29 maio 2014

As principais revelações de Edward Snowden

Veja as principais revelações de Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional Americana (NSA), que anunciou nesta sexta-feira sua intenção de pedir asilo à Rússia até poder viajar legalmente à América Latina.



France Presse

PARIS, França, 12 Jul 2013 (AFP) - No dia 5 de junho, o jornal britânico The Guardian revelou a existência de uma ordem secreta da justiça obrigando a empresa de telefonia Verizon a fornecer à NSA dados e seus clientes (número chamado, duração da chamada), de abril a julho deste ano.

Todo dia, a Verizon precisa entregar à agência 'todas as chamadas registradas no seu sistema realizadas dentro dos Estados Unidos, e dos EUA para outros países', explicou o jornal.

No dia seguinte, o Washington Post e o Guardian afirmaram que a NSA e o FBI haviam pedido para que nove das maiores empresas americanas no setor de internet vigiassem e interceptassem comunicações de internautas estrangeiros fora dos Estados Unidos.

Snowden entrou em contato com o Washington Post, e divulgou documentos ao jornal, inclusive um arquivo Powerpoint que descreve a parceria entre a NSA e as empresas de internet.

O programa secreto, conhecido com o codinome PRISM, foi iniciado em 2007, permitindo a conexão da NSA com servidores das empresas através de um portal. Dessa forma, a agência conseguia ter acesso a informações sobre usuários que, de acordo com certos elementos, estariam no exterior sem precisar de ordem judicial.

A lei americana protege os cidadãos do país contra a violação de dados privados território nacional, mas a regra não se aplica no exterior.

De acordo com o Washington Post, 'analistas que usam o sistema em um portal a partir da base militar de Fort Meade precisam fazer uma pesquisa com várias palavras-chave até chegar à probabilidade de pelo menos 51% de que o alvo seja estrangeiro. Skype, AOL, YouTube, Apple e PalTalk também participariam deste esquema.

Foi no dia 9 de junho que Edward Snowden revelou em Hong Kong ser o autor do vazamento dessas informações aos jornais.

Em matéria publicada no dia 22 pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong, ele afirmou que o governo americano pirateava empresas de telefonia chinesas para recolher milhões de mensagens de texto.

Snowden também revelou que os Estados Unidos tinham pirateado a Universidade Tsinghua de Pequim, uma das maiores da China, e a empresa Pacnet, operadora asiática de fibras óticas.

No dia 30, a revista semanal alemã Der Spiegel, baseando-se em documentos confidenciais fornecidos por Snowden, informou que os Estados Unidos tinham espionado escritórios da União Europeia em Bruxelas, assim como da Missão Diplomática da UE em Washington e nas Nações Unidas.

De acordo com Der Spiegel, o programa não era constituído apenas de microfones instalados no prédio da UE em Washington, mas também de um sistema infiltrado na rede de informática que permitia aos espiões ter acesso a e-mails e a documentos internos.

Snowden também revelou o mesmo tipo de programa de espionagem dos Estados Unidos em países da América Latina, inclusive o Brasil.



Revelações de Snowden comprometem segurança, diz Kerry

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry garantiu que há provas de que revelações de Edward Snowden sobre espionagem arriscaram a segurança do país


EFE

Washington - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, garantiu nesta quarta-feira que há provas de que as revelações do ex-analista Edward Snowden sobre o programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) arriscaram a segurança do país.

"Temos provas que as pessoas estão perante um perigo adicional, já que a segurança operacional foi violada", disse ele em entrevista ao programa "Good Morning America" de rede "ABC".

Kerry afirmou que as revelações de Snowden permitiram aos terroristas conhecer "em primeira mão" os métodos e mecanismos que os Estados Unidos empregam para obter inteligência.

"Nossas operações foram comprometidas", afirmou.

Kerry faz essas declarações no mesmo dia que a "NBC" exibirá uma entrevista do ex-analista contando que foi treinado como um "espião" e assessorou funcionários do governo do mais alto nível, segundo trechos adiantados pela emissora.

Os vazamentos de Snowden expuseram os detalhes do acúmulo em massa de ligações telefônicas e espionagem nas comunicações na internet.

A primeira grande consequência legislativa desses vazamentos aconteceu na semana passada, quando a Câmara dos Representantes aprovou pôr fim ao armazenamento em massa de dados telefônicos por parte da NSA, que poderia guardá-los durante anos para realizar análise de inteligência.


Snowden revela em entrevista que espionava em 'todos os níveis'

Ex-analista da NSA disse à 'NBC' que era um espião treinado.
Ele também afirmou ter trabalhado infiltrado no exterior para os EUA.


France Presse

O ex-consultor americano de Inteligência Edward Snowden revelou que era "um espião treinado" e trabalhou "como agente infiltrado no exterior" para o governo dos Estados Unidos, segundo estratos de uma entrevista divulgados nesta terça-feira (27) pela rede NBC.

Em seu primeiro encontro com a mídia americana, Snowden negou a versão de que era um mero prestador de serviços para a Agência de Segurança Nacional (NSA), e afirmou que trabalhava em "todos os níveis" da Inteligência.

Snowden, acusado por Washington de vazar informações secretas, obteve asilo na Rússia em agosto de 2013, após abalar o sistema de Inteligência americano com a revelação de que os Estados Unidos utilizam espionagem eletrônica contra todos, incluindo seus aliados ocidentais, através da NSA.

Na entrevista, gravada na semana passada e que será divulgada nesta quarta-feira (28), Snowden afirma que foi "treinado como espião no sentido tradicional da palavra". "Vivi e trabalhei como infiltrado no exterior, sob a fachada de um trabalho que na verdade não realizava. Inclusive utilizei um nome que não era o meu'.

Snowden revela que além da NSA, trabalhou como "especialista técnico" para a CIA e como "assessor" da agência de Inteligência da secretaria de Defesa.

"Não trabalhei com pessoas, não recrutei agentes, mas coloquei em funcionamento sistemas que trabalham para os Estados Unidos, e fiz isto em todos os níveis, do mais baixos aos mais altos", afirmou.

As revelações sobre o programa global de vigilância da NSA causaram grande mal-estar no governo dos Estados Unidos e em seus aliados, como Brasil e Alemanha, depois que vieram à tona informações de que Washington havia espionado conversas de alguns líderes mundiais, incluindo a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel.


27 maio 2014

Rebeldes acusam forças ucranianas por ataque que matou 35 pessoas feridas

Vítimas seriam insurgentes feridos em combate que iam para centro médico.
Incidente ocorreu após combates no aeroporto da região de Donetsk.


EFE

Pelo menos 35 insurgentes feridos em combate e que eram levados de caminhão a centros de atendimento médico morreram após o veículo ter sido atingido por uma granada lançada pelas forças governamentais na região pró-russa de Donetsk, no leste da Ucrânia, disse o governador popular de Donetsk, Pavel Gubarev, em seu perfil no Facebook.

"Em Donetsk foi atingido um caminhão do batalhão Vostok que transportava feridos do aeroporto sob bandeira de assistência médica. Segundo dados preliminares, há 35 mortos e 15 feridos", declarou Gubarev.

O incidente ocorreu depois dos combates no aeroporto da capital regional, que foi tomado nesta segunda-feira (26) por um grupo de rebeldes que depois receberam reforços em forma de dezenas de milicianos.

Em uma tentativa de expulsar insurgentes e retomar o controle das instalações aeroportuárias, as forças leais a Kiev lançaram um ataque aéreo no qual tomaram caças e helicópteros.

"Foi dado um ultimato aos terroristas que, de forma ilegal, tinham entrado no aeroporto de Donetsk. Eles foram comunicados que se não cumprissem as exigências das forças ucranianas, seriam tomadas medidas de força para libertar o aeroporto", disse um porta-voz ucraniano.

Como as exigências não foram cumpridas, "foi feito um ataque aéreo sobre as posições dos terroristas", declarou Vladislav Selezniov, chefe de imprensa da operação militar.

Gubarev também denunciou a morte de vários civis na região da ponte de Putilovsk devido a ataques com morteiros do Exército ucraniano.

Além disso, após o fechamento do aeroporto devido aos combates, a estação de Donetsk também teve que ser evacuada após um tiroteio que, supostamente, deixou um morto.

O presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, apoiou a continuação da ofensiva militar contra os insurgentes, mas ressaltou que ela "deve ser mais efetiva, mais curta e com as unidades melhor aparelhadas".


26 maio 2014

Força Aérea da Rússia receberá caças de quinta geração em 2016

O comandante geral da Força Aérea Russa, o tenente-general Viktor Bondarev, informou que os testes do mais novo caça russo, T-50 (projeto PAK FA), tiveram início em Akhtubinsk, na unidade federativa de Ástrakhan.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

De acordo com o planejado, o fornecimento em série do caça de quinta-geração para as tropas começará, de fato, em 2016. Mas também não foi excluída a possibilidade de que a Força Aérea receba as máquinas antes do prazo previsto.

“O corpo de tripulantes do Centro Estatal de Testes de Voo do Ministério da Defesa recebeu um novo treinamento e começou a realizar voos no novo avião. Agora eles vão receber um segundo avião que irá cumprir o programa de testes”, anunciou Bondarev.

De acordo com o general, o T-50 será apresentado na etapa nacional da competição internacional de excelência da aviação "Aviadarts-2014", em Voronej, durante um programa especial preparado para a chegada do ministro da Defesa, Serguei Choigu.

O T-50 é um avião de quinta geração equipado com um sistema aviônico novo e uma avançada estação de radar com antena de matiz ativa faseada. Seu primeiro voo ocorreu em janeiro de 2010, em Komsomolsk-no-Amur, e a primeira exibição pública foi no Salão Internacional Aeroespacial MAKS-2011, em Jukóvski, nos arredores de Moscou.

Por enquanto, os EUA são o único país no mundo que possui caças de quinta geração, o F-22 e o F-35, em operação.

Novidades em 2019

Citando o tenente-general Viktor Bondarev, a agência de notícias RIA Nóvosti informou que, em 2019, será realizado o voo inaugural de outro modelo, o PAK DA, e, em 2023, esses aviões começarão a ser fornecidos para as tropas.

O projeto PAK DA, que foi aprovado em março do ano passado, dará origem a um bombardeiro subsônico radicalmente novo, capaz de utilizar todas as formas de armas existentes e será dificilmente detectado por radares. Em longo prazo, deverá substituir os bombardeiros estratégicos Tu-95 e TU-160, que estão em serviço operacional atualmente.

A máquina será dotada do mais novo sistema de guerra eletrônica e de recursos de destruição de alta precisão.

Com materiais da agência de notícias RIA Nóvosti, ITAR-TASS e Aviation Explorer



Caças nipônicos e chinêses evitam confrontação

Os caças das Forças Aéreas da China e do Japão evitaram uma confrontação aberta na zona do mar da China Oriental. Os aviões chineses se aproximaram de um grupo de caças japoneses à distância de 50 metros, depois à de apenas 30 metros para expulsá-los da zona de identificação da DAA que o Japão teima em reconhecer.


Natalia Kasho | Voz da Rússia

Esse incidente passou a ser o primeiro em que os caças chineses se aproximaram à distância menor de 100 metros que os separava dos nipônicos, anunciou o Ministério da Defesa do Japão, informando ainda que os caças chineses não empreenderam quaisquer tentativas de estabelecer um contato radiofônico antes de se aproximar.

O perito do Instituto do Médio Oriente, Yakov Berger, afastou a hipótese de um cenário mais pessimista deste incidente. Entretanto, a China, frisou, demonstrou uma atitude dura se manifestando pronta a um agravamento da situação no Mar da China Oriental:

“O incidente se enquadra no cenário de um progressivo agravamento da tensão. No momento em que os chineses delimitaram a sua zona de identificação aérea, embora o Japão, desde o início, não a tenha reconhecido. Deste modo, a situação alarmante tem vindo a piorar. Isto irá acontecer até que a tensão militar atinja um patamar máximo quando será necessário proceder à distensão”.

O incidente tem uma outra particularidade. Ocorreu pela primeira vez durante as manobras marítimas russo-chinesas realizadas pelo terceiro ano consecutivo no período entre 20-26 de maio. Pequim destaca que um navio nipônico de luta anti-submarina e depois um avião de reconhecimento eletrônico se ocupavam da recolha de informações e acompanhavam a marcha dos exercícios. Por isso, os aviões chineses identificaram-nos e depois tomaram medidas preventivas a fim garantir a segurança dos navios participantes do evento.

No parecer do perito, Viktor Pavlyatenko, do Instituto de Oriente Médio, os exercícios russo-chineses se realizaram em determinadas zonas marítima e aérea. Ora, um aviso sobre a interdição de voos devia ter sido divulgado com antecedência, em plena consonância com as normas internacionais:

“Acho que, nesse caso concreto, os japoneses teriam sido movidos por curiosidade. Eles se aproximaram da zona de exercícios, tendo violado os corredores aéreos demarcados. Os chineses tinham fundamentos para tomar medidas coercivas. Não gostaria de traçar paralelos, mas posso citar um exemplo. Quando o Japão efetua manobras com os EUA, costuma adotar medidas de segurança análogas. Não me recordo de algumas “notas de protesto” contra a aviação russa que mostrasse “um vivo interesse” em relação às manobras conjuntas. Os japoneses parecem ter “ultrapassado as marcas” e os chineses, com um pleno fundamento, expulsaram-nos da zona das manobras”.

De qualquer maneira, em 26 de maio, Tóquio apresentou um protesto oficial. O Japão qualificou o incidente de “lamentável”, tendo conclamado à responsabilidade e à moderação. A Rússia não reagiu de forma alguma ao incidente nipônico-chinês ocorrido.


Estados Unidos querem que Rússia atue contra milícias na Bacia do Don

Voz da Rússia

Os Estados Unidos querem que a Rússia tome “medidas concretas” contra as milícias populares no leste da Ucrânia, disse na segunda-feira William Pomeranz, vice-diretor do Kennan Institute, de Washington.

“A administração dos EUA irá esperar da Rússia ações concretas para travar as milícias no leste da Ucrânia”, disse Pomeranz. Segundo afirmou, os EUA continuam mantendo a opinião de que a Rússia apoia e influencia às autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk.

O bilionário Piotr Poroshenko, que lidera as eleições presidenciais na Ucrânia, apoiou a continuação da operação militar especial no leste da Ucrânia, tendo declarado que ela deverá ser realizada de forma mais eficaz e num prazo mais curto. Pouco depois disso, surgiram informações sobre combates entre a Guarda Nacional da Ucrânia e as milícias na área do aeroporto de Donetsk.

Anteriormente os EUA tinham apoiado a ação militar ucraniana no leste do país contra os partidários da federalização.



Putin agradece pessoalmente a Kadyrov pela ajuda na libertação de jornalistas

Voz da Rússia

O presidente da Rússia Vladimir Putin agradeceu pessoalmente ao presidente da República da Chechênia, Ramzan Kadyrov, pela sua ajuda na libertação dos jornalistas russos que estavam detidos na Ucrânia.

Os jornalistas da LifeNews Sidyakin e Saichenko tinham sido detidos peça Guarda Nacional da Ucrânia perto de Kramatorsk, onde decorrem combates das forças de segurança de Kiev contra as milícias voluntárias locais. As autoridades ucranianas acusaram-nos de auxílio aos “terroristas” no leste do país.

A libertação dos jornalistas tinha sido anunciada no domingo pelo dirigente checheno através da sua conta no Instagram. Ele tinha escrito que nos últimos dias seus representantes estiveram em Kiev negociando a libertação da equipe de reportagem. Isso não foi publicitado por motivos de segurança dos jornalistas.

A libertação falhou por diversas vezes, mas o resultado positivo acabou sendo alcançado.



Militares disparam contra correspondente russo no aeroporto de Donetsk

Voz da Rússia

Um helicóptero do exército ucraniano disparou contra o correspondente da agência Russkaya Sluzhba Novostei (RSN) que estava com um grupo de milicianos junto ao aeroporto de Donetsk, onde os combates decorreram desde a manhã.

“O jornalista Alexei Kumachev, da Russkaya Sluzhba Novostei, atravessava a ponte Putilovsky com três milicianos, quando o grupo foi alvejado por duas vezes com rajadas a partir de um helicóptero. Não houve mortos ou feridos”, se lê no comunicado publicado no site da RSN.

Anteriormente, na segunda-feira, representantes da República Popular de Donetsk (RPD) tinham informado que as forças ucranianas submeteram a ataques aéreos o aeroporto de Donetsk. Segundo informações divulgadas pela mídia, duas pessoas terão ficado feridas. Por seu lado, representantes da RPD declararam não dispor de dados sobre mortos ou feridos.

Segundo apurou a RSN, os milicianos reivindicaram o abate de três helicópteros, mas informaram que os ataques aéreos ainda estavam decorrendo.


Recomeçam combates perto de Slavyansk

Voz da Rússia

Nos arredores de Slavyansk recomeçaram os combates entre unidades do exército ucraniano e das milícias populares, informaram porta-vozes das milícias.

Desde meados de abril, as autoridades de Kiev realizam no leste da Ucrânia uma operação especial para esmagar o movimento de protesto que surgiu em reação à mudança de poder ocorrida no país. As hostilidades tinham sido interrompidas no dia 25 de maio para realização das eleições presidenciais.

Segundo declarou o ministro das Relações Exteriores russo Serguei Lavrov, o reinício da operação especial no leste da Ucrânia será um erro colossal. Ele sublinhou que a oportunidade, que agora surgiu, para o surgimento de um diálogo mutuamente respeitoso e equitativo não deve ser desperdiçada.



Aspirante é enterrado no Rio e família vê 'excesso' em treino da Marinha

Jean Caleb estava internado após exercício com fumaça, e sem máscara.
Comandante da Escola Naval, Marcelo Campos não descarta mudança.


Henrique Coelho
Do G1 Rio

O corpo do aluno da Escola Naval Jean Caleb Maroto Sousa, de 22 anos, foi enterrado neste domingo (25) por volta das 17h10, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O jovem morreu no sábado (24). Ele estava internado na UTI do Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte, após ter sido submetido a um treinamento na Base de Fuzileiros Navais, na Ilha do Governador, no dia 4 de maio.

Uma das etapas do treinamento, segundo a Marinha, consistia em atravessar um túnel de cerca de três metros de comprimento com a presença de fumaça. Durante a cerimônia deste domingo, que aconteceu em clima de consternação, a família questionou o rigor dos exercícios, apesar de não ter manifestado interesse em um possível processo judicial.

"É preciso repensar este treinamento. Será que precisamos chegar a esse ponto?", perguntou o tio da vítima, Dinelson Borges. "Ele mesmo [Jean] disse que precisou refazer o exercício várias vezes. Não achou a saída do túnel e foi dito que era para fazer de novo. O sonho dele era continuar [na Marinha] depois que saísse do hospital", completou.

Comandante da Escola Naval, Marcelo Francisco Campos esteve presente no enterro e não descartou a mudança. "Inquérito processual é que vai determinar se a Marinha vai mudar os procedimentos de treinamento", disse.

Prima da vítima, Miriam de Oliveira Souza, fez coro às críticas. Ela disse que o jovem completaria 23 anos na próxima quarta-feira (28) e adorava usar a farda. Embora o primo jamais tenha reclamado dos treinos, ela também clamou por mudanças.

"Tem que rever esses treinamentos excessivos. O Brasil não é um país com guerras constantes e não é a primeira morte que acontece com alguém durante treinamento", afirmou.

Intoxicação

Na quarta-feira (21), um amigo de Jean contou ao RJTV que o próprio aspirante relatou ter sofrido intoxicação porque foi obrigado a repetir um exercício no qual os jovens entram sem máscara num ambiente fechado. Ele teria submetido ao teste mais de uma vez.

“Eles tinham que escapar dessa câmara. Era escuro, eles não achavam a saída, tinha um amigo dele junto, que passou mal também lá dentro. Ele saiu e o comandante mandou entrar novamente. Ele não achou novamente, entrou de novo, saiu e entrou de novo até achar a saída. Depois, ele começou a passar mal, tossindo, reagindo já ao gás”, afirmou.

Em nota, a Marinha informou que "nesse momento de dor, solidariza-se com a família do Aspirante Caleb, a quem apresenta sinceras condolências, e informa que está prestando todo seu apoio".

A assessoria de imprensa disse ainda que a apuração dos fatos está sendo conduzida por meio de um Inquérito Policial Militar, instaurado no dia 8 de maio e com prazo de conclusão de até 60 dias.

"O exercício em questão é regular e faz parte da Prática Profissional Naval, prevista no Programa de Ensino da Escola Naval, tendo sido cumprida pelos demais 32 aspirantes fuzileiros navais sem incidentes. Ressalta-se que foi instaurado o competente procedimento, a fim de apurar as circunstâncias do fato, com prazo de conclusão de até 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20", diz o texto. Outro colega de Jean, Vinícius da Silva Cunha também chegou à UTI, mas melhorou e foi liberado da unidade de tratamento intensivo.

25 maio 2014

CDCiber e Serpro assinam acordo de cooperação

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 19/05/2014 – O Exército Brasileiro, por meio do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) assinaram nesta segunda-feira acordo de cooperação para troca de conhecimento em tecnologia da informação.

O documento, firmado entre o chefe do CDCiber, general Paulo Sergio Melo de Carvalho, e o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, prevê treinamento de pessoal e intercâmbio de conhecimento nas áreas de defesa cibernética e processamento de dados.

Para o general Carvalho, o acordo é um grande avanço. “Nós agora estamos oficializando a parceria que já acontecia informalmente. Isso vai facilitar a nossa capacitação de recursos humanos.”

Com relação à Copa do Mundo, o chefe do CDCiber explicou que o órgão está na fase final para as atividades do evento. “Recentemente, realizamos o último treinamento e a preparação dos destacamentos remotos de cibernética nas cidades-sedes”, contou.

Já o coordenador geral de Segurança da Informação do Serpro, Ulysses Alves Machado, disse que o órgão vai utilizar, caso seja preciso, toda a suaexpertise para apoiar a Copa.

“Faremos algumas visitas ao Centro e o nosso próprio serviço de respostas a ataques estará à disposição.”

Após a assinatura do acordo, os dois dirigentes fizeram uma visita aos centros de Dados e de Comando do Serpro, onde receberam explicações sobre o monitoramento de informações.

No Centro de Comando são acompanhados cerca de 4.600 serviços de clientes do Serpro. A instituição foi responsável pela criação de importantes sistemas de informação da Administração Federal como CPF, Carteira Nacional de Habilitação, Renavam, Siafi, Imposto de Renda, entre outros.



FAB assina contrato de compra do avião brasileiro KC-390

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Gavião Peixoto (SP), 20/05/2014 – Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) assinou hoje com a Embraer o contrato de compra dos primeiros aviões de transporte militar KC-390. A assinatura ocorreu durante cerimônia que marcou também a inauguração do hangar na cidade de Gavião Peixoto (SP), onde será realizada a montagem final da aeronave a jato, que substituirá os atuais Hércules (C-130) utilizados pela FAB.

O contrato prevê a aquisição de 28 aviões e sua assinatura é considerada o passo que faltava para que o projeto da aeronave, iniciado em 2009, seja concluído com sucesso. Com valor estimado em R$ 7,2 bilhões, a compra do primeiro lote pela Força Aérea inclui, ainda, o suporte logístico para os aviões.

Demonstrando entusiasmo, a presidenta comemorou a iniciativa. “Se todas as brasileiras e brasileiros pudessem conhecer esses hangares, e acompanhar o que está sendo desenvolvido aqui nesta indústria do conhecimento que é a Embraer, estou certa de que cada um deles sentiria um imenso orgulho do nosso país”, disse.

Antes de discursar na cerimônia, Dilma percorreu, na companhia do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, o hangar onde está sendo realizada a montagem estrutural do protótipo do KC-390, que deverá realizar seu primeiro voo até o fim deste ano.

Na presença dos trabalhadores da Embraer e de autoridades civis e militares, a presidenta ressaltou as qualidades do avião que, segundo ela, é um “legítimo exemplo” do Brasil inovador. “O projeto é uma demonstração clara da competência dos nossos pesquisadores, técnicos e da capacidade da indústria nacional de produzir bens de alta tecnologia”, destacou.

Grande feito tecnológico

Em entrevista à imprensa, o ministro Celso Amorim também comemorou a aquisição. “Quero manifestar a nossa grande alegria com esse contrato. É ele que vai viabilizar a produção em série do KC-390, e também servir de garantia para que outros possíveis clientes no mundo afora tenham a certeza de que o avião está sendo utilizado pela nossa Força Aérea”, afirmou.

Amorim se referiu ao projeto do cargueiro como um “grande feito tecnológico e industrial” do Brasil. Ele destacou que, além de ser importante para as manobras militares no céu brasileiro, a aeronave contribui de maneira decisiva para o desenvolvimento da indústria nacional de Defesa.




Segundo o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, em sua fase atual, o projeto do KC-390 emprega diretamente 1,5 mil trabalhadores. Esse número, diz ele, deverá ser ampliado com o aumento da demanda pela aeronave. O executivo afirmou que há, hoje, 32 cartas de intenção assinadas com outros países, os quais a empresa pretende transformar em contratos firmes.

O KC-390 é uma aeronave projetada para realizar transporte militar (de pessoas e equipamentos) e reabastecimento em voo de outros aviões. Trata-se de um projeto conjunto da Embraer e da FAB. Especialistas afirmam que isso representa um grande avanço em tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira. O avião é a maior aeronave já produzida no país.

O cargueiro é multiuso, podendo desempenhar diversas funções, como operar em pequenas pistas na Amazônia ou Antártida, lançar paraquedistas em pontos diversos do território, além de realizar buscas, resgates e lançar carga em pleno voo.Os primeiros aviões devem começar a ser entregues em 2016. Segundo a Embraer, mais de 30 empresas brasileiras foram contratadas para o desenvolvimento da aeronave, cuja produção também conta com parcerias industriais de outros países, entre os quais Argentina, Portugal e República Tcheca.



Ágata 8: operação na fronteira registra recorde de apreensão de drogas

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 22/05/2014 – A operação Ágata 8 – um dos eixos de defesa para a Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 – foi encerrada ontem com recorde em apreensão de drogas. De acordo com balanço, a mobilização militar nos quase 17 mil km de fronteira apreendeu cerca de 40 toneladas de entorpecentes que seguiriam para os grandes centros do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Esse volume é mais que o dobro dos 19 mil quilos retirados de circulação no ano passado, durante a Ágata 7, que também abrangeu a mesma extensão, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS). A integração entre as Forças Armadas e os agentes governamentais é apontada como fator preponderante do “sucesso da operação” na avaliação do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, que transmitiu os números ao ministro da Defesa, Celso Amorim.

“A Ágata foi excelente. E temos muito a agradecer às polícias federal, rodoviária federal e estaduais que aturam junto com as Forças Armadas”, avaliou o general De Nardi.

Reunião da Ágata

O balanço com os principais resultados da Ágata 8 foi feito ontem (21) à noite durante videoconferência com a participação dos comandos militares envolvidos na mobilização. O maior volume de apreensão ocorreu num trecho entre os municípios de Cabixi (MT) e Novo Mundo (MS), divisa com a Bolívia e o Paraguai. Numa única ação, as tropas militares e policiais encontraram 15 mil quilos de maconha num caminhão que havia passado pela fronteira e se deslocava já no município de Paranaíba (MS) com destino ao estado de São Paulo.

Na fronteira Oeste, ocorreu também a apreensão de 100 quilos de cocaína. A mobilização levou militares a avaliarem que, se com o “fechamento” da região fronteiriça foram retiradas do mercado toneladas de entorpecentes, “imaginem quanto não circula em situação sem a fiscalização mais rigorosa”.

Durante a ação, foram feitas 122.428 inspeções em veículos e 7.776 em embarcações. Mais de 20 mil pessoas foram revistadas. Os militares apreenderam 206 barcos, 126 automóveis e 28 armas. Nas áreas de floresta, a operação conseguiu fechar o cerco a madeireiros ilegais e, como resultado, a apreensão de 58 metros cúbicos de madeira.

A operação Ágata foi instituída por decreto da presidenta Dilma Rousseff em 2011 dentro do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF). Este plano tem por objetivo assegurar a presença do Estado na faixa de 150 km de largura em 11 estados e 710 cidades. Essa região representa 27% do território nacional. O planejamento da Ágata é precedido de comunicado, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), aos governos dos dez países vizinhos.

Ações cívico-sociais

A Ágata também promove ações de cunho médico-social. Este ano foram prestados 12.443 atendimentos em diversas especialidades médico-hospitalar e 16.655 odontológicas. A população mais carente nos municípios de fronteira recebeu medicamentos: 226.346 remédios foram distribuídos.

Durante as chamadas ações cívico-sociais (aciso), crianças e adolescentes participaram, ainda, de atividades recreativas e esportivas.

Os aciso contaram com a participação de profissionais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O SEST e o SENAT, entidades assistenciais do setor de transporte, também estiveram em algumas cidades da divisa. Nos postos montados em escolas e quadras de esporte foi possível emitir documentos de identidade e carteira de trabalho.

Como parte das ações em prol da sociedade civil, com a Ágata 8 os militares recuperaram 62 km de trechos de rodovias e realizaram manutenção e reparo em 104 instalações públicas, entre elas escolas.


Defesa terá 57 mil militares na segurança da Copa do Mundo Fifa 2014

Assessoria de Comunicação social (Ascom)
Ministério da Defesa


Brasília, 23/05/2014 – As Forças Armadas vão atuar com 57 mil militares durante a Copa do Mundo Fifa 2014. O emprego das tropas será em eixos exclusivos de defesa, como o controle aeroespacial e do espaço aéreo, marítimo e fluvial, segurança de estruturas estratégicas, defesa cibernética, contraterrorismo e defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Desse total, 21 mil vão compor a força de contingência, preparada para agir em caso de eventualidade. A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, na tarde de hoje, em coletiva de imprensa internacional, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Na ocasião, Amorim explicou que, deste total, serão 35 mil homens do Exército, 13 mil da Marinha e nove mil restantes da Aeronáutica. “Nossas tropas estão absolutamente treinadas e equipadas para o ambiente específico da Copa. E, no momento, elas estão realizando os últimos exercícios conjuntos, inclusive com as outras forças do Ministério da Justiça.”

O ministro explicou como será a governança do plano de ação da Defesa. O planejamento está dividido em um comando nacional, a cargo do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), em Brasília. Esse órgão instituído se desdobrará em 12 Centros de Coordenação de Defesa de Área (CCDA) nas cidades-sede do evento esportivo. Como algumas seleções irão para centro de treinamento em Vitória (ES), Aracaju (SE) e Maceió (AL), essas cidades estarão operando sob coordenação dos CCDAs do Rio, Salvador e Fortaleza, respectivamente.

Além disso, quatro comandos centralizados vão trabalhar na defesa aeroespacial, fiscalização de explosivos, segurança de defesa cibernética e prevenção ao terrorrismo.

Celso Amorim lembrou que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica têm experiência na realização de eventos do tamanho do mundial. “Tivemos observadores militares atuando em eventos internacionais, como a Copa de 2010, na África do Sul, e as Olimpíadas de Londres, em 2012.” E completou dizendo que as Forças trabalharam na Conferência Rio+20, Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude, que incluiu a visita do Papa Francisco, o que proporcionou aprendizado e segurança de grandes líderes internacionais e chefes de Estado, além da população civil.

Durante a coletiva, Amorim citou os meios que serão empregados pelas Forças. De aeronaves serão: 24 Super Tucano (A 29), dez caças F-5, três aviões radares (E-99), 47 helicópteros (sendo 36 para fiscalização e 11 exclusivos para defesa do espaço aéreo) e 29 aeronaves de apoio. Veículos navais: quatro fragatas, uma corveta, 21 navios-patrulha, um navio de desembarque e 183 lanchas.

A coletiva contou com a presença do chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi; do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e do secretário extraordinário de Grandes Eventos, Andrei Rodrigues.

A cargo da Justiça, 100 mil homens de órgãos de segurança pública federal, estadual e municipal terão a responsabilidade de proteger a sociedade. Sobre isso, o ministro Cardozo acrescentou: “O melhor momento para a integração é a Copa do Mundo. O Brasil sai diferente em termos de segurança pública depois disso. Começamos a construir uma nova realidade de cooperação entre forças policiais”.



23 maio 2014

Força Aérea da Rússia inicia testes do caça T-50

Os testes de Estado do novo caça russo T-50 começaram em Akhtubinsk (região de Astrakhan), declarou esta quinta-feira a jornalistas o comandante da Força Aérea, tenente-general Viktor Bondarev.


Voz da Rússia

As entregas do novo caça às tropas deverão começar em 2016; relata-se também que a Força Aérea pode obter o T-50 antes do prazo previsto. Por enquanto, apenas um país no mundo está armado com caças de quinta geração – os EUA (F-22 e F-35).




"Uma tripulação do caça já foi treinada e começou os voos em um aparelho. Agora, uma outra se juntará ao programa de testes", disse Bondarev.

O tenente-general não especificou quando começaram os testes. Anteriormente, tinha sido informado que eles deveriam começar em março ou abril.

Segundo o general, o T-50 será apresentado na competição internacional de aviação Aviadarts 2014, na cidade de Voronezh. O caça será mostrado durante um programa especial preparado para a visita do ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu.



Rússia pode produzir míssil hipersônico até 2020

De acordo com programa estatal no domínio de tecnologias balísticas hipersônicas, concatenado com o Ministério da Defesa e com o Ministério da Indústria e do Comércio, o primeiro modelo de míssil hipersônico pode ser produzido até 2020.


Voz da Rússia


O diretor-geral da corporação Armamento Balístico Tático, Boris Obnosov, informou os jornalistas presentes na exposição de armas em Astana que o primeiro modelo “em metal” do foguete hipersônico pode ser criado até essa data.

Obnosov explicou que o programa inclui rumos-chave de desenvolvimento de tecnologias de mísseis hipersônicos.

Ressaltou que as tecnologias hipersônicas estão sendo desenvolvidas nos EUA, Índia, China e França. “Se andarmos devagar, se nos atrasarmos, depois será impossível alcançá-los”, disse Obnosov.

A modificação mais recente do míssil aéreo para o caça russo da quinta geração será criado em 2016. Boris Obnossov deu esta informação no decurso da exposição KADEX 2014.

“Temos contatos muito estreitos com o Gabinete de Projetos Técnicos Sukhoi, foi criado um grupo de trabalho que funciona em regime permanente. Todos os protocolos de interação informativa foram concatenados, as amostras em forma de maquetas são feitas a tempo, observamos rigorosamente os cronogramas – tudo deve ser feito até o ano de 2016”, declarou Obnossov. Especificou que se trata do último modelo do míssil de cruzeiro Kh-74M2. “É um trabalho muito pesado, a intensidade de testes é muito alta, às vezes até o Principal Centro de Testes de Voo em Akhtuba não dá conta da tarefa”, acrescentou o chefe da corporação.



Avião russo A-100: um poderoso instrumento de reconhecimento

A Rússia terá em breve um novo avião ultramoderno de reconhecimento e detecção por radar a grandes distâncias, o A-100. A nova aeronave vai substituir o A-50 da Força Aérea russa.


Oleg Nekhai | Voz da Rússia

O futuro avião de 5ª geração A-100 irá aumentar significativamente as capacidades de reconhecimento, patrulha e gestão, embora as capacidades do antecessor modernizado A-50U já fossem bastante grandes. Segundo informações publicamente disponíveis, este complexo garante a deteção de bombardeiros a uma distância de 650 quilômetros, de caças a uma distância de 300 quilômetros, e de alvos terrestres, como uma coluna de tanques, a uma distância de 250 quilômetros.




O complexo aéreo de deteção, controlo e alerta por radar a longas distâncias, conhecido como A-100, está sendo criado com base no IL-476 em cooperação entre empresas da indústria militar russa, nota Vladimir Verba, o diretor-geral da empresa Vega, um dos principais participantes do projeto:

“Este é um avião com capacidades únicas para a deteção e seleção de alvos em ar, terra e água, aerodinâmicos e balísticos, incluindo engenhos hipersônicos não-tripulados. Possui também capacidades de reconhecimento, processamento e apresentação de informações para pontos de gestão de todos os níveis”.

Sem dúvida, este é um dos sistemas de aviação mais complexos do mundo. Apenas dois países hoje são capazes de criar independentemente tais complexos, e um deles é a Rússia.

O avião A-100 será equipado com um sistema de rádio moderno com um radar de varredura eletrônica ativa (AESA na sigla inglesa) de última geração. E também com soluções de computação superpotentes com base em supercomputadores de cluster russos para o processamento de informações.

Provavelmente, na Força Aérea russa este complexo se tornará um elemento-chave de reconhecimento e controle para todos os ramos das Forças Armadas da Federação Russa. Mas para realizar reconhecimento no âmbito do Tratado Internacional de Céus Abertos os militares russos podem usar o sistema aéreo de vigilância Céu Aberto baseado no avião Tu-214ON. Para o Ministério da Defesa russo já foram construídos dois aviões completamente equipados com instrumentos de observação e toda a infraestrutura terrestre do sistema de monitoramento Céu Aberto.

O principal empreiteiro aqui é a empresa Vega, nota Vladimir Verba:

“Nós equipamos o complexo de vigilância de bordo desse sistema com todos os meios de monitoramento aéreo permitidos pelo Tratado de Céus Abertos. Em suas missões, inspetores russos podem realizar observações detalhadas da superfície em vários espectros de ondas eletromagnéticas: infravermelho, ótico, foto, vídeo, radar”.

Segundo o diretor-geral da empresa, os receios do lado norte-americano, expressados pela mídia ocidental, de um suposto excesso das características técnicas são absolutamente infundados. Depois de passar a certificação internacional, o sistema Tu-214ON pode legitimamente ser usado para realizar voos de inspeção sobre os territórios de todos os países participantes do tratado. Hoje esses países são 34, incluindo os Estados Unidos.

Na apresentação do sistema de reconhecimento Céu Aberto em Viena especialistas ocidentais reconheceram que a Rússia conseguiu criar o melhor avião moderno no âmbito do Tratado de Céus Abertos.


Propostas de sanções da UE incluem investimento, transporte e armas

Voz da Rússia

As propostas de sanções econômicas contra a Rússia, elaboradas pelos líderes da UE, incluem restrições a fornecimento de armas, transporte rodoviário e naval, suspensão de investimentos no setor energético russo, informa a Reuters.

De acordo com a agência, foi preparado um projeto para ser discutido entre os líderes da UE, que se reunirão esta terça-feira em Bruxelas, que inclui três níveis de sanções econômicas, dependendo da situação.

"O cenário intermédio (de sanções), apresentado no documento, inclui restrições ao comércio e aos investimentos relacionados com os serviços financeiros e a livre circulação de capitais, bem como a proibição da importação de carvão, restrições aos transportes marítimos e rodoviários e a suspensão de investimentos no setor de gás russo", afirma a agência.

O Ocidente também está considerando a introdução de sanções econômicas contra a Rússia, incluindo no setor da energia. Por enquanto, a decisão de avançar nas sanções econômicas contra a Rússia não foi aprovada. Moscou considera as sanções da UE e dos EUA como inaceitáveis e inúteis.



Cruzador de mísseis americano Vella Gulf entra no mar Negro

Voz da Rússia

O cruzador de mísseis norte-americano Vella Gulf da classe Ticonderoga, equipado com o sistema de defesa antimíssil Aegis, entrou no mar Negro, relata a Itar-Tass, citando uma fonte do corpo diplomático.


Cruzador de mísseis americano Vella Gulf entra no mar Negro
Foto: en.wikipedia.org

"Por volta das 18h30, horário de Moscou, o cruzador entrou nas águas do mar Negro", disse a fonte.

Washington tinha confirmado que o navio de guerra devia entrar no mar Negro esta semana. Observa-se que a deslocação do navio coincide com as eleições presidenciais na Ucrânia, e deve apoiar as ações do novo governo ucraniano.

Ao abrigo das disposições da Convenção de Montreux de 1936 sobre o regime de passagem de navios de guerra através do Bósforo e dos Dardanelos para o mar Negro, a permanência de tais navios de estados não-costeiros não pode exceder 21 dias. Assim, o Vella Gulf terá de deixar o mar Negro antes do dia 13 de junho.

O Vella Gulf está armado com mísseis de cruzeiro Tomahawk, o sistema antissubmarino ASROC, bem como mísseis antiaéreos Standard-2 e Standard-3 (no total cerca de 122 mísseis). A bordo do navio seguem dois helicópteros multiuso. A nave de guerra tem 172 m de comprimento, 16 m de largura, o deslocamento total do navio constitui 9.800 toneladas. A velocidade máxima do Vella Gulf supera os 30 nós.

Milícia de Donbass pede a moradores de Slavyansk que saiam da cidade

Voz da Rússia

O chefe da milícia de autodefesa de Donbass, Igor Strelkov, conclamou à evacuação dos moradores da cidade a fim de evitar mortes em massa.

Ele também ordenou a proibição de utilização da artilharia na cidade, afirma o portal da cidade Slavgorod.com.ua. A referida informação foi transmitida ao comando do exército ucraniano.

Strelkov declarou que, em caso de um ataque à cidade, o comando da milícia reserva-se o direito de usar as armas.

O primeiro secretário do Partido Comunista de Slavyansk, Anatoli Khmelevoi, informou que, no momento, realiza-se a preparação ativa dos serviços de segurança ucranianos. As milícias esperam um possível ataque por parte das forças governamentais ucranianas.

De acordo com os separatistas, o exército ucraniano pode usar artilharia pesada e a força aérea num possível assalto a Slavyansk.



'Há uma verdadeira guerra civil' na Ucrânia, diz Putin

Presidente russo disse que EUA têm culpa por terem apoiado protestos.
País enfrenta crise com escalada militar desde novembro de 2013.


France Presse

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (23) que a crise na Ucrânia se converteu em uma verdadeira guerra civil, pela qual culpou Washington por apoiar a destituição do ex-presidente Viktor Yanukovytch.

"A crise ucraniana foi desencadeada porque Yanukovytch adiou o acordo de associação com a União Europeia. A isso se seguiu um golpe de Estado apoiado por nossos amigos americanos e o resultado é o caos e uma verdadeira guerra civil", declarou Putin no Fórum Econômico de São Petersburgo (noroeste da Rússia).

Putin também defendeu a recente anexação da península da Crimeia à Federação Russa, alegando que "se evitou uma tragédia como a de Odessa", onde cerca de 50 manifestantes pró-russos morreram em um incêndio.

"Se não o tivéssemos feito teríamos ali (na Crimeia) tragédias maiores que as que vemos em algumas cidades da Ucrânia, como Odessa, onde o povo desarmado foi encurralado em um prédio e queimado vivo: queimaram quase 50 pessoas, outras 50 estão desaparecidas. Onde estão? Mortas", concluiu.

Eleição

Apesar disso, Putin disse que Moscou reconhecerá o resultado das eleições presidenciais do próximo domingo na Ucrânia porque deseja uma saída da crise.

"Vamos respeitar e reconhecer o voto dos ucranianos", assinalou no Fórum Econômico de São Petersburgo, embora tenha ressaltado que o líder deposto Viktor Yanukovich "continua sendo o presidente" legítimo da Ucrânia.


21 maio 2014

Fogo de artilharia destrói casa residencial em Slavyansk

Voz da Rússia

A cidade ucraniana de Slavyansk, na região de Donetsk, continua na mira das forças armadas leais a Kiev. Na sequência do fogo de artilharia pesada, uma casa residencial ficou hoje destruída, transmitem fontes locais.

Segundo um combatente dos destacamentos de autodefesa, o ataque causou três vítimas, duas das quais se encontram em estado grave.

No entanto, em geral, a situação se mantém relativamente calma, ouvindo-se tiros esporádicos. “Funcionários de algumas empresas saíram três horas antes do horário habitual perante a iminência de um assalto à cidade”, frisou a mesma fonte.

Uma situação análoga se verificou na véspera em Kramatorsk onde, segundo testemunhas oculares, uma viatura com um megafone ia circulando nas ruas transmitindo um sinal de alarme. O incidente foi qualificado, contudo, como uma eventual provocação das autoridades de Kiev a fim de semear o pânico entre a população local.


20 maio 2014

Aumentam os combates na região de Donetsk

Cidades ucranianas de Slaviansk e Kramatorsk registram crescentes ações militares


Diário da Rússia

As cidades de Slaviansk e Kramatorsk, no norte da região de Donetsk, estão sendo palco de amplas ações militares na manhã deste domingo, 18 (pelo horário local). Miroslav Rudenko, subchefe das milícias da autoproclamada República Popular de Donetsk disse à agência de notícias RIA Novosti que os combates entre as forças do governo interino de Kiev e as populações da região se intensificaram.

“A luta recomeçou na noite de ontem [sábado]”, disse Rudenko. “Esta manhã a situação ficou ainda mais complicada. Combates de envergadura estão sendo travados em Slaviansk e Kramatorsk”, acrescentou. Segundo Rudenko, as autoridades continuam tentando dispersar as milícias pela força. Ele não tem conhecimento do número de mortos ou feridos.

Exército da Ucrânia fuzila soldados que queriam passar para o lado da população

Dez militares da Guarda Nacional ucraniana iriam se juntar às milícias populares de Slaviansk


Diário da Rússia

Dez militares ucranianos que queriam se juntar às milícias populares de Slaviansk foram fuzilados pela Guarda Nacional do governo interino da Ucrânia, dde acordo com informação prestada à agência de notícias RIA Novosti por Stella Khorosheva, porta-voz de Viacheslav Ponomarev, prefeito do povo de Slaviansk.

“Dez militares ucranianos queriam se juntar às nossas milícias, mas foram fuzilados pela Guarda Nacional, pelos próprios chefes”, disse Khorosheva.

De acordo com uma informação prestada anteriormente à RIA Novosti por Miroslav Rudenko, co-presidente do governo e subcomandante das milícias da autoproclamada República Popular de Donetsk, Slaviansk e Kramatorsk, o norte da região de Donetsk foi palco de intensos combates nesta manhã de 18 de maio.

Habitantes locais relatam combates travados durante a noite passada entre as milícias e a Guarda Nacional nos arredores de Slaviansk. O ministro interino do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, dá conta na Facebook “de um morto e um ferido entre os que atacaram na noite passada o acampamento da Guarda Nacional nos arredores de Slaviansk”.


Kharkov é mais uma cidade da Ucrânia a adotar referendo sobre emancipação

Diário da Rússia

Kharkov é mais uma cidade do leste da Ucrânia a decidir realizar referendo sobre a sua possível emancipação. A novidade foi anunciada no domingo, 18, por uma das lideranças políticas locais, Yuri Apukhtin. Em discurso proferido junto ao Monumento a Lenin na Praça da Liberdade, ele disse que Kharkov seguirá o exemplo de Donetsk e Lugansk que, no domingo, 11, decidiram, em consulta popular, pela pela emancipação do governo federal da Ucrânia.

Também a exemplo destas duas cidades, Yuri Apukhtin anunciou que Kharkov não participará da eleição presidencial da Ucrânia no domingo, 25.



Clorofórmio matou manifestantes em Odessa

Peritos identificaram substância após incêndio na Casa dos Sindicatos


Diário da Rússia

Peritos ucranianos divulgaram na segunda-feira, 19, os resultados das necropsias efetuadas nas vítimas da tragédia de Odessa na sexta-feira, 2. Segundo os legistas, a inalação de clorofórmio foi a principal causa destas mortes, conforme anunciou o diretor do Departamento de Investigações do Ministério do Interior da Ucrânia, Vitali Sakal.

Os investigadores detectaram um produto nos detritos e na fuligem do incêndio daquela sexta-feira. Recolhida para análise, a substância foi identificada como clorofórmio, um solvente utilizado em extintores.

Vitali Sakal explicou que a inalação de clorofórmio leva à parada respiratória, sedo isso o que aconteceu com as vítimas fatais da tragédia. Em 32 óbitos analisados, a razão principal da morte não foi a gravidade das queimaduras, mas sim a inalação desta substância que é altamente tóxica, asfixiante e causadora de insuficiência cardíaca.

Ainda de acordo com Vitali Sakal, uma mistura contendo clorofórmio e outros agentes tóxicos permanecia na Casa dos Sindicatos durante mais de um dia após a tragédia de 2 de maio. Em contato com o ar, os efeitos do clorofórmio se potencializam provocando mortes.

A tragédia de 2 de maio em Odessa foi causada por choques entre partidários da federalização da Ucrânia e membros da organização extremista Setor de Direita, que apoia o governo. Diversas pessoas se refugiaram na Casa dos Sindicatos que foi incendiada. Dezenas de manifestantes morreram e mais de 100 pessoas foram hospitalizadas, entre elas, policiais que atuaram na repressão aos confrontos.

O clorofórmio, apontado como principal causador das mortes em Odessa, foi utilizado durante algum tempo como anestésico, porém, devido ao elevado potencial tóxico, a sua utilização para esta finalidade foi abandonada.

Rússia já destruiu mais de 80% dos estoques de armas químicas

Para concluir o programa de desarmamento químico país tem de lançar mais uma ação, destinada à destruição de munições de projetos complexos.


Voz da Rússia

A Rússia destruiu 31,9 mil do total de 40 mil toneladas de agentes de guerra química armazenados, ou seja, mais do que 80% de todas as armas químicas que o país mantinha anteriormente.

O coronel-general Valeri Kapashin, chefe do Serviço Federal para o armazenamento e destruição seguros de armas químicas, disse à agência Interfax que isso indica que o país está cumprindo, em plena conformidade com os volumes e prazos estabelecidos, as suas obrigações internacionais para destruir os estoques disponíveis de armas químicas.

Kapashin classificou como simbólico o fato de o anúncio ter coincidido com a celebração do 69º aniversário da Grande Vitória na Segunda Guerra.

Para concluir o programa de desarmamento químico, a Rússia tem de lançar mais uma ação, destinada à destruição de munições de projetos complexos.



Cenário internacional sugere versão “soft” da Guerra Fria

Em meio à crise ucraniana, Otan intensifica forças no Leste europeu e Moscou se prepara para retaliação.


Andrei Iliachenko, especial para Gazeta Russa

No início de abril, os militares norte-americanos enviaram para a Lituânia mais 6 caças táticos F-15 e colocaram na Polônia 12 caça universais F-16 e cerca de 200 instrutores. Em março, apareceram no mar Negro destróieres americanos equipados com o sistema Aegis. Em seguida, a liderança da Otan desenvolveu novas rotas para voos de reconhecimento de aviões equipados com o sistema AWACS no espaço aéreo da Romênia e da Bulgária. Mas esse foi apenas o começo.

“Estamos prontos para tomar novas medidas, se necessário, realizar mais exercícios militares, atualizar os planos de defesa”, declarou o comandante geral das Forças Armadas Conjuntas da Otan na Europa, o general americano Philip Breedlove. Como exemplo de medidas específicas, sugeriu fortalecer dos agrupamentos aéreos e navais que delimitam as fronteiras dos membros da Otan desde o Báltico até o mar Negro.

As ações e declarações das autoridades ocidentais foram atribuídas à forte intensificação da Rússia na Ucrânia e à anexação da península da Crimeia.

Em meados de abril, o presidente russo Vladímir Pútin disse que a decisão da Rússia foi, em parte, motivada pela ameaça da Ucrânia ingressar na Otan. “Quando a infraestrutura militar fica mais perto de nossas fronteiras, nós temos que tomar medidas de retaliação”, disse. “Se as tropas da Otan entrassem na Crimeia e instalassem armamento de ataque, a Rússia ficaria pressionada do lado do mar Negro.”

Nos dias de hoje, os ataques não nucleares são lançados por aeronaves baseadas em plataformas transportadoras e por mísseis de cruzeiro lançados por submarino (MCLS). “A Rússia, como potência continental, está por enquanto livre de qualquer ameaça. Mas caso a vizinha Ucrânia ingresse na Otan, centros de controle político e militar, e de comunicação, bem como armas nucleares estratégicas, ficariam ao alcance da aviação tática”, explica coronel Konstantin Sivkov. “Em caso de um ataque surpresa não sobra praticamente tempo para uma retaliação.”

Nesse cenário, os mísseis russos que restam poderiam ser destruídos pelo Europro, que está sendo ativamente implantado no Leste Europeu e perto da costa russa nos mares do Norte.

Linha tênue

No caso de adesão da Ucrânia à Otan, também poderia se repetir a situação na véspera da crise dos mísseis de Cuba, quando os Estados Unidos implantaram mísseis nucleares de grau intermediário na Turquia. Em resposta, o ex-líder soviético Nikita Khruchov começou a colocar os seus mísseis em Cuba.

Para Moscou, isso significaria cruzar a linha vermelha, embora a probabilidade de isso ocorrer tenha aumentado depois da saída do presidente ucraniano Viktor Ianukovitch.

Na véspera do Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio, o Kremlin realizou exercícios militares de larga escala, prevendo especialmente uma resposta a um ataque nuclear maciço. Para maior visibilidade, foi lançado um míssil balístico intercontinental Topol a partir da base de Plesetsk. Enquanto os submarinos das frotas do Norte e do Pacífico executaram dois lançamentos de mísseis balísticos, as tropas lançaram também mísseis tático-operacionais Iskander-M.

Moscou anunciou ainda um importante reforço da frota do Mar Negro, que garante proteção do país pelo sul e que, no futuro, estará também presente no Mediterrâneo. A implantação nas regiões ocidentais da Rússia, especialmente em Kaliningrado, de sistemas móveis de mísseis Iskander-M, estão sendo analisadas.

“Mais um passo da Otan em direção às fronteiras russas, e será preciso reformular toda a arquitetura da segurança europeia”, declarou o assessor de imprensa do Kremlin, Dmítri Peskov. “E a Rússia terá que tomar medidas para garantir a sua segurança”, arrematou.


Forças Armadas planejam compra de cem caças MiG-35

Atraso na assinatura do contrato de venda dos caças MiG-35 não significa que o Exército não vai comprar esses aviões, informou o “Lenta.ru”. A decisão já foi tomada, a questão é apenas a escolha do momento apropriado para a assinatura do acordo.


Gazeta Russa

Durante os próximos anos, a Rússia planeja montar mais de 100 caças MiG-35, de acordo com o ministro da Defesa da Rússia, Serguêi Choigu. A administração militar tem a intenção de assinar um contrato de compra de aviões militares desse tipo depois de 2016. A compra dos novos aviões permitiria “criar um equilíbrio ideal entre os ​​caças ligeiros e pesados nas Forças Aéreas da Rússia”, declarou o porta-voz do ministério.

De acordo com as informações do jornal russo “Lenta.ru”, o atraso na assinatura do contrato de venda dos caças MiG-35 não significa que o Exército não vai comprar esses aviões. A decisão já foi tomada, a questão é apenas a escolha do momento apropriado para a assinatura do acordo.

Além disso, o Ministério da Defesa assinou um acordo com a Corporação MiG para a compra de 16 caças MiG-29SMT no valor de US$ 470 milhões. O contrato também prevê a venda de equipamentos de controle.


Forças Armadas planejam compra de cem caças MiG-35
A compra dos caças pelo Ministério da Defesa também ajudará a promover as vendas do MiG-35 no exterior - Foto: serviço de imprensa

Programa

A aquisição de tecnologia militar é realizada dentro do programa de desenvolvimento de armas da Rússia até 2020. De acordo com esse programa, a atual frota de aviões e helicópteros deveria ser renovada completamente. O ministério prevê a compra de mais de 600 aviões: Su-34, Su-35S, PAK FA, MiG-35S, os futuros aviões de assalto Su-25M, aviões de transporte militar An-70, Il-76MD-90A e cerca de 1.000 helicópteros diferentes: Mi-26, Mi-8MVT-5, Mi-8AMTSh, Ka-52, Mi-28NM.

O MiG-35 foi criado na base do MiG-29 e é praticamente idêntico na aparência. No entanto, a composição interna é parecida aos caças da quinta geração.

O MiG-35 pode transportar armamento russo e estrangeiro. Tem uma manobrabilidade superior graças aos seus potentes motores com empuxo vetorial. Uma das suas principais características é o radar Zhuk-A com antena em fase ativa. Esse radar permite funcionar em ar-ar e ar-terra ao mesmo tempo, reconhecer e classificar objetos individuais e em grupo a uma distância de 150 km no ar e de 250 km no mar.

O MiG-35 pode seguir 30 alvos e realizar um ataque simultâneo a oito deles. Por suas características militares, manobrabilidade e defesa contra um ataque de mísseis, o MiG-35 é o melhor caça do mundo entre seus análogos, segundo alguns especialistas.

De acordo com o vice-primeiro-ministro Dmítri Rogózin, o MiG-35 pode ser um passo intermediário no rumo a um novo caça ligeiro. Esse avião poderia complementar com sucesso o caça pesado PAK FA e ter um grande sucesso no mercado estrangeiro. O diretor da OAK, Mikhail Pogosian, também confirmou que a Rússia precisa de um caça ligeiro monomotor.

Exterior

A compra dos caças pelo Ministério da Defesa também ajudará a promover as vendas do MiG-35 no exterior.

“Se o Estado comprar esses aviões, os compradores estrangeiros estarão mais dispostos a assinar contratos com fabricantes que produzem tecnologia militar para as Forças Armadas do seu país, porque isso garante a manutenção dos produtos”, disse o diretor-geral da Corporação MiG, Serguêi Korotkov.

Atualmente, as perspectivas de exportação dos MiG-35 são muito humildes. Agora, os MiG de diferentes modelos são usados em 29 países do mundo, mas o MiG-35 foi vendido apenas para a Índia.


Ministro desmente instalação de novas bases militares russas na América Latina

Kremlin não vai instalar bases militares na América Latina, mas algumas estações locais devem fornecer reparo e manutenção para os navios de guerra russos, informou o chanceler Serguêi Lavrov.


ITAR-TASS

Em um programa de TV no último sábado (17), o ministro avaliou sua recente turnê por países da América Latina – Cuba, Nicarágua, Chile e Peru.

“Não haverá bases, pois não precisamos delas”, disse Lavrov. “A nossa Marinha deve ter a oportunidade de percorrer oceanos, e, por isso, estações de reparo e manutenção são necessárias para abastecê-los, descanso e pequenos consertos.”

“Não estamos com pressa de instalar estações semelhantes em todos os países”, disse o ministro. “Vamos considerar ofertas e abri-las nos países onde as condições oferecidas pelos governos anfitriões se mostrem ideais para os nossos marinheiros.”

Em março passado, a informação de que a Rússia estaria planejando construir novas bases militares em países estrangeiros inundou a imprensa internacional. Nicarágua, Cuba, Venezuela e Argentina foram apontadas como como possíveis localizações.

Na época, o vice-ministro da Defesa russo, Anatóli Antonov, adiantou que o país estava mantendo negociações sobre estações de manutenção e reparo, e que não tinha intenções de implantar unidades permanentes das Forças Armadas na América Latina.



Mesmo com crise, parceria militar Rússia-Ucrânia deve seguir

Mais de 70% dos fornecedores de sistemas e componentes para as empresas de defesa ucranianas ficam na Rússia. Mas também a Rússia depende fortemente do Complexo Militar-Industrial ucraniano – a parcela do mercado russo nas exportações ucranianas chega a 60%.

Aleksandr Korolkov, especial para Gazeta Russa

Enquanto competem com produtos acabados nos mercados de armas, a Rússia e a Ucrânia continuam a trabalhar em estreita colaboração na fase de fabricação. Mais de 70% dos fornecedores de sistemas e componentes para as empresas de defesa ucranianas ficam na Rússia. Sem a participação da Rússia, a Ucrânia é capaz de produzir apenas tanques e modelos obsoletos de veículos blindados de transporte de pessoal. Mas também a Rússia depende fortemente do Complexo Militar-Industrial ucraniano – a parcela do mercado russo nas exportações ucranianas chega a 60%.

Após a desagregação da URSS, um dos seus maiores fragmentos, a Ucrânia, além do território e do potencial humano e econômico, herdou uma parte desproporcionalmente grande do legado militar soviético, que incluía as indústrias do Complexo Militar-Industrial (VPK, na sigla em russo), depósitos de armas e até tecnologia de mísseis e ogivas nucleares. Esse potencial permitiu que o jovem Estado firmasse uma posição nos mercados mundiais de armas, que tradicionalmente tinham foco no armamento soviético, fazendo concorrência ao irmão mais velho.

Mas os VPKs da Rússia e da Ucrânia não são simplesmente irmãos, eles se parecem mais com gêmeos siameses que desejam viver de forma independente. A divisão do corpo em comum, criado nos tempos soviéticos, é perigosa para ambos.

No território da Ucrânia permaneceram 3.594 empresas do VPK soviético, nas quais trabalhavam cerca de 3 milhões de pessoas. Quase todas elas estavam ligadas com laços de cooperação às empresas que permaneceram na Rússia, cujo VPK também se encontrava em uma situação caótica e estava sujeito à destruição nos anos 90.

Em 1997, por causa da ausência de pedidos do Estado, o número de empresas de defesa da Ucrânia tinha sido reduzido em cinco vezes. No lugar dos 350 aviões por ano que anteriormente eram produzidos na Ucrânia, a produção caiu para zero; em vez de 800 tanques, nenhum foi produzido em 1994; a construção naval ucraniana, que era responsável por produzir 40% das encomendas, foi praticamente destruída por completo em número de navios na URSS.

No entanto, na Ucrânia, mantiveram-se competitivas a indústria da aviação, a fabricação de tanques e foguetes e a produção adjacente de componentes e conjuntos, sem os quais as empresas russas que haviam saído para os mercados mundiais não podiam passar. Por isso, em meados dos anos 90, as empresas ucranianas que sobreviveram aos tempos difíceis começaram a procurar lucros no estrangeiro.

Conflitos de interesse

Além da cooperação técnico-militar com a Rússia, predefinida historicamente, os grandes contratos com países da África, Paquistão, Iraque, Índia, Tailândia, China e países da América Latina ajudaram a interromper a destruição em ritmo de avalanche do Complexo Militar-Industrial ucraniano. Foi aí que o jovem exportador de armas começou a ocupar o espaço da Rússia, para quem esses países e regiões representam mercados de extrema importância.

Os produtores de armas ucranianos conseguiram o seu primeiro grande contrato em 1996, com o Paquistão, que havia sido privado da ajuda militar dos EUA. Eles venceram a concorrência com a Rússia e firmaram um contrato para fornecer 300 tanques T-80 UD às Forças Armadas do país. Naquela ocasião, a grande compra do Paquistão acabou beneficiando a Rússia, pois convenceu definitivamente a Índia da necessidade de comprar o T-90. Além dos tanques, o Paquistão adquiriu compartimentos de transmissão com motores. A parceria entre as duas partes continua até hoje.

A Ucrânia também encontrou o que oferecer ao principal rival do Paquistão, a Índia. Tudo começou em 1995, com o fornecimento de caminhões. Atualmente, já se trata da cooperação na modernização da frota de 900 tanques T-72 e 600 tanques T-55. Aqui os interesses da Ucrânia e da Rússia já se confrontam diretamente.

Os ucranianos até conseguiram penetrar no mais “sagrado” nicho das exportações militares russas, a China, que está muito interessada no Complexo Militar-Industrial ucraniano em termos de obtenção de tecnologia. Em 1994, a Ucrânia forneceu à China 56 mísseis ar-ar e, em 2013, vendeu para China dois gigantescos navios de assalto anfíbios, juntamente com a documentação técnica.

O sucesso seguiu a Ucrânia também nos mercados da Tailândia e do Brasil, onde os vizinhos abertamente tiraram o espaço da Rússia.

Brasil

No Brasil, o lado ucraniano mantém desde 2011 conversações para fornecer veículos blindados de transporte de pessoal Dozor-B, bem como tem intenção de colocar em análise a questão da criação de uma joint venture especializada na produção de veículos blindados. Mas o maior sucesso no país se deu graças ao seu programa espacial.


Dozor-B
Em 2011, suplantando os interesses da Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), os ucranianos conseguiram chegar a um acordo com as autoridades locais sobre a construção conjunta de uma base de lançamentos de foguetes e sobre o lançamento de um veículo de lançamento de foguetes ucraniano, o "Ciclone-4".

Como observou o ex-primeiro-ministro Azarov, a parte ucraniana participaria diretamente de todas as fases da elaboração do projeto e da construção da base espacial. O lançamento do primeiro satélite havia sido programado para 2010. Mas a Rússia, que é parceira na produção do veículo de lançamento de foguetes, interveio, e o projeto foi adiado para 2013 ou 2014.

Futuro

Após a mudança de poder em resultado da reviravolta em Kiev, a futura cooperação com Moscou parece nebulosa. No momento atual, a “Ukroboronprom” (associação pública de empresas ligadas à indústria da defesa da Ucrânia) interrompeu as entregas de armas e equipamentos militares para a Federação Russa. As relações neste domínio entre a Rússia e a Ucrânia permanecerão congeladas até o momento em que o conflito seja contido.

Nos últimos anos, a Rússia tomou uma série de medidas para livrar o seu VPK da dependência ucraniana. Em particular, o fornecimento de motores para helicópteros provenientes da Ucrânia começou a ser substituído pela produção interna. De acordo com dados do Ministério da Indústria e do Comércio da Rússia, serão necessários cerca de dois a dois anos e meio para a substituição completa.

A Rússia começou a produção de motores para os aviões de treinamento Iak-130, anteriormente também produzidos na Ucrânia. Os mísseis balísticos modernos Topol-M, Iars e Bulava são desenvolvidos e fabricados pela Rússia sem a participação do Design Bureau Iujnoie (empresa ucraniana desenvolvedora de mísseis e tecnologia espacial).

Durante a criação do novo helicóptero Ka-60, a Rússia abandonou os motores de helicóptero fabricados pela Motor Sich. Ao contrário do sistema de mísseis antiaéreos S-300, no S-400 Triunfo já não são utilizados componentes ucranianos. A Rússia também adquiriu da Ucrânia o direito para a versão de transporte militar dos aviões An-140, que são montados na indústria Aviakor, em Samara.

Na atual situação de confronto, as ameaças de suspender a cooperação técnico-militar podem se transformar em uma ferramenta conveniente para pressão mútua, mas a ruptura definitiva do corpo comum dos gêmeos siameses irá ferir profundamente a indústria russa e trará consequências letais para um grande número de empresas ucranianas.


Navios de guerra norte-coreanos violam fronteira marítima da Coreia do Sul

Três navios de guerra da República Popular Democrática da Coreia violaram esta terça-feira a fronteira marítima ocidental da Coreia do Sul no mar Amarelo, segundo informa o comitê de chefes de Estado-maior das forças armadas sul-coreanas.


Voz da Rússia

As forças armadas sul-coreanas foram obrigadas a responder dando tiros de advertência, após o qual os navios infratores retornaram às suas águas.

Por volta das 16h00 (horário local), três navios norte-coreanos cruzaram, um atrás do outro, a linha setentrional de demarcação no mar Amarelo, perto da ilha fronteiriça de Yeonpyeong, diz o comunicado do comitê de chefes de estado-maior. Uma hora mais tarde, depois de os militares sul-coreanos terem disparado 10 tiros de advertência, os navios infratores retrocederam, especifica o Ministério da Defesa da República da Coreia.

O comunicado do comitê de chefes de estado-maior das forças armadas sul-coreanas assinala que quaisquer outras manobras suspeitas das forças da Coreia do Norte perto da ilha de Yeonpyeong não foram registrados no momento do incidente de violação da fronteira.


Rússia exige que Ucrânia liberte imediatamente jornalistas da LifeNews

Voz da Rússia

A Rússia exige a libertação imediata de jornalistas do canal de televisão russo LifeNews, detidos na Ucrânia, declarou terça-feira o secretário de imprensa do presidente da Federação Russa Dmitri Peskov.

“Foram tomadas todas as medidas necessárias à disposição do Ministério das Relações Exteriores; o ministério pôs em ação os mecanismos da Organização para a Segurança e Colaboração na Europa. Foram feitas démarches necessárias ao nível bilateral. Foi solicitada a ajuda das organizações sociais mediante os ombudsman. Portanto, foram postos em ação todos os instrumentos disponíveis”, disse Peskov.

“Como é natural, continuamos a exigir a sua libertação imediata e aguardamos isso”, ressaltou o secretário de imprensa do presidente.

Os jornalistas do canal de TV LifeNews Oleg Sidyakin e Marat Saichenko foram detidos pela Guarda Nacional nas proximidades de Kramatorsk, região de Donetsk. O último contato com eles deu-se domingo, dia 18 de maio.

Antes disso, a adjunta do secretário do Conselho da Segurança Nacional e da Defesa da Ucrânia Viktoria Syumar acusou os jornalistas detidos de ter contribuído com o terrorismo na região de Donetsk.



Premiê do Iraque pretende discutir com Putin novas entregas de armas

Voz da Rússia

O primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki pretende discutir, durante uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin na China, os novos contratos de armas, declarou à RIA Novosti o deputado do parlamento iraquiano do partido no poder Estado de Direito, liderado pelo primeiro-ministro iraquiano, Mohammad al-Akili.

Segundo declarou anteriormente o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, Putin se reuniu, no âmbito da sua visita à China, com o primeiro-ministro do Iraque, o presidente afegão, Hamid Karzai, e o presidente da Mongólia, Tsakhiagiin Elbegdorj.

"O Iraque precisa de armas para combater o terrorismo, precisa de novos contratos de armas. Esta questão será uma das mais importantes durante a reunião entre al-Maliki e o líder russo", disse al-Akili.

Segundo ele, a Rússia e o Iraque já têm um grande contrato de armas no valor de 4,3 bilhões de dólares. "Haverá uma discussão sobre a implementação do acordo atual e a conclusão de possíveis contratos no futuro", disse al-Akili.

Ele também acrescentou que o primeiro-ministro iraquiano irá discutir o fornecimento de armas também com o presidente do Irã, Hassan Rohani, e com a liderança chinesa. "Achamos que seria corretamente diversificar as fontes de entregas de armas. Queremos trabalhar em estreita colaboração com a Rússia, o Irã e a China", disse o deputado.



CIA promete deixar de disfarçar suas atividades com campanhas de vacinação

Segundo publicação, Brennan tomou essa decisão no ano passado, mas anunciou-a apenas agora.


Voz da Rússia

A porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden, declarou que o diretor da CIA, John Brennan, decidiu não recorrer a campanhas de vacinação, com a participação da equipe médica, para disfarçar as atividades da inteligência no exterior, relata esta terça-feira o jornal The Wasington Post.

Esta declaração foi a resposta a uma carta dos reitores de 12 universidades de medicina, enviada em janeiro de 2013, em que os cientistas protestaram contra as ações da CIA, cujos agentes utilizaram vacinação contra hepatite B para coletar dados sobre o paradeiro de Osama bin Laden com a ajuda do médico paquistanês Shakil Afridi.

"Essa disfarçada tentativa da inteligência de coletar informações sob o pretexto de serviços médicos humanitários levou a efeitos colaterais graves e teve um impacto sobre a saúde pública", afirma a carta dos reitores.

De acordo com The Wasington Post, a referida tentativa da CIA terminou em fracasso, e Afridi foi condenado a 23 anos de prisão paquistanesa por traição.

Embora Afridi não tenha sido o funcionário de uma organização humanitária, as informações sobre as operações da CIA levaram a um aumento da desconfiança em relação aos trabalhadores de tais missões no Paquistão. Como resultado, as organizações humanitárias internacionais foram obrigadas a retirar alguns dos funcionários do Paquistão em conexão com a morte de vários trabalhadores.


Participantes da operação na Ucrânia equiparados a veteranos de guerra

A referida lei foi aprovada pelo parlamento ucraniano em 6 de maio.


Voz da Rússia

O presidente interino da Ucrânia, Alexander Turchinov, assinou uma lei, segundo a qual os participantes da operação especial no leste do país recebem o estatuto de veteranos de guerra, declarou esta terça-feira o serviço de imprensa do presidente.

O projeto de lei sobre o estatuto dos combatentes foi iniciado pelo Conselho de Ministros. O projeto de lei propõe dar direitos iguais, fornecer garantias sociais e conceder o estatuto de veteranos de guerra aos combatentes que participaram de operações especiais no leste do país.

Segundo o documento, esse estatuto pode ser concedido aos membros das forças armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional, do Serviço de Segurança, do Serviço de Inteligência Exterior da Ucrânia, do Serviço Nacional de Fronteiras e de outras formações militares, formados de acordo com a lei. A lista dos participantes de combates será determinada pelo Conselho de Ministros da Ucrânia.

As autoridades ucranianas começaram, em 15 de abril, uma operação especial envolvendo o exército, no sudeste do país, onde desde março se realizam os comícios de apoiantes da independência. Moscou caracterizou a decisão das autoridades ucranianas de usar a força contra os manifestantes como desenvolvimentos extremamente perigosos.



Tropas ucranianas atacam Kramatorsk com morteiros

Voz da Rússia

Os militantes ucranianos dispararam morteiros contra a cidade de Kramatorsk (região de Donetsk), um dos projéteis explodiu na rua Lenin, perto da área suburbana, divulgou um representante da milícia do povo.

Mais dois projéteis atingiram áreas despovoadas. A sede da autodefesa da cidade sugere que se assim realiza "a regulação do tiro". A cidade está sofrendo sérios problemas com a comunicação móvel.

Além disso, a milícia informou que a 15 km do centro de Kramatorsk, entre as aldeias Belokuzminovka e Semenovka foram observados três caminhões militares não identificados que estavam transportando cerca de 50 pessoas de uniforme preto.