30 novembro 2016

EUA e ONU ainda não prestaram ajuda a 90 mil civis libertados em Aleppo

O porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, declarou nesta terça-feira (29) que os EUA, a Grã-Bretanha e a ONU ainda não realizaram nenhum esforço para prestar ajuda humanitária aos 90 mil civis libertados da ocupação jihadista na cidade síria de Aleppo nos últimos dois dias.


Sputnik

Konashenkov chamou a atenção para o silêncio do assessor do Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Jan Egeland, bem como de representantes dos EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha e várias organizações internacionais, que nas últimas semanas “exigiram de forma insistente que comboios com ajuda humanitária conseguissem ter acesso a bairros controlados por rebeldes no leste de Aleppo”.

Criança refugiadas de Aleppo
Criança refugiada de Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhael Alaeddin

“No entanto, revelou-se que, passados dois dias após a libertação de mais de 90 mil habitantes do domínio terrorista em Aleppo, não houve qualquer solicitação de ajuda humanitária por parte do representante especial da ONU Staffa de Mistura, ou das chancelarias da Grã-Bretanha e França e do Departamento de Estado dos EUA” – disse Konashenkov.

Nas suas palavras, paradoxalmente, isso acontece exatamente quando as condições para a prestação de ajuda humanitária, na ausência de combatentes, são as melhores possíveis. “Pelo visto, essa ajuda era destinada a outras pessoas que também moravam em regiões no leste de Aleppo” – disse.


Conselho de Segurança discute Aleppo

Reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em cima da mesa a situação em Alepo, com novos bombardeamentos russos e sírios sobre a segunda cidade do país. 


RFI

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas realiza hoje uma reunião de urgência para discutir a situação no leste da cidade de Alepo. O encontro foi solicitado pela França. 


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Aleppo, Síria SANA/Handout via REUTERS

Os 15 embaixadores do Conselho de Segurança deverão ouvir um relatório sobre a situação em Alepo. Documento apresentado por Staffan de Mistura, responsável pelas situações humanitárias da ONU e pelo mediador das Nações Unidas para a Síria.

Segundo o Comité Internacional da Cruz Vermelha cerca de 20 mil pessoas fugiram da cidade nas últimas 72 horas, na tentativa de escapar aos combates e bombardeamentos à medida que as forças do regime de Damasco avançam.

Ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault, que pediu esta reunião urgente, falou em catástrofe humanitária e na necessidade de em conjunto examinarem a situação na cidade e os meios a empenhar para socorrer a população.

As forças de Damasco recuperaram trinta por cento do território de Alepo oriental controlado por forças rebeldes há quase quatro anos.




Rússia envia aviões com hospital de campanha, médicos e equipamentos à Síria

Ministério da Defesa da Rússia enviou a Aleppo aviões com médicos militares e um hospital móvel, informa o ministério russo.


Sputnik


"Aviões de transporte do Ministério da Defesa da Rússia levando a bordo uma unidade especial de médicos militares e um hospital móvel com equipamentos partiram à República Árabe da Síria", se diz no comunicado do ministério russo.


Médicos russos fazem consultas a residentes da cidade de Kaukab durante a distribuição de ajuda humanitária russa
Médicos russos fazem atendimento na Síria © Sputnik/ Maksim Blinov

Como foi informado, ao chegar à Síria os médicos militares russos vão ajudar a população civil e os refugiados na cidade de Aleppo. 


"O hospital móvel consiste de serviço de urgência, seção pediátrica, seção cirúrgica e reanimação, gabinete de raios x, laboratório de análises clínicas", adianta o comunicado. 

Se destaca que, tomando em conta as condições difíceis em Aleppo, a unidade de médicos é reforçada com profissionais obstetras e pediatras. O hospital têm todo o equipamento necessário.


Mísseis da Força Aérea de Israel atingem subúrbio de Damasco

Aviões da Força Aérea de Israel lançaram na quarta-feira (30) dois mísseis que caíram no território da província síria de Damasco, informou a televisão estatal da Síria.


Sputnik


Segundo transmitido, o incidente aconteceu ao amanhecer. Destaca-se que o ataque foi realizado a partir do espaço aéreo libanês. Ambos os obuses atingiram a região de Sabura, localizada nos arredores da capital síria de Damasco. Ninguém foi atingido. 


Subúrbio de Damasco de Daraia onde as forças sírias lutam contra terroristas, Síria (foto de arquivo)
Subúrbio de Damasco, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

Mais cedo, fontes do exército da Defesa de Israel informaram que terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) alvejaram militares israelenses no sul das Colinas de Golã. As forças israelenses responderam com fogo contra os extremistas na Síria.


Pentágono: libertação de Aleppo por forças de Assad não ajuda a combater Daesh

O Pentágono não acha que a libertação da cidade de Aleppo pelas tropas sírias contribua para o combate ao grupo terrorista Daesh, manifestou o representante oficial do Departamento de Defesa norte-americano, Peter Cook.


Sputnik


"Do nosso ponto de vista, tudo que fortalece o regime de [presidente sírio Bashar] Assad não desempenha um papel positivo nem nas tentativas de terminar a guerra síria, nem no estabelecimento da paz. De fato, é uma das razões para o Daesh ter emergido", sublinhou Cook durante uma das suas coletivas de imprensa. 


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Peter Cook

O representante do Pentágono chamou a situação em Aleppo de tragédia e apelou "a todas as partes para que atinjam uma solução pacífica" da crise síria. Entretanto, Cook assinalou que os EUA "continuam dispostos a se focar na luta contra o Daesh". 


Na véspera foi comunicado que as tropas sírias tinham libertado os quarteirões leste de Aleppo. Centenas de militantes depuseram as armas e abandonaram a cidade, a maioria deles foi anistiada.


Toda a zona leste de Aleppo está libertada dos terroristas

O território de Aleppo oriental, onde vivem mais de 90 mil pessoas, foi libertado dos terroristas até o meio-dia de terça-feira (29), horário da Síria, informou o Centro para a Reconciliação na Síria russo.


Sputnik


"Antes do meio-dia de 29 de novembro foi completamente libertado um território da cidade onde habitam mais de 90 mil residentes de Aleppo (cerca de 310 mil habitações). Todos eles recebem comida quente e, nos casos de urgência, ajuda médica. O Centro de Reconciliação russo forneceu dezenas de toneladas de produtos alimentares e medicamentos para prestar assistência médica aos civis de Aleppo. Também foram instaladas 150 cozinhas de campanha", diz o comunicado. 


Tropas pró-governamentais ficam no telhado de prédio em Aleppo durante a operação de libertação da cidade do controle do Daesh, Síria, 28 de novembro de 2016
Militares da Síria durante a libertação de Aleppo © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

Além disso, durante as últimas 24 horas, 507 terroristas largaram as armas e 484 militantes de entre os residentes locais foram anistiados de imediato, conforme decisão do presidente sírio Bashar Assad.


Moscou espera decisão de Brasília sobre compra de sistema de defesa antiaérea

A Agência Federal para a Cooperação Técnico-Militar (FSVTS) espera que Brasília tome uma decisão relativa à aquisição dos sistemas de defesa antiaérea Pantsir-S1, informa na quarta-feira (30) o serviço de imprensa da FSVTS.


Sputnik


"Junto com a Rosoboronexport estamos trabalhando com os nossos parceiros brasileiros para realizar esse projeto. Nós esperamos que seja tomada uma decisão sobre a compra destes sistemas únicos e vitais para o Brasil", diz-se no comunicado. 


Sistema de defesa Pantsir
Pantsir S1 © Sputnik/ Vitaly Belousov

As negociações sobre os Pantsir-S1 se prolongam por alguns anos. Inicialmente, o Brasil propôs adquirir essas armas para reforçar a segurança da Copa do Mundo de 2014.



Comboio da Aeronáutica sofre acidente na Av. Brasil e deixa feridos no Rio

Eixo dianteiro do caminhão chegou a se soltar no acidente. Bombeiros dos quartéis de Guadalupe e Irajá estão no local.


G1 Rio


Um comboio com três caminhões do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica sofreu um acidente na pista seletiva da Av. Brasil, sentido Zona Oeste, na altura de Coelho Neto, e deixou feridos, como mostrou o Bom Dia Rio. O eixo dianteiro do caminhão chegou a se soltar no acidente. Há feridos no local e alguns soldados recebem socorro na pista. O comboio se encaminhava para a Base Aérea do Galeão. O acidente aconteceu às 6h08. 


Comboio sofreu acidente na Avenida Brasil (Foto: Reprodução/ TV Globo)
 
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 25 militares ficaram feridos. Segundo a análise dos socorristas, nenhuma vítima ficou gravemente ferida.

Os bombeiros dos quartéis de Guadalupe e Irajá atuavam na pista com ambulâncias para remover os feridos. Por volta das 7h, o trânsito era intenso na pista sentido Zona Oeste, a partir de Irajá, com mais de 5 km de engarrafamento. Também havia congestionamento de 7km no sentido Centro. 


29 novembro 2016

Estado Islâmico usa gás químico em ataque na Síria; 22 são internados

Ofensiva confirma suspeita sobre método do grupo jihadista, diz Exército turco. Combatentes afetados apresentaram náuseas e fortes dores de cabeça. 


EFE

 
O grupo jihadista Estado Islâmico realizou um ataque com gás químico no norte da Síria, segundo informaram fontes do Exército turco neste domingo (27), após a internação de 22 combatentes afetados. 


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© AFP 2016/ JM LOPEZ

"Vinte e dois membros opositores mostram em seus olhos e corpos sintomas de terem estado expostos a gás químico após um ataque com mísseis do EI na região de Haliliye, na Síria", disseram fontes do Estado-Maior turco citadas pelo jornal "Hürriyet".

As fontes, que não detalharam quando aconteceu o ataque, indicaram que o EI transformou obuses de artilharia em armas químicas com cloreto, confirmando a suspeita sobre a qual a Turquia já havia alertado, que os jihadistas recorrem a ataques químicos na região de Al Bab, no norte da Síria.

Os combatentes afetados, membros do Exército Livre da Síria (ELS), foram transferidos à província turca de Kilis, situada na fronteira com a Síria, onde foram hospitalizados e submetidos a um tratamento em uma unidade especializada em danos causados por armas químicas, biológicas e radioativas.

De acordo com a agência semipública turca "Anadolu", esses combatentes apresentavam náuseas e fortes dores de cabeça, que são os primeiros sintomas de um ataque químico.

Operação turca

 
Em comunicado, o Exército turco também informou que um combatente morreu e outros 14 ficaram feridos em confrontos contra o EI com parte da operação turca "Escudo de Eufrates", iniciada em 24 de agosto com a entrada das forças armadas turcas em terreno sírio, em apoio ao ELS.

Além disso, as bombas de caças-bombardeiros das Forças Aéreas turcas destruíram quatro alvos do EI. Entre 300 e 500 soldados turcos participam dessa operação, a mais ambiciosa já lançada pela Turquia em solo sírio desde o início do conflito no país árabe, em 2011.

As autoridades turcas indicaram que a operação se dirige tanto contra o EI como contra as Unidades de Proteção do Povo (YPG), uma milícia curdo-síria que conta com o apoio dos Estados Unidos, mas que Ancara combate por considerá-la uma organização terrorista.




Egito nega ter enviado tropas à Síria

Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio rejeitou notícias de que o Cairo teria enviado tropas para a Síria, de acordo com a declaração oficial do porta-voz do ministério.


Sputnik

O Egito negou neste domingo (27), ter enviado tropas à Síria e reafirmou seu compromisso de respeitar a soberania de outras nações. A declaração foi atribuída a seu porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. 


Egyptian soldiers stand as the Egyptian flag is raised on the BPC Anwar el Sadate military cruise ship during the flag ceremony on September 16, 2016 in Saint-Nazaire, western France
Militares egípcios © AFP 2016/ LOIC VENANC
 
"Alguns jornais árabes relataram sobre a presença militar egípcia na Síria. O Egito está comprometido com o princípio da não-ingerência nos assuntos internos de outros países", disse o Ministério, em nota por meio do Facebook.

O porta-voz destacou ainda que existem procedimentos constitucionais antes do envio de tropas ao exterior que o Egito precisa seguir. "E essas ações não podem ser tomadas secretamente sem informar o povo egípcio sobre seus objetivos", acrescentou.

Um porta-voz do governo russo disse no início deste mês que não podia confirmar os relatos de que os soldados egípcios estavam presentes na Síria. Muitos países árabes do Golfo apoiam forças de oposição na Síria.



'Destituição do sistema de Estado no Oriente Médio criou um novo centro de poder'

A destituição do sistema de Estado em uma série de países árabes foi responsável pela criação de um novo centro de poder no Oriente Médio, composto por países não árabes – Irã, Turquia e Israel, acredita o diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, professor Vitaly Naumkin. 


Sputnik

"No início deste século, foi iniciada a destituição do sistema de Estado no Oriente Médio. As consequências desta destituição podem ser tão sérias ao ponto de causar a mudança de fronteiras, sobre isso é discutido hoje em dia. Penso que será uma catástrofe para o Oriente Médio", disse Naumkin durante fórum internacional.


Mapa do Oriente Médio
© Foto: Wikipedia/Geografia do Oriente Médio


Segundo o especialista, atualmente, alguns países são considerados "fracassados" – Síria, Líbia, Egito, parcialmente, Iraque e Sudão do Sul.

"É desenvolvida uma crise aguda de identidade relacionada a razões internas muito profundas, bem como uma intervenção externa”, sublinhou Naumkin. 


Naumkin frisa que o colapso do sistema de Estado e a criação de novos países no âmbito da crise atual não são coisas que precisam as nações do Oriente Médio. 

"O que estamos percebendo hoje é fruto da mudança do centro de poder na região. Se antes, os três pilares do mundo árabe eram Egito, Síria e Iraque, hoje em dia todos [os três] se enfraqueceram, o 'centro de gravidade' deslocou-se parcialmente em direção aos outros países árabes, como a Arábia Saudita, ou para fora do mundo árabe no Oriente Médio, para os três países que não fazem parte do mundo árabe – o Irã, a Turquia e Israel – que estão ainda mais fortes", disse Naumkin.

Contudo, o especialista destacou que estes países também possuem problemas não resolvidos, por exemplo, o conflito palestino-israelense e o problema curdo na Turquia.

"A incerteza e imprevisibilidade da situação no Oriente Médio, será, com certeza, um fator determinante sobre o qual todos nós precisamos trabalhar, partindo do ponto que precisamos cooperar, principalmente, na luta contra o terrorismo", concluiu o especialista.


Espanha planeja aumentar contingente militar no Iraque

A Espanha está planejando aumentar o seu contingente militar no Iraque para 400 soldados, segundo afirmou o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy.


Sputnik


Atualmente, há cerca de 300 militares espanhóis baseados no campo de treinamento de Besmaya, ao sul de Bagdá, onde agentes das forças iraquianas estão sendo treinadas por especialistas da coalizão internacional liderada pelos EUA. 


Militares iraquianos, americanos e espanhóis durante treinamento no campo de Besmaya
Militares da coalizão norte-americana em treinamento no Iraque © AP Photo/ Khalid Mohammed

No mês passado, o ex-chanceler espanhol José García-Margallo, revelou em visita ao campo de Besmaya a intenção de Madri de enviar mais soldados para o Iraque após a liberação de Mossul. No entanto, antes da formação do novo governo na Espanha, a medida era vista como quase impossível. 


"Em breve, pediremos apoio ao Congresso para aumentar o número dos nossos soldados. Queremos que cheguem a 400, como é solicitado pelos nossos aliados", afirmou Rajoy, citado por uma rádio espanhola. 

A Espanha está planejando aumentar o seu contingente militar no Iraque para 400 soldados, segundo afirmou o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy. 

De acordo com o premier, a guerra contra o terrorismo tem sido lutada em escala global, e todos os envolvidos nesse conflito devem entender sua importância. 


Irã comenta a conduta 'pouco profissional' de militares dos EUA no Golfo Pérsico

A presença dos militares norte-americanos no Golfo Pérsico cria um risco de conflito na região. A agência Fars cita a declaração de um representante do Ministério da Defesa iraniano sobre conduta "inoportuna e pouco profissional" dos militares norte-americanos no Golfo Pérsico.


Sputnik


Anteriormente, foi informado que o navio do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) do Irã apontou armas em direção ao helicóptero da Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz, em 26 de novembro. Segundo o Pentágono, o incidente ocorreu quando o helicóptero SH-60 voava à distância de 800 metros de dois navios iranianos nas águas internacionais. Os representantes do Ministério da Defesa iraniano se referiram às ações como provocação. 


Navios de guerra da Marinha do Irã
Navios da Marinha do Irã © AP Photo/ Fars News Agency, Mahdi Marizad

Segundo um representante do CGRI citado pela agência Fars, "não é segredo para ninguém que o maior problema no Golfo Pérsico é a presença dos militares norte-americanos que, por sua conduta não profissional, querem demonstrar que a situação está anormal".


O representante destacou que navios internacionais atravessam o Estreito de Ormuz diariamente, sem quaisquer problemas, em conformidade com a legislação internacional. Apenas os EUA expressaram seu descontentamento, acusando o Irã. Na opinião do representante, por agir dessa forma, os EUA estão preocupados somente com seus próprios objetivos.

Ao mesmo tempo o representante deixou claro que a Marinha do CGRI continuará suas missões nas águas territoriais do Irã e não vai prestar atenção às declarações dos EUA.

Mulheres curdas tornam vida de jihadistas do Daesh em um inferno em Al-Hasakah

A guerra na Síria continua já pelo sexto ano. No país não há nenhuma mulher que não tenha sido tocado pela desgraça. Algumas pegaram em armas e lutam contra os terroristas, ombro a ombro com os homens, elas estão defendendo suas terras e suas vidas. 


Sputnik

O destacamento militar feminino Bein Nakhrein (Mesopotâmia) cumpre seu serviço nas Forças Democráticas da Síria na província de Al-Hasakah, no nordeste da Síria. 


Mulher curda
Mulher curda © REUTERS/ Asmaa Waguih
 
Junto com o Bein Nakhrein, na província atuam as Unidades Femininas de Autodefesa, além disso, as mulheres lutam também nas forças de segurança curdas As-Saish e nos grupos assírios an-Natora. 

A combatente Rushan disse à Sputnik Árabe que ela foi uma das mulheres a integrar a primeira unidade feminina. De acordo com ela, as mulheres dão uma grande contribuição para as esferas política, social, cultural e militar. Elas próprias lutam tanto para proteger os direitos das mulheres, como pela paz e pela liberação das áreas ocupadas por terroristas. 

A combatente Lara foi durante quarenta anos uma dona de casa, mas com o início da guerra se alistou voluntariamente nas fileiras dos defensores da Síria. Em uma entrevista à Sputnik, ela disse que nunca considerou a possibilidade de emigrar do país. Lara acredita que a Síria continuará sendo a pátria de sírios de todos os credos e confissões. Ela está pronta para lutar por cada palmo de terra.

A menina Sara é uma aluna do último ano da escola, agora ela, junto com suas companheiras de armas, diz de forma segura ao correspondente da Sputnik que o dever cívico de cada sírio é defender sua terra, levantar o moral dos seus concidadãos e manter no povo a confiança de que eles conseguirão defender o seu país.

Najwa nasceu no povoado de Tell Arboush. Ela se juntou ao exército depois de na presença dela os terroristas terem morto seu irmão mais velho a sangue-frio porque suspeitaram que estivesse ligado ao exército. Mas, como disse Najwa à Sputnik, ele era apenas um estudante universitário. 


A mulher chamada Um Ziyad, do povoado de Um Garkan perto da cidade de Tel-Tamr, foi acusada por terroristas de cumplicidade com as tropas sírias, eles confiscaram seus bens e destruíram sua casa.

"Eu estava ajudando o exército. Dava aos soldados comida e água", disse Um Ziyad à Sputnik. 

De acordo com um dos instrutores do campo de treinamento, agora decorre um recrutamento de mulheres e meninas para cursos intensivos preparatórios no uso de diferentes tipos de armas. Uma especial atenção é dada ao uso do fuzil de assalto Kalashnikov.


Erdogan declara que Exército turco entrou na Síria para derrubar Assad

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira (29) que o Exército de seu país entrou na Síria para acabar com o governo do presidente Bashar Assad, a quem acusou de terrorismo de Estado. 


Sputnik

"Entramos [na Síria] para acabar com o regime do tirano Assad que aterroriza com terror de Estado. [Não entramos] por qualquer outra razão", disse o presidente turco em um simpósio interparlamentar em Istambul, citado pelo jornal Hurriyet. 


Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan durante discurso
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia © AFP 2016/ ADEM ALTAN / AFP


Erdogan disse ainda que Ancara não tem reivindicações territoriais na Síria, mas quer entregar o poder à população síria para restaurar "a justiça". 

"Por que entramos? Não estamos de olho em solo sírio. A questão é fornecer terras a seus verdadeiros proprietários. Ou seja, estamos lá para o estabelecimento da justiça", disse ele.

Ele continuou afirmando que de acordo com as suas "estimativas", quase um milhão de pessoas morreram na Síria, e que isso o fez se perguntar "onde estava a ONU" e "o que ela estava fazendo". Em dado momento, disse Erdogan, a Turquia perdeu a paciência e "teve que entrar" no país árabe para lutar "junto com o Exército Livre da Síria".

Nenhum grupo de monitoramento fornece números de vítimas semelhantes aos declarados por Erdogan. Os últimos dados da ONU calculam que, em cinco anos, o conflito sírio matou cerca de 400 mil pessoas. 


As tropas turcas entraram na Síria em 24 de agosto, lançando a chamada operação Escudo do Eufrates com tropas terrestres e força aéreo no norte do país vizinho, com o objetivo declarado de ajudar a retomar as regiões controladas pelo Daesh (autodenominado Estado Islâmico).

No entanto, grande parte dos analistas considera que Ancara pretende sobretudo suprimir as forças curdas no norte Síria, a fim de evitar a conexão de três regiões curdas, que de facto são autônomas, em um único enclave ao sul da fronteira turca.

Em outubro, as forças aéreas da Turquia mataram entre 160 e 200 combatentes da milícia curda YPG em 26 ataques aéreos realizados em apenas uma noite. A campanha militar turca na Síria também levou a relações cada vez mais tensas entre Ancara e o governo de Assad.


A Turquia foi forçada a suspender o apoio aéreo à sua incursão militar no final do mesmo mês, depois que Damasco prometeu derrubar os aviões da Força Aérea turca que estivessem sobrevoando seu espaço aéreo.

ONU diz que 16 mil civis fugiram do leste de Aleppo e situação é 'alarmante'

'Estou extremamente preocupado com o destino dos civis por causa da situação alarmante e aterradora na cidade de Aleppo', afirmou a organização.


France Presse

 
Um total de 16 mil civis fugiram do leste de Aleppo nos últimos dias para outras áreas da cidade, anunciou nesta terça-feira (29) em Genebra a ONU, que citou uma situação "alarmante e aterradora".


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Refugiados de Aleppo, Síria


"Estou extremamente preocupado com o destino dos civis por causa da situação alarmante e aterradora na cidade de Aleppo", afirmou o diretor de operações humanitárias da ONU, Stephen O'Brien, em um comunicado.

Ofensiva do governo

 
O Exército sírio retomou nesta segunda-feira (28) o controle dos bairros do nordeste de Aleppo e avança para - o que parece - uma vitória total em uma das batalhas mais importantes e simbólicas da guerra civil na Síria.

Milhares de civis fugiam dos bombardeios e dos combates nas ruas e procuravam refúgio em áreas mais seguras, após terem resistido durante quatro meses ao cerco imposto pelo governo.

"São os piores dias desde o início do cerco. A situação é catastrófica. Há um êxodo em massa, e o ânimo está no chão", disse Ibrahim Abu Laith, porta-voz dos Capacetes Brancos, o serviço de socorristas na zona rebelde de Aleppo.

"Não há comida, nem água, nem abrigo, nem meios de transporte (...) As pessoas dormem na rua", acrescentou com a voz cansada.

Entre os que fugiram, milhares de habitantes se dirigiram para as zonas controladas pelo governo. Outras famílias se refugiaram em bairros que permanecem nas mãos dos rebeldes, onde os moradores deram cobertores para se protegerem do frio durante a noite.

Luta desigual

 
As tropas de Bashar al-Assad aproveitaram um maior poderio militar e a ajuda de seus aliados estrangeiros para reconquistar o nordeste de Aleppo nesta segunda-feira, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Ao perder um terço do leste de Aleppo, os rebeldes sofreram "sua maior derrota desde que se apoderaram da metade da cidade em 2012", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Eles desmontaram diversas ofensivas do governo no último ano. Desta vez, porém, não conseguiram frear a ampla operação terrestre e aérea lançada em 15 de novembro pelo Exército e pelos combatentes estrangeiros que os apoiam.

A tomada de Aleppo pelo governo seria "um ponto de inflexão" no conflito que assola o país há cinco anos e meio, já que Damasco passaria a controlar as cinco principais cidades sírias, considera Fabrice Balanche, especialista em Síria do Washington Institute for Near East Policy.

Essa vitória também enviaria o sinal de que "a oposição é incapaz de obter um sucesso importante no âmbito militar" e de se apresentar como uma "alternativa" frente a Damasco, opina.

A perda do leste de Aleppo também seria uma derrota para os aliados da oposição, entre eles Arábia Saudita, Catar e Turquia, assim como os países ocidentais. Reforçaria, entretanto, aqueles que apoiam o governo, em primeiro lugar a Rússia, que contribuiu muito para o retrocesso dos rebeldes desde o início de sua intervenção em setembro de 2015.

Na segunda-feira (28), a Organização das Nações Unidas afirmou estar "extremamente preocupada" com os civis presos no leste, que vivem "em condições terríveis", declarou seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

"Pedimos encarecidamente a todos os combatentes que cessem seus bombardeios cegos, que protejam os civis e as infraestruturas civis, e que permitam a entrada de ajuda humanitária urgente como exige o Direito Humanitário Internacional", acrescentou Dujarric.

Nesse sentido, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, pediu "um cessar-fogo imediato em Aleppo e o acesso de agentes humanitários imparciais para garantir a proteção de civis vulneráveis".

Na segunda, Damasco qualificou de "campanha falaciosa" as acusações dos "países ocidentais" sobre o suposto uso de armas químicas pelo governo durante a guerra.

Bairro por bairro

 
Quase dez mil civis fugiram durante o fim de semana. Desses, seis mil seguiram para o território curdo de Sheikh Maqsud, enquanto os demais foram para zonas controladas pelo governo, informou o OSDH.

"É o primeiro êxodo desse tipo no leste de Aleppo em quatro anos", afirmou Rami Abdel Rahmane.

Os moradores sofrem com a falta de mantimentos e remédios em consequência do cerco imposto pelo governo, assim como pelos bombardeios incessantes de aviões sírios e russos, criticados pela ONU.

A ofensiva iniciada em 15 de novembro provocou a morte de 247 civis, incluindo 32 crianças, nos bairros do leste de Aleppo, de acordo com o OSDH, após a morte, nesta segunda-feira, de 18 pessoas.

Os bombardeios rebeldes contra os bairros controlados pelo governo mataram 40 civis, incluindo 18 crianças, completou a mesma fonte, acrescentando que 12 delas foram vítimas de disparos de foguetes.

O avanço das tropas do governo se intensificou no sábado com a captura do bairro de Massaken Hanano, o maior do leste de Aleppo. Essa vitória permitiu ao Exército avançar para os bairros de Sakhur, Haydariyah e Sheikh Khodr, conquistados nesta segunda (28), e dividir a zona rebelde em duas, de acordo com a imprensa oficial síria.




28 novembro 2016

Para salvar Síria, é preciso que nova administração dos EUA não apoie rebeldes

Em uma matéria exclusiva, o colunista da Sputnik Internacional, Suliman Mulhem, partilha seus prognósticos quanto à política dos EUA na Síria após a posse de Trump. 


Sputnik

À medida que o conflito sírio se aproxima do seu 6° aniversário, é percebido um sentimento comum de otimismo entre os apoiadores do regime, com a Rússia intensificando sua assistência militar e a hipótese de Donald Trump pôr fim ao apoio prestado à oposição.


Um membro do agrupamento terrorista  Ahrar al-Sham despara contra os combatentes das YPG, na província de Raqqa, em 25 de agosto de 2013
Terroristas da Frente Fateh al-Sham © AFP 2016/ Alice Martins


Desde o início da desordem na Síria, o governo norte-americano tem buscado tirar o presidente Bashar Assad do seu cargo, usando todas as artimanhas possíveis para consegui-lo. Entretanto, houve uma especulação generalizada sobre o envolvimento de Donald Trump no combate a tais grupos como o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) e possível interesse de trabalhar ao lado das forças de Assad e da Rússia.

Ahrar al-Sham é uma das facções mais poderosas que estão lutando contra o Exército Árabe da Síria e seus aliados. A Rússia já tentou classificar esta organização como um grupo terrorista, mas os EUA foram contra tal medida. 


O governo norte-americano também criticou a Força Aérea russa por atacar este grupo. Ahrar al-Sham fala abertamente sobre suas intenções de impor as leis da sharia por toda a Síria, além de ter colaborado com a Frente Fatah al-Sham (ex-Frente al-Nusra), que antigamente era parte da organização terrorista Al-Qaeda. 

Ao contrário do Daesh, que visa estabelecer um califado internacional, Ahrar al-Sham indicou que se interessa somente em impor as leis de sharia na Síria. Este "somente" é problemático, pois pode causar transtornos para muitas minorias, que seriam perseguidas pelo grupo.

Vale ressaltar que se o grupo alcançar seus objetivos na Síria, ela poderá ampliar seus planos, visando, eventualmente, estabelecer o Estado Islâmico além das fronteiras sírias.

Afinal, tais grupos prosperam através da violência, guerra e expansão agressiva. Deste modo, ao ajudar este grupo, os EUA estão pondo em risco, de forma incoerente, não só a si mesmos, mas também os outros países. 


É pouco provável que Trump continue apoiando este grupo. De fato, muitos combatentes de oposição na Síria ficaram profundamente angustiados quando a vitória do republicano sobre Hillary Clinton veio à tona. 

Percebeu-se que a política externa de Hillary, especialmente sobre a Síria, contrastava drasticamente com a de Trump. Aparentemente, ela defendia a criação de uma zona interditada de voo sobre a Síria e o fornecimento de mais apoio militar à oposição armada. A Rússia possui ativos avançados na Síria, inclusive vários caças e sistemas de mísseis superfície-ar. Isto a deixa de mãos desatadas para prevenir a criação de uma zona interditada de voo. 

Mesmo com a ajuda substancial dos seus aliados, os rebeldes de Aleppo não foram capazes de romper o cerco no Leste da cidade. No início, eles conseguiram ganhar alguns pontos, especialmente no bairro controlado por Assad, mas as forças pró-governamentais tiveram sucesso em reverter todas suas realizações em apenas alguns dias com pouco apoio aéreo. As forças governamentais em Aleppo são compostas de unidades do Exército Sírio, milícias palestinas Liwa al-Quds, combatentes do Partido Social Nacionalista Sírio, Hezbollah e os milicianos xiitas iraquianos.

A Rússia e a Síria deram aos rebeldes e civis várias oportunidades de deixar Aleppo, mas as forças de oposição preveniram a população civil de fugir da área. Recentemente, foi divulgada uma gravação de protestos em Aleppo, cujos participantes apelavam aos rebeldes para deixar a região. Supostamente, em uma parte do vídeo, é possível ver homens armados disparando balas reais contra os manifestantes.

Quanto às ações do presidente recém-eleito dos EUA, quem viver verá, mas parece que ele ao menos cortará o apoio aos rebeldes. Talvez ele até se contente em deixar Assad no poder como parte do plano para combater terrorismo e ajudar a Síria a voltar para a vida normal. Mesmo sem assistência do Ocidente, as forças de Assad vêm ganhando vantagem na maior parte das frentes de batalha sírias. 


Alguns analistas sugeriram que Trump poderia continuar o mesmo rumo da política externa norte-americana, armando e apoiando a oposição, inclusive grupos islamistas, tais como Ahrar al-Sham. 

No final das contas, a decisão de Trump pode tomar dois caminhos: dar um papel significativo na tomada de decisões aos seus conselheiros e ocupar uma posição de "testa-de-ferro" ou executar suas promessas eleitorais.


Governo sírio se apodera de dois novos bairros rebeldes em Aleppo, diz ONG; milhares fogem

Em 24 horas, três bairros rebeldes caíram nas mãos e quase 10 mil civis fugiram da cidade.


France Presse

 
As tropas do governo sírio conquistaram neste domingo (27) dois novos bairros rebeldes da cidade de Aleppo, após ter tomado na véspera o bairro mais importante deste setor, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 


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Aleppo | Foto: Hosam Katan / Reuters
 
"O Exército e seus aliados tomaram hoje o controle de Jabal Badro e, depois, o de Baadin", informou à agência France Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Ao mesmo tempo, o Exército combatia intensamente os rebeldes no bairro estratégico de Sakhur, cuja conquista permitiria ao governo dividir Aleppo Oriental em dois.

Três bairros rebeldes caíram nas mãos do governo em 24 horas, no 13º dia da ofensiva lançada pelas tropas de Bashar al-Assad em 15 de novembro para recuperar o setor rebelde de Aleppo, controlado pelos insurgentes há mais de quatro anos.

"O avanço rápido do Exército se deve à estratégia de seu ataque contra Aleppo Leste, através de várias frentes, enfraquecendo os rebeldes", explicou Rami Abdel Rahman.

Quase 10 mil fogem


O OSDH tanbém anunciou neste domingo que desde sábado quase 10 mil pessoas fugiram do leste da cidade síria de Aleppo rumo às zonas ocupadas pelas forças pró-governo e para o bairro curdo de Sheikh Maqsud.

"Cerca de dez mil civis fugiram de Aleppo Oriental entre o sábado à noite e domingo. Pelo menos seis mil deles foram para o bairro [controlado pelas forças curdas] de Sheikh Maqsud. O restante foi para as zonas governamentais de Aleppo", completou o OSDH.

Antes, o OSDH, com sede em Londres, mas com uma ampla rede de informantes na Síria, havia informado que mais de 500 civis haviam escapado de Aleppo Oriental para as áreas governamentais, no norte e no oeste da metrópole. Um segundo balanço apontou que o total era de 4 mil pessoas.

Este êxodo, inédito desde 2012, acontece depois que no sábado as tropas de Bashar Al Assad se apoderaram do bairro de Massaken Hanano, o maior de Aleopo Oriental, zona que o regime tenta recuperar.



Quem são os soldados de Aleppo e qual é seu dia a dia?

A agência Sputnik Árabe visitou a linha da frente em Aleppo onde se encontrou com militares do Exército Árabe da Síria.


Sputnik


Apesar do visual severo de combatente, Abu Naser não pode conter suas emoções. Ele tem mulher e dois filhos, a quem ele visita apenas uma vez em cada três dias. Antes de aderir às fileiras do Exército Sírio ele trabalhava como funcionário público. Abu espera que a guerra termine o mais cedo possível e ele regresse ao lar familiar e ao trabalho civil. 


Os soldados do Exército Árabe Sírio
Soldados do Exército Árabe Sírio © Sputnik/ Sputnik Árabe

"Eu fui combater após minha casa em Homs ter sido sujeita a bombardeamentos", diz Abu Naser. "Houve dezenas de mortos, feridos, partes de corpo espalhadas por toda a parte", adianta. 


Outro soldado que se chama Basil lida perfeitamente com o foguete lançador de granada RPG-7, porém na vida anterior à guerra ele era um simples finalista da Faculdade de Direito na cidade de Deir ez-Zor. Já faz 4 anos que Basil não vê sua família. Seus familiares estão vivendo na parte invadida da cidade e é quase impossível se encontrarem. 

"Eu fico olhando para sua fotografia e isso me conforta. Eu gostaria de combater na minha terra natal para estar perto dos meus familiares", confessa Basil. 

Enquanto os soldados contam suas histórias, se ouvem detonações de bombas e o matraquear de metralhadoras, mas os militares não prestam atenção a isso. Segundo dizem os soldados, o que na verdade aterroriza não é isso, mas ver os habitantes locais mudarem para o lado dos radicais. Neste caso, o traidor passa tudo que observa aos terroristas e depois dá uma facada nas costas — e isso é verdadeiramente terrível. 

Enquanto a Sputnik Árabe entrevistava um dos soldados, um aparelho de radiotelegrafia portátil comunicou a localização de uma pessoa que era necessário revistar e deter. Houve uma comunicação que terroristas estavam tentando atravessar a linha da frente disfarçados de habitantes locais.

Segundo diz Abu Mahmud, todos os dias os radicais fazem tentativas de se infiltrarem entre a população civil e penetrarem no território controlado pelo Exército. Quanto aos soldados, a cada dia eles correm o risco de morte, já que na linha da frente há inúmeros perigos.

A Sputnik ouviu mais uma história do soldado Abu Abdulla. Os terroristas mataram seu filho de 17 anos em Homs por o pai dele ser "traidor" e não ter aderido às fileiras dos radicais. 


Abu Abdulla sorri com ar triste: 

"Eu amo minha Pátria e não quero que as destruições continuem. Eu quero libertar meu país de terroristas, quero uma vida em paz e que todos voltem a suas casas." 

Um voluntário, Khalid, disse à Sputnik que ele é nativo da província de Raqqa. Logo após ter conseguido escapar aos radicais do Daesh, ele se alistou no Exército sírio. 

"Minha família está morando no território ocupado pelo Daesh. Logo após ter conseguido escapar, fui para o Exército sírio. Os terroristas nos ameaçam com decapitações e outras represálias. Mas nossa vontade é maior. Venceremos", concluiu.

Entrevista com general sírio: EUA e Turquia apoiam Daesh na Síria

Damasco possui evidências de que Washington e Ancara oferecem total suporte aos grupos radicais no território da Síria, disse em entrevista à Sputnik o diretor do departamento de informação do exército da Síria, general de brigada Samir Suleiman. 

Sputnik

"Os Estados Unidos apoiam o Daesh e investem em terrorismo. A maior prova disso é o incidente, no qual (as forças aéreas dos EUA) atacaram os destacamentos das tropas sírias em Deir ez-Zor, abrindo caminho para o Daesh abrir ofensiva contra o aeroporto militar", disse o general.

Aleppo (foto de arquivo)
Aleppo, Síria © Sputnik/ Mikhail Voskresenskiy

Quanto à Turquia, ele destacou que Damasco não enfrenta o país de forma direta, "mas através do combate com os grupos armados". "Toda vez que o nosso exército enfrenta grupos terroristas em todas as regiões do país, e principalmente em Aleppo, isso significa um combate, mesmo que indireto, com a Turquia. Tudo porque Ancara oferece total suporte a esses grupos: com armas, pessoas, especialistas, que por sua vez participam dos combates", disse o interlocutor da agência.

O general classificou as atividades dos dois países na Síria de agressão e de intervenção em assuntos internos sírios. "Não há nenhuma coordenação entre nós com a Turquia e os EUA. Não há e não pode ser. Consideramos as ações desses dois países no norte da Síria de intervenção em nossos assuntos internos. De agressão e de intervenção, que estamos enfrentando, ao combater os militantes terroristas", afirmou o general. 

Ele destacou que o exército da Síria "enfrentará todas as tentativas de invasão por parte de terceiros países".

Além disso, disse Suleiman, a operação em Aleppo começou, pois os patrocinadores dos terroristas no Ocidente bloquearam todos os canais de diálogo políticos.

"Anunciamos o início da operação militar em Aleppo após os canais de diálogo político terem sido fechados. Quando os países do Ocidente e do Oriente Médio que apoiam os terroristas cerraram as portas para o diálogo, precisamos iniciar as ações militares", disse o general. 

Ao comentar a possibilidade de ampliar as operações nos bairros tomados pelos terroristas em Aleppo, o general sírio disse que o "exército não revelará todos os seus planos". No entanto, ele destacou ser difícil a ação militar nessa parte da cidade, "pois os terroristas usam todos os prédios residenciais como abrigo". 
"A data do fim da operação não foi determinada. Podemos confirmar que a operação continua e que ela não terminou… Isso não significa, entretanto, que a operação no momento está em mesma fase de atividade que no início. Em ações militares sempre existem determinadas fases, que dependem das condições em campo e, às vezes, da situação política", explicou o militar.

"Quando os nossos amigos russos quiseram instaurar um cessar-fogo — possivelmente no âmbito de certos acordos internacionais — o exército sírio demonstrou entendimento e deu chance para a trégua por alguns dias e horas. Quando essas tréguas terminam, a operação militar continua e não para mais".

Ao comentar a recente eleição do candidato republicano Donald Trump nas eleições norte-americanas, Samir Suleiman afirmou que o fato não deve afetar a política de Damasco. 

"Não seria certo contar com quaisquer alterações na política ocidental ou nas permutações em governos ocidentais. É preciso sempre apostar em forças próprias e nos seus aliados, e não no inimigo. O inimigo deve sempre ser encarado como inimigo, porque este sempre recorrerá a todos os meios para te enganar", declarou o general. 
O militar sírio depositou grande esperança na cooperação com a Rússia e manifestou certeza de que uma vitória é possível. "O nosso povo e o nosso exército adquiriram certeza plena de que, com a ajuda russa, essa luta chegará ao fim. A vitória sobre o terrorismo será uma vitória comum dos exércitos russo e sírio", disse o entrevistado da Sputnik.

O general lembrou que a parceria militar entre os dois países é tradicional e que a tática adotada pelo exército da Síria no momento se fundamente na experiência dos militares russos e soviéticos. Suleiman adicionou que todo o equipamento dos soldados sírios também é russo. Além disso, muitos militares sírios estudaram na Rússia.

"As relações entre os oficiais russos e sírios são muito fortes agora — não só na dimensão militar, mas também no plano psicológico e social. Um aspecto 'espiritual' se revelou nas relações entre eles, pois esses oficiais combatem contra o terrorismo em nome da defesa dos povos dos dois países e de toda a humanidade", revelou o general sírio.

"Ser irmão de armas é umas das formas mais sagradas de relações humanas", concluiu o interlocutor da Sputnik.

Irã pretende comprar Su-30 russos

O ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehghan, comunicou que o país está considerando a compra de caças multifunção russos Su-30, informou a agência de notícias Tasnim. 


Sputnik

Tal declaração foi feita logo após a compra de sistemas russos de defesa antiaérea S-300 pelo Irã. 


Caça Sukhoi Su-30SM
Caça Sukhoi Su-30SM © Sputnik/ Vladimir Astapkovich


"A compra de caças Su-30 está na agenda do Ministério da Defesa", de acordo com a Tasnim que cita as palavras do ministro. 

O Su-30 é um caça bipilotado criado para atingir alvos aéreos a qualquer horário e quaisquer condições meteorológicas. Atualmente, o modelo conta com cerca de 550 versões.


Israel encomenda 17 caças furtivos F-35 dos EUA

Israel vai encomendar 17 novos caças stealth F-35 dos EUA, elevando para 50 o número desses aviões dos quais o Estado judeu vai se apropriar nos próximos anos, anunciou neste domingo (27) o escritório do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.


Sputnik


O gabinete de segurança israelense deu sinal verde à nova encomenda, acrescentou o comunicado. 


Caças americanos F-35
Lockheed Martin F-35 Lightining © flickr.com/ US Air Force/Master Sgt. Donald R. Allen

Israel deve receber a entrega dos primeiros F-35 no mês que vem. Segundo a rádio pública do país, a compra desses aparelhos será financiada pela ajuda militar norte-americana, que foi aumentada em setembro e elevada a 38 milhões de dólares para o período de 2019 a 2018. 


Ao pedir esta encomenda, o governo “entende agir para reforçar a segurança de Israel e assegurar sua existência nas próximas décadas”, disse Netanyahu à rádio pública. 

“Israel pode se defender com suas próprias forças contra todos os seus inimigos, seja qual for a distância”, acrescentou o premiê. 

Os dirigentes israelenses justificaram a aquisição dos F-35 evocando a suposta ameaça posta pelo Irã. 

Os caças F-35 são capazes de passar despercebidos pelos sistemas de defesa antiaérea do Irã, notadamente os mísseis S-300 que foram recentemente entregues pela Rússia e implantados para proteger a zona nuclear iraniana de Fordo, segundo anunciou no fim de agosto a televisão estatal do Irã. 

Teerã é considerado por Tel-Aviv o inimigo número um do Estado israelense. O acordo nuclear iraniano assinado em julho de 2015 entre o Irã e o Sexteto de mediadores internacionais resultou no levantamento das sanções internacionais contra o país, que nega querer desenvolver armamentos nucleares.

200 cargas nucleares de Israel contra programa nuclear pacífico do Irã

Israel tem em sua disposição 200 cargas nucleares. Sobre isso foi discutido em mensagens privadas do ex-secretário do Estado dos EUA, Colin Powell. Suas mensagens foram publicadas no dia 16 de setembro pela edição The Independent. 


Sputnik

"Em todo caso, os iranianos não podem usar sua bomba. Teerã sabe que Israel tem 200 cargas, todas apontadas para o Irã, já nós, temos milhares delas. Como disse Mahmoud Ahmadinejad [presidente do Irã de 2005 a 2013]: 'O que fazer [com este bomba]? Poli-la?'", escreveu Powell em uma de suas mensagens.


Míssil superfície-ar Hawk é lançado durante os exercícios militares no Irã
Míssil superfície-ar Hawk © AFP 2016/ ISNA/ AMIN KHOROSHAHI


Em meados de julho de 2015, Teerã e seis mediadores internacionais (EUA, Rússia, China, Grã Bretanha, França e Alemanha) chegaram a um acordo sobre o programa nuclear do Teerã. O país foi obrigado a transformar a usina nuclear de Fordo em um centro tecnológico e também a transformar o reator nuclear, localizado na cidade de Arak, sendo obrigado a retirar do país todo o combustível utilizado pelo reator. Israel não apoiou tal decisão.

O analista político e especialista em questões do Oriente Médio, Sabbah Zanganeh, disse à Sputnik Persa que as armas nucleares do Irã são responsáveis pela tensão na região. 


O especialista destacou que a situação faz parte da política de padrões duplos dos EUA: 

"Os americanos sabem claramente que o programa nuclear do Irã tinha e tem caráter pacífico e nunca ameaçou quaisquer países ou povos. Eles sabem que o Irã é contra a utilização de armas nucleares, por razões religiosas e morais. O Irã nunca tomou a direção que leva à produção de armas de destruição em massa."

"Ao mesmo tempo, Israel que sempre recebeu apoio dos EUA em todas as áreas, constantemente ameaça os países da região, provocando conflitos militares e iniciando guerras contra o Egito, Síria, Líbano, Palestina e Jordânia."

Devido ao apoio recebido pelos EUA, Israel possui armas de destruição em massa, destacou o especialista. Os EUA, sendo cúmplices dos israelenses, devem assumir total responsabilidade pelos acontecimentos na região, concluiu Sabbah Zanganeh.



Instalação de bases iranianas no exterior seria '10 vezes mais eficaz que energia nuclear'

O Irã está considerando instalar bases navais na costa do Iêmen e Síria, que teria um grande efeito dissuasório ante seus potenciais inimigos, informa a agência de notícias iraniana Tasnim. 

Sputnik

"Um dia necessitaremos de bases navais na costa do Iêmen e Síria, e precisamos de infraestrutura necessária para elas no âmbito do direito marítimo internacional", disse o chefe do Estado Maior iraniano, general Mohammad Hossein Baqeri, durante reunião dos comandantes da Marinha, realizada neste sábado (26) em Teerã.

Navios de guerra da Marinha do Irã
Navios da Marinha do Irã © AP Photo/ Fars News Agency, Mahdi Marizad

O efeito dissuasório de possuir bases navais em países estrangeiros "poderia ser dez vezes mais eficaz do que a energia nuclear", disse Baqeri, salientando que potenciais inimigos devem ser proibidos de adentrar nos territórios iranianos, forçando seus navios de guerra a ficarem longe da costa da República Islâmica.

Ele acrescentou que Teerã necessita de frota no Oceano Índico, similar a que se encontra no Golfo de Omã. O general pediu que a Marinha melhorasse suas atividades de inteligência através do aprimoramento de tecnologias de satélite e ciberespaço, bem como de drones navais.

26 novembro 2016

Regime sírio diz ter conquistado maior bairro rebelde de Aleppo

Com apoio dos aliados, tropas retomaram o setor de Massaken Hanano


France Presse

O exército sírio conquistou neste sábado o bairro do setor rebelde em Aleppo, no norte do país, informaram veículos oficiais.


Governo retomou bairro ocupado por rebeldes | Foto: George Ourfalian / AFP / CP
Governo retomou bairro ocupado por rebeldes | Foto: George Ourfalian / AFP / CP

A TV pública indicou que as forças armadas tinham "tomado o controle total do setor de Massaken Hanano", enquanto a agência de notícias oficial, Sana, reportou que operações de retirada de minas estavam em andamento. Também foi reportado que as tropas comandadas por Assad, com o apoio dos aliados, "inflaram pesadas perdas de pessoal e equipamentos nos terroristas que estavam nesssas áreas".

As unidades de engenharia do exército desmantelaram minas e dispositivos explosivos que os terroristas plantaram anteriormente nas praças e ruas do bairro. Mais tarde, uma fonte militar disse que as unidades do exército destruíram 8 veículos junto com os terroristas do autoproclamado Estado Islâmico, a bordo nas aldeias de al-Majboura e al-Qutbiya, na zona oriental de Aleppo. Pelo menos onze civis morreram.

Segundo o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane, "as forças do regime controlam 80% de Massaken Hanano e os 20% restantes ao alcance de disparos". Agora, restam "algumas poucas centenas de metros às forças do regime para cortar o setor rebelde em dois", o que isolaria o norte do sul.

Por causa dos violentos combates e dos ataques contra Massaken Hanano, dezenas de famílias que vivem nos bairros vizinhos de Sakhur e Haydariyé fugiram para o sul da parte rebelde da cidade, porque essa região também sentiu o impacto de projéteis, assim como outras zonas do leste de Aleppo. No total, 212 civis, entre os quais 27 crianças, morreram desde o início da ofensiva do regime no leste da cidade, no dia 15 de novembro.



23 novembro 2016

Japão promete responder à instalação de sistemas de mísseis russos nas Curilas

O Japão tomará as medidas cabíveis face à implantação de sistemas de mísseis russos nas ilhas de Iturup e Kunashir, declarou aos jornalistas o chanceler japonês Fumio Kishida.


Sputnik


Na terça-feira o jornal oficial da Frota do Pacífico da Rússia, Boevaya Vakhta, informou sobre a instalação de sistemas de mísseis costeiros Bal e Bastion nas Ilhas Curilas. 


Sistema de mísseis costeiros Bastion durante exercícios na região de Primorie, no Extremo Oriente da Rússia
Sistema de mísseis Bastion © Sputnik/ Vitaly Ankov

Segundo a fonte, os militares das divisões de mísseis estão se preparando para realizar exercícios de tiro. 


"Atribuímos a isso grande importância, depois de recebermos os detalhes vamos reagir da forma mais adequada", informa a agência Kyodo citando o chanceler. 

Os sistemas Bastion, com mísseis de cruzeiro Onix, e Bal, com mísseis de cruzeiro X-35, têm por objetivo garantir a defesa da costa marítima e são capazes de destruir vários tipos de navios. 

Em novembro, o sistema Bastion instalado na Síria foi usado pela primeira vez para atacar alvos terrestres dos terroristas.

Em agosto deste ano, o ministro da Defesa russo Sergei Shoigu anunciou que, em 2015, no Extremo Oriente da Rússia foi criado um sistema de defesa costeira – desde a costa sul da região de Primorie até o Ártico, medida necessária para proteger a navegação da Frota do Pacífico nas zonas marítimas do Extremo Oriente e do Norte e para aumentar a estabilidade militar das forças nucleares estratégicas.

Tóquio reclama a soberania das ilhas Iturup, Kunashir, Shikotan e Khabomai, referindo-se ao Tratado de Shimoda sobre comércio e fronteiras assinado em 1855. Moscou, por sua vez, considera que Ilhas Curilas do sul passaram a pertencer à União Soviética em resultado da Segunda Guerra Mundial e que a soberania da Rússia sobre esses territórios não pode ser contestada.



Rússia instala sistemas de mísseis nas Curilas

Complexos de mísseis Bastion e Bal foram instalados nas ilhas Curilas, nomeadamente em Iturup e Kunashir. 


Sputnik

A respectiva informação foi divulgada pela revista da Frota do Pacífico da Rússia e citada pela mídia russa, inclusive pela agência RIA Novosti.


Sistema de mísseis antinavio Bastion.
Sistema de mísseis antinavios Bastion © Sputnik/ Sergey Pivovarov


A revista não especificou quando os complexos militares foram instalados nas ilhas, mas notou que dois batalhões prestam serviço no local, um dos quais, localizado em Iturup, está se preparando para realizar ensaios destes mísseis. Um dos complexos pode ter até 36 mísseis.

Os complexos Bastion e Bal são destinados a controlar as águas territoriais e proteção da costa em zonas acessíveis para tropas de desembarque. 


O complexo Bastion tem um alcance de até 500 km; o sistema Bal é capaz de atingir alvos na distância de cerca 300 km. 

Uma das duas ilhas, Itutup, é um dos territórios reivindicados pelo Japão. Tóquio baseia-se no tratado de comércio bilateral e de fronteiras de 1855.

Índia 'vinga' morte de soldados na fronteira com Paquistão

Pelo menos quatro civis morreram e sete ficaram feridos devido a um grande ataque das forças indianas na linha divisória na Caxemira, informou na quarta-feira (23) o serviço de imprensa do exército paquistanês. 


Sputnik

Segundo a mídia indiana, o exército usou tanto morteiros, como armas leves fazendo fogo sobre as posições do exército paquistanês. 


Forças de segurança da Índia em Pampore, nos arredores de Srinagar, Caxemira
Militares indianos próximo a Caxemira © AP Photo/ Dar Yasin


Por sua vez, o serviço de imprensa do Paquistão afirma que foi alvejado um ônibus com civis. A edição Dawn cita a polícia que comunicou a morte de 9 pessoas e 11 feridos.

As relações entre a Índia e o Paquistão se deterioraram após setembro do ano passado, quando uma base do exército indiano foi atacada no estado de Jammu e Caxemira.

Nova Delhi acusou do ataque, que deixou 19 soldados indianos mortos, os terroristas que penetraram na Índia a partir do território controlado pelo Paquistão. Islamabad, entretanto, negou o envolvimento no incidente. 


Os exércitos da Índia e do Paquistão na Caxemira estão separados por uma linha de controle na qual se têm registrado incidentes quase diários nas últimas semanas.


'Ministro da Informação' do Daesh eliminado pela Força Aérea do Iraque

A Força Aérea iraquiana eliminou o "ministro da Informação" na província de Ninawa, no decorrer da operação de Mossul, afirmou na quarta-feira (23) o Ministério da Defesa do país.


Sputnik


O terrorista era responsável pelas filmagens de matérias propagandistas do Daesh, edição de literatura extremista e lançamento de sites do agrupamento proibido. 


Militares das Forças Especiais do Iraque em Mossul
Militares iraquianos em Mossul © AP Photo/ Marko Drobnjakovic

Mossul é a segunda maior cidade do Iraque. A região está sob o controle dos militantes do Daesh desde meados de 2014. Em março de 2016, o exército iraquiano, tropas xiitas e unidades curdas, com apoio aéreo da coalizão internacional, começaram operações para libertar a cidade.