31 janeiro 2014

Sukhôi aposta em supermanobrabilidade em novo caça

Análise mostra como o caça de quinta geração PAK-FA se difere do americano F-22. Os designers da Sukhôi optaram por uma mistura de stealth e manobrabilidade em vez de projetar um avião totalmente invisível.


Rakesh Krishnan Simha, especial para Gazeta Russa

O documento de patente do PAK-FA, publicado pelo Serviço Federal para Propriedade Intelectual mostra que o projeto do caça de quinta geração é fortemente influenciado pela necessidade de baixa visibilidade de radar.

De acordo com o documento, o objetivo é “criar uma aeronave com baixa visibilidade de radar e supermanobrabilidade em grandes ângulos de ataque, aproximando-se de 90°, além de simultaneamente preservar a alta eficiência aerodinâmica em velocidades subsônicas”.

Os russos também estão dispostos a sacrificar algumas características comuns a aviões steath (quase invisíveis aos radares) em troca dessa supermanobrabilidade e excelentes características de voo.

Nas telas do radar

O documento afirma que a intenção dos designers é reduzir o grau de detecção do avião a um radar (RCS, Radar cross section) a um “valor médio de 0,1-1 metros quadrados”. A essa medida, a aeronave se assemelha a um pássaro no radar inimigo e torna-se difícil - mas não impossível - detectá-la.

O Sukhôi pode ser facilmente comparado ao caça americano F-22, que, segundo especialistas em aviação, tem RCS de 0,1 metro quadrado. Os caças de quarta geração, como o Sukhôi-27/30 e F-15E tem um RCS na faixa de 10 a 15 metros quadrados. Reduzir a visibilidade da aeronave é possível pela combinação de design e tecnologia, especialmente reformulando os contornos da estrutura.

Versatilidade

Os dois motores do PAK-FA são posicionados bem distantes entre si em compartimentos isolados, criando espaço para um compartimento de carga amplo entre os dois. As entradas de ar ficam afastadas dos motores, criando uma curvatura que esconde o compressor e reduz a visibilidade de radar da parte da frente da aeronave.

Os motores também estão posicionados em um ângulo agudo em relação ao plano vertical, o que permite a vetorização de impulso – uma área na qual a Sukhôi se destaca - nos canais longitudinais, transversais e de viagem. Os bicos do motor são voltados para fora, transferindo uma porção significativa do controle da aeronave para eles, mesmo em baixas altitudes. Isso melhora consideravelmente a segurança de voo.

O aerofólio móvel acima e na frente das entradas de ar do motor são uma característica exclusiva do PAK-FA, típica do russo. Os aerofólios podem girar para baixo em torno de sua extremidade traseira. Semelhante às lâminas das asas, eles ajudam no controle quando a aeronave está em ângulos de ataque elevados. As entradas de ar estão localizadas nos dois lados da estrutura são chanfradas em dois níveis, para manter o fluxo mesmo em ângulos altos.

Longa espera

Comparar o PAK-FA com o F-22 Raptor ou F-35 Lightning II é uma tarefa difícil, pois a maioria das especificações dessas aeronaves de ponta são altamente secretas. De acordo com os dados disponíveis, a aeronave russo não é tão furtiva como o F-22, avaliado em US$ 420 milhões.

Mas a vantagem do F-22 não parece preocupar os russos O PAK-FA parte de um princípio de combate totalmente diferente, no qual supermanobrabilidade é considerada uma arma vital. Os americanos apostam tudo na quase invisibilidade para atacar os alvos e capacidade de domínio no ar. Em outras palavras, ver o inimigo primeiro, evitando a detecção.

O ponto de vista russo, pelo contrário, recorre às habilidades de combate. Em algum momento, o caça deve se mostrar para o ataque, e esse momento exige excelente manobrabilidade. Um caça lento, pesado e com armamento fraco, como o F-35, tem mais chances de ser abatido.

O novo caça vai provar com o tempo qual das duas filosofias é melhor. Mas os pilotos da Força Aérea russa vão ter que esperar para colocar as mãos no caça.

De acordo com o Programa Nacional de Armamento da Rússia, os 60 caças PAK-FA serão entregues entre 2016 e 2020.


O diretor-geral da Rosoboroneksport enumera o que a Rússia pode oferecer aos seus parceiros comerciais estrangeiros

O diretor-geral da Rosoboroneksport (empresa pública que intermedia a importação e exportação de produtos, tecnologias e serviços militares russos), Anatóli Issáikin, enumera o que a Rússia pode oferecer aos seus parceiros comerciais estrangeiros e explica por que a receita proveniente da exportação de armamentos não irá crescer mais.


Ivan Safronov | Kommersant | Gazeta Russa

Em 2013, a Rosoboronexport estabeleceu um recorde ao fornecer aos clientes de armamento e equipamento militar produtos cujo valor totalizou US$ 13,2 bilhões. Em entrevista à Gazeta Russa, o diretor-geral da empresa, Anatoli Isaikin, falou dos êxitos obtidos no ano passado e dos planos de exportação para o futuro.

A Rosoboronexport contabilizou os resultados preliminares de 2013. Qual foi o valor dos contratos cumpridos?

Anatoli Issáikin: De acordo com os dados disponíveis em 31 de dezembro, nós fornecemos armamento e equipamento militar no valor de US$ 13,2 bilhões. Esse resultado ultrapassou ligeiramente o valor que constava do planejamento (US$ 13 bilhões), o que não poderia deixar de nos alegrar. De modo geral, no período que vai de 2001 até 2013, o volume das exportações anuais em nosso segmento quadruplicou. Somente em 2013, recebemos e analisamos 1.902 pedidos de clientes estrangeiros. Como resultado, 1.202 contratos foram assinados.

A geografia dos fornecimentos de armas sofreu alterações no ano passado?

A.I.: Não mudou tanto assim: entre os principais países importadores de armamento e equipamento militar russo continuam figurando a Índia, a China e o Vietnã. Há também a Indonésia, a Argélia, a Venezuela e parte da Malásia. De acordo com estimativas preliminares, a parcela resultante da soma das cotas dos primeiros cinco ou seis países que constam da lista de parceiros da Rosoboroneksport constituiu, em 2013, mais de 75% do total das exportações de produtos militares russos. Ao todo, foram fornecidos armamentos para 60 países.

O senhor citou o valor de US$ 13,2 bilhões. Esse seria um indicador limite para o exportador especial (aquele que trabalha com produtos de exportação considerados estratégicos)?

A.I.: Praticamente sim. Nós focamos, em primeiro lugar, nas metas previstas no programa do governo para o armamento do exército russo até 2020 e isso representa tanto o fornecimento de novos modelos de equipamentos e armas para as Forças Armadas, quanto à modernização do que atualmente consta em seu arsenal. Partindo disso, podemos fazer uma estimativa do grau de sucesso da promoção dos produtos russos. Durante dois ou três anos, o nosso principal objetivo será a manutenção das exportações de armamentos no patamar de US$ 13 bilhões. Não acredito que seremos capazes de ultrapassá-lo, pois os novos tipos de equipamentos nos quais nossos potenciais compradores estão interessados devem ser fornecidos em primeiro lugar ao exército russo, e somente depois disso é que poderemos disponibilizá-los para as exportações.

Em quanto poderá aumentar a receita da Rosoboroneksport depois que for dado o sinal verde para a exportação dos novos modelos?

A.I.: Eu não acho que a receita poderá exceder o total de US$ 15 bilhões. Partimos da estimativa de nossas próprias forças e possibilidades, bem como da capacidade da indústria militar. Mas, também não devemos nos esquecer de outras circunstâncias externas. Por exemplo: as situações de crise, que nos últimos sete ou oito anos abalaram não só a Europa, mas também os EUA. Ou, também, o ambiente instável em diversas regiões. Estamos vendo o que está acontecendo agora na região do Oriente Médio: a guerra na Síria, o embargo do fornecimento de armas ao Irã, a revolução na Líbia e no Egito... Esses são precisamente os países nos quais tínhamos apostado seriamente.

A estrutura da carteira de pedidos mudou?

A.I.: De acordo com os resultados de 2013, o equipamento da Força Aérea constitui 38,3% de todos os contratos firmados, contra 32,3% no ano anterior. Atualmente, o equipamento da Marinha ocupa 17% da carteira, o terrestre 14,2% e o da Defesa antiaérea 26,2%.

Em que tipo de armas o senhor deposita as maiores esperanças? O que a Rússia pode oferecer de melhor nesse mercado?

A.I.: Eu diria que a Rússia está pronta para oferecer tudo, desde armas de pequeno porte até sistemas de defesa antiaérea. Nós associamos determinadas perspectivas de promoção nos mercados mundiais com os helicópteros Mi e Ka e com os complexos e sistemas de mísseis antiaéreos S-400 Triumpf, Antey-2500, Buk-M2E, Tor-M2E, Pantsir-S1 e Igla-S. Na área naval, há as fragatas do projeto 11356 e Gepard-3.9, os submarinos do projeto 636 e Amur-1650 e as lanchas de patrulha Svetliak (Vagalume) e Molnia (Relâmpago). Nosso setor terrestre está representado pelos tanques modernizados T-90S, pelos veículos de combate de infantaria BMP-3, pelos veículos construídos com base nesses modelos e pelos veículos blindados Tigr. No ano passado, os aviões Su-30 e MiG-29 fizeram sucesso, e atualmente as aeronaves de treinamento e combate Iak-130 estão tendo boa procura. Os aviões Su-35 também despertam grande interesse, essa é uma das direções com boa perspectiva no campo da aviação.

Que comentário o senhor poderia fazer a respeito da situação criada pelo fato dos EUA terem renunciado aos planos de compra de lotes adicionais de helicópteros Mi-17V5 para os militares do Afeganistão?

A.I.: A proibição refere-se apenas a compra de helicópteros no futuro. Temos um contrato firmado para 30 helicópteros e ele está sendo cumprido. Nós estávamos analisando uma variante com algumas opções. Existiram perspectivas de uma transação adicional? Sim, existiram. Mas nem mesmo as negociações sobre um futuro fornecimento desses helicópteros tiveram tempo de começar. Eu diria que o Congresso dos EUA é essencialmente composto por lobistas que representam os interesses do complexo militar-industrial local, e que com seu trabalho meticuloso conseguiram alcançar aquilo que pretendiam. É exatamente assim que nós avaliamos essa proibição.



Força Aérea israelense ataca Faixa de Gaza

A Força Aérea de Israel lançou ataques pontuais contra a Faixa de Gaza em resposta ao bombardeio com mísseis do Estado judeu.


Voz da Rússia

“Retaliando o ataque com mísseis a Israel, a Força Aérea realizou um golpe em um alvo de atividade terrorista na zona norte de Gaza e um armazém de armas e munições na parte sul da Faixa”, informa o serviço de imprensa das Forças de Defesa de Israel.

De acordo com a parte palestina, 4 pessoas ficaram feridas no ataque da Força Aérea israelense.

Quinta-feira passada, a partir do território do enclave palestino foi lançado um míssil em direção ao deserto de Neguev em Israel. Mortes e destruições não foram registradas.



Exército russo vai ser equipado com novos drones

O Exército russo vai ser equipado com mais de 30 veículos aéreos não-tripulados (VANTs ou drones) de reconhecimento antes do final de 2014. Trata-se de fornecimentos de sistemas Aileron.


Voz da Rússia

O contrato está sendo implementado pela empresa Enix, da cidade de Kazan. Na extensa linha de dispositivos de classe mini desenvolvidos pela empresa, destacam-se o Aileron-3SV e o Aileron-10SV, indica o especialista russo em sistemas não-tripulados Denis Fedutinov:

“A versão do sistema Aileron-3SV é destinada especificamente ao exército. O complexo foi testado pelas tropas e foi seriamente atualizado. São aparelhos de apenas alguns quilos de peso de decolagem. O sistema é projetado para missões de inteligência num raio de 5 a 20 quilômetros. Ele proporciona transmissão de vídeo e imagens em tempo real. O complexo será usado por unidades inferiores do nível de pelotão e companhia.”


Exército russo vai ser equipado com novos drones
Foto: Eniks
A principal vantagem da utilização de tais sistemas é a sua eficiência. Assim, as unidades de nível inferior não dependem da obtenção de informações de níveis mais elevados. O Aileron está adaptado para a montagem de cargas úteis modulares intercambiáveis: câmeras fotográficas, termovisor, câmera de vídeo com ampliação de 10 vezes. A velocidade máxima do drone é de 130 quilômetros por hora e a altura a que ele pode subir é de 4.000 metros.

O preço do sistema é muito mais baixo do que o de complexos Zastava, que são produzidos na Rússia sob um contrato entre a companhia Oboronprom e a empresa israelense Israel Aerospace Industries (IAI). Mas há que notar que no preço dos sistemas a maior parte não é o custo da aeronave mas de sua carga útil, isto é, as câmeras fotográficas e de vídeo. E também dos canais de comunicação para assegurar a transmissão de comandos para o sistema e de dados desde o VANT para a terra.

Além de drones de classe mini, empresas russas estão desenvolvendo aparelhos bastante pesados da classe Middle Altitude Long Endurance (MALE) – aeronaves de alturas médias com longa duração de voo, nota Denis Fedutinov:

“VANTs de cerca de uma tonelada de peso estão sendo desenvolvidos pela empresa Tranzas de São Petersburgo, e drones pesando cerca de cinco toneladas – pela empresa Sokol de Kazan. Finalmente, o projeto mais intrigante está ligado à empresa Sukhoi. Aqui, tudo se baseia em suposições de que este será o mais pesado dos drones russos em desenvolvimento, pesando entre 10 e 20 toneladas.”

A duração de voo dos primeiros dois drones pode alcançar as 20-30 horas. No caso de sistemas das empresas Tranzas e Sokol, os militares russos provavelmente gostariam de obter análogos dos sistemas Predator e Reaper que existem nos Estados Unidos. Eles têm sido usados pelos norte-americanos nas campanhas militares dos últimos anos, incluindo no Iraque e no Afeganistão. O Predator está armado com dois mísseis antitanques Hellfire, e o drone Reaper, mais pesado, além desses mísseis, pode ter bombas teleguiadas a laser.

O VANT pesado de ataque russo não terá uma autonomia de voo tão grande como a de drones da classe MALE. Mas a sua vantagem será, aparentemente, a sua pequena visibilidade a radares inimigos. E também o fato de que ele operar em velocidades maiores e poder transportar mais carga. Até agora não há informações sobre seus armamentos, mas não há dúvida de que eles serão de alto nível em termos de potência e eficácia.

Caças para a argentina criam preocupação em Londres

Kfir Block 60 poderão chegar em 2015 a Buenos Aires


Área Militar

As alegadas negociações entre o governo de Israel e o governo da Argentina, para a aquisição de um lote de 18 caças Kfir [1] pelo governo de Buenos Aires, estão a deixar o governo britânico preocupado, ao ponto de o primeiro ministro daquele país europeu, ter enderaçado a Israel um pedido para que informe Londres, sobre que tipo de equipamentos e sistemas electrónicos estarão instalados a bordo das aeronaves que a Argentina pretenderá adquirir.

Sabe-se que desde Agosto de 2013, que surgiu a possibilidade de a Argentina adquirir aeronaves e os contactos preliminares entre Israel e a Argentina terão começado entre Agosto e Setembro de 2013, mas só mais recentemente é que terá sido possível determinar que o teor dos contactos entre as duas partes versava sobre a aquisição de uma versão bastante moderna do caça Kfir (Block 60).

O caça Kfir foi desenvolvido em Israel, num momento crítico. O país já tinha começado a produzir localmente o Mirage numa versão local chamada «Nesher», mas a França, pressionada pelos países árabes cancelou a licença para o fornecimento de motores.


Sem outra opção, Israel desenvolveu o Mirage com a inclusão de um motor americano da General Electric. Nasce assim o Kfir, cuja principal característica resulta de ser um caça francês com motor fabricado nos Estados Unidos.

Colaboração de longa data

Não é a primeira vez que a Argentina e Israel negociam a compra de armas. Durante a década de 1970, Israel forneceu à Argentina vários caça-bombardeiros Nesher, equivalentes aos Mirage-5 e foram muitos destes caças que foram utilizados contra os britânicos durante a guerra das Malvinas.

A vitória britânica resultou essencialmente da maximização dos meios disponíveis, pois em teoria a força aérea argentina tinha condições para controlar o ar.

No entanto, os caças não possuíam por exemplo capacidade para reabastecimento em voo, pelo que os Mirage argentinos apenas podiam sobrevoar as Malvinas durante curtos períodos, o que acabou por levar a que os britânicos controlassem o ar o que foi determinante para a vitória final.

A Grã Bretanha, possui hoje nas Malvinas um pequeno destacamento equipado com quatro caças «Typhoon-II» armados com os mais modernos sistemas de armas ao serviço da Grã Bretanha.

O destacamento militar britânico nas Malvinas, condiciona tremendamente qualquer tentativa argentina para voltar a tomar as ilhas, mas a aquisição por Buenos Aires de aeronaves modernas (que até ao momento não possui) pode complicar as contas dos militares britânicos.

Pressões sobre Israel

O governo de David Cameron, está a pressionar o executivo de Israel, para que informe sobre as características e sistemas que estarão incluídos no pacote em negociação com os argentinos.

Os caças agora negociados estão muito melhor equipados que os Mirage espanhóis que também estiveram em negociação, mas que teriam que ser fornecidos sem muitos dos seus sistemas electrónicos, onde muitos dos protocolos são de utilização exclusiva de países da OTAN e que por isso não poderiam ser fornecidos à Argentina.

Os caças da força aérea de Israel, que se encontram na situação de reserva, possuem entre outros sistemas, um moderno radar fixo, do tipo AESA, com capacidades que nem sequer estão disponíveis nos caças Typhoon-II que os britânicos têm nas Malvinas.

Só isso, é suficiente para deixar os britânicos preocupados, adiantam analistas militares.

No entanto, não é a primeira vez que nos últimos anos os argentinos têm feito aproximações no mercado internacional para a aquisição de aeronaves, que posteriormente não têm evolução. A Argentina já considerou a aquisição de vários caças da Espanha e também de caças franceses e até MiG-29, Su-27 russos e JF-17 chineses.

Os problemas financeiros que continuamente têm afetado o país nos últimos anos e o estado de relativo abandono a que os governos argentinos têm votado as antigamente orgulhosas forças armadas argentinas, também permitem concluir os militares argentinos têm que apresentar argumentações muito fortes para conseguir a libertação das verbas necessárias.

Mas os analistas afirmam que a argumentação dos militares da força aérea da Argentina tem vindo a ganhar pontos. Por um lado a necessidade de manter alguma capacidade de pressão sobre os britânicos nas Malvinas, única forma de continuar a dar credibilidade às exigências do governo de Buenos Aires, a obsolescência e quase fim-de-vida útil das aeronaves de combate da força aérea do país, e recentemente a decisão do Brasil de adquirir 36 caças de combate Gripen E/F, muito superiores a qualquer aeronave ao serviço na Argentina.

[1] – Kfir ou «pequeno leão» em hebraico, foi o nome que em Israel se deu a uma versão localmente modificada do caça Mirage francês.


Helicóptero EC725 da FAB completa mil horas de voo

Aeronave realizou importantes missões na região Norte do país, como buscas, resgates e transporte médico de urgência


Poder Aéreo

A unidade do helicóptero EC725 entregue pela Helibras à Força Aérea Brasileira, denominado H-36 FAB 8510, completou mil horas de voo com um expressivo balanço das atividades desempenhadas. Com foco em transporte aéreo logístico e resgate sobre o mar e a selva, o 1º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, Esquadrão Falcão da FAB, sediado em Belém (PA), que opera o EC725, está sempre à disposição para atender aos chamados recebidos utilizando a aeronave.

“Desde que o helicóptero chegou já realizamos diversas atividades, como um combate a incêndio em Macapá (AP), alertas SAR (de Busca e Resgate), missões presidenciais, treinamento e duas missões muito importantes para nós: uma de transporte médico de urgência e outra de busca e resgate de uma aeronave desaparecida na região”, conta o Major Mário Jorge Siqueira Oliveira, chefe da seção de Operações do 1º do 8º GAV.

A missão de transporte médico de urgência aconteceu no dia 8 de novembro de 2013, ocasião em que o Esquadrão comemorou 41 anos. A equipe foi acionada para resgatar um indígena que havia sido picado por uma cobra venenosa. O EC725 voou até a aldeia Najaty, a mais de 240 quilômetros de Macapá. “Devido à sua velocidade e capacidade de carga, o helicóptero chegou ao destino em apenas uma hora e meia e realizou com sucesso o resgate do paciente, mesmo em condições difíceis”, ressalta o Major. Sem espaço para pouso na aldeia, a tripulação infiltrou um médico e um homem SAR pelo guincho da aeronave e, após 30 minutos de sobrevoo, içou os tripulantes e a vítima, um homem de 41 anos, que foi imediatamente encaminhado para a capital do Estado.

Já o alerta de busca e resgate foi acionado em setembro para localizar uma aeronave que decolara de Belém e havia perdido contato com a torre de comando após relatos de fumaça no motor. “Todos os indícios levavam a crer que havia ocorrido uma queda, e 10 minutos após o alerta o helicóptero já estava voando para o último local em que a aeronave foi identificada no radar”, diz o major Mário. A tripulação logo encontrou a aeronave, ao identificar o foco de fumaça na mata, mas a rotação do EC725 aumentava as chamas, e os homens de resgate tiveram que descer em uma clareira próxima, mas infelizmente não havia sobreviventes.

A agilidade da aeronave e capacitação dos soldados mostrou que tais fatores são decisivos para garantir segurança e auxílio, não somente em áreas extremas, mas onde for necessário atuar. Para o Capitão Eduardo de Araújo Silva, comandante do EC725 em uma das missões, o helicóptero trouxe maior eficiência ao grupo. “Utilizamos nossa nova aeronave da melhor forma para cumprir a missão com excelência. Há pouco tempo, atividades semelhantes seriam mais complexas e desgastantes, mas hoje conseguimos ser mais eficazes com os recursos do helicóptero”.

A FAB já conta com quatro helicópteros EC725 em serviço e receberá outros 14 nos próximos anos.

Rafale: mais caro que o planejado

O maior negócio da Índia para aquisição de 126 aviões de combate médios multifunção (MMRCA) por US$ 18 bilhões atingiu mau tempo


Poder Aéreo
O maior negócio da Índia para aquisição de 126 aviões de combate médios multifunção (MMRCA) por US$ 18 bilhões atingiu mau tempo. Dois anos após a fabricante de aviões francesa Dassault Aviation vencer o negócio com seus jatos de combate Rafale por conta de ser o menor preço, seu custo já subiu 100 por cento.

Em janeiro de 2012, quando Rafale foi declarado vencedor, seu preço unitário foi citado entre US$ 60 e 65 milhões. Um alto funcionário do Ministério da Defesa disse que o preço do avião de caça feito pela Dassault agora poderia custar 120 milhões dólares. O segundo finalista, Eurofighter, tinha valor citado de US$ 80 a 85 milhões a unidade.

O aumento do preço significaria que o negócio iria custar à Índia nada menos de US$ 28 a 30 bilhões, disse um oficial da Força Aérea Indiana (IAF), que está a par de discussões do comitê de negociação de custos.

O Ministro da Defesa AK Antony ficou receoso após o custo dobrar em comparação com a estimativa inicial. Com as eleições gerais a poucos meses de distância, Antony não tem certeza sobre o destino do negócio, disse um funcionário do Ministério da Defesa. “À medida que as negociações continuam, o custo é uma espiral fora de controle. É uma grande preocupação”, disse ele.

Um oficial da IAF disse que, em 2007, quando a concorrência foi lançada, o custo do programa era de US$ 12 bilhões. Quando o menor lance foi declarado em janeiro de 2012, o custo do negócio subiu para US$ 18 bilhões.

Dezoito dos 126 aviões serão comprados diretamente da Dassault, enquanto a Hindustan Aeronautics Limited vai fabricar outros 108 sob licença, em uma instalação a ser construída em Bangalore.

A IAF, que está lutando contra o esgotamento da sua força de combate, contava com o Rafale para ser o avião líder da sua força de caças para as próximas quatro décadas. “Com o enfraquecimento das chances de o negócio MMRCA ser assinado, não parece haver nenhuma solução para o problema imediato de diminuir o número de esquadrões, já que as aeronaves existentes precisam se aposentar”, disse outro oficial da IAF.

A força aérea quer substituir seu velho caça MiG-21 com um caça moderno que se encaixe entre o Sukhoi Su-30MKI (“high-end”) e seu Tejas LCA (“low-end”). A IAF tem uma força sancionada de 45 esquadrões de caças a jato. No entanto, ela só tem 30 esquadrões operacionais por causa da desativação de aeronaves antigas.

FONTE: www.dnaindia.com / Tradução e adaptação do Poder Aéreo

Caça Gripen, da Saab, terá versão com dois assentos


A versão de dois assentos (biposto) do caça sueco Gripen NG poderá ser inteiramente desenvolvida no Brasil pela indústria aeroespacial do país


Por Virgínia Silveira | Valor

De São Bernardo do Campo

A versão de dois assentos (biposto) do caça sueco Gripen NG, escolhido para ser o novo avião de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), poderá ser inteiramente desenvolvida no Brasil pela indústria aeroespacial do país. A informação foi confirmada por Dan Jangblad, vice-presidente mundial da Saab, fabricante do caça.

O executivo, junto com uma comitiva de representantes da Saab, reuniu-se ontem com o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e alguns empresários do setor aeroespacial brasileiro, para discutir o investimento de US$ 150 milhões que será destinado à construção de uma fábrica de aeroestruturas para o Gripen no município.

A oportunidade de o Brasil participar de forma ainda mais substancial do desenvolvimento do Gripen surgiu porque o modelo biposto - normalmente usado para treinamento de pilotos de caça -, não será fabricado pela Suíça, que encomendou 26 aeronaves da Saab e nem pela Suécia, com 60. 

"Os dois países deverão utilizar a frota mais antiga do Gripen C/D para treinamento de seus esquadrões", disse uma fonte que acompanha de perto o fornecimento do caça ao Brasil. Dos 36 aviões que serão fornecidos à FAB, a um custo de US$ 4,5 bilhões, oito terão capacidade para transportar dois pilotos e o restante será na versão monoposto, de apenas um assento.

"Esta é a grande oportunidade de o país atingir o domínio completo do desenvolvimento de um caça supersônico, pois a versão monoposto já está em fase mais adiantada de construção", disse a fonte. O modelo biposto será maior que a versão de um assento, exigindo uma nova estrutura.

"A versão biposto dará uma carga de trabalho ainda maior para a brasileira Akaer, que já acumula uma importante experiência no desenvolvimento da estrutura do Gripen", disse Sergio Vaquelli, líder da equipe técnica que já trabalha no projeto de implantação da nova fábrica de aeroestruturas da Saab em São Bernardo.

A Akaer foi a primeira empresa contratada pela Saab para trabalhar no programa do Gripen NG, com o desenvolvimento das fuselagens posterior e central, bem como as asas e as portas principais do trem de aterrissagem do avião.

A Saab já iniciou a fase de definição da divisão de trabalho das empresas da cadeia aeroespacial brasileira no desenvolvimento do caça. Pelo acordo entre Saab e o governo federal e a FAB, 80% do Gripen será produzido no país.

Segundo o vice-presidente mundial, Embraer, Mectron, Atech, AEL Sistemas, Akaer e a subsidiária da GE no pais vão participar do fornecimento das partes mais complexas do caça, envolvendo integração de sistemas e armamentos, montagem final, data-link, componentes e manutenção de motores, sistemas aviônicos e desenvolvimento de aeroestrutura.

O Valor apurou que a Saab já fez uma reunião preliminar de alto nível com a Embraer para discutir a participação da brasileira na parte de integração de sistemas do Gripen e montagem final do avião. As atividades da Embraer no caça serão desenvolvidas em sua fábrica em Gavião Peixoto (SP), onde concentra projetos de defesa e também opera uma pista de ensaios em voo para aeronaves militares.

A Inbra Aerospace, segundo o diretor Sergio Vaquelli, será uma das sócias brasileiras da nova fábrica, que deverá se tornar uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), com 60% de capital nacional, conforme a lei federal 12.598. A área de engenharia da nova empresa será liderada pela Akaer.

Vaquelli disse que a fábrica de aeroestruturas não irá fornecer somente para o Gripen - assim não se sustentaria no longo prazo. "Ela também poderá fornecer componentes para outros programas da Saab e da Embraer, que compra muita coisa de fora porque não existe capacitação no Brasil", disse.

O presidente da Inbrafiltro, Jairo Cândido, disse que a nova empresa será a primeira fábrica de aeroestruturas de nível 1 (peças mais complexas de um avião, como asas e fuselagem) da América Latina. Atualmente, diz, o parque aeroespacial brasileiro só fornece componentes de nível 2 e 3.

Três tripulantes queimados e vazamento em porta-aviões da Marinha

Corporação admite que navio ‘São Paulo’ jogou óleo na Baía e marinheiros denunciam risco


JULIANA DAL PIVA | O DIA

Rio - Marinheiros a bordo, desde terça-feira, do porta-aviões São Paulo, em exercício em plena Baía de Guanabara, denunciam uma situação de perigo. Os tripulantes revelaram que o navio está despejando óleo no mar devido a um vazamento.

Além disso, problemas na caldeira causaram queimaduras em três militares. Eles também alertam que existe risco de explosão e incêndio. Cerca de mil militares, entre soldados, cabos, sargentos e oficiais, estão embarcados sob o comando do contra-almirante José Renato de Oliveira. Segundo os marinheiros, o oficial se recusa a encerrar o exercício apesar do perigo oferecido à tripulação. Após o contato da reportagem com a Marinha ontem, o comando teria proibido o uso do celular pessoal, segundo denúncias.

Os embarcados não quiseram se identificar com medo de represálias, e informaram que desde terça-feira o navio também apresenta um problema em um dos dois refeitórios que servem a cabos e marinheiros — logo o que alimenta a maior parte da tropa. A água do mar estaria entrando no local, que estaria interditado. Além disso, alguns marinheiros estão passando mal com as altas temperaturas da cidade e a ausência de ar-condicionado.

Sem previsão

A previsão inicial era de que o exercício terminasse na sexta-feira, mas o comando teria avisado à tropa ontem de que não há mais previsão de término, o que preocupa os parentes dos tripulantes.“Estamos muito apreensivos com toda essa situação”, contou um familiar que não quis se identificar.

O porta-aviões é a única embarcação do seu tipo no Hemisfério Sul e um dos 20 do seu modelo em atividade no mundo. A atividade desempenhada é tão específica, que só nove países operam navios semelhantes. Mas o equipamento no Brasil sofre com a infraestrutura. Foi comprado já usado da França em 2000.

Procurada, a Marinha admitiu que ocorreu um “pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação” e que foram colocadas barreiras de contenção, em torno do navio. O plano de emergência foi acionado para o recolhimento do resíduo despejado. Sobre os militares feridos na caldeira, eles já foram medicados e liberados, diz a Marinha.

Quatro mortes, incêndios e cinco anos parado

Desde que foi comprado em 2000, o porta-aviões já teve quatro marinheiros mortos e 13 feridos em, pelo menos, seis grandes incêndios. Em 2005, o navio chegou a parar por cinco anos, mas voltou a operar. Em 2012, na tragédia mais recente, o marinheiro Carlos Alexandre dos Santos Oliveira, de 19 anos, morreu durante um incêndio na antessala do alojamento em que se encontravam os militares. Além dele, ficaram gravemente feridos José de Oliveira Lima Neto e Jean Carlos Fujii de Azevedo.

Naquela ocasião, tripulantes também denunciaram para a coluna ‘Força Militar’ que os problemas iniciaram logo que a embarcação deixou o cais, mas o comando decidiu seguir viagem. Há dois anos também ocorreram focos de incêndio na caldeira, e também foram registrados problemas na chaminé e nas máquinas.

A estimativa é de o navio tenha custado U$ 12 milhões, mas o problema é que só para a modernização ainda foram gastos outros US$ 90 milhões, nos últimos dez anos. Apesar dos evidentes problemas de manutenção, militares avaliam que se o navio for aposentado, o Brasil não terá mais uma esquadra — pois é necessário um porta-aviões para tal. Dessa forma, vários almirantes de esquadra teriam que ir para a reserva.


30 janeiro 2014

'O Brasil poderá ser uma grande plataforma de exportação', diz Ministro da Defesa

TV NBR

Em entrevista ao programa "Avanços e Desafios" da NBR, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, comentou a escolha do Gripen NG como o futuro caça da Força Aérea Brasileira.

Amorim abordou outros temas como o programa de construção de submarinos (Prosub), o novo satélite geoestacionário, o blindado Guarani e o KC-390, novo avião de transporte e reabastecimento em voo.

Assista à entrevista:





Síria entregou menos de 5% do arsenal químico declarado

Operação de destruição, acordada em 2013, está com atraso de mais de um mês


O Globo

GENEBRA — A Síria se desfez de menos de 5% de seu arsenal de armas químicas, e perderá o prazo da semana que vem para enviar todos seus agentes químicos ao exterior para destruição. De acordo com fontes, as entregas deste mês, em dois carregamentos ao porto de Latakia, no norte sírio, totalizaram 4,1% dos cerca de 1.300 toneladas de agentes tóxicos relatados por Damasco à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq). A operação, que conta com apoio internacional e é acompanhada por uma missão conjunta da Opaq e das Nações Unidas, está de seis a oito semanas atrasada. 


- Não é suficiente e não há sinal de mais - disse uma fonte sobre a situação. 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou em um relatório ao Conselho de Segurança esta semana que os carregamentos foram desnecessariamente atrasados e exortou o governo do presidente Bashar al-Assad a acelerar o processo. Esta é a mensagem que será comunicada ao representante da Síria na Opaq durante a reunião do conselho executivo na quinta-feira em Haia, segundo as fontes ouvidas Enquanto isso, em Genebra, após um dia de “recesso” nas negociações em Genebra, a oposição síria anunciou que foi dado um “passo positivo” com o governo do país com a abordagem de um governo de oposição, no quinto dia da conferência. O avanço ocorreu na sessão matutina desta quarta-feira, que reuniu as delegações representantes o governo do presidente Bashar al-Assad e da Coalizão de Oposição Nacional. 

Apesar do passo positivo, o mediador da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou não esperar resultados de negociações até sexta-feira. 

- Para falar francamente, eu não espero conseguir algo de substancial. Espero que a segunda sessão seja mais estruturada e mais produtiva do que a primeira - declarou Brahimi. 

O estabelecimento de uma autoridade governamental de transição foi prevista no acordo de Genebra I, adotado em junho de 2012 pelas grandes potências e no centro das discussões em Genebra. 

A interpretação do documento pelas duas partes em conflito é diametralmente oposta: a oposição considera que Genebra I abre caminho para uma transição sem Assad, enquanto Damasco exclui esta possibilidade e afirma que o texto evoca primeiramente o fim dos combates. 

- Hoje houve um passo positivo porque pela primeira vez estamos falando de uma autoridade governamental de transição - afirmou à imprensa Luai Safi, um membro da oposição, ao final da sessão. 

O regime sírio não reagiu às declarações.
Até agora, os lados encontram grande dificuldade em discutir as questões políticas, principalmente sobre um futuro governo de transição. Há um descontentamento também pelo fracasso em chegar a um acordo sobre medidas de ajuda humanitária, especialmente em relação os moradores da cidade de Homs, onde caminhões das Nações Unidas esperam acesso para entregar comida e remédios. As conversas de segunda-feira foram interrompidas por um pedido dos representantes do regime após uma declaração condenando o apoio dos Estados Unidos a “terroristas”, pela ajuda de Washington aos rebeldes. A oposição declarou ter apresentando propostas sobre a melhor maneira de avanças as negociações, mas disse que a delegação governista não quis discuti-las. Brahimi anunciou ter cancelado a reunião de terça-feira e convocou as partes para o que ele “esperava que fosse uma reunião melhor”. 

Uma fonte da oposição disse que o regime foi convidado a explicar nesta quarta-feira como eles veem o comunicado de Genebra I que pediu pela formação de um governo de transição. 

- Brahimi ontem (terça-feira) foi muito claro: a delegação do governo deve apresentar sua proposta e sua visão sobre Genebra I - explicou a fonte. 

Os dois lados foram reunidos num dos maiores esforços diplomáticos até hoje para encerrar a guerra civil que já deixou mais de 130 mil mortos e milhões de desabrigados. A única promessa real foi, segundo Brahimi, que o regime concordou em deixar mulheres e crianças saírem em segurança de Homs, cidade controlada pelos rebeldes, e cercada pelas forças do governo - o que até agora não aconteceu. Homs está cercada desde junho de 2012, e aproximadamente 500 famílias vivem lá, com bombardeios quase diários e suprimentos escassos. Forças da ONU e da Cruz Vermelha anunciaram estar prontas para entrar com ajuda, esperando apenas uma autorização do regime. 

Foram necessários meses de pressão de Washington, que apoia a oposição, e de Moscou, principal aliado internacional de Assad, para unir os dois lados na conferência. Mas, em seu discurso anual do Estado da União o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez apenas uma pequena menção à Síria, dizendo que seu governo continuaria a trabalhar por um futuro “que o povo da Síria merece - um futuro livre da ditadura, do terror e do medo”.

DIFERENÇAS SÃO DEIXADAS DE LADO 

Nesta quarta-feira, jornalistas e ativistas que defendem lados opostos na guerra civil síria conseguiram algo que os negociadores ainda não fizeram nesta conferência - deixaram as diferenças de lado e conversaram entre si. Dentro da sala de painéis de madeira onde fica a mídia, delegados que apoiam o presidente e oposição passam horas diárias juntos, esperando funcionários para fazer declarações. E após dias ignorando uns aos outros, os repórteres começaram a fazer contato visual. 

Agora, olhares desconfiados passaram a sorrisos educados - e alguns debates. 

- Você não não tem uma agenda, ou um plano para construir o país. Você só quer o presidente fora. Isso nos convence não mais - disse um jornalista pró-governo a alguns ativistas em um corredor fora da sala de negociação. - Você pode criticar Assad ou o governo? Você pode dizer que eles cometeram crimes? 

A discussão terminou com um ponto em comum: os dois lados concordaram que amam a Síria.


Nas asas de Marinho e Snowden

Gilberto Nascimento | Brasil Econômico

Dirigentes da empresa sueca Saab estarão hoje em São Bernardo do Campo para discutir com o prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT), detalhes de investimentos a serem feitos na cidade. A Saab produz o caça Gripen NG, escolhido pela presidenta Dilma, no fim do ano passado, para substituir a frota de Mirages da Força Aérea Brasileira (FAB), que será desativada. Atuando nos bastidores, Marinho foi importante na decisão do governo brasileiro de escolher o caça sueco. Outra figura decisiva foi o ex-analista da CIA Edward Snowden, acusado de espionagem pelos EUA após divulgar informações sigilosas. A presidente Dilma havia dado sinais de que poderia optar pelo F-18, da americana Boeing. Depois das revelações de Snowden, desistiu da ideia.

A proposta americana ruiu com a descoberta da rede de espionagem dos EUA nos gabinetes de Brasília. O ex-presidente Lula preferia o Rafale, da francesa Dassault. Mas Lula, em maio de 2010, ficou decepcionado com o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, pelo fato de ele ter se declarado a favor de sanções diplomáticas ao Irã, contrariando posições do Brasil e Turquia. Ao final de seu governo, o petista decidiu deixar a decisão para a sucessora Dilma. Marinho, então, foi comunicar o fato aos dirigentes da Saab, em um jantar na Suécia. Defensor da instalação de uma fábrica do Gripen em São Bernardo, o prefeito questionou a razão de o rei Gustavo e a rainha Silvia não se envolverem na discussão dos caças, diferentemente de líderes dos países concorrentes. Na mesma noite, recebeu no hotel um convite para conversar com o rei.

Quem sabe menos

Marinho teve um atrito com o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, que havia convencido Lula a defender o Rafale. Informado das ações do prefeito, Jobim indagou: “Quem é Marinho e o que ele entende de aviação?” O petista respondeu: “Tanto quanto o Jobim, ou seja, nada”.


Até segunda ordem

Ancelmo Gois | O Globo

A Aeronáutica decidiu que os 36 caças suecos comprados no ano passado, por US$ 4,5 bilhões, ficarão na Base Aérea de Anápolis, em Goiás. Com os caças garantidos, a Aeronáutica agora briga pela compra da aeronave 767 para fazer reabastecimento durante o voo.

Salário de general

A Segunda Turma do STJ decidiu que o militar que recebeu anistia política não pode ser alçado ao posto de general do Exército. Hoje, há muitas ações na Justiça, onde anistiados alegam que poderiam ter alcançado o posto se tivessem seguido a carreira. Mas, para a Turma, a promoção depende de outros requisitos, e não só o da antiguidade.

Agora...

Esta decisão do STJ reforma um acórdão do TRF de Pernambuco que concedeu, em 1985, a um major do Exército anistiado o direito de receber aposentadoria como se fosse general.



A segurança na Copa

As Forças Armadas terão uma força de contingência, com homens aquartelados e prontos para a ação, em todas as cidades-sede de jogos da Copa


Ilimar Franco | O Globo

As Forças Armadas terão uma força de contingência, com homens aquartelados e prontos para a ação, em todas as cidades-sede de jogos da Copa. Essa entrará em campo em caso de falência da atuação dos governos estaduais para garantir a segurança pública. O Ministério da Defesa também atua para ampliar a integração com as polícias Civil e Militar. E nega que seja sua a proposta de criar um “curralzinho” para manifestações.


Governo quer estender Lei do Abate para Copa; sindicato da PF prevê falta de agentes

Ainda há divergência sobre solução jurídica para aplicar norma nas áreas onde houver jogos


Evandro Éboli | O Globo

BRASÍLIA — O governo decidiu estender o alcance da Lei do Abate aos grandes eventos que o país irá sediar, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Hoje, a legislação, que prevê a derrubada de um avião com o tiro de destruição, é aplicada apenas em casos de narcotráfico, especialmente nas regiões de fronteira. Com a nova diretriz, o tiro de destruição poderá ser dado para proteger os eventos previstos nas 12 cidades-sede.

O Ministério da Defesa, a FAB e o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas discutem como vai se dar a cobertura jurídica para, num caso extremo, ter que se abater uma aeronave, por exemplo, que ameace um jogo do Mundial deste ano. A Lei do Abate está em vigor desde 2004.

O entendimento da FAB é que se faz necessário a presidente Dilma Rousseff baixar um decreto deixando claro que a lei pode também ser utilizada nos grandes eventos. O entendimento no Ministério da Defesa é o de que talvez não seja necessário a publicação de um decreto. Para dirimir as dúvidas, a Advocacia Geral da União (AGU) foi acionada.

No caso de uma aeronave invadir esse espaço, o procedimento será semelhante ao que ocorre com aviões suspeitos de narcotráfico na Amazônia. Primeiro, são feitas imagens da aeronave, de seu prefixo, matrícula e tentar identificá-lo. Se tiver irregular, o caça se aproxima e emite sinais visuais. Se o piloto não responder, o avião suspeito será interceptado e terá sua rota alterada. Se ainda assim o piloto não atender, o caça pode disparar, primeiro, tiros de advertência. Se a aeronave for considerada hostil, estará sujeita ao tiro de destruição, que é autorizado pela presidente da República. Nos grandes eventos, o governo criará uma zona aérea de exclusão, de acesso extremamente restrito. Essa zona seria dividida em cores, ainda a serem definidas, mas o espaço de cor vermelha é o geraria o alerta.

Na Copa das Confederações, um avião invadiu uma área de exclusão, em Brasília, e foi obrigada a desviar seu rumo. Foi durante a abertura da competição. Ela foi abordada por um A-29 Super Tucano, a 90 quilômetros de Brasília e teve a rota desviada.

Agentes denunciam déficit

O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Antônio de Araújo Boundens, disse que a PF não tem efetivo suficiente para fazer a segurança de todas as delegações estrangeiras na Copa e garantir pleno funcionamento da instituição. Segundo ele, algumas áreas ficarão descobertas. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse que o plano de segurança da Copa está bem estruturado.

(Colaborou Jailton de Carvalho)



Ministro Amorim anuncia estudos para criação de Escola de Defesa Cibernética

O grupo de trabalho, segundo o ministro, deve concluir o modelo nas próximas semanas e já tem recursos da ordem de R$ 40 milhões para a montagem da escola


Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 29/01/2014 – Durante a abertura do seminário “Segurança da Informação”, promovido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou que um grupo de trabalho criado no âmbito da pasta apresentou projeto de criação da Escola Nacional de Defesa Cibernética.

O grupo, segundo o ministro, deve concluir o modelo nas próximas semanas e já tem recursos da ordem de R$ 40 milhões para a montagem da escola. “A função será a de formar profissionais que atuarão na área de defesa cibernética”, destacou Amorim.

O seminário teve por finalidade apresentar o programa Expresso V3, uma plataforma de software que, segundo o Serpro, simplifica a colaboração em grupos, otimiza a execução e aproxima a comunicação entre indivíduos e negócios das empresas.

De acordo com o Serpro, “a arquitetura do Expresso V3 foi projetada com significativos avanços tecnológicos e possui integração com aplicações externas”.

O encontro foi aberto pelo diretor-geral da Escola de Administração Fazendária (Esaf), Alexandre Mota, que destacou a importância do debate sobre o tema para o serviço público. Ainda na conferência, o presidente do Serpro, Marcos Mazoni, falou acerca da discussão do modelo no âmbito das Forças Armadas.

Compareceram também ao auditório os comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além do diretor do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), general José Carlos dos Santos.

Expresso V3

O ExpressoV3 é uma suíte de comunicação e colaboração inteiramente desenvolvida em software livre. O objetivo é fornecer uma ferramenta economicamente viável, com grande domínio e auto-suficiência do conhecimento e difusão para corporações, dentro e fora do Brasil.

Ele contempla correio eletrônico, agenda, catálogo de endereços, tarefas, messenger, webconference, dentre outros aplicativos. Com tecnologia nacional, o produto segue diretrizes defendidas pelo ministro Amorim no que diz respeito à busca de soluções no mercado interno para a questão de comunicação no âmbito do governo.

Sueca anuncia US$ 150 milhões iniciais para fábrica de caças em São Bernardo

Em dezembro, o governo brasileiro anunciou a compra de 36 caças Gripen NG, da Saab, para equipar a FAB


Do UOL, em São Paulo

Executivos da empresa sueca Saab anunciaram, nesta quinta-feira (30), investimentos iniciais de US$ 150 milhões em uma fábrica de caças em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. A informação foi divulgada pela Prefeitura do município.

Em dezembro, o governo brasileiro anunciou a compra de 36 caças Gripen NG, da Saab, para equipar a Força Aérea do país. Após anos de indefinição, a empresa sueca venceu a disputa contra o modelo Rafale, da francesa Airbus, e o F/A-18, da norte-americana Boeing.

A instalação em São Bernardo será de longo prazo, e 80% da estrutura dos caças será produzida no Brasil, disse o vice-presidente executivo da Saab, Dan Jangblad.

A nova fábrica deve começar a sair do papel ainda em 2014 e a expectativa é que empregue 1.000 pessoas, segundo a Prefeitura de São Bernardo do Campo.



29 janeiro 2014

Lanchas colombianas reforçam fiscalização de fronteiras na região Norte

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa



Brasília, 28/01/2014 – A fiscalização na área de fronteira na região Norte do país passa a contar com mais duas embarcações colombianas. Como parte de acordo comercial formalizado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, a Marinha do Brasil terá duas novas lanchas de patrulha de rios (LPR) para o emprego em missões de vigilância, fiscalização e deslocamento de tropas naquela região. Outras duas já haviam sido entregues ao Comando Militar da Amazônia (CMA), no final do ano passado.

As novas lanchas chegaram de navio no Porto de Chibatão, em Manaus (AM), onde passam pelo desembaraço alfandegário junto à Polícia Federal. Após o trâmite, serão rebocadas por via fluvial até a Estação Naval do Rio Negro, localizada também em Manaus.

Na Estação Naval, as novas lanchas passarão pelas seguintes fases: montagem de acessórios; treinamento de operação e manutenção; e testes finais de recebimento, como as provas de rio, quando se que verificam o desempenho (velocidade), manobrabilidade, estabilidade e equipamentos auxiliares - radar, holofotes de busca, equipamentos de comunicações navegação e de combate.

Essas etapas são necessárias para a avaliação do comportamento das embarcações nas condições especificadas em contrato. Os técnicos devem analisar, ainda, a segurança operacional e o funcionamento de todos os sistemas de forma conjunta e integrada.

O corpo técnico da Marinha, juntamente com especialistas do estaleiro colombiano Cotecmar, cumprirá um cronograma de avaliações técnicas para a entrega final. O recebimento e avaliação das lanchas estão a cargo da Diretoria de Engenharia Naval. A previsão é de que elas sejam definitivamente incorporadas à Força Naval no início de março.

Acordo Brasil-Colômbia

A aquisição das embarcações faz parte de acordo firmado em 2012 pelos ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón. O documento, assinado em Bogotá, prevê a entrega de quatro unidades: duas para o Exército Brasileiro e duas para a Marinha. No caso da Força Terrestre, as embarcações foram entregues no final do ano de 2013.

O convênio entre Brasil e Colômbia visa ao fortalecimento da cooperação entre os dois países na área de defesa, com ênfase na proteção da Amazônia.

Descrição das Lanchas

As lanchas de patrulha são basicamente iguais às entregues ao Exército, com algumas especificidades adequadas ao emprego nas atividades da Marinha. As alterações são internas e abrangem os equipamentos de comunicação e acessórios. As embarcações são confeccionadas com fibra de vidro, blindadas e possuem quatro estações de tiro.


  Especificações


  Largura - 2,9 metros;
  Comprimento - 12,7 metros;
  Deslocamento - 11 toneladas;
  Calado estático - 0,9 metros;
  Velocidade de cruzeiro - 28 nós
  Velocidade máxima - 38 nós;
  Tripulação - 6 militares;
  Tropa - 10 militares.

  Armamento das LPR possuem 4 estações de tiro, sendo:
  - Reparo duplo de metralhadoras .50 na proa;
  - Reparo singelo de metralhadoras .50 na popa ou lança-granadas; e   
  - Duas metralhadoras 7.62 internas na cabine, uma em cada bordo. 

Marinha substitui fragata em missão da ONU no Líbano

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa




Brasília, 24/01/2014 - A Marinha do Brasil promoveu a substituição da fragata brasileira que atua como navio-capitânia da missão da Força Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/Unifil). No último dia 17 de janeiro, a comitiva liderada pelo almirante Luiz Corrêa, da Chefia de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa (CHOC), atracou no porto de Beirute para efetivar a troca da fragata União – que chega de volta ao Brasil no começo de março – pela fragata Liberal.

A cerimônia de substituição foi realizada em ambas as fragatas, atracadas de contra bordo, e foi presidida pelo general italiano Paolo Serra, Comandante da Unifil. O evento contou com a presença do embaixador do Brasil no Líbano, Affonso Massot, do comandante da FTM-UNIFIL, Almirante José de Andrade Bandeira Leandro, e dos comandantes da Marinha e do Exército do Líbano.

O Brasil está no comando da Força-Tarefa Marítima da Unifil desde 2011. A FTM foi instituída pelas Nações Unidas em 2006 para patrulhar a costa libanesa, prevenindo o contrabando de armas no litoral mediterrâneo e colaborando com o treinamento da Marinha do país árabe.

A Unifil foi criada pelas Nações Unidas em 1978, após a invasão do sul do Líbano pelas Forças de Defesa de Israel.


25 janeiro 2014

Multinacional sueca diz que pode entregar caça em 2018

A multinacional sueca Saab, especializada em defesa aeroespacial, considera-se pronta para começar "imediatamente" a trabalhar para atender a demanda brasileira.


MARIA CRISTINA FRIAS | FOLHA DE SP
DA ENVIADA A DAVOS

O presidente e CEO da companhia, Hakan Buskhe, disse ontem que, apesar de a empresa já ter se comprometido a entregar em 2018 o primeiro caça ao governo da Suécia, a Saab tem condição de honrar o mesmo prazo com o Brasil.

"Temos o mesmo compromisso com a Suécia para 2018. Provavelmente, poderemos honrar ambas [as encomendas para os mesmos prazos], mas essa é uma discussão que teremos que fazer com os brasileiros", afirmou Buskhe ontem, após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, em Davos (Suíça), por cerca de meia hora.

Os ministros Luiz Alberto Figueiredo (das Relações Exteriores) e Fernando Pimentel (do Desenvolvimento) também participaram do encontro.

A empresa sueca foi a vencedora da concorrência para fornecer 36 aviões Gripen à FAB (Força Aérea Brasileira), em decisão de US$ 4,5 bilhões (R$ 10,5 bilhões).

A Suécia encomendou 60 unidades do modelo e a Suíça, 22 caças.

"Os próximos passos serão reuniões com o cliente, que já estão agendadas", de acordo com o executivo.



23 janeiro 2014

Projeto F-X2: Brasil e Suécia estreitam diálogo sobre compra dos Gripen NG

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Brasília, 15/01/2014 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu, na tarde desta quarta-feira, o secretário de Estado da Defesa da Suécia, Carl von der Esch, e comitiva, com o objetivo de trocar informações sobre o andamento do processo de compra pelo Brasil dos 36 caças suecos Gripen NG.

Na reunião, que aconteceu na sede do Ministério da Defesa (MD), em Brasília (DF), Amorim voltou a dizer que a escolha do governo brasileiro pelas aeronaves foi baseada em três tópicos: preço, transferência de tecnologia e performance. E que a decisão priorizou não o aspecto político, mas o caráter técnico dos aviões. Em dezembro do ano passado, Amorim fez o anúncio oficial sobre a escolha do consórcio que tocará o projeto F-X2.

“Estou otimista de nossa parceria. A indústria de defesa brasileira também”, complementou o ministro.

O secretário sueco manifestou satisfação com a decisão do país e reiterou que foi um longo processo, “de muitos anos”, que finalmente se concretizou. “Estamos empenhados em trabalhar junto, cooperando em diversos níveis com vocês”, salientou.

Antes de encerrar o breve encontro, o ministro lembrou que todo o processo da compra precisa ser chancelado perante o Congresso Nacional, legitimando, assim, os trâmites. O titular da pasta esteve acompanhado pelo comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), brigadeiro Juniti Saito.

Reunião

Logo após o encontro com Amorim, a comitiva da Suécia reuniu-se com o secretário-geral do MD, Ari Matos Cardoso, e demais militares. Segundo os suecos, o importante neste momento, mais do que o aspecto comercial do contrato, é estabelecer contato entre os representantes de ambos os países e “ficar a par dos trâmites”.

Na ocasião, Ari Cardoso explicou que está em andamento a criação de Grupo de Trabalho (GT) que irá acompanhar todo o processo de compra das aeronaves, e deverá ser concluído e formalizado até o final de fevereiro.

Esta equipe, segundo disse, será coordenada pela Defesa e terá integrantes dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Fazenda; da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e das Relações Exteriores. “Serão eles quem vão estruturar as informações para manter o governo informado de tudo.”

E completou: “Quando tivermos o GT definido, entraremos em contato via embaixada para marcarmos nova reunião aqui ou em Estocolmo (capital da Suécia). No entanto, tudo terá continuidade mesmo sem a formalização do grupo”.

Segundo Carl von der Esch, a Suécia está tratando a negociação da mesma forma que o Brasil, com contato permanente com diversas agências do governo, como Secretaria de Defesa, Ministério das Finanças, Força Aérea, entre outros. “Vamos aguardar então a definição do GT em fevereiro”, disse.


22 janeiro 2014

Cientistas questionam versão dos EUA sobre ataque químico na Síria

Para especialistas, ataque com gás sarin em agosto de 2013 na capital Damasco não pode ter acontecido conforme relatou o governo dos EUA. Enquanto isso, o processo de destruição das armas sofre atraso.


Deutsch Welle

Nas primeiras horas da manhã do dia 21 de agosto de 2013, bairros controlados pelos rebeldes no leste da capital síria, Damasco, sofreram ataques com armas químicas. Pouco depois, vídeos, fotos e relatos de testemunhas eram divulgados na internet.

Especialistas examinaram os sintomas dos mortos e feridos e rapidamente constataram que se tratava do gás neurotóxico Sarin, que matou e feriu centenas de pessoas. De acordo com o governo em Washington, 1.429 pessoas morreram no ataque – entre elas, 426 crianças.

Nove dias depois, em coletiva de imprensa, o secretário de Estado americano, John Kerry, culpou tropas do governo sírio de ter cometido o crime de guerra. Entre outros, ele apresentou um mapa de Damasco mostrando as regiões controladas pelos rebeldes e pelas tropas do governo.

Em 3 de setembro, Kerry se apresentou na Comissão de Relações Exteriores do Senado americano e disse: "Estamos seguros de que ninguém da oposição síria possui estas armas ou tem a capacidade de executar um ataque desta magnitude – especialmente a partir da área controlada pelo regime."

Nenhum ataque da área governamental

Kerry está agora sendo criticado principalmente por essa declaração. Num parecer de 23 páginas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), dois cientistas americanos afirmam que um ataque "a partir do coração" do território controlado pelo regime seria impossível.

Detalhadamente, o ex-inspetor de armas da ONU Richard Lloyd e o especialista de Segurança Nacional Theodore A. Postol explicam que os foguetes empregados tinham um alcance muito curto, não podendo ter sido lançados da área governamental. Segundo o parecer, o "coração" de Damasco se localiza entre cinco e dez quilômetros do local de impacto. Os especialistas afirmam que os projéteis empregados só poderiam voar cerca de dois quilômetros.

Lançadores modificados

A razão para esse curto alcance estaria no fato de os agressores terem instalado um recipiente com o gás Sarin em cada um dos foguetes, o que teria atrapalhado a capacidade de voo dos artefatos. Assim, em vez dos habituais 20 quilômetros, as armas teriam percorrido somente dois quilômetros.

Tal constatação não é novidade. Há um mês, o inspetor da ONU Åke Sellström havia lançado dúvidas sobre a explicação de Washington em coletiva de imprensa. Quando, sob a orientação de Sellström, os inspetores da ONU examinaram os restos dos foguetes, ficou claro que o alcance seria muito menor do que o esperado. "Embora não conheçamos o peso ou qualquer outra coisa, dois quilômetros é uma boa estimativa", avaliou o inspetor.

Em entrevista à DW, também o general da reserva das Forças Armadas alemãs Egon Ramms disse estar seguro, após ter lido o estudo do MIT, de que os foguetes não poderiam ter voado tão longe. "Acredito que, devido às alterações, o alcance ficou bem menor do que se poderia alcançar inicialmente com esse lançador de foguetes", afirmou.

Uso negligente de fontes

Nem os autores do estudo do MIT nem Ramms deduzem, a partir do alcance reduzido dos foguetes, que o ataque não foi realizado por tropas do governo. Em vez disso, paira a pergunta por que o governo americano, mais uma vez, vai a público com informações de inteligência questionáveis, depois de ter sido foco de críticas internacionais após a polêmica envolvendo o seu serviço secreto quanto às supostas armas de destruição em massa no Iraque em 2003.

"Independente de qual tenha sido o motivo deste erro flagrante no material noticioso, as fontes devem ser explicadas", resumiram Lloyd e Postol em seu estudo. "Quando se lida com os serviços de informação, então se deve sempre confiar na teoria das duas fontes. Caso não haja duas fontes, então é preciso ter cuidado com tais informações", explicou, por sua vez, o general da reserva Ramms.

Ele salientou, porém, que após o ataque em agosto a comunidade internacional intensificou a pressão sobre a Síria de tal forma que o regime teve de aprovar a destruição de suas armas químicas.

Até o final de junho, cerca de mil toneladas de produtos químicos deverão ser destruídas pelo navio especializado Cape Ray – em algum lugar em alto-mar. Também o Reino Unido e a Alemanha participam da destruição das armas químicas da Síria. Além disso, a Noruega, Dinamarca, Rússia e China estão enviando navios de guerra para escoltar o transporte das armas.

Cronograma precário

O cronograma da operação, no entanto, está atrasado. Até agora, somente algumas poucas toneladas de componentes de armas químicas foram levadas para a cidade portuária de Latakia, de onde são transportadas para os navios. De acordo com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), as lutas, o mau tempo e a burocracia atrasaram o processo.

Um político local italiano também parece estar criando problemas adicionais com o cronograma. Como o navio Cape Ray não se dirige para a Síria para recolher as armas, mas em vez disso recebe os artefatos de outros dois cargueiros da Dinamarca e da Noruega, a carga tem de ser transferida em algum lugar – o que deverá acontecer a partir de fevereiro. Para tal, o governo italiano quer colocar o porto de Gioia Tauro, na Calábria, à disposição. Mas há resistência na cidade do sul da Itália.

O prefeito Renato Bellofiore reclamou que o governo em Roma não o havia informado anteriormente. "O pânico se espalha entre as pessoas", disse Bellofiore. Já o prefeito da vizinha San Ferdinando, que abriga a maioria das instalações portuárias, está considerando a possibilidade de fechar a área por decreto e impedir a transferência das armas químicas.


17 janeiro 2014

Caça da Força Aérea despenha-se no Paquistão

Voz da Rússia

Um caça Dassault Mirage III da Força Aérea paquistanesa despenhou-se na província de Punjab (nordeste do país).


Caça da Força Aérea despenha-se no Paquistão
Mirage III                                                                                                                              Foto: ru.wikipedia.org

Segundo a imprensa local, ambos os pilotos faleceram.

Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa paquistanês, o aparelho estava cumprindo um voo de instrução.

O local do sinistro foi cercado pela polícia. A causa do acidente está por averiguar.


Bolívia adquire seis AS.332c1 Super Puma

Revista Asas

A Força Aérea da Bolívia acba de assinar um contrato com a Airbus Helicopters para seis AS.332c1 Super Puma para o combate ao narcotráfico, transporte utilitário, de tropas e apoio a populações em casos de calamidade pública.




Os dois primeiros exemplares devem chegara ao país neste ano e os demais apenas em 2016. Ao todo 80 pilotos e mecânicos serão formados pela Airbus Helicopters e o acordo ainda inclui suporte pós-venda, peças sobressalentes para manutenção e a instalação de um centro de serviços para apoiar a frota no país.

O modelo será equipado com as turbinas Turbomeca Makila 1A1 e piloto automático em quatro eixos, os mesmos sistemas utilizados na frota de EC.225.


EUA: exército da Síria não tem nada a ver com ataque químico de agosto

Voz da Rússia

O alcance dos mísseis com sarin, usados em agosto do ano passado nos arredores de Damasco, sugere que eles não podiam ser disparados pelas forças armadas da Síria, segundo a conclusão de um novo relatório preparado por destacados especialistas norte-americanos.

De acordo com o professor Theodore Postol, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e o ex-inspetor da ONU Richard Lloyd, em Guta Leste foram utilizadas "munições químicas improvisadas", com um alcance de cerca de 2 quilômetros. As posições das forças armadas da Síria estavam na altura a uma distância muito maior do alvo. O ataque químico deixou, conforme distintas fontes, entre 281 e 1.729 mortos.


Líbano é bombardeado a partir do território da Síria

Voz da Rússia

Pelo menos 7 pessoas morreram e mais 15 ficaram feridas no Líbano na sequência de um bombardeio com foguetes a partir do território da Síria.

Os projéteis caíram na cidade de Arsal, localizada na fronteira com a Síria. O bombardeio danificou três prédios residenciais.

Os ataques contra o Líbano ocorrem regularmente devido à guerra civil que continua na Síria.



Defesa antiaérea israelense destrói cinco mísseis palestinos

Voz da Rússia

A defesa antiaérea de Israel Iron Dome (Cúpula de Ferro) interceptou e abateu na manhã desta quinta-feira cinco mísseis disparados contra a cidade de Ashkelon por extremistas palestinos da Faixa de Gaza, segundo noticiou a mídia israelense.

Mais um projétil de fabricação artesanal explodiu no deserto. Ninguém ficou ferido.

Na segunda-feira, a Força Aérea de Israel atacou uma série de alvos em Gaza, retaliando o bombardeio com mísseis do território israelense na altura do funeral do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon.


15 janeiro 2014

Caças F-5 modernizados assumem alerta em Anápolis (GO)

Com a desativação dos Mirage 2000 no último dia do ano, o silêncio toma conta da Base Aérea de Anápolis (BAAN)


Agência Força Aérea

Com a desativação dos Mirage 2000 no último dia do ano, o silêncio toma conta da Base Aérea de Anápolis (BAAN). Mas ele pode ser rapidamente quebrado. Um caça F-5M permanece de prontidão para, em caso de necessidade, decolar para proteger o espaço aéreo na região central do País. Pilotos e mecânicos dos Esquadrões do Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM) e Canoas (RS) foram temporariamente deslocados para o interior de Goiás para cumprir o alerta de defesa aérea.

"Além da defesa, esse serviço prestado pela Força Aérea também pode envolver outras missões, como o socorro aéreo, por exemplo, que é ajudar uma aeronave que tenha algum tipo de problema", diz o Tenente-Coronel Carlos Afonso de Araújo, comandante do Esquadrão Pampa, de Canoas (RS), e um dos primeiros pilotos deslocados para Anápolis para cumprir a missão de alerta. Ele lembra que, apesar de ser mais lento que os Mirage 2000, um F-5 é capaz de cobrir a distância entre a Base Aérea de Anápolis e a Capital Federal em apenas 7 minutos. Em linha reta, são 125 km da pista da BAAN até a Esplanada dos Ministérios.

Recebidos pela FAB na década de 70, os F-5 passaram por um processo de modernização que incluiu a troca do radar, dos sistemas de bordo e dos armamentos. A aeronave conta hoje com equipamentos como um sensor de mira acoplado ao capacete, que pode ser utilizado para guiar os mísseis com o movimento da cabeça do piloto.

Além de missões de treinamento, os F-5 também são responsáveis pelo alerta nas suas três bases de origem, nas regiões Sudeste, Norte e Sul. Coordenado pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), o serviço de alerta de defesa aérea é complementado ainda por Esquadrões equipadas com aviões A-29 Super Tucano nas Bases Aéreas de Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). O COMDABRA coordena ainda a atuação de unidades de artilharia antiaérea tanto da Força Aérea quanto da Marinha e do Exército.

Integração entre unidades

Aeronave pronta para decolagem Sgt Johnson Barros / Agência Força AéreaAté o 1° Grupo de Defesa Aérea, a unidade de Anápolis (GO), receber seus futuros caças Gripen, um F-5 modernizado permanecerá naquela Base para o alerta.Em períodos de 15 a 20 dias, uma dupla de pilotos de qualquer um dos três esquadrões de F-5 vão ser responsáveis pelo alerta. De acordo com o Tenente-Coronel Afonso, esse tipo de integração já é comum na FAB, além de ser um costume operar fora de suas bases de origem. "Na minha primeira passagem no Esquadrão Pampa, todos os anos eu operei aqui em Anápolis", conta.

Por outro lado, os seis aviadores do 1° Grupo de Defesa Aérea que permaneceram na unidade mesmo após a desativação dos Mirage 2000 foram enviados para os esquadrões do Rio de Janeiro e de Canoas para o Curso de Formação Operacional nas aeronaves F-5M. A expectativa é de que esses aviadores voem os F-5 até serem enviados para a formação nos caças Gripen.

No decorrer de 2014, a Base Aérea de Anápolis também deve receber treinamentos envolvendo unidades da FAB vindas de outras regiões. A Base é ainda sede do Esquadrão Guardião, equipado com jatos E-99 e R-99.

Vagas na Marinha

A Marinha do Brasil abriu concurso público com a oferta de 1.860 vagas para o curso de formação de soldado fuzileiro naval


Lorena Pacheco | Correioweb

A Marinha do Brasil abriu concurso público com a oferta de 1.860 vagas para o curso de formação de soldado fuzileiro naval. As oportunidades são destinadas ao Distrito Federal e sete estados.

Para concorrer, os candidatos devem ter entre 18 e 21 anos, ensino fundamental completo e altura entre 1,54m e 2,00m. Aqueles que concluírem o curso receberão salário de mais de R$ 1,4 mil — durante as aulas, a remuneração será de R$ 590.

Os interessados podem se inscrever de 3 a 27 de fevereiro, pelo site www.mar.mil.br/cgcfn. A taxa custa R$ 12. O processo seletivo começará com o exame de escolaridade em 29 de abril. Serão cobrados conhecimentos em língua portuguesa e matemática. Além disso, haverá análise de dados biográficos e de documentos, inspeção de saúde, teste de suficiência física e exame psicológico.

Somente após a aprovação em todas as etapas, poderão ser feitas as matrículas no curso, em 27 de julho de 2015. Com 17 semanas de duração, a formação será no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), no Rio de Janeiro, e no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (Ciab).

Os fuzileiros navais serão alocados em: Rio de Janeiro (1.860 chances), Amazonas (205), Distrito Federal (186), Pará (112), Rio Grande do Sul (74), Mato Grosso do Sul (74), Bahia (74) e Rio Grande do Norte (56).



Brasil e Sri Lanka firmam cooperação na área de defesa

O treinamento e o intercâmbio de militares, bem como a cooperação técnica e industrial no setor de defesa foram os principais pontos da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o secretário de Defesa e do Desenvolvimento Urbano do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa



Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília 15/01/2014 – O treinamento e o intercâmbio de militares, bem como a cooperação técnica e industrial no setor de defesa foram os principais pontos da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o secretário de Defesa e do Desenvolvimento Urbano do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, ocorrido hoje (15), em Brasília. De imediato, Amorim e Rajapaksa acordaram a indicação, por exemplo, de militares para participarem dos cursos oferecidos pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCopab), situado no Rio de Janeiro.

Amorim explicou que os cursos de maior duração, como aqueles ministrados pela Escola Superior de Guerra (ESG), e os do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), podem ser programados para receberem militares graduados do Sri Lanka a partir de 2015. Ao mesmo tempo, oficiais brasileiros poderiam participar de atividades em escolas das Forças Armadas do Sri Lanka. Rajapaksa explicou que o país recebe militares de países africanos e que a integração com o Brasil seria de extrema importância para estreitar a parceria bilateral.

Reunião bilateral

Gotabaya Rajapaksa iniciou a visita oficial ao Brasil pelo Rio de Janeiro. Na capital fluminense, a delegação conheceu o Arsenal de Marinha e as dependências da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Hoje à tarde, o secretário e seus auxiliares terão encontro no Quartel General do Exército, em Brasília.

No Ministério da Defesa, Rajapaksa foi recebido com honras militares e, após passar em revista às tropas, seguiu com o ministro Amorim para o gabinete onde ocorreu uma conversa reservada. Depois, Amorim e o secretário tomaram parte da reunião ampliada. Na saudação inicial, o ministro deu ênfase à importância do fortalecimento da cooperação entre os dois países.

Amorim lembrou que quando exerceu o cargo de Ministro das Relações Exteriores, no governo do presidente Lula, sugeriu que o governo brasileiro reabrisse a embaixada em Colombo, capital do Sri Lanka. O ministro justificou o empenho como forma de destacar a parceria bilateral. Ele lembrou que a partir de 2008 o comércio vem se intensificando a ponto de a balança comercial registrar incremento de quase 300%.

Em seguida, o ministro apresentou as principais participações do Brasil no cenário internacional, como a aproximação com os países africanos, a criação da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e o Conselho de Defesa, no âmbito da Unasul. “Esse conselho tem sido muito útil para garantirmos a paz”, destacou Amorim.

Na apresentação, o ministro tratou também de programas e projetos desenvolvidos pelas Forças Armadas, como o anúncio recente da escolha dos caças da empresa sueca Grippen NG, do KC-390 – avião cargueiro que substituirá o Hércules – o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron), do carro de combate Guarani, a construção de submarinos – sendo um a propulsão nuclear -, e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAZ).

Sri Lanka

Após a manifestação do ministro Amorim, Rajapaksa fez relato sobre o cenário político e econômico do país nas últimas três décadas. Segundo ele, “o Sri Lanka passou por período de terrorismo” que resultou na morte de cidadãos civis e militares “Tivemos no período 30 mil soldados mortos em ação e 90 mil civis perderam suas vidas em ataques e outros 35 mil ficaram incapacitados”, explicou.

Segundo ele, num único ataque foram destruídos 22 aviões, além de refinarias de petróleo e do centro econômico em Colombo, capital do país. O confronto se deu com o grupo rebelde Tigres de Libertação da Pátria Tâmil. Atualmente, a situação começou a se normalizar com a chegada de indústrias e o crescimento do setor de turismo. Na área de defesa, o secretário manifestou interesse em fortalecer a cooperação com as Forças Armadas, especialmente, em exercícios militares.

Em seguida, o ministro Amorim pediu que os comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, além do chefe do Estado Maior Conjunto (EMCFA), general José Carlos De Nardi, colocassem os principais pontos nas respectivas áreas de interesse. O encontro bilateral foi concluído com a formalização de documento que formaliza a parceria de ambos países.


12 janeiro 2014

Líbano já está preparando nova Base Aérea para receber os A-29 Super Tucano

As aeronaves seriam adquiridas pela United States Air Force (USAF, Força Aérea norte-americana) através do programa Light Air Support (LAS)



Asas

A Força Aérea do Líbano (FAL) está adaptando e modernizando a estrutura existente na Base Aérea de Hamate para receber futuramente os aviões de ataque leve Embraer A-29 Super Tucano. Conforme noticiado com exclusividade por ASAS na edição 76 (dezembro de 2013/janeiro de 2014), o Líbano têm mantido conversações com os EUA visando o recebimento de seis a 12 A-29B Super Tucano.

Ainda não há confirmação das negociações. As aeronaves seriam adquiridas pela United States Air Force (USAF, Força Aérea norte-americana) através do programa Light Air Support (LAS), que já encomendou 20 exemplares com a Embraer para serem operados pela Força Aérea do Afeganistão. O Líbano deve ser o segundo país contemplado pelo LAS e as aeronaves devem ser montadas nos EUA pela Sierra Nevada Corp., parceira da Embraer no programa. A expectativa é que algum anúncio seja feito ainda em 2014 com as entregas previstas para 2015.

A decisão em sediar as aeronaves em Hamate é, na verdade, uma exigência direta dos EUA pelo fato de a base ficar localizada numa região cristã, longe da fronteira com a Síria e Israel e por ser mais segura. Além disso, Hamate está situada 45km ao norte de Beirute, possui uma pista de 1.700m x 30m e a partir dali os aviões podem chegar a qualquer parte do território em poucos minutos.

A construção da base remonta do ano de 1976 e as primeiras estruturas foram erguidas pelo Partido Falange, sendo batizada de Pierre Gemayel (fundador do partido cristão). Gemayel foi pai dos presidentes libaneses Bachir Gemayel (assassinado em 14 de setembro de 1982 no auge da Guerra Civil que perdurou de 1975 a 1990) e Amine, que sucedeu o irmão Bachir em 23 de setembro de 1982 após eleições organizadas naquele país. A base jamais entrou em operação e foi ocupada pelos sírios que a utilizaram como quartel militar (não como base aérea) até 2005, quando passou definitivamente para o exército Libanês. Em 2010 Hamate foi inaugurada e passou a sediar o 9º Esquadrão da FAL que opera sete helicópteros de transporte e ataque IAR-330 Puma.