28 outubro 2013

Israel abate foguete disparado por Gaza

Reuters

O sistema de defesa aérea israelense Domo de Ferro abateu um foguete disparado por palestinos da faixa de Gaza contra uma cidade no litoral sul de Israel nesta segunda-feira, enquanto outro caiu no mar, disse uma porta-voz militar.

Poucas horas depois, a Força Aérea Israelense bombardeou o que um porta-voz militar descreveu como dois lançadores de foguetes escondidos no norte de Gaza. Não houve vítimas.

A ofensiva realizada pouco antes do amanhecer contra Ashkelon, cidade a cerca de 12 km ao norte de Gaza, foi incomum, devido à relativa calma de militantes palestinos desde a guerra de novembro do ano passado entre os governantes islâmicos do Hamas no enclave costeiro e o Estado judeu.

NEGOCIAÇÕES DE PAZ

Ninguém assumiu responsabilidade pelos lançamentos desta segunda-feira, que podem ter sido conduzidos para estragar as negociações de paz patrocinadas pelos EUA e retomadas pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, rival do Hamas, com Israel em julho. Para dar força a Abbas, Israel deve libertar 26 prisioneiros palestinos nesta semana.

Durante a libertação anterior de prisioneiros, em agosto, militantes de Gaza dispararam foguetes através da fronteira e Israel respondeu com ataques aéreos.

O Hamas pediu a Abbas, que mantém o domínio sobre a Cisjordânia ocupada por Israel, a abandonar a pacificação e formar um novo governo de partilha de poder palestino.

A facção também já sinalizou disposição para entrar em guerra, assumindo a responsabilidade na semana passada por um túnel que os israelenses descobriram sendo construído em seu território a partir de Gaza, provavelmente destinado ao sequestro de soldados ou a instalação de explosivos subterrâneos, segundo Israel.

Mas o cenário tem se modificado para o Hamas, que vive uma crise financeira e política desde o corte da ligação com o vizinho Egito pelo novo governo interino no Cairo, apoiado pelos militares.



24 outubro 2013

Marinha vai atuar em plano de resposta a incidentes de vazamento de óleo

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília 24/10/13 – A Marinha do Brasil (MB) vai atuar na coordenação, na avaliação e no acompanhamento, junto a outros setores estatais, de ações em resposta a incidentes de poluição por óleo em águas de jurisdição nacional.

A Força vai coordenar as ações nos episódios ocorridos em águas marítimas, enquanto a solução de ocorrências em águas interiores – rios, lagos e lagoas – será de responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A novidade consta do Plano Nacional de Contingência (PNC), anunciado na última terça-feira (22) pelo Governo Federal e instituído por meio de decreto publicado ontem (23) no Diário Oficial da União.

O documento, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, prevê a estrutura organizacional a ser acionada em incidentes de grandes proporções, estabelecendo regras e delegando funções às instituições integrantes do PNC. Ao todo, o plano envolve a atuação de 17 ministérios, sob a coordenação da pasta do Meio Ambiente.

As novas medidas visam avaliar, conter, reduzir, combater ou controlar ocorrências de grande proporção, de modo a oferecer pronta resposta. O documento menciona, também, a necessidade de ações de recuperação das áreas atingidas, quando a atuação individualizada dos agentes não for suficiente para solucionar o problema.

Além de delegar responsabilidade a cada órgão, o plano prevê medidas para reduzir riscos, com a aplicação de multas nos casos mais graves. A Marinha ficará responsável pelo acompanhamento de todo incidente que ocorrer em águas abertas, bem como em águas interiores compreendidas entre a costa e a linha de base reta, a partir da qual se mede o mar territorial. A coordenação nos casos de poluição em águas interiores não compreendidas dentro desse limite ficará a cargo do Ibama.

O PNC prevê ainda a responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na resposta a incidentes ocorridos a partir de estruturas submarinas de perfuração e produção de petróleo.

A Marinha já possui experiência nesse tipo de trabalho. Em março de 2012, por exemplo, participou com o Ibama e a ANP da resposta ao vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ). Na ocasião, foi formado um Grupo de Acompanhamento e Avaliação, que atuou nos mesmos moldes em que, agora, é prevista sua participação no novo PNC.

Além das responsabilidades individuais, Marinha, Ibama e ANP atuarão juntas no chamado Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA). Ele irá designar um coordenador operacional para avaliar se eventuais incidentes terão significância nacional, ocasião que justificará o acionamento do plano e a posterior comunicação ao Ministério do Meio Ambiente – autoridade nacional da ação. Nessas situações, a Marinha irá fornecer apoio logístico que permita melhor monitoramento ambiental da área atingida.

O PNC prevê também a atuação do Ministério da Defesa, dentro de um Comitê de Suporte. No grupo, a pasta tem como principais atribuições fomentar a capacidade nacional de resposta por meio de programas de capacitação, treinamento e aperfeiçoamento dos segmentos envolvidos; assegurar recursos humanos e materiais solicitados para emprego nas ações de resposta e participar, quando pertinente, de exercícios simulados propostos pelo plano.

Etapas do plano

- O PNC será acionado seguindo as seguintes fases:
- Ocorrência do incidente;
- Recebimento de comunicação inicial pelas instituições governamentais competentes (ANP, Ibama e Marinha);
- Caso uma das instituições entenda pertinente, aciona-se o Grupo de Acompanhamento e Avaliação;
- O GAA analisa a significância do incidente, em função de seu porte e potencial impacto, classificando-o como de significância nacional ou não;
- Caso seja constatada a significância nacional do incidente, o coordenador operacional propõe o acionamento do PNC.



Sukhoi entrega mais um lote de Su-34 à Força Aérea Russa

Poder Aéreo
Su-34 - foto 4 Sukhoi
Sukhoi Su-34

Em nota publicada na quarta-feira, 23 de outubro, a Sukhoi informou a entrega de mais um lote de bombardeiros de linha de frente Su-34 para a Força Aérea Russa. A cerimônia de transferência, realizada ontem, foi celebrada nas instalações da companhia em Novosibirsk, de onde os jatos decolaram para seu destino. A nota não informou quantas aeronaves foram entregues nesse lote, dizendo apenas que “diversos Su-34 da encomenda de 2013 já foram entregues em maio e julho e estão em serviço.”

A Sukhoi também informou que a implementação da encomenda 2013 está em pleno andamento, e que no futuro próximo deverá ser completada boa parte da substituição dos jatos Su-24 atualmente em serviço pelos novos Su-34.



22 outubro 2013

Fumaça adotará óleo ecologicamente correto nas apresentações

Revista Asas

A Esquadrilha da Fumaça recebeu em 16 de outubro os três primeiros Embraer A-29 Super Tucano com o sistema de geração de fumaça que utiliza óleo ecologicamente correto. O novo produto usado para as aeronaves "escreverem" nos céus com fumaça branca não agride a camada de ozônio e não gera poluição.

De acordo com um dos responsáveis por adaptar o sistema à aeronave, o engenheiro de materiais da Embraer, Abel Rosato Júnior, o óleo foi desenvolvido especificamente para a geração de fumaça. Trata-se de uma mistura de componentes químicos criada em laboratório e projetada somente para este fim. O produto americano atende o Blue Angels, como é chamado o Esquadrão de Demonstração Aérea da US Navy (Marinha norte-americana).

A fumaça é muito importante para a Esquadrilha. Além de facilitar a visualização das manobras por parte do público, o traçado serve de referência para os pilotos, como a identificação da posição dos aviões durante o voo.

O projeto de adaptação foi desenvolvido pela Embraer, em Gavião Peixoto (SP), local onde os aviões fizeram os primeiros testes de voo com o novo sistema.

O sistema de geração de fumaça também seguiu um estudo paralelo sobre tecnologia de informação e modernização de sistemas.

A instalação do sistema de geração de fumaça nas aeronaves da Esquadrilha está acontecendo de acordo com a coordenação logística existente entre o EDA, o Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA-LS) e a Embraer. Ainda não há uma previsão de retorno da agenda de demonstrações da Esquadrilha da Fumaça.



Iraque retoma compra de armamento russo

Após revisar os contratos de 2012, governo iraniano irá receber sistemas de defesa e helicópteros para combater o terrorismo.

Ekaterina Turicheva | Gazeta Russa


Em entrevista ao canal de televisão Russia Today, o conselheiro do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Musawi, declarou que o país voltou a comprar armas da Rússia, conforme um contrato no valor de US$ 4 bilhões assinado em 2012.

Pelo acordo, o Iraque receberá 49 sistemas de defesa antiaérea Pantsir-S1 e 40 helicópteros Mi- 35 e Mi- 28NE, além de equipamentos especiais, para uso em operações antiterroristas. “O sistema de defesa iraquiano criado com a assistência dos EUA e outros países ocidentais visa defender a soberania nacional e fazer frente ao terrorismo”, disse Ali al-Musawi.

Inicialmente, o governo iraquiano planejava comprar 36 helicópteros russos, mas esse número subiu para 40 em abril deste ano. O primeiro grupo de pilotos iraquianos já concluiu o curso de formação para o Mi-35 no Centro de Treinamento de Pilotos Militares de Torjok, a 240 km de Moscou.

Em junho passado, Rússia e Iraque assinaram um contrato para o fornecimento de helicópteros de combate russos Ka-52, e as partes também mantêm negociações sobre a compra de caças MiG-29M/M2 e veículos blindados.

De acordo com observadores russos, além de os militares iraquianos estarem acostumados a usar armas russas, o governo iraquiano pretende diversificar a lista de fornecedores de arsenal militar. Desde a queda de Saddam Hussein, o valor dos contratos militares fechados entre o governo iraquiano e os EUA ultrapassa US$ 12 bilhões, sendo a Rússia o segundo maior exportador mundial de armas para o país.

Parceiros de longa data

No início deste ano, correu a notícia de que o contrato para o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea e helicópteros teria sido cancelado.

Porém, em uma coletiva de imprensa na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros em fevereiro deste ano, o diretor-geral da Rosoboronexport (a única exportadora autorizada de armas do país), Anatóli Isaikin, disse que o acordo estava aguardando algumas definições antes de entrar em vigor.

Ao se referir às circunstâncias da transação, Ali al-Musawi disse que o lado iraquiano “tinha suspeitas de corrupção a respeito do acordo”.

“O presidente russo Vladímir Pútin e o primeiro-ministro iraquiano chegaram a acordo sobre a necessidade de refazê-lo para evitar quaisquer ilegalidades (..) e agora as partes começaram a cumprir uma de suas etapas”, disse o conselheiro.

Ao longo de 30 anos, o Iraque havia comprado boa parte de seu arsenal da União Soviética e da Rússia, investindo cerca de US$ 30,5 bilhões em mil aviões, 350 helicópteros, sistemas de defesa antiaérea, veículos terrestres e navios de guerra.



21 outubro 2013

Aumenta fluxo de rebeldes islâmicos da Alemanha para Síria

Correio do Brasil
Por Redação, com DW - de Berlim

Reportagem publicada neste domingo pela revista Der Spiegel afirma que nas últimas semanas aumentou o afluxo de radicais islâmicos da Alemanha para a Síria. O semanário informa que a tendência foi constatada pelo Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV, sigla em alemão), serviço secreto alemão de atuação interna.

Conforme um relatório confidencial do BfV, citado pela publicação, atualmente cerca de 200 radicais da Alemanha ou já estão na Síria ou se encontram a caminho do país. A Spiegel noticia que a Síria é hoje o lugar mais atrativo para muçulmanos radicais dispostos a combater.

O presidente do BfV, Hans-Georg Maassen, já acusara há cerca de um mês o aumento do número de jovens muçulmanos da Alemanha que viajam para a Síria com o fim de lutar ao lado da oposição islâmica. Numa entrevista de rádio, ele falou em cerca de 170 homens.

“Campo alemão”

De acordo com o relatório, a maioria sai do Estado de Renânia do Norte-Vestfália, havendo também viajantes de Hessen, Berlim, Baviera e Hamburgo. Mais da metade desses extremistas possui cidadania alemã, conforme a publicação.

No Norte da Síria haveria, segundo informações do serviço alemão de inteligência, até mesmo um German camp, onde estariam reunidas unidades de combate de língua alemã. O lugar seria possivelmente usado como campo de treinamento.

O BfV estaria preocupado, de acordo com o relatório, com a propaganda agressiva feita pelos extremistas. Há indícios de que os radicais islâmicos da Alemanha planejam construir vários “pontos de mídia” em solo sírio, para, a partir deles, fazer propaganda pela internet com o objetivo de recrutar mais voluntários para a jihad, a “guerra santa”.

Potenciais terroristas na Alemanha

O serviço de informações também teme que, retornando à Alemanha, os islamistas possam apresentar perigo ao país, como potenciais terroristas. “Eles provavelmente terão experiência de combate e até mesmo uma possível missão, uma missão terrorista”, alertou Maassen, citado pela Spiegel.

Segundo o semanário, os serviços secretos estimam que haja de cerca de mil combatentes voluntários europeus na Síria. No fim de 2012, eles eram 250. Os radicais vêm de todas as partes do continente: cerca de 90 do Reino Unido, 120 da Bélgica, 50 na Dinamarca e 150 do Kosovo. De acordo com uma estatística recente das autoridades alemãs, oito militantes de origem alemã foram mortos até agora na guerra civil na Síria.



20 outubro 2013

Decreto regulamenta benefícios fiscais para a indústria de defesa

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 17/10/2013 – Decreto presidencial publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União, regulamenta o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid). Criado pela Lei 12.598/2012, que estabelece mecanismos de fomento à Base Industrial de Defesa (BID), o regime diferenciado visa promover a isonomia tributária da cadeia produtiva da indústria desse setor.

Pelas regras contidas no Decreto 8.122/2013, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Fazenda, Guido Mantega, o Retid vai beneficiar, com isenção de tributos nas compras ou importação de insumos, a Empresa Estratégica de Defesa (EED) que produza ou desenvolva bens de defesa nacional; empresas de peças, ferramentas, componentes e sistemas empregados no desenvolvimento dos bens de defesa e também estabelecimentos comerciais que prestem serviços nesta área.

O decreto estipula o perfil das empresas que poderão ser credenciadas no Regime Especial, como aquelas que fornecem equipamentos para o Ministério da Defesa (MD) e para as Forças Armadas.

Firmas que estão no início de atividade e que não se enquadrem como fornecedoras em potencial por causa da receita ou faturamento também poderão se habilitar no programa, desde que assumam o compromisso de atingir percentuais mínimos estabelecidos no Decreto.

Benefícios

Entre os benefícios previstos está a suspensão de contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), no caso de venda para o mercado interno.

No caso de importação efetuada por empresa beneficiária pelo Retid, também haverá suspensão da exigência de contribuição para Pis/Pasep-Importação e Confins-Importação. Empresas do setor de defesa que se enquadrarem no regime ainda ficarão isentas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Condições

O MD e a Receita Federal do Brasil (RFB) ficarão responsáveis por credenciar as empresas que se enquadrarem no Regime Especial e acompanhar a regularidade fiscal em relação aos impostos e contribuições, respectivamente.

A habilitação na RFB poderá ser cancelada se constatado que a pessoa jurídica não cumpriu a regularidade fiscal ou teve o credenciamento cancelado no Ministério da Defesa.

Clique aqui para conferir a íntegra do Decreto 8.122/2013, que regulamenta o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa.



19 outubro 2013

A guerra na Síria é um gigantesco campo de treino de mercenários

Igor Siletsky - Voz da Rússia

Não é segredo para ninguém que nos países orientais aliados da OTAN está sendo criada, efetivamente, uma base de apoio para os militantes da Al-Qaeda.

Tal acontece porque os recentes acontecimentos – em particular o conflito sírio – devido à sua localização geográfica são ainda mais relevantes para eles, disse à Voz da Rússia Stanislav Tarasov, analista político, especialista em países do Oriente Médio:

“A Turquia admitia a existência de grupos terroristas em seu território. Mas, à medida que os acontecimentos se desenvolviam, eles começaram a penetrar em maior número através das zonas fronteiriças. A imprensa norte-americana, europeia e, em seguida, também a turca começaram a admitir que nas áreas fronteiriças há campos em que são treinados ou através dos quais são transportados militantes islamitas de diferentes países, especialmente do Líbano e da Turquia.”

Ativistas de direitos humanos da Human Rights Watch também conseguiram obter fatos que confirmam a participação de Ancara na preparação de radicais islamitas. A organização apela às autoridades turcas para tomar as medidas mais rigorosas, disse à Voz da Rússia a especialista em Síria e Líbano Lama Fakih:

“Descobrimos que um grupo de pessoas envolvidas em crimes que resultaram na morte de 190 civis e na captura de mais de 200, era composto de combatentes estrangeiros, os quais, em nossa opinião, entraram no país através da Turquia. Descobrimos também que algumas pessoas que financiaram essas operações, faziam-no a partir dos países do Golfo Pérsico. Apelamos a esses países para se certificarem de que os seus nacionais não enviam dinheiro para grupos na Síria.”

“Desde o início da crise síria, em vários países começaram a recrutar militantes de forma organizada. Na Líbia e na Tunísia há particularmente muitos centros de recrutamento, dos quais os militantes islamitas são transportados através da Turquia e da Jordânia para a Síria. O número de combatentes da Tunísia já vai em milhares. Deles, segundo o ministro do Interior, já cerca de 2.000 foram mortos na Síria. Por que é que estas pessoas, e especialmente jovens, vão para lá? Os motivos são diferentes. 


Normalmente, prometem-lhes dinheiro ou poder. Se isso não for interessante, então oferecem-lhes uma passagem instantâneo para o paraíso e um jantar com o profeta. A maioria dos militantes são membros dos grupos terroristas Ansar al-Sharia e Al-Tayyar al-Salafi. Na Líbia foram criadas bases com muito bom equipamento técnico, onde os militantes passam um curso completo de preparação. Os professores são membros da Al-Qaeda que vêm da vizinha Argélia.”Graças ao generoso financiamento, os grupos terroristas que se concentram em torno da Al-Qaeda e suas filiais regionais, ganharam literalmente um segundo fôlego. A Síria tornou-se um verdadeiro campo de ensaio para o treinamento de recrutas em condições de combate, diz o analista político tunisino Mohammad Yassin al-Jalassi:

As motivações com que os wahhabitas vão para a guerra são conhecidas: “a luta contra os infiéis” e criação de um califado mundial, acredita o presidente da Associação internacional de veteranos da unidade antiterror Alfa, Serguei Goncharov:

“Quem está combatendo na Síria? Uma grande massa de mercenários vindos de todo o mundo. São exatamente mercenários, pessoas que combatem principalmente por dinheiro. Se alguém me tentar convencer que pessoas que professam o Islã foram para a Síria para lutar por alguma “fé” contra Assad porque ele é tão ruim, dificilmente acredito nisso. E garanto-vos que estes mercenários estão combatendo apenas pelo seu próprio bem-estar financeiro.”

Os principais “financiadores” da jihad, aparentemente, não querem aprender nem com seus próprios erros, nem com os de outros. A primeira força expedicionária islâmica foi formada com o apoio dos Estados Unidos ainda durante a guerra no Afeganistão de 1979-1989. Várias dezenas de milhares de homens de países do mundo árabe, bem como paquistaneses, lutaram contra o exército soviético com o apoio ativo de serviços secretos da Europa Ocidental e do Oriente Médio. Isto levou a um dramático aumento da violência: atentados terroristas ocorreram na Arábia Saudita, Egito, Argélia, Marrocos. Depois foi o setembro “negro” de 2001 nos Estados Unidos, os atentados de Madrid e Londres, o recente ataque terrorista em Boston. No entanto, o Ocidente continua convencido que os “novos mujahideen” são apenas marionetes em suas mãos hábeis. E não se apercebe de que as cordas já quebraram há muito tempo.

EUA vão equipar Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos

Voz da Rússia

O Pentágono anunciou planos de venda de mísseis e munições no valor de 10,8 bilhões de dólares a seus aliados do Golfo Pérsico.

Analistas explicam que esta decisão se enquadra na política dos Estados Unidos nos últimos anos voltada para o fortalecimento das Forças Aéreas e arsenais de mísseis no Golfo Pérsico.

Esses países, especialmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, consideram o Irã – seu vizinho com ambições nucleares – como ameaça séria e gastam muito dinheiro em armamento.

Dos 10,8 bilhões de dólares – o valor de todas as armas destinadas aos dois países – cerca de 6,8 bilhões são destinados a Arábia Saudita e cerca de 4 bilhões aos Emirados Árabes.




16 outubro 2013

Brasil e Rússia decidem ampliar cooperação em defesa

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 16/10/2013 - Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Rússia, Sergei Shoigu, decidiram hoje ampliar a cooperação entre os dois países na área militar. Após reunião realizada na sede do Ministério da Defesa, em Brasília (DF), ambos anunciaram a criação de grupos de trabalho nos setores de segurança cibernética e espacial.

A partir de uma proposta feita por Amorim, e aceita por seu contraparte russo, também foi acertado o estabelecimento de um diálogo político-estratégico entre as duas nações nas áreas de defesa e segurança internacional.

Como parte dos entendimentos mantidos no encontro, o Brasil enviará, em até dois meses, uma equipe técnico-militar ao país asiático para dar início à fase final das negociações para aquisição dos sistemas de defesa antiaérea russos de curto e médio alcance (Igla e Pantsir-S1).

A autorização presidencial para o começo das tratativas com vistas à compra de cinco sistemas de defesa antiaéreos ocorreu em fevereiro deste ano, durante visita oficial do primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev à Brasília. Os novos equipamentos deverão ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A previsão é de que o contrato seja assinado até meados de 2014.

Durante a reunião, Amorim afirmou que a intenção do Brasil em relação à cooperação bilateral com a Rússia vai além da compra eventual de equipamentos militares. “Queremos buscar uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento tecnológico conjunto”, afirmou.

Segundo o ministro brasileiro, a experiência com a aquisição dos sistemas antiaéreos e dos helicópteros de ataque MI-35 (o Brasil encomendou 12 unidades, das quais nove já foram entregues à Força Aérea) servirá de baliza para futuros projetos comuns. “Se essa cooperação correr bem, poderemos pensar em novos projetos de maior escopo, maior envergadura”, observou.

Intercâmbio e grandes eventos

O intercâmbio de oficiais nas escolas militares também foi tratado durante o encontro. Houve entendimento comum sobre a necessidade de ampliar a cooperação nessa área, com o aumento do número de militares a serem enviados para estudo nos dois países.

O detalhamento sobre cronograma e composição dos grupos de trabalho nos campos cibernético e espacial ficará a cargo dos estados-maiores conjuntos de ambos os países.

O compartilhamento de experiências na realização de grandes eventos também esteve em pauta. A comitiva russa ofereceu a troca de know-how no tema. E convidou o Brasil a enviar observadores às Olimpíadas de Inverno que acontecerão no país, em fevereiro de 2014. Como contrapartida, Amorim convidou o país asiático a enviar observadores à Copa do Mundo do ano que vem.

Aviação militar

Os ministros também trataram brevemente na reunião do tema aviação militar. E sobre esse propósito, Amorim lembrou que está em curso no país o processo para a aquisição de caças de 4ª geração (FX-2). O ministro brasileiro disse, no entanto, que o Brasil está aberto a conversas sobre eventuais parcerias para o desenvolvimento de caças de 5ª geração.

Os representantes dos dois países conversaram ainda sobre temas da conjuntura internacional (Afeganistão e Síria), e também a cerca de aspectos relativos à segurança cibernética. Sobre este último assunto, houve consenso da necessidade de discussão de uma normatização internacional, a partir de um acordo global, que assegure a proteção das redes informatizadas e infraestruturas dos países.

Sobre isso, Amorim manifestou a preocupação brasileira com a evolução de uma regulamentação internacional que “congele” as diferenças hoje existentes entre os países nesse campo. “Temos que estudar maneiras de controlar o uso de armas cibernéticas, mas sem restringir o uso criativo necessário ao desenvolvimento tecnológico”, disse.

Estiveram presentes na reunião os comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, além do secretário-geral do MD, Ari Matos.




15 outubro 2013

Esquadrão do Mediterrâneo muda de estratégia na costa síria

Apesar da diminuição da tensão internacional em torno da Síria, a força-tarefa da Marinha russa, denominada Esquadrão do Mediterrâneo, continua presente na região. Pelas declarações oficiais, a presença naval russa no Mediterrâneo tem por objetivo “evacuar os cidadãos russos em caso de um cenário catastrófico”.

Iaroslav Viátkin | Vzgliad


Diante das notícias otimistas sobre os recentes acordos entre Rússia e EUA, o comando da Marinha russa deu novas ordens aos navios preparados para serem enviados ao Mar Mediterrâneo em sistema de rodízio. Assim, o contratorpedeiro Nastóitchivi, o navio-capitânia da Frota do Mar Báltico, a lancha lança-mísseis Ivânovets, o navio lança-mísseis Chtil e o cruzador lança-mísseis Variag não serão mais enviados ao local.

A força-tarefa russa no Mediterrâneo é composta por duas fragatas lança-mísseis, a Neustrachími, da Frota do Mar Báltico, e a Smetlívi, da Frota do Mar Negro, além de oito navios anfíbios oceânicos de todas das quatro frotas da Rússia. Um grupo de dois a quatro navios anfíbios opera, em vai e vem constante, entre a cidade portuária russa de Novorosisk e o porto sírio de Tartus, transportando equipamentos militares, munições e armas. Os demais fazem parte da força-tarefa.

Cada navio anfíbio oceânico, como o Nikolai Filtchenko, é capaz de transportar mil toneladas de cargas ou 20 tanques ou 50 veículos blindados ou, como os navios do projeto 775, 500 toneladas de cargas ou 10 tanques ou 20 viaturas blindadas, além de 340 a 440 fuzileiros navais. Todos os navios anfíbios estão com sua capacidade de carga lotada, mas, enquanto alguns transportam armas para o Exército sírio, outros estão repletos de fuzileiros navais e material de guerra.

Pelas declarações oficiais, a presença naval russa no Mediterrâneo tem por objetivo “evacuar os cidadãos russos em caso de um cenário catastrófico”. Antes da guerra, havia na Síria 140 mil pessoas de nacionalidade russa, entre as quais funcionários públicos e familiares de sírios. Mesmo que a metade ou dois terços desses cidadãos tenham partido do país, o número daqueles que ainda lá permanecem equivale à população de um pequeno país, como a Ossétia do Sul.

Como um navio anfíbio oceânico pode levar a bordo 1.500 pessoas, no máximo, a embarcação só poderia ser usada para retirar o pessoal da própria embaixada russa.

Aparato extra

A força-tarefa também engloba um navio de reconhecimento de médio porte, o Priazovie. Esse navio de 3800 toneladas não tem armas poderosas nem pode desenvolver grandes velocidades, mas está cheio de equipamentos de inteligência, entre os quais um conjunto de monitoramento via rádio, radares para vigiar o espaço aéreo a diferentes altitudes e sonares.

Desse modo, o Priazovie ajuda a revelar antecipadamente as intenções dos norte-americanos, turcos e israelenses, bem como monitora a atuação dos grupos rebeldes na Síria.

A operacionalidade da força-tarefa é assegurada ainda por cerca de dez navios de apoio, entre os quais três navios-tanques, rebocadores e navios salva-vidas e a oficina flutuante PM-138, além de alguns submarinos.

A China também mantém nas proximidades da Síria um grupo-tarefa naval comandado por um navio porta-helicópteros do projeto 071, com várias aeronaves e um batalhão de fuzileiros navais a bordo.



Brasil será convidado a desenvolver fabricação conjunta de caças T-50

Enquanto autoridades brasileiras decidem vencedor de licitação para a aquisição de 36 caças pesados, delegação russa em visita ao país vai oferecer coprodução de aeronaves modernas para superar as propostas dos demais concorrentes.

RIA Nóvosti



Sukhoi T-50
Em visita ao Brasil e Peru entre hoje (14) e 17 de outubro, os membros delegação russa convidarão o país a desenvolver em conjunto a fabricação de caças de quinta geração T-50 (PAK FA).

O governo brasileiro ainda não escolheu o vencedor da licitação pública para a aquisição de 36 caças pesados para a Força Aérea nacional. A transação é estimada em 4 bilhões de dólares.

“Nas negociações no Brasil, estamos prontos para propor não só a compra de modelos já prontos dos Su-35, mas também a coprodução dos promissores modelos de caças T-50”, disse um representante da delegação.

Na lista brasileira para seleção do fornecedor, constam apenas três opções: o francês Rafale, o F/A-18E/F “Super Hornet”, da Boeing, e o JAS-39, produzido pela sueca SAAB. Como o Su-35 não entrou nessa lista, as autoridades russas vão propor que, em vez de comprar os caças já prontos, se crie uma produção conjunta para desenvolver sistemas avançados de aviação.

Chefiada pelo ministro da Defesa russo, Serguêi Choigu, a delegação russa em visita ao Brasil conta também com a presença do chefe do Serviço Federal para a Cooperação Técnico-Militar (VS VTS), Aleksandr Fomin, e de Anatóli Issaikin, diretor da Rosoboronexport (a única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país).


Vantagem russa


Os caças de quinta geração T-50, cujos elementos-chave são produzidos pela Rostekh, alcançam velocidade máxima de 2.500 km/h e possuem inteligência artificial – o avião é capaz de realizar operações complexas sem a intervenção do piloto. O T-50 possui ainda um sistema de reconhecimento automático do alvo e um circuito especial avisa o piloto de uma potencial ameaça.


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14 outubro 2013

Coréia do Norte ameaça os EUA com guerra total

Correio Braziliense

A Coreia do Norte ameaçou, ontem, com uma guerra total, convocou os Estados Unidos a encerrarem as manobras militares e denunciou uma chantagem nuclear. 


Os Estados Unidos “devem levar em conta que os atos de provocação imprudentes se chocarão com nossos ataques de represália e darão lugar a uma guerra total para um enfrentamento final com os Estados Unidos”, afirmou, por meio de um comunicado, um porta-voz da Comissão Nacional de Defesa do Norte (NDC), citado pela agência norte-coreana KCNA. 

“Voltamos a insistir que os Estados Unidos devem retirar várias medidas destinadas a nos isolar e nos estrangular. Disso dependem (...) a paz e a segurança, não apenas na Península Coreana, mas também em território dos Estados Unidos.” 

Os comentários foram feitos após dois dias de manobras navais conjuntas de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.


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Punição dos EUA ao Egito irrita indústria militar

ROBERTO SIMON - Agência Estado 

A decisão de cortar parte da ajuda militar ao Egito pôs o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em um novo cenário. A opinião pública o apoia e acredita que ele tem sido leniente com os generais do Cairo, segundo pesquisas. Mas, do outro lado, o fechamento parcial da torneira contraria interesses de aliados poderosos - israelenses, árabes e mesmo fabricantes de armas - e analistas alertam para seus "efeitos colaterais".

Na última quinta-feira (dia 10), os EUA suspenderam por tempo indeterminado a entrega de equipamento militar ultramoderno às Forças Armadas egípcias, como aviões de caça, helicópteros de ataque, tanques e mísseis, além do envio de US$ 580 milhões. Desde 1987, Washington fornece US$ 1,3 bilhão ao ano em armas e dinheiro para as forças do Egito, o quarto país na lista de beneficiários de ajuda militar americana.

Com o corte parcial, os EUA querem demonstrar sua reprovação à crescente violência do governo interino contra grupos islâmicos, sobretudo a Irmandade Muçulmana, do presidente deposto, Mohamed Morsi. A "punição" já vinha sendo discutida na Casa Branca desde o golpe contra Morsi, em julho, mas foi o assassinato de 50 manifestantes da Irmandade, no último fim de semana, que aparentemente convenceu Obama.

Uma pesquisa do Instituto Pew, de meados de agosto, revelou que apenas 26% dos americanos querem que os EUA continuem a prover o Egito com ajuda militar, enquanto quase o dobro - 51% - pedem o fim do auxílio com o objetivo de pressionar o Cairo. Metade dos americanos acha que Obama "não foi duro o suficiente" diante das violações contra manifestantes.



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Irã nuclear faz Turquia se abrir a armas atômicas

Movimento discreto dos turcos é primeiro sinal de uma corrida

Lourival Sant´Anna - O Estado de S. Paulo 


O governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan pretende capacitar a Turquia para adquirir armas nucleares, caso isso se torne necessário, admitiu um funcionário do primeiro escalão, envolvido diretamente nessa área, a uma fonte ouvida pelo ‘Estado’. A discreta mobilização da Turquia é o primeiro sinal de uma possível corrida nuclear na região, como consequência do programa iraniano.

A empresa China Precision Machinery Import and Export Corp. (CPMIEC), acusada pelos EUA de vender tecnologia nuclear de uso militar para Coreia do Norte, Irã e Síria, recebeu a maior pontuação em uma licitação promovida pela Turquia, para fornecer ao país um sistema de mísseis, orçado em US$ 4 bilhões. O sistema é tecnicamente incompatível com o adotado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança de defesa ocidental liderada pelos EUA e países europeus, da qual a Turquia é membro.

A transação causou nervosismo no governo americano, como duplo indicador de possíveis pretensões nucleares da Turquia e de um distanciamento de Ancara da aliança de 28 membros.

"Transmitimos nossas graves preocupações sobre a negociação contratual do governo turco com uma empresa sob sanção dos EUA para um sistema de defesa de mísseis que não será compatível com os sistemas ou capacidades de defesa coletiva da Otan", declarou, no dia 30, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Paralelamente, a Turquia contratou a instalação de duas usinas nucleares, no valor total de US$ 30 bilhões. A primeira será construída pela empresa russa Rosatom - a mesma que fez o reator de Bushehr, no Irã, inaugurado em 2011 -, ao custo de cerca de US$ 8 bilhões, em Mersin Akkuyu, no sul da Turquia. A segunda está a cargo de um consórcio das japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Itochu Corporation, com a francesa GDF Suez, e será instalada na cidade de Sinop, na costa do Mar Negro, em investimento estimado em US$ 22 bilhões.

O governo calcula que, quando estiverem operando, em 2023, essas usinas fornecerão 10% da eletricidade consumida na Turquia, um país que não produz petróleo nem gás natural, mas que está rodeado de fornecedores dessas fontes de energia. Erdogan tem evitado um debate sobre o tema no país. De acordo com o cientista político Sahin Alpay, da Universidade Bahcesehir, de Istambul, dois terços dos turcos são contra a energia nuclear por razões de segurança.

Oficialmente, o governo turco afirma que seu programa se destina apenas a suprir a necessidade crescente de energia do país, cuja economia cresceu em média 9% ao ano, em 2010 e 2011, até sofrer uma desaceleração em 2012, quando o índice foi de 2,2%, em razão da crise europeia. A renda média per capita anual quase quadruplicou, de US$ 3 mil para US$ 11mil, desde que Erdogan assumiu em 2002, o que explica, em parte, suas sucessivas reeleições, em 2007 e 2011.

Rivalidade. Desde que o então presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou, com grande alarde, o início do enriquecimento de urânio, em fevereiro de 2006, analistas têm previsto que os principais adversários do Irã na região, a Turquia e a Arábia Saudita, tenderiam a tomar o mesmo rumo.

Embora sejam rivais históricos, a Turquia e o Irã têm boas relações. Em 2010, Erdogan e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentaram mediar uma solução para o impasse criado pelo programa iraniano. A proposta, aceita pelo regime de Teerã, previa que o Irã entregasse à Turquia 1.200 kg de urânio enriquecido a 3,5% (do total de 2.300 kg que o país possuía). A Turquia lhe devolveria, um ano depois, 120 kg enriquecidos a 20%.

Depois de firmar acordo, o Irã anunciou que continuaria enriquecendo urânio até 20%. A proposta foi desprezada pelos EUA e seus aliados europeus. No dia seguinte, a então secretária de Estado Hillary Clinton anunciou ter obtido apoio da China (já tinha o da Rússia) para levar adiante votação de novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança.

O Irã fornece petróleo à Turquia, que lhe presta favores para driblar sanções comerciais e financeiras, observa Sahin Alpay, que na quinta-feira deu uma palestra no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo. "A relação é de parceria e, ao mesmo tempo, de competição", definiu. "Um se sente vulnerável perante o outro."

Na guerra civil síria, ambos ficaram de lados opostos. O Irã apoia Bashar Assad, que pertence à minoria alauita, seita próxima à xiita, dominante no Irã. A Turquia apoia a oposição, cuja Coalizão Nacional tem sede em Istambul. Na Turquia, 15% da população pertence à seita alevi, cujo nome, assim como o dos alauitas, deriva de Ali, genro do profeta Maomé, seguido por eles e pelos xiitas. Os alevis, como os alauitas, não obedecem os cinco pilares do Islã. No Irã, 16% da população é da etnia azeri, que ocupa algumas das regiões mais ricas em petróleo do país, e pertence à família túrquica, que tem a mesma origem dos turcos.

E há Israel, a única potência nuclear do Oriente Médio. Depois de gozarem de décadas de boas relações, fincadas sobre as diferenças de ambos diante dos árabes, Israel e Turquia romperam em 2010, depois do ataque israelense a uma força-tarefa naval turca que tentava furar o bloqueio à Faixa de Gaza para levar ajuda aos palestinos.

Em março, pressionado pelo presidente Barack Obama, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pediu desculpas pelo episódio e os dois países estão discutindo uma indenização pelo ataque, que deixou nove mortos.

Ao assumir, em 2002, Erdogan adotou uma política externa apelidada de "problema zero", de estender as mãos aos vizinhos e evitar tensões. Em grande medida, ele tem sido bem-sucedido. Mas, como mostra a guerra civil na Síria, com a qual a Turquia tinha conseguido superar disputas históricas, essa não é uma região com vocação para "problema zero".



Forças Armadas contra o câncer de mama

Ministério da Defesa

A campanha internacional denominada Outubro Rosa alerta a sociedade para o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. O Hospital das Forças Armadas (HFA) integra o time das entidades empenhadas em conscientizar a população sobre a segunda doença mais frequente no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que em 2012, ocorreram mais de 50 mil casos do câncer no país.

“O alto índice de mortalidade por câncer de mama está relacionada quase sempre a descoberta tardia desse mal, se detectado no início a paciente pode chegar a 100% de cura”, explica a Chefe da Divisão de Enfermagem do HFA, Tenente-Coronel da reserva Diva Martins Costa. A enfermeira da Força Aérea Brasileira (FAB) conta que o Núcleo de Oncologia do HFA constantemente promove campanhas educativas e preventivas. Para o Outubro Rosa será realizada palestra técnico-científica sobre câncer de mama. O evento é aberto a militares e civis, e acontece às 11h do dia 31 de outubro, no próprio hospital.

A Instituição é referência em tratamentos de alta complexidade, como o caso do câncer de mama. A tenente-coronel Diva revela que este fato deve-se ao suporte que as pacientes recebem. Uma junta especial trata das mulheres desde o atendimento psicológico até a cirurgia plástica reparadora. 


O Hospital das Forças Armadas é pioneiro na cirurgia de reconstrução mamária em Brasília, desde 1972 vem evoluindo a técnica. Hoje, na maioria dos casos, quando a mulher entra para a sala de cirurgia, uma equipe multiprofissional faz a mastectomia – remoção completa da mama doente -, e logo em seguida realiza a cirurgia plástica. São várias as técnicas para reparar a mama operada, explica o cirurgião plástico do HFA, Capitão de Mar e Guerra Djalma Martins Lima. Mas o benefício maior desse tipo de intervenção vai além de estética. “A pessoa às vezes chega aqui deprimida e pensa que ficará mutilada pela mastectomia. A autoestima da pessoa aumenta muito com a plástica, e os resultados são satisfatórios, contribuindo para a qualidade de vida e enfrentamento da própria doença. E para nós médicos é muito gratificante”, conta. Atualmente o hospital realiza em média de 25 a 30 cirurgias desse tipo por ano.

São vários os tratamentos para o câncer de mama, mas a Tenente Ginecologista Paula Moutella alerta. “O ideal é que as mulheres estejam sempre atentas, fazendo a prevenção com autoexame e visitando o médico regularmente”. Alimentação saudável e prática de exercício físico ajudam a diminuir os riscos de desenvolver a doença, lembra a médica. “Por isso o Outubro Rosa é tão importante, ele intensifica a conscientização e prevenção do câncer de mama”, finaliza.

Cor-de-Rosa

O Outubro Rosa foi criado em 1997, inspirado em um movimento surgido nos Estados Unidos.

A cor que dá nome ao movimento vem do laço cor-de-rosa, símbolo da prevenção ao câncer de mama.

Diversos prédios públicos e monumentos do mundo todo são iluminados com luz rosa para comemorar e fazer alusão à campanha.


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Mozarildo destaca atuação do Exército na Amazônia

Jornal do Senado

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) destacou a atuação do Exercito brasileiro na Amazônia, ao parabenizar o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC) pelos 45 anos de existência. O senador lembrou que desde 1968 as Forças Armadas, especialmente o Exército, têm atuado de forma ordenada, com um um grupo de militares e civis na Floresta Amazônica tentando tornar menos inóspito o cotidiano dos brasileiros que viviam naquela região.

Mozarildo contou que o 6º BEC, conhecido como Batalhão Simon Bolívar e sediado em Boa Vista, sempre contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da região. Ele citou, entre as obras realizadas pelo batalhão, a interligação, pela BR-174, de Boa Vista e Manaus, com 1.000 quilômetros de extensão.

— O 6º BEC é presença marcante e constante em Roraima, atuando em atividades essenciais para a infraestrutura do estado — elogiou.



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Aposentados

Luiz Azedo - Correio Braziliense

Nem caças, nem cargueiros. Os KC-137, versão militar do Boeing 707, foram desativados ontem, em solenidade na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Os aviões pertenciam ao Esquadrão Corsário do 2o Grupo de Transporte. Por enquanto, não serão substituídos, assim como os caças Mirage 2.000, recentemente aposentados.



13 outubro 2013

Emboscada mata três soldados da ONU em Darfur, no Sudão

'Capacetes azuis' senegaleses escoltavam comboio de água.
Carregamento seguia para a cidade de El Geneia.


Da France Presse

Três "capacetes azuis" senegaleses membros da missão conjunta das Nações Unidas e da União Africana (UNAMID) em Darfur, no Sudão, foram mortos em uma emboscada realizada neste domingo (13) por um grupo armado não identificado, informou a ONU.

Os capacetes azuis escoltavam um comboio de água da cidade de El Geneina - onde está a sede regional da missão da ONU no oeste de Darfur - quando foram atacados, assinalou a organização em um comunicado.

A emboscada ocorreu na mesma estrada onde uma patrulha da UNAMID foi atacada há um ano, e dois dias após um observador militar da Zâmbia ser assassinado no norte de Darfur.

Após o ataque, agentes sudaneses perseguiram e trocaram tiros com o grupo, em uma ação que deixou feridos nos dois lados.

O representante especial conjunto da UNAMID, Mohamed Ibn Chambas, se disse "profundamente entristecido" por este "grave ato criminoso".

Chambas exortou o governo sudanês a levar os responsáveis à Justiça e agradeceu as autoridades locais pela perseguição aos agressores.


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Duplo atentado suicida assusta capital da Síria

EFE

Damasco - Um duplo atentado perpetrado por supostos suicidas causou danos materiais neste domingo no centro de Damasco, sem que por enquanto se tenha notícias sobre vítimas, informou a agência oficial de notícias síria "Sana".

Os suicidas detonaram dois carros-bomba contra o edifício da Rádio e Televisão Pública Síria, destacou a agência.

Cada um dos veículos continha 100 quilogramas de explosivos, que causaram danos na parede do edifício, acrescentou uma fonte no local citada pela "Sana".

Por sua parte, o Observatório Sírio de Direitos Humanos apontou que duas fortes explosões foram escutadas no centro da capital em consequência de dois carros-bomba conduzidos por suicidas nas imediações da citada sede.

Este grupo, com base em Londres e uma ampla rede de ativistas no território sírio, descartou que haja mortos ou feridos no ataque.

O centro de Damasco já foi cenário de diferentes atentados desde que explodiu o conflito no país em março de 2011, o que deixou mais de 100 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados, segundo dados da ONU.



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Exército sírio retoma controle de dois subúrbios em Damasco

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Amã

Soldados do Exército da Síria e combatentes de milícias xiitas leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, retomaram nesta sexta-feira o controle de dois subúrbios no Sul de Damasco, matando pelo menos 70 pessoas, disseram ativistas da oposição.

Os combatentes, incluindo alguns membros do movimento xiita libanês Hezbollah e xiitas iraquianos, apoiados por tanques do Exército sírio, vasculharam os subúrbios de al-Thiabiya e Husseiniya campo de refugiados palestinos, à procura de bolsões de resistência, depois de terem derrotado os rebeldes, segundo as fontes.

A captura dos dois distritos, localizados entre as duas principais rodovias de ligação com a Jordânia, fortalece o controle de Assad sobre as grandes linhas de suprimento e impõe pressão sobre as brigadas rebeldes que estão há meses sitiadas em áreas adjacentes ao centro de Damasco.

Estimulado pelas divisões na oposição e queda na perspectiva de um ataque militar dos EUA, Assad vem tentando fortalecer seu controle em áreas do centro do país, ao longo da costa e nas rodovias norte-sul, bem como na capital e arredores uma grande área de operação de seus aliados xiitas estrangeiros.

Os dois subúrbios ficam perto de Sayida Zainab, um distrito onde se encontra um santuário xiita e local que os combatentes do Hezbollah, apoiado pelo Irã, e os iraquianos vêm usando como base para agirem no sul de Damasco. Assad é da seita alauíta, uma ramificação do Islã xiita.

Falando do Sul da capital, o ativista Rami al-Sayyed disse que 20 das 70 pessoas mortas do lado rebelde foram atingidas por franco-atiradores quando tentavam escapar. De acordo com um comandante rebelde, 45 milicianos xiitas foram mortos nas últimas 24 horas.



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12 outubro 2013

Força Aérea israelense realizou exercícios em grande escala

Voz da Rússia
A Força Aérea israelense realizou esta semana exercícios em grande escala com reabastecimento de caças no ar, diz um comunicado divulgado na quinta-feira à noite no site oficial das Forças de Defesa de Israel (Tzahal).

O objetivo dos exercícios, que envolveram vários esquadrões da Força Aérea de Israel, foi a prática de voos de “distância excepcionalmente longa”. O Tzahal enfatiza que “durante os exercícios foram expandidas as capacidades da Força Aérea israelense e praticada a interação entre os esquadrões participantes”.

Novos mísseis para escudo nuclear da Rússia

Ilia Kramnik - Voz da Rússia

As tropas de mísseis estratégicos russas deverão receber em breve mísseis e ogivas RC-24 Yars e RC-26 Rubezh que irão substituir os aparelhos soviéticos antigos. Os novos mísseis são capazes de superar sistemas de defesa antiaérea modernos.


Novos mísseis para escudo nuclear da Rússia

Manobra em todas as etapas

Uma característica-chave de novos complexos passa pela sua capacidade de manobra em todas as etapas de emprego. Na terra, os Yars semelhantes aos seus antecessores Topol e Topol-M de estacionamento móvel, estão protegidos melhor contra as armas de alta precisão que os sistemas de mísseis baseados em poços, cuja localização se conhece muito bem.

Na fase de lançamento, os Yars e os Rubezh levam uma certa vantagem: ganham a velocidade mais depressa e podem efetuar manobras limitadas no segmento ativo da trajetória.

Estas características vêm complicando a tarefa de intercepção em comparação com os mísseis balísticos intercontinentais baseados em poços. Além disso, para ambos as novas máquinas estão sendo projetadas blocos de manobra hipersônicos.

Os dispositivos facilitam a rotura definitiva da defesa antiaérea: será difícil interceptar tais alvos devido à elevada velocidade de queda do bloco combativo, a qual se estima em segundos. Ao mesmo tempo, a sua alta capacidade de manobra vem aumentando a probabilidade de falha do atirador. Com isso, não haverá, pelo visto, a segunda chance de fazer intercepção eficaz.

Os Topol serão substituídos

Os complexos de mísseis RT-2PM Topol, conhecidos no Ocidente como RS-12M e designados pela OTAN de SS-25 Sickle, eram produzidos de 1984 a 1993, devendo passar à “reforma por idade”. O sistema RS-26 Rubezh deverá substituir os Topol, diferindo dos Yars por um alcance menor (supostamente 8-9 mil km versus 11 mil) e por preço baixo. Estes fatores, aliados ao aspecto tecnológico seguro, permitem lançar a produção em série dentro em breve e, juntamente com os Yars, garantir a substituição de antigos sistemas de fabricação soviética.

Atualmente, as tropas de mísseis estratégicos contam com 96 complexos de nova geração: um parque de 78 Topol-M e 18 Yars. Os mísseis projetados e produzidos na União Soviética - 50 unidades Voevoda (R-36M2), 50 unidades UR-100 e 170 Topols - constituem o grosso das Tropas de Mísseis Estratégicos (TME) da Rússia.

Nos próximos 15 anos, a Rússia irá produzir cerca de 200 mísseis de nova geração para as TME e cerca de 150 para a Marinha de Guerra a fim de substituir os antigos e preservar o potencial estratégico nuclear nos marcos do START-3. Os testes bem sucedidos de Yars e de Rubezh tornam reais tais planos.



Turquia pode comprar à China sistemas de defesa antiaérea no valor de 3,4 bilhões de dólares

Voz da Rússia
Ancara e Pequim acreditam que as preocupações dos EUA e de alguns outros países da OTAN a propósito de possível compra de sistemas de defesa antiaérea chineses por parte da Turquia não têm fundamentos.

A parte turca disse que a escolha da China não é politicamente motivada e corresponde aos requisitos de Ancara em termos de preço e localização da produção principal em território turco.

O Ministério da Defesa turco também afirmou que dá a preferência aos sistemas de defesa antiaérea chineses por serem mais baratos do que os sistemas similares de fabricação russa, americana e europeia.

O valor da possível transação totalizaria cerca de 3,4 bilhões de dólares.

Japão apresenta veículo blindado MCV

Voz da Rússia

O Instituto de Pesquisa Técnica e Design do Ministério da Defesa do Japão publicou informações sobre seu novo desenvolvimento – o veículo blindado de combate Maneuver Combat Vehicle (MCV), munido de chassi com rodas e canhão de 105 mm.

Maneuver Combat Vehicle, MCV, blindadoO veículo começou a ser desenvolvido em 2008. Seu custo total é estimado em 183 milhões de dólares. Até ao momento, têm sido construídos pelo menos duas unidades de ensaio do MCV, que já estão sendo testados.


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Coreia do Norte ameaça destruir porta-aviões americano

Voz da Rússia
As autoridades da Coreia do Norte ameaçam destruir um porta-aviões americano que se encontra nas águas próximas de seu país, condenando ao mesmo tempo com veemência os exercícios navais conjuntos dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão.

"Os exercícios militares mostram que a aliança tripartite dos EUA, do Japão e da Coreia do Sul se transformou em bloco nuclear," lê-se num comunicado do Comitê norte-coreano para a reunificação pacífica da Coreia.

Rússia vai fornecer fragatas Guepard à Marinha do Vietnã

Alexei Syunnerberg - Voz da Rússia

Num futuro próximo, a Marinha do Vietnã será completada por duas fragatas Guepard de fabricação russa. Elas são projetados para realizar diferentes tarefas: proteção de fronteiras e zonas econômicas marítimas do Estado, combate ao contrabando e à pirataria, escolta de navios, instalação de barreiras minadas.

Fragata Guepard
Equipadas com armas modernas, as Guepard são construídas com uso de tecnologias que garantem sua baixa visibilidade. Com um deslocamento da ordem de 2.200 toneladas, as fragatas conseguem atingir velocidades de até 54 quilômetros por hora. O convés está equipado para baseamento de helicópteros. A tripulação é de cerca de 80 pessoas.

As Guepard destinadas ao Vietnã estão sendo construídos no estaleiro de Zelenodolsk, na república russa do Tatarstão.

“Nós temos uma grande experiência de cooperação com países estrangeiros. Temos vindo a fornecer navios de reputação bem comprovada para a Líbia, a Argélia, e a Iugoslávia”, diz o chefe do departamento de monitoramento do estaleiro, Rasis Fatykhov.

O estaleiro também tem experiência de construção de navios para o Vietnã. Em 2011, as duas primeiras Guepard já entraram em serviço na guarda costeira vietnamita. Eles se provaram tão bons que, passado apenas um ano, o lado vietnamita levantou a questão de aquisição de outras duas fragatas para sua Marinha.

“Elas são semelhantes às fornecidas anteriormente. A diferença é que as novas duas fragatas serão equipadas com armas antissubmarino, lançadores de torpedos, dispositivos de deteção de submarinos inimigos. Nas novas fragatas também serão usados motores mais modernos com características melhoradas”, diz Rasis Fatykhov.

Assim, as novas Guepard poderão combater com igual eficácia alvos no ar, à superfície, bem como com alvos submarinos. Os construtores navais russos planejam concluir a construção das duas novas embarcações para o Vietnã dentro de 2-2,5 anos.



Rússia e Irã abrem nova página nas suas relações

Boris Pavlischev - Voz da Rússia

Segundo informações que surgiram na imprensa, Moscou e Teerã poderão acabar por resolver positivamente a questão dos fornecimentos ao Irã de sistemas de mísseis antiaéreos russos. O contrato de fornecimento de sistemas S-300 foi assinado já há seis anos, mas ainda não foi cumprido devido às sanções introduzidas posteriormente pelo Conselho de Segurança da ONU contra o Irã.

De acordo com o jornal Nezavisimaya Gazeta (Jornal Independente) de Moscou, as partes poderão dar início às negociações em concreto depois de Teerã retirar oficialmente a ação que moveu contra a Rússia no valor de 4 bilhões de dólares por incumprimento do contrato anterior, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Recordemos a história dos S-300. O fornecimento dos sistemas estava previsto no contrato bilateral de 2007. Em junho de 2010 o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que reforçava as sanções contra o Irã. Esse documento proibia fornecer-lhe uma série de armamentos ofensivos. Apesar de os sistemas puramente defensivos do tipo dos S-300 não figurarem nessa lista, o presidente Dmitri Medvedev emitiu três meses depois um decreto que proibia o seu fornecimento.

Ao alargar o âmbito do documento da ONU, a Rússia se comportou como uma potência global responsável que não desejava uma escalada da situação em torno do Irã, sobre o qual pairava na altura a ameaça real de uma guerra com Israel motivada pelo programa nuclear iraniano. Depois disso, o Irã moveu uma ação contra a Rússia na Corte Internacional de Arbitragem de Genebra. A ação, porém, esteve parada nesse tribunal praticamente desde o início de 2011.

Neste momento já houve um desanuviamento considerável em torno do Irã e a venda dos sistemas antiaéreos a Teerã se está tornando possível. No entanto, segundo dizem os peritos, o fornecimento de novos sistemas S-300VM Antei-2500 formalmente não iria violar a proibição de 2010 para o fornecimento dos S-300. Esses sistemas têm uma marcação e um fabricante diferente e as suas capacidades ainda são superiores, explica o diretor do Centro de Estudos de Políticas Públicas Vladimir Evseev:

“O sistema S-300VM tem uma melhor capacidade para cumprir tarefas de defesa antimíssil em comparação com a defesa antiaérea. Desse ponto de vista ele supera o S-300, especialmente na intercepção dos mísseis balísticos. Isso representa uma importância fundamental. Se houver ataques hipotéticos contra o Irã, o primeiro será efetuado precisamente com mísseis e será muito importante interceptá-los.”

Um possível contrato entre a Rússia e o Irã para os Antei teria ainda outro aspeto que seria o reforço da segurança da Síria. Pelo menos é o que considera o diretor do Instituto Internacional dos Novos Países Alexei Martynov:

“Penso que, devido às relações inequívocas de aliança entre o Irã e a Síria, este país também ficaria sob a proteção representada pelos sistemas de mísseis russos ao serviço do Exército iraniano.”

Quando Teerã retirar a sua queixa da corte arbitral de Genebra, essa página difícil nas relações russo-iranianas fará parte do passado. Essa ação não impedia apenas a cooperação entre os dois países na área militar. Parece que ela era incômoda até para os próprios iranianos, os quais se recusavam categoricamente a comentar o seu futuro na corte de arbitragem. Os prazos para a sua apreciação já prescreveram há muito tempo. Tudo indica que já há muito que tem estado a amadurecer alguma decisão e é possível que ela seja tomada.



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11 outubro 2013

Brasil estuda compra de equipamentos russos para defesa aérea

Correio do Brasil
Por Redação, com RNA - de Moscou

No início da próxima semana uma delegação militar, chefiada pelo ministro da Defesa da Rússia Serguei Shoigu, deve visitar o Brasil e o Peru para manter nesses países uma série de negociações sobre o desenvolvimento da cooperação técnico-militar. Nas negociações no Brasil, provavelmente, será discutida a questão de aquisição de sistemas de defesa aérea Pantsir-S1. No Peru, as negociações incidirão sobre o tema de blindados. Anteriormente, os peruanos já manifestaram sua prontidão de comprar um grande lote de tanques T-90S e dos mais recentes veículos blindados russos.

O ministro da Defesa da Rússia planeja voar para o Brasil em 14 de outubro. Primeiro, deverá ser realizada uma reunião da delegação russa com o ministro da Defesa do Brasil Celso Amorim, o Chefe de Estado-Maior general José Carlos De Nardi, e, possivelmente, com a presidente Dilma Rousseff.

Em termos de cooperação técnico-militar, a América Latina sempre foi secundária para a Rússia em comparação, por exemplo, com a Ásia. Agora é hora de recuperar o tempo perdido, sublinhou em entrevista à agência russa de notícias Voz da Rússia o chefe do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias Ruslan Pukhov:

– Outro aspecto está relacionado com que agora tanto o Peru planeja comprar armamentos em quantias bastante significantes, como o Brasil tem um ambicioso programa de rearmamento. Por isso a Rússia está envolvida lá e ela tem boas chances. Se trata da área de equipamentos terrestres, no Peru, e no Brasil, de sistemas de defesa aérea. Obviamente, o ministro da Defesa Serguei Shoigu fará todos os esforços para promover as propostas russas. Então, a indústria russa de defesa vai conseguir dinheiro, o qual tão pouco será redundante no contexto de uma possível redução do orçamento militar. Outro momento ainda é que o Brasil, juntamente com a Índia, China, Rússia e África do Sul é um membro dos BRICS. É necessário reforçar os laços com esta associação. O Peru é também um jogador regional bastante grande que está ligado à rússia por laços de cooperação desde a era soviética – afirmou.

O Brasil mostrou um interesse especial no complexo Pantsir-S1. Este é o mais recente sistema de defesa aérea de curto alcance. Inicialmente, o complexo foi projetado por encomenda dos Emirados Árabes Unidos e destinado para exportação, nota Ruslan Pukhov:

– O segundo país que quis comprar este complexo foi a Síria, e o terceiro foi a Argélia. O exército russo foi o quarto usuário. Atualmente, estão sendo mantidas com vários países, incluindo o Brasil, negociações sobre o complexo que estão em fase de conclusão. O Brasil necessita deste sistema, inclusive a fim de proteger seu céu pacífico de possíveis incidentes, de ataques terroristas no âmbito da Copa do Mundo e da Olimpíada num futuro previsível. Eu acho que as chances de compra do complexo são altas, embora isso não signifique que tudo será assinado agora, durante a visita. Mas será feito mais um passo nessa direção – disse.

Quanto ao fornecimento ao Peru de um grande lote de tanques T-90S, as chances são bastante grandes. Recentemente foi realizada uma demonstração dessa máquina de combate à liderança militar do Peru. Ela incluiu tiros prático contra vários alvos. O T-90S fez uma grande impressão, nota o editor do jornal Revista Militar Independente, Viktor Litovkin:

– Além dos fornecimentos, nós podemos criar no Peru um sistema de manutenção e atualização destes tanques, empresas conjuntas que depois permitirão expandir os nossos negócios nesse país. Além de tanques, a Rússia pode também fornecer os mais recentes veículos blindados BTR-80A, que estão agora sendo fornecidos ao Exército russo. Já foram entregues ao Peru cerca de duas dezenas de helicópteros. Assim que os peruanos têm um grande respeito ao equipamento militar russo – acrescentou.

Se o acordo de fornecimento de 110 tanques T-90S e um lote igual de veículos blindados será finalizado, seu custo será de pelo menos 700 milhões de dólares. O acordo de fornecimento de sistemas de defesa aérea ao Brasil é estimado em US$ 1 bilhão.



EUA reavaliam retorno da ajuda militar ao Egito, diz Kerry

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Kuala Lumpur

Os Estados Unidos vão considerar retomar a ajuda ao Egito com base em comportamentos que incentivem a democracia através de eleições, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta quinta-feira, um dia depois de Washington ter suspendido parte da ajuda ao Cairo.

Falando logo após chegar à Malásia, Kerry disse que a suspensão de parte da ajuda para o país aliado não significa que Washington está cortando os laços com o governo egípcio apoiado pelo Exército, que assumiu após a deposição do presidente Mohamed Mursi em 3 de julho.

- O governo interino entende muito bem o nosso compromisso com o sucesso deste governo… e de forma alguma isso significa a retirada de nosso relacionamento ou um corte de nosso compromisso sério em ajudar o governo – disse Kerry a repórteres.

Os EUA anunciaram na quarta-feira que vão suspender a entrega de tanques, aviões de combate, helicópteros e mísseis, bem como ajuda em dinheiro de 260 milhões de dólares, em uma tentativa de garantir que o governo do Cairo siga um “roteiro” político apresentado após a remoção de Mursi.

- Nós vamos continuar a cobrar que o roteiro continue a ser um objetivo principal para o governo interino, porque acredito que eles querem continuar a relação de uma forma positiva com os Estados Unidos – disse Kerry.

O secretário de Estado disse ainda que a restauração do auxílio dependerá de medidas a serem tomadas pelo governo egípcio para seguir em direção a uma transição política

- Será com base em comportamentos e será com base no que acontecer ao longo do caminho nos próximos meses – afirmou.



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09 outubro 2013

ONU é processada nos EUA por epidemia de cólera no Haiti

Soldados nepaleses de missão da entidade trouxeram epidemia ao país em 2010

Reuters - O Estado de SP 

NOVA YORK - Advogados de direitos humanos que representam vítimas de uma epidemia de cólera no Haiti, cujo início foi atribuído a tropas de paz da ONU, anunciaram nesta quarta-feira, 9, a abertura de um processo judicial em Nova York no qual pleiteiam uma indenização da ONU.

Meses atrás, a entidade havia anunciado que não tinha a intenção de pagar centenas de milhões de dólares às vítimas da cólera no Haiti, onde a epidemia atingiu mais de 650 mil pessoas desde outubro de 2010, matando mais de 8.300 delas.

"Os autores da ação incluem haitianos e haitiano-americanos que contraíram cólera, bem como familiares daqueles que morreram pela doença", disse em nota o Instituto para a Justiça e a Democracia no Haiti. O comunicado diz ainda que a ação foi aberta na Corte Distrital do Distrito Sul de Nova York. Não foi citado o valor solicitado como indenização.

Uma comissão independente nomeada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para estudar a epidemia divulgou em 2011 um relatório que não determinava conclusivamente como a cólera chegou ao Haiti. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA encontrou fortes indícios de que soldados nepaleses levaram a doença ao país caribenho.

A cólera é uma infecção que causa diarreia intensa e que pode provocar desidratação e morte. Ela ocorre em lugares com saneamento deficiente.

Em novembro de 2011, o Instituto para a Justiça e a Democracia no Haiti, com sede em Boston, apresentou uma petição na sede da ONU solicitando um mínimo de 100 mil dólares para as famílias de cada pessoa morta por cólera, e pelo menos 50 mil dólares por cada vítima que tenha adoecido.

Em fevereiro deste ano, um porta-voz da ONU declarou que a indenização não estavam abrangidas pelo artigo 29 da Convenção sobre Privilégios e Imunidades, que trata de disputas envolvendo representantes da ONU com imunidade diplomática. Na época, o Instituto para a Justiça e a Democracia no Haiti se disse frustrado com a decisão da ONU, e afirmou que recorreria à Justiça.

Não está claro de imediato como a questão da imunidade diplomática para a ONU impactará o processo judicial em Nova York. Ban lançou em dezembro de 2012 uma iniciativa de US$ 2,2 bilhões para erradicar o cólera no Haiti na próxima década. O comando militar da missão de paz da ONU no Haiti é ocupado pelo Brasil.


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EUA criam robô militar que anda em uma perna só e mostra o bíceps

Governo quer investir em máquinas que tenham capacidade de matar e caçar


O Globo


O robô Atlas: ele aguenta até pancada na cintura
Foto: Divulgação

O robô Atlas: ele aguenta até pancada na cintura Divulgação

RIO - Ele anda em esteiras, desvia de obstáculos, equilibra-se em uma perna só, resiste a sucessivas pancadas em sua cintura e até exibe o bíceps metálico. O robô humanoide Atlas, como foi batizado, é a mais recente criação da Boston Dynamics, uma companhia americana parceira da Agência de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (Darpa, na sigla em inglês).

O Atlas fará parte do Programa de Mobilização e Manipulação Rápida da Darpa. A iniciativa é considerada “uma grande promessa para ampliar a eficácia humana nas operações de defesa”.

Esta versão do Atlas é uma dos sete robôs humanoides que a Boston Dynamics está desenvolvendo em resposta ao Desafio Robótico da Darpa.

Em dezembro, os robôs participantes da competição passarão por oito etapas que testarão seus potenciais usos em situações de emergência, como atravessar um terreno irregular e dirigir um veículo de resgate.

A Darpa quer melhorar a capacidade de manobra e controle de seus robôs, ao mesmo tempo em que tenta reduzir os custos para fabricá-los.

Professor de Inteligência Artificial e Robótica da Universidade de Sheffield, Noel Sharkey elogiou a capacidade de equilíbrio do Atlas, mesmo quando é golpeado.

— É uma conquista surpreendente. Uma façanha notável — exaltou Sharkey, que também é diretor do Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas. — Não sabemos qual será o propósito militar destas máquinas, mas certamente demos um passo em direção a um robô terrestre de alta velocidade e com capacidade de caçar e matar.


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Radicalismo ameaça segurança nuclear no Paquistão

Governo garante que armas estão seguras, mas insurgência islâmica crescente causa preocupação ao Ocidente

Shamil Shams - Deutche Welle | Carta Capital


Não é a primeira vez que um líder paquistanês diz ao mundo que o arsenal nuclear do país está em boas mãos. Mas, apesar das repetidas garantias, o Ocidente vem se preocupando há algum tempo com a segurança de armas atômicas do Paquistão.

O Paquistão, que realizou seus únicos testes nucleares em 1998, luta contra uma já prolongada insurgência islâmica, que ameaça paralisar o Estado. Na última década, os islamistas não só atacaram civis, mas também instalações e bases militares. Observadores dizem que o Talibã e a Al Qaeda estão de olho nas ogivas nucleares paquistanesas.

Na semana passada, o primeiro-ministro Nawaz Sharif visitou o Centro de Comando Nacional, que supervisiona as instalações nucleares paquistanesas. Ele estava acompanhado por funcionários do poderoso Exército paquistanês que, segundo analistas, tem a última palavra nos assuntos relacionados a defesa e segurança. Após a visita, o premiê disse que Islamabad quer "paz na região" e que "não fará parte de uma corrida armamentista". Ele ressaltou, ainda, que o arsenal nuclear está "bem protegido".

Segundo a especialista em questões de defesa Maria Sultan, as autoridades têm, de fato, um forte controle sobre as instalações nucleares. "O Paquistão tem capacidade de monitorar suas armas nucleares, e a tecnologia que está usando para fazer isso é muito sofisticada", opina a analista, que classifica como "infundadas" as preocupações do Ocidente.

“Talibanização dos militares”

Embora o Estado afirme que suas armas nucleares estão sob rigoroso controle, muitos especialistas em defesa temem que eles possam cair nas mãos de terroristas, caso radicais eventualmente assumam o controle de Islamabad ou se as coisas ficarem fora de controle do governo e dos militares.

"Programas nucleares nunca são seguros. Por um lado, há, talvez, um certo nervosismo exagerado sobre as bombas do Paquistão nos meios de comunicação ocidentais. Por outro, há também uma preocupação genuína", avalia Farooq Sulehria, pesquisador e jornalista paquistanês baseado em Londres. "Mas a talibanização dos militares do Paquistão é algo que não podemos ignorar."

As preocupações de Sulehria provavelmente são justificadas. Os talibãs têm demonstrado repetidamente que são capazes não só de atacar alvos civis, como também bases militares. Em agosto de 2012, um grupo armado com fuzis e lançadores de foguetes atacou uma base aérea na cidade de Kamra, na província de Punjab.

A base abriga vários esquadrões de caças e aviões de vigilância, que, segundo oficiais da Força Aérea, não foram danificados pelo ataque. O Talibã tem grande influência no inquieto Vale do Swat, no noroeste do Paquistão, e, de acordo com especialistas em defesa, várias instalações nucleares estão localizadas não muito longe da área.

Apesar disso, o analista político e de defesa Zahid Hussain garante que o Ocidente está "preocupado desnecessariamente". "O Paquistão realizou seus testes nucleares mais de 15 anos atrás. Nada aconteceu desde então. O Paquistão assegura que as armas nucleares continuam seguras", assinala.

Proliferação nuclear

No entanto, o histórico de segurança nuclear do Paquistão não é tão limpo como alega Hussain. Em 2004, o "criador" da bomba nuclear do país, Abdul Qadeer Khan, confessou ter vendido tecnologia atômica à Coreia do Norte e ao Irã.

Khan foi afastado da chefia do programa nuclear paquistanês pelo então presidente Pervez Musharraf, em 2001. Ele passou cinco anos em prisão domiciliar, depois que Musharraf mandou prendê-lo em 2004 por seu suposto papel na divulgação de segredos nucleares. Um tribunal em Islamabad determinou sua libertação em 2009.

Os líderes militares e civis paquistaneses foram acusados ​​de serem condescendentes com Khan, mas se defendem, dizendo que o Estado não teve papel algum no que eles afirmam ter sido um "ato individual" de Khan. Mas muitos no Paquistão e no Ocidente acreditam que Khan só foi capaz de repassar tais informações sigilosas com apoio do regime.

Khan é popular entre ativistas muçulmanos e setores da população do país, que acreditam que as armas nucleares são "necessárias" para a segurança nacional. Partidos políticos e religiosos do Paquistão invariavelmente usam a retórica nuclear contra a Índia e os países ocidentais.

"A bomba atômica é nossa protetora. Ela garante nossa soberania. Ninguém pode atacar o Paquistão enquanto tivermos esta bomba, e essa é a razão por que os EUA, a Índia e outros países ocidentais estão conspirando contra ela", argumenta Abdul Basit, um estudante na Universidade de Karachi.

Asim Uddin, um ativista do partido islâmico paquistanês Jamaat-e-Islami baseado em Londres, é da mesma opinião. Ele argumenta que o Paquistão precisa de armas atômicas porque tem um vizinho nuclear, a Índia, contra a qual já lutou em três guerras. "O Paquistão precisa de armas nucleares como um elemento de dissuasão de guerra", acredita.

Já Sulehria diz que, embora o mundo precise ser mais vigilante a respeito das armas nucleares do Paquistão, sua obsessão nuclear tem mais a ver com a política interna do que com as ameaças externas: "Os políticos usam a retórica nuclear para apaziguar o público."

Especialistas como Sulehria temem que uma economia em ruínas, uma crescente ameaça islâmica e um discurso nuclear populista são uma receita perfeita para uma crise nuclear. Eles também dizem que o governo paquistanês precisa fazer muito mais do que apenas emitir declarações oficiais sobre a segurança atômica.



EUA estudam corte de ajuda militar ao Egito

Washington nega e diz que futuro da relação com o Cairo será anunciado nos próximos dias

O Estado de SP


WASHINGTON - Um funcionário de alto escalão do governo americano, citado pela agência de notícias Reuters e pela CNN, disse ontem que Washington estuda cortar a ajuda militar dos EUA ao Egito em razão da violência contra manifestantes. A Casa Branca afirmou que definirá o futuro da relação com o Cairo nos próximos dias.

O funcionário americano, que pediu para não ser identificado, disse que a Casa Branca ainda não avisou o governo interino do Egito de maneira oficial. Os EUA já teriam cortado parte da ajuda militar em agosto e teriam suspendido ou diminuído o envio de material militar para o Cairo.

Um segundo funcionário do governo disse à Reuters que a decisão já teria sido tomada, mas o anúncio oficial seria feito em algum momento nesta semana. Ele lembrou, porém, que a medida já foi adiada outras vezes.

Contudo, a Casa Branca tentou amenizar o impacto da notícia. Caitlin Hayden, porta-voz do governo, afirmou que o presidente Barack Obama, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, deixou claro que a ajuda militar ao Egito continuaria. "As notícias sobre o corte da ajuda militar ao Egito são falsas."

Os choques entre forças de segurança e manifestantes começaram em julho após a destituição do presidente Mohamed Morsi, ligado à Irmandade Muçulmana, principal grupo islâmico do país. Desde então, 2 mil membros da organização foram presos. Em agosto, ao menos mil morreram depois que as forças de segurança abriram fogo nas ruas do Cairo.


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