30 setembro 2013

China enviará seus peritos à Síria para destruir armas químicas

Voz da Rússia

A China enviará seus peritos para participar da destruição de armas químicas da Síria e alocará recursos necessários para este fim, divulgou hoje (30) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei.

Segundo ele, a China está ativamente envolvida em consultas no âmbito do Conselho de Segurança da ONU e do Comitê Executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas a fim de avançar no processo de implementação das decisões tomadas em relação à Síria.



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Síria acusa vários países de impedir à identificação de autores de ataque químico

Voz da Rússia

Alguns países ocidentais dificultaram à identificação dos verdadeiros organizadores de ataques químicos na Síria, declarou esta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallem.

"Nós propusemos aos peritos da ONU (sobre armas químicas) identificar os responsáveis pelo uso de armas químicas (na Síria). Porém, os EUA e seus aliados, especialmente o Reino Unido e a França, bloquearam a referida iniciativa", disse ele, discursando perante os membros da Assembleia Geral da ONU.

De acordo com o ministro sírio "esses países insistiram em identificar apenas o fato do uso de armas químicas no território sírio".



EUA não descartam ação militar contra Irã

Voz da Rússía

Os Estados Unidos não descartam qualquer ação contra o Irã, incluindo uma ação militar, devido ao seu programa nuclear, declarou o presidente norte-americano, Barack Obama, em uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Segundo ele, os EUA e Israel compartilham a visão de o Irã não dever ter armas nucleares. "Nós concordamos que é necessário que o Irã não possua armas nucleares", disse Obama.

Na semana passada, Obama discutiu com o presidente recém-eleito do Irã, Hassan Rohani, a possibilidade de resolver a questão do programa nuclear iraniano.



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Feira militar RAE 2013 exibe as melhores armas russas

Ilia Kramnik - Voz da Rússia

Em Nizhny Tagil será inaugurada uma das maiores feiras militares do mundo e a maior da Rússia, a Russia Arms Expo, RAE 2013. No decorrer do evento será apresentada uma série de armamentos modernos, incluindo secretos, destinados para o Exército russo.

No âmbito da prestigiosa feira serão estreadas amostras dos melhores armamentos russos, com particular destaque para o sofisticado carro de combate Armat, revelou à Voz da Rússia o perito militar, redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko.

"Creio que a maior novidade será a exibição à porta fechada de um novo tanque russo Armat. A empresa Uralvagonzavod e seus parceiros tinham feito um trabalho enorme para pôr em prática o conceito deste blindado supermoderno, apetrechando-o de equipamentos militares, ópticos e eletrônicos. Acho esta ser a maior sensação, embora a apresentação seja realizada à portas fechadas."



Cumpre assinalar que o novo tanque não é um único engenho a se assentar em nova plataforma do mesmo nome. Sobre estes chassis se planeja criar ainda um veículo de combate de infantaria pesado, viaturas de artilharia autopropulsadas e veículos de engenharia. Um dos ilustres peritos russos, redator-chefe da revista Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria), Viktor Murakhovsky salientou ainda que, no Salão serão apresentadas também as primeiras amostras de outras máquinas modernas Kuganets-25, de lagarta média e Bumerang, baseado em plataforma de rodas média.


Armata
A plataforma pesada Armata (cerca de 60 toneladas), a média Kurganets-25 (25 toneladas) e a média de rodas Bumerang constituirão uma base sólida para novos equipamentos militares que, com o andar dos tempos, irá substituir os engenhos de marcas soviéticas, permitindo unificar e simplificar o abastecimento, a prontidão de combate e a manutenção técnica das unidades das Forças Terrestres da Rússia. As novas plataformas projetadas na Rússia serão expostas pela primeira vez após o colapso da URSS, enquanto um largo uso de módulos, para o mesmo efeito unificador, será demonstrado pela primeira vez na história do material blindado russo.


boomerang
Boomerang
Outras armas no limiar de modificações

A RAE 2013 vem atraindo atenção devido à alteração do formato da Feira que evoluiu desde a exibição de amostras comuns até ao prestigiado fórum de negócios, realça Viktor Murakhovsky, que também é membro do conselho de peritagem junto da Comissão Militar-Industrial.

"Gostaria de sublinhar que se trata de um evento exemplar e sem precedentes, promovido pela corporação Uralvagonzavod. Isto se nota em tudo, inclusive na sua maneira de expor as amostras. Foi efetuado um rebranding, tudo foi feito num estilo único. Essa é "uma faceta da medalha" que, alias, não é a fundamental. O que importa mais é a vertente prática, prevendo-se uma vasta agenda de iniciativas a se realizar juntamente com peritos estrangeiros e parceiros da Rússia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC). A atual Feira se destaca tanto pelo número de equipamentos expostos, como pelo intenso programa de exibições."

Segundo a mesma fonte, contatada pela Voz da Rússia, a RAE continua sendo a única exposição que permite o uso real de armas exibidas, tanto em separado, como fazendo parte de subunidades e grupos táticos combinados.

Ainda de acordo com Murakhovsky, nos marcos do certame, será estreado o emprego combativo de helicópteros da aviação militar. É sabido que estes engenhos se enquadram no tecido de armamentos do Exército, cabendo ao consórcio Vertolioty Rossii o controle de uma parte considerável do mercado mundial. Simultaneamente, prossegue a produção em série de helicópteros para as Forças Armadas da Rússia, com um volume anual de vendas superiores a 100-110 engenhos.

Colaboração na área de exportações

Uma das vertentes-chaves passa pela modernização de plataformas existentes e utilização de equipamentos e agregados de outros produtores, o que proporciona uma maior flexibilidade na escolha, consoante às necessidades do comprador e suas capacidades logísticas.

Na Rússia se produzem e se exportam sistemas de armas, assentes em chassis importados (o complexo de artilharia antiaérea Pancyr-C1 em chassis MAN, o Top, instalado em chassi indiano Tata etc). Além disso, a torre com as armas montadas pode ser utilizada para a modernização do material blindado estrangeiro. Tais características promissoras têm o modulo de combate BMP-3, que prima pela elevada potência de fogo (um canhão de 100 mm e o de 30 mm mais uma metralhadora de 7,62 mm). Este engenho possui ainda armas de alta precisão (mísseis antitanque que se lançam através do cano) e a possibilidade de adaptar diversos sistemas do comando de fogo. Tudo isso vem contribuindo para a modernização de veículos de transporte de infantaria e viaturas blindadas de várias marcas.

Tal cooperação facilita a entrada da Rússia para o mercado mundial de armamentos no qual ela mantém fortes posições: em 2012, foram importados materiais diversos num valor de 14 mil milhões de dólares, prevendo-se para 2013 os indicadores ainda maiores. Deste modo, as crescentes produções em série para o mercado interno e a expansão da pauta de exportações vêm abrindo, em conjunto, perspectivas aliciantes para o setor militar russo e a futura realização de fóruns militares, idênticos à Russia Arms Expo.

A opinião do autor pode não coincidir com a opinião da redação.



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Governo alemão diz ter exportado 360 toneladas de produtos químicos à Síria

Informações do Ministério da Economia mostram que envios aconteceram também no governo Merkel II

OperaMundi

O governo alemão exportou até 360 toneladas de produtos químicos à Síria entre 1998 e 2011, afirmaram nesta segunda-feira (30/09) fontes do Ministério da Economia. Isso contraria a informação divulgada nas últimas semanas, na qual as provisões teriam ocorrido apenas até o ano de 2006 e incluem remessas no segundo governo de Angela Merkel.

As exportações de produtos alemães eram suscetíveis de ser utilizadas com fins militares, embora fontes do ministério citado tenham afirmado "não ter dúvida" de que os mesmos eram destinados somente para fins civis.

De acordo com essas fontes, os envios foram interrompidos após o início do conflito armado na Síria. Duas semanas atrás, o Ministério da Economia alemão informou que houve exportações de produtos químicos ao país, mas somente até 2006, e com um volume de 134 toneladas.

O destino desses produtos, segundo o governo, era a produção de substâncias para serem usadas na depuração de água potável, em joalheria e, inclusive, em cremes dentais. Na ocasião, a chanceler alemã assegurou que não havia indício algum que confirmasse que o regime de Bashar al Assad usou produtos alemães para fabricar seu arsenal químico.

Os primeiros números, divulgados em resposta a uma consulta do partido A Esquerda, confirmavam as exportações somente durante o último ano de governo do chanceler socialdemocrata Gerhard Schröder (2002-2005), assim como no primeiro de Merkel (2005-2009).


As armas nucleares de Israel

Até agora, a Casa Branca não disse nada sobre as bombas atômicas de Israel e as armas químicas e biológicas do Egito

Victor Gilinsky* e Henry D. Sokolski* - O Estado de S.Paulo


O recente acordo entre Estados Unidos e Rússia envolvendo as armas químicas da Síria deixou claro o que há muito tempo deve ser um fato óbvio: os esforços do presidente Barack Obama para fazer valer as normas internacionais que proíbem armas de destruição em massa no Oriente Médio envolverão Washington numa confusão diplomática e estratégica muito maior do que a discussão sobre o arsenal químico sírio.

O presidente Bashar Assad insiste que a finalidade do seu arsenal químico sempre foi para fazer frente às armas nucleares de Israel. Se a Síria de fato destruí-lo, o que será do arsenal de Egito e de Israel? Os Estados Unidos se calam estranhamente sobre o estoque de armas químicas do Egito. O Cairo aponta para Israel. Que, naturalmente, afirma ter suas próprias armas químicas para dissuadir Síria e Egito e não pretende se desfazer delas.

Uma manchete do diário israelense Haaretz, há alguns dias, dizia: "Israel inflexível quanto a não ratificar o tratado de armas químicas diante de vizinhos hostis".

Esses três países também não aderiram à Convenção sobre Armas Biológicas e Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), embora mantenha um arsenal nuclear formidável, que, em breve, deverá se tornar tema central neste drama - os Estados Unidos gostem ou não. 


Poder nuclear. Um obstáculo que os próprios americanos criaram tem impedido amplas negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio. Enquanto o mundo continua sua discussão eterna sobre a capacidade nuclear do Irã e a possibilidade de o país criar um arsenal atômico, dificilmente alguém nos Estados Unidos menciona o poderio nuclear de Israel.

Obama, como seus predecessores, finge que não tem conhecimento do fato. O tabu tem impedido discussões a respeito, tanto em Washington quanto no plano internacional, e desencoraja os EUA a pressionarem Egito e Síria para retificarem as convenções sobre armas biológicas e químicas.

Porque, se insistir, imediatamente, serão levantadas objeções quanto à aceitação americana do arsenal nuclear de Israel.

O que sustenta essa atitude dissimulada é o mito de que os Estados Unidos se obrigam a esconder o fato de Israel possuir armas atômicas em razão de um acordo firmado em 1969 entre o presidente, Richard Nixon, e a primeira-ministra israelense, Golda Meir.

O objetivo de Nixon era conseguir o apoio israelense na Guerra Fria. Ele e Golda Meir viram a necessidade de desencorajar os soviéticos a fornecerem armas nucleares para seus aliados árabes. Se o arsenal nuclear israelense fosse revelado, haveria pressão por parte de Moscou. No entanto, as razões para os Estados Unidos continuarem calados não existem mais.

Todos sabem que os israelenses possuem bombas atômicas. Hoje, como principal efeito dessa ambiguidade, negociações regionais sérias sobre o controle de armas ficam muito mais complicadas.

Todos os outros países da região aderiram ao TNP, mas há questões que ainda não foram solucionadas. Em 2007, descobriu-se que a Síria estava construindo um reator nuclear ilícito, que Israel rapidamente bombardeou.

Assad não permitiu até hoje que inspetores da ONU realizem uma plena investigação do local do reator destruído. E o Irã, aliado da Síria, é suspeito de desenvolver seu próprio programa nuclear para desafiar o monopólio israelense na área. Na verdade, muitos analistas acreditaram que a decisão de Obama de estabelecer uma "linha vermelha" proibindo o uso de armas químicas na Síria foi motivada pela necessidade de mostrar sua disposição a usar a força contra o Irã se o país avançasse com seus planos de fabricar armamento nuclear.

Mudança. O imbróglio explosivo deveria ser objeto de uma conferência internacional, decidida em 2010 por votação unânime dos membros do TNP, incluindo os Estados Unidos. No entanto, tal conferência jamais foi realizada, em parte por causa da ambivalência da Casa Branca sobre como ela poderia afetar Israel.

Em abril, o secretário adjunto de Estado encarregado dos assuntos de não proliferação e segurança internacional. Thomas Countryman, disse esperar que a conferência seja realizada ainda este ano. No início do mês, o chanceler russo, Sergei Lavrov, insistiu para que fosse determinada uma data para a conferência "o mais rápido possível". Ele acrescentou que da reunião deveriam tomar parte Israel e Irã. A Rússia tentou inserir o encontro no acordo da semana passada, mas o secretário de Estado, John Kerry, resistiu.

Se Washington deseja que as negociações sobre armas de destruição em massa no Oriente Médio avancem - ou simplesmente para que os EUA não caiam no ridículo -, Obama deve começar a ser mais franco. O presidente não pode esperar que os países que participarem da conferência levem Washington a sério se a Casa Branca continuar fingindo não saber que Israel possui armas nucleares, ou que Egito e Israel possuem armas biológicas e químicas.

Se a política de Israel neste campo é tão inflexível que é impossível mudar, Obama e o governo dos Estados Unidos precisam ser honestos quanto ao arsenal israelense e agir com base neste fato, para o bem dos EUA e de Israel. 

Tradução de Terezinha Martino 

*Victor Gilinsky foi membro da Nuclear Regulatory Commission e é consultor na área energética.

*Henry D. Sokolski trabalhou no departamento de defesa dos EUA e é diretor do Centro de Educação de Políticas de Não Proliferação.


EUA preparam exigências para acordo com Irã

Mais do que reatar relações diplomáticas, Washington deseja garantias de que Teerã abandonará a busca de armas nucleares

YOCHI DREAZEN | FOREIGN POLICY - O Estado de S.Paulo


Em sua ofensiva de charme das últimas semanas, antes de falar por telefone com Barack Obama, o presidente iraniano, Hassan Rohani, escreveu um artigo para o Washington Post pedindo o fim da "era das rixas sangrentas". Ele ainda afirmou que esperava encontrar Obama e até desejou aos judeus um feliz ano-novo.

Algo inimaginável alguns meses atrás parece possível: um acordo nuclear de amplo alcance, que poderia pôr fim a décadas de hostilidade.

O Irã gostaria que os Estados Unidos e seus aliados suspendessem as medidas que levaram outros países a cortar drasticamente as compras de petróleo iraniano, reduzindo as receitas mensais que o recurso proporciona ao país em cerca de 60% nos dois últimos anos, praticamente excluindo o país do sistema financeiro global. Também quer o reconhecimento de que o país tem o direito de empreender um programa nuclear para fins civis.

Os EUA querem provas claras de que o Irã abandonou a busca de armas nucleares e não disporá mais dos equipamentos ou do material radioativo necessário para retomá-la. Há uma série de exigências dos americanos.

A primeira tende a ser o fim do enriquecimento de urânio. Calcula-se que o país possua 185 quilos de urânio enriquecido a 20%, o bastante para fazer cerca de 18,5 quilos de urânio para armas atômicas.

Se o Irã acumular 250 quilos de urânio de grau inferior, esbarrará na linha vermelha, no entendimento dos israelenses, porque essa quantidade pode ser usada para a produção de 25 quilos de urânio mais potente - o suficiente para construir uma única arma nuclear.

David Albright, do Instituto de Ciência e Segurança Internacional, que acompanhou de perto o programa nuclear do Irã, afirma que um acordo exigiria quase certamente que o Irã parasse com o enriquecimento de urânio até um grau de pureza de 20% e depois vendesse parte dos seus estoques ou o colocasse sob supervisão internacional.

As autoridades americanas exigiriam também que o Irã fechasse uma de suas duas usinas de enriquecimento, Natanz ou Fordo. Natanz é uma instalação mais antiga que há muito é usada para a produção de urânio enriquecido a graus menores de pureza. Fordo, mais sofisticada, preocupa enormemente os parlamentares americanos e israelenses porque foi construída muito abaixo da superfície, e seria difícil destruí-la por ataques aéreos. A publicação alemã Der Spiegel noticiou que Rohani está disposto a desativar Fordo, o que representaria uma concessão considerável, mas o governo iraniano negou.

Outra provável exigência é a redução no número de centrífugas. No mês passado, o diretor do programa nuclear do Irã informou que o país tem 18 mil centrífugas necessárias para enriquecer mais urânio, e cerca de 9 mil delas já estão plenamente operacionais. Albright afirma que um possível compromisso poderia permitir que o Irã continuasse usando as centrífugas já operacionais, desmantelando, ao mesmo tempo, as cerca de 9 mil que ainda não começaram a funcionar.

Segundo Colin Kahl, funcionário de alto escalão do Pentágono para o Oriente Médio, todo acordo também precisaria incluir a instalação de câmeras de vídeo capazes de vigiar 24 horas por dia todas as pessoas que trabalham nas instalações nucleares iranianas. As imagens seriam transmitidas para a sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena.

A última condição seria o fechamento de um reator de água pesada cuja construção em Arak foi revelada em 2002. Esse tipo de usina pode ser usado para a produção de plutônio, um componente fundamental das armas nucleares.

Kahl observa que os EUA poderiam impedir um ataque israelense fornecendo ao Irã um reator de água leve, que produziria a mesma quantidade de energia de uma usina de água pesada, sem a capacidade de produzir o plutônio de alta qualidade necessário para uma bomba.

Existem fortes motivos de ceticismo em relação às perspectivas de algum tipo de acordo. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é quem detém o poder no país e não está absolutamente claro se ele estaria de fato interessado em um acordo ou disposto a dar a Rohani a autoridade para negociar um.

Líderes israelenses acreditam que o iraniano tenta enredar os países do Ocidente levando-os a assinar um acordo que "manteria a capacidade do Irã de construir rapidamente uma arma nuclear no momento que quisesse - a chamada opção repentina".

Mesmo que fosse assinado um acordo, Israel poderia decidir bombardear o Irã de qualquer maneira, se achasse que Teerã continua trabalhando no desenvolvimento de uma arma nuclear.

Enquanto isso, no Capitólio, os parlamentares de ambos os partidos quase certamente se uniriam para combater todo esforço para retirar as atuais sanções impostas ao Irã.

"Não acredito que seja possível chegar a um acordo ideal", afirmou. "Mas um acordo razoavelmente bom é muito melhor do que ir à guerra ou aceitar uma bomba iraniana. As alternativas à falta de um acordo seriam muito piores", diz Kahl. 


TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA


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Oposição insatisfeita com resolução da ONU

Para adversários do regime, a decisão do Conselho de Segurança de exigir a destruição de armas químicas sem prever sanções automáticas favorece Al-Assad 

Correio Braziliense

Opositores ao governo de Bashar Al-Assad criticaram ontem a resolução que prevê a destruição do arsenal químico em posse do governo da Síria, aprovada na sexta-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Apesar de a medida ter sido elogiada formalmente pelo chefe da Coalizão Nacional Síria (oposição), Ahmad Jarba, muitos de seus membros se mostraram claramente insatisfeitos, por acreditarem que o presidente é o grande beneficiado. O governo brasileiro, por sua vez, emitiu nota elogiando a decisão.

“A resolução é muito decepcionante”, disse Samir Nachar, opositor histórico a Al-Assad. “Ela serve aos interesses dos poderes mais regionais e internacionais, incluindo o regime sírio. De maneira nenhuma, serve ao povo e à revolução.” 

A organização Human Rights Watch (HRW) também criticou a decisão do conselho da ONU. “Ela não conseguirá trazer justiça para as centenas de crianças que morreram intoxicadas por gás ou por muitos outros crimes graves”, afirmou Philippe Bolopion, representante da organização na ONU.

Após difíceis negociações, que colocavam Rússia e Estados Unidos em lados opostos, o Conselho de Segurança aprovou, por unanimidade, a Resolução 2.118, que obriga o regime sírio a destruir suas armas químicas. A decisão, no entanto, não estipula sanções automáticas caso Damasco não cumpra a medida. A oposição esperava uma medida combinada com ameaças de sanções diretas e, sobretudo, desejava que os Estados Unidos cumprissem as ameaças de ataques, suspensas após o acordo russo-americano de 14 de setembro, sobre a destruição do arsenal químico.

Brasil

Na opinião do governo brasileiro, a medida merece elogios. “O governo brasileiro recebeu com satisfação a notícia da aprovação, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, de resolução que determinou a eliminação de todas as armas químicas do território da Síria e endossou processo de paz conduzido pelos sírios. Trata-se de momento crucial de unidade do Conselho, que pode se transformar no primeiro passo para a resolução definitiva do conflito naquele país”, diz nota emitida ontem pelo Ministério das Relações Exteriores.

“O Brasil expressa seu apoio à realização da Conferência de Paz Genebra 2”, continua nota do Itamaraty, referindo-se a um novo encontro para discutir a situação síria anunciada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A conferência será realizada em meados de novembro, com o objetivo de tentar organizar uma transição política no país.

Para alguns analistas, o ocorrido na sexta-feira fortalece a posição do regime na luta contra o Exército Sírio Livre. “A resolução da ONU veio em detrimento da oposição, que é a grande perdedora.

Bashar al-Assad voltou a ser o interlocutor sírio para a comunidade internacional, portanto conseguiu reverter a situação”, analisou a especialista francesa em Oriente Médio Agnes Levallois, em entrevista à agência France-Presse.


Sírios criticam visto humanitário brasileiro

Jamil Chade - O Estado de SP
Correspondente / Genebra

O governo de Bashar Assad classificou ontem como "muito negativa" a decisão do Brasil de emitir vistos humanitários, válidos por dois anos, para cidadãos sírios que quiserem deixar o país. Por outro lado, a ONU elogiou a posição brasileira, que deve elevar o fluxo de refugiados nas próximas semanas.

"Eu até entendo, do ponto de vista humanitário, o gesto do Brasil. Mas, na realidade, o que ocorre é muito negativo para a Síria e para sua sociedade", argumentou o embaixador da Síria na ONU, Faysal Hamoui. "Com esses gestos, governos estão roubando a população da Síria, nos deixando sem seus melhores atributos."

A nova posição do Brasil foi adotada depois que grupos de sírios criticaram a forma pela qual os pedidos de refugiados eram tratados, dificultando a emissão de vistos. Desde o começo da semana, qualquer pessoa afetada pelo conflito na Síria pode solicitar visto humanitário - que pode ser estendido também para seus familiares - em embaixadas do Brasil na região, como em Beirute ou Amã.

"É uma decisão importante e simbólica. Isso ajudará a tirar a pressão de países da região que estão recebendo milhões de sírios", afirmou o porta-voz do Alto-Comissariado da ONU para Refugiados, Adrian Edwards, que também elogiou o fato de o País liderar a adoção de medidas desse tipo na América Latina.

Hoje, cerca de 280 refugiados sírios estão no Brasil, o que constitui a quarta maior nacionalidade entre os cerca de 4 mil refugiados no País. Apesar da iniciativa, a ONU admite que ainda busca destino para mais de 10 mil sírios que precisam ser retirados ainda este ano, por questões de segurança ou porque vivem em condições delicadas.

Na terça-feira, o Comitê Nacional para os Refugiados, órgão do Ministério da Justiça, publicou no Diário Oficial a norma que garante a concessão de visto especial a pessoas afligidas pelo conflito armado na Síria que desejem chegar ao Brasil buscando refúgio.

"A decisão expande o olhar humanitário brasileiro. A resolução torna mais ágil o processo de entrada dos refugiados com suas famílias", afirmou o diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, João Guilherme Granja Xavier da Silva.



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VANT regional da Unasul será de tamanho mediano

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 26/09/2013 – Sem especificar dimensões, representantes da União de Nações Sul-americanas (Unasul) definiram, em reunião realizada em Brasília, que será de “tamanho mediano” o veículo aéreo não-tripulado (VANT) a ser desenvolvido regionalmente pelos países do subcontinente.

A aeronave será usada em missões de reconhecimento e cartografia, podendo atuar tanto em apoio a atividades de defesa civil – na ocorrência de acidentes naturais, por exemplo – quanto em atividades estritamente militares, para seleção de alvos e avaliação de danos após ataques de artilharia.

Durante o encontro, a delegação brasileira apresentou proposta de plano de trabalho para os próximos sete anos, nos quais serão avaliados o modelo empresarial do projeto de VANT, a divisão de tarefas e custos e os detalhamentos dos requisitos a serem adotados.

Os representantes de outros países membros da Unasul contribuíram com novas considerações e sugestões sobre as características do sistema regional. Foi o caso da delegação argentina, que sugeriu que os aspectos relacionados à simulação e ao treinamento sejam incluídos como parte do programa de desenvolvimento do VANT.

A representação do Ministério da Defesa brasileiro destacou que a preparação do VANT–Unasul é um marco da cooperação e integração regional e fortalecimento da base industrial de defesa sul-americana.

Estão previstos para o próximo ano três encontros do grupo de trabalho responsável pelo desenvolvimento do VANT–Unasul, dando prosseguimento ao projeto.



Navio-patrulha oceânico Araguari já integra frota da Marinha do Brasil

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 26/09/2013 – A Marinha do Brasil já conta com o terceiro e último dos navios-patrulha oceânicos (NPaOc) adquiridos junto à BAE Systems, no Reino Unido. Nos últimos dias, a embarcação batizada de “Araguari” chegou à cidade do Rio de Janeiro – destino final da travessia. Durante um mês e meio, o navio passou por países africanos, onde foram realizados exercícios conjuntos de treinamento de ações antipirataria com as Forças Navais de nações-amigas.

Incorporado à Marinha em 21 de junho deste ano, em Portsmouth, na Inglaterra, o navio iniciou viagem em direção ao Brasil em 3 de agosto. Nesse período, foram feitas escalas em Lisboa (Portugal); e nos portos africanos de Mindelo (Cabo Verde), Lagos (Nigéria), Douala (Camarões), Malabo (Guiné Equatorial) e São Tomé (São Tomé e Príncipe).

O objetivo das visitas foi aproximar os países na troca de informações e na obtenção de sinergias para o reforço do controle e fiscalização das águas territoriais. A política de defesa brasileira enfatiza a importância do Atlântico Sul, alvo de cooperação para que a região continue sendo pacífica.




Agora, a embarcação está subordinada ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste. Junto com o “Amazonas” e o “Apa”, será usada para a proteção da chamada Amazônia Azul – área marítima de 4,5 milhões de quilômetros quadrados que corresponde, em tamanho, à Amazônia terrestre.

A principal característica desses meios é a flexibilidade, o que torna possível a utilização em tarefas como patrulha naval, assistência humanitária, busca e salvamento, fiscalização, repressão às atividades ilícitas e prevenção contra a poluição hídrica.




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29 setembro 2013

Presidente do Líbano nega entrada de armas químicas sírias em seu país

EFE
Em Beirute

O presidente do Líbano, Michel Suleiman, negou neste sábado que tenham entrado em seu país armas químicas do arsenal sírio e insistiu que o grupo xiita Hezbollah, envolvido na guerra na Síria, também descarta esta possibilidade.

"Não se infiltraram armas químicas sírias no Líbano e não existem provas de sua presença no país", disse em entrevista publicada hoje pelo jornal árabe internacional "Al-Hayat".

Suleiman rejeitou que suas relações com o grupo xiita sejam tensas, mas ressaltou que o Hezbollah conhece sua opinião contrária à participação nos combates na Síria.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, assegurou há cinco dias que o regime sírio não entregou a seu grupo parte de seu arsenal químico. "Nunca pedimos a nossos irmãos sírios essas armas e também não faremos isso no futuro", destacou.

A oposição síria acusou o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, de repassar armas químicas a seus aliados regionais, Hezbollah e Irã, uma possibilidade que também foi levantada por Estados Unidos e Israel.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou ontem por unanimidade uma resolução que condena o uso de armas químicas na Síria e adverte o regime de Damasco de que haverá "consequência" se descumprir seus compromissos internacionais.

Sobre o Irã, Suleiman afirmou que esse país "não permitirá a utilização de armas de destruição em massa".

"O presidente (iraniano) Hassan Rohani apoia que o Líbano se mantenha afastado dos eventos regionais e de suas repercussões", declarou.

Perguntado se as relações com Assad estão estremecidas, respondeu que só estão suspensas desde a detenção do ex-ministro de Informação libanês, Michel Samaha, em agosto de 2012 após ser acusado de elaborar um plano para cometer atentados no Líbano.

A guerra na Síria teve uma forte repercussão no Líbano, onde a população está polarizada entre partidários e críticos do regime de Damasco, e já ocorreram enfrentamentos, atentados e sequestros.



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28 setembro 2013

Conselho de Segurança da ONU aprova retirada de armas químicas da Síria

Do UOL, em São Paulo

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovaram nesta sexta-feira (27), por unanimidade, a resolução que exige que a Síria entregue seu arsenal de armas químicas.

O texto, considerado brando, não autoriza uma intervenção militar automática caso o regime sírio desrespeite o acordo. A medida -- prevista no artigo 7º da Carta da ONU -- foi motivo de impasse durante semanas com a Rússia, que é aliado de Damasco e tem direito a veto por ser um dos cinco membros permanentes do conselho.

Nesse sentido, a resolução prevê que, caso haja violação do tratado por qualquer uma das partes, o Conselho de Segurança terá de se reunir novamente para, aí sim, decidir sobre as ações militares previstas na Carta da ONU.

A medida é uma resposta a um ataque químico que deixou centenas de mortos na periferia de Damasco no dia 21 de agosto. A resolução aprovada, no entanto, não faz referência à autoria do atentado -- os EUA acusaram o regime sírio, e a Rússia saiu em defesa de Assad, afirmando que não havia indícios suficientes para a acusação.

"Estamos aqui porque as normas internacionais importam, e ações têm consequências. Se o regime Assad falhar, haverá consequencias", afirmou o secretário de Estado americano, John Kerry. Segundo ele, o trabalho de inspeção começará em novembro, e o arsenal deverá ser destruído até o primeiro semestre de 2014.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a aprovação da resolução é resultado de uma cooperação entre EUA, Rússia e os outros países do Conselho e afirmou que a ação de retirada do arsenal deverá será "profissional e imparcial". O chanceler reforçou que Moscou não autoriza que sejam usadas medidas de força militar no processo e disse que espera que "a oposição esteja pronta para colaborar [com o plano de desarmamento], assim como mostrou o governo da Síria".

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o plano traz "esperança". "Essa é uma primeira esperança para a Síria em muito tempo", afirmou. "Os autores do crime devem ser levados à Justiça", completou.

Já Kerry citou a vitória da diplomacia e aproveitou para agradecer a Lavrov, da Rússia seus "esforços" na questão. "O Conselho de Segurança demonstrou que a diplomacia pode ser tão poderosa a ponto de neutralizar as piores armas de guerra", afirmou Kerry.

A votação aconteceu menos de duas horas depois de a Opaq (Organização para a Proibição das Armas Químicas) aprovar, por consenso, seu plano para a eliminação do arsenal químico sírio, que prevê o envio de inspetores nos próximos dias e a destruição total de todas as armas químicas da Síria na primeira metade de 2014.

Ban Ki-moon, chamou de "histórica" a resolução aprovada pelo CS, mas lembrou aos seus membros que o "catálogo de horrores" da Síria continua "enorme", por isso pediu o fim imediato da violência.

A resolução do Conselho apoia o acordo feito em Genebra (Suíça), entre Rússia e EUA, no qual a Síria se compromete a colocar sob controle internacional todo o seu estoque de armas químicas.

Uma nova reunião em Genebra está sendo preparada para novembro, e Moon solicita que ambos os lados do conflito participem da conferência de paz. O regime sírio afirmou que irá participar da reunião, e ainda propor um cessar-fogo no encontro. Representantes dos rebeldes, no entanto, apontam só comparecer à cidade suíça caso Bashar Assad renuncie ao cargo.


(Com agências internacionais)


Ministro russo diz que ONU deve evitar que oposição síria consiga armas químicas

EFE

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a todos os membros da ONU neste sábado que trabalhem para evitar que as armas químicas possam cair nas mãos da oposição síria.

Em declarações ao "Canal 1" da televisão russa, horas depois que o Conselho de Segurança (CS) aprovou uma resolução sobre a destruição das armas químicas na Síria, Lavrov lembrou, além disso, que o documento exclui o uso da força sem que a questão volte a ser tratada pelo CS.

"A resolução ressalta que é inaceitável que as armas caiam nas mãos de sujeitos que não representam o Estado, como é o caso da oposição (síria)", advertiu.

A resolução aprovada nesta madrugada - reiterou Lavrov - "enfatiza em especial que todos os países-membros da ONU, em primeiro lugar os vizinhos da Síria, devem tomar todas as medidas para que seu território não seja usado para abastecer a oposição com armas químicas e seus componentes".

O ministro russo reiterou que a resolução, que condena o uso de armas químicas na Síria e adverte a todas as partes em conflito que haverá "consequências" se elas voltarem a ser usadas, exclui o uso da força sem que a questão volte a ser tratada pelo CS.

"A resolução exclui taxativamente o uso da força e qualquer uso do Capítulo 7 (da Carta das Nações Unidas, que regula a imposição de sanções e o uso da força)", reiterou Lavrov.

O documento da ONU faz menção ao Capítulo 7, mas sujeito à aprovação de uma segunda resolução.



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China e EUA concordam em pontos vitais para uma resolução quanto à Síria

Correio do Brasil
Por Redação, com agências internacionais - de Nova York, EUA

Os Estados Unidos e a China concordam fortemente sobre a necessidade de se alcançar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU obrigatória para erradicar o arsenal de armas químicas da Síria, disse na quinta-feira uma autoridade dos EUA. Os dois países também concordaram que o conselho de 15 membros, sendo 5 deles permanentes, deve agir rapidamente sobre essa resolução, disse a autoridade a jornalitas, depois de um encontro entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o chanceler chinês, Wang Yi.

A Rússia, por sua vez, diz estar pronta para ajudar a vigiar os locais onde estão armazenadas armas químicas da Síria quando o presidente Bashar al-Assad destruir o arsenal e estoques do país, disse o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, segundo informações de agências de notícias divulgadas na quinta-feira. Ryabkov fez as declarações enquanto o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se debruça sobre uma resolução relativa a um acordo sobre armas químicas que seja aceito pela Rússia e nações ocidentais.

Resolução aprovada

Ainda nesta quinta-feira, após semanas de impasse, cinco potências concordaram com as linhas gerais de um acordo sobre o arsenal químico da Síria, segundo três diplomatas ocidentais, embora a Rússia tenha dito que as divergências ainda não foram superadas. Os ministros de Relações Exteriores dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China – se reuniram durante o almoço com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disseram os diplomatas sob condição de anonimato.

Segundo eles, uma proposta de resolução poderá ser apresentada em breve ao plenário do Conselho, formado por 15 países. Além disso, acrescentaram, os cinco membros permanentes vão se reunir na sexta-feira para discutir uma proposta de conferência de paz para a Síria.

– Parece que as coisas estão avançando. Estamos mais próximos em todos os pontos principais – disse uma fonte diplomática ocidental, acrescentando que houve “um acordo entre os cinco sobre o principal”.

Um terceiro diplomata também sugeriu que um acordo sobre o texto da resolução seja iminente. Mas a Rússia negou que haja um consenso sobre os pontos principais.

– Isso é apenas um pensamento otimista. Não é a realidade. O trabalho a respeito do esboço de resolução prossegue – afirmou o porta-voz da missão russa na ONU.

Rússia resiste

Uma fonte oficial dos EUA citou progressos, mas alertou que ainda há trabalho pela frente. EUA e Rússia definiram preliminarmente neste mês as bases de um acordo que colocaria o arsenal químico sob controle internacional e pouparia o regime de Bashar al-Assad de sofrer uma ação militar norte-americana em retaliação ao uso de armas químicas contra civis.

Desde então, a negociação passou para o âmbito dos cinco membros permanentes do Conselho. A Rússia resiste a qualquer resolução que evoque o artigo 7º da Carta da ONU, que abriria espaço para sanções e ações militares contra o governo do seu aliado Assad.

Um diplomata ocidental que teve acesso ao esboço mais recente, antes do almoço com Ban, disse que a única referência ao artigo 7º vinha no fim: a ameaça de “impor medidas” amparadas por essa cláusula em caso de descumprimento. Para que a ameaça fosse levada a cabo, no entanto, seria necessária uma segunda resolução. Em dois anos em meio de guerra civil na Síria, a Rússia usou repetidamente seu poder de veto, com ajuda da China, para vetar qualquer tipo de sanção a Assad.

Rebeldes irritados

Milhares de rebeldes sírios, irritados com as divisões internas na luta contra Bashar Al Assad, romperam com a coalizão de oposição apoiada pelo Ocidente e pediram a formação de uma nova frente islâmica, enfraquecendo os esforços internacionais para organizar uma força militar pró-ocidental para substituir o presidente sírio. Ainda mais dividida no campo de batalha, onde as tropas de Assad mais bem armadas vêm ganhando terreno, aliados do Exército Sírio Livre (ESL) estão entre as 13 facções rebeldes diferentes que repudiaram a liderança no exílio e formaram uma aliança islâmica que inclui a Frente Nusra, ligada à Al Qaeda, disseram comandantes nesta terça-feira.

Não ficou claro os detalhes sobre o número de combatentes envolvidos e como eles cooperariam entre si. Mas, em uma vídeo publicado na Internet, o líder da Brigada Islâmica Tawheed disse que o grupo rejeita a autoridade da Coalizão Nacional Síria (CNS) e do Ocidente – e a administração no exílio de Ahmad Tumeh, apoiada pela Arábia Saudita. Uma porta-voz do presidente da CNS, Ahmed Jarba, presente na Assembleia-Geral da ONU em Nova York, disse que Jarba iria para a Síria na quinta-feira dar uma resposta:

– Nós não vamos negociar com grupos individuais. Vamos criar uma estrutura melhor para organizar as forças combatentes – disse o porta-voz Loay Safi.

A medida significa um retrocesso para líderes estrangeiros que tentam impulsionar grupos rebeldes mais seculares, de modo a tranquilizar seus eleitores a respeito de um envolvimento maior na guerra civil da Síria. Alguns podem repensar sua ajuda aos militantes, que vai desde o fornecimento de armamento pelo Golfo a uma ajuda não-letal da Europa e EUA.

Assad avança

Para Assad, incentivado pela assistência diplomática russa que enfraqueceu os planos dos EUA para bombardear suas forças após um ataque com gás letal, qualquer coalizão rebelde mais poderosa poderia desafiar o avanço de seu Exército no campo de batalha. Mas isso poderia ser mais do que compensado pelo enfraquecimento do apoio internacional a seus inimigos.

Embora alguns combatentes islâmicos moderados tenham negado que a medida seja uma abordagem mais radical e sectária, um papel de maior destaque para islâmicos mais radicais em detrimento da CNS pode reforçar o argumento de Assad de que a alternativa para o seu governo é uma Síria administrada pela Al Qaeda. A facção de militância islâmica mais radical, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), da Al Qaeda, responsável por convergir um elevado número de jihadistas estrangeiros para a Síria, não está entre as signatários do novo pacto. Não ficou claro, no entanto, se havia rejeitado se envolver ou se não havia sido convidada.

Os 13 grupos que assinaram o comunicado convocam a oposição a se reorganizar sob uma estrutura islâmica e a ser conduzida somente por grupos que lutam em território sírio. Os signatários vão desde extremistas como a Frente Nusra a grupos mais moderados, como a Brigada Tawheed e a Brigada Islâmica.

“Essas forças sentem que todos os grupos formados no estrangeiro sem ter voltado ao país não os representam, então as forças não os reconhecem”, diz o comunicado lido em um vídeo publicado na Internet por Abdulaziz Salameh, líder político da Brigada Tawheed. “Sendo assim, a Coalizão Nacional e seu suposto governo liderado por Ahmad Tumeh não os representam e não vão ser reconhecidos”, concluiu.



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27 setembro 2013

Organização antiarmas químicas deve começar inspeção na Síria na terça-feira

Adoção do plano é fundamental para que resolução acordada seja aprovada no Conselho de Segurança

Por iG São Paulo

Os inspetores responsáveis por rastrear o estoque de armas químicas e verificar o plano de destruição planejam iniciar seus trabalhos na Síria na terça-feira (1º). Eles terão como desafios um apertado prazo, além de ter que trabalhar no meio de uma zona de guerra, de acordo com um projeto de decisão obtido nesta sexta-feira (27) pela agência Associated Press.

A decisão é importante para qualquer resolução na ONU sobre o programa de armas químicas na Síria. Os cinco membros permanentes do dividido Conselho de Segurança da ONU alcançou um acordo na quinta-feira sobre uma resolução para eliminar as armas químicas do país. A votação da resolução depende de quão breve a Organização para a Proibição de Armas Químicas, que deverá se encontrar na noite de sexta-feira na sede em Haia, adote um plano para o controle e destruição do estoque sírio.

O projeto de resolução, acordado pela Rússia, China, EUA, França e Reino Unido inclui duas exigências legalmente vinculativas - que a Síria abandone suas armas químicas e que permita o acesso irrestrito dos especialistas em armas químicas.

Se a Síria não cumprir o acordo, a resolução indica que o Conselho de Segurança precisará adotar uma segunda resolução para impor uma possível ação militar e outras ações contra Damasco.

Entretanto, após dois anos e meio de paralisia, o acordo representa um avanço para o Conselho de Segurança e uma rara união entre Rússia, que apoia o regime do presidente Bashar al-Assad , e os EUA, que estão do lado da oposição.

A proposta que será discutida na sexta-feira pela Oganização para a Proibição das Armas Químicas permitiria que os inspetores entrem em qualquer local suspeito de possuir armas químicas, mesmo que o governo sírio não identifique o local. Isso dá aos inspetores uma autonomia ampla e inédita.

O projeto pede que o conselho executivo da organização comece as inspeções "o mais cedo possível e não mais tarde que" terça-feira, e isso estabelece a meta de destruir todas as armas químicas da Síria e equipamentos e tecnologia até o primeiro de semestre de 2014 .

Em uma indicação do tamanho da tarefa que possui pela frente, a organização pediu doações para financiar o desarmamento, dizendo que terá que contratar novos inspetores de armas e especialistas químicos.

Uma vez que o plano seja aprovado, Damasco terá uma semana para dar informações detalhadas sobre seu arsenal, incluindo os nomes e as quantidades de todos os agentes químicos em seu estoque; o tipo e a quantidade de munições que podem ser usadas para disparar armas químicas e a localização das armas, das instalações de armazenagem e de produção. A destruição de todas a produção de armas químicas e equipamentos deve ser completada até no máximo 1º de novembro.

A decisão pede que a Síria "coopere completamente com todos os aspectos de implementação dessa decisão" e deixe os inspetores examinar as localizações que escolherem.

A pressão diplomática para alcançar um acordo sobre a Síria teve início em 21 de agosto, quando um ataque químico matou centenas de civis em um subúrbio de Damasco. Após o ataque, o presidente dos EUA, Barack Obama, ameaçou fazer um ataque militar em retaliação.

Quando o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que a Síria poderia evitar um ataque dos EUA entregando "todas as suas armas químicas" para o controle internacional, a Rússia rapidamente concordou com o plano.

Kerry e o chanceler russo, Sergei Lavrov, assinaram um acordo em Genebra em 13 de setemrbo para colocar as armas químicas sírias sob controle internacional para posterior destruição. O governo Assad aceitou o acordo e rapidamente assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Químicas , que é supervisionado pela Organização para Proibição de Armas Químicas, em Haia.

A guerra na Síria começou em março de 2011 e já ceifou mais de 100 mil vidas e forçou 2 milhões a se refugiar, segundo a ONU.

Com AP



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24 setembro 2013

Centro de Equoterapia da Força Aérea completa 5 anos de atividade no interior paulista

Ministério da Defesa

Para celebrar os cinco anos em atividade, o Centro Básico de Equoterapia do Grupamento de Infraestrutura e Apoio de São José dos Campos (GIA-SJ) reuniu, na quinta-feira (19/09), pacientes, familiares e profissionais da área de saúde em palestra informativa sobre os serviços oferecidos pela prefeitura municipal à população com necessidades especiais, como transporte, educação, inclusão no mercado de trabalho e esporte.

Desde o início das atividades, em 2008, o Centro de Equoterapia já ofereceu o serviço a cerca de 60 pessoas, atendendo em média 20 pacientes por tratamento, que dura no mínimo 6 meses. Esta é a única unidade da Força Aérea Brasileira a adotar um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo no tratamento de crianças com distúrbios neuromusculares.

A atividade é realizada pelo Núcleo de Serviço Social (NUSESO) em parceria com o Batalhão de Infantaria da Aeronáutica (BINFA-64) e as seções de fisioterapia e psicologia da Divisão de Saúde e tem por objetivo tratar casos como Síndrome de Down e West, paraplegia e lesão cerebral, autismo e hiperatividade. Os resultados são rápidos na maioria dos casos, principalmente quando relacionados à questão motora do praticante.

A equoterapia é reconhecida como ferramenta terapêutica pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997, mas a propagação da técnica no Brasil é recente. O método busca o desenvolvimento biopsicossocial dos pacientes empregando o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais, especialmente no tratamento de doenças neuromusculares, ortopédicas, cardiovasculares e respiratórias.

Para realizar a terapia com cavalos é necessário reunir uma equipe capacitada e multidisciplinar. Para isso, o centro possui um time formado por 10 profissionais, entre fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos, equitadores e servidores sociais.



Pesquisador do IEAPM recebe prêmio Petrobras de Tecnologia

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

O Encarregado do Grupo de Oceanografia Química e Geoquímica Ambiental do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), Capitão-de-Fragata (EN) William Romão Batista, recebeu, no dia 13 de setembro, o Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi (6ª edição) por sua tese de doutorado defendida, em abril de 2012, pelo Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o tema: Tecnologia de Logística e de Transporte de Petróleo, Gás e Derivados.

Em sua tese, sob a orientação dos Professores Dr. Cláudio Cerqueira Lopes e Dra. Rosangela Sabbatini (UFRJ), o Capitão-de-Fragata (EN) William Romão apresenta como proposta inovadora a utilização, em tintas marítimas anti-incrustantes, de um agente biocida isento de metais e sintetizado a partir de matéria-prima natural, nacional e de baixo custo, ou seja, um subproduto do refino de óleo de soja.

A pesquisa do Capitão-de-Fragata (EN) William Romão já resultou em três patentes depositadas pelo IEAPM e UFRJ (duas no Brasil e uma nos Estados Unidos da América). Cabe agora formalizar parcerias com as indústrias interessadas em refinar os resultados e investir em testes adicionais necessários para se ob-ter um produto comercialmente disponível. Segundo o pesquisador, ainda será necessário a realização de uma avaliação ecotoxicológica e de persistência no meio ambiente marinho.



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Justiça Militar: novos rumos

Olympio Pereira da Silva Junior 
Ministro e decano do Superior Tribunal Militar (STM) 

Correio Braziliense

Em recente reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi determinada a criação de uma comissão para estudar a extinção da Justiça Militar. Inicialmente, tratava-se da estadual (Polícia Militar e Bombeiro Militar); posteriormente, a ideia atingiu também a federal (auditorias e Superior Tribunal Militar, o STM).

A motivação objetiva de tal atitude prende-se ao fato de que ambas trabalham com pouca quantidade de processos, não justificando, assim, os gastos realizados. É evidente que alguns outros motivos impulsionam a ideia de extinção; porém, trataremos apenas do que diz respeito à quantidade de processos.

Há muitos anos venho me batendo pelo aumento da competência da Justiça Militar da União. Já falei em congressos e apresentei propostas em diversos fóruns, tentando demonstrar que a nossa Justiça Militar da União está preparada para enfrentar outros caminhos do direito que interferem e influenciam a relação entre o Militar e sua administração.

Por força constitucional, somos uma Justiça Criminal operando com dois diplomas legais: o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar. Evidentemente que os conhecimentos da magistratura, do Ministério Público e a da Defensoria Pública, que atuam nessa Justiça especializada, não estão restritos, apenas, à matéria criminal. Aqueles que operam na Justiça Militar da União estão, de muito, preparados e prontos para atuar em qualquer conflito que surja entre o Estado (administração Militar) e o cidadão (Militar).

Excluindo-se a ação penal, outros conflitos, envolvendo os Militares e sua administração, abarrotam as prateleiras das varas federais, dos Tribunais Regionais Federais, do Superior Tribunal de Justiça, que, pelo volume de processos relacionados com o resto da sociedade, ocasionam, por óbvio, a demora e a lentidão na prestação jurisdicional.

A pergunta lógica que surge é: por que não dividir parte dessa carga com a Justiça Militar da União, atribuindo-lhe competência naqueles processos que envolvem o Militar e sua administração?

O juiz federal, é lógico, não tem, por formação, a intimidade com as regras Militares, seus estatutos, seus costumes e princípios, razão por que em determinados conflitos suas decisões ferem o princípio básico da vida Militar, o esteio de suas instituições, a razão de sua existência: a hierarquia e a disciplina.

Há muito tempo tento entender por que, com a Justiça Federal abarrotada de processos, não nos passam uma carga substancial, de aproximadamente 20%, de processos cíveis que envolvem Militares.

Por que não nos deixam ajudá-los, atribuindo a nós essa competência para julgá-los?

Não queremos nem procuramos a quantidade de processos que a nós cabe processar e julgar.

Queremos, sabemos e podemos trabalhar nessa nova área. Estamos representados em todo o território nacional. São juízes, promotores e defensores do mais alto gabarito podendo ajudar a desafogar a Justiça Federal.

Por que o Superior Tribunal Militar não pode ser a instância Superior dos recursos originários das auditorias Militares estaduais? Será que os eminentes desembargadores dos tribunais estaduais têm mais experiência do que nós no manuseio das questões Militares? E nos recursos especiais, não podemos atuar, substituindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ)?

Por que falar em extinção e não em ampliação? Por que falar em destruir e não em criar? Por que falar em retroagir e não em modernizar?

A notícia da criação da comissão do CNJ para estudo da Justiça Militar, se, para muitos, pareceu uma notícia ruim, para mim se apresenta como nova oportunidade para sua expansão, como uma possibilidade de contribuir com o “desafogamento” do Poder Judiciário brasileiro, preso aos milhares de processos que se arrastam nas gavetas e prateleiras.

Estamos prontos, preparados e equipados para ajudar. Não precisam extinguir a Justiça castrense brasileira, ícone da Justiça Militar Internacional, a mais antiga do Brasil, só porque tem poucos processos. Devemos, sim, adaptá-la a uma nova visão, a um novo rumo. Essa é a minha opinião pessoal.


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Ministro supervisiona manobra na Capital

Celso Amorim inspecionou o centro onde ocorre a ação militar conjunta 

Zero Hora

O Ministro da Defesa, Celso Amorim, supervisionou ontem, em Porto Alegre, a Operação Laçador, manobra que reúne 8 mil militares nos três estados do Sul. Realizada desde o dia 16, a Laçador termina dia 27. É o 35º exercício do gênero desde 2002, quando o Ministério da Defesa resolveu promover ações conjuntas de adestramento entre as três forças.

São realizadas manobras de ataque e defesa dos espaços aéreo e terrestre, além de ações de busca e salvamento no mar e Ações Cívico Sociais (Aciso) – estas últimas, integração das tropas com civis, envolvendo doações a escolas, por exemplo.

As principais manobras serão realizadas nos municípios de Rosário do Sul (RS), Alegrete (RS), Rio Grande (RS), Nova Santa Rita (RS), Santa Maria (RS), São Borja (RS), Canoas (RS), Porto Alegre (RS), Capitão Leônidas Marques (PR), Nova Prata do Iguaçu (PR), Blumenau (SC), Joinville (SC) e Florianópolis (SC).

O ministro veio conhecer o Centro de Coordenação e Controle da operação, montado no quartel-general do Comando Militar do Sul, na Rua dos Andradas. É um local em que as Forças Armadas, por meio de computadores, controlam todos os passos dos militares envolvidos.

– A manobra é fundamental para adestramento técnico e para mostrar pontos vulneráveis de nosso território. É no conhecimento desses locais e de possíveis falhas que as Forças Armadas se preparam para a defesa do país. O entrosamento entre Aeronáutica, Marinha e Exército resulta, ainda, em economia de meios – disse Amorim.

Simulações teóricas e ações reais durante o exercício

Acompanharam o ministro o Chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, general de exército José Carlos De Nardi, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Julio Soares de Moura Neto, o comandante do exército, general de exército Enzo Martins Peri, o comandante da Força Aérea, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito, e o comandante do Comando Militar do Sul, general de exército Carlos Bolivar Goellner.

A manobra opõem duas forças fictícias, o País Verde e o País Amarelo. Além de simulações teóricas, os militares realizam ações reais, como lançamento de paraquedistas, desembarques anfíbios, resgates em alto-mar e até infiltrações de comandos por trás das linhas "inimigas". No RS, o principal teatro de operações é o campo de treinamento de Saicã, em Rosário.


MD aprova diretrizes para área desportiva no período de 2014 e 2016

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 23/09/2013 - Uma Instrução Normativa (IN) publicada na última sexta-feira (20), no Diário Oficial da União (DOU), apresentou as diretrizes que vão nortear a atuação desportiva do Ministério da Defesa (MD) e de sua Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (Sepesd), entre os anos de 2014 e 2016.

O estabelecimento destas metas é considerado importante para que o MD organize a participação militar em competições como os Campeonatos do Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM) e da União Desportiva Militar Sulamericana (UDMSA), os 2º Jogos Mundiais de Cadetes (2º JMC), e os 6º Jogos Mundiais Militares (6º JMM), em 2015.

A IN também prevê o auxílio das Forças Armadas ao esporte nacional, principalmente em relação à participação dos competidores brasileiros nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Entre as tarefas atribuídas ao Departamento de Desporto Militar (DMM), vinculado à Sepesd, estão também a realização de cursos para a capacitação de recursos humanos dedicados às atividades esportivas, a organização do Campeonato Mundial Militar de Voleibol do CISM, em 2014 e o estabelecimento de metas para o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento nas Forças Armadas. Nesse caso, a prioridade serão os esportes que vão ser disputados nos 6º JMM.

Olimpíadas

Para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o MD realizará ações que assegurem a representação militar na delegação brasileira. A participação das Forças se dará não só por meio de atletas, mas também de integrantes das equipes técnica e de apoio.

A modernização dos principais centros esportivos das Forças Armadas no Brasil, como é o caso do CEAN, do CCFEX e da Unifa, e a organização de workshops com as comissões desportivas são medidas previstas para fortalecer a atuação militar nas competições.



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Defesa cibernética é tema de entrevista do ministro da Defesa, Celso Amorim, ao Correio

Ministério da Defesa

Brasília, 23/09/2013 – Confira a íntegra da entrevista do ministro da Defesa, Celso Amorim, publicada nesse domingo (22) pelo jornal Correio Braziliense.

Amorim fala sobre a importância do desenvolvimento de tecnologia nacional para prevenção de ataques à rede de computadores do governo.

O ministro ressalta também as operações militares de defesa das fronteiras brasileiras e programas da pasta, como o desenvolvimento do submarino nuclear da Marinha e a o novo cargueiro a jato da Embraer, o KC- 390.


ENTREVISTA CELSO AMORIM

"Somos vulneráveis"

Ministro da Defesa afirma que apenas a tecnologia nacional pode garantir segurança cibernética e lamenta a novela dos caças

Tereza Cruvinel, Leonardo Cavalcanti - Correio Braziliense

As ações de espionagem da agência americana de segurança revelaram a fragilidade do Brasil na proteção a dados e informações. Se faltam garantias à privacidade, especialmente na internet, desprovida de qualquer regulamentação nacional, os primeiros passos vêm sendo dados na prevenção de ataques cibernéticos, parentes mais perigosos da espionagem.

A partir de vírus e outras armas digitais, podem destruir tanto as estruturas militares de defesa como aeroportos, hospitais ou hidrelétricas. Nesta entrevista, o ministro Celso Amorim fala sobre os avanços da política de defesa, num país que nunca levou tal coisa a sério, fazendo uma constatação e uma advertência: na defesa cibernética, estamos na infância. Mas como os outros países também estão, nosso ponto mais vulnerável hoje é o espaço aéreo, pela falta de aviões caça.

Em relação às ações de espionagem dos EUA, poderia ter havido alguma ação preventiva? Qual é o papel do Ministério da Defesa na segurança de informações?

Acho que, no Brasil, isso ainda não está definido. Em alguns países, existe um órgão específico. O Ministério da Defesa responde pela defesa cibernética, que é a defesa da Defesa nacional, digamos assim. Por ora, o que a nossa defesa cibernética pode fazer é algo ainda muito pontual. Estamos ainda na infância, não há como negar, mas não somos só nós. Os países europeus também começaram a se preparar recentemente. Uns em 2010, outros em 2011... Até mesmo o anterior secretário de Defesa, Leon Panetta, chegou a dizer que os EUA estavam sujeitos a um “Pearl Harbor cibernético”. Dito isso, em nossa Estratégia Nacional de Defesa, desde 2008, a defesa cibernética é área estratégica. Em 2010, um núcleo começou a funcionar no Exército, dando origem ao Centro de Defesa Cibernética, criado em 2012. Outras áreas do governo têm outras preocupações. Por exemplo, com a criptografia, que é de responsabilidade da Abin.

A defesa cibernética então não busca defender diretamente a sociedade…

Indiretamente sim, porque se os militares não estiverem preparados, não poderão defender a sociedade. O Centro já foi empregado, de forma pontual, na proteção a grandes eventos, como a Conferência Rio+20, a visita do papa, a Copa das Confederações. Tratava-se ali da defesa contra hackers ou crackers, ou eventualmente um país que desejassem atacar. Nessas ações pontuais, o Centro de Defesa Cibernética foi um pouco além da defesa militar, coordenando a ação de um conjunto de órgãos. Ele precisa evoluir, criar capacidades, talvez uma escola de defesa cibernética. Por que digo que é importante formar capacidades? Hoje, a tendência é comprar softwares importados, mas eles não vão garantir nossa defesa. Precisamos desenvolver tecnologia brasileira. Isso leva tempo, demanda investimentos, formação de pessoal e mudança de cultura. As pessoas acham mais fácil trabalhar com o que já existe, já conhecem. Mas, quando se trata da defesa e das redes do governo, só a tecnologia nacional pode garantir segurança máxima. Veja o caso da criptografia. Ela depende de um componente, o gerador de chaves, que é importado. E ele pode ser sabotado.

Foi uma surpresa a descoberta de que a agência americana atuou no Brasil da forma descrita? O senhor caracteriza a espionagem como um ataque?

Precisamos tomar cuidado com as palavras, mas óbvio que isso é intrusão. Uma intrusão em nossa soberania. Em geral, você reserva a palavra ataque...

Usei a palavra porque o senhor fez uso dela em sua resposta, ao falar da Rio+20...

Na Rio+20, procuramos nos defender de ataques. Ou seja, de alguém que tentasse, por exemplo, interferir na rede. O que houve no Irã, onde a inoculação de um vírus destruiu as centrífugas nucleares, foi um ataque cibernético. Perguntar se a espionagem é ataque é como perguntar se a espionagem é parte da guerra. Pode ser ou não. Não sendo, não deve, por isso, ser tolerada. Os desafios são dois, interligados, mas distintos. Um é proteger a informação, impedindo que agentes externos interceptem as comunicações, seja entre as pessoas, seja dentro do governo. Outro é proteger a Defesa contra ataques de vírus e outras armas que também podem afetar redes elétricas, hospitais, aeroportos, tornando-se, no limite, armas de destruição em massa. Mas agora, o que nos despertou foi a espionagem. Se ficamos surpresos? Com a escala e a desfaçatez com que foi feita, sim. Espionagem sempre houve, mas com discrição. Não foi surpresa absoluta, mas chocou.

O Brasil gasta pouco com a defesa cibernética?

O orçamento do Centro, este ano, é de R$ 90 milhões. Os outros países, com exceção dos EUA, não gastam muito mais. Talvez três ou quatro vezes mais, não chegando à casa dos bilhões. A Marinha faz alguma coisa em sua área, a Aeronáutica também, a Abin investe em criptografia.

Em relação à espionagem, qual órgão deveria ter atuado?

Não há um único órgão que deveria ter respondido. Eu fui, talvez, a primeira pessoa do governo a dizer que somos vulneráveis. Mas não é só o Brasil, é o mundo inteiro. Se o secretário de Defesa americano diz que os EUA estão sujeitos a um “Pearl Harbor cibernético”, todos os países, de alguma maneira, são vulneráveis. Há muitas coisas sendo feitas fora do âmbito da Defesa. Aspectos legais e penais, privacidade, internet. Uma providência muito importante é o novo satélite, que nós mesmos vamos gerenciar. Outros ministérios estão tomando medidas para proteger a sociedade e o Estado.

Agora, se houver ameaça de ataque aéreo ou cibernético, isso é com a Defesa.

O senhor diz que só a tecnologia nacional garante a segurança.
Por quanto tempo então ficaremos reféns da tecnologia estrangeira?


Não sei por quanto tempo, mas não apenas nós somos reféns. Não vamos fazer um drama, como se só o Brasil vivesse essa situação. Na América Latina, somos, sem dúvida, o país mais avançado nessa área. Estamos descobrindo coisas, mas precisamos formar pessoas e conservá-las.
Frequentemente, ficamos sabendo de alguém que deixou o governo para ganhar mais numa empresa privada. É um problema que temos de enfrentar.

A evasão de cérebros foi tema de uma reportagem do Correio há cinco meses. Existe alguma forma de contê-la?

Os números que vejo publicados são um pouco inflados. Às vezes, misturam algumas coisas. A carreira militar, para a maioria, termina na patente de coronel. A saída de alguém nesse posto ou pouco antes não pode ser considerada evasão. O mesmo vale para um capitão de mar e guerra, se ele avaliou que não chegaria a almirante e aceitou a proposta de uma empresa privada. Isso existe em outras áreas, mas não intensamente na Defesa, embora preocupe. Tanto é que os militares, como os professores tiveram aumento diferenciado. O governo entendeu essa necessidade.

Na escala dos riscos, qual é hoje a maior vulnerabilidade brasileira em matéria de segurança?

Temos programas importantes sobre os quais estamos tomando as medidas possíveis. Por exemplo, o do submarino nuclear da Marinha e o cargueiro a jato da Embraer, o KC-390, que pode vir a ser o grande substituto do Hércules C-130. Eles podem se tornar alvo por razões estratégicas ou econômicas, ou uma mistura de ambas. Se me perguntarem se temos 100% de segurança, direi que não. Eliminar totalmente os riscos, talvez nem os EUA consigam.

E a questão dos caças? Há 10 anos esse assunto espera uma solução. A falta deles também deixa o país mais vulnerável?

Essa é uma prioridade indispensável para evitar a vulnerabilidade. Todos temos consciência disso, inclusive a presidente, que lida com todas as outras prioridades do país, como saúde, educação, transporte público... Mas, na área de Defesa, afora cibernética, que será um esforço de médio e longo prazo, nosso ponto mais fraco é a nossa defesa área, em função do problema dos caças.

O senhor está otimista?

Sim. Acho que, se a pessoa não for otimista, a não ser que tenha outro tipo de interesse, que não é o meu caso, não deve exercer cargo público. Sou otimista no sentido de que poderemos avançar em algumas coisas, em algumas mais, em outras menos. Os grandes programas da pasta têm sido preservados, como o do submarino e o do avião de transporte. No ano passado, houve uma grande troca de material rodante e a aquisição de blindados para o Exército. Isso foi importante. A Avibras vai muito bem, tem até exportado. Mas nem tudo, é claro, foi possível fazer.

Existem informações de que a Bolívia tem aumentado o número de militares na fronteira. Como está a política de defesa das fronteiras?

O Brasil tem quase 17 mil km de fronteira. É inimaginável protegê-la só com seres humanos. É preciso combinar a presença física com a proteção tecnológica. Isso envolve satélite, comunicações, equipamentos, sob a coordenação do Sisfron (Sistema de Vigilância das Fronteiras, do Exército).

Realizamos, com frequência, a Operação Ágata, com emprego de grandes efetivos nas fronteiras. Em2011 e em 2012, fizemos três operações anuais, com duração de 15 a 20 dias. Este ano, como tínhamos que proteger a Copa das Confederações e a visita do papa, fizemos uma só, mas com o dobro do efetivo, cerca de 20 mil homens cobrindo toda a fronteira. Temos aviões de detecção, munidos de radares importados, e estamos desenvolvendo radares nacionais. O mesmo esforço está sendo feito em relação à faixa marítima.

E a parceria que o senhor propôs à Argentina em defesa cibernética?

Eles enviarão uma equipe, ainda este ano, para ver o que estamos fazendo. A Argentina é mais próxima e mais avançada nisso, o que permite uma cooperação mais imediata, sem descartar a cooperação regional.

O problema dos vetos da ida de parlamentares ao DOI-Codi no Rio está resolvido?

Não houve vetos, houve mal-entendido. Tanto quanto posso dizer, está resolvido.

A Procuradoria Geral da República pediu a retirada do crime de pederastia do código militar. O senhor tem acompanhado isso?

Já demos parecer aqui para a retirada das expressões pederastia e homossexualismo. Não há problema quanto a isso.

E quanto à proibição do casamento entre militares durante o curso de formação?

Vocês já perguntaram demais…



Representante da ONU na Somália pede aumento da luta contra islamitas

Em referência ao ataque ao shopping Westgate de Nairóbi, Nicholas Kay disse que o conflito não era uma surpresa

France Presse


Genebra - O representante especial da ONU para a Somália, Nicholas Kay, pediu à comunidade internacional que intensifique a luta contra os insurgentes islamitas somalis shebab, que reivindicaram o ataque ao shopping Westgate de Nairóbi, no Quênia.

Em uma coletiva de imprensa em Genebra, Kay afirmou que o ataque ao centro comercial "não era uma surpresa". "Meu enfoque e o da ONU a respeito dos shebab na Somália é que é preciso intensificar nossas campanhas, do ponto de vista militar, e também político e prático. Devemos redobrar nossos esforços", declarou. Kay afirmou ainda que há motivos para ser 'prudentemente otimista' em relação à situação na Somália.

"Mas ainda existem desafios. A segurança continua sendo o desafio número um e controlar e fazer com que os shebabs fracassem é a resposta", destacou. O ex-diplomata britânico explicou que viajará à sede da ONU em Nova York nos próximos dias para pedir à comunidade internacional fundos adicionais para a Missão da União Africana na Somália (Amisom).



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23 setembro 2013

Jornalista espanhol é sequestrado por rebeldes na Síria

EFE

O jornalista espanhol Marc Marginedas, do jornal "El Periódico", está em poder de um grupo de rebeldes sírios desde o dia 4 deste mês, última vez que fez contato com a redação, informou nesta segunda-feira o site da publicação.
"El Periódico" afirma que, de acordo com diversas fontes, Marginedas, de 46 anos, viajava em um carro junto com o motorista que o acompanhava, quando foram interceptados por jihadistas nas proximidades da cidade de Hama, no oeste da Síria, e que desde então não foi possível estabelecer contato com ele.

O jornal acrescenta ainda que o jornalista, veterano correspondente de guerra, entrou na Síria em 1º de setembro, através da cidade de Reyhanli, no sul do país, acompanhado por integrantes do Exército Livre Sírio (ELS), que faz oposição ao regime de Bashar al-Assad.


O objetivo da terceira viagem à Síria do jornalista, segundo o jornal, era "informar sobre os preparativos para enfrentar uma intervenção militar internacional". O último texto de Marginedas foi enviado no dia 2, da cidade de Qasr Ibn Wardan, em que relatava a decepção entre os rebeldes com o afastamento da possibilidade de um ataque.

Fontes do "El Periodico" apontam que "nenhum dos grupos da insurgência síria assumiu ter em suas mãos o enviado especial". No entanto, o jornal revela que em um fórum jihadista foi postada uma chamada para que fossem capturados jornalistas, e fossem verificados os materiais em que constassem fotos ou notícias de rebeldes.

Marc Marginedas começou sua trajetória 25 anos atrás, como correspondente na Argélia e atua no jornalista do "El Periodico" em julho de 1992, também tendo sido enviado a Iraque, Afeganistão, entre outras áreas de conflito.



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Concluídos testes de marcha do porta-aviões Vikramaditya

Voz da Rússia
Concluídos testes de marcha do porta-aviões Vikramaditya
© www.solid-msk.ru
O vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Rogozin, anunciou a conclusão bem-sucedida de testes de marcha do porta-aviões Vikramaditya (antigo porta-aviões russo Admiral Gorshkov).

Em 15 de novembro, o porta-aviões será transferido para as forças navais da Índia.

O maior contrato de exportação no âmbito da cooperação técnico-militar para modernizar o Admiral Gorshkov, vendido à Marinha indiana, foi concluído na Rússia em 2004 e estipulou que a Rússia modernizará o navio no valor de $750 milhões e fornecerá a aviação embarcada à Índia no mesmo valor.


Rússia acusa EUA de fazerem chantagem para possibilitar intervenção na Síria

Se país não aprovar resolução do Conselho de Segurança da ONU, norte-americanos interromperão atividades da OPAQ

OperaMundi


A Rússia acusou, neste domingo (22/09), os Estados Unidos de fazerem chantagem com o objetivo de lhe obrigarem a apoiar uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que possibilite uma intervenção militar na Síria.

Em entrevista ao canal de televisão do país, o chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que os norte-americanos o ameaçaram de interromper as atividades da OPAQ (Organização para a Proibição das Armas Químicas) em Haia caso Moscou não seja favorável à aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU à luz do artigo 7 da carta da organização, que admite a possibilidade de intervenção militar na Síria.

"Esta abordagem é absolutamente contraproducente e perigosa, porque é inaceitável usar os observadores como moeda de troca", afirmou. O ministro recordou ainda que a missão dos observadores da ONU na Síria é fazer uma avaliação objetiva do que acontece no país.

Lavrov afirmou ainda que a Rússia irá aceitar qualquer decisão do povo sírio, depois de já ter declarado que não é realista esperar que Bashar al-Assad renenuncie, pois "uma parte muito muito significativa da população o apoia".

Para ele, o fim da violência só será possível quando todas as partes forem obrigadas a cessarem simultaneamente os combates e a retirada de armamento pesado for sincronizada com a saída de todos os homens armados que se encontram na Síria por conta de missão da ONU.

O enviado internacional para a Síria, Kofi Annan, chega neste domingo à Rússia para se encontrar hoje com Lavrov e nesta segunda-feira (23) com o presidente russo, Vladimir Putin, a fim de buscar um solução para o conflito que já existe há mais de dois anos.



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22 setembro 2013

Irã faz demonstração com mísseis de 2 mil quilômetros de alcance

Teerã, 22 set (EFE).- O Irã apresentou neste domingo mísseis de 2 mil quilômetros de alcance, capazes de alcançar Israel e as bases dos Estados Unidos na região, no grande desfile anual da Semana da Defesa Sagrada, que lembra o início da guerra com o Iraque (1980-1988).


Os Guardiães da Revolução demonstraram os sistemas de mísseis Sejil, Ghadr H e Ghadr F, assim como os mísseis Sayad 1 e Sam 6 e os sistemas Tur M1, segundo a agência oficial de notícias iraniana, "Irna".

"As Forças Armadas iranianas são poderosas, mas seu poder é defensivo. O Irã não é uma ameaça para seus vizinhos e outros estados da região", garantiu o presidente do país, Hassan Rohani, que nesta segunda-feira viajará para Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Nós nos consideramos vítimas da guerra e de suas duras sequelas", acrescentou Rohani na cerimônia que aconteceu junto a um mausoléu construído nos arredores de Teerã em lembrança do aiatolá Ruhola Jomeini.

Por sua vez, o assessor militar do líder supremo e ex-comandante dos Guardiães da Revolução, Yahia Rahim Safavi, disse que, com seus mísseis de 2 mil quilômetros de alcance, "o Irã se transformou em um poder influente no cenário internacional", de acordo com a agência local "Fars".

Durante a cerimônia, também desfilaram diferentes tipos de canhões, radares, morteiros, além de tanques e veículos blindados. A Marinha apresentou suas frotas de defesa com plataformas de lançamento de mísseis Jatam 5, sistemas técnicos de preparação de mísseis, lançadores de mísseis e lança-foguetes, assim como mísseis de terra mar Nour e míssil terra mar Ghader, entre outros.

O comandante das Forças Navais dos Guardiães da Revolução, contra-almirante Ali Fadavi, destacou que o poderoso crescimento da Armada iraniana obrigou as forças navais dos EUA no Golfo Pérsico a adotarem uma estratégia mais precavida.

"A estratégia naval americana a longo prazo estava baseada em embarcações gigantescas, mas eram vulneráveis a minas, naves de alta velocidade e mísseis dos Guardiães, e isso levou a uma mudança de sua estratégia, com embarcações menores", disse Fadavi durante o desfile.


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