31 dezembro 2016

Conselho de Segurança da ONU deve votar hoje cessar-fogo na Síria

Rússia apresentou projeto para endossar a trégua, negociada por Moscou com a Turquia e o Irã e sem a participação dos EUA.


Associated Press

O Conselho de Segurança da ONU deve votar neste sábado (31) um projeto de resolução apresentado ontem pela Rússia para endossar o cessar-fogo na Síria. A trégua de alguns rebeles sírios com o governo do ditador Bashar al-Assad foi negociada pela Rússia com ajuda da Turquia e do Irã e sem a participação dos Estados Unidos.

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Conselho de Segurança da ONU

Moscou elaborou um breve projeto de resolução para apoiar o cessar-fogo antes das futuras negociações do conflito, previstas para o final de janeiro em Astana, capital do Cazaquistão, segundo o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin.

O acordo fala em estabelecer negociações para conseguir uma solução política que ponha fim à guerra civil na Síria, que já deixou mais de 310 mil mortos desde 2011, obrigou milhões de pessoas a fugirem de seus lares e desencadeou uma crise de refugiados em toda a Europa.

O cessar-fogo entrou em vigor à 0h de sexta-feira (horário da Síria, 20h em Brasília) e tem sido respeitado na maior parte do país, apesar de relatos de alguns confrontos esporádicos próximo a Damasco. O pacto não inclui todos os rebeldes sírios. A antiga frente al-Nusra (Frente da Conquista do Levante) e as milícias curdas ficaram de fora, assim como o grupo terrorista Estado Islâmico.

A resolução patrocinada pela Rússia também apela a um acesso "rápido, seguro e sem impedimentos" ao fornecimento de ajuda humanitária em todo o país.

Negociações

Rússia e Turquia estão em lados opostos do conflito sírio: Moscou, juntamente com o Irã, fornece apoio militar crucial a Assad, enquanto a Turquia tem servido há muito tempo como base e fonte de suprimentos para os rebeldes.

Os EUA ficaram de fora devido à deterioração das relações entre Moscou e o governo de Barack Obama após o fracasso nas negociações para deter os combates em Aleppo, segunda maior cidade da Síria e até recentemente controlada por rebeldes, e em outros lugares do país.

As divisões no Conselho de Segurança entre a Rússia e as potências ocidentais que têm poder de veto -- Grã-Bretanha, França e EUA, que apoiam a oposição moderada e exigem que Assad renuncie -- bloquearam ações para pôe fim à guerra civil, que já está em seu sexto ano.

O projeto de resolução reitera que "a única solução sustentável para a atual crise na República Árabe Síria é através de um processo político inclusivo e liderado pela Síria", baseado em um comunicado que já foi aprovado pelo Conselho de Segurança em junho de 2012 e apela à formação de um governo de transição e à realização de eleições.


30 dezembro 2016

Morre líder militar do Estado Islâmico na Síria, dizem os EUA

France Presse

Um líder militar do grupo Estado Islâmico na Síria foi morto em um ataque aéreo realizado pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, informou o Pentágono nesta quinta-feira (29).


Combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS) montam guarda em Khirbet al-Jahshe, a oeste de Raqa, na Síria
Combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS) montam guarda em Khirbet al-Jahshe, a oeste de Raqa, na Síria

Abu Jandal Al-Kuwaiti morreu na segunda-feira perto de Tabqa Dam, a oeste da cidade de Raqa, reduto do EI, de acordo com o Comando Central americano (Centcom) para o Oriente Médio.

Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, descreveu Al-Kuwaiti como o "número dois dos comandantes militares do EI na Síria".

O líder jihadista liderou batalhas no Iraque e na Síria e havia sido recentemente enviado a Raqa, onde supervisionava os ataques contra as Forças Democráticas Sírias (FDS), de acordo com o Observatório.

As FDS, uma aliança anti-jihadista dominada pelo curdos que também inclui árabes e turcomanos e é apoiada pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva para retomar Raqa no início de novembro.

De acordo com o Centcom, Al-Kuwaiti estaria envolvido nas operações com carros-bomba, dispositivos explosivos improvisados (IEDs, por sua sigla em inglês) e armas químicas contra as FDS.

A morte de Al-Kuwaiti limita a capacidade do EI para defender Raqa e sua capacidade de lançar ataques no oeste do país, disse o Centcom.



Cessar-fogo na Síria volta a ser respeitado após confrontos no início

Acordo para cessar-fogo entre Rússia e Turquia havia sido assinado nesta semana. Guerra tem quase seis anos de duração.


Reuters


Um cessar-fogo na Síria de âmbito nacional mediado por Rússia e Turquia, que apoiam lados opostos do conflito, aparentemente estava sendo mantido no início desta sexta-feira (30) após um início turbulento durante a noite, na mais recente tentativa de se acabar com uma guerra de quase seis anos de duração.

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Ao fim de cinco anos os sírios querem a paz, mas grupos armados estão longe do entendimento. Foto: DR

O presidente russo, Vladimir Putin, aliado-chave do presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou o cessar-fogo na quinta-feira após fechar um acordo com a Turquia, um apoiador de longa data da oposição.

Monitores e uma autoridade rebelde relataram a ocorrência de confrontos entre insurgentes e forças do governo quase imediatamente após a entrada em vigor da trégua, à meia-noite do horário local (20h no horário de Brasília). Horas depois, no entanto, a calma prevalecia nas áreas incluídas no cessar-fogo, segundo eles.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que os Estados Unidos podem entrar no processo de paz depois que o presidente eleito Donald Trump tomar posse, em 20 de janeiro. Ele também disse querer a participação de Egito, Arábia Saudita, Catar, Iraque, Jordânia e da ONU.

Diversos grupos rebeldes assinaram o acordo, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

Guerra na Síria

Mais de 290 mil pessoas morreram na guerra civil que começou há 6 anos. Os EUA apoiam os rebeldes moderados e curdos que lutam na Síria, além de liderar a coalização internacional que bombardeia alvos do Estado Islâmico no país. Já a Rússia apoia o Exército do presidente Bashar al-Assad.

Uma trégua anunciada em fevereiro entre os inimigos da Guerra Fria entrou em colapso e diálogos de paz ruíram, com o governo sírio e a oposição fazendo acusações mútuas de violações. Os confrontos têm crescido desde então no país, particularmente na cidade dividida de Aleppo, onde os avanços de ambos os lados cortaram suprimentos, energia e água para cerca de 2 milhões de moradores de áreas pró-governo e favoráveis aos rebeldes.

A cidade está dividida em duas desde julho de 2012: a leste ficam os bairros rebeldes e a oeste os bairros controlados pelo regime. Os bombardeios de aviões do regime sírio e de seus aliados russos são lançados diariamente. O regime é acusado pela Defesa Civil da Síria, uma organização de agentes de resgate que opera em áreas controladas por rebeldes, por lançar bombas-barril contendo gás cloro em Aleppo.

Em agosto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou sobre o que chamou de uma “catástrofe humanitária” sem precedentes em Aleppo.

Putin anuncia cessar-fogo na Síria entre o regime de Bashar al-Assad e os rebeldes

Fim das hostilidades entrará em vigor à meia-noite de quinta para sexta
Guerra síria já dura quase seis anos e soma mais de 300.000 mortos


Rodrigo Fernández | El País

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo entre os grupos rebeldes e o regime de Bashar al-Assad na guerra síria. O fim das hostilidades entrará em vigor à meia-noite de quinta para sexta, hora local. A Rússia, que apoia Al Assad, e a Turquia, principal aliado dos que se levantaram contra ele em 2011, serão os garantidores da trégua. O acordo não se estende aos grupos terroristas como o Estado Islâmico e o Fateh al-Sham, antes chamado Frente Al-Nusra.

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Vladimir Putin, com o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, em Moscou no dia 29 de dezembro. Mikhail Klimentyev AP

“Com esse acordo, as partes concordaram em encerrar todos os ataques armados, incluindo os aéreos, e nos prometeram não expandir as áreas que têm sob seu controle”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores turco. O porta-voz da Coalizão de oposição, Ahmad Ramadan, declarou à agência de notícias France Presse que aceitam as condições do cessar-fogo. “A Coalizão Nacional apoia o acordo, e pede a todas as partes que se submetam a ele”, disse. Mas o chefe das relações exteriores do poderoso grupo rebelde Ahrar al-Sham, Labib Nahhas, disse à Al Jazeera que ainda não receberam o rascunho da proposta de trégua. De acordo com o veículo de comunicação árabe, não está claro quais grupos participaram das negociações prévias.
Putin, durante um encontro com vários de seus ministros, anunciou que foram assinados três documentos: o primeiro, entre o Governo e a oposição armada sobre o cessar-fogo em todo o território da Síria; o segundo detalha as medidas para o controle do regime do fim das hostilidades, e o terceiro é a declaração de que estão dispostos a começar diálogos de paz para encontrar uma solução ao problema sírio. A guerra na Síria que já dura quase seis anos e no qual morreram pelo menos 300.000 pessoas.

“Compreendemos muito bem que todos os acordos assinados são muito frágeis, exigem muita atenção e paciência, atitude profissional e um constante contato com nossos aliados na região”, disse Putin. O presidente russo lembrou que a Rússia, Turquia e Irã já se comprometeram há dez dias, após uma reunião tripartite em Moscou dos ministros das Relações Exteriores, “não só a controlar o processo de solução pacífica, mas também a serem seus garantidores”.

O acordo foi definido após a vitória do Exército sírio e de seus aliados, graças em boa parte ao apoio aéreo russo, na batalha de Aleppo, de onde os insurgentes foram expulsos recentemente. Os partidários de Al Assad tomaram o controle total da que foi a capital econômica da Síria após a evacuação de mais de 200.000 civis, de rebeldes e de suas famílias.

O presidente Putin anunciou também a redução da presença militar russa no país árabe após o acordo de cessar-fogo. “Concordo com a proposta do Ministério da Defesa sobre a redução de nossa presença militar na Síria, levando em consideração que, certamente, continuaremos a luta contra o terrorismo internacional”, disse o presidente russo, após seu ministro da Defesa, Serguei Choigu, explicar que com o cessar-fogo existem todas as condições para a diminuição do número de soldados russos.

O objetivo do acordo, diz o texto, é conseguir uma solução em concordância com a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU e frisa que a Turquia apoiará esse processo de paz com a esperança de que o quanto antes as partes em conflito – o regime de Damasco e a oposição síria – se reunirão “sob a vigilância dos países garantidores” na capital do Cazaquistão para avançar na solução política do conflito.


Líder republicano no Senado apoia sanções e diz que Rússia não é país amigo dos EUA

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, afirmou que a Rússia tem expandido suas zonas de influência em todo o mundo ao longo dos últimos 8 anos da presidência de Obama e afirmou que ela não é um país amigo dos EUA.


Sputnik


"Os russos não são nossos amigos. E, evidentemente, a administração Obama ainda não os dissuadiu de tentar violar os nossos sistemas de cibersegurança ou perseguir os nossos diplomatas em Moscou", frisou McConnell nesta quinta-feira (29), algumas horas após a administração Obama ter imposto novas sanções contra a Rússia e expulsado 35 diplomatas russos. 

Senado dos EUA
Senado dos EUA © flickr.com/ Phil Roeder

McConnell, um dos principais líderes do Partido Republicano, ao qual o presidente Trump pertence, acusou a atual administração Obama de se esforçar por reconstruir as relações com a Rússia, enquanto Moscou reforça seu poderio no mundo. 

"Ao longo de 8 anos, a administração Obama tem tentado reiniciar as relações com a Rússia e se comportado de modo passivo, enquanto a Rússia tem vindo a aumentar a sua área de influência, intervindo na Crimeia, no Leste da Ucrânia, na Síria e tentado intimidar os países do Báltico", afirmou o republicano. 

O senador realçou que impor sanções contra a alegada ação de inteligência russa nos EUA é um primeiro passo positivo, mas que demorou demasiado tempo. 

As autoridades russas têm repetidamente negado as acusações dos EUA e enfatizado que Moscou não interferiu nas presidenciais norte-americanas. 

As medidas penalizantes de Obama contra a Rússia incluem a expulsão de 35 diplomatas russos e o encerramento de duas casas de campo diplomáticas, bem como sanções contra 6 indivíduos e 5 entidades oficiais.

Cessar-fogo: 'Rússia, Turquia e Irã fazem o que Washington não conseguiu fazer na Síria'

O cessar-fogo na Síria, mediado por Moscou, Ancara e Teerã entrou em vigor, ao mesmo tempo, alguns grupos radicais cruciais prometeram romper as relações com a Frente al-Nusra e o Daesh (organizações terroristas proibidas em muitos países, incluindo a Rússia). 


Sputnik

Isso foi o que Washington prometeu conseguir, mas não conseguiu fazê-lo, escreve a analista política, Elena Suponina, para a RIA Novosti. 

Sírios evacuados das vilas sob o controle dos terroristas perto de Idlib, Aleppo, Síria, 19 de dezembro de 2016
Evacuação de Aleppo, na Síria © AFP 2016/ GEORGE OURFALIAN

"Segundo informações que recebi da oposição síria, os maiores grupos, tais como Ahrar al-Sham, Jaysh al-Islam e outros, concordaram cortar todos os laços existentes com os terroristas do Daesh e da Frente al-Nusra", disse a analista. 

"É o que a administração de Barack Obama prometeu atingir, mas o secretário de Estado, John Kerry, não conseguiu fazê-lo. A Rússia, Turquia e Irã conseguiram ao invés dele". 

O avanço foi declarado na quinta-feira (29) pelo presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin.

Suponina afirmou que três documentos foram assinados, apontando que alvejam não somente o fim das hostilidades no país durante a guerra de anos. Estes acordos direcionam o país a "uma estratégia conjunta de solução política", que visa acabar com a crise na Síria.

Eles estavam prontos ao mesmo tempo em que as partes interessadas envolvidas nas negociações sobre Aleppo estavam, acrescentou ela. "O sucesso do acordo sobre Aleppo é parte de um acordo político mais amplo… destinado para ser a base do acordo de paz futura na Síria". 

Suponina sublinhou que a Rússia, Turquia e Irã não estão interessados em dividir a Síria como "alguns fanáticos nos EUA". 

A analista política frisou que todos os envolvidos trabalharam durante meses para chegar ao acordo. A embaixada da Rússia na Turquia, especialmente o embaixador russo, Andrei Karlov, morto a tiro na semana passada, participou ativamente deste processo.

"O processo se iniciou a fim de estabelecer a paz prolongada na Síria — país devastado pela guerra", disse ela. "Esse processo será difícil e, provavelmente, sangrento. Os terroristas estão insatisfeitos com a unificação do país, realizada por várias forças na Síria. Será uma agonia, atentados terroristas e dor. Eis o tempo vivido por nós. Temos que entender, aceitar e lutar. Mas, hoje, chegaram boas novidades da Síria. Não há dúvidas".

Outro analista político, Tancrède Josseran explicou à Sputnik França o porquê de não conseguirem chegar a um acordo anteriormente: 

"É bastante simples. A Turquia enterrou a sua política Neo-Ottomana na primavera de 2016, mudando. A Turquia não quer mais interferir nos assuntos internos de países vizinhos. O país já não possui ambições Neo-Ottomanas", explicou. 

Segundo o analista político, Bassam Tahhan, certamente, os EUA e os seus aliados não irão esperar sentados enquanto a Turquia melhora os seus laços com a Rússia. "Acho que o Ocidente vá responder à decisão da Turquia com outro golpe de Estado ou outras medidas", destacou.

28 dezembro 2016

EUA negam apoiar grupos terroristas na Síria, como acusou Erdogan

Presidente Turco afirmou que americanos respaldam jihadistas; governo dos EUA escreveu resposta.


EFE

A embaixada dos Estados Unidos em Ancara publicou nesta quarta-feira (28) um comunicado no qual nega categoricamente que Washington apoie "grupos terroristas" como o Estado Islâmico (EI) e milícias curdas, como afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. 

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Recep Tayyip Erdogan

"O governo dos Estados Unidos não apoia o Daesh [sigla em árabe do Estado Islâmico]. Não criou nem apoiou o Daesh no passado. As afirmações de que o apoia não são certas", diz o comunicado, disponível em turco e inglês no site da embaixada.

Erdogan se queixou ontem que a coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos, uma iniciativa militar fundada em 2014 e composta por 68 países, entre eles a Turquia, não só não faz o suficiente para acabar com o Estado Islâmico como respalda "grupos terroristas".

Entre esses grupos, o presidente turco incluiu as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção Popular (YPG) e seu braço político Partido da União Democrática (PYD), que são reconhecidos aliados dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico.

O governo da Turquia considera terroristas as YPG e o PYD por seus vínculos com o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), ativo em solo turco.

"O que disseram as forças da Coalizão? 'Lutaremos contra Daesh com todas as nossas forças'. Inclusive nos acusaram de apoiar o Daesh. Mas agora já não há nada disso. Ao contrário: eles apoiam organizações terroristas como YPG e PYD, inclusive o Daesh", disse Erdogan.

"É muito óbvio, está tudo documentado, temos imagens, fotografias, vídeo e documentos", disse o presidente turco, sem esclarecer que tipo de apoio ou a que grupo armado se referia.

A embaixada americana respondeu de forma igualmente categórica: "O governo dos Estados Unidos não proporcionou armas nem explosivos ao YPG nem ao PKK, ponto".

Tal resposta contradiz um comunicado do Pentágono, que em outubro de 2014 afirmava que aviões militares americanos tinham lançado pacotes de "armas, munição e remédios proporcionados pelas autoridades curdas no Iraque às forças curdas" que defendiam naquele momento a cidade síria de Kobane contra o assédio do Estado Islâmico.

O comunicado da embaixada acrescenta que Washington continua trabalhando estreitamente com Ancara para derrubar o Daesh, em uma aparente resposta à queixa recorrente de que a coalizão não ajuda as tropas turcas em Al-Bab, bastião da milícia jihadista no noroeste da Síria.

"Isto inclui discussões sobre como podemos apoiar melhor a oposição síria e as forças turcas que enfrentam o Daesh ao redor de Al-Bab", detalha o comunicado.


Irã experimenta sistema de mísseis antiaéreos S-300

No sudoeste do Irã estão sendo realizados, durante três dias, exercícios militares de grande escala de defesa antiaérea com participação de unidades regulares do exército iraniano e o Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica. 


Sputnik

Como relatou o comandante da base de defesa antiaérea de Khatam al Anbiya, general Farzad Esmaili, os exercícios de três dias com o codinome "Defensores do Céu 7" (Modafe'in-e Asman 7), com a participação de mais de 17 mil efetivos, estão sendo realizados sobre o território com uma área de quase 496 mil quilômetros quadrados ao longo da costa iraniana dos golfos Pérsico e de Omã, desde a cidade de Bandar-e Mahshahr ao oeste até Chabahar no leste do país.

Exposição com sistema de mísseis antiaéreos S-300
Sistema antiaereo S-300 © Sputnik/ Vladimir Fedorenko

De acordo com o general Esmaili, durante os exercícios estão sendo testados os sistemas de mísseis antiaéreos S-300 de fabricação russa, a fim de melhorar as táticas militares defensivas.

"A assimilação dos S-300 pelas forças de defesa antiaérea do Irã ocorre conforme o planejado, os testes dos S-300 durante os exercícios são necessários para a assimilação da principal função dos sistemas — garantir o potencial de defesa antiaérea e o reforço da segurança do país", disse em uma entrevista à Sputnik Persa o especialista iraniano em questões de segurança e politólogo Abouzar Bagheri: 

"Como sabemos, o contrato para fornecimento de S-300 da Rússia ao Irã foi concluído há muitos anos. Apesar de todas as dificuldades, no final ele foi realizado com sucesso. O uso e aplicação destes sistemas para o Irã tem natureza defensiva. No fundo, foi para este efeito que ele foi assinado. Graças a estes sistemas foi preenchido o vácuo existente no sistema de armas de defesa antiaérea iraniana e no controlo das fronteiras aéreas do Irã. 

"Nos últimos anos, tendo em conta os acontecimentos turbulentos no Oriente Médio, o Irã tem repetidamente provado que não está seguindo uma política de agressão, expansão e ataques militares. O armamento da República Islâmica é somente necessário para a defesa e proteção das suas fronteiras, mas não para uso militar ofensivo ou para invasão de países vizinhos. Portanto, os S-300 são utilizados pelo Irã exclusivamente para esses fins — garantir o potencial de defesa antiaérea e reforçar a segurança do país", disse Bagheri.

Abouzar Bagheri observou que, no futuro previsível, os S-300 serão exibidos durante paradas militares, bem como em exercícios militares regulares das forças de defesa antiaérea do Irã:

"Os S-300, que as forças de defesa antiaérea do Irã possuem, serão em breve novamente utilizados em exercícios militares ordinários e paradas militares. Isso será feito regularmente. Agora os sistemas S-300 são uma parte importante do complexo militar defensivo das Forças Armadas do Irã. Segundo observou o general Farzad Esmaili, nos atuais exercícios "Defensores do Céu 7" serão realizados apenas os primeiros testes destes sistemas, já durante os treinamentos posteriores os S-300 serão testados com sua potência máxima, tendo em conta as condições geográficas e climáticas do nosso país." 

Recordemos que, em meados de dezembro de 2016, o embaixador iraniano na Rússia, Mehdi Sanai, disse que a Rússia concluiu os fornecimentos de sistemas de defesa antiaérea S-300 ao Irã, e que os sistemas foram transferidos para a base da defesa antiaérea de Khatam al-Anbiya.


Terroristas disparam contra embaixada russa na Síria

A embaixada russa em Damasco foi de novo sujeita a disparos por parte de terroristas, comunicou o Departamento de Informações e Imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. 


Sputnik

"Em 28 de dezembro, às 13h e 13h19 (hora de Moscou), a embaixada da Rússia na Síria foi mais uma vez sujeita a disparos por parte de terroristas. Uma granada de morteiro, que por feliz acaso não explodiu, caiu no pátio interior do complexo de edifícios administrativos da missão diplomática russa. A segunda caiu na vizinhança imediata do seu território. Para neutralizar as munições não ativadas foram chamados sapadores", diz o comunicado de imprensa. 

Edifício da embaixada russa em Damasco, Síria
Embaixada da Rússia em Damasco, Síria © Sputnik/ Mikhail Alaeddin

O comentário do Departamento adianta que os disparos contra a embaixada da Rússia devem ser repudiados por todos que se opõem ao terrorismo. 

"Os disparos repetidos contra a missão diplomática em Damasco devem receber a respectiva avaliação e ser firmemente condenados por todos os que na prática se opõem aos desafios e ameaças do terrorismo", afirma a chancelaria russa. 

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores russo considera como real a ameaça à embaixada russa e seus funcionários por parte dos agrupamentos terroristas que se entrincheiraram nos arredores de Damasco, segundo diz o comunicado publicado no site oficial do Departamento de Informações e Imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

"Consideramos esta nova provocação por parte dos extremistas, que se manifestam contra a resolução pacífica do conflito sírio, como uma confirmação das suas intenções de semear terror e violência, de manter a atmosfera de medo entre os civis na capital síria, realizando ataques infames a partir de seus esconderijos secretos protegidos por um ‘escudo humano'. Somos obrigados a constatar que a ameaça por parte dos agrupamentos terroristas que se entrincheiraram nos arredores de Damasco continua real para a embaixada russa e seus funcionários", foi adiantado.

De acordo com a avaliação da chancelaria russa, "isto confirma a necessidade urgente de liquidar tais focos do terrorismo o mais rápido possível".

Terroristas do Daesh dissipam mito de invulnerabilidade de tanques alemães Leopard

Os jihadistas do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) publicaram na Internet as imagens de quatro carros de combate alemães Leopard 2 destruídos no decorrer dos combates perto da cidade síria de Al-Bab.


Sputnik


Após terem analisado os danos causados a esse material militar, os analistas concluíram que dois veículos de combate passaram sobre minas, enquanto os restantes foram destruídos por canhões antitanque. 

Tanques alemães Leopard 2 destruídos na Síria
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O jornal russo Rossiyskaya Gazeta escreveu que, tendo em conta o fato acima mencionado, se pode constatar que "o mito de invulnerabilidade dos tanques alemães Leopard foi dissipado".
Antes, a Turquia reforçou suas tropas com um batalhão de tanques Leopard 2A4, no âmbito da operação militar na Síria batizada de Escudo do Eufrates e iniciada em 24 de agosto do ano em curso. Segundo foi informado, essa manobra teve por objetivo limpar de terroristas Al-Bab, uma cidade síria de importância estratégica.


Sérvios querem pintar pilotos-heróis em aviões russos

O movimento sérvio "Estudantes a favor da verdade" deseja que o Ministério da Defesa do seu país pinte pilotos-heróis, que foram mortos durante o bombardeio da OTAN em 1999, nos aviões MiG-29, que serão fornecidos pela Rússia.


Sputnik

Esta iniciativa foi publicada na página do movimento do Facebook e já recebeu apoio. Representantes do grupo até elaboraram modelos para futuros desenhos. 


A imagem pode conter: atividades ao ar livre


O autor da ideia, Neven Djenadija, espera que a sua iniciativa seja posta em prática.

"Quando soube que a Sérvia compraria os MiGs, a primeira coisa que veio a minha cabeça foi o fato dos nossos pilotos terem dado suas vidas de forma heroica pela pátria, em 1999, durante bombardeamentos da OTAN, tendo o mau funcionamento [do equipamento] como principal causa das mortes. Esse episódio é triste, mas ele nos deu lições marcantes e corajosas de como lutar pelo seu país", disse Djenadija ao portal de notícias Life.ru.

O cientista político, representante do movimento "Estudantes a favor da verdade", e um dos autores da ideia, Ivan Ristic, disse à Sputnik Sérvia que isso é o mínimo que o país pode fazer.

"Acreditamos que as pinturas nos MiGs é o mínimo que pode ser feito para homenagear a memória dos nossos heróis que deram suas vidas para não ceder o céu da Síria aos agressores. Quanto aos próprios aviões, é considerado que o acordo merece mais atenção na mídia e possui grande importância. Esta é a primeira vez desde 1987, ou seja, desde os tempos da Iugoslávia, que compramos caças. Queria destacar, em especial, que depois do conserto, receberemos caças de quarta geração e, com efeito, somente a Rússia e os EUA possuem caças de quinta geração", disse Ristic, acrescentando que os MiGs russos, além de proteger o espaço aéreo sírio, conseguirão repelir qualquer agressão.


27 dezembro 2016

Turquia posiciona tanques e canhões na fronteira com a Síria

Ancara tenta se apoderar de um bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI).


France Presse

A Turquia posicionou neste domingo (25) artilharia e tanques suplementares na sua fronteira com a Síria, onde Ancara tenta se apoderar de um bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI), segundo a imprensa. 

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Tropas turcas regressam da fronteira síria em Karkamis, na Turquía - Créditos: Ismail Coskun, IHA via AP

Vários tanques, veículos de transporte militares e ao menos 10 peças de artilharia foram colocados em Oguzeli e Karkamis, no sudeste do país, na fronteira síria, segundo a agência de notícias oficial Anadolu.

Esse movimento ocorre ao mesmo tempo em que as forças turcas na Síria estreitam o cerco em volta de Al-Bab, um bastião do EI, que os rebeldes sírios apoiados pelo exército de Ancara tentam conquistar, em uma forte batalha.

Dezesseis soldados turcos morreram na quarta-feira, o dia mais mortífero para o exército turco desde o início da sua ofensiva transfronteiriça contra os jihadistas e contra as milícias curdas, em agosto passado.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou no sábado: "Al Bab, está quase no fim".

Ele disse que as forças turcas se dirigiriam, em seguida, à cidade de Minbej, a leste, onde estão milícias curdas apoiadas pelos Estados Unidos na sua luta contra o EI.

Esse apoio de Washington aos curdos na Síria provoca cólera em Ancara, que considera que estes grupos são organizações "terroristas", afins à rebelião curda na Turquia.

A Turquia disse que se recusaria a apoiar qualquer ofensiva contra Raqqa, feudo do EI na Síria, que contasse com a participação das milícias curdas.

Este assunto será discutido com a administração do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, depois da sua posse, em 20 de janeiro, disse Erdogan no sábado.


Reino Unido intensificará ataques contra terroristas na Síria em 2017

A Força Aérea britânica tenciona aumentar o número dos ataques contra posições do Daesh (organização terrorista, proibido na Rússia) na Síria, informa a edição The Telegraph. 


Sputnik

Destaca-se que em 2016 a aviação britânica realizou 60 ataques na Síria e 347 no Iraque. Como informa o The Telegraph, se referindo a altos funcionários nas Forças Armadas, em 2017 Londres planeja concentrar seus esforços na Síria.

Força Aérea britânica (arquivo)
Tornados da RAF © flickr.com/ Defence Images

De acordo com o interlocutor do jornal, "o Reino Unido espera que Mossul seja ocupado até à primavera do ano próximo", o que permitirá passar para a ofensiva na Síria.

"Raqqa é a capital do califado", declarou a fonte. 

Ele frisou que o Reino Unido intensificará "os treinamentos das Forças Democráticas da Síria" e "apoio aéreo" à operação em Raqqa. 

"Precisamos de diálogo com os russos", acrescentou o interlocutor da edição. 

Raqqa é considerada como a segunda "capital" dos terroristas na região. A cidade tem a população de cerca de 300 mil pessoas e foi capturada em 2013. Atualmente as forças da oposição síria realizam combates para reconquistar Raqqa.

Reino Unido receia novos tanques russos (VÍDEO)

O Reino Unido irá criar duas "brigadas de choque" supermóveis que, de acordo com declarações de militares britânicos citados pelo jornal Izvestia, serão destinadas para "repelir agressão russa" dos novos tanques Armata e veículos de combate na plataforma Kurganets.


Sputnik


As brigadas contarão com dois regimentos de Inteligência que serão equipados com carros de combate na plataforma Ajax. Como planejado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, os primeiros regimentos completos não serão formados antes de 2020. 

Demonstração do tanque russo T-14 Armata
T-14 Armata | Ministry of defence of the Russian Federation

Novas brigadas serão reserva móvel que, em curto prazo, poderão ser enviadas para qualquer região da Europa — da Romênia aos Países Bálticos, aponta o jornal.

Especialistas frisam a estranheza em torno dos planos dos militantes britânicos. Tanques Ajax se destacam em desfiles, mas não são apropriados para ações militares de grande escala. Tudo indica que Londres sente-se pressionada a reagir contra a alegada "ameaça militar" da Rússia, levando a Grã-Bretanha a realizar tais testes, acreditam especialistas.

O veículo de combate blindado Ajax é considerado um tanque leve, pois pesa 38 toneladas e possui canhão automático de 40 milímetros. 


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Ajax britânico

Para comparar, o tanque russo T-14 Armata pesa 48 toneladas e é equipado com canhão de cano liso de 125 milímetros. 

Kurganets-25 é um veículo de combate de infantaria com canhão automático de 30 milímetros. No ano passado, em Moscou, ele foi mostrado durante o desfile da Vitória.



Cruzador de mísseis russo Marshal Ustinov volta ao serviço ativo da Marinha

A empresa de construção naval Zvyozdochka informou que o cruzador de mísseis russo Marshal Ustinov será colocado novamente ao serviço ativo, depois de cinco anos de reparações. 


Sputnik

O cruzador de mísseis Marshal Ustinov volta a integrar a Marinha russa depois de cinco anos de extensos reparações, informou na segunda-feira (26) a empresa de construção naval Zvyozdochka, responsável pelas obras. 

Marshal Ustiov, cruzador de mísseis russo
Cruzador porta-mísseis Marechal Ustinov © Sputnik/ Sergei Kompaniychenko

"O centro de reparação naval da Zvyozdochka completou os trabalhos no projeto 1164 Atlant [classe Slava] no cruzador de mísseis Marshal Ustinov", disse a empresa em um comunicado.

O cruzador saiu do estaleiro Zvyozdochka no último sábado (24) em direção à cidade de Severomorsk, a base da Frota do Norte da Rússia.

O navio de guerra passou por uma reconstrução total do casco e reparação das unidades de propulsão. Seus sensores e sistemas bélicos eletrônicos foram substituídos por equivalentes digitais. 

O Marshal Ustinov foi lançado em 1982 e comissionado na Frota do Norte Soviética em 1986. 

Os cruzadores da classe Slava foram projetados como navios de ataque de superfície com alguma capacidade antiaérea e antissubmarino. São armados com dezesseis mísseis antinavio supersônicos SS-N-12 Sandbox.

A China apresenta as suas armas

O único porta-aviões chinês navega para o Pacífico em sua primeira viagem no oceano, informou neste domingo a imprensa oficial chinesa, num momento de grande tensão com Taiwan agravada por comentários do futuro presidente americano Donald Trump.


RFI

Esta saída fora dos limites das águas do Mar da China é a primeira do porta-aviões construído na União Soviética e comprado pela China, indicou em seu site o Global Times. O navio entrou em serviço em setembro de 2012. 


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Liaoning: o primeiro e único porta-aviões chinês, com pilotos inexperientes. | CHINA OUT AFP PHOTO

"Uma frota da Marinha chinesa, incluindo o porta-aviões Liaoning, dirigiu-se para o Pacífico no sábado para exercícios", anunciou a agência de notícias Xinhua.

Não há informações sobre a duração dos exercícios no Pacífico nem da rota escolhida pela frota. O Liaoning, que fica estacionado em Dalian, no nordeste da China, deve logicamente entrar no Pacífico atravessando a cadeia de ilhas que separa Taiwan do sul do Japão.

O ministério da Defesa japonês declarou neste domingo que observou um dia antes um grupo aeronaval, composto de sete aparelhos além do porta-aviões: três destroyers, três fragatas e um navio de abastecimento.

Exercícios com disparos reais

Segundo a Xinhua, o porta-aviões realizou na última semana exercícios no Mar Amarelo, entre as costas coreanas e chinesas. O Liaoning foi acompanhado por "vários destroiers e fragatas".

Sexta-feira, caças J-15 "decolaram do Liaoning, realizando exercícios, tais como reabastecimento e confronto", disse a fonte.

A marinha chinesa também havia anunciado em 15 de dezembro que o porta-aviões havia realizado seu primeiro exercício com disparos reais, incluindo uma dúzia de mísseis, no Mar de Bohai, dentro da costa chinesa.

Trump desafia a China

Estes exercícios acontecem em um momento de tensão entre Pequim e Taiwan, na sequência de uma conversa telefônica entre Donald Trump e a presidente de Taiwan.

O regime comunista proíbe todo contato oficial entre países estrangeiros e Taiwan, que considera uma de suas províncias. Pequim não descarta o uso da força para restaurar sua soberania sobre a ilha.

A televisão estatal CCTV transmitiu em meados de dezembro imagens de caças decolando do porta-aviões, alvos explodindo em chamas e uma chuva de mísseis disparados para o ar.

Pilotos chineses inexperientes

Mas a real força do Liaoning permanece desconhecida. Os pilotos de aviões de caça ainda estão aprendendo a pousar, uma técnica difícil que as marinhas ocidentais relutam em ensinar para a China.

O Exército chinês procura se modernizar, especialmente para fazer frente aos Estados Unidos no Mar da China Meridional, uma zona reivindicada por Pequim.

Os Estados Unidos enviaram em várias ocasiões seus navios de cruzeiro nesta região, onde a China expande ilhas que ela controla para apoiar suas reivindicações.

A Marinha chinesa apreendeu em 15 de dezembro no Mar da China Meridional um drone submarino americano antes de devolvê-lo cinco dias depois. Pequim está construindo sua segundo porta-aviões, totalmente projeto no país, segundo anunciou em dezembro de 2015 o ministério da Defesa.



26 dezembro 2016

Bomba da 2ª Guerra é desativada após 4 horas de trabalho na Alemanha

Operação provocou a maior desocupação de uma área no país desde 1945. Bomba de 1,8 toneladas foi lançada por britânicos.


EFE

Aproximadamente 54 mil pessoas precisaram deixar suas casas na cidade de Augsburg, no sul da Alemanha, neste domingo (25) para a desativação de uma bomba de 1,8 tonelada da Segunda Guerra Mundial, na maior operação deste tipo desde 1945. 

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Bomba é mostrada após desativação em Ausburg, na Alemanha, neste domingo (25) (Foto: REUTERS/Michaela Rehle) 

De acordo com a Polícia, por volta das 19h (horário local), dois especialistas conseguiram desmontar o artefato, de fabricação britânica, depois de mais de quatro horas de trabalho, e os moradores puderam voltar as suas casas.

As forças de segurança tinham marcado às 10h (horário local) para os moradores deixarem a região em questão, que abrangia um raio de 1,5 quilômetro e incluía o centro da cidade e vários edifícios emblemáticos do centro histórico, como a catedral e a Prefeitura.

No entanto, os especialistas começaram a trabalhar com quase duas horas de atraso por conta do grande número de pessoas que precisava de ajuda para sair de casa. Ao todo, as equipes de emergência, com 900 policiais e centenas de bombeiros, tiveram que fazer 650 auxílios, quando a previsão era de cerca de 400.

A Prefeitura de Augsburg, cidade com 287 mil habitantes, decidiu fazer a desativação hoje por considerar que a ação geraria menos alteração na rotina dos moradores do que se fosse feita em um dia de semana. O prefeito Kurt Gribl reconheceu em uma mensagem gravada que a cidade estava "diferente do que todos esperavam" neste Natal, com ruas desertas e lojas fechadas.

A bomba, lançada pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), foi achada por acaso no último dia 21 durante uma obra, uma descoberta relativamente comum na Alemanha. 

Com alguma frequência, artefatos explosivos da Guerra são encontrados no país. O diferencial do caso de hoje era a quantidade de gente que precisava ser removida, por se tratar de uma bomba de grande porte e por estar em um local densamente povoado.


Ministério da Defesa israelense suspende contatos com autoridades palestinas

O ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, indicou aos seus subordinados para que suspendam toda a cooperação com as autoridades palestinas, à exceção na área de segurança, comunicou uma fonte militar aos jornalistas. 


Sputnik

Tal decisão, que pode virar um obstáculo para a realização dos projetos econômicos na Cisjordânia e dificultar a vida cotidiana dos seus habitantes comuns, parece uma medida de retaliação em resposta da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU. O documento condena a atividade colonizadora de Israel e apela a pôr fim à construção de assentamentos. 

Cisjordânia
Cisjordânia © AFP 2016/ MENAHEM KAHANA

"Lieberman deu indicação ao coordenador da atividade do governo nestes territórios para que suspenda a cooperação administrativa com as autoridades palestinas. A cooperação na área da segurança vai continuar", afirmou a fonte. 

No Ministério da Defesa israelense, as funções do coordenador da atividade do governo nos territórios incluem diversas formas de cooperação civil com os habitantes dos territórios ocupados e órgãos palestinos de autoadministração, tais como a coordenação de obras, o funcionamento de passagens fronteiriças, abastecimento de água e energia elétrica.

"Muito provavelmente, tudo continuará funcionando ao nível existente, mas o desenvolvimento, a ampliação, novos projetos que exigem a coordenação com Israel — tudo isso está posto em causa. Muitas coisas dependem da administração, até a isenção de documentos à população palestina que, segundo os acordos atuais, devem ser inscritos nos registros israelenses", disse à RIA Novosti um dos oficiais familiarizado com o assunto.

Entre alguns dos grandes projetos que podem ser afetados pelo congelamento de contatos, o canal de TV local i24 cita a recém-anunciada construção de uma zona industrial a oeste da cidade de Nablus, um "corredor econômico" entre Jericó e Jordânia e um hospital na região de Belém.

Inteligência de Donbass encontra armas ucranianas na linha da frente

A inteligência da autoproclamada República Popular de Donetsk encontrou obuses e várias outras peças de artilharia de grande calibre pertencentes aos militares ucranianos. 


Sputnik

Eduard Basurin, vice-comandante operacional da república de Donetsk, precisou o número de armamentos encontrados:

Combatentes da República Popular de Donetsk
Militares de Donetsk © Sputnik/ Dan Levy

"A 14 km da linha de contato foram encontradas três unidades de obuses autopropulsados de 152 mm Msta-S e seis obuses de 152 mm Akatsia. Em outro lugar, a 7 km da linha estão cerca de 10 obuses rebocados D-30, a 6 km também estão obuses Akatsia. A 20 km da linha do contato a inteligência da república de Donetks encontrou sete unidades de lançadores múltiplos de foguetes Grad", disse ele.

Basurin destacou que os dados sobre as violações dos Acordos de Minsk já foram entregues à comissão da OSCE. 

Anteriormente havia sido informado que, a partir da meia-noite de 24 de dezembro, seria proclamado o cessar-fogo durante as festas de Natal e Ano Novo, tal como foi acordado nas negociações em Minsk.


Autoridades de Okinawa, Japão, têm de aceitar a presença norte-americana na ilha

O governador da prefeitura japonesa de Okinawa, Takeshi Onaga, aprovou a decisão do tribunal que permite às autoridades centrais do Japão continuar com a construção do novo aeródromo militar e deslocamento da base militar norte-americana de Futenma, informou a agência Kyodo, citando fontes anônimas.


Sputnik

Segundo a agência, é um passo decisivo para reiniciar trabalhos de construção suspensos no norte da ilha de Okinawa. Onaga, bem como a comunidade local, durante muito tempo se opôs à construção.


Aviões da Força Aérea F-22 Raptors e F-15 Eagles na base aérea de Kadena, Okinawa, Japão (foto de arquivo)
Caças norte-americanos F-15 e F-22 Raptor na base aérea de Kadena, em Okinawa, Japão © AP Photo/ Greg Baker

O secretário-geral do gabinete dos ministros do Japão, Yoshihide Suga, disse, em briefing da segunda-feira (26), que o governo central "está realizando preparos necessários" para reiniciar a construção, suspensa por decisão de Onaga neste ano.

Segundo a agência de notícias Kyodo, os trabalhos podem ser reiniciados nesta semana. 


O governador decidiu submeter-se à decisão do Tribunal Supremo que na semana passada reconheceu como ilegal a decisão de Onaga sobre anulação da construção do aeródromo e devolução do território aos EUA. Tal decisão foi tomada pelo antecessor Hirokazu Nakaima, mas Onaga anulou-a, exigindo a retirada da base de Futenma da cidade densamente povoada de Ginowan.

Yoshihide Suga informou que, na terça-feira (27), irá se encontrar com o governador Onaga para discutir a representação de Okinawa no orçamento nacional.

Mais cedo, tornou-se público que o Japão e os EUA atingiram o acordo sobre a base norte-americana na ilha de Okinawa. Os EUA prometeram devolver ao Japão partes do território usado pela base norte-americana. 

Apesar da devolução do terreno, 70% de todas as instalações militares dos EUA no Japão continuarão em Okinawa. Conforme os dados da administração de Okinawa, quase 26 mil soldados norte-americanos e 19 mil membros da família dos oficiais dos EUA estão instalados na ilha.

Japão vai monitorar de perto a movimentação do único porta-aviões chinês

O Japão vai monitorar de perto o porta-aviões chinês, Liaoning, detectado no Pacífico ao passar entre as ilhas japonesas de Okinawa e Mijako no mar do Leste da China, informou o alto representante do governo japonês Yoshihide Suga na segunda-feira (26). 


Sputnik

O porta-aviões faz parte do grupo naval que segue a oeste do Pacífico. 

Porta-aviões chinês Liaoning
Porta-aviões chinês Liaoning © Foto: Wikipedia/Voice of America

Segundo a emissora NHK, Suga informou aos jornalistas que a presença do porta-aviões chinês nessa região demonstra as capacidades navais avançadas da China e que o governo japonês está monitorando atenciosamente a sua movimentação.

Os oficiais da Força Marítima de Autodefesa do Japão, citados pela NHK, afirmam que pela primeira vez a China está realizando exercícios de deslocamento global no Pacífico.

Anteriormente, em agosto, a televisão chinesa informou sobre "capacidades crescentes de combate" do seu porta-aviões Liaoning (CV-16), afirmando que a plataforma pode transportar até 20 caças de combate, reforçando potências navais e aéreas de Pequim no Pacífico no contexto das tensões crescentes. 

O único porta-aviões chinês é uma versão renovada do modelo soviético cuja construção foi iniciada na Ucrânia nos anos 80. Posteriormente, o navio foi vendido à China e comissionado em 2012.


Coreia do Norte quer se tornar potência nuclear

Ex-embaixador do país comunicou que a Coreia do Norte planeja efetuar mais um teste nuclear durante a corrida presidencial da Coreia do Sul e, depois disso, irá se dedicar a negociações internacionais. 


Sputnik

Em 23 de dezembro, Thae Yong-ho, ex-embaixador da Coreia do Norte em Londres, disse ao Comitê Parlamentar da Inteligência da Coreia do Sul que Pyongyang enviou documentos para missões no exterior sobre realização do sexto e sétimo teste nuclear para o ano que vem, informou a KBS. 

Soldado do Exército da Coreia do Norte
Soldado da Coreia do Norte © AP Photo/ Wong Maye-E, File

"Em particular, trata-se do preparo quanto à realização de teste nuclear durante as eleições presidenciais na Coreia do Sul", cita The Korea Times as palavras de Thae que se referem a declarações de deputados do país. 

Thae desertou para a Coreia do Sul em julho, tornando-se maior figura diplomata a fazê-lo. Essa foi a sua primeira aparência em público.
Segundo o ex-embaixador norte-coreano, o líder Kim Jong-un deseja que o seu país seja reconhecido como maior potência nuclear e, quando cumprida essa meta, tentará resolver o conflito internacional através do diálogo. Thae comunicou que o presidente espera receber reconhecimento até julho de 2017, quando o próximo congresso do Partido dos Trabalhadores será realizado, conforme a KBS.

A realização dos testes coincide com a chegada da nova administração nos EUA e com as prováveis eleições presidenciais sul-coreanas. Tudo indica que as eleições presidenciais da Coreia do Sul sejam realizadas antes do previsto devido ao impeachment da presidente Park Geun-hye. O mandato deveria ser concluído em fevereiro de 2018. O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul tem seis meses para decidir se vai destituí-la ou restituí-la, acrescentou The Korea Times.

Thae comunicou que a Coreia do Norte aguarda mudanças: 

"Pyongyang espera que as dúvidas sobre a ineficiência das sanções contra a Coreia do Norte ganhem força em breve. Além disso, [a Coreia do Norte] almeja que a Coreia do Sul mude sua política interior", The Korea Times cita as palavras do membro do Parlamento da Coreia do Sul. 

A Coreia do Norte efetuou o seu quinto teste nuclear em Setembro. As negociações internacionais sobre o fim do programa nuclear, que inclui a Coreia do Norte, Coreia do Sul, Rússia, Japão e EUA, estão sendo realizadas desde 2008.

Índia faz teste com míssil capaz de portar ogiva nuclear

A Índia testou míssil balístico intercontinental Agni-V capaz de portar ogiva nuclear.


Sputnik


Essa notícia foi dada pela edição Times of India na segunda-feira (26). 

Míssil balístico de longo alcance Agni-V durante desfile militar em Nova Deli, Índia
Míssil balístico Agni-V © AP Photo/ Manish Swarup

O lançamento foi realizado às 11h00, horário local (às 03h30, horário de Brasília), a partir do complexo de lançamento na ilha de Wheeler, perto da costa do estado indiano de Odisha. 

"Estão sendo analisados os parâmetros do lançamento-teste do míssil que visa atingir distância máxima. Levará tempo para constatar se o lançamento foi bem-sucedido ou não", informa a fonte citando uma edição de um representante do governo da Índia. 

O míssil de três fases terra-terra Agni-V com alcance de mais de cinco mil quilômetros, possui comprimento de 17 metros, pesando cerca de 50 toneladas. É capaz de portar ogiva nuclear com peso de mais de uma tonelada. 

Esse já é o quarto teste do modelo de míssil Agni-V. Atualmente, a Índia conta com quatro tipos de mísseis da série Agni: Agni-I com alcance de 700 quilômetros, Agni-II – 2 mil quilômetros, Agni-III e Agni-IV – entre 2,5 e 3,5 mil quilômetros. O Agni-V entrará em serviço após testes. Além disso, está sendo desenvolvido o míssil Agni-VI, o qual possui alcance de até 10 mil quilômetros e possibilidade de lançamento a partir de submarino.


Pelo menos 30 civis sírios mortos em ataque do Daesh perto de Al-Bab

Mais de 30 moradores da cidade síria de Al-Bab foram mortos na tentativa de sair da cidade.


Sputnik

Eles morreram devido à explosão de minas e explosivos caseiros colocados por extremistas do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia), informa o Estado-Maior turco. 


Explosão em Al-Bab (foto de arquivo)
Explosão em Al-Bab © AFP 2016/ PHILIPPE DESMAZES

"Pelo menos 30 moradores de Al-Bab que tentavam fugir da cidade morreram devido à detonação de minas e explosivos caseiros colocados por terroristas, muitos outros civis foram feridos", se diz no Estado-Maior turco.

A Turquia começou em 24 de agosto a operação Escudo do Eufrates para expulsar os jihadistas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) das localidades fronteiriças do norte da Síria. Com ajuda da oposição síria, o exército turco conquistou o controle da cidade de Jarablus e agora continua sua ofensiva em direção ao sudoeste.

Como havia dito anteriormente o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o objetivo desta operação é a eliminação dos terroristas neste território e a criação de uma zona para o alojamento de refugiados. 

Vale ressaltar que Damasco considera a invasão armada pela Turquia das suas províncias do norte como ocupação estrangeira e não coordena com Ancara suas ações na luta contra os terroristas.

Terroristas atacam bairro cristão de Damasco na manhã de Natal

O bairro cristão de al-Qassaa, na capital síria de Damasco, foi atacado com morteiros na manhã deste domingo (25), dia de celebração do Natal católico, informa a agência estatal síria SANA.


Sputnik


De acordo com a publicação, ao menos três projéteis de morteiro explodiram próximo a um hospital francês da região, causando danos ao patrimônio público e privado. Até o momento não há informações sobre vítimas no local. 

Cristão de vilarejo no nordeste da Síria reza em igreja destruída pelo Estado Islâmico
Cidadão sírio em igreja destruída por terroristas © Sputnik/ Valery Melnikov

A Síria vive desde 2011 um violento conflito civil entre forças do governo e diversos grupos da oposição do país, muitos dos quais reconhecidos internacionalmente como terroristas. De acordo com a ONU, a guerra já provocou a morte de mais de 300 mil sírios.


Enterramentos em massa de dezenas de sírios torturados descobertos em Aleppo

Valas comuns com vítimas de torturas foram encontrados na cidade libertada de Aleppo, informou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov na segunda-feira (26).


Sputnik


"Foram descobertos locais de enterramentos em massa de muitas dezenas [de sírios] que tinham sido sujeitos a torturas brutais e [em seguida] assassinados", destacou Konashenkov. 

Forças sírias retiram corpos no local de enterramento em massa (foto de arquivo)
Tropas sírias recolhendo os corpos na vala coletiva © AFP 2016/ LOUAI BESHARA

"Em muitos casos, faltam partes de corpos; a maioria das vítimas receberam tiros na cabeça. E parece que isto é apenas o início", comunicou o major-general. 

Konashenkov ressaltou que todos os fatos estão devidamente documentados. 

Segundo ele, as evidências estão sendo minuciosamente registradas como graves crimes de guerra para terem máxima divulgação junto da opinião pública, "para que os apoiantes europeus da chamada oposição moderada estejam cientes quem são realmente os seus protegidos".

Konashenkov acrescentou que os militantes da "oposição moderada" minaram quase tudo em Aleppo oriental, inclusive brinquedos, ruas, entradas em prédios, veículos e motocicletas.

"Literalmente tudo, para o que houve tempo e explosivos suficientes, foi minado: as ruas, entradas em prédios, veículos, motocicletas tombadas nas estradas e até brinquedos de crianças", frisou.
O porta-voz do Ministério da Defesa russo assinalou que em Aleppo foram descobertos grandes depósitos com munições suficientes para armar vários batalhões de infantaria.

Em 22 de dezembro as forças do governo sírio assumiram pleno controle de Aleppo após a saída da cidade da última coluna de militantes. 

A Síria vive desde março de 2011 um conflito armado em que as tropas governamentais enfrentam grupos armados da oposição e de organizações terroristas como o Daesh e a Frente al-Nusra, (ambas proibidas na Rússia).