31 outubro 2015

Político sírio classifica a decisão dos EUA de enviar tropas como agressão

Um membro do parlamento da Síria, Sharif Shehadeh, disse que a decisão dos EUA de enviar tropas para o país é uma "agressão", pois não houve acordo com o governo.


Sputnik

Um membro do parlamento da Síria, Sharif Shehadeh, disse que a decisão dos EUA de enviar tropas para o país é uma "agressão", pois não houve acordo com o governo. 


Tio Sam
© AFP 2015/ FILIPPO MONTEFORTE

Segundo Shehadeh, a presença das tropas não terá efeito, mas Washington quer dizer que está presente na Síria.

Os EUA decidiram enviar 50 tropas especiais para auxiliar as forças curdas e árabes no norte da Síria no combate ao Estado Islâmico. A coalizão liderada pelos EUA contra o grupo extremista tem feito ataques aéreos desde setembro de 2014, matando 12 mil membros, mas sem enfraquecer o grupo.

A decisão norte-americana de enviar as tropas para a Síria veio um mês após a Rússia iniciar ataques aéreos contra os insurgentes no país. Os ataques russos tiveram aprovação do governo sírio.

O acordo de paz na Síria foi o tema de discussão, realizada ontem, entre os chefes da diplomacia dos EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia e Irã, que resultou em um documento de uma página com nove cláusulas, entre as quais estavam a manutenção da unidade territorial do país, de suas instituições e do caráter secular do Estado sírio. Além disso, foi reforçado o princípio já definido nas conferências de Genebra 1, de 2012, e Genebra 2, de 2014, de que a transição será realizada com a convocação de uma nova assembleia constituinte e eleições supervisionadas pela ONU.

O principal ponto de impasse está no futuro de Bashar al-Assad, cuja manutenção no poder é defendida por Rússia e Irã e descartada por EUA, Europa e Arábia Saudita. Um novo encontro entre os chanceleres deve ocorrer dentro de 15 dias, em Viena, na Austria.



Estado Islâmico diz ter abatido avião russo no Egito

France Presse

O ramo egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) afirmou neste sábado no Twitter ser o responsável pela queda do avião fretado russo que caiu no Sinai egípcio, causando 224 mortes.


O Estado Islâmico (EI) controla amplas faixas de território na Síria e no Iraque
Estado Islâmico: "Os soldados do Califado foram capazes de derrubar um avião russo na província do Sinai", disse o grupo no Twitter (AFP arquivos)

"Os soldados do Califado foram capazes de derrubar um avião russo na província do Sinai que transportava mais de 220 cruzados que foram todos mortos", afirma o grupo extremista em um comunicado publicado em suas contas no Twitter, indicando que agiu em retaliação à intervenção russa na Síria.


Por que razão EUA não bombardeiam depósitos de petróleo do Estado Islâmico?

Em entrevista à Sputnik, o conhecido jornalista turco Alptekin Dursunoglu expressou surpresa sobre a relutância da coalizão liderada pelos EUA em bombardear depósitos de petróleo controlados pelo Estado Islâmico (EI) na Síria, que, segundo ele, são uma das principais fontes de renda do grupo jihadista.


Sputnik

O jornalista se refere ao contrabando de petróleo do Estado Islâmico para a Turquia através de um oleoduto ilegal, cuja existência ainda não foi confirmada.


Militantes do Estado Islâmico em Fallujah, no Iraque
© AP Photo/ File

Ao mesmo tempo, ele chamou a atenção para o fato de que a campanha aérea liderada pelos EUA nunca teve como alvo os depósitos de petróleo controlados pelo EI na Síria.

"Este fato [me] faz realmente admirar, uma vez que uma das etapas do plano de Obama para combater o EI era a destruição das fontes de renda do Estado Islâmico", disse Dursunoglu.

Dursunoglu pergunta por que razão os drones americanos não conseguiram ainda detetar uma estrutura de tão grande escala.

Ele também disse que o fornecimento de petróleo não é a única fonte de renda do EI, que, como ele fez lembrar, fazia parte da al-Qaeda em 2012.

"Esta organização unificada evitou deliberadamente ser chamada de al-Qaeda. O Estado Islâmico ficou com uma parte considerável do dinheiro que foi entregue pelos países do golfo Pérsico e Turquia sob o pretexto de ajudar a oposição síria", disse Dursunoglu.

Ele citou trabalhadores humanitários locais que tinha dito, em 2012, que o dinheiro foi enviado em "bolsas, malas e sacos."

Dursunoglu acrescentou que, além do comércio de petróleo ilegal e extorsão, outras fontes de financiamento do Estado Islâmico são o contrabando de antiguidades e artefatos históricos, bem como o tráfico de pessoas e de órgãos humanos.



EUA vão mandar forças especiais contra o Estado Islâmico na Síria

Casa Branca declarou que que serão menos de 50 militares. Barack Obama diz que a solução para guerra na Síria não é militar, e sim política.



Jornal Nacional

Os Estados Unidos anunciaram que vão mandar militares para a Síria. Já se sabe que esses militares não vão atuar diretamente na guerra.



Nem sequer o número exato de militares a Casa Branca divulgou. Só disse que serão menos de 50 e que fazem parte de uma força de operações especiais. Eles vão ficar baseados no norte da Síria, uma região controlada pelas tropas curdas - que têm o apoio dos americanos. Esses militares vão ter um papel bem específico: treinar e dar a apoio estratégico às milícias sírias que combatem o grupo terrorista Estado Islâmico.

O envio de soldados - mesmo um contingente tão pequeno - representa uma grande mudança da política americana em relação à Síria. Desde que ordenou os primeiros bombardeios, em agosto de 2014, o presidente Barack Obama prometeu várias vezes que não mandaria um único soldado americano para lutar no país. Mas Obama nega que tenha mudado de ideia. Continua dizendo que a solução para guerra na Síria não é militar, e sim política.

Há uma tentativa de solução diplomática, mas o que se sabe enquanto isso é que essa guerra já matou 250 mil pessoas e produziu o drama dos refugiados na Europa. Nesta sexta-feira (30), houve um encontro em Viena para tratar do assunto. Pela primeira vez, os Estados Unidos convocaram a Rússia, o Irã e a Arábia Saudita para negociar uma saída para a guerra da Síria.

Irã e a Arábia Saudita são os dois países que têm mais influência na região. E eles têm visões bem diferentes sobre o futuro da Síria. O irã apoia o presidente sírio Bashar Al-Assad, e os sauditas preferem que ele deixe o poder o quanto antes.

Os Estados Unidos aceitem um meio-termo: aceitam que Al-Assad fique mais um tempo na presidência, mas apenas para cuidar de uma transição política.

No final do encontro, os negociadores pediram o apoio das Nações Unidas para que o governo e a oposição da Síria baixem as armas e dialoguem para chegar a uma solução pacífica.

Pilotos do MiG-31 desaparecido estão salvos

Ambos os pilotos do MiG-31 Interceptor russo estão vivos depois de o seu avião ter caído na península de Kamchatka, no Extremo Oriente russo, afirmou o Ministério da Defesa russo neste sábado (31).


Sputnik

Os pilotos foram evacuados assim que o tempo da área de buscas melhorou. 


MiG-31 Foxhound
Mig 31 © Sputnik/ Vitaliy Ankov

Uma fonte disse à agência de notícias RIA Novosti que um dos pilotos tinha ficado ferido no incidente. Os pilotos fizeram exames médicos e neste momento nada ameaça as suas vidas.

Nesta sexta-feira (30) os militares russos perderam o contato com um MiG-31 Interceptor que estava realizando uma missão de treinamento no Extremo Oriente russo.

Nas primeiras horas de sábado um avião de patrulha russo encontrou o local onde os pilotos se encontravam.



China alerta EUA para perigo de guerra no mar

Washington crê que as ilhas no Mar da China Meridional, apesar de terem sido feitas pelos chineses, não são de sua soberania, pois se encontram em águas internacionais


Veja

O comandante da Marinha militar chinesa, Wu Shengli, disse que, se os Estados Unidos não derem fim a suas "ações provocativas" no Mar da China Meridional, pode desatar uma guerra na região. Ainda segundo ele, até mesmo um pequeno incidente registrado na área pode culminar em um confronto bélico. "Espero que Washington aprecie a boa situação entre as marinhas, que não foi conquistada de forma fácil, e evite que este tipo de incidente aconteça novamente", disse.

Embarcações anfíbias dos Estados Unidos patrulham o Mar da China Meridional
Embarcações anfíbias dos Estados Unidos patrulham o Mar da China Meridional(Erik De Castro/Reuters)

Os comentários foram feitos durante uma reunião com seu colega americano John Richardson. As tensões entre os países aumentaram recentemente, após um navio da Marinha americana ultrapassar umas das fronteiras impostas pelo governo chinês no Mar da China Meridional nesta semana, desafiando a soberania do país e causando o descontentamento de Pequim. O Mar da China Meridional é a parte do Oceano Pacífico ao sul da China e à direita da península da Indochina, que abriga Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã.

O Ministério de Relações Exteriores chinês declarou que a tripulação do USS Lassen foi avisada que se aproximava do limite de 12 milhas náuticas das ilhas artificiais no arquipélago de Spratly, um conjunto de ilhas rico em recursos energéticos. Desde 2013, força militares chinesas vem ampliando sua atuação na região. Recentemente, a China instalou diversas bases militares na ilha, em um gesto que os Estados Unidos interpretaram como ameaçador para os países vizinhos.

Washington acredita que as ilhas artificiais, apesar de terem sido feitas pelos chineses, não são de sua soberania, pois se encontram em águas internacionais. Desta forma, permite que suas embarcações se aproximem o quanto julgarem necessário. A China, no entanto, considera a ação ilegal. Pequim acredita ter poder sobre todo o Mar da China Meridional, apesar de países vizinhos também reclamarem soberania sobre a região.

Tropa de elite da Marinha do Brasil faz treinamento no sertão do RN

Ao todo, nove fuzileiros navais participam do Curso de Comandos Anfíbios.
Militares percorreram 40 quilômetros entre a mata seca do interior potiguar.


Fred Carvalho | G1 RN

Um grupo de fuzileiros navais participou de um curso especial de Comandos Anfíbios entre a terça (27) e esta quinta-feira (29). Ao todo, os militares percorreram 40 quilômetros entre os arbustos secos e cactos cheios de espinhos entre as cidades de Lajes e Cerro Corá, na região central do Rio Grande do Norte. Dos 43 fuzileiros que iniciaram o curso, apenas nove continuam tentando entrar nos Comandos Anfíbios, que é uma tropa de elite da Marinha do Brasil.

Fuzileiros participaram de curso especial no sertão do Rio Grande do Norte (Foto: Elias Medeiros/G1)
Fuzileiros participaram de curso especial no sertão do Rio Grande do Norte (Foto: Elias Medeiros/G1)
O exercício simulou a captura de criminosos na região da caatinga. "No curso, os homens passam por avaliação física, de saúde e psicológica. Dos 43 que iniciaram o curso este ano, restaram apenas nove e esse número ainda pode diminuir", falou o capitão-de-corveta Fabrício Barroso. "A missão nesse simulado aqui no sertão do Rio Grande do Norte é capturar criminosos após uma denúncia. Eles foram soltos na cidade de Lages e tiveram que andar entre a mata seca por 40 quilômetros até achar o alvo na cidade de Cerro Corá. Além da vegetação, o solo aqui é rochoso, o que dificulta o avançar da tropa. Mas o que mais castiga é sol forte, o céu sem nuvens com um calor intenso durante todo o dia", completou.

Os Comandos Anfíbios são preparados para realização de operações especiais. Ao iniciarem o exercício, cada aluno carrega um fuzil 762 que pesa cerca de 4,5 quilos e uma mochila pesando 30 quilos. "Eles levam um pacote com rações suficiente para 24 horas, água e baterias para comunicação. Como todo o exercício dura quase 48 horas, eles devem arranjar comida e água na caatinga, o que é muito difícil", frisou o comandante Barroso.

Para conseguirem alimento e água extras, eles foram instruídos a comerem os cactos da região. "Mostramos aos homens como se obter alimento no meio dessa seca toda, com escassez quase que total de recursos. Eles estão capacitados a coletarem cactos, como xique-xique, palma e coroa-de-frade, a retirarem os espinhos e comerem esses vegetais. Sabemos que isso não é suficiente para alimentar um homem, mas eles devem estar preparados para agir assim em uma situação de sobrevivência", falou o sob-oficial Martins de Souza.

Para o exercício, a Marinha do Brasil disponibiliza uma estrutura paralela para atender urgências dos alunos. "Há o risco de desidratação por causa do calor aqui nessa região. Caso alguém passe mal e queira desistir do treinamento, temos todo um aparato médico e de resgate para esses alunos", frisou o comandante Barroso. A Marinha aproveita o exercício para fazer uma ação social, distribuindo água potável em carros-pipa na região onde há o teinamento.

O exercício simulado foi iniciado na manhã da terça e concluído às 5h desta quinta. "De um modo geral, o treinamento na caatinga do Rio Grande do Norte foi exitoso. Os fuzileiros conseguiram capturar o inimigo. Agora vamos para outro estado, onde esses militares passarão por outro tipo de preparação", concluiu. O curso é ministrado no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, no Rio de Janeiro, com duração de 25 semanas.


Corpos decapitados pelo grupo Estado Islâmico são encontrados na Turquia

Um jovem ativista sírio contrário ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e um amigo dele foram encontrados nesta sexta-feira (30) decapitados em uma casa do sul da Turquia. O anúncio foi feito pelo grupo "Raqa é massacrada em silêncio".


RFI

"Encontraram decapitados esta manhã o ativista Ibrahim Abdelkader e seu amigo Fares Hamadi, na residência deste último em Urfa", disse Abu Mohamad, um dos fundadores do grupo, que registra os abusos nas áreas controladas pelo EI na Síria.

Jihadista do grupo Estado Islâmico na cidade de Raqa.
Jihadista do grupo Estado Islâmico na cidade de Raqa. AFP/STR

Em uma mensagem publicada no Facebook, Mohamad acusou o grupo extremista de ter assassinado os jovens. Ibrahim AbdelKader tinha 20 anos e seu amigo por volta de 20. Os dois eram originários de Raqa.

Conivência turca

Anteriormente, já haviam sido mortos outros membros desse grupo de ativistas na Síria, mas nunca fora do país, segundo Mohamad. A agência de notícias turca Dogan informou, por sua vez, que foram decapitados dois jornalistas sírios e que a polícia turca prendeu sete sírios.

Ativistas da oposição síria, combatentes curdos e, inclusive, seus aliados ocidentais acusam há tempos a Turquia de permitir que membros do grupo EI entrem e saiam através de seus 911 km de fronteira com a Síria.


27 outubro 2015

Política francesa: A Rússia "tem todo o direito de intervir na Síria"

A presença militar russa na Síria é completamente justificada e seus aviões estão fazendo um bom trabalho bombardeando alvos do EI (Estado Islâmico) no país, disse Elisabeth Guigou, política francesa, em entrevista à Radio França Internacional.


Sputnik

Guigou, que é a presidente do Comitê de Relações Exteriores da Assembleia Nacional francesa, ressaltou que a própria França e outros países, incluindo os Estados Unidos, estão atualmente realizando ataques aéreos na Síria. Por isso seria hipócrita dizer para Moscou não se envolver na Síria.


Elisabeth Guigou

"A Rússia tem todo o direito de intervir militarmente na Síria", disse Guigou à Rádio França Internacional.

Ao mesmo tempo, a política francesa ressaltou que a Rússia deveria concentrar-se em bombardear alvos do EI sem tocar nas forças de oposição sírias.

Guigou também expressou a esperança de que, após os ataques aéreos russos várias facções sírias irão sentar na mesa de negociações para que um processo de construção da paz finalmente comece. Ela também enfatizou que para que a Síria tenha uma paz duradoura, representantes dos Estados Unidos, Rússia, UE, Irã e países do Oriente Médio devem tomar parte no processo de negociação.

"Primeiro um cessar-fogo deve ser implementado na Síria, então um período de transição política poderá começar, o qual precederia as negociações envolvendo todas as partes, exceto as organizações terroristas", explicou Guigou.

Quanto aos países da UE, todos eles deveriam concordar em uma política externa unificada no que se refere a Síria. No entanto, será algo difícil de se alcançar, haja visto que um mandatário da UE não pode interferir nos interesses soberanos dos membros da UE, argumentou a política francesa.

A Síria se encontra em um estado de guerra civil desde 2011, com as forças do presidente do país Bashar al-Assad enfrentando facções da oposição,bem como numerosos grupos extremistas, incluindo Estado Islâmico (EI) e a Frente al-Nusra.

Desde 2014, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos tem bombardeado posições de militantes terroristas na Síria sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou mesmo das autoridades do país.

Em 30 de setembro, a Rússia deu início a uma campanha aérea multinacional destinada a ajudar as forças lideradas por Damasco em sua luta contra os grupos terroristas que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad. A operação foi autorizada pelas legítimas autoridades sírias. Desde então a Rússia, a Síria, o Irã e o Iraque concordaram em cooperar na partilha de inteligência e da segurança na Síria, assim como criar um centro de informações em Bagdá com o objetivo de coordenar seus esforços em conjunto.



Instituto Brookings: Campanha russa na Síria surpreendeu especialistas ocidentais

O Instituto Brookings publicou em seu site um artigo, assinado pelo oficial de voo da Marinha dos EUA, Garrett I. Campbell, afirmando que a Força Aérea russa na Síria deixou muitos especialistas militares ocidentais surpreendidos, pois não esperava que a Rússia tinha a capacidade de levar a cabo operações militares com tal eficiência.


Sputnik

Segundo o texto, no passado, muitos especialistas militares chamaram os russos de fracos, especialmente quando se tratava das forças aéreas e navais. Mas os ataques aéreos da Rússia na Síria provaram que estes peritos estavam errados.

Caça russo Su-34 em missão na Síria
Sukhoi Su-34 © Sputnik/ Russian Defence Ministry

As avaliações das forças armadas russas eram imprecisas, uma vez que analistas ocidentais muitas vezes procuraram desacreditar as capacidades militares da Rússia, frisa o artigo. No entanto, com a sua campanha eficaz na Síria, Moscou mais uma vez provou que esses especialistas estavam enganados, afirmou o Instituto Brookings, organismo com sede em Washington,.

O oficial destaca que The New York Times publicou recentemente que a Força Aérea da Rússia fez em um único dia mais ataques aéreos do que a coalizão liderada pelos EUA em um mês.

“Quase nenhum dos nossos aliados da OTAN poderia conseguir o que a Rússia tem feito até agora nos céus”, disse o oficial norte-americano.

Por disparar foguetes contra alvos do Estado Islâmico na Síria a partir de navios ancorados no Mar Cáspio, os militares russos mostraram uma capacidade sem precedentes para lançar mísseis de cruzeiro de longo alcance a partir de corvetas e fragatas.

“Usando um navio de pequeno porte, barato, tecnologicamente simples e facilmente produzido, a Marinha russa está exibindo uma capacidade única e destacando os resultados de seus esforços de modernização da Marinha, muitos dos quais são desconhecidos”, destaca o artigo.

O lançamento de mísseis de cruzeiro não é um negócio tão grande por si só, mas a combinação deste tipo de foguetes guiados com navios corvetas de pequeno porte atemorizaram os especialistas militares. O fato que surpreendeu muitos peritos norte-americanos foi que a Rússia armou seus navios da classe Buyan-M, que deslocam a apenas 950 toneladas, com um poder de fogo comparável aos muito maiores destróieres US Arleigh da classe Burke e aos cruzadores com mísseis de classe Ticonderoga, explica Campbell.



Classe Bunyan-M

Em 30 de setembro, a Rússia lançou uma campanha multinacional aérea destinada a ajudar as forças lideradas por Damasco em sua luta contra os grupos terroristas que estão tentando derrubar o presidente sírio, Bashar Assad. A operação foi autorizada pelas autoridades legítimas do país árabe.

Empresa de defesa russa aumenta produção devido à operação na Síria

A empresa russa Corporação de Mísseis Táticos decidiu trabalhar em três turnos por razão do aumento da demanda da sua produção em consequência da operação militar russa na Síria.


Sputnik

Os volumes de produção continuam crescendo desde o início da operação aérea russa na Síria, informa nesta segunda-feira (26) o periódico russo Kommersant-Vlast citando uma fonte na indústria militar.


Militares russos na base aérea em Hmeymim, na Síria
© Sputnik/ Dmitry Vinogradov

Os ataques aéreos na sua maioria são realizados com mísseis ar-superfície de alta precisão Kh-29L e bombas guiadas KAB-500S, ambas produzidas pela Corporação de Mísseis Táticos.

Mais do que isso, a Marinha russa comprou urgentemente oito cargueiros a armadores turcos. As embarcações foram registradas como navios de suporte com estatuto militar porque os navios de guerra russos habituais não permitiam transportar a carga.

Desde 30 de setembro último, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria.

Segundo o Ministério da Defesa russo, desde o início da operação até 22 de outubro, os caças russos realizaram 934 missões de suporte aéreo, chamados de 'sorties', a partir da base aérea de Hmeymim e destruíram pelo menos 819 alvos do Estado Islâmico.



Moscou confirma visita de representantes do Exército Livre da Síria à Rússia

O porta-voz oficial do ministério russo das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, confirmou nesta segunda-feira, 26, informações de que representantes do Exército Livre da Síria (ELS) estiveram em Moscou para negociar a recente proposta de apoio por parte da Rússia.


Sputnik

"Eles estão sempre aqui. Alguns chegam, outros partem" – disse o diplomata.


Combatentes rebeldes de o primeiro regimento, que faz parte do Exército Livre da Síria, participam de um treinamento militar no campo ocidental de Aleppo 4 de maio de 2015
Combatentes do Exército Livre da Síria © REUTERS/ Hosam Katan

Respondendo à pergunta de se os representantes do ELS estiveram na Rússia na semana passada, Bognanov disse que "estiveram, inclusive, várias pessoas".

No último domingo (26) o chanceler russo Sergei Lavrov reafirmou a prontidão da Rússia em prestar apoio aéreo a grupos da “oposição patriótica, incluindo o ELS”. O único obstáculo, segundo o chanceler, é a falta de informações sobre a localização precisa dos rebeldes filiados ao grupo. Moscou não dispõe dessa informação, embora a tenha pedido repetidamente a países familiarizados com o ELS, incluindo os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

O próprio ELS, no entanto, não possui um consenso interno quanto à necessidade de aceitar a proposta da Rússia, e vários representantes do grupo já deram declarações contraditórias nesse sentido.

Além disso, em resposta à proposta russa, líderes rebeldes de grupos filiados ao ELS deram a entender que o ELS não passa de uma pequena e descentralizada organização sem uma liderança unificada e sem presença significativa em território do conflito sírio.


Putin discute crise síria com rei da Arábia Saudita

O presidente da Rússia Vladimir Putin conversou nesta segunda-feira, 26, por telefone, com o rei saudita Salman, para discutir a regulação da crise na Síria, dando continuidade ao recente encontro entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Turquia, Arábia Saudita e o secretário de Estado dos EUA.


Sputnik

"Foi dada continuidade à troca de opiniões sobre uma série de questões relativas à regulação da crise síria, inclusive levando em contra a reunião quadripartida com a participação dos chefes das chancelarias da Rússia, Arábia Saudita, EUA e Turquia, bem como os futuros contatos em diversos níveis e formatos" – diz um comunicado publicado esta segunda-feira, 26 no site do Kremlin.


Vladimir Putin e Mohammad bin Salman
Mohammad bin Salman e Vladimir Putin © Sputnik/ Aleksey Nikolskyi

Segundo informou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, o encontro com seus colegas de pasta, realizado em 23 de outubro, em Viena, terminou com o entendimento comum de que o "grupo de apoio" na solução da crise síria precisa ser expandido. Nas suas palavras, o grupo deve incluir representantes de todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Ele destacou que o formato também poderia incluir a Liga Árabe e Organização de Cooperação Islâmica.

O serviço de imprensa do Kremlin também informou que durante a conversa telefônica entre os líderes da Rússia e da Arábia Saudita "foi discutida a situação em torno regulação do Oriente Médio… ambas as partes manifestaram preocupação com a degradação da situação em Israel e na Palestina".

"O rei saudita elogiou o papel tradicionalmente ativo da Rússia na promoção do processo de paz" – disse Kremlin.



Aviação russa destrói canais de abastecimento dos terroristas

Os ataques da aviação russa conseguiram destruir os canais de abastecimento de remédios, alimentos e munição dos grupos terroristas na Síria, informou à Sputnik um representante do serviço secreto sírio.


Sputnik

"Os bombardeios ao sistema de abastecimento dos extremistas efetuados pela aviação russa destruíram os principais canais de fornecimento de alimentos, munições, combustíveis e medicamentos destinados aos combatentes do Estado Islâmico", afirmou a fonte.


Syria’s UN ambassador on Wednesday said Russia had every right to carry out airstrikes against the Islamic State militants in his country
© flickr.com/ kuhnmi

O entrevistado revelou que os terroristas sofrem escassez de alimentos e água potável, mas passam por uma situação ainda mais crítica por causa da falta de "medicamentos imprescindíveis para o tratamento de feridos."

"O déficit de remédios obriga os extremistas a deixarem os feridos aos cuidados da população local. Além disso, na tentativa de escapar da aviação russa, eles se veem obrigados a abandonar os grandes caminhões onde armazenam suas reservas."

A previsão é de que nos próximos dias as unidades do Estado Islâmico se dividam em pequenos grupos de até dez pessoas e tentem abandonar a zona de conflito.

Desde o dia 30 de setembro, a pedido do presidente sírio, Bashar Assad, a aviação russa bombardeia posições do Estado Islâmico no país. A Síria vive, desde março de 2011, um conflito armado que já deixou mais de 250 mil mortos, segundo estimativas da ONU. As tropas governamentais enfrentam diferentes grupos armados, inclusive o Estado Islâmico e a Frente Nusra, vinculada à al-Qaeda.


Defesa da Rússia recebe primeiro lote de mísseis guiados Kalashnikov

O consórcio Kalashnikov forneceu ao Ministério da Defesa russo o primeiro lote de mísseis “Vikhr-1” (Furacão). Após sanções, consórcio teve que substituir importações, mas produção em série já iniciada deve garantir o cumprimento de prazos com o governo.


TATIANA RUSSAKOVA | GAZETA RUSSA

Após entregar o primeiro lote de “Vikhr-1” à pasta da Defesa, o consórcio Kalashnikov anunciou ter dado início à montagem em série dos mísseis para “cumprir as cláusulas do contrato de fabricação e fornecimento ao governo”, diz o diretor-geral Aleksêi Krivorutchko, citado em comunicado da empresa.


Mísseis “Vikhr-1” ajustados a um helicóptero Ka-52 Foto:PressPhoto

Assinado em 2013, o acordo de 12,5 bilhões rublos (quase US$ 200 milhões) com o Ministério da Defesa tinha conclusão programada para o final de 2015. Mas as sanções dos EUA e União Europeia obrigaram o consórcio a substituir importações de componentes estrangeiros.

“Os problemas estão todos solucionados agora”, garante Krivorutchko.

O míssil guiado “Vikhr-1” foi projetado para destruir veículos blindados, bem como alvos aéreos em baixa velocidade. O alcance máximo é de 10 km, e os lançamentos podem ser feitos de até 4.000 metros de altura.

O “Vikhr-1” vem equipado com um sistema de rastreamento automático do alvo no esquema “dispare e esqueça”. O piloto detecta a imagem do alvo na tela térmica, focaliza a mira e ativa o modo de rastreamento automático do alvo. O míssil é disparado sozinho assim que alcança a distância permitida.

Além de o sistema de rastreamento garantir alta precisão dos disparos, o sistema de orientação a laser do “Vikhr-1” emite radiação de baixa potência e não pode ser detectado pelos recursos de guerra eletrônica do inimigo.



Reunião sobre Síria foi “difícil, porém útil”, diz Lavrov

Líderes da política externa de Arábia Saudita, EUA, Rússia e Turquia se reuniram em Viena na sexta-feira (23) para discutir soluções à questão síria. Embora coalizão ampliada anti-Estado Islâmico comece a avançar, concessões ainda são mínimas.


ÍGOR RÔZIN | GAZETA RUSSA

O chanceler russo Serguêi Lavrov considerou “não fácil, porém útil” a reunião acerca do conflito sírio com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e os líderes da política externa da Arábia Saudita e da Turquia nesta sexta-feira (23), em Viena.


Feridun Sinirlioglu (Turquia), John Kerry (EUA), Adel al-Jubeir (Arábia Saudita) e Serguêi Lavrov (Rússia) Foto:AFP/East News

O evento marcou o primeiro encontro entre Lavrov e Kerry desde o início da operação militar russa na Síria, no final de setembro. Depois de conversações a portas fechadas, os dois se uniram aos ministros saudita, Adel al-Jubeir, e turco, Feridun Sinirlioglu.

O conteúdo das negociações não foi prontamente disponibilizado à imprensa, mas as avaliações do encontro variaram entre os participantes. A repórteres, Kerry disse estar “de que a reunião foi construtiva e produtiva”, mas o ministro árabe negou consenso entre as partes.

O quarteto anunciou, porém, a realização de uma nova reunião, que deve acontecer dentro de uma semana.

Em paralelo, Lavrov se encontrou ainda com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Yudeh, que resultou em um acordo de coordenação militar em suas ações no país.

Grande passo, mas lento

Em entrevista após as reuniões na capital austríaca, Lavrov deu a entender que não houve qualquer acordo sobre a saída do presidente sírio Bashar al-Assad e que o grupo não planeja conduzir as negociações nesse formato.

O ministro russo voltou a ressaltar a necessidade de conversações entre Assad e as diversas forças da oposição, “com o apoio ativo dos players externos”.

A expectativa russa é que o grupo de discussão seja estendido a outros participantes como Irã e Egito, e, futuramente, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e países de influência na região.

“Era claro que em uma única reunião não seriam encontradas soluções, mas as divergências são tão acentuadas que só o fato da reunião ter acontecido já é um grande passo”, diz a diretora do Centro Ásia e Oriente Médio do Instituto Russo de Estudos Estratégicos, Elena Suponina.

“Os países estão sondando na prática um possível modelo de coalizão internacional”, completa.

A resolução em continuar as conversações foi outro ponto positivo apontado por Boris Dolgov, membro do Centro de Estudos Árabes e Islâmicos do Instituto de Estudos Orientais. “Mas o ritmo do processo de negociação não deve alterar muito”, alerta.

Sem perder a face

O destino político de Assad continua a ser uma das barreiras para o avanço da coalizão internacional, e a opção mais realista seria deixar por enquanto esse tema fora da agenda e concentrar-se na luta contra o terrorismo, garantem os especialistas.

“Se houver vontade política, o problema de al-Assad consegue se resolver”, diz Suponina.

“Mas a grande questão é saber se existe vontade política por parte de Obama, especialmente tendo em conta que os Estados Unidos já estão em época pré-eleitoral.”

Diante de cenário semelhante está a Turquia, que na próxima semana realiza eleições para o Parlamento, e o presidente Tayyip Erdogan precisa obter maioria parlamentar. Por isso, segundo Leonid Issaev, professor de ciência políticas na Escola Superior de Economia, abandonar a exigência da saída de Assad significaria assumir o fracasso político do líder turco.

“Eu não consigo imaginar como Erdogan, com seu estilo autoritário de governo, surgiria perante o seu próprio eleitorado como um político fraco”, diz Issaev.

O fornecimento de armas a outros grupos fundamentalistas sírios, como a chamada oposição moderada, é outro obstáculo nas negociações. “A liderança atual chefiada por Erdogan é formada por moderados oriundos da Irmandade Muçulmana [organização proibida na Rússia] turca, que tem ligação com a Irmandade Muçulmana da Síria”, afirma Dolgov.

O conflito sírio, que já se arrasta por quatro anos e meio, vem colocando à prova sobretudo a reputação de Moscou e Washington. “O principal é encontrar uma saída para que nenhum saia prejudicada. Só que ninguém parece querer ceder, apesar da compreensão plena de toda a situação”, arremata Issaev.


EUA testam sistemas da DAM na Europa, mas contra quem?

A Marinha dos EUA está testando o seu sistema de defesa antimíssil (DAM) durante exercícios na Europa. Mísseis de cruzeiro antinavio disparados da costa escocesa foram atingidos por mísseis-interceptores SM-3.


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Os testes foram realizados na terça-feira (20) no âmbito do Programa de Defesa contra Mísseis Balísticos (TBMD, Theater Ballistic Missile Defense System). 


O destróier de mísseis guiados USS Ross (DDG 71)
USS Ross © flickr.com/ CNE CNA C6F

Os interceptores lançados a partir do navio da Marinha norte-americana USS Ross foram guiados com ajuda de rastreamento dos navios dos aliados, em particular, de um navio holandês. Segundo o especialista russo Vladimir Batyuk, chefe do Centro de Estudos sobre EUA e Canadá da Academia Russa de Ciências, os testes realizados mostraram claramente que os sistemas de DAM instalados na Europa não são dirigidos contra a ameaça do Irã.

“Ninguém tinha qualquer dúvida sobre a questão – contra quem realmente foram dirigidos [os testes na Europa]. Moscou compreende claramente que o Irã é só o pretexto e não mais do que isso”.

Segundo o especialista, após usar pela primeira vez o sistema de DAM na Europa, os EUA não dão um sinal a Moscou, porque a intenção de instalar os sistemas fora anunciada ainda em novembro de 2010, no âmbito da cimeira da OTAN em Lisboa. Em outubro de 2011, o secretário-geral da ONU anunciou que os sistemas do chamado Escudo Antimíssil Europeu ficariam em estado operacional até 2018.

Enquanto isso, o arsenal norte-americano já inclui mísseis SM-3, que já foram testados várias vezes.

“Agora os norte-americanos simplesmente têm planos de instalar o sistema de mísseis na base naval espanhola de Rota. Portanto, os testes são realizados para elaborar todos os parâmetros do sistema antimíssil”.

Vale mencionar que o governo da Espanha permitiu, em outubro de 2012, aos EUA enviar à base naval espanhola de Rota quatro navios militares no âmbito do sistema da DAM dos EUA na Europa. Logo após a decisão, os navios de guerra USS Porter, Donald Cook, Ross e Carney chegaram à Espanha.

Os planos norte-americanos de criar o Escudo Antimíssil Europeu é uma das principais divergências nas relações russo-americanas, porque mesmo que os EUA declarem que os seus mísseis não serão usados contra a Rússia (e ultimamente foi declarado que serão usados contra a possível ameaça iraniana), Moscou gostaria de ver tudo registrado num documento oficial, juridicamente formalizado.

Enquanto isso, a OTAN continua insistindo que a Rússia só tem que acreditar na palavra dada.

Os testes recém-realizados provam também que os EUA não deixarão os planos da DAM na Europa, segundo declarou um especialista militar russo, o tenente-general Aleksandr Luzan:

“Os testes atuais são a demonstração do seu poderio”, disse.



Rússia protege espaço aéreo no Extremo Oriente com sistemas Pantsir-S1

O Ministério da Defesa da Rússia reforça a segurança de Kamchatka, no estremo leste do país) com os sistemas antiaéreos Pantsir-S1, informou o Distrito Militar do Leste.


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"O grupo militar de Kamchatka receberá em breve os Pantsir-S1 para reforçar as baterias dos sistemas S-400. A segurança do espaço aéreo é garantida por sistemas de médio e pequeno alcance", informou o porta-voz do Distrito Militar do Leste, capitão Roman Martov.


Pantsir-S1 combined short to medium range surface-to-air missile weapon system
Pantsir S1© Sputnik/ Mihail Mokrushin

O Pantsir-S1 é um sistema móvel de canhão-míssil desenvolvido para proteger instalações militares, administrativas e industriais de ataques aéreos com qualquer arma moderna. O Pantsir-S1 pode destruir alvos a distâncias de até 20 quilômetros e em altitudes de 15 metros a 15 quilômetros.

Criado em 1994, o sistema antiaéreo foi apresentado pela primeira vez no Salão Aeroespacial Internacional MAKS 1995.


Rússia e EUA conversam sobre cooperação em resgate de pilotos na Síria

Rússia e Estados Unidos estão preparador para cooperar na busca e no resgate de pilotos na Síria, informou nesta terça-feira à Sputnik a porta-voz do Departamento de Defesa americano, tenente-coronel Michelle Baldanza.


Sputnik

Mais cedo, também nesta terça, Washington e Moscou assinaram um memorando de entendimento sobre os procedimentos de segurança durante suas operações na Síria.


Um Su-34 pousa no aeroporto Hmeimim, na Síria
Sukhoi Su-34 © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

"No caso de um piloto derrubado ou de uma aeronave em perigo, ambos lados entrarão em contato com o outro pelo canal recém-estabelecido. Outras ações serão determinadas no momento do incidente", explicou Baldanza, afirmando que nenhum outro acordo foi feito sobre o assunto.

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta terça que Moscou vê uma necessidade de estabelecer cooperação operacional com os Estados Unidos no que diz respeito ao resgate de pilotos na Síria.

O memorando de entendimento tem como objetivo evitar incidentes aéreos entre aeronaves russas e americanas, inclusive drones, operando no espaço aéreo sírio.

A Rússia vem lançando ataques aéreos precisos contra posições do Estado Islâmico na Síria desde o dia 30 de setembro a pedido do Presidente Bashar Assad. Uma coalizão liderada pelos EUA e cerca de 60 países vem bombardeando alvos do Estado Islâmico há mais de um ano sem o apoio da ONU ou do governo sírio.



Rússia instala bases militares contemporâneas no Ártico

O ministro da Defesa russo, general Sergei Shoigu, disse que até 2018 será criado o grupo militar no Ártico russo.


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“Até 2018 devemos terminar completamente a criação de todo o grupo militar de Ártico“, disse Shoigu na quinta-feira (22) durante a conferência de imprensa na Sociedade geográfico russa. 


Soldado russo na ilha de Kotelny no Ártico russo
© Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Também Shoigu destacou que o Ministério da Defesa russo está completando a criação de uma base militar na ilha ártica de Kotelny que faz parte do arquipélago das Ilhas da Nova Sibéria.

“Não escondemos de ninguém que, com efeito, praticamente completaram a criação da base nas Ilhas da Nova Sibéria, na ilha de Kotelny. É a base tão grande que não existia nos tempos soviéticos, é um edifício moderno equipado com todo necessário para se instalar naqueles extremos”, afirmou o ministro da Defesa russo.

Shoigu acrescentou que uma base um pouco menor será instalada na ilha de Wrangel, também bases serão deslocadas no cabo de Schmidt, no litoral oriental de Chukotka (região autónoma no Extremo Oriente da Rússia) e nas ilhas Curilas.

Ao mesmo tempo, segundo Shoigu, a Rússia continua reconstruindo aeródromos no Ártico. A parte dos trabalhos será completada já neste ano mas todos os aeródromos serão reconstruídos em 2016-2017.

Em dezembro de 2014, a Rússia revelou uma doutrina militar revisada que tem como a prioridade proteger interesses nacionais russos no Ártico. A Rússia reforçou a sua presença militar no Ártico que alegadamente tem grandes reservas de petróleo e gás. Também o país estabelece um novo comando militar no Ártico e expande a frota de quebra-gelos.

Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a Rússia não planeja militarizar o Ártico, mas tomará todas as medidas necessárias para assegurar a sua defesa na região.

Neste ano a Rússia realizou vários exercícios militares no Ártico. Moscou planeja criar uma rede de facilidades navais na região para submarinos e navios militares como a parte da estratégia militar até 2020.

26 outubro 2015

Invasão do Iraque contribuiu para criação do "Estado Islâmico", diz Tony Blair

Em entrevista, ex-premiê britânico Tony Blair admite parcela de responsabilidade política na ascensão do grupo terrorista "Estado Islâmico". Em 2003, o Reino Unido se aliou aos EUA na invasão do Iraque.


Deutsch Welle

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou em entrevista transmitida pela emissora de TV americana CNN, neste domingo (25/10), que países que participaram da invasão do Iraque em 2003, como o Reino Unido, têm uma parcela de responsabilidade na ascensão do grupo terrorista "Estado Islâmico" (EI).

"É claro que não se pode afirmar que aqueles de nós, que tiraram Saddam [Hussein] do poder em 2003, não carregam nenhuma responsabilidade pela situação em 2015", admitiu Blair.




Vácuo de poder e oposição sunita

Os críticos veem na Guerra do Iraque e no subsequente vácuo de poder uma das principais causas do crescimento da milícia terrorista. Além da má situação de segurança após a queda do ditador, a discriminação dos sunitas por parte do governo xiita, apoiado pelo Ocidente e que sucedeu a Saddam, também exerceu um papel importante para o fortalecimento do grupo extremista sunita, afirmam críticos. Muitos ex-militares de Saddam se aliaram ao EI, tornando-se importantes estrategistas.

Em entrevista à CNN, Blair disse ainda que esses argumentos dos críticos possuem "elementos de verdade". Por outro lado, o ex-premiê afirmou que a Primavera Árabe também desempenhou um papel importante na atual situação no Iraque. Além disso, a real ascensão do EI não aconteceu no Iraque, mas na Síria, ressaltou.

Desculpas por informações de inteligência falsas

Durante o governo do trabalhista Blair, o Reino Unido participou em 2003 da invasão do Iraque liderada pelos EUA – ao contrário, por exemplo, da Alemanha. A intervenção levou à queda do ditador Saddam Hussein.

Em seguida, relatórios de inteligência foram utilizados para justificar oficialmente a invasão. Segundo tais informações do serviço secreto, Bagdá estaria fabricando armas de destruição em massa. Mais tarde, foi descoberto que esses relatórios eram falsos.

"Peço desculpas pelo fato de as informações de inteligência que recebemos terem sido falsas", afirmou Blair. Segundo o ex-primeiro-ministro britânico, embora Saddam Hussein tivesse utilizado armas químicas contra o seu próprio povo e contra outros, nunca existiu um programa de armas, como se acreditou na ocasião.

Mais desculpas

Blair também se desculpou pelos erros de planejamento da guerra. As suposições de como o país iria se desenvolver, após a queda de Saddam Hussein, teriam sido errôneas, reconheceu o ex-premiê.

No entanto, Blair não lamentou a guerra em si: "Mesmo que a nossa política não tenha sido bem-sucedida, não se sabe se estratégias posteriores teriam funcionado melhor", disse, dando como exemplo, a intervenção na Líbia em 2011, que, diferentemente da Guerra do Iraque, transcorreu sem a utilização de tropas de solo, como o conflito na Síria.

"Acho difícil ter que me desculpar pela derrubada de Saddam Hussein. Mesmo do ponto de vista de hoje, acredito que é melhor que ele não esteja mais lá", concluiu Blair.


24 outubro 2015

Rússia inicia exercícios militares de larga escala no sul do país

Cerca de 1.200 militares da infantaria motorizada foram colocados em alerta no início de manobras militares com práticas de tiro, informou o serviço de imprensa do Distrito Militar do Sul.


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"Foram utilizadas mais de 250 unidades de material bélico e equipamentos especiais, inclusive carros de combate modernizados T-72B3, obuseiros autopropulsados Gvozdika, lançadores múltiplos Grad, caças Su-34 e dois helicópteros Mi-35M", diz o comunicado.


Tanque modernizado de las Fuerzas Armadas de Rusia T-72B3
T-72 B3© Sputnik/ Kirill Braga

As unidades em questão já realizaram um avanço de 500km até a zona das manobras na província de Volgogrado, repelindo um ataque aéreo "inimigo" e de um "grupo de reconhecimento e sabotagem."

"Os grupos táticos (…) praticarão a defesa e o avanço, a perseguição do inimigo em retirada, as manobras e a saída do combate", diz o texto.

Na final, os participantes realizarão disparos reais com vários tipos de armas e lançadores de granadas contra alvos que simulam carros de combate e soldados inimigos.


Síria: Em 15 dias, Rússia fez mais contra o Estado Islâmico do que os EUA em um ano

O presidente do parlamento sírio, Mohamad Jihad al-Laham, afirmou esta semana que os resultados alcançados nas operações da Rússia contra o Estado Islâmico na Síria em 15 dias são melhores do que os obtidos pela coalizão liderada pelos EUA em um ano.


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O deputado destacou que os opositores às ações russas, em conjunto com o Exército sírio, são contra a luta do governo do presidente Bashar Assad para derrotar o terrorismo no país. Al-Laham lembrou que os EUA e seus aliados não impediram o avanço de organizações como o Estado Islâmico e da Frente al-Nusra, afiliada da Al-Qaeda, na Síria, e tampouco a entrada de estrangeiros para lutar nas fileiras extremistas.


Bombardeiro Su-24 decola a partir de aeródromo de Khmeimim na Síria
Sukhoi Su-24 © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

Desde 30 de setembro, a Rússia está executando uma série de ataques aéreos contra as posições terroristas na Síria, enquanto o Exército do país faz incursões por terra. Os caças russos já destruíram grande parte da infraestrutura do Estado Islâmico e demais grupos, além de fazer inúmeras baixas humanas entre os extremistas que atuam no país árabe.



Catar não descarta realizar invasão militar na Síria

O ministro de Relações Exteriores do Catar, Khalid al Attiyah, não exclui a possibilidade de seu país invadir militarmente a Síria.


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"Junto com nossos irmãos sauditas e a Turquia, não descartamos nenhuma hipótese na hora de defender a população síria", afirmou em uma entrevista à rede CNN Arabic.


Soldados do Catar
Militares do Catar © flickr.com/ Samrah Shahid

Ao responder a pergunta sobre a opção militar, o ministro apontou que ela é possível "se for necessário para defender os sírios de um regime cruel." Há "várias maneiras" de realizar essa opção, completou o ministro, sem dar detalhes.

Al Attiyah também declarou que o Catar continua apoiando o grupo Ahrar al Sham, já que não o considera extremista, mas sim parte de uma "oposição moderada."

Desde março de 2011, a Síria vive um conflito armado que já deixou mais de 250 mil mortos, segundo estimativas da ONU. O governo do país luta contra diferentes facções e militantes de oposição como o grupo terrorista Estado Islâmico.


Conheça o segredo da operação russa na Síria: pilotos têm rituais especiais

Os pilotos militares russos não são conhecidos apenas por seu alto nível profissional. Como disse um dos pilotos, eles costumam praticar alguns rituais antes dos voos. Por exemplo, os pilotos não usam roupas novas nas missões de grande dificuldade.


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A operação da Força Aeroespacial russa na Síria, cujo objetivo é apoiar a ofensiva terrestre das tropas governamentais sírias e destruir as infraestruturas do Estado Islâmico, já continua por 20 dias. Durante este tempo, os aviões militares russos realizaram cerca de 750 ataques contra instalações dos militantes.


Caça Su-34 e pilotos russos na Síria
Pilotos russos "acariciam" seu Sukhoi Su-34 © Sputnik/ Dmitriy Vinogradov

“Como o nosso equipamento é muito complexo e o serviço é perigoso, há muitas superstições e rituais que realizamos antes do voo”, disse aos jornalistas um dos pilotos. “Por exemplo, não vestimos roupas novas nas missões mais sérias, somente roupas velhas. As botas também devem aprender a voar!”, afirma o piloto.


Mais uma crendice é não tirar fotos antes de voo para que “a última foto não seja colocada na sepultura”, dizem pilotos. É por isso que não há quase nenhuma foto de pilotos tirada na base aérea síria de Khmeimim.

Antes de voar, os pilotos passam no sentido dos ponteiros do relógio ao redor do avião como que saudando o veículo, passando a mão por cima da parte frontal, asas, bombas e mísseis.

“Não precisamos disso, os técnicos profissionais examinam os nossos veículos. É puramente uma tradição que tem as suas raízes no tempo dos aviões de hélices, quando os pilotos verificaram por si próprios a vibração da aeronave”, diz o piloto.

Em gíria profissional, os pilotos dizem que “acariciam” os seus aviões. Isso parece muito tocante, como se os pilotos pedissem ao seu avião para não falhar.

A assistência técnica de aviões é um processo muito complicado, feito por uma equipa de profissionais. Um engenheiro examina o trem de aterrissagem sendo que primeiramente é preciso deitar água sobre ele para que esfrie. É que no local do aeródromo de Khmeimim estão 30 graus positivos. Especialistas na área de radioeletrônica ligam os scanneres aos aparelhos de avião e comparam os seus indicadores com os de mau estado. Se nem tudo está certo, o avião é colocado num hangar separado. Se está tudo bem, põem combustível e o avião está pronto a um novo voo.

“Apesar da intensidade dos voos e da temperatura alta, não tem havido falhas técnicas ou humanas no aeródromo”, afirmou o representante da Força Aeroespacial, Igor Klimov.

Para evitar falhas humanas, o piloto deve ter bastante descanso e alimentar-se bem.

“Moramos em módulos especiais para uma ou duas pessoas. As condições são modestas, não temos televisão mas também não sentimos falta de nada. O que é mais importante é que dormimos bem porque o sucesso da missão e mesmo a vida do piloto dependem da reação e da atenção“, dizem os pilotos.

Para situações imprevistas os aviões são equipados com reservas de acidente, necessárias em caso de o avião cair em território de inimigo ou desabitado. O equipamento pesa de cerca de 12 kg e inclui um radioemissor Komar, uma jangada inflável para uma pessoa porque as ações militares são realizadas perto do litoral do mar Mediterrâneo. A parte alimentícia inclui ração seca, uma reserva de 1,5 litros de água potável, açúcar ou caramelo e sal. O equipamento de primeiros socorros inclui tintura de iodo, ataduras e anestésicos. Também o sortimento tem pequenos foguetes de sinalização, um machete e um espelho para dar sinais quando os cartuchos estão esgotados e a radioemissora se descarregou.

Os técnicos da base de Khmeimim dizem que todo isto fica debaixo do assento, dentro do assento ejetor. Durante a ejeção, este equipamento se põe em funcionamento, em particular, primeiramente se liga o radioemissor, que irá transmitir as coordenadas do piloto à base. Depois se põe em funcionamento tudo o resto.



Su-30 russo intercepta Predador da USAF (vídeo)

Poder Aéreo

O Ministério da Defesa russo liberou um vídeo mostrando um caça Sukhoi Su-30SM voando próximo a uma aeronave não tripulada MQ-9 Reaper da USAF sobre a Síria.


Su-30 interceptando MQ-9

Vários encontros entre caças russos e aeronaves da OTAN ocorreram nas últimas semanas, sendo que na primeira delas houve pelo menos três encontros com VANT do tipo Predator.



USAF envia A-10 para substituir F-16 na luta contra o EI

Poder Aéreo

Elissa Smith, porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, confirmou na terça-feira (20) que os EUA já enviaram aviões de ataque A-10 para a Turquia após a agência de notícias francesa AFP relatar a chegada de 12 A-10 à base de Incirlik.




Os aviões e as tripulações são provenientes do 75º Esquadrão de Caça baseado na Base Aérea de Moody, na Geórgia, informou Smith. Eles substituirão seis caças F-16 que voavam missões de combate contra o Estado islâmico a partir de Incirlik desde agosto deste ano.

“A-10 já voaram missões sobre a Síria”, disse Smith.

E em novembro passado alguns A-10 do 163º Esquadrão da Guarda Aérea Nacional de Indiana foram enviados ao Sudeste Asiático para voar missões contra o EI.

Além dos aviões enviados para Incirlik, outros 12 A-10 do 74° Esquadrão de Caça, também baseado em Moody, foram enviados para a Estônia em setembro como parte de um pacote de segurança no teatro na Europa.



Voa o primeiro caça F-16V

Primeiro F-16V com radar AESA voa nos céus de Fort Worth, no Texas


Poder Aéreo

FORT WORTH, Texas, Oct. 21, 2015 /PRNewswire/ — A Lockheed Martin (NYSE: LMT) realizou com sucesso o primeiro voo do F-16V, a última e mais avançada versão do F-16 do mercado. O voo realizado no dia 16 de outubro foi o primeiro em que um F-16 voou equipado com o radar APG-83 Active Electronically Scanned Array (AESA) Scalable Agile Beam Radar (SABR) da Northrop Grumman, que dará um salto quântico na capacidade do venerável F-16.




A configuração de aviônicos avançados do “Viper” F-16V também inclui uma nova cabine Center Pedestal Display, um computador de missão modernizado, um barramento de dados Ethernet de alta capacidade, e vários outros sistemas de missões melhorados que adicionam coletivamente capacidades de combate significativas para enfrentar os ambientes de ameaça dinâmicos emergentes nas próximas décadas.

“Este voo é um marco histórico na evolução do F-16”, disse Rod McLean, vice-presidente e gerente geral do Lockheed Martin’s F-16/F-22 Integrated Fighter Group. “A nova configuração F-16V inclui inúmeras melhorias projetadas para manter o F-16 na vanguarda da segurança internacional, fortalecendo sua posição como principal avião de caça de 4ª Geração provado em combate .”

O F-16V, uma opção tanto para F-16 de nova produção ou upgrades, é a configuração de próxima geração que alavanca uma infra-estrutura de apoio comum em todo o mundo e oferece melhorias significativas de capacidade para o mais acessível, caça multi-função provado em combate do mundo .

O radar AESA APG-83 SABR de controle de fogo da Northrop Grumman fornece capacidade de radar ar-ar e ar-terra de 5ª geração. A Northrop Grumman também fornece radares AESA para o F-22 Raptor e F-35 Lightning II.

Com mais de 4.550 caças F-16s foram entregues até esta data, o F-16V é um passo natural na evolução do caça de 4ª Geração mais bem sucedido do mundo.


Queda de F/A-18 Hornet dos Marines na Inglaterra mata piloto

Poder Aéreo

Um caça F/A-18 Hornet pertencente ao USMC (US Marine Corps) em rota de Bahrain para os EUA caiu nesta quarta-feira em terras agrícolas no leste da Inglaterra, matando o piloto, informaram a polícia britânica e fontes militares americanas.




O avião havia decolado da base RAF Lakenheath em Suffolk – uma base dos EUA – e caiu perto da cidade de Ely, Cambridgeshire, disse a polícia em um comunicado.

O jato era um F/A-18C e pertencia ao Esquadrão 232, de acordo com a Marine Corps Air Station Miramar, na Califórnia. Em comunicado, o Corpo de Fuzileiros Navais confirmou a morte de piloto do avião. Não se sabe se ele ejetou da aeronave.

O caça estava transitando de Bahrein para Miramar em um voo de seis aeronaves, quando caiu cerca de seis milhas a noroeste da pista. Os cinco restantes F/A-18C desviaram com segurança para a base RAF Lossiemouth.

A Guarda Costeira do Reino Unido está atualmente na cena do local do acidente e está em estreita coordenação com autoridades militares dos EUA, informou o comunicado. A causa do acidente ainda é desconhecida.



F-16 da USAF atingido no Afeganistão

Poder Aéreo

Um F-16 dos EUA foi atingido enquanto voava sobre o Afeganistão na última terça-feira (13/10), forçando o piloto a fazer um pouso não programado.


F-16 curva após ataque no Iraque - foto USAF

O Pentágono não divulgou o incidente até que relatos do evento surgiram na mídia.

De acordo com a porta-voz do Pentágono o avião foi atingido por fogo de armas leves, danificando um dos estabilizadores do avião. Isso forçou o piloto a ejetar dois tanques de combustível externos e três peças de munições antes de pousar em segurança.

Um comunicado da OTAN divulgado esta segunda-feira (19/10) informou que o F-16 “foi atingido na província de Paktia, no Afeganistão, e os disparos atingiram um dos estabilizadores da aeronave e danificou uma das armas carregadas pelo caça.”

O piloto, segundo o comunicado, trouxe o avião em segurança de volta à base aérea de Bagram.

“Nossos pilotos rotineiramente enfrentam ameaças a partir do solo, porém eles são bem treinados e preparados para responder a qualquer ameaça ou ataque”, disse a porta-voz.

Ela acrescentou que até que uma investigação sobre o incidente tenha sido concluída, os militares não sabem que tipo de armas foram usadas.

Um funcionário do Pentágono, no entanto, disse que a presunção é que eram armas de pequeno porte, porque se fosse um míssil, o avião provavelmente teria sido derrubado.


Construção do Estaleiro e Base Naval de submarinos está quase parada

Desenvolvimento de submarino eleva patamar tecnológico


Virgínia Silveira | Valor

A transferência de tecnologia para o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), coordenado pela Marinha brasileira, tornará o país independente para projetar e construir submarinos, além de fomentar a indústria de defesa para atividades de manutenção e exportação na área de equipamentos navais, garante o presidente da Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), André Amaro.




Em parceria com a francesa DCNS, a ODT comanda as atividades da Itaguaí Construções Navais (ICN), empresa designada para a execução das obras do Prosub. A DCNS, responsável pela parte de transferência de tecnologia, possui 41% das ações da ICN, enquanto a ODT tem 59%. A Marinha detém a chamada golden share (ação especial com direito a voto), por meio da sua empresa Engepron.

O processo de nacionalização de vários equipamentos e sistemas dos submarinos convencionais e com propulsão nuclear do Prosub, segundo a Marinha, também elevará o patamar tecnológico das empresas brasileiras, capacitando-as para se tornar fornecedoras independentes para futuros projetos da Marinha.

Mais de 60% das obras do Prosub relacionadas à construção de dois estaleiros e uma base naval foram concluídos. A construção da base naval, porém, segundo a Marinha, está praticamente parada. Já o estaleiro de manutenção não tem previsão de conclusão por falta de recursos orçamentários.

O Prosub tem um investimento total estimado de R$ 31,8 bilhões, sendo que R$ 13,34 bilhões já foram gastos até o momento, de acordo com a Marinha. O programa sofreu um corte orçamentário de aproximadamente 41%.

“O ritmo das obras de construção dos estaleiros e da base naval em Itaguaí foram reduzidos em 50%. Estamos priorizando as áreas que causariam impacto no processo de construção dos submarinos, de forma a minimizar os atrasos”, declarou o diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-almirante Flávio Augusto Viana.

Segundo informações do diretor, ainda não é possível mensurar o nível de atraso no projeto, uma vez que as atividades dependem dos orçamentos de 2015 e também dos próximos anos. A Marinha informou que este ano foram alocados recursos da ordem de R$ 1,05 bilhão para o projeto, que possuem como limite o pagamento de R$ 872 milhões. Em 2016 a Lei Orçamentária prevê R$ 1,15 bilhão como limite máximo de empenho para o Prosub.



Brasil e Suécia estabelecem procedimentos para certificação dos futuros caças Gripen

Organizações certificadoras dos dois países estabeleceram procedimentos para reconhecimento mútuo de atividades


DCTA | FAB

Brasil e Suécia vão trabalhar juntos na certificação dos caças Gripen NG. O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e o Swedish Military Aviation Safety Inspectorate (FLYGI) formalizaram o reconhecimento mútuo de atividades relacionadas à certificação. Isso significa que as duas instituições poderão dividir os trabalhos de conferir as capacidades do futuro jato de combate em desenvolvimento pelos dois países. O processo de assinatura do Implementation Procedure (processo de implantação) ocorreu no dia 9 de outubro.


Saab Gripen NG


O diretor do IFI, Coronel Marcelo Franchitto, elogiou a integração entre os dois órgãos para a celebração do acordo. “Haverá muito trabalho relativo à certificação pela frente, para o qual a proatividade demonstrada será essencial”, afirmou. Da parte sueca, o documento foi assinado pelo Coronel Anders Janson, diretor do FLYGI.


O reconhecimento mútuo das atividades entre os órgãos vai representar a economia de recursos do projeto, pois evitará repetições desnecessárias de atividades de certificação. Além disso, o acordo servirá de base para incorporar a certificação de outros projetos e aquisições, caso futuramente sejam assinados outros contratos de aquisição de aeronaves militares envolvendo as duas nações.

Desvalorização de coroa sueca faz Brasil economizar US$ 1 bi em caças

Ana Siqueira | Jornal Do Brasil

O acordo do Brasil com a Suécia para a compra de 36 caças Gripen da Saab poderá gerar uma economia de quase US$ 1 bilhão para o governo brasileiro. Isso porque o contrato, assinado em outubro de 2014, foi feito em coroa sueca. Na época, o montante equivalia a US$ 5,4 bilhões. Com a desvalorização da divisa local, que no ano já soma mais de 12%, o valor do negócio hoje gira em torno de US$ 4,5 bilhões.




Durante as negociações, o Ministério da Defesa também conseguiu reduzir a taxa de juros inicialmente prevista no acordo, que era de 2,54%, para 2,19% ao ano. O financiamento será feito pela SEK, a agência de promoção de exportações do país escandinavo.

As aeronaves serão entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) entre 2019 e 2024. Dos 36 caças, 15 serão produzidos no Brasil. Nesta segunda-feira (19), 46 brasileiros começaram a trabalhar no projeto, na Suécia. Dilma prestou uma visita ao grupo na fábrica da Saad em Linkoping, acompanhada de autoridades locais e dirigentes da empresa sueca.



F-35: eventual abandono do programa pelo Canadá elevará o preço do avião em 1%

Poder Aéreo

A expectativa do recém-eleito governo do Canadá de abandonar o F-35 terá efeitos para os demais participantes do programa com a elevação dos custos em cerca de US $ 1 milhão (aproximadamente e 1%) por aeronave, informou o gerente de programa, o brigadeiro Christopher Bogdan, ao comitê de defesa do Congresso.




O primeiro-ministro canadense eleito, Justin Trudeau, disse que cumprirá a promessa de campanha de abandonar os planos para comprar 65 caças F-35 do modelo A.

Não haverá impacto na atual fase de desenvolvimento do caça, que deve acabar em 2017, porque o Canadá já pagou a sua parte, disse Bogdan.

Até o momento Bogdan informou que não recebeu confirmações oficiais de que o Canadá se retirará do programa.


21 outubro 2015

Russos apoiam bombardeios contra o Estado Islâmico

Aprovação em pesquisa do Centro Levada ocorre menos de um mês depois de russos reprovarem ataques aéreos em estudo do mesmo instituto privado de opinião pública.


MARIA AZÁLINA | GAZETA RUSSA

Apenas dois dias após encontro com seu homólogo norte-americano na Assembleia Geral da ONU, o presidente russo Vladímir Pútin recebeu permissão do Conselho da Federação (Senado russo) e iniciou, no próprio dia 30 de setembro, ataques aéreos contra posições do EI (Estado Islâmico) na Síria.


Rússia iniciou ataques contra o EI no país em 30 de setembro. Foto:Dmitry Vinogradov / RIA Nóvosti

Desde então, Estados Unidos e União Europeia vêm afirmando que Moscou está atacando posições da oposição síria não afiliada ao EI, mas sem apresentar provas. Apesar das acusações, o discurso de Pútin ganha apoio entre os russos.

Dias antes do início das operações, a opinião dos cidadãos, de acordo com o maior instituto privado de pesquisas da Rússia, o Centro Levada, era contraditória: a maior parte era contra as incursões na Síria, mas não queria que a Rússia recebesse refugiados, e concordava que Moscou apoiasse o regime de Bashar al-Assad. Já em pesquisa do mesmo instituto entre 2 e 5 de outubro, os respondentes passaram a ver no EI uma ameaça que justifica ataques aéreos, tanto pela Rússia (72%), como pela França (63%). A porção dos russos contrária à participação do país no conflito caiu para 14%, enquanto outros 14% não souberam responder. A pesquisa foi realizada com 1.600 russos, maiores de idade, em 46 unidades federativas do país.

“Novo Afeganistão”

Ainda contraditoriamente, apenas 47% disseram que a Rússia deveria apoiar Bashar al-Assad na luta contra o EI e a oposição, enquanto 46% dos respondentes diziam que o conflito resultaria em um “novo Afeganistão” na Síria.

“O Afeganistão vive uma guerra civil até hoje, e foi o movimento dos talibãs que abasteceu o planeta de radicais islâmicos, fundamentalistas e terroristas internacionais. Al Qaeda, Bin Laden, combatentes do Cáucaso do Norte: todos têm raiz afegã”, escreveu em um jornal russo o articulista Evguêni Kisseliov, que foi tradutor militar no país persa.

O Kremlin, porém, afirma que a campanha é necessária justamente para fundamentar a resolução política da crise. “O caminho da resolução política é o objetivo final das ações da Rússia. Da mesma maneira, esse é o objetivo final e único de toda a comunidade internacional, e aqui há unanimidade absoluta”, anunciou o porta-voz do presidente, Dmítri Peskov.

“Nossos parceiros europeus e norte-americanos dizem estar lutando contra o terrorismo, mas não vemos resultados concretos. Além disso, foi encerrado nos EUA o programa de preparação do chamado Exército Livre da Síria. O plano inicial era preparar 12 mil homens. Depois disseram que preparariam 6.000. No final, acabaram treinando um total de 60 combatentes, dos quais apenas quatro ou cinco lutam realmente contra o EI”, disse ainda o presidente Pútin durante entrevista ao canal estatal Rossiya-1 no domingo (11).

Recursos americanos

O governo russo também tem rebatido as acusações dos EUA de que seu Exército está mirando a oposição moderada.

Mas, em meio às declarações, alguns grupos de rebeldes pediram recursos de defesa antiaérea ao governo-norte americano, como mísseis terra-ar, de acordo com o jornal “Washington Post”.

Na segunda-feira (12), o canal CNN afirmou ainda que o país já teria enviado 12 toneladas de munições aos rebeldes da Coalizão Síria-Árabe, na província de Al-Hasakah, no norte do país.

“Mas eles não irão entregar [mísseis terra-ar] Stinger à oposição moderada porque, nesse caso, Assad receberia [armamentos correspondentes] S-300”, acredita o cientista político Andrêi Suchentsov.

Para ele, os EUA e seus aliados não fornecerão sistemas de defesa aérea portáteis (Manpads, na sigla em inglês) nem outros meios de defesa aérea aos adversários do presidente Bashar al-Assad porque a Síria possui um papel secundário nos planos dos norte-americanos.

Além disso, Suchentsov relembra que, após a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, as autoridades norte-americanas tiveram que desembolsar consideráveis somas de dinheiro para comprar de volta os armamentos concedidos aos mujahidin, porque temiam seu uso contra o próprio país.

Apesar de os analistas rejeitarem a ideia de fornecimento norte-americano, eles ressaltam que a Arábia Saudita e a Turquia já enviaram Manpads aos opositores sírios e que alguns desses sistemas podem também ter sido tomados na Líbia e no Iraque.

“Porém, eles são ineficazes contra os modernos aviões de ataque, como o Su-34”, diz o professor da Escola Superior de Economia de Moscou Dmítri Ofitsêrki-Bélski.