26 fevereiro 2015

Marinha do Brasil diz que vai apurar quem são os militares envolvidos em fotos de sexo dentro de unidade no Rio

Thiago de Araújo | Brasil Post

A Marinha do Brasil informou que vai apurar quem são os militares envolvidos em fotos de atos sexuais que estão circulando nas redes sociais nos últimos dias. A denúncia, feita pelo jornal Extra, fez com que o Comando do 1º Distrito Naval abrisse um processo administrativo que vai apurar detalhes de quando, como e envolvendo quem se deram as relações sexuais.


SEXO MARINHA

Segundo o jornal, as fotos teria como protagonistas um sargento e uma enfermeira do Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), que fica na Ilha das Enxadas, na Baía de Guanabara, próximo à Ponte Rio-Niterói, que separa os dois municípios. As imagens mostram o que parece ser a academia do centro.

Os registros teriam sido feitos no fim de 2014, mas ganharam repercussão somente nos últimos dias.

De acordo com a Marinha, se forem confirmadas as identidades e as transgressões dentro de uma unidade militar, os envolvidos serão tratados “com todo o rigor que o caso requer”.


Incorporação da corveta ‘Tamandaré’ pela Esquadra ficou para 2021

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

O sonho de muitos militares da Marinha – e de muitos civis entusiastas da Força Naval – de ver a força de superfície da Esquadra reforçada pela chegada da corveta “Tamandaré”, primeira das quatro unidades classe “Barroso modificada” (também conhecida como CV 03), precisará ser adiado.


CV03-02
Maquete 3D da CV 03 “Tamandaré” de acordo com o projeto original, que agora está sendo refeito

Segundo o Poder Naval pode apurar, o reprojeto dessa categoria de embarcações, ordenado pelo Comando da Marinha, no segundo semestre do ano passado, ao Centro de Projetos da Marinha e a outras organizações militares, só redundará num planejamento definitivo em junho de 2015.

Em função disso, o corte da primeira chapa do navio ficou para o fim deste ano, e sua entrega ao setor operativo da Esquadra para o ano de 2021.

As outras três unidades dessa classe serão entregues até 2024, à razão de uma por ano. De acordo com as mesmas informações, cada corveta será prontificada no período de cinco anos – o que pode ser considerado um período relativamente longo.

É a segunda notícia de adiamento da entrega de um navio novo da Marinha que o Poder Navalé forçado a dar, no espaço de apenas uma semana.

A 14 de fevereiro, informamos com exclusividade aos internautas e aos leitores da Revista Forças de Defesa, que a entrega do submarino “Riachuelo” (S40) passou da metade final de 2017 para o segundo trimestre de 2018.

Pelo cronograma original, em vigor até 2013, o corte da primeira chapa da corveta “Tamandaré” aconteceria em dezembro de 2014. Isso permitiria que o barco fosse aprontado em 2019. Mas o programa atrasou. E a verdade é que algumas organizações militares tinham esse prognóstico já no primeiro semestre do ano passado.

MAGE – Ainda na metade inicial de 2014, a Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha orientou o Grupo de Sistemas de Guerra Eletrônica do Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) a se preparar para fazer a entrega do primeiro equipamento do novo sistema de Medidas de Apoio a Guerra Eletrônica – denominado MAGE Defensor Mk3 –, que irá a bordo da “Tamandaré”, somente a partir de 2021.

Agora, o ritmo de entrega dessa aparelhagem é o seguinte: o primeiro em 2021, o segundo em 2022 e os dois últimos em 2023.

Dentre as tecnologias e funcionalidades que o MAGE Defensor Mk3 irá absorver destacam‐se: ampliação da faixa de frequência instantânea de detecção de sinais radar, aumento da sensibilidade da antena, capacidade de detecção de sinais com agilidade em frequência, capacidade de acompanhamento do dobro de emissores em relação ao Defensor, recursos para realizar geolocalização, um Front‐end (interface entre os diversos componentes do sistema) totalmente nacional, e o emprego de arquitetura híbrida (receptor tradicional mais receptor digital).

Em junho de 2014, o Grupo de Sistemas de Guerra Eletrônica do IPqM entregou ao Centro de Manutenção de Sistemas da Marinha as duas Jigas de Teste do MAGE Defensor.

A Jiga da Unidade de Antena do MAGE é um equipamento que permite identificar avarias nos componentes, sem a necessidade de retirá‐la do mastro do navio ou em ambiente laboratorial.

A Jiga da Unidade de Processamento é um aparelho que permite avaliar isoladamente todos os módulos de processamento, sem que se necessite recorrer à instrumentação laboratorial especializada.



Marinha já tem defensores do desmembramento do PROSUPER

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

A falta de uma perspectiva concreta para a definição, pela Presidência da República, da empresa que fornecerá os 11 navios do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) da Marinha, e a grande preocupação dos chefes navais com o desgaste acentuado de 12 dos 13 escoltas da Esquadra – que até 2026 precisarão ser retirados do serviço ativo –, está levando parte dos oficiais com responsabilidades na renovação da força de superfície da Esquadra a uma mudança de comportamento.

Eles já começam a manifestar, aos seus superiores, a opinião de que o PROSUPER – iniciativa de custo elevado, estimado entre 6 e 8 bilhões de dólares – talvez devesse ser desmembrado, no sentido de facilitar a encomenda das cinco fragatas de 6.000 toneladas previstas no programa (ideia que, no atual cenário de indefinição, tem frequentado, até mesmo, o debate de comentaristas do Poder Naval).

Na Marinha, os defensores do desmembramento argumentam, inclusive, que talvez pudesse ser examinada a conveniência de a primeira fragata ser parcial ou totalmente construída no exterior.

O objetivo de todas essas considerações é só um: garantir que o grupamento de escoltas comece a ser modernizado antes que seja necessário desincorporar os navios mais antigos em ritmo acelerado.

O estaleiro espanhol Navantia apresentou uma proposta de remotorização das corvetas classe Inhaúma e das fragatas Niterói. A oferta foi aceita no caso de uma Inhaúma, mas não há previsão de que esse serviço seja estendido às outras unidades.

Prazos - A cúpula da Marinha do Brasil considera que a Esquadra deve possuir, no mínimo, 18 escoltas.

Caso seja mantido o plano de se obter todos os cinco escoltas do PROSUPER e mais as quatro corvetas tipo “Tamandaré” (classe Barroso modificada) – que não estão sob o guarda-chuva do PROSUPER – por meio de construções em território nacional, a conclusão dessa renovação poderá consumir mais de duas décadas.

Explica-se: segundo pudemos apurar, a primeira fragata do PROSUPER demorará sete anos para ser prontificada. E as demais unidades, 5 anos cada uma.

O início da construção ocorrerá um ano após a celebração do contrato, o que implica dizer que o escolta cabeça-de-série do PROSUPER só será entregue ao setor operativo da Esquadra oito anos (!) após a assinatura do contrato. O motivo desse prazo longo é a necessidade de se fazer a adequação tecnológica do estaleiro escolhido para construir as embarcações.

Também é preciso levar em conta que cada corveta Barroso modificada levará cinco anos sendo construída, e que, conforme o Poder Naval informou com exclusividade aos internautas no último dia 21 de fevereiro, a primeira só será entregue à Esquadra em 2021.

No atual quadro de incertezas, a maior parte dos almirantes só evita admitir a opção representada por fragatas usadas.

Eles acham que a admissão dessa hipótese abriria a porta para o sepultamento do PROSUPER da maneira como ele foi concebido: o estímulo a um salto tecnológico na construção naval militar brasileira.

Ainda não há planejamento para a importação de fragatas usadas por meio das chamadas “compras de oportunidade”, mas a verdade é que essa possibilidade não pode ser descartada. Em 2013, uma reportagem do grupo britânico Jane’s, especializado em assuntos militares, mencionou os navios italianos classe “Maestrale” como unidades que poderiam ser avaliadas pelos chefes navais brasileiros.

China - Seis grandes corporações estrangeiras – da Espanha, Alemanha, França, Coreia do Sul, Holanda e Itália – disputam o PROSUPER, que, além das fragatas, também estabelece a aquisição de cinco navios-patrulha e de um navio de apoio logístico de porte em torno das 20.000 toneladas.

Conforme o Poder Naval noticiou, a 2 de fevereiro, as propostas que, nesse momento, parecem reunir as preferências do oficialato, são as do grupo espanhol Navantia e a da corporação alemã TKMS (Thyssen Krupp Marine System).

Em 2014 a Marinha abriu à indústria naval da China a oportunidade de participar do certame. Os chineses ainda não propuseram o fornecimento de navios (como fizeram os demais competidores), mas, recentemente, realizaram sondagens sobre os planos da Esquadra em relação à renovação de sua flotilha de escoltas.

Como se sabe, um estaleiro da China construiu o navio hidroceanográfico “Vital de Oliveira” para a Marinha (que se encontra em provas de mar), e, há pouco tempo, os chineses começaram a entregar os dez catamarãs encomendados pelo governo do Rio de Janeiro – sete deles com capacidade de transportar 2.000 passageiros.

Contudo, a presença da China no PROSUPER desperta uma expectativa apenas moderada, porque – premida pela necessidade de gerar postos de trabalho – a indústria naval chinesa não tem a reputação de construir navios militares fora de seus estaleiros.

Arsenal e “Siroco” – Na verdade, a paralisia no PROSUPER, que já dura mais de um ano e meio, não é a única questão prioritária com que se defronta, hoje, a alta administração naval.


Foudre
Siroco L9012
O novo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Leal Ferreira, deseja, no menor prazo possível, deflagrar um processo de revitalização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Essa providência passa pela modernização do Arsenal – o que, obviamente, implica em custos –, e tem como objetivo eliminar a capacidade ociosa dessa organização militar.

Dentro de uma visão mais ampla, os almirantes que compõem a cúpula da Marinha estão inquietos com o noticiário sobre as perspectivas pouco animadoras da maior parte dos estaleiros nacionais, em função da grave crise na Petrobras.

Outro assunto que concentra as atenções nesses primeiros 30 dias da administração Leal Ferreira é a chance que a Marinha tem de incorporar o navio de assalto anfíbio francês “Siroco”, por meio de uma “compra de oportunidade”.

Segundo o Poder Naval pode apurar, no preço de 80 milhões de euros pedido pela Marinha da França para ceder o navio, não estão incluídos os custos dos serviços de revisão e manutenção que o grupo empresarial DCNS precisará fazer, em território francês, pelo espaço de, aproximadamente, 90 dias, para que a embarcação possa chegar ao Brasil em condições de operar.

Mas isso ainda não quer dizer que a Marinha desistiu do navio.

A informação que obtivemos dá conta de que os almirantes vêm mobilizando recursos para tentar fechar com a DCNS – parceira estratégica da Força Naval brasileira nos programas de submarinos atualmente em curso – o pacote de reparos no “Siroco”.


Empresas brasileiras também estão na IDEX 2015, nos Emirados Árabes Unidos

Poder Naval

A empresa brasileira LOGSUB e outras que compõem a ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa, estão na feira de defesa IDEX 2015 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, a procura de novos negócios. 


O diretor da LOGSUB, Armando Repinaldo, acabou de nos enviar as fotos que mostram os equipamentos expostos e diversas empresas que disputam o mercado de defesa daquela região.

Condor na IDEX 2015

IVECO na IDEX 2015

Embraer na IDEX 2015


Unidade de combate da aviação nicaraguense ficará aos cuidados dos russos

Poder Aéreo

A Força Aérea do Exército da Nicarágua vai criar uma unidade de defesa aérea dotada de aeronaves russas no aeroporto de Punta Huete – 50 km a nordeste de Manágua –, mas a formação dos pilotos será integralmente feita na Rússia, e o governo de Moscou ainda precisará montar duas equipes de especialistas em território nicaraguense: uma de manutenção (semelhante à que funciona na Venezuela, para assistir a conservação dos caças SU-30 Mk2) e outra, menor, de assistência às operações aéreas.

As informações foram recolhidas pela Inteligência Militar da Colômbia e compartilhadas com o Comando Sul do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sediado em Miami.

Os colombianos, que receberão, este ano, apenas 117 milhões de dólares de ajuda militar americana (24 milhões de dólares a menos do que em 2014), admitem que os russos possam pensar duas vezes antes de confirmar a entrega do caça-bombardeiro MiG-29 aos nicaraguenses, conforme foi noticiado no fim do ano passado.

A cessão dos MiGs representaria um completo desbalanceamento do atual equilíbrio militar na região do Caribe, e causaria um desconforto diplomático para a Rússia na comunidade das nações caribenhas.

Assim, pelo menos a princípio, é possível que o governo do presidente Vladimir Putin equipe a nova unidade da aviação militar do presidente Daniel Ortega com um pequeno lote de jatos Yak-130, de treinamento avançado para pilotos de combate. Esse modelo possui uma versão monoplace, de ataque ao solo, capaz de realizar a interceptação de aeronaves desarmadas.


Yak-130 - 3
O Yak-130 russo tem uma versão monoplace

Panchito – Na primeira metade dos anos de 1980, os jovens aviadores da Nicarágua selecionados para serem adestrados na pilotagem de caças-bombardeiros MiG-21 cursaram a Escola Politécnica de Aviação da República do Quirguistão, e estagiaram na base aérea de Tokmok, a 3.035 km de Moscou. Mas os MiGs nunca foram entregues à administração Sandinista.

O aeródromo de Punta Huete – el Panchito, como é conhecido entre os nicaraguenses –, construído na costa norte do lago de Managua para receber aeronaves de carga e servir como alternativa ao Aeroporto Internacional Augusto César Sandino, da capital do país, teve sua torre de controle reformada e já colocada sob custódia militar.

Punta Huete possui uma pista de 3.200 m de comprimento por 60 m de largura, e está apta a receber as maiores aeronaves de carga do mundo, como o Antonov An-124, principal avião de transporte da aviação militar russa – que, mesmo carregado, necessita de só 2.520m de pista para alçar voo.


Índia aprova plano de US$ 8 bilhões para submarinos nucleares e fragatas stealth

Nova Deli vai modernizar e nacionalizar projetos e construções de meios navais


Ankit Panda | The Diplomat
Nicholle Murmel | DefesaNet
- Tradução adaptação e edição

O governo indiano deu sinal verde para o desenvolvimento e construção de meios navais importantes, incluindo seis submarinos de propulsão nuclear e sete fragatas stealth.

Segundo fontes citadas em veículos de comunicação tanto nacionais quanto estrangeiros, a decisão foi tomada recentemente pelo Comitê de Segurança do governo. O custo total das iniciativas é estimado em 8 bilhões de dólares.

Incorporar essas embarcações à Marinha indiana vai ampliar as opções de Nova Deli em termos de estratégia no Oceano Índico. Além disso, os projetos ajudarão a concretizar os planos do primeiro ministro, Narendra Modi, de nacionalizar a produção e ao mesmo tempo modernizar a capacidade militar do país.

Como parte dessa campanha “Made in India”, o governo está empenhado em estabelecer um complexo industrial-militar e, por outro lado, diminuir a importação de produtos de defesa.

A Índia é atualmente o maior importador de armamentos, e depende em grande parte da Rússia e dos Estados Unidos para atender às demandas. Nos últimos anos, Nova Deli desenvolveu competência considerável na produção nacional como por exemplo o INS Arihant, primeiro submarino de propulsão nuclear projetado no país, e que no momento está em fase de testes no mar.




Não é surpresa que a decisão do governo enfatize os meios navais. Apesar de enfrentar ameaças convencionais em terra vindas do Paquistão e da China, a Índia vem se concentrando em modernizar sua Marinha, em uma aposta para ter mais acesso e controle sobre o Oceano Índico.

O interesse de Nova Deli no reaparelhamento naval se intensificou também pela percepção de uma China cada vez mais assertiva que também vem avançando na região.

“Nossos desafios na área de segurança são bem conhecidos. Nossas responsabilidades internacionais são evidentes”, enfatizou Modi durante uma exposição do setor de defesa na última quarta-feira (18). O primeiro ministro apontou que o país precisa incrementar sua “prontidão para defesa”.

Após assumir o poder em maio do ano passado, o governo de Modi aumentou os limites para investimento estrangeiro direto no setor de defesa indiano, permitindo controle de até 49% das ações para parceiros não-indianos em projetos. Além disso, os gastos da Índia com defesa devem crescer mais nos próximos anos para atender às demandas.

O plano de adquirir seis submarinos nucleares é uma alteração na decisão original, tomada no segundo semestre de 2014, pelo Conselho de Aquisições (DAC), que havia aprovado a construção de seis unidades convencionais diesel-elétricas. “O governo alterou o projeto segundo o qual o Comitê de Segurança decidiu que os próximos seis submarinos seriam de propulsão nuclear, e não convencionais como previsto anteriormente”, disse um representante do governo à imprensa.

Tanto a iniciativa dos navios convencionais quanto a dos atômicos fazem parte de um plano mais amplo de construção e modernização de uma força indiana de submarinos que deve se estender por 30 anos. O programa foi aprovado por Nova Deli m 1999.

Outras iniciativas, incluindo o desenvolvimento de seis navios convencionais da classe Scorpene e a reforma e atualização dos submarinos das classes Sishumar e Sindhughosh também fazem parte desse esforço de longo prazo.

Atualmente a frota da Índia é composta por embarcações obsoletas e com capacidade limitada – ao todo o país opera apenas 13 submarinos convencionais.



Fuzileiros navais americanos testam 'bola de combate'

O futuro dos assaltos anfíbios se parece muito com uma espécie de bóia redonda


Por Patrick Tucker – Texto do Defense One
Tradução, Adaptação e edição – Nicholle Murmel | DefesaNet

Conseguir abrir uma cabeça de praia em território inimigo é historicamente uma das operações mais difíceis em uma guerra – basta perguntar a Aquiles. Mas a era da robótica pode tornar essa empreitada menos penosa.


O GuardBot foi desenvolvido, a princípio, para vigilância e inspeção
Uma equipe de pesquisa de Stamford, no estado americano de Connecticut, desenvolveu um drone anfíbio atualmente em teste junto ao Corpo de Fuzileiros Navais. O chamado GuardBot é um robô esférico que nada a cerca de 4 milhas por hora e em seguida se movimenta rolando pela praia a uma inclinação de 30 graus e velocidade de 20 milhas por hora.

A máquina usa um sistema de propulsão “pendular” de nove eixos, que a move adiante deslocando seu centro de gravidade para frente e para trás, além de uma variedade de algorítimos de direção e manobragem.

O criador do GuardBot, Peter Muhlrad, levou cerca de sete anos para desenvolver o projeto. Ele diz que o modelo agora pode ser rapidamente produzido em vários tamanhos – relatórios da empresa sugerem que as unidades podem variar de 10 centímetros até aproximadamente 2,7 metros de diâmtro. A companhia planeja desenvolver um protótipo com 1,80m de diâmetro.

A empresa de Muhlrad, a GuardBot Inc. tem um acordo de pesquisa e desenvolvimento colaborativos (CRADA) com a Marinha americana. A CRADA é uma estrutura legal que permite que empresas privadas ou pesquisadores usem instalações do governo, pesquisas e recursos para construir equipamentos que beneficiem ambas as partes.

A informação descoberta pelo pesquisador é protegida por até cinco anos. Sob vários acordos desse tipo, o pesquisador não recebe verba estatal, mas tem o direito de comercializar qualquer produto resultante do trabalho sob contrato. E o governo detém uma licença de uso dese produto.

Em janeiro de 2014, o drone foi testado na Naval Amphibious Base, em Little Creek, no estado da Virginia, onde o GuardBot conseguiu, com sucesso, desembarcar e retornar a um navio. Atualmente, a máquina é operada remotamente via um datalink de 2-8 GHz.

Mas Muhlrad e sua equipe estão trabalhando em um novo software que incorpora dados de sistema geográfico de ingormação (GIS) que permitirão ao drone mais autonomia. Basta escolher um ponto no mapa, e a “bola de combate” chega lá. “Caso sejamos financiados, poderíamos desenvolver isso em oito ou dez meses”, disse Muhlrad ao Defense One.

O chefe da GuardBot Inc. projetou o sistema principalmente para vigilância e inspeção de objetos. O robô é capaz de giros de 360 graus, o que o torna mais manobrável do que outras máquinas terrestres. Em testes de espectroscopia laser raman feitos pela Smith Detection com carga útil exposta às duas pequenas esferas transparentes na lateral do drone foi possível detectar explosívos químicos a uma distância de cerca de cinco centímetros.

Diferente do modelo PackBot de um braço, este robô não vai desarmar bombas. E não vai substituir equipes de operações especiais, mas poderia acompanhá-las em missões perigosas. Quando o Defense One perguntou se o GuardBot poderia transportar explosivos em vez de equipamentos de detecção e câmeras, a resposta de Muhlrad foi simples: “sim”.


RAF ministra treinamento para militares da FAB

Foco é o desenvolvimento de doutrinas de proteção de Bases Aéreas



Agência Força Aérea

A Força Aérea Brasileira e a Royal Air Force (RAF), do Reino Unido, iniciaram nesta semana um intercâmbio sobre "Comando e Controle e Proteção da Força". O encontro acontece no Centro Militar de Convenções e Hospedagens da Aeronáutica, em Salvador (BA), e vai até o próximo dia 6 de março. O objetivo é capacitar oficiais da Infantaria da Aeronáutica para a defesa terrestre de Bases Aéreas.



"Os meios aéreos custam uma fortuna, podem decidir o curso de uma guerra e, entretanto, quando em solo, são tão indefesos quanto uma criança", explica o Tenente-Coronel Piers Holland, da RAF. "Esse é o valor que a autodefesa de base tem", completa.

Com a participação de oficiais dos Batalhões de Infantaria de Aeronáutica Especial (BINFAE) e de Batalhões de Infantaria (BINFA), além de militares da Academia da Força Aérea (AFA) e da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), o intercâmbio é focado na experiência de combate dos militares ingleses com histórico de participação em operações reais em países como Afeganistão, Bósnia, Kosovo e Kuwait.

"Assim como a defesa antiaérea e as operações especiais, a defesa de base é um dos pilares necessários para apoiar e garantir o emprego do poder aéreo", explica o Coronel de Infantaria Luiz Cláudio Topan, chefe da Seção de Preparo Operacional do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e coordenador do evento.

A próxima fase após o término do curso é o desenvolvimento de doutrina própria à Infantaria de Aeronáutica. "Estamos em fase de aprendizado e experimentação para, posteriormente, formularmos nosso material", disse o Coronel Topan. "Seja em apoio às missões das Nações Unidas, para assegurar um aeródromo ou atuar na defesa da pátria, os conhecimentos repassados pelos militares ingleses são de fundamental importância para o aprimoramento e capacitação da Infantaria da Aeronáutica", finalizou o Coronel.


Novo sistema de radar Nebo-M poderá ter base no Ártico

Tropas de Defesa Aeroespacial receberam o mais moderno sistema de radar Nebo-M (Céu-M, em português), que foi concebido para dar suporte a missões militares de defesa aérea e garantir cobertura de radar às forças antiaéreas. Sistema é capaz de identificar alvos hipersônicos.


Tatiana Russakova | Gazeta Russa

Ainda não foi divulgado onde serão instalados os novos sistemas de radar Nebo-M, mas alguns observadores especulam que sua base pode ser futuramente instalada no Ártico. Segundo o diretor-geral do Centro de Avaliações e Previsões Estratégicas, Serguêi Griniáiev, qualquer confronto militar na região representa uma nova ameaça à segurança da Rússia.


O Nebo-M é totalmente automatizado, e o processamento de dados é feito digitalmente Foto: Viltáli Kuzmin/Wikipedia

“Uma das opções estratégicas mais perigosas que existe para uma defesa confiável da Rússia é a opção relacionada com as latitudes polares. Além disso, a camada de gelo permite encobrir a movimentação de submarinos com mísseis nucleares na faixa limite do seu uso”, disse o especialista à Gazeta Russa.

Além disso, a instalação de radares no Ártico está em plena consonância com as novas metas e objetivos da nova doutrina militar russa. “A Rússia não pretende diminuir a sua presença nessa região, e o componente da defesa está longe de ser o último a ser levado em consideração ali.”

O país já iniciou o envio de tropas de Defesa Aeroespacial para o Ártico, assim como a construção de uma estação de radar (RLS) de alerta precoce em Vorkuta, no Extremo Norte. Há pouco tempo foram instaladas no Ártico as novas estações de radares Podsolnukh (Girassol).

Peneirando os céus

O sistema móvel Nebo-M, que externamente mais se parece com uma semeadeira, opera sob qualquer interferência e em diversas bandas de vigilância. O sistema usa meios de detecção de alvos pequenos e pouco perceptíveis – nomeadamente hipersônicos –, e construídos segundo tecnologia stealth.

O Nebo-M é totalmente automatizado, e o processamento de dados é feito digitalmente. Ao detectar um alvo, o sistema consegue classificá-lo, identificando se se trata de um avião ou de um míssil. Em seguida, transmite a informação referente ao tipo de alvo à equipe de plantão ou aos sistemas de defesa aérea implementados e para os quais o Nebo-M pode servir de indicador.

O sistema Nebo-M é composto por:

- RLM-M: radar que opera na banda métrica e vem instalado no chassi do BAZ-6909-015;

- RLM-D: radar que opera na banda decimétrica e vem instalado no chassi do BAZ-6909-015;

- RLM-S: radar que opera na banda centimétrica e também vem instalado no chassi do BAZ-6909-015

- KU RLK: cabine de comando do sistema, com módulo incorporado de radar secundário (KVRL), instalado no chassi do BAZ-6909-015.



Nova arma chinesa irá “cegar” equipamentos do inimigo

A China está desafiando seriamente os interesses estratégicos dos EUA na região. Nos últimos tempos, tem aumentado a quantidade de notícias na imprensa chinesa e estrangeira sobre os êxitos da China no desenvolvimento de armas EMP (armas baseadas no uso do efeito do pulso eletromagnético).


Vasily Kashin | Sputnik

Tendo em consideração a tendência geral do programa militar chinês, podemos supor que as armas EMP sejam uma das áreas prioritárias dos projetos militares.

Armas magnéticas
© AP Photo/ U.S. Air Force, James M. Bowman
O pensamento militar chinês parte do princípio que um provável confronto militar do futuro irá decorrer com grande recurso a tecnologias de informação. Entretanto, o potencial adversário provavelmente terá, por um lado, uma supremacia informativa sobre o exército chinês, mas, por outro, irá depender mais que os chineses das tecnologias de informação.

Os esforços da China visam sobretudo retirar ao inimigo essa supremacia informativa logo no estágio inicial do conflito. Para atingir esse objetivo, estão sendo realizados vários programas em grande escala e muito dispendiosos.

A China possui o maior programa do mundo para criação de armas antissatélite. Está sendo desenvolvida a teoria e criadas as capacidades técnicas para a execução de ataques informáticos contra redes informáticas inimigas. Uma grande atenção é dedicada ao aprimoramento dos meios de guerra radioeletrônica. O sucesso na criação de uma arma EMP será mais um elemento importante na guerra de informação.

A Rússia também dedica uma grande atenção ao desenvolvimento de armas EMP, contudo, não há muitas publicações sobre essa temática. Alguma mídia se referiu ao sistema Alabuta, que é um gerador de pulsos eletromagnéticos transportado até ao alvo por um míssil. Ao ser acionado sobre o alvo, a uma altitude de 300 metros, ele avaria os sistemas eletrônicos em um raio de 3,5 quilômetros.

No caso da China, é provável que os portadores dos geradores de pulsos eletromagnéticos sejam igualmente mísseis balísticos de médio alcance. A importância desses sistemas está aumentando, agora que os elementos do sistema norte-americano de defesa antimísseis estão se aproximando das fronteiras chinesas.

Os prováveis alvos prioritários da utilização de armas EMP serão os centros de comando dos sistemas de defesa antiaérea e antimísseis do Japão e de Taiwan. Sua neutralização permitirá ao exército chinês usar com a máxima eficácia seu considerável arsenal de mísseis balísticos e de cruzeiro convencionais de alta precisão para atingir objetivos vitais da infraestrutura de transportes, aeródromos e baterias antiaéreas.

O resultado poderá ser a conquista da supremacia aérea por parte dos chineses na fase inicial do conflito, assim como o impedimento da deslocação de forças militares adicionais dos EUA para a região do Pacífico ocidental.

Em caso da instalação pela China de sistemas funcionais de armas EMP, a capacidade de reação rápida dos EUA a crises na Ásia Oriental será posta em questão. Na prática, para manter suas posições na região, os EUA terão de aumentar consideravelmente sua presença militar permanente e investir meios consideráveis na criação de uma infraestrutura protegida que possa garantir a eficiência de suas tropas.

Como os EUA mantêm forças e recursos consideráveis na Europa Oriental e no Oriente Médio, Washington terá dificuldades em disponibilizar meios para alcançar esses objetivos.

Ucrânia firma acordo de compra de armamentos com os Emirados Árabes

O Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko anunciou nesta terça-feira ter firmado acordos de compra de armamentos com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Os acordos, que nas suas palavras deverão reforçar o exército ucraniano, foram alcançados durante a visita de Poroshenko à exposição de armamentos IDEX 2015.


Sputnik

A informação também foi publicada no Facebook pelo assessor do chefe do Ministério do Interior da Ucrânia, o deputado Anton Geraschenko. Segundo ele, os acordos foram alcançados durante o encontro de Poroshenko com Mohammed Al Nahyan, príncipe herdeiro e comandante supremo das forças armadas de Abu Dhabi, que é ao mesmo tempo a capital e o maior dos 7 emirados que formam o país árabe.


Ver imagem no Twitter


Lamentando não ser possível apresentar os números do acordo através do Facebook, Geraschenko destacou que, “diferente dos europeus e dos norte-americanos, os árabes não têm medo das ameaças de Putin de que o fornecimento de armas e equipamentos militares para a Ucrânia pode provocar o início de uma 3ª guerra mundial”. O deputado ucraniano escreveu ainda que, levando em conta o fato de os Emirados Árabes culparem a Rússia pela queda dos preços de petróleo, o acordo de armas com a Ucrânia “será a pequena vingança dos árabes contra Moscou”.

O tema do acordo foi abordado pela Sputnik com o analista geopolítico Dr. Theodore Karasik, residente em Dubai. Nas suas palavras, “os contornos desse acordo de segurança ainda não estão muito claros, mas existe uma questão que interessa muito aos Emirados e que, obviamente, tem a ver com a Síria”.

“Acredito que eles [Emirados Árabes] enxergam a Rússia como demasiado próxima ao presidente Assad, tendo em vista que essa relação já tenha ido longe demais. Tentar alcançar um equilíbrio em termos de relações é muito típico para as políticas externa e de segurança dos Emirados Árabes, e eu acredito que é exatamente isso que estamos presenciando no momento”, disse Karasik.

Na segunda-feira, o Presidente da Rússia Vladimir Putin criticou as tentativas de políticos ucranianos em exagerar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, justificando dessa forma a derrota de Kiev no oeste da Ucrânia e culpando Moscou por isso. Em entrevista ao canal de TV russo Rossiya 1, Putin destacou que "ninguém quer um conflito na periferia da Europa, e muito menos um conflito armado".

“Eu acho que esse cenário apocalíptico é pouco possível e espero que isso nunca aconteça”, frisou Putin.



Rússia fornecerá nova torre de artilharia automática aos EAU

Os Emirados mostraram muito interesse em comprar o novo dispositivo bélico.


Sputnik

Um acordo assinado pela empresa russa Rosoboronexportprom e a árabe Emirates Defense Technology estabelece uma parceria entre a Rússia e os Emirados Árabes Unidos (EAU). A nova torre de artilharia automática russa AU-220M será combinada com um veículo blindado fabricado pelos Emirados, provavelmente o veículo blindado modular de combate Enigma.


AU-220M
AU-220M | © Foto: Uralvagonzavod Press Service
O acordo foi assinado nesta quarta-feira (25) durante a exposição de material defensivo International Defense Exibition (IDEX 2015), que tem lugar em Abu Dhabi.

A AU-220M foi apresentada no domingo, primeiro dia da exposição, e foi imediatamente um sucesso.

O módulo é destinado para veículos blindados novos e modernizados. Foi elaborado por construtores do Instituto de Pesquisa Burevestnik, da cidade russa de Nizhny Novgorod, e apresentada pela empresa Uralvagonzavod, da qual o Burevestnik faz parte. A versão naval do canhão é capaz de atingir alvos na superfície, no ar e no mar, com alcance horizontal de 12 km e vertical, de 8 km.


África do Sul pede a Israel para devolver desenhos de mísseis

Quando a África do Sul descobriu que Israel tinha obtido a tecnologia de mísseis antitanque, roubada em 2010, os sul-africanos pediram educadamente seus desenhos de volta, se diz num documento do serviço israelense Mossad.


Sputnik

De acordo com o documento secreto, que vazou para Al-Jazeera, para não sofrer constrangimento no palco global ou ser rotulada com fofoqueira, a África do Sul sofreu em silêncio e encobriu o roubo.


África do Sul pede a Israel para devolver desenhos de mísseis
© flickr.com/ Daniel Foster
Em 2010, a África do Sul prendeu dois homens por roubo dos planos do míssil ar-terra Mokopa, junto com outra tecnologia de armas secretas, e tentativa de venda à polícia de inteligência, se fazendo passar por compradores russos.

Os promotores, no entanto, optaram por não divulgar plenamente o caso, no qual um empresário israelense estava envolvido.

Os jornalistas foram alimentados com falsos eventos e relataram que os israelenses tinham recebido os materiais, mas "não estavam interessados". Na realidade, o empresário israelense estava muito interessado e, provavelmente comprou os documentos antes de passá-los ao Mossad, informou Al-Jazeera, citando uma fonte israelense ultrassecreta.

Contatado pela África do Sul, Israel disse que não tinha vontade de vasculhar ações sujas de seus cidadãos e se recusou a investigar como o homem veio a possuir os planos roubados.

Então, no momento oportuno a África do Sul solicitou a devolução dos documentos, à qual Israel acedeu com uma condição: não guardar rancor.

A África do Sul, aparentemente concordou com esses termos, porque nenhum israelense esteve diretamente envolvido em questões jurídicas desde então.



Pesquisa: fornecimento de armas pelos EUA à Ucrânia poderá levar a guerra mundial

De acordo com o Centro de Pesquisa de Opinião Pública, 42% dos cidadãos russos estão convencidos de que, se os Estados Unidos começarem a fornecer armas à Ucrânia, começará uma terceira guerra mundial.


Sputnik

Segundo a pesquisa, o conflito ucraniano levou ao retorno do medo da guerra nuclear. A pesquisa foi realizada entre 1,6 mil pessoas em 46 regiões da Rússia. 


Soldado em Debaltsevo
© Sputnik/ Mikhail Voskresenski
Cerca de 35% dos russos acreditam que o motivo secreto dos Estados Unidos ao fornecerem armas a Kiev é o desejo de começar uma guerra. Alguns inquiridos viram outras razões: 6% estão convencidos de que as armas podem ser entregues à Ucrânia a fim de manter a instabilidade no país, 5% acreditam que o objetivo dos EUA é enfraquecer a Rússia. Outros 5% dizem que os EUA querem trazer as tropas da OTAN para a fronteira com a Rússia, e o mesmo número acredita que Washington tenta aumentar a sua influência na Europa.

Cerca de 4% dos entrevistados consideram que o objetivo do Ocidente é conquistar o território da Ucrânia e os seus recursos naturais.

O presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko anunciou nesta terça-feira ter firmado acordos de compra de armamentos com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. O chefe do Ministério do Interior da Ucrânia, o deputado Anton Geraschenko, escreveu no Facebook que, “diferente dos europeus e dos norte-americanos, os árabes não têm medo das ameaças de Putin de que o fornecimento de armas e equipamentos militares para a Ucrânia possa provocar o início de uma 3ª guerra mundial”.


N.E.: Por favor, me esclareçam quais são as fábricas de armamentos existentes nos Emirados Árabes Unidos. Que eu saiba, eles utilizam armamentos dos EUA e europeus. Não produzem armas. Então estão, simplesmente, repassando as armas dos EUA à Ucrânia. Não parece óbvio?

Putin: “Cortar o gás a Donbass cheira a genocídio"

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a cessação do fornecimento de gás por parte de Kiev para o Donbass "cheira a genocídio".


Sputnik

“Além de haver lá (em Donetsk, Lugansk) fome, de a OSCE afirmar que há uma catástrofe humanitária, ainda por cima desligam o fornecimento de gás! Como se chama isto? Isto já cheira a genocídio”, disse Putin numa conferência de imprensa após reunião com o seu homólogo cipriota, Nicos Anastasiades.


Vladimir Putin
© Sputnik/ Aleksei Druzhinin
“Aparentemente, há alguns líderes ucranianos que não compreendem as questões humanitárias. O próprio conceito, na minha opinião, é esquecido”, acrescentou.

Putin disse que quando ele discute essas questões com a liderança ucraniana, ouve em resposta: "eles mesmos estão combatendo, não vamos pagar nada a eles".


Base da Marinha prevê gasto de R$ 62 milhões com comida

Bebibas alcoólicas somam quase R$ 400 mil na conta: preço de muitos produtos é o dobro do normal


Jornal da Band


Uma base da Marinha em Duque de Caxias deve gastar R$ 62 milhões para abastecer a despensa com toneladas de lasanha, empadão de frango e panqueca. A adega vai receber cachaça, uísque, vodca, conhaque, vinho, licor e cerveja. Alguns produtos, inclusive, são cotados pelo dobro do que é cobrado no supermercado.




O pregão eletrônico aberto, nesta segunda-feira (23), prevê a compra por meio de licitação pública de 474 itens. Além da base, o destino das compras será o Centro de Instrução Almirante Sílvio de Camargo, na Ilha do Governador, e o Hospital Central do Exército, na zona Norte do Rio.

O Jornal da Band teve acesso exclusivo ao edital de licitação, que pede 90 toneladas de lasanha congelada, a um preço de mais de R$ 18 a porção, que serve uma pessoa - no supermercado, o produto pode ser encontrado R$ 9.

Além de 64 mil latas de cerveja, há cachaça, vodca e licor na lista também. Além disso, são pelo menos 170 litros de uísque 12 anos, também muito caro, a R$ 262 o litro, quando no supermercado o maior preço entre os destilados desta idade é R$ 189.

O gasto total estimado só com bebidas alcoólicas é de R$ 390 mil. Além disso, estão cotadas 31 toneladas de azeitona e 900 quilos de queijo grana padano, sofisticado, que custaria R$ 31 mil.

Em setembro do ano passado, a base naval de São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, comprou 140 mil latas de cerveja, dizendo que a bebida seria servida em eventos institucionais. Em abril do mesmo ano, a Marinha cancelou um pregão eletrônico para a compra de 180 mil garrafas de bebidas alcoólicas para o Centro de Instrução Almirante Alexandrino, na capital fluminense.

Desta vez, a Polícia Federal analisa os itens e os valores contidos no edital de licitação e deve instaurar inquérito policial.



Síria mata 132 combatentes do Estado Islâmico, diz grupo

Reuters

Beirute - Ao menos 132 combatentes do Estado Islâmico foram mortos desde sábado em confrontos com uma milícia curda apoiada por ataques aéreos de forças norte-americanas na província de Hasaka, no nordeste da Síria, disse um grupo que monitora o conflito.


REUTERS/Osman Orsal
Militante do Estado Islâmico, na Síria: nordeste do país é importante estrategicamente no combate contra o Estado Islâmico porque faz fronteira com o território controlado pelo grupo no Iraque.

As forças curdas YPG que atacaram o Estado Islâmico em Kobani no mês passado, com ajuda das operações de ataque aéreo dos Estados Unidos, tomaram 70 vilarejos na ofensiva, disse o Observatório Sírio para Direitos Humanos.

O nordeste da Síria é importante estrategicamente no combate contra o Estado Islâmico porque faz fronteira com o território controlado pelo grupo no Iraque.


24 fevereiro 2015

Soldados do Chade matam 207 membros do Boko Haram

Confronto aconteceu em Gamboru, próximo à fronteira com Camarões


O Globo
com agências internacionais

N’DJAMENA — Soldados do Chade mataram 207 militantes do Boko Haram em combate nesta terça-feira perto de uma cidade da Nigéria, próxima à fronteira com Camarões, afirmou o exército chadiano em um comunicado.


Soldados chadianos durante exercício militar. Forças armadas do Chade mataram centenas de membros do Boko Haram nesta terça-feira Foto: STRINGER / REUTERSSoldados chadianos durante exercício militar. Forças armadas do Chade mataram centenas de membros do Boko Haram nesta terça-feira - STRINGER / REUTERS

Um soldado do Chade foi morto e outros nove ficaram feridos nos confrontos nos arredores de Garambu, palco de ataques regulares por parte do grupo islamista nigeriano nos últimos meses. Não houve verificação independente imediata do anúncio do Exército chadiano.

As forças armadas do Chade também alegam ter apreendido grandes quantidades de pequenas armas e munições, além de duas picapes.

Níger, Camarões e Chade lançaram uma campanha militar regional para ajudar a Nigéria a derrotar os insurgentes do Boko Haram, que tenta criar um emirado islâmico no nordeste do país.

O Chade enviou tropas no mês passado em apoio a esforços camaroneses para parar os ataques na fronteira por parte dos islamistas, cujas operações cada vez mais ameaçam os países vizinhos da Nigéria.

No mês passado, a União Africana autorizou a criação da força regional, que incluirá também Benin, e está pressionando por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para a operação.


Moscou quer fornecer mísseis ao Irã apesar de embargo da ONU

Ambos os países estão sob sanções ocidentais, e transação é parte de plano conjunto de fazer frente a "interferência" americana. Segundo governo, sanções até impulsionaram a indústria armamentista russa.


Deutsch Welle

A Rússia ofereceu-se para fornecer ao Irã mísseis antiaéreos, apesar do embargo armamentista imposto pelas Nações Unidas. A notícia foi divulgada numa conferência em Abu Dhabi nesta segunda-feira (23/02), por Serguei Chemezov, presidente da companhia estatal Rostec, que gere o setor de defesa russo. Segundo ele, Teerã está considerando a proposta.



Mísseis antiaéreos Antey-2500

Os mísseis Antey-2500 são uma versão modernizada do sistema de defesa aérea S-300, que, num contrato de 2007, Moscou se comprometera a vender ao Irã por 800 milhões de dólares. A transação foi severamente criticada por Estados Unidos e Israel.

Uma resolução da ONU adotada em 2010 interdita o fornecimento, venda ou transferência de mísseis ou sistemas aéreos para Teerã. A própria Rússia está também sujeita a sanções do Ocidente, devido à controversa anexação da Crimeia e a sua participação na crise separatista do leste da Ucrânia.

Apesar de tais impedimentos, durante uma visita a Teerã do ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, em janeiro, os dois países assinaram um acordo de cooperação militar, numa resposta conjunta ao que classificaram como "interferência" dos EUA.

Sanções "impulsionam" indústria armamentista russa

Também em janeiro, o ministro das Finanças Anton Siluanov anunciou um corte de 10% nos gastos públicos de Moscou. A medida se deve às dificuldades originadas pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais. Os cortes afetariam todos os setores, exceto o de defesa.

No entanto, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa paralela a uma conferência de defesa nos Emirados Árabes Unidos, Serguei Chemezov atualizou as informações, declarando que os cortes poderiam também afetar o setor militar.

"Ele pode diminuir um pouco, por volta de 10%. Mas uma decisão ainda não foi tomada", comentou. O presidente da Rostec é um dos principais aliados do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tendo sido pessoalmente afetado pelas sanções ocidentais relativas ao conflito na Ucrânia.

"As sanções nos deram um impulso para produzir nosso próprio equipamento", disse Chemezov em Abu Dhabi. "Antes das sanções, nós importávamos da Ucrânia, que tem muitas instalações e fábricas de defesa. Até 2017, nós planejamos ter substituído todas as nossas importações."

Segundo Chemezov, a Rússia já recebeu encomendas de armas para os próximos três ou quatro anos no valor de 40 bilhões de dólares. Os maiores compradores viriam da Índia, China, Oriente Médio e América Latina.


Reino Unido vai treinar tropas ucranianas

Cameron diz que Rússia precisa ser confrontada para evitar desestabilização de outros países. Segundo ele, fornecimento de armamento não está descartado. Separatistas teriam começado a retirar armas pesadas do front.


Deutsch Welle

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta terça-feira (24/02) que o Reino Unido começará, já em março, a ajudar no treinamento de tropas ucranianas. Segundo ele, se não for confrontada, a Rússia continuará a desestabilizar países vizinhos.


Encontro de ministros do Exterior em Paris

"Durante o próximo mês, nós vamos destacar pessoal de serviço britânico para fornecer assessoria e uma série de treinamentos, de inteligência tática e logística a tratamento médico", disse Cameron. "Também forneceremos um programa de treinamento de infantaria para aumentar a durabilidade das forças ucranianas."

O premiê afirmou que o Reino Unido não descarta fornecer armamento aos ucranianos, mas explicou que, no momento, a melhor forma de ajudar é com conhecimento e material não letal.

"Se nós não nos posicionarmos frente à Rússia, isso causaria danos profundos para todos nós, porque vamos ver mais desestabilização. Os próximos serão a Moldávia e os países do Báltico", assinalou.

Há duas semanas, os EUA anunciaram ajuda similar. Os americanos vão enviar cerca de 600 soldados à Ucrânia para treinar as tropas locais e melhorar sua capacidade de se defender de ataques de artilharia dos separatistas, que controlam parte da região leste do país.

Retirada de armas do front

O anúncio de Cameron chega pouco depois de os separatistas no leste da Ucrânia afirmarem que começaram uma retirada de armas pesadas das áreas de conflito. Eduard Basurin, líder da autodeclarada "República Popular de Donetsk", garantiu que se planeja recuar 96 morteiros do front, além das 20 unidades que já teriam sido retiradas nos últimos dias.

O canal de notícias russo R24 noticiou o recuo rebelde das armas pesadas – inicialmente em Debaltsev, depois em Donetsk e outras cidades.

O governo da Ucrânia, no entanto, mantém-se cético com relação à declaração dos rebeldes pró-russos, apesar de testemunhas terem observado a movimentação de morteiros em áreas controladas por separatistas.

"Os rebeldes estão apenas reagrupando seus bandos e realocando suas armas", disse o porta-voz das Forças Armadas da Ucrânia, o coronel Andrey Lysenko.

Na segunda-feira, Kiev anunciou o adiamento do recuo de armas pesadas, alegando que isso não ocorrerá "enquanto os rebeldes continuarem" atacando seus soldados.

Segundo o Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, os separatistas atacaram as forças ucranianas 27 vezes em apenas 24 horas. Já os rebeldes acusam as tropas do governo de violar o cessar-fogo 29 vezes.

A Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que monitora o andamento do cessar-fogo, afirmou que não foi possível verificar qualquer retirada de armas pesadas da zona de conflito.

Apelo de ministros

Nesta terça-feira, os ministros do Exterior de Rússia, Ucrânia, França e Alemanha fizeram um novo apelo para que o acordo firmado em Minsk no dia 12 de fevereiro seja respeitado, e pediram um imediato cessar-fogo na região.

"Nós, os quatro ministros, pedimos uma estrita implementação das disposições do acordo de Minsk, começando por um cessar-fogo e com a retirada de armas pesadas", afirmaram os representantes em uma nota conjunta.

Durante encontro na capital de Belarus há duas semanas, Kiev e rebeldes concordaram em suspender as hostilidades e retirar armas pesadas para uma faixa de até 70 quilômetros distante da linha de confronto, a fim de criar uma zona neutra. O recuo começaria três dias depois. O acordo foi acertado em Minsk, com a mediação de Alemanha, França e Rússia.



França mobiliza porta-aviões para combate ao EI

Com a mobilização do Charles de Gaulle para o Golfo Pérsico, mais 21 caças-bombardeiros franceses passarão a operar contra os jihadistas no Iraque. Há cinco meses, o país apoia a aliança liderada pelos EUA.


Deutsch Welle

O porta-aviões francês Charles de Gaulle foi mobilizado para o Golfo Pérsico, como parte dos esforços de Paris contra o grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI), segundo anunciaram fontes do Ministério da Defesa, nesta segunda-feira (23/02).




Desde meados de setembro de 2014, a França tem fornecido apoio aéreo às operações no Iraque da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra a organização terrorista. Ela mantém seis caças Mirage operando a partir da Jordânia, assim como outros aviões com base nos Emirados Árabes Unidos.

Com a mobilização do porta-aviões, outros 21 caças-bombardeiros tomarão parte nas ofensivas aéreas visando reforçar os combatentes curdos peshmerga em sua tentativa de expulsar do norte do Iraque os milicianos do EI. O Charles de Gaulle foi escoltado por uma fragata antissubmarina britânica, uma embarcação de abastecimento de combustível e um submarino de ataque adicional.

A França foi um dos primeiros países a integrar a aliança militar liderada pelos EUA contra o EI. Em retaliação, um grupo argelino associado aos terroristas decapitou no fim de setembro último o francês Hervé Groudel. Assim como outros membros da coalizão, o país também enfrenta o desafio de impedir a radicalização de cidadãos franceses pelos jihadistas.


Alemanha recusa vender veículos blindados à Lituânia

Ministério da Defesa em Berlim confirma reportagem de jornal alemão, afirmando que Alemanha recusou pedido de venda de veículos blindados para a Lituânia. Decisão é criticada por ambos os lados da coalizão de governo.


Deutsch Welle

O governo alemão disse que não vai atender a uma solicitação da Lituânia, país aliado na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e parceiro na União Europeia para o fornecimento de veículos blindados sobre rodas Boxer, afirmou o jornal Welt am Sonntag neste domingo (22/02).


Radpanzer Boxer

De acordo com o jornal, um porta-voz do Ministério da Defesa em Berlim declarou: "O fornecimento de veículos de transporte blindados do Exército alemão ou a revenda desses veículos não estão nos nossos planos para os próximos anos."

O Ministério da Defesa confirmou a informação do Welt am Sonntag. O diário informou ainda que a decisão foi tomada levando em conta exigências das próprias Forças Armadas alemãs.

O pedido da Lituânia veio em meio a temores de segurança alimentados pelo alegado papel de Moscou nas lutas na Ucrânia. A Rússia vem sendo acusada por vários países de apoiar os rebeldes separatistas com armas, equipamentos e até mesmo tropas.

Até agora, Moscou tem negado qualquer envolvimento no conflito, afirmando que os soldados russos que se encontram na Ucrânia seriam meros "voluntários".

Críticas de ambos os lados

A decisão de Berlim de rejeitar o pedido da Lituânia foi criticada por analistas da área de defesa de ambos os lados da grande coalizão de governo.

"Temos grande interesse em aumentar a capacidade de nossos parceiros da Otan no Mar Báltico", afirmou o especialista social-democrata Rainer Arnold ao Welt am Sonntag.

Pelo lado dos conservadores, Florian Hahn, da União Social Cristã (CSU), afirmou que os temores dos países bálticos eram justificados em virtude da crise da Ucrânia.

"Nesta posição, somos obrigados a apoiar nossos parceiros na Otan e na União Europeia o tanto quanto possível. Esse também é o caso para planos de aquisições como este do veículo blindado Boxer", explicou Hahn.



23 fevereiro 2015

Lugansk confirma retirada de armamentos pesados da linha de contato na Ucrânia

A autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL), no leste da Ucrânia, confirmou nesta segunda-feira (23) que está retirando o seu armamento pesado da linha de contato com as tropas de Kiev, em conformidade com os acordos de Minsk alcançados este mês. A informação foi dada à Sputnik por um negociador da RPL envolvido nas negociações.


Sputnik

O cessar-fogo entre as forças independentistas e as tropas do governo ucraniano entrou em vigor no último dia 15 de fevereiro. Segundo o acordo, as partes têm de recuar seu armamento pesado a uma distância de 25 quilômetros a 70 quilômetros para a criação de uma zona tampão. 


Tanque em Lugansk
© Sputnik/ Valeriy Melnikov
Por telefone, o negociador da RPL Vladislav Deinego disse que as forças de Lugansk estavam prosseguindo com a retirada, e informou que o cessar-fogo em Donbass está sendo observado no geral, mas que tiros de morteiro isolados ainda são ocasionalmente ouvidos.

No domingo (22), o vice-comandante da autoproclamada República Popular de Donetsk, Eduard Basurin, disse que a retirada da artilharia pesada, de sua parte, começaria na terça-feira (24).

Por outro lado, o porta-voz militar de Kiev, tenente-coronel Anatoliy Stelmakh, anunciou hoje o adiamento da retirada do armamento pesado pelo Exército ucraniano e disse aos jornalistas que a operação não começaria até que os supostos ataques dos independentistas fossem totalmente encerrados. Segundo ele, houve dois ataques de artilharia por parte das forças emancipacionistas durante a noite. Stelmakh afirmou que, embora isso represente uma queda na comparação com os últimos dias, “enquanto os disparos contra as posições militares ucranianas continuarem, não será possível falar sobre uma retirada”.


Bloqueio econômico da RPD (República Popular de Donetsk) foi intensificado

As lojas rapidamente ficaram vazias, nem um único veículo com alimentos chega à cidade de Donetsk.


Sputnik

Isso é mais do que uma preocupação séria, disse o vice-presidente do Conselho Nacional da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD), Denis Pushilin.


Denis Pushilin, o representante da autoproclamada República Popular de Donetsk
© Sputnik/ Artyom Zhitenev
O bloqueio econômico de Donetsk não apenas continua, como se intensifica, disse à agência noticiosa russa RIA Novosti o vice-presidente do Conselho Nacional de RPD Denis Pushilin.

"O que preocupa é o bloqueio econômico. As lojas ficam vazias muito rapidamente. Nem um único veículo com alimentos é deixado passar [para a cidade de Donetsk]. Este fato provoca preocupações mais do que sérias. Podemos dizer que o bloqueio está sendo reforçado. Isto é contrário ao conjunto de medidas que foi assinado em Minsk", disse ele.



Brasil pode fornecer à Rússia elementos do sistema de defesa Pantsir

O Brasil pode começar a construir elementos para o complexo de defesa aérea Pantsir-C1. A informação é do vice-chefe da empresa estatal russa de construção de armas do setor de defesa, Yuri Savenkov. Atualmente, estão sendo acertados detalhes do contrato.


Sputnik

Segundo ele, os representantes da companhia estão participando de negociações sobre o fornecimento dos sistemas Pantsir, discutindo as características do complexo, organização de reparo, a criação de um centro técnico no Brasil, bem como um plano para a implementação do programa de compensação.


Sistema de defesa Pantsir
© Sputnik/ Vitaly Belousov
Em outubro de 2013, o ministro da defesa da Rússia, Sergei Shoigu, declarou que as negociações com o Brasil sobre a possível compra dos sistemas Pantsir estavam em fase final.

Em agosto de 2014, o chefe da empresa estatal de exportação de armas da Rússia Rosoboronexport, Anatoly Isaikin, havia informado sobre os planos de assinar o contrato até o final do ano sobre o fornecimento de três baterias do complexo Pantsir. Também foi relatado que a Rússia ofereceria cooperação tecnológica ao Brasil.



Militantes do Estado Islâmico queimaram mais de 40 pessoas no Iraque

Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico queimaram 43 pessoas em uma jaula.


Sputnik

A execução foi realizada esta terça-feira (17) em al-Baghdadi na província de Anbar, no oeste do Iraque, noticia este sábado (21) a EFE com a referência a fontes policiais iraquianas.


Refém do Estado Islâmico
© REUTERS/ Social media via Reuters TV
As vítimas de militantes eram funcionários da polícia e membros do Movimento de Salvação sunita, capturados pelo Estado Islâmico (EI).

No verão passado, os extremistas do EI conquistaram grandes áreas no norte e no oeste do Iraque, bem como em parte do território da Síria. As forças da coalizão internacional realizam desde agosto ataques aéreos contra as posições do EI a fim de deter o avanço dos islamitas.


EUA e Turquia firmam acordo para treinar rebeldes sírios

Os rumores de que os Estados Unidos e a Turquia planejavam auxiliar opositores sírios, foram confirmados nesta quinta-feira. Os dois países formalizaram sua intenção ao assinarem um acordo para fornecer treinamento e equipamento aos rebeldes lutando contra o governo da Síria e o autoproclamado Estado Islâmico.


Sputnik

As forças armadas dos Estados Unidos declararam que vão enviar cerca de 400 soldados para treinar os chamados rebeldes "moderados" perto da fronteira com a Síria. A Arábia Saudita e o Catar também podem ceder territórios para o treinamento. De acordo com o plano, cerca de 5 mil rebeldes sírios devem ser treinados anualmente por um período de três anos.


Soldados rebeldes levam armas na vila de Ratian, a norte de Alepo, seguindo uma suposta ofensiva contra eles promovida por forças leais ao presidente President Bashar al-Assad, da Síria.
© REUTERS/ Hosam Katan
O "Wall Street Journal" relatou que, segundo o plano, os Estados Unidos consideram fornecer caminhões equipados com metralhadoras e também dar poder para que os sírios convoquem ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos.

Vários oficiais americanos já expressaram preocupação no que diz respeito ao fornecimento de armas aos rebeldes sírios — entre eles, o ex-embaixador americano Robert Ford. Ele cita o fato de que os Estados Unidos não têm como se certificarem que os rebeldes sírios são totalmente opostos a integrantes da Al Qaeda na região.



Estados Unidos empurram China para confronto com Japão

Washington provoca Pequim a um confronto com Tóquio, para aumentar a presença militar estadunidense na Ásia, usando o pretexto de proteger os interesses dos seus aliados.


Natalya Kasho | Sputnik

Foi justamente assim que especialistas russos comentaram a notícia de os EUA terem proposto ao Japão patrulhar conjuntamente as rotas de comércio no mar da China Meridional. Através dessas rotas, a China recebe a maior parte do petróleo procedente do Oriente Médio e da África. Uma forte reação chinesa à declaração dos EUA será inevitável, estimam os especialistas.

Navios japoneses
© AFP 2015/ KAZUHIRO NOGI / AFP
Segundo o Ministro da Defesa japonês, Gen Nakatani, o comando militar do país vai estudar a proposta norte-americana. No entanto, ele admitiu que uma resposta favorável de Tóquio poderia desagradar a Pequim.

Seja como for, ao propor a Tóquio o patrulhamento conjunto, Washington está perseguindo seus próprios objetivos. É que na prática não só a China, mas também o Japão, recebem os principais fluxos de petróleo importado através do mar da China Meridional. Essa é a opinião compartilhada pelo diretor adjunto do Instituto dos EUA e Canadá, Pavel Zolotaryov:

"Os norte-americanos têm inventado uma boa desculpa para ampliar sua presença militar na região. Eles nem tentam esconder que a sua principal preocupação tem a ver, sobretudo, com a China. É o que prima em todos os documentos deles. Inclusive o sistema de defesa antimísseis regional, se os lermos atentamente, é articulado por eles para neutralizar o potencial de mísseis chineses. Isto é claro e evidente, apesar de os estadunidenses associarem a sua DAM asiática principalmente com a Coreia do Norte".

"Se soube que o chefe da inteligência dos EUA, antes de ter renunciado a seu cargo, chamou a atenção para a crescente atuação chinesa na Ásia, incluindo na resposta às forças da Guarda Costeira japonesa nas zonas de litígio".

O governo de Shinzo Abe se propõe aprovar parlamentarmente uma decisão que conceda às forças armadas do Japão o direito de efetuar operações conjuntas com os EUA muito para além do arquipélago japonês.

De acordo com a Constituição Pacifista, neste momento o Japão não tem esse direito. A proposta estadunidense de policiamento conjunto das vias militares e comerciais no mar da China Meridional empurra, pura e simplesmente, o Japão para a revisão de sua Constituição. Com isso se calcula envolver o Japão para fazer frente ao aumento da influência chinesa na região, acredita o diretor do Centro de Estudos Japoneses, Valery Kistanov:

"Os EUA enfrentam na região da Ásia-Pacífico só um problema, e esta dor de cabeça tem origem no crescimento do poderio militar e econômico da China. É um desafio para o poder norte-americano, a sua dominação na região. Portanto, tal proposta, se os norte-americanos a fazem, tem a ver, antes de tudo, com a dissuasão da China, isso não suscita dúvidas.

É uma proposta provocativa, e não só por excitar mas também por conter provocação. Ela persegue o objetivo de provocar um confronto direto entre o Japão e a China, munindo os EUA de um novo pretexto para reforçar a sua presença na região a fim de, alegadamente, proteger seu aliado. A China irá se opor duramente a esse curso dos acontecimentos. Pequim, com certeza, vai se lembrar em seguida da agressão japonesa, dos desastres e danos que essa trouxe a países asiáticos. Tanto mais que este é o ano do 70º aniversário do fim da II Guerra Mundial. Na China, esta gesta é vista sob a óptica da vitória na guerra contra o Japão militarista".

A presença da Marinha dos EUA no mar da China Meridional será uma perturbação forte no relacionamento entre os dois países. Pequim não descarta que, em caso de agravamento das relações bilaterais, Washington tente exercer pressão militar sobre a China precisamente nesta área. Em particular, com recurso ao bloqueio das vias marítimas usadas para transportar petróleo para a China.

Entretanto, o aparecimento de navios de guerra japoneses junto a belonaves da 7ª Frota dos EUA será capaz de colocar a China em uma situação complicada. E se os acontecimentos evoluírem dessa forma, a reação dos militares chineses poderá levar a sérias consequências.


CNN: milicianos de Donbass atuam como Estado e não como rebeldes

O jornalista do canal de TV norte-americano CNN, que visitou a cidade de Debaltsevo após o anúncio da trégua, chamou atenção para a interação entre as milícias e os habitantes locais, que não escondem sua raiva em relação às autoridades de Kiev.


Sputnik

O correspondente Nick Paton Walsh observou que em Debaltsevo a milícia atua "como um Estado" e não como um grupo de rebeldes.


Situação em Debaltsevo
© Sputnik/ Mikhail Voskresensky
Walsh foi testemunha ocular de distribuição de alimentos aos habitantes organizada pelas milícias. Os habitantes não escondem sua raiva em relação às autoridades da Ucrânia.

"Estão aqui muitas pessoas. Eles [autoridades ucranianas] disseram que não há pessoas em Debaltsevo”, diz Zoya, uma residente local. Outro habitante local, Lyudmila, que tinha sobrevivido à Segunda Guerra Mundial, disse que a situação em Debaltsevo é ainda pior que nos tempos da guerra.

Um dos habitantes mostrou a Walsh um capacete com símbolos nazistas, o que, em sua opinião, é uma prova que eles se opuseram a nazistas e não a recrutas do exército da Ucrânia mal armados.

Além disso, o correspondente da CNN testemunhou um ataque contra a milícia em Debaltsevo ocupada. "Os bombardeios não terminaram", afirma.

Walsh observa que, considerando os prejuízos sofridos pela cidade, é possível "avaliar com precisão a dureza dos combates" e as grandes baixas sofridas pelos militares ucranianos.

O cessar-fogo declarado anteriormente foi respeitado, de acordo com as partes envolvidas no conflito e os observadores, em toda a linha de demarcação, com exceção da área perto da cidade de Debaltsevo.

Esta é uma cidade da região de Donetsk e um dos maiores entroncamentos ferroviários da Ucrânia, sendo considerada como um ponto estratégico para os militares ucranianos também por estar localizada junto à rodovia M04, que liga as cidades de Donetsk e Lugansk.


Ex-combatentes comemoram 70 anos da Batalha de Monte Castelo

Em fevereiro de 1945, as forças militares brasileiras venceram a batalha.
'Você é chamado e não pode fugir', diz o ex-combatente Pontarolli.


Do G1 PR, com informações da RPC Curitiba

Um momento solene reuniu nesta segunda-feira (23), em Curitiba, o Exército Brasileiro, a Polícia Militar (PM) e a Força Aérea Brasileira. Ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial participaram de uma homenagem em comemoração ao aniversário de 70 anos da tomada de Monte Castelo, na Itália. Foi no dia 21 de fevereiro de 1945 que as forças militares brasileiras venceram a defesa alemã.



O ex-combatente Reynaldo Pontarolli, hoje com 93 anos, conta o que passou nos campos de batalha. “Às vezes você não conhece a guerra, não sabe o que é, mas vai cumprir seu dever. Você é chamado e não pode fugir”, lembra.

Ao todo, 25 mil soldados fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira. Eles ficaram oito meses na Itália como integrantes das forças aliadas, combatendo o exército alemão. “Nós temos certeza que a população brasileira reconhece esse valor. Do empenho dessas vidas que foram, inclusive, perdidas nos campos de batalha da Itália, mas que trouxeram para nós a vitória”, afirmou o coronel Carbonell, da 5ª Divisão do Exército.

Dentre os desafios que os soldados brasileiros contam ter enfrentado estão, além dos inimigos, o rigor do inverno europeu. Apenas em fevereiro de 1945, quando o frio já não estava tão intenso, veio o quinto ataque e a vitória brasileira.

Para o ex-combatente Eronides da Cruz, de 92 anos, a vitória foi decorrente da qualidade dos pracinhas brasileiros. “Se você ainda encontrar um italiano daquela época na guerra da Itália, que fale sobre os brasileiros, eles vão dizer para você sobre a capacidade. E outra coisa, um soldado diferente pela velocidade que lutava, com garra, e ao mesmo tempo um coração grande para dividir sua ração com o povo civil que estava passando fome”, disse o ex-combatente.

Presidente de Gana anuncia compra do Super Tucano

Serão adquiridos cinco exemplares do turboélice militar da brasileira Embraer, além de nove helicópteros Harbin Z-9 da China, segundo declaração do Presidente John Dramani Mahama


Poder Aéreo

Nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, o portal de notícias AGC informou que a Força Aérea de Gana vai comprar cinco aviões de treinamento e ataque Super Tucano, da brasileira Embraer, assim como nove helicópteros Harbin Z-9 chineses. Segundo a AGC, o anúncio da compra foi feito no dia 13 pelo presidente de Gana, John Dramani Mahama.




A informação já havia sido dada em novembro de 2014, porém sem detalhamento das encomendas. Desta vez, porém, o presidente ganês chegou a indicar até mesmo a data de entrega dos helicópteros: junho de 2015. Ele também falou sobre planos de criar uma escola de treinamento de voo em Tamale e de um novo hospital para a Força Aérea de Gana, com 500 leitos, em Kumasi.

Gana já opera 10 helicópteros Mi-17 e 2 aviões de transporte C295, um dos quais está no Mali apoiando a missão da ONU na região (Minusma).