29 julho 2016

'Su-24 foi derrubado com apoio da OTAN'

Especialista fala em entrevista exclusiva à Sputnik sobre a participação da OTAN na derrubada do avião russo.


Sputnik


Willy Wimmer, ex-vice-presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE, ex-secretário de Estado para os assuntos da Defesa da Alemanha e ex-deputado do Parlamento alemão da coalizão CDU/CSU, avançou, em uma entrevista para a Sputnik, a suspeita de que o avião russo Su-24 poderia ter sido abatido por um avião de combate turco com a ajuda da OTAN. 



 

Respondendo à questão sobre tal suspeita, Willy Wimmer disse que, segundo as informações que possui, a derrubada foi levada a cabo com a ajuda de dois aviões AWACS (Sistema Aéreo de Alerta e Controle — inglês: Airborne Warning and Control System), um dos EUA e outro da Arábia Saudita.

Uma aeronave como o bombardeiro russo não pode ser simplesmente derrubada: é necessária a determinação exata do alvo. Ora isso só pode ser feito por aviões AWACS.

De acordo com Wimmer, o avião americano partiu de Chipre. O outro decolou de uma base na Arábia Saudita. Em caso de interceptação, a OTAN tem as suas próprias regras. Normalmente, os órgãos da aviação civil estabelecem contato com o avião intruso. Eles chamam a atenção do piloto para a infração ou exigem que faça pousar o avião. Se isso não for suficiente, as estruturas militares intervêm. Em tempo de paz, o máximo que elas podem fazer é forçar o piloto a pousar. Ora, o que aconteceu neste incidente não corresponde às regras internacionais. Eles abateram o avião russo porque queriam derrubá-lo.

Wimmer pressupõe que, por trás desta derrubada, poderá estar alguém que quisesse destruir as relações entre a Rússia e a Turquia.

Ao comentar o fato de que, na verdade, foi um piloto turco que derrubou o Su-24 russo, o político diz: "Agora a Turquia destaca que, entre os pilotos que tomaram a decisão de derrubar o avião e o governo turco há uma enorme distância. Dizendo que a decisão de atacar o avião foi da responsabilidade do piloto, o governo se demarca ao máximo das próprias Forças Armadas. Apenas resta supor que os pilotos saíram da base de Incirlik por sua própria vontade".

O jornalista da Sputnik lembrou que, inicialmente, o governo turco apoiou os pilotos, mas Wimmer sublinha que, politicamente, seria difícil dizer que tudo foi feito a pedido das autoridades turcas. Depois de tudo o que aconteceu até hoje, é mais fácil compreender algumas declarações de Erdogan.

Quanto à tentativa do golpe militar recentemente ocorrida na Turquia, Willy Wimmer também vê a mão dos EUA. "Na minha opinião, é perfeitamente compreensível que os Estados Unidos estejam colaborando com o exército turco. Portanto, é lógico que na Turquia tenha havido um golpe para não colocar em risco a política de Washington relativamente à Rússia.

Surge a questão sobre os motivos de Erdogan ao planejar visitar a Rússia logo depois do golpe. O especialista acredita que esta decisão foi tomada devido aos rumores de que Erdogan deve a sua vida às informações fornecidas pela Rússia. Obviamente, Erdogan quer primeiro visitar aqueles com quem pode colaborar e quem lhe salvou a vida, se isso for verdade.

Willy Wimmer considera que as relações entre a Turquia e os EUA estão tão tensas que não se sabe se se romperão ou não. "Estamos na Turquia e não é porque a Síria tenha atacado a Turquia. É porque a Turquia tem posto abertamente óleo no fogo da guerra civil síria. Erdogan está implicado no caos que reina na Síria e nós temos que lidar com centenas de milhares de vítimas. Isso significa que a Bundeswehr não protege um aliado e que a sua presença incentiva-o a continuar as suas ações agressivas contra o vizinho. Esta esquizofrenia é já parte integrante da OTAN.


Estratégia de defesa é ignorada

Por Mauro Malin | Observatório da Imprensa

Em 8 de setembro de 2013, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem de Roberto Godoy sob o título “Exército precisa de R$ 58 bilhões até 2030”. Uma semana antes, o caderno “Ilustríssima”, da Folha de S. Paulo, trouxera artigo de Ricardo Bonalume Neto, “Exercícios de guerra”. Godoy e Bonalume são aves raras. Jornalistas especializados em assuntos militares. Altamente competentes. Fazem um trabalho importante.

Mas é preciso ir além de relatar planos das Forças Armadas. É preciso discutir a lógica das opções estratégicas de seus chefes. Algo que o almirante reformado Mario Cesar Flores, 82 anos, ministro da Marinha do governo Fernando Collor (1990-92), procura há décadas fazer em diálogo com a sociedade, por intermédio da imprensa. 


Exocet
Corveta Barroso lançando míssil Exocet

A infrequência de reportagens sobre o aparelhamento das Forças Armadas reforça a constatação de que o assunto escapa inteiramente ao interesse da opinião pública. “Responsabilidade direta sobre o Brasil nós não temos desde a Guerra do Paraguai (1864-70)”, diz Flores. “Fomos às duas guerras mundiais (1914-18 e 1939-45) como caudatários, sem responsabilidade fundamental. Não existe, na cabeça do brasileiro, a ideia de que possamos vir a ser ameaçados. Vejo isso com meus filhos, com meus netos. Não passa pela cabeça deles essa hipótese. Eles não veem as Forças Armadas como uma coisa essencial.”

No entanto, a questão militar propriamente dita – não a questão da interferência política dos militares – é essencial e não deveria ser praticamente ignorada na mídia jornalística, o que a torna invisível para a população. Há quase 25 anos, Flores bateu na mesma tecla em entrevista concedida ao Jornal do Brasil (ver “A guerra é assunto de todos”, no site Poder Naval). Para uma visão mais completa do pensamento do almirante, vale a pena visitar as páginas onde se encontra o programa Roda Viva, da TV Cultura, em que ele, ministro da Marinha, esteve no centro do debate (ver aqui).

Fuzileiros e submarinos

Flores, ativo no processo de transição da ditadura para a democracia – fez parte, por exemplo, de comissão chefiada por Afonso Arinos de Melo Franco (1905-90) que, no governo de José Sarney, preparou um esboço de anteprojeto de nova Constituição –, colabora constantemente na imprensa. Cultiva na escrita (como na fala) uma clareza rara.

Há alguns anos, mantém uma coluna mensal de opinião no O Estado de S.Paulo. Seu texto mais recente é “Causas estruturais da violência e da desordem”, onde há mais de uma passagem de avaliação crítica do papel da mídia, tanto a jornalística como a de entretenimento. Em relação à primeira, escreve: “Delitos escandalosamente graves são superados após indignação cultivada sensacionalisticamente pela mídia, num processo facilitado pela renovação contínua e diversificada”.

Nesta entrevista, feita por telefone, Flores questiona, a título exemplificativo, algumas das opções estratégicas feitas pelo Ministério da Defesa e as três Forças. Entre elas, projetos da Marinha como os de uma segunda força de fuzileiros da Esquadra (“precisa é dar condições muito boas para a primeira, a que existe”) e o de uso de submarinos para proteger plataformas de petróleo, cuja exposição na imprensa atribui aos interesses (leia-se Odebrecht) de construção de um grande complexo de estaleiro e base naval em Itaguaí, Rio de Janeiro. Põe em dúvida, também, a necessidade de certas despesas, como a de ter adidos navais das três Forças em embaixadas do Brasil, e não um só representante do Ministério da Defesa.

A seguir, a entrevista.

Controlar fronteiras


Que exemplos de pontos controversos da estratégia de defesa, ausentes do debate devido ao desinteresse geral, o senhor apontaria?


Mario Cesar Flores – No caso da Força Aérea, por exemplo, o pensamento é sobre o papel da FAB no acidente da TAM, no acidente da Gol, no controle dos aeroportos. Defesa aérea propriamente dita passa despercebida. Na parte da Marinha, o que se fala hoje em dia – coisa, aliás, muito curiosa – é a defesa dos interesses do Brasil no mar. Concretamente, na retórica do governo, defesa do pré-sal. Mas não se vai defender plataforma de petróleo com submarino. Isso se faz com navio patrulha, pequeno, para evitar terrorismo, coisas parecidas. A Marinha é cobrada quando ocorre acidente até mesmo com embarcação de recreio, mas seu preparo militar não merece a atenção da mídia e da sociedade.

E no Exército, que na verdade é a mais barata das Forças, do ponto de vista tecnológico [o reequipamento] está muito atrasado. O arco de fronteira, mencionado no artigo de Roberto Godoy: existiu nos anos 1980 a tentativa do chamado Projeto Calha Norte, que seria uma fiscalização militar da fronteira norte. Foi a época em que começou a haver uma migração da preocupação da Bacia do Prata para a Amazônia, mas não foi adiante. No governo do presidente Sarney houve algum esforço. Já no governo do Collor, de que eu participei, isso foi sufocado, muito diluído, e praticamente cessou.

Recentemente, nos últimos anos, está sendo aventado um projeto, Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), que visa a melhorar as condições de controle – aí não se trata nem de defesa, porque defesa implicaria alguém atacando – das fronteiras mediante modernização dos equipamentos. Uso de veículo aéreo não tripulado, radares, uma espécie de Sivam para o arco de fronteira oeste. Isso está andando a passos lentíssimos, por questões orçamentárias. É um projeto idealmente defensável. Não só defensável. Ele se impõe. Não visa a atacar ninguém, não tem por pensamento fundamental a hipótese de alguém tentar nos invadir. É um projeto de controle das fronteiras que faz uma espécie de papel policial que a polícia não consegue fazer. Eu diria que é o projeto fundamental do Exército hoje.

Sensação de ausência de ameaça

Que motivos, na sua opinião, desencorajam um debate mais amplo das questões de aprestamento militar do Brasil?

M.C.F. –
O que eu vejo é uma total inapetência por essas questões, na sociedade e no mundo político. Por uma razão muito simples, desculpe dizer, é meio chato dizer isso: defesa nacional não dá voto. Então, não interessa ao mundo político. Nós temos um documento político de defesa nacional, a Estratégia Nacional de Defesa, um documento razoável. Eu diria que até positivo. E temos o Livro Branco de Defesa, duzentas e tantas páginas, com um excesso de coisas desnecessárias de serem ditas, mas existe. Por acaso o Congresso avalizou algum desses documentos? Que eu saiba, não os examinou nem avalizou. Não deu o aval político para a ideia do governo de defesa nacional. Que eu saiba, as Comissões de Defesa Nacional, da Câmara e do Senado, não deram a menor bola para isso. Está despercebido.

Essa apatia da sociedade e política tem razões. Uma é a ausência de sensação de ameaça externa. Não existe, de fato, ameaça clássica. Existe ameaça irregular, tipo terrorismo, contrabando, imigração ilegal. Ameaça clássica de Estado, não se visualiza nenhuma coisa grave. A outra razão é que defesa nacional não dá voto. Vai-se esmorecendo na opinião pública e no mundo político essa ideia de defesa nacional.

Nosso sistema militar é lembrado, em geral mal lembrado, na síndrome da insegurança pública. É como eu escrevi num texto que estou preparando (lê): “Essa visão parece ignorar a utilidade das Forças Armadas, instituições nacionais permanentes, resistentes a crises, na manutenção de uma sociedade solidária e protegida, mais ainda em países grandes e heterogêneos como o Brasil”.

Os militares começam a ficar meio na contramão. Aparecem até coisas que, a meu ver, têm que ser contidas, para que não se propaguem.

Papel de polícia, não

O senhor pode dar um exemplo?

M.C.F. –
Outro dia vi uma declaração de um general, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, do Ministério da Defesa, defendendo o papel de controle militar dos eventos públicos de grande repercussão. No final, o Exército no papel de polícia. Coisa de que eu discordo, é óbvio. Eu entendo que possam existir episódios de segurança interna que exijam uma ação tática que só uma força armada, Exército ou fuzileiro naval, é capaz de fazer. Mas faz aquilo e cai fora. Ou seja, usa o tanque para passar por cima de um obstáculo e vai embora. Segurança pública rotineira não é papel militar. Não pode ser.

Se começarmos a “ah, não tem ameaça externa, vamos cuidar da segurança interna”, perdoem-me, mas isso está errado. É preferível aprimorar, modernizar as polícias, e esquecer as Forças Armadas.

O Brasil é um país que tem condições de esquecer as Forças Armadas?

M.C.F. –
Na minha opinião, não pode. A dimensão nacional, na equação do mundo e, sobretudo, na equação regional, não permite que o Brasil esqueça as Forças Armadas.

Há cenários possíveis de uso do poder militar. Eu entendo que o cenário que veio da Segunda Guerra Mundial e se prolongou na Guerra Fria, e que estava fundamentado no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar, 1947), essa segurança coletiva tutelada por uma grande potência perdeu o sentido, porque não existe esse tipo de ameaça. Não tem mais Alemanha [nazista], nem União Soviética.

Protagonismo regional

Mas outros cenários existem. Cenários de guerra irregular. E não se trata de insurreição interna, cuja probabilidade no Brasil é muito pequena. Mas mesmo as externas têm repercussões sobre o Brasil. Algo que eu disse certa vez e fui contestado imediatamente: a dimensão do Brasil faz com que na nossa região – região meio flexível, América do Sul, talvez um pouquinho América Central – o Brasil não possa se omitir. Porque se o Brasil se omite, dá espaço para a interveniência de potências de fora. Se o Brasil se omite no problema do Equador com o Peru, dá respaldo para os Estados Unidos intervirem no problema. Acho que na nossa região o Brasil tem um papel protagônico – a palavra é meio complicada – que exige a existência de Forças Armadas eficientes. Não se trata de capacidade de invadir ninguém, mas de fazer uma intervenção, por mandado internacional, que seja eficiente. Não dar procuração para outro fazer no nosso lugar.

Desse ponto de vista, a participação no Haiti se justifica plenamente?

M.C.F. –
Acho que sim. Até porque as razões humanitárias têm que ser levadas em consideração. O Haiti, por sua configuração racial, sua cultura, é um lugar em que o Brasil tem um papel. Não há a menor dúvida de que um brasileiro no Haiti é mais bem-visto do que o inglês, o alemão. Faz sentido.

O Brasil não é grande potência. Tem preocupações ambientais, humanitárias e econômicas que são globais, mas na segurança e defesa ele tem que, pelo menos num horizonte relativamente longo, priorizar a sua região. Onde ele deve ser protagônico, sim. O barão do Rio Branco dizia isso cem anos atrás.

Inovações megalômanas

Que tipo de evolução das Forças Armadas seria indicado? Isso está espelhado nos documentos de estratégia nacional?

M.C.F. –
Está razoavelmente especificado. Eu não detecto nesses documentos erros graves. O que eu detecto neles – aí, é preciso ser franco – são propósitos inexequíveis. Não temos como cumprir certas metas de preparo ali postas, e que na verdade não são as peremptórias, urgentes.

Por exemplo?

M.C.F. –
Uma segunda força de fuzileiros da Esquadra. Precisa, de fato? Acho que precisa é dar condições muito boas para a primeira, a que existe. Fuzileiro é transportável, meu Deus. Se houver um problema aqui, ou lá, ou acolá, transporte-se. Eu tenho minhas desconfianças sobre essas inovações megalômanas.

Outra coisa que precisa ser reconsiderada. Fala-se, evidentemente, nas deficiências orçamentárias. Mas nós temos despesas discutíveis. Justificam-se, por exemplo, três adidâncias em Lima, em Santiago? Será que um adido de Defesa não resolveria tudo?

Há quarenta, cinquenta anos atrás, nós vivíamos, do ponto de vista militar, numa total dependência dos Estados Unidos. Era o programa de assistência mútua. Criamos três comissões em Washington – a Naval, a da Aeronáutica e a do Exército. Para aquisição de equipamentos, essas coisas. Justifica-se, hoje? Não seria o caso de ter uma, do Ministério da Defesa?

Eu ouvi uma vez uma frase engraçada de um almirante intendente dizendo que ele entendia que a Comissão Naval em Washington existisse, porque dava chance de alguns oficiais servirem lá durante algum tempo, mas que na verdade ele resolvia tudo pelo computador, aqui do Rio de Janeiro…

Arma de dissuasão

Que colaboração o senhor esperaria da mídia jornalística para colocar o assunto no horizonte da opinião pública?

M.C.F. –
É complicado. Eu não vejo um caminho prático para isso. Mas seria uma campanha de conscientização de que ainda existe papel para as Forças Armadas. Os problemas de insegurança que vêm ocorrendo internamente em muitos países e em algumas regiões mostram que ainda existe papel para as forças armadas na política contemporânea. A imprecisão desses problemas irregulares, que não são mais os combates clássicos entre exércitos, faz com que as forças armadas de todo o mundo sintam dificuldades em definir seus papéis. O que lhes cabe nesse contexto e que tipo de preparo e dimensão, configuração etc. devem ter.

E já está acontecendo. Se me perguntassem o que eu acho, eu diria que, por exemplo, no caso da Marinha brasileira, há uma lógica para um projeto de submarino, independentemente de ser ou não nuclear. É uma arma de dissuasão, para que não venham se meter conosco, porque haveria um preço caro.

Projeção de poder

No mais, tenho dúvidas a respeito de qual deva ser o preparo. Por exemplo, navios de escolta para tráfego marítimo. Por acaso você vê alguma hipótese de conflito que gere ameaça a tráfego marítimo global, como houve na Segunda Guerra Mundial? Ou como poderia ter havido numa guerra com a União Soviética? Depois da Segunda Guerra nós tivemos Guerra da Coreia, Guerra Índia-Paquistão (1965), Guerra do Vietnã e outros conflitos. Em nenhum deles houve ameaça a tráfego marítimo. Então, tenho minhas dúvidas a respeito de navios de escolta. Agora, a capacidade de projeção de poder é importante. Aviões, fuzileiros, navios de apoio – não adianta apenas colocar os fuzileiros lá e não ter apoio logístico para eles.

Como o desinteresse se configura no Congresso Nacional?

M.C.F. –
O orçamento militar é cortado por óbvia compulsão da realidade fiscal brasileira, mas quando é cortado no Congresso não se levam em consideração os efeitos sobre a defesa nacional. É indiferente. As Forças Armadas que se virem. Não existe preocupação com as consequências sobre a defesa nacional. É simplesmente uma questão de reais.

Recentemente, a construção de submarinos vem merecendo menções na mídia, talvez porque envolva a construção de grande complexo de estaleiro e base naval em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Volto ao texto que estou preparando (lê): “O governo deve conduzir uma campanha sem arroubos de patriotismo vazio e sem ameaças fantasmas, mas que esclareça serem inseguras a estabilidade e a ordem apoiadas apenas na negociação e no jurisdicismo, sem poder militar que os respalde. Esclareça que a imperfeição do mundo se mantém presente no século 21”.

Por isso, não se pode ignorar a dimensão estratégica da política.



Com mais navios e aeronaves, prosseguem as buscas ao piloto da Marinha

Poder Naval

Prosseguem as buscas ao piloto do caça AF-1B Skyhawk (A-4KU modernizado pela Embraer) que se acidentou ontem após o choque em voo com outro avião do mesmo tipo durante exercícios de ataque à superfície com a fragata Liberal. 


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Navio-patrulha Macaé – Foto: Gustavo Castro

Hoje estão participando das buscas as fragatas União, Constituição. Rademaker, Liberal e Greenhalgh, os navios-patrulha Apa e Macaé e o aviso oceanográfico Vital de Oliveira.

Pelo site Marinetraffic é possível acompanhar os navios que estão participando da operação de busca e salvamento.

Helicópteros da Marinha, do Exército e um C-130 Hercules também estão dando cobertura à operação.



Piloto continua desaparecido. NSS ‘Felinto Perry’ auxilia nas buscas

Poder Naval

A Marinha do Brasil informou hoje em nota que as buscas ao piloto da aeronave AF-1B, desaparecido no mar desde terça-feira (26), prosseguem de forma ininterrupta e, até o início desta manhã (28), nada foi encontrado. 


NSS Felinto Perry K11
Navio de Salvamento Submarino Felinto Perry

A Marinha disse também que o exercício operativo que estava sendo realizado e as aeronaves envolvidas não tinham conexão com a segurança dos Jogos Olímpicos 2016.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado ontem (27) para apurar as circunstâncias do acidente envolvendo as duas aeronaves AF-1B Skyhawk, de matrículas nº 1001 e 1011. Uma Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (ComInvAAer) também foi estabelecida, ainda no dia 26, com o objetivo de identificar os fatores que contribuíram para o acidente e visando prevenir novas ocorrências. 


NSS Felinto Perry MarineTraffic
 

O Navio de Salvamento Submarino Felinto Perry também foi deslocado para a área a fim de auxiliar nas buscas. A tela acima (clique para ampliar) do aplicativo MarineTraffic mostra o caminho percorrido pelo navio até às 10h40 de hoje.

Navio de Pesquisas ‘Vital de Oliveira’ vasculha o fundo do mar na área do acidente

Poder Naval

Ontem e hoje o Navio de Pesquisas Hidroceonográfico (NPqHO) Vital de Oliveira efetuou busca no fundo do mar na área do acidente com o caça AF-1B Skyhawk, que caiu na terça-feira (26.07) depois de colidir em voo com outra aeronave do mesmo tipo durante exercícios de ataque à superfície com a fragata Liberal (F43). 


Vital de Oliveira - 2
 

No aplicativo MarineTraffic é possível visualizar a rota registrada do Vital de Oliveira em zigue-zague, possivelmente usando seu sonar de alta resolução para imagear o leito marinho. Clique nas imagens para ampliar. 

Vital varredura
 

Observar que a área onde a busca está sendo feita não é muito distante da costa.

KC-390 comprova alto nível de maturidade em demonstrações no exterior e segue rumo à certificação em 2017

Poder Aéreo

São José dos Campos, 28 de julho de 2016 – O primeiro protótipo do KC-390, aeronave multimissão de nova geração da Embraer, retornou ao Brasil após completar com sucesso sua primeira missão internacional, com duração de 23 dias e mais de 48 horas de voo realizadas. Atualmente, dois protótipos do KC-390 acumulam mais de 400 horas de voo. 


Embraer KC-390
 

Além de participar do Farnborough Airshow, na Inglaterra, onde fez a sua estreia mundial, o primeiro protótipo também realizou voos de demonstração com parceiros do programa e potenciais clientes.

Percorrendo mais de 16.300 milhas náuticas (cerca de 30.200 km) apenas nos voos de deslocamento, com operações em outros aeroportos internacionais como da Ilha do Sal (Cabo Verde), Alverca (Portugal), Odolena Voda (República Tcheca), Cairo (Egito), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) e Malta, a aeronave demonstrou seu elevado nível de maturidade, com disponibilidade alcançada de 100% durante os 16 voos planejados e realizados, em localidades em que a temperatura alcançou a marca de 45 °C (113 °F).

“Essa foi uma excelente oportunidade para alguns clientes conhecerem de perto a aeronave e suas características inovadoras. O interesse que o KC-390 despertou na feira de Farnborough foi fantástico, sendo visitado por mais de 20 delegações internacionais”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “A reação positiva dos potenciais clientes que pilotaram a aeronave foi motivo de grande orgulho para a empresa e seus funcionários, pois o avião demonstrou efetivamente sua versatilidade, adaptando-se totalmente às características particulares de cada operação. Estamos muito otimistas quanto ao sucesso do KC-390 nos próximos anos”.

A aeronave retorna ao programa de ensaios em voo, cujo foco a partir de agora será a campanha de certificação, que está prevista para o segundo semestre de 2017, com a primeira entrega programada para 2018.


T-27 Tucano da AFA faz pouso forçado em fazenda em Pirassununga

Poder Aéreo

Uma aeronave T-27 (Tucano) da Força Aérea Brasileira de instrução para a formação dos Cadetes da Academia da Força Aérea fez um pouso forçado na Fazenda Cantareira, região do Morro do Limoeiro, região oeste da zona rural de Pirassununga/SP. 


T-27 FAB acidentado em Pirassununga-SP - 1
 

Não se sabe se a aeronave estava sendo tripulada por algum oficial ou por cadetes. Moradores daquela região disseram que o piloto saiu ileso de dentro da aeronave.

O Comando de Aeronáutica e a AFA ainda não emitiram Nota sobre o incidente.



26 julho 2016

Caça da Marinha cai no mar do RJ; piloto ejeta e aguarda resgate à deriva

Acidente foi durante treinamento com outro caça a 24 milhas da costa.
Marinha faz grande operação para encontrar o piloto.


Do G1 Região dos Lagos


Um caça da Marinha do Brasil caiu no mar da Região dos Lagos do Rio na tarde desta terça-feira (26). O acidente foi durante um treinamento padrão que era feito junto com outra aeronave, a 24 milhas da costa, cerca de 44 Km de distância do litoral.


Skyhawk da Marinha do Brasil passou por testes na Base Aérea de Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)
Skyhawk da Marinha do Brasil passou por testes na Base Aérea de Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)

Segundo a Marinha, o piloto se ejetou da aeronave e caiu no mar com vida, mas ele ainda não foi encontrado. Uma grande operação de resgate está em curso com navios, helicópteros e outras embarcações.

As buscas se concentram na Praia de Jaconé, em Saquarema. O Corpo de Bombeiros também está no local. Segundo a ocorrência registrada pelos bombeiros, a corporação foi informada de que a causa do acidente seria uma colisão entre as duas aeronaves no ar. A informação ainda não foi confirmada pela Marinha.

A aeronave que caiu no mar é do modelo AF-1 Skyhawk da Marinha do Brasil. O outro caça que fazia o treinamento, do mesmo modelo, voltou com segurança para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, de onde eles tinham saído.

Em nota a Marinha do Brasil disse que o acidente ocorreu quando os pilotos voltavam dos exercícios e que está prestando apoio à família do militar desaparecido. 


Veja a nota:

"A Marinha do Brasil (MB) lamenta informar que, na tarde desta terça-feira (26), ocorreu um acidente envolvendo uma aeronave da Força, modelo AF-1B, obrigando o piloto a se ejetar. A aeronave caiu no mar, nas proximidades de Saquarema - RJ.

A Marinha deu início às buscas pelo piloto e está prestando todo o apoio necessário à família do militar.



22 julho 2016

Por que a China construiu um novo submarino nuclear?

Fotos de uma nova modificação do submarino nuclear porta-mísseis chinês do projeto 094 foram recentemente divulgadas na Internet.


Sputnik

Os usuários chineses já o batizaram de 094A. O especialista militar russo Vasily Kashin comenta o objetivo para que a China poderia precisar de um novo submarino.


Projeto 094

É de notar que ele se distingue da modificação anterior por uma “corcunda” na área de localização dos silos de mísseis, assim como por algumas outras alterações no casco. Uma das primeiras conclusões tiradas por usuários chineses foi que o navio poderia estar equipado com os novos mísseis balísticos “Julang-3”, que têm um alcance maior do que o “Julang-2”, explica Vasily Kashin.

Os mísseis “Julang-2”, têm um alcance máximo de 8000 km. Isto significa que eles não são capazes de atingir o território dos EUA a partir do mar do Sul da China.

Uma opção para o reequipamento dos submarinos com os novos mísseis “Julang-3” é simplesmente cortar o compartimento para mísseis “Julang-2” e instalar um novo compartimento para colocar nele o “Julang-3”. Esta opção é tecnicamente possível, mas é ineficaz e cara. É mais provável que os navios do projeto 094 permaneçam no ativo e formem a base das forças de dissuasão regional na Ásia. Um único submarino 094 com mísseis “Julang-3” será um navio experimental de novos sistemas de armas e, no futuro, a Marinha chinesa estará ocupada com os submarinos do projeto 096, equipados com 24 mísseis “Julang-3”, resume Vasily Kashin.



Novos morteiros ucranianos enferrujam depois de um mês de serviço

Os novos lança-granadas М-120-15 Molot de produção ucraniana começaram a enferrujar e a falhar apenas um mês após terem sido adquiridos pelas Forças Armadas do país.



Sputnik

Pelo menos seis lança-granadas, recebidos em 21 de junho por um batalhão de morteiros das Forças Armadas da Ucrânia, começaram a falhar, informou a mídia local, citando a nota de explicação de um comandante ucraniano.



 

Durante exercícios táticos, vários mecanismos dos morteiros deixaram de funcionar, enquanto os soldados ucranianos descobriram outros problemas relacionados com a qualidade do metal. Descobriu-se que enferrujam rapidamente e que a pintura se deteriora no sol.

O valor de cada unidade do lança-granadas é US $ 18.000 (cerca de R$ 63.000).

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, manifestou várias vezes a prontidão do Exército ucraniano de respeitar os padrões de armamento da OTAN e mesmo de ensinar "como combater contra a Rússia".



Novos navios de guerra russos serão apresentados este mês

Mais de 20 navios de guerra e lanchas da Frota do mar Negro participarão em 31 de julho no desfile naval em Sevastopol, em comemoração do Dia da Marinha russa.


Sputnik

Nesse dia serão apresentados os navios de guerra mais modernos, informou a jornalistas o chefe do departamento de imprensa da Frota do mar Negro, Vyacheslav Trukhachev. 


Navio de patrulha russo Admiral Grigorovich entra na baía de Sevastopol, 9 de julho 2016
Admiral Grigorovich © Sputnik/ Sergei Malgavko

"Pela primeira vez em um evento festivo serão presentados a fragata Admiral Grigorovich, os navios ligeiros lançadores de mísseis Serpukhov e Zeleny Dol, os submarinos a diesel Novorosiisk e Rostov-no-Don" disse Trukhacev.


Zeleny Dol

Do desfile naval participarão mais de 20 navios de guerra e lanchas, dez vasos de apoio e 30 unidades da maquinaria das tropas da Frota do mar Negro. As comemorações começarão com o içar solene de bandeiras, mais tarde na baía de Sevastopol será realizada um desfile naval e uma exibição de esportes militares. Está planejada a exibição de 21 episódios para demonstrar todas as potencialidades da Frota. 

Rostov-no-Don

Os espectadores assistirão também a passagem de chalupas e iates sob as velas, "fontes na água" e a "valsa de rebocadores", levadas a cabo por navios de apoio da Frota do mar Negro. O festejo será concluído com um concerto, salva de artilharia e fogos de artifício sob as águas da baia de Sevastopol.

O Dia da Marinha russa comemora-se anualmente no último domingo de julho, este ano cai no dia 31 de julho.


Rússia começa a testar 'balas inteligentes'

Na Rússia começaram os testes de "balas inteligentes" que podem atingir alvos a uma distância de 10 km, afirmou nesta terça (19) Vitaly Davydov, vice-diretor da Fundação de Estudos Avançados da Rússia.


Sputnik

"O trabalho neste sentido está continuando. Já terminou a fase de criação e de testes do produto em modo não guiado e começaram testes de modo guiado pelo usuário", comunicou Davydov.


Material bélico.
Pedro Ribas / ANPr

Anteriormente, foi relatado que a nova arma de alta precisão pode destruir o inimigo a uma distância de 8-10 km. Também será desenvolvido o equipamento especial para este tipo de munição, que não pode ser utilizado numa arma de fogo convencional.



Soldados russos serão capazes de falar com equipamentos por input vocal

O equipamento de combate russo Ratnik vai ser dotado até o fim de 2019 de um sistema de reconhecimento de voz, o que deve aumentar o desempenho militar dos soldados.


Sputnik

Numa entrevista à Sputnik, o chefe da empresa russa "Tintan-serviço informático" Konstantin Lamin revelou informações sobre a nova tecnologia que vai ser desenvolvida no domínio militar na Rússia.


Um soldado mostra equipamento militar Ratnik no âmbito de exercícios militares na região de Moscou.
Um soldado mostra equipamento militar Ratnik no âmbito de exercícios militares na região de Moscou.© Sputnik/ Alexey Filippov

"Esta tecnologia permitirá ganhar segundos muito importantes no campo de batalha para salvar as vidas de nossos soldados", comunicou ele.

Ele comparou o sistema de reconhecimento de voz do equipamento com o fone de ouvido que permite a realização de conversa telefônica no volante, o que vai diminuir consideravelmente os riscos de acidentes.

"A opção do input vocal permite ao soldado a se concentrar no combate e, ao mesmo tempo, se mover, disparar, observar o inimigo e dar ordens a um computador", explicou ele.

Além disso, o soldado vai ser capaz de comunicar com os companheiros de equipe, dar ordens, ouvir conselhos através do sistema avançado e receber mensagens eletrônicas.

Os pesquisadores também querem desenvolver um sistema de controle por gestos.

O equipamento de combate de segunda geração Ratnik combina armas ligeiras modernas, dispositivos da defesa, bem como meios de reconhecimento e comunicação.



Irã volta a receber sistemas russos de defesa antiaérea S-300

O ministro da Defesa do Irã Hossein Dehghan confirmou a entrega de sistemas de defesa antiaérea S-300 de produção russa, notando que eles já foram usados anteriormente no país.


Sputnik

A declaração respectiva foi feita na quarta-feira pelo porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, Seyed Hossein Naghavi Hoseini. 


Sistemas de mísseis antiaéreos S-300
Sistema de defesa antiaérea S-300 © Sputnik/ Uriy Shipilov

De acordo com Hosseini, citado pela agência de notícias iraniana Fars, o ministro da Defesa do Irã anunciou a entrega dos sistemas S-300 durante uma reunião da Comissão no mesmo dia.

Na terça-feira, o chefe da corporação estatal russa Rostec, Sergei Chemezov, disse que a Rússia planeja terminar o fornecimento dos S-300 ao Irã até o final de 2016.

No dia 11 de abril, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que a Rússia tinha feito a primeira entrega contratual desses modelos ao país, conforme o planejado. O Irã apresentou seus primeiros sistemas S-300 durante o desfile por ocasião do Dia das Forças Armadas, em meados de abril.

O contrato entre Moscou e Teerã, estimado em 900 milhões de dólares, para fornecimento de cinco baterias de mísseis S-300 ao Irã, foi assinado em 2007 mas foi suspenso depois da introdução das sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU em 2010.

Em abril de 2015 a Rússia reiniciou as negociações referentes à entrega dos S-300 depois da assinatura do histórico acordo-quadro que garante o caráter pacífico do programa nuclear iraniano.


EUA não têm navios que possam competir com cruzadores russos

Os Estados Unidos não conseguiram criar um navio de guerra que possa competir com os cruzadores nucleares do projeto Kirov, que têm capacidade de cumprir várias missões ao mesmo tempo e que estarão ao da Marinha russa ainda daqui a mais de uma década, escreve o The National Interest.


Sputnik

Os navios do projeto 1144 (Classe Kirov) são comparáveis em termos de seus gabaritos com os vasos dos tempos das Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Os EUA e outros países se recusaram a produzir este tipo de navios devido ao seu algo custo e vulnerabilidade. No entanto, a União Soviética tomou a decisão de construir um cruzador pesado que combinasse as funções de vários navios simultaneamente, informa o The National Interest. 


Cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky
Cruzador nuclear pesado russo Pyotr Veliky © Sputnik/ Vitaly Ankov

O resultado foi um navio que pode combater tanto navios de superfície como semi-submersíveis e submarinos. Ele pode ainda entrar em combate com porta-aviões e grupos de submarinos.

Os EUA, por seu lado, não possuem navios com estas capacidades, apenas os porta-aviões superam o tamanho dos Kirov. O surgimento dos cruzadores levaram os EUA a lançarem os navios de Classe Iowa. Mas as alterações destes navios foram bastante moderadas.

Depois da Guerra Fria e do colapso da URSS, um dos cruzadores da Classe 1144, Pyotr Veliky, continua ao serviço da Frota russa. O navio até participou de uma operação especial contra os piratas da Somália.


Cruzador nuclear pesado russo Admiral Nakhimov
Cruzador nuclear pesado russo Admiral Nakhimov © Sputnik/ Oleg Lastochkin

Em 2019, o Pyotr Veliky será reparado e modernizado e, em 2021, voltará a integrar a Marinha russa, que assim contará com dois cruzadores da Classe 1144. Atualmente estão sendo realizados trabalhos de modernização no navio Admiral Nakhimov, que terminarão em 2018. Os cruzadores modernizados receberão radares novos, equipamentos eletrônicos, bem como lançadores verticais de mísseis.

Os navios do projeto Kirov são plataformas impressionantes da frota russa. É muito provável que estes cruzadores sirvam a Rússia ainda mais de uma década, resume o autor.


Síria: Defesa russa relata morte de militar em serviço

O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira a morte de um militar russo que estava em serviço em Aleppo, na Síria.


Sputnik

De acordo com as autoridades russas, o soldado, identificado como Nikita Shevchenko, estava em um veículo escoltando um comboio de caminhões que levava comida e água para a população afetada quando uma mina terrestre explodiu no local. 


Aleppo, na Síria
Aleppo © REUTERS/ Muzaffar Salman

"Médicos russos cuidaram dele no local, mas não conseguiram salvar sua vida, por conta dos graves ferimentos que ele sofreu", diz o comunicado publicado pelo Ministério da Defesa. 



17 julho 2016

Marinha cassa condecorações de Dirceu, Genoino, João Paulo, Jefferson e Valdemar

Por terem sido condenados no mensalão, perderam Ordem do Mérito Naval


Evandro Éboli | O Globo

BRASÍLIA - O Comando da Marinha cassou a condecoração Ordem do Mérito Naval de cinco ex-deputados condenados no mensalão. Eles perderam a condecoração justamente pela condenação. Três são petistas: José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, além de Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto. 


Roberto Jefferson, José Genoíno e José Dirceu - Montagem sobre fotos de Givaldo Barbosa, André Teixeira e Jorge William

A decisão do "procedimento de exclusão automática" dos agraciados foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira e assinada pelo Comandante da Marinha, Edaurdo Bacellar Leal Ferreira. A decisão da Marinha atende a um ofício da Procuradoria-Geral da República, de maio deste ano. A publicação no D.O. tornou pública a exclusão retroativa da ordem, no Grau de Grande Oficial desses agraciados.

Os cinco tiveram suas condecorações cassadas com base num artigo de um decreto de 2000, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que exclui automaticamente do quadro da Ordem do Mérito Naval os que perderam direitos políticos ou que foram condenados em qualquer foro.

Genoino, Jefferson e Valdemar já haviam perdido a condecoração Medalha do Pacificador, a mais alta condecoração do Exército, três anos atrás.



Militares da FAB vão reforçar segurança nos Jogos Olímpicos (vídeo)

153 integrantes da FAB e 91 militares da Marinha foram transportados


Tenente Emília Maria | Agência Força Aérea

A primeira missão da Força Aérea Brasileira (FAB) com o Boeing 767 foi realizada nesta sexta-feira (15) com o transporte de militares que atuarão na segurança dos Jogos Olímpicos Rio 2016. 





“A gente retoma a atividade aérea com o privilégio de realizar as missões aéreo logísticas, que consiste no emprego de meios aéreos para transporte de pessoas e de cargas. Representa a volta da atividade aérea do Esquadrão Corsário e fôlego de vida de uma unidade aérea operacional”, disse o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Luiz Eduardo Ferreira da Silva.

No total, 244 militares da FAB e da Marinha foram levados de Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Brasília (DF) até o Rio de Janeiro (RJ). A participação de tropas das Forças Armadas em complemento à segurança pública – para Garantia da lei e da Ordem (GLO) – ocorre por solicitação do Governo estadual e com autorização da Presidência da República.

O Capitão de Infantaria da FAB Bruno Heloy Herculano, responsável pelos grupamentos de Porto Velho e Boa Vista, explicou que os militares passaram por um preparo especial para esta missão. “Foram realizadas instruções de policiamento, pontos de bloqueio, controle de vias, escolta, patrulhamento a pé e motorizado e, também, legislação, como Estatuto da Criança e do Adolescente e Direito Penal”, disse ele.

“Nosso treinamento foi bem completo. Queremos fazer a diferença, que a população se sinta nossa amiga e saiba que estamos lá para garantir a segurança”, ressaltou o Soldado Jairo Gomes da Silva, da Base Aérea de Boa Vista (BABV).

Reforço - Na chegada ao Rio de Janeiro, cerca de dois mil militares da FAB aguardavam os colegas do Norte e Centro-Oeste. O Comandante do Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR), Major-Brigadeiro do Ar José Euclides da Silva Gonçalves, destacou o preparo da tropa. “Estamos prontos para o desafio e para trazer à população a defesa e a segurança que nos compete”, disse.

Para o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o preparo dos integrantes das Forças Armadas é um diferencial para a segurança dos Jogos Olímpicos. “Os senhores foram trazidos de diferentes lugares e selecionados entre os melhores para que o evento ocorra com paz e tranquilidade. O Brasil espera que cumpram com seu dever e, ao final da Olímpiada, possam dizer que a missão foi cumprida”, declarou ao se dirigir à tropa durante a formatura realizada na Base Aérea do Galeão (BAGL).

Saúde - Na Base Aérea do Galeão também estava exposta a aeronave C-105 Amazonas da FAB, preparada para realizar missões de evacuação aeromédica de vítimas de contaminação Química, Bacteriológica, Radiológica e Nuclear (DBQRN). 



Cl Pqdt – testes de homologação do KC-390

Forças Terrestres

Rio de Janeiro (RJ) – O Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (Cl Pqdt) participou dos testes de homologação da capacidade de lançamento aeroterrestre da nova aeronave militar, KC-390, durante a fase do congelamento aerodinâmico. 


KC-390 PQD -1
 

O KC-390 trata-se de um projeto de fabricação nacional, desenvolvido pela Embraer, que substituirá as antigas aeronaves americanas C-130, Hércules. 

Entre os dias 13 a 29 de junho uma equipe do Cl Pqdt participou de lançamentos de carga e pessoal na cidade de Campo Grande (MS), durante o qual todas as missões planejadas foram executadas com êxito, dentre elas, o lançamento de cargas pelas portas laterais e pela rampa, o lançamento semiautomático de pessoal pelas portas laterais e o lançamento livre de pessoal pelas portas laterais e pela rampa.

KC-390 pousa na República Tcheca, um dos países parceiros do programa (vídeo)

O vídeo, divulgado pela Airzone em seu canal no Youtube, mostra a aproximação e primeiro pouso do jato de transporte militar Embraer KC-390 na República Tcheca, na tarde deste sábado, 16 de julho.


Poder Aéreo


O jato realizou um voo de cerca de duas horas desde a feira aeronáutica de Farnborough, na Inglaterra, um dos maiores eventos mundiais do setor. Sobre a presença na República Tcheca, vale lembrar que o país é um dos parceiros internacionais do programa do KC-390, tendo assinado carta de intenção para a compra de dois exemplares da aeronave. 


KC-390 na Republica Tcheca - cena 2 video Airzone TV
 

A empresa tcheca Aero Vodochody participa do programa fornecendo a seção II da fuselagem traseira, portas e escotilhas (laterais, da tripulação e de emergência), a rampa de carga, as partes fixas dos bordos de ataque das asas, além de componentes das asas.

O vídeo também mostra cenas do avião, um dos dois protótipos produzidos do KC-390 para testes de voo, já estacionado. Na aeronave de matrícula PT-ZNF destacam-se as cores da Força Aérea Brasileira (FAB), principal cliente do programa (encomenda total de 28 aviões de série e 2 protótipos) que participou ativamente das especificações e decisões técnicas do KC-390, em conjunto com a Embraer.

Enquanto este protótipo é demonstrado na Europa, outro continua a realizar a campanha de testes no Brasil. Por fim, é mostrada entrevista com o piloto da aeronave, Carlos Vieira, que elogia o sistema fly-by-wire do KC-390 e informa que, nos próximos dias, serão realizados voos com a Força Aérea da República Tcheca.




KC-390 – Boeing Amplia a sua participação no Programa

EMBRAER e BOEING anunciam parceria global para venda e suporte do jato médio de transporte militar KC-390


DefesaNet


Farnborough, Reino Unido, 11 de julho de 2016 – A EMBRAER e a BOEING assinaram acordo de parceria para vendas e suporte do KC-390, aeronave multimissão de transporte militar e reabastecimento aéreo. Segundo o acordo, as empresas explorarão em conjunto novas oportunidades de negócios, tanto para a comercialização da aeronave quanto para o seu suporte e manutenção. A EMBRAER vai fabricar a aeronave e a Boeing será responsável pelo suporte operacional.


EMBRAER e BOEING anunciam parceria global para venda e suporte do jato médio de transporte militar KC-390 Foto - Cortesia SPOTTER

Este acordo amplia uma colaboração já existente entre as empresas, que em 2012 anunciaram a intenção de comercializar conjuntamente a aeronave. “A expansão do nosso relacionamento permitirá oferecer o melhor avião de transporte médio para os nossos clientes, ao mesmo tempo em que os mantêm respaldados pelo melhor serviço de suporte disponível”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da EMBRAER Defesa e Segurança. “A BOEING tem uma notável experiência no mercado militar e o KC-390 é a aeronave mais eficiente em sua categoria.”

“O acordo de parceria entre BOEING e EMBRAER reúne duas empresas fortes e reforça o nosso compromisso de ampliar a oferta de serviços a aeronaves que não são produzidas pela BOEING”, salientou Ed Dolanski, presidente da BOEING Global Services and Support. “Nossa vantagem é o alcance global da BOEING, o que proporciona maior flexibilidade, permitindo-nos atender rapidamente aos clientes, bem como aproveitar as sinergias que ajudam a reduzir custos e repassar esta economia aos clientes”.

O KC-390 é uma aeronave de transporte tático desenvolvida para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. É capaz de realizar diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e resgate e combate a incêndios florestais. Trata-se de um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB), que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. O primeiro protótipo realizou seu primeiro voo em fevereiro de 2015 e dois protótipos estão atualmente em campanha de testes de voo, com média de dois voos por dia e comprovação da alta disponibilidade da aeronave. O avião está atualmente em uma turnê por oito países e espera receber a certificação até o final de 2017. A expectativa é que as entregas comecem durante o primeiro semestre de 2018.

Sobre a EMBRAER Defesa & Segurança

Líder na indústria aeroespacial e de defesa da América Latina, a EMBRAER Defesa & Segurança oferece uma linha completa de soluções integradas como C4I (Centro de Comando, Controle, Comunicação, Computação e Inteligência), tecnologias de ponta na produção de radares, sistemas avançados de informação e comunicação, sistemas integrados de monitoramento e vigilância de fronteiras, bem como aeronaves militares e de transporte de autoridades. Com crescente presença no mercado global, os produtos da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países.

Sobre a Boeing Defesa, Espaço e Segurança

Em 2016, a Boeing comemora 100 anos de realizações pioneiras na aviação e inicia seu segundo século como um provedor de tecnologia e capacidades aeroespaciais inovadoras, focado no cliente, parceiro da comunidade e empregador de destaque. Por meio de sua unidade Defesa, Espaço e Segurança, a Boeing é líder global nesse mercado e é o maior e mais versátil fabricante mundial de aeronaves militares. Com sede em St. Louis, o negócio de Defesa, Espaço e Segurança está avaliado em US$ 30 bilhões, e conta com cerca de 50.000 funcionários no mundo todo.



Gripen para as Olímpiadas e depois?

A aviação de caça procura renascer das cinzas. Quatro aeronaves Gripen realizarão um tour nas próximas semanas entre as Bases de Anápolis e Santa Cruz.


Nelson During | DefesaNet

Em negociações mantidas em sigilo, entre o Brasil e a Suécia, está acertada a vinda de 3 ou 4 aeronaves de caça Gripen (2 C e 2 D) para o Brasil no período das Olímpiadas Rio2016 ou talvez posterior. 



 

Os objetivos são vários e colocados em relevância após a perda de um F-5EM na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no dia na terça-feira (05JUL2016). Os pilotos ejetaram-se e passam bem.

A disponibilidades da frota de aeronaves de caça está baixa e alguns apresentam grave limitação operacional pela fadiga estrutural ou falta de manutenção em componentes específicos.

O Caminho da Crise

O primeiro F-5EM foi entregue à FAB, no dia 21 de Setembro 2005. Em 2009, 31 aeronaves tinham sido modernizadas. A última aeronave, de um lote de 46, foi entregue pela EMBRAER Defesa & Segurança à FAB, em Março de 2013. Muito longe do cronograma inicial, que previa todas as aeronaves serem modernizadas até 2007.

A paralisação da modernização das 8 aeronaves F-5E/F, de um lote de 11, adquiridas da Jordânia complicou ainda mais a disponibilidade de caças. Aliado a isto também a paralização dos trabalhos de modernização do A-1M.

As palavras do então Comandante do COMGAR na cerimônia de entrega do primeiro F-5EM:

“Testemunhamos, neste momento, o revigorar do elã de cada um daqueles que têm a própria história da vida confundida com a história dessa aviação, aí inseridos nosso pessoal da área técnica, de apoio e os próprios pilotos”. Por ironia da história as palavras foram proferidas pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. 


Na época, a efetividade dos Mirage III EBR, do 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), baseado em Anápolis já era uma história de ficção. 


O Sonho do Gap Filler

A previsão de a Força Aérea Brasileira receber as primeiras aeronaves Gripen NG, modelo E, em 2019, e provavelmente ter a capacidade operacional inicial (IOC), em 2022. Dá um horizonte de mais seis anos até termos o Gripen realmente operacional e à disposição operacional do COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro).

Para isto foram realizados entendimentos prévios com a FLYGVAPNET (Força Aérea Sueca) e a SAAB para uma solução “Gap Filler”. Foi recebida uma carta da organização estatal sueca FXM, em 2014, detalhando o leasing de 8 a 10 aeronaves Gripen C/D.

Os objetivos e o pacote do leasing por 4 anos eram:

- Formação e treinamento de pilotos e equipes de apoio;
- 08 a 10 aeronaves Gripen C/D, com uma disponibilidade média de 80 %;
- Aeronaves biplace;
- Configuração Ar-Ar, com armamento WVR (Alcance visual) e BVR (alcance Além do Horizonte);
- Suporte Logístico Completo;
- Operação a partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), e,
- Total de 1500 horas de voo, por ano.

Porém, logo este possível acordo começou a fazer água, por várias razões, entre outras:

1 – O alto custo do leasing cobrado pelos suecos, em conjunto com a restrição orçamentária brasileira;

2 – A grande demanda da FLYGVAPNET, a primeira linha de defesa da Suécia, no crescente aquecimento da situação geopolítica do Báltico, em especial frente à Rússia;

3 – Os compromissos da Suécia em dar apoio aos países que adquiriram ou realizaram leasing de aeronaves Gripen na Europa, e,

4 - O reduzido número de aeronaves disponíveis.

Durante a tradicional reunião do Clube da Força Aérea Sueca, realizado no dia anterior à abertura dos Salões de Le Bourget ou Farnborough, o então comandante da FLYGVAPNET, em 2015, na edição de Paris, foi claro em responder ao editor de DefesaNet:

“Quando negociamos com a Suíça oferecemos 11 aeronaves operacionais (8 Gripen C e 3 D). Porém, hoje não seria tão generoso”

O champanhe azedou ainda mais pela ausência do Brigadeiro Rossato ao evento onde era o speaker convidado.

Agora para Farnborough o novo Comandante da FLYGVAPNET, Major-General Mats Helgesson, foi claro no convite sobre a presença da FAB no evento, marcado para este Domingo (10 JUL 2016), no Royal Air Force Club, Londres.

Nota Atualização - A FLYGVAPNET informou que o palestrante será o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Raul Botelho, Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica.

O tira – Gosto

Quais os objetivos deste demotour de quatro aeronaves Gripen ao Brasil no período da Olimpíada? Dependendo de detalhes poderá ser adiado ao correr do segundo semestre.

1 – Primeiro provar que o Gripen pode cruzar o Atlântico. A primeira e única vez, que estiveram na América do Sul, vieram parcialmente desmontados em navio, sendo montados na Base Aérea de Santa Cruz. (Imaginem o Gripen cruzando a Avenida Brasil até Santa Cruz);

2 – Mostrar presença da SAAB e do governo Sueco no Brasil, e,

3 – Dar um gostinho aos pilotos brasileiros e ter a possibilidade de um acordo de leasing dos suecos com o Brasil.

As aeronaves Gripen operarão nas Bases Aéreas de Anápolis e Santa Cruz, por um período de 20 dias.

Algo terá de acontecer ou com os suecos ou com os americanos lançando bóias salvadoras como anunciada na surpreendente nota do CECOMSAER de 07 Juho 2016.

Com a palavra o Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro-do-Ar Rossato e sua capacidade de conseguir recursos para a anêmica Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira.


Exército começa a monitorar lobos solitários e favelas do Rio

Desdobramentos da Política Interna e eventos externos criam caldeirão preocupante paar a segurança das Olimpíadas RIO2016.


Júlio Ottoboni | DefesaNet 


As ações dos movimentos sociais, políticos e do terrorismo internacional têm dia e lugar marcados, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. As atenções de todo o mundo, com a imprensa internacional já atenta e preparada para ‘O Não vai ter Golpe, Vai Ter Luta’ explodirá no colo da Forças Armadas em especial o Exército Brasileiro. Feito um bomba relógio que as autoridades não estão conseguindo desarmar.


Tropas do Exército no Complexo da Maré em 2014. Foto ABR

Surge também no horizonte a possibilidade de juntar-se a estes pontos a “instabilidade institucional” forçada por elementos do altas esferas do Judiciário, junto com setores da imprensa e setores do grande capital, ainda vinculadas ao PT ou que seriam profundamente atingidas pelas investigações da Lava-Jato.

Esse cenário é o que as Forças Armadas e seu contingente, que será mobilizado, de 38 mil homens, terá que enfrentar nos jogos RIO2016. A preocupação com os ‘lobos solitários’ já foi maior. Segundo informações de fontes das Forças Armadas, alguns já foram identificados e estão sendo monitorados. As bases são favelas do Rio de Janeiro, que têm sido os locais preferidos por grande parte de turistas e vendidos no exterior como uma visitação exótica e para quem procura por emoção e diversão.

Uma coisa o Exército já sabe, o ISIS não foi bem sucedido em aliciar jovens brasileiros para os ataques preanunciados. Então o jeito está sendo importar mão de obra terrorista disposta a ações de alto risco, que expõem as suas vidas. No começo deste mês (Junho), 11 árabes vestidos a caráter, fizeram do vôo João Pessoa (PB) – São Paulo (SP) um verdadeiro teste de como espalhar o terror com falatório alto, trânsito intenso no corredor do avião, desrespeito aos pedidos das comissárias de bordo e ficar em grupos situados estrategicamente no fim, meio e começo do aparelho.

Alguns passageiros chegaram a pensar numa ação de assalto para imobilizar os árabes e reclamaram que o comandante da aeronave deveria ter descido no primeiro aeroporto e chamado a Policia Federal para intervir no caso. Um dos passageiros ouvidos pelo DefesaNet chegou a dizer que “não pensam que vão fazer aqui o que fizeram nos Estados Unidos, se tentassem alguma coisa nós íamos atacar todos eles com o que tivéssemos’.

O avião não pousou e o percurso até São Paulo foi feito sob imensa tensão, algo que se ampliará com a chegada dos jogos e o aumento de estrangeiros no país. “Estamos operando com ambientes urbanos de extrema dificuldade de se locomover e localizar os alvos, estamos usando robôs, equipamentos inteligentes e drones, além de armamentos ultrassofisticados”, disse a fonte militar. Os EUA estão ajudando nesta missão, pois o Brasil não teria condições plenas de operar contra “homens bombas” e ‘lobos solitários’, principalmente os “franco atiradores”.

Sob uma outra camada de nevoeiro difícil de se dissipar estão os movimentos de extrema esquerda, agora denominados de Exército Latino Americano Boliviariano. Além das FARCSs colombiana, venezuelanos, argentinos (La Campora), paraguaios (EPP), uruguaios, bolivianos – muitos deles já radicados em São Paulo – e equatorianos estariam recebendo treinamento nos acampamentos do MST e de outros movimentos engajados.

Também há a formação de ‘milícias negras – zumbi dos palmares’ com haitianos, nigerianos e outros migrantes principalmente do continente africano. São grupos que já tiveram seus primeiros treinamentos nas manifestações de rua e invasões de prédios públicos. O treinamento se concentra em áreas urbanas, pois se misturariam a população dos morros cariocas. A Favela da Maré tem a sua formação em imigrantes angolanos. É possível encontrar inclusive ex-combatentes da Guerra Civil em Angola.

O tráfico de drogas do Rio de Janeiro, tentando se livrar da atenção e ação repressiva do Exército, dos Fuzileiros e do BOPE e outras forças especiais, trabalha para evitar que as construções nos morros fossem utilizadas pelos terroristas. A negociação para evitar atritos, suspeita a Inteligência do Exército, tem envolvido o pagamento de elevadas somas, que minimizem o prejuízo, pelas casas a serem ocupadas, e a entrega de armamentos bélicos de ponta para o tráfico, inclusive para o abate de helicópteros, e a transmissão de conhecimento contra o monitoramento e espionagem.

“O Rio de Janeiro será uma cidade no chão e outra nos morros e uma fortaleza nas áreas do jogos. Mas estamos preparados para o que há de pior em guerrilha urbana, infelizmente com o aval e colaboração de maus brasileiros’, declarou o militar.

Os já frequentes tiroteios, com vítimas, ao longo das vias expressas Linha Amarela e Linha Vermelha obrigará aos militares a esforços extremos para que elas permaneçam seguras nas 24 horas por dia no período das Olimpíadas.

O Governo Federal afastou as Forças de Segurança Estaduais dos principais movimentos para as Olimpíadas RIO2016. No caso do Rio de Janeiro foi adotado o argumento de que não seriam repassados os recursos das horas extras ao governo estadual. O objetivo principal é o de manter a unicidade de comando e sigilo das operações.


Na quarta-feira (15JUN2016) a embaixadora Americana Liliana Ayalde teve uma longa reunião com o ministro da Defesa Raul Jungmann em Brasília. Segundo o próprio MD foram discutidos assuntos relacionados à segurança dos Jogos Olímpicos.
 



16 julho 2016

Jihadista decepcionado entrega lista com nomes de 22.000 membros do EI

Lista tem endereços, telefones e contatos de familiares dos terroristas.
Sky News informou as autoridades sobre o material obtido


France Presse

Um jihadista decepcionado entregou à rede de televisão britânica Sky News uma lista com os nomes de 22 mil membros da organização Estado Islâmico (EI) com seus endereços, telefones e contatos familiares, informou o canal de notícias.


Imagem das listas que trazem informações sobre 22 mil integrantes do Estado Islâmico (Foto: Sky News/Reuters )
Imagem das listas que trazem informações sobre 22 mil integrantes do Estado Islâmico (Foto: Sky News/Reuters )

Esta informação, que segundo os especialistas pode ter efeitos devastadores para o grupo que controla amplas faixas da Síria e do Iraque e que reivindica atentados letais na África e nos países ocidentais, estão contidas em um dispositivo USB que teria sido roubado do chefe da polícia interna da organização jihadista.

A documentação é composta por formulários de adesão ao EI, com dados de milicianos de 51 países.

"A Sky News informou as autoridades sobre o material obtido", escreveu o canal em seu site na noite de quarta-feira.

Nenhuma instância governamental britânica havia feito até a manhã desta quinta-feira comentários a respeito. Autoridades alemãs, no entanto, disseram que o material pode ser autêntico.

Grupo sanguíneo e avaliação do nível de islamismo

 
Um ex-chefe da luta antiterrorista nos serviços de inteligência britânicos, Richard Barrett, afirmou no Twitter que as listas constituem "uma fonte de valor inestimável".

O material conteria informações sobre numerosos jihadistas ainda não identificados na Europa do Norte, Estados Unidos, Canadá, África do Norte e Oriente Médio.

A Sky News reproduziu estes formulários de 23 perguntas, que permitem identificar os recrutas por grupo sanguíneo ou pelo nome de solteira de suas mães e que levam anotações sobre o "nível de compreensão da sharia" (a lei islâmica) dos membros do EI.

"Isso pode representar um avanço colossal" na luta contra o EI, afirmou Chris Phillips, diretor-geral do International Protect and Prepare Security Office, uma assessoria em matéria de luta antiterrorista.

A entrega do material "demonstra a que ponto o EI é vulnerável aos seus membros que se voltam contra ele", disse o especialista à AFP.

Nas listas também aparecem muitos jihadistas que já estavam fichados pelos serviços britânicos, como Abdel-Majed Abdel Bary, um ex-rapper do oeste de Londres que após seu alistamento no EI publicou no Twitter uma foto sua com a cabeça de uma pessoa decapitada na mão.

Também figura Junaid Hussain, um hacker do EI, procedente de Birmingham, eliminado em um ataque de drone em agosto passado.

Milhares de cidadãos europeus se uniram ao EI, que em 2014 proclamou a instauração de um califado entre Síria e Iraque, e as autoridades de seus países temem que retornem para cometer atentados.

Os documentos foram roubados por um indivíduo identificado sob o pseudônimo de Abu Hamed, um ex-combatente do Exército Sírio Livre (ESL) que aderiu ao EI.

Abu Hamed entregou o dispositivo USB a um jornalista na Turquia, explicando que havia abandonado o EI por considerar que "os valores islâmicos colapsaram" no seio do grupo.

"Esta organização é uma fraude, não tem nada a ver com o Islã", disse o miliciano decepcionado, que afirma que o EI abandonou seu quartel-general na cidade síria de Raqa e se dirigiu ao deserto, deixando as coisas nas mãos de ex-militares do partido iraquiano Baath, do ditador executado Saddam Hussein.


Empresas de 20 países fornecem componentes para o Estado Islâmico

Estudo da União Europeia mostra que material acaba se tornando explosivo.
Jihadistas controlam grandes áreas do Iraque e da Síria.


Reuters

Empresas de 20 países estão envolvidas na cadeia de fornecimento de componentes que acabam em explosivos do Estado Islâmico, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (25), sugerindo que governos e empresas precisam fazer mais para controlar o fluxo de cabos, produtos químicos e outros equipamentos.


GNEWS Estado Islâmico (Foto: GloboNews)
Integrantes do Estado Islâmico mostram armas (Foto: GloboNews)

O estudo encomendado pela União Europeia mostrou que 51 empresas de países como Turquia, Brasil e Estados Unidos produziram, venderam ou receberam mais de 700 componentes utilizados pelo Estado Islâmico para produzir dispositivos explosivos improvisados ​​(IEDs, na sigla em inglês).

Os IEDs estão agora sendo produzidos em uma "escala quase industrial" pelo grupo militante, que usa componentes industriais que são regulados e equipamentos amplamente disponíveis, como produtos químicos e telefones celulares, de acordo com a Pesquisa de Conflito Armado (CAR, na sigla em inglês), que realizou a estudo de 20 meses.

O Estado Islâmico controla grandes áreas do Iraque e da Síria. A Turquia, membro da Otan, faz fronteira com os dois países e reforçou a segurança para evitar o fluxo de armas e insurgentes para o grupo sunita de linha-dura.

Um total de 13 empresas turcas foi identificada como envolvida na cadeia de abastecimento, mais do que qualquer país. Em segundo lugar vem a Índia, com sete.

"Estes resultados ratificam a crescente consciência internacional de que forças do Estado Islâmico no Iraque e na Síria são muito auto-sustentáveis -em aquisição de armas e bens estratégicos, como componentes de IEDs, em nível local e com facilidade", disse o diretor-executivo da CAR, James Bevan.

Empresas de Brasil, Romênia, Rússia, Holanda, China, Suíça, Áustria e República Tcheca também estavam envolvidas, de acordo com o relatório.



Turquia diz que 161 morreram em tentativa de golpe, militares seriam 104

Segundo o governo, mortos seriam 161 civis e 104 militares golpistas.
Presidente turco disse que seu governo resistiu à tentativa de golpe militar.


Do G1, em São Paulo

A tentativa de golpe de estado conduzida durante a noite de sexta-feira (15) na Turquia resultou em 265 mortes, informou o escritório do presidente da Turquia neste sábado (16). Foram 161 civis mortos e 104 militares golpistas. O golpe foi conduzido por militares contrários ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.


Mapa Turquia 2 (Foto: Editoria de Arte/G1)
 

Foram registrados 1.440 feridos e 2.839 militares foram presos por suspeita de conexão com o golpe. O presidente turco anunciou neste sábado que seu governo resistiu à tentativa de golpe militar. Ele também pediu a seus partidários para que permaneçam nas ruas prontos para qualquer "nova onda". O governo turco declarou que permanece firmemente no controle após a tentativa de golpe militar.

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, que falou com a imprensa em Ancara, disse que a situação está "inteiramente sob controle". "Estes covardes vão sofrer o castigo que merecem", insistiu. Yildirim acusou o partido curdo PKK de participar da tentativa de golpe.

O presidente turco estava de férias em um resort no balneário de Marmaris e retornou a Istambul ainda na sexta para combater a ação dos militares. Em uma entrevista por telefone ao serviço turco da rede CNN, ele afirmou que o ato foi uma "traição" e que fará uma "limpeza" no Exército.

O consulado francês apelou neste sábado aos seus cidadãos em Istambul a "permanecerem em casa".

Asilo na Grécia

 
Nas primeiras horas da manhã, oito homens a bordo de um helicóptero militar turco que aterrissou no aeroporto de Alexandroupolis, no leste da Grécia, pediram asilo político e foram detidos.

O helicóptero Black Hawk pousou pouco depois do anúncio em Ancara do fracasso da tentativa de golpe militar contra o governo islâmico-conservador turco. Segundo a televisão ERT TV, os homens a bordo estavam uniformizados, exceto um.

A Turquia imediatamente pediu à Grécia a extradição dos oito.

Fethullah Gulen

 
Assim como o presidente Recep Tayyip Erdogan, Yildirim acusou o pregador exilado nos Estados Unidos Fethullah Gulen de estar por trás desta iniciativa sangrenta. O regime turco considera que Gulen, um ex-aliado de Erdogan, lidera uma "organização terrorista". Ancara já pediu a Washington a expulsão do clérigo, o que os americanos recusaram.

"O país que ficar ao lado de Fethullah Gülen não é nosso amigo", disse Yildirim, sem mencionar diretamente os Estados Unidos, aliados de Ancara no âmbito da Otan.

"Eu rejeito categoricamente essas acusações", reagiu o imã Fethullah Gülen em um comunicado. "Sofri vários golpes de Estado militares nos últimos 50 anos e considero insultante ser acusado de ter alguma ligação com esta tentativa".

'Donos das ruas' 

 
Pouco antes de Yildirim, o general Ümit Dündar, chefe interino do Exército, anunciou que "a tentativa de golpe foi frustrada". Apesar desta declaração, a presidente Erdogan, muito criticado nos últimos anos por suas tendências autoritárias, escreveu em seu Twitter que "devemos continuar a ser os donos das ruas (...) porque uma nova onda é possível".

Os confrontos, com aviões e tanques, resultaram em cenas de violência em Ancara e Istambul. Milhares de pessoas, muitas das quais agitando bandeiras turcas, enfrentaram os soldados rebeldes, subindo nos tanques implantados nas ruas ou recebendo Erdogan no aeroporto de Istambul.

Pouco antes da meia-noite (18h de Brasília), um comunicado das "forças armadas turcas" anunciou a proclamação da lei marcial e um toque de recolher em todo o país, após a mobilização de tropas em Istambul e na capital Ancara.

Os líderes do golpe justificaram a "tomada do poder", pela necessidade de "garantir e restabelecer a ordem constitucional, a democracia, os direitos humanos e as liberdades e deixar a lei prevalecer".

'Traição'

 
Em Marmaris (oeste), onde estava de férias, o presidente Erdogan lançou imediatamente um apelo à população para se opor ao golpe, em um discurso transmitido ao vivo na televisão a partir de um celular.

"Há na Turquia um governo e um presidente eleitos pelo povo (...) e se Deus quiser, vamos superar este desafio", afirmou.

"Aqueles que foram às ruas com tanques serão capturados", garantiu em sua chegada a Istambul, denunciando "uma traição" liderada por soldados golpistas, a quem ele acusa de estar ligados a Fethullah Gülen.

Muitos líderes militares criticaram publicamente durante a noite os golpistas, denunciando "um ato ilegal" e apelando os rebeldes a retornarem às suas casernas.

Cerca de 200 soldados, que estavam entrincheirados na sede do Estado-Maior, renderam-se. E o general Dündar prometeu "limpar o exército de membros de estruturas paralelas", em uma referência óbvia aos partidários de Fethullah Gulen.

Desde a chegada ao poder de Erdogan, a hierarquia militar foi purgada várias vezes.

O exército deste país membro da Otan, com 80 milhões de habitantes, realizou três golpes de Estado (1960, 1971, 1980) e forçou um governo de inspiração islâmica a deixar o poder sem violência em 1997. No início da tarde deste sábado, os tiros esporádicos tinham cessado em Istambul e Ancara, onde o Parlamento turco se reuniu em sessão extraordinária.

Na capital, aviões de caça haviam voado durante à noite a baixa altitude, e o Parlamento foi alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lançou uma bomba perto do palácio presidencial.

As condenações internacionais se multiplicaram. O presidente americano Barack Obama pediu apoio ao governo turco "eleito democraticamente", a União Europeia exigiu um "rápido retorno à ordem constitucional" e Israel expressou seu apoio "ao processo democrático".

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, elogiou, por sua vez, o "forte apoio" à "democracia" demonstrado pela sociedade política e civil na Turquia, e Moscou considerou que a tentativa de golpe aumentava "os riscos para a estabilidade regional e internacional".