31 agosto 2014

Parlamento Europeu ratifica acordo de associação da UE com a Ucrânia

O Parlamento Europeu irá ratificar o acordo de associação da União Europeia com a Ucrânia por um processo sumário, declarou o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, ao discursar no sábado na cúpula da União Europeia que se realiza na capital da Bélgica.


Voz da Rússia

“Neste momento é vital que o acordo seja ratificado rapidamente, porque estamos convencidos que ele irá impulsionar as reformas políticas e econômicas”, disse Schulz.

A Ucrânia permanece aberta para consultas conjuntas com a União Europeia e a Rússia sobre um acordo de associação com a UE, declarou Poroshenko durante seu encontro com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, em Bruxelas.

Poroshenko têm afirmado repetidamente que o acordo de associação com a UE será ratificado em setembro.



União Europeia não prevê ajuda militar à Ucrânia, declara premiê finlandês

A União Europeia não está analisando a hipótese de ajuda militar às autoridades da Ucrânia, mas utiliza o “poder brando”, declarou o primeiro-ministro da Finlândia Alexander Stubb antes do início da cúpula extraordinária da União Europeia.


Voz da Rússia

“A União Europeia não possui opções militares. Temos de ser honestos. A União Europeia utiliza o “poder brando”. O “poder brando” número um foi o acordo de associação com a Ucrânia, o “poder brando” número dois é o uso de sanções quando (ocorre) uma escalada da situação”, disse Stubb.

No sábado em Bruxelas irá decorrer uma cúpula extraordinária da União Europeia. Nela deverão ser abordados os postos principais na União Europeia e a situação na Ucrânia.


China tenciona construir submarino supersônico

Cientistas chineses estão desenvolvendo um submarino que se irá deslocar mais depressa que o som, escreve a publicação de Hong Kong South China Morning Post.


Voz da Rússia


China, submarino supersônicoFoto: scmp.com


Cientistas chineses declararam terem inventado um método inovador de desenvolvimento da chamada tecnologia supercavitante. Se supõe que a superfície do submarino seja revestida com um líquido especial, graças ao qual ele será envolvido por uma bolha gigante que permitirá ao navio reduzir a resistência da água e evitar a formação de turbulência em redor do casco.

Os pormenores desses projetos foram explicados à publicação pelo professor do Instituto Tecnológico de Harbin Li Fengchen. Segundo o mesmo afirmou, o fenômeno da cavitação (processo de formação de vapor com posterior condensação das bolhas de vapor no fluxo do líquido) já há muito que atrai as atenções dos desenvolvedores de tecnologias militares.



Rei saudita: terrorismo islâmico chegará à Europa já dentro de um mês

O rei Abdallah da Arábia Saudita avisou que o terrorismo do Oriente Médio irá em breve inundar a Europa e os EUA se não forem tomadas medidas urgentes de combate aos islamitas, informa a Reuters citando a agência noticiosa saudita.


Voz da Rússia

O rei Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud proferiu essa declaração aos embaixadores estrangeiros com quem se terá reunido na véspera, sexta-feira.

“Peço-vos que transmitam esta comunicação aos vossos líderes… Neste momento o terrorismo é uma força do mal contra a qual é necessário lutar de forma rápida e inteligente”, declarou o rei. “Se o menosprezarmos, estou convencido que dentro de um mês o terrorismo chegará à Europa e, um mês mais tarde, aos Estados Unidos.”

Na véspera no Reino Unido o nível de alerta contra ameaça terrorista foi elevado de “substancial” para “severo”.



Irã não irá colaborar com EUA no combate ao Estado Islâmico

O Irã não planeja colaborar com os EUA no combate aos terroristas do movimento Estado Islâmico (EI). Essa declaração foi feita numa coletiva de imprensa realizada em Teerã pelo presidente do país Hassan Rohani.


Voz da Rússia

Segundo afirmou Rohani, o Irã irá aceitar cooperar com qualquer país que queira acabar com o terrorismo. “Mas eu não vejo os EUA seriamente interessados em combater esse mal”, referiu.

“O Irã irá combater o terrorismo, onde quer que tenham lugar suas manifestações e se qualquer outro país solicitar a ajuda do Irã para combatê-lo, essa ajuda ser-lhe-á proporcionada”, sublinhou Rohani.


29 agosto 2014

Putin: Kiev deve ser obrigado a negociar com o Leste do país

Ao discursar no fórum da juventude Seliger 2014, o presidente da Rússia Vladimir Putin comparou as ações do exército ucraniano no Sudeste com os bombardeamentos de Leningrado durante a Segunda Guerra Mundial. De acordo com Putin, é preciso obrigar Kiev a iniciar negociações com os representantes do Leste do país.


Igor Siletsky | Voz da Rússia

A Rússia está longe de se envolver em quaisquer grandes conflitos. No entanto, o país está preparado para se defender de qualquer agressão e os parceiros devem entender que é melhor não se meterem com Moscou, referiu o presidente russo ao falar com os jovens no fórum Seliger.

Tudo indica que o Ocidente compreende isso, mas não totalmente. Mas por mais que Washington e as capitais europeias tentem desmentir seu envolvimento nos assuntos internos da Ucrânia, elas não conseguem escondê-lo, declarou Vladimir Putin:

“Os nossos parceiros ocidentais, se apoiando em elementos nacionalistas radicais, realizaram um golpe de Estado. Por muito que se diga, o apoio informativo e o apoio político representam o envolvimento total tanto dos países europeus, como dos Estados Unidos, nesse processo de mudança de poder – de uma mudança de poder violenta e anticonstitucional. Entretanto, a parte do país que com isso não concordou é reprimida pela força bruta militar – com utilização de aviões, de artilharia, de lançadores múltiplos de foguetes e de tanques. Se esses são os atuais valores europeus, eu fico extremamente desapontado.”

Moscou apelou por diversas vezes tanto Kiev, como Washington, para que estes iniciem negociações com os representantes do Sudeste. Contudo, as autoridades de Kiev apenas apresentam ultimatos exigindo que os milicianos deponham as armas. Mas a linguagem dos ultimatos na atual situação não é admissível, diz o presidente russo:

“É natural que as pessoas que pegaram em armas para se defender, suas vidas e sua dignidade, não irão aceitar essas condições. A que ponto chegámos hoje? Os povoados e cidades estão cercados pelo exército ucraniano que ataca bairros de habitação com o objetivo de destruir suas infraestruturas e reprimir a vontade dos que resistem. Por muito triste que seja, isso me recorda os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, quando os invasores nazistas alemães cercavam nossas cidades como Leningrado, por exemplo, e faziam fogo direto sobre localidades e seus habitantes.”

Nos últimos dias a situação mudou radicalmente. O exército da Novorossiya iniciou a ofensiva, unidades do exército ucraniano ficaram cercadas em várias bolsas. Kiev e o Ocidente voltaram a tocar a velha canção sobre “a invasão da Ucrânia por tropas russas”, porque não querem falar sobre as verdadeiras causas dessa derrota. De resto, a posição do Ocidente causa perplexidade, continuou Vladimir Putin:

“Eu posso entender as milícias da bacia do Don. Porque chamam eles essa operação de “militar-humanitária”? Qual é o objetivo das atuais operações? Desviar das grandes cidades a artilharia e os lançadores múltiplos de foguetes para que eles não possam matar pessoas. Mas o que ouvimos nós dos parceiros ocidentais? Que eles não devem fazer isso. Que eles devem se deixar destroçar e matar, nesse caso eles já serão bons? A posição dos nossos parceiros se resume a isto: devemos deixar as autoridades ucranianas disparar um pouco – pode ser que eles restabeleçam a ordem rapidamente.”

Já passou tempo suficiente desde o início do confronto entre Kiev e companhia e as regiões da bacia do Don. Os “tutores” ocidentais têm de sentar seus protegidos à mesa das negociações, diz o chefe de Estado russo:

“Se deve obrigar as autoridades ucranianas a iniciar negociações concretas. Não sobre os aspetos técnicos, o que também é extremamente importante. Mas sobre o essencial: perceber quais serão os futuros direitos do povo da bacia do Don, de Lugansk e de todo o Sudeste do país. Dentro das normas civilizadas modernas deverão ser formulados os direitos legítimos e garantidos os legítimos interesses dessas pessoas. É sobre isso que se deve falar, e só depois é que se deve decidir as questões de fronteiras e de segurança. É importante negociar o essencial. Mas eles não querem conversar e esse é o problema.”

Para evitar baixas desnecessárias, o presidente da Rússia apelou aos milicianos da bacia do Don para que seja aberto um corredor para os militares ucranianos cercados. Os dirigentes da Novorossiya concordaram. Já as decisões dos generais de Kiev voltaram a surpreender, explicou Vladimir Putin:

“Eu vi a reação das mães, esposas e a reação dos militares que ficaram cercados. Para eles isto também é uma tragédia. Foi por isso que dirigi às milícias da bacia do Don o pedido para abrirem corredores humanitários, para que as pessoas possam sair. Eles já lá se encontram há vários dias sem comida e sem água, suas munições acabaram. A última informação é a seguinte: o comando do exército ucraniano decidiu não deixar sair ninguém do cerco, está empreendendo tentativas de afastar as forças milicianas e combater até sair. Eu penso que isso é um erro colossal que irá provocar grande perda de vidas.”

Os acontecimentos da Ucrânia são uma tragédia. Não é apenas uma tragédia para todos os habitantes do país, independentemente de eles viverem no ocidente ou no leste do país. Esta também é uma tragédia dos russos. Pois os russos e os ucranianos são praticamente o mesmo povo, disse o presidente. É preciso fazer todos os possíveis para que o derramamento de sangue em terras ucranianas cesse rapidamente.


Rússia apela a que se dê tratamento humano às unidades ucranianas cercadas

A Rússia apela aos milicianos do sudeste para que estes demonstrem misericórdia pelo inimigo vencido, prometendo apoio humanitário à população da bacia do Don.


Serguei Duz | Voz da Rússia

Na noite de quinta para sexta-feira o presidente russo Vladimir Putin fez um apelo às milícias da Novorossiya: abrir um corredor humanitário para os militares ucranianos cercados poderem abandonar as zonas de combate.

“Eu apelo às forças milicianas que abram um corredor humanitário para os militares ucranianos cercados de forma a evitar vítimas inúteis, oferecer-lhes a possibilidade de abandonarem livremente a zona de combates, se reunirem às suas famílias, devolvê-los às suas mães, esposas e filhos e prestar cuidados médicos urgentes aos feridos resultantes dos combates”, refere a declaração.

“É evidente que as milícias alcançaram êxitos importantes no impedimento da operação militar de Kiev que constituía um perigo mortal para a população da bacia do Don e que já resultou em inúmeras vítimas civis. Em resultado das ações das milícias foi cercada uma grande quantidade de militares ucranianos que participam na operação militar, não de livre vontade, mas apenas cumprindo ordens.”

Tendo apelado à misericórdia, Vladimir Putin sublinhou que o lado russo, por seu turno, está disposto e irá prestar ajuda humanitária à população da bacia do Don que sofre uma situação de catástrofe humanitária.

Os milicianos responderam a esse apelo bastante depressa. O premiê da autoproclamada República Popular de Donetsk Alexander Zakharchenko anunciou a disponibilidade de criar um corredor humanitário para as unidades ucranianas cercadas, mas com a condição de estas entregarem o armamento pesado e munições. Entretanto, Zakharchenko sublinhou o caráter punitivo da operação realizada pelos militares ucranianos no leste do país:

“Todos estes meses a camarilha de Kiev utiliza contra os distritos de Donetsk e de Lugansk a tática de “terra queimada”, destrói instalações de fornecimento de gás, água e energia elétrica, as infraestruturas sociais e tenta semear o pânico e o medo entre a população civil. Mas eles não o conseguem.

“Nós nos preparamos durante muito tempo. Nós juntamos forças e finalmente contra-atacamos. Nós iremos continuar nossas operações de combate até que o último invasor abandone o nosso território.

“Para nós estas não são apenas operações militares. Para nós isto é uma luta pela sobrevivência. Para nós isto é uma operação militar humanitária. Um de seus objetivos principais é afastar o inimigo das nossas grandes cidades, impedi-lo de realizar bombardeamentos com artilharia e mísseis. Eles atacam-nos com tudo o que têm, indiscriminadamente. Eles não se importam com quem matam: sejam civis, velhos e mulheres, ou sejam militares. Nós iremos explicar que isso não se faz. Eu espero que eles compreendam muito rapidamente.”

Palestina e Israel terão estabelecido acordo secreto?

As Forças de Defesa de Israel começaram a reduzir o número de tropas na fronteira com a Faixa de Gaza depois de alcançado um cessar-fogo com o Hamas, escreve o jornal israelense Yedioth Ahronoth. Se trata de tanques e de equipamentos de engenharia. No entanto, as tropas que se encontram na fronteira com o enclave palestino ainda estão em regime de prevenção.


Andrei Ontikov | Voz da Rússia

Anteriormente o Hamas e Israel tinham atingido um acordo para um cessar-fogo prolongado e essa trégua ainda se mantém. Significará isso que este conflito armado já chegou ao fim? O analista político palestino Atef Abu Saif tem dúvidas:

“Os muitos anos de experiência de negociações com Israel demonstrou que Tel Aviv é muito hábil em contornar e esquivar-se às obrigações. Por isso a trégua na Faixa de Gaza deve ser considerada apenas temporária até vermos passos reais por parte das autoridades israelenses. Isso seria o levantamento do bloqueio, a abertura dos postos de passagem fronteiriços, o início do funcionamento do porto marítimo e do aeroporto, a libertação dos prisioneiros palestinos e muitas outras coisas. Mas por enquanto Tel Aviv está apenas protelando.”

Por seu lado, o ativista de direitos humanos israelense Israel Shamir tende a considerar o regime de cessar-fogo como duradouro:

“A população israelense está cansada do conflito. Não se trata tanto das vítimas, cujo número não é comparável ao das palestinas, evidentemente, quanto da permanente atmosfera de guerra. Sirenes, foguetes, evacuações – para a população civil tudo isso representa uma grande tensão. Por isso existem fundamentos para pensar que o governo israelense está interessado na manutenção de uma trégua duradoura, apresentando isso como uma vitória sua.

“Quanto aos resultados do conflito, podemos referir uma fortíssima radicalização da opinião pública israelense. Muitos agora defendem a eliminação da Faixa de Gaza da face da Terra. Nesse contexto, na cúpula israelense se está formando uma fortíssima oposição de direita ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Podíamos questionar se se poderia ser ainda mais de direita do que ele. No entanto, neste momento o chefe do gabinete de ministros é visto quase como uma figura liberal. Em perspetiva, isso não trará nada de bom.

“Entretanto os palestinos, segundo os meus dados, não ficaram perdendo. Algumas fontes informam da existência de um anexo secreto ao acordo de cessar-fogo em que Israel promete levantar o bloqueio, abrir os postos de fronteira e retirar suas tropas. Há um fato simples que fala a favor da existência desse anexo secreto: Netanyahu tentou esconder de seus ministros o texto do acordo com os palestinos. Contudo, graças aos esforços do ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, os membros do gabinete acabaram por lhe ter tido acesso. Isso provocou um grande escândalo no governo.”

Segundo escreve o jornal israelense Haaretz, citando a mídia jordana, dias antes da conclusão do acordo de cessar-fogo Mahmoud Abbas e Benjamin Netanyahu tinham realizado uma reunião secreta em Amã. A publicação não apresenta os pormenores desse encontro.


Pentágono desenvolve variantes de ataques contra extremistas na Síria

O Pentágono está desenvolvendo variantes de ações militares contra os radicais do Estado Islâmico no território da Síria, declarou em uma coletiva o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.


Voz da Rússia

"O Pentágono ainda está desenvolvendo, a pedido do presidente, as opções de uso da força militar na Síria. Nós não podemos apenas jogar algumas bombas e ver o que irá acontecer. Precisamos de uma estratégia completa", disse Earnest.

Atualmente, o exército norte-americano está realizando uma operação militar contra os islamitas no Iraque por meio de ataques aéreos contra suas posições. O Estado Islâmico também atua no território sírio, onde os Estados Unidos apoiam a oposição e se opõem ao presidente Bashar Assad.



Human Rights Watch: forças de segurança ucranianas violam normas internacionais

Voz da Rússia

O Exército ucraniano usa no leste da Ucrânia sistemas de mísseis Grad nas áreas onde residem civis, o que é contrário ao direito internacional, afirmou a vice-diretora da Human Rights Watch para a Europa e Ásia Central, Rachel Denber.

"Nós registramos fatos de bombardeio indiscriminado realizado por militares ucranianos. Eles também usaram sistemas de mísseis Grad, que não podem ser usados em áreas onde residem pessoas", afirmou Rachel Denber em uma entrevista à rádio da Letônia Baltkom.



EUA não pretendem se envolver em confronto militar com a Rússia

Os Estados Unidos não querem se envolver em um confronto militar com a Rússia devido a Ucrânia, anunciou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.


Voz da Rússia

"Nós não estamos caminhando em direção a um confronto militar com a Rússia na região devido a esta questão", disse ele. Earnest também sublinhou a ideia de que "os Estados Unidos estão ombro a ombro com o povo ucraniano".

A administração dos Estados Unidos afirma que a OTAN apresentou uma forte evidência da presença de tropas russas na Ucrânia. "As evidências da OTAN são sólidas", disse Earnest, acrescentando que as refutações das autoridades russas, em sua opinião, não são fidedignas.


Rússia está preocupada com voos de reconhecimento dos EUA na Síria

Voz da Rússia

A Rússia está preocupada com a decisão das autoridades dos Estados Unidos de realizar voos de reconhecimento na Síria, afirma um comentário do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich, em conexão com o início, por parte dos Estados Unidos, destes voos.

"Esperamos que Washington, em suas ações futuras na Síria, se guie pelas normas do direito internacional, que determinam inequivocamente que, na ausência de consentimento de um Estado de realizar operações militares no seu território, tal autorização apenas pode ser dada pelo Conselho de Segurança da ONU", afirma um comentário.



Coreia do Norte exige que Seul abandone exercícios conjuntos com EUA

A Coreia do Norte exigiu que a Coreia do Sul não realize os exercícios anuais conjuntas com os Estados Unidos Ulchi Freedom Guardian.


Voz da Rússia

Essa declaração foi feita esta sexta-feira pelo representante da Comissão da Coreia do Norte para a unificação pacífica da Coreia, responsável pelas relações entre o Norte e o Sul.

Segundo o departamento, esta manifestação perigosa de força "é um ensaio da invasão da República Popular e dos preparativos para um ataque nuclear preventivo contra seu território".

A Comissão acredita que as autoridades sul-coreanas "apenas falam sobre confiança e diálogo com o Norte, mas, de fato, participam ativamente de exercícios orientados contra a Coreia do Norte, juntamente com os imperialistas norte-americanos ".



O que fazer se a terceira guerra mundial começar?

Parece que, nos últimos tempos, o mundo enlouqueceu. As informações dos locais de combate não param durante todo o dia. A mídia insiste implacavelmente em informações sobre a quantidade de mortos e as filas de refugiados que diariamente aumentam devido a bombardeamentos.


Aliona Rakitina | Voz da Rússia

O psicólogo Takhir Bazarov, professor da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov, dá conselhos, em uma entrevista concedida à Voz da Rússia, como não entrar em pânico e deixar de pensar na possibilidade do início da terceira guerra mundial.

– Como não ceder à histeria em massa e por que é que semelhantes ideias surgem na véspera do centenário da primeira guerra mundial?

– Depois de cem anos do início da primeira guerra mundial, o pressentimento da ameaça crescente de uma terceira guerra torna-se particularmente evidente. Há cem anos atrás, a humanidade (a civilização europeia, antes de tudo) confrontou-se pela primeira vez com o fenómeno da “guerra mundial”. O que significa isso?

Principalmente, a mudança radical da forma de vida de milhões de pessoas. Embora, para os habitantes da Europa, o tempo que antecedeu a guerra não tivesse sido particularmente feliz ou relaxante, era um tempo de esperanças e expectativas de um futuro previsível. E, de súbito, milhões de vítimas humanas, a mudança radical da organização do mundo. E, o principal, a impossibilidade de influir nos acontecimentos. As preferências individuais, a existência de opinião própria tornaram-se insignificantes perante o rosto da ideia nacional de grupo.

Depois, veio a segunda guerra mundial, que, ainda em maior grau, reduziu o preço da vida humana. Foi precisamente esta guerra que mostrou de que forma a violência de um homem contra outro pode ser fácil, até que ponto é difícil resistir a essa violência. Essa é a primeira causa do medo das pessoas. Estas conservaram a memória histórica de guerras anteriores.

A base do medo é, antes de tudo, o receio pela própria vida e pelo destino dos seus parentes. Mas, além disso, o medo de se tornar cruel para enfrentar a crueldade. No que respeita às formas de não se deixar cair na histeria de massas, há apenas duas. Primeira, trata-se da orientação para a compreensão racional da situação. Segunda, a atividade no que depende de nós.

Do ponto de vista da primeira, é completamente claro que não pode haver qualquer terceira guerra mundial. Qualquer confronto militar global será, hoje, uma catástrofe universal. Trata-se de uma guerra onde não haverá vencedores, nem vencidos. Pode-se imaginar quem ousará lançar-se em semelhante loucura? Do ponto de vista da segunda, quando aumenta a tensão, é importante garantir para si e os seus próximos as condições maximamente seguras de vida.

– Segundo o senhor, como se deve comportar uma pessoa preocupada com o seu futuro e o futuro dos seus próximos? Deve preparar-se para um possível conflito militar ou colocar de lado a ideia da possibilidade de uma guerra e continuar vivendo como sempre?

– Antes de tudo, a pessoa deve manter-se realista e com atenção. Toda a sua preparação para possíveis excessos é a garantia de um lugar de residência seguro e a criação de um mundo circundante viável. Se disparam sobre você mísseis e minas, é preciso ter um refúgio que o defenda. Se existe a possibilidade de abandonar esse lugar, é preciso fazer isso. Fazem parte da zona de segurança também os vizinhos com quem é preciso estabelecer boa comunicação e boas relações, que pressupõem confiança e ajuda mútua.

– Quando a mídia mostra diariamente dezenas de imagens dos locais de ações armadas na Ucrânia e na fronteira de Israel com a Palestina, o que podemos fazer para evitar o sentimento opressor de ameaça eminente?

Antes de tudo, é minimizar o caráter traumatizante da influência dos mídia, prestar-lhes menos atenção, ver programas com temas positivos. É preciso deixar de ser um recetor passivo de tudo o que a mídia propõe. Uma análise própria, mesmo que curta e não muito profunda, do que se lê ou se ouve na TV, pode ter um efeito positivo. A algumas pessoas ajudam o trabalho ou a ocupação preferida, a que se podem dedicar com paixão. Além disso, resta sempre uma receita absolutamente garantida para ultrapassar o medo ou a depressão: prestar ajuda aos que dela necessitam.


Número de refugiados sírios chega a 3 milhões, segundo a ONU

Um a cada oito sírios foram forçados a atravessar as fronteiras do país.
Brasil abriga 1.250 sírios, a maior população de refugiados.


Do G1, em São Paulo

O número de refugiados sírios em todo o mundo chegou a 3 milhões nesta sexta-feira (29), segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Isso significa que um a cada oito cidadãos sírios foram forçados a atravessar as fronteiras do país.

Desde março de 2011, a Síria enfrenta uma guerra civil. O presidente Bashar al-Assad, da minoria étnico-religiosa alauíta, enfrenta uma rebelião armada que tenta derrubá-lo do poder.

Com a nova cifra, os sírios passam a ser a maior população de refugiados sob cuidado da ACNUR. Desde o começo do conflito no país, a agência diz que passou a registrar refugiados mais rapidamente.

São nos países vizinhos à Síria que as concentrações de refugiados sírios são maiores. O Líbano abriga 1,14 milhão deles; a Jordânia recebeu 608 mil; e a Turquia, 815 mil. Quatro em cada cinco refugiados buscam tentar a vida em vilas e cidades fora dos campos de refugiados, diz a agência.

Outros 6,5 milhões de sírios se deslocaram internamente, de acordo com a agência, e mais da metade deles são crianças.

Além disso, governos estimam que outras centenas de milhares de sírios estão buscando refúgio em seus países.

As famílias que fogem da guerra civil na Síria chegam a outros lugares em estado de choque, exaustas e assustadas, diz a ACNUR. Além disso, a viagem para fora do país está se tornando cada vez mais difícil, e refugiados acabam pagando a contrabandistas para passar a fronteira.

A agência diz que os combates na Síria parecem estar piorando e que novas áreas estão se esvaziando. Entre os principais problemas do conflito estão o cerco a populações, a fome e a morte indiscriminada de civis.

Doenças crônicas também são comuns entre os refugiados. Os que chegaram recentemente à Jordânia sofrem de diabetes, doenças cardíacas e câncer, e fugiram porque não tinham condições de receber tratamento adequado.

Sírios no Brasil

No Brasil, o número de refugiados sírios chegou a 1.250 no final de julho, segundo o Ministério da Justiça. É a maior população de refugiados no país, à frente de colombianos (1.236) e angolanos (1.066).

Os sírios chegaram no país com a esperança de um recomeço após perderem casa, emprego e segurança na Síria. Devido ao conflito, o Brasil passou a facilitar a obtenção do visto de turista para os cidadãos desse país. Em São Paulo, a comunidade se une para conseguir emprego e casa para recém-chegados.

Conflito de mais de 3 anos

Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, a guerra já deixou pelo menos 191 mil mortos. Pelo menos 8,6 mil crianças morreram.

O maior número de mortes documentadas pela ONU foi registrado na periferia rural de Damasco (39.393), seguida de Aleppo (31.932), Homs (28.186), Idleb (20.040), Daraa (18.539) e Hama (14.690).

Inicialmente, a maioria sunita e a população em geral realizavam protestos reivindicando mais democracia e liberdades individuais. Com a repressão violenta das forças de segurança, o conflito se transformou em revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito, e radicais com o grupo Al-Nursa, "franquia" da rede terrorista da Al-Qaeda.

Os confrontos destruíram a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Em agosto de 2013, um ataque em um subúrbio de Damasco com armas químicas atribuído ao regime foi considerado o mais grave incidente com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980. Um “grande número” de pessoas morreu com os ataques de gás sarin, segundo relatório da ONU.

A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio. Os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.

Após proposto pela Rússia, a Síria colabora com a Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) para uma operação conjunta de desarmamento químico no país.

Otan pede o fim das 'ações militares ilegais' da Rússia na Ucrânia

Aliança pediu fim de apoio aos separatistas armados no leste ucraniano.
Otan fez reunião urgente de embaixadores por crise.


France Presse

A Otan pediu nesta sexta-feira (29) a Rússia o fim das "ações militares ilegais" na Ucrânia e denunciou uma "grave escalada da agressão militar russa".

"Pedimos a Rússia que interrompa as ações militares ilegais, interrompa o apoio aos separatistas armados e adote medidas imediatas e verificáveis para uma desescalada desta crise", declarou o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, após uma reunião urgente dos embaixadores dos países membros em Bruxelas.

"Apesar das negativas de Moscou, agora está claro que tropas e equipamentos russos atravessaram ilegalmente a fronteira no leste e sudeste da Ucrânia. Isso não constitui uma ação isolada, já que forma parte de um perigoso comportamento há vários meses para desestabilizar a Ucrânia como nação soberana", acusou Rasmussen.

"Forças russas participaram de operações militares diretas na Ucrânia", afirmou o secretário-geral da Otan, para quem a Rússia, além de "enviar aos separatistas tanques, veículos armados, artilharia e lançadores de foguetes", disparou contra a Ucrânia ao mesmo tempo "a partir do território russo e da própria Ucrânia".

Além disso, Rasmussen reiterou suas acusações sobre a mobilização de 'milhares de soldados (russos) preparados para combater perto das fronteiras ucranianas'. Isso 'constitui um desafio para todos os esforços diplomáticos em favor de uma solução pacífica', acrescentou.

A Otan indicou na quinta-feira que 20 mil militares russos estavam mobilizados ao longo da fronteira entre Rússia e Ucrânia.


Putin pede que rebeldes pró-Rússia abram corredor para ucranianos

Separatistas aceitam proposta, mas querem que ucranianos se desarmem.
O presidente da Ucrânia diz que russos entraram em seu território.


EFE

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um gesto conciliador com Kiev após ser acusado de suas tropas invadirem o leste da Ucrânia, pediu nesta sexta-feira (29) aos separatistas pró-Rússia que abram um corredor humanitário para os soldados ucranianos cercados nos últimos dias pelas milícias rebeldes.

"Peço que as milícias abram um corredor humanitário aos militares ucranianos cercados para evitar vítimas desnecessárias e permitir que saiam da zona de combates para se reunirem com suas famílias, voltarem para suas mães, mulheres e filhos, e prestem atendimento médico aos feridos", disse Putin aos rebeldes através de um comunicado publicado nesta madrugada pelo Kremlin.

O líder russo apontou que "as milícias alcançaram importantes sucessos ao frear a operação de força de Kiev, que representa um perigo mortal para a população do Donbass (zona integrada pelas regiões rebeldes ucranianas de Donetsk e Lugansk) e que já causou enormes perdas entre a população civil".

"Devido as ações dos milicianos, um grande número de militares ucranianos que participam da operação militar, não de forma voluntária, mas por cumprir ordens, ficaram cercados", reconheceu Putin.

O chefe do Kremlin reiterou mais uma vez seu pedido as autoridades ucranianas para "pôr um fim imediato às ações militares, declarar o cessar-fogo, sentar para negociar com representantes do Donbass e resolver todos os problemas acumulados exclusivamente pela via pacífica".

Os separatistas, por sua vez, aceitaram a proposta de Putin, mas com a condição que os soldados ucranianos entreguem suas armas antes de deixarem a zona de combates.

"Com todo o respeito a Vladimir Putin, presidente do país que nos ajuda em primeiro lugar moralmente, estamos dispostos a abrir um corredor humanitário para as unidades cercadas com a condição de que entreguem armas e munição para que elas não possam ser usadas contra nós no futuro", disse o líder dos rebeldes de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, denunciou na quinta (28) que tropas regulares russas com armamento pesado entraram em território ucraniano para reforçar as fileiras dos separatistas e frustrar a vitória das forças de Kiev.

Segundo o comando militar ucraniano, os soldados russos teriam participado da bem-sucedida contra-ofensiva contra as forças governamentais lançada pelos rebeldes na região de Donetsk e cujo objetivo seria abrir uma terceira frente nas margens do Mar Negro.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, responsabilizaram a Rússia pela escalada de violência na Ucrânia e apontaram as denúncias de Kiev como a prova dessa agressão.


Putin diz que operações da Ucrânia no leste lembram cerco nazista

Forças de Kiev combatem separatistas ao redor de Donetsk e Luhansk.
Presidente disse que russos e ucranianos 'são praticamente um povo só'.


Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a operação de Kiev no leste da Ucrânia, onde forças do governo enfrentam separatistas pró-Rússia ao redor das cidades de Donetsk e Luhansk, lembra o cerco feito a Leningrado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

"Pequenas vilas e grandes cidades cercadas pelo Exército ucraniano, que atinge diretamente áreas residenciais com o objetivo de destruir a infraestrutura... Isso tristemente me lembra os eventos da Segunda Guerra Mundial, quando os alemães fascitas... no poder cercaram nossas cidades", disse Putin em um encontro de jovens nos arredores de Moscou.

Putin afirmou ainda que russos e ucranianos "são praticamente um povo só".

"Pessoas que têm sua própria visão da história e sobre a história de nosso país podem argumentar comigo, mas me parece que os povos russos e ucraniano são praticamente um povo só", afirmou.

Ele disse ainda que a recusa do governo ucraniano em negociar com os separatistas é um problema.

"É necessário forçar as autoridades ucranianas a iniciar substancialmente essas conversações, não em questões técnicas,,, as conversações têm de ser substanciais", declarou aos jovens.

Conflito no leste da Ucrânia deixou quase 2,6 mil mortos

Balanço aumenta devido a combates em áreas muito povoadas.
Números foram divulgados pela ONU.


France Presse

Quase 2,6 mil pessoas morreram desde meados de abril no conflito no leste da Ucrânia, anunciou a ONU em um relatório, no qual explica que o balanço aumenta em consequência dos combates em áreas muito povoadas.

"Pelo menos 2.593 pessoas morreram entre meados de abril e 27 de agosto", afirma o documento.

"A tendência é alarmante. Há um aumento significativo do número de mortos no leste", declarou o secretário-geral adjunto para os direitos humanos da ONU, Ivan Simonovic, em uma entrevista coletiva.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu nesta sexta-feira aos separatistas pró-Moscou que abram um 'corredor humanitário' para as tropas ucranianas cercadas, depois que os rebeldes assumiram o controle da cidade estratégica de Novoazovsk, leste da Ucrânia.

"Peço às forças rebeldes que abram um corredor humanitário para as tropas ucranianas que ficaram cercadas, com o objetivo de evitar vítimas inúteis e dar a oportunidade de retirada da zona de operações", afirma Putin em um comunicado destinado aos "insurgentes de Novorossia".

Os soldados ucranianos se viram cercados "depois dos êxitos consideráveis (dos separatistas) contra a operação militar de Kiev', completa a nota, que pede ao governo ucraniano o 'fim dos combates, um cessar-fogo e negociações com os representantes (da região) de Donbass".

Também pede aos insurgentes que prestem atendimento médico aos feridos, antes de acrescentar que a Rússia está disposta a entregar ajuda humanitária à população de Donbass.


28 agosto 2014

Índia faz expandir seu programa de mísseis

A dependência das importações de armamentos é capaz de se repercutir na capacidade defensiva da Índia. Os maiores navios ao serviço da Marinha – o porta-aviões Vikramaditya e o contra-torpedeiro Kolkata ainda não têm uma proteção aérea segura.


Nina Antakolskaya | Voz da Rússia

Os mísseis de artilharia anti-aérea de longo alcance Barak-2 que se deviam tornar uma parte integrante da DAA ainda não estão prontos. Uma empresa mista indiano-israelense, encarregada de concluir a criação desses mísseis ainda em 2011, pretende realizar testes finais apenas no fim do ano corrente.




Na foto: lançamento do míssil Akash (foto de arquivo)

Discursando, esta segunda-feira, na Conferência Internacional para a Aviônica Avançada em Hyderabad, Avinash Chander, conselheiro científico do Ministro da Defesa da Índia, disse que “o seu país se prontifica a expandir o programa de criação de mísseis”.

Convém notar que Chander, ocupando ainda o cargo de chefe da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento na Área da Defesa (Defence Research and Development Organisation, DRDO), anunciou que “nos próximos cinco anos, a Índia irá projetar cinco novos tipos de mísseis, inclusive os mísseis de cruzeiro e de artilharia antiaérea”. Ao mesmo tempo, a Índia “se empenha em elaboração de complexos de armas de luta anti-tanque”.

Os sistemas de luta antitanque móveis têm sido um segmento em desenvolvimento dinâmico no mercado de armamentos. Segundo cálculos de peritos, as despesas indianas com a aquisição de lança-granadas anti-tanque aumentarão dos 170 milhões de dólares, em 2014, para os 300 milhões, em 2020. Hoje, os contratos de compra de armas anti-tanque móveis estão sendo disputados por empresas de Israel e dos EUA, afirma Vladimir Shvarev, vice-diretor do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas:

“Os sistemas de mísseis de luta antitanque – o norte-americano Javelin e o israelense Spike – são muito seguros, fazendo concorrência no mercado indiano. Todavia, o governo do país optou pelo lema de “projetar e produzir artigos nacionais” também na esfera militar.

Projetistas indianos compreendem a necessidade e as perspectivas de luta concorrencial. Por isso, no futuro próximo, o Exército vai adquirir os Spike israelenses ou os Javelis fabricados pelos EUA. No entanto, dentro de alguns anos, os especialistas da DRDO esperam criar um sistema de mísseis análogos.

Muitas empresas indianas acumularam uma experiência sólida na projecção de mísseis que já foram postos em serviço. Trata-se de uma “família” de mísseis balísticos Agni, mísseis táticos Prithvi, os de luta anti-navios Dhanush e os sistemas de fogo simultâneo Pinaka. Após as provas e avaliações positivas de peritos, entraram em serviço os mísseis de artilharia antiaérea Akash. Os mísseis de cruzeiro supersónicos BrahMos, criados por uma empresa russo-indiana, não têm análogos.


Coreia do Norte cria submarino com mísseis balísticos

Na Coreia do Norte está sendo criado um submarino com mísseis balísticos a bordo, informa o site Washington Free Beacon.


Voz da Rússia

Na notícia, nomeadamente, afirma-se que os serviços de espionagem conseguiram receber dados sobre um submarino norte-coreano com rampas para o lançamento de mísseis.

Assinala-se que a Coreia do Norte já possui mísseis que podem armar submarinos. Se Pyongyang conseguir construir um submarino com mísseis, então, segundo o Washington Free Beacon, isso permitirá à Marinha da Coreia do Norte atacar o território dos EUA e, a partir do mar Amarelo, as bases militares norte-americanas no Japão, nas Filipinas e na ilha de Guam.



Japão pretende criar caça de quinta geração

A recente decisão do Ministério da Defesa do Japão de solicitar para o próximo ano financiamento para trabalhos no protótipo do caça nacional japonês ATD-X pode se tornar mais um passo para transformar o país numa força militar totalmente independente.


Vassili Kashin | Voz da Rússia

O estabelecimento como uma tal força independente no futuro pode reduzir significativamente a necessidade do Japão em serviços norte-americanos no campo da segurança.


Mitsubishi ATD-X Shinshin

Ao longo da história pós-guerra o Japão tem gradualmente restaurado o seu potencial industrial militar. A sua própria indústria de defesa estava sendo desenvolvida mesmo quando isso não fazia nenhum sentido econômico. O Japão, até recentemente, aderia ao compromisso de não exportar armamentos. O nível modesto das forças de autodefesa significava que equipamentos eram produzidos em séries relativamente pequenas e tinha um custo enorme.

No entanto, o Japão conseguiu alcançar um elevado grau de autossuficiência no setor da indústria de defesa. O país tem produzido e desenvolvido a grande maioria dos armamentos e equipamentos militares para o Exército e a Marinha.

Ao mesmo tempo, as tentativas de desenvolver uma indústria independente de aviação se deparavam com resistência política dos Estados Unidos. Se recordarmos o enorme sucesso da indústria aeronáutica japonesa das décadas de 1930 e 1940 e o potencial tecnológico total japonês, podemos supor que a criação no país de aviões militares próprios tem boas perspectivas.

No entanto, por causa da pressão dos Estados Unidos, o Japão teve que se concentrar em projetos de escala limitada. Por exemplo, na produção de caças F-1 e F-2, que era realizada com participação norte-americana. Além disso, o país produzia aviões de treinamento e combate, aviões de transporte, hidroaviões e caças norte-americanos sob licença. Em todos os casos mantinha-se uma notável dependência tecnológica dos Estados Unidos.

Ter superado essa dependência, junto com ter abandonado a política de autorrestrição de exportações de armamentos abre novas perspectivas para o Japão. Trata-se tanto de desenvolver a cooperação técnico-militar com países estrangeiros, como de adotar uma política independente na área de segurança.

Conseguir autossuficiência não será uma tarefa simples. Mesmo o projeto tecnicamente mais simples do avião regional de passageiros japonês Mitsubishi Regional Jet está constantemente enfrentando problemas. No entanto, as crescentes dúvidas sobre a eficácia das garantias de segurança por parte dos Estados Unidos em condições de aumento do preço dessas garantias fazem inevitável a continuação do rumo à independência técnico-militar.

Segundo se sabe, os planos do Japão são bastante ambiciosos e presumem a criação de um caça completo de quinta geração com um motor japonês original. Ele será equipado com um radar com uma grelha de antenas em fases, um sistema de controle óptico-eletrônico e um sistema automático de diagnóstico de danos de combate. Este último permitirá corrigir o funcionamento do sistema de controle da máquina.

Toda a experiência de desenvolvimento de aviões de quinta geração no mundo aponta para enormes riscos técnicos e um quase inevitável adiamento dos prazos inicialmente previstos de realização do projeto. No entanto, em Tóquio, parecem acreditar que o possível ganho político justifica tais riscos.


EUA e Síria unem-se na luta contra inimigo comum

Mais tarde ou mais cedo, a realidade dura obrigará a reconhecer a necessidade de junção de esforços para liquidar a ameaça comum. Mesmo que se trate de uma união entre aqueles que não deixam de se considerar adversários. Recentemente, o emprego da aviação pelos EUA e a OTAN em operações do exército sírio contra os guerrilheiros do Estado Islâmico era considerado completamente inadmissível.


Vadim Fersovich | Voz da Rússia

Mas, de súbito, o aparecimento do “califado” parece não deixar alternativas a certas formas de interação militar do Ocidente com a Síria.

No dia 25 de janeiro, numa coletiva de imprensa em Damasco, Walid Muallem, ministro das Relações Exteriores da Síria, declarou que o seu país estava pronto a cooperar com todos os estados, incluindo a Grã-Bretanha e os EUA, na luta contra o EI e a Frente al-Nusra. Em 21 de agosto, a necessidade de certas formas de ação conjunta foi explicada pelo general Martin Dempsey, presidente do comitê conjunto dos chefes de estado maior dos EUA:

“Pode-se conseguir a derrota do EI sem mexer na parte dessa organização que se encontra na Síria? Resposta: não”.

Pode-se pressupor que o general tem em vista algumas ações militares separadas da América. Mas nem tudo é assim tão fácil. Na mesma conferência de imprensa em Damasco, Walid Mullen deu a entender que os serviços secretos da Síria na luta contra os grupos radicais já interagem há algum tempo com os seus colegas ocidentais. Segundo ele, “a Síria já coopera e coordena esforços regionais e internacionais na luta contra o terror em conformidade com as resoluções da ONU e com o respeito pela soberania da Síria”.

Pode ser que precisamente a respeito desses esforços a informação do The Independent, segundo o qual os serviços secretos dos EUA já transmitiram à Síria as coordenadas exatas do local onde se encontram os dirigentes dos jihadistas no seu território. Segundo o jornal, através da espionagem alemã BND.

A espionagem síria também tem o que propor aos possíveis aliados da coligação forçada. Por exemplo, a ajuda na salvação de reféns. Depois da execução pelo EI de James Foley, jornalista americano raptado na Síria, o MRE da Síria declarou que se os EUA tivessem coordenado a salvação de Foley e de outros estrangeiros (a operação especial para a sua salvação falhou) com a parte síria, as possibilidades de êxito teriam sido muito maiores.

O problema da libertação de reféns na região não é novo. No período entre 2004 e 2006, não obstante a presença de mais de 120 mil soldados americanos, uma rede de espionagem segura, o domínio no céu e relações relativamente amigáveis, foram salvos apenas 4 dos 400 estrangeiros feitos reféns no Iraque. Dos mais de 40 americanos, apenas foi salvo um.

Hoje, no Iraque não há tropas americanas, a região mergulhou no caos da guerra civil, as autoridades locais e os grupos litigantes olham com inimizade para o Ocidente. No Iraque e na Síria estão reféns dezenas de jornalistas e funcionários de organizações humanitárias ocidentais, nomeadamente, no mínimo, três cidadãos da EUA. Claro que é insubstituível a ajuda dos serviços secretos sírios na solução deste problema doloroso para os países do Ocidente.

Semelhante cooperação já não provoca a repulsa passada na opinião pública ocidental. Chas Freeman, antigo embaixador dos EUA na Arábia Saudita, afirma que não vê nada de mal numa certa interação com certas forças, nomeadamente com inimigas dos EUA, se elas combateram ativamente o EI. Segundo ele, isso já aconteceu várias vezes no Médio Oriente.

Claro que, tendo em conta as relações específicas de Damasco e Washington, semelhantes ligações são hoje mascaradas por duras declarações de ambas as partes. O Ministério da Defesa dos EUA declara estar pronto a enviar para o espaço aéreo da Síria aviões e drones de espionagem para recolher informação com vista ao lançamento de ataques contra as posições dos islamitas. Claro que sublinha que isso irá ser feito sem autorização de Damasco. Walid Muallem, por sua vez, previne que quaisquer ações realizadas sem o acordo direto da direção do país serão consideradas como agressão contra a Síria.

Porém, na situação criada, ambas as partes estudam a possibilidade de troca de informação secreta e de apoio a partir do ar como fator mutuamente vantajoso e importante na destruição final das forças do “califado”.

Será que para tomar consciência da prioridade na escolha do adversário foi preciso esperar que o EI tomasse um terço do território da Síria e um quarto do território do Iraque? Perguntem aos políticos.



Rússia refuta relatos sobre participação dos militares russos em hostilidades na Ucrânia

O representante permanente da Rússia na OSCE, Andrei Kelin, negou as acusações do lado ucraniano de que uma coluna militar russa supostamente entrou no território da Ucrânia.


Voz da Rússia

"Não há colunas russas lá", disse Kelin à RIA Novosti, após uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da OSCE.

"Nossos parceiros (na reunião) não estavam interessados na situação humanitária no sudeste da Ucrânia, mas em colunas míticas russas com equipamento militar, que, no momento, supostamente estão indo em direção a Novoazovsk. Apenas um representante permanente ucraniano falou disso. Ninguém mais dispõe dessa informação. Certamente, essas colunas não existem", disse Kelin.

Anteriormente, tinha sido relatado que o presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko, cancelou sua visita à Turquia e convocou urgentemente uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e Defesa "em conexão com a rápida deterioração da situação na região de Donetsk". Poroshenko afirma que "as tropas russas entraram na Ucrânia".



OSCE promove reunião extraordinária a fim de discutir situação na Ucrânia

A Organização para a Segurança e Colaboração na Europa, OSCE, vai realizar uma reunião extraordinária a fim de discutir a situação na Ucrânia, informa a agência France-Presse, alegando a declaração da missão dos EUA junto desta organização.


Voz da Rússia

“A questão básica da ordem do dia da reunião extraordinária das delegações da OSCE a realizar-se às 11h00, quinta-feira, em Viena, são violações cometidas pela Rússia na Ucrânia”, diz-se no comunicado.

Antes disso o Serviço de Segurança da Ucrânia tinha anunciado a detenção na fronteira com a Federação da Rússia de dez militares russos com armas e documentos. Uma fonte do Ministério da Defesa da Federação da Rússia explicou mais tarde à agência RIA Novosti que os militares russos, detidos na Ucrânia, patrulhavam um trecho da fronteira e atravessaram-na, provavelmente, por casualidade. No momento de detenção não ofereceram resistência aos militares ucranianos.


Ucrânia cessa exportação de mercadorias para uso militar para Rússia

O decreto do presidente da Ucrânia Piotr Poroshenko prescreve a cessação da exportação de mercadorias para uso militar e para uso duplo para a Rússia.


Voz da Rússia

Este decreto do presidente Poroshenko põe em ação a decisão do Conselho de Segurança e de Defesa Nacional da Ucrânia, de 27 de agosto de 2014 “Das medidas de aperfeiçoamento da política técnico-militar do Estado”.

Com esta sua decisão o Conselho de Segurança e de Defesa Nacional encarrega o gabinete de ministros de “tomar medidas a fim de cessar a exportação para a Federação da Rússia das mercadorias para uso militar e para uso duplo, cujo emprego final é militar, salvo o equipamento espacial que se utiliza para a pesquisa e para a exploração do espaço para fins pacíficos no quadro de projetos espaciais internacionais”, diz-se no decreto.



Rússia e Índia fazem treinamentos conjuntos em Voronezh

Dia 29 de agosto, começam os treinamentos das Forças Aéreas da Rússia e da Índia. O nome do evento é Avia Indra, se trata do primeiro exercício em conjunto na história da cooperação militar russo-indiana.


Nina Antakolskaya | Voz da Rússia

Durante muitos anos Rússia e Índia fazem treinamentos com o nome de código Indra em terra e no mar. Porém, os exercícios das Forças Aéreas dos dois países em grande escala serão realizados pela primeira vez.

Desde segunda-feira, 25 de agosto, os pilotos indianos conhecem as áreas de voo próximas e praticam a pilotagem em simuladores modernos russos no Centro de Aviação Lipetsk. Posteriormente, eles vão pilotar aeronaves russas Su-30 SM e helicópteros Mi-35 e Mi-8 no espaço aéreo de Voronezh. Os pilotos dos dois países vão efetuar voos conjuntos com o uso de armamento militar em alvos terrestres.

No Su-30SM Flanker-C as equipes mistas também irão treinar reabastecimento em voo com o avião-tanque Il-78 Midas. O comandante da Força Aérea russa, o coronel Viktor Bondarev assumirá o comando dos exercícios conjuntos, revelou o editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko:

"Os exercícios conjuntos dos pilotos da Força Aérea da Índia e da Rússia é um evento destinado a demonstrar a capacidade profissional dos pilotos nas manobras, treinar a realização conjunta de tarefas e realizar combates aéreos de treinamento. Em geral, essa iniciativa irá melhorar a qualidade das competências profissionais dos militares da Força Aérea de ambos países".


Ilyushin Il-78 Midas

No âmbito dos treinamentos russo-indianos 2014, os militares especialistas em defesa antiaérea da Rússia e da Índia vão treinar a cooperação militar. Os militares indianos vão aprender a usar os sistemas de mísseis modernos S-300 e S-400, Buk-M1 e o sistema de artilharia antiaérea Pantsyr-S1.

No campo de treinamento de Ashuluk, que fica na região da cidade de Astrakhan, as equipes mistas de artilharia irão lidar com ataques aéreos simulados.

De acordo com o comunicado de imprensa da Força Aérea indiana, os exercícios Avia Indra 2014 "é uma ótima oportunidade para as Forças Aéreas dos dois países trocarem experiências e fortalecerem a base para o desenvolvimento profissional".

A Rússia é o principal fornecedor de aviões militares modernos para a Índia. Hoje, o Su-30MKI forma a base da frota de combate da Força Aérea indiana. Os aviões MiG e os helicópteros da produção do Mikoyan Design Bureau (MI) são bem conhecidos e altamente respeitados na Índia. Atualmente, há mais um contrato em fase de assinatura - a Índia pretende adquirir à Rússia aviões de reconhecimento e detecção por radar a longa distância A-50, produzidos pelo Consórcio Beriev.



Guarda Nacional em Mariupol está se preparando para ataques da milícia

Voz da Rússia

A Guarda Nacional e o exército regular ucraniano estão se preparando para ataques dos insurgentes a Mariupol. Já chegou a esta cidade mais equipamento militar, os postos de controlo foram reforçados, relata um portal online local.


Ucrania, Mariupol, confrontos, exercito

A estrada Novoazovsk - Mariupol está sendo controlada por militares ucranianos, lá não ocorrem confrontos, relata a mídia.

Mais cedo, responsáveis da autoproclamada República Popular de Donetsk afirmaram que as tropas ucranianas deixaram quatro assentamentos na região de Donetsk, recuando em direção a Mariupol.


Frota do Mar Negro adotará 11 navios e embarcações até o final do ano

Voz da Rússia

Até o final do ano corrente, a Frota do Mar Negro da Rússia irá adotar 11 navios de guerra e embarcações de apoio: dois barcos de assalto Grachonok, seis navios de apoio, dois submarinos de propulsão diesel-elétrica e duas fragatas, declarou esta quarta feira a jornalistas o comandante da Marinha russa, almirante Viktor Chirkov.


Projeto 636.3

"Até o final do ano corrente, a Frota do Mar Negro adotará dois barcos de assalto Grachonok, seis embarcações de apoio de várias classes. Planeja-se que dois submarinos de propulsão diesel-elétrica do projeto 636.3 Novorossiysk e Rostov-on-Don também serão adotados pela Frota do Mar Negro este ano", declaro Chirkov em São Petersburgo, durante a cerimônia de lançamento às águas do submarino de propulsão diesel-elétrica Stary Oskol.


Medvedev está preocupado com desaparecimento do fotógrafo Stenin na Ucrânia

O premiê da Federação da Rússia Dmitri Medvedev manifestou preocupação com o desaparecimento na Ucrânia do fotógrafo da agência internacional de notícias Rossiya Segodnya Andrei Stenin.


Voz da Rússia

“Infelizmente, o destino das pessoas, cujos documentários e fotografias tornam para nós viva a época passada e aquilo que ocorre nos dias de hoje, às vezes é muito dramático. Hoje nós todos estamos preocupados com o fotógrafo Andrei Stenin da agência Rossiya Segodnya, que desapareceu na Ucrânia, e esperamos que ele volte para o seu lar”, disse Medvedev ao intervir na inauguração da exposição “Fite os olhos da guerra”.

“Este ofício, o jornalismo militar, é um trabalho muito perigoso. É um trabalho, cujo objetivo é registrar os momentos mais terríveis e, por outro lado, as mais altas manifestações do espírito humano a fim de proporcionar a pessoas informação verídica sobre os acontecimentos. A necessidade desta verdade sempre existiu e a sociedade moderna necessita dela mais do que nunca”, disse o premiê.



A verdade tem que vir à tona

Diante de boatos e informações diversas disseminadas pela mídia, o chanceler russo Serguêi Lavrov escreve sobre os últimos acontecimentos na Ucrânia, sanções e como a Rússia está tentando ajudar a resolver a crise no país vizinho.


Serguêi Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia | Gazeta Russa

Infelizmente, os meios de comunicação continuam a espalhar boatos, informações distorcidas e até mentiras descaradas. Recentemente, a Ucrânia alegou que sua artilharia destruiu uma coluna de blindados que supostamente cruzaram a fronteira da Rússia para a Ucrânia, e mídia britânica disse ter testemunhado a incursão. Nenhuma evidência, no entanto, foi apresentada, e nem mesmo o Departamento de Estado dos EUA confirmou o incidente. Vemos todas essas histórias como parte de uma guerra de informação.

Nossa posição é nítida – queremos paz na Ucrânia, que só pode ser alcançada por meio de um amplo diálogo nacional em que todas as regiões e todas as forças políticas do país participem. Isso é o que a Rússia, os EUA, a UE e a Ucrânia acordaram em Genebra, em 17 de abril. No recente encontro em Berlim, envolvendo os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Alemanha, França e Ucrânia, ninguém se opôs à confirmação dos itens dispostos na Declaração de Genebra.

O importante para Kiev é cessar as investidas de guerra e abandonar a ilusão de que a profunda crise na Ucrânia pode ser resolvida vencendo uma guerra contra o seu próprio povo. É profundamente triste ver que os EUA e a UE continuam apoiando cegamente qualquer iniciativa de Kiev.

Vamos relembrar outro documento que Kiev e o Ocidente tentam esquecer. Em 21 de fevereiro, um acordo sobre a resolução da crise foi assinado por Víktor Ianukovitch, Arseni Iatseniuk, Vitáli Klitschko e Oleg Tiagnibok, e acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Polônia. Eles dizem agora que o acordo “foi atropelado pelos acontecimentos”, porque [o ex-presidente da Ucrânia] Ianukovitch deixou o país. Mas deixe-me lembrar os meus colegas que o acordo de 21 de fevereiro listava como prioridade número um o compromisso de um governo de unidade nacional. Será que esse objetivo só depende do próprio Ianukovitch?

A unidade nacional não é o princípio universal para qualquer país que queira permanecer integrado? Em vez de honrar esse compromisso, os líderes da oposição organizaram um golpe armado e declararam publicamente que haviam criado um “governo de vencedores”. Infelizmente, a lógica do “vencedor leva tudo” continua impulsionando as ações de Kiev, resultando em milhares de vítimas entre civis e em centenas de milhares de refugiados e pessoas desalojadas, bem como na quase destruição total da infraestrutura em muitas cidades e vilarejos no leste da Ucrânia.

As tentativas de resolver a crise por sanções unilaterais fora do quadro das decisões do Conselho de Segurança da ONU ameaçam a paz e a estabilidade internacional. Tais tentativas são contraproducentes e contradizem as normas e princípios do direito internacional. É absolutamente inaceitável dialogar com a Rússia – ou qualquer país em questão – na língua de ultimatos e medidas coercivas.

Nossa resposta a medidas unilaterais por parte dos Estados Unidos, da União Europeia e de alguns outros países tem sido equilibrada e em consonância com os direitos e obrigações da Rússia no âmbito de tratados internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio.

Não é de forma alguma a nossa escolha, mas não deve haver dúvida de que vamos fazer o que for necessário para proteger os nossos interesses legítimos, incluindo os interesses de segurança nacional em todas as suas dimensões. Essa foi a base para a nossa decisão de restringir, durante o período de um ano, a importação de produtos agrícolas e alimentares de vários Estados que adotaram sanções econômicas setoriais contra a Rússia. Mas a Rússia não deseja seguir por essa estrada de agravamento da situação. Esperamos que os EUA, a União Europeia e outros deem ouvidos à razão e coloquem um fim a esse círculo vicioso e sem sentido iniciado por eles.

Queda do avião MH17

A derrubada do avião da Malásia é uma tragédia chocante. Desde que isso aconteceu, em 17 de julho, pedimos por uma investigação internacional pública e objetiva. É impossível explicar por que as autoridades ucranianas, que carregam toda a responsabilidade pela segurança dos voos internacionais sobre o território do seu país, não tinham fechado o espaço aéreo sobre a área de combate.

A Resolução 2.166, adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 21 de julho, prevê uma investigação completa, exaustiva e independente sobre o incidente, conforme as diretrizes de aviação civil internacional. Infelizmente, desde o início testemunhamos tentativas de esconder evidências e impedir a implementação dessa resolução.

O pedido de cessar-fogo na área do acidente foi ignorado pelas autoridades ucranianas por mais de 10 dias, e a nossa proposta de cumprir integralmente a Resolução 2.166 foi bloqueada no Conselho de Segurança pelos EUA, Reino Unido e Lituânia.

Soldados russos são capturados após cruzarem fronteira com a Ucrânia

Ministério da Defesa investiga como os militares foram parar na região.


Aleksandra Trifonova e Nikolai Litóvkin | Gazeta Russa

O Serviço de Segurança da Ucrânia declarou que o exército nacional capturou dez soldados das forças aerotransportadoras russas nas áreas fronteiriças entre os dois países. Durante sua visita a Minsk, o presidente russo, Vladímir Pútin, disse que ainda não tinha informações sobre como os soldados foram parar na região e aguardava o relatório do Ministério da Defesa.



Soldados russos são capturados após cruzarem fronteira com a Ucrânia
Durante o interrogatório, os soldados aerotransportadores russos disseram que não sabiam como acabaram no território da Ucrânia Foto: Reuters

Segundo informou à agência "Interfax" uma fonte no Ministério da Defesa russo, os soldados detidos cruzaram a fronteira russo-ucraniana "por acaso". "Esses soldados participavam da patrulha na fronteira russo-ucraniana e cruzaram, provavelmente por acidente, um terreno sem instalações e demarcação. Até onde se sabe, no momento da prisão, eles não apresentaram resistência às Forças Armadas da Ucrânia", disse a fonte.

Pútin disse a jornalistas que ainda não havia recebido o relatório do departamento militar sobre os soldados. "Até onde eu sei, eles patrulhavam a fronteira e poderiam acabar em território ucraniano", disse o presidente, acrescentando que, anteriormente, militares ucranianos foram achados no lado russo, "não cinco ou dez pessoas, mas dezenas", sendo que da última vez foram 450 pessoas. "Nunca houve qualquer problema, espero que neste caso também não haja problemas com a Ucrânia", disse ele.

Captura dos prisioneiros

"Perto da vila Zerkálni, na região de Amvrosiévski da unidade federativa de Donetsk, um grupo das Forças Armadas da Ucrânia e do Serviço de Segurança ucraniano prendeu dez militares do 331º regimento e da 98ª divisão das tropas aerotransportadoras das Forças Armadas da Rússia (unidade militar 71211). Os militares russos foram detidos com documentos pessoais e armas", informou um comunicado publicado no site do Serviço de Segurança.

De acordo com a agência de notícias ucraniana Unian, a composição inicial do grupo de aerotransportadores consistia de cerca de 400 pessoas - um batalhão de artilharia, pelotão de reconhecimento e unidades de apoio. Faziam parte da composição do grupo 30 veículos de combate, 18 peças de artilharia Nona e outros meios de transporte.

Ainda segundo a declaração do Serviço de Segurança da Ucrânia, na semana passada, soldados aerotransportadores russos foram levados do local permanente do regimento para Rostov do Don. Os detentos estavam vestidos com uniformes militares russos, mas sem distintivos, e os sinais de identificação de seus equipamentos militares foram pintados.

Durante o interrogatório, os soldados aerotransportadores russos disseram que não sabiam como acabaram no território da Ucrânia. Segundo eles, o comando anunciou o início de exercícios táticos na região. Militares ucranianos afirmaram que na noite de 24 de agosto os soldados russos, em regime de silêncio de rádio, cruzaram a fronteira em marcha em direção à cidade ucraniana de Ilovaisk.

"Nós não fomos pela estrada, mas pelo campo, nem sei onde cruzamos a fronteira", disse um soldado no vídeo do interrogatório, que se dizia cabo do 331º regimento da 98ª divisão aerotransportadora russa, identificado como Ivan Meltchakov. No vídeo, o soldado afirma só ter tomado conhecimento que se encontrava no território da Ucrânia quando começaram a bombardear o grupo deles.

Em cativeiro

"Como os soldados aerotransportadores foram parar lá se torna bastante claro com os quadros do interrogatório: eles se perderam depois de muitas horas de marcha, acompanhando uma coluna. Moscou não enviou seus homens para combates no sudeste da Ucrânia. Quando comboios militares estão em movimento, eles sempre têm uma vanguarda que vai adiante e há uma guarda lateral. Aparentemente, eles estavam ao lado da coluna, e à noite se perderam, cruzando a fronteira russo-ucraniana. Ela não é marcada, não há quaisquer pontos de referência alertando que é a fronteira, e não é nada surpreendente que eles foram encontrados do lado ucraniano", disse à Gazeta Russa o coronel reformado e especialista militar independente Víktor Litóvkin.

O presidente do Instituto de Estimativas Estratégicas da Rússia, Aleksandr Konovalov, disse que a captura dos soldados aerotransportadores russos armados no território da Ucrânia é um presente para Kiev e será muito mais fácil às autoridades oficiais comprovar o envolvimento de Moscou com os combates no sudeste.

"Dos Estados Unidos e da União Europeia pode-se esperar o fortalecimento das sanções. Já a Ucrânia vai ainda mais ativamente pedir assistência militar na construção de suas forças armadas e equipagem com armas modernas. Kiev terá mais alguns argumentos a favor de que o Ocidente tem que ajudar, embora eu ache que, por enquanto, o Ocidente se absterá", disse Konovalov.

O especialista também observou que, no contexto das próximas negociações da União Aduaneira, "a situação se torna um trunfo nas mãos de [Petrô] Porochenko", o presidente da Ucrânia.



Comboio humanitário russo se transforma em argumento político no conflito ucraniano

Envio de caminhões de ajuda para o Donbass reforça posição de negociação de Moscou, mas pode causar desconforto para Kiev.


Guevorg Mirzaian, especial para Gazeta Russa

A entrega bem-sucedida da ajuda humanitária da Rússia ao Donbass, região do leste da Ucrânia, não só irá salvar vidas de moradores locais, como também poderá apressar o final da guerra civil ucraniana.

As negociações sobre o destino do comboio humanitário russo, composto por cerca de 300 caminhões que há quase uma semana se encontram na fronteira russo-ucraniana, estão em fase de conclusão. As partes chegaram a um acordo sobre todas as questões relacionadas ao transporte de bens e os observadores não encontraram nenhum armamento nos caminhões. De acordo com Viktoria Zotikova, representante da Cruz Vermelha, para o comboio poder passar para a Ucrânia resta apenas obter garantias de segurança das partes envolvidas no conflito.

Zotikova se recusou a comentar o progresso das negociações e as dificuldades surgidas, no entanto, de acordo com fontes não oficiais, o problema estaria no lado ucraniano, mais precisamente nas unidades da Guarda Nacional, compostas por nacionalistas que nem sempre obedecem às autoridades oficiais. Posicionados no bolsão a sul de Lugansk, os militares ucranianos controlam parte da estrada desde a fronteira de Izvarino até à capital da autoproclamada República Popular de Lugansk e podem atacar o comboio. Há alguns dias a milícia da região avisou que o batalhão da Guarda Nacional Aidar recebeu ordens para atacar os caminhões.

No entanto, é possível que este obstáculo seja em breve eliminado – seja por via da negociação ou pela força. As milícias estão agora ativamente engajadas na liquidação do bolsão e não conseguiram ainda fechá-lo apenas porque junto com o Aidar se encontra uma das unidades de combate mais bem preparadas do exército ucraniano: a 80ª brigada aeromóvel de Lvov.

Enquanto isso, alguns especialistas acreditam que a viagem bem-sucedida deste imenso comboio humanitário pode dar um trunfo à Rússia e, possivelmente, contribuir para o fim da guerra civil.

"Se o comboio chegar ao seu destino mostrará que o ‘regime sangrento de Pútin’ cuida mais dos cidadãos ucranianos do que o governo oficial de Kiev, e isso irá criar desconforto para o presidente ucraniano, Petro Porochenko", opina o cientista político russo e especialista no espaço pós-soviético Serguêi Markedonov.

Do ponto de vista político, o comboio reforça a posição de negociação da Rússia. Moscou tenta agora persuadir Porochenko a iniciar o processo de negociação e de federalização da Ucrânia e dar passos que poderão não apenas acabar com a guerra, mas também dar a Kiev (onde o sentimento anti-russo no oeste é equilibrado pelas forças pró-russas do leste) o estatuto de país neutro. O argumento fundamental de Moscou é precisamente a catástrofe humanitária no Donbass, agravada pela atuação do exército ucraniano, que não conseguiu efetuar uma guerra-relâmpago na região e iniciou batalhas posicionais recorrendo à artilharia. Mas para isso, porém, a Rússia tem que provar ao mundo que trata-se de fato de uma catástrofe humanitária.

Por fim, a chegada ao destino do comboio humanitário também jogará a favor das forças dentro da União Europeia que defendem um compromisso com a Rússia. "Os países da Europa não estão menos interessados ​​do que a Rússia em que este conflito se resolva o mais rápido possível, no entanto, eles se encontram pressionados entre Washington e Moscou e estão em uma situação política muito difícil. Especialmente depois da história com o Boeing da Malaysia Airlines, necessitam muito de argumentos adicionais", afirma o diretor do Centro de Estudos Europeus e Internacionais da Escola Superior de Economia, Timofei Bordatchev.



Rússia cria nova base aérea em Bielorrússia

Instalação no aeródromo de Baranovitchi fortalece o sistema regional de defesa antimíssil.


Víktor Litóvkin, especial para Gazeta Russa

Uma base aérea russa será instalada no aeródromo bielorrusso de Baranovitchi, em 2015. Por enquanto, somente alguns caças russos SU-30SM3 conduzem rotativamente a patrulha aérea no local, e a partir do ano que vem serão 24 aviões, praticamente um regimento aéreo completo. As aeronaves irão dispor de toda a infraestrutura necessária: pessoal especializado, radar, sistemas de combustível e reabastecimento aéreo, armazenamento de munição, torre de controle, complexo de operação técnica e manutenção de armas, entre outros.



Rússia cria nova base aérea em Bielorrússia
A criação da base aérea russa em Bielorrússia foi anunciada no ano passado Foto: RIA Nóvosti

A criação da base aérea russa em Belarus foi anunciada no ano passado. O ministro da Defesa russo, Serguêi Choigu, falou sobre isso em visita a Minsk, depois de uma reunião com o presidente bielorrusso, Alexandr Lukachenko. O ministro explicou a instalação pela necessidade de reforçar substancialmente o sistema de defesa aérea bielorrussa, por meio do fornecimento ao país irmão de quatro novas divisões do sistema de mísseis de defesa aérea S-300PMU Favorit. Na época, falava-se sobre a instalação do regimento de aviões de caça em Baranovitchi, como parte indispensável do sistema único russo-bielorrusso de defesa aérea regional, que é composto por unidades de radar, unidades de defesa antiaérea e caças.

Para instalar a base aérea russa em Bielorrússia é necessário assinar um acordo intergovernamental, que ainda está sendo preparado. O acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos dos dois países, receber a assinatura dos presidentes, e só então, depois da publicação na imprensa, ele entra em vigor. No entanto, a fim de não se perder tempo, a reconstrução e a modernização do aeródromo de Baranovitchi já estão em curso, para que, quando todos os documentos legais necessários estiverem prontos, a base possa receber o regimento aéreo sem atraso.

Resposta à Europa

Pável Zolotarev, vice-diretor do Instituto EUA e Canadá da Academia Russa de Ciências, PhD em ciências técnicas e general-major reformado, acredita que a instalação do regimento aéreo no aeródromo de Baranovichi é uma reação natural ao avanço da OTAN para o leste, bem como aos planos de implantação de elementos do sistema de defesa antimísseis americano na Polônia, e à criação da infraestrutura militar da OTAN também na Polônia e nos países bálticos, incluindo a realocação de 12 caças de países da OTAN ao aeródromo de Zokniai, em Shauliaem. Tais aviões conduzem a patrulha aérea no mar Báltico e podem ser armados com bombas atômicas de queda livre B61. Duzentas peças dessas bombas estão em bases europeias em cinco países: Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda e Reino Unido.

“É verdade que dificilmente a situação chegará até a utilização dessas bombas, e eu não ligaria a nossa base aos aviões em Shauliaem. Mas, como meio de oposição ao sistema de defesa antimíssil na Polônia, o regimento aéreo russo em Baranovitchi é, em minha opinião, uma ótima solução”, disse o general.

Gesto político

Aleksei Moskovski, ex-chefe de armamentos das Forças Armadas da Rússia, vice-ministro da defesa da Rússia (2001-2007), doutor em ciências técnicas e general do exército, declarou que a criação da base aérea russa em Baranovitchi ressalta a união irmã política, econômica e militar da Rússia e de Bielorrússia e significa o aumento da importância da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, do qual fazem parte, além da Armênia, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão, Rússia e Bielorrússia.

Moskovski ainda sublinhou que é uma demonstração de que, apesar do fato de Moscou e Minsk terem certas divergência em relação à proteção de suas fronteiras e interesses nacionais, eles são um e inseparáveis. A base aérea russa em Baranovitchi, de acordo com o general do exército, tem um significado mais político do que militar.

Além dos aspectos políticos e militares da instalação da base russa em Baranovitchi, existem considerações puramente práticas. O aeródromo dessa cidade bielorrussa está localizado perto do local onde são consertados caças SU-27, bem como bombardeiros TU-22. Nesta área, recentemente realocaram a 61ª base de aviação da força aérea e defesa antiaérea das forças armadas bielorrussas, que inclui o regimento aéreo de caças SU-27 e o regimento de bombardeiros pesados de aviões TU-22, tornando desnecessário trazer de longe especialistas em manutenção dos SU-30SM3 russos.