31 outubro 2016

'Frota do Mar Negro russa é capaz de eliminar o inimigo à saída da base'

A Frota do Mar Negro é capaz de eliminar o inimigo potencial logo à saída das suas bases, disse na quarta-feira (14) aos jornalistas o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general de exército Valery Gerasimov.


Sputnik


A declaração foi feita quando o general comentava os resultados dos exercícios militares Kavkaz 2016 realizados em 5-10 de setembro. 


Navios da Frota do mar Negro durante o ensaio para a parada militar em homenagem ao Dia da Marinha russa, Sevastopol, Rússia, junho de 2016 (foto de arquivo)
Frota do Mar Negro © Sputnik/ Vasily Batanov

"A Frota do Mar Negro tem tudo para fazer isso: meios de reconhecimento que podem detectar alvos à distância de até 500 km e meios de ataque. O sistema Bastion só por si já vale muito — tem um alcance de 350 km. [É capaz de atingir] até o Bósforo. O Bastion é um sistema costeiro. Além disso, há os submarinos equipados com mísseis Kalibr, a aviação naval, a aviação estratégica com mísseis de cruzeiro, etc.", disse Gerasimov. 


Segundo o general, as forças de desembarque do inimigo "não devem atingir a costa da Crimeia no mar Negro qualquer que seja seu ponto de partida".

"A Frota do Mar Negro deve ser capaz – e já mostrou que é capaz – de eliminar forças de desembarque durante seu deslocamento, começando pelos portos de embarque", disse o militar russo.

Segundo as palavras de Gerasimov, neste momento a Frota do Mar Negro "deixa uma boa impressão". "Alguns anos atrás as capacidades de combate contrastavam muito, em particular, com as da Marinha turca. Naquela altura se considerava a Turquia quase como o dono absoluto do mar Negro. Agora a situação se alterou", destacou.

O general lembrou que a Frota já possui submarinos equipados com mísseis Kalibr. "Agora há três [submarinos], chegará mais um e no próximo ano outros dois, eles serão seis [submarinos à disposição da Frota do mar Negro]", disse Gerasimov. 


Além disso, a Frota possui lanchas porta-mísseis e fragatas portadoras de mísseis, acrescentou o general.

Especialista americano destaca alto potencial da Frota russa do Mar Negro

A operação militar na Síria demonstrou a alta capacidade da Frota do Mar Negro, no entanto, alguns navios russos exigem grandes meios financeiros para a sua manutenção, disse o diretor do Instituto de Estudos do Potencial Marítimo-Militar Russo, professor Michael Petersen. 


Sputnik

"Uma das coisas que eu acho muito interessante nas operações da Rússia na Síria é o fato de que a Rússia demonstrou o potencial expedicionário da Frota do Mar Negro. Eu não acho que eles poderiam ter feito isso dez anos atrás, mas agora a intervenção na Síria é realizada utilizando as capacidades da Frota do Mar Negro", disse Michael Petersen à Sputnik Internacional. 


Frota do mar Negro e do mar Cáspio participando dos exercícios militares Kavkaz 2016
Frota do Mar Negro no exercício Kavkaz 2016 Ministério da Defesa da Rússia


De acordo com o especialista, nos últimos anos, a Marinha russa atingiu um progresso significativo na utilização de tecnologias e no treinamento de pessoal.

"Mas eu acredito que a manutenção de algumas plataformas talvez seja muito cara para a Rússia. Para sustentar submarinos de classe Severodvinsk é preciso muito dinheiro, elas [autoridades russas] ainda estão resolvendo os problemas com os mísseis balísticos Bulava com que equipam os submarinos e, além disso, elas têm problemas com os contratos de motores a jato por causa da questão da Ucrânia", acrescentou Petersen.

Petersen também abordou a questão da intensificação da presença russa no Ártico. Segundo ele, os EUA e a OTAN devem acompanhar de perto o aumento das capacidades militares da Rússia na região. 


"A Rússia, do meu ponto de vista, embora alguns não estejam de acordo com isso, no geral segue as regras do jogo no Ártico; eles mostraram um nível de cooperação útil lá… Eu ainda acredito que nós podemos encontrar áreas para a cooperação", acrescentou o especialista.


Sunday Times denuncia presença de 3 submarinos russos no Mediterrâneo

Três submarinos se juntaram ao porta-aviões e ao grupo naval russo no mar Mediterrâneo, informou a edição Sunday Times, citando as fontes anônimas da Marinha do Reino Unido e da OTAN. 


Sputnik

Segundo a publicação, se trata de dois submarinos nucleares do projeto 971 Shuka-B (Akula) e de um outro diesel-elétrico do projeto 877 Paltus. Na semana passada, a frota britânica registrou sua passagem no mar Mediterrâneo. 


Um dos maiores submarinos nucleares russos construídos ainda na época da União Soviética é o Typhoon (Akula), que continua a ser o maior do mundo com cerca de 25.000 toneladas métricas (27.500 toneladas). Visto de frente no Mar de Barents, Ártico russo, nesta fotografia de setembro de 2001
Submarino russo Classe Akula © AP Photo/ Dmitry Lovetsky

Os interlocutores do Sunday Times pressupõem que os submarinos possam ser equipados com mísseis Kalibr para atacar alvos na Síria.

Anteriormente, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que a aliança está preocupada com a campanha do grupo naval russo da Frota do Norte no Mediterrâneo, que inclui um porta-aviões. Na opinião dele, os navios podem ser usados para bombardear Aleppo. O lado russo respondeu que não há razão para preocupação, pois os navios russos sempre estiveram presentes no mar Mediterrâneo.

O grupo naval, que começou a sua campanha em 15 de outubro, é composto pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, o cruzador Pyotr Veliky, os navios antissubmarino Severomorsk e Vitse-Admiral Kulakov e navios de abastecimento.


Chancelaria russa: contatos com EUA na área de desarmamento se tornam menos produtivos

Os contatos entre Moscou e Washington para questões de desarmamento este ano se tornaram menos produtivos, declarou o diretor do departamento russo de não proliferação e controle de armamentos Mikhail Ulyanov.


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"Eles são bastante ativos, tanto os contatos bilaterais, quanto no âmbito do "quinteto nuclear". Embora eles tenham sido menos produtivos do que nos anos anteriores", disse Ulyanov aos jornalistas respondendo à pergunta sobre o nível de contatos de trabalho entre a Rússia e os EUA na área do desarmamento após a suspensão do acordo sobre reciclagem do plutônio com os EUA. 


C-400 Triumph mísseis defendam o espaço aéreo de Moscou e do região central da Rússia
C-400 Triumph © Sputnik/ Artem Zhitenev

Mikhail Ulyanov referiu que na reunião dos representantes dos países nucleares, em 6 de outubro em Nova York, foi discutida pela primeira vez a doutrina nuclear. 


"Tive a oportunidade de apresentar aos parceiros norte-americanos uma grande quantidade de perguntas pouco agradáveis, incluindo sobre missões nucleares conjuntas da OTAN, que violam o espírito e a letra do Acordo de não proliferação, e o conceito ilimitado de utilização de armas nucleares em quaisquer casos que afetem os interesses vitais dos Estados Unidos", disse ele.


Vice-premiê turco: 'Mundo está à beira de uma guerra regional ou mundial'

Por razão de tudo o que está acontecendo na Síria o mundo está à beira de uma guerra regional ou até mesmo mundial, opina o vice-primeiro-ministro da Turquia, Numan Kurtulmus.


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O político partilhou a sua opinião em entrevista à agência Anadolu. 


Tropas turcas passam ovelhas no caminho perto de vila de Tuwairan, norte da Síria, 4 de setembro de 2016
Tropas turcas na Síria © AFP 2016/ NAZEER AL-KHATIB


"Qualquer guerra que é conduzida por mãos de terceiras forças acaba. Na Síria, o limite já foi esgotado. Os EUA e a Rússia estão agora em aberta contraposição. Isso significa que nós estamos à beira de uma guerra regional ou mundial", declarou. 

Kurtulmus destacou também que a Síria pertence aos sírios: 

"Nós não vamos ensinar o povo sírio como deve governar o país. Isso não deve ser feito nem pelo regime (do presidente da Síria Bashar Assad), nem pelos americanos, nem pela Rússia, nem pelo Irã. Esta decisão deve ser tomada pelo povo sírio".

Em 3 de outubro os EUA anunciaram, de modo unilateral, o fim da cooperação com a Rússia para a solução da crise na Síria. Segundo os porta-vozes de Washington, a partir daquele momento, somente os canais de comunicação militares permanecem ativos, para evitar conflitos entre os dois países no espaço aéreo sírio. Os EUA acusaram a Rússia de descumprir os acordos bilaterais.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar profundamente decepcionado. Segundo a chancelaria russa, a decisão de Washington de interromper a cooperação com Moscou na Síria é uma prova de que os Estados Unidos são incapazes de cumprir os compromissos assumidos nos acordos bilaterais, entre os quais estavam a separação da oposição “moderada” dos militantes terroristas na Síria.


The Independent: Hillary Clinton 'com certeza' pode começar uma Terceira Guerra Mundial

O diretor do jornal britânico The Independent, Sean O'Grady, escreveu uma análise sobre as possíveis consequências para o mundo com a presidência de Donald Trump ou de Hillary Clinton, afirmando que para construir a paz mundial em plena era nuclear, os EUA devem conservar e cultivar sua "relação mais importante": o vínculo com a Rússia.


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O'Grady, que diz não simpatizar com qualquer um dos dois candidatos à Casa Branca, disse entretanto que a vitória do bilionário republicano seria mais conveniente porque a candidata democrata poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial. 


Hillary Clinton
Hillary Clinton © REUTERS/ Brian Snyder

Em sua opinião, a política externa de Trump, baseada no princípio de que "o inimigo do meu inimigo é meu amigo", poderia tornar possível a cooperação e até mesmo uma aliança com a Rússia. "Trump faria a paz. Os interesses dos EUA seriam definidos de tal maneira que se adaptassem a Moscou", disse o diretor do jornal britânico. 


Assim, segundo O’Grady, o objetivo que o republicano compartilha com a Rússia no sentido de neutralizar o "terrorismo islâmico" de forma contundente pode ser conseguido se existir uma cooperação mais ampla. Para o jornalista, a escolha seria mais prudente quando comparada com os planos de Clinton de parar a "agressão russa" sobre outras nações e de colocar o interesse dos EUA acima de qualquer outra consideração.


Finalmente, o artigo sugere que uma crise semelhante à dos mísseis em Cuba pode estourar novamente sob a presidência de Clinton, tendo em conta "os seus ultimatos implacáveis sobre Putin".

Apesar das considerações, O’Grady afirma que embora Trump pareça ser a menos má das opções, em sua opinião não há nenhum candidato "claramente civilizado" com uma vida particular ilibada e que busque a paz.



Alemanha vai enviar tanques para fronteira russa

Forças Terrestres

A Alemanha confirmou que está enviando tanques Leopard 2 para a Lituânia como parte dos planos da OTAN para reforçar os estados bálticos. Mas a presença é em grande parte simbólica, já que a Rússia ainda é militarmente superior na região. 


Leopard 2
Depois de décadas de declínio, a Alemanha está ampliando suas forças armadas, e está aumentando sua força de tanques de 225 a 328 tanques Leopard 2, alguns dos quais serão deslocados para a Lituânia para demonstrar a solidariedade da Aliança

Proteger a Lituânia da Rússia vai ser responsabilidade da Alemanha, de acordo com os novos planos de defesa da OTAN que surgiram na cimeira desta semana em Bruxelas. O Ministério da Defesa alemão mostrou na quarta-feira à noite o quão a sério está levando essa tarefa, confirmando à agência de notícias DPA que no próximo ano estará enviando tanques Leopard 2 para a fronteira russa do país Báltico, para além dos 650 soldados que já tinha prometido – embora não esclareceu quantos.

A medida faz parte do plano mais amplo da OTAN para proteger seus membros bálticos, que têm demonstrado preocupação sobre as ambições russas após a anexação da Criméia em 2014 e a subsequente guerra no leste da Ucrânia.

Um batalhão da OTAN de cerca de 1.000 soldados será estacionado na Lituânia a partir de junho do próximo ano, e depois será substituído a cada seis meses. Cerca de 450 a 650 destes soldados serão fornecido pelo Bundeswehr, enquanto os outros virão da França, Bélgica e Croácia. A mídia alemã informou que a unidade treinada em combate também será equipado com tanques, veículos blindados, atiradores e engenheiros.


Documentos vazados indicam falta de capacidade militar da Alemanha

Alemanha pode ser incapaz de manter um nível adequado de combatividade militar, em função de problemas com a aquisição de aeronaves para sua força aérea, informou neste domingo a emissora RT, citando o jornal alemão Welt am Sonntag.


Sputnik


O jornal obteve acesso a um documento assinado pelo ministro da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, cujo conteúdo informa que o país está tendo problemas para suprir a demanda de equipamentos de combate necessários. 


Caças Eurofighter e aeronave de transporte Transall durante um voo de exibição no dia da Bundeswehr, 13.06.2016
Caças Tornado e Europhyter escoltando um C-160 da Força Aérea da Alemanha © flickr.com/ Bundeswehr/Vennemann

Em particular, o jornal observa que os aviões de transporte franco-alemães Transall C-160 serão aposentados em 2021 e é pouco provável que as forças armadas tenham acesso às novas aeronaves A400M Atlas antes de 2023. 


De acordo com o documento vazado, a cooperação militar com a França foi criticada pelos militares alemães, já que poderia levar à dependência a longo prazo de equipamentos franceses e as condições de manutenção de aeronaves não são adequadas sob o presente modelo.


OTAN está intensificando preparativos para a guerra com a Rússia

A decisão de enviar tropas adicionais ao Leste da Europa mostrou que a aliança prepara o reforço mais ambicioso das forças armadas na Europa desde os tempos da Guerra Fria, escreve a edição norueguesa Steigan blogger. 


Sputnik

Os países-membros da OTAN vão colocar 4 mil de soldados perto das fronteiras russas, aos quais, em caso de emergência se juntarão as forças de reação rápida, que contam com 40 mil homens, escreve o autor do artigo.


Forças Aéreas da OTAN, paraquedistas
Paraquedistas da OTAN © flickr.com/ Exército dos EUA


Com o apoio de unidades da França e Dinamarca, o Reino Unido enviará para a Estônia 800 soldados completamente equipados. Além disso, pela primeira vez desde a queda do regime nazista, a Alemanha também se comprometeu a enviar forças militares à fronteira com a Rússia. Simultaneamente, foi tomada a decisão sobre a instalação de 330 soldados dos EUA na Noruega, país que nunca participou em eventos deste tipo, mesmo em momentos mais tensos da Guerra Fria.

As autoridades da aliança não se cansam de repetir que "o ataque a qualquer membro da aliança será considerado como um ataque contra todos os aliados". No entanto, não fica claro de que tipo de "ataque" se trata. 


Não há absolutamente nenhum sinal de que a Rússia se esteja preparando para um confronto armado com algum país vizinho. Como resultado, as "medidas de defesa" se transformam em escalada por parte da OTAN, que acaba fomentando a guerra e desestabilizando a Europa, observa o autor do artigo. 

No entanto, há aqueles para quem esta mobilização de forças contra o "inimigo" pode ser benéfico. Os militares estimulam a indústria militar e isto é um meio eficaz de conter os ânimos de oposição dentro dos países. Em uma situação em que a Europa está atolada em numerosos problemas económicos e políticos, os planos da OTAN vêm mesmo a calhar, conclui edição noroguesa Steigan blogger.

Arábia Saudita diz ter detido suspeitos do EI que planejavam ataques

Presos teriam planejado assassinatos e ataque com carro-bomba.
Entre os suspeitos estão dois paquistaneses, um sírio e um sudanês.


Reuters


A Arábia Saudita prendeu ao menos oito suspeitos de serem militantes do Estado Islâmico que planejavam assassinatos e um ataque com carro-bomba, afirmou o Ministério do Interior no domingo (30), e as autoridades ainda estão atrás de outros suspeitos de envolvimento.


Resultado de imagem para arabia saudita

Uma nota do ministério disse que entre os detidos estão entre suspeitos do Estado Islâmico que tinham planejado assassinatos de oficiais de segurança no distrito de Shaqra, ao norte da capital Riad.

Outros militantes tinham planejado ataques contra civis na cidade de Qatif, no leste do país, e também elaboravam um plano de ataque com carro-bomba a uma equipe de futebol visitante dos Emirados Árabes Unidos em um estádio na cidade portuária de Jeddah, no oeste do país, segundo a nota.

O comunicado diz ainda que entre os suspeitos estão dois paquistaneses, um sírio, e um sudanês. Oito sauditas e um cidadão do Bahrein estão entre os suspeitos que ainda estão à solta.

As forças de segurança sauditas têm lidado com ataques esporádicos de militantes do grupo ultrarradical Estado Islâmico, baseado no Iraque e na Síria, e dizem já ter detido centenas de seus membros.

Afiliados locais ao Estado Islâmico já promoveram uma série de ataques com armas e bombas no reino saudita, o principal exportador de petróleo do mundo. Muitos dos ataques foram destinados a forças de segurança e a mesquitas xiitas.



General turco : Rússia e Turquia se aproximam na troca de inteligência sobre Síria

A Rússia iniciou o fornecimento de dados de inteligência à Turquia necessários para a operação militar turca Escudo do Eufrates na Síria. 


Sputnik

Segundo o jornal Izvestia, esse entendimento foi alcançado durante as recentes negociações entre os presidentes Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan. O acordo prevê que a Turquia faça parte do grupo dos países que realizam troca de informações de inteligência entre si. Além da Turquia e Rússia, esse grupo também é composto pela Síria, Iraque e Irã.


Líder russo Vladimir Putin e presidente turco Recep Tayyip Erdogan antes da reunião bilateral em São Petersburgo, Rússia, 9 de agosto de 2016
Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin © Sputnik/ Aleksei Nikolsky

Segundo Franz Klintsevich, primeiro vice-presidente da Comissão da Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia (câmara alta do parlamento russo), o intercâmbio de dados não será realizado de forma unilateral. A Turquia já começou a entregar informações disponíveis à Rússia.

Em entrevista à Sputnik Turquia, Erdogan Karakus, tenente-general aposentado da Força Aérea turca, representante da União Turca de Oficiais Aposentados e doutor em Ciências Históricas, informou que o ritmo de desenvolvimento das relações russo-turcas, num contexto de aumento das tensões turco-americanas, permitem constatar grandes mudanças na estratégia da política externa turca. 


Segundo Karakus, "a Turquia presta grande atenção ao Tratado de Céus Abertos, assinado em 1992, que visa fortalecer a confiança entre os países que o assinaram". 

"Agora os inspetores russos estão realizando um voo de observação sobre a Turquia, o que é um sinal importante da nova etapa nas relações russo-turcas", ressalta o tenente-general.

Segundo ele, hoje Ancara está disposta a alargar o relacionamento com a Rússia criando uma base para parceria estratégica, inclusive na área político-militar.

Na opinião dele, "a troca de dados de inteligência e os contatos que visam criar um sistema de defesa antimíssil utilizando sistemas S-300 e S-400 demonstram a confiança crescente entre os dois países". 


De acordo com Karakus, o projeto dos EUA de um "Grande Oriente Médio" é da mesma forma preocupante tanto para Rússia, como para Turquia. Neste contexto, segundo ele, a ampliação dos laços russo-turcos é inevitável.

Moscou nega participação em ataque a escola na Síria

Porta-voz dos Negócios Estrangeiros repudia 'guerra da informação' travada por Al Jazeera e The Independent.


Vassíli Krilov | Gazeta Russa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia considera as acusações de participação da Rússia nos bombardeios contra uma escola na província síria de Idlib um ataque de informação, declarou a porta-voz da pasta, Maria Zakhárova. 


Maria Zakharova
Maria Zakhárova: "Rússia não tem nada a ver com essa tragédia horrível". Foto:Sergey Pyatakov/RIA Novosti

A agência da ONU para a infância (Unicef) declarou que pelo menos 22 crianças morreram na quarta-feira (26) em múltiplos ataques aéreos em um bairro da província rebelde de Idlib, no noroeste da Síria, onde se encontram duas escolas.

“Imediatamente, diversos meios de comunicação internacionais, incluindo o The Independent, a Al-Jazeera e outros veículos com a mesma atitude jornalística, iniciaram uma guerra de informações contra a Rússia, que culparam pela realização dos bombardeios”, declarou Zakhárova.

“A Rússia não tem nada a ver com essa tragédia horrível e exige a máxima atenção para ela e sua investigação imediata”, disse ainda a porta-voz.

Segundo Zakhárova, o Ministério da Defesa russo está estudando dados de controle independente e fará outra declaração oficial após o estudo.




Aviação turca tenta violar espaço aéreo da Síria

A tentativa de intrusão no espaço aéreo sírio foi reportada por uma fonte das forças de segurança da Síria. 


Sputnik

Os aviões turcos tentaram entrar no espaço aéreo da Síria no norte da província de Aleppo, mas após avisos dos militares sírios e russos regressaram, disse a fonte à agência Sputnik.


Avião F4E Phantom II da Força Aérea turca (arquivo)
F-4 Phantom da Turquia © flickr.com/ Defence Images

Anteriormente (20), o exército sírio declarou que está preparado para derrubar aviões militares da Turquia em qualquer caso em que estes violem novamente o espaço aéreo sírio.

A Turquia começou em 24 de agosto a operação Escudo do Eufrates para expulsar os jihadistas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) das localidades fronteiriças do norte da Síria. As autoridades sírias, no entanto, acusaram a Turquia de violar a sua soberania. Já os curdos sírios acreditam que a operação é direcionada contra eles e não contra os terroristas.


Daesh não está recebendo reforços em Mossul

Militares iraquianos não registraram chegada de reforços para os terroristas do Daesh na cidade de Mossul, informou à agência RIA Novosti o porta-voz do comando unificado de operações conjuntas das instituições de defesa do Iraque, general de brigada Yahya Rasul.


Sputnik


“A notícia da chegada de reforços da Síria para Mossul é uma desinformação do Daesh. Pelo contrário, os jihadistas demonstram a intenção de fugir de Mossul para a Síria”, disse o militar, adicionando que o exército iraquiano e as milícias xiitas estão monitorando todos os movimentos do Daesh. 


Exército iraquiano nos arredores de Mossul
Exército iraquiano próximo a Mossul © Sputnik/ Hikmet Durgun

Em 17 de outubro de 2016 as Forças Armadas do Iraque, juntamente com outros grupos armados que incluem as formações curdas peshmerga, iniciaram ofensiva contra Mossul, uma das duas "capitais" do grupo terrorista Daesh, que ocupou a cidade iraquiana em 2014, proclamando-a como um dos centros do seu "califado".



Milícias xiitas participarão da operação do exército iraquiano contra Daesh em Tal Afar

As milícias xiitas vão participar da libertação da cidade iraquiana de Tal Afar contra os terroristas do Daesh, apesar das abjeções de Ancara, disse à RIA Novosti o porta-voz do comando unificado de operações conjuntas das instituições de defesa do Iraque, o general de brigada Yahya Rasul.


Sputnik


“As milícias participarão dos combates e serão responsáveis por uma importante frente da ofensiva. Serão as responsáveis por cortar as rotas de abastecimento e de comunicações do Daesh entre Mossul e Síria”, informou o militar. 


Combatentes das milícias xiitas
Combatente da milícia xiita © AP Photo

A população de Tal Afar, no norte do Iraque e a 50 quilômetros a oeste de Mossul, é composta, de modo majoritário, por turcomanos iraquianos. Mais cedo, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou planos de aumentar a presença militar na fronteira com o Iraque. Ele ameaçou uma resposta militar, no caso das milícias xiitas participarem dos combates na cidade. 


“Não nos compete o que dizem na Turquia. Temos um governo iraquiano e o comandante do exército, assim como as milícias, cumprem as suas ordens”, disse Rasul.

Explosão mata 8 pessoas em Bagdá

Pelo menos oito pessoas morreram neste domingo, após uma explosão em uma das feiras da capital do Iraque, Bagdá, informou agência Reuters, que citou fontes da polícia local e nos ambulatórios. 

Sputnik

Segundo dados preliminares, o explosivo estava escondido dentro de um carro. 
Local de explosão de carro-bomba, em Karrada, Bagdá, Iraque
Local da explosão em Karrada, Bagdá © REUTERS/ Khalid al Mousily
A agência Al Mada informou a morte de 10 pessoas e pelo menos 30 feridos. 
Segundo a imprensa local, o ataque terrorista, que aconteceu no distrito de Hurriya, estaria relacionado à grande ofensiva do governo iraquiano, com suporte da coalizão internacional liderada pelos EUA, à Mossul, no norte do país. Mossul, ocupada desde 2014 pelo Daesh, é o baluarte do grupo terrorista no país. 

Aviões da coalizão americana lançam ataques contra população de Mossul

Aeronaves da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos realizaram nove bombardeios contra zonas residenciais da cidade de Mossul, no norte do Iraque, segundo afirmou a Defesa russa.


Sputnik


"A coalizão internacional encabeçada pelos EUA atacou nove vezes os bairros residenciais da cidade iraquiana de Mossul", declarou o major-general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia. 


Bombardeio a Mossul, Iraque © AFP 2016/ SAFIN HAMED

Considerada a capital do grupo Daesh no Iraque, Mossul se tornou palco de conflitos ainda mais intensos nas últimas semanas, após o anúncio de uma ofensiva do exército iraquiano para retomar o controle da cidade, dominada por terroristas desde 2014. As tropas de Bagdá contam com o apoio de forças peshmerga, milícias sunitas, paramilitares xiitas e da coalizão internacional.


29 outubro 2016

Batalha por Raqqa: o que querem os EUA com sua operação 'urgente' na Síria?

Em uma entrevista exclusiva à Sputnik Internacional, o acadêmico brasileiro Pepe Escobar fala sobre os motivos encobertos da futura batalha de Raqqa e frisa que não faz sentido iniciá-la neste momento inoportuno. 

Sputnik

Os EUA anunciaram o início da operação para retomar Raqqa do Daesh na Síria antes da batalha de Mossul no Iraque terminar, o que levou muitos a perguntar que tipo de forças terrestres estarão disponíveis para iniciar esta nova ofensiva.
Militares sírios treinando para usar explosivos
Militares sírios treinando para desarmar explosivos © Sputnik/ Maksim Blinov
O escritor e analista político brasileiro Pepe Escobar concedeu uma entrevista à Sputnik Internacional, na qual falou sobre as perspectivas do ataque a Raqqa e do futuro da Síria em geral. 
"É completamente absurdo pensar em tomar Raqqa, especialmente no momento em que já estamos envolvidos na batalha estonteante de Mossul", comentou Escobar.

Tais ações do Pentágono surgem como consequência da futura remodelação da chefia militar norte-americana, tanto mais que o atual secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, pode renunciar daqui a três meses, afirmou o analista.

Escobar também lembrou que os chamados porta-vozes do Daesh já afirmaram que estão sendo planejados novos ataques fora do Oriente Médio. Com tudo isso, o momento para uma nova ofensiva parece ser inoportuno e a libertação de Raqqa pode levar meses. 
Além disso, o Pentágono está evitando a questão sobre as forças que irão lutar ao lado dos americanos, frisou o acadêmico. Em uma entrevista à CBS, o secretário de Defesa norte-americano mencionou as YPG (Unidades de Proteção Popular) curdas e facções árabes específicas.

Escobar, por sua vez, acredita que na Síria os EUA só podem contar com as YPG e o que resta do Exército Livre da Síria, pelo menos a parte que ainda não foi absorvida pela Al-Qaeda.

O perito também afirma que a Turquia, tendo o segundo maior exército da OTAN e sendo um antigo aliado dos EUA, tem seus próprios interesses na Síria. Ancara está fazendo um trabalho árduo para impedir que os curdos sírios desfrutem de qualquer tipo de autonomia. É que a administração do presidente turco Tayyip Erdogan teme que a autodeterminação seja um sinal para os curdos no sudeste da Turquia, a maior minoria do país, que podem exigir os mesmos direitos. 
"Washington não quer prejudicar as relações fraturadas com Erdogan. Ao mesmo tempo, ele apoia os peshmerga no Iraque. Entretanto, eles não podem apoiar abertamente as YPG sem enfurecer a Turquia." 
Ancara quer criar uma "zona tampão" ao longo da sua fronteira com a Síria para impedir que os curdos sírios de unir os três cantões curdos, criando um novo Curdistão sírio. 
"Como é que eles [turcos] contribuirão para a batalha de Raqqa se eles vão lutar contra os curdos? É impossível”, destacou o analista e acrescentou: 
“Vamos ter duas batalhas diferentes: uma batalha para retomar Raqqa e outra — entre as YPG e os turcos ao longo da fronteira." 
Então quais são os objetivos reais dos EUA nessa batalha, segundo Pepe Escobar? Não será retomar Raqqa, como é evidente. É estabelecer um principado salafista no leste da Síria, afirmou o acadêmico, citando um relatório de inteligência que vazou 2012. 
"A Síria já está desmembrada. O leste sírio está mergulhado na crise, com combatentes do Daesh espalhados por toda a parte. O que convém aos norte-americanos é manter Damasco restringido e intervir nos assuntos internos sírios para alimentar o caos controlado na região."

28 outubro 2016

Marinha do Brasil encerra buscas sem encontrar avião e piloto desaparecidos

Poder Naval

A Marinha divulgou nota informando que encerrou as buscas ao caça AF-1B e seu piloto, desaparecidos desde 26 de julho: 

Caça AF-1
AF-1 Skyhawk

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

Nota à Imprensa IX
Brasília, em 21 de outubro de 2016.

A Marinha do Brasil (MB), em complemento às Notas publicadas anteriormente, informa que, após 88 dias de intenso trabalho, foram encerradas hoje (21) as buscas ao piloto e à aeronave AF-1B, matrícula N-1011, desaparecidos no mar de Saquarema-RJ, no dia 26 de julho. As equipes de salvamento realizaram, nesse período, varredura ao longo da área marítima e trechos de praia situados nas imediações do acidente, inclusive com o emprego de mergulhadores da Marinha do Brasil, porém, lamentavelmente, o piloto e a aeronave não foram encontrados.

O acidente aconteceu quando duas aeronaves AF-1B encontravam-se realizando treinamento de ataque a navio de superfície. Durante o voo de afastamento do navio, em formatura tática, para a realização de um novo ataque, houve a colisão entre as aeronaves e a queda de uma delas no mar.

Imediatamente após o acidente, aeronaves e navios foram para o local e deram início às buscas. Ao longo de todo esse período, os seguintes meios prestaram apoio: aeronaves da Marinha, do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro; navios da própria Marinha, subordinados à Esquadra, ao Comando do 1º Distrito Naval e à Diretoria de Hidrografia e Navegação; e navios contratados pela empresa Petrobras.

Desde o acidente, a Marinha vem prestando todo o apoio necessário à família do piloto desaparecido, o Capitão de Corveta Igor Simões Bastos.

O Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado em 27 de julho, apura as circunstâncias do acidente e a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (ComInvAAer), estabelecida no dia 26 de julho, deve identificar os fatores que contribuíram para o acidente, visando prevenir novas ocorrências.



Operação em Mossul provocará certas dificuldades a Assad e seus aliados

A operação da colisão chefiada pelos EUA provocou mais perguntas do que respostas, tendo em conta que os militantes do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) que abandonam a cidade iraquiana de Mossul para Raqqa representam um sério desafio para o Exército de Bashar al-Assad. 


Sputnik

Daniel Byman, analista do Brookings Institution, considera que a operação em Mossul não será nada fácil para a coalizão.


Forças iraquianas em direção a Mossul © AFP 2016/ AHMAD AL-RUBAYE

"Embora os militares norte-americanos estimem que o número de extremistas do Daesh em Mossul seja de apenas entre 3.000 e 4.500, em comparação com as dezenas de milhares de membros das forças da coalizão, e apesar da vantagem do poder aéreo dos EUA, os jihadistas desfrutam de vantagens consideráveis devido à sua posição na cidade", salienta Byman.

O analista explica que os curdos iraquianos começaram a liberar as povoações a leste de Mossul, enquanto as tribos sunitas, as forças iraquianas e as milícias xiitas também participam da ofensiva.


"Esta mistura heterogênea é uma grande parte do problema. Enquanto a ameaça do Daesh se reduz, as fações iraquianas continuam lutando para decidir quem fica com quê. O Daesh tentará se aproveitar desses problemas… As vitórias podem acabar ou pelo menos enfraquecer, e pode ser que o Daesh tente fazer crescer o terrorismo internacional, enquanto cede seu território", diz o especialista. 

Por outro lado, é possível que a intenção dos EUA seja que os terroristas abandonem Mossul se retirando para a Síria para áreas controladas pelo Daesh, diz Salman Rafi Sheikh, analista político da New Eastern Outlook. 

"Se Mossul cair, o 'Exército do Califado' do Daesh pode avançar contra o governo de Assad e seus aliados, em um cenário que certamente irá agradar a Washington." 

Situações semelhantes já foram observadas, ressalta o especialista, lembrando que quando a cidade iraquiana de Fallujah foi retomada pelo exército do Iraque, as forças do Daesh se dirigiram à Síria e recomeçaram sua luta contra o exército sírio.

Anteriormente, o representante do Partido Democrático do Curdistão, Said Mamuzini, disse à Sputnik Turquia que no quadro da ofensiva da coalizão liderada pelos EUA para liberar a cidade de Mossul, no Iraque, será criado um corredor humanitário para que os terroristas fujam para a Síria.

Hoshawi Babakr, membro do Partido Democrático do Curdistão, confirmou à RIA Nóvosti que as milícias curdas poderiam permitir aos combatentes de Daesh abandonar a cidade, para garantir uma vitória conjunta do exército iraquiano e das organizações curdas.


Esta situação é, no entanto, problemática para o exército sírio que "eventualmente se verá forçado a entrar em mais um combate", diz Sheikh. Esta situação pode ser usada pelos EUA para regressarem a solo sírio, de onde foram excluídos pela Rússia, e começarem uma operação militar justificando a "necessidade" de continuar o que foi iniciado em Mossul, opina o especialista.

Enquanto isso, os EUA dão sinais de quererem usar os extremistas contra Assad, razão pela qual não estão dispostos a separar a chamada oposição moderada dos jihadistas ou a aceitar as propostas russas na ONU.


Civis sofrem com 'guerra de fumaça' do EI ao redor de Mossul

EI usa fumaça de incêndios para se proteger dos ataques aéreos.
Dois civis morreram por inalação dos gases liberados pela combustão.


France Presse

A espessa fumaça dos incêndios provocados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) para se proteger dos ataques aéreos tingiu de preto o céu do norte do Iraque, criando um dramático pano de fundo na ofensiva contra Mossul.


EI usa fumaça de incêndios para se proteger dos ataques aéreos (Foto: Bulent Kilic/AFP)
EI usa fumaça de incêndios para se proteger dos ataques aéreos (Foto: Bulent Kilic/AFP)

A utilização da fumaça com fins estratégicos na guerra é tão antiga quanto a própria guerra, mas as máscaras especiais e a tecnologia que as forças iraquianas dispõem deixam os efeitos nefastos aos civis bloqueados em meio ao conflito, em particular as crianças, as mais vulneráveis.

À medida que as forças iraquianas se aproximam de seu grande reduto de Mossul, o EI ateia fogo aos poços de petróleo e incendeia pneus dentro da cidade como parte de seu sistema defensivo - que inclui a queima de trincheiras repletas de petróleo - para obstruir a visão dos pilotos dos aviões de combate e dos sistemas de satélites do inimigo.

Na área de Al Tina, localizada ao sul de Mossul, também se elevam densas colunas de fumaça branca provenientes de uma usina de enxofre incendiada pelos extremistas, que o vento espalha por toda parte, misturando-se com a fumaça preta dos poços de petróleo.

Em meio a esta neblina, que limita a visão a apenas centenas de metros, algumas crianças cobertas de poeira brincam junto a uma estrada.

"Isso aperta nosso peito", comenta Tiba, uma menina de 11 anos, com um vestido azul e um lenço vermelho. Anas, um menino de 7 anos, com o cabelo castanho encaracolado, contou ter dor de garganta.

Segundo um comunicado da ONU, entre 600 e 800 pessoas pediram assistência médica devido a esta nuvem tóxica provocada pelo incêndio da usina de enxofre.

A maioria delas foram tratadas em um centro de saúde na próxima Qayyarah, mas o médico chefe do local disse que várias precisaram ser transferidas a um hospital mais bem equipado dos arredores.

Centenas de afetados 

 
Os médicos também confirmaram a morte de dois civis por inalação dos gases liberados pela combustão do enxofre.

Este incêndio foi apagado durante o fim de semana, mas os poços de petróleo continuam ardendo há meses.

Os civis que vivem nos limites de Mossul, em zonas que ainda não foram recuperadas pelas forças iraquianas, também foram afetados e encaram como muito limitadas suas chances de receber tratamento.

Um médico do hospital Jomhuri de Mossul, contactado pela AFP e que pediu o anonimato por razões de segurança, disse que um número cada vez maior de habitantes sofre com problemas respiratórios.

"Os que mais sofrem são as pessoas asmáticas, sobretudo crianças e idosos", destacou o médico.

"Fazemos tudo o que podemos, mas a escassez de medicamentos no hospital é cada vez maior", lamenta.

Os mesmos médicos disseram à AFP que os combatentes do EI sofrem cada vez mais ferimentos em suas fileiras em combates, e por isso monopolizam parte dos suprimentos médicos, que se tornam cada vez mais escassos.

Abu Thaer, um morador dos arredores a leste de Mossul, chegou com seu filho de cinco anos ao hospital Jomhuri na semana passada.

"Meu filho tem asma e está sofrendo muito devido à fumaça", disse. "Os medicamentos ainda disponíveis são caros, então o trouxe aqui, onde está sendo tratado na sala de oxigênio".

Calcula-se que quase 1,2 milhão de pessoas ainda estão na cidade, e segundo Abu Thaer muitas tentam se afastar dos incêndios migrando aos bairros menos afetados.

Impacto militar limitado

 
Segundo especialistas em saúde e contaminação por armas químicas da Cruz Vermelha Internacional (CICV), as nuvens de fumaça que cobrem Mossul não são as mais tóxicas.

"Quando mais processado é o petróleo, mais tóxicos são os gases que contém, mas ao queimá-lo a fumaça não é tão escura", explicou um membro do CICV à AFP.

"Os produtos químicos tóxicos mais letais e perigosos são aqueles que quase não percebemos com os sentidos", prosseguiu.

Quando não há máscaras disponíveis, os civis devem usar um pano úmido que cubra boca e nariz, explicou.

Nas imagens de satélites, é possível ver uma série de manchas pretas cobrindo o campo de batalha de Mossul, mas os especialistas afirmam que a tática jihadista tem um impacto limitado, escurecendo um pouco a visão dos drones.

"A queima de poços de petróleo é um incômodo restrito, que não nos impede de coletar dados utilizando uma série de plataformas aéreas e espaciais", disse o coronel John Dorrian, porta-voz da coalizão anti-EI liderada pelos Estados Unidos.

David Witty, analista e coronel da reserva das forças especiais americanas, disse que os incêndios foram eficazes no início, "colocando obstáculos em operações táticas das forças de combate, que posteriormente projetaram outras" estratégias.

"A fumaça pode limitar bastante o apoio aéreo próximo, com helicópteros de ataque, mas não tanto dos aviões que voam mais alto e cujos alvos estão localizados por GPS", acrescentou.




Avião dos EUA bombardeia escola de meninas em Mossul

Em 21 de outubro, um avião da Força Aérea dos EUA realizou um ataque contra uma escola para meninas na região sul da cidade iraquiana de Mossul, informou hoje (25) o chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Sergei Rudskoy. 


Sputnik

Ele revelou igualmente que, em 22 de outubro, bairros residenciais dos assentamento de Karakosh e Hazna, localizadas respectivamente a 20 e 15 km a leste de Mossul, foram submetidos a intensos bombardeios da coalizão internacional. 


Crianças e mulheres num edifício para civis deslocados em Makhmour, ao leste de Mossul, Iraque (Foto de arquivo)
Crianças e adolescentes ao leste de Mossul, no Iraque © AP Photo/ Alice Martins


Da mesma forma, em 23 de outubro, segundo Rudskoy, a aviação dos EUA realizou ataques aéreos contra os assentamentos de Karakharab (17 km ao norte de Mossul) e Ash-Shura (34 km ao sul de Mossul), provocando a destruição de uma grande quantidade de infraestruturas sociais nessas localidades. 

De acordo com Rudskoy, nos últimos três dias, as ações da coalizão internacional liderada pelos EUA provocaram a morte de 60 civis, incluindo crianças, e deixaram mais de 200 feridos.

Enquanto isso, diante da ofensiva para libertar Mossul, segundo o porta-voz russo, membros do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico – proibido na Rússia e em diversos países) continuam migrando do Iraque para a Síria. Assim, a cidade síria de Deir ez-Zor já teria recebido cerca de 300 jihadistas.

Em 16 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque, juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas peshmerga, iniciaram uma ofensiva contra Mossul, considerada uma das duas "capitais" do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em diversos países).


EUA exportarão US$ 75 milhões em armas e serviços para os Emirados Arabes

O Departamento de Estado norte-americano aprovou uma venda no valor de 75 milhões de dólares em armamentos para os Emirados Árabes Unidos, segundo anunciou a Agência de Cooperação em Segurança da Defesa (DSCA) dos Estados Unidos nesta segunda-feira.


Sputnik

Em nota, a DSCA afirmou que o negócio proposto contribui de forma significativa para a política externa e para a segurança nacional dos EUA, uma vez que possibilita ao seu aliado empregar esses produtos em exercícios realizados no âmbito das coalizões das quais faz parte. 


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"O governo dos EAU requisitou uma possível venda a incluir participação em exercícios militares, reabastecimento aéreo, transporte aéreo, assistência, dispositivos e munições para treinamento, serviços de apoio técnico e logístico e outros elementos relacionados de logística e apoio em programa. O custo estimado é de 75 milhões de dólares".

De acordo com o documento, "a venda desses equipamentos e apoio não altera o equilíbrio militar básico na região". 


Seis países da Otan enviarão forças para região do mar Negro

Alemanha e Turquia estão entre nações que reforçarão Leste Europeu. Reunião do Conselho Rússia-Otan também está na agenda da aliança ocidental.


ITAR-TASS

Até seis países da Otan estão preparados para enviar suas unidades terrestres, navais e da aéreas para a região do mar Negro em 2017, segundo declarou o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg. O anúncio ocorreu ao término do primeiro dia da reunião de ministros da Defesa da Otan, na quarta-feira (26). 


Unidades começarão a ser enviadas ao mar Negro no início de 2017 Foto:EPA/Vostock-photo

Segundo Stoltenberg, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Holanda, Polônia e Turquia já haviam confirmado seus planos de despachar unidades à Romênia para reforçar a presença da Otan no mar Negro.

Além disso, 17 Estados-membros da aliança ocidental irão enviar forças armadas para se juntar aos quatro batalhões multinacionais a serem implantados no Leste Europeu no início de 2017.

Albânia, Itália, Polônia e Eslovênia irão se associar ao Exército canadense já presente na Letônia; Bélgica, Croácia, França, Holanda, Luxemburgo e Noruega se juntarão aos alemães na Lituânia.

Enquanto isso, Dinamarca e França enviarão unidades para Estônia, onde os britânicos já estão instalados, e Romênia e Reino Unido reforçarão as tropas norte-americanas na Polônia.

Ainda segundo Stoltenberg, a Otan está disposta a realizar uma reunião com embaixadores do Conselho Rússia-Otan em “um futuro próximo”.

  

OTAN monitora navios militares russos no Mar Báltico

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, declarou nesta quarta-feira (26) que a Aliança está monitorando a movimentação dos dois navios da Marinha da Rússia no Mar Báltico. 


Sputnik

"Posso confirmar que dois navios de guerra russos entraram recentemente no Mar Báltico. A OTAN está monitorando esses movimentos, como de costume, de uma forma responsável e equilibrada", disse ele a repórteres.


Embarcações da Marinha russa durante exercícios Kavkaz 2016
Navios da Marinha da Rússia durante o exercício Kavkaz 2016 © Sputnik/ Ministério da Defesa da Rússia


Segundo Stoltenberg, as ações da Rússia "são manifestações de comportamento que têm sido observadas há algum tempo".

"São manifestações de comportamento pelas quais a OTAN responde e continuará respondendo", disse. 


Além disso, ele afirmou que os ministros da Defesa da OTAN confirmaram a disponibilidade de prosseguir o diálogo com a Rússia de embaixadores no âmbito do Conselho OTAN-Rússia em um futuro próximo, apesar das atuais tensões entre a Aliança e Moscou. 

As relações entre a OTAN e a Rússia deterioraram-se em março de 2014, após a reintegração da Crimeia à Rússia. O Kremlin reiteradamente afirmou que a Rússia não representa uma ameaça para a organização, mas não vai ignorar as ações de potencialmente perigosas para os seus interesses.


OTAN não quer conflito mas instala mais 4.000 soldados na Europa

A Aliança Atlântica não procura um confronto com a Rússia ou uma nova Guerra Fria, porque de fato a aliança aspira a cooperar com a Rússia, informou Jens Stoltenberg.


Sputnik


O secretário-geral da OTAN fez esta declaração à BBC, destacando que, em vez de hostilidade relativamente a Rússia, a aliança militar continua "aspirando a ter relações mais cooperativas e construtivas" com o país. 


O secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg.
Secretário Geral da OTAN Jens Stoltenberg © AFP 2016/ DANIEL MIHAILESCU

Falando sobre a instalação de 4 mil militares adicionais da aliança militar no Leste Europeu, Stoltenberg disse que a medida visa prevenir e não provocar um possível conflito. 

"Nós temos que fazer isso com base na defesa coletiva", notou. 

Na quarta-feira (26) os ministros da Defesa dos países-membros da Aliança Atlântica se reuniram em Bruxelas (Bélgica) para discutir o reforço da defesa do flanco leste do bloco, em particular, a instalação de quatro batalhões multinacionais adicionais nos países bálticos e na Polônia.

EUA vão além da instalação do THAAD na Coreia do Sul

Os EUA continuarão promovendo a instalação do escudo antimíssil THAAD na Coreia do Sul, caso a Coreia do Norte persista com ameaças, disse Tony Blinken, vice-secretário de Estado, sexta-feira (28). 


Sputnik

"A cada dia que passa, ameaças da Coreia do Norte se tornam mais e mais acentuadas para a Coreia do Sul, Japão, países da região e para os EUA. E está se aproximando o dia em que ela poderá realmente posicionar uma arma nuclear e um míssil balístico intercontinental que podem atingir os EUA. Isso não é aceitável para nós”, disse Blinken durante palestra na Universidade Nacional de Seoul, citado pela agência de notícias Yonhap.


Manifestantes sul-coreanos usando máscaras do presidente dos EUA Barack Obama e a presidente sul-coreana Park Geun-hye, se opões a um plano para implantar um sistema avançado de defesa antimíssil THAAD, em Seul, Coreia do Sul, segunda-feira, agosto 15, 2016.
Manifestantes sul-coreanos, com máscaras do presidente norte-americano e da presidente sul-coreana, contra a instalação do sistema THAAD na Coreia do Sul © AP Photo/ Ahn Young-joon


O vice-secretário de Estado norte-americano adicionou que os EUA continuam reforçando para a China e outros países a necessidade de tomada de medidas defensivas que buscam a proteção dos aliados, parceiros e de si próprio.

Em julho, a Coreia do Sul e os Estados Unidos concordaram em instalar o sistema antimíssil no condado Seongju devido às crescentes tensões regionais estimuladas pela realização de testes de mísseis balísticos da Coreia do Norte e de dois testes nucleares realizados no ano passado. 


China e a Rússia se opuseram à instalação do escudo antimíssil THAAD, argumentando que o sistema poderia afetar os interesses chineses e russos na região.


Washingtom Examiner: Pentágono gastou 60 bilhões durante 20 anos em armas inexistentes

Nas últimas duas décadas, o Pentágono gastou pelo menos 58 bilhões de dólares em armas que nunca saíram do papel.


Sputnik


As informações são do site Washingtom Examiner, que analisou o relatório do Pentágono, publicado nesta semana. 


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Pentágono

No documento do vice-secretário da Defesa dos EUA, Frank Kendall, responsável pela compra de armamentos, há informações sobre 23 programas referentes à elaboração de armas de alto custo. A execução e financiamento de tais projetos foram realizados desde o princípio, sendo interrompidos posteriormente. 


Os projetos mais caros e ilógicos estão relacionados ao desenvolvimento de um sistema militar do futuro para o Exército dos EUA no valor total de mais de 20 bilhões de dólares e de projeto para criação de helicóptero de reconhecimento e ataque RAH-66 Comanche estimado em 9,8 bilhões. 

Ao mesmo tempo, os representantes do Pentágono afirmam que nem todo o montante foi gasto em vão, pois, mesmo quando um programa é interrompido, a tecnologia desenvolvida por ele pode ser usada em outros armamentos.

27 outubro 2016

Sistema SICONTA das fragatas classe ‘Niterói’ será modernizado

Poder Naval

O Jane’s noticiou que a empresa brasileira de gestão privada CONSUB Defesa e Tecnologia vai modernizar o sistema de controle tático SICONTA Mk2 das seis fragatas classe “Niterói” da Marinha do Brasil (Sistema de Controle Tático e de Armas). 


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Displays do Siconta no COC da fragata Niterói

Dentro do projeto “Phoenix”, a suíte de comando de controle atual será modernizada para o padrão SICONTA Mk2 Mod1, de acordo com um contrato de 12 de dezembro 2013 emitido pela Direção de Sistemas de Armas da Marinha. Dois sistemas terrestres utilizados para treinamento também serão modernizados.

A CONSUB foi recentemente vendida pela Siem Offshore para a Bravo Industries.

O SICONTA é um sistema modular distribuído, e a versão atualizada irá aumentar a sua capacidade de executar e avaliar cenários táticos e ameaças, e fornecer controle de armas e designação de alvos.



Helibras apresenta o primeiro H225M Naval armado

Helicóptero em versão operacional, o mais complexo já desenvolvido pela empresa, foi apresentado à Marinha do Brasil nesta terça-feira 


Poder Naval

A Helibras abriu as portas de sua fábrica nesta terça-feira, 25, para o voo de apresentação do primeiro H225M armado da Marinha do Brasil, o mais complexo helicóptero que está sendo produzido e desenvolvido pelo Centro de Engenharia da empresa dentro do programa H-XBR. 


H225M (UH-15A) armado com mísseis antinavio AM39 Exocet | Foto: Yam Wanders

O protótipo BRA-05 conta com o Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela Helibras especialmente para as missões da Marinha, com radar de patrulha APS-143, sistema Chaff & Flare de contramedidas e sistema de inteligência com dois mísseis Exocet AM39 B2M2 de última geração.

O primeiro voo da aeronave reuniu o presidente da Helibras Richard Marelli, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, além de convidados da Marinha, Aeronáutica, Exército e empresas parceiras, que puderam acompanhar o andamento do projeto. “É uma honra e uma satisfação imensa apresentar esta nova versão, pois estive a frente de todo o projeto do H225M no Brasil, antes de assumir a presidência da Helibras. Tenho plena confiança e orgulho do trabalho que a nossa equipe está realizando aqui, em estreita colaboração com as Forças Armadas e nossos parceiros, que têm nos ajudado a construir essa versão naval, única no mundo”, ressaltou Marelli.

O desenvolvimento e a fabricação desta nova versão naval foram realizados sob a liderança da Helibras em colaboração com a ATECH e ADS, responsáveis pelo sistema tático de Missão Naval que é o coração da integração do míssil com a aeronave e sensores; e a Avibras e a Mectron, que realizam a motorização do míssil Exocet AM39 B2M2, fabricado pela MBDA.

O Sistema Tático de Missão Naval instalado no H225M permite ao comandante da missão estabelecer e avaliar no cockpit uma situação tático-operacional complexa, em coordenação com um operador no console tático na cabine do helicóptero, e autorizar o lançamento do míssil AM39 nas melhores condições.

A aeronave BRA-05 será o primeiro H225M em versão operacional a ser entregue para a Marinha, em 2018. Antes disso, já no próximo ano, os novos sistemas desta versão passarão pela avaliação e certificação da autoridade militar, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA-IFI).

O helicóptero faz parte do contrato de 50 unidades do programa H-XBR encomendadas pelo Ministério da Defesa e Forças Armadas que estão sendo produzidas no Brasil com transferência de tecnologia e de conhecimento no país, no projeto de Cooperação & Offset, que vem sendo cumprido pela Helibras.

A empresa já entregou 26 aeronaves desse pacote que já somaram mais de 14 mil horas de voo. Sete deles estão em operação na Marinha do Brasil, dez na FAB, incluindo duas unidades do GTE e nove no Exército Brasileiro.


Gespi vende 150 unidades do ALAC ao Exército Brasileiro (video)

Forças Terrestres

A Gespi Defense Systems anunciou a venda de 150 unidades do ALAC (arma leve anti-carro) ao Exército Brasileiro. 


ALAC
 

O novo armamento levou dez anos para ser desenvolvido e foi projetado para combater tanques e veículos blindados. É disparado do ombro do atirador, podendo ser adaptado para uso em carros leves. Seu alcance máximo de utilização é de 300 metros.

O Alac tem hoje um poder de perfuração de 250 milímetros, mas a incorporação de um sistema termobárico poderá elevar sua capacidade para 900 milímetros.

O Alac utiliza plataforma similar ao AT-4, armamento sueco produzido pela Saab e um dos mais vendidos no mundo.



3º GAC Ap: exercício com novo material da Artilharia Brasileira

Forças Terrestres

Santa Maria (RS) – O 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (3º GAC Ap) apoiou a Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA) no exercício de condução de tiro de artilharia, realizado por alunos de todas as armas, no dia 5 de outubro. A atividade contou com a assistência de alunos do Grêmio de Artilharia do Colégio Militar de Santa Maria. 


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Nessa oportunidade, foi apresentado e empregado o equipamento recém-adquirido, o Atlas Gun Lying System, batizado pelos alunos do Curso de Artilharia da EASA como SP2 (Sistema de Posicionamento e Pontaria). O equipamento, dentre outras capacidades, permite autolocalização, por meio de GPS ou intersecção; localização precisa do norte, usando corpo celeste, bússola eletrônica incorporada, alvo ou ponto já conhecido; busca de alvos precisa, por intermédio de aferição de distância, azimute e elevação; armazenamento e gestão de alvos para direção de tiro e inteligência; realização de trabalhos topográficos; e a pontaria da linha de fogo. O sistema é composto por tripé, goniômetro, telêmetro laser, módulo de localização do norte astronômico e módulo de identificação estelar.

O SP2 foi utilizado pela primeira vez pelo 3º GAC Ap para a condução do tiro de artilharia, possibilitando maior precisão e velocidade nos trabalhos, inserindo a tradicional organização militar no contexto da guerra moderna, em condições de fazer frente a operações de amplo espectro, que exigem cada vez mais das capacidades operativas da Artilharia de Campanha.


Caças da Marinha e da FAB realizam voo de reabastecimento

Poder Aéreo

No dia 18 de outubro, em Anápolis (GO), o Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque da Marinha do Brasil (MB), o Primeiro Grupo de Caça e o Primeiro Grupo de Defesa Aérea, ambos da Força Aérea Brasileira (FAB), realizaram uma operação de Reabastecimento em Voo (REVO) entre aeronaves de caça. 


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No treinamento, o objetivo era que as aeronaves AF-1 da MB provessem um apoio aéreo aplicável à tarefa de sustentação ao combate, transferindo combustível para as aeronaves de uma esquadrilha de caças F-5M da FAB e, por conseguinte, ampliando a autonomia/alcance das aeronaves recebedoras.

O fato, inédito no Brasil, se deu graças à capacidade de a MB atuar com aeronaves de caça como reabastecedoras, através do POD de reabastecimento Buddy Store (sistema que permite a passagem de combustível de uma aeronave para outra). Conectado à estação central das aeronaves AF-1, o Buddy Store foi projetado para permitir a realização do REVO de maneira rápida e eficaz em operações navais nucleadas em porta-aviões, assim como cumprir as funções de reabastecedor em aeródromos pequenos. Também pode ser empregado no caso de pane de reabastecedor ou em uma possível falta desse tipo de aeronave.

O exercício contribuiu para o desenvolvimento e para a otimização do emprego conjunto dos recursos materiais das Forças Armadas, bem como para aumentar o nível de padronização de doutrina e dos procedimentos. A operação demonstra o esforço da MB e da FAB para intercambiarem serviços, sem o comprometerem suas funcionalidades e consubstanciando o conceito de interoperabilidade.