31 julho 2013

Militar provoca crise política na Argentina

Cristina nomeia chefe do Exército acusado de tortura e assassinato durante a ditadura

Ariel Palacios - O Estado de SP

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES 

O governo da presidente Cristina Kirchner foi atingido por uma inédita crise política no setor de direitos humanos, área que havia sido uma das bandeiras de seu governo. O pivô das turbulências é o general César Milani, militar de longa experiência na área de inteligência, escolhido pela presidente para comandar o Exército. Segundo denúncias, Milani, em 1975 e 1976, teria participado de sequestros, torturas e desaparecimento de civis.

A presidente, em rede nacional, respaldou Milani e garantiu seu general de confiança no posto. Cristina, em uma atitude inédita, pediu "união nacional" e criticou os que tentam jogar os militares contra os civis.

Milani, designado há um mês como chefe do Exército, é suspeito de ter colaborado com a repressão nas províncias de Tucumán e La Rioja, em 1975, na "Operação Independência", campanha realizada pelas Forças Armadas no final do governo de Isabelita Perón, para eliminar pessoas suspeitas de subversão. Na época, ele era subtenente e teria continuado com tarefas de inteligência na repressão a civis em 1976, após o golpe de Estado.

Além disso, Milani é suspeito de vínculos com os militares "caras pintadas", da direita nacionalista, que protagonizaram levantes nos quartéis nos anos 80. A oposição, desconfiada da compra de uma mansão por parte de Milani, encaminhou um pedido a promotores federais para que o investiguem por enriquecimento ilícito.

Cristina pretendia promovê-lo a tenente-general, o que exigiria aprovação do Senado. Diante da resistência da oposição, ela decidiu adiar a promoção para depois das eleições parlamentares de outubro.

O escândalo começou quando líderes da União Cívica Radical (UCR), de oposição, indicaram que o militar havia integrado tarefas de repressão em Tucumán. Aliados do governo alegaram que Milani, na época, trabalhava longe dali, na Província de La Rioja. No entanto, a oposição provou que ele havia sido deslocado pelo Exército para Tucumán.

Milani é suspeito do desaparecimento do soldado Alberto Ledo, em Tucumán, em 1976, e de torturas e prisão ilegal de Ramón Olivera, em La Rioja, em 1977.

A UCR também acusa o secretário de direitos humanos, Juan Fresneda, de não ter entregado informações sobre as supostas violações cometidas por Milani no relatório preparado sobre a promoção do militar. As revelações provocaram uma crise nas fileiras do kirchnerismo, que se dividiu sobre o passado de Milani e sobre sua permanência no cargo.

Direitos humanos. O senador Gerardo Morales, da UCR, acusou a presidente de "sustentar um genocida que sequestrou e admitiu ter assinado um documento de deserção para legalizar o desaparecimento do soldado Alberto Ledo". Segundo deputados da oposição, manter Milani no comando do Exército demonstra as "duas caras do governo no que concerne os direitos humanos".

PARA ENTENDER

O assassinato de Alberto Ledo 


Alberto Ledo era estudante, de história na Universidade de La Rioja, militante do Partido Revolucionário dos Trabalhadores e do Exército Revolucionário do Povo. Ele tinha 21 anos em junho de 1976, quando servia as Forças Armadas em Tucumán sob as ordens do então subtenente César Milani.

O soldado desapareceu e foi declarado desertor em documento assinado pelo militar, hoje chefe do Exército nomeado por Cristina Kirchner. A Justiça, argentina, entretanto, considera que Ledo foi assassinado pelo oficial por sua posição crítica à ditadura.


Militares reclamam da penúria da Aeronáutica

Enquanto é obrigada a transportar autoridades, FAB sofre com material obsoleto e falta de treinamentos

Voos derradeiros dos 12 caças Mirrage 2000, cujo contrato de manutenção está prestes a ser encerrado: o projeto de seleção dos substitutos está concluído

André de Souza, Evandro Éboli
e Juliana Castro - O Globo

Enquanto políticos se esbaldam em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB), a Aeronáutica passa por delicada situação financeira, com dificuldade para tocar seus projetos. O relatório de Gestão do Comando da Força traz reclamações sobre a verba do Orçamento da União destinada ao setor em 2012. Sem falar explicitamente em sucateamento, o texto faz referência a aeronaves obsoletas e à diminuição dos estoques de material bélico.

Os militares têm se queixado de falta de dinheiro e pessoal. Tanto que até o deputado petista Nelson Pelegrino (BA), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, quer ouvir o ministro da Defesa, Celso Amorim, em agosto. O tema é a compra dos caças para a FAB e a situação dos 12 Mirrage 2000, cujo contrato de manutenção está prestes a ser encerrado. O programa FX-2, da Aeronáutica, está orçado em US$ 7 bilhões e prevê a aquisição de 36 caças.

- O ministro poderá esclarecer sobre o cronograma das negociações, de modo a tranquilizar o país quanto à proteção permanente do seu espaço aéreo - disse Pelegrino.

Sobre o FX-2, o Livro Branco da Defesa, que trata da situação das três Forças, diz que "o processo de seleção está concluído, aguardando a decisão governamental para prosseguir".

Treinamento deficiente

Há, ainda, problemas na formação de paraquedistas. Por falta de recursos para combustível, esse grupamento está praticando menos saltos que o necessário. No relatório de 2012 sobre o Comando Geral de Apoio (Comgap), a Aeronáutica informa que recebeu menos verbas que o necessário. O Comgap é o setor que gerencia o material aeronáutico e bélico, a infraestrutura e a capacitação de pessoal.

"A falta de recursos suficientes para atender às demandas da frota da FAB tem gerado processos de retirada controlada de itens de aeronaves estocadas, para atender a meta de disponibilidade. Há aeronaves obsoletas e de elevado custo de manutenção, cuja avaliação do custo-benefício aponta para a sua desativação", informa o relatório.

No texto, a FAB informa, ao se referir à área de Suprimento e Manutenção de Material Bélico (Sismab), que os cortes no Orçamento provocaram o replanejamento de metas, "implicando na redução da aquisição dos materiais necessários para utilização no treinamento operacional da Força" nos próximos anos.

As dificuldades foram apontadas pela Aeronáutica antes de vir à tona, este mês, o escândalo sobre o uso de aviões da FAB por autoridades. O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), e o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, usaram aeronaves da Força para viajar ao Rio a fim de assistir à final da Copa das Confederações.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou aeronave para ir a casamento na Bahia. Pessoas de dentro da FAB dizem que as viagens das autoridades reveladas na imprensa repercutiram mal na Força.

Decreto presidencial de 2002 diz que autoridades, como os presidentes do Senado e da Câmara e ministros, podem viajar em aviões da FAB por motivo de segurança e emergência médica, a serviço ou em deslocamentos para a cidade onde moram. O GLOBO pediu à Aeronáutica informações sobre os valores gastos com esses voos, mas a assessoria afirmou que os dados são sigilosos.

Faltam verbas para pesquisas

Faltam ainda recursos e pessoal para as pesquisas na área de Ciência e Tecnologia desenvolvidas em todas as Forças Armadas. A reclamação é de oficiais das três Forças, que participaram, no mês passado, de uma audiência da Frente Parlamentar da Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, na Câmara.

Quem mais reclamou foi o major-brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva, vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo ele, havia 3.422 pessoas trabalhando no DCTA em 1994. No final do ano passado, eram 2.383, quando foi aprovada no Congresso uma lei autorizando a criação de 800 cargos, que ainda estão vagos.

- É uma situação de tal gravidade que, se nada fosse feito, nós chegaríamos a 2020 com 26% daquilo que nós tínhamos em 1994 - disse Alvani.

Ele apresentou números para apontar falta de recursos para projetos como o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM). No projeto do VLS, segundo ele, haverá um déficit de R$ 161 milhões até 2016. De 2013 a 2016, estão previstos R$ 27 milhões, diante de uma necessidade de R$ 188 milhões. No caso do VLM, fruto de parceria entre o Brasil e a Alemanha, faltarão R$ 55 milhões. De 2013 a 2017, o projeto terá R$ 50 milhões, quando são necessários R$ 105 milhões. Procurada pelo GLOBO para comentar os problemas da corporação, a FAB não quis se pronunciar.



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30 julho 2013

Exército alertou prefeitura sobre risco em Campus Fidei há 3 meses

Roberto Godoy - O Estado de SP

Há três meses o Exército levantou a possibilidade de haver dificuldades no terreno de Guaratiba em caso de chuva intensa. Segundo um oficial ligado à operação de segurança do papa Francisco, o assunto foi tratado, informalmente, em reuniões com o pessoal da prefeitura do Rio e de outras áreas - da arquidiocese inclusive.

O argumento mais forte destacava que a Força conhecia todo o terreno, onde há enormes bolsões de argila porosa, a mesma que serve à produção de produtos cerâmicos e facilita a concentração de água.

Mais que isso, o local, uma gleba de 1,1 milhão de metros quadrados, é chamado pelos moradores do entorno de "brejão". E apropria denominação da área, Guaratiba, é sugestiva: "Guará" é uma ave de plumagem vermelha, pernalta, típica dos manguezais, cuja colônia - "tiba" - ocupava o Campo da Fé na primeira metade do século 20.

Os técnicos do município destacaram que a preparação contemplava um sistema de drenagem. Disseram ainda que durante julho, mês de inverno, as chuvas são escassas e fracas no Rio.

Os representantes da Igreja a rigor não se opuseram à escolha do local - a única exigência feita foi de que o local estivesse próximo de comunidades pobres, carentes de serviços públicos.

Choveu durante quatro dias e o local dos principais eventos, a vigília e a Missa do Envio, sábado e domingo, acabou transferido para Copacabana. Mais de 3 milhões de fiéis compareceram a ambas as celebrações.

Alívio. A decisão provocou certo alívio entre a equipe de segurança. Oficiais da Aeronáutica destacaram que a vigilância foi facilitada pela existência de infraestrutura urbana, por exemplo, o Hospital Copa D`or fica perto, na Rua Figueiredo Magalhães. Os dois drones que cuidariam da vigilância eletrônica do espaço aéreo só tiveram de alterar o plano de voo. Tropas, agentes civis e equipes especiais, como os times antiterrorismo, estavam a distância, em alerta para o caso de serem acionadas. A Força Aérea atuou com um Centro de Controle dedicado à cobertura do evento. Com a transferência de Guaratiba para Copacabana, as atribuições da Marinha cresceram. Foram mobilizadas 22 diferentes embarcações, 2 blindados anfíbios, 157 veículos e urna equipe de intervenção rápida do Grupo de Mergulhadores de Combate.

As tropas do Exército somaram 7.738 militares. No total o contingente chegou a 14.306. O líder da Guarda Suíça destacada para a viagem do papa afirmou aos colegas brasileiros que só teve um momento de preocupação, no primeiro deslocamento de Francisco, quando o comboio foi retido na Avenida Presidente Vargas pela multidão e pelo engarrafamento dos ônibus.

W. é um dos 110 homens que, ao entrarem no serviço do Vaticano, juram "defender com a vida a grata existência do Vigário de Cristo, o sucessor de Pedro". Fazem isso desde 1506. São suíços natos, admitidos com idade entre 18 e 30 anos. Todos solteiros, permanecem na ativa até os 55 anos.

Treinados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, são peritos, em artes marciais e tiro de precisão, com pistola Glock de desenho especial, para uso em locais abertos.



27 julho 2013

Damasco e ONU chegam a acordo para investigar uso de armas químicas

EFE
do Cairo

O regime de Damasco anunciou neste sábado que chegou a um acordo com a ONU sobre "os meios para continuar" com a missão do organismo que vai investigar o suposto uso de armas químicas no conflito na Síria, revelou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado conjunto com a ONU.

O anúncio aconteceu logo depois de o chefe da missão, Ake Sellström, e a alta representante das Nações Unidas para o Desarmamento, Angela Kane, chegarem à capital síria para analisar com as autoridades os detalhes do desdobramento da missão.

Até agora, a equipe de investigadores da ONU não recebeu permissão do regime sírio para andar pelo país por causa das diferenças sobre o alcance da missão.

Na nota, o Ministério das Relações Exteriores explicou que Sellström e Kane visitaram Damasco entre 24 e 25 de julho, após um convite do governo sírio.

Os responsáveis da ONU se encontraram com o titular das Relações Exteriores, Walid Muallem, e analisaram o trabalho da missão em conversas "globais e frutíferas", explica a nota. O regime não deu mais detalhes sobre os termos do acordo alcançado.

O governo sírio quer que o trabalho dos inspetores se atenha só à cidade de Khan al Asal, na província de Aleppo, onde, de acordo com os números oficiais, 26 pessoas morreram em março em um ataque dos rebeldes com substâncias químicas.

A Rússia entregou à ONU no início do mês resultados de uma investigação independente na qual confirmaram que a oposição síria utilizou agentes químicos no ataque de Aleppo.

O acordo entre o regime e o organismo internacional acontece depois de, na segunda-feira, Khan al Asal ter sido tomada pelos insurgentes em enfrentamentos com as forças do regime, nos quais morreram pelo menos 150 soldados leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, denunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A agência de notícias "Sana" destacou hoje que "grupos terroristas armados cometeram um massacre contra civis e soldados em Khan al Asal", e culpou militantes do grupo radical "Ansar al Khilafat", sem dar o número exato de mortos.

Segundo a agência, os corpos das vítimas foram mutilados, queimados e deixados em uma fundação nos arredores da cidade.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança opositora, reiterou em várias ocasiões a necessidade de a missão da ONU ter acesso ilimitado a todas as partes do território.

Para o grupo, as provas reunidas por civis sírios e os relatórios apresentados por Turquia, França, Reino Unido e EUA confirmam que o regime de Bashar al Assad usou armamento químico em diferentes pontos da Síria. A CNFROS considera isso "uma violação flagrante das convenções internacionais e um crime contra a humanidade".

Os opositores se mostraram confiantes que a equipe de Sellström trabalhe de forma profissional e imparcial, embora tenham expressado sua preocupação "pela capacidade na hora de levar a cabo uma investigação completa".

Em comunicado emitido ontem, a oposição insistiu quanto à vontade de cooperar incondicionalmente com a missão, além de exigir que os investigadores visitem as zonas ocupadas pelos rebeldes, onde poderão realizar uma investigação "completa e imparcial".

Nesta semana, a ONU confirmou que recebeu 13 denúncias de supostos ataques químicos na Síria e disse que "todos" estão sendo investigados.



26 julho 2013

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofísica

Futuro da comunicação ou arma de destruição em massa? Saiba o que envolve um dos projetos mais polêmicos do governo americano.

Renan Hamann - TecMundo


Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.


Visão aérea do HAARP
Fonte da imagem: HAARP

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.

Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas. Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.
Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.

Ionosfera fica entre 100 e 350 Km sobre a superfície
Fonte da imagem: Wikipédia

A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.
HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.

Antenas de transmissão
Fonte da imagem: HAARP

Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.


Antenas de recepção e diagnóstico
Fonte da imagem: HAARP

As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.

Geradores de energia poderosos
Fonte da imagem: HAARP

Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.

Vladimir Putin
Fonte da imagem: Kremlin

O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.

Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é: terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a morte de mais de 100 mil pessoas.

Mapa dos terremotos no Haiti

Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.

Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição do Haiti.


Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que dispositivos de localização possam ser utilizados.

Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos dados de localização e navegação de seus veículos militares.

Radares poderiam ser bloqueados facilmente
Fonte da imagem: Marku 1988

Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos, pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.


Ondas de controle mental estão no ar

Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.

Nota sobre as teorias conspiratórias

É necessário lembrar que estas teorias são originadas em fontes que, muitas vezes, não possuem informações concretas sobre os assuntos tratados. Logo, a utilização delas neste artigo possui fins ilustrativos e não devem ser encaradas como verdades absolutas.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas transformavam-se também em canhões de energia.

Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.

Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações e sistemas de navegação.


Frequências altíssimas saem destas antenas
Fonte da imagem: HAARP
Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com as antenas do HAARP.


Russos tinham tanque que poderia atirar bombas nucleares

Equipamento tinha um canhão gigantesco e pesava 64 toneladas.

Leonardo Müller - TecMundo


Imagine a devastação de uma bomba nuclear saindo de um canhão como esse. (Fonte da imagem: Reprodução/Jalopnik)


Durante a Guerra Fria — como ficou conhecido o aquecimento para um confronto que nunca foi deflagrado —, o pessoal na antiga União Soviética e nos Estados Unidos não estava com a cabeça muito bem posicionada em cima do pescoço. É possível inferir isso olhando para esse tanque construído na Era Stálin na URSS, feito para competir com o canhão atômico norte-americano.

Ambas as armas conseguiriam disparar ogivas atômicas a partir de uma formação em direção a outra frente inimiga. Ou seja, você poderia dizimar toda uma companhia militar com um único tiro, além de torcer para que a sua também não sofresse as consequências da explosão.

O supertanque que você vê nas imagens era chamado na URSS de Objeckt 271 ou 2A3 Kondensator 2P. O veículo letal pesava 64 toneladas, tinha oito eixos e conseguia disparar uma ogiva nuclear a cada 5 minutos. Fora isso, cada uma dessas cargas poderia pesar entre 470 e 570 kg, podendo viajar a 716 m/s assim que saía do canhão. Veja o tanque em movimento.

O tanque em si conseguia se mover a apenas 30 km/h, mas seu poder de fogo tinha alcance de até 25,6 km. Esses veículos nunca foram utilizados em combates reais, mas eram exibidos em paradas militares nas ruas de Moscou e em outras cidades do antigo país.



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Vice-presidente chinês aborda desarmamento na Coreia Popular

Vermelho

O vice-presidente chinês, Li Yuanchao, que se encontra de visita à República Popular Democrática da Coreia (RPDC), participou nesta sexta-feira (26) das atividades comemorativas dos 60 anos do fim da Guerra da Coreia (1950 - 1953), e visitou o cemitério dos mártires, em Hoechang-gun, onde prestou homenagem ao Exército Voluntário do Povo Chinês. Li também falou do desarmamento da região com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Li Yuanchao indicou que a paz e o desenvolvimento são os temas principais atualmente, e o objetivo da comemoração dos 60 anos do fim da Guerra da Coreia está ligado ao futuro, contribuindo para a salvaguarda da paz e estabilidade da Península Coreana e para a prosperidade comum da região.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Suprema da RPDC, Yang Hyong-sop, também participaram das atividades. A Guerra da Coreia, entre as duas Coreias, com a interferência direta dos Estados Unidos, também contou com um apoio chinês determinante à Coreia Popular.

Li Yuanchao é um dos 25 membros do Birô Político Chinês, e as conversações que manteve com o líder norte-coreano, na visita oficial ao país, durante esta semana, foram as de nível mais alto desde que Kim assumiu o poder, em dezembro de 2011.

Li transmitiu a Kim uma mensagem do presidente chinês, Xi Jinping, de acordo com declarações do Ministério de Relações Exteriores da China, emitidas nesta sexta.

"Como um vizinho próximo da Península Coreana, a China persistirá na desnuclearização da região, aderindo às garantias à estabilidade na península e persistindo no diálogo e na conversação para resolver o problema", disse Li.

O vice-presidente chinês reafirmou que o seu país está disposto a trabalhar com todos os envolvidos para a promoção das "conversações de seis partes" (Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, China, Rússia e Japão) para o desarmamento, "comprometido pelo impulso à desnuclearização".

As negociações colapsaram em 2008, e o líder norte-coreano respondeu que a Coreia Popular "apoia os esforços da China para a retomada das conversações de seis partes", de acordo com a chancelaria chinesa.

Com agências


Testes do Soldado do Futuro entram na fase final

Equipamento tem armas modernas e sistemas de proteção, reconhecimento e comunicação

Diário da Rússia


Estão sendo finalizados na Rússia os testes do equipamento operacional Ratnik, termo que significa guerreiro. O aparato vai aparelhar o chamado Soldado do Futuro, e deverá ser entregue ao exército russo no início de 2014. Antes, porém, terá de ser aprovada por uma comissão especialmente criada pelo Ministério da Defesa.

Dezenas de empresas industriais e institutos de pesquisa do setor de Defesa Institucional participaram da elaboração dos equipamentos do Soldado do Futuro. O Ratnik é definido pelos seus criadores como um conjunto de ideias de ponta e dos mais avançados recursos tecnológicos.

O equipamento engloba armas de tiro modernas, sistemas de proteção eficazes, meios de reconhecimento e comunicação, combinando um total de 10 subsistemas diferentes.


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Caça russo terá novo sistema de alimentação de oxigênio

Equipamento permite abastecer cilindro em pleno ar

Diário da Rússia

O novíssimo caça russo de quinta geração Sukhoi PAK FA T-50 será equipado com novo sistema de alimentação de oxigênio para a máscara do piloto, o que permitirá a obtenção de oxigênio em maiores proporções durante as operações. Em virtude deste aparato, a duração do voo agora deixará de depender da capacidade do cilindro de oxigênio já que o seu conteúdo poderá ser permanentemente renovado por contato direto com o ar.

Além disso, os pilotos dos caças T-50 receberão novos equipamentos de proteção individual que lhes permitirão se ejetar de altitudes de até 23 mil metros.


Exército russo receberá um caça “invisível”

Os aviões de quinta geração Sukhoi PAK FA começarão a entrar no serviço da Força Aérea da Rússia já em 2015-2016, declarou o vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitri Rogozin.

Voz da Rússia


Em comparação com os modelos anteriores, o caça tem caraterísticas únicas, combinando as funções de avião de assalto com as de caça. O uso de materiais compostos e tecnologias inovadoras fez o avião quase invisível para os radares, bem como para os sistemas de vigilância ópticos e infravermelhos.


Na Rússia testaram obus eletroquímico

Na Rússia testaram um dispositivo de artilharia experimental termoeletroquímico.

Voz da Rússia


Pelo alcance de artilharia a peça supera dispositivos de artilharia tradicionais em 1,5 vezes.

A deflagração da carga em tal obus se efetua com ajuda da iniciação de plasma, por uma descarga especial – informa uma fonte no complexo militar-industrial. Por conta da utilização do plasma além da energia cinética, o pulso eletromagnético afeta o projétil.

O obus experimental foi elaborado na base do dispositivo de artilharia autopropulsionado de 152mm 2S35 Coalizão-SV. Os testes tiveram um caráter científico e agora se discute a possibilidade de melhorar a peça para ser usada em tropas.



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Novo caça norte-americano à beira do fracasso

O projeto norte-americano do novo caça-bombardeiro da quinta geração, o F-35 Lightning II, está à beira do fracasso.

Voz da Rússia


Este avião de combate, desenvolvido pela companhia estadunidense Lockheed Martin, não tem bom desempenho com temperaturas negativas e trovoadas, reconheceram os militares estadunidenses. Para eliminar as falhas serão necessários mais 5-6 anos.

A Secretaria da Defesa dos EUA ainda não decidiu se vale a pena ou não continuar o financiamento do projeto, que já custou $ 1 trilhão.



Para que a China está desenvolvendo um novo bombardeiro?

Foram recentemente publicadas, na Internet chinesa, fotografias do modelo de um bombardeiro estratégico furtivo que está sendo alegadamente desenvolvido pela Corporação Aeronáutica de Shenyang. Elas permitem tirar uma série de conclusões relativamente à possível evolução, num futuro já relativamente próximo, da doutrina militar chinesa e da sua doutrina do uso de armas nucleares.

Vassili Kashin - Voz da Rússia


As fotos, reproduzidas nomeadamente no conhecido blog The Aviationist, apresentam modelos de um avião de ataque que faz lembrar um caça de quinta geração de maiores dimensões. Anteriormente já tinham sido difundidos dados dispersos acerca do desenvolvimento pela China de um projeto de bombardeiro furtivo de longo alcance, mas as fotos atuais possuem melhor qualidade e são mais credíveis, apesar de não se poder excluir completamente a possibilidade de serem falsas.

Se a República Popular da China estiver realmente desenvolvendo um bombardeiro de longo alcance perspectivo, então ela será o terceiro país, depois dos EUA e da Rússia, a iniciar um projeto deste tipo. Contudo, os custos financeiros e as dificuldades tecnológicas prometem ser colossais, especialmente se considerarmos que, ao invés dos EUA e da Rússia, a China não tem qualquer experiência nesta área. Na prática, se a China quiser levar o programa até ao estádio de fabricação em série, isso irá consumir mais recursos que os dois programas de desenvolvimento de caças de quinta geração ou, por exemplo, todo o programa espacial tripulado.

O projeto chinês poderá, ao que indicam as imagens, ser mais ambicioso que o B-2 infrassônico desenvolvido nos anos de 1980. O avião chinês terá, provavelmente, uma velocidade de cruzeiro supersônica. Se o programa já tiver saído da fase de anteprojeto e tenha sido tomada a decisão de o completar, então estaremos perante uma decisão política bastante importante e que irá ter sérias consequências na distribuição dos recursos do orçamento militar.

O programa tão dispendioso poderá ter justificação se a China quiser voltar a aumentar o peso da frota de bombardeiros na sua tríade nuclear. Numa altura de ameaça de guerra, os bombardeiros podem realizar um patrulhamento aéreo permanente em áreas determinadas, e transportando armas nucleares, continuando a estar fora do alcance do inimigo. Ao contrário dos mísseis balísticos, as missões dos bombardeiros podem ser canceladas. Assim, em caso de surgirem dados nos sistemas de alerta que revelem estar em curso um ataque com mísseis nucleares, é muito mais fácil para os dirigentes do país ordenar a decolagem de bombardeiros que autorizar o lançamento de mísseis. Em geral, a existência de bombardeiros ajuda a reduzir a ameaça de um ataque preventivo e incapacitante por parte do inimigo.

Outra vantagem importante dos bombardeiros é a de, ao contrário dos mísseis balísticos, eles poderem ser usados não só com armas nucleares, mas também com armas convencionais.

A existência de planos para o uso convencional desse avião irá igualmente atestar o futuro alargamento das missões do Exército de Libertação Popular da China muito para além da Região da Ásia-Pacífico. A opção nuclear das missões do novo avião é a mais provável e, se ela for a correta, poderemos esperar um rápido aumento do número de ogivas nucleares chinesas. Os tempos em que o arsenal nuclear chinês era o mais pequeno de todas as potências nucleares “oficiais” irão pertencer definitivamente ao passado.



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Rússia projeta novo bombardeiro estratégico

A Rússia vai iniciar em 2014 o projeto técnico do seu novo bombardeiro estratégico, declarou o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Russas, Valeri Gerasimov.

Vassili Kashin - Voz da Rússia


O novo PAK DA (Complexo Aéreo Futuro para a Aviação de Longo Alcance) irá substituir os bombardeiros Tu-95MS e Tu-160, atualmente ao serviço da Rússia. A criação do novo bombardeiro estratégico ficará, mais uma vez, a cargo do gabinete de projetos Tupolev. Até ao início de 2014, o gabinete irá apresentar ao Ministério da Defesa o calendário de trabalho para a construção do bombardeiro e o cálculo dos custos desses trabalhos.

O fabrico em série desse avião está previsto ter início em 2020, mas, segundo outras informações, o ano de 2020 pode vir a ser apenas o ano do seu primeiro voo. Relativamente aos motores para o PAK DA, se sabe que eles começaram a ser concebidos em 2011. Não é de excluir que o avião seja equipado com uma versão modernizada dos motores atualmente existentes como, por exemplo, o 117S ou o NK-32. Também estão em curso trabalhos de desenvolvimento dos sistemas de armamento. Se prevê que a arma principal do novo avião seja o novo míssil da classe Kh-101 com 5.500 km de alcance. Além disso, ele poderá utilizar mísseis de curto alcance e bombas teleguiadas.

Segundo o projeto aprovado, o futuro bombardeiro será construído com o conceito de “asa voadora” semelhante ao bombardeiro estadunidense B-2 Spirit. Por enquanto, esse é o único bombardeiro estratégico furtivo que foi fabricado em série. O preço de compra de um bombardeiro com o conjunto de acessórios e sobressalentes era, nos anos de 1990, superior a 900 milhões de dólares. O custo total do desenvolvimento e produção de todos os aparelhos foi de aproximadamente 45 bilhões de dólares.

Provavelmente, tal como o B-2 norte-americano, o bombardeiro russo terá uma velocidade máxima subsônica. A principal aposta será feita no seu alcance e na baixa visibilidade aos radares. Nesse aspeto, ele se distingue do projeto do futuro bombardeiro estratégico chinês, o qual, segundo as fotos disponíveis, será um aparelho supersônico. Contudo, os custos financeiros e a complexidade técnica para a realização do projeto chinês promete ser colossal, especialmente se considerarmos que, ao contrário dos EUA e da Rússia, a China não tem qualquer experiência nesse domínio. Na prática, se a China quiser levar esse programa até ao estádio da produção em série, ela terá de gastar mais recursos do que vai gastar com ambos os programas de desenvolvimento dos caças de quinta geração ou com todo o programa espacial tripulado.

Entretanto, os trabalhos do avião russo não vão partir do zero. Nos anos de 1970-80, o gabinete de projetos Tupolev esteve a desenvolver o projeto do avião Tu-202 que deveria ter sido fabricado nas versões de bombardeiro estratégico e de avião de guerra antissubmarina de longo alcance. Esse avião também seria concebido com o desenho de “asa voadora”. O seu alcance deveria atingir os 16 mil quilômetros e o seu raio de ação, na versão de bombardeiro transportando 6 mísseis de cruzeiro, de 5.500 km. Nos anos de 1980, foram realizados múltiplos estudos aerodinâmicos com a utilização de uma maquete do avião.

Os projetos de novos bombardeiros estratégicos estão sempre associados a grandes riscos tecnológicos. Contudo, o êxito na criação do PAK DA poderá colocar à disposição da Rússia um sistema de ataque global eficaz, com uma capacidade para atingir alvos em qualquer ponto do mundo poucas horas depois de receber essa ordem e que não necessita de bases no estrangeiro.



As pretensões oceânicas da Marinha russa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu as perspectivas do desenvolvimento da Marinha do país com a direção do departamento militar. Algumas declarações abaixo referidas permitem definir a visão geral da situação pela direção da Rússia.

Ilia Kramnik - Voz da Rússia


Porta-aviões é indispensável

Continua o desenvolvimento de um novo porta-aviões atômico para a Marinha da Rússia. Estes serviços são efetuados por vários gabinetes de projeção e entidades do Complexo Defensivo Industrial em São Petersburgo. “Os relatórios sobre os resultados dos trabalhos de desenvolvimento do futuro porta-aviões são enviados regularmente ao Ministério da Defesa da Federação Russa e ao comando principal da Marinha da Rússia”, disse passados alguns dias após a reunião com o presidente o comandante-chefe da Força Naval, almirante Viktor Chirkov:

“Não precisamos de um porta-aviões de ontem ou de hoje, mas sim de um navio realmente prometedor, capaz de cumprir missões em cooperação com unidades de naves de superfície, submarinos e o agrupamento orbital de aparelhos espaciais. O porta-aviões deve dispor das mais amplas possibilidades de efetuar ações militares em situações de qualquer grau de complexidade e em qualquer teatro marítimo e oceânico de ações militares”.

A “epopeia de porta-aviões” da Marinha da Rússia continua há quase dez anos – a necessidade de desenvolver um novo porta-aviões começou a ser discutida ainda na primeira metade dos anos 2000. Hoje, há vários fatores que permitem falar sobre o início da construção destes navios como sobre uma perspetiva real dos próximos dez anos. Trata-se em primeiro lugar de uma clara compreensão de que a Marinha precisa de seu próprio apoio aéreo. Esta ideia tornou-se ainda mais forte, levando em consideração a experiência de conflitos armados dos anos 1990-2000 com a participação das forças navais de diferentes países. A aviação, inclusive naval, desempenhou um dos principais papéis naqueles conflitos. A Marinha da Rússia necessita de apoio aéreo no quadro dos mais diversos cenários – de um possível conflito com a OTAN a operações expedicionárias independentes ou conjuntas em regiões distantes.

O ministério da Defesa começou a realizar os planos de construção de aviões de coberta. A construção e exploração de dois (possivelmente, de quatro) navios de assalto anfíbio da classe Mistral, o primeiro dos quais entrará em dotação já nos próximos 1,5 anos, dará aos marinheiros russos a necessária experiência de operar um porta-helicópteros contemporâneo, em combinação com a experiência da exploração do porta-aviões Admiral Kuznetsov.

A elaboração de um novo projeto de porta-aviões em conjunto com o desenvolvimento de novos aviões navais, do que se falou também pela direção da Marinha, permitirá à Rússia obter o novo navio no momento em que a Força Naval já terá a suficiente experiência de explorar tais navios e uma reserva de quadros para formar tripulações.

As perspetivas mais próximas

Mas o novo porta-aviões é uma perspetiva bastante afastada. Mesmo se a construção do navio começar em 2015, é pouco provável que o navio entre em dotação antes de 2022-2023. Neste período, a Marinha deverá resolver várias tarefas urgentes. Deverá ser criada uma nova infraestrutura: os respetivos serviços estão a ser efetuados em todas as bases navais russas em diferentes vetores – da renovação de rebocadores e de outras embarcações auxiliares à construção de novos atracadouros, armazéns e centros de preparação.

Trata-se também de substituição de navios de superfície e de submarinos de construção soviética por unidades combativas de nova geração. Nos próximos dez anos, uma grande parte de navios e de submarinos será retirada da composição da Marinha por ter expirado seu prazo do serviço e por isso a construção de novas unidades ganha hoje especial importância. Atualmente, os ritmos de construção estão crescendo gradualmente e podemos esperar que, em resultado da reparação geral e da modernização prevista de navios e de submarinos mais “novos” de construção soviética, a Marinha possa escapar a uma queda drástica da quantidade, que a privaria de possibilidades de cumprir missões combativas.

Até ao fim da década em curso, a Força Naval deverá receber na totalidade aproximadamente 30 unidades combativas da classe corveta/fragata, não menos de 15 pequenos navios de artilharia/mísseis e mais de 20 submarinos versáteis – atômicos e de diesel. Nos próximos um-dois anos, deverá começar também a construção de um destroier de nova geração. Serão reforçadas ainda a aviação costeira e a defesa costeira naval. Esta renovação criará uma base, na qual será possível desenvolver uma frota oceânica equilibrada e estável, que incluirá porta-aviões.



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Rússia ofereceu ao Brasil caças Su-35 e tecnologias de sua produção

A Rosoboronexport (empresa estatal russa de exportação de armas defensivas) ofereceu fornecer ao Brasil, fora do âmbito de concorrência, caças Su-35 e sistemas de defesa antiaérea Pantsir, informou este domingo a agência de notícias RIA Novosti, citando Serguei Ladygin, chefe da delegação da Rosoboronexport que se encontra na exposição de armas em Lima.

A Voz da Rússia

Em 2009, a Rússia saiu com seu avião Su-35 do short-list da concorrência brasileira, onde ficaram a Suécia com o Gripen, os EUA com o F-18 e a França com o Rafale.

"Apesar do fato de a Rússia ter se retirado do concurso, fizemos paralelamente uma oferta para a parte brasileira de participarmos, fora do contexto de concorrência, com os sistemas Pantsir e os jatos Su-35. Nossa oferta está sendo examinada", especificou Ladygin.

O interlocutor da agência observou que a Rússia está pronta para transferir toda a tecnologia de produção do caça. "Estamos prontos para transferir 100% de tecnologia do jato Su-35, mesmo com os elementos de tecnologia de aeronaves de quinta geração".


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Na Rússia será desenvolvido programa de armas hipersônicas

Um programa de criação de armas hipersônicas será preparado na Rússia até o início de junho. São mais de 60 empresas que participam na elaboração deste. Trabalhos relativos a mísseis hipersônicos haviam sido conduzidos ainda na altura de existência da União Soviética.

Oleg Nekhai - Voz da Rússia


Em 2009, as pesquisas nesta matéria foram retomadas por encargo do Ministério da Defesa da Rússia.

Trata-se de um programa integral especial destinado à criação de armas hipersônicas. A entidade principal incumbida de levar a efeito os trabalhos do projeto é a corporação de Armamentos de Mísseis Táticos. Na Rússia, o desenvolvimento do hipersom não constitui algo conceitualmente novo, pois as pesquisas neste domínio foram realizadas ainda no século passado, assinala o editor-chefe do jornal Nezavisimoye Voyennoye Obozreniye (Resenha Militar Independente), Viktor Litovkin:

"Na época soviética, havia projetos muito promissores, mas devemos nos dar conta de que passou bastante tempo. Aqueles projetos ficaram tão só projetos, porquanto não havia dinheiro para sua materialização. Aliás, não havia também necessidade especial para tal... Mas presentemente, quando no Ocidente está sendo desenvolvido este tipo de armamentos, não podemos permanecer de braços cruzados, porque em determinadas circunstâncias estas armas poderiam ser dirigidas contra nós. Por isso, devemos criar algo nosso, utilizando a experiência dos desenvolvimentos realizados antes da década de 1990. Naturalmente, dali passaram mais de vinte anos, durante os quais apareceram novos materiais, software e equipamentos eletrônicos do hardware, assim como novos conceitos de criação de armamentos – tudo isso vamos tomar em conta".

De acordo com estimativas de especialistas, os mísseis hipersônicos poderão desenvolver uma velocidade incrível – dez ou mesmo mais vezes maior da do som (1.200 km/h). Semelhantes armas não são destinadas à defesa antimísseis, mas sim à superação desta, especifica o vice-diretor do Instituto de Análise Política e Militar, Alexander Khramchikhin:

"São armas de ataque, não são de defesa antiaérea nem antimísseis. Sua vantagem consiste, antes de mais nada, em grande velocidade. Se tais armas estão sendo criadas, é pouco provável que alguém possa controlar quais ogivas seriam instaladas neles. Embora, no fundo, devido a alta velocidade, esse armamento possui tal energia cinética que não necessita, em princípio, de portar ogivas nucleares nem mesmo convencionais, podendo destruir alvos precisamente pela energia do golpe".

Sabe-se que os EUA estão efetuando desenvolvimentos em matéria de armas hipersônicas, o que lhes abre uma perspectiva de criarem um míssil multifuncional antes de 2015 ou 2018. A Rússia não vai procurar ultrapassar os EUA para criar este tipo de armas antes de 2015 ou 2016, esclarece Viktor Litovkin:

"Ainda não é um fato consumado que os EUA teriam, para 2015, armas hipersônicas capazes de funcionar. E não se trata simplesmente das armas mas sim dos sistemas de armamentos. Pois, os elementos de armas não integrados em sistemas são incapazes, hoje em dia, de desempenhar qualquer papel no campo de batalha. Por exemplo, o avião dotado de tal míssil tem um maior potencial. Enquanto o míssil desprovido de veículo portador não tem potencial algum, se não pode ser lançado a partir de um bombardeiro de grande alcance ou um submarino. Devem existir sistemas integrados de armamentos – não só portadores dessas armas mas também sistemas de controle e de detecção de alvos, para além de muitos outros componentes que fazem parte do conceito de sistema de combate. Por isso, vamos criar nossos próprios sistemas de armas hipersônicas".

Ora, os especialistas russos defrontam-se com um desafio nada fácil de realizar. No entanto, o programa especial a ser elaborado determinará os pontos de referência exatos para o trabalho simultâneo em várias direções. Desenvolvimentos neste domínio possibilitarão criar sistemas de armas com propriedades conceitualmente novas.



Atlas: robô humanoide militar consegue superar qualquer obstáculo

Desenvolvido pela Boston Dynamics e fundado pela DARPA, autômato é o novo sucessor do Petman.

Paulo Guilherme - TecMundo


Petman foi um androide impressionante. Sua capacidade de se mover e se parecer com um humano de verdade chamaram muita atenção, e ele chegou a figurar em nossas listas tanto dos robôs mais perigosos quanto dos que prometem revolucionar a tecnologia atual.

Já faz algum tempo, no entanto, que a Boston Dynamics vem trabalhando em um sucessor para ele, conhecido por muitos como Pet-Proto. Depois de muitos meses, esses esforços resultaram no enorme robô que você pode ver no vídeo acima, publicado pela DARPA.

Carregando o nome oficial de Atlas, o autômato humanoide impressiona tanto por sua imponência quanto por suas capacidades. Assim como o também famoso Big Dog (outra criação da Boston Dynamics), este robô é capaz de manter-se em movimento mesmo quando atingido em suas laterais, além de passar sobre obstáculos que são colocados em seu caminho com facilidade. É, parece que temos mais um candidato à lista de robôs que devemos temer...


Fonte: Darpa



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25 julho 2013

Base Aérea de Natal recebe novo contador de tiro aeroterrestre da FAB

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social

O estande de tiro de Maxaranguape (RN) conta a partir deste mês com o primeiro sistema de contagem de tiro aeroterrestre que utiliza rádio frequência na comunicação entre alvo e torre de controle. 

Com o novo equipamento será possível ter mais rapidamente os resultados alcançados com as campanhas de tiro realizado por aviões e helicópteros em missões de treinamento.

A ação foi iniciada em junho pelo Parque de Material Bélico do Rio de Janeiro (PAMB-RJ), e finalizada no início de julho, disponibilizando o estande para o treinamento dos pilotos.

O novo sistema, totalmente informatizado, conta com um software que capta as ondas de choque produzidas pelos projéteis e as transformam em sinais, que são enviados por meio de rádio frequência a um "transceiver", dispositivo que combina transmissor e receptor, instalado na torre de controle de tiro.

Na torre, um computador mostra ao operador a quantidade de tiros disparados, os acertos no alvo e a localização exata desses acertos.

Segundo o Tenente Luiz Carlos de Oliveira Motta, que coordenou a implantação do sistema e o treinamento dos militares que farão a manutenção dos equipamentos, o software processa os dados e possibilita imprimir e arquivar, por piloto, as missões realizadas.

"O investimento em equipamentos modernos e precisos, mais a capacitação de recursos humanos feita pelo PAMB-RJ, alavanca o treinamento das equipagens de combate da Força Aérea, aperfeiçoando as missões com emprego de tiros aeroterrestres", assegurou o Tenente Motta.


PAME-RJ comemora 39 anos

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social

A solenidade militar alusiva ao 39º aniversário do Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ) foi realizada nesta segunda-feira (22/7). Na cerimônia, o Diretor da unidade, Coronel Adilson da Silva Lemos Junior, falou sobre as realizações da organização militar, como a renovação do contrato da rede satélite (StarOne) e MPLS (EMBRATEL), que realizam a comunicação de voz e dados entre as unidades dispostas em todo país.

O Diretor também ressaltou o apoio e direção do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, que aliado à sinergia das ações junto aos Órgãos de Controle Regionais, levou a várias atividades ao longo da história do Parque, como o apoio técnico aos eventos internacionais de grande porte: a Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude.

No evento ainda ocorreu a entrega de Medalha Militar por tempo de serviço aos militares que completaram 10 e 20 anos de bons serviços prestados à Força Aérea Brasileira. Além disso, as crianças que fazem parte do Projeto Cajuzinho participaram da solenidade desfilando em continência ao Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o Tenente-Brigadeiro do Ar Rafael Rodrigues Filho.



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Exército restaura e amplia pista do Aeroporto de Tefé (AM)

MINISTÉRIO DA DEFESA
Assessoria de Comunicação Social

Brasília (DF) - No dia 23 de julho, em solenidade realizada do Quartel-General do Exército, o Comando do Exército Brasileiro e o Comando da Força Aérea Brasileira, representados pelo Departamento de Engenharia de Construção (DEC) e pela Diretoria de Engenharia da Aeronáutica (DIREG), assinaram o termo de encerramento de convênio de restauração e ampliação do Aeroporto de Tefé.

Com localização geográfica estratégica, no Centro do Estado do Amazonas, o Aeroporto de Tefé é o único da região que possui equipamentos que permitem a operação de voos noturnos. A obra, conduzida pelo 8º Batalhão de Engenharia de Construção, revitalizou e ampliou a pista de pouso e decolagem de 2.200 m para 2.500 m, viabilizado a operação de aeronaves de grande porte.

Estiveram presentes à solenidade, o Chefe do DEC, General de Exército Joaquim Maia Brandão Júnior, o Diretor de Engenharia da Aeronáutica, Major-Brigadeiro Engenheiro Francisco Carlos Melo Pantoja, oficiais-generais do Exército e da Força Aérea Brasileira e uma representação e militares da Diretoria de Obras de Cooperação.



JMJ 2013: Marinha utiliza oito navios e 22 embarcações na orla marítima do Rio e Angra

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Rio de Janeiro, 24/07/2013 - Quatro navios patrulha estão navegando no trecho entre os bairros do Leme e do Arpoador, na orla marítima do Rio de Janeiro. A presença dessas embarcações tem por objetivo fiscalizar e vistoriar barcos que estejam nas proximidades de Copacabana, onde ontem (23) ocorreu a cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e local de duas celebrações pelo papa Francisco, previstas para amanhã e sexta-feira (26).

Além disso, o plano de segurança da Marinha do Brasil prevê outros quatro navios e 22 embarcações de menor porte na área do estado do Rio de Janeiro. Hoje pela manhã, durante reunião do Centro de Coordenação de Defesa de Área (CCDA), houve a informação de deslocamento de um rebocador para a região de Angra dos Reis, no sul fluminense.

Hospital de campanha


Amanhã, a Marinha inicia as atividades no Campus Fidei, em Guaratiba, com a ativação do Hospital de Campanha. Ao mesmo tempo são iniciadas as ações dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais constituídos para atuar na segurança da área.

O hospital prestará apoio de saúde à tropa e, em casos excepcionais, aos peregrinos. A unidade de saúde contará com cerca de 150 militares, entre médicos e profissionais de saúde, e estará equipado com quatro ambulâncias do tipo UTI, viatura oftalmológica e raio-x. Com funcionamento 24h, o hospital terá capacidade de atender até 300 pacientes por dia em clínica médica, psiquiatria, ortopedia, odontologia e cirurgia oftalmológica. O hospital terá ainda condições de realizar exames radiológicos e laboratoriais básicos, além de cirurgias de pequeno porte.

Ao meio-dia, os militares realizarão um ensaio com o objetivo de testar o planejamento de segurança e aprimorar a capacidade operativa das equipes no local. Serão feitos testes de comunicações, posicionamento da tropa no terreno, controle de trânsito e ocupação de postos de controle.

Cerca de 800 fuzileiros navais realizarão patrulhamento e controle de trânsito no eixo de peregrinação, localizado entre a Estação de Trem de Campo Grande e a Avenida das Américas, em Guaratiba. Outros 700 militares estarão prontos para atuar na área em atividades de Operações Especiais e como Força de Contingência. Serão utilizadas sete viaturas blindadas do tipo Mowag Piranha e dois helicópteros para apoio logístico e evacuação médica.

Durante a Jornada Mundial da Juventude, a Marinha do Brasil também realizará a segurança da área marítima e de estruturas estratégicas. Serão realizadas ações de inspeção e patrulha naval na Orla do Rio, nas Baías de Guanabara e Sepetiba, e na área marítima da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. Equipes de operações especiais também estarão preparadas para atuar no combate ao terrorismo e defesa Química, Bacteriológica, Nuclear e Radiológica (QBNR). No total, serão empregados cerca de 3.300 militares.



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22 julho 2013

Santos reage a ataque e ameaça guerrilha

Em visita à região onde as Farc mataram 15 militares numa emboscada, presidente promete retaliação a ofensivas e pede a manutenção do processo de paz 

Correio Braziliense

Na reta final de um acordo de paz entre o governo e a guerrilha marxista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), uma emboscada matou, anteontem, 15 militares, no interior do país.

O presidente Juan Manuel Santos estava na região dos ataques para a reunião de um conselho de segurança e pediu que o processo de paz não seja interrompido. Ele prometeu responder a qualquer ofensiva do grupo, dizendo que os guerrilheiros são "os que mais sofrerão as consequências", caso a violência se estenda.

De acordo com Santos, cerca de 70 integrantes das Farc atacaram militares que faziam a segurança das obras de construção de um oleoduto, em uma estrada entre os municípios de Tame e Fortul, no departamento (estado) de Arauca. O local fica próximo à fronteira com a Venezuela, em uma próspera região petrolífera e dependente da agropecuária. De acordo com testemunhas, os guerrilheiros usaram explosivos e armas de longo alcance, matando 15 homens do governo. Após o incidente, 12 guerrilheiros foram presos — cinco dos quais estão feridos.

Em outro combate, quatro soldados e seis membros da guerrilha morreram, segundo informações do exército. O ataque também aconteceu anteontem, no departamento de Caquetá, no sul do país. Em tom ameaçador, Santos deixou claro que não aceitará ameaças do grupo. "Esses ataques não são o caminho. Serão enfrentados com contundência", avisou. "Sei que, para o povo colombiano, às vezes é confuso: como assim, falamos e paz e estão disparando? Essas são as condições: dei instruções a nossas forças para que não deixem de disparar um só instante, até o fim do conflito", acrescentou o presidente, que desde 2012 dialoga com líderes das Farc em busca de um cessar-fogo bilateral.

Recompensa

O governador de Arauca, Facundo Castillo, ofereceu uma recompensa de 10 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 12 mil) a quem der informações sobre os responsáveis pela emboscada na região. "Que os araucanos fiquem tranquilos, porque as Farc são hoje 50% do que eram há um ano e meio. Que fiquem tranquilos, porque vamos seguir com grande empenho, e que saibam que tudo o que os terroristas ganham com essas ações covardes é a vinda de mais tropas", disse o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

Em maio, outra emboscada das Farc, no departamento Norte de Santander, provocou a morte de 11 militares. Na última sexta-feira, líderes da guerrilha anunciaram que mantêm um militar norteamericano aposentado como refém há cerca de um mês. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que começou a estabelecer contatos para negociar a liberdade do estrangeiro.

Delegações de paz devem voltar a se encontrar em Havana, na próxima segunda-feira. Essa é a quarta vez, em 30 anos, que representantes do governo e líderes da facção buscam um acordo para pôr fim ao conflito. Fundada em 1964, as Farc são a guerrilha mais antiga do continente. Mais de 4 milhões de pessoas foram desalojadas devido ao confronto com forças do Estado e 600 mil morreram.


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Com poucos processos, Justiça Militar é ameaçada de extinção

No Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, o tempo médio de tramitação de processos na primeira instância foi de 15 meses em 2012. Na segunda, de cinco meses

Por Arthur Rosa e Bárbara Pombo | Valor

De São Paulo e Brasília

Quem passa pela rua Dr. Villa Nova, no bairro Vila Buarque, em São Paulo, quase não percebe a presença de um tribunal. Num prédio simples, localizado no número 285, funcionam as duas instâncias da Justiça Militar do Estado de São Paulo. Em Brasília, a sede do Superior Tribunal Militar (STM) também destoa das que abrigam o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Se não chamam atenção por suas instalações, essas desconhecidas esferas do Judiciário despertaram a curiosidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por seus números: gastos somados de R$ 419 milhões para o julgamento, em 2011, de aproximadamente oito mil processos contra policiais militares e integrantes das Forças Armadas.

Os dados do relatório "Justiça em Números" foram considerados escandalosos" pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do CNJ e do Supremo. A polêmica surgiu durante o julgamento pelo conselho de um processo disciplinar contra dois juízes do Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJM-MG), acusados de, intencionalmente, perderem o prazo para julgar ações criminais contra policiais militares.

Diante do problema, os conselheiros olharam os números da Justiça Militar Estadual, presente nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, e do Superior Tribunal Militar (Justiça Militar da União) e constataram um volume pequeno de processos em tramitação (um total de 13,2 mil em 2011, ante os milhões da Justiça Estadual) e de julgamentos. Enquanto um magistrado da Justiça Estadual proferiu 1.392 sentenças ou decisões terminativas naquele ano, o da Justiça Militar Estadual apenas 177.

No caso, os conselheiros só advertiram os juízes mineiros. Apesar da pena branda, o ministro Joaquim Barbosa aproveitou a oportunidade para determinar a criação de grupo de trabalho para elaborar um diagnóstico e dar um veredicto para a Justiça Militar Estadual e a da União.

Uma das saídas cogitadas seria a extinção desses tribunais e a transferência das ações para a Justiça comum. Outra possibilidade seria restringir a atuação da Justiça Militar da União aos tempos de guerra. O grupo de trabalho, composto por seis membros, deve entregar um relatório final até outubro. "O trabalho não significa que estamos descontentes com a Justiça Militar", diz o coordenador do grupo, o conselheiro Wellington Cabral Saraiva, procurador da República.

Diante da repercussão, os dirigentes dessas Cortes - oficiais da Polícia Militar e das Forças Armadas - afinaram seus discursos. Para eles, é preciso, antes de tudo, conhecer a fundo o funcionamento da Justiça Militar Estadual e a da União, que não contam com representantes no CNJ.

"Isso é um absurdo. Não se pode verificar a relevância com números frios", diz o presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP), coronel Orlando Eduardo Geraldi, da Polícia Militar paulista.

Os militares argumentam ainda que a extinção desses tribunais traria repercussões negativas às tropas. A resposta rápida às infrações, segundo eles, repercute e tem um efeito preventivo grande. "A transferência dos casos para a Justiça comum transformaria as Forças Armadas em bandos", afirma o
general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, presidente do STM desde março de 2010. 

Para o coronel Geraldi, é preciso levar em consideração o efeito da demora dentro da tropa. A Justiça Militar paulista, de acordo com ele, é célere. No ano passado, o tempo médio de tramitação dos processos na primeira instância foi de 15 meses. Na segunda instância, de cinco meses. "Na Justiça comum, demoraria anos. O juiz militar é o da obediência. O civil, o da liberdade", diz.


Além da demora no julgamento, segundo o presidente do STM, há risco de um juiz civil colocar os crimes militares "na vala comum". Ou seja, considerar o crime de deserção apenas como falta ao trabalho ou julgar insignificante o caso de um militar flagrado dormindo ou com drogas dentro do quartel.

"Julgamos com celeridade para manter a hierarquia e disciplina, os pilares básicos das Forças Armadas", afirma.

Em maio, por exemplo, o Superior Tribunal Militar expulsou do Exército nove soldados que dançaram funk ao som do hino nacional dentro de um quartel no Rio Grande do Sul. Os ministros classificaram o ato como "desrespeito e ultraje".

Juízes, defensores públicos e procuradores da área militar defendem, além da manutenção desses tribunais, a ampliação de suas competências. Querem, por exemplo, a análise de crimes de homicídio praticados por militares contra civis. "Em vez de duas décadas, o massacre do Carandiru teria levado quatro anos para ser julgado", afirma o juiz Ronaldo Roth, da 1ª Auditoria Militar de São Paulo.

Para a defensora pública Janete Zdanowski Ricci, há 30 anos atuando na Justiça Militar da União, o CNJ poderia encontrar um caminho alternativo: "Seria um novo modelo para aumentar a competência e elevar o volume de processos", diz.


Maioria dos ministros é das Forças Armadas

Por Bárbara Pombo | De Brasília

Última instância da Justiça Militar da União, o Superior Tribunal Militar (STM) possui 15 ministros civis e militares com o mesmo status e privilégios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Apesar disso, são desconhecidos, inclusive dentro do Poder Judiciário, do qual fazem parte desde 1934.

Dez dos 15 ministros são militares. O restante, civis. Todos os cargos são vitalícios. Cada um deles tem direito a um salário bruto de R$ 26 mil. Mas os rendimentos líquidos - que variam de R$ 12,6 mil a R$ 17,6 mil - ficam aquém dos salários dos ministros do Supremo e do STJ, cujos rendimentos com descontos chegam a R$ 26 mil. O campo de atuação dos militares, porém, também é menor: julgar recursos contra os integrantes das Forças Armadas (327 mil da Marinha, Exército e Aeronáutica).

Para ser ministro do STM, o militar deve ter a mais alta patente hierárquica. Eles são escolhidos internamente pela cúpula do Exército, Marinha e Aeronáutica também pelo fator antiguidade. Os nomes são submetidos à aprovação do presidente da República e do Senado. A escolha dos civis é política, embora também tenham que passar pelo crivo do Executivo e do Legislativo. São três advogados, um promotor do Ministério Público Militar e um juiz de carreira vindo da primeira instância da Justiça Militar da União.

Nas tardes de terças e quintas-feiras, os 15 ministros se reúnem no segundo andar da sede de 32 mil metros quadrados do Superior Tribunal Militar, situada no centro de Brasília. A função deles é julgar recursos contra decisões da primeira instância, representada por 18 auditorias militares espalhadas pelo país. No salão com móveis de madeira escura e tapete avermelhado, normalmente não há plateia e a sonolência entre os julgadores parece ser inevitável, como testemunhou o Valor em uma sessão de maio.

Além de julgar crimes cometidos pelos 327 mil integrantes das Forças Armadas, os juízes militares ainda têm a incumbência de analisar alguns tipos de infrações de civis, como invasões de áreas militares ou estelionato previdenciário, quando a viúva de um ex-militar falece e os dependentes continuam recebendo a pensão. "Teve gente que lesou o erário em mais de R$ 1 milhão", diz o presidente do STM, general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho.

21 julho 2013

Aviões da Força Aérea dos EUA lançaram bombas desativadas na Austrália

Fontes descartaram que operação de exercícios representem riscos para o público ou o meio ambiente.

France Presse


Sydney - Aviões de combate da Força Aérea dos Estados Unidos lançaram quatro bombas desativadas na zona da Grande Barreira de Corais na Austrália, durante uma operação de exercícios, informaram fontes militares neste domingo. Estas fontes descartaram que esses exercícios representem riscos para o público ou o meio ambiente.

Um comunicado emitido pela 7ª Frota dos Estados Unidos na Austrália indicou que o lançamento das bombas ocorreu no sábado, nas costas da região de Queensland, em um canal profundo para minimizar as possibilidades de danos dos corais.


Um porta-voz do ministério australiano da Defensa disse a uma agência de notícias local que as bombas desativadas "representam um risco ou uma ameaça mínimas para o público, o ambiente marinho ou a navegação civil que transita pela área".

Cerca de 28.000 soldados australianos e americanos participam nos exercícios Talismã Saber em Queensland, de 15 de julho a 5 de agosto.



20 julho 2013

Marinha realiza teste em voo com aeronave Skyhawk AF-1B

Revista Força Aérea

Em 17 de julho, nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP), foi iniciado uma série de testes em voo visando à prontificação das aeronaves modernizadas McDonnell Douglas A-4 Skyhawk AF-1B/1C. O Programa de Modernização das Aeronaves é um dos muitos projetos realizados pela Marinha do Brasil (MB) com intuito de manter seus meios integrados aos últimos avanços tecnológicos.

Este programa, resultado da parceria entre MB e a Embraer, vem sendo conduzido desde abril de 2009 e contribuirá para o desenvolvimento da indústria nacional de defesa. A entrega das primeiras aeronaves modernizadas está prevista para ocorrer em março de 2014 e o recebimento dos novos meios agregará significativo incremento na capacidade operativa do poder aeronaval.



Força Aérea da Rússia realiza maior emprego de caças Sukhoi Su-34 em exercício militar

Revista Força Aérea


A Força Aérea da Rússia iniciou um grande exercício militar no oeste do país que vai envolver o maior deslocamento de jatos de combate Sukhoi Su-34 já realizado.

Centralizado na Base Aérea de Voronezh, ao todo 40 aeronaves e helicópteros, 10 bases aéreas e dois campos de provas estão sendo usados nas manobras.

Mais de 80 missões de combate devem ser realizadas cobrindo uma área de 4 mil km, onde serão treinados uma variada gama de missões de defesa aérea, interceptação, ataque, reconhecimento, patrulha, reabastecimento em voo e vigilância.

Dois esquadrões de Su-34 vão atacar de forma simulada alvos aéreos e terrestres "inimigos", defendidos por caças Sukhoi Su-27 e MiG-31. As manobras vão incluir missões para evadir-se das defesas aéreas inimigas, evitando contato com sistemas de guerra eletrônica.


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