28 dezembro 2015

Militares dos EUA reconhecem que missão da Rússia na Síria é bem-sucedida

As autoridades dos Estados Unidos e analistas militares reconhecem que a missão russa na Síria é bem sucedida e ajudou a estabilizar o governo do país. A declaração é de um alto funcionário da Administração norte-americana, que pediu o anonimato.


Sputnik

"Eu acho que é indiscutível que o regime de Assad, com apoio militar russo, está, provavelmente, em uma posição mais segura do que era", disse a fonte do governo dos EUA, citada pela agência Reuters. 


Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria
Sukhoi Su-25 e Su-24 em base aérea na Síria © Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Cinco outras autoridades dos EUA concordaram com a visão de que a missão russa tem sido quase sempre bem sucedida até agora.

A Rússia lançou uma operação contra posições do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico) na Síria, a pedido do presidente sírio, Bashar Assad, em 30 de setembro. A coalizão internacional liderada pelos EUA começou a realizar ataques aéreos nas posições dos jihadistas em setembro de 2014.

Na última sexta-feira (25), o Ministério da Defesa informou que a Força Aeroespacial da Rússia realizou 5.240 voos de combate na Síria desde o início da operação antiterrorista. Foi informado também nesta segunda-feira que a Força Aeroespacial russa realizou 164 missões e alvejou 556 instalações do Daesh nos últimos 3 dias.



Aviação russa alveja 556 instalações terroristas na Síria nos últimos 3 dias

A Força Aeroespacial russa realizou 164 missões e alvejou 556 instalações do Daesh nos últimos 3 dias, disse na segunda-feira (28) tenente-general Sergei Rudskoy, chefe da Direção Operacional Geral do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.


Sputnik

"Durante 3 dias, desde 25 de dezembro, foram realizadas 164 missões, durante as quais foram eliminadas 556 instalações terroristas nas províncias de Aleppo, Idlib, Lataquia, Hama, Homs, Damasco, Deir ez-Zor e Raqqa", afirmou Rudskoy.

Aviões militares russos intensificaram os ataques aéreos para apoiar a ofensiva antiterrorista do Exército sírio e das forças da oposição patriótica, disse o militar russo.

As forças governamentais sírias, com a ajuda da Força Aeroespacial russa, tomaram o controle de parte da fronteira sírio-turca e de três montes importantes na província de Lataquia. Segundo Rudskoy, os grupos de assalto do Exército sírio realizam uma ofensiva na província da Lataquia em direções setentrional e oriental.

De acordo com Rudskoy, nos arredores de Damasco as forças governamentais continuam ações intensas na zona de Ghouta Oriental.

"Foi iniciada uma ofensiva nas outras direções. Com o apoio da aviação russa, grupos do Exército sírio realizam uma ofensiva contra a capital do Daesh, a cidade de Raqqa", disse Rudskoy.

O Exército sírio tomou o controle de uma barragem estrategicamente importante no rio Eufrates com apoio aéreo da Rússia, informa o site do Ministério da Defesa russo na segunda-feira (28).

"Em resultado desta ofensiva [contra Raqqa] cerca de 20 povoações foram libertadas dos extremistas", diz-se no comunicado divulgado no site do Ministério da Defesa russo.

Desde 30 de setembro após o pedido do presidente sírio Bashar Assad começou a realizar ataques aéreos localizados contra as instalações do Daesh e Frente al-Nusra (ambos os grupos terroristas são proibidos na Rússia). Durante o tempo percorrido a Força Aeroespacial russa com a participação dos navios da Frota do mar Cáspio e um submarino da Frota do mar Negro Rostov-na-Donu eliminaram algumas centenas de militantes e milhares de instalações dos terroristas.


Submarino Project 636.3 Varchaviánka, semelhante ao Rostov-na-Donu
Ao mesmo tempo a coalizão realiza ataques contra o Daesh na Síria, sob a liderança dos EUA, que não têm autorização do governo sírio. A Rússia troca informações sobre missões com a coalizão mas a cooperação mais estreita ainda está em desenvolvimento. O Ocidente acusa a Rússia de bombardear não somente instalações dos terroristas mas também posições da chamada oposição moderada. O Ministério da Defesa russo chama estas declarações infundadas.

Após o incidente do bombardeiro russo Su-24 que foi abatido pelo caça turco F-16 na fronteira entre a Síria e a Turquia (Moscou afirma que o incidente teve lugar em território sírio e Ancara diz o contrário), a Rússia deslocou para a Síria sistemas mais novos S-400 e o cruzador Moskvá e o submarino Rostov-na-Donu atingiram o litoral da República Árabe da Síria.


23 dezembro 2015

Alto militar russo: sistemas da DAM dos EUA não poderiam aguentar ataque russo

O sistema da DAM que os norte-americanos atualmente possuem, segundo avaliações de especialistas, não pode repelir as ações da Força Estratégica de Mísseis da Rússia.


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O sistema da defesa antimíssil (DAM) que atualmente está em serviço nos EUA não pode repelir o ataque em massa da Força Estratégica de Mísseis da Rússia (RVSN, na sigla em russo), declarou o chefe da entidade militar o coronel-general Sergei Karakaev em uma coletiva.


RS-12 Topol M

"As avaliações de especialistas mostram que o sistema da defesa antimíssil instalada por suas capacidades de informação e de fogo não pode combater a aplicação em massa de capacidades da RVSN", disse.

O alto militar russo também fez lembrar que, segundo avaliações norte-americanas, "a integração de vários meios de aplicação e caraterísticas em uma nova sistema da DAM pode organizar um sistema da defesa multi-escalão que garantiria a ‘influência a alvos espaciais e aéreos’ em quaisquer pontos da trajetória de voo".

Segundo explicou, a declaração tem a ver com o processo de atingir mísseis e blocos militares de mísseis da RVSN.

"Para fazer isso, é planejado incluir na construção de meios da DAM modernos os complexos de armas de laser e cinéticos, complexos antimíssil e complexos de intercepção implantados na água, ar e espaço", divulgou.

Mas os planos de desenvolvimento próximo da RVSN já foram corretadas tendo em conta os tempos e escala de desenvolvimento dos sistemas da defesa dos EUA, sublinhou Karakaev.

A realização dos planos de longo prazo do desenvolvimento da RVSN e Forças Nucleares Estratégicas da Rússia prevê a aplicação de meios e métodos mais modernos e inovadores visando ultrapassar os esforços dos EUA, notou.

As Forças de Mísseis Estratégicos são o componente terrestre das Forças Estratégicas Nucleares da Rússia e se mantêm em permanente prontidão de combate, cumprindo uma missão de dissuasão nuclear. 


As RVSN têm em seus arsenais mísseis intercontinentais de classe pesada (RS-20V Voevoda ou Satanás, segundo a classificação ocidental) e de classe ligeira (RS-18 Stilet e RS12M2 Topol-M), assim como o novo míssil balístico intercontinental RS-24 Yars (SS-X-29 para a OTAN), que é uma versão modernizada do Topol-M, com o alcance de 11 mil quilômetros.



Marinha russa incorpora novo cargueiro porta-mísseis

A Marinha de Guerra da Rússia incorporou o cargueiro de armamentos Akademik Kovaliov, capaz de transportar até oito mísseis balísticos intercontinentais Bulava.


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"O novo navio foi entregue à Marinha em uma cerimônia realizada no estaleiro Zvezdochka de Severodvinsk", informou nesta sexta-feira o porta-voz do estaleiro, Eugeni Gladishev.


Cargueiro da classe Project 20180

O chefe de construções do estaleiro, Leonid Berezovski, revelou, por sua vez, que o navio pode transportar até oito mísseis balísticos R-30 Bulava.

"O navio tem quatro compartimentos para transportar dois mísseis intercontinentais em cada um deles", apontou.

O Akademik Kovaliov é o segundo navio especial do projeto 20180 construído no estaleiro Zvezdochka. O local está atualmente construindo mais duas embarcações desse tipo: o rebocador de salvamento marítimo Akademik Aleksandrov e o cargueiro de armamentos Akademik Makeev.

O capitão de corveta Roman Levin, comodoro do Akademik Kovaliov, comentou que esse novo barco é capaz de levar armamentos a qualquer parte do mundo.

"É um navio com casco reforçado pra navegar entre gelo e abastecer submarinos e navios da Marinha nos mares e oceanos mais distantes", afirmou o oficial.


Jornalista francês: Rússia fez EUA e Arábia Saudita reconhecerem sua posição na Síria

O site francês Atlantico publicou um artigo do jornalista Eric Verhaeghe onde ele declara que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não só conseguiu promover a estratégia russa no Oriente Médio, como também fez EUA e Arábia Saudita, finalmente, aceitarem o seu ponto de vista sobre a necessidade de se encontrar uma solução pacífica para a Síria.


Sputnik

Segundo Verhaeghe, os recentes acontecimentos sobre as negociações de paz na Síria falam por si. Ele lembra que Moscou diminuiu significativamente o poderio militar do Daesh (grupo terrorista também conhecido como Estado Islâmico) com seus ataques aéreos e tem desempenhado um papel de liderança na busca de uma solução pacífica para a crise síria, com a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.


Vladimir Putin durante coletiva de imprensa em 17 de dezembro
Vladimir Putin © Sputnik/ Ramil Sitdikov

O fato do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Moscou para falar sobre um acordo para a questão da Síria mostra, segundo o jornalista, o declínio da influência ocidental no Oriente Médio.

“Os EUA querem negociar enquanto a Rússia não mudou seu equilíbrio de poder, obtendo resultados ainda mais favoráveis”, escreveu Verhaeghe.

Desde o início de seus ataques aéreos contra o Daesh, destaca o artigo do Atlantico, a Rússia declarou abertamente que estava disposta a trabalhar em conjunto e coordenar seus esforços com a coalizão antiterrorista ocidental liderada pelos EUA.

Além disso, segundo o jornalista, independentemente do que dizem os meios de comunicação ocidentais, a Rússia sempre ressaltou que seu objetivo não era manter o presidente sírio, Bashar Assad, de qualquer forma. Ele argumenta que Moscou afirmava que não aceitaria a derrubada de um líder sírio legitimamente eleito, mas, se o povo da Síria eleger democraticamente um outro presidente, a Rússia, sem dúvida, respeitaria essa escolha.

Verhaeghe afirma que, atualmente, os EUA e a França não consideram mais a saída de Assad como condição prévia para a continuação do diálogo, embora ambos, Washington e Paris, dissessem o oposto apenas algumas semanas atrás. Esse é o poder da diplomacia russa, relata o autor em Atlantico.

O jornalista argumenta que a Rússia poderia, claro, lembrar que foram os EUA e a França que, inicialmente, armaram o Daesh, na esperança de que Assad fosse derrubado. Esta política imprudente, eventualmente, alimentou a besta que cresceu forte, tornou-se incontrolável e escapou da gaiola, afirma Verhaeghe. Mas, continua, o que aconteceu no passado não pode ser revertido e agora é hora de seguir em frente.

Sob tais circunstâncias na Síria, torna-se ainda mais evidente que a União Europeia é nada mais que um vassalo dos EUA, frisa o jornalista. Depois de Putin vencer no Oriente Médio, o bloco europeu votou a favor da extensão das “absurdas” sanções contra a Rússia para suavizar de algum modo o sentimento de perda política do Ocidente na Síria, diz Verhaeghe em Atlantico.


'Se Rússia tivesse bombardeado civis na Síria, já todo o mundo saberia disso'

A organização pelos direitos humanos Anistia Internacional divulgou na quarta-feira (23) um relatório sobre ações da aviação russa na Síria, no qual afirma que a Rússia alegadamente realiza ataques contra instalações civis. Moscou não confirma estas informações.


Sputnik

Comentando o relatório, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse:

“Não possuímos informações sobre a veracidade dos dados apresentados pela Anistia Internacional”, afirmou. “Sem dúvida, o Ministério da Defesa e outros departamentos correspondentes examinarão o conteúdo deste relatório”.


Bombardeiro russo Su-34 decola da base aérea russa de Hmeymim na Síria
Sukhoi Su-34 © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

Na opinião do senador, presidente do Comité da Defesa e Segurança do Conselho da Federação russo (câmara alta do parlamento da Rússia), Viktor Ozerov, o relatório é somente uma provocação.

“É mais uma provocação. Há quem não goste da forma como combatemos o terrorismo na Síria”, declarou Ozerov na quarta-feira (23).

Segundo o senador russo, os dados do relatório são “um disparate que não corresponde à realidade”.

“Há fatos do controle objetivo, que são transmitidos por todo o mundo, graças aos quais é possível verificar que estas declarações não correspondem à realidade”, afirmou o senador.

Representantes da oposição síria, países ocidentais, Turquia e países árabes afirmaram que, entre outras, a Rússia bombardeia instalações civis na Síria. Entretanto, nenhuma destas acusações foi provada.

“Se a aviação russa na verdade tivesse realizado ataques contra instalações civis já toda a comunidade internacional e não somente uma organização teria falado sobre isso, e não nos jornais mas no Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Ozerov.

O Ministério da Defesa russo chamou tais declarações de “desinformação consciente” e demonstra vídeos e imagens dos ataques russos provando que os bombardeamentos são realizados somente contra infraestruturas dos terroristas.



Lavrov: curdos têm direito de lutar com armas na mão

Na quarta-feira (23) o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que para regularizar a situação na Síria é importante juntar os esforços de todos que lutam contra o terrorismo.


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“É extremamente importante (para a regularização da situação na Síria) juntar as capacidades de todos que pretendem lutar contra o terrorismo”, afirmou o chanceler russo.


Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, durante um encontro com o copresidente do partido de Democracia dos Povos da Turquia, Salahaddin Demirtas, em Moscou, 23 de dezembro de 2015
Salahaddin Demirtas e Sergei Lavrov © Sputnik/ Aleksei Kudenko

Antes de dar início às negociações com Salahaddin Demirtas, copresidente do Partido de Democracia dos Povos da Turquia, Lavrov sublinhou que Moscou considera como direito inalienável dos cidadãos sírios e iraquianos lutar contra o terrorismo com armas na mão.

“Participando da operação antiterrorista na Síria a pedido do governo sírio, a Rússia está prestes a cooperar com os que lutam contra esta ameaça no terreno”, disse o chefe da diplomacia russa.

O chanceler russo afirmou que a deterioração das relações entre a Turquia e a Rússia não abrange os laços entre os povos.

“<…> as nossas relações no contexto daquela ação planejada pela liderança turca…não está ligada de qualquer modo às nossas relações com o povo turco”.

O copresidente do partido pró-curdo declarou que a Turquia não devia ter derrubado o bombardeiro russo.

“Declaramos de imediato como partido de oposição que não apoiamos a posição [do governo], que leva ao agravamento das relações com os nossos vizinhos. Declaramos de forma aberta e criticamos as ações do governo no que toca à derrubada do avião russo”, disse Demirtas.

Demirtas declarou que “é preciso encontrar uma solução para que não prejudiquemos os nossos povos”. O político turco afirmou que o seu partido dá grande importância às relações russo-turcas.

“<…> estamos tristes com o que aconteceu, com uma situação que fez as relações entre os dois países se agravarem”.

O bombardeiro Su-24 foi derrubado sobre a Síria em 24 de novembro por um míssil ar-ar disparado de um caça turco F-16 em resposta a uma suposta violação do espaço aéreo da Turquia. As autoridades de defesa russa e síria confirmaram que a aeronave nunca cruzou o limite da Síria.

Em resposta ao incidente, Moscou introduziu um conjunto de sanções contra Ancara. As medidas proíbem ou restringem as atividades das organizações turcas na Rússia e impedem que os empregadores russos contratem cidadãos turcos, medidas que deverão ter efeito a partir de 1 de janeiro de 2016.

Estado Islâmico conhece o ‘inferno’ em Homs, diz agência

Os bombardeios russos desta segunda-feira aconteceram próximos a Palmira, Al Quariatain e Maheen, enquanto os sírios se concentraram perto da recém-libertada aldeia de al-Hadath


Correio do Brasil, com Sputnik Brasil – de Beirute:

Os terroristas do grupo terrorista Estado Islâmico em Homs conheceram o “inferno” nesta segunda-feira, segundo publicou a agência iraniana FARS. O Exército sírio relatou que a aviação do país, em operações conjuntas com caças russos, realizou dezenas de ataques na região, especialmente na cidade de Maheen.


Os bombardeios russos desta segunda-feira aconteceram próximos a Palmira, Al Quariatain e Maheen
Os bombardeios russos desta segunda-feira aconteceram próximos a Palmira, Al Quariatain e Maheen

As autoridades militares sírias informaram que os aviões da Síria e da Rússia normalmente realizam ações separadamente. No entanto, em alguns casos as aeronaves dos dois países trabalham em uma mesma operação contra alvos terroristas.

Os bombardeios russos desta segunda-feira aconteceram próximos a Palmira, Al Quariatain e Maheen, enquanto os sírios se concentraram perto da recém-libertada aldeia de al-Hadath e na grande aldeia de Hawareen. Segundo o Exército leal a Damasco, muitos militantes terroristas morreram nos ataques, que também destruíram instalações, veículos e depósito de armas do EI.
Exército sírio

O exército sírio, apoiado pela Força Aeroespacial russa e militantes do Hezbollah, libertou praticamente todo o território no norte da província síria de Lataquia, tendo tomado o controle de mais de 10 fortificações estratégicas e eliminado dezenas de terroristas durante o fim de semana, informa a agência noticiosa Fars.

No domingo, o exército sírio libertou de jihadistas três pontos estratégicos: Rweiset Addou, Ketf al-Harami e Yaqouber, que ficam entre as regiões de Salma e Kobani.

Além disso, “o exército sírio e Forças de Defesa Nacional realizaram um ataque contra posições de militantes perto de vila de al-Kabir, tendo eliminado e ferido um grande número de militantes e retomado o controle da vila”, citou a agência o Exército sírio.

No dia precedente, as forças leais a Damasco obtiveram vitórias no que a Fars descreveu como batalhas violentas com os terroristas. Uma ofensiva de grande escala permitiu ao Exército sírio retomar 8 posições estratégicas e uma vila na província de Lataquia.

Durante a operação, foram destruídos equipamentos militares dos jihadistas e liquidados mais de 25 terroristas.


Resolução sobre a Síria

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução com um plano para estabelecer uma paz duradoura na Síria, confirmando que a visão russa da situação no país mergulhado na guerra tem sido correta, informa o jornal argelino L’Expression.

Moscou tem reiterado que o conflito na Síria não pode ser resolvido através da derrubada do presidente do país, Bashar Assad, e que o destino do país deve ser decidido pelo povo sírio. A resolução aprovada por unanimidade na última sexta-feira não prevê a saída de Assad como precondição para iniciar o processo de paz no país mas propõe prazos para o cessar-fogo e a realização de eleições democráticas.

O presidente russo Vladimir Putin, destaca o jornal, “lembrou à comunidade internacional que a Rússia é um país cuja posição deve ser tomada em consideração no tabuleiro de xadrez geopolítico. Ninguém pode transformar o planeta sem falar com a Rússia. Moscou quer pôr fim ao mundo unipolar”.

Segundo o L’Expression, a resolução do Conselho de Segurança da ONU fará com que a Arábia Saudita e a Turquia fiquem descontentes. Riad usa petrodólares e armas para se tornar um país-chave no Oriente Médio. É por isso que tenta enfraquecer qualquer país que não apoie as suas aspirações, inclusive o Irã.

– A Arábia Saudita utilizou somente 15 dos seus 400 aviões militares para realizar missões contra o Daesh na Síria. (Ao mesmo tempo), cerca de 100 aviões participam da campanha liderada pelos sauditas contra os houthis no Iêmen – destacou o jornal argelino. Riad está mobilizando o seu potencial militar contra os xiitas e não contra o EI ou a al-Qaeda.

Tendo em conta que a Arábia Saudita considera como ameaça os xiitas e não o Estado Islâmico, o país faz todos os possíveis para derrubar Assad, destaca a mídia. Entretanto, a operação antiterrorista russa na Síria veio criar obstáculos a este objetivo.

Riad, segundo o L’Expression, tem feito tudo para deter a Rússia na Síria. De acordo com informações não confirmadas, a Arábia Saudita ofereceu à Rússia 10 bilhões de dólares para parar a sua campanha aérea mas recebeu uma resposta negativa.

Também é pouco provável que a Turquia saúde a resolução mais recente do Conselho de Segurança da ONU. Algumas semanas antes foram divulgadas imagens de satélite que mostram os itinerários que militantes do Daesh usam para contrabandear petróleo para a Turquia. Informações recentes dizem que a Turquia também apoiou este grupo terrorista.


22 dezembro 2015

Exército recebe viaturas modernizadas do Projeto Astros 2020

Forças Terrestres

No dia 10 de dezembro, na sede do 6º Grupo de Mísseis e Foguetes (6º GMF), no Forte Santa Bárbara (Formosa/GO), foi entregue o primeiro lote com nove viaturas modernizadas do Projeto Estratégico ASTROS 2020.


Astros 2020 - 3

A entrega faz parte do projeto de modernização das viaturas MK-2 e MK-3, que terão o mesmo patamar das modernas e atuais MK-6, as novas Lançadoras Múltiplas Universais desenvolvidas pelo Projeto ASTROS e a empresa parceira AVIBRAS.

Foram entregues seis unidades da viatura lançadora múltipla universal (LMU) e três unidades da viatura remuniciadora (RMD).

O projeto básico de modernização das viaturas foi um trabalho conjunto do 6º GMF, de integrantes da Diretoria de Material do Comando Logístico, da equipe do Projeto ASTROS 2020 e da AVIBRAS.

De acordo com o Gerente do Projeto Estratégico ASTROS 2020, General de Brigada R/1 José Júlio Dias Barreto, a reformulação contempla 38 viaturas pertencentes ao 6º GMF que serão entregues em mais três lotes até 2018.

A modernização dessas viaturas representa uma autonomia financeira para o Exército, explicou o Presidente da AVIBRAS AEROESPACIAL, Sr Sami Hassuani. “A importância da parceria do Exército com a AVIBRAS está alicerçada em desenvolver um produto de alta tecnologia com o viés para a importação de um produto 100% nacional”, disse.

Estiveram presentes à cerimônia o Ministro da Defesa, Sr Aldo Rebelo; o Comandante o Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas; oficiais-generais do Alto-Comando do Exército; oficiais-generais da ativa e da reserva; Adidos Militares; o Presidente da AVIBRAS, Sr Sami Hassuani; autoridades civis e convidados.


13º RC Mec recebe viaturas blindadas Cascavel repotencializadas

Forças Terrestres

Pirassununga (SP) – No dia 8 de dezembro, o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado recebeu três viaturas blindadas Cascavel, repotencializadas no Arsenal de Guerra de São Paulo. Desta forma, a Unidade aumenta a sua mobilidade e potência de fogo, para melhor cumprir as grandes atividades que previstas para o ano de 2016.


13º RC Mec - 1


Alemanha compra mais 131 Boxers por €476 milhões

O Bundeswehr alemão fechou contrato com a Rheinmetall e Krauss-Maffei Wegmann para fornecer 131 veículos de combate blindados Boxer no valor de € 476 milhões.


Forças Terrestres

Em nome da Agência Federal da Alemanha de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Suporte em serviço do Bundeswehr, a agência de compras internacionais Occar fez uma encomenda à Artec GmbH – uma joint venture da Rheinmetall e KMW – para fornecer um lote adicional de 131 Boxers configurados para blindado de transporte de pessoal. A entrega é programada para ocorrer durante o período de 2017-2020.


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Em 2006, a Artec recebeu um pedido inicial de 272 veículos Boxer para o Bundeswehr, o último dos quais será transferido para as forças armadas alemãs em março de 2016. O contrato abrange as versões de comando e controle, evacuação aeromédica e veículos de formação de condutores bem como APCs capazes de transportar um esquadrão completo de infantaria.

A Holanda é também um parceiro no programa Boxer, tendo encomendado um total de 200 veículos, incluindo neste caso uma configuração de engenharia de combate e uma versão adicional de transporte.

Graças à sua blindagem de material compostos, o Boxer é um dos veículos táticos do mundo 8×8 mais bem protegidos. Este veículo blindado sobre rodas garante excelente proteção contra minas terrestres, artefatos explosivos improvisados ​​e fogo balístico, juntamente com excelente mobilidade dentro e fora de estrada, mesmo em terrenos mais difíceis.

Propulsado por um motor turbo diesel MTU de 530 kW (720 HP) , o Boxer – com peso de até 36,5 toneladas, com uma carga de combate completa – alcança uma velocidade máxima de 103 km/h.

Dispondo de módulos de unidade e de missões separados, o conceito de design do Boxer garante máxima flexibilidade e versatilidade. Na configuração APC seção/esquadrão, o Boxer serve como uma “nave-mãe” para até dez soldados. É equipado com uma estação de arma leve FLW 200 operado remotamente com um lançador de granadas automático de 40 milímetros ou metralhadora pesada de 12,7 milímetros.

A experiência operacional no Afeganistão deixa claro que o Boxer aumenta significativamente a sustentação e a mobilidade no campo de batalha de uma seção de infantaria ou esquadrão. O desempenho positivo do Boxer em operações expedicionárias foi um poderoso fator na decisão do governo alemão de fazer uma nova encomenda.



‘Artful’, terceiro submarino classe Astute é recebido formalmente pela Royal Navy

O terceiro dos novos submarinos de ataque da classe “Astute”, Artful, foi oficialmente entregue à Marinha Real britânica.


Poder Naval

Até agora o submarino era de propriedade do Defence Equipment and Support (DE&S), órgão do MoD responsável pela aquisição e suporte de equipamento para as Forças Armadas.

Submarino nuclear classe Astute
Submarino nuclear classe Astute

O Artful é um dos sete submarinos da classe “Astute” sendo construído para a Marinha Real pela BAE Systems Marine Services em Barrow-in-Furness, Cumbria, que estão substituindo progressivamente os submarinos da classe Trafalgar. Os submarinos HMS Astute, HMS Ambush, e agora o Artful, são os primeiros da classe.

Os próximos dois submarinos, Audacious e Anson, estão atualmente sendo construídos em Barrow, e serão seguidos pelo Agamenon e o sétimo submarino, ainda sem nome.


SecDef dos EUA ordenou o limite de 40 LCS e seleção de um único estaleiro

Poder Naval

O Secretário de Defesa do Estados Unidos Ash Carter ordenou à Marinha para reduzir sua compra total de Littoral Combat Ships (LCS) em 40 unidades (dos 52 planejados) e selecionar uma única empresa de construção naval e design para a classe como parte de seu orçamento do ano fiscal 2017, de acordo com um memorando obtido pelo USNI News.




A diretiva para reduzir o total previsto de LCS e dirigir as economias para outros programas foi incluída em carta de Carter ao Secretário da Marinha Ray Mabus.

O novo plano exigiria a construção de apenas seis LCS entre os anos fiscais 2017-2020 – oito unidades a menos do que a Marinha apresentou em seu plano de 2017 – e direciona a Marinha para selecionar um único estaleiro e um único tipo de casco em 2019.

Problemas com o Remote Minehunting System

Na semana passada foi noticiado que o sistema remoto de varredura de minas projetado para os LCS não foi aprovado nos últimos testes.

O Remote Minehunting System da Lockheed Martin, que custou US$ 700 milhões de dólares, deverá passar por ajustes até ser submetido à nova bateria de testes em 2016.


França dispara primeiro na batalha pelos submarinos australianos

França ampliou a batalha pelo contrato de submarinos de US$ 20 bilhões reivindicando que seu submarino é mais mortal do que o do Japão.


Poder Naval

Os submarinos certamente serão discutidos quando Malcolm Turnbull atender seu homólogo japonês, Shinzo Abe, em Tóquio, com o Japão fazendo de tudo para ser escolhido à frente da França e da Alemanha para construir os novos submarinos na Austrália.


Shortfin Barracuda
Desenho do submarino Shortfin Barracuda da DCNS

Mas a fabricante francesa de submarinos DCNS disparou um raro torpedo público na proposta japonesa, argumentando que o submarino francês proposto para a Austrália, o Shortfin Barracuda, seria mais letal do que qualquer coisa na região, o que inclui os submarinos da classe Soryu do Japão.

O presidente-executivo da DCNS Austrália Sean Costello disse que a propulsão “pump jet” do Barracuda, em vez de hélices, lhe proporciona uma grande vantagem tática sobre outros submarinos na região.

“Em um confronto entre dois submarinos idênticos, o dotado de “pump jet” tem sempre a vantagem tática, ” disse o Sr. Costello. “Os australianos não devem assumir que todos os submarinos são praticamente os mesmos -. Há diferenças críticas e o processo competitivo de avaliação do governo australiano irá determiná-los”.

A propulsão “pump jet”, que visa reduzir o ruído e tornar o submarino mais difícil de detectar, é usada pelos submarinos nucleares americanos da classe Virginia. A DCNS afirma que irá fornecer o Shortfin Barracuda com uma “velocidade tática silenciosa” mais elevada e maior capacidade de manobra, em comparação com os submarinos japoneses e alemães propostos que têm hélices.

O Shortfin Barracuda, que ainda não foi construído, é essencialmente uma versão convencional de 4.000 toneladas dos novos submarinos de propulsão nuclear classe Barracuda que estão sendo construídos no estaleiro da DCNS em Cherbourg.

A visita do primeiro-ministro ao Japão segue-se às visitas à França e à Alemanha depois de de receber pessoalmente representantes dos três países que procuram ganhar a licitação para construir pelo menos oito novos submarinos para substituir a envelhecida frota da classe Collins da Marinha.

O Japão diz que quer que a Austrália escolha o seu próprio submarino – uma versão de longo alcance do seu Soryu – para fortalecer a três vias da parceria estratégica no oeste do Pacífico entre o Japão, a Austrália e os EUA em um momento de uma China em ascensão.

classe Soryu - foto JMSDF - Marinha do Japão
Submarino classe Soryu – foto JMSDF – Marinha do Japão

Os três candidatos para o projeto do submarino vão continuar a pressionar o governo australiano, apesar do fato de que cada um já apresentou a sua proposta final à Defesa e devem agora esperar o processo de avaliação, o que pode levar até seis meses.Espera-se que o governo use seu livro branco de defesa devido no ano novo para revelar o número de submarinos requeridos e os planos para escolher o vencedor da concorrência, antes da próxima eleição federal.

Temendo uma reação do eleitor, o governo provavelmente exigirá que a maioria, se não todos, dos novos submarinos seja construída na Austrália, uma posição que o Partido Trabalhista apoia.

Um painel de peritos independentes, incluindo Don Winter, um ex-secretário da Marinha dos EUA, irá supervisionar o processo de avaliação para garantir que cada um dos três licitantes seja tratado de forma justa.



Ataque do Estado Islâmico contra escola na Síria mata alunos

Pelo menos nove estudantes morreram em ataque com foguetes.
Governo condenou 'ação terrorista' em Deir Ezzor, no leste do país.


France Presse

Nove alunos morreram nesta terça-feira em um ataque com foguetes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) contra uma escola da cidade de Deir Ezzor, leste da Síria, anunciou a agência de notícias oficial síria.



O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) anunciou o mesmo balanço de vítimas fatais e informou que o ataque também deixou 20 feridos, em sua maioria alunos, no bairro de Hrabech, controlado pelo regime.

"É provável que o balanço piore porque alguns feridos estão em condição grave", afirmou à AFP o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman.

Damasco condenou "um ataque terrorista" e o primeiro-ministro Wael al-Halaqi afirmou que os "foguetes dos terroristas" não impedirão que o governo realize sua "missão educativa".

Desde 2013, os combatentes do EI controlam quase toda a província petroleira de Deir Ezzor, apesar de metade da capital permanecer sob poder das forças do governo.

A província sofreu vários bombardeios da coalizão internacional antijihadista liderada por Washington e ataques da Rússia, que apontam contra as atividades petroleiras do EI.

Ao mesmo tempo, pelo menos 20 bombardeios, provavelmente russos, atingiram várias cidades da província de Latakia (oeste), reduto do presidente Bashar al-Assad, segundo o OSDH, uma ONG com sede no Reino Unido e que tem uma ampla rede de contatos na Síria.

Na mesma província também aconteceram combates entre as tropas do regime e rebeldes islamitas, que deixaram mortos dos dois lados.

Na região de Aleppo (norte), "cinco pessoas morreram e dezena ficaram feridas em bombardeios na localidade de Al-Bab durante as últimas 24 horas", informou o OSDH.

A guerra da Síria deixou mais de 250.000 mortos em quase cinco anos e provocou a fuga de milhões de pessoas.

20 dezembro 2015

Foguetes Katyusha lançados do Líbano atingem o norte de Israel

Pelo menos três foguetes foram disparados a partir do Líbano contra o norte de Israel, segundo confirmou o exército israelense neste domingo (20).


Sputnik

Sirenes de alarme contra ataques aéreos soaram nas comunidades em toda a Galileia Ocidental no norte do país, às 17h42 no horário local. Não há relatos de mortos, feridos ou danos materiais.


Bandeira israelense perto de assentamentos judaicos na Cisjordânia
© AP Photo/ Bernat Armangue

Fontes libanesas disseram à AFP que "dois foguetes Katyusha foram disparados a partir de uma aldeia libanesa a cinco quilômetros da fronteira com Israel".

Tropas das Forças de Defesa de Israel estão vasculhando a região.

No sábado (19) à noite, um dos líderes do grupo libanês Hazbollah, Samir Qantar, foi morto durante uma ataque aéreo de Israel em Damasco, na Síria, de acordo com a organização e o governo sírio.


Exército sírio retoma controle do sul de Aleppo

O Exército sírio, apoiado por forças das milícias populares, libertou uma aldeia no sul de Aleppo e seus arredores. Os terroristas sofreram numerosas perdas.


Sputnik

De acordo com a agência de notícias síria SANA, Khan Tuman está localizada a sul de Aleppo. É cercada por áreas agrícolas, que também foram limpas de militantes.

Moradores de Aleppo em uma das ruas da cidade
© Sputnik/ Mikhail Voskresensky

"Durante a operação, o exército sírio tomou o controle total da aldeia de Karasy e da área de armazenagem nas proximidades. Em seguida, foi lançada uma ofensiva na aldeia de Khan Tuman", uma disse fonte militar à SANA.

A guerra civil na Síria dura desde 2011 e já causou a morte de mais de 230 mil pessoas, segundo os dados da ONU. O governo sírio luta contra vários grupos rebeldes e organizações militares, incluindo a Frente al-Nusra e o grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).

Desde 30 de setembro, após um pedido oficial de Damasco, caças russos fazem operações diárias contra alvos das facções extremistas na Síria.


Explosão ocorre perto da Universidade Estatal de Damasco. Há vítimas

Explosão ocorre perto da Universidade Estatal de Damasco. Há vítimas


Sputnik

Explosão ocorre perto da Faculdade de Medicina da Universidade Estatal de Damasco. Há vítimas, segundo testemunhas oculares.


Ações militares perto de Damasco
© Sputnik/ Michael Alaeddin

Segundo o correspondente do RT, a bomba visava um ônibus onde seguiam militares do exército sírio.

De acordo com a agência RIA Novosti, cerca de dez militares do exército sírio ficaram feridos.​

«A bomba foi ativada quando o ônibus estava virando para a rodovia Mezze, perto da faculdade da Medicina da Universidade Estatal de Damasco», disse o testemunha à RIA Novosti.

Segundo o funcionário do Crescente Vermelho, 10 militares foram hospitalizados, há pessoas gravemente feridas.

O tráfego rodoviário em direção ao centro da cidade está praticamente paralisado, o local da explosão foi circunscrito por militares.


Israel ataca Damasco, na Síria, autoridades israelenses não confirmam

A Força Aérea israelense destruiu um prédio residencial no distrito de Jaramana, na capital síria, matando Samir Kuntar, um membro sênior do Hezbollah e da Frente pela Libertação da Palestina, anunciou o movimento libanês.


Sputnik

De acordo com outros relatos, o ataque foi lançado por um grupo terrorista não identificado.


Link permanente da imagem incorporada

O ataque aéreo teria ocorrido na tarde de sábado (19).

A mídia local comunica que o ataque aéreo deixou um número indeterminado de civis mortos.

Kuntar, um druso libanês, passou quase três décadas em uma prisão israelense após um ataque da Frente pela Libertação Palestina, que custou a vida de quatro israelenses, incluindo uma menina de quatro anos de idade. O líder dos militantes foi liberado em 2008 no âmbito de uma troca de prisioneiros entre Israel e o Hezbollah.

Israel não confirmou, nem negou o seu envolvimento no ataque, mas saudou a morte de Kuntar.

«É bom que pessoas como Samir Kuntar já não façam parte deste mundo», disse o major-general Yoav Galant, membro do gabinete dos ministros israelense, não respondendo à pergunta sobre o envolvimento de Israel no ataque.

Outras entidades oficiais também se recusaram a responder.


Putin: Rússia vai aperfeiçoar armas nucleares como fator de segurança

Rússia considera a modernização das suas armas nucleares como um fator de dissuasão e segurança, disse o presidente russo, Vladimir Putin, em um documentário exibido domingo.


Sputnik

As armas nucleares táticas dos EUA na Europa representam uma maior ameaça para a Rússia do que as da Rússia para os Estados Unidos, disse Vladimir Putin no documentário exibido no canal de televisão Rossiya.


17 de dezembro, 2015. O presidente russo Vladimir Putin está realizando a grande coletiva anual no Centro de comércio internacional em Moscou
Vladimir Putin © Sputnik/ Grigory Sysoyev

"Os Estados Unidos têm instalado as suas armas nucleares na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, depois de se tornarem uma potência nuclear. Neste momento, os americanos estão atualizando as suas armas nucleares na Europa."

"Isso é uma coisa perigosa, claro. Porquê? Porque as nossas armas táticas não alcançam o território dos EUA, enquanto as armas nucleares americanas na Europa podem alcançar o nosso, o que as torna estratégicas e representa um risco maior para nós do que os nossos mísseis estratégicos representam para a América," acrescentou Putin.

"A tríade nuclear é a base da nossa política de segurança nuclear, mas nós nunca brandimos e nunca vamos brandir esse bastão nuclear, embora seja um elemento importante da nossa doutrina militar".

Putin disse que espera que não haja uma nova guerra mundial, uma vez que esta resultaria em uma catástrofe em escala global.

"Eu quero acreditar que não há nenhum louco na Terra que decida usar armas nucleares", acrescentou Putin.



17 dezembro 2015

Operação na Síria aumenta interesse por armas russas

As armas russas, após o início da operação militar na Síria, geram cada vez mais interesse, declarou nesta segunda-feira o assessor do presidente russo para cooperação técnica e militar, Vladimir Kozhin.


Sputnik

"A maioria dos sistemas que mostramos geraram uma grande onda de interesse", afirmou Kozhin.


Caça russo Sukhoi Su-34
Sukhoi Su-34 © Sputnik/ Vladimir Astapkovich

O assessor declarou também que a Rússia não fornece armas do Exército Livre Sírio, ainda que haja cooperação com o grupo de oposição ao governo do Presidente Bashar Assad.

Kozhin disse ainda que a Rússia enviará os sistemas S-300 ao Irã em 2016. Teerã, segundo o assessor, vem cumprindo com o compromisso nos pagamentos antecipados, conforme previsto em contrato.

Segundo o assessor, a Rússia defende na Síria não apenas seus interesses nacionais, mas os do mundo inteiro.

"Atualmente, vivemos enfrentando a realidade de um grande caos no Oriente Médio, com a consequência de uma série de revoluções de cores de todos os tons e variações; na Síria ocorre uma guerra real prolongada, e a Rússia defende, em sua essência, não simplesmente seus interesses nacionais, mas os interesses do mundo inteiro, os interessas da civilização."

A Rússia vem executando operações aéreas antiterrorismo contra o Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) e outros grupos na Síria desde 3 de setembro, quando o presidente sírio, Bashar Assad, pediu ajuda russa.

Ao mesmo tempo, uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos realiza ataques aéreos na Síria e no Iraque desde 2014 contra o Daesh. As operações em território sírio não foram autorizadas pela ONU nem são coordenadas com Damasco.


Rebeldes sírios criam nova união em conexão com sucessos do exército sírio

Os grupos armados que atuam na região de Guta Oriental, nos arredores de Damasco, anunciaram nesta terça-feira (15) a criação de uma nova união de militantes, chamada Novo Posto Operacional, para fazer frente aos avanços do exército sírio.


Sputnik

A Sputnik obteve esta informação de fontes bem informadas, que especificaram que a nova estratégia dos militantes tem a ver com liberação do aeródromo militar de Marj al-Sultan.


Milícias sírias

Lembramos que o exército da Síria, apoiado por destacamentos da milícia popular, retomou o controle deste aeródromo, nos arredores de Damasco, liquidando dezenas de militantes.

“A nova união conta com os grupos Jaysh al-Islam, Frente al-Nusra, Ahrar al-Sham e outros. O posto operacional é chefiado por Abu Khalid Islam e Abu Busam al-Barra”, divulgaram as fontes.


Mais cedo, fontes na milícia popular síria divulgaram à agência noticiosa russa RIA Novosti que o exército e a milícia conseguiram criar uma zona segura à volta do aeródromo e que as tropas começaram a desminagem do território.

A base militar aérea de Marj al-Sultan está localizada perto da cidade-satélite de Duma, a 18 km da fronteira síria. O local era um dos pontos cruciais para os terroristas do Jaysh al-Islam.


Rússia anuncia que já destruiu 1.200 caminhões de petróleo ilegal na Síria

O Estado-Maior russo anunciou nesta terça-feira (15) que desde 30 de setembro, o grupo da aviação russa na Síria já destruiu 1.200 caminhões de combustível que transportavam petróleo ilegal do Daesh, grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico (também conhecido como ISIS ou ISIL).


Sputnik

"Desde o início da operação, as aeronaves russas destruíram mais de 1.200 desses caminhões", disse o tenente-general Sergei Rudskoy, chefe do Diretório Operacional Principal do Estado Maior Geral das Forças Armadas russas, em um comunicado.


Caminhões do petróleo, que, segundo o Ministério de Defesa da Rússia, estão sendo utilizados por militantes do Daesh, são atingidos por ataques aéreos realizados pela Força Aérea da Rússia, em um local desconhecido na Síria, nesta imagem tomada de um vídeo divulgado pela pasta de Defesa da Rússia em 18 de novembro
© REUTERS/ Russian Defence Ministry

"Os ataques aéreos russos continuam a concentrar-se em destruir fontes de receita ilegal para os terroristas na Síria", acrescentou o oficial.

Segundo ele, seis campos petrolíferos ilegais controlados pelos jihadistas, bem como sete colunas de caminhões de combustível que transportavam produtos petrolíferos foram destruídos nos últimos três dias.

"Ao longo das últimas semanas, a intensidade dos ataques [russos] contra alvos do Daesh e outros grupos terroristas foi aumentada. A aviação russa continuou a dar prioridade a minar as fontes de renda dos terroristas na Síria", declarou.
No início de dezembro, o Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens de satélite mostrando caminhões de petróleo concentrados na fronteira turco-síria como evidência do contrabando ilegal de petróleo da Síria para a Turquia.

O vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov, acusou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e sua família de envolvimento direto no comércio de petróleo ilícito realizado pelo Daesh.


15 dezembro 2015

Rosoboronexport: novo tanque russo Т-90МS é o melhor do mercado global (vídeo)

O vice-diretor geral da estatal russa Rosoboronexport (filial da corporação Rostec e a maior exportadora de armas e equipamentos militares do país), Sergei Goreslavsky, revelou em entrevista à Sputnik que as características técnicas do novo tanque russo T-90MS fazem dele o melhor tanque do mercado mundial da atualidade.


Sputnik

Goreslavsky está liderando uma delegação mista da corporação Rostec e da Rosoboronexport na feira militar Gulf Defence & Aerospace-2015, no Kuwait.


 T-90MS
T-90MS © Foto: army-news.ru

"O novo tanque T-90MS foi apresentado diversas vezes em feiras internacionais, incluindo a maior feira regional IDEX, em Abu Dhabi. Temos a certeza de que pelo conjunto de seus indicadores e pelo critério "eficiência-preço" o T-90MS, que está no topo do desenvolvimento da família T-72/T-90, é o melhor tanque oferecido hoje no mercado internacional de armamentos" – disse o vice-diretor respondendo à pergunta sobre o interesse que o tanque representa para os países do Oriente Médio.


Nas palavras de Goreslavsky, a Rosoboronexport está ativamente empenhada na divulgação desse novo modelo de tanque, que já despertou o interesse de muitos países árabes.

O T-90MS é a mais nova versão para exportação do tanque T-90 e utiliza os mesmos tipos de armamento. Além disso o novo modelo inclui projéteis de fragmentação remotamente controlada, proporcionando um combate mais eficaz contra alvos vivos.

O T-90 entrou ao serviço do Exército russo em 1993, sendo uma continuação do desenvolvimento do T-72. T-90 é considerado um dos 10 melhores tanques do mundo. Atualmente ele é o principal tanque de guerra de maior sucesso comercial no mercado global.

Os maiores clientes são a Argélia (305), o Azerbaijão (114), o Turquemenistão (40) e Venezuela (50 ~ 100). O maior destino de exportação é a Índia, que obteve 620 tanques para montagem local e planeja produzir 1.000 tanques localmente.

A principal arma do tanque, um canhão 2A46M, tem capacidade para disparar mísseis guiados antitanque Refleks, o que lhe permite atingir alvos a mais de 4.000 metros.




EUA agradecem à Rússia por cooperação na Síria

Rússia e Estados Unidos podem fazer uma diferença significativa na Síria, afirmou nesta terça-feira o secretário de Estado americano, John Kerry.


Sputnik

O secretário falou durante um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou.


O presidente russo, Vladimir Putin, encontra John Kerry, secretário de Estado americano
John Kerry e Vladimir Putin © Sputnik/ Sergey Guneev

"Com relação à Síria, Viena-1 e Viena-2 foram um ótimo começo, criando possibilidades, e acredito que não há dúvida de que o ministro de Relações Exteriores (Sergei) Lavrov e eu concordamos que Estados Unidos e Rússia têm capacidade de fazer uma diferença significativa aqui", declarou Kerry.

O secretário também agradeceu publicamente ao Presidente Putin pela cooperação.

"Senhor presidente, muito obrigado por sua hospitalidade, por sua equipe liderada pelo chanceler Sergei Lavrov estar sempre à disposição e, sobre nossos esforços, eles são realmente conjuntos e se baseiam na cooperação, pela qual estamos muito agradecidos", declarou.

Durante a primeira rodada de conversas sobre uma solução para a crise Síria, em Viena, mediadores internacionais trabalharam na formação de um plano de nove itens para encerrar o conflito. O documento previa a definição de uma unidade nacional, a necessidade de derrotar grupos extremistas e a prestação de assistência a refugiados.

Na segunda rodada de conversas, os mediadores concordaram em manter o acordo de Genebra 2012 sobre encontrar uma solução política para o conflito na Síria e estabeleceram um prazo de seis meses para que a Síria formasse uma unidade interina de governo e marcasse eleições dentro de 18 meses.



Em Moscou, Kerry tenta aplacar diferenças sobre Síria

Secretário de Estado americano se encontra com chanceler russo e tem reunião marcada com Putin em busca de 'terreno comum'


O Globo
com agências internacionais

MOSCOU — O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou nesta terça-feira que queria aproveitar uma visita a Moscou para conseguir um "progresso real" que reduza as diferenças com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a maneira de acabar com o conflito na Síria.


Secretário de Estado americano, John Kerry, cumprimenta chanceler russo, Sergei Lavrov, em encontro em Moscou: ‘Espero conseguir um progresso real’ - MAXIM ZMEYEV / REUTERS

Kerry está preparando o terreno para uma terceira rodada de negociações entre as potências mundiais sobre a Síria, mas não está claro se a reunião em Nova York marcada para sexta-feira será realizada.

Rússia e os Estados Unidos não chegaram a um acordo sobre o papel do presidente sírio, Bashar al-Assad, em uma eventual transição política e se grupos rebeldes devem fazer parte das negociações.

— Espero conseguir um progresso real — disse Kerry no início de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. — Eu acho que o mundo se beneficia quando as nações poderosas com uma longa história juntas têm a capacidade de encontrar um terreno comum.

Kerry, que se encontrará com Putin na terça-feira, acrescentou a Lavrov:

— Mesmo quando tivemos diferenças temos sido capazes de trabalhar de forma eficaz em questões específicas.

A Rússia, um dos mais aliados mais fiéis de Assad, lançou uma ofensiva aérea que diz ter como alvo militantes do Estado Islâmico, mas que também dá apoio às forças de Assad. O Kremlin afirma que o povo sírio deve decidir o destino político de Assad e não as forças externas.


Arábia Saudita anuncia 'aliança militar islâmica' com mais de 30 países para combater terrorismo

Além de países do Oriente Médio, nova coalizão conta com membros da África e da Ásia; Síria, Iraque e Irã, rival regional da Arábia Saudita, ficaram de fora


OperaMundi

A Arábia Saudita anunciou nesta terça-feira (15/12) a formação de uma “aliança militar islâmica” com 34 países para combater o terrorismo, em especial o grupo extremista Estado Islâmico. Além de países do Oriente Médio, a aliança conta com membros da África e da Ásia.


Militares sauditas durante desfile | Arquivo Agência Efe

"O objetivo da aliança islâmica é proteger seus integrantes dos males de todos os grupos armados e organizações terroristas, seja qual for sua doutrina e título que ampliaram os massacres e a corrupção no mundo e foram criadas para aterrorizar os inocentes", informou a agência saudita de notícias SPA.

As operações serão coordenadas desde Riad, capital da Arábia Saudita, em conjunto com as potências mundiais e organizações internacionais, informaram autoridades sauditas. O ministro da Defesa do país e príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, explicou que o combate não se dará apenas do ponto de vista militar, mas também “ideológico e midiático”.

Segundo Salman, a formação da aliança se deu pelo “interesse do mundo muçulmano em repelir esse mal que prejudicou primeiro o islã, antes de toda a comunidade internacional”.

Os sauditas, que já lideram uma coalizão de países árabes contra xiitas houthis no Iêmen, também integram a coalizão internacional de países liderada pelos EUA que luta contra o EI no Iraque e na Síria, porém têm participação limitada.

Além da Arábia Saudita, a nova aliança é composta por Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Bahrein, Bangladesh, Benin, Turquia, Chade, Togo, Tunísia, Djibuti, Senegal, Sudão, Serra Leoa, Somália, Gabão, Guiné, Palestina, Ilhas Comores, Catar, Costa do Marfim, Kuwait, Líbano, Líbia, Maldivas, Mali, Malásia, Egito, Palestina, Marrocos, Mauritânia, Nigéria, Níger e Iêmen. Outros dez países de maioria muçulmana, como Indonésia, apoiam a coalizão, mas devem cumprir com algumas exigências para se tornarem membros.

Segundo o ministro, as ações serão conduzidas no Iraque, Síria, Líbia, Egito e Afeganistão, “nações que sofrem com um vácuo de poder político que tem permitido a proliferação de grupos extremistas como o EI”. Síria e Iraque, além do Irã, ficaram de fora da nova coalizão.



Países emergentes exportam cada vez mais armas

Um estudo internacional revela que os países emergentes vendem cada vez armas no mercado internacional. Mesmo se as nações ocidentais ainda liderem o ranking, cada vez mais contratos são assinados com fornecedores da Rússia, Brasil, Coreia do Sul, Índia e Turquia.


RFI

Segundo o relatório anual publicado pelo Instituto internacional de pesquisas sobre a paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês) o comércio legal de armas movimentou US$ 400 bilhões em 2014. No entanto, o documento constata que o ano foi marcado por uma queda de 3,2% nos contratos assinados com os países ocidentais (Estados Unidos e Europa), que tradicionalmente representam 80% do mercado. Esse é o quarto ano consecutivo que os 100 principais fabricantes de armas do planeta registram uma baixa em seu faturamento.


media
Vladimir Putin visita fábrica de armas na Rússia | REUTERS/Alexei Nikolskyi/Sputnik/Kremlin

A principal surpresa do estudo foi o aumento nas vendas dos fornecedores vindos dos países emergentes. O exemplo mais flagrante é o da Rússia, líder do grupo que, sozinha, registrou uma alta de 50% no ano passado, apesar das sanções internacionais impostas contra Moscou após a anexação da Crimeia em 2014, que não parecem tem impedido a assinatura de contratos.

Ouralvagonzavod, holding russa que reúne 30 empresas do setor e emprega 70 mil pessoas, registrou um faturamento de US$ 1,4 bilhões de dólares em 2014, um salto de quase 50% com relação ao ano anterior. Mas Anatoli Issaïkine, diretor da agência Rosoboronexport, responsável pelas exportações de equipamentos militares na Rússia, disse recentemente que as vendas de armas do país devem permanecer estáveis nos próximos três anos.

Brasil, Índia, Turquia e Coreia do Sul entre os 100 maiores do mundo

Além da Rússia, outros países emergentes se destacaram no ranking, com 12 empresas integrando a lista das 100 maiores do mundo. Brasil, Coreia do Sul, Turquia e Índia despontam no estudo da Sipri, mesmo se ainda representem apenas 3,7% do mercado. As nações desse grupo registraram, juntas, uma alta de 25% nas vendas de armas no mundo.

A China ficou fora do ranking da Sipri, devido à “falta de dados permitindo estimativas aceitáveis”, informou o instituto sueco. Mas um estudo divulgado pela mesma entidade no início do ano havia classificado os chineses como 3º maior exportador de armas, à frente da França.



Cessar-fogo entra em vigor no Iêmen na véspera de negociações de paz

Um cessar-fogo entrará em vigor nesta segunda-feira (14) à meia-noite no Iêmen, 19h em Brasília, na véspera das negociações de paz na Suíça entre o governo e os rebeldes. "Esperamos que os milicianos o respeitem desta vez", declarou Muin Abdelmalak, membro da delegação governamental que participará destas negociações de paz, mediadas pela ONU.


RFI

Abdelmalak se referia aos rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irã e em guerra contra as forças leais ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi. Este, por sua vez, conta com o apoio militar de uma coalizão de países árabes sunitas, dirigida pela Arábia Saudita, que desde março bombardeia os insurgentes xiitas.


media
REUTERS/Khaled Abdullah

A duração do cessar-fogo será de sete dias, eventualmente renováveis, indicou a presidência iemenita no dia 8 de dezembro.

À espera da trégua, os combates prosseguiam. Nesta segunda-feira, noticiou-se a morte de dois oficiais da coalizão árabe, um dos Emirados e outro saudita, este último à frente das forças de seu país em Áden (sul).


Desde março, a guerra do Iêmen deixou 6.000 mortos e 28.000 feridos, entre eles muitos civis.

Os rebeldes huthis, aliados a unidades militares que continuam sendo fiéis ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, se apoderaram desde julho de 2014 de muitas províncias do Iêmen, entre elas a capital Sanaa e várias do noroeste, do oeste e do centro, que mantêm sob seu controle.

Em sua contraofensiva, o exército regular reconquistou no último verão cinco províncias do sul, entre elas a de Áden, proclamada capital provisória do Iêmen pelas autoridades. Em meio ao caos criado, os jihadistas do Estado Islâmico aproveitaram para avançar e, desde a primavera, reivindicaram atentados espetaculares contra mesquitas frequentadas por xiitas. Também atacaram as forças do governo e da coalizão árabe.

Transição pacífica

Em um clima de grande desconfiança entre as partes, as negociações previstas para terça-feira em um local secreto da Suíça buscam propiciar "um cessar-fogo permanente e total, uma melhora da situação humanitária e o retorno a uma transição política pacífica e ordenada", nas palavras do mediador da ONU Ismail Ould Cheikh Ahmed.

Segundo uma fonte da ONU, as partes falarão, entre outras coisas, de um plano de aplicação da resolução 2216 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essa resolução exige a retirada dos rebeldes e dos seus aliados e também das milícias, das zonas conquistadas desde 2014, assim como a restituição das armas pesadas ao Estado.


Cresce venda de armas de guerra russas

Relatório aponta que fabricantes de armamentos da Rússia registraram aumento de quase 50% na receita em apenas um ano. Empresas de EUA e Europa, porém, ainda dominam os negócios.


Matthias von Hein | Deutsch Welle

Conflitos dominam as manchetes: seja na Síria ou no Iraque, na Ucrânia ou no Mar da China Meridional – para mencionar apenas alguns exemplos. Por esse motivo, a constatação de que os gastos militares caem pelo quarto ano consecutivo é um dos resultados mais surpreendentes do novo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) sobre as cem principais empresas de defesa e armamentos, divulgado nesta segunda-feira (14/12).




A diminuição, no entanto, é pouco acentuada: segundo o Sipri, em 2014, a soma das receitas de todas as cem principais empresas produtoras de armas em todo o mundo foi de 401 bilhões de dólares. Isso significa uma queda de 1,5% em relação a 2013. Outra constatação foi que o peso do comércio mundial de armamentos continua a pender para o lado da Rússia.

"Os fabricantes de armamentos russos registraram um enorme aumento de vendas. De 2013 a 2014, as firmas russas que estão na lista das cem principais empresas aumentaram as suas receitas em quase 50%. Atualmente, 19 fabricantes russos fazem parte dessa lista. Em 2013, eram somente dez", explica Peter Wezemann, que trabalhou no relatório do Sipri.

EUA dominam mercado

Esse aumento, porém, não deve obstruir a visão: com uma parcela de mercado de mais de 80%, fabricantes de armas dos EUA e Europa ainda dominam os negócios. Somente os EUA possuem 38 empresas de armamentos entre as top 100, cujas vendas perfazem mais da metade da receita das citadas na lista, ou seja, 54,4%.



Outra coisa que chama a atenção no relatório deste ano em relação ao do ano passado: novos atores provenientes de países menores ou novas empresas se tornam visíveis no mercado. Entre os novos países na lista, estão Turquia e Coreia do Sul, cita Wezemann.

Contrariando a tendência de declínio da venda de armas na Europa, em 2014, as empresas bélicas alemãs registraram uma receita consideravelmente maior do que em 2013: um aumento de quase 10%. Isso se deve especialmente à venda de submarinos.

Segundo Wezemann, entre os principais compradores de submarinos da empresa ThyssenKrupp estão Israel, Turquia e Coreia do Sul. A empresa de armamentos Rheinmetall, por sua vez, se beneficia do renovado interesse alemão em veículos blindados.

De acordo com o colaborador do Sipri, esse desenvolvimento está ligado à crise na Ucrânia. A nova ascensão da violência armada na Europa, mas também no Oriente Médio, "fortaleceu a ideia de que o Exército é importante", diz Wezemann.

O especialista destaca que Suécia e Alemanha, por exemplo, vão aumentar o seu orçamento militar – o que viria a beneficiar, em primeira instância, as indústrias bélicas nacionais. "Os clientes mais importantes das empresas de armamentos são, de longe, os seus próprios governos", afirma.

Alemanha, país exportador de armas

A Alemanha está entre os principais exportadores de armas. Na Europa, o país ocupa a primeira posição. E isso apesar do anúncio do vice-chanceler federal e ministro alemão da Economia, Sigmar Gabriel, de agir de forma muito mais restritiva em relação a exportação de armas.

Tanque alemão Leopard 2 A7

O fornecimento de tanques de guerra por parte da empresa Krauss-Maffei Wegmann, que ocupa o 83° lugar na lista das top 100, para países como a Arábia Saudita e Qatar, não se encaixa bem com as declarações de Gabriel. A partir deste ano, esses dois países passaram a se envolver em combates no Iêmen. Os contratos para essas transações, no entanto, foram assinados há vários anos. Na época, não havia guerra no Iêmen, e Gabriel ainda não era ministro.

O que faltou no relatório do Sipri foi a China. De lá, infelizmente, não há nenhum dado confiável, lamenta o especialista em armamentos de Estocolmo. Wezemann deixa claro, no entanto, que a China é um fabricante de armas extremamente importante. O relatório do Sipri aponta que seis companhias chinesas estão entre as 20 primeiras do ranking, e que um fabricante de aviões está até mesmo entre as dez principais empresas de produção de armamentos.

Wezemann aponta dois fatores para o crescimento da indústria bélica chinesa: em primeiro lugar, nos últimos dez anos, os gastos militares na China têm registrado um aumento forte e ininterrupto. Além disso, o país está exportando muito mais armas para o exterior.


14 dezembro 2015

Rússia: Invasão do Iraque por tropas turcas é 'injustificável' e 'ilegal'

Moscou vê o envio de tropas da Turquia ao norte do Iraque como uma “invasão injustificável” e “ilegal” de um Estado soberanoa, segundo declarou o vice-chanceler russo Gennady Gatilov neste domingo (13).


Sputnik

"Acreditamos que o que está acontecendo no norte do Iraque são ações ilegais da Turquia, uma vez que é uma invasão do território de um Estado vizinho, e em tal escala que é difícil de justificar com argumentos sobre preparação, treinamento e assim por diante. Então, estamos preocupados com isso", disse o representante da chancelaria russa em entrevista coletiva.


Gennady Gatilov
Gennady Gatilov © Sputnik/ Aleksandr Natruskin

De acordo com Gatilov, tais ações de Ancara se somam à situação "difícil e intensa" situação na região do Oriente Médio.

No último dia 4 de dezembro, a Turquia enviou cerca de 150 soldados e 25 tanques para uma base na província iraquiana de Ninawa, sem a aprovação de Bagdá. Alegadamente, o deslcamento militar se deu com o objetivo de treinar a milícia curda local contra as forças do grupo terrorista Daesh, autodenominado Estado Islâmico.

O Iraque rejeitou as alegações, dizendo que a presença militar da Turquia não foi solicitada nem autorizada, e apresentou uma queixa junto ao Conselho de Segurança da ONU, exigindo a retirada imediata das tropas.


Rússia avisa Turquia das consequências negativas de ‘ações irresponsáveis’

Ministério da Defesa da Rússia alertou o adido militar turco das consequências possíveis das "ações irresponsáveis" de Ancara em relação às Forças Armadas da Rússia.


Sputnik

"O adido militar turco foi avisado das possíveis consequências negativas de ações imprudentes de Ancara em relação às Forças Armadas da Rússia, que têm a tarefa de combater o terrorismo internacional na Síria", disse o Ministério da Defesa da Rússia.


Soldato no navio  anti-submarino Smetlivy da Frota do Mar Negro da Rússia
Marinheiro russo a bordo da fragata Smetlivy © Sputnik/ Gennadiy Dianov

O ministério afirmou que o diplomata foi informado da profunda preocupação com mais uma provocação do lado turco relativamente à fragata russa "Smetlivy" no Mar Egeu.

O adido militar turco Ahmet Gunes prometeu transmitir a declaração da Rússia a Ancara, de acordo com o ministério.

No início do dia, a tripulação da fragata russa Smetlivy conseguiu evitar a colisão com um arrastão turco na parte norte do Mar Egeu. Após o incidente, o adido militar na embaixada turca em Moscou foi chamado de urgência para o Ministério russo da Defesa.