constituição da Escola foi formalizada pelo Equador recentemente durante a reunião de vice-ministros de defesa, realizada em Lima, Peru, no âmbito do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) da Unasul.

A manifestação favorável à ideia ocorreu após a reunião bilateral entre Amorim e a ministra da Defesa do Equador, María Fernanda Espinosa Garcés, em Quito, capital equatoriana. Na passagem pelo país, o ministro brasileiro também foi recebido pelo presidente Rafael Correa, em encontro no Palácio Presidencial. Em entrevista à imprensa após o encontro, os dois ministros explicaram que a Escola terá o objetivo de impulsionar a formulação de um pensamento estratégico regional de defesa.

A nova instituição deverá ter sede em Quito, onde funcionarão as áreas de coordenação e de administração. No entanto, como explicaram os ministros, a escola funcionará como uma rede, aproveitando as diversas iniciativas no campo militar existentes nos países do continente.

Como exemplo de iniciativas em rede, Amorim citou o Centro de Estudos Estratégicos (CEE/CDS), sediado em Buenos Aires, Argentina, e o Curso Avançado de Defesa Sul-Americano (CAD-SUL), que este ano será realizado, pelo segundo ano consecutivo, na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.

“Todos esses cursos organizados por diferentes instituições podem fazer parte de uma rede que deverá ter uma coordenação para evitar duplicações e perda de recursos”, disse Amorim, acrescentando que a Escola respeitará sempre a pluralidade e diversidade de ideias.

Segundo a ministra da Defesa equatoriana, embora tenha recebido a chancela dos integrantes do CDS, a proposta de criação da Escola terá ainda que ser confirmada na próxima reunião de ministros da Defesa sul-americanos, marcada para novembro deste ano, também em Lima.

Para Maria Espinosa Garcés, a Escola deverá aproveitar, de maneira coordenada, a riqueza de ofertas das nações sul-americanas, potencializando as capacidades e especialidades que cada país tem em matéria de defesa. “O caminho futuro é construir um pensamento, por mais diverso que ele seja, que nos identifique, que gere uma identidade sul-americana”, afirmou Garcés. “O essencial é que seja uma escola que se concentre em problemas que são nossos, e não condicionada por problemas que não são nossos”, acrescentou Amorim, que já havia defendido a criação da Escola em fóruns internacionais.

Cooperação bilateral

O ministro brasileiro foi a Quito a convite do governo do país. Durante a reunião bilateral, ocorrida na sede do Ministério da Defesa, representantes das duas delegações discutiram uma extensa pauta de assuntos que resultaram em decisões com o objetivo de aprofundar a cooperação em defesa entre as duas nações.

Entre os temas discutidos pelas delegações presentes ao encontro, figuraram o apoio brasileiro ao desenvolvimento da indústria de defesa equatoriana, a ampliação do auxílio às ações de desminagem no país, controle e defesa do espaço aéreo, e o treinamento de pilotos e técnicos da força aérea equatoriana que operam com os aviões Super Tucano.

Além desses assuntos, as delegações trataram de questões relativas ao fortalecimento da identidade sul-americana de defesa no marco do CDS/Unasul, e da contribuição brasileira à iniciativa equatoriana, ora em curso, de atualização de sua agenda política na área militar.

Os principais resultados do encontro foram objeto de um comunicado conjunto, divulgado à imprensa ao final da reunião (veja aqui a íntegra do documento). Amorim convidou os equatorianos a enviarem observadores militares à próxima edição da Operação Ágata, na fronteira do Brasil, que deverá ocorrer no segundo semestre deste ano. Ele também convidou a ministra Garcés para uma visita oficial ao Brasil em Agosto.

Para garantir a continuidade e o acompanhamento direto dos temas acordados, os dois ministros decidiram criar um grupo de trabalho e institucionalizar uma reunião anual dos respectivos estados-maiores conjuntos.

A delegação brasileira contou, entre outros, com o subchefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, com o chefe da Comissão de Implementação do Sistema de Controle do Espaço Aérea da FAB, brigadeiro Carlos Aquino, além do chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Defesa, conselheiro Ibrahim Neto. 


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Manifestação contra destombamento do 3º BI, em São Gonçalo

População se reúne para abraço simbólico nos prédios do Batalhão de Infantaria, em Venda da Cruz. Projeto do governo do estado prevê construção de casas populares  

Ruy Machado - O Fluminense

Uma manifestação pacífica para evitar o destombamento do 3° Batalhão de Infantaria (BI), reuniu dezenas de pessoas, na manhã deste sábado no bairro da Venda da Cruz, em São Gonçalo. No protesto, a população se reuniu em uma praça e caminhou até o batalhão para um abraço simbólico nas instalações dos prédios.

O projeto inicial do governo do estado prevê a construção de 1,2 mil casas populares (faixa 1 – 0 a 3 salários) garante que não irá afetar a estrutura física do local e a fauna e a flora serão preservadas e mantidas. Com previsão de obra para dois anos, o projeto contempla um condomínio que abrigará escola, creche, unidade básica de saúde e ginásio esportivo, entre outros espaços.

O tombamento da unidade ocorreu após a aquisição do espaço pelo governo do estado, mesmo assim, o Subsecretário de obras do governo do estado, Vicente de Paula Loureiro, acredita que o projeto e o tombamento parcial do batalhão podem conviver juntos.

“O governo do estado pretende sugerir ao legislativo municipal, um destombamento parcial. O projeto prevê a preservação de prédios, que entendemos como históricos e relevantes, e de outras áreas do antigo quartel. Inicialmente serão utilizados apenas um terço do espaço”, declarou o subsecretário.

Para o presidente da OAB de São Gonçalo, José Luiz Muniz, as moradias deveriam estar em locais próximos aos da moradia anterior das vítimas de desmoronamentos.

“O ideal é que estas casas sejam construídas nas proximidades das antigas moradias destas pessoas, para não descaracterizar uma convivência social”, falou.

Um abaixo-assinado foi confeccionado no local. Muitos populares que passavam pelo local aderiram e contribuíram para o não destombamento do antigo quartel. A advogada Aglayr de Freitas, 71 anos, acredita que o local precisa ser preservado.

“Sou contra o destombamento do 3º BI, lá é um local histórico. Precisamos que o local seja utilizado em beneficio do município. Moro aqui na Venda da Cruz há 40 anos e acredito que o espaço de quartel precisa ser preservado”, disse.

Participaram do protesto os vereadores da cidade Marlos Costa, Alexandre Gomes e Marcos Rodrigues todos contrários ao destombamento.

“Acho que dois terços do espaço do antigo quartel poderia servir para uso geral, com a construção de quadras, bibliotecas, teatro,escola, entre outros e apenas um terço como moradia. O projeto prevê cerca de 1300 casas o que causaria também um grande impacto viário, pois estimasse que cinco mil pessoas passem a morar aqui. É necessário diminuir o número de apartamentos e aumentar a área disponível para todos os cidadãos”, concluiu o vereador Marlos Costa.

O local atualmente serve como moradia provisória para os desabrigados das chuvas no Morro do Bumba, em Niterói e a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) e a 72ª Delagacia Legal. O 3º BI foi construído na década de 1920. Em 2007, a unidade foi desativada e transferida para a cidade de Barcelos, no Amazonas, e se tornou o 3º Batalhão de Infantaria de Selva (3° BI).


08 junho 2013

EUA liberam US$ 1,3 bi anual em ajuda ao Exército do Egito

Apesar da ajuda, americanos estão preocupados com os atuais rumos da política de Mursi

AFP | Band


O secretário de Estado americano, John Kerry, desbloqueou em maio US$ 1,3 bilhão em ajuda anual para o Exército egípcio, anunciou o Departamento de Estado, nesta sexta-feira, apesar da preocupação de Washington com a situação da democracia no Egito.

Essa ajuda "foi estudada em detalhe", disse à imprensa a porta-voz do Departamento, Jen Psaki. Segundo ela, o governo considerou que essa partida anual era necessária para ajudar "a preservar importantes interesses regionais".

Kerry ordenou a transferência em 10 de maio e informou o Congresso de sua decisão, como determina a lei, acrescentou Psaki.

Apesar de aprovar mais um ano de ajuda econômica para as Forças Armadas egípcias, Washington não escondeu sua preocupação, nos últimos tempos, com o "rumo" tomado pelo presidente Mohamad Mursi em questões de direitos humanos, reformas econômicas e respeito à democracia.

Esta semana, Kerry acusou o Cairo de ter organizado um "julgamento político", depois que a Justiça egípcia condenou à prisão 43 trabalhadores locais e estrangeiros, entre eles 16 americanos, de uma ONG.


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07 junho 2013

Novos combates próximo a Israel

Quneitra é novo foco de conflito

Área Militar


As forças leais ao regime de Bashar Al Assad retomaram na tarde desta quinta-feira o posto de controlo fronteiriço, do lado sírio, junto à localidade de Quneitra, na única passagem entre a Síria e Israel, a qual é controlada por contingentes das Nações Unidas.

Após terem perdido o controlo da pequena mas estratégica cidade de Qusayr, os rebeldes contrários a Bashar Al Assad, tentaram tomar outra região fronteiriça, neste caso na crítica região dos montes Golan, território controlado na sua maior parte por Israel, após a guerra dos seis dias em 1967.

Violentos combates decorreram do lado sírio da fronteira durante quarta e quinta-feira de manhã. Ao fim da tarde a imprensa de Israel dava conta de que o posto do outro lado da fronteira tinha voltado a estar sob controlo das forças leais a Bashar Al Assad e ao Partido Socialista Bahas, mas aparentemente continuam os combates dentro da cidade de Quneitra.

As autoridades de Israel mostraram-se já preocupadas com o evoluir da situação, pois temem que a região dos montes Golan, seja tomada por grupos rebeldes favoráveis a movimentos terroristas como a Al-Qaeda, que lutam do mesmo lado do exército da Síria livre contra o regime do Partido Socialista de Bashar Al Assad.
 


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05 junho 2013

Londres afirma que testes apontam uso de gás sarin na Síria

Do UOL, em São Paulo

O governo do Reino Unido afirmou nesta quarta-feira (5) que as análises de mostras procedentes da Síria para saber se continham gás sarin deram resultado "positivo" e que "muito provavelmente" o agente foi utilizado pelo regime do presidente Bashar Assad.

"Há um crescente conjunto de informação limitada, mas convincente, que mostra que o regime usa - e continua usando - armas químicas, incluindo sarin", afirmou uma fonte do governo.

"Recebemos mostras fisiológicas procedentes da Síria que foram examinadas. O material deu positivo para sarin", disse a fonte.

"A possibilidade de duvidar está ficando cada vez menor. Isto é extremamente preocupante. Usar armas químicas é um crime de guerra. Assad tem que conceder acesso imediato e ilimitado à equipe de investigação da ONU", completou.

O sarin é um potente gás neurotóxico descoberto na Alemanha antes da Segunda Guerra Mundial e que foi utilizado em um ataque no metrô de Tóquio em 1995. A substância é inodora e invisível, e é considerada como uma arma de destruição em massa desde 1991 pela ONU.


Exército quer "esmagar" rebeldes

O Exército sírio, leal ao presidente Bashar Assad, advertiu nesta quarta que pretende "esmagar" os rebeldes, horas depois da reconquista do reduto insurgente de Qusair, na fronteira com o Líbano, por suas tropas e pelos combatentes do Hezbollah.

"Depois das sucessivas façanhas na guerra contra o terrorismo organizado, nossas Forças Armadas afirmam que não hesitarão em esmagar os homens armados, onde quer que estejam e em cada esquina do território sírio", afirma um comunicado militar.

Fontes da oposição e do governo confirmaram que as tropas de Assad retomaram o controle "total" da cidade de Qusair, antigo reduto dos rebeldes, após uma ofensiva de três semanas.

"O exército restabeleceu a segurança na totalidade da cidade de Qusair", afirmou a agência oficial SANA.

"Sim, irmãos, perdemos a batalha", escreveu a Comissão Geral da Revolução Síria, da oposição, em sua página no Facebook. "Os insurgentes continuam combatendo contra milhares de mercenários libaneses do Hezbollah", completa a nota.

O Observatório Sírio dos Direito Humanos (OSDH), com sede no Reino Unido, afirmou que "o exército e o Hezbollah conseguiram controlar Qusair, depois de bombardear intensamente a cidade durante a noite. Os grupos rebeldes se retiraram para outras áreas porque estavam sem munições".

Pouco depois, o governo do Irã "felicitou o exército e o povo sírios" pela vitória ante os "terroristas", informou a agência oficial Irna.

Qusair, que fica entre Homs (centro) e o litoral sírio, perto da fronteira libanesa, é considerada uma localidade estratégica, já que permite a entrada de armas e combatentes para os rebeldes a partir do Líbano.

Para as forças leais a Bashar Assad também é estratégica, pois fica entre Damasco e o Mediterrâneo, em plena zona alauita. (Com AFP)


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Regime sírio anuncia retomada de cidade na fronteira com o Líbano

EFE

Após mais de duas semanas de ofensiva contra os rebeldes, o regime sírio anunciou nesta quarta-feira que retomou o controle total da cidade de Al Qusair, situada no oeste do país e próxima à fronteira com o Líbano.

De acordo com a televisão oficial síria, as forças armadas sírias realizaram várias operações "qualitativas" no centro da cidade estratégica, fato que causou a morte e a prisão de vários "terroristas", além de, segundo o governo, ter restabelecido a segurança na região de Al Qusair.

Uma fonte dos serviços de segurança afirmou à agência Efe que o Exército lançou ontem à noite uma operação "rápida, decisiva e precisa", na qual assumiu o controle da população.

Segundo a mesma fonte, os soldados do regime deram espaço aos "terroristas" para que não houvesse mais morte de civis. Após deixar a região, os opositores seguiram em direção às localidades próximas de Buida e Dabaa, cujo aeroporto é controlado pelo Exército.

A agência de notícias oficial Sana acrescentou que os soldados governamentais apreenderam armas e destruíram os abrigos dos grupos armados, além de desativar dezenas de artefatos explosivos que os supostos terroristas colocaram em casas e em estradas para evitar o avanço das forças armadas.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que foram milicianos do grupo xiita Hizbullah, aliado do regime de Damasco, que tomaram Al Qusair após uma série de bombardeios por parte do Exército.

A organização, com sede em Londres, apontou que os rebeldes se deslocaram para regiões próximas por falta de munição e soldados.

O Observatório expressou seu temor pela situação de uns 1,2 mil feridos que estão dentro da cidade e que necessitam atendimento médico.

O regime, apoiado por combatentes do Hizbullah, iniciou no último dia 19 de maio uma grande ofensiva contra os insurgentes para recuperar o controle de Al Qusair.

Esta cidade, de uns 25 mil habitantes, é um enclave estratégico para os rebeldes devido a sua localização na rota que conecta o norte do Líbano, de maioria sunita, com a província central síria de Homs, o que permite o abastecimento de armas.

Essa cidade também é fundamental para o regime, já que essa estrada comunica Damasco com seus redutos do litoral mediterrâneo, de maioria alauita, seita à qual pertence o ditador sírio, Bashar al-Assad. 


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